quinta-feira, abril 27, 2006
Pequenos detalhes
Talvez seja novidade, ou talvez não, mas há uma legislação que obriga a todas entidades empregadoras, repito todas, a contratarem ou priovidenciarem exames médicos de aptidão a todos os funcionários que sejam admitidos ao serviço no prazo de até quinze dias após o inÃcio da prestação de trabalho. As multas por não efectuar esta obrigação são avultadas e a fiscalização do Estado aperta todos aqueles, ou quase todos ou só mesmo aqueles que são denunciados ou não representam um ferir de susceptibilidades nas forças locais, que prevaricam, o que eu acho bem a não por este pequeno detalhe. O Estado não faculta exames médicos de admissão a ninguém e está a prevaricar. Imaginem o que é ser-se autoado por não ter efectuado exames médicos de admissão por um funcionário público que representa um orgão que prevarica também, o Estado, e que não fez ele também o exame de admissão. São só pequenos detalhes!!!
terça-feira, abril 25, 2006
25 de Abril
Vai ser controverso o que vou escrever para alguns, para outros nem tanto. Relativamente ao 25 de Abril dá-me a sensação que está gasto e fora de uso, necessitamos de um novo 25 de Abril que, ao contrário do actual, não fique por fazer. No entanto, e enquanto não há um novo 25 de Abril, festejemos o actual e façamos votos para que nunca morra no nosso povo a vontade de se soltar das grilhetas do comesinho e costumeiro estar de coisas e privilégios de uma minoria podre que habita em Portugal.
Por fim resta-me desejar-vos um bom feriado e aconselho a audição do álbum de José Mário Branco intitulado "FMI" para clarificarem e reposicionarem bem as vossas ideias.
Por fim resta-me desejar-vos um bom feriado e aconselho a audição do álbum de José Mário Branco intitulado "FMI" para clarificarem e reposicionarem bem as vossas ideias.
domingo, abril 23, 2006
AuspÃcios
Em vésperas de mais uma comemoração da Revolução de 25 de Abril, mais uma punhalada no coraçao do cravo. A operação Furacão que estava a investigar a fuga e fraude fiscal por parte de algumas Instituições Bancárias deu em quase nada, ou melhor, deu num preço. O Estado Português demoveu-se da aplicação das sanções criminais previstas para a tipologia de crime fiscal praticado desde que, as partes visadas, paguem o montante devido a tÃtulo de impostos. Desta forma, o Estado Português, atribuÃu um preço a ele próprio mas atenção, o Estado não está à venda para qualquer um. Somente os poderosos poderão licitar o Estado, e como tal, não vale a pena fazer uma vaquinha entre todos para comprar um pedacinho de Estado.
quinta-feira, abril 20, 2006
quarta-feira, abril 19, 2006
Geminações
Nunca partindo do pressuposto que todas as geminações entre edilidades Portuguesas e edilidades estrangeiras, nomeadamente cabo-verdianas, sejam condundÃveis com umas meras férias à conta do orçamento da Câmara Municipal, o certo é que por vezes podem ser confundidas como tal. Trocar galhardetes e colocar uma placa numa rua qualquer da edilidade em troca de umas férias é de uma solidariedade duvidosa e contra-producente. Em primeiro lugar estranho o facto de serem escolhidas as edilidades Cabo-verdianas somente em deterimento de outras edilidades de outros paÃses de lÃngua Portuguesa, não que as edilidades Cabo-verdianas não mereçam mas sim pelo facto de estarem em igualdade de circunstâncias com as demais, e como tal, a sua escolha, poderá ser confundida com um qualquer destino turÃstico à distância de uma placa de mármore e uma viagem à conta do orçamento. Claro está que as edilidades Cabo-verdianas não têm responsabilidade sobre este "pretexto" turÃstico de alguns autarcas mas podem exigir, e estão na sua obrigação exigir em troca, um verdadeiro intercâmbio cultural. Livros, comparticipação para construção de escolas e outras infraestruturas tão necessárias. Já agora, intercâmbio entre edilidades pode ser fora do litoral africano.
O que vai valendo é que ainda não se lembraram geminar uma edilidade qualquer Portuguesa com Porto de Galinhas, até ver. Aà sim é que a porca torçe o rabo.
O que vai valendo é que ainda não se lembraram geminar uma edilidade qualquer Portuguesa com Porto de Galinhas, até ver. Aà sim é que a porca torçe o rabo.
sábado, abril 15, 2006
Bem me parecia
Segundo o Papa Piu Piu XVI estar ligado à Internet, durante esta época pascal, é um pecado. Assim, e atendendo a este juÃzo/alarvidade do Papa Piu Piu XVI, quem estiver a ler este post está a pecar. Quanto a mim, eu tenho o demónio no corpo porque veÃculo conteúdos para outros pecarem. Bem que me para que eu tinha o Demónio no corpo!!!
Já que tenho o demónio no corpo, deixo aqui uma recomendação, a tomar em conta. Deixem de pregar aquele desgraçado na cruz. Todos os anos pregam o desgraçado na cruz para ele ressuscitar passados três dias e ser novamente pregado na cruz no ano a seguir. Deixem o moço em paz!.
Já que tenho o demónio no corpo, deixo aqui uma recomendação, a tomar em conta. Deixem de pregar aquele desgraçado na cruz. Todos os anos pregam o desgraçado na cruz para ele ressuscitar passados três dias e ser novamente pregado na cruz no ano a seguir. Deixem o moço em paz!.
quarta-feira, abril 12, 2006
Itália
Sinceramente não consigo compreender como é possÃvel que um individuo com Berlusconi consiga põr num arrepio uma nação inteira com a iminência de vençer umas eleições por uma décima. Não posso deixar de estranhar o facto de um individuo esguio como é o Berlusconi, e não digo esguio por ele ser magro muito pelo contrário, tenha uma votação tangencial para vençer as eleições em Itália por uma décima. Mas o que é que 49.7% do eleitorado italiano estará a pensar? Prodi vençeu estas eleições por uma décima percentual!!! É claro que fico satisfeito pela vitória de Prodi em deterimento de Berlusconi eu só não consigo perceber como é possÃvel haver tanta confusão nas cabeças das pessoas entre Berlusconi ou qualquer outro polÃtico. É óbvio e de caras o que representa Berlusconi e o quão patético é este individuo mas será que as pessoas não vêm?
Nos Estados Unidos é a miséria que se conhece, em Itália foi Berlusconi, em França um Primeiro Ministro que incentiva a precaridade no emprego como forma de incentivar a criação de empregos para os mais jovens ( é no mÃnimo surrealista) na Ã�ustria temos o Heider mas afinal o que é que se está a passar? Estaremos num gigantesco programa de apanhados e no final vem alguém dizer-nos que tudo não passou de uma brincadeira e que estamos a ser filmados? Espero que sim!!!
Nos Estados Unidos é a miséria que se conhece, em Itália foi Berlusconi, em França um Primeiro Ministro que incentiva a precaridade no emprego como forma de incentivar a criação de empregos para os mais jovens ( é no mÃnimo surrealista) na Ã�ustria temos o Heider mas afinal o que é que se está a passar? Estaremos num gigantesco programa de apanhados e no final vem alguém dizer-nos que tudo não passou de uma brincadeira e que estamos a ser filmados? Espero que sim!!!
domingo, abril 09, 2006
Engenharia FutebolÃstica
Há coisas que por muito que queiramos não deixam de ser coisas efémeras, ou devia ser assim, mas que alguns insistem em tornar algo envolto numa capa estranha de ciência “exactaâ€�. Refiro-me ao futebol e aos seus comentadores nos rescaldos dos jogos em programas de televisão. Se há algo que não pode ser inteligÃvel, isso concerteza, será um jogo de futebol. O que poderá haver de inteligÃvel, e quando escrevo inteligÃvel refiro-me ao interesse subjacente ao resultado do jogo e a influência que isso poderá ter no dia a dia de milhares de pessoas como algo passÃvel de ser considerado inteligÃvel, num jogo de futebol? Aparentemente deve haver algo para haverem comentadores em programas de televisão que nos brindam com uma visão holÃstica de um jogo que consiste em pontapear uma bola para dentro de um espécie de caixa por 22 homens adultos que deviam já ter idade para ter juÃzo. Não pensem que não gosto de futebol, pelo contrário, adoro futebol e vibro com os jogos de futebol mas fico-me por aÃ. No entanto, parece que existem especialistas de futebol que, apesar de não terem qualquer formação académica na área de desporto, bombardeiam-nos com análises muy doutas de uma partida de futebol com expressões cabalÃsticas e trajectos linguÃsticos que só aos olhos dos mais frágeis de espÃrito se assemelham a algo minimamente inteligÃvel. Referir-se a uma equipa num determinado jogo como tendo falta de textura a meio campo é algo que, no mÃnimo, é intelectualmente desonesto. No entanto, estes especialistas são um espectáculo dentro de um espectáculo pelo ridÃculo a que se prestam ao comentar jogos como quem está falar de algo que é importante para um paÃs.
Tenho a tentação de comparar este fenómeno com uma particularidade muito portuguesa que é a de que em todo o Português há um pouco de médico, engenheiro e treinador de bancada. Se temos a mania que percebemos muito de obras ou de remédios e doenças porque não haverÃamos de ser treinadores de futebol e discutir opções tácticas e discutir o sexo dos anjos em trono de um jogo de futebol? Os infindáveis comentários do Sr. Silva, reformado da função pública, num qualquer fórum da rádio dizendo que a derrota da sua equipa favorita no último jogo foi devida a uma conspiração alimentada pelo sistema.
Tenho a tentação de comparar este fenómeno com uma particularidade muito portuguesa que é a de que em todo o Português há um pouco de médico, engenheiro e treinador de bancada. Se temos a mania que percebemos muito de obras ou de remédios e doenças porque não haverÃamos de ser treinadores de futebol e discutir opções tácticas e discutir o sexo dos anjos em trono de um jogo de futebol? Os infindáveis comentários do Sr. Silva, reformado da função pública, num qualquer fórum da rádio dizendo que a derrota da sua equipa favorita no último jogo foi devida a uma conspiração alimentada pelo sistema.
domingo, abril 02, 2006
Navios
Por razões muito fortes é imperativo que eu escreva o seguinte:
Só um espÃrito jovem e puro poderá esperar que dois navios que se encontram em mar alto possam um dia atracar no mesmo porto.
Só um espÃrito jovem e puro poderá esperar que dois navios que se encontram em mar alto possam um dia atracar no mesmo porto.
Fonografias ou outros negócios exploratórios da música
Muito sinceramente custa-me aceitar o apelo que as empresas discográficas estão a fazer no sentido de não se piratear os discos. Será que pretendem proteger a Ãnfima parte que dão do proveito das vendas dos discos aos artistas que, com o seu talento, fizeram o disco? Será que ainda não perceberam que o futuro do negócio são as actuações dos artistas em palco e que, para o efeito, terão que apoioar artistas que saibam o que estão a fazer e reduzir consideravelmente os lucros exploratórios que têem? Vejam o exemplo dos Artic Monkeys que mandaram as editoras dar uma volta e disponibilizaram as suas músicas na net e irão lucrar com as actuações. É mais um negócio de pão de ló em que, alguém, é sustentado com o mesmo.
quarta-feira, março 29, 2006
Créditos a quem os merece
Fazer uma tese de mestrado num tema que não está muito desenvolvido, ou melhor, ainda com muitas ligações ao passado escolástico e, mesmo assim, perante três juÃzes de cátedra, conseguir um Muito Bom na defesa da tese de Mestrado é obra! Parábens Rui! és grande pá!
segunda-feira, março 27, 2006
Impressões ou evidências mais que certas
É minha impressão ou na maioria dos restaurantes portugueses o doce da casa leva sempre leite condensado, natas e café. O bife da casa é quase sempre algo a boiar em natas. A inovação é um Ãtem imprescindÃvel para o êxito de um negócio e os restaurantes não são excepção, nem podem ser.
sexta-feira, março 24, 2006
A torção do apêndice caudal da fêmea porcina
Gostaria de colher as impressões daqueles que, em Portugal, são adeptos da expulsão pura e dura de todos os imigrantes ilegais agora que o Governo do Canadá se prepara para ordenar expulsão de mais de 10.000 Portugueses ilegais naquele paÃs. São estas pequenas coisas que nos fazem pensar, ou deveria, acerca de muitas das coisas que pensamos e dizemos da boca para fora porque, indubitalvelmente, por vezes a porca torce o rabo.
terça-feira, março 21, 2006
TV Rural ou Ganza Rural
Se para alguns, conservadores de Direita é claro, é difÃcil compreender porque razão os EUA têm vindo a colher a animosidade de outros povos, especialmente daqueles que são "libertados" pelos EUA, para muitos felizmente isso não é espanto nenhum. A forma extremista como os EUA tentam impingir os seus valores e crenças sobre os restantes povos é conhecida e nefasta, disso não há dúvida, a não ser na cabeça dos conservadores de Direita que ainda não conseguiram compreender o porquê ( começo a temer pela sanidade deles). A última pérola do Ultraconservadorismo primitivo dos EUA tem a ver com este Sr. responsável pela campanha pela legalização da Marijuana que, por via da perseguição movida pela DEA ( a Judite lá do sÃtio) teve que se refugiar no Canadá. Como se não bastasse, a DEA, está a enverdar esforços no sentido de tentar a extradição deste Norte-americano que, segundo eles, é responsável pelo maior tráfico de marijuana através da fronteira Canadiana. Nada seria de espantar se o senhor em causa não tivesse apenas uma loja que vende artigos de marijuana e sementes da planta, perfeitametne legal no Canadá, esse paÃs civilizado, e estivesse a desafiar o DEA Norte-americano com este site e uma campanha pela legalização da Marijuana.
Se a questão da legalização das drogas é controverso eu aceito, o que eu não aceito é um paÃs como os Estados Unidos que vende armas nas secções de desporto de um qualquer supermercado, estar a dar "lições" de moral aos demais ao tentar "elucidar" os demais acerca dos malefÃcios que representa a representação maciça de Marijuana ao pessoal, sim porque se vender Marijuana é tráfico, vender vinho ou cerveja também é!!! The land of the free pois pois.
Se a questão da legalização das drogas é controverso eu aceito, o que eu não aceito é um paÃs como os Estados Unidos que vende armas nas secções de desporto de um qualquer supermercado, estar a dar "lições" de moral aos demais ao tentar "elucidar" os demais acerca dos malefÃcios que representa a representação maciça de Marijuana ao pessoal, sim porque se vender Marijuana é tráfico, vender vinho ou cerveja também é!!! The land of the free pois pois.
sexta-feira, março 17, 2006
Dá que pensar
Dá que pensar este movimento em torno do futebol e como, este movimento, consegue atrair e mobilizar pessoas e mentes. Em Portugal a participação cÃvica muitas das vezes é escassa, muito á quem do que seria desejado, no entanto, quando se fala acerca de clubes de futebol o cenário muda radicalmente. Num momento a crise que que vive aninhada nos lábios de todos os Portugueses em amenas cavaqueiras de café, foi silenciada e desprezada quando o Benfica ganhou o encontro frente ao Liverpool. Por momentos, neste caso horas, os bilhetes para o encontro frente ao Barcelona esgotaram e a crise, essa tal coisa que vive aninhada nos lábios de todos os Portugueses, foi esquecida. Do outro lado da Segunda Circular houve a tentativa de se realizar uma assembleia geral de sócios que não foi realizada em virtude do número de participantes ser manifestamente superior à lotação das instalações para onde foi marcada a assembleia. Estranho tudo isto apesar de eu próprio ser adepto do futebol pois, no caso da assembleia do Sporting, a afluência, certamente, não teria sido essa se estivessemos a falar de uma assembleia da Junta de Freguesia local por muito importante que fosse o tema levado à discussão. Não quero com isto colocar-me em bicos dos pés e passar a mensagem de que, por não pactuar com este entusiamo tão marcado em torno do futebol, serei mais do que quem quer que seja pelo facto de não entrar nesses circos.
Este movimento em torno do futebol, com caracterÃsticas endomórficas, que abafa toda e qualquer tentativa de mobilização da população em geral em torno de qualquer outra coisa que não o futebol, é estranho mas é explicável. Sempre se viveu o futebol na perspectiva de que, sendo pobre, o clube de futebol é a única coisa que nos resta e fará sentir que importamos ou que somos bons. Dá que pensar!!!
Este movimento em torno do futebol, com caracterÃsticas endomórficas, que abafa toda e qualquer tentativa de mobilização da população em geral em torno de qualquer outra coisa que não o futebol, é estranho mas é explicável. Sempre se viveu o futebol na perspectiva de que, sendo pobre, o clube de futebol é a única coisa que nos resta e fará sentir que importamos ou que somos bons. Dá que pensar!!!
sexta-feira, março 10, 2006
E que tal um DVDzito para o Natal?
Para todos aqueles que estiveram hoje a ver o maravilhoso directo da coroação de El Rei Cavaco Silva I, Rei de Portugal e Boliqueime, e ficaram com aquela sensação de quem gostou e quis chorar por mais, poderá ver os seus desejos realizados este próximo Natal com a distribuição de um DVDzito da efeméride. Como tal, os que anseiam pelo DVD, podem parar de se autoflagelar com a retoma económica e despir os fatos de borracha tipo confiança institucional e esperar pelo Natal.
Pessoalmente gostei daquela imagem da famÃlia Cavaco de mão dada a caminho do Palácio de Belém, parecia a famÃlia feliz, só faltava o palhaço Ronald da MacDonald´s. Que momento feliz de televisão ver o nosso grande timoneiro da rota da retoma económica, ou lá o que isso valha porque eu não tenho paciência para esses desvaneios esquizós desta velha carcaça de Boliqueime, acompanhado da sua famÃlia de mãos dadas após aquele protocolo Estalinista com laivos de desfile militar Norte-Coreano que as televisões proporcionaram ao lamberem tanto o sapatinho de verniz do PR. Nunca antes foi visto tamanho aparato só faltando as tias do Santana Lopes para colorir ainda mais a festa.
Pessoalmente gostei daquela imagem da famÃlia Cavaco de mão dada a caminho do Palácio de Belém, parecia a famÃlia feliz, só faltava o palhaço Ronald da MacDonald´s. Que momento feliz de televisão ver o nosso grande timoneiro da rota da retoma económica, ou lá o que isso valha porque eu não tenho paciência para esses desvaneios esquizós desta velha carcaça de Boliqueime, acompanhado da sua famÃlia de mãos dadas após aquele protocolo Estalinista com laivos de desfile militar Norte-Coreano que as televisões proporcionaram ao lamberem tanto o sapatinho de verniz do PR. Nunca antes foi visto tamanho aparato só faltando as tias do Santana Lopes para colorir ainda mais a festa.
quinta-feira, março 09, 2006
Amanhã é o primeiro dia do resto da tua vida
Música de Jorge Palma? Antes fosse mas não o é, aliás, nem o poderia ser pois, o dia de hoje, é o de coroação, perdão, tomada de posse de El Rei Dom Cavaco, Rei de Portugal e Boliqueime. Prometem-me que hoje não vou ter que levar com os comentadores de televisão insuspeitos vindos algures de um Diário de NotÃcias ou de um Expresso controlados pela doce e quase, extrema, direita? A forma cândida como os assuntos do paÃs estão a ser levados à s notÃcias são suspeitos. Quase que aposto que apartir de hoje termos como: Retoma e Confiança serão propagados pelas televisões de uma forma tão discreta que, como um elefante numa loja de cristais, irão atribuir isso a Cavaco Silva. Enfim, eu não sei dizem, são as minhas fontes que eu não revelo, a minha mania de dizer ou escrever aquilo que eu penso e que vejo sem pudor algum ao establishment. São Oliveirices!!!
domingo, março 05, 2006
Afinal quem é o Pedro e quem é o Lobo?
Dramas com um enredo intrincado é do gosto de muitos pela emoção que se gera em torno deles como também pela imprevisibilidade que se desfaz sempre no final com um desfecho moralmente feliz e educativo do estilo o amor vencerá sempre. Apesar disso, há histórias que são imutáveis, ou pelo menos, assim se pensava. Na história de Pedro e o Lobo, o falso alarme movido por Pedro é castigado com um final triste, e o Lobo, esse sim real, vê os seus ensejos levados à vante devido à s mentiras de Pedro. Na história da gripe das aves não creio que o vÃrus tenha vestido a pele do Lobo, e neste caso, os papéis invertem-se. Com o alarmismo pago e propagado pela comunicação social, os papéis invertem-se e aqui o Lobo é quem faz o falso alarme e é Pedro quem leva os seus ensejos à vante. É transmitida a sensação de pânico apesar de, no terreno, esse pânico ser muito relativo mas mesmo assim continua-se a veicular suposta informação e levando à vante o intento de instalar o pânico e vender vacinas.
Esta parábola que é a história de Pedro e o Lobo poderia servir para reflectirmos acerca dos limites que existem, ou poderão existir, na difusão de informações baseadas em acontecimentos que podem muito bem ser não-acontecimentos. Mesmo assim, há reportagens feitas acerca da suposta escravatura prepertada por holandeses a portugueses e que baralham um pouco os papéis sendo, numa primeira vista, a atribuição do papel de Lobo dada aos Holandeses. No entanto, os jornalistas portugueses esqueceram-se de referir que, os Portugueses que são sujeitos à exploração vil no local de trabalho, são aliciados por "empresas" sediadas em Portugal e geridas por Portugueses também. É importante referir que os casos de exploração/escravatura registados na Holanda são graves mas por cá, a culpa, também deveria ser distibuÃda pelas empresas que aliciam e pelo Governo Holandês. Um dos aspectos mais infelizes em torno desta história é o pormenor das reportagens que são feitas acerca deste problema focarem, de uma forma injusta até um certo nÃvel, um aspecto xenófobo e exploratório exclusivamente Holandês/Turco. Os reportéres Portugueses deveria começar por investigar quem levou esses Portugueses para a Holanda mas como temos a comunicação social que temos, é mais fácil lançar o rumor infundado e opaco do que a pura e cristalina verdade sobre todas a suas vertentes e implicações levantada por uma investigação jornalÃstica séria e independente. De certa forma, é mais proveitoso explorar o possÃvel embaraço polÃtico do Governo Português do que investigar o problema na sua raiz.
Já agora, o Lobo está para chegar em breve e é de Boliqueime!!!
Esta parábola que é a história de Pedro e o Lobo poderia servir para reflectirmos acerca dos limites que existem, ou poderão existir, na difusão de informações baseadas em acontecimentos que podem muito bem ser não-acontecimentos. Mesmo assim, há reportagens feitas acerca da suposta escravatura prepertada por holandeses a portugueses e que baralham um pouco os papéis sendo, numa primeira vista, a atribuição do papel de Lobo dada aos Holandeses. No entanto, os jornalistas portugueses esqueceram-se de referir que, os Portugueses que são sujeitos à exploração vil no local de trabalho, são aliciados por "empresas" sediadas em Portugal e geridas por Portugueses também. É importante referir que os casos de exploração/escravatura registados na Holanda são graves mas por cá, a culpa, também deveria ser distibuÃda pelas empresas que aliciam e pelo Governo Holandês. Um dos aspectos mais infelizes em torno desta história é o pormenor das reportagens que são feitas acerca deste problema focarem, de uma forma injusta até um certo nÃvel, um aspecto xenófobo e exploratório exclusivamente Holandês/Turco. Os reportéres Portugueses deveria começar por investigar quem levou esses Portugueses para a Holanda mas como temos a comunicação social que temos, é mais fácil lançar o rumor infundado e opaco do que a pura e cristalina verdade sobre todas a suas vertentes e implicações levantada por uma investigação jornalÃstica séria e independente. De certa forma, é mais proveitoso explorar o possÃvel embaraço polÃtico do Governo Português do que investigar o problema na sua raiz.
Já agora, o Lobo está para chegar em breve e é de Boliqueime!!!
sábado, março 04, 2006
terça-feira, fevereiro 28, 2006
Antes sê-lo do que parecê-lo
Devo confessar que não sou um fã convicto do Carnaval, aliás, para mim, o Carnaval tem um aspecto positivo e um aspecto negativo. O lado positivo é que é feriado e sempre dá a possibilidade de minorar os efeitos perversos de uma segunda-feira, o lado negativo é o facto de ter que gramar com os foliões cada vez que quero ir beber um copo seja lá onde fôr. Desnecessário será dizer que não vou muito na conversa de me mascarar não vendo até qual é a piléria de tal acto. Qualquer das vias, ontem, dei por mim mascarado sem que o estivesse, ou melhor, algumas pessoas, nomeadamente um individuo, acharam que eu era ou estava mascarado de agente da judiciária apesar de não estar mascarado. Numa banca que vende colesterol, perdão, junkfood ou lá o que é aquilo, chegou um individuo de etnia cigana e pôs-se a conversar comigo. Bastantes minutos mais tarde ele acerca-se de mim e diz : " Tá a verà um cigano e um agente da judiciária a falarem sem maldadÃ, não é bonito?!" e eu respondi: " É sim senhor mas é Carnaval e eu não sou da Judiciária."
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