quinta-feira, novembro 16, 2006

Pequenito

O nosso país é de facto pequenito. Digo isto não somente pelo seu tamanho diminuto mas pela reduzida amplitude de aspirações que os seus concidadãos têm do país em que vivem. Será possível que a Política neste país seja, como antigamente se fazia com os ofícios, um ofício de pai para filho. Tudo gira em torno de meia dúzia de famílias sedeadas em Lisboa que partilham entre si as influências e as decisões sobre o filho de quem será o quê. É um ciclo vicioso em que para se chegar algures na Política tem que se seguir a cartilha do pai ou do padrinho que nos educa bem para o que deveremos dizer e ou pensar. Mesmo quando os velhos caciques que os educaram se "reformam" as suas vozes não se deixam de ouvir, estas estão lá por detrás omnipresentes e vinculativas. Pergunto-me se eu, que não pertenço a esta grande família política e refiro-me quer ao plano ideológico e ao plano geneológico, se teria a "oportunidade" de ter uma entrevista para limpar a cara de 7 meses ( terríveis) de desgovernação?? No lo creo!!
Ainda fora do espectro da política embora igualmente ridículo estão as movimentações em torno do indíviduo de capachinho e com vernáculo taberneiro a quem foram arrestados bens da sua mansão por alegadas dívidas que ascendem aos 5 milhões de euros. Falam acerca deste indivíduo como se fosse uma vítima de um processo complexo de inveja e cobranto elevado com requintes de malvadez. Que raios o individuo em causa fugiu aos impostos e agorasó porque é dirigente de um clube de futebol é um coitado? Porquê? porque foi apanhado na prevaricação ou porque prevaricou? Pequenitos que somos nós.

terça-feira, novembro 14, 2006

Hum...dá-em impressão

Dá-me a impressão que à minha volta tudo e todos estão cinzentos rasgados com tons avermelhados de raiva em riscas simétricas que alinhadas par a par desafiam a vista numa ilusão que não se vê mas sente-se. Será do movimento em torno de mim ou serei eu que corro frenéticamente em volta das pessoas? Sempre preferi os carrinhos de choque ao Carrossel, os seus tons não têem padrões simétricos muito menos avermelhados de raiva. Espero pacientemente pelo Arco-íris e os seus padrões simétricos que acalmam o meu espírito de vermelhos e outras cores.

sexta-feira, novembro 10, 2006

A Feira

É pela boca que morre o peixe já reza o ditado popular e é bem verdade. Durante muito tempo sempre disse que não iria à Feira da Golegã por causa de todo o ambiente de ostentação balofa que é aquilo. Mas como diz o ditado é pela boca que morre o peixe e no meu caso foi bem verdade não fosse eu ter quebrado o jejum de mais de 10 anos sem ter posto os pés na Feira da Golegã e tudo isto por causa de uma pessoa. Enfim a vida tem destas coisas.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Rambos e outros que tais

Este fim de semana participei num jogo de Paintball que eu gostei mas o melhor desse dia até nem foi o Paintball. Contudo, é do Paintball que vou falar porque observei e participei, de alguma forma diga-se de passagem, a um fenómeno masculino até certo ponto de vista, visto que, esse fenómeno, pode ser extensível a ambos os sexos mas devido ao facto da tradição judaico-cristã a atribuir os papéis da guerra e da caça ao Homem, este fenómeno, poderá ser entendido mais facilmente dentro desse preconceito machista por assim dizer. Assim, e num cenário que simula a guerra é fácil ver o empolgamento dos participantes pelo combate mas essencialmente pelo tiro, ou seja, não é tanto o acto de "matar" outrém que motiva mas sim o facto de atirar, de ter o poder de decidir quem ou o que sobreviverá. Explicar não terei as bases científicas suficientes para explicar objectivamente o fenómeno mas cá para mim isto cheira-me a caveman. Memso tendo consciência deste fenómeno uma vez dentro do jogo o racional é subplantado pelo instintivo animalesco que temos dentro de nós.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Um Rambo em potência

Tenho em mim um autêntico Rambo em potência que amanhã vai aparecer no jogo de Paintball em que vou participar. Já tenho a fitinha vermelha só falta o defeito na fala. Bom fds !!!!

terça-feira, outubro 31, 2006

Halloween

Ok Halloween dias das bruxas, uma questão. Se é o dia das bruxas não é suposto ser este o dia de folga das bruxas?? Então porque é que saíem todas à rua?? Horas extras é?! Hum...não percebo.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Wresttling mania ou confraria das bifanas eis a questão

É um desafio tentar descobrir o que motivará quem quer que seja a estar em frente a um televisor mais de 5 minutos a ver um programa de Wresttling. Pela inusitada violência dos golpes desferidos com mestria e arte acrobática combinada? Não creio. Será desnecessário dizer que a emoção de não saber qual o desfecho do combate não existe como em outros desportos, aliás, aquilo está tudo encenado. Posto isto qual será o trigger para motivar alguém a ver um combate de Wresttling? Já vimos que não é pelo facto de haver emoção no desfecho do combate, então o que será que move tanta gente para ver este tipo de espectáculos? Um conjunto de indivíduos que transpiram esteróides anabolizantes por todos os poros? Pelos cabelos frisados desses indivíduos? Será ver o ridículo de um individuo com cara de mauzão a usar Lycra com as unhas pintadas? Enfim não consigo percebem, acho que quem vê este tipo de espectáculos deveria perguntar-se muito bem do porquê, caso contrário, isto roça já o fetiche ou algo assim.

Devo confessar que este post foi motivado pela luta titânica de escolha de temas para posts entre o Wresttling e a Confraria das Bifanas. Enfim achei que o Tema da Confraira merecia mais tempo da minha parte pela sua nobreza e riqueza alimentícia digamos assim.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Capa de Disco

Quando pensava que o cancionetismo nacional me tinha surpreendido com uma capa de disco em que o José Cid aparece nú, eis que vem mais um artista nacional com um capa de fino recorte técnico e inesgotável requinte e bom gosto.

Quem tiver pior que isto que envie!!!


terça-feira, outubro 24, 2006

Mais vale estar quieto

Mais vale estar quieto do que apelar ao não abandono escolar porque futuramente não teremos mais licenciados quando, hoje, os licenciados não têem emprego ou se o têem estão em situação precária, ou valerá a pena?! Valerá a pena instruir licenciados que não são empreendedores? Valerá a pena apostar em campanhas de não abandono escolar quando quem os pratocina entende os recursos humanos como meros números dispensáveis ou não de acordo com a conjectura ou o a interminável procura de cada vez maiores lucros a qualquer custo? Que país é este que hipoteca o futuro de um sistema de saúde gratuíto ou quase? Que povo é este que continua calado como um cordeiro em vésperas de Páscoa à procura de alguém que se sacrificará por todos nós que estamos demasiado ocupados a ver o talk show do momento?
Não tenho nada mas tenho tudo tudo, mas afinal o que é que eu tenho?

Confesso, a minha canhota hoje está poderosa.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Aborto

Mais uma vez e compreendam porque esta é a minha posição e respeito desde já a opinião dos demais, mas hoje o aborto assistido médicamente em hospitais Portugueses foi ele próprio um aborto. Não se compreende que uma questão tão fundamental como esta fique sujeita a um referendo que irá ser alvo de uma série de tentativas de desinformação e demagogia barata por partes dos mais radicais. Não vou esboçar os argumentos a favor da despenalização do aborto porque independentemente de ser a favor da despenalização, a questão fundamental aqui está no constante esforço que alguns lobbies fazem em continuar a colocar uma venda muito escura sobre as mentes da população Portuguesa. Não consigo conceber que no meu país uma mulher tenha que se sujeitar a prácticas deficientes de técnicas abortivas com risco de morte para ela. Quem não quiser que não os faça, eu pessoalmente nunca pressionarei nenhuma mulher a recorrer ao aborto mas compreendo quem o queira fazer porque se o faz é por motivos de força maior.
A água da tina que serviu para lavarem as mãos de tomar uma decisão inevitável ficou conspurcada cada vez mais do mesmo. Criminalizem o clero que diz a um crente para ter fé que isso cura para que este fique em casa e não procure auxílio médico.

terça-feira, outubro 17, 2006

Obrigado Tiago Marques

Ora a pedido de muitas famílias eis a famosa foto do José Cid todo nú. Afinal não estava em cima do Piano mas apreciem este maravilhoso momento Kish da Música Comtemporânea Portuguesa, só de pensar que esta individuo fez dos melhores álbuns de Rock Progressivo até me passo. Enfim mas a vida dá muita volta e é preciso sobreviver ou escrever uma canção em que como o Macaco gosta de banana eu gosto de ti para trocar de carro.
Estou a precisar trocar de carro será que se eu escrever uma canção acerca de um orangotango e uma dulcineia conseguirei arranjar o dinheiro para trocar de carro?


Fotografia

Alguém sabe como eu poderei arranjar aquela célebre capa de Disco do José Cid em que este aparece nú em cima de um piano. Calma não é para nada Kinky mas esta foto deverá ficar na história da música comtemporânea Portuguesa no mínimo. Ficar digamos assim nos anais da história se me permitem a chalassa.

sexta-feira, outubro 13, 2006

De fraldas mas felizes

Não consigo entender como é que é possível fazer anúncios publicitários de fraldas para adultos em que o idoso aparece com um sorriso de orelha a orelha com uma fralda que ninguém, supostamente, repara. Será que a ideia é a de que um adulto incontinente poderá andar satisfeito com um sorriso no rosto e um par de fraldas humilhante no rabo? Sinceramente não acredito na vitimização mas sim numa atitude positiva. Do ponto de vista do adulto incontinente, a fralda é algo castrante, inevitável e embaraçante, daí, o sorriso no rosto deveria vir de outro motivo que não um par de fraldas. Acho esses anúncios vexatórios aos muitos adultos incontinentes muitos dos quais enfermos numa cama e, infelizmente, abandonados algures num lar ou num hospital com fralda mas sem sorriso algum.

terça-feira, outubro 10, 2006

Prometo

Prometo-vos que em nenhuma circunstância as canções de Shakira estarão inscritas na rubrica das Rotas Sonoras. Aliás, antes disso colocaria as canções de Quim Barreiros mais a sua cabritinha do que qualquer canção de Shakira ou outra no género, nada de pessoal Shakira um pouco de bom gosto nunca fez mal nenhum a ninguém.

And I'm on tonight

You know my hips don't lie

And I'm starting to feel it's right

All the attraction, the tension

Don't you see baby, this is perfection

Tradução livre


Estou a fim hoje e tu sabes que as minhas ancas não mentem e eu estou a começar a sentir que é certa, a atracção, a tensão, por isso vês meu amor que isto é perfeito ?!! aqui prefiria os versos de Quim Barreiros com a canção da cabritinha pelo mais elevado bom gosto concerteza

segunda-feira, outubro 02, 2006

Descida

Duas horas a remar, apesar de ser a favor da corrente, não deixa de deixar as suas marcas no esqueleto de um remador de fim de semana como eu. No entanto, adorei o exercício e a descida em si pelo facto de ter tido a oportunidade de estar perante uma paisagem, apesar de despida de árvores devido aos fogos, bonita apesar de tudo. Vislumbrar patos selvagens, garças reais e uma águia real não está ao alcance de todo o fim de semana passado algures na cidade lá isso é verdade. A água do Rio Zêzere é cristalina até ser invadida pelas águas do Rio Nabão cheias de poluição ( já não tanta em comparação a outros tempos mas mesmo assim), ou mais sujas vá lá. Aconselho a virem num sábado de manhã até à Vila de Constância de experimentarem a descida do Zêzere com almoço incluído no preço de 15 euros. Há três locais onde podem alugar as canoas com os monitores para auxiliarem os menos experientes nestas andanças. Vale bem a pena!!!

sábado, setembro 30, 2006

Descida

Amanhã vou pegar na canoa, descer o rio Zêzere e só páro em Lisboa para beber um copo nas docas. Bom fim de semana!!!

quarta-feira, setembro 27, 2006

Rotas Sonoras

Iniciei ontem uma rubrica, nova no Raminhos mas que é muito usual em vários blogs, acerca de rotas sonoras pelas quais eu divago. Não está completa por não ter tido tempo para a compor com mais referências musicais que preenchem as minhas rotas sonoras. Fiz esta rubrica sob o princípio:
Diz-me o que ouves e eu direi quem tu és.
Claro está que este princípio é uma apropriação abusiva de um ditado popular provindo desta cultura judaico-cristão em que vivemos enjaulados mas que, para mim, faz todo o sentido. Quem tiver a necessária elasticidade mental para gostar de vários estilos musicais tem necessariamente bom gosto e inteligência e isso eu valorizo numa pessoa. Assim eu partilho convosco as minhas rotas sonoras no sentido de aprender com quem chega aqui. Assim, peço a todos que aqui vêem que sugiram novas rotas sonoras.

terça-feira, setembro 26, 2006

Pequenas coisas

São estas coisas que me tiram do sério. Esta vertigem que nós temos em Portugal em procurar os especialistas, esta ânsia pelo Neoliberal. Ainda por cima ter um individuo, como o Dias Loureiro, a discursar acerca do porquê da economia espanhola estar mais desenvolvida que a nossa mesmo sabendo que este esteve no (des)governo laranja do nosso ex-primeiro ministro actual Sua Excelência, só me faz chegar a uma conclusão rápida. Portugal está como está devido aos especialistas, como é exemplo Dias Loureiro e outros, que enquanto lá estiveram nada fizeram para inverter a situação mas agora que estão à civil,por assim dizer, já têm as explicações e soluções de café para inverter a situação num ápice numa moral fétida de quem diz se eu lá estivesse faria não sei o quê. Ora meus caros se há uma razão para Portugal estar onde está, essa razão, centra-se na classe política que temos e em quem os pôs no poleiro.

domingo, setembro 24, 2006

Kiss it goodbye till next year

É oficial o Outuno está aí e como tal temos que dizer adeus ao Verão. Devo confessar que não sou o adepto mais fervoroso do Verão, mas tenho que admitir que o Verão tem as suas vantagens como tudo e um exemplo dessas vantagens é o Voleibol de Praia , ou não?!



quarta-feira, setembro 20, 2006

Nós por cá

Nunca senti a aspereza do racismo na pele, ou melhor, das vezes em que poderei ter sido alvo de tamanha imbecilidade não devo ter tomado isso em conta e passei à frente como se de uma leve comichão se tratasse. Falar acerca da comunidade em que vivemos e tentar perspectiva-la ao ponto de podermos considerá-la como racista ou xenófoba, ou não, é sempre complicado porque fazemos parte dessa comunidade e, instintivamente, tentamos protegê-la. É chocante ouvir relatos na primeira pessoa em que essa pessoa se queixa de xenofobia na comunidade em que vivo e que é Portugal. O caricato como por ironia do destino, essa pessoa é alemã, sim alemã, vem daquele país com indivíduos frios xenófobos e papões maus. Veio de um país onde os seus compatriotas vivem sob o estigma do nazismo e da xenofobia e onde toda a gente os olha como xenófobos e antipáticos e toda uma série de considerações negativas que se criaram em torno dos alemães e que, nalguns casos, quase a maioria, é verdade e por isso uma das razões pela qual muitos alemães vêem para Portugal, ou seja, para fugir dos seus compatriotas e de um país próprio que os oprime. Chegando cá ter que ouvir que não deveria cá estar, muito menos a trabalhar porque está a roubar trabalho a portugueses. É caso para dizer, estamos na Alemanha ou quê?! Preocupa-me a doutrinação barata da população em torno da ideia que os estrangeiros são maus. No dia em que eu começar a ver um país cuja população se comporta em torno aos estrangeiros da mesma forma que os alemães, nem todos felizmente, fazem aos estrangeiros que vivem na Alemanha, emigro e peço exílio político ou de zelo se existir!!!

domingo, setembro 17, 2006

Concentrações

Tudo tem a sua primeira vez e a minha primeira concentração de motard não é excepção. Digo a primeira porque, tal como aconteceu com esta que vi, pode acontecer ir sem querer a mais uma. É um local curioso onde indivíduos de meia idade vestem-se com fatos de cabedal preto da cabeça aos pés chegando ao ponto, inclusivamene, de nos interrogarmos acerca de um ou outro fato que mais parece um cenário bondage do que outra coisa. Barriga proeminente, colete sem botões ( até porque não valeria a pena atendendo ao tamanho do colete e da barriga) insígnias de vários clubes do diversos pontos do país, um púcaro para beber cerveja e eis que encontramos o motard típico, pelo menos, este arquétipo era dominante na concentração onde fui. Os shows de strip-tease ou expressão corporal como lhe queiram chamar com moçoilas à beira da pré-reforma, as bandas de rockalhada a debitarem muito decibéis e uma valente bebedeira são o ambiente possível numa concentração de motards mas há algo ainda mais interessante, os grunhos. Numa fila à espera de um mísero fino já ia a noite muito avançada começei a ouvir um diálogo entre motard que aviava os finos e outros que esperavam pelos ditos finos.

Motard barista: ArgHHHH!!!!
Motards à espera de serem servidos: ArgHHH!!!!
Motard barista: ARGHHHHH!!!!!
Motards à espera de serem servidos: ARGHHH!!!!

Dois finos em cima da mesa e os motards vão-se embora com sorrisos de quem partilhou um momento bonito de diálogo profícuo ou mais não fosse terem conseguido dois finos mais depressa.
Conselho: Para malta que goste de cenários estilo David Linch versão ainda mais sádica de Paris Texas e cenas bondage então as concentrações motard são um must concerteza.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Grátis

Não consigo perceber esta vertigem que muitos dos que tomam decisões em Portugal sentem quando querem relativizar constantemente todas as questões. Desesperante ao ponto de nos baralharmos e pensarmos que o recto e concreto, a linha imaginária que temos como direita e que baliza o nosso pensamento, já não´é recto e deverá ser colocado em questão. Senda constante em busca de novas verdades é um desencanto e para o efeito dou um exemplo. A mesma lei que condenou o árbitor José Guímaro é posta em causa esta semana, do ponto de vista constitucional, tendo sido veiculada a hípotese de não ser possível julgar mais de metade das acusações do processo apito dourado. Isto é o mesmo que dizer que algo é grátis mas poderia ser ainda mais barato, e como tal, assim, já não presta. Cambada de gente parva que afoga o meu país!!!

segunda-feira, setembro 11, 2006

Recantos

Dou por mim a fitar o candeeiro do meu quarto com as suas três lâmpadas amarelas tingidas com pó entranhado e a ter a mesma sensação que tinha quando ia para um quarto de férias numa casa que me era estranha. Deixo percorrer o fervilhar da espectativa das pessoas que irei conhecer e das aventuras que aquele verão me trará. No entanto, os amigos que conheço são os mesmos de ontem e do dia anterior mas deixo embriagar-me com a sensação que amanhã será o verão da minha vida e os meus amigos ganham assim um tom dourado e as moças um doce travo ao proibido e urgente.

sexta-feira, setembro 08, 2006

Grande Galo

Um grande galo era o Gil Vicente ficar na primeira divisão e ganhar o campeonato.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Nem assim

Se parece um cliché dizer-se que a beleza que conta é a interior, não deixa de ser verdade pois, essa beleza interior desde que não venha munida de leituras duvidosas como são os livros da Margarida Rebelo Pinto, de facto, é a que conta. Não há paciência para aturar alguém num mesa de um café a falar de um livro de Margarida Rebelo Pinto como sendo uma referência em termos de vida pessoal, é horrível ter-se a noção que se está em frente a uma pessoa que consume tantos clichés baratos por segundo como são a maioria dos leitores da Margarida Rebelo Pinto.
É muito complicado hoje em dia conversar com quem nos é estranho porque, esse estranho digamos assim, vive munido de uma capa agressiva que usa como prevenção ou escudo protector de todas as frustrações que tem sobre a vida. É raro encontrar alguém que tenha o prazer desinteressado em conversar para aprender, alguém com quem se conversa e se enamora facilmente pela sua personalidade e inteligência. As hormonas ganham vida quando isto acontece de uma forma que quase se assemelha a um trapézio sem rede nem medo de cair. Em suma, o Tio Oliveirinha não tem mais paciência para moçoilas boazudas com nada na cabeça.

domingo, setembro 03, 2006

Escola de etiqueta e outros desarranjos

Sempre tive telemóvel apenas porque deram-me um para as mãos. Ninguém mo ofereceu por nenhuma ocasião especial, foi apenas por motivos profissionais e desde então o aparelho intrusor/aproximador/brinquedo/objecto de arremesso anda sempre comigo à excepção das férias altura em que me esqueço dele providencialmente. Entretanto, eu não gosto de falar ao telefone, de alguma forma isso constrange-me, adoro falar olhos nos olhos e o telemóvel só me oferece um painel de cristais líquidos colorido. Apercebo-me também que existe uma espécie de código de ética quanto ao fornecimento do nº de telemóvel e à sua utilização. Se por algum motivo nos é facultado o nº de telemóvel, o cenário é diferente consoante o número pertença a uma mulher ou a um homem, aliás, se pertencer a uma pessoa cujo género se enquadra nos nossos apetites sexuais e ou afectivos ou não. O facto é que quando se obtem um número de uma pessoa cujo género se enquadra nos nossos apetites há uma espécie de regras de conduta que se têem que cumprir.

Se ligas e não atende deverás esperar algum tempo até tentar outra vez
Se recebes uma mensagem escrita tens que esperar alguns minutos até responder
Se não atender à segunda vez foste poupado(a) ao trabalho de ter de ouvir uma historieta parva no género " és muito fixe mas....""

Acho tudo isto muito estranho. Só dou o número de telemóvel a quem já tenha tido alguma(as) conversas e eu veja que valha a pena ter uma conversa. Depois se temos o número é ligar quando for preciso evitando sempre o tipo de conversas parvas no género : " atão tás fixe?! o que tens feito hein?! "" Poupem-me por favor!!! de resto o telemóvel só serve para conversar com quem interessa se estiver longe ou para combinar um encontro com quem está mais perto. Não é um fraque ou uma cartola, o facto de se telefonar não quer dizer que tudo é toda a coisa. Enfim eu e os telemóveis temos uma relação idêntica à de quem quer jantar num restaurante e exigem gravata para entrarmos, vamos de gravata mesmo que seja por cima de uma Tshirt se a fome apertar muito.

quinta-feira, agosto 31, 2006

Reflecti

Descansei que não vou escrever um post isotérico com uma ou outra m+áxima cabalístico tirada de um de muitos forwards que inundam a minha caixa do correio. Reflecti se iria postar uma foto de uma efeméride que ocorreu em Córdova a propósito da minha chegada. Sem querer ser muito pretensioso mas o Oliveirinha teve honras de Estado e fui recebido pelo Consul Romano da cidade de Córdova. Eis a foto da efeméride



Clichés QB

Normalmente dispenso os clichés mas admito que um cliché desde que seja dito de uma forma controlada e propícia tem um sabor especial. Com amorte anunciada do Independente e a condenação da ONU a Israel por ter utlizado bombas de fragmentação nas últimas 72 horas do conflito com o Líbano, apeteceu-me ouvir um cisne a cantar não sei porquê.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Velhos hábitos do dia a dia

Aprecio as pequenas subtilezas dos hábitos quotidianos das várias pessoas que conheço. Costumo dizer que adoro o desporto da observação de pessoas, as expressões que fazem quando se cruzam entre si num local público são fascinantes. Por vezes não nos damos conta da excentricidade dos nossos hábitos e quando nos damos conta dessa excentricidade há sempre alguém ao nosso redor que nos surpreende com um hábito diferente do nosso. Aconteceu-me em Zafra quando observei uma senhora de idade a tomar o seu pequeno almoço. Ao lado da sua media de leche um papo seco aberto ao meio, num pires uma embalagem com azeite, nas suas mãos a embalagem de azeite regava abundantemente o pão. Um hábito quotidiano na Extremadura Espanhola, uma excentricidade para os meus hábitos que nunca contemplaram tal hábito. Enfim gosto de ser surpreendido por estes gestos mas continuo a não comer pão regado com azeite, no entanto, gosto de quem, como eu, não respeita o protocolo e tem a inteligência e a liberdade de nos surpreender.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Tempo profilático

Não foi dito a mim mas quando ouvi as palavras senti que tinham sido ditas a mim e por momentos quase senti o calor da respiração de uma velha ansiã a sussurar ao meu ouvido. O tempo é como as marés, vai e vem e no entretanto há a maré que enche e a que vaza. Maior parte dos problemas é o tempo que os resolve, ele tanto traz um destroço de um navio como uma arca cheias de moedas perdida por um qualquer pirata do nosso imaginário, enquanto a maré não muda há que esperar, o tempo traz tudo e resolve quase tudo como uma maré.

Viagens na terra dos outros


Na muy Católica Catedral de Córdoba, antiga mesquita do Califado de Córdoba, os panfletos distribuídos pela Igreja Católica enfatizam o facto daMesquita de Córdoba ser um templo cristão, sede do episcopado de Córdoba. A Igreja Católica tem sempre que meter o o bedelho em tudo e a ideia que fica é que o monumento em causa se foi muculmano foi por acaso.

Aqui está a Luz de Alah na Catedral Católica de Córdoba

domingo, agosto 27, 2006

I´m back

Voltei!!! Mais tarde irei postar algumas fotos e uns textos. Até já!

domingo, agosto 20, 2006

A saga continua

Pois é, como gostei da semana de férias em que estive no Festival de Sines, agora, decidi tirar mais duas semanitas de férias. Até lá o tasco vai estar encerrado para férias mas com a promessa de, quando voltar, ter muitas histórias para contar ou não fosse eu de férias num carro que, anteriormente, já tinha caído o motor em plena autoestrada. Digamos assim, adoro a adrenalina da incerteza de ficar ou não no meio do caminho e não me importo nada se ficar ou não estivesse eu de férias. Até já!!!

quinta-feira, agosto 17, 2006

Festivaleiro

O primeiro foi à muitos anos e desde então o gosto tem vindo a aumentar em mim. Refiro-me aos Festivais de Música, essa oportunidade única de, no mesmo local e à mão de semear, ouvir músicos e suas respectivas bandas num ambiente em que o efeito perverso da multidão se atenua num ambiente aprazível tal como se quer para ouvir música. No entanto, os festivais, foram acontecendo e eu fui crescendo neles e actualmente festival per si só não me atraí. Tem que ter qualidade de cartaz e inovaão, ou então, juntar teatro de rua stand-up comedy e outras actividades num cidade como Edimburgo que, na maior parte do ano, é cinzenta. Quem tiver oportunidade vá que não se irá arrepender.

domingo, agosto 13, 2006

Núvens

Se andar nas nuvens é maravilhoso e induz-nos uma sensação libidinosa de que tudo corre bem nas nossas vidas, a aterragem acaba por assumir um papel que poderá ser castrante ou encorajador para novos voos. O problema quando andamos nas nuvens não é a aterragem propriamente dita porque, mal ou bem, este velho biplano já descolou e aterrou muitas vezes bem e mal diga-se. O problema aqui reside no facto de nos vermos algures no ar sem plano de voo e sem fazer a mínima onde e como aterrar e sem poder antever se deveremos prepararmo-nos para uma aterragem de emergência. Isso é que nos faz por vezes ficar em terra com medo de nos magoarmos na aterragem de um voo sem planos alguns. Este sentimento é falacioso na medida em que, independentemente da aterragem, o importante é o voo e o que nos faz sentir, o resto, quando batermos com o costado no chão logo se verá e o importante é recompormo-nos o mais rapidamente possível para o próximo voo. Enjoy the ride! !!

terça-feira, agosto 08, 2006

A melhor bagaceira para os mais ilustres convidados

Este espaço é aquilo que eu sempre pretendi que fosse apesar de, algumas vezes, esse objectivo ter sido alcançado outras vezes não. Todavia este é o espaço que eu mantenho aberto a qualquer pessoa apesar de, qualquer pessoa, vislumbrar um pouco de mim sem me ver ou vislumbrar-me sequer num corropio que um Teatro de sombras poderá provocar na minha ideia transloucada da vida. É um espaço também que eu frequento e como tal gosto de ter de vez em quando uma boa bagaceira ou um whiskey de reserva para os meus ilustres convidados. Apreciem esta magnífica reserva que vos deixo aqui e não deixem migalhas, devorem todas as estrofes deste poema de Herberto Hélder.
Há cidades cor de pérola onde as mulheres

Há cidades cor de pérola onde as mulheres
existem velozmente. Onde
às vezes param, e são morosas
por dentro. Há cidades absolutas,
trabalhadas interiormente pelo pensamento
das mulheres.
Lugares límpidos e depois nocturnos,
vistos ao alto como um fogo antigo,
ou como um fogo juvenil.
Vistos fixamente abaixados nas águas
celestes.
Há lugares de um esplendor virgem,
com mulheres puras cujas mãos
estremecem. Mulheres que imaginam
num supremo silêncio, elevando-se
sobre as pancadas da minha arte interior.
Há cidades esquecidas pelas semanas fora.
Emoções onde vivo sem orelhas
nem dedos. Onde consumo
uma amizade bárbara. Um amor
levitante. Zona
que se refere aos meus dons desconhecidos.
Há fervorosas e leves cidades sob os arcos
pensadores. Para que algumas mulheres
sejam cândidas. Para que alguém
bata em mim no alto da noite e me diga
o terror de semanas desaparecidas.
Eu durmo no ar dessas cidades femininas
cujos espinhos e sangues me inspiramo fundo da vida.
Nelas queimo o mês que me pertence.
o minha loucura, escada
sobre escada.
MuIheres que eu amo com um des-espero .
fulminante, a quem beijo os péssupostos entre pensamento e movimento.
Cujo nome belo e sufocante digo com terror,
com alegria. Em que toco levemente
Imente a boca brutal.
Há mulheres que colocam cidades doces
e formidáveis no espaço, dentro
de ténues pérolas.
Que racham a luz de alto a baixo
e criam uma insondável ilusão.
Dentro de minha idade, desde
a treva, de crime em crime - espero
a felicidade de loucas delicadas
mulheres.
Uma cidade voltada para dentro
do génio, aberta como uma boca
em cima do som.
Com estrelas secas.
Parada.
Subo as mulheres aos degraus.
Seus pedregulhos perante Deus.
É a vida futura tocando o sangue
de um amargo delírio.
Olho de cima a beleza genial
de sua cabeça
ardente: - E as altas cidades desenvolvem-se
no meu pensamento quente.
Herberto Hélder - 1979

segunda-feira, agosto 07, 2006

Virgens Profissionais

Comparações absurdas e reivindicações narcisícas de quem se esquece de tudo em seu redor desesperam-me. Não sou o Super-homem, e mesmo que o fosse, não vestiria as cuecas por cima das calças como ele, imaginariamente é claro, usa. Não tenho o dom da clarividência nem tenho pretensões de ser um semi-deus qualquer de um qualquer panteão. O facto é que me esforço em não comparar o que são os meus problemas ou dificuldades da vida com as dificuldades ou problemas dos outros porque, indubitavelmente, os problemas dos outros são para mim fáceis de resolver porque não os sinto nem perco sono a pensar neles. Logo, qualquer tipo de comparação entre o que é a nossa vida com a vida de outrem é, pelo exposto anteriormente, intelectualmente desonesto e invariavelmente resulta sempre na noção de que os nossos problemas são sempre difíceis do que dos demais. É muito mais fácil apontar o dedo aos outros do que é, em primeira mão, questionar a nossa própria conduta e verificar se o problema não partirá de nós mesmos. É um acto de inteligência, sensibilidade e bom carácter deparar-me com pessoas que, pelo menos, tentam, já que é difícil conseguirmos este poder de autocrítica a todo o tempo. Há quem se esforce e revele a sensibilidade e a inteligência suficiente para tentar perceber o âmago das questões com que se deparam ao longo da vida e fazerem a devida introspecção sobre o seu papel na origem ou resolução de um determinado problema. São estas as pessoas que vencem a luta juvenil contra a virgindade, ou seja, são aqueles que foram mas já não são mais virgens, desfloraram definitivamente, ao passo que, outros há que apesar de terem deflorado em tenra idade, continuam a portarem-se como as eternas virgens imaculadas das culpas do mundo em que os seus problemas são sempre culpa de outros. A virgem antes de o ser já o era virgem de condição pelo menos.

quarta-feira, agosto 02, 2006

Férias, doces e curtas Férias aí aí

Devo dizer que a parte que menos gostei do Festival de Sines foi, precisamente, o facto de ter que me ir embora porque, de resto, o Festival de Sines teve a receita certa para me proporcionar um curto periodo de férias muito proveitoso. Artistas estupendos dos quais eu destaco Trilok Gurtu, Diabaté e Gaiteiros de Lisboa, o restantes artistas proporcionaram também aquela visão do mundo que tem muito a nos oferecer e que, a música, não são apenas sons, são formas de estar e sentir a vida e o nosso quotidiano familiar, social e pessoal em particular, é a comunhão de algo íntimo com os demais. Assim, partilho convosco as fotografias, possíveis, que tirei do Festival e neste caso da actuação dos Varttina, para que vos desperte a curiosidade em, no próximo ano, ir ao Festival de Sines. Sempre fui perdido por causa de loiras devo confessar:




segunda-feira, julho 24, 2006

Mini-férias

A partir de amanhã o menino vai estar aqui, pena é que só dure uma semanita mas a saga das férias, para mim, vai continuar mas mais para Agosto.

domingo, julho 23, 2006

Realidade no Líbano

O Bem e o Mal

Não podemos pensar que tudo é toda a coisa. A generalização sempre foi um instrumento que induz um efeito de placebo para reduzirmos a ansiedade de não conseguirmos explicar tudo o que nos rodeia. Sempre foi muito mais fácil escolhermos entre os bons e os maus, entre nós e os outros, enfim sempre foi mais fácil ler o rótulo sem ter que provar o que estará dentro da embalagem. Nisto, coloco a questão, o que é um Terrorista? Qual é a fronteira entre a praxis do Bem e a praxis do Mal? O que os distingue?

Pelo que temos visto ultimamente, o Terrorista é:

Muçulmano,
Libanês
Civil
Vivendo em casa normais ou Prédios com vasos de flores à porta e janela
Enfim o ímpeto do Belzebu em forma humana.

No lado do Bem, o típico individuo que ergue o estandarte da “Liberdade�, é caracterizado da seguinte forma:

Veste farda Israelita
Bombardeia populações civis com bombas de fragmentação com a viseira colocada à frente dos olhos para não se arrepender.
Retalia uma acção militar, como é exemplo uma emboscada a uma patrulha com a captura de dois soldados, com acções violentas contra civis.
É um perfeito asno ao ponto de ter conversas com o microfone desligado com um teor e natureza que são, no mínimo, nojentos pelo despeito pela vida humana pois, a conversa em causa, foi tida da mesma forma que se comenta o jogo entre o Alguidares de Baixo/ Merdaleija.


Nisto, e percebendo agora o porquê de algo que eu fazia enquanto criança de uma forma, pensava eu, involuntária ou aleatória, compreendo o porque de, nas brincadeiras que tinha enquanto criança, escolhia sempre os índios em detrimento dos cowboys. Desde miúdo me apercebi que, o que me tentavam ensinar como sendo o Bem, afinal é o Mal. Temos que tomar uma decisão rapidamente acerca desta luta dicotómica em torno do eixo do Bem e do Mal. Ou seja, temos optar entre as seguintes formas de pensar:

Inverter os papéis, ou seja, passarmos a prosseguir o Mal em vez do Bem porque o Bem que temos agora faz muito mais Mal que o próprio Mal.
Consultar um psiquiatra porque temos um problema grave de dupla personalidade, ou seja, tornamo-nos no terrorista que pretendemos eliminar e a uma dada altura um e o outro confundem-se.
Começamos a pensar um pouco mais de deixamos de votar em Bush e Blair nas suas várias versões nacionais.

terça-feira, julho 18, 2006

Voltando à vaca fria

As sete virgens estão para a vida no além de alguns muculmanos como, uma excursão de suecas está para a vida terrena, do estilo paraíso na terra, para os ocidentais. Num caso e no outro digamos que sonhar é um exercício bonito porque, sete meus amigos e todas virgens?! Uma excursão inteira?! Muitas das vezes nem uma quanto mais uma excursão inteira!! Enfim sonhar é tão bonito. Agora meus amigos não é preciso matarem-se nem matar outros por causa disso.

terça-feira, julho 11, 2006

A moral pode ser um mau negócio

O conforto que possamos sentir pelo facto de nutrirmos sentimentos de pertença a uma determinada comunidade é, muitas vezes, fogo de vista e efémero. Quando nos sentamos e decompomos tudo aquilo em que nós, de uma forma cega, acreditamos, chegamos à conclusão que há muitas coisas que não batem certo. Uma delas tem a ver com a relação que nós temos no Ocidente com a morte ou com o local para onde pretensamente pensamos que vamos no além, é claro, refiro-me a algo mais do que os sete palmos abaixo da terra. O Ocidente ou lá o que isso queira dizer porque, para darmos a definição de Ocidente, teríamos que incluir os EUA e isso é complicado em termos de sentimentos de pertença no ponto de vista estrito. No entanto, sem querer entrar num discurso cujo tema rondaria sempre a política actual e uma conversa que teria contornos do género "quem nós somos e de onde vimos e para onde vamos" porque não é isso que pretendo, vou antes comparar o que a ideologia religiosa judaico-cristâ advoga como prémio pós-mortem para quem se porta bem por cá, com a visão que a religião muculmana encriptada* no nosso preconceito em torno desta religião tem acerca do mesmo assunto.

Pretendo decompor uma parte da Moral Judaico-Cristã que está mal formulada. Refiro-me à história de termos a possibilidade, para quem é crente claro está, de entrarmos no Céu se levarmos uma vida sem pecado ou quase. Para levarmos essa vida sem pecado teremos que evitar uma série de pecados, alguns dos quais mortais no género de, se os cometes, és fulminado por um raio vindo dos céus ou por uma foto comprometedora no jornal, mas que, vivendo essa vida sem pecado, teremos que prescindir de algumas coisas que, por exemplo, outras religiões oferecem para o mesmo efeito, ou seja, para efeitos de entrada num Éden post mortem de índole hedonista puramente. Por assim dizer, o “produto�, é a entrada no Céu e nisso, a religião Islâmica, tem vantagens nítidas sobre a velha moral Judaico-cristã porque promete sete virgens a todos os mártires que entrem no Céu, apesar de, na "vida terrena" o limite ser três mulheres desde que haja consentimento por parte delas. Ora, no caso da Religião Cristã, para entrarmos no Céu, teremos que viver uma vida devotada a um(a) parceiro(a), de cada vez pelo menos, e nada de deboche nem cá nem lá no Paraíso, pelo menos, é assim que o apregoam. Concorrencialmente, esta história tem que ser revista porque, das duas uma, ou um cristão qualquer vai para o paraíso e apanha as tais seis mulheres por cada homem que lhe escaparam por imperativos diversos sendo os morais os mais importantes senão não estaria no Paraíso, e pode escolhê-las também, ou então, os muçulmanos levam uma vantagem enorme sobre nós e têm por assim dizer, a moral mais correcta e vantajosa no que toca este aspecto. Alguém contou mal esta história porque, se teremos que nos sacrificar aos prazeres da carne para entrarmos no Céu e, chegando lá, não temos a garantia de podermos tirar a barriga de misérias, então, o negócio por assim dizer não é vantajoso e assim não sei se valerá a pena lá entrar. Eu pelo sim pelo não, sempre que posso, faço como diz o ditado : “ se vais para o mar avia-te em terra! “

* É importante referir que existe um preconceito enorme e em muitos casos infundado acerca do que é o Islão, bem como, da parte de muitos que profeçam essa religião existe também uma usurpação do que será o que vem escrito nas escrituras.

domingo, julho 02, 2006

Foggy old England

Going home, going home, England is going home!!!!

A selecção inglesa vai de volta para a sua Foggy old England com os prédios encardidos, ao passo que, nós Portugueses, vamos ficar a colorir a Alemanha durante, pelo menos, mais uma semana.

terça-feira, junho 27, 2006

Kit Portugal

Atendendo ao que foi o jogo do passado Domingo deverião ser distribuídos Kits Portugal que poderião conter tudo e mais alguma coisa desde que, imprescindívelmente, tivesse um comprimido para põr debaixo da lingua senão não há coração que aguente. Vamos ver se damos chazada aos bifes no próximo sábado.

domingo, junho 25, 2006

Quanto a laranjas

Bom digamos que laranjas, quanto a mim, só mesmo estas



ou estas


e quanto a fair-play e amizade só abro a excepção a Holandesas deste calibre:


Porque afinal, hoje excepcionalmente, temos que decascar esta laranja mecânica que se quer com muita falta de lubrificação que é para emperrar.

quarta-feira, junho 21, 2006

Verão

Começa hoje, oficialmente, o Verão. Com o Verão ( este post está a começar parecido com uma composição sobre o verão feita na escola primária mas não deseperem que isto vai amadurecer) vem o calor que, pessoalmente, não gosto por me irritar. Não fui feito para este clima mediterrânico que me envia ondas de calor suficientes para assar qualquer borrego como eu. No entanto, nem tudo é mau no Verão e, apesar de não gostar do calor, tenho a a percepção de que nem tudo é mau e faço mote o ditado que diz : " O que arde cura."
Daí, eu suportar o calor do Verão ( o tal ardor) para o bem que isso me faz à vista digamos assim.

sábado, junho 17, 2006

Oitavos de final

Portugal já lá está só falta Angola!!!!!!!!!

sexta-feira, junho 16, 2006

Piada é piada

Se muitas vezes, os atavismos nascidos de um nacionalismo conservador, induziram a ideia nas pessoas que o conceito de nação está aliada à ideia de uma série de preconceitos em torno das pessoas que habitam os respectivos países, como por exemplo, dizer que todos os Portugueses são baixinhos de bigode a cheiram a sardinhas e que, por exemplo, todos os escoseses usam kilt´s para além de idiota e atávico produz uma série de considerações e manifestações da mais completa imbecilidade da qual, o Neo-nazismo, está à cabeça no pelotão de imbecilidades e imbecis. Todavia, alguns momentos na história dão azo, apesar de se recorrer à dinâmica atávica de um conservadorismo serôdio acerca do conceito de nação, a uma série de piadas que não magoam ninguém. A propósito do escândalo da AFINSA, perpetrado por um português, produziu-se mais uma consideração atávica ou trigger para "ferir" o "orgulho" nacional dos espanhóis que é, quando algum espanhol nos chatear, de dizermos para este ir comprar selos!! Ó pá vai comprar selos mas é!!!

segunda-feira, junho 12, 2006

Há vida para além do Futebol

A febre está instalada e, para muitos, o campeonato mundial de futebol a decorrer na Alemanha é um autêntico festim para o seu apetite voraz por Futebol. No entanto, há vida para além do futebol, e há também, como devem calcular, outras actividades para além do futebol a decorrerem ao mesmo tempo. Todavia, este post, não se assume como uma tentativa para demover ninguém de se deleitar com o Campeonato Mundial de Futebol mas sim para dizer apenas que não é só de futebol que se trata este Campeonato Mundial de Futebol. Algumas reportagens davam conta do planeamento de actividades extra-futebol para as senhoras enquantos os seus hombres/machos/cocktail hormonal extraordináriamente explosivo por esta altura se deleitavam a assistir ao Campeonato. Entretanto, por lapso, esqueceram-se de explorar uma actividade paralela ao Campeonato do Mundo e que faz também o deleite de muitos homens, a prostituição. Que libertador e civilizado a despenalização da prostituição mas quão ingénuo é pensar que isso só chega para terminar com a tráfico de seres humanos. Por isso à que reflectir um pouco e pressionar as autoridades alemães no sentido de não descorarem este flagelo e actuarem eficazmente. Está a decorrer uma petição feita pela Amnistia Internacional no sentido de pressionar as autoridades alemães a serem mais rígidas e interventivas no combate ao tráfico de seres humanos mais activo ainda por esta altura. Como tal, assinem e ajudem a luta contra a mais uma das muitas formas de escravatura que existem actualmente no mundo.

quarta-feira, junho 07, 2006

Apetece-me

Há dias em que me apetece voar para a minha Primavera.

quinta-feira, junho 01, 2006

Hoje é dia deles

Hoje é o Dia Mundial da Criança, daqueles que ainda o são e daqueles também que ainda têm uma crinaça dentro deles. Refiro-me ao deficientes mentais que, apesar da idade, são crianças de certa forma.

quarta-feira, maio 31, 2006

Digamos que...

31 May, Wed, 15:43:53
Google: homem casado branco velho anda com moça de 20 anos qual as sanções

É refrescante saber como é que alguns vêem parar aqui a este cantinho que é o Raminhos de Oliveira. Mas saber que há alguém por aí que, sendo velho, casado com moça nova, está à procura de uma resposta ao que poderá acontecer, o autor do Raminhos só pode responder a esta questão da seguinte forma:

" Homem velho com mulher nova, ou corno ou cova""

Este é um ditado da minha região e que está exposto, este e mais outros, em azulejos no Bar/Museu 21 em Vila Nova da Barquinha. Um local a visitar sem dúvida.

terça-feira, maio 30, 2006

segunda-feira, maio 29, 2006

O Xôr é um revolucionário!!!

Quando um senhor qualquer, sentado no seu pedestal tachista, me diz que eu sou um Revolucionário, devo confessar, fico a com a lagrimita no canto do olho. É com grande orgulho que oiço tão rasgado elogio apesar de, quem o profere, não se aperceber do que o está a dizer. É como uma lufada de ar fresco numa galeria de uma mina bloqueada por toneladas de pedra, o ar que vem, é doce, aprazível, mesmo que, esse ar, não seja o mais saudável e possa estar cheio de gases nocivos. Portanto, um tachista qualquer chamar-me revolucionário, para mim, é um elogio. Começei bem o dia!!!

segunda-feira, maio 22, 2006

Teste Kafka

Se para alguns, as medidas anunciadas pelos políticos, parecem algo metafórico e pleno de fantasias dignas de um livro de duendes e monstros numa terra que não existe, pois então, deverão olhar atentamente para o trabalho que está por detrás da elaboração de um plano de reorganização Institucional para compreenderem o que é possível fazer, bem como, o prazo a atribuir para a concretização dos planos. Neste caso, dou o exemplo do que está a ser a utilização do teste kafka para avaliar as necessidades e amplitude das mediadas correctivas a implementar futuramente. Para os mais péssimistas vou dar-vos o link para o teste kafka aplicado à Função Pública Belga porque se dissese que está a ser implementado na Bélgica, Reino Unido e em Portugal não acreditariam concerteza. Pois bem, o simplex está assente nas permissas desenvolvidas pelos planos de modernização da Função Pública Belga e Britânica e, ao contrário do que alguns pensam, o simplex não é obra e graça do governo Português. No entanto, e apesar de não serem os inventores, é de louvar a tomada desta medida que só peca por tardia.

domingo, maio 21, 2006

O muro

O muro de Berlim caíu mas outro, noutro continente, está a ser erguido. O muro que irá ser erguido na fronteira Mexicana com os Estados Unidos é polémico para muitos, para mim, o muro em causa não é polémico, aliás, endereço daqui os meus parabéns ao presidente Bush por esta iniciativa que permitirá que os Norte-Americanos fiquem do seu lado da fronteira e dessa forma não estraguem um país tão fixe como é o México. Só falta um muro no Canadá e outros dois na costa Atlântica e Pacífica e estaremos então, após isso, livres de ter que gramar com os Americanos fora de portas.

sexta-feira, maio 19, 2006

Pontaria

Sem querer estar a pôr em causa os motivos da greve da Função Pública marcada para hoje, não pude deixar de notar uma pequena particulariedade. Esta greve, à semelhança de muitas outras greves, foi marcada para uma sexta-feira. Ora, que mensagem pretendemos fazer passar para os demais com greves às sextas-feiras? Que pretendem lutar pelos direitos dos trabalhadores desde que haja também oportunidade para fazer um fim de semana prolongado?
Em Portugal, enquanto houver sindicatos que, em vez de se preocuparem com as condições de trabalho, progressão e avaliação do trabalho de todos os trabalhadores de forma a garantir promoções por mérito justas e merecidas e dessa forma, com propriedade, exigirem ao patronato melhores condições, assim não haverá algum respeito por estas acções desenvolvidas pelos sindicatos. De resto, salvo raras excepções, os sindicatos são braços políticos e tachos para alguns e nada mais do que isso. De estranhar não será a cada vez menor adesão dos trabalhadores aos sindicatos.

quarta-feira, maio 17, 2006

Por falar em bebedeiras Raúl

O Mundial de Futebol poderá trazer um motivo para alguns beberem até cair. E para o efeito, temos que continuar com o espírito competitivo mesmo com a nossa bebedeira ou com a dos outros. Experimentem este jogo!!!

terça-feira, maio 16, 2006

Campeonato do Mundo

O mundo em que vivemos afigura-se-nos de uma forma intelectualmente desonesta na forma em que nos ludibria com uma falsa sensação de segurança e prosperidade na vida através de um consumismo selvagem de todo o tipo de porcarias que ninguém precisa realmente e que nos escraviza, ou nós nos auto-escravizamos em torno disso. O facto é que a lógica batatal do mundo em que vivemos diz-nos que teremos que perder o nosso emprego ou trabalhar até à exaustão porque algures num país qualquer de terceiro mundo alguém é escravo, perdão, ganha 20 dólares por mês e nós ganhamos demasiado e deixámos de ser “produtivos�. Por vezes dou por mim a ter a sensação que vivemos numa colmeia gigante sem mobilidade social em que há uma maioria que nasce para obreiro(a), alguns para guerreiros e uma rainha. Só assim é que se pode viver fingindo que tudo o que nos rodeia é normal, vivemos dentro da história da Abelha Maia mas na versão de terror.
Após esta introdução espero que esteja criado um ambiente propício, da mesma forma que se acendem umas velas e coloca-se um bom vinho na mesa para um jantar mais especial, para vos falar acerca de um estudo que um Banco Holandês fez acerca do Mundial de Futebol na Alemanha. Desenganem-se aqueles que pensam que o estudo referido anteriormente seja acerca dos dividendos que o país organizador possa extrair do campeonato mas sim, espantem-se, é um estudo acerca das consequências para cada um dos países que participam com as suas selecções se conquistassem o título. Os resultados estão impregnados da lógica neoliberal que nos é impingida todos os dias pelos nossos governantes e desta forma, os resultados são hilariantes. Segundo o estudo realizado, a Alemanha, como está a recuperar da recessão económica, é o país ao qual mais convinha que vencesse o campeonato pois iria estimular o mercado interno através da euforia e consumo interno de produtos alusivos à selecção. Outro país que convinha mais que ganhasse o campeonato do mundo é a Itália que precisa de mais confiança interna para descolar para a recuperação económica. Quanto a Portugal, dizem os holandeses que fizeram o estudo, não convém que ganhe a bem da sua economia porque isso iria estimular o consumo interno aumentando as importações. Ora nada mais incorrecto quanto dizer que o facto de Portugal ganhar o Mundial que poderia ser prejudicial à economia pois, se conhecessem bem os Portugueses, saberiam que o que aconteceria seria o seguinte:

- Recorde de vendas das cervejeiras
- Recorde de vendas dos produtores de Vinho
- Recorde de audiências nas televisões
- Aumento de gravidezes fora do casamento e dentro também
- Uns dias de festa bem passados
- Ok, os chineses iriam vender muitas bandeiras com uns pagodes em vez dos castelos e depois?!

Ora como vêem o que aconteceria era estimular a produção Nacional.

domingo, maio 14, 2006

Época de incêndios

Começou a época oficial de incêndios. Mas o que é que quer dizer isto? Ok, a malta incendiária já pode deitar fogo à floresta porque já estamos preparados? A malta incendiária teve este tempo todo sem atear fogos porque estava no defeso? Mais uma vez vai iniciar-se a época em quese registam mais fogos mas, apesar do esforço, a prevenção e reflorestamento responsável foi deixado no bolso. Ficou muito triste a ver o meu país a arder.

quinta-feira, maio 11, 2006

Treinador do Benfica

Quanto ao próximo treinador para o Benfica, ou melhor, se eu fosse o próximo treinador do Benfica, eu daria bem conta do recado. Como? Simples, enquanto o Benfica não descesse de divisão não descansava.

segunda-feira, maio 08, 2006

Quase de propósito eu diria

Quase de propósito eu diria que, no fim de semana passado, veio à baila numa conversa com o Tiago uma série de mitos urbanos criados durante a Guerra Fria. Desde o mito em que algumas pessoas afirmavam conseguir ouvir emissões de rádio através do chumbo dos dentes a muitos outros mitos que, inclusivamente, levaram, na altura em que surgiram, a autênticas caças às bruxas e a linchamentos em alguns casos. O último mito é o dos Chemtrails que afirmam que os riscos de fuma deixados pelos aviões comerciais possam ser utilizados futuramente com armas químicas pois, os riscos deixados no céu, são químicos que formam autênticas estrelas artificiais que podem utilizadas para lançar, pelos EUA, uma guerra química contra a Europa ou qualquer outro bloco que se oponha à sua hegemonia. Digamos que nem tudo será um mito e a emissão de gases poluentes nos estratos superiores da atmosfera do nosso planeta são efectivamente um problema ecológico e não militar creio eu mas qualquer das vias para aguçar a vossa curiosidade aqui vão alguns links engraçados:

http://www.surfingtheapocalypse.com/conchem.html
http://nuke.visioncritica.org/
http://www.carnicom.com

domingo, maio 07, 2006

Guess who?

Adivinhem lá quem foi convidado a ingressar na EDP como consultor jurídico e aceitou, guess who? Quando saíu como Primeiro de Ministro de Portugal de um governo que, no mínimo, foi mediocre, seria de esperar que a sua imagem estaria desgastada ao ponto de, tão cedo, não haverem convites para nenhum cargo com alguma visibilidade. O facto é que, e para já desvendo o mistério dizendo que me refiro a Santana Lopes, em Portugal, mesmo sendo responsável por um executivo medíocre, uma câmara medíocre, um casino polémico e uns terrenos controversos na Feira Popular, há sempre espaço para um tachinho. Moral da história: Vai para a política, abotoa-te, está à vontade para seres incompetente ( sim porque se fores competente não precisas da política para nada) e depois alguém lembrar-se-á de ti para um tachinho à maneira. Assim vale a pena!!!

quinta-feira, maio 04, 2006

A crise

É curiosa a forma como as pessoas lidam com a crise. Se para todos, quase unanimamente, a crise está instalada, o facto é que isso não evita, nem pode, que malta adquira o telemóvel de última geração, ou então, que deixe de ir passar o fim de semana ao Algarve mesmo que para o efeito fiquem a bezerrar até ao verão com falta de dinheiro. Ao que restará do cordeiro sacrificial, o subsídio de férias já empenhado, será gasto numas farpelas com repelente de crise a preço de ouro saloio. Parece que a lógica reside no fluir na anuência da crise instalada fazendo crer que há formas diferentes desta crise se manifestar. Pelo sim, pelo não, mais vale, pensa a maioria da população, fazer parecer que a crise não nos afecta da mesma forma que a perdiz simula estar ferida para afastar os predadores do ninho.
Em conclusão, a crise Portuguesa deveria ter honras de um qualquer programa sobre os bichos. Neste caso seria, Homus Lusitanis, esse animal.

segunda-feira, maio 01, 2006

1º de Maio

Seria bom começarmos a reflectir bem o que será o trabalhador de amanhã e esquecermos os chavões da revolução industrial. Acima de tudo não levarmos o estado actual de coisas, pois este, não é normal nem tão pouco sustentável como a coisa mais natural e inevitável desta vida porque também não o é. A luta estará por um mundo livre e justo para todos os trabalhadores de todo o mundo.

quinta-feira, abril 27, 2006

Pequenos detalhes

Talvez seja novidade, ou talvez não, mas há uma legislação que obriga a todas entidades empregadoras, repito todas, a contratarem ou priovidenciarem exames médicos de aptidão a todos os funcionários que sejam admitidos ao serviço no prazo de até quinze dias após o início da prestação de trabalho. As multas por não efectuar esta obrigação são avultadas e a fiscalização do Estado aperta todos aqueles, ou quase todos ou só mesmo aqueles que são denunciados ou não representam um ferir de susceptibilidades nas forças locais, que prevaricam, o que eu acho bem a não por este pequeno detalhe. O Estado não faculta exames médicos de admissão a ninguém e está a prevaricar. Imaginem o que é ser-se autoado por não ter efectuado exames médicos de admissão por um funcionário público que representa um orgão que prevarica também, o Estado, e que não fez ele também o exame de admissão. São só pequenos detalhes!!!

terça-feira, abril 25, 2006

25 de Abril

Vai ser controverso o que vou escrever para alguns, para outros nem tanto. Relativamente ao 25 de Abril dá-me a sensação que está gasto e fora de uso, necessitamos de um novo 25 de Abril que, ao contrário do actual, não fique por fazer. No entanto, e enquanto não há um novo 25 de Abril, festejemos o actual e façamos votos para que nunca morra no nosso povo a vontade de se soltar das grilhetas do comesinho e costumeiro estar de coisas e privilégios de uma minoria podre que habita em Portugal.
Por fim resta-me desejar-vos um bom feriado e aconselho a audição do álbum de José Mário Branco intitulado "FMI" para clarificarem e reposicionarem bem as vossas ideias.

domingo, abril 23, 2006

Auspícios

Em vésperas de mais uma comemoração da Revolução de 25 de Abril, mais uma punhalada no coraçao do cravo. A operação Furacão que estava a investigar a fuga e fraude fiscal por parte de algumas Instituições Bancárias deu em quase nada, ou melhor, deu num preço. O Estado Português demoveu-se da aplicação das sanções criminais previstas para a tipologia de crime fiscal praticado desde que, as partes visadas, paguem o montante devido a título de impostos. Desta forma, o Estado Português, atribuíu um preço a ele próprio mas atenção, o Estado não está à venda para qualquer um. Somente os poderosos poderão licitar o Estado, e como tal, não vale a pena fazer uma vaquinha entre todos para comprar um pedacinho de Estado.

quinta-feira, abril 20, 2006

Os testes

Os testes são como as cerejas, vão sempre aparecendo aqui e ali e por cá também

quarta-feira, abril 19, 2006

Geminações

Nunca partindo do pressuposto que todas as geminações entre edilidades Portuguesas e edilidades estrangeiras, nomeadamente cabo-verdianas, sejam condundíveis com umas meras férias à conta do orçamento da Câmara Municipal, o certo é que por vezes podem ser confundidas como tal. Trocar galhardetes e colocar uma placa numa rua qualquer da edilidade em troca de umas férias é de uma solidariedade duvidosa e contra-producente. Em primeiro lugar estranho o facto de serem escolhidas as edilidades Cabo-verdianas somente em deterimento de outras edilidades de outros países de língua Portuguesa, não que as edilidades Cabo-verdianas não mereçam mas sim pelo facto de estarem em igualdade de circunstâncias com as demais, e como tal, a sua escolha, poderá ser confundida com um qualquer destino turístico à distância de uma placa de mármore e uma viagem à conta do orçamento. Claro está que as edilidades Cabo-verdianas não têm responsabilidade sobre este "pretexto" turístico de alguns autarcas mas podem exigir, e estão na sua obrigação exigir em troca, um verdadeiro intercâmbio cultural. Livros, comparticipação para construção de escolas e outras infraestruturas tão necessárias. Já agora, intercâmbio entre edilidades pode ser fora do litoral africano.
O que vai valendo é que ainda não se lembraram geminar uma edilidade qualquer Portuguesa com Porto de Galinhas, até ver. Aí sim é que a porca torçe o rabo.

sábado, abril 15, 2006

Bem me parecia

Segundo o Papa Piu Piu XVI estar ligado à Internet, durante esta época pascal, é um pecado. Assim, e atendendo a este juízo/alarvidade do Papa Piu Piu XVI, quem estiver a ler este post está a pecar. Quanto a mim, eu tenho o demónio no corpo porque veículo conteúdos para outros pecarem. Bem que me para que eu tinha o Demónio no corpo!!!
Já que tenho o demónio no corpo, deixo aqui uma recomendação, a tomar em conta. Deixem de pregar aquele desgraçado na cruz. Todos os anos pregam o desgraçado na cruz para ele ressuscitar passados três dias e ser novamente pregado na cruz no ano a seguir. Deixem o moço em paz!.

quarta-feira, abril 12, 2006

Itália

Sinceramente não consigo compreender como é possível que um individuo com Berlusconi consiga põr num arrepio uma nação inteira com a iminência de vençer umas eleições por uma décima. Não posso deixar de estranhar o facto de um individuo esguio como é o Berlusconi, e não digo esguio por ele ser magro muito pelo contrário, tenha uma votação tangencial para vençer as eleições em Itália por uma décima. Mas o que é que 49.7% do eleitorado italiano estará a pensar? Prodi vençeu estas eleições por uma décima percentual!!! É claro que fico satisfeito pela vitória de Prodi em deterimento de Berlusconi eu só não consigo perceber como é possível haver tanta confusão nas cabeças das pessoas entre Berlusconi ou qualquer outro político. É óbvio e de caras o que representa Berlusconi e o quão patético é este individuo mas será que as pessoas não vêm?
Nos Estados Unidos é a miséria que se conhece, em Itália foi Berlusconi, em França um Primeiro Ministro que incentiva a precaridade no emprego como forma de incentivar a criação de empregos para os mais jovens ( é no mínimo surrealista) na �ustria temos o Heider mas afinal o que é que se está a passar? Estaremos num gigantesco programa de apanhados e no final vem alguém dizer-nos que tudo não passou de uma brincadeira e que estamos a ser filmados? Espero que sim!!!

domingo, abril 09, 2006

Engenharia Futebolística

Há coisas que por muito que queiramos não deixam de ser coisas efémeras, ou devia ser assim, mas que alguns insistem em tornar algo envolto numa capa estranha de ciência “exacta�. Refiro-me ao futebol e aos seus comentadores nos rescaldos dos jogos em programas de televisão. Se há algo que não pode ser inteligível, isso concerteza, será um jogo de futebol. O que poderá haver de inteligível, e quando escrevo inteligível refiro-me ao interesse subjacente ao resultado do jogo e a influência que isso poderá ter no dia a dia de milhares de pessoas como algo passível de ser considerado inteligível, num jogo de futebol? Aparentemente deve haver algo para haverem comentadores em programas de televisão que nos brindam com uma visão holística de um jogo que consiste em pontapear uma bola para dentro de um espécie de caixa por 22 homens adultos que deviam já ter idade para ter juízo. Não pensem que não gosto de futebol, pelo contrário, adoro futebol e vibro com os jogos de futebol mas fico-me por aí. No entanto, parece que existem especialistas de futebol que, apesar de não terem qualquer formação académica na área de desporto, bombardeiam-nos com análises muy doutas de uma partida de futebol com expressões cabalísticas e trajectos linguísticos que só aos olhos dos mais frágeis de espírito se assemelham a algo minimamente inteligível. Referir-se a uma equipa num determinado jogo como tendo falta de textura a meio campo é algo que, no mínimo, é intelectualmente desonesto. No entanto, estes especialistas são um espectáculo dentro de um espectáculo pelo ridículo a que se prestam ao comentar jogos como quem está falar de algo que é importante para um país.
Tenho a tentação de comparar este fenómeno com uma particularidade muito portuguesa que é a de que em todo o Português há um pouco de médico, engenheiro e treinador de bancada. Se temos a mania que percebemos muito de obras ou de remédios e doenças porque não haveríamos de ser treinadores de futebol e discutir opções tácticas e discutir o sexo dos anjos em trono de um jogo de futebol? Os infindáveis comentários do Sr. Silva, reformado da função pública, num qualquer fórum da rádio dizendo que a derrota da sua equipa favorita no último jogo foi devida a uma conspiração alimentada pelo sistema.

domingo, abril 02, 2006

Navios

Por razões muito fortes é imperativo que eu escreva o seguinte:

Só um espírito jovem e puro poderá esperar que dois navios que se encontram em mar alto possam um dia atracar no mesmo porto.

Fonografias ou outros negócios exploratórios da música

Muito sinceramente custa-me aceitar o apelo que as empresas discográficas estão a fazer no sentido de não se piratear os discos. Será que pretendem proteger a ínfima parte que dão do proveito das vendas dos discos aos artistas que, com o seu talento, fizeram o disco? Será que ainda não perceberam que o futuro do negócio são as actuações dos artistas em palco e que, para o efeito, terão que apoioar artistas que saibam o que estão a fazer e reduzir consideravelmente os lucros exploratórios que têem? Vejam o exemplo dos Artic Monkeys que mandaram as editoras dar uma volta e disponibilizaram as suas músicas na net e irão lucrar com as actuações. É mais um negócio de pão de ló em que, alguém, é sustentado com o mesmo.

quarta-feira, março 29, 2006

Créditos a quem os merece

Fazer uma tese de mestrado num tema que não está muito desenvolvido, ou melhor, ainda com muitas ligações ao passado escolástico e, mesmo assim, perante três juízes de cátedra, conseguir um Muito Bom na defesa da tese de Mestrado é obra! Parábens Rui! és grande pá!

segunda-feira, março 27, 2006

Impressões ou evidências mais que certas

É minha impressão ou na maioria dos restaurantes portugueses o doce da casa leva sempre leite condensado, natas e café. O bife da casa é quase sempre algo a boiar em natas. A inovação é um ítem imprescindível para o êxito de um negócio e os restaurantes não são excepção, nem podem ser.

sexta-feira, março 24, 2006

A torção do apêndice caudal da fêmea porcina

Gostaria de colher as impressões daqueles que, em Portugal, são adeptos da expulsão pura e dura de todos os imigrantes ilegais agora que o Governo do Canadá se prepara para ordenar expulsão de mais de 10.000 Portugueses ilegais naquele país. São estas pequenas coisas que nos fazem pensar, ou deveria, acerca de muitas das coisas que pensamos e dizemos da boca para fora porque, indubitalvelmente, por vezes a porca torce o rabo.

terça-feira, março 21, 2006

TV Rural ou Ganza Rural

Se para alguns, conservadores de Direita é claro, é difícil compreender porque razão os EUA têm vindo a colher a animosidade de outros povos, especialmente daqueles que são "libertados" pelos EUA, para muitos felizmente isso não é espanto nenhum. A forma extremista como os EUA tentam impingir os seus valores e crenças sobre os restantes povos é conhecida e nefasta, disso não há dúvida, a não ser na cabeça dos conservadores de Direita que ainda não conseguiram compreender o porquê ( começo a temer pela sanidade deles). A última pérola do Ultraconservadorismo primitivo dos EUA tem a ver com este Sr. responsável pela campanha pela legalização da Marijuana que, por via da perseguição movida pela DEA ( a Judite lá do sítio) teve que se refugiar no Canadá. Como se não bastasse, a DEA, está a enverdar esforços no sentido de tentar a extradição deste Norte-americano que, segundo eles, é responsável pelo maior tráfico de marijuana através da fronteira Canadiana. Nada seria de espantar se o senhor em causa não tivesse apenas uma loja que vende artigos de marijuana e sementes da planta, perfeitametne legal no Canadá, esse país civilizado, e estivesse a desafiar o DEA Norte-americano com este site e uma campanha pela legalização da Marijuana.
Se a questão da legalização das drogas é controverso eu aceito, o que eu não aceito é um país como os Estados Unidos que vende armas nas secções de desporto de um qualquer supermercado, estar a dar "lições" de moral aos demais ao tentar "elucidar" os demais acerca dos malefícios que representa a representação maciça de Marijuana ao pessoal, sim porque se vender Marijuana é tráfico, vender vinho ou cerveja também é!!! The land of the free pois pois.

sexta-feira, março 17, 2006

Dá que pensar

Dá que pensar este movimento em torno do futebol e como, este movimento, consegue atrair e mobilizar pessoas e mentes. Em Portugal a participação cívica muitas das vezes é escassa, muito á quem do que seria desejado, no entanto, quando se fala acerca de clubes de futebol o cenário muda radicalmente. Num momento a crise que que vive aninhada nos lábios de todos os Portugueses em amenas cavaqueiras de café, foi silenciada e desprezada quando o Benfica ganhou o encontro frente ao Liverpool. Por momentos, neste caso horas, os bilhetes para o encontro frente ao Barcelona esgotaram e a crise, essa tal coisa que vive aninhada nos lábios de todos os Portugueses, foi esquecida. Do outro lado da Segunda Circular houve a tentativa de se realizar uma assembleia geral de sócios que não foi realizada em virtude do número de participantes ser manifestamente superior à lotação das instalações para onde foi marcada a assembleia. Estranho tudo isto apesar de eu próprio ser adepto do futebol pois, no caso da assembleia do Sporting, a afluência, certamente, não teria sido essa se estivessemos a falar de uma assembleia da Junta de Freguesia local por muito importante que fosse o tema levado à discussão. Não quero com isto colocar-me em bicos dos pés e passar a mensagem de que, por não pactuar com este entusiamo tão marcado em torno do futebol, serei mais do que quem quer que seja pelo facto de não entrar nesses circos.
Este movimento em torno do futebol, com características endomórficas, que abafa toda e qualquer tentativa de mobilização da população em geral em torno de qualquer outra coisa que não o futebol, é estranho mas é explicável. Sempre se viveu o futebol na perspectiva de que, sendo pobre, o clube de futebol é a única coisa que nos resta e fará sentir que importamos ou que somos bons. Dá que pensar!!!

sexta-feira, março 10, 2006

E que tal um DVDzito para o Natal?

Para todos aqueles que estiveram hoje a ver o maravilhoso directo da coroação de El Rei Cavaco Silva I, Rei de Portugal e Boliqueime, e ficaram com aquela sensação de quem gostou e quis chorar por mais, poderá ver os seus desejos realizados este próximo Natal com a distribuição de um DVDzito da efeméride. Como tal, os que anseiam pelo DVD, podem parar de se autoflagelar com a retoma económica e despir os fatos de borracha tipo confiança institucional e esperar pelo Natal.
Pessoalmente gostei daquela imagem da família Cavaco de mão dada a caminho do Palácio de Belém, parecia a família feliz, só faltava o palhaço Ronald da MacDonald´s. Que momento feliz de televisão ver o nosso grande timoneiro da rota da retoma económica, ou lá o que isso valha porque eu não tenho paciência para esses desvaneios esquizós desta velha carcaça de Boliqueime, acompanhado da sua família de mãos dadas após aquele protocolo Estalinista com laivos de desfile militar Norte-Coreano que as televisões proporcionaram ao lamberem tanto o sapatinho de verniz do PR. Nunca antes foi visto tamanho aparato só faltando as tias do Santana Lopes para colorir ainda mais a festa.

quinta-feira, março 09, 2006

Amanhã é o primeiro dia do resto da tua vida

Música de Jorge Palma? Antes fosse mas não o é, aliás, nem o poderia ser pois, o dia de hoje, é o de coroação, perdão, tomada de posse de El Rei Dom Cavaco, Rei de Portugal e Boliqueime. Prometem-me que hoje não vou ter que levar com os comentadores de televisão insuspeitos vindos algures de um Diário de Notícias ou de um Expresso controlados pela doce e quase, extrema, direita? A forma cândida como os assuntos do país estão a ser levados às notícias são suspeitos. Quase que aposto que apartir de hoje termos como: Retoma e Confiança serão propagados pelas televisões de uma forma tão discreta que, como um elefante numa loja de cristais, irão atribuir isso a Cavaco Silva. Enfim, eu não sei dizem, são as minhas fontes que eu não revelo, a minha mania de dizer ou escrever aquilo que eu penso e que vejo sem pudor algum ao establishment. São Oliveirices!!!

domingo, março 05, 2006

Afinal quem é o Pedro e quem é o Lobo?

Dramas com um enredo intrincado é do gosto de muitos pela emoção que se gera em torno deles como também pela imprevisibilidade que se desfaz sempre no final com um desfecho moralmente feliz e educativo do estilo o amor vencerá sempre. Apesar disso, há histórias que são imutáveis, ou pelo menos, assim se pensava. Na história de Pedro e o Lobo, o falso alarme movido por Pedro é castigado com um final triste, e o Lobo, esse sim real, vê os seus ensejos levados àvante devido às mentiras de Pedro. Na história da gripe das aves não creio que o vírus tenha vestido a pele do Lobo, e neste caso, os papéis invertem-se. Com o alarmismo pago e propagado pela comunicação social, os papéis invertem-se e aqui o Lobo é quem faz o falso alarme e é Pedro quem leva os seus ensejos àvante. É transmitida a sensação de pânico apesar de, no terreno, esse pânico ser muito relativo mas mesmo assim continua-se a veicular suposta informação e levando àvante o intento de instalar o pânico e vender vacinas.
Esta parábola que é a história de Pedro e o Lobo poderia servir para reflectirmos acerca dos limites que existem, ou poderão existir, na difusão de informações baseadas em acontecimentos que podem muito bem ser não-acontecimentos. Mesmo assim, há reportagens feitas acerca da suposta escravatura prepertada por holandeses a portugueses e que baralham um pouco os papéis sendo, numa primeira vista, a atribuição do papel de Lobo dada aos Holandeses. No entanto, os jornalistas portugueses esqueceram-se de referir que, os Portugueses que são sujeitos à exploração vil no local de trabalho, são aliciados por "empresas" sediadas em Portugal e geridas por Portugueses também. É importante referir que os casos de exploração/escravatura registados na Holanda são graves mas por cá, a culpa, também deveria ser distibuída pelas empresas que aliciam e pelo Governo Holandês. Um dos aspectos mais infelizes em torno desta história é o pormenor das reportagens que são feitas acerca deste problema focarem, de uma forma injusta até um certo nível, um aspecto xenófobo e exploratório exclusivamente Holandês/Turco. Os reportéres Portugueses deveria começar por investigar quem levou esses Portugueses para a Holanda mas como temos a comunicação social que temos, é mais fácil lançar o rumor infundado e opaco do que a pura e cristalina verdade sobre todas a suas vertentes e implicações levantada por uma investigação jornalística séria e independente. De certa forma, é mais proveitoso explorar o possível embaraço político do Governo Português do que investigar o problema na sua raiz.

Já agora, o Lobo está para chegar em breve e é de Boliqueime!!!

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Antes sê-lo do que parecê-lo

Devo confessar que não sou um fã convicto do Carnaval, aliás, para mim, o Carnaval tem um aspecto positivo e um aspecto negativo. O lado positivo é que é feriado e sempre dá a possibilidade de minorar os efeitos perversos de uma segunda-feira, o lado negativo é o facto de ter que gramar com os foliões cada vez que quero ir beber um copo seja lá onde fôr. Desnecessário será dizer que não vou muito na conversa de me mascarar não vendo até qual é a piléria de tal acto. Qualquer das vias, ontem, dei por mim mascarado sem que o estivesse, ou melhor, algumas pessoas, nomeadamente um individuo, acharam que eu era ou estava mascarado de agente da judiciária apesar de não estar mascarado. Numa banca que vende colesterol, perdão, junkfood ou lá o que é aquilo, chegou um individuo de etnia cigana e pôs-se a conversar comigo. Bastantes minutos mais tarde ele acerca-se de mim e diz : " Tá a verí um cigano e um agente da judiciária a falarem sem maldadí, não é bonito?!" e eu respondi: " É sim senhor mas é Carnaval e eu não sou da Judiciária."

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Glamour aéreo

Há formalismos e trajeitos sociais que me fazem confusão. Um desses formalismo é a mudança da nomenclatura das profissões na Admnistração Pública, ou seja, no meu tempo de escola haviam contínuas, actualmente, há auxiliares de educação como se isso trouxesse um véu de Glamour ou de motivação adicional para quem desempena estas funções de auxiliar de educação apesar de fazer o mesmo que antigamente como contínua. Parece que há algum pudor na forma como se vêem algumas profissões muito dignas e que devem ser ostentadas com o orgulho na importância que têem para a sociedade onde vivemos. Os Almeidas ou homens do lixo são actualmente Técnicos de Higiene Pública apesar de não terem as qualificações, muitas das vezes apesar de haver excepções, para serem técnicos seja lá do que fôr. No entanto, a tarefa de remoção do lixo das cidades e vilas reveste-se de suma importância apesar de não ser reconhecida por muitas edilidades infelizmente. Experimentem estar uma semana sem que haja remoção do lixo para verem a importância que esta profissão tem para a sociedade, no entanto, quem executa estas funções é tido como um coitado, um desqualificado que não consegue melhor que aquilo. Nos antípodas da profissão de Técnico de Higiene Pública está a profissão de Hospedeira(o) das companhias aéreas que, apesar de desempenharem as funções de empregada(o) de mesa extremamente simpática(o) dentro de uma lata de sardinhas, são tidos em alta conta e perfaz o sonho de muitos jovens o ingresso nesta profissão. Apesar de serem profissionais, os(as)hospedeiras, com formação que vai muito além do simples acto de atendimento ao público, desempenham as funções que um empregado de mesa desempenha com menos de metade do Glamour que as(os) hospedeiras(os) têem.
Em Portugal liga-se muito ao formalismo do cargo em vez de se ligar ao desempenho e às funções a que cada cargo está obrigado a desempenhar e dessa forma, indubitavelmente, remunerar e reconhecer condignamente os profissionais que as desempenham. A forma como nos relacionamos com o trabalho tem que mudar radicalmente e os doutores e engenheiros terão que perceber que os títulos são bons para a Monarquia, vivemos numa república laica em que a única Igreja é o Desempenho eo Dinheiro o Objectivo.

domingo, fevereiro 19, 2006

Segundas Feiras

As segundas feiras são aqueles dias da semana que nos fazem lembrar que deveriamos ter tido mais um dia de fim de semana, pelo menos, e que o nosso chefe é realmente chato, especialmente à segunda-feira. Que tal uma sugestão para suportar melhor a segunda-feira? Talvez uma viagem diferente ou um passeio logo pela manhã consigam trazer essa dose extra de paciência para trabalhar à segunda-feira. Que tal um passeio de Ferrari 275 GTB em Paris? Vejam isto!

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Escola para Doutores e Engenheiros

Estou a frequentar um curso de Formação Profissional em regime Pós-Laboral juntamente com alguns coleguinhas doutores e engenheiros. De falta de simpatia e cordialidade não me posso queixar por parte dos meus colegas, no entanto, estes, são o espelho de uma sociedade que tarda a mudar. Os engenheiros pretendem um CAP ( certificado de aptidão profissional ) para assinar de cruz mais uns projectos, os outros estão lá porque enfim alguém os enviou para lá mas poucos são aqueles que realmente têm o gosto real, apesar de ser duro trabalhar de dia e estudar de noite, por aprender algo de novo. Não há aquela curiosidade nata em saber para que é que servem os conteúdos que lhes são veiculados, a não ser que alguém lhes diga da forma mais simples e óbvia possível como o fazer. Parece que as coisas são como elas são e nada deve mudar e as novas abordagens ao mundo do trabalho, algo vindo de um livro de fantasias onde só são possíveis, essas mudanças, lá.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Capitais

Não vos parece um pouco estranho essa mania que muitas autarquias têem em apelidarem-se capitais seja lá do que fôr? Paços de Ferreira é a Capital do Móvel, Torres Novas é a Capital dos Frutos Secos e Aljubarrota será a capital do quê? Das padeiras? e a Baixa da Banheira será a Capital das Banheiras? Para mais há município, como é exemplo o da Golegã, que faz gaúdio do facto de ser capital do Cavalo. E o Casal Ventoso é o quê?!
Esta mania atavista de ligar uma localidade a uma curiosidade ou facto histórico qualquer já vem do tempo da Ditadura Fascista. Numa altura em que se pretendia enaltecer o bem estar que supostamente existia, falar em capitais quase mundiais do móvel ou do vidro,por exemplo, é um argumento falacioso aos tempos de hoje. Enfim espero pela elevação da capital do penico ou do sexo que, por exemplo, pode ser Bragança já que foi alvo de notícia em jornais internacionais. Que lindo!! Venha a Bragança, a capital do sexo!!! havia de ser bonito!!!

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Allô presidente!!!

Não sei se já repararam mas actualmente já não se fala em crise na televisão. Como por magia, o discurso negativista desapareçeu, esvaneceu-se numa núvem de optimismo emergente. Quando Cavaco Silva tomar posse, imagino eu, começará o discurso da retoma económica, do tal oásis perdido na parte mais ocidental da Europa, esse Éden. Como em Portugal se vive cheio de coincidências, esta alteração no discurso das televisões não poderá ser mais do que uma mera coincidência.
O Timming das coisas neste país espantam-me, ou seja, eleição de Cavaco, OPA à PT. Belmiro de Azevedo e sus muchachos de volta à ribalta da política portuguesa, desta feita, sem ser nos bastidores, afinal tanto dinheiro investido numa candidatura tem que, forçosamente, ter os seus proveitos.
Em resumo, está desempregado? Não se afliga pois continuará desempregado mas cheio de esperança com o Novo Sebastião come tudo tudo!! Alegrem-se!! a Retoma está aí breve, em Abril em todos os lares portugueses, saíam à rua e festejem. Enfim se não levarmos estas coisas a rir não sei o que será de nós sinceramente.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Não me desenharás


Ok eu já sei que não poderei ir mais alguma vez ao Alentejo nem ao Vaticano.

Facilmente iriamos de encontro com a opinião que sustenta a publicação dos cartoons de Maomé como expressão de liberdade de opinião. Não creio que esse seja o argumento mais astuto, nem o mais razoável para pôr os pontos nos ís nesta questão.
O facto de termos liberdade de expressão por si só não desculpabiliza o facto de podermos desagradar alguém com desenhos ou caricaturas que possam, no entender dos visados, ferir as suas convicções. No entanto, o que existe na Europa é a possibilidade de, quem se sentiu lesado, manifestar o seu desagrado e repúdio pelos desenhos e caricaturas e pôr em causa o trabalho dos desenhadores ou caricaturistas. Temos também a possibilidade de escolher não ler uma determinada publicação porque não gostamos do teor desta, ou de, se sentirmo-nos lesados, processar a editora responsável. Em suma, os cartoons de Maomé foram a meu ver de mau gosto por serem discriminatórios, cheios de lugares comuns, preconceituosos, enfim, de péssimo gosto. O cerne da questão reside no facto de ser possível cá desenhar esses cartoons por haver liberdade de opinião e expressão, ao passo que, os que condenaram não gozam desse privilégio.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

A escolha

Sempre gostei de ler ou ouvir uma opinião incisiva, ou seja, uma opinião que vá direito ao coração da questão como uma espada no coração da besta. Um golpe directo de uma morte instantânea a uma questão que facilmente poderia perdurar, em agonia, por ser multifacetada mas que, por via de uma visão rápida e pragmática, foi atingida no seu ponto vital e debelada, o cerne da mesma. Esta semana foi marcada por vários acontecimentos entre os quais a tentativa daquele casal lésbico em ver reconhecido o seu casamento. Desde já devo endereçar as minhas saudações a esse casal pela coragem demonstrada ao aceitarem o desafio de perturbar o mar tranquilo da discriminação que existe em Portugal. Este post, no entanto, é uma reacção a um post do Adufe onde era feita referência da opinião que Pacheco Pereira tem acerca deste assunto e que, mais uma vez como homem de Direita que é, a meu ver, falhou rotundamente a estucada e o Besta continua em agonia.
Acerca do casamento entre homossexuais é fácil entramos numa conversa redundante do neo-conservadorismo, que alguns acusam os casais homossexuais, pelo facto de quererem utilizar essa velha e secular Instituição, o casamento, quando dispõem das Uniões de Facto em alternativa. �gua!!! Falhou um tiro num Porta-aviões! A questão fulcral em torno disto é a possibilidade de escolha, ou melhor, a inexistência dela pelo facto de se discriminar, Institucionalmente, uma opção sexual de dois cidadãos que têm igualdade de direitos com os demais. Quem tem uma visão de Direita acerca deste ou de outros assuntos, perdoem-me a generalização mas sou forçado cada vez mais a fazê-la, peca por cair incessantemente no “pecado� de julgarem os referenciais morais dos demais. Que eu, que sou Heterossexual, considere a Instituição Casamento como algo descontextualizado e por isso não queira alguma vez entrar nisso, é lícito, a mim que sou Heterossexual mas porque é que não será a alguém que, em igualdade de direitos consagrados na Constituição Portuguesa, não tem essa prerrogativa de escolher apenas pelo facto de ter uma opção sexual diferente? Será o meu referencial moral inculcável aos demais concidadãos? Seremos todos nós iguais? O Casamento, o que é? Velha Instituição Heterossexual assente nos votos de amor eterno entre duas pessoas de sexos diferentes e que por isso são monogâmicas a vida inteira? Será?! A escolha, a opção, essa sim deverá ser a Instituição que todos nós deveremos preservar porque, a outra, o Casamento, só lá vai quem quiser.

terça-feira, janeiro 31, 2006

É para amanhã

Muitas foram as vezes em que ouvimos falar acerca da urgência na tomada de medidas que visem o combate ao aquecimento global, pois, os efeitos deste, estão-se a sentir e irão sentir-se cada vez mais. Estou certo que na consciência da maioria das pessoas, esta urgência, é algo a pensar daqui a alguns anos, muitos pensam alguns, para ontem pensam outros. Eu vivo na parte norte do Distrito de Santarém, uma zona que, em tempos já lá vão, era um mar verde cheio de árvores. Actualmente vivo numa paisagem muito próxima, em algumas zonas é claro, a uma paisagem lunar e, para além do aspecto visual, não posso deixar de notar que os Verões estão a ser cada vez mais quentes e os Invernos mais secos e frios. A minha zona é, por norma, mais fria no Inverno do que Santarém e nota-se bem a diferença quando nos deslocamos a Santarém e depois voltamos à minha zona mas o facto é que as temperaturas em Santarém já chegaram aos níveis das temperaturas do Alentejo algo que não causa nenhum desprimor mas que, indubitavelmente, nos põe a pensar acerca do que foram os fogos florestais na última década e os efeitos que estes deixaram.
Lembro-me de em criança quando ia para a escola de brincar com o gelo que abundava nas poças a caminho da escola. Fazíamos das lascas do gelo discos voadores, todos os dias, todo o Inverno até quase as 11 horas da manhã. Actualmente, o gelo só mesmo até às oito da manhã e mesmo assim não é todos os dias e, com isto, podemos ver as alterações produzidas em 10 a 15 anos que, em termos climáticos, nem um mícron de segundo representa.
A questão ecológica e o Tratado de Quioto são, actualmente, a diferença entre a vida ou até mesmo a morte de muitas pessoas a nível global, vítimas de secas, furacões e outros desastres naturais causados pelo aquecimento global. Não é algo de propriedade exclusiva de alguns entusiastas do ambiente é, antes de mais e quanto antes, uma questão individual e prioritária. Há muitas coisas que podem contribuir para um relacionamento profícuo com o meio ambiente e uma dessas pequenas/grandes coisas é simplesmente isto:

1 Garrafa de água dentro do autoclismo

Não estou a brincar apenas estou, com isto, a exortar-vos para pouparem um litro de água potável por cada descarga de água que fazem através do autoclismo. Não se esqueçam que, Portugal poderá tornar-se um Deserto pelo caminhar desta carruagem desgovernada de desrespeito ambiental.

sábado, janeiro 28, 2006

Só uma palavrinha

SPOOORRTIIING!!!!! ATÉ OS COMEMOS CARAGO!!!

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Presidente novo, vida nova

Pois isto de termos um Presidente novo, apesar de calado e sem ideias, tem as suas repercussões. A velha piada do estilo " eu é mais bolos" tem os seus dias contados por entre os que não apoiaram e não querem apoiar o Cavaco, ou melhor, que não ligam Cavaco. Por que razão é que tem os dias contados? Simples meus caros(as), é que agora temos uma Cavaca como Primeira Cavaca, perdão, Dama e se dissermos que nós é mais bolos poderemos induzir alguém em erro fazendo pensar que apoiamos a Cavaca. Realmente sempre achei que a Cavaca, à semelhança da Arrufada, sempre foram uns bolos menosprezados mas daí até à Presidência cum raio não é preciso tanto!!!
Esta história da Pastelaria atacar de assalto Belém não vem de agora, vejam o anterior Presidente que era um autêntico Pastel.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Armários

Não sei se por masoquismo ou por pura diversão sintonizei o Rádio na TSF, essa que foi em tempos insuspeita, e pus-me a ouvir o fórum TSF na passada segunda-feira. Claro está que, com a vitória das televisões nacionais, perdão, do Cavaco e da Cavaca Silva, os desgraçados dos fachozitos emergiram dos mais recôndidos buracos infectos das velhas tradições seculares Portuguesas e de um Império perdido e vociferaram as mais belas intervenções tasqueiras sem desprimor aos Tascos é claro porque, assim como assim, ainda há tascos de qualidade. Um a um, os fachozitos vão saindo da casca e vão aparecendo, como foi exemplo, o Presidente do Conselho de Admnistração do BES, aquele banco que está/não sei se continuará a ser/ou ainda encontrar-se-ão mais uns decretos nas mesas daquele banco, a ser investigado pela comissão da concorrência por uma ou outra coincidência. No meio de toda esta desgraça, sim porque conseguimos eleger o nosso George Bush, há uma esquerda que se degladia entre si para saber quem é que é o paladino da verdade de imaculada Esquerda, essa é a verdade e, como resultado disso, está uma eleição de um candidato de Direita, preparada à dois anos atrás, sem que houvesse qualquer tipo de intervenção da Esquerda. É dessa Esquerda que estou a falar Tiago e não a Esquerda das pequenas conjecturas e do canibalismo. É complicado mas tem que ser, o facto é que, apesar de não gostar, o PS é necessário na Esquerda, bem como, o PS, necessita da esquerda porque, mal ou bem, o PS, é o mal menor entre um PSD e um PS. Acima de tudo é necessário uma nova classe política em Portugal, mesmo sem gravata, mas que ganhe e que se junte numa plataforma de esquerda que nos salve do neoliberalismo instalado na Europa e no mundo.
É necessário para uns casos sair do armário e para outros entrar no armário e não sair nunca mais dele.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

O Lado postivo da coisa toda

Temos que ver as coisas pelo lado mais positivo. Agora que o Animal Cavaco Silva, esse grande amador da política nacional, é Presidente da República, temos a chance de escrever muito acerca das baboseiras que ele diz à razão de cada vez que este abre a boca. De facto, a eleição de Cavaco Silva, trouxe mais confiança ao sector económico, a indústria do Humor em Portugal não poderia estar mais satisfeita com a eleição de Cavaco Silva, a quantidade de material que se espera de Cavaco Silva é enorme e entusiasmante.