terça-feira, janeiro 17, 2006

Dominus roviscum

Se há uma regra inabalável na vida do Português médio, essa regra é, sem dúvida, mais vale parecê-lo do que sê-lo. Desde à séculos que os Portugueses vivem sob a batuta do catolicismo obscuro imposto pelos muy sapientes governantes que nos taparam os olhos e conduziram-nos como carneiros para o matadouro durante séculos a fio. De facto, a memória curta dos Portugueses só pode ser explicada através dessa lógica lusocatólica que permite os sábados no bordel e os domingos na missa. De alguma forma cada qual vive a sua vida prevaricando e invejando o próximo durante a semana com a reserva moral de que no Domingo, final derradeiro da semana, o perdão estava aí com uns balbuciantes exercícios de lábios e uns bons pares de joelhos postrados na lage fria. Neste cenário, aparece o Sr. Silva como o senhor prior numa paróquia conhecida pela devoção das suas gentes na santa cartolina, a que a pariu, e pelas suas putas, que as há e muitas por sinal. O Sr. Silva, com o seu asepcto austéro de quem comeu, bolo-rei, e não gostou, assume-se como a alternativa viável para continuar a parecêr-lo, antes demais do que sê-lo, não fosse a lógica falhar. Claro está que, esta falácia lógica do Sr. Silva entre o sê-lo e o parecê-lo não é entendível pelos paroquianos desta enorme e pia freguesia que é Portugal, é sim manobra dos senhores das mercearias que sufocam os paroquianos. Para quê tanta chatice em pensar ou recordar o que o Sr. Silva fez de mal a este país, o que importa é que, no sábado há bola, madame blanche e paróla. No domingo afaga esses olhos remelosos de pecado e álcool por digerir ainda e vai à missa botar o boto no Sr. Silva porque o que se quer é putas ao sábado e as irmãs ao Domingo.

Será isto um retrato muito desfazado do que poderá vir a suceder no próximo dia 22??? Espero bem que não, no entanto, Domingo é dia de missa.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Chefe mas pouco

Por vezes temos a ideia que alguém que vive alheado do que se passa no seu país está errado e, acima de tudo, desfazado. Atendendo às últimas notícias que nos revelam que há individuos que concorrem em eleições, que as ganham e que até têem umas contas na Suiça recheadas com uns dinheiritos ganhos aqui e ali de uma forma misteriosa, quem é que poderá censorar essas pessoas que vivem desfazadas quando, vista bem a situação, esse desfazamento é a garantia de alguma sanidade?
No tempo da PIDE, as escutas telefónicas eram práctica comum no controlo dosrevolucionárias e da normal e moral ordem das coisas. Actualmente, existem escutas, e cada vez mais, e estamos a proteger o quê? a Democracia? O Próprio Presidente da República que também foi alvo de escutas telefónicas? è caso para dizer que, o Presidente da República, é chefe mas pouco.

terça-feira, janeiro 10, 2006

Pretérito mais que perfeito

Já referi aqui algumas questões importantes que têem a ver com a construção ou distorção de uma ideia de nação. Volto desta feita à carga com um texto da autoria de Miguel Cardina que vem, a meu ver, a calhar devido às Presidenciais e também a um célebre debate promovido pelo programa da RTP 1, "Prós e Contras", em que a Dra. Filomena Mónica "brilhou" ( a ironia, a ironia). O atavismo, o preconceito básico e aristocratizante de alguns membros da nossa grande comunidade chamada Portugal, produziram estas marcas identitárias tão faladas e propagadas pelas membros das melhores famílias de Portugal já desde o tempo de Oliveira Salazar e, espantem-se, até aos tempos actuais. A ideia de um povo que é burro, inculto, ou melhor, mais burro e mais inculto que os demais povos europeus, a ideia de uma identidade originária no Norte de áfrica, bem como, uma idêntica identidade originária que alguns profetas atribuiem aos Celtas em Portugal, construíram desde sempre a resignação de imobilismo em relação aos que nos governam. De alguma forma, a maioria ainda espera por um Dom Sebastião revisitado e acha que alguém, sempre alguém, há-de fazer alguma coisa por eles.
Ontem no programa Prós e Contras, pela primeira vez, um político disse abertamente a verdade. O sistema de Segurança Social Português está falido. Sob apenas este aspecto o Ministro dasd Finanças esteve bem e demonstrou ser responsável. Perante isto, há que fazer um exame de consciência e ver se há alguma lógica nas seguintes situações:

  1. Protestar contra o Governo, ou governos, por causa da Educação neste país envergando um fato negro promovido como "Tradição" pelo regime do Estado Novo em que fazia-se crer que se pertencia a uma casta de intocáveis, advogando agora que o Ensino é para todos. Um traje académico, para além de inútil, é caro e marca também a diferença entre aqueles que podem dar umas massas valentes por um fato desses e os que não.
  2. Votar no individuo que, quando foi Primeiro Ministro, tinha um milhão de Euros por dia a chegar de mão beijada mas que nunca conseguiu modernizar o país e alterar o tecido produtivo do país. No tempo desta personagem nunca a Mercedes nem a BMW venderam tantas máquinas agrícolas como na altura. Gozem-se da Ponte Vasco da Gama e da Auto-estrada do Algarve
  3. Queixarmo-nos da crise quando se venderam mais automóveis de luxo o ano passado do que em qualquer outro ano. Quando há crise e as viagens de ferias no estrangeiro aumentam de ano para ano. Quando os artigos de luxo e desejo são os que verificam o maior aumento no volume de vendas em Portugal.

Pensem bem nisto e leiam bem o texto e vamos refazer, ou melhor, reinventar Portugal.

domingo, janeiro 08, 2006

Música

Não há forma de desmontar esta evidência. Quando conhecemos alguém começamos a extrair, instintivamente, dessa pessoa, impressões. Todavia, essas impressões poderão estar encerradas nas grilhetas dos lugares comuns e demais atavismos latentes nas diversas formas de preconceito. Tendo em conta isto procuro transmitir algumas das minhas preferências musicais, mais propriamente, o que ando a ouvir actualmente.

  • Interpol - "Antics"
  • Residents " Animal Lover"
  • Residents " Third Reich and Roll"
  • Gorillaz " Demon days"
  • Robert Wyath " Cockooland"

De facto, as preferências musicais não fazem uma pessoa, mas ajudam. Encerrar a possibilidade de conhecer ou dar-se a conhecer novas coisas apenas porque se está encerrado(a) num determinado estilo musical ou de vida é imobilismo intelectual. Que cinzenta que será a vida de quem não voa simplesmente.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Tugalândia

Cada vez mais tenho a convicção que é necessário reciclar muitas das mentalidades e formas de estar na vida de todos nós Portugueses. Portugal sempre foi um país em que a “elite� pouco produziu de si própria e muito copiou de outros. De certa forma, essa foi a estratégia para continuar a dominar os ensejos modernistas do país utilizando sempre a expressão “ lá fora é que é bom�. Nos antípodas desta questão residem aqueles que, impregnados de um atavismo cego e crónico, procuraram sempre defender as tradições deste país. Ora vejamos, o Fado não é síntese musical da música produzida em Portugal, Lisboa, a capital, não é único nem privilegiável cartaz turístico de um país macrocéfalo, com laivos de Primeiro Mundo vivendo, fora dos cartazes turísticos, num limbo entre o primeiro e o terceiro mundo. Portugal não é, acima de tudo, como disse Filomena Mónica, um país com um povo feio porque era atarracada a estatura média do povo. É acima de tudo, um gigante adormecido, quer em estatura, quer em valia e desenvolvimento. A todos aqueles que dizem que querem ir embora ou que este país não dá mais e que está à beira do colapso, eu digo, têem razão sim senhor, ide ide embora, em terra de cegos quem tem olho é Rei!!!
Por fim, gostaria de salientar um aspecto importante, que tem a ver com muito do que tem vindo a ser dito acerca do povo Português. O povo português é trabalhador quando motivado, disciplinado quando motivado, criativo quando necessário e empreendedor. Apesar disto, temos que aguentar, até ver, com uma burguesia pouco instruída e preguiçosa, um empresariado que é constituído em 73% por indivíduos com a 4ª classe, e uma aristocracia indolente e tesa que nem um barrote.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

2006

Agora que a comoção passou e o que resta dos festejos da chegada do Novo Ano é uma ressacazinha que teima em não desapareçer, há que olhar em frente e agarrar o ano que já iniciou. Como dizia Einstein: " O único sítio onde o sucesso vem antes do trabalho é no Dicionário" e como tal há que deitar mãos à obra de construir um bom Ano de 2006 e, atempadamente, planear o que for possível planear para estarmos preparados para todas as eventualidades. Eu tomei este conselho à risca e, como vou começar um curso de Higiene e Segurança no Trabalho, eu, precavido como sou, já tomei banho e tudo!!!

sábado, dezembro 31, 2005

FELIZ ANO NOVO

A todos um Feliz Ano Novo e que este vos traga tudo o que desejarem!!!



FELIZ ANO NOVO!!!

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Fim de ano

É sempre por esta altura que se fazem as contas do que aconteceu durante o ano que finda, e que, numa contagem decrescente morre. Pessoas juntam-se em festarolas, vulgo reveillon, e embebedam-se romanamente em orgias de álcool e sabe lá mais o quê a pretexto da vinda de um novo Ano cheio de esperança e com votos de prosperidade. É estranho todo este movimento em torno de uma data que se cria mas que poderia ser alterada, ou seja, na noite de 31 de Dezembro para 01 de Janeiro, aconteçe o mesmo do que nas restantes noites do ano, muda o dia. Sem querer ser demasiado pragmático em torno desta questão, o facto é que o Fim de Ano é simbólico/pretexto para festa. Este pretexto por si só não é grave, aliás, deveriam-se criar mais pretextos ao longo, pelo menos é o que eu faço. Assim, sendo o Final do Ano um pretexto para festa, eu, já devo ir no ano 2200 e tantos, para mim qualquer coisa é motivo de festa.
Em suma, a retrsopectiva e votos para um futuro melhor são construídas todos os dias do ano e é isso que nos impele. Entretanto, quanto a este pretexto que é o Fim de Ano desejo uma festa de arromba para todos e a entrada auspiciosa no novo ano que entra aí.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Ah pois é!!!

Agora que já estamos na ressaca do Natal e do cartão de crédito esgotado, há que seguir em frente rumo ao ano de 2006. E para o ano de 2006 nada como desejar saúde, pelo menos, a mesma saúde que o Pai de Júlio Iglésias teve enquanto foi vivo. Consta que, o pai de Júlio Iglésias, faleceu com a idade de 90 anos, no entanto, o insólito não foi este facto. O Insólito foi o facto de este ter falecido e ter deixado uma irmã a Júlio Iglésias com apenas ano e meio de idade, e mais, a segunda esposa do pai de Júlio Iglésias está grávida do segundo filho. Por isso meus amigos e amigas o que é preciso é saúde até aos 90 anos pelo menos.

Feliz Ano Novo de 2006!!!

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Pai Natal

Como em Portugal ainda se acredita no Pai Natal que há-de chegar para resolver crise que o país atravessa, num misto de Sebastião revisitado e Papá Noel bonzinho, faço aqui um apelo para esta quadra festiva. O Pai Natal só vem a quem se portou bem o ano inteiro e, mesmo esses, na maioria, já têem idade para saberem que o Pai Natal não existe, e que, Pai Natal somos todos nós porque temos que fazer por nós próprios, ninguém faz por nós. As sucessivas crenças num Sebastião que virá salvar o país dos males que o graçam é, ciclicamente, promovido pelas máquinas de Marketing político dos partidos do poder, e o povo, esquecido, vai lá a todas as eleições depositar o seu cheque em branco para todos aqueles que, em 30 anos, nada fizeram pelo país, ou pouco aliás.
Temos uma geração que cresçeu no Cavaquismo onde, a educação era alvo de chacota de todos, menosprezada e abandalhada. Qual será o espanto em saber que os jovens trintões portugueses se interessem mais pelo Big Brother do que propriamente em ler um livro por exemplo? Nenhum, simplesmente nenhum espanto, aliás, espanto seria se fosse o contrário. Adicionalmente a isto está o facto de esta geração ser essa massa enorme de indecisos que votam de acordo com o tipo de campanha e que, a nível de exigência para com os seus governantes, estão-se a borrifar.
Aproveitando a quadra festiva em que nos encontramos, desejo a todos vós um Feliz Natal. Pode ser que o Pai Natal exista e nos traga um presentinho bom que precisamos neste país, uma classe política séria e renovada!!

FELIZ NATAL A TODOS!!!!!

P.S. : Já agora na noite de Natal desliguem os exaustores não vá o Diabo teçê-las!

terça-feira, dezembro 20, 2005

Um barómetro por favor!!!

Eu nasci numa ex-colónia Portuguesa em �frica, mais propriamente Angola, no entanto, pelo facto de ter saído de Angola com um ano de idade, não tenho propriamente recordações do país onde nasci. Qualquer das vias, sempre vivi com as recordações que os meus pais e familiares trouxeram de Angola, bem como, com o estigma criado em Portugal em torno dos apelidados de retornados, termo mais lisonjeiro que o conhecido "branco de segunda". O facto é que, no seio dos que vieram de Angola, Mário Soares é persona non grata por ser inculcada neste a responsabilidade da perda de Angola. Sempre achei estranha essa teoria, e sem querer ilibar de culpas Mário Soares pelo processo de abandono de Angola, de que este fosse culpado de todo o processo. Numa altura em que Portugal se via na situação de país colonizável pelas potências da Guerra Fria, as ex-colónias, eram um fruto mais do que apetecido e, nos bastidores das "conversações" as peças do xadrez político movimentavam-se frenéticamente.
É um erro culpar-se apenas as autoridades Portuguesas da altura pelo processo de abandono que se verificou porque, sem margem para dúvida, este foi maneatado pelas potências da Guerra Fria numa luta pelo controlo geo-político de uma zona do globo extremamente rica. Fico com a sensação que alguns retornados ainda sonhavam com um país livre, Angola, com a convivência entre europeus e africanos sana e pacífica. Pensou-se isso antes da descolonização e alguns partidos independentistas, o MPLA por exemplo, tinham nas suas fileiras europeus que sonhavam com uma Angola livre e independente. O facto é que esse cenário não interessava às novas potências colonizadoras, EUA e URSS, e o processo de saída rápida de Portugal teve que ser feito. É necessário referir que nas negociações para a Independência de Angola o Partido Comunista Português teve um papel fundamental e decisório no abandono de Angola pelos Portugueses e consequente entrega do poder ao Partido menos expressivo em Angola, o MPLA. Quanto a Mário Soares, apesar de ter sido responsável pela ideia de uma transição rápida e com eleições entre os partidos independentistas contrariada pelos negociadores afectos ao Partido Comunista, se teve influência no desenrolar do processo, esta não foi a maior nem a mais decisiva, nas negociações os comunistas sempre foram condescendentes com as pretensões do MPLA, contrariando a estratégia oficial de Portugal. Culpados pela descolonização de Angola, ou melhor, pela forma como este se desenrolou apesar de ter vindo com vinte anos de atraso, foram: EUA, URSS, Rosa Coutinho, Salazar e Marcelo Caetano, no meio de isto tudo está também Mário Soares, pesa embora o facto de, na no top mais da lista o seu nome não constar em primeiro. Infelizmente, muitos portugueses que foram para Angola viveram uma quimera alimentada pelo Estado Novo que tinha que manter a sua presença em �frica para usufruir das riquezas das ex-colónias Portuguesas.
Por fim, a todos aqueles que ainda pensam com os pés, que é o mesmo que dizer, todos aqueles que ainda pensam que os retornados é que desgraçaram este país, devo dizer o seguinte:

  1. Se muitos têem reformas aos retornados o devem por estes terem feito descontos nas colónias para Portugal e não terem usufruído destas quando se reformaram. Tenho o exemplo de um falecido Tio meu que descontou durante 20 anos para a Segurança Social Portuguesa mas que, quando pediu a reforma já em Portugal, foi-lhe negada e só contou o tempo que descontou cá em Portugal.
  2. Se Portugal era, e ainda é um país cinzento e fatalista, com a vinda de todos os retornados, Portugal ficou sem dúvida menos cinzento com a alegria e horizontes abertos dos retornados.
  3. Se não fossem as colónias Portuguesas durante o regime fascista, em Portugal continental, teria-se morrido de fome.

Não se esqueçam, aprendam a viver a vida sem ficar amarrado ao que já não volta.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Direito de Pernada

A Câmara Municipal de Tomar instaurou uma comissão para descobrir legislação antiga, ainda em vigor, que lhe permita descartar-se de algumas responsabilidades e obter alguns benefícios. Tudo isto foi despoletado por uma disputa entre a Junta de Freguesia de Paialvo e a Câmara Municipal de Tomar, em que a Junta de Freguesia de Paialvo reclamava o custeamento das despesas de conservação do Pelourinho sito nessa freguesia pela edilidade. Em resposta a esta exigência, a Câmara Municipal de Tomar, recorreu a uma lei do tempo de Salazar para se isentar de responsabilidades. Entretanto, descobriram uma Lei que confere o Direito de Pernada ao Alcaide da Vila de Tomar, que é o mesmo que dizer o Presidente da Câmara, e que consiste no direito que esta Lei confere ao presidente da edilidade do concelho em dormir com todas as noivas que casem no concelho. O facto é que as leis enquanto não forem revogadas produzem eficácia e esta lei do tempo do reinado de Pedro I não é excepção. Resta saber se há, ou não, cumprimento da Lei, Lei é Lei!!!
Quem me dera ser Presidente da Câmara.....de Tomar é claro!

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Sonho com um Verão que há-de vir





Já a algum tempo que tinha vontade em ir visitar a Irlanda, não propriamente pelo seu clima tropical, mas, sobretudo, pelas pessoas que eu, sem lá ter ido alguma vez, estou em crer que sejam extremamente simpáticas e divertidas. Este é o meu sonho de um Verão que há-de vir.

Sugestões de Natal

Vou iniciar uma rubrica em que vos vou dar dicas para as prendinhas de Natal a oferecer a miúdos e graúdos. Quem nunca desejou ter no Natal um brinquedo fantástico? Toda a gente concerteza e agora imaginem a sensação que será uma criançola, ou até mesmo o papá, receber um lança rockets ou até mesmo um tanque de guerra completamente equipado, humm?!!! Pensam que é difícil? Pois não é nada difícil basta consultarem o catálogo que o Ministério da Defesa Russo tem a net e encomendar. Também temos vasos de guerra!!!

P.S: Se calhar há promoções em Janeiro!!!

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Mistérios Insondáveis

Há coisas que para mim são um mistério absoluto. Coisas que, por vezes, apesar de serem explicadas escapam completamente à razoabilidade pois, essas coisas explicadas, são do conhecimento geral de todos mas, todavia, as pessoas insistem a incorrerem nos mesmos erros de sempre. Os dados acerca da violência doméstica são negros em Portugal e também noutros países, no entanto, há um denominador comum. Em todos os casos de violência doméstica os maus tratos são reiterados e contínuos durante vários anos, ou seja, na generalidade, as mulheres vítimas de maus tratos só reportam estes casos após vários anos de abusos. Se por um lado se pode explicar esta situação pelo peso que a educação machista a que as gerações que cresceram antes e durante os anos setenta, por outro lado, não é explicável quando enquadrada em pessoas mais jovens e que são, sem dúvida neste aspecto, mais esclarecidas acerca do seu papel na sociedade, como mulheres, e quais as responsabilidades, direitos e obrigações enquanto parte de um casal. Devo salientar que a igualdade de tratamento entre homens e mulheres ainda não é o que deveria ser e que há muito a fazer, no entanto, já não estamos nos anos sessenta com o papel esclusivo de Fada do Lar dado à mulher, ou estamos?
De várias conversas que tenho tido com amigos e amigas que estão nesse imaculado e intocável estado matrimonial, com ou sem papéis, o que eu verifico é que as mulheres aturam muito mais impropérios e brigas do que propriamente os homens. Parece que para as mulheres o importante é agarrarem-se de unhas e dentes a um relacionamento que não é saudável mas que, segundo elas, é importante manter-se por uma questão de segurança. Segurança? o que é isto? Ter sempre alguém em casa quando se chega do trabalho mesmo que seja, invariavelmente, para se brigar sobre assuntos que não merecem ser discutidos quanto mais se brigar por causa disso? Há outro aspecto que é importante salientar que é o facto de as mulheres pensarem, ao mesmo tempo que os homens, que o facto de viverem juntos e haver "responsabilidades" poderá produzir alterações subtanciais ao seu parceiro para melhor. É certo que alguma coisa muda na nossa vivência quando vivemos juntos com alguém e viver com alguém é também um "jogo" de cedências implícitas mas que surgem de uma forma espontânea, e como tal, a vivência é possível e saudável. No entanto, quando ninguém pretende alterar a sua forma de ser, o relacionamento, não altera por si só, ou seja, é altura de se rever muito cuidadosamente toda a estrutura do relacionamento, o que é o mesmo que dizer, curtam enquanto durar porque está condenado a acabar violentamente se nos apercebermos disso tarde demais. Para piorar a situação e sem generalizar muito porque nem todos somos iguais felizmente, há quem pense que um filho poderá produzir as alterações no seu parceiro que o próprio realcionamento não conseguiu produzir. Resultado? Divórcio, filhos com pais a tempos espaçados e mulheres amarguradas com elas e com a vida.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

As coisas da vida

Sinceramente não consigo perceber aqueles que falam/opinam/aconselham/alvitram/desvendam etc etc... as coisas da vida. Será que ainda não perceberam que a felicidade está a 10 forwards de distância num qualquer mail com uma apresentação pirosa em Powerpoint? será que nunca receberam uma porcaria dessas? Gostava de saber quem é o(a) artista/artola/quem não tem nada que fazer/opinador/pessoa com um gosto muito duvidoso que faz aquelas apresentações pirosas. Se houver dinheiro envolvido nesta história de enviar fowards para centenas de pessoas com mensagens idiotas eu também quero aprender o ofício. Um dia destes meto a minha foto numa apresentação feita em Powerpoint com o NIB da minha conta e digo que sofro de uns ataques e que se depositarem qualquer coisinha na minha conta e, como não poderia deixar de ser, fizerem foward a pelo menos 10 pessoas que eu não as irei chatear a casa com uns ataques manhosos a espumar da boca.

Resoluções de Final de Ano

Aproxima-se a época do ano em que muitos de nós tomamos as resoluções de final do ano, ou seja, pensamos acerca do que sucedeu durante o ano que está a terminar e tentamos perspectivar o ano que vem. Eu também estou a equacionar que tipo de resoluções irei tomar para o final do ano. Tendo em conta alguns acontecimentos recentes, ou quase, da minha vida, aprendi que a vida tem que ser levada um dia de cada vez e, como tal, as próprias resoluções de final do ano vão contra tudo isso. Houve dois eventos que me marcaram bastante e moldaram a minha forma de olhar a vida, não interessam quais concretamente mas, de facto esses eventos esculpiram, em baixo relevo, a superfície de quem sou. Tomei uma abordagem nova à vida, ou seja, vivo o dia de hoje esquecendo o que foi o ontem e não pensando muito no amanhã. Irresponsabilidade poderão pensar alguns mas gosto de chamar isto sanidade. Apercebi-me que por cá, neste mundo “civilizado�, temos uma vida absolutamente estúpida e insípida, e eu, como os demais mortais, gostaria de apreciar mais a curta vida que temos por cá. Não posso viver atracado a eventos que se passaram, nem tão pouco, a aquilo que poderá ser o dia de amanhã. Assim a minha resolução para o final do ano é:

Não tomar resoluções algumas que sejam, viver a dia um dia após o outro e tentar tirar o máximo proveito de cada dia que nos é oferecido. Marcarei objectivos genéricos sem compromisso de resolução e viverei a vida, ou seja, quero ver a vida correr. Viajar, conhecer pessoas, conviver com pessoas e viver a vida tal como ela poderá ser….boa!!

Quanto a vós, desejo-vos o mesmo, curtam a vida!! Um dia de cada vez é claro!!!

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Debates

Já vi os dois primeiros debates entre candidatos à Presidência da República e o que, quanto a mim, melhor caracteriza os mesmos é a palavra fraco. A forma como estão a ser conduzidos os debates está a permitir o não debate de ideias. Neste cenário, Cavaco Silva, é o mais beneficiado por via do facto de ser o candidato que tem a noção mais vaga e desfasada do cargo e, consequentemente, menos ideias. Mário Soares afirmou isso ontem antes do debate e fê-lo de uma forma acutilante na medida em que, os debates, foram negociados entre os cinco principais candidatos, sendo a vontade de um candidato, Cavaco Silva, mais forte que a dos demais. Já referi que, ou pelo menos fiz entender, que a candidatura de Cavaco Silva goza do apoio de opinion makers no sentido de formularem a imagem de uma supercandidatura ao ponto de, em sondagens com 500 e poucas entrevistas válidas, darem a vitória mais que certa a Cavaco Silva. É conhecido, pelo menos aos mais atentos, que as Televisões nacionais pendem para uma determinada área política nacional e que, por coincidência digo jocosamente, o beneficiado desta situação é o PSD. É altura de pararmos e pensarmos bem se pretendemos continuar com este velho estar de coisas que nos deixou na ruína. A todos os que são de Esquerda a campanha também é de todos nós, independentemente do candidato, para fazer frente a esta manipulação baixa a que a opinião pública está a ser sujeita.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Tuganews

No outro dia é que reparei neste pequeno detalhe dos noticiários Portugueses. Todos os anos, por esta altura, há sempre uma notícia acerca da queda de neve na Serra da Estrela. Qual é a novidade? Todos os anos neva na Serra da Estrela, não é novidade nenhuma, no entanto, todos os anos temos que gramar com um skecth acerca da neve começou a cair na Serra da Estrela, acompanhada sempre é claro, por um turista nacional a deslizar encosta abaixo com um saco de plástico. Mas que raio de noticiário temos nós por cá? De facto, notícias há poucas e os jornalistas têm que "inventar" algumas notícias para encher a grelha.

sábado, dezembro 03, 2005

Macacos no Estádio

Ontem realizou-se o FC Porto - Sporting e a uma dada altura no jogo ouviram-se sons simiescos vindos de um sector das bancadas do Estádio do Dragão. Refiro-me a um momento do jogo em que Rogério, jogador do Sporting, se aproxima da linha lateral e é "presenteado"com um coro de Uhuh típico dos macacos. Depois de ter visto, ou melhor, ter ouvido isto, coloco a seguinte questão: Será que estavam macacos a verem um jogo de futebol? Espero bem que não!!
De resto o meu Sporting mostrou a Garra de Leão!!!