segunda-feira, maio 22, 2006

Teste Kafka

Se para alguns, as medidas anunciadas pelos políticos, parecem algo metafórico e pleno de fantasias dignas de um livro de duendes e monstros numa terra que não existe, pois então, deverão olhar atentamente para o trabalho que está por detrás da elaboração de um plano de reorganização Institucional para compreenderem o que é possível fazer, bem como, o prazo a atribuir para a concretização dos planos. Neste caso, dou o exemplo do que está a ser a utilização do teste kafka para avaliar as necessidades e amplitude das mediadas correctivas a implementar futuramente. Para os mais péssimistas vou dar-vos o link para o teste kafka aplicado à Função Pública Belga porque se dissese que está a ser implementado na Bélgica, Reino Unido e em Portugal não acreditariam concerteza. Pois bem, o simplex está assente nas permissas desenvolvidas pelos planos de modernização da Função Pública Belga e Britânica e, ao contrário do que alguns pensam, o simplex não é obra e graça do governo Português. No entanto, e apesar de não serem os inventores, é de louvar a tomada desta medida que só peca por tardia.

domingo, maio 21, 2006

O muro

O muro de Berlim caíu mas outro, noutro continente, está a ser erguido. O muro que irá ser erguido na fronteira Mexicana com os Estados Unidos é polémico para muitos, para mim, o muro em causa não é polémico, aliás, endereço daqui os meus parabéns ao presidente Bush por esta iniciativa que permitirá que os Norte-Americanos fiquem do seu lado da fronteira e dessa forma não estraguem um país tão fixe como é o México. Só falta um muro no Canadá e outros dois na costa Atlântica e Pacífica e estaremos então, após isso, livres de ter que gramar com os Americanos fora de portas.

sexta-feira, maio 19, 2006

Pontaria

Sem querer estar a pôr em causa os motivos da greve da Função Pública marcada para hoje, não pude deixar de notar uma pequena particulariedade. Esta greve, à semelhança de muitas outras greves, foi marcada para uma sexta-feira. Ora, que mensagem pretendemos fazer passar para os demais com greves às sextas-feiras? Que pretendem lutar pelos direitos dos trabalhadores desde que haja também oportunidade para fazer um fim de semana prolongado?
Em Portugal, enquanto houver sindicatos que, em vez de se preocuparem com as condições de trabalho, progressão e avaliação do trabalho de todos os trabalhadores de forma a garantir promoções por mérito justas e merecidas e dessa forma, com propriedade, exigirem ao patronato melhores condições, assim não haverá algum respeito por estas acções desenvolvidas pelos sindicatos. De resto, salvo raras excepções, os sindicatos são braços políticos e tachos para alguns e nada mais do que isso. De estranhar não será a cada vez menor adesão dos trabalhadores aos sindicatos.

quarta-feira, maio 17, 2006

Por falar em bebedeiras Raúl

O Mundial de Futebol poderá trazer um motivo para alguns beberem até cair. E para o efeito, temos que continuar com o espírito competitivo mesmo com a nossa bebedeira ou com a dos outros. Experimentem este jogo!!!

terça-feira, maio 16, 2006

Campeonato do Mundo

O mundo em que vivemos afigura-se-nos de uma forma intelectualmente desonesta na forma em que nos ludibria com uma falsa sensação de segurança e prosperidade na vida através de um consumismo selvagem de todo o tipo de porcarias que ninguém precisa realmente e que nos escraviza, ou nós nos auto-escravizamos em torno disso. O facto é que a lógica batatal do mundo em que vivemos diz-nos que teremos que perder o nosso emprego ou trabalhar até à exaustão porque algures num país qualquer de terceiro mundo alguém é escravo, perdão, ganha 20 dólares por mês e nós ganhamos demasiado e deixámos de ser “produtivos�. Por vezes dou por mim a ter a sensação que vivemos numa colmeia gigante sem mobilidade social em que há uma maioria que nasce para obreiro(a), alguns para guerreiros e uma rainha. Só assim é que se pode viver fingindo que tudo o que nos rodeia é normal, vivemos dentro da história da Abelha Maia mas na versão de terror.
Após esta introdução espero que esteja criado um ambiente propício, da mesma forma que se acendem umas velas e coloca-se um bom vinho na mesa para um jantar mais especial, para vos falar acerca de um estudo que um Banco Holandês fez acerca do Mundial de Futebol na Alemanha. Desenganem-se aqueles que pensam que o estudo referido anteriormente seja acerca dos dividendos que o país organizador possa extrair do campeonato mas sim, espantem-se, é um estudo acerca das consequências para cada um dos países que participam com as suas selecções se conquistassem o título. Os resultados estão impregnados da lógica neoliberal que nos é impingida todos os dias pelos nossos governantes e desta forma, os resultados são hilariantes. Segundo o estudo realizado, a Alemanha, como está a recuperar da recessão económica, é o país ao qual mais convinha que vencesse o campeonato pois iria estimular o mercado interno através da euforia e consumo interno de produtos alusivos à selecção. Outro país que convinha mais que ganhasse o campeonato do mundo é a Itália que precisa de mais confiança interna para descolar para a recuperação económica. Quanto a Portugal, dizem os holandeses que fizeram o estudo, não convém que ganhe a bem da sua economia porque isso iria estimular o consumo interno aumentando as importações. Ora nada mais incorrecto quanto dizer que o facto de Portugal ganhar o Mundial que poderia ser prejudicial à economia pois, se conhecessem bem os Portugueses, saberiam que o que aconteceria seria o seguinte:

- Recorde de vendas das cervejeiras
- Recorde de vendas dos produtores de Vinho
- Recorde de audiências nas televisões
- Aumento de gravidezes fora do casamento e dentro também
- Uns dias de festa bem passados
- Ok, os chineses iriam vender muitas bandeiras com uns pagodes em vez dos castelos e depois?!

Ora como vêem o que aconteceria era estimular a produção Nacional.

domingo, maio 14, 2006

Época de incêndios

Começou a época oficial de incêndios. Mas o que é que quer dizer isto? Ok, a malta incendiária já pode deitar fogo à floresta porque já estamos preparados? A malta incendiária teve este tempo todo sem atear fogos porque estava no defeso? Mais uma vez vai iniciar-se a época em quese registam mais fogos mas, apesar do esforço, a prevenção e reflorestamento responsável foi deixado no bolso. Ficou muito triste a ver o meu país a arder.

quinta-feira, maio 11, 2006

Treinador do Benfica

Quanto ao próximo treinador para o Benfica, ou melhor, se eu fosse o próximo treinador do Benfica, eu daria bem conta do recado. Como? Simples, enquanto o Benfica não descesse de divisão não descansava.

segunda-feira, maio 08, 2006

Quase de propósito eu diria

Quase de propósito eu diria que, no fim de semana passado, veio à baila numa conversa com o Tiago uma série de mitos urbanos criados durante a Guerra Fria. Desde o mito em que algumas pessoas afirmavam conseguir ouvir emissões de rádio através do chumbo dos dentes a muitos outros mitos que, inclusivamente, levaram, na altura em que surgiram, a autênticas caças às bruxas e a linchamentos em alguns casos. O último mito é o dos Chemtrails que afirmam que os riscos de fuma deixados pelos aviões comerciais possam ser utilizados futuramente com armas químicas pois, os riscos deixados no céu, são químicos que formam autênticas estrelas artificiais que podem utilizadas para lançar, pelos EUA, uma guerra química contra a Europa ou qualquer outro bloco que se oponha à sua hegemonia. Digamos que nem tudo será um mito e a emissão de gases poluentes nos estratos superiores da atmosfera do nosso planeta são efectivamente um problema ecológico e não militar creio eu mas qualquer das vias para aguçar a vossa curiosidade aqui vão alguns links engraçados:

http://www.surfingtheapocalypse.com/conchem.html
http://nuke.visioncritica.org/
http://www.carnicom.com

domingo, maio 07, 2006

Guess who?

Adivinhem lá quem foi convidado a ingressar na EDP como consultor jurídico e aceitou, guess who? Quando saíu como Primeiro de Ministro de Portugal de um governo que, no mínimo, foi mediocre, seria de esperar que a sua imagem estaria desgastada ao ponto de, tão cedo, não haverem convites para nenhum cargo com alguma visibilidade. O facto é que, e para já desvendo o mistério dizendo que me refiro a Santana Lopes, em Portugal, mesmo sendo responsável por um executivo medíocre, uma câmara medíocre, um casino polémico e uns terrenos controversos na Feira Popular, há sempre espaço para um tachinho. Moral da história: Vai para a política, abotoa-te, está à vontade para seres incompetente ( sim porque se fores competente não precisas da política para nada) e depois alguém lembrar-se-á de ti para um tachinho à maneira. Assim vale a pena!!!

quinta-feira, maio 04, 2006

A crise

É curiosa a forma como as pessoas lidam com a crise. Se para todos, quase unanimamente, a crise está instalada, o facto é que isso não evita, nem pode, que malta adquira o telemóvel de última geração, ou então, que deixe de ir passar o fim de semana ao Algarve mesmo que para o efeito fiquem a bezerrar até ao verão com falta de dinheiro. Ao que restará do cordeiro sacrificial, o subsídio de férias já empenhado, será gasto numas farpelas com repelente de crise a preço de ouro saloio. Parece que a lógica reside no fluir na anuência da crise instalada fazendo crer que há formas diferentes desta crise se manifestar. Pelo sim, pelo não, mais vale, pensa a maioria da população, fazer parecer que a crise não nos afecta da mesma forma que a perdiz simula estar ferida para afastar os predadores do ninho.
Em conclusão, a crise Portuguesa deveria ter honras de um qualquer programa sobre os bichos. Neste caso seria, Homus Lusitanis, esse animal.

segunda-feira, maio 01, 2006

1º de Maio

Seria bom começarmos a reflectir bem o que será o trabalhador de amanhã e esquecermos os chavões da revolução industrial. Acima de tudo não levarmos o estado actual de coisas, pois este, não é normal nem tão pouco sustentável como a coisa mais natural e inevitável desta vida porque também não o é. A luta estará por um mundo livre e justo para todos os trabalhadores de todo o mundo.

quinta-feira, abril 27, 2006

Pequenos detalhes

Talvez seja novidade, ou talvez não, mas há uma legislação que obriga a todas entidades empregadoras, repito todas, a contratarem ou priovidenciarem exames médicos de aptidão a todos os funcionários que sejam admitidos ao serviço no prazo de até quinze dias após o início da prestação de trabalho. As multas por não efectuar esta obrigação são avultadas e a fiscalização do Estado aperta todos aqueles, ou quase todos ou só mesmo aqueles que são denunciados ou não representam um ferir de susceptibilidades nas forças locais, que prevaricam, o que eu acho bem a não por este pequeno detalhe. O Estado não faculta exames médicos de admissão a ninguém e está a prevaricar. Imaginem o que é ser-se autoado por não ter efectuado exames médicos de admissão por um funcionário público que representa um orgão que prevarica também, o Estado, e que não fez ele também o exame de admissão. São só pequenos detalhes!!!

terça-feira, abril 25, 2006

25 de Abril

Vai ser controverso o que vou escrever para alguns, para outros nem tanto. Relativamente ao 25 de Abril dá-me a sensação que está gasto e fora de uso, necessitamos de um novo 25 de Abril que, ao contrário do actual, não fique por fazer. No entanto, e enquanto não há um novo 25 de Abril, festejemos o actual e façamos votos para que nunca morra no nosso povo a vontade de se soltar das grilhetas do comesinho e costumeiro estar de coisas e privilégios de uma minoria podre que habita em Portugal.
Por fim resta-me desejar-vos um bom feriado e aconselho a audição do álbum de José Mário Branco intitulado "FMI" para clarificarem e reposicionarem bem as vossas ideias.

domingo, abril 23, 2006

Auspícios

Em vésperas de mais uma comemoração da Revolução de 25 de Abril, mais uma punhalada no coraçao do cravo. A operação Furacão que estava a investigar a fuga e fraude fiscal por parte de algumas Instituições Bancárias deu em quase nada, ou melhor, deu num preço. O Estado Português demoveu-se da aplicação das sanções criminais previstas para a tipologia de crime fiscal praticado desde que, as partes visadas, paguem o montante devido a título de impostos. Desta forma, o Estado Português, atribuíu um preço a ele próprio mas atenção, o Estado não está à venda para qualquer um. Somente os poderosos poderão licitar o Estado, e como tal, não vale a pena fazer uma vaquinha entre todos para comprar um pedacinho de Estado.

quinta-feira, abril 20, 2006

Os testes

Os testes são como as cerejas, vão sempre aparecendo aqui e ali e por cá também

quarta-feira, abril 19, 2006

Geminações

Nunca partindo do pressuposto que todas as geminações entre edilidades Portuguesas e edilidades estrangeiras, nomeadamente cabo-verdianas, sejam condundíveis com umas meras férias à conta do orçamento da Câmara Municipal, o certo é que por vezes podem ser confundidas como tal. Trocar galhardetes e colocar uma placa numa rua qualquer da edilidade em troca de umas férias é de uma solidariedade duvidosa e contra-producente. Em primeiro lugar estranho o facto de serem escolhidas as edilidades Cabo-verdianas somente em deterimento de outras edilidades de outros países de língua Portuguesa, não que as edilidades Cabo-verdianas não mereçam mas sim pelo facto de estarem em igualdade de circunstâncias com as demais, e como tal, a sua escolha, poderá ser confundida com um qualquer destino turístico à distância de uma placa de mármore e uma viagem à conta do orçamento. Claro está que as edilidades Cabo-verdianas não têm responsabilidade sobre este "pretexto" turístico de alguns autarcas mas podem exigir, e estão na sua obrigação exigir em troca, um verdadeiro intercâmbio cultural. Livros, comparticipação para construção de escolas e outras infraestruturas tão necessárias. Já agora, intercâmbio entre edilidades pode ser fora do litoral africano.
O que vai valendo é que ainda não se lembraram geminar uma edilidade qualquer Portuguesa com Porto de Galinhas, até ver. Aí sim é que a porca torçe o rabo.

sábado, abril 15, 2006

Bem me parecia

Segundo o Papa Piu Piu XVI estar ligado à Internet, durante esta época pascal, é um pecado. Assim, e atendendo a este juízo/alarvidade do Papa Piu Piu XVI, quem estiver a ler este post está a pecar. Quanto a mim, eu tenho o demónio no corpo porque veículo conteúdos para outros pecarem. Bem que me para que eu tinha o Demónio no corpo!!!
Já que tenho o demónio no corpo, deixo aqui uma recomendação, a tomar em conta. Deixem de pregar aquele desgraçado na cruz. Todos os anos pregam o desgraçado na cruz para ele ressuscitar passados três dias e ser novamente pregado na cruz no ano a seguir. Deixem o moço em paz!.

quarta-feira, abril 12, 2006

Itália

Sinceramente não consigo compreender como é possível que um individuo com Berlusconi consiga põr num arrepio uma nação inteira com a iminência de vençer umas eleições por uma décima. Não posso deixar de estranhar o facto de um individuo esguio como é o Berlusconi, e não digo esguio por ele ser magro muito pelo contrário, tenha uma votação tangencial para vençer as eleições em Itália por uma décima. Mas o que é que 49.7% do eleitorado italiano estará a pensar? Prodi vençeu estas eleições por uma décima percentual!!! É claro que fico satisfeito pela vitória de Prodi em deterimento de Berlusconi eu só não consigo perceber como é possível haver tanta confusão nas cabeças das pessoas entre Berlusconi ou qualquer outro político. É óbvio e de caras o que representa Berlusconi e o quão patético é este individuo mas será que as pessoas não vêm?
Nos Estados Unidos é a miséria que se conhece, em Itália foi Berlusconi, em França um Primeiro Ministro que incentiva a precaridade no emprego como forma de incentivar a criação de empregos para os mais jovens ( é no mínimo surrealista) na �ustria temos o Heider mas afinal o que é que se está a passar? Estaremos num gigantesco programa de apanhados e no final vem alguém dizer-nos que tudo não passou de uma brincadeira e que estamos a ser filmados? Espero que sim!!!

domingo, abril 09, 2006

Engenharia Futebolística

Há coisas que por muito que queiramos não deixam de ser coisas efémeras, ou devia ser assim, mas que alguns insistem em tornar algo envolto numa capa estranha de ciência “exacta�. Refiro-me ao futebol e aos seus comentadores nos rescaldos dos jogos em programas de televisão. Se há algo que não pode ser inteligível, isso concerteza, será um jogo de futebol. O que poderá haver de inteligível, e quando escrevo inteligível refiro-me ao interesse subjacente ao resultado do jogo e a influência que isso poderá ter no dia a dia de milhares de pessoas como algo passível de ser considerado inteligível, num jogo de futebol? Aparentemente deve haver algo para haverem comentadores em programas de televisão que nos brindam com uma visão holística de um jogo que consiste em pontapear uma bola para dentro de um espécie de caixa por 22 homens adultos que deviam já ter idade para ter juízo. Não pensem que não gosto de futebol, pelo contrário, adoro futebol e vibro com os jogos de futebol mas fico-me por aí. No entanto, parece que existem especialistas de futebol que, apesar de não terem qualquer formação académica na área de desporto, bombardeiam-nos com análises muy doutas de uma partida de futebol com expressões cabalísticas e trajectos linguísticos que só aos olhos dos mais frágeis de espírito se assemelham a algo minimamente inteligível. Referir-se a uma equipa num determinado jogo como tendo falta de textura a meio campo é algo que, no mínimo, é intelectualmente desonesto. No entanto, estes especialistas são um espectáculo dentro de um espectáculo pelo ridículo a que se prestam ao comentar jogos como quem está falar de algo que é importante para um país.
Tenho a tentação de comparar este fenómeno com uma particularidade muito portuguesa que é a de que em todo o Português há um pouco de médico, engenheiro e treinador de bancada. Se temos a mania que percebemos muito de obras ou de remédios e doenças porque não haveríamos de ser treinadores de futebol e discutir opções tácticas e discutir o sexo dos anjos em trono de um jogo de futebol? Os infindáveis comentários do Sr. Silva, reformado da função pública, num qualquer fórum da rádio dizendo que a derrota da sua equipa favorita no último jogo foi devida a uma conspiração alimentada pelo sistema.

domingo, abril 02, 2006

Navios

Por razões muito fortes é imperativo que eu escreva o seguinte:

Só um espírito jovem e puro poderá esperar que dois navios que se encontram em mar alto possam um dia atracar no mesmo porto.

Fonografias ou outros negócios exploratórios da música

Muito sinceramente custa-me aceitar o apelo que as empresas discográficas estão a fazer no sentido de não se piratear os discos. Será que pretendem proteger a ínfima parte que dão do proveito das vendas dos discos aos artistas que, com o seu talento, fizeram o disco? Será que ainda não perceberam que o futuro do negócio são as actuações dos artistas em palco e que, para o efeito, terão que apoioar artistas que saibam o que estão a fazer e reduzir consideravelmente os lucros exploratórios que têem? Vejam o exemplo dos Artic Monkeys que mandaram as editoras dar uma volta e disponibilizaram as suas músicas na net e irão lucrar com as actuações. É mais um negócio de pão de ló em que, alguém, é sustentado com o mesmo.

quarta-feira, março 29, 2006

Créditos a quem os merece

Fazer uma tese de mestrado num tema que não está muito desenvolvido, ou melhor, ainda com muitas ligações ao passado escolástico e, mesmo assim, perante três juízes de cátedra, conseguir um Muito Bom na defesa da tese de Mestrado é obra! Parábens Rui! és grande pá!

segunda-feira, março 27, 2006

Impressões ou evidências mais que certas

É minha impressão ou na maioria dos restaurantes portugueses o doce da casa leva sempre leite condensado, natas e café. O bife da casa é quase sempre algo a boiar em natas. A inovação é um ítem imprescindível para o êxito de um negócio e os restaurantes não são excepção, nem podem ser.

sexta-feira, março 24, 2006

A torção do apêndice caudal da fêmea porcina

Gostaria de colher as impressões daqueles que, em Portugal, são adeptos da expulsão pura e dura de todos os imigrantes ilegais agora que o Governo do Canadá se prepara para ordenar expulsão de mais de 10.000 Portugueses ilegais naquele país. São estas pequenas coisas que nos fazem pensar, ou deveria, acerca de muitas das coisas que pensamos e dizemos da boca para fora porque, indubitalvelmente, por vezes a porca torce o rabo.

terça-feira, março 21, 2006

TV Rural ou Ganza Rural

Se para alguns, conservadores de Direita é claro, é difícil compreender porque razão os EUA têm vindo a colher a animosidade de outros povos, especialmente daqueles que são "libertados" pelos EUA, para muitos felizmente isso não é espanto nenhum. A forma extremista como os EUA tentam impingir os seus valores e crenças sobre os restantes povos é conhecida e nefasta, disso não há dúvida, a não ser na cabeça dos conservadores de Direita que ainda não conseguiram compreender o porquê ( começo a temer pela sanidade deles). A última pérola do Ultraconservadorismo primitivo dos EUA tem a ver com este Sr. responsável pela campanha pela legalização da Marijuana que, por via da perseguição movida pela DEA ( a Judite lá do sítio) teve que se refugiar no Canadá. Como se não bastasse, a DEA, está a enverdar esforços no sentido de tentar a extradição deste Norte-americano que, segundo eles, é responsável pelo maior tráfico de marijuana através da fronteira Canadiana. Nada seria de espantar se o senhor em causa não tivesse apenas uma loja que vende artigos de marijuana e sementes da planta, perfeitametne legal no Canadá, esse país civilizado, e estivesse a desafiar o DEA Norte-americano com este site e uma campanha pela legalização da Marijuana.
Se a questão da legalização das drogas é controverso eu aceito, o que eu não aceito é um país como os Estados Unidos que vende armas nas secções de desporto de um qualquer supermercado, estar a dar "lições" de moral aos demais ao tentar "elucidar" os demais acerca dos malefícios que representa a representação maciça de Marijuana ao pessoal, sim porque se vender Marijuana é tráfico, vender vinho ou cerveja também é!!! The land of the free pois pois.

sexta-feira, março 17, 2006

Dá que pensar

Dá que pensar este movimento em torno do futebol e como, este movimento, consegue atrair e mobilizar pessoas e mentes. Em Portugal a participação cívica muitas das vezes é escassa, muito á quem do que seria desejado, no entanto, quando se fala acerca de clubes de futebol o cenário muda radicalmente. Num momento a crise que que vive aninhada nos lábios de todos os Portugueses em amenas cavaqueiras de café, foi silenciada e desprezada quando o Benfica ganhou o encontro frente ao Liverpool. Por momentos, neste caso horas, os bilhetes para o encontro frente ao Barcelona esgotaram e a crise, essa tal coisa que vive aninhada nos lábios de todos os Portugueses, foi esquecida. Do outro lado da Segunda Circular houve a tentativa de se realizar uma assembleia geral de sócios que não foi realizada em virtude do número de participantes ser manifestamente superior à lotação das instalações para onde foi marcada a assembleia. Estranho tudo isto apesar de eu próprio ser adepto do futebol pois, no caso da assembleia do Sporting, a afluência, certamente, não teria sido essa se estivessemos a falar de uma assembleia da Junta de Freguesia local por muito importante que fosse o tema levado à discussão. Não quero com isto colocar-me em bicos dos pés e passar a mensagem de que, por não pactuar com este entusiamo tão marcado em torno do futebol, serei mais do que quem quer que seja pelo facto de não entrar nesses circos.
Este movimento em torno do futebol, com características endomórficas, que abafa toda e qualquer tentativa de mobilização da população em geral em torno de qualquer outra coisa que não o futebol, é estranho mas é explicável. Sempre se viveu o futebol na perspectiva de que, sendo pobre, o clube de futebol é a única coisa que nos resta e fará sentir que importamos ou que somos bons. Dá que pensar!!!

sexta-feira, março 10, 2006

E que tal um DVDzito para o Natal?

Para todos aqueles que estiveram hoje a ver o maravilhoso directo da coroação de El Rei Cavaco Silva I, Rei de Portugal e Boliqueime, e ficaram com aquela sensação de quem gostou e quis chorar por mais, poderá ver os seus desejos realizados este próximo Natal com a distribuição de um DVDzito da efeméride. Como tal, os que anseiam pelo DVD, podem parar de se autoflagelar com a retoma económica e despir os fatos de borracha tipo confiança institucional e esperar pelo Natal.
Pessoalmente gostei daquela imagem da família Cavaco de mão dada a caminho do Palácio de Belém, parecia a família feliz, só faltava o palhaço Ronald da MacDonald´s. Que momento feliz de televisão ver o nosso grande timoneiro da rota da retoma económica, ou lá o que isso valha porque eu não tenho paciência para esses desvaneios esquizós desta velha carcaça de Boliqueime, acompanhado da sua família de mãos dadas após aquele protocolo Estalinista com laivos de desfile militar Norte-Coreano que as televisões proporcionaram ao lamberem tanto o sapatinho de verniz do PR. Nunca antes foi visto tamanho aparato só faltando as tias do Santana Lopes para colorir ainda mais a festa.

quinta-feira, março 09, 2006

Amanhã é o primeiro dia do resto da tua vida

Música de Jorge Palma? Antes fosse mas não o é, aliás, nem o poderia ser pois, o dia de hoje, é o de coroação, perdão, tomada de posse de El Rei Dom Cavaco, Rei de Portugal e Boliqueime. Prometem-me que hoje não vou ter que levar com os comentadores de televisão insuspeitos vindos algures de um Diário de Notícias ou de um Expresso controlados pela doce e quase, extrema, direita? A forma cândida como os assuntos do país estão a ser levados às notícias são suspeitos. Quase que aposto que apartir de hoje termos como: Retoma e Confiança serão propagados pelas televisões de uma forma tão discreta que, como um elefante numa loja de cristais, irão atribuir isso a Cavaco Silva. Enfim, eu não sei dizem, são as minhas fontes que eu não revelo, a minha mania de dizer ou escrever aquilo que eu penso e que vejo sem pudor algum ao establishment. São Oliveirices!!!

domingo, março 05, 2006

Afinal quem é o Pedro e quem é o Lobo?

Dramas com um enredo intrincado é do gosto de muitos pela emoção que se gera em torno deles como também pela imprevisibilidade que se desfaz sempre no final com um desfecho moralmente feliz e educativo do estilo o amor vencerá sempre. Apesar disso, há histórias que são imutáveis, ou pelo menos, assim se pensava. Na história de Pedro e o Lobo, o falso alarme movido por Pedro é castigado com um final triste, e o Lobo, esse sim real, vê os seus ensejos levados àvante devido às mentiras de Pedro. Na história da gripe das aves não creio que o vírus tenha vestido a pele do Lobo, e neste caso, os papéis invertem-se. Com o alarmismo pago e propagado pela comunicação social, os papéis invertem-se e aqui o Lobo é quem faz o falso alarme e é Pedro quem leva os seus ensejos àvante. É transmitida a sensação de pânico apesar de, no terreno, esse pânico ser muito relativo mas mesmo assim continua-se a veicular suposta informação e levando àvante o intento de instalar o pânico e vender vacinas.
Esta parábola que é a história de Pedro e o Lobo poderia servir para reflectirmos acerca dos limites que existem, ou poderão existir, na difusão de informações baseadas em acontecimentos que podem muito bem ser não-acontecimentos. Mesmo assim, há reportagens feitas acerca da suposta escravatura prepertada por holandeses a portugueses e que baralham um pouco os papéis sendo, numa primeira vista, a atribuição do papel de Lobo dada aos Holandeses. No entanto, os jornalistas portugueses esqueceram-se de referir que, os Portugueses que são sujeitos à exploração vil no local de trabalho, são aliciados por "empresas" sediadas em Portugal e geridas por Portugueses também. É importante referir que os casos de exploração/escravatura registados na Holanda são graves mas por cá, a culpa, também deveria ser distibuída pelas empresas que aliciam e pelo Governo Holandês. Um dos aspectos mais infelizes em torno desta história é o pormenor das reportagens que são feitas acerca deste problema focarem, de uma forma injusta até um certo nível, um aspecto xenófobo e exploratório exclusivamente Holandês/Turco. Os reportéres Portugueses deveria começar por investigar quem levou esses Portugueses para a Holanda mas como temos a comunicação social que temos, é mais fácil lançar o rumor infundado e opaco do que a pura e cristalina verdade sobre todas a suas vertentes e implicações levantada por uma investigação jornalística séria e independente. De certa forma, é mais proveitoso explorar o possível embaraço político do Governo Português do que investigar o problema na sua raiz.

Já agora, o Lobo está para chegar em breve e é de Boliqueime!!!

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Antes sê-lo do que parecê-lo

Devo confessar que não sou um fã convicto do Carnaval, aliás, para mim, o Carnaval tem um aspecto positivo e um aspecto negativo. O lado positivo é que é feriado e sempre dá a possibilidade de minorar os efeitos perversos de uma segunda-feira, o lado negativo é o facto de ter que gramar com os foliões cada vez que quero ir beber um copo seja lá onde fôr. Desnecessário será dizer que não vou muito na conversa de me mascarar não vendo até qual é a piléria de tal acto. Qualquer das vias, ontem, dei por mim mascarado sem que o estivesse, ou melhor, algumas pessoas, nomeadamente um individuo, acharam que eu era ou estava mascarado de agente da judiciária apesar de não estar mascarado. Numa banca que vende colesterol, perdão, junkfood ou lá o que é aquilo, chegou um individuo de etnia cigana e pôs-se a conversar comigo. Bastantes minutos mais tarde ele acerca-se de mim e diz : " Tá a verí um cigano e um agente da judiciária a falarem sem maldadí, não é bonito?!" e eu respondi: " É sim senhor mas é Carnaval e eu não sou da Judiciária."

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Glamour aéreo

Há formalismos e trajeitos sociais que me fazem confusão. Um desses formalismo é a mudança da nomenclatura das profissões na Admnistração Pública, ou seja, no meu tempo de escola haviam contínuas, actualmente, há auxiliares de educação como se isso trouxesse um véu de Glamour ou de motivação adicional para quem desempena estas funções de auxiliar de educação apesar de fazer o mesmo que antigamente como contínua. Parece que há algum pudor na forma como se vêem algumas profissões muito dignas e que devem ser ostentadas com o orgulho na importância que têem para a sociedade onde vivemos. Os Almeidas ou homens do lixo são actualmente Técnicos de Higiene Pública apesar de não terem as qualificações, muitas das vezes apesar de haver excepções, para serem técnicos seja lá do que fôr. No entanto, a tarefa de remoção do lixo das cidades e vilas reveste-se de suma importância apesar de não ser reconhecida por muitas edilidades infelizmente. Experimentem estar uma semana sem que haja remoção do lixo para verem a importância que esta profissão tem para a sociedade, no entanto, quem executa estas funções é tido como um coitado, um desqualificado que não consegue melhor que aquilo. Nos antípodas da profissão de Técnico de Higiene Pública está a profissão de Hospedeira(o) das companhias aéreas que, apesar de desempenharem as funções de empregada(o) de mesa extremamente simpática(o) dentro de uma lata de sardinhas, são tidos em alta conta e perfaz o sonho de muitos jovens o ingresso nesta profissão. Apesar de serem profissionais, os(as)hospedeiras, com formação que vai muito além do simples acto de atendimento ao público, desempenham as funções que um empregado de mesa desempenha com menos de metade do Glamour que as(os) hospedeiras(os) têem.
Em Portugal liga-se muito ao formalismo do cargo em vez de se ligar ao desempenho e às funções a que cada cargo está obrigado a desempenhar e dessa forma, indubitavelmente, remunerar e reconhecer condignamente os profissionais que as desempenham. A forma como nos relacionamos com o trabalho tem que mudar radicalmente e os doutores e engenheiros terão que perceber que os títulos são bons para a Monarquia, vivemos numa república laica em que a única Igreja é o Desempenho eo Dinheiro o Objectivo.

domingo, fevereiro 19, 2006

Segundas Feiras

As segundas feiras são aqueles dias da semana que nos fazem lembrar que deveriamos ter tido mais um dia de fim de semana, pelo menos, e que o nosso chefe é realmente chato, especialmente à segunda-feira. Que tal uma sugestão para suportar melhor a segunda-feira? Talvez uma viagem diferente ou um passeio logo pela manhã consigam trazer essa dose extra de paciência para trabalhar à segunda-feira. Que tal um passeio de Ferrari 275 GTB em Paris? Vejam isto!

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Escola para Doutores e Engenheiros

Estou a frequentar um curso de Formação Profissional em regime Pós-Laboral juntamente com alguns coleguinhas doutores e engenheiros. De falta de simpatia e cordialidade não me posso queixar por parte dos meus colegas, no entanto, estes, são o espelho de uma sociedade que tarda a mudar. Os engenheiros pretendem um CAP ( certificado de aptidão profissional ) para assinar de cruz mais uns projectos, os outros estão lá porque enfim alguém os enviou para lá mas poucos são aqueles que realmente têm o gosto real, apesar de ser duro trabalhar de dia e estudar de noite, por aprender algo de novo. Não há aquela curiosidade nata em saber para que é que servem os conteúdos que lhes são veiculados, a não ser que alguém lhes diga da forma mais simples e óbvia possível como o fazer. Parece que as coisas são como elas são e nada deve mudar e as novas abordagens ao mundo do trabalho, algo vindo de um livro de fantasias onde só são possíveis, essas mudanças, lá.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Capitais

Não vos parece um pouco estranho essa mania que muitas autarquias têem em apelidarem-se capitais seja lá do que fôr? Paços de Ferreira é a Capital do Móvel, Torres Novas é a Capital dos Frutos Secos e Aljubarrota será a capital do quê? Das padeiras? e a Baixa da Banheira será a Capital das Banheiras? Para mais há município, como é exemplo o da Golegã, que faz gaúdio do facto de ser capital do Cavalo. E o Casal Ventoso é o quê?!
Esta mania atavista de ligar uma localidade a uma curiosidade ou facto histórico qualquer já vem do tempo da Ditadura Fascista. Numa altura em que se pretendia enaltecer o bem estar que supostamente existia, falar em capitais quase mundiais do móvel ou do vidro,por exemplo, é um argumento falacioso aos tempos de hoje. Enfim espero pela elevação da capital do penico ou do sexo que, por exemplo, pode ser Bragança já que foi alvo de notícia em jornais internacionais. Que lindo!! Venha a Bragança, a capital do sexo!!! havia de ser bonito!!!

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Allô presidente!!!

Não sei se já repararam mas actualmente já não se fala em crise na televisão. Como por magia, o discurso negativista desapareçeu, esvaneceu-se numa núvem de optimismo emergente. Quando Cavaco Silva tomar posse, imagino eu, começará o discurso da retoma económica, do tal oásis perdido na parte mais ocidental da Europa, esse Éden. Como em Portugal se vive cheio de coincidências, esta alteração no discurso das televisões não poderá ser mais do que uma mera coincidência.
O Timming das coisas neste país espantam-me, ou seja, eleição de Cavaco, OPA à PT. Belmiro de Azevedo e sus muchachos de volta à ribalta da política portuguesa, desta feita, sem ser nos bastidores, afinal tanto dinheiro investido numa candidatura tem que, forçosamente, ter os seus proveitos.
Em resumo, está desempregado? Não se afliga pois continuará desempregado mas cheio de esperança com o Novo Sebastião come tudo tudo!! Alegrem-se!! a Retoma está aí breve, em Abril em todos os lares portugueses, saíam à rua e festejem. Enfim se não levarmos estas coisas a rir não sei o que será de nós sinceramente.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Não me desenharás


Ok eu já sei que não poderei ir mais alguma vez ao Alentejo nem ao Vaticano.

Facilmente iriamos de encontro com a opinião que sustenta a publicação dos cartoons de Maomé como expressão de liberdade de opinião. Não creio que esse seja o argumento mais astuto, nem o mais razoável para pôr os pontos nos ís nesta questão.
O facto de termos liberdade de expressão por si só não desculpabiliza o facto de podermos desagradar alguém com desenhos ou caricaturas que possam, no entender dos visados, ferir as suas convicções. No entanto, o que existe na Europa é a possibilidade de, quem se sentiu lesado, manifestar o seu desagrado e repúdio pelos desenhos e caricaturas e pôr em causa o trabalho dos desenhadores ou caricaturistas. Temos também a possibilidade de escolher não ler uma determinada publicação porque não gostamos do teor desta, ou de, se sentirmo-nos lesados, processar a editora responsável. Em suma, os cartoons de Maomé foram a meu ver de mau gosto por serem discriminatórios, cheios de lugares comuns, preconceituosos, enfim, de péssimo gosto. O cerne da questão reside no facto de ser possível cá desenhar esses cartoons por haver liberdade de opinião e expressão, ao passo que, os que condenaram não gozam desse privilégio.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

A escolha

Sempre gostei de ler ou ouvir uma opinião incisiva, ou seja, uma opinião que vá direito ao coração da questão como uma espada no coração da besta. Um golpe directo de uma morte instantânea a uma questão que facilmente poderia perdurar, em agonia, por ser multifacetada mas que, por via de uma visão rápida e pragmática, foi atingida no seu ponto vital e debelada, o cerne da mesma. Esta semana foi marcada por vários acontecimentos entre os quais a tentativa daquele casal lésbico em ver reconhecido o seu casamento. Desde já devo endereçar as minhas saudações a esse casal pela coragem demonstrada ao aceitarem o desafio de perturbar o mar tranquilo da discriminação que existe em Portugal. Este post, no entanto, é uma reacção a um post do Adufe onde era feita referência da opinião que Pacheco Pereira tem acerca deste assunto e que, mais uma vez como homem de Direita que é, a meu ver, falhou rotundamente a estucada e o Besta continua em agonia.
Acerca do casamento entre homossexuais é fácil entramos numa conversa redundante do neo-conservadorismo, que alguns acusam os casais homossexuais, pelo facto de quererem utilizar essa velha e secular Instituição, o casamento, quando dispõem das Uniões de Facto em alternativa. �gua!!! Falhou um tiro num Porta-aviões! A questão fulcral em torno disto é a possibilidade de escolha, ou melhor, a inexistência dela pelo facto de se discriminar, Institucionalmente, uma opção sexual de dois cidadãos que têm igualdade de direitos com os demais. Quem tem uma visão de Direita acerca deste ou de outros assuntos, perdoem-me a generalização mas sou forçado cada vez mais a fazê-la, peca por cair incessantemente no “pecado� de julgarem os referenciais morais dos demais. Que eu, que sou Heterossexual, considere a Instituição Casamento como algo descontextualizado e por isso não queira alguma vez entrar nisso, é lícito, a mim que sou Heterossexual mas porque é que não será a alguém que, em igualdade de direitos consagrados na Constituição Portuguesa, não tem essa prerrogativa de escolher apenas pelo facto de ter uma opção sexual diferente? Será o meu referencial moral inculcável aos demais concidadãos? Seremos todos nós iguais? O Casamento, o que é? Velha Instituição Heterossexual assente nos votos de amor eterno entre duas pessoas de sexos diferentes e que por isso são monogâmicas a vida inteira? Será?! A escolha, a opção, essa sim deverá ser a Instituição que todos nós deveremos preservar porque, a outra, o Casamento, só lá vai quem quiser.

terça-feira, janeiro 31, 2006

É para amanhã

Muitas foram as vezes em que ouvimos falar acerca da urgência na tomada de medidas que visem o combate ao aquecimento global, pois, os efeitos deste, estão-se a sentir e irão sentir-se cada vez mais. Estou certo que na consciência da maioria das pessoas, esta urgência, é algo a pensar daqui a alguns anos, muitos pensam alguns, para ontem pensam outros. Eu vivo na parte norte do Distrito de Santarém, uma zona que, em tempos já lá vão, era um mar verde cheio de árvores. Actualmente vivo numa paisagem muito próxima, em algumas zonas é claro, a uma paisagem lunar e, para além do aspecto visual, não posso deixar de notar que os Verões estão a ser cada vez mais quentes e os Invernos mais secos e frios. A minha zona é, por norma, mais fria no Inverno do que Santarém e nota-se bem a diferença quando nos deslocamos a Santarém e depois voltamos à minha zona mas o facto é que as temperaturas em Santarém já chegaram aos níveis das temperaturas do Alentejo algo que não causa nenhum desprimor mas que, indubitavelmente, nos põe a pensar acerca do que foram os fogos florestais na última década e os efeitos que estes deixaram.
Lembro-me de em criança quando ia para a escola de brincar com o gelo que abundava nas poças a caminho da escola. Fazíamos das lascas do gelo discos voadores, todos os dias, todo o Inverno até quase as 11 horas da manhã. Actualmente, o gelo só mesmo até às oito da manhã e mesmo assim não é todos os dias e, com isto, podemos ver as alterações produzidas em 10 a 15 anos que, em termos climáticos, nem um mícron de segundo representa.
A questão ecológica e o Tratado de Quioto são, actualmente, a diferença entre a vida ou até mesmo a morte de muitas pessoas a nível global, vítimas de secas, furacões e outros desastres naturais causados pelo aquecimento global. Não é algo de propriedade exclusiva de alguns entusiastas do ambiente é, antes de mais e quanto antes, uma questão individual e prioritária. Há muitas coisas que podem contribuir para um relacionamento profícuo com o meio ambiente e uma dessas pequenas/grandes coisas é simplesmente isto:

1 Garrafa de água dentro do autoclismo

Não estou a brincar apenas estou, com isto, a exortar-vos para pouparem um litro de água potável por cada descarga de água que fazem através do autoclismo. Não se esqueçam que, Portugal poderá tornar-se um Deserto pelo caminhar desta carruagem desgovernada de desrespeito ambiental.

sábado, janeiro 28, 2006

Só uma palavrinha

SPOOORRTIIING!!!!! ATÉ OS COMEMOS CARAGO!!!

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Presidente novo, vida nova

Pois isto de termos um Presidente novo, apesar de calado e sem ideias, tem as suas repercussões. A velha piada do estilo " eu é mais bolos" tem os seus dias contados por entre os que não apoiaram e não querem apoiar o Cavaco, ou melhor, que não ligam Cavaco. Por que razão é que tem os dias contados? Simples meus caros(as), é que agora temos uma Cavaca como Primeira Cavaca, perdão, Dama e se dissermos que nós é mais bolos poderemos induzir alguém em erro fazendo pensar que apoiamos a Cavaca. Realmente sempre achei que a Cavaca, à semelhança da Arrufada, sempre foram uns bolos menosprezados mas daí até à Presidência cum raio não é preciso tanto!!!
Esta história da Pastelaria atacar de assalto Belém não vem de agora, vejam o anterior Presidente que era um autêntico Pastel.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Armários

Não sei se por masoquismo ou por pura diversão sintonizei o Rádio na TSF, essa que foi em tempos insuspeita, e pus-me a ouvir o fórum TSF na passada segunda-feira. Claro está que, com a vitória das televisões nacionais, perdão, do Cavaco e da Cavaca Silva, os desgraçados dos fachozitos emergiram dos mais recôndidos buracos infectos das velhas tradições seculares Portuguesas e de um Império perdido e vociferaram as mais belas intervenções tasqueiras sem desprimor aos Tascos é claro porque, assim como assim, ainda há tascos de qualidade. Um a um, os fachozitos vão saindo da casca e vão aparecendo, como foi exemplo, o Presidente do Conselho de Admnistração do BES, aquele banco que está/não sei se continuará a ser/ou ainda encontrar-se-ão mais uns decretos nas mesas daquele banco, a ser investigado pela comissão da concorrência por uma ou outra coincidência. No meio de toda esta desgraça, sim porque conseguimos eleger o nosso George Bush, há uma esquerda que se degladia entre si para saber quem é que é o paladino da verdade de imaculada Esquerda, essa é a verdade e, como resultado disso, está uma eleição de um candidato de Direita, preparada à dois anos atrás, sem que houvesse qualquer tipo de intervenção da Esquerda. É dessa Esquerda que estou a falar Tiago e não a Esquerda das pequenas conjecturas e do canibalismo. É complicado mas tem que ser, o facto é que, apesar de não gostar, o PS é necessário na Esquerda, bem como, o PS, necessita da esquerda porque, mal ou bem, o PS, é o mal menor entre um PSD e um PS. Acima de tudo é necessário uma nova classe política em Portugal, mesmo sem gravata, mas que ganhe e que se junte numa plataforma de esquerda que nos salve do neoliberalismo instalado na Europa e no mundo.
É necessário para uns casos sair do armário e para outros entrar no armário e não sair nunca mais dele.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

O Lado postivo da coisa toda

Temos que ver as coisas pelo lado mais positivo. Agora que o Animal Cavaco Silva, esse grande amador da política nacional, é Presidente da República, temos a chance de escrever muito acerca das baboseiras que ele diz à razão de cada vez que este abre a boca. De facto, a eleição de Cavaco Silva, trouxe mais confiança ao sector económico, a indústria do Humor em Portugal não poderia estar mais satisfeita com a eleição de Cavaco Silva, a quantidade de material que se espera de Cavaco Silva é enorme e entusiasmante.

Destilar um pouco de veneno

O Protótipo do eleitor que votou Cavaco é aquele que provavelmente poderemos apanhar algures num autocarro a dizer que no tempo da velha senhora é que era. Ou então, são aqueles que dizem que os comunistas e socialistas deram de mão beijada as colónias e que Angola ainda será nossa.
Devo pedir desculpa por este impropério de 50,6% dos eleitores Portugueses que elegeram um mono para Presidente da República.
A indústria do Bolo-Rei vai ter um boom enorme este ano. A nós é que nos vai calhar a cavaca, perdão, a fava!!!

Habemus Silva

Como dizia a CNN ontem à noite, o Conservador, Aníbal Cavaco Silva, foi eleito com 50.6% dos votos. Se, antes de mais, devemos felicitar os vencedores porque afinal ganharam, devemos também nunca nos esquecermos do porquê dessa vitória e a quem pertence esta vitória. Os Merceeiros e os empreiteiros venceram uma eleição para a qual tanto contribuíram com os milhões que investiram e é também, uma vitória de uma comunicação social que faz, ciclicamente quando o PSD ou um candidato do PSD está em eleições, a construção de uma imagem de vitória. Contudo, isto não explica tudo acerca da derrota da Esquerda Convencional com um singelo relampejo de um movimento de cidadãos alegres. Foi essencialmente uma derrota do Partido Socialista e não do seu eleitorado, foi a derrota de um Partido Socialista que tarda em renovar-se e libertar-se dos seus caciques.
Conseguimos eleger o nosso George Bush da política Portuguesa, ou seja, parafraseando Garcia Pereira na sua intervenção de ontem, chegámos ao grau zero da política em Portugal. Um candidato sem ideias e que não lê jornais foi eleito à primeira volta a soldo dos interesses económicos de alguns empresários Portugueses que insistem em ficar em Portugal mas que, a bem de Portugal, poderiam muito bem ir para a Holanda tal como prometeu um deles. Construiu-se um mito em torno de Cavaco Silva com o auxílio inestimável das televisões nacionais controladas pelo PSD, um mito sebastianino, de que Cavaco Silva irá agitar uma varinha mágica e fazer aquilo que não fez em dez anos de governo como Primeiro-Ministro.
Gostaria de salientar o papel que a comissão política do PS teve na eleição de Cavaco Silva. Fez nestas eleições o mesmo que nas eleições autárquicas, não ouviu as bases e não conseguiu perceber que até mesmo o seu eleitorado está farto de Pina Moura´s e Coelhones e outras figuras de uma classe política que está gasta, é necessário renovar. É também altura de reflectir acerca da Esquerda de todos os dogmas em torno desta. A capacidade de mobilização da Esquerda falhou escandalosamente, ao contrário daquilo que é o preconceito dos políticos de esquerda. É necessário mais e melhor e, acima de tudo, uma esquerda renovada ao centro e à esquerda.
Por fim não pude deixar de reparar na alteração dos padrões de comportamento do eleitorado durante a campanha, o avental e a caneta já não fazem o furor de antigamente e a comunicação social tem um papel mais relevante do que as caravanas na eleição de um qualquer candidato. As pessoas já não querem ouvir as ideias, isso é trabalho a mais parece-me que seja essa ideia que corre a cabeças dos eleitores, querem antes eleger uma figura, e nisso, Francisco Lousã lá terá que pôr uma gravata creio eu. Isto são os tempos de uma política ocidentalizada, uma política de imagem onde o sorriso e a expressão facial são mais determinantes na captação de votos de indecisos do que propriamente as ideias e os consultores de Marketing Político do PSD sabem muito bem disso.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Relógio à moda antiga, muito antiga por sinal

Já vimos relógios de corda do tempo dos nossos avós. Agora imaginem lá o que seria se não houvesse relógios de corda nem digitais e que, por requintes de malvadez, teria que se cravar um desgraçado qualquer para nos dar as horas desta forma.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Dominus roviscum

Se há uma regra inabalável na vida do Português médio, essa regra é, sem dúvida, mais vale parecê-lo do que sê-lo. Desde à séculos que os Portugueses vivem sob a batuta do catolicismo obscuro imposto pelos muy sapientes governantes que nos taparam os olhos e conduziram-nos como carneiros para o matadouro durante séculos a fio. De facto, a memória curta dos Portugueses só pode ser explicada através dessa lógica lusocatólica que permite os sábados no bordel e os domingos na missa. De alguma forma cada qual vive a sua vida prevaricando e invejando o próximo durante a semana com a reserva moral de que no Domingo, final derradeiro da semana, o perdão estava aí com uns balbuciantes exercícios de lábios e uns bons pares de joelhos postrados na lage fria. Neste cenário, aparece o Sr. Silva como o senhor prior numa paróquia conhecida pela devoção das suas gentes na santa cartolina, a que a pariu, e pelas suas putas, que as há e muitas por sinal. O Sr. Silva, com o seu asepcto austéro de quem comeu, bolo-rei, e não gostou, assume-se como a alternativa viável para continuar a parecêr-lo, antes demais do que sê-lo, não fosse a lógica falhar. Claro está que, esta falácia lógica do Sr. Silva entre o sê-lo e o parecê-lo não é entendível pelos paroquianos desta enorme e pia freguesia que é Portugal, é sim manobra dos senhores das mercearias que sufocam os paroquianos. Para quê tanta chatice em pensar ou recordar o que o Sr. Silva fez de mal a este país, o que importa é que, no sábado há bola, madame blanche e paróla. No domingo afaga esses olhos remelosos de pecado e álcool por digerir ainda e vai à missa botar o boto no Sr. Silva porque o que se quer é putas ao sábado e as irmãs ao Domingo.

Será isto um retrato muito desfazado do que poderá vir a suceder no próximo dia 22??? Espero bem que não, no entanto, Domingo é dia de missa.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Chefe mas pouco

Por vezes temos a ideia que alguém que vive alheado do que se passa no seu país está errado e, acima de tudo, desfazado. Atendendo às últimas notícias que nos revelam que há individuos que concorrem em eleições, que as ganham e que até têem umas contas na Suiça recheadas com uns dinheiritos ganhos aqui e ali de uma forma misteriosa, quem é que poderá censorar essas pessoas que vivem desfazadas quando, vista bem a situação, esse desfazamento é a garantia de alguma sanidade?
No tempo da PIDE, as escutas telefónicas eram práctica comum no controlo dosrevolucionárias e da normal e moral ordem das coisas. Actualmente, existem escutas, e cada vez mais, e estamos a proteger o quê? a Democracia? O Próprio Presidente da República que também foi alvo de escutas telefónicas? è caso para dizer que, o Presidente da República, é chefe mas pouco.

terça-feira, janeiro 10, 2006

Pretérito mais que perfeito

Já referi aqui algumas questões importantes que têem a ver com a construção ou distorção de uma ideia de nação. Volto desta feita à carga com um texto da autoria de Miguel Cardina que vem, a meu ver, a calhar devido às Presidenciais e também a um célebre debate promovido pelo programa da RTP 1, "Prós e Contras", em que a Dra. Filomena Mónica "brilhou" ( a ironia, a ironia). O atavismo, o preconceito básico e aristocratizante de alguns membros da nossa grande comunidade chamada Portugal, produziram estas marcas identitárias tão faladas e propagadas pelas membros das melhores famílias de Portugal já desde o tempo de Oliveira Salazar e, espantem-se, até aos tempos actuais. A ideia de um povo que é burro, inculto, ou melhor, mais burro e mais inculto que os demais povos europeus, a ideia de uma identidade originária no Norte de áfrica, bem como, uma idêntica identidade originária que alguns profetas atribuiem aos Celtas em Portugal, construíram desde sempre a resignação de imobilismo em relação aos que nos governam. De alguma forma, a maioria ainda espera por um Dom Sebastião revisitado e acha que alguém, sempre alguém, há-de fazer alguma coisa por eles.
Ontem no programa Prós e Contras, pela primeira vez, um político disse abertamente a verdade. O sistema de Segurança Social Português está falido. Sob apenas este aspecto o Ministro dasd Finanças esteve bem e demonstrou ser responsável. Perante isto, há que fazer um exame de consciência e ver se há alguma lógica nas seguintes situações:

  1. Protestar contra o Governo, ou governos, por causa da Educação neste país envergando um fato negro promovido como "Tradição" pelo regime do Estado Novo em que fazia-se crer que se pertencia a uma casta de intocáveis, advogando agora que o Ensino é para todos. Um traje académico, para além de inútil, é caro e marca também a diferença entre aqueles que podem dar umas massas valentes por um fato desses e os que não.
  2. Votar no individuo que, quando foi Primeiro Ministro, tinha um milhão de Euros por dia a chegar de mão beijada mas que nunca conseguiu modernizar o país e alterar o tecido produtivo do país. No tempo desta personagem nunca a Mercedes nem a BMW venderam tantas máquinas agrícolas como na altura. Gozem-se da Ponte Vasco da Gama e da Auto-estrada do Algarve
  3. Queixarmo-nos da crise quando se venderam mais automóveis de luxo o ano passado do que em qualquer outro ano. Quando há crise e as viagens de ferias no estrangeiro aumentam de ano para ano. Quando os artigos de luxo e desejo são os que verificam o maior aumento no volume de vendas em Portugal.

Pensem bem nisto e leiam bem o texto e vamos refazer, ou melhor, reinventar Portugal.

domingo, janeiro 08, 2006

Música

Não há forma de desmontar esta evidência. Quando conhecemos alguém começamos a extrair, instintivamente, dessa pessoa, impressões. Todavia, essas impressões poderão estar encerradas nas grilhetas dos lugares comuns e demais atavismos latentes nas diversas formas de preconceito. Tendo em conta isto procuro transmitir algumas das minhas preferências musicais, mais propriamente, o que ando a ouvir actualmente.

  • Interpol - "Antics"
  • Residents " Animal Lover"
  • Residents " Third Reich and Roll"
  • Gorillaz " Demon days"
  • Robert Wyath " Cockooland"

De facto, as preferências musicais não fazem uma pessoa, mas ajudam. Encerrar a possibilidade de conhecer ou dar-se a conhecer novas coisas apenas porque se está encerrado(a) num determinado estilo musical ou de vida é imobilismo intelectual. Que cinzenta que será a vida de quem não voa simplesmente.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Tugalândia

Cada vez mais tenho a convicção que é necessário reciclar muitas das mentalidades e formas de estar na vida de todos nós Portugueses. Portugal sempre foi um país em que a “elite� pouco produziu de si própria e muito copiou de outros. De certa forma, essa foi a estratégia para continuar a dominar os ensejos modernistas do país utilizando sempre a expressão “ lá fora é que é bom�. Nos antípodas desta questão residem aqueles que, impregnados de um atavismo cego e crónico, procuraram sempre defender as tradições deste país. Ora vejamos, o Fado não é síntese musical da música produzida em Portugal, Lisboa, a capital, não é único nem privilegiável cartaz turístico de um país macrocéfalo, com laivos de Primeiro Mundo vivendo, fora dos cartazes turísticos, num limbo entre o primeiro e o terceiro mundo. Portugal não é, acima de tudo, como disse Filomena Mónica, um país com um povo feio porque era atarracada a estatura média do povo. É acima de tudo, um gigante adormecido, quer em estatura, quer em valia e desenvolvimento. A todos aqueles que dizem que querem ir embora ou que este país não dá mais e que está à beira do colapso, eu digo, têem razão sim senhor, ide ide embora, em terra de cegos quem tem olho é Rei!!!
Por fim, gostaria de salientar um aspecto importante, que tem a ver com muito do que tem vindo a ser dito acerca do povo Português. O povo português é trabalhador quando motivado, disciplinado quando motivado, criativo quando necessário e empreendedor. Apesar disto, temos que aguentar, até ver, com uma burguesia pouco instruída e preguiçosa, um empresariado que é constituído em 73% por indivíduos com a 4ª classe, e uma aristocracia indolente e tesa que nem um barrote.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

2006

Agora que a comoção passou e o que resta dos festejos da chegada do Novo Ano é uma ressacazinha que teima em não desapareçer, há que olhar em frente e agarrar o ano que já iniciou. Como dizia Einstein: " O único sítio onde o sucesso vem antes do trabalho é no Dicionário" e como tal há que deitar mãos à obra de construir um bom Ano de 2006 e, atempadamente, planear o que for possível planear para estarmos preparados para todas as eventualidades. Eu tomei este conselho à risca e, como vou começar um curso de Higiene e Segurança no Trabalho, eu, precavido como sou, já tomei banho e tudo!!!

sábado, dezembro 31, 2005

FELIZ ANO NOVO

A todos um Feliz Ano Novo e que este vos traga tudo o que desejarem!!!



FELIZ ANO NOVO!!!

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Fim de ano

É sempre por esta altura que se fazem as contas do que aconteceu durante o ano que finda, e que, numa contagem decrescente morre. Pessoas juntam-se em festarolas, vulgo reveillon, e embebedam-se romanamente em orgias de álcool e sabe lá mais o quê a pretexto da vinda de um novo Ano cheio de esperança e com votos de prosperidade. É estranho todo este movimento em torno de uma data que se cria mas que poderia ser alterada, ou seja, na noite de 31 de Dezembro para 01 de Janeiro, aconteçe o mesmo do que nas restantes noites do ano, muda o dia. Sem querer ser demasiado pragmático em torno desta questão, o facto é que o Fim de Ano é simbólico/pretexto para festa. Este pretexto por si só não é grave, aliás, deveriam-se criar mais pretextos ao longo, pelo menos é o que eu faço. Assim, sendo o Final do Ano um pretexto para festa, eu, já devo ir no ano 2200 e tantos, para mim qualquer coisa é motivo de festa.
Em suma, a retrsopectiva e votos para um futuro melhor são construídas todos os dias do ano e é isso que nos impele. Entretanto, quanto a este pretexto que é o Fim de Ano desejo uma festa de arromba para todos e a entrada auspiciosa no novo ano que entra aí.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Ah pois é!!!

Agora que já estamos na ressaca do Natal e do cartão de crédito esgotado, há que seguir em frente rumo ao ano de 2006. E para o ano de 2006 nada como desejar saúde, pelo menos, a mesma saúde que o Pai de Júlio Iglésias teve enquanto foi vivo. Consta que, o pai de Júlio Iglésias, faleceu com a idade de 90 anos, no entanto, o insólito não foi este facto. O Insólito foi o facto de este ter falecido e ter deixado uma irmã a Júlio Iglésias com apenas ano e meio de idade, e mais, a segunda esposa do pai de Júlio Iglésias está grávida do segundo filho. Por isso meus amigos e amigas o que é preciso é saúde até aos 90 anos pelo menos.

Feliz Ano Novo de 2006!!!

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Pai Natal

Como em Portugal ainda se acredita no Pai Natal que há-de chegar para resolver crise que o país atravessa, num misto de Sebastião revisitado e Papá Noel bonzinho, faço aqui um apelo para esta quadra festiva. O Pai Natal só vem a quem se portou bem o ano inteiro e, mesmo esses, na maioria, já têem idade para saberem que o Pai Natal não existe, e que, Pai Natal somos todos nós porque temos que fazer por nós próprios, ninguém faz por nós. As sucessivas crenças num Sebastião que virá salvar o país dos males que o graçam é, ciclicamente, promovido pelas máquinas de Marketing político dos partidos do poder, e o povo, esquecido, vai lá a todas as eleições depositar o seu cheque em branco para todos aqueles que, em 30 anos, nada fizeram pelo país, ou pouco aliás.
Temos uma geração que cresçeu no Cavaquismo onde, a educação era alvo de chacota de todos, menosprezada e abandalhada. Qual será o espanto em saber que os jovens trintões portugueses se interessem mais pelo Big Brother do que propriamente em ler um livro por exemplo? Nenhum, simplesmente nenhum espanto, aliás, espanto seria se fosse o contrário. Adicionalmente a isto está o facto de esta geração ser essa massa enorme de indecisos que votam de acordo com o tipo de campanha e que, a nível de exigência para com os seus governantes, estão-se a borrifar.
Aproveitando a quadra festiva em que nos encontramos, desejo a todos vós um Feliz Natal. Pode ser que o Pai Natal exista e nos traga um presentinho bom que precisamos neste país, uma classe política séria e renovada!!

FELIZ NATAL A TODOS!!!!!

P.S. : Já agora na noite de Natal desliguem os exaustores não vá o Diabo teçê-las!

terça-feira, dezembro 20, 2005

Um barómetro por favor!!!

Eu nasci numa ex-colónia Portuguesa em �frica, mais propriamente Angola, no entanto, pelo facto de ter saído de Angola com um ano de idade, não tenho propriamente recordações do país onde nasci. Qualquer das vias, sempre vivi com as recordações que os meus pais e familiares trouxeram de Angola, bem como, com o estigma criado em Portugal em torno dos apelidados de retornados, termo mais lisonjeiro que o conhecido "branco de segunda". O facto é que, no seio dos que vieram de Angola, Mário Soares é persona non grata por ser inculcada neste a responsabilidade da perda de Angola. Sempre achei estranha essa teoria, e sem querer ilibar de culpas Mário Soares pelo processo de abandono de Angola, de que este fosse culpado de todo o processo. Numa altura em que Portugal se via na situação de país colonizável pelas potências da Guerra Fria, as ex-colónias, eram um fruto mais do que apetecido e, nos bastidores das "conversações" as peças do xadrez político movimentavam-se frenéticamente.
É um erro culpar-se apenas as autoridades Portuguesas da altura pelo processo de abandono que se verificou porque, sem margem para dúvida, este foi maneatado pelas potências da Guerra Fria numa luta pelo controlo geo-político de uma zona do globo extremamente rica. Fico com a sensação que alguns retornados ainda sonhavam com um país livre, Angola, com a convivência entre europeus e africanos sana e pacífica. Pensou-se isso antes da descolonização e alguns partidos independentistas, o MPLA por exemplo, tinham nas suas fileiras europeus que sonhavam com uma Angola livre e independente. O facto é que esse cenário não interessava às novas potências colonizadoras, EUA e URSS, e o processo de saída rápida de Portugal teve que ser feito. É necessário referir que nas negociações para a Independência de Angola o Partido Comunista Português teve um papel fundamental e decisório no abandono de Angola pelos Portugueses e consequente entrega do poder ao Partido menos expressivo em Angola, o MPLA. Quanto a Mário Soares, apesar de ter sido responsável pela ideia de uma transição rápida e com eleições entre os partidos independentistas contrariada pelos negociadores afectos ao Partido Comunista, se teve influência no desenrolar do processo, esta não foi a maior nem a mais decisiva, nas negociações os comunistas sempre foram condescendentes com as pretensões do MPLA, contrariando a estratégia oficial de Portugal. Culpados pela descolonização de Angola, ou melhor, pela forma como este se desenrolou apesar de ter vindo com vinte anos de atraso, foram: EUA, URSS, Rosa Coutinho, Salazar e Marcelo Caetano, no meio de isto tudo está também Mário Soares, pesa embora o facto de, na no top mais da lista o seu nome não constar em primeiro. Infelizmente, muitos portugueses que foram para Angola viveram uma quimera alimentada pelo Estado Novo que tinha que manter a sua presença em �frica para usufruir das riquezas das ex-colónias Portuguesas.
Por fim, a todos aqueles que ainda pensam com os pés, que é o mesmo que dizer, todos aqueles que ainda pensam que os retornados é que desgraçaram este país, devo dizer o seguinte:

  1. Se muitos têem reformas aos retornados o devem por estes terem feito descontos nas colónias para Portugal e não terem usufruído destas quando se reformaram. Tenho o exemplo de um falecido Tio meu que descontou durante 20 anos para a Segurança Social Portuguesa mas que, quando pediu a reforma já em Portugal, foi-lhe negada e só contou o tempo que descontou cá em Portugal.
  2. Se Portugal era, e ainda é um país cinzento e fatalista, com a vinda de todos os retornados, Portugal ficou sem dúvida menos cinzento com a alegria e horizontes abertos dos retornados.
  3. Se não fossem as colónias Portuguesas durante o regime fascista, em Portugal continental, teria-se morrido de fome.

Não se esqueçam, aprendam a viver a vida sem ficar amarrado ao que já não volta.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Direito de Pernada

A Câmara Municipal de Tomar instaurou uma comissão para descobrir legislação antiga, ainda em vigor, que lhe permita descartar-se de algumas responsabilidades e obter alguns benefícios. Tudo isto foi despoletado por uma disputa entre a Junta de Freguesia de Paialvo e a Câmara Municipal de Tomar, em que a Junta de Freguesia de Paialvo reclamava o custeamento das despesas de conservação do Pelourinho sito nessa freguesia pela edilidade. Em resposta a esta exigência, a Câmara Municipal de Tomar, recorreu a uma lei do tempo de Salazar para se isentar de responsabilidades. Entretanto, descobriram uma Lei que confere o Direito de Pernada ao Alcaide da Vila de Tomar, que é o mesmo que dizer o Presidente da Câmara, e que consiste no direito que esta Lei confere ao presidente da edilidade do concelho em dormir com todas as noivas que casem no concelho. O facto é que as leis enquanto não forem revogadas produzem eficácia e esta lei do tempo do reinado de Pedro I não é excepção. Resta saber se há, ou não, cumprimento da Lei, Lei é Lei!!!
Quem me dera ser Presidente da Câmara.....de Tomar é claro!

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Sonho com um Verão que há-de vir





Já a algum tempo que tinha vontade em ir visitar a Irlanda, não propriamente pelo seu clima tropical, mas, sobretudo, pelas pessoas que eu, sem lá ter ido alguma vez, estou em crer que sejam extremamente simpáticas e divertidas. Este é o meu sonho de um Verão que há-de vir.

Sugestões de Natal

Vou iniciar uma rubrica em que vos vou dar dicas para as prendinhas de Natal a oferecer a miúdos e graúdos. Quem nunca desejou ter no Natal um brinquedo fantástico? Toda a gente concerteza e agora imaginem a sensação que será uma criançola, ou até mesmo o papá, receber um lança rockets ou até mesmo um tanque de guerra completamente equipado, humm?!!! Pensam que é difícil? Pois não é nada difícil basta consultarem o catálogo que o Ministério da Defesa Russo tem a net e encomendar. Também temos vasos de guerra!!!

P.S: Se calhar há promoções em Janeiro!!!

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Mistérios Insondáveis

Há coisas que para mim são um mistério absoluto. Coisas que, por vezes, apesar de serem explicadas escapam completamente à razoabilidade pois, essas coisas explicadas, são do conhecimento geral de todos mas, todavia, as pessoas insistem a incorrerem nos mesmos erros de sempre. Os dados acerca da violência doméstica são negros em Portugal e também noutros países, no entanto, há um denominador comum. Em todos os casos de violência doméstica os maus tratos são reiterados e contínuos durante vários anos, ou seja, na generalidade, as mulheres vítimas de maus tratos só reportam estes casos após vários anos de abusos. Se por um lado se pode explicar esta situação pelo peso que a educação machista a que as gerações que cresceram antes e durante os anos setenta, por outro lado, não é explicável quando enquadrada em pessoas mais jovens e que são, sem dúvida neste aspecto, mais esclarecidas acerca do seu papel na sociedade, como mulheres, e quais as responsabilidades, direitos e obrigações enquanto parte de um casal. Devo salientar que a igualdade de tratamento entre homens e mulheres ainda não é o que deveria ser e que há muito a fazer, no entanto, já não estamos nos anos sessenta com o papel esclusivo de Fada do Lar dado à mulher, ou estamos?
De várias conversas que tenho tido com amigos e amigas que estão nesse imaculado e intocável estado matrimonial, com ou sem papéis, o que eu verifico é que as mulheres aturam muito mais impropérios e brigas do que propriamente os homens. Parece que para as mulheres o importante é agarrarem-se de unhas e dentes a um relacionamento que não é saudável mas que, segundo elas, é importante manter-se por uma questão de segurança. Segurança? o que é isto? Ter sempre alguém em casa quando se chega do trabalho mesmo que seja, invariavelmente, para se brigar sobre assuntos que não merecem ser discutidos quanto mais se brigar por causa disso? Há outro aspecto que é importante salientar que é o facto de as mulheres pensarem, ao mesmo tempo que os homens, que o facto de viverem juntos e haver "responsabilidades" poderá produzir alterações subtanciais ao seu parceiro para melhor. É certo que alguma coisa muda na nossa vivência quando vivemos juntos com alguém e viver com alguém é também um "jogo" de cedências implícitas mas que surgem de uma forma espontânea, e como tal, a vivência é possível e saudável. No entanto, quando ninguém pretende alterar a sua forma de ser, o relacionamento, não altera por si só, ou seja, é altura de se rever muito cuidadosamente toda a estrutura do relacionamento, o que é o mesmo que dizer, curtam enquanto durar porque está condenado a acabar violentamente se nos apercebermos disso tarde demais. Para piorar a situação e sem generalizar muito porque nem todos somos iguais felizmente, há quem pense que um filho poderá produzir as alterações no seu parceiro que o próprio realcionamento não conseguiu produzir. Resultado? Divórcio, filhos com pais a tempos espaçados e mulheres amarguradas com elas e com a vida.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

As coisas da vida

Sinceramente não consigo perceber aqueles que falam/opinam/aconselham/alvitram/desvendam etc etc... as coisas da vida. Será que ainda não perceberam que a felicidade está a 10 forwards de distância num qualquer mail com uma apresentação pirosa em Powerpoint? será que nunca receberam uma porcaria dessas? Gostava de saber quem é o(a) artista/artola/quem não tem nada que fazer/opinador/pessoa com um gosto muito duvidoso que faz aquelas apresentações pirosas. Se houver dinheiro envolvido nesta história de enviar fowards para centenas de pessoas com mensagens idiotas eu também quero aprender o ofício. Um dia destes meto a minha foto numa apresentação feita em Powerpoint com o NIB da minha conta e digo que sofro de uns ataques e que se depositarem qualquer coisinha na minha conta e, como não poderia deixar de ser, fizerem foward a pelo menos 10 pessoas que eu não as irei chatear a casa com uns ataques manhosos a espumar da boca.

Resoluções de Final de Ano

Aproxima-se a época do ano em que muitos de nós tomamos as resoluções de final do ano, ou seja, pensamos acerca do que sucedeu durante o ano que está a terminar e tentamos perspectivar o ano que vem. Eu também estou a equacionar que tipo de resoluções irei tomar para o final do ano. Tendo em conta alguns acontecimentos recentes, ou quase, da minha vida, aprendi que a vida tem que ser levada um dia de cada vez e, como tal, as próprias resoluções de final do ano vão contra tudo isso. Houve dois eventos que me marcaram bastante e moldaram a minha forma de olhar a vida, não interessam quais concretamente mas, de facto esses eventos esculpiram, em baixo relevo, a superfície de quem sou. Tomei uma abordagem nova à vida, ou seja, vivo o dia de hoje esquecendo o que foi o ontem e não pensando muito no amanhã. Irresponsabilidade poderão pensar alguns mas gosto de chamar isto sanidade. Apercebi-me que por cá, neste mundo “civilizado�, temos uma vida absolutamente estúpida e insípida, e eu, como os demais mortais, gostaria de apreciar mais a curta vida que temos por cá. Não posso viver atracado a eventos que se passaram, nem tão pouco, a aquilo que poderá ser o dia de amanhã. Assim a minha resolução para o final do ano é:

Não tomar resoluções algumas que sejam, viver a dia um dia após o outro e tentar tirar o máximo proveito de cada dia que nos é oferecido. Marcarei objectivos genéricos sem compromisso de resolução e viverei a vida, ou seja, quero ver a vida correr. Viajar, conhecer pessoas, conviver com pessoas e viver a vida tal como ela poderá ser….boa!!

Quanto a vós, desejo-vos o mesmo, curtam a vida!! Um dia de cada vez é claro!!!

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Debates

Já vi os dois primeiros debates entre candidatos à Presidência da República e o que, quanto a mim, melhor caracteriza os mesmos é a palavra fraco. A forma como estão a ser conduzidos os debates está a permitir o não debate de ideias. Neste cenário, Cavaco Silva, é o mais beneficiado por via do facto de ser o candidato que tem a noção mais vaga e desfasada do cargo e, consequentemente, menos ideias. Mário Soares afirmou isso ontem antes do debate e fê-lo de uma forma acutilante na medida em que, os debates, foram negociados entre os cinco principais candidatos, sendo a vontade de um candidato, Cavaco Silva, mais forte que a dos demais. Já referi que, ou pelo menos fiz entender, que a candidatura de Cavaco Silva goza do apoio de opinion makers no sentido de formularem a imagem de uma supercandidatura ao ponto de, em sondagens com 500 e poucas entrevistas válidas, darem a vitória mais que certa a Cavaco Silva. É conhecido, pelo menos aos mais atentos, que as Televisões nacionais pendem para uma determinada área política nacional e que, por coincidência digo jocosamente, o beneficiado desta situação é o PSD. É altura de pararmos e pensarmos bem se pretendemos continuar com este velho estar de coisas que nos deixou na ruína. A todos os que são de Esquerda a campanha também é de todos nós, independentemente do candidato, para fazer frente a esta manipulação baixa a que a opinião pública está a ser sujeita.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Tuganews

No outro dia é que reparei neste pequeno detalhe dos noticiários Portugueses. Todos os anos, por esta altura, há sempre uma notícia acerca da queda de neve na Serra da Estrela. Qual é a novidade? Todos os anos neva na Serra da Estrela, não é novidade nenhuma, no entanto, todos os anos temos que gramar com um skecth acerca da neve começou a cair na Serra da Estrela, acompanhada sempre é claro, por um turista nacional a deslizar encosta abaixo com um saco de plástico. Mas que raio de noticiário temos nós por cá? De facto, notícias há poucas e os jornalistas têm que "inventar" algumas notícias para encher a grelha.

sábado, dezembro 03, 2005

Macacos no Estádio

Ontem realizou-se o FC Porto - Sporting e a uma dada altura no jogo ouviram-se sons simiescos vindos de um sector das bancadas do Estádio do Dragão. Refiro-me a um momento do jogo em que Rogério, jogador do Sporting, se aproxima da linha lateral e é "presenteado"com um coro de Uhuh típico dos macacos. Depois de ter visto, ou melhor, ter ouvido isto, coloco a seguinte questão: Será que estavam macacos a verem um jogo de futebol? Espero bem que não!!
De resto o meu Sporting mostrou a Garra de Leão!!!

quarta-feira, novembro 30, 2005

Chouriços e Crucifixos

Comparar, como fez Ana Drago, um chouriço a um crucifixo, apesar de haver talvez outros exemplos menos chocantes, não é de todo inadmissível na medida em que, quer o chouriço quer o crucifixo, fazem parte do quadro iconográfico Português. A diferença reside no facto de um representar uma Instituição ainda demasiado poderosa, a Igreja, e o outro representar a cultura popular e gastronómica do país. Qualquer das vias não é essa a questão central, a questão aqui centra-se num Estado Laico com iconografia Católica, ou qualquer outra que seja, em Instituições Públicas do Estado. Não faz sentido a continuidade dos crucifixos nas escolas apesar de muitos alunos serem católicos, ou melhor, serem católicos culturais. Na lista possível de ícones a serem expostos nas escolas portuguesas estarão muitos no topo das listas de prioridades que não propriamente o crucifixo. Quer queiramos quer não, o Estado Português, é laico e assim deverá continuar. Havendo crucifixos nas escolas deverá haver também a Estrela de David e o crescente da religião muçulmana.

segunda-feira, novembro 28, 2005

A eleição dos cinco equívocos

Muito se tem falado acerca dos candidatos à Presidência da República e pouco se tem falado acerca do cargo que um dos candidatos ocupará quando fôr eleito. Entretanto, analisando o perfil dos candidatos, há que parar um pouco e pensar no perfil destes candidatos e encaixá-los no perfil de competências e raio de acção do Presidente da República. Atendendo a isto, dir-se-ia que o rei vai nú, ou seja, nenhum dos candidatos, em especial Cavaco Silva, se perfila como uma figura consensual dentro da política portuguesa e que, através dos poderes que tem, consiga manter a coesão e o normal funcionamento das Instituições.
O maior dos equívocos é Cavaco Silva, esse grande amador da política portuguesa, conseguiu criar em torno deste a ideia que salvará o país de um futuro incerto e que, ele, será o timoneiro de uma reviravolta que nem ele conseguiu concretizar durante 11 anos de governação, nem conseguirá concretizar com os poderes que poderá ter se eleito para Presidente da República. Então afinal quem ou qual o perfil que conseguirá ser um Presidente da República eficaz atendendo à competências do cargo? Certamente não a intransigência de Jerónimo nem a irreverência de Lousã. Manuel Alegre poderá ser, atendendo ao respeito que demonstrou pelas competências do cargo, um candidato aperfilado mas a poesia não está neste cargo nem tão pouco será uma figura consensual já que não o conseguiu ser no seio do seu partido. Mário Soares é uma figura respeitável e com créditos firmados mas, à semelhança de toda uma classe política europeia já gasta, servirá melhor no lado de fora a enviar os devidos recados à governação. Cavaco Silva é quanto a mim o maior dos equívocos porque não é consensual e conciliador, é um homem só que se regula por ele aninhando-se nele próprio e tornando-se impermeável às opiniões contrárias. Para mais é um perigo latente na medida em que já aflorou a possibilidade de alterar as competências do presidente da República, tornando Portugal num sistema presidencialista em que o presidente nunca se engana e raramente tem dúvidas, lembram-se?
Nisto o que há a fazer? Certamente evitar a vitória de um candidato de Direita com um discurso preparado de Esquerda não o sendo nem nunca o tendo querido ser. A esquerda terá que se unir e eleger um dos candidatos numa prespectiva do mal menor.

Deixo-vos a descrição e perfil de competências, à luz da Constituição Portuguesa, do Presidente da República

O Presidente da República é, a par da Assembleia da República, do Governo e dos Tribunais, um órgão de soberania (art.º 110.º, n.º 1, da Constituição), sendo o seu estatuto, forma de eleição e competências estabelecidos no Título II da Parte III da Constituição (art.ºs. 120.º a 146.º).
As suas funções constitucionais são fundamentalmente as de representação da República Portuguesa, de garante da independência nacional, da unidade do Estado e do regular funcionamento das instituições, sendo ainda, por inerência, Comandante Supremo das Forças Armadas (art.º 120.º).
O Presidente da República exerce as suas competências ao abrigo dos art.ºs. 133.º, 134.º e 135.º da Constituição, sendo que a prática de alguns actos é partilhada ou depende da audição de outros órgãos e entidades.
Dentro dessas vastas competências destacam-se, pela sua importância no conjunto dos poderes do Estado e no relacionamento com os outros órgãos de soberania:
- o Comando Supremo das Forças Armadas [ art.ºs. 133.º / p) e 134.º / a) ]
O Presidente da República exerce as funções de Comandante Supremo das Forças Armadas e nomeia e exonera, sob proposta do Governo, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas e os Chefes de Estado-Maior dos três ramos das Forças Armadas.
- a dissolução da Assembleia da República [ art.º 133.º/ e) ]
O Presidente da República pode, observados os limites temporais e circunstanciais do art.º 172.º, dissolver a Assembleia da República, o que implica a necessidade de convocação de novas eleições parlamentares (art.º 113.º, n.º 6) e, após a realização destas, a demissão do Governo [art.º 195.º, n.º 1, a)].
- a nomeação do Primeiro-Ministro [ art.º 133.º/ f) ] e a demissão do Governo [ art.º 133.º/g) ]
O Presidente da República nomeia o Primeiro-Ministro tendo em conta os resultados eleitorais (art.º 187.º, n.º 1) e nomeia os restantes membros do Governo sob proposta do Primeiro-Ministro [art.º 133.º, h)]. Pode, por outro lado, demitir o Governo quando tal se torne necessário para assegurar o regular funcionamento das instituições democráticas (art.º 195.º, n.º 2).
- a dissolução dos órgãos de governo próprio das regiões autónomas [ art.º 133.º/ j) ]
Os órgãos de governo próprios das regiões autónomas podem ser dissolvidos pelo Presidente da República, por prática de actos graves contrários à Constituição (art.º 234.º).
- declaração do estado de sítio ou do estado de emergência [ art.º 134.º / d) ]
O Presidente da República declara o estado de sítio e de emergência, ouvido o Governo e sob autorização da Assembleia da República (art.º 138.º, n.º 1).
- a declaração da guerra e feitura da paz [ art.º 135.º/ c) ]
Sob proposta do Governo e mediante autorização da Assembleia da República, o Presidente da República pode declarar a guerra em caso de agressão efectiva ou iminente e fazer a paz.
- a promulgação das leis, decretos-leis e decretos regulamentares e a assinatura dos restantes decretos do Governo [ art.º 134.º/ b) ]
O Presidente da República promulga ou assina e, consequentemente, pode recusar a promulgação ou assinatura de leis, decretos-leis, decretos regulamentares e restantes decretos do Governo, ainda que a possível recusa de promulgação das leis, decretos-leis e decretos regulamentares esteja sujeita aos limites temporais e condicionamentos previstos no art.º 136.º e nos art.ºs. 278.º e 279.º.
- a ratificação dos tratados internacionais e a assinatura dos decretos e resoluções que aprovem acordos internacionais [ art.ºs. 134.º/ b) e 135.º/ b) ]
No domínio das suas competências nas relações internacionais, o Presidente da República ratifica os tratados internacionais [ art.º 135.º/ b) ] e assina as resoluções da Assembleia da República e os decretos do Governo que aprovem acordos internacionais [art.º 134.º/ b)].
- a convocação do referendo [ art.º 134.º/ c) ]
O Presidente da República decide sobre a convocação do referendo cuja realização, nos termos do art.º 115.º, lhe seja proposta pela Assembleia da República (eventualmente com base na iniciativa de cidadãos) ou pelo Governo (art.º 115.º, n.ºs 1 e 2).
- a fiscalização preventiva da constitucionalidade [ art.º 134.º/ g) ]
Para além do poder de iniciativa que detém no domínio da fiscalização sucessiva (art.º 281.º, n.º 2) e da fiscalização da inconstitucionalidade por omissão (art.º 283.º), o Presidente da República pode requerer ao Tribunal Constitucional a apreciação preventiva da constitucionalidade de normas constantes de convenções internacionais ou de decretos que lhe tenham sido enviados para promulgação como lei orgânica, lei ou decreto-lei (art.º 278.º, n.ºs 1 e 4).
- a nomeação e exoneração de titulares de órgãos do Estado
O Presidente da República nomeia e exonera, em alguns casos sob proposta do Governo, titulares de importantes órgãos do Estado como sejam os Ministros da República para as regiões autónomas [art.º 133.º, l)], o Presidente do Tribunal de Contas e o Procurador Geral da República [art.º 133.º, m)], cinco membros do Conselho de Estado e dois vogais do Conselho Superior da Magistratura [art.º 133.º, n)].
- a nomeação dos embaixadores e dos enviados extraordinários [ art.º 135.º/ a) ]
O Presidente da República nomeia os embaixadores e os enviados extraordinários, sob proposta do Governo, e acredita os representantes diplomáticos estrangeiros.
- o indulto e comutação de penas [ art.º 134.º/ f) ]
O Presidente da República, ouvido o Governo, indulta e comuta penas.
- os poderes transitórios relativos a Macau e Timor Leste (art.º 292.º e art.º 293.º)
Enquanto o território de Macau se mantiver sob administração portuguesa, cabe ao Presidente da República praticar os actos e exercer os poderes previstos no estatuto do território (art.º 292.º, n.º 1), competindo-lhe, relativamente a Timor Leste, em conjunto com o Governo, praticar todos os actos necessários à realização dos objectivos da promoção e garantia do seu direito à autodeterminação e independência (art.º 293.º).
Durante o seu eventual impedimento temporário, o Presidente da República é substituído interinamente pelo Presidente da Assembleia da República (art.º 132.º) que não pode, todavia, praticar alguns dos actos previstos nas referidas competências do Presidente da República (art.º 139.º).
O Presidente da República preside ao Conselho de Estado que é o órgão político de consulta do Presidente da República (art.º 141.º) e designa cinco cidadãos para integrarem a composição deste órgão pelo período correspondente à duração do mandato do Presidente da República (art.º 142.º).
O Presidente da República preside ao Conselho de Ministros quando o Primeiro-Ministro lho solicitar [ art.º 133.º/i) ].

sábado, novembro 26, 2005

A propósito ainda da minha viagem a Moçambique, o que eu reti, em termos de ensinamento, foi o quão fúteis e mesquinhos são os nossos problemas do dia a dia no mundo ocidental. Vi uma expressão que resume toda a incongruência do nosso estilo de vida Europeu, completamente centrado no amanhã esquecendo completamente o presente, e daí, como seria de esperar, uma vida fútil e cinzenta que levamos sem saber bem porquê.

Eis a citação:

Uma vez perguntaram a Confúcio:"O que o surpreende mais na humanidade?"Confúcio respondeu:
"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para a recuperar. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro.Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido..."

sexta-feira, novembro 25, 2005

O padrão do meu cérebro

Your Brain's Pattern

You have a dreamy mind, full of fancy and fantasy.
You have the ability to stay forever entertained with your thoughts.
People may say you're hard to read, but that's because you're so internally focused.
But when you do share what you're thinking, people are impressed with your imagination.

Galaico-Português

Foi rejeitada a candidatura Luso-Espanhola para instauração do Galaico-Português como património imaterial da humanidade. Parece que não é nada de grave mas o facto é que se corre o risco de se verem desaparecidas tradições orais comuns à Galiza e Norte de Portugal. é conhecido o esforço que Franco fez para a total e completa obliteração da cultura Galega durante o seu periodo de Ditadura, bem como, já nos tempos da Democracia a negligência a que a língua e tradições galegas foram devotadas.
Da mesma forma que o a Inglaterra fez com que o galês desaparecesse quase completamente com a política do Welsh Not, actualmente a galiza poderá perder parte do seu legado cultural se nada for feito no sentido de preservar as tradições, ou pelo menos registar-las e dá-las a conhecer às gerações mais novas, e assim A Galiza e Portugal poderão perder um legado cultural comum. É muito importante para Portugal envedar esforços no sentido de dar a conhecer a cultura galega em Portugal pois, esta, é um legado comum não fossemos nós ao fim e ao cabo Galegos também.

Mulheres

O Talmud é um livro judeu, onde se encontram condensados todos os depoimentos, ditados e frases pronunciadas pelos Rabinos através dos tempos.Tem um que termina dizendo o seguinte:Cuida-te quando fazes chorar uma mulher, pois Deus conta as suas lágrimas. A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual, debaixo do braço para ser protegida, e do lado do coração para ser amada".
Concordo com isto mas porque é que Deus criou as sogras? Também são mulheres ou não?!

quarta-feira, novembro 23, 2005

Pequenas Verdades

A diferença entre os países pobres e os ricos não é a idade do país. Isto pode ser demonstrado por países como �ndia e Egipto, que têmmais de 2000 anos e são pobres. Por outro lado, Canadá, Austrália eNova Zelândia, que há 150 anos eram inexpressivos, hoje são países desenvolvidos e ricos.
A diferença entre países pobres e ricos também não reside nos recursos naturais disponíveis. O Japão possui um território limitado, 80% montanhoso, inadequado para a agricultura e criação de gado, mas é a segunda economia mundial. O país é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria-prima domundo todo e exportando produtos manufacturados. Outro exemplo é a Suíça, que não planta cacau mas tem o melhor chocolate do mundo. No seu pequeno território cria animais e cultiva o solo durante apenas quatro meses no ano. Não obstante, fabrica lacticínios da melhor qualidade. É um país pequeno que passa uma imagem de segurança, ordem e trabalho, oque o transformou na caixa forte do mundo.
A diferença também não está na inteligência dos nativos dos países ricos. Estudantes de países pobres que emigram para aqueles países conseguem resultados excelentes na sua formação. Executivos de países ricos que se relacionam com seus pares de países pobres mostram que não há diferença intelectual significativa.
A raça ou a cor da pele também não são importantes: imigrantes rotulados de preguicosos nos seus países de origem são a força produtiva dos países ocidentais ricos.
Qual é então a diferença?A diferença é a atitude das pessoas, moldada ao longo dos anos pela educação e pela cultura. Ao analisarmos a conduta das pessoas nos países ricos e desenvolvidos, constatamos que a grande maioria segue os seguintes princípios de vida:
1. A moral, como princípio básico.
2. A integridade.
3. A responsabilidade.
4. O respeito às leis e regulamentos.
5. O respeito pelo direito dos demais cidadãos.
6. O amor ao trabalho.
7. O esforço pela poupança e pelo investimento.
8. O desejo de superação.
9. A pontualidade.
10. A ordem e a limpeza.
11. Humildade para admitir os erros próprios e omissões.
Pesem um bocado acerca disto e iniciem o vosso dia.

SOS

Tiraram o meu mojo!!! Socorro!!!!

terça-feira, novembro 22, 2005

Exéquias fúnebres

O soldado Português morto no cumprimento do dever no Afeganistão chegou hoje ao aeroporto de Figo Maduro. No hangar, o caixão, no meio da plateia, devidamente sentados, estavam todos os generais e políticos e nos cantos, de pé, estavam os familiares e restantes amigos ou anónimos que foram prestar a devida homenagem ao soldado morto. Relevando uma insensibilidade atroz, a família do soldado português foi deixada num canto de pé enquanto os generais e políticos estavam sentados e, espantem-se também, nas exéquias fúnebres o Bispo Dom Januário dirigiu-se primeiro aos generais e políticos e somente no final fez uma pálida menção à família. É nojento a forma como de uma tragédia se cria uma oportunidade para aparecer em frente da televisão e assim tentar ganhar algum protagonismo.
Da minha parte as mais sentidas e sinceras condolências à família do falecido.

sábado, novembro 19, 2005

Emigrantes por cá

Tive a oportunidade, mais uma vez, de conversar com uma cidadã alemã que fixou residência em Portugal. O curioso da conversa foi saber o porquê desta mudança, ou seja, saber se era pelo motivo mais conhecido, o clima. De facto, o clima, é um dos motivos que levaram esta cidadã alemã e seu marido a saírem da sua Baviera Natal, no entanto, este não foi o único nem o mais importante segundo eles. Fartaram-se da vivência de um povo frio e insensível e de um sistema laboral que, ultimamente, tem vindo a perder privilégios com a adicional pressão crescendo de tom. Eles enfatizaram a questão da vivência entre os alemães ser má e que, segundo eles, fez com que virassem costas ao seu país. Em Portugal, reconheço que o país se encontra num estado caótico e que estamos a atravessar momentos muito complicados mas, a vivência neste país, ainda não me fez querer sair deste país, aliás, sair do país já foi minha vontade e continua a ser mas não por motivos de vivência entre as pessoas felizmente. Moral da história? Nem tudo é mau no nosso país e deviamos começar a agir para melhorar e não chorar pelo leite derramado.

quarta-feira, novembro 16, 2005

Frescura contagiante de Mário Soares


Mário Soares afirma que está fresco que nem uma alface e, coincidentemente, outras personagens da vida Portuguesa deixaram-se contagiar por esta frescura.

Venha daí a freguesia, temos um Quiz fresquinho!!

The Keys to Your Heart

You are attracted to those who are unbridled, untrammeled, and free.

In love, you feel the most alive when things are straight-forward, and you're told that you're loved.

You'd like to your lover to think you are optimistic and happy.

You would be forced to break up with someone who was emotional, moody, and difficult to please.

Your ideal relationship is lasting. You want a relationship that looks to the future... one you can grow with.

Your risk of cheating is zero. You care about society and morality. You would never break a commitment.

You think of marriage as something precious. You'll treasure marriage and treat it as sacred.

In this moment, you think of love as something you don't need. You just feel like flirting around and playing right now.

Por vezes dá-me para isto

Gostava de ser um ribeiro que nunca secasse no Verão. Despreocupado com o destino, corria livremente sem pensar para onde. De quem bebesse a minha água para saciar a sede eu não me preocuparia pois, assim como assim, alguma água restava para correr e a sede, essa, era saciada por mim.

sábado, novembro 12, 2005

Chicotada psicológica

Hoje está a realizar-se a procissão a Nossa Senhora de Fátima em Lisboa. Nas ruas milhares de populares acenam lenços brancos. Será que está iminente mais uma chicota psicológica?