domingo, abril 23, 2006
AuspÃcios
Em vésperas de mais uma comemoração da Revolução de 25 de Abril, mais uma punhalada no coraçao do cravo. A operação Furacão que estava a investigar a fuga e fraude fiscal por parte de algumas Instituições Bancárias deu em quase nada, ou melhor, deu num preço. O Estado Português demoveu-se da aplicação das sanções criminais previstas para a tipologia de crime fiscal praticado desde que, as partes visadas, paguem o montante devido a tÃtulo de impostos. Desta forma, o Estado Português, atribuÃu um preço a ele próprio mas atenção, o Estado não está à venda para qualquer um. Somente os poderosos poderão licitar o Estado, e como tal, não vale a pena fazer uma vaquinha entre todos para comprar um pedacinho de Estado.
quinta-feira, abril 20, 2006
quarta-feira, abril 19, 2006
Geminações
Nunca partindo do pressuposto que todas as geminações entre edilidades Portuguesas e edilidades estrangeiras, nomeadamente cabo-verdianas, sejam condundÃveis com umas meras férias à conta do orçamento da Câmara Municipal, o certo é que por vezes podem ser confundidas como tal. Trocar galhardetes e colocar uma placa numa rua qualquer da edilidade em troca de umas férias é de uma solidariedade duvidosa e contra-producente. Em primeiro lugar estranho o facto de serem escolhidas as edilidades Cabo-verdianas somente em deterimento de outras edilidades de outros paÃses de lÃngua Portuguesa, não que as edilidades Cabo-verdianas não mereçam mas sim pelo facto de estarem em igualdade de circunstâncias com as demais, e como tal, a sua escolha, poderá ser confundida com um qualquer destino turÃstico à distância de uma placa de mármore e uma viagem à conta do orçamento. Claro está que as edilidades Cabo-verdianas não têm responsabilidade sobre este "pretexto" turÃstico de alguns autarcas mas podem exigir, e estão na sua obrigação exigir em troca, um verdadeiro intercâmbio cultural. Livros, comparticipação para construção de escolas e outras infraestruturas tão necessárias. Já agora, intercâmbio entre edilidades pode ser fora do litoral africano.
O que vai valendo é que ainda não se lembraram geminar uma edilidade qualquer Portuguesa com Porto de Galinhas, até ver. Aà sim é que a porca torçe o rabo.
O que vai valendo é que ainda não se lembraram geminar uma edilidade qualquer Portuguesa com Porto de Galinhas, até ver. Aà sim é que a porca torçe o rabo.
sábado, abril 15, 2006
Bem me parecia
Segundo o Papa Piu Piu XVI estar ligado à Internet, durante esta época pascal, é um pecado. Assim, e atendendo a este juÃzo/alarvidade do Papa Piu Piu XVI, quem estiver a ler este post está a pecar. Quanto a mim, eu tenho o demónio no corpo porque veÃculo conteúdos para outros pecarem. Bem que me para que eu tinha o Demónio no corpo!!!
Já que tenho o demónio no corpo, deixo aqui uma recomendação, a tomar em conta. Deixem de pregar aquele desgraçado na cruz. Todos os anos pregam o desgraçado na cruz para ele ressuscitar passados três dias e ser novamente pregado na cruz no ano a seguir. Deixem o moço em paz!.
Já que tenho o demónio no corpo, deixo aqui uma recomendação, a tomar em conta. Deixem de pregar aquele desgraçado na cruz. Todos os anos pregam o desgraçado na cruz para ele ressuscitar passados três dias e ser novamente pregado na cruz no ano a seguir. Deixem o moço em paz!.
quarta-feira, abril 12, 2006
Itália
Sinceramente não consigo compreender como é possÃvel que um individuo com Berlusconi consiga põr num arrepio uma nação inteira com a iminência de vençer umas eleições por uma décima. Não posso deixar de estranhar o facto de um individuo esguio como é o Berlusconi, e não digo esguio por ele ser magro muito pelo contrário, tenha uma votação tangencial para vençer as eleições em Itália por uma décima. Mas o que é que 49.7% do eleitorado italiano estará a pensar? Prodi vençeu estas eleições por uma décima percentual!!! É claro que fico satisfeito pela vitória de Prodi em deterimento de Berlusconi eu só não consigo perceber como é possÃvel haver tanta confusão nas cabeças das pessoas entre Berlusconi ou qualquer outro polÃtico. É óbvio e de caras o que representa Berlusconi e o quão patético é este individuo mas será que as pessoas não vêm?
Nos Estados Unidos é a miséria que se conhece, em Itália foi Berlusconi, em França um Primeiro Ministro que incentiva a precaridade no emprego como forma de incentivar a criação de empregos para os mais jovens ( é no mÃnimo surrealista) na Ã�ustria temos o Heider mas afinal o que é que se está a passar? Estaremos num gigantesco programa de apanhados e no final vem alguém dizer-nos que tudo não passou de uma brincadeira e que estamos a ser filmados? Espero que sim!!!
Nos Estados Unidos é a miséria que se conhece, em Itália foi Berlusconi, em França um Primeiro Ministro que incentiva a precaridade no emprego como forma de incentivar a criação de empregos para os mais jovens ( é no mÃnimo surrealista) na Ã�ustria temos o Heider mas afinal o que é que se está a passar? Estaremos num gigantesco programa de apanhados e no final vem alguém dizer-nos que tudo não passou de uma brincadeira e que estamos a ser filmados? Espero que sim!!!
domingo, abril 09, 2006
Engenharia FutebolÃstica
Há coisas que por muito que queiramos não deixam de ser coisas efémeras, ou devia ser assim, mas que alguns insistem em tornar algo envolto numa capa estranha de ciência “exactaâ€�. Refiro-me ao futebol e aos seus comentadores nos rescaldos dos jogos em programas de televisão. Se há algo que não pode ser inteligÃvel, isso concerteza, será um jogo de futebol. O que poderá haver de inteligÃvel, e quando escrevo inteligÃvel refiro-me ao interesse subjacente ao resultado do jogo e a influência que isso poderá ter no dia a dia de milhares de pessoas como algo passÃvel de ser considerado inteligÃvel, num jogo de futebol? Aparentemente deve haver algo para haverem comentadores em programas de televisão que nos brindam com uma visão holÃstica de um jogo que consiste em pontapear uma bola para dentro de um espécie de caixa por 22 homens adultos que deviam já ter idade para ter juÃzo. Não pensem que não gosto de futebol, pelo contrário, adoro futebol e vibro com os jogos de futebol mas fico-me por aÃ. No entanto, parece que existem especialistas de futebol que, apesar de não terem qualquer formação académica na área de desporto, bombardeiam-nos com análises muy doutas de uma partida de futebol com expressões cabalÃsticas e trajectos linguÃsticos que só aos olhos dos mais frágeis de espÃrito se assemelham a algo minimamente inteligÃvel. Referir-se a uma equipa num determinado jogo como tendo falta de textura a meio campo é algo que, no mÃnimo, é intelectualmente desonesto. No entanto, estes especialistas são um espectáculo dentro de um espectáculo pelo ridÃculo a que se prestam ao comentar jogos como quem está falar de algo que é importante para um paÃs.
Tenho a tentação de comparar este fenómeno com uma particularidade muito portuguesa que é a de que em todo o Português há um pouco de médico, engenheiro e treinador de bancada. Se temos a mania que percebemos muito de obras ou de remédios e doenças porque não haverÃamos de ser treinadores de futebol e discutir opções tácticas e discutir o sexo dos anjos em trono de um jogo de futebol? Os infindáveis comentários do Sr. Silva, reformado da função pública, num qualquer fórum da rádio dizendo que a derrota da sua equipa favorita no último jogo foi devida a uma conspiração alimentada pelo sistema.
Tenho a tentação de comparar este fenómeno com uma particularidade muito portuguesa que é a de que em todo o Português há um pouco de médico, engenheiro e treinador de bancada. Se temos a mania que percebemos muito de obras ou de remédios e doenças porque não haverÃamos de ser treinadores de futebol e discutir opções tácticas e discutir o sexo dos anjos em trono de um jogo de futebol? Os infindáveis comentários do Sr. Silva, reformado da função pública, num qualquer fórum da rádio dizendo que a derrota da sua equipa favorita no último jogo foi devida a uma conspiração alimentada pelo sistema.
domingo, abril 02, 2006
Navios
Por razões muito fortes é imperativo que eu escreva o seguinte:
Só um espÃrito jovem e puro poderá esperar que dois navios que se encontram em mar alto possam um dia atracar no mesmo porto.
Só um espÃrito jovem e puro poderá esperar que dois navios que se encontram em mar alto possam um dia atracar no mesmo porto.
Fonografias ou outros negócios exploratórios da música
Muito sinceramente custa-me aceitar o apelo que as empresas discográficas estão a fazer no sentido de não se piratear os discos. Será que pretendem proteger a Ãnfima parte que dão do proveito das vendas dos discos aos artistas que, com o seu talento, fizeram o disco? Será que ainda não perceberam que o futuro do negócio são as actuações dos artistas em palco e que, para o efeito, terão que apoioar artistas que saibam o que estão a fazer e reduzir consideravelmente os lucros exploratórios que têem? Vejam o exemplo dos Artic Monkeys que mandaram as editoras dar uma volta e disponibilizaram as suas músicas na net e irão lucrar com as actuações. É mais um negócio de pão de ló em que, alguém, é sustentado com o mesmo.
quarta-feira, março 29, 2006
Créditos a quem os merece
Fazer uma tese de mestrado num tema que não está muito desenvolvido, ou melhor, ainda com muitas ligações ao passado escolástico e, mesmo assim, perante três juÃzes de cátedra, conseguir um Muito Bom na defesa da tese de Mestrado é obra! Parábens Rui! és grande pá!
segunda-feira, março 27, 2006
Impressões ou evidências mais que certas
É minha impressão ou na maioria dos restaurantes portugueses o doce da casa leva sempre leite condensado, natas e café. O bife da casa é quase sempre algo a boiar em natas. A inovação é um Ãtem imprescindÃvel para o êxito de um negócio e os restaurantes não são excepção, nem podem ser.
sexta-feira, março 24, 2006
A torção do apêndice caudal da fêmea porcina
Gostaria de colher as impressões daqueles que, em Portugal, são adeptos da expulsão pura e dura de todos os imigrantes ilegais agora que o Governo do Canadá se prepara para ordenar expulsão de mais de 10.000 Portugueses ilegais naquele paÃs. São estas pequenas coisas que nos fazem pensar, ou deveria, acerca de muitas das coisas que pensamos e dizemos da boca para fora porque, indubitalvelmente, por vezes a porca torce o rabo.
terça-feira, março 21, 2006
TV Rural ou Ganza Rural
Se para alguns, conservadores de Direita é claro, é difÃcil compreender porque razão os EUA têm vindo a colher a animosidade de outros povos, especialmente daqueles que são "libertados" pelos EUA, para muitos felizmente isso não é espanto nenhum. A forma extremista como os EUA tentam impingir os seus valores e crenças sobre os restantes povos é conhecida e nefasta, disso não há dúvida, a não ser na cabeça dos conservadores de Direita que ainda não conseguiram compreender o porquê ( começo a temer pela sanidade deles). A última pérola do Ultraconservadorismo primitivo dos EUA tem a ver com este Sr. responsável pela campanha pela legalização da Marijuana que, por via da perseguição movida pela DEA ( a Judite lá do sÃtio) teve que se refugiar no Canadá. Como se não bastasse, a DEA, está a enverdar esforços no sentido de tentar a extradição deste Norte-americano que, segundo eles, é responsável pelo maior tráfico de marijuana através da fronteira Canadiana. Nada seria de espantar se o senhor em causa não tivesse apenas uma loja que vende artigos de marijuana e sementes da planta, perfeitametne legal no Canadá, esse paÃs civilizado, e estivesse a desafiar o DEA Norte-americano com este site e uma campanha pela legalização da Marijuana.
Se a questão da legalização das drogas é controverso eu aceito, o que eu não aceito é um paÃs como os Estados Unidos que vende armas nas secções de desporto de um qualquer supermercado, estar a dar "lições" de moral aos demais ao tentar "elucidar" os demais acerca dos malefÃcios que representa a representação maciça de Marijuana ao pessoal, sim porque se vender Marijuana é tráfico, vender vinho ou cerveja também é!!! The land of the free pois pois.
Se a questão da legalização das drogas é controverso eu aceito, o que eu não aceito é um paÃs como os Estados Unidos que vende armas nas secções de desporto de um qualquer supermercado, estar a dar "lições" de moral aos demais ao tentar "elucidar" os demais acerca dos malefÃcios que representa a representação maciça de Marijuana ao pessoal, sim porque se vender Marijuana é tráfico, vender vinho ou cerveja também é!!! The land of the free pois pois.
sexta-feira, março 17, 2006
Dá que pensar
Dá que pensar este movimento em torno do futebol e como, este movimento, consegue atrair e mobilizar pessoas e mentes. Em Portugal a participação cÃvica muitas das vezes é escassa, muito á quem do que seria desejado, no entanto, quando se fala acerca de clubes de futebol o cenário muda radicalmente. Num momento a crise que que vive aninhada nos lábios de todos os Portugueses em amenas cavaqueiras de café, foi silenciada e desprezada quando o Benfica ganhou o encontro frente ao Liverpool. Por momentos, neste caso horas, os bilhetes para o encontro frente ao Barcelona esgotaram e a crise, essa tal coisa que vive aninhada nos lábios de todos os Portugueses, foi esquecida. Do outro lado da Segunda Circular houve a tentativa de se realizar uma assembleia geral de sócios que não foi realizada em virtude do número de participantes ser manifestamente superior à lotação das instalações para onde foi marcada a assembleia. Estranho tudo isto apesar de eu próprio ser adepto do futebol pois, no caso da assembleia do Sporting, a afluência, certamente, não teria sido essa se estivessemos a falar de uma assembleia da Junta de Freguesia local por muito importante que fosse o tema levado à discussão. Não quero com isto colocar-me em bicos dos pés e passar a mensagem de que, por não pactuar com este entusiamo tão marcado em torno do futebol, serei mais do que quem quer que seja pelo facto de não entrar nesses circos.
Este movimento em torno do futebol, com caracterÃsticas endomórficas, que abafa toda e qualquer tentativa de mobilização da população em geral em torno de qualquer outra coisa que não o futebol, é estranho mas é explicável. Sempre se viveu o futebol na perspectiva de que, sendo pobre, o clube de futebol é a única coisa que nos resta e fará sentir que importamos ou que somos bons. Dá que pensar!!!
Este movimento em torno do futebol, com caracterÃsticas endomórficas, que abafa toda e qualquer tentativa de mobilização da população em geral em torno de qualquer outra coisa que não o futebol, é estranho mas é explicável. Sempre se viveu o futebol na perspectiva de que, sendo pobre, o clube de futebol é a única coisa que nos resta e fará sentir que importamos ou que somos bons. Dá que pensar!!!
sexta-feira, março 10, 2006
E que tal um DVDzito para o Natal?
Para todos aqueles que estiveram hoje a ver o maravilhoso directo da coroação de El Rei Cavaco Silva I, Rei de Portugal e Boliqueime, e ficaram com aquela sensação de quem gostou e quis chorar por mais, poderá ver os seus desejos realizados este próximo Natal com a distribuição de um DVDzito da efeméride. Como tal, os que anseiam pelo DVD, podem parar de se autoflagelar com a retoma económica e despir os fatos de borracha tipo confiança institucional e esperar pelo Natal.
Pessoalmente gostei daquela imagem da famÃlia Cavaco de mão dada a caminho do Palácio de Belém, parecia a famÃlia feliz, só faltava o palhaço Ronald da MacDonald´s. Que momento feliz de televisão ver o nosso grande timoneiro da rota da retoma económica, ou lá o que isso valha porque eu não tenho paciência para esses desvaneios esquizós desta velha carcaça de Boliqueime, acompanhado da sua famÃlia de mãos dadas após aquele protocolo Estalinista com laivos de desfile militar Norte-Coreano que as televisões proporcionaram ao lamberem tanto o sapatinho de verniz do PR. Nunca antes foi visto tamanho aparato só faltando as tias do Santana Lopes para colorir ainda mais a festa.
Pessoalmente gostei daquela imagem da famÃlia Cavaco de mão dada a caminho do Palácio de Belém, parecia a famÃlia feliz, só faltava o palhaço Ronald da MacDonald´s. Que momento feliz de televisão ver o nosso grande timoneiro da rota da retoma económica, ou lá o que isso valha porque eu não tenho paciência para esses desvaneios esquizós desta velha carcaça de Boliqueime, acompanhado da sua famÃlia de mãos dadas após aquele protocolo Estalinista com laivos de desfile militar Norte-Coreano que as televisões proporcionaram ao lamberem tanto o sapatinho de verniz do PR. Nunca antes foi visto tamanho aparato só faltando as tias do Santana Lopes para colorir ainda mais a festa.
quinta-feira, março 09, 2006
Amanhã é o primeiro dia do resto da tua vida
Música de Jorge Palma? Antes fosse mas não o é, aliás, nem o poderia ser pois, o dia de hoje, é o de coroação, perdão, tomada de posse de El Rei Dom Cavaco, Rei de Portugal e Boliqueime. Prometem-me que hoje não vou ter que levar com os comentadores de televisão insuspeitos vindos algures de um Diário de NotÃcias ou de um Expresso controlados pela doce e quase, extrema, direita? A forma cândida como os assuntos do paÃs estão a ser levados à s notÃcias são suspeitos. Quase que aposto que apartir de hoje termos como: Retoma e Confiança serão propagados pelas televisões de uma forma tão discreta que, como um elefante numa loja de cristais, irão atribuir isso a Cavaco Silva. Enfim, eu não sei dizem, são as minhas fontes que eu não revelo, a minha mania de dizer ou escrever aquilo que eu penso e que vejo sem pudor algum ao establishment. São Oliveirices!!!
domingo, março 05, 2006
Afinal quem é o Pedro e quem é o Lobo?
Dramas com um enredo intrincado é do gosto de muitos pela emoção que se gera em torno deles como também pela imprevisibilidade que se desfaz sempre no final com um desfecho moralmente feliz e educativo do estilo o amor vencerá sempre. Apesar disso, há histórias que são imutáveis, ou pelo menos, assim se pensava. Na história de Pedro e o Lobo, o falso alarme movido por Pedro é castigado com um final triste, e o Lobo, esse sim real, vê os seus ensejos levados à vante devido à s mentiras de Pedro. Na história da gripe das aves não creio que o vÃrus tenha vestido a pele do Lobo, e neste caso, os papéis invertem-se. Com o alarmismo pago e propagado pela comunicação social, os papéis invertem-se e aqui o Lobo é quem faz o falso alarme e é Pedro quem leva os seus ensejos à vante. É transmitida a sensação de pânico apesar de, no terreno, esse pânico ser muito relativo mas mesmo assim continua-se a veicular suposta informação e levando à vante o intento de instalar o pânico e vender vacinas.
Esta parábola que é a história de Pedro e o Lobo poderia servir para reflectirmos acerca dos limites que existem, ou poderão existir, na difusão de informações baseadas em acontecimentos que podem muito bem ser não-acontecimentos. Mesmo assim, há reportagens feitas acerca da suposta escravatura prepertada por holandeses a portugueses e que baralham um pouco os papéis sendo, numa primeira vista, a atribuição do papel de Lobo dada aos Holandeses. No entanto, os jornalistas portugueses esqueceram-se de referir que, os Portugueses que são sujeitos à exploração vil no local de trabalho, são aliciados por "empresas" sediadas em Portugal e geridas por Portugueses também. É importante referir que os casos de exploração/escravatura registados na Holanda são graves mas por cá, a culpa, também deveria ser distibuÃda pelas empresas que aliciam e pelo Governo Holandês. Um dos aspectos mais infelizes em torno desta história é o pormenor das reportagens que são feitas acerca deste problema focarem, de uma forma injusta até um certo nÃvel, um aspecto xenófobo e exploratório exclusivamente Holandês/Turco. Os reportéres Portugueses deveria começar por investigar quem levou esses Portugueses para a Holanda mas como temos a comunicação social que temos, é mais fácil lançar o rumor infundado e opaco do que a pura e cristalina verdade sobre todas a suas vertentes e implicações levantada por uma investigação jornalÃstica séria e independente. De certa forma, é mais proveitoso explorar o possÃvel embaraço polÃtico do Governo Português do que investigar o problema na sua raiz.
Já agora, o Lobo está para chegar em breve e é de Boliqueime!!!
Esta parábola que é a história de Pedro e o Lobo poderia servir para reflectirmos acerca dos limites que existem, ou poderão existir, na difusão de informações baseadas em acontecimentos que podem muito bem ser não-acontecimentos. Mesmo assim, há reportagens feitas acerca da suposta escravatura prepertada por holandeses a portugueses e que baralham um pouco os papéis sendo, numa primeira vista, a atribuição do papel de Lobo dada aos Holandeses. No entanto, os jornalistas portugueses esqueceram-se de referir que, os Portugueses que são sujeitos à exploração vil no local de trabalho, são aliciados por "empresas" sediadas em Portugal e geridas por Portugueses também. É importante referir que os casos de exploração/escravatura registados na Holanda são graves mas por cá, a culpa, também deveria ser distibuÃda pelas empresas que aliciam e pelo Governo Holandês. Um dos aspectos mais infelizes em torno desta história é o pormenor das reportagens que são feitas acerca deste problema focarem, de uma forma injusta até um certo nÃvel, um aspecto xenófobo e exploratório exclusivamente Holandês/Turco. Os reportéres Portugueses deveria começar por investigar quem levou esses Portugueses para a Holanda mas como temos a comunicação social que temos, é mais fácil lançar o rumor infundado e opaco do que a pura e cristalina verdade sobre todas a suas vertentes e implicações levantada por uma investigação jornalÃstica séria e independente. De certa forma, é mais proveitoso explorar o possÃvel embaraço polÃtico do Governo Português do que investigar o problema na sua raiz.
Já agora, o Lobo está para chegar em breve e é de Boliqueime!!!
sábado, março 04, 2006
terça-feira, fevereiro 28, 2006
Antes sê-lo do que parecê-lo
Devo confessar que não sou um fã convicto do Carnaval, aliás, para mim, o Carnaval tem um aspecto positivo e um aspecto negativo. O lado positivo é que é feriado e sempre dá a possibilidade de minorar os efeitos perversos de uma segunda-feira, o lado negativo é o facto de ter que gramar com os foliões cada vez que quero ir beber um copo seja lá onde fôr. Desnecessário será dizer que não vou muito na conversa de me mascarar não vendo até qual é a piléria de tal acto. Qualquer das vias, ontem, dei por mim mascarado sem que o estivesse, ou melhor, algumas pessoas, nomeadamente um individuo, acharam que eu era ou estava mascarado de agente da judiciária apesar de não estar mascarado. Numa banca que vende colesterol, perdão, junkfood ou lá o que é aquilo, chegou um individuo de etnia cigana e pôs-se a conversar comigo. Bastantes minutos mais tarde ele acerca-se de mim e diz : " Tá a verà um cigano e um agente da judiciária a falarem sem maldadÃ, não é bonito?!" e eu respondi: " É sim senhor mas é Carnaval e eu não sou da Judiciária."
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Glamour aéreo
Há formalismos e trajeitos sociais que me fazem confusão. Um desses formalismo é a mudança da nomenclatura das profissões na Admnistração Pública, ou seja, no meu tempo de escola haviam contÃnuas, actualmente, há auxiliares de educação como se isso trouxesse um véu de Glamour ou de motivação adicional para quem desempena estas funções de auxiliar de educação apesar de fazer o mesmo que antigamente como contÃnua. Parece que há algum pudor na forma como se vêem algumas profissões muito dignas e que devem ser ostentadas com o orgulho na importância que têem para a sociedade onde vivemos. Os Almeidas ou homens do lixo são actualmente Técnicos de Higiene Pública apesar de não terem as qualificações, muitas das vezes apesar de haver excepções, para serem técnicos seja lá do que fôr. No entanto, a tarefa de remoção do lixo das cidades e vilas reveste-se de suma importância apesar de não ser reconhecida por muitas edilidades infelizmente. Experimentem estar uma semana sem que haja remoção do lixo para verem a importância que esta profissão tem para a sociedade, no entanto, quem executa estas funções é tido como um coitado, um desqualificado que não consegue melhor que aquilo. Nos antÃpodas da profissão de Técnico de Higiene Pública está a profissão de Hospedeira(o) das companhias aéreas que, apesar de desempenharem as funções de empregada(o) de mesa extremamente simpática(o) dentro de uma lata de sardinhas, são tidos em alta conta e perfaz o sonho de muitos jovens o ingresso nesta profissão. Apesar de serem profissionais, os(as)hospedeiras, com formação que vai muito além do simples acto de atendimento ao público, desempenham as funções que um empregado de mesa desempenha com menos de metade do Glamour que as(os) hospedeiras(os) têem.
Em Portugal liga-se muito ao formalismo do cargo em vez de se ligar ao desempenho e à s funções a que cada cargo está obrigado a desempenhar e dessa forma, indubitavelmente, remunerar e reconhecer condignamente os profissionais que as desempenham. A forma como nos relacionamos com o trabalho tem que mudar radicalmente e os doutores e engenheiros terão que perceber que os tÃtulos são bons para a Monarquia, vivemos numa república laica em que a única Igreja é o Desempenho eo Dinheiro o Objectivo.
Em Portugal liga-se muito ao formalismo do cargo em vez de se ligar ao desempenho e à s funções a que cada cargo está obrigado a desempenhar e dessa forma, indubitavelmente, remunerar e reconhecer condignamente os profissionais que as desempenham. A forma como nos relacionamos com o trabalho tem que mudar radicalmente e os doutores e engenheiros terão que perceber que os tÃtulos são bons para a Monarquia, vivemos numa república laica em que a única Igreja é o Desempenho eo Dinheiro o Objectivo.
domingo, fevereiro 19, 2006
Segundas Feiras
As segundas feiras são aqueles dias da semana que nos fazem lembrar que deveriamos ter tido mais um dia de fim de semana, pelo menos, e que o nosso chefe é realmente chato, especialmente à segunda-feira. Que tal uma sugestão para suportar melhor a segunda-feira? Talvez uma viagem diferente ou um passeio logo pela manhã consigam trazer essa dose extra de paciência para trabalhar à segunda-feira. Que tal um passeio de Ferrari 275 GTB em Paris? Vejam isto!
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Escola para Doutores e Engenheiros
Estou a frequentar um curso de Formação Profissional em regime Pós-Laboral juntamente com alguns coleguinhas doutores e engenheiros. De falta de simpatia e cordialidade não me posso queixar por parte dos meus colegas, no entanto, estes, são o espelho de uma sociedade que tarda a mudar. Os engenheiros pretendem um CAP ( certificado de aptidão profissional ) para assinar de cruz mais uns projectos, os outros estão lá porque enfim alguém os enviou para lá mas poucos são aqueles que realmente têm o gosto real, apesar de ser duro trabalhar de dia e estudar de noite, por aprender algo de novo. Não há aquela curiosidade nata em saber para que é que servem os conteúdos que lhes são veiculados, a não ser que alguém lhes diga da forma mais simples e óbvia possÃvel como o fazer. Parece que as coisas são como elas são e nada deve mudar e as novas abordagens ao mundo do trabalho, algo vindo de um livro de fantasias onde só são possÃveis, essas mudanças, lá.
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Capitais
Não vos parece um pouco estranho essa mania que muitas autarquias têem em apelidarem-se capitais seja lá do que fôr? Paços de Ferreira é a Capital do Móvel, Torres Novas é a Capital dos Frutos Secos e Aljubarrota será a capital do quê? Das padeiras? e a Baixa da Banheira será a Capital das Banheiras? Para mais há municÃpio, como é exemplo o da Golegã, que faz gaúdio do facto de ser capital do Cavalo. E o Casal Ventoso é o quê?!
Esta mania atavista de ligar uma localidade a uma curiosidade ou facto histórico qualquer já vem do tempo da Ditadura Fascista. Numa altura em que se pretendia enaltecer o bem estar que supostamente existia, falar em capitais quase mundiais do móvel ou do vidro,por exemplo, é um argumento falacioso aos tempos de hoje. Enfim espero pela elevação da capital do penico ou do sexo que, por exemplo, pode ser Bragança já que foi alvo de notÃcia em jornais internacionais. Que lindo!! Venha a Bragança, a capital do sexo!!! havia de ser bonito!!!
Esta mania atavista de ligar uma localidade a uma curiosidade ou facto histórico qualquer já vem do tempo da Ditadura Fascista. Numa altura em que se pretendia enaltecer o bem estar que supostamente existia, falar em capitais quase mundiais do móvel ou do vidro,por exemplo, é um argumento falacioso aos tempos de hoje. Enfim espero pela elevação da capital do penico ou do sexo que, por exemplo, pode ser Bragança já que foi alvo de notÃcia em jornais internacionais. Que lindo!! Venha a Bragança, a capital do sexo!!! havia de ser bonito!!!
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Allô presidente!!!
Não sei se já repararam mas actualmente já não se fala em crise na televisão. Como por magia, o discurso negativista desapareçeu, esvaneceu-se numa núvem de optimismo emergente. Quando Cavaco Silva tomar posse, imagino eu, começará o discurso da retoma económica, do tal oásis perdido na parte mais ocidental da Europa, esse Éden. Como em Portugal se vive cheio de coincidências, esta alteração no discurso das televisões não poderá ser mais do que uma mera coincidência.
O Timming das coisas neste paÃs espantam-me, ou seja, eleição de Cavaco, OPA à PT. Belmiro de Azevedo e sus muchachos de volta à ribalta da polÃtica portuguesa, desta feita, sem ser nos bastidores, afinal tanto dinheiro investido numa candidatura tem que, forçosamente, ter os seus proveitos.
Em resumo, está desempregado? Não se afliga pois continuará desempregado mas cheio de esperança com o Novo Sebastião come tudo tudo!! Alegrem-se!! a Retoma está aà breve, em Abril em todos os lares portugueses, saÃam à rua e festejem. Enfim se não levarmos estas coisas a rir não sei o que será de nós sinceramente.
O Timming das coisas neste paÃs espantam-me, ou seja, eleição de Cavaco, OPA à PT. Belmiro de Azevedo e sus muchachos de volta à ribalta da polÃtica portuguesa, desta feita, sem ser nos bastidores, afinal tanto dinheiro investido numa candidatura tem que, forçosamente, ter os seus proveitos.
Em resumo, está desempregado? Não se afliga pois continuará desempregado mas cheio de esperança com o Novo Sebastião come tudo tudo!! Alegrem-se!! a Retoma está aà breve, em Abril em todos os lares portugueses, saÃam à rua e festejem. Enfim se não levarmos estas coisas a rir não sei o que será de nós sinceramente.
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
Não me desenharás

Ok eu já sei que não poderei ir mais alguma vez ao Alentejo nem ao Vaticano.
Facilmente iriamos de encontro com a opinião que sustenta a publicação dos cartoons de Maomé como expressão de liberdade de opinião. Não creio que esse seja o argumento mais astuto, nem o mais razoável para pôr os pontos nos Ãs nesta questão.
O facto de termos liberdade de expressão por si só não desculpabiliza o facto de podermos desagradar alguém com desenhos ou caricaturas que possam, no entender dos visados, ferir as suas convicções. No entanto, o que existe na Europa é a possibilidade de, quem se sentiu lesado, manifestar o seu desagrado e repúdio pelos desenhos e caricaturas e pôr em causa o trabalho dos desenhadores ou caricaturistas. Temos também a possibilidade de escolher não ler uma determinada publicação porque não gostamos do teor desta, ou de, se sentirmo-nos lesados, processar a editora responsável. Em suma, os cartoons de Maomé foram a meu ver de mau gosto por serem discriminatórios, cheios de lugares comuns, preconceituosos, enfim, de péssimo gosto. O cerne da questão reside no facto de ser possÃvel cá desenhar esses cartoons por haver liberdade de opinião e expressão, ao passo que, os que condenaram não gozam desse privilégio.
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
A escolha
Sempre gostei de ler ou ouvir uma opinião incisiva, ou seja, uma opinião que vá direito ao coração da questão como uma espada no coração da besta. Um golpe directo de uma morte instantânea a uma questão que facilmente poderia perdurar, em agonia, por ser multifacetada mas que, por via de uma visão rápida e pragmática, foi atingida no seu ponto vital e debelada, o cerne da mesma. Esta semana foi marcada por vários acontecimentos entre os quais a tentativa daquele casal lésbico em ver reconhecido o seu casamento. Desde já devo endereçar as minhas saudações a esse casal pela coragem demonstrada ao aceitarem o desafio de perturbar o mar tranquilo da discriminação que existe em Portugal. Este post, no entanto, é uma reacção a um post do Adufe onde era feita referência da opinião que Pacheco Pereira tem acerca deste assunto e que, mais uma vez como homem de Direita que é, a meu ver, falhou rotundamente a estucada e o Besta continua em agonia.
Acerca do casamento entre homossexuais é fácil entramos numa conversa redundante do neo-conservadorismo, que alguns acusam os casais homossexuais, pelo facto de quererem utilizar essa velha e secular Instituição, o casamento, quando dispõem das Uniões de Facto em alternativa. Ã�gua!!! Falhou um tiro num Porta-aviões! A questão fulcral em torno disto é a possibilidade de escolha, ou melhor, a inexistência dela pelo facto de se discriminar, Institucionalmente, uma opção sexual de dois cidadãos que têm igualdade de direitos com os demais. Quem tem uma visão de Direita acerca deste ou de outros assuntos, perdoem-me a generalização mas sou forçado cada vez mais a fazê-la, peca por cair incessantemente no “pecadoâ€� de julgarem os referenciais morais dos demais. Que eu, que sou Heterossexual, considere a Instituição Casamento como algo descontextualizado e por isso não queira alguma vez entrar nisso, é lÃcito, a mim que sou Heterossexual mas porque é que não será a alguém que, em igualdade de direitos consagrados na Constituição Portuguesa, não tem essa prerrogativa de escolher apenas pelo facto de ter uma opção sexual diferente? Será o meu referencial moral inculcável aos demais concidadãos? Seremos todos nós iguais? O Casamento, o que é? Velha Instituição Heterossexual assente nos votos de amor eterno entre duas pessoas de sexos diferentes e que por isso são monogâmicas a vida inteira? Será?! A escolha, a opção, essa sim deverá ser a Instituição que todos nós deveremos preservar porque, a outra, o Casamento, só lá vai quem quiser.
Acerca do casamento entre homossexuais é fácil entramos numa conversa redundante do neo-conservadorismo, que alguns acusam os casais homossexuais, pelo facto de quererem utilizar essa velha e secular Instituição, o casamento, quando dispõem das Uniões de Facto em alternativa. Ã�gua!!! Falhou um tiro num Porta-aviões! A questão fulcral em torno disto é a possibilidade de escolha, ou melhor, a inexistência dela pelo facto de se discriminar, Institucionalmente, uma opção sexual de dois cidadãos que têm igualdade de direitos com os demais. Quem tem uma visão de Direita acerca deste ou de outros assuntos, perdoem-me a generalização mas sou forçado cada vez mais a fazê-la, peca por cair incessantemente no “pecadoâ€� de julgarem os referenciais morais dos demais. Que eu, que sou Heterossexual, considere a Instituição Casamento como algo descontextualizado e por isso não queira alguma vez entrar nisso, é lÃcito, a mim que sou Heterossexual mas porque é que não será a alguém que, em igualdade de direitos consagrados na Constituição Portuguesa, não tem essa prerrogativa de escolher apenas pelo facto de ter uma opção sexual diferente? Será o meu referencial moral inculcável aos demais concidadãos? Seremos todos nós iguais? O Casamento, o que é? Velha Instituição Heterossexual assente nos votos de amor eterno entre duas pessoas de sexos diferentes e que por isso são monogâmicas a vida inteira? Será?! A escolha, a opção, essa sim deverá ser a Instituição que todos nós deveremos preservar porque, a outra, o Casamento, só lá vai quem quiser.
terça-feira, janeiro 31, 2006
É para amanhã
Muitas foram as vezes em que ouvimos falar acerca da urgência na tomada de medidas que visem o combate ao aquecimento global, pois, os efeitos deste, estão-se a sentir e irão sentir-se cada vez mais. Estou certo que na consciência da maioria das pessoas, esta urgência, é algo a pensar daqui a alguns anos, muitos pensam alguns, para ontem pensam outros. Eu vivo na parte norte do Distrito de Santarém, uma zona que, em tempos já lá vão, era um mar verde cheio de árvores. Actualmente vivo numa paisagem muito próxima, em algumas zonas é claro, a uma paisagem lunar e, para além do aspecto visual, não posso deixar de notar que os Verões estão a ser cada vez mais quentes e os Invernos mais secos e frios. A minha zona é, por norma, mais fria no Inverno do que Santarém e nota-se bem a diferença quando nos deslocamos a Santarém e depois voltamos à minha zona mas o facto é que as temperaturas em Santarém já chegaram aos nÃveis das temperaturas do Alentejo algo que não causa nenhum desprimor mas que, indubitavelmente, nos põe a pensar acerca do que foram os fogos florestais na última década e os efeitos que estes deixaram.
Lembro-me de em criança quando ia para a escola de brincar com o gelo que abundava nas poças a caminho da escola. FazÃamos das lascas do gelo discos voadores, todos os dias, todo o Inverno até quase as 11 horas da manhã. Actualmente, o gelo só mesmo até à s oito da manhã e mesmo assim não é todos os dias e, com isto, podemos ver as alterações produzidas em 10 a 15 anos que, em termos climáticos, nem um mÃcron de segundo representa.
A questão ecológica e o Tratado de Quioto são, actualmente, a diferença entre a vida ou até mesmo a morte de muitas pessoas a nÃvel global, vÃtimas de secas, furacões e outros desastres naturais causados pelo aquecimento global. Não é algo de propriedade exclusiva de alguns entusiastas do ambiente é, antes de mais e quanto antes, uma questão individual e prioritária. Há muitas coisas que podem contribuir para um relacionamento profÃcuo com o meio ambiente e uma dessas pequenas/grandes coisas é simplesmente isto:
1 Garrafa de água dentro do autoclismo
Não estou a brincar apenas estou, com isto, a exortar-vos para pouparem um litro de água potável por cada descarga de água que fazem através do autoclismo. Não se esqueçam que, Portugal poderá tornar-se um Deserto pelo caminhar desta carruagem desgovernada de desrespeito ambiental.
Lembro-me de em criança quando ia para a escola de brincar com o gelo que abundava nas poças a caminho da escola. FazÃamos das lascas do gelo discos voadores, todos os dias, todo o Inverno até quase as 11 horas da manhã. Actualmente, o gelo só mesmo até à s oito da manhã e mesmo assim não é todos os dias e, com isto, podemos ver as alterações produzidas em 10 a 15 anos que, em termos climáticos, nem um mÃcron de segundo representa.
A questão ecológica e o Tratado de Quioto são, actualmente, a diferença entre a vida ou até mesmo a morte de muitas pessoas a nÃvel global, vÃtimas de secas, furacões e outros desastres naturais causados pelo aquecimento global. Não é algo de propriedade exclusiva de alguns entusiastas do ambiente é, antes de mais e quanto antes, uma questão individual e prioritária. Há muitas coisas que podem contribuir para um relacionamento profÃcuo com o meio ambiente e uma dessas pequenas/grandes coisas é simplesmente isto:
1 Garrafa de água dentro do autoclismo
Não estou a brincar apenas estou, com isto, a exortar-vos para pouparem um litro de água potável por cada descarga de água que fazem através do autoclismo. Não se esqueçam que, Portugal poderá tornar-se um Deserto pelo caminhar desta carruagem desgovernada de desrespeito ambiental.
sábado, janeiro 28, 2006
sexta-feira, janeiro 27, 2006
Presidente novo, vida nova
Pois isto de termos um Presidente novo, apesar de calado e sem ideias, tem as suas repercussões. A velha piada do estilo " eu é mais bolos" tem os seus dias contados por entre os que não apoiaram e não querem apoiar o Cavaco, ou melhor, que não ligam Cavaco. Por que razão é que tem os dias contados? Simples meus caros(as), é que agora temos uma Cavaca como Primeira Cavaca, perdão, Dama e se dissermos que nós é mais bolos poderemos induzir alguém em erro fazendo pensar que apoiamos a Cavaca. Realmente sempre achei que a Cavaca, à semelhança da Arrufada, sempre foram uns bolos menosprezados mas daà até à Presidência cum raio não é preciso tanto!!!
Esta história da Pastelaria atacar de assalto Belém não vem de agora, vejam o anterior Presidente que era um autêntico Pastel.
Esta história da Pastelaria atacar de assalto Belém não vem de agora, vejam o anterior Presidente que era um autêntico Pastel.
quinta-feira, janeiro 26, 2006
Armários
Não sei se por masoquismo ou por pura diversão sintonizei o Rádio na TSF, essa que foi em tempos insuspeita, e pus-me a ouvir o fórum TSF na passada segunda-feira. Claro está que, com a vitória das televisões nacionais, perdão, do Cavaco e da Cavaca Silva, os desgraçados dos fachozitos emergiram dos mais recôndidos buracos infectos das velhas tradições seculares Portuguesas e de um Império perdido e vociferaram as mais belas intervenções tasqueiras sem desprimor aos Tascos é claro porque, assim como assim, ainda há tascos de qualidade. Um a um, os fachozitos vão saindo da casca e vão aparecendo, como foi exemplo, o Presidente do Conselho de Admnistração do BES, aquele banco que está/não sei se continuará a ser/ou ainda encontrar-se-ão mais uns decretos nas mesas daquele banco, a ser investigado pela comissão da concorrência por uma ou outra coincidência. No meio de toda esta desgraça, sim porque conseguimos eleger o nosso George Bush, há uma esquerda que se degladia entre si para saber quem é que é o paladino da verdade de imaculada Esquerda, essa é a verdade e, como resultado disso, está uma eleição de um candidato de Direita, preparada à dois anos atrás, sem que houvesse qualquer tipo de intervenção da Esquerda. É dessa Esquerda que estou a falar Tiago e não a Esquerda das pequenas conjecturas e do canibalismo. É complicado mas tem que ser, o facto é que, apesar de não gostar, o PS é necessário na Esquerda, bem como, o PS, necessita da esquerda porque, mal ou bem, o PS, é o mal menor entre um PSD e um PS. Acima de tudo é necessário uma nova classe polÃtica em Portugal, mesmo sem gravata, mas que ganhe e que se junte numa plataforma de esquerda que nos salve do neoliberalismo instalado na Europa e no mundo.
É necessário para uns casos sair do armário e para outros entrar no armário e não sair nunca mais dele.
É necessário para uns casos sair do armário e para outros entrar no armário e não sair nunca mais dele.
segunda-feira, janeiro 23, 2006
O Lado postivo da coisa toda
Temos que ver as coisas pelo lado mais positivo. Agora que o Animal Cavaco Silva, esse grande amador da polÃtica nacional, é Presidente da República, temos a chance de escrever muito acerca das baboseiras que ele diz à razão de cada vez que este abre a boca. De facto, a eleição de Cavaco Silva, trouxe mais confiança ao sector económico, a indústria do Humor em Portugal não poderia estar mais satisfeita com a eleição de Cavaco Silva, a quantidade de material que se espera de Cavaco Silva é enorme e entusiasmante.
Destilar um pouco de veneno
O Protótipo do eleitor que votou Cavaco é aquele que provavelmente poderemos apanhar algures num autocarro a dizer que no tempo da velha senhora é que era. Ou então, são aqueles que dizem que os comunistas e socialistas deram de mão beijada as colónias e que Angola ainda será nossa.
Devo pedir desculpa por este impropério de 50,6% dos eleitores Portugueses que elegeram um mono para Presidente da República.
A indústria do Bolo-Rei vai ter um boom enorme este ano. A nós é que nos vai calhar a cavaca, perdão, a fava!!!
Devo pedir desculpa por este impropério de 50,6% dos eleitores Portugueses que elegeram um mono para Presidente da República.
A indústria do Bolo-Rei vai ter um boom enorme este ano. A nós é que nos vai calhar a cavaca, perdão, a fava!!!
Habemus Silva
Como dizia a CNN ontem à noite, o Conservador, AnÃbal Cavaco Silva, foi eleito com 50.6% dos votos. Se, antes de mais, devemos felicitar os vencedores porque afinal ganharam, devemos também nunca nos esquecermos do porquê dessa vitória e a quem pertence esta vitória. Os Merceeiros e os empreiteiros venceram uma eleição para a qual tanto contribuÃram com os milhões que investiram e é também, uma vitória de uma comunicação social que faz, ciclicamente quando o PSD ou um candidato do PSD está em eleições, a construção de uma imagem de vitória. Contudo, isto não explica tudo acerca da derrota da Esquerda Convencional com um singelo relampejo de um movimento de cidadãos alegres. Foi essencialmente uma derrota do Partido Socialista e não do seu eleitorado, foi a derrota de um Partido Socialista que tarda em renovar-se e libertar-se dos seus caciques.
Conseguimos eleger o nosso George Bush da polÃtica Portuguesa, ou seja, parafraseando Garcia Pereira na sua intervenção de ontem, chegámos ao grau zero da polÃtica em Portugal. Um candidato sem ideias e que não lê jornais foi eleito à primeira volta a soldo dos interesses económicos de alguns empresários Portugueses que insistem em ficar em Portugal mas que, a bem de Portugal, poderiam muito bem ir para a Holanda tal como prometeu um deles. Construiu-se um mito em torno de Cavaco Silva com o auxÃlio inestimável das televisões nacionais controladas pelo PSD, um mito sebastianino, de que Cavaco Silva irá agitar uma varinha mágica e fazer aquilo que não fez em dez anos de governo como Primeiro-Ministro.
Gostaria de salientar o papel que a comissão polÃtica do PS teve na eleição de Cavaco Silva. Fez nestas eleições o mesmo que nas eleições autárquicas, não ouviu as bases e não conseguiu perceber que até mesmo o seu eleitorado está farto de Pina Moura´s e Coelhones e outras figuras de uma classe polÃtica que está gasta, é necessário renovar. É também altura de reflectir acerca da Esquerda de todos os dogmas em torno desta. A capacidade de mobilização da Esquerda falhou escandalosamente, ao contrário daquilo que é o preconceito dos polÃticos de esquerda. É necessário mais e melhor e, acima de tudo, uma esquerda renovada ao centro e à esquerda.
Por fim não pude deixar de reparar na alteração dos padrões de comportamento do eleitorado durante a campanha, o avental e a caneta já não fazem o furor de antigamente e a comunicação social tem um papel mais relevante do que as caravanas na eleição de um qualquer candidato. As pessoas já não querem ouvir as ideias, isso é trabalho a mais parece-me que seja essa ideia que corre a cabeças dos eleitores, querem antes eleger uma figura, e nisso, Francisco Lousã lá terá que pôr uma gravata creio eu. Isto são os tempos de uma polÃtica ocidentalizada, uma polÃtica de imagem onde o sorriso e a expressão facial são mais determinantes na captação de votos de indecisos do que propriamente as ideias e os consultores de Marketing PolÃtico do PSD sabem muito bem disso.
Conseguimos eleger o nosso George Bush da polÃtica Portuguesa, ou seja, parafraseando Garcia Pereira na sua intervenção de ontem, chegámos ao grau zero da polÃtica em Portugal. Um candidato sem ideias e que não lê jornais foi eleito à primeira volta a soldo dos interesses económicos de alguns empresários Portugueses que insistem em ficar em Portugal mas que, a bem de Portugal, poderiam muito bem ir para a Holanda tal como prometeu um deles. Construiu-se um mito em torno de Cavaco Silva com o auxÃlio inestimável das televisões nacionais controladas pelo PSD, um mito sebastianino, de que Cavaco Silva irá agitar uma varinha mágica e fazer aquilo que não fez em dez anos de governo como Primeiro-Ministro.
Gostaria de salientar o papel que a comissão polÃtica do PS teve na eleição de Cavaco Silva. Fez nestas eleições o mesmo que nas eleições autárquicas, não ouviu as bases e não conseguiu perceber que até mesmo o seu eleitorado está farto de Pina Moura´s e Coelhones e outras figuras de uma classe polÃtica que está gasta, é necessário renovar. É também altura de reflectir acerca da Esquerda de todos os dogmas em torno desta. A capacidade de mobilização da Esquerda falhou escandalosamente, ao contrário daquilo que é o preconceito dos polÃticos de esquerda. É necessário mais e melhor e, acima de tudo, uma esquerda renovada ao centro e à esquerda.
Por fim não pude deixar de reparar na alteração dos padrões de comportamento do eleitorado durante a campanha, o avental e a caneta já não fazem o furor de antigamente e a comunicação social tem um papel mais relevante do que as caravanas na eleição de um qualquer candidato. As pessoas já não querem ouvir as ideias, isso é trabalho a mais parece-me que seja essa ideia que corre a cabeças dos eleitores, querem antes eleger uma figura, e nisso, Francisco Lousã lá terá que pôr uma gravata creio eu. Isto são os tempos de uma polÃtica ocidentalizada, uma polÃtica de imagem onde o sorriso e a expressão facial são mais determinantes na captação de votos de indecisos do que propriamente as ideias e os consultores de Marketing PolÃtico do PSD sabem muito bem disso.
sexta-feira, janeiro 20, 2006
Relógio à moda antiga, muito antiga por sinal
Já vimos relógios de corda do tempo dos nossos avós. Agora imaginem lá o que seria se não houvesse relógios de corda nem digitais e que, por requintes de malvadez, teria que se cravar um desgraçado qualquer para nos dar as horas desta forma.
terça-feira, janeiro 17, 2006
Dominus roviscum
Se há uma regra inabalável na vida do Português médio, essa regra é, sem dúvida, mais vale parecê-lo do que sê-lo. Desde à séculos que os Portugueses vivem sob a batuta do catolicismo obscuro imposto pelos muy sapientes governantes que nos taparam os olhos e conduziram-nos como carneiros para o matadouro durante séculos a fio. De facto, a memória curta dos Portugueses só pode ser explicada através dessa lógica lusocatólica que permite os sábados no bordel e os domingos na missa. De alguma forma cada qual vive a sua vida prevaricando e invejando o próximo durante a semana com a reserva moral de que no Domingo, final derradeiro da semana, o perdão estava aà com uns balbuciantes exercÃcios de lábios e uns bons pares de joelhos postrados na lage fria. Neste cenário, aparece o Sr. Silva como o senhor prior numa paróquia conhecida pela devoção das suas gentes na santa cartolina, a que a pariu, e pelas suas putas, que as há e muitas por sinal. O Sr. Silva, com o seu asepcto austéro de quem comeu, bolo-rei, e não gostou, assume-se como a alternativa viável para continuar a parecêr-lo, antes demais do que sê-lo, não fosse a lógica falhar. Claro está que, esta falácia lógica do Sr. Silva entre o sê-lo e o parecê-lo não é entendÃvel pelos paroquianos desta enorme e pia freguesia que é Portugal, é sim manobra dos senhores das mercearias que sufocam os paroquianos. Para quê tanta chatice em pensar ou recordar o que o Sr. Silva fez de mal a este paÃs, o que importa é que, no sábado há bola, madame blanche e paróla. No domingo afaga esses olhos remelosos de pecado e álcool por digerir ainda e vai à missa botar o boto no Sr. Silva porque o que se quer é putas ao sábado e as irmãs ao Domingo.
Será isto um retrato muito desfazado do que poderá vir a suceder no próximo dia 22??? Espero bem que não, no entanto, Domingo é dia de missa.
Será isto um retrato muito desfazado do que poderá vir a suceder no próximo dia 22??? Espero bem que não, no entanto, Domingo é dia de missa.
sexta-feira, janeiro 13, 2006
Chefe mas pouco
Por vezes temos a ideia que alguém que vive alheado do que se passa no seu paÃs está errado e, acima de tudo, desfazado. Atendendo à s últimas notÃcias que nos revelam que há individuos que concorrem em eleições, que as ganham e que até têem umas contas na Suiça recheadas com uns dinheiritos ganhos aqui e ali de uma forma misteriosa, quem é que poderá censorar essas pessoas que vivem desfazadas quando, vista bem a situação, esse desfazamento é a garantia de alguma sanidade?
No tempo da PIDE, as escutas telefónicas eram práctica comum no controlo dosrevolucionárias e da normal e moral ordem das coisas. Actualmente, existem escutas, e cada vez mais, e estamos a proteger o quê? a Democracia? O Próprio Presidente da República que também foi alvo de escutas telefónicas? è caso para dizer que, o Presidente da República, é chefe mas pouco.
No tempo da PIDE, as escutas telefónicas eram práctica comum no controlo dosrevolucionárias e da normal e moral ordem das coisas. Actualmente, existem escutas, e cada vez mais, e estamos a proteger o quê? a Democracia? O Próprio Presidente da República que também foi alvo de escutas telefónicas? è caso para dizer que, o Presidente da República, é chefe mas pouco.
terça-feira, janeiro 10, 2006
Pretérito mais que perfeito
Já referi aqui algumas questões importantes que têem a ver com a construção ou distorção de uma ideia de nação. Volto desta feita à carga com um texto da autoria de Miguel Cardina que vem, a meu ver, a calhar devido à s Presidenciais e também a um célebre debate promovido pelo programa da RTP 1, "Prós e Contras", em que a Dra. Filomena Mónica "brilhou" ( a ironia, a ironia). O atavismo, o preconceito básico e aristocratizante de alguns membros da nossa grande comunidade chamada Portugal, produziram estas marcas identitárias tão faladas e propagadas pelas membros das melhores famÃlias de Portugal já desde o tempo de Oliveira Salazar e, espantem-se, até aos tempos actuais. A ideia de um povo que é burro, inculto, ou melhor, mais burro e mais inculto que os demais povos europeus, a ideia de uma identidade originária no Norte de áfrica, bem como, uma idêntica identidade originária que alguns profetas atribuiem aos Celtas em Portugal, construÃram desde sempre a resignação de imobilismo em relação aos que nos governam. De alguma forma, a maioria ainda espera por um Dom Sebastião revisitado e acha que alguém, sempre alguém, há-de fazer alguma coisa por eles.
Ontem no programa Prós e Contras, pela primeira vez, um polÃtico disse abertamente a verdade. O sistema de Segurança Social Português está falido. Sob apenas este aspecto o Ministro dasd Finanças esteve bem e demonstrou ser responsável. Perante isto, há que fazer um exame de consciência e ver se há alguma lógica nas seguintes situações:
Ontem no programa Prós e Contras, pela primeira vez, um polÃtico disse abertamente a verdade. O sistema de Segurança Social Português está falido. Sob apenas este aspecto o Ministro dasd Finanças esteve bem e demonstrou ser responsável. Perante isto, há que fazer um exame de consciência e ver se há alguma lógica nas seguintes situações:
- Protestar contra o Governo, ou governos, por causa da Educação neste paÃs envergando um fato negro promovido como "Tradição" pelo regime do Estado Novo em que fazia-se crer que se pertencia a uma casta de intocáveis, advogando agora que o Ensino é para todos. Um traje académico, para além de inútil, é caro e marca também a diferença entre aqueles que podem dar umas massas valentes por um fato desses e os que não.
- Votar no individuo que, quando foi Primeiro Ministro, tinha um milhão de Euros por dia a chegar de mão beijada mas que nunca conseguiu modernizar o paÃs e alterar o tecido produtivo do paÃs. No tempo desta personagem nunca a Mercedes nem a BMW venderam tantas máquinas agrÃcolas como na altura. Gozem-se da Ponte Vasco da Gama e da Auto-estrada do Algarve
- Queixarmo-nos da crise quando se venderam mais automóveis de luxo o ano passado do que em qualquer outro ano. Quando há crise e as viagens de ferias no estrangeiro aumentam de ano para ano. Quando os artigos de luxo e desejo são os que verificam o maior aumento no volume de vendas em Portugal.
Pensem bem nisto e leiam bem o texto e vamos refazer, ou melhor, reinventar Portugal.
domingo, janeiro 08, 2006
Música
Não há forma de desmontar esta evidência. Quando conhecemos alguém começamos a extrair, instintivamente, dessa pessoa, impressões. Todavia, essas impressões poderão estar encerradas nas grilhetas dos lugares comuns e demais atavismos latentes nas diversas formas de preconceito. Tendo em conta isto procuro transmitir algumas das minhas preferências musicais, mais propriamente, o que ando a ouvir actualmente.
- Interpol - "Antics"
- Residents " Animal Lover"
- Residents " Third Reich and Roll"
- Gorillaz " Demon days"
- Robert Wyath " Cockooland"
De facto, as preferências musicais não fazem uma pessoa, mas ajudam. Encerrar a possibilidade de conhecer ou dar-se a conhecer novas coisas apenas porque se está encerrado(a) num determinado estilo musical ou de vida é imobilismo intelectual. Que cinzenta que será a vida de quem não voa simplesmente.
quarta-feira, janeiro 04, 2006
Tugalândia
Cada vez mais tenho a convicção que é necessário reciclar muitas das mentalidades e formas de estar na vida de todos nós Portugueses. Portugal sempre foi um paÃs em que a “eliteâ€� pouco produziu de si própria e muito copiou de outros. De certa forma, essa foi a estratégia para continuar a dominar os ensejos modernistas do paÃs utilizando sempre a expressão “ lá fora é que é bomâ€�. Nos antÃpodas desta questão residem aqueles que, impregnados de um atavismo cego e crónico, procuraram sempre defender as tradições deste paÃs. Ora vejamos, o Fado não é sÃntese musical da música produzida em Portugal, Lisboa, a capital, não é único nem privilegiável cartaz turÃstico de um paÃs macrocéfalo, com laivos de Primeiro Mundo vivendo, fora dos cartazes turÃsticos, num limbo entre o primeiro e o terceiro mundo. Portugal não é, acima de tudo, como disse Filomena Mónica, um paÃs com um povo feio porque era atarracada a estatura média do povo. É acima de tudo, um gigante adormecido, quer em estatura, quer em valia e desenvolvimento. A todos aqueles que dizem que querem ir embora ou que este paÃs não dá mais e que está à beira do colapso, eu digo, têem razão sim senhor, ide ide embora, em terra de cegos quem tem olho é Rei!!!
Por fim, gostaria de salientar um aspecto importante, que tem a ver com muito do que tem vindo a ser dito acerca do povo Português. O povo português é trabalhador quando motivado, disciplinado quando motivado, criativo quando necessário e empreendedor. Apesar disto, temos que aguentar, até ver, com uma burguesia pouco instruÃda e preguiçosa, um empresariado que é constituÃdo em 73% por indivÃduos com a 4ª classe, e uma aristocracia indolente e tesa que nem um barrote.
Por fim, gostaria de salientar um aspecto importante, que tem a ver com muito do que tem vindo a ser dito acerca do povo Português. O povo português é trabalhador quando motivado, disciplinado quando motivado, criativo quando necessário e empreendedor. Apesar disto, temos que aguentar, até ver, com uma burguesia pouco instruÃda e preguiçosa, um empresariado que é constituÃdo em 73% por indivÃduos com a 4ª classe, e uma aristocracia indolente e tesa que nem um barrote.
segunda-feira, janeiro 02, 2006
2006
Agora que a comoção passou e o que resta dos festejos da chegada do Novo Ano é uma ressacazinha que teima em não desapareçer, há que olhar em frente e agarrar o ano que já iniciou. Como dizia Einstein: " O único sÃtio onde o sucesso vem antes do trabalho é no Dicionário" e como tal há que deitar mãos à obra de construir um bom Ano de 2006 e, atempadamente, planear o que for possÃvel planear para estarmos preparados para todas as eventualidades. Eu tomei este conselho à risca e, como vou começar um curso de Higiene e Segurança no Trabalho, eu, precavido como sou, já tomei banho e tudo!!!
sábado, dezembro 31, 2005
FELIZ ANO NOVO
A todos um Feliz Ano Novo e que este vos traga tudo o que desejarem!!!
FELIZ ANO NOVO!!!
quinta-feira, dezembro 29, 2005
Fim de ano
É sempre por esta altura que se fazem as contas do que aconteceu durante o ano que finda, e que, numa contagem decrescente morre. Pessoas juntam-se em festarolas, vulgo reveillon, e embebedam-se romanamente em orgias de álcool e sabe lá mais o quê a pretexto da vinda de um novo Ano cheio de esperança e com votos de prosperidade. É estranho todo este movimento em torno de uma data que se cria mas que poderia ser alterada, ou seja, na noite de 31 de Dezembro para 01 de Janeiro, aconteçe o mesmo do que nas restantes noites do ano, muda o dia. Sem querer ser demasiado pragmático em torno desta questão, o facto é que o Fim de Ano é simbólico/pretexto para festa. Este pretexto por si só não é grave, aliás, deveriam-se criar mais pretextos ao longo, pelo menos é o que eu faço. Assim, sendo o Final do Ano um pretexto para festa, eu, já devo ir no ano 2200 e tantos, para mim qualquer coisa é motivo de festa.
Em suma, a retrsopectiva e votos para um futuro melhor são construÃdas todos os dias do ano e é isso que nos impele. Entretanto, quanto a este pretexto que é o Fim de Ano desejo uma festa de arromba para todos e a entrada auspiciosa no novo ano que entra aÃ.
Em suma, a retrsopectiva e votos para um futuro melhor são construÃdas todos os dias do ano e é isso que nos impele. Entretanto, quanto a este pretexto que é o Fim de Ano desejo uma festa de arromba para todos e a entrada auspiciosa no novo ano que entra aÃ.
terça-feira, dezembro 27, 2005
Ah pois é!!!
Agora que já estamos na ressaca do Natal e do cartão de crédito esgotado, há que seguir em frente rumo ao ano de 2006. E para o ano de 2006 nada como desejar saúde, pelo menos, a mesma saúde que o Pai de Júlio Iglésias teve enquanto foi vivo. Consta que, o pai de Júlio Iglésias, faleceu com a idade de 90 anos, no entanto, o insólito não foi este facto. O Insólito foi o facto de este ter falecido e ter deixado uma irmã a Júlio Iglésias com apenas ano e meio de idade, e mais, a segunda esposa do pai de Júlio Iglésias está grávida do segundo filho. Por isso meus amigos e amigas o que é preciso é saúde até aos 90 anos pelo menos.
Feliz Ano Novo de 2006!!!
Feliz Ano Novo de 2006!!!
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Pai Natal
Como em Portugal ainda se acredita no Pai Natal que há-de chegar para resolver crise que o paÃs atravessa, num misto de Sebastião revisitado e Papá Noel bonzinho, faço aqui um apelo para esta quadra festiva. O Pai Natal só vem a quem se portou bem o ano inteiro e, mesmo esses, na maioria, já têem idade para saberem que o Pai Natal não existe, e que, Pai Natal somos todos nós porque temos que fazer por nós próprios, ninguém faz por nós. As sucessivas crenças num Sebastião que virá salvar o paÃs dos males que o graçam é, ciclicamente, promovido pelas máquinas de Marketing polÃtico dos partidos do poder, e o povo, esquecido, vai lá a todas as eleições depositar o seu cheque em branco para todos aqueles que, em 30 anos, nada fizeram pelo paÃs, ou pouco aliás.
Temos uma geração que cresçeu no Cavaquismo onde, a educação era alvo de chacota de todos, menosprezada e abandalhada. Qual será o espanto em saber que os jovens trintões portugueses se interessem mais pelo Big Brother do que propriamente em ler um livro por exemplo? Nenhum, simplesmente nenhum espanto, aliás, espanto seria se fosse o contrário. Adicionalmente a isto está o facto de esta geração ser essa massa enorme de indecisos que votam de acordo com o tipo de campanha e que, a nÃvel de exigência para com os seus governantes, estão-se a borrifar.
Aproveitando a quadra festiva em que nos encontramos, desejo a todos vós um Feliz Natal. Pode ser que o Pai Natal exista e nos traga um presentinho bom que precisamos neste paÃs, uma classe polÃtica séria e renovada!!
FELIZ NATAL A TODOS!!!!!
P.S. : Já agora na noite de Natal desliguem os exaustores não vá o Diabo teçê-las!
Temos uma geração que cresçeu no Cavaquismo onde, a educação era alvo de chacota de todos, menosprezada e abandalhada. Qual será o espanto em saber que os jovens trintões portugueses se interessem mais pelo Big Brother do que propriamente em ler um livro por exemplo? Nenhum, simplesmente nenhum espanto, aliás, espanto seria se fosse o contrário. Adicionalmente a isto está o facto de esta geração ser essa massa enorme de indecisos que votam de acordo com o tipo de campanha e que, a nÃvel de exigência para com os seus governantes, estão-se a borrifar.
Aproveitando a quadra festiva em que nos encontramos, desejo a todos vós um Feliz Natal. Pode ser que o Pai Natal exista e nos traga um presentinho bom que precisamos neste paÃs, uma classe polÃtica séria e renovada!!
FELIZ NATAL A TODOS!!!!!
P.S. : Já agora na noite de Natal desliguem os exaustores não vá o Diabo teçê-las!
terça-feira, dezembro 20, 2005
Um barómetro por favor!!!
Eu nasci numa ex-colónia Portuguesa em Ã�frica, mais propriamente Angola, no entanto, pelo facto de ter saÃdo de Angola com um ano de idade, não tenho propriamente recordações do paÃs onde nasci. Qualquer das vias, sempre vivi com as recordações que os meus pais e familiares trouxeram de Angola, bem como, com o estigma criado em Portugal em torno dos apelidados de retornados, termo mais lisonjeiro que o conhecido "branco de segunda". O facto é que, no seio dos que vieram de Angola, Mário Soares é persona non grata por ser inculcada neste a responsabilidade da perda de Angola. Sempre achei estranha essa teoria, e sem querer ilibar de culpas Mário Soares pelo processo de abandono de Angola, de que este fosse culpado de todo o processo. Numa altura em que Portugal se via na situação de paÃs colonizável pelas potências da Guerra Fria, as ex-colónias, eram um fruto mais do que apetecido e, nos bastidores das "conversações" as peças do xadrez polÃtico movimentavam-se frenéticamente.
É um erro culpar-se apenas as autoridades Portuguesas da altura pelo processo de abandono que se verificou porque, sem margem para dúvida, este foi maneatado pelas potências da Guerra Fria numa luta pelo controlo geo-polÃtico de uma zona do globo extremamente rica. Fico com a sensação que alguns retornados ainda sonhavam com um paÃs livre, Angola, com a convivência entre europeus e africanos sana e pacÃfica. Pensou-se isso antes da descolonização e alguns partidos independentistas, o MPLA por exemplo, tinham nas suas fileiras europeus que sonhavam com uma Angola livre e independente. O facto é que esse cenário não interessava à s novas potências colonizadoras, EUA e URSS, e o processo de saÃda rápida de Portugal teve que ser feito. É necessário referir que nas negociações para a Independência de Angola o Partido Comunista Português teve um papel fundamental e decisório no abandono de Angola pelos Portugueses e consequente entrega do poder ao Partido menos expressivo em Angola, o MPLA. Quanto a Mário Soares, apesar de ter sido responsável pela ideia de uma transição rápida e com eleições entre os partidos independentistas contrariada pelos negociadores afectos ao Partido Comunista, se teve influência no desenrolar do processo, esta não foi a maior nem a mais decisiva, nas negociações os comunistas sempre foram condescendentes com as pretensões do MPLA, contrariando a estratégia oficial de Portugal. Culpados pela descolonização de Angola, ou melhor, pela forma como este se desenrolou apesar de ter vindo com vinte anos de atraso, foram: EUA, URSS, Rosa Coutinho, Salazar e Marcelo Caetano, no meio de isto tudo está também Mário Soares, pesa embora o facto de, na no top mais da lista o seu nome não constar em primeiro. Infelizmente, muitos portugueses que foram para Angola viveram uma quimera alimentada pelo Estado Novo que tinha que manter a sua presença em Ã�frica para usufruir das riquezas das ex-colónias Portuguesas.
Por fim, a todos aqueles que ainda pensam com os pés, que é o mesmo que dizer, todos aqueles que ainda pensam que os retornados é que desgraçaram este paÃs, devo dizer o seguinte:
É um erro culpar-se apenas as autoridades Portuguesas da altura pelo processo de abandono que se verificou porque, sem margem para dúvida, este foi maneatado pelas potências da Guerra Fria numa luta pelo controlo geo-polÃtico de uma zona do globo extremamente rica. Fico com a sensação que alguns retornados ainda sonhavam com um paÃs livre, Angola, com a convivência entre europeus e africanos sana e pacÃfica. Pensou-se isso antes da descolonização e alguns partidos independentistas, o MPLA por exemplo, tinham nas suas fileiras europeus que sonhavam com uma Angola livre e independente. O facto é que esse cenário não interessava à s novas potências colonizadoras, EUA e URSS, e o processo de saÃda rápida de Portugal teve que ser feito. É necessário referir que nas negociações para a Independência de Angola o Partido Comunista Português teve um papel fundamental e decisório no abandono de Angola pelos Portugueses e consequente entrega do poder ao Partido menos expressivo em Angola, o MPLA. Quanto a Mário Soares, apesar de ter sido responsável pela ideia de uma transição rápida e com eleições entre os partidos independentistas contrariada pelos negociadores afectos ao Partido Comunista, se teve influência no desenrolar do processo, esta não foi a maior nem a mais decisiva, nas negociações os comunistas sempre foram condescendentes com as pretensões do MPLA, contrariando a estratégia oficial de Portugal. Culpados pela descolonização de Angola, ou melhor, pela forma como este se desenrolou apesar de ter vindo com vinte anos de atraso, foram: EUA, URSS, Rosa Coutinho, Salazar e Marcelo Caetano, no meio de isto tudo está também Mário Soares, pesa embora o facto de, na no top mais da lista o seu nome não constar em primeiro. Infelizmente, muitos portugueses que foram para Angola viveram uma quimera alimentada pelo Estado Novo que tinha que manter a sua presença em Ã�frica para usufruir das riquezas das ex-colónias Portuguesas.
Por fim, a todos aqueles que ainda pensam com os pés, que é o mesmo que dizer, todos aqueles que ainda pensam que os retornados é que desgraçaram este paÃs, devo dizer o seguinte:
- Se muitos têem reformas aos retornados o devem por estes terem feito descontos nas colónias para Portugal e não terem usufruÃdo destas quando se reformaram. Tenho o exemplo de um falecido Tio meu que descontou durante 20 anos para a Segurança Social Portuguesa mas que, quando pediu a reforma já em Portugal, foi-lhe negada e só contou o tempo que descontou cá em Portugal.
- Se Portugal era, e ainda é um paÃs cinzento e fatalista, com a vinda de todos os retornados, Portugal ficou sem dúvida menos cinzento com a alegria e horizontes abertos dos retornados.
- Se não fossem as colónias Portuguesas durante o regime fascista, em Portugal continental, teria-se morrido de fome.
Não se esqueçam, aprendam a viver a vida sem ficar amarrado ao que já não volta.
sexta-feira, dezembro 16, 2005
Direito de Pernada
A Câmara Municipal de Tomar instaurou uma comissão para descobrir legislação antiga, ainda em vigor, que lhe permita descartar-se de algumas responsabilidades e obter alguns benefÃcios. Tudo isto foi despoletado por uma disputa entre a Junta de Freguesia de Paialvo e a Câmara Municipal de Tomar, em que a Junta de Freguesia de Paialvo reclamava o custeamento das despesas de conservação do Pelourinho sito nessa freguesia pela edilidade. Em resposta a esta exigência, a Câmara Municipal de Tomar, recorreu a uma lei do tempo de Salazar para se isentar de responsabilidades. Entretanto, descobriram uma Lei que confere o Direito de Pernada ao Alcaide da Vila de Tomar, que é o mesmo que dizer o Presidente da Câmara, e que consiste no direito que esta Lei confere ao presidente da edilidade do concelho em dormir com todas as noivas que casem no concelho. O facto é que as leis enquanto não forem revogadas produzem eficácia e esta lei do tempo do reinado de Pedro I não é excepção. Resta saber se há, ou não, cumprimento da Lei, Lei é Lei!!!
Quem me dera ser Presidente da Câmara.....de Tomar é claro!
Quem me dera ser Presidente da Câmara.....de Tomar é claro!
quinta-feira, dezembro 15, 2005
Sonho com um Verão que há-de vir
Sugestões de Natal
Vou iniciar uma rubrica em que vos vou dar dicas para as prendinhas de Natal a oferecer a miúdos e graúdos. Quem nunca desejou ter no Natal um brinquedo fantástico? Toda a gente concerteza e agora imaginem a sensação que será uma criançola, ou até mesmo o papá, receber um lança rockets ou até mesmo um tanque de guerra completamente equipado, humm?!!! Pensam que é difÃcil? Pois não é nada difÃcil basta consultarem o catálogo que o Ministério da Defesa Russo tem a net e encomendar. Também temos vasos de guerra!!!
P.S: Se calhar há promoções em Janeiro!!!
P.S: Se calhar há promoções em Janeiro!!!
quarta-feira, dezembro 14, 2005
Mistérios Insondáveis
Há coisas que para mim são um mistério absoluto. Coisas que, por vezes, apesar de serem explicadas escapam completamente à razoabilidade pois, essas coisas explicadas, são do conhecimento geral de todos mas, todavia, as pessoas insistem a incorrerem nos mesmos erros de sempre. Os dados acerca da violência doméstica são negros em Portugal e também noutros paÃses, no entanto, há um denominador comum. Em todos os casos de violência doméstica os maus tratos são reiterados e contÃnuos durante vários anos, ou seja, na generalidade, as mulheres vÃtimas de maus tratos só reportam estes casos após vários anos de abusos. Se por um lado se pode explicar esta situação pelo peso que a educação machista a que as gerações que cresceram antes e durante os anos setenta, por outro lado, não é explicável quando enquadrada em pessoas mais jovens e que são, sem dúvida neste aspecto, mais esclarecidas acerca do seu papel na sociedade, como mulheres, e quais as responsabilidades, direitos e obrigações enquanto parte de um casal. Devo salientar que a igualdade de tratamento entre homens e mulheres ainda não é o que deveria ser e que há muito a fazer, no entanto, já não estamos nos anos sessenta com o papel esclusivo de Fada do Lar dado à mulher, ou estamos?
De várias conversas que tenho tido com amigos e amigas que estão nesse imaculado e intocável estado matrimonial, com ou sem papéis, o que eu verifico é que as mulheres aturam muito mais impropérios e brigas do que propriamente os homens. Parece que para as mulheres o importante é agarrarem-se de unhas e dentes a um relacionamento que não é saudável mas que, segundo elas, é importante manter-se por uma questão de segurança. Segurança? o que é isto? Ter sempre alguém em casa quando se chega do trabalho mesmo que seja, invariavelmente, para se brigar sobre assuntos que não merecem ser discutidos quanto mais se brigar por causa disso? Há outro aspecto que é importante salientar que é o facto de as mulheres pensarem, ao mesmo tempo que os homens, que o facto de viverem juntos e haver "responsabilidades" poderá produzir alterações subtanciais ao seu parceiro para melhor. É certo que alguma coisa muda na nossa vivência quando vivemos juntos com alguém e viver com alguém é também um "jogo" de cedências implÃcitas mas que surgem de uma forma espontânea, e como tal, a vivência é possÃvel e saudável. No entanto, quando ninguém pretende alterar a sua forma de ser, o relacionamento, não altera por si só, ou seja, é altura de se rever muito cuidadosamente toda a estrutura do relacionamento, o que é o mesmo que dizer, curtam enquanto durar porque está condenado a acabar violentamente se nos apercebermos disso tarde demais. Para piorar a situação e sem generalizar muito porque nem todos somos iguais felizmente, há quem pense que um filho poderá produzir as alterações no seu parceiro que o próprio realcionamento não conseguiu produzir. Resultado? Divórcio, filhos com pais a tempos espaçados e mulheres amarguradas com elas e com a vida.
De várias conversas que tenho tido com amigos e amigas que estão nesse imaculado e intocável estado matrimonial, com ou sem papéis, o que eu verifico é que as mulheres aturam muito mais impropérios e brigas do que propriamente os homens. Parece que para as mulheres o importante é agarrarem-se de unhas e dentes a um relacionamento que não é saudável mas que, segundo elas, é importante manter-se por uma questão de segurança. Segurança? o que é isto? Ter sempre alguém em casa quando se chega do trabalho mesmo que seja, invariavelmente, para se brigar sobre assuntos que não merecem ser discutidos quanto mais se brigar por causa disso? Há outro aspecto que é importante salientar que é o facto de as mulheres pensarem, ao mesmo tempo que os homens, que o facto de viverem juntos e haver "responsabilidades" poderá produzir alterações subtanciais ao seu parceiro para melhor. É certo que alguma coisa muda na nossa vivência quando vivemos juntos com alguém e viver com alguém é também um "jogo" de cedências implÃcitas mas que surgem de uma forma espontânea, e como tal, a vivência é possÃvel e saudável. No entanto, quando ninguém pretende alterar a sua forma de ser, o relacionamento, não altera por si só, ou seja, é altura de se rever muito cuidadosamente toda a estrutura do relacionamento, o que é o mesmo que dizer, curtam enquanto durar porque está condenado a acabar violentamente se nos apercebermos disso tarde demais. Para piorar a situação e sem generalizar muito porque nem todos somos iguais felizmente, há quem pense que um filho poderá produzir as alterações no seu parceiro que o próprio realcionamento não conseguiu produzir. Resultado? Divórcio, filhos com pais a tempos espaçados e mulheres amarguradas com elas e com a vida.
segunda-feira, dezembro 12, 2005
As coisas da vida
Sinceramente não consigo perceber aqueles que falam/opinam/aconselham/alvitram/desvendam etc etc... as coisas da vida. Será que ainda não perceberam que a felicidade está a 10 forwards de distância num qualquer mail com uma apresentação pirosa em Powerpoint? será que nunca receberam uma porcaria dessas? Gostava de saber quem é o(a) artista/artola/quem não tem nada que fazer/opinador/pessoa com um gosto muito duvidoso que faz aquelas apresentações pirosas. Se houver dinheiro envolvido nesta história de enviar fowards para centenas de pessoas com mensagens idiotas eu também quero aprender o ofÃcio. Um dia destes meto a minha foto numa apresentação feita em Powerpoint com o NIB da minha conta e digo que sofro de uns ataques e que se depositarem qualquer coisinha na minha conta e, como não poderia deixar de ser, fizerem foward a pelo menos 10 pessoas que eu não as irei chatear a casa com uns ataques manhosos a espumar da boca.
Resoluções de Final de Ano
Aproxima-se a época do ano em que muitos de nós tomamos as resoluções de final do ano, ou seja, pensamos acerca do que sucedeu durante o ano que está a terminar e tentamos perspectivar o ano que vem. Eu também estou a equacionar que tipo de resoluções irei tomar para o final do ano. Tendo em conta alguns acontecimentos recentes, ou quase, da minha vida, aprendi que a vida tem que ser levada um dia de cada vez e, como tal, as próprias resoluções de final do ano vão contra tudo isso. Houve dois eventos que me marcaram bastante e moldaram a minha forma de olhar a vida, não interessam quais concretamente mas, de facto esses eventos esculpiram, em baixo relevo, a superfÃcie de quem sou. Tomei uma abordagem nova à vida, ou seja, vivo o dia de hoje esquecendo o que foi o ontem e não pensando muito no amanhã. Irresponsabilidade poderão pensar alguns mas gosto de chamar isto sanidade. Apercebi-me que por cá, neste mundo “civilizadoâ€�, temos uma vida absolutamente estúpida e insÃpida, e eu, como os demais mortais, gostaria de apreciar mais a curta vida que temos por cá. Não posso viver atracado a eventos que se passaram, nem tão pouco, a aquilo que poderá ser o dia de amanhã. Assim a minha resolução para o final do ano é:
Não tomar resoluções algumas que sejam, viver a dia um dia após o outro e tentar tirar o máximo proveito de cada dia que nos é oferecido. Marcarei objectivos genéricos sem compromisso de resolução e viverei a vida, ou seja, quero ver a vida correr. Viajar, conhecer pessoas, conviver com pessoas e viver a vida tal como ela poderá ser….boa!!
Quanto a vós, desejo-vos o mesmo, curtam a vida!! Um dia de cada vez é claro!!!
Não tomar resoluções algumas que sejam, viver a dia um dia após o outro e tentar tirar o máximo proveito de cada dia que nos é oferecido. Marcarei objectivos genéricos sem compromisso de resolução e viverei a vida, ou seja, quero ver a vida correr. Viajar, conhecer pessoas, conviver com pessoas e viver a vida tal como ela poderá ser….boa!!
Quanto a vós, desejo-vos o mesmo, curtam a vida!! Um dia de cada vez é claro!!!
sexta-feira, dezembro 09, 2005
Debates
Já vi os dois primeiros debates entre candidatos à Presidência da República e o que, quanto a mim, melhor caracteriza os mesmos é a palavra fraco. A forma como estão a ser conduzidos os debates está a permitir o não debate de ideias. Neste cenário, Cavaco Silva, é o mais beneficiado por via do facto de ser o candidato que tem a noção mais vaga e desfasada do cargo e, consequentemente, menos ideias. Mário Soares afirmou isso ontem antes do debate e fê-lo de uma forma acutilante na medida em que, os debates, foram negociados entre os cinco principais candidatos, sendo a vontade de um candidato, Cavaco Silva, mais forte que a dos demais. Já referi que, ou pelo menos fiz entender, que a candidatura de Cavaco Silva goza do apoio de opinion makers no sentido de formularem a imagem de uma supercandidatura ao ponto de, em sondagens com 500 e poucas entrevistas válidas, darem a vitória mais que certa a Cavaco Silva. É conhecido, pelo menos aos mais atentos, que as Televisões nacionais pendem para uma determinada área polÃtica nacional e que, por coincidência digo jocosamente, o beneficiado desta situação é o PSD. É altura de pararmos e pensarmos bem se pretendemos continuar com este velho estar de coisas que nos deixou na ruÃna. A todos os que são de Esquerda a campanha também é de todos nós, independentemente do candidato, para fazer frente a esta manipulação baixa a que a opinião pública está a ser sujeita.
segunda-feira, dezembro 05, 2005
Tuganews
No outro dia é que reparei neste pequeno detalhe dos noticiários Portugueses. Todos os anos, por esta altura, há sempre uma notÃcia acerca da queda de neve na Serra da Estrela. Qual é a novidade? Todos os anos neva na Serra da Estrela, não é novidade nenhuma, no entanto, todos os anos temos que gramar com um skecth acerca da neve começou a cair na Serra da Estrela, acompanhada sempre é claro, por um turista nacional a deslizar encosta abaixo com um saco de plástico. Mas que raio de noticiário temos nós por cá? De facto, notÃcias há poucas e os jornalistas têm que "inventar" algumas notÃcias para encher a grelha.
sábado, dezembro 03, 2005
Macacos no Estádio
Ontem realizou-se o FC Porto - Sporting e a uma dada altura no jogo ouviram-se sons simiescos vindos de um sector das bancadas do Estádio do Dragão. Refiro-me a um momento do jogo em que Rogério, jogador do Sporting, se aproxima da linha lateral e é "presenteado"com um coro de Uhuh tÃpico dos macacos. Depois de ter visto, ou melhor, ter ouvido isto, coloco a seguinte questão: Será que estavam macacos a verem um jogo de futebol? Espero bem que não!!
De resto o meu Sporting mostrou a Garra de Leão!!!
De resto o meu Sporting mostrou a Garra de Leão!!!
quarta-feira, novembro 30, 2005
Chouriços e Crucifixos
Comparar, como fez Ana Drago, um chouriço a um crucifixo, apesar de haver talvez outros exemplos menos chocantes, não é de todo inadmissÃvel na medida em que, quer o chouriço quer o crucifixo, fazem parte do quadro iconográfico Português. A diferença reside no facto de um representar uma Instituição ainda demasiado poderosa, a Igreja, e o outro representar a cultura popular e gastronómica do paÃs. Qualquer das vias não é essa a questão central, a questão aqui centra-se num Estado Laico com iconografia Católica, ou qualquer outra que seja, em Instituições Públicas do Estado. Não faz sentido a continuidade dos crucifixos nas escolas apesar de muitos alunos serem católicos, ou melhor, serem católicos culturais. Na lista possÃvel de Ãcones a serem expostos nas escolas portuguesas estarão muitos no topo das listas de prioridades que não propriamente o crucifixo. Quer queiramos quer não, o Estado Português, é laico e assim deverá continuar. Havendo crucifixos nas escolas deverá haver também a Estrela de David e o crescente da religião muçulmana.
segunda-feira, novembro 28, 2005
A eleição dos cinco equÃvocos
Muito se tem falado acerca dos candidatos à Presidência da República e pouco se tem falado acerca do cargo que um dos candidatos ocupará quando fôr eleito. Entretanto, analisando o perfil dos candidatos, há que parar um pouco e pensar no perfil destes candidatos e encaixá-los no perfil de competências e raio de acção do Presidente da República. Atendendo a isto, dir-se-ia que o rei vai nú, ou seja, nenhum dos candidatos, em especial Cavaco Silva, se perfila como uma figura consensual dentro da polÃtica portuguesa e que, através dos poderes que tem, consiga manter a coesão e o normal funcionamento das Instituições.
O maior dos equÃvocos é Cavaco Silva, esse grande amador da polÃtica portuguesa, conseguiu criar em torno deste a ideia que salvará o paÃs de um futuro incerto e que, ele, será o timoneiro de uma reviravolta que nem ele conseguiu concretizar durante 11 anos de governação, nem conseguirá concretizar com os poderes que poderá ter se eleito para Presidente da República. Então afinal quem ou qual o perfil que conseguirá ser um Presidente da República eficaz atendendo à competências do cargo? Certamente não a intransigência de Jerónimo nem a irreverência de Lousã. Manuel Alegre poderá ser, atendendo ao respeito que demonstrou pelas competências do cargo, um candidato aperfilado mas a poesia não está neste cargo nem tão pouco será uma figura consensual já que não o conseguiu ser no seio do seu partido. Mário Soares é uma figura respeitável e com créditos firmados mas, à semelhança de toda uma classe polÃtica europeia já gasta, servirá melhor no lado de fora a enviar os devidos recados à governação. Cavaco Silva é quanto a mim o maior dos equÃvocos porque não é consensual e conciliador, é um homem só que se regula por ele aninhando-se nele próprio e tornando-se impermeável à s opiniões contrárias. Para mais é um perigo latente na medida em que já aflorou a possibilidade de alterar as competências do presidente da República, tornando Portugal num sistema presidencialista em que o presidente nunca se engana e raramente tem dúvidas, lembram-se?
Nisto o que há a fazer? Certamente evitar a vitória de um candidato de Direita com um discurso preparado de Esquerda não o sendo nem nunca o tendo querido ser. A esquerda terá que se unir e eleger um dos candidatos numa prespectiva do mal menor.
Deixo-vos a descrição e perfil de competências, à luz da Constituição Portuguesa, do Presidente da República
O Presidente da República é, a par da Assembleia da República, do Governo e dos Tribunais, um órgão de soberania (art.º 110.º, n.º 1, da Constituição), sendo o seu estatuto, forma de eleição e competências estabelecidos no TÃtulo II da Parte III da Constituição (art.ºs. 120.º a 146.º).
As suas funções constitucionais são fundamentalmente as de representação da República Portuguesa, de garante da independência nacional, da unidade do Estado e do regular funcionamento das instituições, sendo ainda, por inerência, Comandante Supremo das Forças Armadas (art.º 120.º).
O Presidente da República exerce as suas competências ao abrigo dos art.ºs. 133.º, 134.º e 135.º da Constituição, sendo que a prática de alguns actos é partilhada ou depende da audição de outros órgãos e entidades.
Dentro dessas vastas competências destacam-se, pela sua importância no conjunto dos poderes do Estado e no relacionamento com os outros órgãos de soberania:
- o Comando Supremo das Forças Armadas [ art.ºs. 133.º / p) e 134.º / a) ]
O Presidente da República exerce as funções de Comandante Supremo das Forças Armadas e nomeia e exonera, sob proposta do Governo, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas e os Chefes de Estado-Maior dos três ramos das Forças Armadas.
- a dissolução da Assembleia da República [ art.º 133.º/ e) ]
O Presidente da República pode, observados os limites temporais e circunstanciais do art.º 172.º, dissolver a Assembleia da República, o que implica a necessidade de convocação de novas eleições parlamentares (art.º 113.º, n.º 6) e, após a realização destas, a demissão do Governo [art.º 195.º, n.º 1, a)].
- a nomeação do Primeiro-Ministro [ art.º 133.º/ f) ] e a demissão do Governo [ art.º 133.º/g) ]
O Presidente da República nomeia o Primeiro-Ministro tendo em conta os resultados eleitorais (art.º 187.º, n.º 1) e nomeia os restantes membros do Governo sob proposta do Primeiro-Ministro [art.º 133.º, h)]. Pode, por outro lado, demitir o Governo quando tal se torne necessário para assegurar o regular funcionamento das instituições democráticas (art.º 195.º, n.º 2).
- a dissolução dos órgãos de governo próprio das regiões autónomas [ art.º 133.º/ j) ]
Os órgãos de governo próprios das regiões autónomas podem ser dissolvidos pelo Presidente da República, por prática de actos graves contrários à Constituição (art.º 234.º).
- declaração do estado de sÃtio ou do estado de emergência [ art.º 134.º / d) ]
O Presidente da República declara o estado de sÃtio e de emergência, ouvido o Governo e sob autorização da Assembleia da República (art.º 138.º, n.º 1).
- a declaração da guerra e feitura da paz [ art.º 135.º/ c) ]
Sob proposta do Governo e mediante autorização da Assembleia da República, o Presidente da República pode declarar a guerra em caso de agressão efectiva ou iminente e fazer a paz.
- a promulgação das leis, decretos-leis e decretos regulamentares e a assinatura dos restantes decretos do Governo [ art.º 134.º/ b) ]
O Presidente da República promulga ou assina e, consequentemente, pode recusar a promulgação ou assinatura de leis, decretos-leis, decretos regulamentares e restantes decretos do Governo, ainda que a possÃvel recusa de promulgação das leis, decretos-leis e decretos regulamentares esteja sujeita aos limites temporais e condicionamentos previstos no art.º 136.º e nos art.ºs. 278.º e 279.º.
- a ratificação dos tratados internacionais e a assinatura dos decretos e resoluções que aprovem acordos internacionais [ art.ºs. 134.º/ b) e 135.º/ b) ]
No domÃnio das suas competências nas relações internacionais, o Presidente da República ratifica os tratados internacionais [ art.º 135.º/ b) ] e assina as resoluções da Assembleia da República e os decretos do Governo que aprovem acordos internacionais [art.º 134.º/ b)].
- a convocação do referendo [ art.º 134.º/ c) ]
O Presidente da República decide sobre a convocação do referendo cuja realização, nos termos do art.º 115.º, lhe seja proposta pela Assembleia da República (eventualmente com base na iniciativa de cidadãos) ou pelo Governo (art.º 115.º, n.ºs 1 e 2).
- a fiscalização preventiva da constitucionalidade [ art.º 134.º/ g) ]
Para além do poder de iniciativa que detém no domÃnio da fiscalização sucessiva (art.º 281.º, n.º 2) e da fiscalização da inconstitucionalidade por omissão (art.º 283.º), o Presidente da República pode requerer ao Tribunal Constitucional a apreciação preventiva da constitucionalidade de normas constantes de convenções internacionais ou de decretos que lhe tenham sido enviados para promulgação como lei orgânica, lei ou decreto-lei (art.º 278.º, n.ºs 1 e 4).
- a nomeação e exoneração de titulares de órgãos do Estado
O Presidente da República nomeia e exonera, em alguns casos sob proposta do Governo, titulares de importantes órgãos do Estado como sejam os Ministros da República para as regiões autónomas [art.º 133.º, l)], o Presidente do Tribunal de Contas e o Procurador Geral da República [art.º 133.º, m)], cinco membros do Conselho de Estado e dois vogais do Conselho Superior da Magistratura [art.º 133.º, n)].
- a nomeação dos embaixadores e dos enviados extraordinários [ art.º 135.º/ a) ]
O Presidente da República nomeia os embaixadores e os enviados extraordinários, sob proposta do Governo, e acredita os representantes diplomáticos estrangeiros.
- o indulto e comutação de penas [ art.º 134.º/ f) ]
O Presidente da República, ouvido o Governo, indulta e comuta penas.
- os poderes transitórios relativos a Macau e Timor Leste (art.º 292.º e art.º 293.º)
Enquanto o território de Macau se mantiver sob administração portuguesa, cabe ao Presidente da República praticar os actos e exercer os poderes previstos no estatuto do território (art.º 292.º, n.º 1), competindo-lhe, relativamente a Timor Leste, em conjunto com o Governo, praticar todos os actos necessários à realização dos objectivos da promoção e garantia do seu direito à autodeterminação e independência (art.º 293.º).
Durante o seu eventual impedimento temporário, o Presidente da República é substituÃdo interinamente pelo Presidente da Assembleia da República (art.º 132.º) que não pode, todavia, praticar alguns dos actos previstos nas referidas competências do Presidente da República (art.º 139.º).
O Presidente da República preside ao Conselho de Estado que é o órgão polÃtico de consulta do Presidente da República (art.º 141.º) e designa cinco cidadãos para integrarem a composição deste órgão pelo perÃodo correspondente à duração do mandato do Presidente da República (art.º 142.º).
O Presidente da República preside ao Conselho de Ministros quando o Primeiro-Ministro lho solicitar [ art.º 133.º/i) ].
O maior dos equÃvocos é Cavaco Silva, esse grande amador da polÃtica portuguesa, conseguiu criar em torno deste a ideia que salvará o paÃs de um futuro incerto e que, ele, será o timoneiro de uma reviravolta que nem ele conseguiu concretizar durante 11 anos de governação, nem conseguirá concretizar com os poderes que poderá ter se eleito para Presidente da República. Então afinal quem ou qual o perfil que conseguirá ser um Presidente da República eficaz atendendo à competências do cargo? Certamente não a intransigência de Jerónimo nem a irreverência de Lousã. Manuel Alegre poderá ser, atendendo ao respeito que demonstrou pelas competências do cargo, um candidato aperfilado mas a poesia não está neste cargo nem tão pouco será uma figura consensual já que não o conseguiu ser no seio do seu partido. Mário Soares é uma figura respeitável e com créditos firmados mas, à semelhança de toda uma classe polÃtica europeia já gasta, servirá melhor no lado de fora a enviar os devidos recados à governação. Cavaco Silva é quanto a mim o maior dos equÃvocos porque não é consensual e conciliador, é um homem só que se regula por ele aninhando-se nele próprio e tornando-se impermeável à s opiniões contrárias. Para mais é um perigo latente na medida em que já aflorou a possibilidade de alterar as competências do presidente da República, tornando Portugal num sistema presidencialista em que o presidente nunca se engana e raramente tem dúvidas, lembram-se?
Nisto o que há a fazer? Certamente evitar a vitória de um candidato de Direita com um discurso preparado de Esquerda não o sendo nem nunca o tendo querido ser. A esquerda terá que se unir e eleger um dos candidatos numa prespectiva do mal menor.
Deixo-vos a descrição e perfil de competências, à luz da Constituição Portuguesa, do Presidente da República
O Presidente da República é, a par da Assembleia da República, do Governo e dos Tribunais, um órgão de soberania (art.º 110.º, n.º 1, da Constituição), sendo o seu estatuto, forma de eleição e competências estabelecidos no TÃtulo II da Parte III da Constituição (art.ºs. 120.º a 146.º).
As suas funções constitucionais são fundamentalmente as de representação da República Portuguesa, de garante da independência nacional, da unidade do Estado e do regular funcionamento das instituições, sendo ainda, por inerência, Comandante Supremo das Forças Armadas (art.º 120.º).
O Presidente da República exerce as suas competências ao abrigo dos art.ºs. 133.º, 134.º e 135.º da Constituição, sendo que a prática de alguns actos é partilhada ou depende da audição de outros órgãos e entidades.
Dentro dessas vastas competências destacam-se, pela sua importância no conjunto dos poderes do Estado e no relacionamento com os outros órgãos de soberania:
- o Comando Supremo das Forças Armadas [ art.ºs. 133.º / p) e 134.º / a) ]
O Presidente da República exerce as funções de Comandante Supremo das Forças Armadas e nomeia e exonera, sob proposta do Governo, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas e os Chefes de Estado-Maior dos três ramos das Forças Armadas.
- a dissolução da Assembleia da República [ art.º 133.º/ e) ]
O Presidente da República pode, observados os limites temporais e circunstanciais do art.º 172.º, dissolver a Assembleia da República, o que implica a necessidade de convocação de novas eleições parlamentares (art.º 113.º, n.º 6) e, após a realização destas, a demissão do Governo [art.º 195.º, n.º 1, a)].
- a nomeação do Primeiro-Ministro [ art.º 133.º/ f) ] e a demissão do Governo [ art.º 133.º/g) ]
O Presidente da República nomeia o Primeiro-Ministro tendo em conta os resultados eleitorais (art.º 187.º, n.º 1) e nomeia os restantes membros do Governo sob proposta do Primeiro-Ministro [art.º 133.º, h)]. Pode, por outro lado, demitir o Governo quando tal se torne necessário para assegurar o regular funcionamento das instituições democráticas (art.º 195.º, n.º 2).
- a dissolução dos órgãos de governo próprio das regiões autónomas [ art.º 133.º/ j) ]
Os órgãos de governo próprios das regiões autónomas podem ser dissolvidos pelo Presidente da República, por prática de actos graves contrários à Constituição (art.º 234.º).
- declaração do estado de sÃtio ou do estado de emergência [ art.º 134.º / d) ]
O Presidente da República declara o estado de sÃtio e de emergência, ouvido o Governo e sob autorização da Assembleia da República (art.º 138.º, n.º 1).
- a declaração da guerra e feitura da paz [ art.º 135.º/ c) ]
Sob proposta do Governo e mediante autorização da Assembleia da República, o Presidente da República pode declarar a guerra em caso de agressão efectiva ou iminente e fazer a paz.
- a promulgação das leis, decretos-leis e decretos regulamentares e a assinatura dos restantes decretos do Governo [ art.º 134.º/ b) ]
O Presidente da República promulga ou assina e, consequentemente, pode recusar a promulgação ou assinatura de leis, decretos-leis, decretos regulamentares e restantes decretos do Governo, ainda que a possÃvel recusa de promulgação das leis, decretos-leis e decretos regulamentares esteja sujeita aos limites temporais e condicionamentos previstos no art.º 136.º e nos art.ºs. 278.º e 279.º.
- a ratificação dos tratados internacionais e a assinatura dos decretos e resoluções que aprovem acordos internacionais [ art.ºs. 134.º/ b) e 135.º/ b) ]
No domÃnio das suas competências nas relações internacionais, o Presidente da República ratifica os tratados internacionais [ art.º 135.º/ b) ] e assina as resoluções da Assembleia da República e os decretos do Governo que aprovem acordos internacionais [art.º 134.º/ b)].
- a convocação do referendo [ art.º 134.º/ c) ]
O Presidente da República decide sobre a convocação do referendo cuja realização, nos termos do art.º 115.º, lhe seja proposta pela Assembleia da República (eventualmente com base na iniciativa de cidadãos) ou pelo Governo (art.º 115.º, n.ºs 1 e 2).
- a fiscalização preventiva da constitucionalidade [ art.º 134.º/ g) ]
Para além do poder de iniciativa que detém no domÃnio da fiscalização sucessiva (art.º 281.º, n.º 2) e da fiscalização da inconstitucionalidade por omissão (art.º 283.º), o Presidente da República pode requerer ao Tribunal Constitucional a apreciação preventiva da constitucionalidade de normas constantes de convenções internacionais ou de decretos que lhe tenham sido enviados para promulgação como lei orgânica, lei ou decreto-lei (art.º 278.º, n.ºs 1 e 4).
- a nomeação e exoneração de titulares de órgãos do Estado
O Presidente da República nomeia e exonera, em alguns casos sob proposta do Governo, titulares de importantes órgãos do Estado como sejam os Ministros da República para as regiões autónomas [art.º 133.º, l)], o Presidente do Tribunal de Contas e o Procurador Geral da República [art.º 133.º, m)], cinco membros do Conselho de Estado e dois vogais do Conselho Superior da Magistratura [art.º 133.º, n)].
- a nomeação dos embaixadores e dos enviados extraordinários [ art.º 135.º/ a) ]
O Presidente da República nomeia os embaixadores e os enviados extraordinários, sob proposta do Governo, e acredita os representantes diplomáticos estrangeiros.
- o indulto e comutação de penas [ art.º 134.º/ f) ]
O Presidente da República, ouvido o Governo, indulta e comuta penas.
- os poderes transitórios relativos a Macau e Timor Leste (art.º 292.º e art.º 293.º)
Enquanto o território de Macau se mantiver sob administração portuguesa, cabe ao Presidente da República praticar os actos e exercer os poderes previstos no estatuto do território (art.º 292.º, n.º 1), competindo-lhe, relativamente a Timor Leste, em conjunto com o Governo, praticar todos os actos necessários à realização dos objectivos da promoção e garantia do seu direito à autodeterminação e independência (art.º 293.º).
Durante o seu eventual impedimento temporário, o Presidente da República é substituÃdo interinamente pelo Presidente da Assembleia da República (art.º 132.º) que não pode, todavia, praticar alguns dos actos previstos nas referidas competências do Presidente da República (art.º 139.º).
O Presidente da República preside ao Conselho de Estado que é o órgão polÃtico de consulta do Presidente da República (art.º 141.º) e designa cinco cidadãos para integrarem a composição deste órgão pelo perÃodo correspondente à duração do mandato do Presidente da República (art.º 142.º).
O Presidente da República preside ao Conselho de Ministros quando o Primeiro-Ministro lho solicitar [ art.º 133.º/i) ].
sábado, novembro 26, 2005
A propósito ainda da minha viagem a Moçambique, o que eu reti, em termos de ensinamento, foi o quão fúteis e mesquinhos são os nossos problemas do dia a dia no mundo ocidental. Vi uma expressão que resume toda a incongruência do nosso estilo de vida Europeu, completamente centrado no amanhã esquecendo completamente o presente, e daÃ, como seria de esperar, uma vida fútil e cinzenta que levamos sem saber bem porquê.
Eis a citação:
Uma vez perguntaram a Confúcio:"O que o surpreende mais na humanidade?"Confúcio respondeu:
"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para a recuperar. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro.Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido..."
Eis a citação:
Uma vez perguntaram a Confúcio:"O que o surpreende mais na humanidade?"Confúcio respondeu:
"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para a recuperar. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro.Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido..."
sexta-feira, novembro 25, 2005
O padrão do meu cérebro
| Your Brain's Pattern |
![]() You have a dreamy mind, full of fancy and fantasy. You have the ability to stay forever entertained with your thoughts. People may say you're hard to read, but that's because you're so internally focused. But when you do share what you're thinking, people are impressed with your imagination. |
Galaico-Português
Foi rejeitada a candidatura Luso-Espanhola para instauração do Galaico-Português como património imaterial da humanidade. Parece que não é nada de grave mas o facto é que se corre o risco de se verem desaparecidas tradições orais comuns à Galiza e Norte de Portugal. é conhecido o esforço que Franco fez para a total e completa obliteração da cultura Galega durante o seu periodo de Ditadura, bem como, já nos tempos da Democracia a negligência a que a lÃngua e tradições galegas foram devotadas.
Da mesma forma que o a Inglaterra fez com que o galês desaparecesse quase completamente com a polÃtica do Welsh Not, actualmente a galiza poderá perder parte do seu legado cultural se nada for feito no sentido de preservar as tradições, ou pelo menos registar-las e dá-las a conhecer à s gerações mais novas, e assim A Galiza e Portugal poderão perder um legado cultural comum. É muito importante para Portugal envedar esforços no sentido de dar a conhecer a cultura galega em Portugal pois, esta, é um legado comum não fossemos nós ao fim e ao cabo Galegos também.
Da mesma forma que o a Inglaterra fez com que o galês desaparecesse quase completamente com a polÃtica do Welsh Not, actualmente a galiza poderá perder parte do seu legado cultural se nada for feito no sentido de preservar as tradições, ou pelo menos registar-las e dá-las a conhecer à s gerações mais novas, e assim A Galiza e Portugal poderão perder um legado cultural comum. É muito importante para Portugal envedar esforços no sentido de dar a conhecer a cultura galega em Portugal pois, esta, é um legado comum não fossemos nós ao fim e ao cabo Galegos também.
Mulheres
O Talmud é um livro judeu, onde se encontram condensados todos os depoimentos, ditados e frases pronunciadas pelos Rabinos através dos tempos.Tem um que termina dizendo o seguinte:Cuida-te quando fazes chorar uma mulher, pois Deus conta as suas lágrimas. A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual, debaixo do braço para ser protegida, e do lado do coração para ser amada".
Concordo com isto mas porque é que Deus criou as sogras? Também são mulheres ou não?!
Concordo com isto mas porque é que Deus criou as sogras? Também são mulheres ou não?!
quarta-feira, novembro 23, 2005
Pequenas Verdades
A diferença entre os paÃses pobres e os ricos não é a idade do paÃs. Isto pode ser demonstrado por paÃses como Ã�ndia e Egipto, que têmmais de 2000 anos e são pobres. Por outro lado, Canadá, Austrália eNova Zelândia, que há 150 anos eram inexpressivos, hoje são paÃses desenvolvidos e ricos.
A diferença entre paÃses pobres e ricos também não reside nos recursos naturais disponÃveis. O Japão possui um território limitado, 80% montanhoso, inadequado para a agricultura e criação de gado, mas é a segunda economia mundial. O paÃs é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria-prima domundo todo e exportando produtos manufacturados. Outro exemplo é a SuÃça, que não planta cacau mas tem o melhor chocolate do mundo. No seu pequeno território cria animais e cultiva o solo durante apenas quatro meses no ano. Não obstante, fabrica lacticÃnios da melhor qualidade. É um paÃs pequeno que passa uma imagem de segurança, ordem e trabalho, oque o transformou na caixa forte do mundo.
A diferença também não está na inteligência dos nativos dos paÃses ricos. Estudantes de paÃses pobres que emigram para aqueles paÃses conseguem resultados excelentes na sua formação. Executivos de paÃses ricos que se relacionam com seus pares de paÃses pobres mostram que não há diferença intelectual significativa.
A raça ou a cor da pele também não são importantes: imigrantes rotulados de preguicosos nos seus paÃses de origem são a força produtiva dos paÃses ocidentais ricos.
Qual é então a diferença?A diferença é a atitude das pessoas, moldada ao longo dos anos pela educação e pela cultura. Ao analisarmos a conduta das pessoas nos paÃses ricos e desenvolvidos, constatamos que a grande maioria segue os seguintes princÃpios de vida:
Qual é então a diferença?A diferença é a atitude das pessoas, moldada ao longo dos anos pela educação e pela cultura. Ao analisarmos a conduta das pessoas nos paÃses ricos e desenvolvidos, constatamos que a grande maioria segue os seguintes princÃpios de vida:
1. A moral, como princÃpio básico.
2. A integridade.
3. A responsabilidade.
4. O respeito às leis e regulamentos.
5. O respeito pelo direito dos demais cidadãos.
6. O amor ao trabalho.
7. O esforço pela poupança e pelo investimento.
8. O desejo de superação.
9. A pontualidade.
10. A ordem e a limpeza.
11. Humildade para admitir os erros próprios e omissões.
Pesem um bocado acerca disto e iniciem o vosso dia.
terça-feira, novembro 22, 2005
Exéquias fúnebres
O soldado Português morto no cumprimento do dever no Afeganistão chegou hoje ao aeroporto de Figo Maduro. No hangar, o caixão, no meio da plateia, devidamente sentados, estavam todos os generais e polÃticos e nos cantos, de pé, estavam os familiares e restantes amigos ou anónimos que foram prestar a devida homenagem ao soldado morto. Relevando uma insensibilidade atroz, a famÃlia do soldado português foi deixada num canto de pé enquanto os generais e polÃticos estavam sentados e, espantem-se também, nas exéquias fúnebres o Bispo Dom Januário dirigiu-se primeiro aos generais e polÃticos e somente no final fez uma pálida menção à famÃlia. É nojento a forma como de uma tragédia se cria uma oportunidade para aparecer em frente da televisão e assim tentar ganhar algum protagonismo.
Da minha parte as mais sentidas e sinceras condolências à famÃlia do falecido.
Da minha parte as mais sentidas e sinceras condolências à famÃlia do falecido.
sábado, novembro 19, 2005
Emigrantes por cá
Tive a oportunidade, mais uma vez, de conversar com uma cidadã alemã que fixou residência em Portugal. O curioso da conversa foi saber o porquê desta mudança, ou seja, saber se era pelo motivo mais conhecido, o clima. De facto, o clima, é um dos motivos que levaram esta cidadã alemã e seu marido a saÃrem da sua Baviera Natal, no entanto, este não foi o único nem o mais importante segundo eles. Fartaram-se da vivência de um povo frio e insensÃvel e de um sistema laboral que, ultimamente, tem vindo a perder privilégios com a adicional pressão crescendo de tom. Eles enfatizaram a questão da vivência entre os alemães ser má e que, segundo eles, fez com que virassem costas ao seu paÃs. Em Portugal, reconheço que o paÃs se encontra num estado caótico e que estamos a atravessar momentos muito complicados mas, a vivência neste paÃs, ainda não me fez querer sair deste paÃs, aliás, sair do paÃs já foi minha vontade e continua a ser mas não por motivos de vivência entre as pessoas felizmente. Moral da história? Nem tudo é mau no nosso paÃs e deviamos começar a agir para melhorar e não chorar pelo leite derramado.
quarta-feira, novembro 16, 2005
Frescura contagiante de Mário Soares
Venha daà a freguesia, temos um Quiz fresquinho!!
| The Keys to Your Heart |
![]() You are attracted to those who are unbridled, untrammeled, and free. In love, you feel the most alive when things are straight-forward, and you're told that you're loved. You'd like to your lover to think you are optimistic and happy. You would be forced to break up with someone who was emotional, moody, and difficult to please. Your ideal relationship is lasting. You want a relationship that looks to the future... one you can grow with. Your risk of cheating is zero. You care about society and morality. You would never break a commitment. You think of marriage as something precious. You'll treasure marriage and treat it as sacred. In this moment, you think of love as something you don't need. You just feel like flirting around and playing right now. |
Por vezes dá-me para isto
Gostava de ser um ribeiro que nunca secasse no Verão. Despreocupado com o destino, corria livremente sem pensar para onde. De quem bebesse a minha água para saciar a sede eu não me preocuparia pois, assim como assim, alguma água restava para correr e a sede, essa, era saciada por mim.
sábado, novembro 12, 2005
Chicotada psicológica
Hoje está a realizar-se a procissão a Nossa Senhora de Fátima em Lisboa. Nas ruas milhares de populares acenam lenços brancos. Será que está iminente mais uma chicota psicológica?
sexta-feira, novembro 11, 2005
30 anos de Independência
quarta-feira, novembro 09, 2005
Promessas
Este ano prometo que não irei falar acerca dessa grande feira de vaidades que é a Feira do Cavalo na Golegã. Bem vistas as coisas devo confessar que os cavalos até nem têem culpa alguma no meio desta história toda e a indústria da naftalina também tem que sobreviver. Também não irei falar nas hordas de jovens com cabelinho à jovem monárquico nem nas moçoilas em transe com sevilhanas, não repito que não, este ano vai ser diferente. Também não irei falar nos ribatejanos de Lisboa, ou lá o que isso seja, eles também têem direito à vida. Em suma, este ano, não falarei acerca da Feira do Cavalo na Golegã. Tenho dito!!!
segunda-feira, novembro 07, 2005
Tumultos em França
Algures no pós guerra, a França, como outros paÃses europeus, recorreram a milhares de emigrantes, de várias nacionalidades, para a reconstrução do paÃs devastado pela Segunda Grande Guerra Mundial. Na altura, os emigrantes eram braços necessários para a reconstrução do paÃs apesar de estes só verem a sua situação regularizada anos mais tarde. O facto é que essas comunidades emigrantes ajudaram a reconstrução de França, bem como, o engrandecimento de várias empresas Francesas que prosperaram com a mão-de-obra barata livre de impostos. Nessa altura, tudo ia bem e a “tolerânciaâ€� ia-se verificando. Anos mais tarde, esses emigrantes que foram ficando, tiveram filhos e os laços que os ligavam aos paÃses de origem resumiam-se à saudade. Aà é que começaram os problemas com a inexistência de qualquer polÃtica de integração dessas comunidades que em tanto contribuÃram para as economias emergentes de paÃses como a França. É sabido que os emigrantes são as primeiras vÃtimas do trabalho precário e, os seus filhos, vendo a situação de seus paÃs, não encontram a motivação necessária e imprescindÃvel para continuarem os estudos, de certa forma, à nascença, os horizontes são cortados devido à origem emigrante das pessoas. ConvÃnhamos que, apesar de qualificado, um trabalhador nacional tem mais facilidade em encontrar um emprego do que um emigrante qualificado, algures na equação a cor da pele é um variante que subtraà sempre qualquer coisa ao trabalhador qualificado de origem emigrante. Esta é a situação dos guetos das urbes europeias e, atendendo à falta de perspectivas de futuro dos guetizados, o que terão eles a perder? É sempre de evitar este tipo de distúrbios quando há possibilidade disso mas quando não há diálogo, quando não há vontade de resolver os problemas das comunidades emigrantes, a violência é a solução desesperada mas que a única que está ao alcance. Se até então em França o programa de requalificação dos bairros sociais estava na gaveta devido a cortes orçamentais, actualmente e após os confrontos em Paris, o programa está a ser de novo equacionado e será posto em prática.
Há um outro aspecto fundamental em torno desta questão que tem a ver com a sectarização desta questão. Muitos analisam esta questão colocando-se no lado oposto aos dos autores destes tumultos. Analisando bem a questão, teremos que ver que esta questão não é exclusiva das comunidades emigrantes em França, é também, dos cidadãos “nacionaisâ€� na medida em que, o desemprego não está apenas a afectar as comunidades emigrantes. Quando na Europa, a Velha Europa, temos dirigentes polÃticos que nos querem fazer crer que as polÃticas neo-liberiais que promovem a deslocalização das empresas europeias para paÃses onde a mão-de-obra é mais barata e desprotegida são inevitáveis e normais, temos que reflectir muito bem acerca de que lado nos deveremos colocar nas barricadas. O facto é que as comunidades emigrantes são as mais prejudicadas com a deslocalização das empresas para outros paÃses mas não são as únicas. Num quadro actual em que as polÃticas de protecção social na Europa estão a ser destruÃdas e o desemprego está a aumentar devido à deslocalização das empresas, urge colocar as seguintes questões: Quem está a lucrar com esta situação? O povo europeu que vê os seus postos de trabalho perdidos devido à deslocalização das empresas onde trabalhavam ou as grandes empresas e grupos económicos que vêm desta forma os seus lucros maximizados à custa do desemprego de europeus e ao recurso da exploração semi-esclavagista de mão de obra em paÃses do terceiro mundo?
O que os povos dos paÃses europeus ainda não compreenderam é que esta luta é, de certa forma, a luta deles também. Seria preferÃvel que não houvesse recurso a este tipo de violência mas, infelizmente, quando a classe polÃtica europeia é autista há poucas alternativas. Em Maio de 68 houve tumultos graves e a ordem pública foi muito alterada mas o facto é que houve uma série de questões que foram alteradas e nesta situação está a acontecer o mesmo.Repito que o recurso à violência é sempre de evitar mas quando não há vontade de diálogo por parte dos governantes, o povo tem é que vir para a rua. Por fim resta-me referir que no meio destes tumultos graça também a destruição gratuÃta infleizmente.
Há um outro aspecto fundamental em torno desta questão que tem a ver com a sectarização desta questão. Muitos analisam esta questão colocando-se no lado oposto aos dos autores destes tumultos. Analisando bem a questão, teremos que ver que esta questão não é exclusiva das comunidades emigrantes em França, é também, dos cidadãos “nacionaisâ€� na medida em que, o desemprego não está apenas a afectar as comunidades emigrantes. Quando na Europa, a Velha Europa, temos dirigentes polÃticos que nos querem fazer crer que as polÃticas neo-liberiais que promovem a deslocalização das empresas europeias para paÃses onde a mão-de-obra é mais barata e desprotegida são inevitáveis e normais, temos que reflectir muito bem acerca de que lado nos deveremos colocar nas barricadas. O facto é que as comunidades emigrantes são as mais prejudicadas com a deslocalização das empresas para outros paÃses mas não são as únicas. Num quadro actual em que as polÃticas de protecção social na Europa estão a ser destruÃdas e o desemprego está a aumentar devido à deslocalização das empresas, urge colocar as seguintes questões: Quem está a lucrar com esta situação? O povo europeu que vê os seus postos de trabalho perdidos devido à deslocalização das empresas onde trabalhavam ou as grandes empresas e grupos económicos que vêm desta forma os seus lucros maximizados à custa do desemprego de europeus e ao recurso da exploração semi-esclavagista de mão de obra em paÃses do terceiro mundo?
O que os povos dos paÃses europeus ainda não compreenderam é que esta luta é, de certa forma, a luta deles também. Seria preferÃvel que não houvesse recurso a este tipo de violência mas, infelizmente, quando a classe polÃtica europeia é autista há poucas alternativas. Em Maio de 68 houve tumultos graves e a ordem pública foi muito alterada mas o facto é que houve uma série de questões que foram alteradas e nesta situação está a acontecer o mesmo.Repito que o recurso à violência é sempre de evitar mas quando não há vontade de diálogo por parte dos governantes, o povo tem é que vir para a rua. Por fim resta-me referir que no meio destes tumultos graça também a destruição gratuÃta infleizmente.
sexta-feira, novembro 04, 2005
Esperanças
Esperei que tivesse me visto livre de Cavaco Silva quando este perdeu as últimas eleições para a Presidência da República. Actualmente, com o cavaco Silva como candidato à s presidenciais, tenho que me ver confrontado com a mesma postura de sempre desse amador da PolÃtica Portuguesa. O desiderato de ter que levar com a expressão de enfado que este mostra cada vez que os jornalistas lhe colocam questões, mesmo que, esses mesmos jornalistas, lhe façam campanha encapotada. Na minha mente vão as expressões que este deixou imortalizadas na História Contemporânea Portuguesa em que, segundo ele, houve um primeiro Ministro que nunca se enganou e raramente teve dúvidas e que, qual seguimento do Marcelismo, vincou a ideia de um Portugal periférico e pobrezinho coitadinho. Nunca tive um contacto próximo com este candidato, e como tal, não irei a este como má ou boa pessoa que poderá ser no privado do seu seio familiar e circulo mais restricto de amigos mas, no que concerne o candidato Cavaco Silva, esse sim, deixa muito a desejar. As últimas declarações deste acerca do que poderá ser a sua conducta como presidente da república se fôr eleito são o seguimento das suas polÃticas autoritaristas. Creio que se marcelo caetano passasse a pasta da governação seria para Cavaco Silva.
quarta-feira, novembro 02, 2005
Falar com Deus online
É do corrente conhecimento que já existem sites onde se pode falar com mulheres, Homens, amigos e amigas online, mas com Deus é a primeira vez que vejo isso. Não vi a luz se é isso que estão pensar, apenas deparei-me com um site em que se pode falar com Deus num chat segundo os autores. Vejam lá o dizem ao Boss!!
segunda-feira, outubro 31, 2005
Portátil do Povo
Foi desenvolvido um novo portátil, pelo MIT Lab, com uma tecnologia revolucionária que permite que este funcione sem recurso à energia eléctrica de tomada. Através de um sistema de geradores autopropelados pelo utilizador, este portátil pode ser utilizado nas regiões mais remotas do planeta mesmo que, essas regiões remotas, não disponham de electricidade. O facto mais revolucionário deste invento prende-se com o custo de aquisição deste aparelho que permitirá que os mais desfavorecidos tenham a possibilidade de utilizarem um computador. O preço deste invento revolucionário é de 100 dólares apenas.
Apesar de ainda não estar em produção, este invento poderá diminuir o fosso entre paÃses pobres e paÃses ricos.
Apesar de ainda não estar em produção, este invento poderá diminuir o fosso entre paÃses pobres e paÃses ricos.
sábado, outubro 29, 2005
República da Sonae
Já fiz referência ao papel dos media portugueses na construção de uma opinião pública segundo orientações que se colocam no sentido mais lato da questão da formação da opinião pública, supostamente desinteressada, pelos Mass Media. O facto é que, da mesma forma que durante o reinado do cavaquistão os testas de ferro foram chamados, desta feita o Belmiro de Azevedo foi chamado para dar o seu muy douto comentário polÃtico, apesar de, este, nunca ter feito polÃtica nas luzes da ribalta. Não consigo compreender, objectivamente, o porquê das sucessivas solicitações feitas pelos jornalistas a Belmiro de Azevedo no sentido de colher as suas impressões sobre este ou aquele candidato a uma qualquer eleição. Quem é este senhor para fazer comentário polÃtico acerca do que quer que seja? Um empresário que gozou de inúmeras vantagens para criar negócios productivos para Portugal? ou um empresário de supermercado com milhares de empregados a ganharem um salário irrisório?
De facto, Portugal, tem uma adoração por caciques que cria e ajuda a florescer apesar de, muitas vezes, enterrarem o paÃs. Coloco em causa as escolhas dos jornalistas para os comentários polÃticos, bem como, as sondagens que manipulam a opinião púbica. Coloco em causa a credibilidade desses jornalistas e de seus mandantes. Coloco em causa todos nós que passamos constantemente cheques em bancos para esses parasitas todos continuarem a fazero que querem para extrair dividendos próprios. Estou farto de viver rodeiado por mediocridade!!! Basta!!!!
De facto, Portugal, tem uma adoração por caciques que cria e ajuda a florescer apesar de, muitas vezes, enterrarem o paÃs. Coloco em causa as escolhas dos jornalistas para os comentários polÃticos, bem como, as sondagens que manipulam a opinião púbica. Coloco em causa a credibilidade desses jornalistas e de seus mandantes. Coloco em causa todos nós que passamos constantemente cheques em bancos para esses parasitas todos continuarem a fazero que querem para extrair dividendos próprios. Estou farto de viver rodeiado por mediocridade!!! Basta!!!!
sexta-feira, outubro 28, 2005
Ciência em Portugal
Não sendo cientista e sem querendo pôr foice em seara alheia, devo dizer que a investigação cientÃfica em Portugal tem vindo a registar avanços consideráveis apesar de ainda estar áquem das necessidades do paÃs. Qualquer das vias este atraso que Portugal regista na investigação cientÃfica não pode ser resolvido de um momento para o outro. Muitas vezes pensa-se que o simples aumento do financiamento da investigação cientÃfica por si só resolveria o atraso que temos face a outros paÃses da União Europeia, mas não é bem assim, aliás, não é só assim que se resolverá o problema. A organização do ensino superior é um dos motores que impulsionam o avanço tecnológico registado, de à alguns anos para cá, em Portugal e a fixação dos "cérebros" uma prioridade nacional. O facto é que, apesar de parcos recursos que temos em Portugal, ainda vamos fazendo brilharetes no mundo da Ciência e isso é um contributo para o desenvolvimento do paÃs. A toda comunidade cientÃfica todo o meu apreço pelo trabalho desenvolvido até agora!!!
P.S: Portugal, já agora, hasteiem as bandeiras de Portugal por todos estes investigadores que, esses sim, estão a contribuir para o desenvolvimento e bom nome de Portugal.
P.S: Portugal, já agora, hasteiem as bandeiras de Portugal por todos estes investigadores que, esses sim, estão a contribuir para o desenvolvimento e bom nome de Portugal.
quinta-feira, outubro 27, 2005
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