quinta-feira, abril 12, 2007

Odete Santos

Não posso deixar em claro este dia em que Odete Santos se despede do Parlamento. Defensora dos direitos das mulheres, goste-se ou não, partilhe-se ou não das ideias políticas de Odete Santos, fez um trabalho exemplar como deputada e como lutadora pela liberdade do nosso povo. Creio que, mesmo não sendo comunista, esta figura marca a Política Portuguesa e, diga-se em abono da verdade, que fazem falta mais uma dúzia de Odetes Santos na Política Portuguesa.
Não sou comunista mas não posso deixar em claro este dia, bem haja Sra. Odete Santos e obrigado pelo trabalho que fez em prol do nosso país.


quarta-feira, abril 11, 2007

Mon petit petit pays

Portugal é pequeno, como são pequenas as pessoas em Portugal. Não me refiro em estatura mas em discernimento e, algumas vezes, inteligência. Esta semana andámos de volta do pretenso ou real canudo do Primeiro Ministro e, para os mentecaptos dos media, parecia ser esse o tema mais importante e sobre o qual poderia estar a panaceia universal. Sinceramente, o que é que acham que, e atenção que não quero aqui ser advogado/defensor de ninguém, importa este tema? Será ou terá sido este canudo torto do qual não se vê Braga que os destinos do país saíram prejudicados? Lembro-me de ver os mesmos jornalistas que hoje põem este assunto na ribalta a apresentarem um candidato à Presidência da República como tendo o currículo e conhecimentos de economia mais vastos em deterimento de outro candidato. O curioso é que estes mesmos jornalistas ignoraram os currículos de um e de outro porque, mais uma vez neste país, as campanhas de imagem encomendaram a formação da imagem de um dos candidatos como sendo a resposta para os problemas económicos do país e deu-se este episódio curioso.


1 - Candidato financiado por uma OPA

Aníbal António Cavaco Silva, GCC (n. Boliqueime, Loulé, 15 de Julho de 1939) é o actual Presidente da República Portuguesa.

Cavaco Silva licenciou-se e foi professor no ISCEF (actual ISEG) e fez o doutoramento em Economia na Universidade de York, Inglaterra em 1974. Ao regressar a Portugal, trabalhou sucessivamente no Instituto de Ciências Económicas e Financeiras , na Universidade Nova de Lisboa, na Universidade Católica e no Banco de Portugal. Neste último, foi Director do Departamento de Estudos Económicos

2 - Candidato Irreverente de Esquerda mas que não tem hipótese de chegar à segunda volta por muito alegre que seja.

Frequentou a escola pública em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996. Em 1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG (Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).

Recebeu em 1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; “referee” para algumas das principais revistas científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.). Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.

Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).

Terminou em Agosto um livro sobre “The Years of High Econometrics”, que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra.

É candidato às eleições para a Presidência da República Portuguesa de 2006, apoiado pelo Bloco de Esquerda

Carreira

  • Coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda, desde a IV Convenção do BE, em 2005.
  • Doutoramento e Agregação em Economia, leccionando no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa.
  • Deputado eleito pelo círculo de Lisboa em 1999, 2002 e 2005.

Obras publicadas

Ensaios políticos
  • Ensaio para uma Revolução (1984, Edição CM)
  • Herança Tricolor (1989, Edição Cotovia)
  • A Maldição de Midas – A Cultura do Capitalismo Tardio (1994, Edição Cotovia)
  • A Guerra Infinita, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2003)
  • A Globalização Armada – As Aventuras de George W. Bush na Babilónia, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2004)
  • Ensaio Geral – Passado e Futuro do 25 de Abril, co-editor com Fernando Rosas (Edições D. Quixote, 2004)
Livros de Economia
  • Turbulence in Economics (edição Edward Elgar, Inglaterra e EUA, 1997), traduzido como Turbulência na Economia (edição Afrontamento, 1997)
  • The Foundations of Long Wave Theory, com Jan Reinjders, da Universidade de Utrecht (edição Elgar, 1999), dois volumes
  • Perspectives on Complexity in Economics, editor, 1999 (Lisboa: UECE-ISEG)
  • Is Economics an Evolutionary Science?, com Mark Perlman, Universidade de Pittsburgh (edição Elgar, 2000)
  • Coisas da Mecânica Misteriosa (Afrontamento, 1999)
  • Introdução à Macroeconomia, com João Ferreira do Amaral, G. Caetano, S. Santos, Mº C. Ferreira, E. Fontainha (Escolar Editora, 2002)
  • As Time Goes By, com Chris Freeman (2001 e 2002, Oxford University Press, Inglaterra e EUA); já traduzido para português (Ciclos e Crises no Capitalismo Global - Das revoluções industriais à revolução da informação, edições Afrontamento, 2004) e chinês (Edições Universitárias de Pequim, 2005)

O FMI deu nota positiva à economia nacional entretanto essa notícia não tem relevância pois o que realmente importa é se poderemos chamar ou não com propriedade não Engenheiro ou Doutori a quem quer que seja!!!! Tenham paciência!!! tenham dignidade e sejam profissionais. Deixei de ver noticiários televisivos, é só merd..............

Ainda vivemos num país que se verga, como antigamente quando eram todos analfabetos, a um Engenheiro ou Doutor. A mesma pérfida foram de estar e preconceitos, mas mesmas caganças que nojo!!!

quarta-feira, abril 04, 2007

Festas de Constância

Este fim de semana vou estar aqui.


Aparecam para beber um copo ou dois ;)


Não tem nada que saber, para quem vem do sul é entrar na autoestrada no sentidoLisboa/Porto e sair na A1 em Torres Novas e seguir pela A23 até à saída de Constância Centro. A malta do Norte é a mesma coisa mas ao contrário hihihihi !!! Aparecam!!!

segunda-feira, abril 02, 2007

Iogurtes

Estes últimos dias tenho estado como o tempo, indefenido, cinzento e estranho. Mas aqui e ali há coisas que têem despertado a minha curiosidade e têem feito-me rir. Já vi algumas coisas que me espantariam anos atrás mas que agora são normais. Há excepções à regra como em tudo na vida e uma dessas excepções é ver uma marca de iogurtes anunciar iogurtes com sabor a frutos tropicais e gimdungo, isso é que eu não estava à espera. O que virá a seguir?? Iogurte de com sabor a morango e chispe?? Iogurte de chamussa e ananás? A vida não pára de me surpreender.

quarta-feira, março 28, 2007

Não quero que sejas simpática

Não quero que sejas simpática. Não quero a candura de um rosto com sorriso armado de tenda de saltibanco que hoje está e amanhã partiu. Não quero sentir o cheiro dos doces e ver a caravana partir sem me levar com ela. Quero que compreendas que sou rude, durmo no chão húmido debaixo dos nossos pés deitado nos declives aguçados onde, ao meu lado, está quem quer estar comigo apenas a partilhar o meu céu, as minhas estrelas e o meu chão.

segunda-feira, março 19, 2007

Voltei de lá

Sou, até um certo ponto, nostálgico ao ponto de rever algumas séries televisivas que preencheram a minha infância. Com o devido desconto porque algumas delas, vistas agora, percebemos que são de qualidade duvidosa mas, na altura em que as vimos, tinham um encanto maravilhoso. Um exemplo flagrante disso é a série televisiva Duarte e Companhia que, na altura, prendiam-me ao ecrân do televisor mas que agora dá para ver que tinhas algumas cenas um pouco farsolas.


Na altura como era miúdo deixava-me encantar por esta série que, apesar de não estar bem feita para os tempos de hoje, estava bem feita para a altura. A inocência fez-me ver com outros olhos a série televisiva. Em suma, como foi uma série que preencheu um lugar especial na minha infância eu tolero bem a reposição desta, agora, a reposição deste filme dantesco é que vai ser difícil.


Na altura ainda há a desculpa de alguma malta ser jovem e tal, não sabia, ninguém explicou e tal e a coisa passou. Agora, depois do que já conhecemos destes dois personagens de série cómica duvidosa, vai ser difícil digerir, ou melhor, não há pachorra sequer para os aturar numa reposição bolorenta em fecho de emissão mesmo antes do hino a passar em horário nobre.
Portanto, em relação à reedição destas duas personagens devo dizer que não gostei da primeira emissão que foi sem conteúdo, argumento muito pobre, mau gosto e uma realização sofrível. A segunda edição será concerteza um pouco mais do mesmo ou senão, cada vez mais do mesmo mas em quantidades industriais.

Uma imagem vale mil palavras

quarta-feira, março 14, 2007

O meu Império

Não tenho propriamente um Império na acepção do termo, nem tão pouco uma fortuna imensa mas tenho, isso sim, algumas coincidências felizes na minha vida. Uma delas é o facto de existir uma Vila Nova de Oliveirinha e uma Vila de Oliveirinha, no distrito de Aveiro o que faz sentido pois o meu nome Oliveira vem de lá, com Bombeiros Voluntários e tudo. Agora, devo confessar que não esperava ter um grupo empresarial de nome Oliveirinha. Não tenho nada a ver com esta empresa mas quiça não terei um descontozeco um dia ;)

terça-feira, março 13, 2007

Ressaca

Devo admitir que estou viciado na série "Heroes" actualmente a ser transmitida nos EUA pela NBC. Em Portugal ainda não chegou mas, a divina providência A.K.A. internet fez com que, por puro milagre ( neste acredito), aparecesse a série, mais propriamente, os primeiros 18 episódios desta série, no ecrâ do meu computador ( há lá coincidências nesta vida). Entretanto, já vamos na terça-feira e nada do episódio 19, estou a ressacar socorrooooo!!!! hihihihihihi.



Entretanto vou-me entretendo a ver os videos deste artista que me faz partir o côco a rir. Imaginem uma versão alemã ( creio eu) de um Zézé Camarinha a cantar música do mais duvidoso gosto. Numa música que é um autêntico hino à sofistifação possível numa qualquer tasca escura e de higiene duvidosa, o artista, canta efusivamente uma canção cujo refrão diz:

You touch my Tralalá
You touch my ding ding dong

Deixo-vos a foto só para tirarem a piada ao bicho.


O Nome do artolas é Gunther.

quinta-feira, março 08, 2007

Dia Internacional da Mulher

Tendo sempre como ponto de partida que todos os dias são dias das mulheres e dos homens, hoje em especial, pelo simbolismo, é mais Dia das Gajas que os restantes dias digamos assim. Por isso a todas as gajas que conheço e também para as que não conheço, um bom dia da Mulher. Continuo a pensar que todas as mulheres deveriam vir acompanhadas de um manual de instruções mas também, diga-se a em abono da verdade, que tivessem o tal manual também perdia a piada.

domingo, março 04, 2007

Vamos ganhar dinheiro com Museus

A propósito da intenção de abrir um Museu, em Santa Comba Dão, dedicado à vida e obra de Salazar é preciso tomar em conta umas série de aspectos que levam a ter a ideia de eregir tal infraestrutura como a mais absurda e insultante coisa à condição humana. O suposto interesse em mostrar o que há de bom* ou de mau sobre Salazar encerra em si um princípio degradante de como é entendida a cultura neste país. Na ideia desvairada do Presidente da edilidade veio à cabeça a possibilidade de poder trazer ao Concelho umas dezenas de turistas para verem semelhante banho de cultura sobre um monte de esterco retrógado e cinicamente reto. Se é a possibilidade de ver uns euritos a rolarem no concelho devido à ida de turistas, eu aconselharia mas se calhar estarei a estragar com mimos muitos populares e o próprio Presidente da edilidade, que fossem para o local onde querem eregir o Museu e baixem as calcinhas e ganhem uns euritos porque, por absurdo que isso possa parecer, é exactamente isso que estão a fazer ao prestar importância à vida de quem assasinou e atrasou este país. Não consigo conceber a facilidade com que alguém, à excepção dos casos patologicos da extrema Direita, pense que é inócua a ideia de fazer-se um Museu sobre Salazar. É preciso verificar que, fazer um museu sobre o Estado Novo, é algo completamente distinto de fazer um Museu sobre a vida e obra da pessoa que o alimentou, fomentou e lucrou com tão pérfida organização que desgraçou o meu país.
Sugeria mesmo assim, a fazer semelhante aberração, que fossem colocadas as fotografias de tão zelosos cumpridores do Estado Novo, ou seja, quero as fotos dos PIDES para poder ir felicitá-los a casa deles e fazer com quem fiquem com marcas bem vincadas do meu apresso gravadas a baixo relevo com um taco de baseball. Quanto aos individuos de extrema Direita eu sugiro o internamento numas das muitas Instalações hospitalares que vão fechar e dessa forma tornam-se úteis impedindo o seu encerramento.


*
O que há de bom??!! é um conceito estranho mas gostava da pose tipo dominatrix que o homem tinha da cadeira que o vertiginou.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

As pequenas coisas

São as pequenas coisas da vida que nos fazem sorrir. Quando me dirigia do almoço para o trabalho oiço atrás de mim um vigoroso respirar de quem estava a fazer uma maratona com todo o empenho. Era uma criança que corria cheia de confiança e que, ao chegar perto de mim, disse-me : " Cinco anos e já vou buscar dois pães à Pastelaria sozinho! " O olhar confiante e orgulhoso de quem está a fazer algo prodigioso, e é convinhamos para uma criança de cinco anos, foi refrescante e não consegui deixar de sorrir com este quadro. Entretanto, chegando à estrada que é preciso atravessar disse . " Atenção olhar bem para os dois lados antes de atravessar! " ao que o miúdo respondeu: " Isso já sei eu, eu já vou buscar pão sozinho e tudo!"
Imagino o diálogo em casa e o nó no estomâgo da mãe do miúdo porque, se é para estar orgulhosa, é também, para estar preocupada porque não basta saber atravessar a estrada é preciso também não esqueçer.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

O meu amigo Charlie

Em Dezembro vem o gordo das barbas brancas, em Fevereiro, por esta altura, vem sempre o meu amigo Charlie. Deverão estar a interrogar-se quem será o tal Charlie não é verdade?! Pois bem, o meu amigo Charlie é aquela música irritante que desencantam todos os anos do velho báu de músicas pirosas à la carte e passam incessantemente nas festarolas todas do Carnaval. Para além do meu amigo Charlie que deverá, quanto a mim, ter um estatuto idêntico ao do Gordo de barbas brancas A.K.A. Pai Natal, há também aqueles engraçadinhos que nos atiram balões de água e sacos com farinha e outras alarvidades do género. Folia??? nada contra antes pelo contrário só não aprecio muito o meu amigo Charlie e os tipos que se mascaram todos os anos e que, por esta altura do ano, decidem meter-se com a gente a fazer fosquices irritantes pensando que ninguém os reconhece com a máscara idiota que trazem nas fuças. Durante todo o ano quase que fingem que não nos conhecem mas, no Carnaval, de repente conhecem toda a gente. Enfim, há coisas piores como os Templates do Blogger por exemplo!!!

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Autonomia do Poder Local

O conceito teórico da Autonomia e descentralização do poder é um conceito que, na teoria, funciona mas que, na práctica, deixa muito a desejar. A vontade de fazer e a noção de que um bom serviço autárquico é sinónimo de betão dá em coisas impressionantes. A vontade de alguns empreiteiros em construir de qualquer maneira em qualquer sítio com a conivência de quem está no Poder Autárquico resulta neste quadro bonito que vos mostro.

A grua está estacionada em cima do passeio que foi construído em cima da Ribeira de Santa Catarina na Cidade do Entroncamento. Felizmente não houve vítimas.





Mais um fenómeno do Entroncamento digamos assim.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

O meu voto no próximo referendo

Acerca do Aborto já ouvi demasiadas atrocidades e, regra geral, as discussões fogem da questão central e essencial. Antes de revelar a minha posição acerca deste referendo devo salientar que, antes demais, sou partidário da Liberdade de expressão e pensamento, inclusivamente, e isso é que é essencial, das opiniões contrárias. Quero sublinhar que respeito as convições pessoais e religiosas de cada um e faço-o porque acredito com muita convicção na Liberdade. Não quero, nem vou, discutir se há vida ou não até às 10 semanas de gestação porque essa questão é, e como sou um adepto fervoroso da Liberdade, do foro íntimo de cada um que, com o seu referencial moral, julga cque há ou não vida. Isto é inabalável, é sólido como uma rocha, e como tal, a minha decisão acerca do referendo assenta sobre a Liberdade mais do que tentar discutir questão íntimas do foro moral de cada um. Nessa medida, acredito e quero para o meu país uma sociedade que é tolerante e acima de tudo, uma sociedade que se dá ao respeito por quem a compõe, os cidadãos. Nesta medida, votar numa opção que não restringa a liberdade de pensar e ter um quadro referencial moral diferente de outros é uma questão emergente, urgente e imprescindível para uma sociedade civilizada. Votar Não é estar a impôr em outrém, através da figura do Estado com os seus meios, o Código Penal, a referência moral destes sob os demais que, livremente, têem o direito de pensar de outra forma. Se há quem julgue que interromper a gravidez é tirar uma vida independentemente de estar na décima semana ou não, é lícito concerteza pensar que é assim como convicção moral própria e não como uma certeza inabalável e transversal a todas as diferentes consciências. O que não é lícito é impingir esse referencial moral a quem, no seu direito consagrado na Constituição, tem o direito de pensar o contrário. Acredito que seja complicado perceber como será possível que alguém tome como hipótese a realização de um aborto, para mim é também, mas o que a mim é pacífico é o facto de eu ter a obrigação moral de aceitar que há algures alguém que, em consciência, pense de uma forma diferente mas que, acima de tudo, tem o direito de seguir em consciência o exercício de uma opção, que não é fácil, com dignidade e sem colocar em risco de vida a mulher. Porque é que voto SIM apesar de nunca colocar como possível a realização de um aborto a uma companheira minha? Porque uma questão de coerência e de Liberdade. Não posso continuar a enterrar a cabeça na areia e fingir que não acontece, mesmo que, não haja pena efectiva em caso de aborto porque, e numa questão de coerência, se é de subtracção de vida que se trata, então, o quadro penal deveria ser outro, sejam coerentes!!! Essencialmente tenho o dever de respeitar quem, em consciência, tenha uma opinião diferente porque, poderei discordar mas nunca poderei criminalizar alguém por ter uma opinião diferente da minha. Não consigo sequer expressar a angústia que sinto por ver pessoas a esgrimirem argumentos em favor do Não com recurso a chantagem emocional e a demagogia. Estamos, com este referendo, a falar acerca da despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas,que quer dizer dizer liberalização. Não podemos pensar que pelo facto d haver a despenalização que irá haver uma correria aos hospitais para abortar porque não haverá. O que haverá são desmanchos como sempre existiram e existirão mas com recurso a condições higiénicas e de segurança condignas da condição humana.

Quanto à Igreja Católica, que não os façam e que usem o que têem entre as pernas para procriar apenas e sigam as palavras do vosso Papa. Quanto ao resto estejam calados e respietem quem tem uma opinião contrária porque respeitamos a Igreja Católica apesar de todos os males que já nos provocaram.

Quanto à recente proposta dos desnorteados partidários do Não, pareceu-me haver um certo desnorte, de substituir as penas de prisão por serviço comunitário, devo dizer quer, dizer-se que uma lei deverá continuar porque ninguém a aplica e quando a aplica é para estigmatizar quem cometeu a infracção é ridículo e desrespeitante da condição humana.

Quanto ao Basquetebolista frustrado e actual Lider do PSD quando diz que este referendo não deverá ser partidarizado, este, deverá ter mais cuidado com os anúncios de campanha da responsabilidade do PSD na rádio indicando que é preservando a vida é que se resolve a questão do Aborto. Idiota chapado, sim o mesmo que votou a actual pergunta e que vem agora com fait-divers acerca da pergunta!!!

Por último, concordo com os partidários do Voto Não quando dizem que a despenalização per si não irá resolver a questão do aborto. O que não conseguem compreender é que a despenalização do aborto é um passo que deverá ser acompanhado de outros passos e não, como pretendem os partidários do Não, continuar a enfiar a cabeça na areia feito avestruz e fingir que nada aconteçe mantendo a actual Lei que permite o aborto clandestino sem condições e lucrativo para algumas clínicas em Portugal, diga-se em abono da verdade. Por falar em serviço comunitário, a todos os padres que já, em confessionário, impingiram a urgência de um aborto clandestino a jovens moças salváveis das chamas eternas do Inferno, não há serviço comunitário que os valha.


Eu voto SIM!!!

terça-feira, janeiro 30, 2007

Abortar

Vou abortar, para já, a minha opinião já formulada acerca da Despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas. Não porque o assunto me incomode mas sim porque ontem assisti a mais um espectáculo vergonhoso de manipulação televisiva em prol da Direita Católica. Não que o programa tenha pouca importância mas apenas porque, pesando os prós e os contras, não pretendo dar demasiada importância ao que foi dito nesse programa especialmente ao joguete da apresentadora que, mais uma vez, não foi imparcial.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Confiança

A propósito de confiança, por vezes sou presenteado com conversas muito tête a tête em que uma moçoila qualquer me diz que deseja encontrar um Homem que lhe inspire confiança. Ora, propósito disso devo dizer o seguinte: Conto de fadas e o mito do Pai Natal ponho-os no mesmo saco da fantasia que tinha toda a sua razão de ser quando éramos miúdos. Actualmente, esse saco e essa reserva de fantasia desvaneceram naquilo que poderemos chamar a realidade. Isto vem a propósito de uma conversa e de algumas que tive com algumas mulheres que conheço ou conheci. Não há ninguém neste mundo que consiga conferir a necessária e indispensável confiança própria, essa, a confiança própria, tal como o nome indica, é conquistada por nós dia após dia. Sozinhos ou com a ajuda de especialistas poderemos viver perfeitamente, salvo algumas excepções mais graves, com os nosso medos e ansiedades e, acima de tudo, ter a capacidade, que é digamos assim treinada, de nos motivarmo-nos e encarar os desafios de peito aberto. Assim digo o mesmo que já disse a uma amiga minha a jeito de proposta acerca desta matéria . Que tal encontrarem essa confiança própria que induz a tal segurança, e depois encontrar alguém com quem partilhar isso? Esta proposta tem a vantagem de evitar desilusões, divórcios e violência familiar. Não consigo perceber essas mulheres que têem a fraca ideia que ser-se independente é ter um emprego somente. Como é que uma pessoa pode ser independente se, ela própria, cria relações de dependência em relação a outra pessoa? Vivemos ainda numa sociedade machista e as mulheres ainda não compreenderam que deverão buscar essa confiança elas próprias salvo as excepções felizmente que as há.
Já agora um desabafo, se não tateu deveria ir para Padre, não sei porquê mas elas gostam de se "confessar" comigo.....hum.....parem!!! malandragem já a levar tudo para a maldade.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Porquê

O Porquê é sempre a pedra toque para a criação novas ideias ou considerações acerca de algo ou alguém. Todavia, e apesar do constante porquê que temos na vida, este apesar de conservar o mesmo desfecho poderá ter aqui e ali novos contributos. Um exemplo flagrante disso é o Porquê de eu não ser do Benfica. Não quero com isto generalizar dizendo que os benfiquistas são más pessoas apenas têem mau gosto só isso e, para além disso, têm alguns espécimens estranhos.

Não tenho nada contra hermofroditas e outros espécimens exóticos da fauna humana mas faço deste a excepção por isso aqui vai motivo nº 1 para eu não ser do Benfica:


Quanto ao mau gosto dos Benfiquistas devo dizer que sim senhor cor de rosa também é bonito, a mala é gira, o chapéu estilo Rainha Isabel II também não é mau mas esse blush é que não!!! Um Pêssegozinho ainda vá lá agora vermelho bahhhh!!!!

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Houston

Houston!! This is space shuttle Oliveirinha we have a landed on the surface of the moon!!!


Está entregue yupieeee!!!!!

domingo, janeiro 21, 2007

Alívio

Não calculam, ou talvez sim, o alívio que é ver a conclusão de um projecto grande, trabalhoso e difícil de concretizar. Durante todo o tempo que passei a fazer o trabalho a minha vida ficou numa espécie de bolha do tempo mas não esquecida. Tal como idealizei a primeira fase está concluída e a minha vida vai desenrolar de uma forma diferente.
Tomei como resolução a renuncia a muitos aspectos desta sociedade manicaísta, retrógada e de consumo imediato e, acima de tudo, virar-me para quem está comigo de uma forma mais próxima e dedicar-me a essas pessoas. Como tal, de ora avante muitas coisas vão mudar inclusivamente aqui.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Acordo ortográfico à Oliveirinha

Nestes últimos tempos tenho estado muito atarefado de volta de um trabalho que estou a fazeracerca de uma Tipografia no âmbito da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho e devo dizer que estou farto, já não aguento mais ler ou ouvir palavras como:

  • Tipografia
  • Tinta
  • Offset
  • Gráfica
  • Impressão
  • Contaminação Química
Enfim, com o novo acordo ortográfico à Oliveirinha, estas palavras deixaram de existir, não as quero ouvir mais. Portanto, quando estiverem ao pé de mim evitem dizer ou escrever estas palavras ok?!

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Está estacionado na linha número dois do Norte o comboio....

Lembro-me do homem que trabalhava no bar da estação de caminhos de ferro do Entroncamento. Conhecia quem conduzia as locomotivas pelo apito característico que cada um dos máquinistas tinha, bem como, pela sonoridade do apito conseguia dizer qual era a locomotiva: “ Olha vem aí o Feliciano com a Santa Apolónia, vai fazer a linha da Beira Baixa!”. Esse homem adoeçeu e o seu percurso é triste devido à doença grave que contraíu mas não é propriamente disso que quero falar. É do Bar da estação do Entroncamento que quero falar que já não tem operários com a marmita, tem agora, militares, funcionários públicos, gente do sector terciário, desculpem-me mas não é a mesma coisa, essa não é a gente que preenche a minha memória das vezes que ia a Lisboa. Quando chegava ao Bar havia a conversa de quem tinha as mãos encarcilhadas pelo ferro e a solda de mil comboios arranjados, agora, todos pegam a sua chávena de café e viram costas ao bar em direcção à televisão em silêncio. Este não é o meu Bar defenitivamente. A cidade tem os mesmos autocarros cor de laranja e as pessoas a fugirem por entre as pedras da calçada desviando-se de olhares. Só eu é que adicionei mais uns centímetros e agora vejo as coisas de outra perspectiva. Esperei pela viagem de regresso e escolhi de propósito o comboio da Beira Baixa mas já não havia os velhotes com os intermináveis sacos, as encomendas lá para a terra e o perfume das suas conversas. Enfim, há outras coisas.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Parabéns

Já disse aqui que não sou adepto de homenagens e que não as faço. Na vida há sempre excepções e desta feita faço-a a uma pessoa muito especial para mim. A Homenagem que quero fazer é ao meu querido Tio João Lima que hoje completaria 65 anos de idade não fosse a sua partida precoce.

Parábens Tio!!! O Che está bem e em boas mãos!!!

João de Sousa de Lima nascido a 05 de Janeiro de 1941, o J para os amigos.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Premonições

Nunca fui de premonições mas devo confessar que este ano faço uma excepção. Tenho um presentimento que 2007 será um ano muito positivo, pelo menos, atendendo ao meu entusiasmo, será concerteza um excelente ano. Deixo desta forma os meus votos de um Feliz Ano Novo e que este seja para vós o mesmo que está a ser para mim, uma fonte de grande espectativa e entusiasmo.


Votos de um Feliz Ano Novo de 2007!!!

terça-feira, dezembro 19, 2006

Mérito a quem mereçe

Todos os Natais é a mesma coisa. O Pai Natal a receber todos os louros desta quadra festiva, ao passo que, quem realmente trabalha para esta quadra festiva fica sempre de lado. Não posso deixar de lado este ano o devido reconhecimento ao Rudolfo, a rena de nariz vermelho, que puxa o trenó e que, sem a qual, os presentes não seriam distribuídos.


O que não sabem é o que o Pai Natal, o gordo, faz enquanto os outros trabalham.

Ah pois é!!!


segunda-feira, dezembro 18, 2006

Por estes dias

Por estes dias vou estar muito ocupado a fazer um trabalho sobre a indústria Gráfica no âmbito da aplicação de políticas de Higiene e Segurança no Trabalho. Para o efeito nada como tentar conhecer o “inimigo”, neste caso a indústria gráfica Portuguesa, para tentar perceber qual o modus vivendi e modus faciendi dos trabalhadores e do patronato. Numa pesquisa prévia que fiz cheguei à conclusão que, a profissão de tipógrafo, é tida como um ofício, um ofício-propriedade, em que o saber-fazer pesa de uma forma determinante na medida em que o ofício leva anos a aprender e uma vez aprendido, o tipógrafo, tem autonomia para o desenrolar do seu trabalho diário sendo usual ver patrões a trabalharem lado a lado com os operários. Até aqui tudo bem mas eis que chega a parte que me pôs de pé atrás. Num estudo a que tive acesso vem descrito o seguinte:

Em 1943, a reprodução profissional desta indústria enquanto indústria familiar constava da Lei. Tratava-se de um contrato colectivo que previa, em igualdade de circunstâncias, o privilégio da admissão a filhos, netos, sobrinhos em 1º grau dos industriais e operários gráficos.

Até aqui ainda não está mau mas eis que vem a parte pior anos mais tarde e ainda no Regime Fascista. Para além da preferência ser dada aos familiares, agora os trabalhadores do “sindicato”, vulgo homens de inteira confiança do regime, terem a prioridade na contratação por parte das gráficas para evitar que os “estranhos” invadissem o ramo. Ora bem, estou a ver que ainda vou ter que fazer uma revolução na indústria gráfica.

Meus caros um Feliz Natal e vemo-nos depois de eu estripar estes homens do “sindicato” fora da indústria gráfica. Vitória ou muerte !!!

domingo, dezembro 10, 2006

Apanhado em Flagrante



Digamos assim, se fosse eu não faltaria polícia com cães e helicopteros, agora, como é o gordo das barbas brancas A.K.A. Pai Natal, já não há problema algum. O Mundo está cheio de injustiças!

terça-feira, dezembro 05, 2006

Pai Natal

Ensinar a uma criancinha que se portar-se bem durante o ano terá muitas prendas dadas pelo Pai Natal é, antes demais, falacioso e incrementador de uma injustiça social que se tende a enraizar cada vez mais. Vejamos então o porquê da questão: Se a criançola em questão é filha de pais ricos esta, independentemente de ter sido boazinha ou não, terá sempre mais prendas que a criançola filha de pais que ganham o Salário Mínimo Nacional que este ano fala-se que poderá atingir a meta dos 400 euros, ena ena que benção. Nisto a argumentação não é pedagógica nem deverá ser continuada, ou seja, o que prentendemos dizer com a história contada desta forma é que as crianças mais abastadas serão sempre melhorzinhas que as crianças pobres em virtude destas não terem dinheiro e como tal terem menos presentes. Depois há outra aspecto a ter em conta e que se prende com a taxa de obesidade infantil registada no nosso país. Será o Pai Natal um bom exemplo gordo como ele é?
Questões importantes para as quais deixo duas propostas:

1 - Reverter a histórias do Pai Natal para algo parecido com o Pai Natal dar prendas aos mais desfavorecidos e os meninos ricos têem é que pedir mesmo aos paizinhos e avós os presentes.
2 - Uma cura de emagrecimento para o Pai Natal para mais este deve dar o exemplo.

Em suma, o Natal é o reunir da família e como tal deixo o desejo de uma boa reunião de família que é o mesmo que dizer FELIZ NATAL.

domingo, dezembro 03, 2006

Exercícios

Por vezes dou por mim a fazer exercícios mentais utilizando como alvo do exercício muitas situações quotiadianas com as quais me deparo. Um desses exercício prendia-se com a seguinte situação hipotética:

Se um dia um cidadão Norte-Americano chegasse à nossa fronteira e pedisse asilo político por falta de democracia no país dele e pela constante violação dos direitos humanos no seu país, eu se fosse o responsável pela emissão dos vários tipos de vistos de entrada, dar-lhe-ia de imediato. Porquê? Por causa disto e doutras coisas vejam.

De facto tenho vindo a desenvolver esta técnica migrada de um costume que eu tinha enquanto pequenote que era o de abrir o brinquedos todos para ver como funcionavam ou, pura e simplesmente, a utilizá-los fora do contexto para verificar a sua versatilidade. Apesar disso há temas que fogem a esta técnica e cuja resolução passa por uma rápida observação directa. Verificar que uma pessoa que eu conhecia com 58 anos de idade, com uma história de trabalho árduo e muita correcção, ver a sua vida a ser ceifada num espaço de dois meses por um cancro e em contrapartida ver a forma como um crápula como é o General Augusto Pinochet com 80 anos by-pass no coraçãoa agarrar-se à vida é de uma rápida conclusão só por observação directa. Parece que quem não merece vive mais tempo, ou não?!
Sou Ateu, sou desde à muito tempo, aliás, a minha história com a fé cristã cessou no segundo ano de catequismo quando me quiseram contar as mesmas histórias que me tinham contado no ano passado e, como tal, desisti e informei a minha mãe que não iria mais ligar muito aos santinhos. A minha Mãe desde sempre me compreendeu e respeitou nas decisões que tenho tomado e por isso vai uma enorme gratidão da minha parte à minha mãe católica. Nessa altura o meu catecismo era a Guerra das Estrelas exposta na montra da loja de brinquedos perto da Igreja. Nem calculam os salmos que eu imaginei com as naves e os bonecos da Guerra das Estrelas, esse sim era, na altura, o meu credo. Reescrevi a bíblia quase toda substituíndo os velhos barbudos pelo Chewbacca e restantes personagens.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Abutres

Uma sala cheia de idosos, uns doentes outros a matarem o tempo que lhes resta e uns indivíduos de fato e gravata a pairarem à volta dos médicos é um quadro pouco saudável para quem vai a um edifício intitulado, ironicamente creio eu, de centro de saúde. Comparativamente, percebo mais facilmente a lógica do idoso que vai ao centro de saúde para matar o tempo com uma de muitas maleitas que se resumem apenas a uma enorme solidão do que a lógica de um individuo de fato e gravata, que não sendo médico, vende medicamentos a médicos. A lógica parece ser a de anunciar medicamentos das empresas farmacêuticas a médicos por indivíduos que não são médicos nem fazem a mais pálida ideia do que é que estão a vender, perdão digo, que estão a propagandear a troco de idas gratuitas e desinteressadas a congressos no Brasil ou outros destinos paradisíacos, mesmo não fazendo a mais pálida ideia do que é que estão a propagandear. Tão depressa esses delegados propagandeiam um anti-inflamatório como uma pastilha de urânio enriquecido para a tosse, a diferença está no congresso claro está. Depois há uma outra coisa que me irrita nesses tipos que é o aspecto sabujo deles, o aspecto sinuoso que eles têem com a curvatura fácil da espinha perante uma bata mesmo que por engano se verguem perante uma auxiliar que passa no corredor. As remessas são constantes e gratuitas há possibilidade de fazer as experiências que forem necessárias, as cobaias não faltam e pagam a taxa moderadora.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Homenagens

Não gosto muito de homenagens. Parece sempre algo empacotado na altura que chega a toda a gente, a morte. Durante a vida deverá haver reconhecimentos da obra e dos feitos de cada um e não depois da morte porque, reza a hipocrisia, na hora da morte somos todos uns tipos muito porreiros e ninguém ousa dizer que o fulano que está no caixão era uma autêntica besta. O epíteto desta situação são as estátuas e ou busto que não passam de sanitários para pombos. Isto foi a título de esclarecimetno do post anterior.

domingo, novembro 26, 2006

Mário Cesariny

Homenagens chamam pombos para defecarem num busto frio e insensível. O importante é mesmo viver a obra de quem já partiu.


Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco

Mário Cesariny

sexta-feira, novembro 24, 2006

As cheias do Ribatejo, úúúhh grande coisa!!!

Para poupar as cenas dramáticas das cheias que são habituais no Ribatejo, vou postar algumas fotos tiradas hoje de tarde no cais de Vila Nova da Barquinha. Antes que venha aí o Albarran dizendo o drama, a tragédia, o horror, coloco aqui as imagens do cais que no Verão está uns 8 a 10 metros acima da linha de água mas que, nesta altura, encontra-se a centímetros do último degrau. Já agora, à malta que não é de cá, não se preocupem nós sabemos nadar e estamos habituados a estes cenários.



quinta-feira, novembro 23, 2006

Estações e Tendências

Em relação ao post anterior e utilizando o vernáculo da moda por assim dizer, a tendência a que me referi, ou seja, o Sporting ganhar ao Inter de Milão, não deve ser para esta estação, vamos a ver para as próximas estações se se confirma a tendência que eu referi. Correu mal enfim!
Precisam-se de avançados, ou melhor, precisam-se de individuos que consigam materializar o momento mais alto do Futebol como diria talvez o Gabriel Alves. Marquem golos porra!!!

quarta-feira, novembro 22, 2006

Capital da Moda

Milão é a capital da Moda Italiana. Hoje que vai lá jogar o Sporting Clube de Portugal contra o Inter de Milão, vamos a ver se impomos a tendência de ganhar ao Inter como fizemos em Alvalade.


SPOOOORRTTIIINGGG!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, novembro 16, 2006

Pequenito

O nosso país é de facto pequenito. Digo isto não somente pelo seu tamanho diminuto mas pela reduzida amplitude de aspirações que os seus concidadãos têm do país em que vivem. Será possível que a Política neste país seja, como antigamente se fazia com os ofícios, um ofício de pai para filho. Tudo gira em torno de meia dúzia de famílias sedeadas em Lisboa que partilham entre si as influências e as decisões sobre o filho de quem será o quê. É um ciclo vicioso em que para se chegar algures na Política tem que se seguir a cartilha do pai ou do padrinho que nos educa bem para o que deveremos dizer e ou pensar. Mesmo quando os velhos caciques que os educaram se "reformam" as suas vozes não se deixam de ouvir, estas estão lá por detrás omnipresentes e vinculativas. Pergunto-me se eu, que não pertenço a esta grande família política e refiro-me quer ao plano ideológico e ao plano geneológico, se teria a "oportunidade" de ter uma entrevista para limpar a cara de 7 meses ( terríveis) de desgovernação?? No lo creo!!
Ainda fora do espectro da política embora igualmente ridículo estão as movimentações em torno do indíviduo de capachinho e com vernáculo taberneiro a quem foram arrestados bens da sua mansão por alegadas dívidas que ascendem aos 5 milhões de euros. Falam acerca deste indivíduo como se fosse uma vítima de um processo complexo de inveja e cobranto elevado com requintes de malvadez. Que raios o individuo em causa fugiu aos impostos e agorasó porque é dirigente de um clube de futebol é um coitado? Porquê? porque foi apanhado na prevaricação ou porque prevaricou? Pequenitos que somos nós.

terça-feira, novembro 14, 2006

Hum...dá-em impressão

Dá-me a impressão que à minha volta tudo e todos estão cinzentos rasgados com tons avermelhados de raiva em riscas simétricas que alinhadas par a par desafiam a vista numa ilusão que não se vê mas sente-se. Será do movimento em torno de mim ou serei eu que corro frenéticamente em volta das pessoas? Sempre preferi os carrinhos de choque ao Carrossel, os seus tons não têem padrões simétricos muito menos avermelhados de raiva. Espero pacientemente pelo Arco-íris e os seus padrões simétricos que acalmam o meu espírito de vermelhos e outras cores.

sexta-feira, novembro 10, 2006

A Feira

É pela boca que morre o peixe já reza o ditado popular e é bem verdade. Durante muito tempo sempre disse que não iria à Feira da Golegã por causa de todo o ambiente de ostentação balofa que é aquilo. Mas como diz o ditado é pela boca que morre o peixe e no meu caso foi bem verdade não fosse eu ter quebrado o jejum de mais de 10 anos sem ter posto os pés na Feira da Golegã e tudo isto por causa de uma pessoa. Enfim a vida tem destas coisas.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Rambos e outros que tais

Este fim de semana participei num jogo de Paintball que eu gostei mas o melhor desse dia até nem foi o Paintball. Contudo, é do Paintball que vou falar porque observei e participei, de alguma forma diga-se de passagem, a um fenómeno masculino até certo ponto de vista, visto que, esse fenómeno, pode ser extensível a ambos os sexos mas devido ao facto da tradição judaico-cristã a atribuir os papéis da guerra e da caça ao Homem, este fenómeno, poderá ser entendido mais facilmente dentro desse preconceito machista por assim dizer. Assim, e num cenário que simula a guerra é fácil ver o empolgamento dos participantes pelo combate mas essencialmente pelo tiro, ou seja, não é tanto o acto de "matar" outrém que motiva mas sim o facto de atirar, de ter o poder de decidir quem ou o que sobreviverá. Explicar não terei as bases científicas suficientes para explicar objectivamente o fenómeno mas cá para mim isto cheira-me a caveman. Memso tendo consciência deste fenómeno uma vez dentro do jogo o racional é subplantado pelo instintivo animalesco que temos dentro de nós.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Um Rambo em potência

Tenho em mim um autêntico Rambo em potência que amanhã vai aparecer no jogo de Paintball em que vou participar. Já tenho a fitinha vermelha só falta o defeito na fala. Bom fds !!!!

terça-feira, outubro 31, 2006

Halloween

Ok Halloween dias das bruxas, uma questão. Se é o dia das bruxas não é suposto ser este o dia de folga das bruxas?? Então porque é que saíem todas à rua?? Horas extras é?! Hum...não percebo.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Wresttling mania ou confraria das bifanas eis a questão

É um desafio tentar descobrir o que motivará quem quer que seja a estar em frente a um televisor mais de 5 minutos a ver um programa de Wresttling. Pela inusitada violência dos golpes desferidos com mestria e arte acrobática combinada? Não creio. Será desnecessário dizer que a emoção de não saber qual o desfecho do combate não existe como em outros desportos, aliás, aquilo está tudo encenado. Posto isto qual será o trigger para motivar alguém a ver um combate de Wresttling? Já vimos que não é pelo facto de haver emoção no desfecho do combate, então o que será que move tanta gente para ver este tipo de espectáculos? Um conjunto de indivíduos que transpiram esteróides anabolizantes por todos os poros? Pelos cabelos frisados desses indivíduos? Será ver o ridículo de um individuo com cara de mauzão a usar Lycra com as unhas pintadas? Enfim não consigo percebem, acho que quem vê este tipo de espectáculos deveria perguntar-se muito bem do porquê, caso contrário, isto roça já o fetiche ou algo assim.

Devo confessar que este post foi motivado pela luta titânica de escolha de temas para posts entre o Wresttling e a Confraria das Bifanas. Enfim achei que o Tema da Confraira merecia mais tempo da minha parte pela sua nobreza e riqueza alimentícia digamos assim.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Capa de Disco

Quando pensava que o cancionetismo nacional me tinha surpreendido com uma capa de disco em que o José Cid aparece nú, eis que vem mais um artista nacional com um capa de fino recorte técnico e inesgotável requinte e bom gosto.

Quem tiver pior que isto que envie!!!


terça-feira, outubro 24, 2006

Mais vale estar quieto

Mais vale estar quieto do que apelar ao não abandono escolar porque futuramente não teremos mais licenciados quando, hoje, os licenciados não têem emprego ou se o têem estão em situação precária, ou valerá a pena?! Valerá a pena instruir licenciados que não são empreendedores? Valerá a pena apostar em campanhas de não abandono escolar quando quem os pratocina entende os recursos humanos como meros números dispensáveis ou não de acordo com a conjectura ou o a interminável procura de cada vez maiores lucros a qualquer custo? Que país é este que hipoteca o futuro de um sistema de saúde gratuíto ou quase? Que povo é este que continua calado como um cordeiro em vésperas de Páscoa à procura de alguém que se sacrificará por todos nós que estamos demasiado ocupados a ver o talk show do momento?
Não tenho nada mas tenho tudo tudo, mas afinal o que é que eu tenho?

Confesso, a minha canhota hoje está poderosa.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Aborto

Mais uma vez e compreendam porque esta é a minha posição e respeito desde já a opinião dos demais, mas hoje o aborto assistido médicamente em hospitais Portugueses foi ele próprio um aborto. Não se compreende que uma questão tão fundamental como esta fique sujeita a um referendo que irá ser alvo de uma série de tentativas de desinformação e demagogia barata por partes dos mais radicais. Não vou esboçar os argumentos a favor da despenalização do aborto porque independentemente de ser a favor da despenalização, a questão fundamental aqui está no constante esforço que alguns lobbies fazem em continuar a colocar uma venda muito escura sobre as mentes da população Portuguesa. Não consigo conceber que no meu país uma mulher tenha que se sujeitar a prácticas deficientes de técnicas abortivas com risco de morte para ela. Quem não quiser que não os faça, eu pessoalmente nunca pressionarei nenhuma mulher a recorrer ao aborto mas compreendo quem o queira fazer porque se o faz é por motivos de força maior.
A água da tina que serviu para lavarem as mãos de tomar uma decisão inevitável ficou conspurcada cada vez mais do mesmo. Criminalizem o clero que diz a um crente para ter fé que isso cura para que este fique em casa e não procure auxílio médico.

terça-feira, outubro 17, 2006

Obrigado Tiago Marques

Ora a pedido de muitas famílias eis a famosa foto do José Cid todo nú. Afinal não estava em cima do Piano mas apreciem este maravilhoso momento Kish da Música Comtemporânea Portuguesa, só de pensar que esta individuo fez dos melhores álbuns de Rock Progressivo até me passo. Enfim mas a vida dá muita volta e é preciso sobreviver ou escrever uma canção em que como o Macaco gosta de banana eu gosto de ti para trocar de carro.
Estou a precisar trocar de carro será que se eu escrever uma canção acerca de um orangotango e uma dulcineia conseguirei arranjar o dinheiro para trocar de carro?


Fotografia

Alguém sabe como eu poderei arranjar aquela célebre capa de Disco do José Cid em que este aparece nú em cima de um piano. Calma não é para nada Kinky mas esta foto deverá ficar na história da música comtemporânea Portuguesa no mínimo. Ficar digamos assim nos anais da história se me permitem a chalassa.

sexta-feira, outubro 13, 2006

De fraldas mas felizes

Não consigo entender como é que é possível fazer anúncios publicitários de fraldas para adultos em que o idoso aparece com um sorriso de orelha a orelha com uma fralda que ninguém, supostamente, repara. Será que a ideia é a de que um adulto incontinente poderá andar satisfeito com um sorriso no rosto e um par de fraldas humilhante no rabo? Sinceramente não acredito na vitimização mas sim numa atitude positiva. Do ponto de vista do adulto incontinente, a fralda é algo castrante, inevitável e embaraçante, daí, o sorriso no rosto deveria vir de outro motivo que não um par de fraldas. Acho esses anúncios vexatórios aos muitos adultos incontinentes muitos dos quais enfermos numa cama e, infelizmente, abandonados algures num lar ou num hospital com fralda mas sem sorriso algum.

terça-feira, outubro 10, 2006

Prometo

Prometo-vos que em nenhuma circunstância as canções de Shakira estarão inscritas na rubrica das Rotas Sonoras. Aliás, antes disso colocaria as canções de Quim Barreiros mais a sua cabritinha do que qualquer canção de Shakira ou outra no género, nada de pessoal Shakira um pouco de bom gosto nunca fez mal nenhum a ninguém.

And I'm on tonight

You know my hips don't lie

And I'm starting to feel it's right

All the attraction, the tension

Don't you see baby, this is perfection

Tradução livre


Estou a fim hoje e tu sabes que as minhas ancas não mentem e eu estou a começar a sentir que é certa, a atracção, a tensão, por isso vês meu amor que isto é perfeito ?!! aqui prefiria os versos de Quim Barreiros com a canção da cabritinha pelo mais elevado bom gosto concerteza

segunda-feira, outubro 02, 2006

Descida

Duas horas a remar, apesar de ser a favor da corrente, não deixa de deixar as suas marcas no esqueleto de um remador de fim de semana como eu. No entanto, adorei o exercício e a descida em si pelo facto de ter tido a oportunidade de estar perante uma paisagem, apesar de despida de árvores devido aos fogos, bonita apesar de tudo. Vislumbrar patos selvagens, garças reais e uma águia real não está ao alcance de todo o fim de semana passado algures na cidade lá isso é verdade. A água do Rio Zêzere é cristalina até ser invadida pelas águas do Rio Nabão cheias de poluição ( já não tanta em comparação a outros tempos mas mesmo assim), ou mais sujas vá lá. Aconselho a virem num sábado de manhã até à Vila de Constância de experimentarem a descida do Zêzere com almoço incluído no preço de 15 euros. Há três locais onde podem alugar as canoas com os monitores para auxiliarem os menos experientes nestas andanças. Vale bem a pena!!!

sábado, setembro 30, 2006

Descida

Amanhã vou pegar na canoa, descer o rio Zêzere e só páro em Lisboa para beber um copo nas docas. Bom fim de semana!!!

quarta-feira, setembro 27, 2006

Rotas Sonoras

Iniciei ontem uma rubrica, nova no Raminhos mas que é muito usual em vários blogs, acerca de rotas sonoras pelas quais eu divago. Não está completa por não ter tido tempo para a compor com mais referências musicais que preenchem as minhas rotas sonoras. Fiz esta rubrica sob o princípio:
Diz-me o que ouves e eu direi quem tu és.
Claro está que este princípio é uma apropriação abusiva de um ditado popular provindo desta cultura judaico-cristão em que vivemos enjaulados mas que, para mim, faz todo o sentido. Quem tiver a necessária elasticidade mental para gostar de vários estilos musicais tem necessariamente bom gosto e inteligência e isso eu valorizo numa pessoa. Assim eu partilho convosco as minhas rotas sonoras no sentido de aprender com quem chega aqui. Assim, peço a todos que aqui vêem que sugiram novas rotas sonoras.

terça-feira, setembro 26, 2006

Pequenas coisas

São estas coisas que me tiram do sério. Esta vertigem que nós temos em Portugal em procurar os especialistas, esta ânsia pelo Neoliberal. Ainda por cima ter um individuo, como o Dias Loureiro, a discursar acerca do porquê da economia espanhola estar mais desenvolvida que a nossa mesmo sabendo que este esteve no (des)governo laranja do nosso ex-primeiro ministro actual Sua Excelência, só me faz chegar a uma conclusão rápida. Portugal está como está devido aos especialistas, como é exemplo Dias Loureiro e outros, que enquanto lá estiveram nada fizeram para inverter a situação mas agora que estão à civil,por assim dizer, já têm as explicações e soluções de café para inverter a situação num ápice numa moral fétida de quem diz se eu lá estivesse faria não sei o quê. Ora meus caros se há uma razão para Portugal estar onde está, essa razão, centra-se na classe política que temos e em quem os pôs no poleiro.

domingo, setembro 24, 2006

Kiss it goodbye till next year

É oficial o Outuno está aí e como tal temos que dizer adeus ao Verão. Devo confessar que não sou o adepto mais fervoroso do Verão, mas tenho que admitir que o Verão tem as suas vantagens como tudo e um exemplo dessas vantagens é o Voleibol de Praia , ou não?!



quarta-feira, setembro 20, 2006

Nós por cá

Nunca senti a aspereza do racismo na pele, ou melhor, das vezes em que poderei ter sido alvo de tamanha imbecilidade não devo ter tomado isso em conta e passei à frente como se de uma leve comichão se tratasse. Falar acerca da comunidade em que vivemos e tentar perspectiva-la ao ponto de podermos considerá-la como racista ou xenófoba, ou não, é sempre complicado porque fazemos parte dessa comunidade e, instintivamente, tentamos protegê-la. É chocante ouvir relatos na primeira pessoa em que essa pessoa se queixa de xenofobia na comunidade em que vivo e que é Portugal. O caricato como por ironia do destino, essa pessoa é alemã, sim alemã, vem daquele país com indivíduos frios xenófobos e papões maus. Veio de um país onde os seus compatriotas vivem sob o estigma do nazismo e da xenofobia e onde toda a gente os olha como xenófobos e antipáticos e toda uma série de considerações negativas que se criaram em torno dos alemães e que, nalguns casos, quase a maioria, é verdade e por isso uma das razões pela qual muitos alemães vêem para Portugal, ou seja, para fugir dos seus compatriotas e de um país próprio que os oprime. Chegando cá ter que ouvir que não deveria cá estar, muito menos a trabalhar porque está a roubar trabalho a portugueses. É caso para dizer, estamos na Alemanha ou quê?! Preocupa-me a doutrinação barata da população em torno da ideia que os estrangeiros são maus. No dia em que eu começar a ver um país cuja população se comporta em torno aos estrangeiros da mesma forma que os alemães, nem todos felizmente, fazem aos estrangeiros que vivem na Alemanha, emigro e peço exílio político ou de zelo se existir!!!

domingo, setembro 17, 2006

Concentrações

Tudo tem a sua primeira vez e a minha primeira concentração de motard não é excepção. Digo a primeira porque, tal como aconteceu com esta que vi, pode acontecer ir sem querer a mais uma. É um local curioso onde indivíduos de meia idade vestem-se com fatos de cabedal preto da cabeça aos pés chegando ao ponto, inclusivamene, de nos interrogarmos acerca de um ou outro fato que mais parece um cenário bondage do que outra coisa. Barriga proeminente, colete sem botões ( até porque não valeria a pena atendendo ao tamanho do colete e da barriga) insígnias de vários clubes do diversos pontos do país, um púcaro para beber cerveja e eis que encontramos o motard típico, pelo menos, este arquétipo era dominante na concentração onde fui. Os shows de strip-tease ou expressão corporal como lhe queiram chamar com moçoilas à beira da pré-reforma, as bandas de rockalhada a debitarem muito decibéis e uma valente bebedeira são o ambiente possível numa concentração de motards mas há algo ainda mais interessante, os grunhos. Numa fila à espera de um mísero fino já ia a noite muito avançada começei a ouvir um diálogo entre motard que aviava os finos e outros que esperavam pelos ditos finos.

Motard barista: ArgHHHH!!!!
Motards à espera de serem servidos: ArgHHH!!!!
Motard barista: ARGHHHHH!!!!!
Motards à espera de serem servidos: ARGHHH!!!!

Dois finos em cima da mesa e os motards vão-se embora com sorrisos de quem partilhou um momento bonito de diálogo profícuo ou mais não fosse terem conseguido dois finos mais depressa.
Conselho: Para malta que goste de cenários estilo David Linch versão ainda mais sádica de Paris Texas e cenas bondage então as concentrações motard são um must concerteza.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Grátis

Não consigo perceber esta vertigem que muitos dos que tomam decisões em Portugal sentem quando querem relativizar constantemente todas as questões. Desesperante ao ponto de nos baralharmos e pensarmos que o recto e concreto, a linha imaginária que temos como direita e que baliza o nosso pensamento, já não´é recto e deverá ser colocado em questão. Senda constante em busca de novas verdades é um desencanto e para o efeito dou um exemplo. A mesma lei que condenou o árbitor José Guímaro é posta em causa esta semana, do ponto de vista constitucional, tendo sido veiculada a hípotese de não ser possível julgar mais de metade das acusações do processo apito dourado. Isto é o mesmo que dizer que algo é grátis mas poderia ser ainda mais barato, e como tal, assim, já não presta. Cambada de gente parva que afoga o meu país!!!

segunda-feira, setembro 11, 2006

Recantos

Dou por mim a fitar o candeeiro do meu quarto com as suas três lâmpadas amarelas tingidas com pó entranhado e a ter a mesma sensação que tinha quando ia para um quarto de férias numa casa que me era estranha. Deixo percorrer o fervilhar da espectativa das pessoas que irei conhecer e das aventuras que aquele verão me trará. No entanto, os amigos que conheço são os mesmos de ontem e do dia anterior mas deixo embriagar-me com a sensação que amanhã será o verão da minha vida e os meus amigos ganham assim um tom dourado e as moças um doce travo ao proibido e urgente.

sexta-feira, setembro 08, 2006

Grande Galo

Um grande galo era o Gil Vicente ficar na primeira divisão e ganhar o campeonato.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Nem assim

Se parece um cliché dizer-se que a beleza que conta é a interior, não deixa de ser verdade pois, essa beleza interior desde que não venha munida de leituras duvidosas como são os livros da Margarida Rebelo Pinto, de facto, é a que conta. Não há paciência para aturar alguém num mesa de um café a falar de um livro de Margarida Rebelo Pinto como sendo uma referência em termos de vida pessoal, é horrível ter-se a noção que se está em frente a uma pessoa que consume tantos clichés baratos por segundo como são a maioria dos leitores da Margarida Rebelo Pinto.
É muito complicado hoje em dia conversar com quem nos é estranho porque, esse estranho digamos assim, vive munido de uma capa agressiva que usa como prevenção ou escudo protector de todas as frustrações que tem sobre a vida. É raro encontrar alguém que tenha o prazer desinteressado em conversar para aprender, alguém com quem se conversa e se enamora facilmente pela sua personalidade e inteligência. As hormonas ganham vida quando isto acontece de uma forma que quase se assemelha a um trapézio sem rede nem medo de cair. Em suma, o Tio Oliveirinha não tem mais paciência para moçoilas boazudas com nada na cabeça.

domingo, setembro 03, 2006

Escola de etiqueta e outros desarranjos

Sempre tive telemóvel apenas porque deram-me um para as mãos. Ninguém mo ofereceu por nenhuma ocasião especial, foi apenas por motivos profissionais e desde então o aparelho intrusor/aproximador/brinquedo/objecto de arremesso anda sempre comigo à excepção das férias altura em que me esqueço dele providencialmente. Entretanto, eu não gosto de falar ao telefone, de alguma forma isso constrange-me, adoro falar olhos nos olhos e o telemóvel só me oferece um painel de cristais líquidos colorido. Apercebo-me também que existe uma espécie de código de ética quanto ao fornecimento do nº de telemóvel e à sua utilização. Se por algum motivo nos é facultado o nº de telemóvel, o cenário é diferente consoante o número pertença a uma mulher ou a um homem, aliás, se pertencer a uma pessoa cujo género se enquadra nos nossos apetites sexuais e ou afectivos ou não. O facto é que quando se obtem um número de uma pessoa cujo género se enquadra nos nossos apetites há uma espécie de regras de conduta que se têem que cumprir.

Se ligas e não atende deverás esperar algum tempo até tentar outra vez
Se recebes uma mensagem escrita tens que esperar alguns minutos até responder
Se não atender à segunda vez foste poupado(a) ao trabalho de ter de ouvir uma historieta parva no género " és muito fixe mas....""

Acho tudo isto muito estranho. Só dou o número de telemóvel a quem já tenha tido alguma(as) conversas e eu veja que valha a pena ter uma conversa. Depois se temos o número é ligar quando for preciso evitando sempre o tipo de conversas parvas no género : " atão tás fixe?! o que tens feito hein?! "" Poupem-me por favor!!! de resto o telemóvel só serve para conversar com quem interessa se estiver longe ou para combinar um encontro com quem está mais perto. Não é um fraque ou uma cartola, o facto de se telefonar não quer dizer que tudo é toda a coisa. Enfim eu e os telemóveis temos uma relação idêntica à de quem quer jantar num restaurante e exigem gravata para entrarmos, vamos de gravata mesmo que seja por cima de uma Tshirt se a fome apertar muito.

quinta-feira, agosto 31, 2006

Reflecti

Descansei que não vou escrever um post isotérico com uma ou outra m+áxima cabalístico tirada de um de muitos forwards que inundam a minha caixa do correio. Reflecti se iria postar uma foto de uma efeméride que ocorreu em Córdova a propósito da minha chegada. Sem querer ser muito pretensioso mas o Oliveirinha teve honras de Estado e fui recebido pelo Consul Romano da cidade de Córdova. Eis a foto da efeméride



Clichés QB

Normalmente dispenso os clichés mas admito que um cliché desde que seja dito de uma forma controlada e propícia tem um sabor especial. Com amorte anunciada do Independente e a condenação da ONU a Israel por ter utlizado bombas de fragmentação nas últimas 72 horas do conflito com o Líbano, apeteceu-me ouvir um cisne a cantar não sei porquê.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Velhos hábitos do dia a dia

Aprecio as pequenas subtilezas dos hábitos quotidianos das várias pessoas que conheço. Costumo dizer que adoro o desporto da observação de pessoas, as expressões que fazem quando se cruzam entre si num local público são fascinantes. Por vezes não nos damos conta da excentricidade dos nossos hábitos e quando nos damos conta dessa excentricidade há sempre alguém ao nosso redor que nos surpreende com um hábito diferente do nosso. Aconteceu-me em Zafra quando observei uma senhora de idade a tomar o seu pequeno almoço. Ao lado da sua media de leche um papo seco aberto ao meio, num pires uma embalagem com azeite, nas suas mãos a embalagem de azeite regava abundantemente o pão. Um hábito quotidiano na Extremadura Espanhola, uma excentricidade para os meus hábitos que nunca contemplaram tal hábito. Enfim gosto de ser surpreendido por estes gestos mas continuo a não comer pão regado com azeite, no entanto, gosto de quem, como eu, não respeita o protocolo e tem a inteligência e a liberdade de nos surpreender.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Tempo profilático

Não foi dito a mim mas quando ouvi as palavras senti que tinham sido ditas a mim e por momentos quase senti o calor da respiração de uma velha ansiã a sussurar ao meu ouvido. O tempo é como as marés, vai e vem e no entretanto há a maré que enche e a que vaza. Maior parte dos problemas é o tempo que os resolve, ele tanto traz um destroço de um navio como uma arca cheias de moedas perdida por um qualquer pirata do nosso imaginário, enquanto a maré não muda há que esperar, o tempo traz tudo e resolve quase tudo como uma maré.

Viagens na terra dos outros


Na muy Católica Catedral de Córdoba, antiga mesquita do Califado de Córdoba, os panfletos distribuídos pela Igreja Católica enfatizam o facto daMesquita de Córdoba ser um templo cristão, sede do episcopado de Córdoba. A Igreja Católica tem sempre que meter o o bedelho em tudo e a ideia que fica é que o monumento em causa se foi muculmano foi por acaso.

Aqui está a Luz de Alah na Catedral Católica de Córdoba

domingo, agosto 27, 2006

I´m back

Voltei!!! Mais tarde irei postar algumas fotos e uns textos. Até já!

domingo, agosto 20, 2006

A saga continua

Pois é, como gostei da semana de férias em que estive no Festival de Sines, agora, decidi tirar mais duas semanitas de férias. Até lá o tasco vai estar encerrado para férias mas com a promessa de, quando voltar, ter muitas histórias para contar ou não fosse eu de férias num carro que, anteriormente, já tinha caído o motor em plena autoestrada. Digamos assim, adoro a adrenalina da incerteza de ficar ou não no meio do caminho e não me importo nada se ficar ou não estivesse eu de férias. Até já!!!

quinta-feira, agosto 17, 2006

Festivaleiro

O primeiro foi à muitos anos e desde então o gosto tem vindo a aumentar em mim. Refiro-me aos Festivais de Música, essa oportunidade única de, no mesmo local e à mão de semear, ouvir músicos e suas respectivas bandas num ambiente em que o efeito perverso da multidão se atenua num ambiente aprazível tal como se quer para ouvir música. No entanto, os festivais, foram acontecendo e eu fui crescendo neles e actualmente festival per si só não me atraí. Tem que ter qualidade de cartaz e inovaão, ou então, juntar teatro de rua stand-up comedy e outras actividades num cidade como Edimburgo que, na maior parte do ano, é cinzenta. Quem tiver oportunidade vá que não se irá arrepender.

domingo, agosto 13, 2006

Núvens

Se andar nas nuvens é maravilhoso e induz-nos uma sensação libidinosa de que tudo corre bem nas nossas vidas, a aterragem acaba por assumir um papel que poderá ser castrante ou encorajador para novos voos. O problema quando andamos nas nuvens não é a aterragem propriamente dita porque, mal ou bem, este velho biplano já descolou e aterrou muitas vezes bem e mal diga-se. O problema aqui reside no facto de nos vermos algures no ar sem plano de voo e sem fazer a mínima onde e como aterrar e sem poder antever se deveremos prepararmo-nos para uma aterragem de emergência. Isso é que nos faz por vezes ficar em terra com medo de nos magoarmos na aterragem de um voo sem planos alguns. Este sentimento é falacioso na medida em que, independentemente da aterragem, o importante é o voo e o que nos faz sentir, o resto, quando batermos com o costado no chão logo se verá e o importante é recompormo-nos o mais rapidamente possível para o próximo voo. Enjoy the ride! !!

terça-feira, agosto 08, 2006

A melhor bagaceira para os mais ilustres convidados

Este espaço é aquilo que eu sempre pretendi que fosse apesar de, algumas vezes, esse objectivo ter sido alcançado outras vezes não. Todavia este é o espaço que eu mantenho aberto a qualquer pessoa apesar de, qualquer pessoa, vislumbrar um pouco de mim sem me ver ou vislumbrar-me sequer num corropio que um Teatro de sombras poderá provocar na minha ideia transloucada da vida. É um espaço também que eu frequento e como tal gosto de ter de vez em quando uma boa bagaceira ou um whiskey de reserva para os meus ilustres convidados. Apreciem esta magnífica reserva que vos deixo aqui e não deixem migalhas, devorem todas as estrofes deste poema de Herberto Hélder.
Há cidades cor de pérola onde as mulheres

Há cidades cor de pérola onde as mulheres
existem velozmente. Onde
às vezes param, e são morosas
por dentro. Há cidades absolutas,
trabalhadas interiormente pelo pensamento
das mulheres.
Lugares límpidos e depois nocturnos,
vistos ao alto como um fogo antigo,
ou como um fogo juvenil.
Vistos fixamente abaixados nas águas
celestes.
Há lugares de um esplendor virgem,
com mulheres puras cujas mãos
estremecem. Mulheres que imaginam
num supremo silêncio, elevando-se
sobre as pancadas da minha arte interior.
Há cidades esquecidas pelas semanas fora.
Emoções onde vivo sem orelhas
nem dedos. Onde consumo
uma amizade bárbara. Um amor
levitante. Zona
que se refere aos meus dons desconhecidos.
Há fervorosas e leves cidades sob os arcos
pensadores. Para que algumas mulheres
sejam cândidas. Para que alguém
bata em mim no alto da noite e me diga
o terror de semanas desaparecidas.
Eu durmo no ar dessas cidades femininas
cujos espinhos e sangues me inspiramo fundo da vida.
Nelas queimo o mês que me pertence.
o minha loucura, escada
sobre escada.
MuIheres que eu amo com um des-espero .
fulminante, a quem beijo os péssupostos entre pensamento e movimento.
Cujo nome belo e sufocante digo com terror,
com alegria. Em que toco levemente
Imente a boca brutal.
Há mulheres que colocam cidades doces
e formidáveis no espaço, dentro
de ténues pérolas.
Que racham a luz de alto a baixo
e criam uma insondável ilusão.
Dentro de minha idade, desde
a treva, de crime em crime - espero
a felicidade de loucas delicadas
mulheres.
Uma cidade voltada para dentro
do génio, aberta como uma boca
em cima do som.
Com estrelas secas.
Parada.
Subo as mulheres aos degraus.
Seus pedregulhos perante Deus.
É a vida futura tocando o sangue
de um amargo delírio.
Olho de cima a beleza genial
de sua cabeça
ardente: - E as altas cidades desenvolvem-se
no meu pensamento quente.
Herberto Hélder - 1979

segunda-feira, agosto 07, 2006

Virgens Profissionais

Comparações absurdas e reivindicações narcisícas de quem se esquece de tudo em seu redor desesperam-me. Não sou o Super-homem, e mesmo que o fosse, não vestiria as cuecas por cima das calças como ele, imaginariamente é claro, usa. Não tenho o dom da clarividência nem tenho pretensões de ser um semi-deus qualquer de um qualquer panteão. O facto é que me esforço em não comparar o que são os meus problemas ou dificuldades da vida com as dificuldades ou problemas dos outros porque, indubitavelmente, os problemas dos outros são para mim fáceis de resolver porque não os sinto nem perco sono a pensar neles. Logo, qualquer tipo de comparação entre o que é a nossa vida com a vida de outrem é, pelo exposto anteriormente, intelectualmente desonesto e invariavelmente resulta sempre na noção de que os nossos problemas são sempre difíceis do que dos demais. É muito mais fácil apontar o dedo aos outros do que é, em primeira mão, questionar a nossa própria conduta e verificar se o problema não partirá de nós mesmos. É um acto de inteligência, sensibilidade e bom carácter deparar-me com pessoas que, pelo menos, tentam, já que é difícil conseguirmos este poder de autocrítica a todo o tempo. Há quem se esforce e revele a sensibilidade e a inteligência suficiente para tentar perceber o âmago das questões com que se deparam ao longo da vida e fazerem a devida introspecção sobre o seu papel na origem ou resolução de um determinado problema. São estas as pessoas que vencem a luta juvenil contra a virgindade, ou seja, são aqueles que foram mas já não são mais virgens, desfloraram definitivamente, ao passo que, outros há que apesar de terem deflorado em tenra idade, continuam a portarem-se como as eternas virgens imaculadas das culpas do mundo em que os seus problemas são sempre culpa de outros. A virgem antes de o ser já o era virgem de condição pelo menos.

quarta-feira, agosto 02, 2006

Férias, doces e curtas Férias aí aí

Devo dizer que a parte que menos gostei do Festival de Sines foi, precisamente, o facto de ter que me ir embora porque, de resto, o Festival de Sines teve a receita certa para me proporcionar um curto periodo de férias muito proveitoso. Artistas estupendos dos quais eu destaco Trilok Gurtu, Diabaté e Gaiteiros de Lisboa, o restantes artistas proporcionaram também aquela visão do mundo que tem muito a nos oferecer e que, a música, não são apenas sons, são formas de estar e sentir a vida e o nosso quotidiano familiar, social e pessoal em particular, é a comunhão de algo íntimo com os demais. Assim, partilho convosco as fotografias, possíveis, que tirei do Festival e neste caso da actuação dos Varttina, para que vos desperte a curiosidade em, no próximo ano, ir ao Festival de Sines. Sempre fui perdido por causa de loiras devo confessar:




segunda-feira, julho 24, 2006

Mini-férias

A partir de amanhã o menino vai estar aqui, pena é que só dure uma semanita mas a saga das férias, para mim, vai continuar mas mais para Agosto.

domingo, julho 23, 2006

Realidade no Líbano

O Bem e o Mal

Não podemos pensar que tudo é toda a coisa. A generalização sempre foi um instrumento que induz um efeito de placebo para reduzirmos a ansiedade de não conseguirmos explicar tudo o que nos rodeia. Sempre foi muito mais fácil escolhermos entre os bons e os maus, entre nós e os outros, enfim sempre foi mais fácil ler o rótulo sem ter que provar o que estará dentro da embalagem. Nisto, coloco a questão, o que é um Terrorista? Qual é a fronteira entre a praxis do Bem e a praxis do Mal? O que os distingue?

Pelo que temos visto ultimamente, o Terrorista é:

Muçulmano,
Libanês
Civil
Vivendo em casa normais ou Prédios com vasos de flores à porta e janela
Enfim o ímpeto do Belzebu em forma humana.

No lado do Bem, o típico individuo que ergue o estandarte da “Liberdade�, é caracterizado da seguinte forma:

Veste farda Israelita
Bombardeia populações civis com bombas de fragmentação com a viseira colocada à frente dos olhos para não se arrepender.
Retalia uma acção militar, como é exemplo uma emboscada a uma patrulha com a captura de dois soldados, com acções violentas contra civis.
É um perfeito asno ao ponto de ter conversas com o microfone desligado com um teor e natureza que são, no mínimo, nojentos pelo despeito pela vida humana pois, a conversa em causa, foi tida da mesma forma que se comenta o jogo entre o Alguidares de Baixo/ Merdaleija.


Nisto, e percebendo agora o porquê de algo que eu fazia enquanto criança de uma forma, pensava eu, involuntária ou aleatória, compreendo o porque de, nas brincadeiras que tinha enquanto criança, escolhia sempre os índios em detrimento dos cowboys. Desde miúdo me apercebi que, o que me tentavam ensinar como sendo o Bem, afinal é o Mal. Temos que tomar uma decisão rapidamente acerca desta luta dicotómica em torno do eixo do Bem e do Mal. Ou seja, temos optar entre as seguintes formas de pensar:

Inverter os papéis, ou seja, passarmos a prosseguir o Mal em vez do Bem porque o Bem que temos agora faz muito mais Mal que o próprio Mal.
Consultar um psiquiatra porque temos um problema grave de dupla personalidade, ou seja, tornamo-nos no terrorista que pretendemos eliminar e a uma dada altura um e o outro confundem-se.
Começamos a pensar um pouco mais de deixamos de votar em Bush e Blair nas suas várias versões nacionais.

terça-feira, julho 18, 2006

Voltando à vaca fria

As sete virgens estão para a vida no além de alguns muculmanos como, uma excursão de suecas está para a vida terrena, do estilo paraíso na terra, para os ocidentais. Num caso e no outro digamos que sonhar é um exercício bonito porque, sete meus amigos e todas virgens?! Uma excursão inteira?! Muitas das vezes nem uma quanto mais uma excursão inteira!! Enfim sonhar é tão bonito. Agora meus amigos não é preciso matarem-se nem matar outros por causa disso.

terça-feira, julho 11, 2006

A moral pode ser um mau negócio

O conforto que possamos sentir pelo facto de nutrirmos sentimentos de pertença a uma determinada comunidade é, muitas vezes, fogo de vista e efémero. Quando nos sentamos e decompomos tudo aquilo em que nós, de uma forma cega, acreditamos, chegamos à conclusão que há muitas coisas que não batem certo. Uma delas tem a ver com a relação que nós temos no Ocidente com a morte ou com o local para onde pretensamente pensamos que vamos no além, é claro, refiro-me a algo mais do que os sete palmos abaixo da terra. O Ocidente ou lá o que isso queira dizer porque, para darmos a definição de Ocidente, teríamos que incluir os EUA e isso é complicado em termos de sentimentos de pertença no ponto de vista estrito. No entanto, sem querer entrar num discurso cujo tema rondaria sempre a política actual e uma conversa que teria contornos do género "quem nós somos e de onde vimos e para onde vamos" porque não é isso que pretendo, vou antes comparar o que a ideologia religiosa judaico-cristâ advoga como prémio pós-mortem para quem se porta bem por cá, com a visão que a religião muculmana encriptada* no nosso preconceito em torno desta religião tem acerca do mesmo assunto.

Pretendo decompor uma parte da Moral Judaico-Cristã que está mal formulada. Refiro-me à história de termos a possibilidade, para quem é crente claro está, de entrarmos no Céu se levarmos uma vida sem pecado ou quase. Para levarmos essa vida sem pecado teremos que evitar uma série de pecados, alguns dos quais mortais no género de, se os cometes, és fulminado por um raio vindo dos céus ou por uma foto comprometedora no jornal, mas que, vivendo essa vida sem pecado, teremos que prescindir de algumas coisas que, por exemplo, outras religiões oferecem para o mesmo efeito, ou seja, para efeitos de entrada num Éden post mortem de índole hedonista puramente. Por assim dizer, o “produto�, é a entrada no Céu e nisso, a religião Islâmica, tem vantagens nítidas sobre a velha moral Judaico-cristã porque promete sete virgens a todos os mártires que entrem no Céu, apesar de, na "vida terrena" o limite ser três mulheres desde que haja consentimento por parte delas. Ora, no caso da Religião Cristã, para entrarmos no Céu, teremos que viver uma vida devotada a um(a) parceiro(a), de cada vez pelo menos, e nada de deboche nem cá nem lá no Paraíso, pelo menos, é assim que o apregoam. Concorrencialmente, esta história tem que ser revista porque, das duas uma, ou um cristão qualquer vai para o paraíso e apanha as tais seis mulheres por cada homem que lhe escaparam por imperativos diversos sendo os morais os mais importantes senão não estaria no Paraíso, e pode escolhê-las também, ou então, os muçulmanos levam uma vantagem enorme sobre nós e têm por assim dizer, a moral mais correcta e vantajosa no que toca este aspecto. Alguém contou mal esta história porque, se teremos que nos sacrificar aos prazeres da carne para entrarmos no Céu e, chegando lá, não temos a garantia de podermos tirar a barriga de misérias, então, o negócio por assim dizer não é vantajoso e assim não sei se valerá a pena lá entrar. Eu pelo sim pelo não, sempre que posso, faço como diz o ditado : “ se vais para o mar avia-te em terra! “

* É importante referir que existe um preconceito enorme e em muitos casos infundado acerca do que é o Islão, bem como, da parte de muitos que profeçam essa religião existe também uma usurpação do que será o que vem escrito nas escrituras.

domingo, julho 02, 2006

Foggy old England

Going home, going home, England is going home!!!!

A selecção inglesa vai de volta para a sua Foggy old England com os prédios encardidos, ao passo que, nós Portugueses, vamos ficar a colorir a Alemanha durante, pelo menos, mais uma semana.

terça-feira, junho 27, 2006

Kit Portugal

Atendendo ao que foi o jogo do passado Domingo deverião ser distribuídos Kits Portugal que poderião conter tudo e mais alguma coisa desde que, imprescindívelmente, tivesse um comprimido para põr debaixo da lingua senão não há coração que aguente. Vamos ver se damos chazada aos bifes no próximo sábado.