segunda-feira, março 31, 2008

Brighter side of life

Porque a vida é mesmo assim por muitas contas de cabeça que se façam, deixo-vos com the brighter side of life.


domingo, março 30, 2008

Quando os outros olham para nós e descobrimos que ainda não nos vemos

Terá Lisboa se tornado a Badajoz Espanhola para virem em hordas tantos espanhóis à procura de vistas e recuerdos? Não consegui deixar de ouvir o que um Espanhol estava a dizer à sua mãe quando descia as escadas rolantes. Dizia o Espanhol para a sua mãe, Portugal é mais europeu que Espanha, e isto fez-me recordar várias coisas. Não vou aprofundar a ideia acerca desse cariz mais europeu de Portugal versus Espanha mas a frase que o Espanhol proferiu fez-me recordar aquilo que diziamos em Badajoz sobre espanha e como o Antigo Regime Salazarista nos fez voltar as costas ao nosso país vizinho usando as lérias clássicas das origens diferentes dos povos e que nós, os Portugueses coitadinhos, eramos europeus emprestados. Achei curioso a visão do nosso vizinho Espanhol acerca daquilo que via através da cidade de Lisboa e como, a visão que o espanhol tinha, estava tão próxima da psicologia de inversão que poderia estar a fazer a um de todos os Portugueses de visão Bipolar acerca da comunidade em que vivem que se chama Portugal. O que se passaria na cabeça de um desses conformistas bipolares que roçam o cotovelo no balcão de um qualquer café autoflagelando-se acerca da sua triste situação de pertencer a esta comunidade chamada Portugal, se ouvisse este espanhol? É isso mesmo, somos um povo Bipolar mal medicado e orientado por regimes democráticos e não-democráticos que nos têem manipulado a pensar mal de tudo e a estar eufórico e melancólico connosco mesmos. Entretanto, temos todos os especialistas do problema, os engenheiros do problema, que despender energias imensas para identificar o problemas ou vários problemas e a fazer zero para os resolver, aliás, como poderiam fazer isso, seria negar a sua própria existência, lá vamos andando com a cabeça entre as orelhas.

domingo, março 23, 2008

Sapo de estimação

Definitivamente não tenho sorte com os meus animais de estimação. Se em Fevereiro morreu o meu cão, o Che, desta feita foi a vez da Misha, a gata da minha companheira. Morreu de uma forma inesperada, deixando a minha companheira muito triste como é perfeitamente compreensível. Isto pôs-me a pensar acerca desta história de ter animais de estimação que ficam nos nossos corações como se membros da família se tratassem, porque ficam quer queiramos quer não, e depois, pela lei implacável da vida, morrem, geralmente, muito antes de nós. O próximo animal de estimação será um sapo. Porquê um sapo?! simplesmente porque quando este morrer posso enterrá-lo no quintal e acabar com a má sorte de alguém e a sua existência não será tão fugaz assim. Tenho dito!!!

sexta-feira, março 14, 2008

Raibantes carapinhas e bigodes

Se o Natal é quando o Homem quizer, a moda, é para todos os dias de uma forma silly porque, uma Silly Season ou tendência de moda como os mais tecnicistas gostam de apelidar, como o Natal, é sempre que um Homem quiser. A Moda actualmente gira em torno do revivalismo Kitsch dos anos oitenta sendo os óculos de sol de tamanho colossal um exemplo flagrante disso. Recuso-me a usar os óculos que, na minha infância, já os achava absolutamente estúpidos exceptuando, é claro, quando passava na televisão a Abelha Maia e ai eu via um correlação lógica entre oculos de abelha e pessoas adultas por muito psycho que isso possa parecer. Agora é ver milhares de pessoas com óculos enormes quais abelhas maias fora de tempo, irra mas que falta de criatividade!!!!
O tempo da carapinha, raibantes e bigodinhos farfalhudos já lá vai meus caros, abaixo a pelosidade agregadora de restos de alimentos e outros fluídos menos desejáveis para ter ao pé da boca!!!! Lâmina nesse buço e uns oculinhos que não vos dê um ar abelharuco!!! Ne falo da geração Morangos com açucar que só isso dá para um livrito de bolso da europa américa no género, o seu filho apareceu em casa com uns raibantes de aros brancos e umas calças no fundo do rabo? Aprenda a lidar com isso em três ou quatro lições!!!

terça-feira, março 04, 2008

Amadores? não obrigado !!!

Poderei estar a exagerar um pouco para a minha realidade próxima mas sinto de alguma forma isso e não deixo de ter razão em pensar assim. Não consigo perceber a falta de humildade de outros em não tentarem aprender, ou melhor, partilhar, beber das experiências com outrém. Ninguém nasce ensinado mas há "amadores profissionais" passo a expressão, pessoas que insistem em pensar que sabem sem ouvir os que os rodeiam.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

uuuhh I´m gonna kill that waubiit!!!

Sem querer desrespeitar quem é vegetariano mas (but all that wealthy food concept is rubish!!) é uma treta. Antes demais, devo dizer que consumo e faço pratos vegetarianos agora que tenho um wok. Divirto-me imenso a inventar pratos com vegetais porque, no wok, a carne é meramente decorativa e se não estiver presente ninguém dá por falta dela.No entanto, não sou vegetariano, sou omnívoro, ou seja, arrefinfo o dentinho num pedacinho de carne de vez em quando, à excepção de carne de porco que é demasiado gordurosa pesa embora o facto de que um presunto nunca fez mal nenhum a ninguém ( dieta já foste! ). Essencialmente gosto de comer e cozinhar ( inventar diria antes!!!) e como tal, gosto de explorar todo o espectro da roda dos alimentos onde estão incluídas as proteínas animais. Respeito quem, por motivos gástricos digamos assim, tenha optado por uma dieta vegetariana mas, todos aqueles da tribo urbano que acreditam que não devemos comer carne porque coitadinhos dos animais que eles sofrem à brava ( true so true but ) e nós assim somos os maus nesta confortável dicotomia entre o Bem e o Mal numa sociedade que nos faz desviar no passeio de um mendigo e abraçar um cão que esteja abandonado. Claro que estou a exagerar mas há os “fundamentalistas”, há aqueles que perderam a fé nos Homens e encontram nos animais o conforto perdido de uma amizade sincera que não é, julgam eles, possível com os Homens. Mas é pacífico que não queiram comer animais, o que não é pacífico é a veiculação da ideia de uma alimentação saudável estritamente vegetariana porque, esta como outra que não seja equilibrada não é saudável. Argumentarem que a falta de vitaminas e ferro pode ser complementada por suplementos é um argumento nefasto porque senão quem come presunto o dia inteiro também pode complementar a sua dieta com suplementos, neste caso comprimidos para o colesterol e coração ( cruel eu sei mas é um silogismo possível para o argumento vegetariano para os suplementos de vitaminas B12 e ferro ) e assim evitar por uns tempos o colapso total. O ideal é uma dieta equilibrada e comer carne em quantidades certas que, no caso português, não acontece porque meio bife é o suficiente para um Homem adulto mas quem come só meio bife. Devemos comer bem e mais vezes em menores quantidades e quanto aos pratos vegetarianos podem ser consumidos em alternância com a carne.

Compreendo que, para quem viva numa cidade e que não tenha sido habituado a conviver com animais e não tenha a experiência conhecer a natureza, lhes faça confusão toda esta história de matar animais para nosso alimento mas essa é a Lei da Natureza, ou melhor, no nosso caso seria recolher carne do tútano dos ossos dos animais mortos por outros predadores de acordo com a nossa evolução humana, mas lá entendemos que seria melhor domesticar os animais e poupar energias para encontrar carne. O problema aqui é que desde o início da agricultura, caça e recolecção de alimentos variados, até ao presente momento, passaram-se centenas de milhares de anos e o nosso organismo adaptou-se ao consumo, esporádico, de carne e não ao consumo exclusivo de vegetais, daí não ser natural comer só vegetais. O problema aqui tem a ver com a criação de mitos urbanos que vão e vêem ao longo dos tempos e que neste caso criaram o mito de ser-se vegetariano para vivermos mais e melhor, o que, em comparação com alimentação incorrecta do bitoque a boiar em óleo tem de facto amplas e vastas vantagens mas, não é uma alimentação saudável, nem deve, para quem gosta de animais, ser a forma de entender a natureza porque esta é cruel. No dia que descobrirem que as plantas têem sentimentos vamos começar a comer ar, parece-me.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Abertas as inscrições para novo curso

Com a promessa de escrever algo acerca disto, deixo-vos para já isto retirado do Centro de Emprego da Guarda.



Sempre gostaria de saber se eu, por exemplo, que nasci com dois pés esquerdos para a bola, no final deste curso estaria apto a ombrear com um Cristiano Ronaldo ou um Figo, ou se, em vez disso, estaria apto a mandar bitaítes num qualquer talkshow da SICNotícias como o outro que lá vai dizer que o Jesualdo Ferreira não é o protótipo de um portista bacteriológicamente puro ou que o meio-campo do Sporting está precisar de textura? OU por uma via ou por outra tinha a vidinha feita, essa é que é essa!
Mais tarde vou escrever acerca deste programa Novas Oportunidades, não jeito de comentador de futebolês porque o tema merece o devido respeito.

domingo, fevereiro 10, 2008

Estes Romanos não devem, estão mesmo loucos!!!o

Lembro-me que quando ingressei no secundário alimentei o sonho de um dia vir a ser advogado. Por sorte e por mérito de um professor meu, um gabarolas frustrado com a sua condição de professor apesar de ser advogado, desisti da ideia assim que começei a ouvir as histórias dele sobre os estranhos contornos da Justiça em Portugal. Achei nojento e contra os meus princípios as histórias de chica-espertice de advogados que esse meu professor me contava e, felizmente para mim, a disciplina de Direito era opcional e no ano seguinte escolhi Sociologia como disciplina opcional e adorei-a. Tudo isto aconteceu porque na altura toda a gente queria tirar Direito e eu pensei que isso fosse bom para mim não fosse eu ter uma lábia brutal mas, felizmente, tinha escrúpulos e isso colide com a função, no entanto, o curso de Direito era o curso da moda na altura em Portugal, todas a gente queira tirar o curso porque as histórias que se contava era de que o curso servia para tudo, até mesmo para gerir empresas por incrível que isso possa parecer. Ciclicamente, em Portugal, lancam-se cursos como sendo a panaceia universal e ou a resposta milagrosa para todos aqueles que querem tirar um curso e serem Doutores empregados de imediato num cargo a ganhar bem e a fazer pouco ( é disso que se trata! ). Mais tarde passou para Gestão de Empresas porque Portugal tinha que se modernizar e para o efeito, como é hábito em Portugal, começou-se a construir a casa pelo telhado, ou seja, em vez de começar a formar a mão de obra e os processos produtivos, começou-se por formar os gestores cheios de teorias modernas de gestão para gerirem as fábricas anacrónicas de salários mínimo, trabalho infantil e trabalhadores semi-analfabetos, brilhante!. Depois veio Psicologia, uí a panaceia universal toda a gente queria ser, toda a gente queria ter um a trabalhar na sua empresa que moderno!!! Agora estão no desemprego. Actualmente são os Engenheiros Mecânicos que até para Comerciais têem como requisito serem engenheiros, resta saber o que irá acontecer futuramente quando saírem os imprescindíveis técnicos de manutenção mecânica nível III a fazerem o mesmo que os Engenheiros Mecânicos fazem agora. Querem adivinhar que irá acontecer??? Desemprego! Tudo isto acontece porque há academias a alimentar com alunos porque é assim que há financiamento e todos nós sabemos que o curso de Engenharia Mecânica tem poucos alunos, ou melhor, tem muitos que não entraram noutros cursos. Brincam com o futuro das gerações de Portugueses num constante manejo de influências para preservar tachos.
Por último, tenho o mais profundo respeito por todos aqueles que desempenham as funções, ou não, de Engenheiro Mecânico, Psícologo e até mesmos Advogado mas este post, como devem ter reparado, não se dirige a eles propriamente mas sim a todo um sistema a que Portugal está entregue, ou melhor, refém.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Fumo

Daqui escreve um ex-fumador que largou o vício fez no mês passado dois anos. Não pretendo desbruçar-me demasiado acerca da Lei Anti-Tabaco apesar de achar que esta tem alguns pontos os quais eu estou em desacordo, o que me leva a escreve este post é outro aspecto apenso à lei Anti-Tabaco. Há por aí um sentimento, por parte dos fumadores, de perseguição, excesso de zelo por parte de quem legisla de incompreensão quiça também, mas acerca disso temos que ver que o prazer de um fumador colide, se satisfeito no mesmo local onde estejam não-fumadores, com o bem-estar e saúde dos demais já para não falar na sua própria saúde. O ponto, todavia, a que quero chegar em relação a este ponto prende-se com ofacto de me parecer que há uma espécie de vitimização dos fumadores por, dizem eles, estarem a perder o direito a fumar. Ora, direitos há mas a fumar provocando prejuízos sérios à sua própria saúde e á dos outros não há, sejamos francos e realistas, mais, alimentar esta ideia de vitimização é entrar num discurso de um viciado pura e simplesmente. Que um fumador é um viciado é um facto e quem ainda não percebeu é porque tem um problema grave em termos de percepção cognitiva. Mais digo-vos vício por vício, fumo por fumo, mias vale fumar um droga leve como a canabis que ao menos assim tem-se proveito naquilo que se consome, tabaco só alimenta os cofres do estado e da tabaqueira nacional e a Phillip Morris. Sou a favor da despenalização e consumo livre mas controlado de canabis, pesa embora o facto de não ser grande consumidor da substância. Quanto ao tabaco que de prazer trás pouco, ou melhor, três ou quatro cigarros por dia porque os restantes são só para entupir o pulmão e matar o vício, é de combater pela capacidade aditante da substância e pelo facto de estar a alimentar um lobby pernicioso do tabaco nacional e Norte-Americano.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Fome, muita fome

Se calculassem o número de entradas que este blogue tem à conta de um post antigo em que mencionei as fotos da Carla Matadinho a ter sexo com o seu parceiro da altura e que contou com uma resposta do Litanias, se calhar não acreditavam. Mas é verdade o que só me faz concluir que há muita fominha escondida por aí. Desculpem lá e com todo o respeito, andar na net à procura dos filmes ou das fotos da Carla Matadinho entra no campo do enresaivamento. Qualquer das vias agradeço a visita, todavia, e anuncio que o Raminhos é um blogue que aceita as diferenças e como tal, os enresaivados, também têem direito a lerem as baboseiras que eu escrevo. Lerem o Raminhos prova que a mão direita dos enresaivados(as) também tem mais utilidade do que se possa imaginar à primeira mão.
Bem hajam e protejam-se sempre de calosidades indesejadas.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Carnaval, dia de descanso

É Carnaval, é carnaval trá lala lala....alto isto é no Natal. Bom como se fosse Natal, a nossa classe política, vê o Carnaval sob o mesmo ponto de vista do mesmo, ou seja, Carnaval é sempre que o político quer, Carnaval é todos os dias, todos os dias servem para pregar partidas carnavalescas e mesmo que não estejam mascarados de palhaços, a semelhança é notável, serve na mesma para pregar partidas. Assim, como a nossa classe política anda o ano inteiro a fazer palhaçada e a pregar-nos partidas carnavalescas e nós a rirmo-nos feitos tolos enquanto somos enganados, ontem, a classe política pode fazer o mesmo que faz o ano inteiro desta fieta sem ser contestada porque goza de um dia livre em que ninguém leva a mal, nem pode, porque é Carnaval.



P.S.: Será tão evidente o meu descrédito para com a classe política e o Carnaval? Nota-se muito que não gosto do Carnaval? Sim porque sou um daqueles resistentes que ainda não comprou uns skis, nem foi à Serra da Estrela atirar neve aos carros que passam.

domingo, janeiro 27, 2008

A frase que vai ficar nos anais da parvoice

A frase que vai ficar nos anais da parvoíce foi proferida pelo comentador desportivo, o Sr. Rui Santos, no canal de televisão por cabo SIC Notícias. A frase foi proferida a propósito de Jesualdo Ferreira, treinador do FC Porto, para tentar dizer qual seria a relação de Jesualdo com os adeptos do FC Porto e respectiva Instituição. Desta ideia básica brotou a seguinte frase :

"... Jesualdo Ferreira não é o protótipo de um portista bacteriológicamente puro..."

Ora cá está a razão pela qual eu gosto do futebol. É por estes palermas de cabelinho encaracolado a vociferarem palavrões de sete e quinhentos qual metralhadora implacável de herói de filme categoria B. É o comentário futebolístico de taberna chunga trazido em horário nobre, é sublime o humor!!! ahahahahaha!!!

Já agora, Spooorrrtiiing!!!!

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Descrédito

Não tenho tido muita vontade de escrever seja lá porque for seja lá qual for o tema. De alguma forma parece que estou anestesiado com tudo o que se passa à minha volta, o que me leva a pensar num tema ter algo a dizer mas depois pensar, mas para quê? o que serve? de que vale? Pois realmente valerá sempre qualquer coisa mas estou cada vez mais desencantado com o país e, sobretudo, com o povo. É fácil apontarmos para uma figura que outrora era o bicho papão e que agora é o Estado/governo e dizer que a culpa é deles ou dele e continuar a praguejar por aí contra estes e a mandar bitaítes acerca de como, se eu mandasse, seriam feitas as coisas. Um povo que está cada vez mais embrutecido por novelas, talk-shows, modelos fotográficos a representar, fait-divers, jornalismo de referência ( má por sinal) e um governo que nos trata, em alguns casos com razão, como se fossemos uns camelos que para aqui andamos. Utilizo o vernáculo de café para ver se chego aos tipos que andam de Nikes e Adidas e GPS nos carros e cuja preocupação se centra na forma como vão comprar o novo modelo de telemóvel de 4ª ou 5ª geração. Toda a gente tem uma opinião mesmo que o assunto seja Física Quântica e protestam. A Comunicação Social é muito fraca e manipulada por interesses partidários à direita e à "esquerda", querem o óbvio, o ruído o escândalo, a desinformação, mandar areia para os nossos olhos. Fizeram uma campanha em prol de Alcochete que, apesar de uma hipótese lógica, quanto a mim apesar de não ser técnico logo não me pronuncio sobre a validade técnica da escolha, mas que, neste caso, favoreceu, desde já, os privados com a construção de uma nova travessia sobre o Tejo e a sua exploração por privados que encherão os cofres deles e do Estado ao ponto de, em 20 anos, conseguirem pagar dois aeroportos de Alcochete. No entanto, pergunto-me, será que ninguém viu este aspecto? Onde começa o interesse nacional e começa o interesse privado? Onde se intersecionam? Os negócios são feitos nas cúpulas e nós o povo, como sempre, vamos vivendo contentes com a novela e com o GPS. Estou farto deste povo inculto e atávico !!!

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Che

Hoje é um dos dias mais tristes da minha vida até agora. O meu fiél amigo Che morreu. Refiro-me ao meu cão com 12 anos a caminho dos 13 que após um periodo longo e doloroso devido às artroses que lhe provocavam dores e pelo facto dos analgésicos já lhe provocarem efeitos secundários, teve que ser abatido. Não imaginam a dor porque, apesar de se tratar de um cão, é um amigo extraordinário. Com o Che tive dos momentos mais felizes da minha vida e custa, por vezes, perceber como a morte de um animal nos afecta desta maneira mas o facto é que os animais entram de mansinho nos nossos corações e ficam lá para sempre. O Che era um cão extraordinário em todos os aspectos, pela sua doçura, pela sua matreirice e pelo seu apetite voraz por tudo o que fosse um petisco mesmo que fosse um rebuçado ou até mesmo uma pastilha elástica já mascada e pela sua companhia, nunca nos deixava sempre fiél sempre presente parecia que percebia tudo só lhe faltava falar. Veio para minha casa em virtude da doença do meu tio, seu dono, e que o iria vitimar um ano mais tarde. Com o Che veio um catalizador da dor que era o facto de sabermos o quanto o meu tio gostava do cão e quanta questão fazia em que cuidassemos dele. O meu tio João disse-nos quando nos deixou o cão em casa: " Vão ver o Che é um amigo extraordinário, vai entrar de mansinho nos vossos corações." Bendito, benfeito foi o que aconteceu. Quando o meu tio faleceu o Che foi como que um catalizador para a dor porque este cão, como todos os cães, incorpou a personalidade do seu dono e dessa forma parecia que o meu tio tinha , de alguma forma, ficado entre nós. Agora que o Che morreu, morreu o que restava do meu tio João e toda a família sentiu isso, os meus pais, a minha irmã, os meus tios e primos. Foi enterrado na Bacorinha, a vinha dos meus avós no sopé da Serra D´Aire.

A vida continua e a do Che terminou aqui mas o seu espírito voltou para onde se sentia bem, ao lado seu dono, o meu tio João. Até sempre Che! Vou ter muitas saudades tuas.

domingo, janeiro 06, 2008

África

Tenho saudades de estar em África apesar de só ter estado lá quando nasci até fazer um ano, por isso não me lembro, e de ter estado lá 15 dias recentemente. Adorei a vivência e aprendi muita coisa com o que vi, apesar de, como em tudo na vida, nem tudo o que vi foi bonito pois vi o que é realmente a miséria. Contudo, vi a magia de um continente e a vivência de um povo que, apesar de todas as dificuldades, era feliz, à sua maneira claro, mas eram genuínos na alegria que mostravam. Apesar das dificuldades da generalidade dos países africanos, não me importava nada de viver lá, o que posso fazer fiquei "intoxicado" por áfrica e não quero rehab nenhuma porque não servem whiskey nem minis, ahahaha!!!!
Por estas e por outras é que navego pela música africana e ou, por projectos de fusão com música africana. É o caso da banda da qual vos deixo o video de promoção, chamam-se "Extragolden" e fazem a fusão da música folk america e a música Benga tradicional do Quénia. Mesmo a propósito, nem tudo o que vem do Quénia são safaris ou más notícias. Espero que gostem, oiçam!



terça-feira, janeiro 01, 2008

Ano Novo vida nova

Antes de mais nada quero frisar o facto de eu não partilhar o entusiasmo da maioria das pessoas pela comemoração do ano novo mas esta desculpa, como qualquer outra, para fazer uma farra, este ano por causa da minha companheira, contagiou-me. Não me demovo da ideia que tenho desta "celebração" do Ano Novo, aliás, acho-a cada vez mais absurda. No entanto, este ano fui para a Nazaré e diverti-me imenso, aliás, tanto quanto me divertiria noutras alturas porque quando é para a farra estou sempre pronto, a vida são dois dias mal contados. Quanto aos votos que se fazem e as resoluções cabalísticas que se tomam não me contagiaram e apenas fiquei, como meta balizante, com o objectivo de emigrar. O Canadá, Nova Zelândia, Angola ou Dinamarca são os candidatos eleitos agora é só esperar a oportunidade se ela chegar claro está. Estou farto de Portugal tenhoque sair para ter vontade de regressar.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Thoughtfull wishes

A Lei que prevê a extinção de partidos políticos que tenham menos de 5000 militantes é, quanto a mim, uma má Lei. Porquê? Porque apesar de a Democracia, o menos imperfeito de todos os sistemas politícos, se centrar em maiorias e são estas que governam, pesa embora o facto de a maioria puder ser metade mais um, é certo que para o debate político sejam necessários todos os partidos políticos, mesmo os tais com menos de 5000 militantes.É certo que a bem da pluridade temos sempre os PNR de índole imaginário-absurda que advogam o nacionalismo, ou lá o que isso seja, como projecto político para o país mas que, em democracia, e é bom que lhes demos esse exemplo, têem o seu direito a existir per si. Porque não um partido de índole regional ou representativo de uma franja pequena de população existir para levar ao debate político as suas reinvindicações? Que maxificação pretendemos ter na política? Que princípio é este que dá azo a que alguém no poder se julgue detentor de toda a razão sem ouvir os demais? É prepotente mas exemplificativo da política de massas que temos e que vive de quotas de eleitorado e campanhas de marketing, este pensar por nós sem nos dar a possibilidade de criar e formular opiniões porque, pensam eles, só quem lá está é que sabe o que é o melhor para o país. Vejo cada vez mais do mesmo e o que se avizinha são tempos dificéis para quem faz parte de uma quota de eleitorado porque, esses, não são ouvidos, fazem com que estes oiçam mas não os deixam ter uma opinião visível. Já escrevi aqui o que penso acerca da falta de participação cívica do povo português entre os quais me incluo, não preciso dizer mais nada, aliás, no íntimo de cada um de nós está um tão católico mea culpa,mea maxima culpa .

A ideia que nos transmitem acerca da relação que deveremos ter para com o trabalho em que nos é exigido que tenhamos que investir na nossa formação sem garantias ou planeamento de necessidades de mercado, que tenhamos empenhamento e cada vez mais produtividade porque algures na India ou China alguém , em escravatura encapotada, consegue produzir mais barato que nós e competir livremente no mercado com os os nossos produtos é, quanto a mim, demasiado vergonhoso para se falar de tão grande absurdo e bestialidade se tratar. Em pleno século XXI ainda temos a pretensão de dominar povos e de nos aproveitarmos, em nome do lucro fácil, de seres humanos sem que estes tenham garantidos os direitos humanos consagrados. Mais, como é possível que nos peçam para trabalhar cada vez mais anos, ganhar cada vez mais o mesmo ou menos e ao mesmo tempo as grandes empresas verem os seus lucros dispararem? São questões imaturas e um pouco demagogicas algumas mas eu tenho consciência disso e faço-o de propósito, quero que as pessoas com uma mensagem clara e simples pensem um pouco e nas resoluções do ano que vem não se deixem ficar pelo supérfulo tão somente. Afinal porque teremos que ter um défice tão baixo, qual será o retorno, que retorno tem os meus impostos? Um sacrifício para vermos todo um sistema social europeu ser desmantelado para que percamos regalias e paguemos mais impostos? Mau negócio para quem paga. Mais, como poderemos nós continuar nesta espiral de insensibilização entre pares que faz com que se tratem pessoas como números ou como coisas dispensáveis, para quem vai este sacrifício que fazemos todos os dias ? Pensem nisto e esperemos por um ano melhor sem Bush e os seus desvaneios esquizofrénicos de um inimigo imaginário para fazer a guerra e assim alimentar o lobby do armamento, sem Tony Blair e sua hipocrisia, sem Darfur´s, sem esta insensibilização e com uma europa mais humana.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Feliz Ano Novo

A todos os meus votos de um Feliz Ano Novo com saúde e com tudo aquilo que desejarem. E como pedir não custa, a todos um tachozito como o do Armando Vara ;)



FELIZ ANO NOVO DE 2008

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Feliz Bacalhau!!!

O Natal traz todo o fanatismo consumista reprimido por um salário que não chega durante o ano inteiro mas que, em Dezembro com o crédito e a ajuda do Subsídio de Natal, chega um pouco mais para satisfazer a gula desse monstro que é o consumismo. É altura de satisfazer as necessidades impostas pela sociedade de consumo que nos leva a desejar coisas supérfulas para combater a ansiedade que criamos por viver numa sociedade que oblitera as pessoas e as trata como bilhetes de transportes públicos, ou seja, só é válido para a viagem em causa porque depois vai para o lixo sem dó nem apelo. Nesta altura a penúria deu lugar à fartura e agora já se pode comprar o GPS para o Fiat Uno de 88 artilhado com uma bufadeira que o faz parecer um formula 1 a engasgar-se. Dão-se presentes, ou melhor, nos casos mais afortunados, trocam-se presentes de preferência presentes que contenham os bens materiais iconizados e reconhecíveis no grupo em que se inserem, tais como, telemóveis de 200 e tal euros para quem faz poucas chamadas porque é muito caro telefonar excepção feita às chamadas para a Menina Júlia para ver se calha o prémio da manhã, GPS para um gajo não se perder algures entre a Rinchoa e o Cacém porque para mais longe não dá porque a gasolina está cara, LCD´s enormes a pagar em prestações que depois se vê como as pagar para vermos o Filme do Homem Aranha 3, que eles oferecem é claro porque os DVD´s estão caros, ou o Benfica quando dá na TVI porque SportTv é a televisão dos ricos, ah!!! um lCD enorme para ver se conseguimos ver bem as mamocas da Soraia Chaves ou a tranca da Merche Romero ( o argumento para convencer a esposa são os espectáculos de variedades que esta pode ver e a possibilidade de ver com detalhe os vestidos de lantejoulas e as rugas das gajas que aparecem nas revistas com a precisão que só a tecnologia de ponta nos oferece claro está ). Enfim, tudo quanto possa fazer subir a nossa cotação lá no bairro ostentando estas coisas que nos fazem realmente felizes e já para não esquecer da Playstation 3 para a nossa cria obesa de tanto estar sentada(o) sem fazer exercício nenhum a jogar, ao lado do seu paizoca também obeso de fato de treino, porque a playstation 2 já está toda marada, a versão oficial é a de que foi a criança obesa é que estragou de tanto jogar, resta saber como é que foi parar cerveja e amendoins para dentro do aparelho pois pois. Foi sempre assim desde que nos conhecemos como espécie Homo Sapiens Sapiens, não julgem que 5 milhões de anos de evolução conseguiram fazer de nós seres racionais que descartam as coisas supérfulas e se centram no essencial e no real bem fazer para a comunidade, é a lei da selva e nós só temos que ser os macacos dominantes.

A nossa Cultura Judaico-Cristã impingiu-nos uma coisa bem pior que este consumismo desenfreado. A Igreja doutrinou-nos a acreditar que nesta altura se celebra o nascimento de Jesus Cristo, antes demais os meus parabéns ao menino Jesus, e que este morreu pregado numa cruz pelos romanos maus para redenção dos nossos pecados, o que, desde já, coloca-nos numa situação vantajosa. Se o Jesus morreu por nós para redenção dos pecados da Humanidade então agora o que é preciso fazer é trocar uns presentitos por altura do Subsídio de Natal e relembrarmo-nos que há os coitadinhos desfavorecidos a quem damos umas roupas velhas e um litro de óleo Fula à saída do supermercado e voilá, o nosso contributo para o bem da humanidade já está dado, não temos que tomar decisões nem fazer muito sacrifícios, à excepção dos Filipinos que, por esta altura, alguns pregam-se na cruz só naquela de não vá a crucificação do Jesus ser pouco para os pecados da Humanidade e assim fica compensado e tal. Ora, o motivo é válido mas os meios foram sanguinários, quer-se dizer, pregar um desgraçado na cruz ora bolas não é preciso chegar a tanto e o Natal assim correria o perigo de parecer uma festividade de cariz sanguinário e com riscos de virem os senhores da ASAE e fecharem o Natal porque a cruz é feita de madeira e isso está carregado de bactérias nocivas para saúde humana, logo, o Natal teria que se fechar de imediato. Para compensar surgiu um velhote de face rosada com cara de quem andou a beber uns copitos e que desce as chaminés apesar de ter um perimetro de cintura para aí de uns 5 metros ou mais, à meia noite e distribuí os presentes a toda a gente que, supostamente, se portou bem o ano inteiro. Ora, eu já nem falo nas questão das horas extraordinárias que o Santa Claus faz e que se saiba não as recebe porque, entre estar o ano inteiro a ver o que cada um pediu e depois distribuir os presentes restam poucas folgas e é todos os anos este ritmo. Mas o problema aqui está entre o mérito de cada um e a fama que cada um tem porque, em comparação, o Jesus para além de fazer anos e ter sido crucificado tem a concorrência, quanto a mim desleal, de um Velho vestido de vermelho ( bahhhh !!!!) que apesar de ser pendurado nas janelas e varandas à chuva e ao vento não se compra com o ficar pregado numa cruz e querouba protagonismo sem ter feito tanto quanto o Jesus fez para merecer as luzes da ribalta. Mas há outro protagonistanesta quadra que é completamente esquecido, o Bacalhau, esse messias Escandinavo, da Noruega entenda-se, que morre nas águas frias do Atlântico para ser depois salgado e comido nesta altura. Cá estamos nós outra vez a ir de encontro com prácticas sanguinárias e mais, à medida que o desgraçado do Bacalhau é escado daqui a uns anos não há mais Bacalhau para ninguém e depois, nessa altura, reza-se para que no Natal venha Bacalhau. Ao preço que o bacalhau está um dia destes os padrinhos oferecem bacalhaus às afilhadas como enxoval em vez de cordões de ouro. Voltando ao cerne da questão e analisando as três personagens, o Jesus, o Pai Natal e o bacalhau proponho que seja eleito como figura desta quadra festiva o Bacalhau. Sim, o bacalhau porque morreu para o bem da humanidade porque mata a fome a muita gente e porque é salgado e não traz problemas de conservação não correndo desta forma o risco dos senhores da ASAE fecharem o Natal porque não se trata de um produto fresco. Quanto ao Pai Natal eu proponho uma cura de desintoxicação e uma dieta porque o velho por este andar a comer e a beber da maneira como o faz não chega ao próximo Natal.

Feliz Bacalhau

sábado, dezembro 01, 2007

Fedorentos

Saber que há promiscuidade entre o poder e certos favores é um dado adquirido. Porquê tanta ríspidez em dizer isto desta forma crua, simples, está mais que evidente o porquê desta rispidez. Após ter lido um artigo no jornal " O público" de sexta-feira, em que Fátima Felgueiras terá, como autarca, apresentado uma conta de cerca de 200.000 euros a título de honorários a serem pagos aos seus advogados por uma das autarquias mais endividadas do país porque é um procedimento normal por entre muitas autarquias em Portugal. O motivo deste pedido é tão somente porque será a Câmara Municipal de Felgueiras a pagar os honorários advogados de Fátima Felgueiras no processo do "Saco Azul de Felgueiras" e isto porque, segundo a própria Fátima Felgueiras, é um procedimento normal já que está a ser julgada a representante da autarquia de Felgueiras aquando do exercício das funções de representante da autarquia e, como tal, é normal e práctica corrente em muitas autarquias neste país e por isso justificável numa lógica do: " ah tu fizeste mal!! mas tu também fizeste mal!! então está bem que se lixe! " . Que sabemos que os há, e muitos, fedorentos na política é certo mas, qualquer das vias, elegermo-os em sufrágio directo e universal como foi exemplo Fátima Felgueiras é comicidade pura e dura do mais elevado requinte de malvadez, como se de um bondage cerebral se tratasse com chicotadas à inteligência e uns saltos altos cravados no pouco bom senso que restaria talvez( tenho dúvidas que ainda tenham, desculpem a franqueza). Claro está que Fátima Felgueiras é inocente até se provar o contrário mas, neste caso dos honorários dos seus advogados no processo do saco azul e pela justificação que ela própria deu, é culpada de ser a Dominatrix de todos aqueles que votaram nela por acharem que ela está inocente e por todos os outros cidadadãos neste país que ainda acalentavam as esperanças de serem os únicos a saberem que há corrupção e como se faz sem ninguém perceber excepto, claro está, eles próprios após aturada pesquisa nos fundos dos copos de três e imperial lavados com Sonasol cujas bolhinhas ajudam a fluir as ideias tolas até à ervilha cerebral. Assim, se houvesse uma Vila Nova de Sálem em Portugal, enviaria a Fátima Felgueiras para lá sob a acusação de associação fedorenta e nociva com o que está por demais evidente mas que todos nós gostamos de comentar e deixar andar, a corrupção do sistema para proteger a sua clientela directa, a classe política fedorenta que temos. Que há quatro gatos que de nome se trazem por fedorentos sabiamos desde já mas não são os únicos fedorentos, aliás, são mais gatos do que fedorentos porque trazem ao de cima os verdadeiros fedorentos, a classe política instituída em Portugal neste momento.

terça-feira, novembro 20, 2007

O tempo é mestre das coisas

Nunca mais me esqueci do que o meu avô me dissera quando eu, uma dada altura, estava a braços com uma questão delicada por resolver e que me estava a transtornar bastante, ele virou-se para mim e disse-me :" O tempo é mestre das coisas, cura tudo, resolve tudo". Fiquei a pensar no que o meu avô me dissera e na altura não tomei em conta estas palavras sábias. Pensei que estivesse a dizer-me que eu é que teria que encontrar sozinho a solução para o meu problema e não consegui ver que o meu avô acabara de me dar a solução para o problema. Percebi que o meu avô me dera a resposta para o meu problema anos mais tarde quando desenvolvi a ideia que tenho sobre o tempo como espécie de entidade metafísica, num sentido meramente figurado, que restabeleçe os equilíbrios perdidos. Pensem no tempo como uma entidade que no restabelece a paz de espírito necessária para resolvermos os mais diversos problemas, nem todos claro está, mas um número considerável de problemas. Imaginem um problema como se de um baú fechado com vários cadeados se tratasse e que, na ansia de resolvermos os problemas, tentamos forçar frenéticamente os cadeados com as mãos sem alcançar êxito algum. O tempo, essa entidade metafísica figurativa neste caso, traz-nos a serenidade necessária para deixarmos passar algum tempo e acalmarmos o turbilhão emocional que nos tolda o discernimento. De minuto a minuto que passa, o tempo, dá-nos a calma necessária para encontrarmos, uma a uma, as chaves para os cadeados que encerram o baú que contém a resposta instantânea para o nosso problema. O tempo encarrega-se de cura feridas antigas e de dar a perspectiva mais fria sobre os nosso problemas. O tempo é de facto mestre das coisas.

terça-feira, novembro 06, 2007

Civismo e comunidade

Li o Post da Rita no Cacaoccino e não pude deixar de concordar com o ela escreveu. No entanto, gostaria de acrescentar mais alguns pontos acerca desse tema melindorso para a cultura Portuguesa que é a Cidadania. Que os Portugueses, desculpem-me a generalização, gostam de ter conversas de café acerca do quão mal está o país e de quão bons são eles a quem nada nem ninguém os engana, nem o Estado, isso, é um ponto assente e visível em qualquer café deste país. O que não é visível é o sentido de comunidade dos Portugueses. Numa sociedade ainda nas grilhetas da sua herança cultural judaico-cristã encabeçada pela ICAR e os seus 70 milhões para a nova fábrica de fé, ou lá o que seja aquilo, os únicos momentos em que se pode roçar o sentido de comunidade do comum dos Portugueses é para a construção da capelinha na aldeia ou para o campo da bola, essa catedral masculina de fé, esperança e muito álcool (ao Domingo mulheres na Igreja, Homens na Bola, so very typical ). Não há o impulso do comum dos cidadãos para fazer serviço comunitário, não, descansem não é cumprir pena porque esses, os criminosos, têem tempo de sobre para cumprir pena, refiro-me a auxiliar a comundade que poderá se revestir de muitas formas diferentes. Desde a atitude cívica do dia a dia para não deixar sujas as ruas, ou não sujar pura e simplesmente, a participação nos actos governativos da sa comunidade. Neste último aspecto percebe-se que, por um lado, a falta de participação dos cidadãos em assembelias de freguesia ou de concelho se deve por vezes ao "divórcio" dos cidadãos portugueses com a sua classe política, mas por outro lado, não vontade sequer e a preguiça, sejamos sinceros, impera. Isto traz-nos para um forma de estar do comum dos cidadãos para com o Estado que, no caso Português, é curiroso. Nós Portugueses temos uma relação muito paternalista para com o Estado, ou seja, vemos o Estado como a figura Paternal que o cultura Latina nos ensinou a encarar e a respietar à nossa maneira muito suis generis. Na cultura Latina o Pai é Lei, o Pai castiga, o Pai é pão. Ora, na relação dos Portugueses para com o estado, isso reflecte-se de uma forma curiosa porque, nós os Portugueses, comportamo-nos como adolescentes para com o velho e sábio Pai que castiga, que bate mas é sempre Pai. Somos penalizados nos impostos mas perdoamos o Estado porque é Pai e pai tem sempre razão e o que faz é para o nosso indubitável bem maior. Entretanto, fugimos, sempre que podemos, aos impostos para nos "safarmo-nos" qual adolescente a tentar afirmar-se como projecto de adulto. Pregamos aos céus que não precisamos e que sabemos melhor e que, o Velho Pai, o estado, já não sabe nada mas, quando as coisas apertam e correm mal, viramo-nos para o Velho Pai porque, o Pai é Lei, o Pai castiga, o Pai é pão. Dobramo-nos para sofrer o castigo e depois tudo volta à normalidade do fugir e enganar o velho outra vez até sermos apanhados de novo.
Em Portugal temos que iniciar um novo ciclo em que a cidadania é uma prioridade para o desenvolvimento do nosso Povo. Preocuparmo-nos com a nossa comunidade melhorar a nossa qualidade vida pessoal porque nos sentimos como parte de algo, como útis já que nos nossos empregos somos tratados como números. Pensem nisto.

A propósito de serviço comunitário em Março vamos plantar árvores no Entroncamento quem quiser participar chegue-se à frente ;)

sábado, novembro 03, 2007

Energúmeno,energúmeno,energúmeno

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Cem vezes ;) já está!!!

sexta-feira, novembro 02, 2007

Dísticos para automobilistas

Não consigo perceber o alcance desta nova medida do Governo PS para colocar dísticos nos automóveis com cores diferentes de acordo com os sinistros que cada automobilista terá sido responsável nos últimos 12 meses. É, como diz o provérbio, para inglês ver porque o alcance desta medida é muito relativo, ou seja, se eu provocar um acidente num espaço de doze meses deveria colocar um dístico de cor amarela no meu automóvel mas, se o referido automóvel, não for meu, o proprietário terá que andar por aí com um dístico amarelo no seu veículo e eu não, a não ser que mo queiram colar na testa ou assim. Ora, se entretanto, o automóvel em que eu me desloco não for minha propriedade, ou se, o referido automóvel, for troca a sua propriedade, o dsitíco de nada indica aos transeuntes. Posso ter provocado dois ou três acidentes num veículo que não é meu e continuar a conduzir um outro automóvel com dístico verde. Creio que é uma ideia tola com toda a franqueza mas, todavia, poderá ter os seus benefícios e da actual medida pode-se alargar o conceito para uma vertente mais voltada para o design. Por exemplo:


Se eu deixo descair o automóvel nas subidas porque não sei fazer ponto de embraiagem, deveria ter um dístico Laranja porque o carro tal como o partido laranja não avança nem recua antes pelo contrário arranca aos empurrões.


Se eu conduzir sob o efeito do álcool deveria ter um dístico grená se for tinto, branco se for vinho branco e verde esmeralda se for vinho verde.


Se eu pura e simplesmente for um inegrumeno de boné de pala e automóvel xuning aí não deveria ter um dístico colado no automóvel mas sim uma enorme rodela amarela, como os tolos, tatuada na testa ou nas bochechas para melhor visibilidade.


De resto eu pessoalmente gostaria de um dístico verde e branco para que as pessoas tenham paciência porque sou sportinguista e não posso ser melindrado com buzinadelas porque basta sofrer o que sofro a ver os jogos do Sporting. Para mais, nos próximos tempos, eu deveria andar a pé para treinar o pagamento da promessa a Fátima ufa que foi complicado.

sábado, outubro 13, 2007

70 Milhões

São, pelo menos, 70 milhões as razões que levam a inauguração da nova Fábrica Paroquial de Fátima ser um ultraje. A lógica é simples, dar melhores condições a quem lá vai dar dinheiro à ICAR, numa Catedral que alberga quase toda a clientela debaixo de telha. Até este momento alguns poderão achar este texto ofensivo e inusitado mas, o custo dessa infraestrutura, são 70 milhões de textos ofensivos e inusitados. Num mundo em crise, com os seus próprios crentes em sofrimento, dar 70 milhões de euros é, no mínimo, inoportuno e humilhante a todos aqueles que entretanto morreram de fome. Como se justifica que uma Instituição cujas as acções de "solidariedade" são, todas elas, financiadas por peditórios feitos nas fábricas paroquiais, ou seja, pelos povo, gaste 70 milhões de euros numa Catedral quando para matar a fome ao próximo se socorre do argumento que não tem dinheiro? Afinal há dinheiro e este serve apenas para engrossar os bolsos do Clero temos agora a certeza. Depois há um aspecto que eu acho fundamental que toda a ostentação, toda a soberba que Fátima representa violando os princípios mais básicos do Antigo Testamento. Se Jesus fosse vivo nos tempos de hoje e quisesse expulsar os vendilhões do templo como faria? Bulldozers? Uma bomba Nuclear? Enfim, estou chocado com este episódio e com a cobertura que este "evento" teve na RTP porque se é dever da RTP informar os seus contribuintes, esta, no dia de hoje não passou de um folhetim informativo de Paróquia ispsis verbis. Repudio cada vez mais a ICAR.
Entretanto, como se de uma nova Catedral desta feita que matará a fome a mujitos, o Governo Espanhol decidiu, e bem, reconhecer aos trabalhadores Independentes direitos idênticos aos trabalhadores por conta de outrém pois, na práctica, são trabalhadores como os demais só que ainda mais explorados que os outros por lhes serem negados direitos fundamentais como a licença de parental e férias por exemplo. Por cá, vai-se dando cobertura a catedrais babilónicas em vez de abordar as questões de fundo que afligem todos ou quase todos porque há quem se governe bem com a crise.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Esforço Comunitário

Estou envolvido num projecto comunitário que está a utilizar o processo de compostagem para reciclar residuos urbanos ( lixo domésticos) com o intuito de vir a plantar árvores na Primavera. Andar a acartar lixo e a cavar terra rija como cornos é difícil como tudo, se não fosse pelo bem da comunidade, porque entendo que é meu dever como membro da comunidade onde vivo contribuirt desta forma para esta, já tinha desistido. Imaginar daqui a 20 ou 30 anos a sombra que as árvores farão e as sonecas que eu puderei fazer vão-me dando alento, confesso, mas, acima de tudo, o que me dá alento é saber que estou a fazer algo de muito importante que é, com o meu contributo minúsculo, reflorestar a zona onde vivo que tem sido devastada pelos fogos florestais. Para quando um plano de reflorestação a nível nacional?

segunda-feira, setembro 24, 2007

Apetece perguntar

Não tem piada nenhuma este cenário politico actual. O governo PS assume-se como um mal menor sem rival por muito mau que seja porque, as alternativas, deixam ainda mais a desejar e assim não dá para criticar como eu gosto, ou melhor, para destilar veneno como eu gosto. Digo isto porque possuo uma reserva moral que é o facto de não ver a política como uma espécie de extensão passional do futebol. Não tenho que defender a minha camisola política como o faço com o meu Sporting, mea culpa. Os discursos são vagos e desprendidos sem roçar sequer à realidade do votante médio que é aquele que dá trabalho a todos aqueles que dizem que estão a servir o país através da política com desvaneios teóricos e prácticas concretas que servem tudo menos o país. Que país se referem eles? Por vezes tenho a sensação que vivemos num admirável mundo novo onde há pessoas predestinadas a determinados serviços e, essas pessoas, têem a visão necessária e o interesse apenas para cumprir os seus destinos preconcebidos. Como é que vem alguém comunicação social dizer que é uma fatalidade inevitável termos mais mobilidade no emprego quando, em Portugal, temos uma protecção social diminuta e salários insultuosos em comparação com os restantes países da EU? Será desenvolvimento termos Bancos que pagam aos funcionários portugueses menos de metade do que pagam aos seus congéneres espanhóis fazendo exactamente o mesmo trabalho? Será possível que as empresas multinacionais trabalhem cá da mesma forma, quase, que as empresas nacionais no que respeita às políticas de remuneração e gestão de pessoal reduzindo pessoas à condição de máquinas? Já alguém pensou sequer se os processos de recrutamento e selecção de pessoal respeitam a Constituição Portuguesa os direitos lá consagrados a todos os cidadãos? Há alguma objectividade nos processos de recrutamento? Será que procuramos um perfil de candidatos tirado a descalque do R2D2? Será boa ideia enviar uma foto para assegurar aos potenciais selecionadores que não somos pretos? O que é feito dos inúmeros técnicos superiores altamente especializados? Onde estão a trabalhar?

Tudo gira em torno de pressupostos teóricos lavrados por teóricos que procuram o ímpeto do Homem tipo do Neoliberalismo, o Especialista!!! O Individuo que dá certezas onde não se pensaria ter!! Dêem uma capa e este homem e uns collants por baixo das cuecas e teremos a salvação no Super-Homem Neoliberal!!! Xanâm!!! Caminhamos para uma sociedade de informação que se informa mais acerca dos seus cidadãos do que informa os seus cidadáos sobre ela mesma. É como a figura do velho pai que puxa do cinto, bate mas é para o nosso bem, umas gotinhas de sangue no soalho e umas nódoas negras nunca fizeram mal a ninguém. Vivemos com a cabeça enfiada na areia completamente amorfos. Não vejo as gerações mais novas a lutarem por aquilo que acham mais correcto para o seu futuro, e será que teêm razão para estarem satisfeitos com a educação que têem e a sociedade que os vais “acolher”. Percorri os subúrbios de lIsboa e vi que havia muitos apoiantes de Dolce e Ganbana e da Nike também. Quantos votos terão nas próximas eleições?

terça-feira, setembro 11, 2007

Já vos contei que fui ao Avante?

Já vos contei que fui ao Avante? Pois fui e foi a minha estreia. No geral, gostei do que vi, pesa embora o facto de, o Avante, apesar das opiniões contrárias e doutrinárias dos organizadores, assemelhar-se mais com um festival de juventude do que propriamente um festival político com comício. Estava à espera de ver muita gente e stands de movimentos e ou partidos comunistas de todo o mundo, agora, devo confessar que não estava à espera de ver isto:




PizzaHut???? Fast-food?? Capitalismo selvático personificado numa quadrilha de jovens a auferirem os salário mínimo nacional ou parecido, vendendo pizzas ao proletariado??? e as sandes de coiratos, o que é feito da banca de sandes de coirato, hein?!!! Convinhamos que esta banca desiludiu-me!



O que vale é mesmo a festa e os milhares de jovens que, pelo partido ou não, se juntam numa festa sem causar desacatos e em espírito de camaradagem. Vale a pena ir!

segunda-feira, setembro 10, 2007

Peace and quiet please

Já enfada o circo em torno do caso de Madeleine. Enfada por ser repasto para alguns fazerem deste caso a oportunidade dourada para aparecerem no ecrâ mágico, a TV. Creio que é pacífico em concordar que, o caso Madeleine, é um caso político também. Aqui há uma troca de acusações entre imprensa e Instituições Portuguesas e Inglesas com um casal inglês em solo português, até à pouco tempo, com um desaparecimento a ser investigado por uma Instituição Portuguesa em solo português. Há interesse em capitalizar pequenas vitórias e pequenas derrotas de ambos os lados. Por cá, há candidatos a bastonários, ex-agentes da Judiciária a mandar doutos bitaítes, presidentes de Câmara/roamncistas/preciso aparecer no boneco porque faz sempre muito bem, e um casal estranho que deixa os filhos abandonados à luz da nossa cultura que eles não partilham por pertencerem a outra, a Britânica. Agora estão a degladiar-se, os jornalistas Portugueses, para ouvirem da boca de um qualquer traseunte inglês em Rothely para dizer que não gosta da imprensa Portuguesa e, assim, passar o papel de coitadinhos odiados por todos aí pobrezinhos de nós. Foi nojento ouvir uma reportagem da RTP em que a jornalista perguntava a um traseunte inglês em Rothely se estava farto dos jornalistas e este respondeu que estava farto de todos os jornalistas, todos sem excepção mas a jornalista insistia e perguntava novamente com mais vigor e mais distorção ao ponto de o entrevistado pedir para que esta não colocasse palavras na boca deste e reafirmando que ele estava farto de todos os jornalistas na sua pacata aldeia que não o deixavam andar nas ruas em paz. Entretanto, ao que parece existem provas genéticas que indicam que a Madelene, ou o seu cadáver, estiveram num automóvel alugado 25 dias depois do seu desaparecimento fazendo com que os seus país fossem constituídos arguidos neste caso de Desaparecimento/homicídio ou o que seja. Pergunto-me!!! Será que um dia qualquer se eu fôr arguido de alguma coisa se me deixarão sair do país ou será que tenho que esperar pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros venha cá e que hajam eleições daí a pouco tempo para que a minha saída não se torne um embaraço?????
Que palhaçada brutal!!! Este caso, como outros no nosso país, não passam de repasto para uma comunicação social mediocre que se preocupa somente em vender imagens ou papel do que propriamente com a verdade. Entretanto, há um carro cheio de explosivos abandonado na nossa fronteira por alegados terroristas da ETA e uma criança alemã desaparecida em Espanha, nada disto é noticiado. Portugal tem a Presidência da UE por acaso ao mesmo tempo que tudo isto decorre, hum....não sou apreciador do gênero Telenovela mas desta já estou farto e ainda agora começou.

segunda-feira, agosto 27, 2007

Aqui mesmo ao lado

Muitas vezes percorremos a nossa memória visual à procura de lugares distantes e exóticos que nos ofereçam a noção de que o tempo pára e que temos todo o seu espectro na nossa mão. Procuramos fugir do quotidiano para aliviar o nosso stress, procuramos novos panteões e deuses forasteiros para não termos que estar sempre a ajustar as contas do dia a dia com os nossos e termos, também, a sensação de que nada nos detém na senda de sermos felizes, ao menos, por momentos salpicados na tela da vida ( lamechas eu sei mas não deixa de ser verdade). Eu encontrei aqui mesmo ao lado num cantinho recondido do nosso jardim. não encontrei nenhum panteão mas sim a relação mais primária e intensa entre eu e a natureza selvagem, os elementos primaciais de toda a criação sem panteão. O ar, a água, o fogo e a terra tudo numa só paisagem num só fôlego. Fala-vos dos Açores, e mais concretamente, da Ilha de São Miguel onde estive e me deslumbrei por completo.


Cratera de um Vulcão, Lagoa do Fogo, São Miguel, Açores.


As furnas e o sempre presente elemento, o fogo.

Cemitério Judaíco de Ponta Delgada

Num arquipélago profundamente católico, os imponderáveis, os resistentes. Uma nota em relação ao Cemitério judaíco de Ponta Delgada, está abandonado e não referenciado nos circuitos turísticos o que mostra que, num local onde a fé se mostra em Impérios, os judeus aqui são filhos de um Deus menor, é lamentável.



Império da Concregação de Relva, Ponta Delgada



O Farol guia os barcos , o Império guia as almas dos crentes no Divino Espírito Santo.

terça-feira, agosto 21, 2007

Azul Imenso



Dei um passo no azul imenso do oceano.

sexta-feira, agosto 03, 2007

Agosto

Deixo-vos com o querido mês de Agosto. Entretanto vou passear até aos Açores mas até lá tenho que gramar os emigrans. As Ivettes Carinas os "Faz atenção hâ!" mas deixo-vos com o perfume do Verão cá na província com o eterno Dino Meira e o tema " Meu querido mês de Agosto"





Volto ainda em Agosto até lá boas férias ou continuação de bom trabalho.

terça-feira, julho 24, 2007

Calor e Verão

Calor e Verão puxam férias e gelados , ah pois é!!! Este menino vai tirar uns dias para ir ao Festival de Sines. Entretanto, you can give what I whant!!! I´ll give you what you like ;) Ice Cream e férias

New Young Pony Club, curtam!!




Entretanto vou ter o prazer de assistir à actuação de Oumou Sangaré, do Mali, no Festival de Sines, fiquem com um tema desta diva da música Africana.

domingo, julho 22, 2007

Bois de Trabalho

Provavelmente nunca os viram a trabalharem no campo. Refiro-me aos bois de trabalho, ou melhor, os bois amarelos que trabalhavam nos campos no tempo dos meus avós. Bois enormes e amarelos que trabalhavam incansavelmente o dia inteiro para irem para a "loja" comerem o seu feno e deitarem-se nas camas feitas de palha limpa. Tinham uma vida fatíca pois, a vida deles, resumia-se a trabalharem no campo ou a puxar as juntas de bois até não puderem mais e serem mortos. Quando se ajoelhavam nas patas dianteiras a resolução das suas vidas estava muito perto. Eram bens preciosos e quem as tinha, as juntas de bois, tinha aí uma fonte extra de rendimento e carne quando já não prestavam mais para trabalharem. Sem querer comparar-nos a bois de trabalho directamente temos que, no entanto, reflectir sobre o que somos e que representamos nós para as esferas de poder. Nascemos controlados e planeados pois, nós como filhos de alguém, nos tempos que correm, somos um luxo ao alcance de alguns apenas, vivemos a crédito sobre o soldo de um dia inteiro de trabalho extenuante em que o sol, esse, o mesmo dos bois, se põe cada vez mais tarde. O descanso esse vem algures, actualmente, aos 65 anos de idade mas um dia virá que será aos 70 anos ou até mesmo aos 74 anos, ou seja, assim que nos ajoelharmos nas patas dianteiras e o nosso fim estiver próximo claro está porque deixamos de ser contribuintes e tornamo-nos em beneficiários, logo, somos despesas e essas têem que ser cortadas a todo o custo pelas esferas de poder. Temos que reflectir se teremos que viver num mundo que é ditado em esferas de poder das quais as caras visíveis são os políticos comandados por outros, as tais esferas do poder.
Não nos reserva o futuro uma morte induzida por já não prestarmos para trabalhar mas, algures nas esferas do poder, somos números incomadativos pois somos custos. Não temos cornos como os bois, não somos amarelos nem comemos palha mas quanto ao resto partilhamos uma vida fatídica.

quarta-feira, julho 18, 2007

Putos dos Bonés

Bolas!!!! Não suporto os putos dos bonés dos New York Yankees e afins. Não suporto o visual nem a atitude absolutamente execrável deles. Juntem um puto anormal de boné e um carro xunning e temos a tenda armada com um anormal e uma arma letal cheia de autocolantes e bufadeiras. Não suporto a atitude egocêntrica destes putos que se choram por não terem nada mas que se encostam aos país para comprarem toda a merda impingida pela moda vinda directamente dos Estados Unidos. São a geração MTV e nem se pode sugerir dar uma maquia de porrada a esses putos com o taco de baseball porque daria logo um argumento para uma série na MTV e os putos ainda iam gostar : " Ena man vê lá esta cena!!! Eu a levar na boca com um taco de baiseball!! Bué nice tou na MTV"
Será que a única coisa que esta sociedade produziu foi esta geração de miúdos analfabetos funcionais, egocêntricos, vaidosos e balofos? temos que reflectir bastante para sabermos se deveremos fazer sacrifícios para salvaguardar esta sociedade tal como está.
Um gajo de argolas douradas nas orelhas, calças dez números acima a caírem pelo cu abaixo, boné dos New York Yankees e a tratarem-se uns aos outros por "boy" é uma aberração desculpem lá!!!
Quanto fui da idade destes putos a ideia era a revolta, contra não se sabe bem o quê mas o importante era chocar os adultos e fazer valer que estavamos ali, existiamos e queriamos algo ( com o tempo fomos aprendendo o que queriamos e que estavamos a fazer figuras tristes mas faz parte da idade) mas havia diversidade de estilos de ideias, actualmente, há os Lacoste com cabelinho à foda-se e os putos dos bonés que tristeza.

domingo, julho 15, 2007

Editors

Hoje deixo-vos com esta música porque, muitas vezes, o que nos resta é cantar para espantar todos os males. Não estou mal comigo mesmo foram só as eleições de Lisboa que me deprimiram.

terça-feira, julho 10, 2007

Vivo num filme medonho de Monty Pithon

Já disse aqui que, por vezes, dá a sensação que vivo num filme de Monty Pithon. Esta “sensação” renova-se quase diáriamente e hoje avivou-se mais uma vez quando li o título de uma notícia de telejornal “ Anderson Polga está contra o aumento de impostos para os jogadores”. Pois que os jogadores de Futebol já ganham demasiado dinheiro livre de impostos já nós sabiamos, só não sabiamos é que a opinião deste em relação a cumprirem os deveres mais básicos numa sociedade, que é pagar impostos como toda a gente, era notícia digna de registo numa conferência de “imprensa” onde foi colocada a questão a jogador de futebol anteriormente referido. O outro trigger para esta sensação tão real de estar a viver um filme de Monty Pithon foi o debate dos candidatos à Câmara Municipal de Lisboa que atingiu proporções faraónicas de rídiculo. Doze candidatos a rapar o tacho furado, sem ideias nem noção de como resolver os problemas estrutuarias de Lisboa que se prendem, essencialmente, com a especulação imobiliária que provocou o despovoamento do centro da cidade para as periferias. Um ex-ministro a candidato a Lisboa porque, politicamente, é importante segurar esta Câmara Municipal e um tipo qualquer do PSD quer serve para todo o serviço e o Mona Lisa, vulgo Carmona Rodrigues, a estragar o arranjo floral PSD/PP ao meia leca. No meio desta treta toda temos a populaça a aplaudir o individuo que enterrou o país e agora é Presidente e o gajo que, apesar de estar a alimentar a máquina socialista e todos os boys que a compõem, ainda está a endireitar alguma coisa a ser vaiado. Por falar em vaias, vamo-nos vaiar por sermos uns bananas que deixarmos uns gajos laranjas e rosas enterrarem os milhões que vieram de fora em esquemas manhosos e que resultaram em nada não votando neles, hum?!!

Tenho estado mais vezes em Lisboa por motivos pessoais e tenho-me apercebido do que é o país real. O importante é ainda haver uns trocos para uma roupita de marca e passear no shopper porque, o resto é peanuts. Bonés ou óculos enormes à eighties que (felizmente consegui sobreviver a essa moda na altura mas actualemente tenho que os gramar na rua bahhh!!!) enfadam, brincos e piercings em todo lado e a vidinha vai bem enquanto houver guita para gastar no shopper.

Perdoem-me o pessoal que vive em Lisboa e que é fixe mas, Lisboa, Pita que a paróca!!! Isso não é o país que eu conheço.

segunda-feira, junho 25, 2007

A todos os joões

Ganhei o hábito de nivelar as pessoas nos formalismos habituais. A todos os rapazes chamo-os de João e às raparigas chamo-as de Joanas. Não é desprezo nem preguiça em decorar os nomes mas sim algo que é óbvio, somos todos uns joões ou antónios ou qualquer outra coisa, uma coisa disforme aos olhos do poder e do Estado e por isso somos todos algo do mesmo, algo da mesma massa disforme no estilo de gnus no Masai Mara que todos os anos migram e atravessam sempre o mesmo rio infestado de crocodilos feitos tonhos. Gosto de chamar os bois pelos nomes como diz o ditado e, eu próprio, sou um João. Até que façamos algo para ganharmos a individualidade que é o culminar de uma luta que visa a liberdade, seremos todos uns Joões e Joanas que para aqui andamos.
Entretanto, há joões e joões senão vejam este joão !!!

segunda-feira, junho 18, 2007

Voltei

Depois de uns dias que tirei para descansar voltei para a minha rotina diária do trabalho e das notícias absurdas com que este país nos presenteia todos os dias. Todavia, mesmo a notícia de um Ministro como candidato à Câmara Municipal de Lisboa que suscitou a vontade inata de destilar veneno isto porque, as férias foram tão docinhas que perdi a vontade de destilar o veneno corrosivo que me é habitual.

quarta-feira, junho 06, 2007

Fui

Nos próximos dias vou passar uns dias de férias, ou melhor, vou de vacances que é muito menos pinderico, a um sítio calmo com excelente companhia. Devo confessar que estas férias estão para mim como as vésperas das excursões ou colónias de férias estavam quando eu era miúdo, um mundo novo de descobertas e aventuras. Na minha cabeça mil e uma espectativas e o leme de saber que se revestem de muita importância porque, estas férias, são de descoberta minha e de outra pessoa. Levo a espectativa na adrenalina que a queda num precipício nos traz sem que queiramos pensar no fundo até porque, este, não existe pura e simplesmente mas mesmo assim deixamo-nos cair porque não vamos sozinhos e a queda, essa, só tem tempero ser for com mais alguém e perigosa. Hoka Hey!!!*

* Tradução livre de um grito de guerra dos índios Cheyenne que quer dizer, hoje é um bom dia para morrer.

domingo, junho 03, 2007

Esta semana, ou nos próximos dias, deixo-vos com isto:


Se houvesse degraus na terra...

Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu,
eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia.
No céu podia tecer uma nuvem toda negra.
E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas,
e à porta do meu amor o ouro se acumulasse.

Beijei uma boca vermelha e a minha boca tingiu-se,
levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho.
Fui lavá-lo na ribeira e a água tornou-se rubra,
e a fímbria do mar, e o meio do mar,
e vermelhas se volveram as asas da águia
que desceu para beber,
e metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas.

Maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo.
Uma maçã, uma mantilha de ouro e uma espada de prata.
Correram os rapazes à procura da espada,
e as raparigas correram à procura da mantilha,
e correram, correram as crianças à procura da maçã.

Herberto Helder
Vem bem a propósito de uma coisa que eu cá sei ;)

segunda-feira, maio 28, 2007

O Caneco é nosso

Meus caros à muito tempo que não postava nada mas hoje, apesar disso, vou postar algo pequenino em letras mas grande em significado para mim. Trouxemos o caneco!!! Viva o Sporting!!!!!!!!!!!

domingo, maio 20, 2007

Hoje vou a Lisboa ver a bola ;)

Hoje vou estar aqui mesmo a apoiar a equipa do meu coração, o Sporting.


segunda-feira, maio 14, 2007

As verdades tal como eles são...duras!

A FRASE DO SÉCULO:

"No mundo actual está-se a investir 5 vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura da doença de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios firmes e velhos com erecção, mas eles não se lembrarão para que servem!..."


Dos poucos fowards que vale a pena ler diga-se a todos os que me enviam os ditos cujos, as minhas desculpas mas é verdade e é dura digamos assim.

domingo, maio 13, 2007

Petição para a Liberdade

Está a decorrer uma campanha para promover a abertura dos Hipermercados aos Domingos e Feriados promovida pela Associação dos donos de Hipermercados. Para além do facto de se estar a pedir a todos que seja possível ter hipermercados abertos aos Domingos e feriados, estamos também, a tentar que aqueles que trabalham nesses estabelecimentos sejam ainda mais escravizados, até porque, para poderem passear no Shoopper com a meia branquela e o téne ardidas, alguém vai ter que se sujeitar à exploração. Por isso, terem escolhido como tema desta petição, a liberdade, como se, estando os hipermercados abertos aos domingos e feriados, estivessemos a promover a liberdade, é um argumento que transpira a indecência e falta de escrupulos atroz. Mas como vai na têbê , a galinhagem, que constituí a maioria da população Portuguesa, ainda é capaz de subcrever a petição porque, a malta que ir passear e ver as promoções aos sábados e aos Domingos!!!

quinta-feira, maio 10, 2007

Festival da Canção

Gosto!!! Gosto deste programa de variedades que dá todos os anos na RTP. Dá oportunidade para rir-me com a malta que lá vai cantar em servo-croata ou sueco ou Klingon que, para mim, soa-me à mesma coisa. Mas é engraçado ver essa malta a cantar algo no género: Bluc blac pililóc blá blá rock and roll e a dançart umas gajas com vestes reduzidas e gajos de cabelos compridos. Muito obrigado RTP por este momento de qualidade televisiva, sim senhor!!!

quarta-feira, maio 02, 2007

Coisas sérias

A Política é uma coisa muito séria, pena é que, maior parte das vezes, não seja feita por pessoas sérias. Aliada a esta seriamente terá sempre que constar uma campanha política que vá muito mais além do que qualquer salada de fruta com a banana como fruta forte e dominante, senão aí aí. Poderá ser, para alguns, um pouco estranho ver um Alberto João Jardim a governar da forma despótica a Região Bananómica da Madeira ao longo destes 30 e tal anos, mais do que qualquer um se queira lembrar, mas o facto é que as pessoas habituaram-se a verem o seu Presidente de cuecas no carnaval mas eis que, neste campanha, surge um rival à altura.

Nada mais, nada menos que o Bexiga.




Convinhamos entre os dois palhações, ou outro que queira aparecer entretanto, ou que já lá esteja, é de dar passagem aos palhações mais novos e deixar este palhacito ir para a reforma e rezar todos os dias para que Deus livre a Madeira dos Fascistas.


terça-feira, maio 01, 2007

1 º de Maio

Mais uma 1º de Maio mais uma vez as mesmas frases de ordem em relação às condições de trabalho. Num mundo que parece achar normal que um trabalhador chinês possa ser explorado ao nível mais recôndido da escravatura e ao mesmo tempo ache que os custos com pessoal no Ocidente são incomportáveis, o 1º de Maio parece cada vez mais uma luta que nunca mais acaba, a never ending story.

segunda-feira, abril 30, 2007

Rockabilly

Fui a um concerto de bandas Rockabillies pela primeira vez e, como é de esperar de algo que se nunca se viu mas já se ouviu falar, tinha uma ideia preconcebida do que seria. As popas, o gel e brilhantina marcavam o look da malta afecta às bandas rockbillies e a música lá começou muito no género que eu apelido de música panqueca, ou seja, é uma música do tipo pão-pão-queca-queca-pão-pão-queca-queca mas tornava-se engraçada nos primeiros 10 minutos depois disso enfada. No meio deste cenário todo estava um individuo com uma T-shirt a dizer “Skin´s Portugal” que, não fosse o ar de deficiente mental que o rapazito tinha, teria levado uma t-shirt nova para casa que teria-se-ia feito um restylling da tshirt e da cara rapazito que era um instante( onde ele foi-se meter!! Ahahaha é só malta da esquerda!). No entanto, fiquei a pensar se seria comum esta visão, ou seja, um concerto rockabilly e malta skin-head ou lo que sea, tontinhos é o que é. Fora isso, estranho é a onda daquela malta porque insistentemente falam em canções sobre o Tenesse, Colorado e outros locais e referenciais Norte-Americanos que, dos quais, penso eu, não deverão ter tido a vivência ou até mesmo ter lá estado. Á parte disso, não fosse uma grade de minis e um batalhão de malta já muito fora, os rockabillies não teriam tido que gramar com a malta a cantar no final, enfim há noites assim.

terça-feira, abril 24, 2007

25 de Abril

Tendo em conta o decorrer das coisas no nosso país nos últimos tempos só me resta dizer o seguinte acerca do 25 de Abril que se comemora amanhã:


Ficou tanto por fazer ainda!

domingo, abril 22, 2007

Cintos dourados

Correndo o risco de ser preconceituoso e descartando, desde já, a possibilidade de recorrer a uma espécie de preconceito positivo devo dizer que não se pode esperar grande coisa de mulheres que usam cintos dourados. Geralmente na casa dos trinta anos, traumatizadas ( percebe-se também) com a vida e com os Homens, são por vezes chatas, inseguras e muito dificéis de aturar por muita vontade que se tenha. Á minha volta, cada vez mais, há pessoas fritas da cabeça. O stress do dia a dia, as relações que foram levadas ao extremo devido à pressão familiar e cultural de "casar", a insegurança e indefenição do futuro em termos profissionais, minam o deleite de uma conversa que só uma mulher pode ter e que, para quem sabe apreciar sem segundas intenções como objectivo primacial, é das coisas que mais prazer podem dar. Convinhamos, é cada vez mais dificil encontrar pessoas minadas de inteligência, homens ou mulheres.

segunda-feira, abril 16, 2007

Subtilezas

A propósito do anúncio televisivo sobre a qualificação profissional em que aparecem algumas vedetas da televisão e música ( o Abrunhosa??!!bahhh!! mas enfim) a fazerem de conta que não tinham estudado e que estariam eles, sem estudos, a trabalhar em funções mais modestas, digo o seguinte:


  • É um ultraje para quem desempenha as funções expostas verem as suas profissões vistas como o refugo desprestigiante e exploratório. O que é desprestigiante são os salários que auferem para desempenharem essas funções porque, dignidade, têem eles muita porque são profissões dignas e que não deve envergonhar ninguém.
  • O que é que deveremos depreender desse anúncio?? que temos que ser todos doutores ou engenheiros?? Tenham juízo e apostem na formação profissional!
  • Para quando um país livre do estigma do doutor e do engenheiro? Só faltava dizer que quem tem capa sempre escapa. Por falar nisso, e os licenciados que são explorados com salários nada condizentes com a responsabilidade das suas funções? O que deveremos dizer aos mais jovens, que deverão estudar para não serem muito explorados porque, ao que parece, a exploração é um dado adquirido e natural como o burro andar à roda na nora porque é esse o seu destino??
Tenham Paciência!!!!

quinta-feira, abril 12, 2007

Política Portuguesa

A Política Portuguesa é uma casa de putas a apregoarem as mais puras e castas qualidades e promessas.

Odete Santos

Não posso deixar em claro este dia em que Odete Santos se despede do Parlamento. Defensora dos direitos das mulheres, goste-se ou não, partilhe-se ou não das ideias políticas de Odete Santos, fez um trabalho exemplar como deputada e como lutadora pela liberdade do nosso povo. Creio que, mesmo não sendo comunista, esta figura marca a Política Portuguesa e, diga-se em abono da verdade, que fazem falta mais uma dúzia de Odetes Santos na Política Portuguesa.
Não sou comunista mas não posso deixar em claro este dia, bem haja Sra. Odete Santos e obrigado pelo trabalho que fez em prol do nosso país.


quarta-feira, abril 11, 2007

Mon petit petit pays

Portugal é pequeno, como são pequenas as pessoas em Portugal. Não me refiro em estatura mas em discernimento e, algumas vezes, inteligência. Esta semana andámos de volta do pretenso ou real canudo do Primeiro Ministro e, para os mentecaptos dos media, parecia ser esse o tema mais importante e sobre o qual poderia estar a panaceia universal. Sinceramente, o que é que acham que, e atenção que não quero aqui ser advogado/defensor de ninguém, importa este tema? Será ou terá sido este canudo torto do qual não se vê Braga que os destinos do país saíram prejudicados? Lembro-me de ver os mesmos jornalistas que hoje põem este assunto na ribalta a apresentarem um candidato à Presidência da República como tendo o currículo e conhecimentos de economia mais vastos em deterimento de outro candidato. O curioso é que estes mesmos jornalistas ignoraram os currículos de um e de outro porque, mais uma vez neste país, as campanhas de imagem encomendaram a formação da imagem de um dos candidatos como sendo a resposta para os problemas económicos do país e deu-se este episódio curioso.


1 - Candidato financiado por uma OPA

Aníbal António Cavaco Silva, GCC (n. Boliqueime, Loulé, 15 de Julho de 1939) é o actual Presidente da República Portuguesa.

Cavaco Silva licenciou-se e foi professor no ISCEF (actual ISEG) e fez o doutoramento em Economia na Universidade de York, Inglaterra em 1974. Ao regressar a Portugal, trabalhou sucessivamente no Instituto de Ciências Económicas e Financeiras , na Universidade Nova de Lisboa, na Universidade Católica e no Banco de Portugal. Neste último, foi Director do Departamento de Estudos Económicos

2 - Candidato Irreverente de Esquerda mas que não tem hipótese de chegar à segunda volta por muito alegre que seja.

Frequentou a escola pública em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996. Em 1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG (Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).

Recebeu em 1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; “referee” para algumas das principais revistas científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.). Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.

Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).

Terminou em Agosto um livro sobre “The Years of High Econometrics”, que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra.

É candidato às eleições para a Presidência da República Portuguesa de 2006, apoiado pelo Bloco de Esquerda

Carreira

  • Coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda, desde a IV Convenção do BE, em 2005.
  • Doutoramento e Agregação em Economia, leccionando no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa.
  • Deputado eleito pelo círculo de Lisboa em 1999, 2002 e 2005.

Obras publicadas

Ensaios políticos
  • Ensaio para uma Revolução (1984, Edição CM)
  • Herança Tricolor (1989, Edição Cotovia)
  • A Maldição de Midas – A Cultura do Capitalismo Tardio (1994, Edição Cotovia)
  • A Guerra Infinita, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2003)
  • A Globalização Armada – As Aventuras de George W. Bush na Babilónia, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2004)
  • Ensaio Geral – Passado e Futuro do 25 de Abril, co-editor com Fernando Rosas (Edições D. Quixote, 2004)
Livros de Economia
  • Turbulence in Economics (edição Edward Elgar, Inglaterra e EUA, 1997), traduzido como Turbulência na Economia (edição Afrontamento, 1997)
  • The Foundations of Long Wave Theory, com Jan Reinjders, da Universidade de Utrecht (edição Elgar, 1999), dois volumes
  • Perspectives on Complexity in Economics, editor, 1999 (Lisboa: UECE-ISEG)
  • Is Economics an Evolutionary Science?, com Mark Perlman, Universidade de Pittsburgh (edição Elgar, 2000)
  • Coisas da Mecânica Misteriosa (Afrontamento, 1999)
  • Introdução à Macroeconomia, com João Ferreira do Amaral, G. Caetano, S. Santos, Mº C. Ferreira, E. Fontainha (Escolar Editora, 2002)
  • As Time Goes By, com Chris Freeman (2001 e 2002, Oxford University Press, Inglaterra e EUA); já traduzido para português (Ciclos e Crises no Capitalismo Global - Das revoluções industriais à revolução da informação, edições Afrontamento, 2004) e chinês (Edições Universitárias de Pequim, 2005)

O FMI deu nota positiva à economia nacional entretanto essa notícia não tem relevância pois o que realmente importa é se poderemos chamar ou não com propriedade não Engenheiro ou Doutori a quem quer que seja!!!! Tenham paciência!!! tenham dignidade e sejam profissionais. Deixei de ver noticiários televisivos, é só merd..............

Ainda vivemos num país que se verga, como antigamente quando eram todos analfabetos, a um Engenheiro ou Doutor. A mesma pérfida foram de estar e preconceitos, mas mesmas caganças que nojo!!!

quarta-feira, abril 04, 2007

Festas de Constância

Este fim de semana vou estar aqui.


Aparecam para beber um copo ou dois ;)


Não tem nada que saber, para quem vem do sul é entrar na autoestrada no sentidoLisboa/Porto e sair na A1 em Torres Novas e seguir pela A23 até à saída de Constância Centro. A malta do Norte é a mesma coisa mas ao contrário hihihihi !!! Aparecam!!!

segunda-feira, abril 02, 2007

Iogurtes

Estes últimos dias tenho estado como o tempo, indefenido, cinzento e estranho. Mas aqui e ali há coisas que têem despertado a minha curiosidade e têem feito-me rir. Já vi algumas coisas que me espantariam anos atrás mas que agora são normais. Há excepções à regra como em tudo na vida e uma dessas excepções é ver uma marca de iogurtes anunciar iogurtes com sabor a frutos tropicais e gimdungo, isso é que eu não estava à espera. O que virá a seguir?? Iogurte de com sabor a morango e chispe?? Iogurte de chamussa e ananás? A vida não pára de me surpreender.

quarta-feira, março 28, 2007

Não quero que sejas simpática

Não quero que sejas simpática. Não quero a candura de um rosto com sorriso armado de tenda de saltibanco que hoje está e amanhã partiu. Não quero sentir o cheiro dos doces e ver a caravana partir sem me levar com ela. Quero que compreendas que sou rude, durmo no chão húmido debaixo dos nossos pés deitado nos declives aguçados onde, ao meu lado, está quem quer estar comigo apenas a partilhar o meu céu, as minhas estrelas e o meu chão.

segunda-feira, março 19, 2007

Voltei de lá

Sou, até um certo ponto, nostálgico ao ponto de rever algumas séries televisivas que preencheram a minha infância. Com o devido desconto porque algumas delas, vistas agora, percebemos que são de qualidade duvidosa mas, na altura em que as vimos, tinham um encanto maravilhoso. Um exemplo flagrante disso é a série televisiva Duarte e Companhia que, na altura, prendiam-me ao ecrân do televisor mas que agora dá para ver que tinhas algumas cenas um pouco farsolas.


Na altura como era miúdo deixava-me encantar por esta série que, apesar de não estar bem feita para os tempos de hoje, estava bem feita para a altura. A inocência fez-me ver com outros olhos a série televisiva. Em suma, como foi uma série que preencheu um lugar especial na minha infância eu tolero bem a reposição desta, agora, a reposição deste filme dantesco é que vai ser difícil.


Na altura ainda há a desculpa de alguma malta ser jovem e tal, não sabia, ninguém explicou e tal e a coisa passou. Agora, depois do que já conhecemos destes dois personagens de série cómica duvidosa, vai ser difícil digerir, ou melhor, não há pachorra sequer para os aturar numa reposição bolorenta em fecho de emissão mesmo antes do hino a passar em horário nobre.
Portanto, em relação à reedição destas duas personagens devo dizer que não gostei da primeira emissão que foi sem conteúdo, argumento muito pobre, mau gosto e uma realização sofrível. A segunda edição será concerteza um pouco mais do mesmo ou senão, cada vez mais do mesmo mas em quantidades industriais.

Uma imagem vale mil palavras