terça-feira, dezembro 19, 2006

Mérito a quem mereçe

Todos os Natais é a mesma coisa. O Pai Natal a receber todos os louros desta quadra festiva, ao passo que, quem realmente trabalha para esta quadra festiva fica sempre de lado. Não posso deixar de lado este ano o devido reconhecimento ao Rudolfo, a rena de nariz vermelho, que puxa o trenó e que, sem a qual, os presentes não seriam distribuídos.


O que não sabem é o que o Pai Natal, o gordo, faz enquanto os outros trabalham.

Ah pois é!!!


segunda-feira, dezembro 18, 2006

Por estes dias

Por estes dias vou estar muito ocupado a fazer um trabalho sobre a indústria Gráfica no âmbito da aplicação de políticas de Higiene e Segurança no Trabalho. Para o efeito nada como tentar conhecer o “inimigo”, neste caso a indústria gráfica Portuguesa, para tentar perceber qual o modus vivendi e modus faciendi dos trabalhadores e do patronato. Numa pesquisa prévia que fiz cheguei à conclusão que, a profissão de tipógrafo, é tida como um ofício, um ofício-propriedade, em que o saber-fazer pesa de uma forma determinante na medida em que o ofício leva anos a aprender e uma vez aprendido, o tipógrafo, tem autonomia para o desenrolar do seu trabalho diário sendo usual ver patrões a trabalharem lado a lado com os operários. Até aqui tudo bem mas eis que chega a parte que me pôs de pé atrás. Num estudo a que tive acesso vem descrito o seguinte:

Em 1943, a reprodução profissional desta indústria enquanto indústria familiar constava da Lei. Tratava-se de um contrato colectivo que previa, em igualdade de circunstâncias, o privilégio da admissão a filhos, netos, sobrinhos em 1º grau dos industriais e operários gráficos.

Até aqui ainda não está mau mas eis que vem a parte pior anos mais tarde e ainda no Regime Fascista. Para além da preferência ser dada aos familiares, agora os trabalhadores do “sindicato”, vulgo homens de inteira confiança do regime, terem a prioridade na contratação por parte das gráficas para evitar que os “estranhos” invadissem o ramo. Ora bem, estou a ver que ainda vou ter que fazer uma revolução na indústria gráfica.

Meus caros um Feliz Natal e vemo-nos depois de eu estripar estes homens do “sindicato” fora da indústria gráfica. Vitória ou muerte !!!

domingo, dezembro 10, 2006

Apanhado em Flagrante



Digamos assim, se fosse eu não faltaria polícia com cães e helicopteros, agora, como é o gordo das barbas brancas A.K.A. Pai Natal, já não há problema algum. O Mundo está cheio de injustiças!

terça-feira, dezembro 05, 2006

Pai Natal

Ensinar a uma criancinha que se portar-se bem durante o ano terá muitas prendas dadas pelo Pai Natal é, antes demais, falacioso e incrementador de uma injustiça social que se tende a enraizar cada vez mais. Vejamos então o porquê da questão: Se a criançola em questão é filha de pais ricos esta, independentemente de ter sido boazinha ou não, terá sempre mais prendas que a criançola filha de pais que ganham o Salário Mínimo Nacional que este ano fala-se que poderá atingir a meta dos 400 euros, ena ena que benção. Nisto a argumentação não é pedagógica nem deverá ser continuada, ou seja, o que prentendemos dizer com a história contada desta forma é que as crianças mais abastadas serão sempre melhorzinhas que as crianças pobres em virtude destas não terem dinheiro e como tal terem menos presentes. Depois há outra aspecto a ter em conta e que se prende com a taxa de obesidade infantil registada no nosso país. Será o Pai Natal um bom exemplo gordo como ele é?
Questões importantes para as quais deixo duas propostas:

1 - Reverter a histórias do Pai Natal para algo parecido com o Pai Natal dar prendas aos mais desfavorecidos e os meninos ricos têem é que pedir mesmo aos paizinhos e avós os presentes.
2 - Uma cura de emagrecimento para o Pai Natal para mais este deve dar o exemplo.

Em suma, o Natal é o reunir da família e como tal deixo o desejo de uma boa reunião de família que é o mesmo que dizer FELIZ NATAL.

domingo, dezembro 03, 2006

Exercícios

Por vezes dou por mim a fazer exercícios mentais utilizando como alvo do exercício muitas situações quotiadianas com as quais me deparo. Um desses exercício prendia-se com a seguinte situação hipotética:

Se um dia um cidadão Norte-Americano chegasse à nossa fronteira e pedisse asilo político por falta de democracia no país dele e pela constante violação dos direitos humanos no seu país, eu se fosse o responsável pela emissão dos vários tipos de vistos de entrada, dar-lhe-ia de imediato. Porquê? Por causa disto e doutras coisas vejam.

De facto tenho vindo a desenvolver esta técnica migrada de um costume que eu tinha enquanto pequenote que era o de abrir o brinquedos todos para ver como funcionavam ou, pura e simplesmente, a utilizá-los fora do contexto para verificar a sua versatilidade. Apesar disso há temas que fogem a esta técnica e cuja resolução passa por uma rápida observação directa. Verificar que uma pessoa que eu conhecia com 58 anos de idade, com uma história de trabalho árduo e muita correcção, ver a sua vida a ser ceifada num espaço de dois meses por um cancro e em contrapartida ver a forma como um crápula como é o General Augusto Pinochet com 80 anos by-pass no coraçãoa agarrar-se à vida é de uma rápida conclusão só por observação directa. Parece que quem não merece vive mais tempo, ou não?!
Sou Ateu, sou desde à muito tempo, aliás, a minha história com a fé cristã cessou no segundo ano de catequismo quando me quiseram contar as mesmas histórias que me tinham contado no ano passado e, como tal, desisti e informei a minha mãe que não iria mais ligar muito aos santinhos. A minha Mãe desde sempre me compreendeu e respeitou nas decisões que tenho tomado e por isso vai uma enorme gratidão da minha parte à minha mãe católica. Nessa altura o meu catecismo era a Guerra das Estrelas exposta na montra da loja de brinquedos perto da Igreja. Nem calculam os salmos que eu imaginei com as naves e os bonecos da Guerra das Estrelas, esse sim era, na altura, o meu credo. Reescrevi a bíblia quase toda substituíndo os velhos barbudos pelo Chewbacca e restantes personagens.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Abutres

Uma sala cheia de idosos, uns doentes outros a matarem o tempo que lhes resta e uns indivíduos de fato e gravata a pairarem à volta dos médicos é um quadro pouco saudável para quem vai a um edifício intitulado, ironicamente creio eu, de centro de saúde. Comparativamente, percebo mais facilmente a lógica do idoso que vai ao centro de saúde para matar o tempo com uma de muitas maleitas que se resumem apenas a uma enorme solidão do que a lógica de um individuo de fato e gravata, que não sendo médico, vende medicamentos a médicos. A lógica parece ser a de anunciar medicamentos das empresas farmacêuticas a médicos por indivíduos que não são médicos nem fazem a mais pálida ideia do que é que estão a vender, perdão digo, que estão a propagandear a troco de idas gratuitas e desinteressadas a congressos no Brasil ou outros destinos paradisíacos, mesmo não fazendo a mais pálida ideia do que é que estão a propagandear. Tão depressa esses delegados propagandeiam um anti-inflamatório como uma pastilha de urânio enriquecido para a tosse, a diferença está no congresso claro está. Depois há uma outra coisa que me irrita nesses tipos que é o aspecto sabujo deles, o aspecto sinuoso que eles têem com a curvatura fácil da espinha perante uma bata mesmo que por engano se verguem perante uma auxiliar que passa no corredor. As remessas são constantes e gratuitas há possibilidade de fazer as experiências que forem necessárias, as cobaias não faltam e pagam a taxa moderadora.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Homenagens

Não gosto muito de homenagens. Parece sempre algo empacotado na altura que chega a toda a gente, a morte. Durante a vida deverá haver reconhecimentos da obra e dos feitos de cada um e não depois da morte porque, reza a hipocrisia, na hora da morte somos todos uns tipos muito porreiros e ninguém ousa dizer que o fulano que está no caixão era uma autêntica besta. O epíteto desta situação são as estátuas e ou busto que não passam de sanitários para pombos. Isto foi a título de esclarecimetno do post anterior.

domingo, novembro 26, 2006

Mário Cesariny

Homenagens chamam pombos para defecarem num busto frio e insensível. O importante é mesmo viver a obra de quem já partiu.


Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco

Mário Cesariny

sexta-feira, novembro 24, 2006

As cheias do Ribatejo, úúúhh grande coisa!!!

Para poupar as cenas dramáticas das cheias que são habituais no Ribatejo, vou postar algumas fotos tiradas hoje de tarde no cais de Vila Nova da Barquinha. Antes que venha aí o Albarran dizendo o drama, a tragédia, o horror, coloco aqui as imagens do cais que no Verão está uns 8 a 10 metros acima da linha de água mas que, nesta altura, encontra-se a centímetros do último degrau. Já agora, à malta que não é de cá, não se preocupem nós sabemos nadar e estamos habituados a estes cenários.



quinta-feira, novembro 23, 2006

Estações e Tendências

Em relação ao post anterior e utilizando o vernáculo da moda por assim dizer, a tendência a que me referi, ou seja, o Sporting ganhar ao Inter de Milão, não deve ser para esta estação, vamos a ver para as próximas estações se se confirma a tendência que eu referi. Correu mal enfim!
Precisam-se de avançados, ou melhor, precisam-se de individuos que consigam materializar o momento mais alto do Futebol como diria talvez o Gabriel Alves. Marquem golos porra!!!

quarta-feira, novembro 22, 2006

Capital da Moda

Milão é a capital da Moda Italiana. Hoje que vai lá jogar o Sporting Clube de Portugal contra o Inter de Milão, vamos a ver se impomos a tendência de ganhar ao Inter como fizemos em Alvalade.


SPOOOORRTTIIINGGG!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, novembro 16, 2006

Pequenito

O nosso país é de facto pequenito. Digo isto não somente pelo seu tamanho diminuto mas pela reduzida amplitude de aspirações que os seus concidadãos têm do país em que vivem. Será possível que a Política neste país seja, como antigamente se fazia com os ofícios, um ofício de pai para filho. Tudo gira em torno de meia dúzia de famílias sedeadas em Lisboa que partilham entre si as influências e as decisões sobre o filho de quem será o quê. É um ciclo vicioso em que para se chegar algures na Política tem que se seguir a cartilha do pai ou do padrinho que nos educa bem para o que deveremos dizer e ou pensar. Mesmo quando os velhos caciques que os educaram se "reformam" as suas vozes não se deixam de ouvir, estas estão lá por detrás omnipresentes e vinculativas. Pergunto-me se eu, que não pertenço a esta grande família política e refiro-me quer ao plano ideológico e ao plano geneológico, se teria a "oportunidade" de ter uma entrevista para limpar a cara de 7 meses ( terríveis) de desgovernação?? No lo creo!!
Ainda fora do espectro da política embora igualmente ridículo estão as movimentações em torno do indíviduo de capachinho e com vernáculo taberneiro a quem foram arrestados bens da sua mansão por alegadas dívidas que ascendem aos 5 milhões de euros. Falam acerca deste indivíduo como se fosse uma vítima de um processo complexo de inveja e cobranto elevado com requintes de malvadez. Que raios o individuo em causa fugiu aos impostos e agorasó porque é dirigente de um clube de futebol é um coitado? Porquê? porque foi apanhado na prevaricação ou porque prevaricou? Pequenitos que somos nós.

terça-feira, novembro 14, 2006

Hum...dá-em impressão

Dá-me a impressão que à minha volta tudo e todos estão cinzentos rasgados com tons avermelhados de raiva em riscas simétricas que alinhadas par a par desafiam a vista numa ilusão que não se vê mas sente-se. Será do movimento em torno de mim ou serei eu que corro frenéticamente em volta das pessoas? Sempre preferi os carrinhos de choque ao Carrossel, os seus tons não têem padrões simétricos muito menos avermelhados de raiva. Espero pacientemente pelo Arco-íris e os seus padrões simétricos que acalmam o meu espírito de vermelhos e outras cores.

sexta-feira, novembro 10, 2006

A Feira

É pela boca que morre o peixe já reza o ditado popular e é bem verdade. Durante muito tempo sempre disse que não iria à Feira da Golegã por causa de todo o ambiente de ostentação balofa que é aquilo. Mas como diz o ditado é pela boca que morre o peixe e no meu caso foi bem verdade não fosse eu ter quebrado o jejum de mais de 10 anos sem ter posto os pés na Feira da Golegã e tudo isto por causa de uma pessoa. Enfim a vida tem destas coisas.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Rambos e outros que tais

Este fim de semana participei num jogo de Paintball que eu gostei mas o melhor desse dia até nem foi o Paintball. Contudo, é do Paintball que vou falar porque observei e participei, de alguma forma diga-se de passagem, a um fenómeno masculino até certo ponto de vista, visto que, esse fenómeno, pode ser extensível a ambos os sexos mas devido ao facto da tradição judaico-cristã a atribuir os papéis da guerra e da caça ao Homem, este fenómeno, poderá ser entendido mais facilmente dentro desse preconceito machista por assim dizer. Assim, e num cenário que simula a guerra é fácil ver o empolgamento dos participantes pelo combate mas essencialmente pelo tiro, ou seja, não é tanto o acto de "matar" outrém que motiva mas sim o facto de atirar, de ter o poder de decidir quem ou o que sobreviverá. Explicar não terei as bases científicas suficientes para explicar objectivamente o fenómeno mas cá para mim isto cheira-me a caveman. Memso tendo consciência deste fenómeno uma vez dentro do jogo o racional é subplantado pelo instintivo animalesco que temos dentro de nós.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Um Rambo em potência

Tenho em mim um autêntico Rambo em potência que amanhã vai aparecer no jogo de Paintball em que vou participar. Já tenho a fitinha vermelha só falta o defeito na fala. Bom fds !!!!

terça-feira, outubro 31, 2006

Halloween

Ok Halloween dias das bruxas, uma questão. Se é o dia das bruxas não é suposto ser este o dia de folga das bruxas?? Então porque é que saíem todas à rua?? Horas extras é?! Hum...não percebo.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Wresttling mania ou confraria das bifanas eis a questão

É um desafio tentar descobrir o que motivará quem quer que seja a estar em frente a um televisor mais de 5 minutos a ver um programa de Wresttling. Pela inusitada violência dos golpes desferidos com mestria e arte acrobática combinada? Não creio. Será desnecessário dizer que a emoção de não saber qual o desfecho do combate não existe como em outros desportos, aliás, aquilo está tudo encenado. Posto isto qual será o trigger para motivar alguém a ver um combate de Wresttling? Já vimos que não é pelo facto de haver emoção no desfecho do combate, então o que será que move tanta gente para ver este tipo de espectáculos? Um conjunto de indivíduos que transpiram esteróides anabolizantes por todos os poros? Pelos cabelos frisados desses indivíduos? Será ver o ridículo de um individuo com cara de mauzão a usar Lycra com as unhas pintadas? Enfim não consigo percebem, acho que quem vê este tipo de espectáculos deveria perguntar-se muito bem do porquê, caso contrário, isto roça já o fetiche ou algo assim.

Devo confessar que este post foi motivado pela luta titânica de escolha de temas para posts entre o Wresttling e a Confraria das Bifanas. Enfim achei que o Tema da Confraira merecia mais tempo da minha parte pela sua nobreza e riqueza alimentícia digamos assim.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Capa de Disco

Quando pensava que o cancionetismo nacional me tinha surpreendido com uma capa de disco em que o José Cid aparece nú, eis que vem mais um artista nacional com um capa de fino recorte técnico e inesgotável requinte e bom gosto.

Quem tiver pior que isto que envie!!!


terça-feira, outubro 24, 2006

Mais vale estar quieto

Mais vale estar quieto do que apelar ao não abandono escolar porque futuramente não teremos mais licenciados quando, hoje, os licenciados não têem emprego ou se o têem estão em situação precária, ou valerá a pena?! Valerá a pena instruir licenciados que não são empreendedores? Valerá a pena apostar em campanhas de não abandono escolar quando quem os pratocina entende os recursos humanos como meros números dispensáveis ou não de acordo com a conjectura ou o a interminável procura de cada vez maiores lucros a qualquer custo? Que país é este que hipoteca o futuro de um sistema de saúde gratuíto ou quase? Que povo é este que continua calado como um cordeiro em vésperas de Páscoa à procura de alguém que se sacrificará por todos nós que estamos demasiado ocupados a ver o talk show do momento?
Não tenho nada mas tenho tudo tudo, mas afinal o que é que eu tenho?

Confesso, a minha canhota hoje está poderosa.