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    Sábado, Abril 23, 2011

    Remédio para a crise

    Da tão propalada crise que graça estas terras resta o seu nefasto efeito na população portuguesa que obrigou a sua fuga em massa para terras do Algarve e até mesmo para o estrangeiro, que desastre!!! Sempre foi assim desde que me lembro, ou melhor, nunca deixou de ser assim porque lembrou-me sempre do meu país em crise, apesar de quando em vez, a crise ser mais nítida do que noutras vezes. Na "crise actual" é bom verificar que nos agarramos às nossas tradições e quando há férias grandes, leia-se pontes de feriados, e um bocadinho de sol mesmo que seja apenas uma promessa toca de rumar ao Algarve para esquecer a crise e gastar dinheiro mesmo que pouco a a custo de outras coisas bem mais importantes. É óbvio que não quero alimentar a teoria de que não estamos em crise ou que, como o nosso Presidente uma vez primeiro ministro disse em plena crise, vivemos num oásis económico, a minha pancada não chega a tanto. O que me leva a pensar é no porquê desta reacção, será que a população faz para desanuviar a pressão negativa do dia a dia e encontra nestas mini-férias retêmpera para um novo fulgor para sair da crise? Ou será mesmo a velha máxima que diz que o que queremos é pão e circo?
    Continuo a achar curioso como a história se repete. No periodo liberal assolado por grandes convulsões sociais, partidos políticos sem escrúpulos, caciquismo, manequeísmo e irresponsabilidade geral vejo os tempos de hoje mas sem Eça de Queiroz e Bordálos de Pinheiro, estamos amputados de entidades críticas ao estado de coisas, sem acutilância cómica/política que possa mexer com intenções de voto, estamos amorfos!! Para o estado actual de coisas gerado por uma classe política irresponsável e em muitos casos criminosa por incúria, resta-me relembrar Eça de Queirós a propósito dos políticos da altura que eu colo directamente nos políticos portugueses actuais, em especial no cagão do Passos Coelho:

    " Os políticos, como as fraldas sujas, devem ser mudados de tempos a tempos"

    Precisamos de uma nova classe política, da junção de um conjuntode individualidades isentas e sem o rabo preso para fazer o que os caiciques nunca fizeram nem querem fazer.

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