«Basta um bater de asas de uma ave para destapar o poço sem fundo de irracionalidade, superstição e terror atávico da natureza que existe em cada um de nós» de José Júdice
Ouvi na Antena 1 um veterinário a explicar o que é e quais as consequências que podem advir da gripe das aves. O curioso acerca desta doença é que ainda não se sabe ao certo como é que poderá afectar os seres humanos, ou se, alguma vez afectará os seres humanos. Os casos registados de infecção pelo vÃrus da gripe das aves têem sido observados em aves selvagens e também em algumas aves domésticas. Contudo, é necessário verificar que a sintomatologia deste vÃrus nas aves verifica-se pelo enfraquecimento das aves e perda de capacidade de voar em apenas um a dois dias. Ora, tendo em conta que as aves potencialmente dissiminadoras da doença provávelmente nunca poderão infectar outras aves a grandes distâncias porque entretanto perderam a capacidade para voar. Isto foi explicado por um veterinário num programa da Antena 1, o que, desde já, levanta algumas suspeitas, não em torno do veterinário, mas sim, em torno dos orgãos que andam a veicular a informação acerca da gripe das aves quais cavaleiros do apocalipse. Estranho o facto de haver apenas uma empresa farmacêutica que dispõe do medicamento que poderá minorar os efeitos da gripe das aves no Humanos. Há lá coincidências!
quinta-feira, outubro 20, 2005
Sem mácula
David Coperfield propõe-se realizar um truque de magia nunca antes visto. Desta vez, David Coperfield, propõe-se engravidar uma mulher sem lhe tocar em directo na televisão. Ora, antes demais, este truque apesar de muito publicitado quanto a mim será um grande flop, não porque o David Coperfield seja incapaz de realizar o referido truque de magia, mas sim, porque o truque em si não tem nada de original. A Virgem Maria foi a primeira mulher a ser engravidada sem que ninguém lhe tocasse, ficando todavia por saber quem terá sido o responsável pelo truque de magia. Se o Divino EspÃrito Santo se José ou Deus o facto é que a Virgem Maria ficou grávida e deu à luz. Assim sendo, David Coperfield, arrisca-se a realizar um truque que de original não tem nada e a obrigar alguns maduros(as) a acender velinhas à moça que vai ser engravidada pelo David Coperfield.
Estes tipos nem as pensam é o que é!!!
Estes tipos nem as pensam é o que é!!!
Vox populi ou cala o bico senão constipas-te
Por vezes, o senso comum, tem o condão de impermeabilizar as mentes comuns, como os mais intelectuais e esperts de tudo e mais alguma coisa apelidariam quem faz recurso ao senso comum, à luz da inovação e à ruptura com tudo o que é tido como verdade absoluta impregnada claro, de preconceitos. Porém, as mentes comuns segundo alguns, têem o condão de apontar o dedo quando o Rei vai nú. A propósito da co-incineração, sem querer tomar partido a favor ou contra esse sistema para eliminação de resÃduos perigosos, veio novamente à baila a utilização das cimenteiras do Outão e de Souselas como pontos para co-incineração e, mais uma vez, os jornalistas foram entrevistar os populares de Souselas para recolherem a sua opinião acerca do assunto. Claro está que ninguém concordou com a ideia, como aliás ninguém concordaria porque não é nada agradável ter uma unidade industrial a queimar resÃduos perigosos portas meias com a nossa casa. Contudo, houve uma popular que teve uma resposta acertada e acutilante ao responder ao jornalista com uma pergunta. " Se há dinheiro para construir 10 estádios de futebol que estão, na sua maioria, vazios, não haverá dinheiro para construir uma co-incineradora longe das populações? "
Portugal é um paÃs de elefantes brancos, aliás, de uma manada inteira de elefantes brancos e o facto é que se o Governo Português exige da população, cada vez mais os mesmos a pagar a crise, esforços e sacrifÃcios para derrotar a crise financeira, é lÃcito exigir ao Governo sacrifÃcios ao ponto de este deixar-se de esbanjamentos. O desfasamento entre ricos e pobres, em Portugal, é cada vez maior, no entanto, pretende-se convencer a população que um projecto como o TGV irá trazer dividendos futuros para Portugal. Nesta matéria, os 10 estádios estão em directa e proporcional fundamentação quanto aos seus benefÃcios em relação ao TGV.
Portugal é um paÃs de elefantes brancos, aliás, de uma manada inteira de elefantes brancos e o facto é que se o Governo Português exige da população, cada vez mais os mesmos a pagar a crise, esforços e sacrifÃcios para derrotar a crise financeira, é lÃcito exigir ao Governo sacrifÃcios ao ponto de este deixar-se de esbanjamentos. O desfasamento entre ricos e pobres, em Portugal, é cada vez maior, no entanto, pretende-se convencer a população que um projecto como o TGV irá trazer dividendos futuros para Portugal. Nesta matéria, os 10 estádios estão em directa e proporcional fundamentação quanto aos seus benefÃcios em relação ao TGV.
segunda-feira, outubro 17, 2005
Campanha
Se não fosse o estado actual das coisas em Portugal, onde o desemprego impera e põe muitas famÃlias em dificuldades económicas, a campanha que se está a fazer no sentido de se consumirem produtos nacionais teria um laivo de caciquÃsmo latente. Assim, para protecção dos postos de trabalho portugueses, quando comprarem um produto qualquer tenham em conta o código de barras e, se este começar pelos números 560, podem ter a certeza que esse produto é fabricado em Portugal e assim, quiçá, estará a salvar um posto de trabalho.
domingo, outubro 16, 2005
Norte e Sul
É complicado alguém chegar ao pé de mim e tentar esboçar uma conversa cujo tema seja o Norte versus o Sul de Portugal. Digo isto porque, antes demais, vivo no centro do paÃs, portanto, passo a expressão, estou entalado entre o Porto e Lisboa e pessoalmente não me identifico com nenhumas das duas cidades apesar da minha preferência recair claramente sobre a Cidade do Porto. Mas isto não quer dizer muita coisa porque, apesar de tudo, prefiro o Porto porque se aproxima mais daquilo a que eu estou habituado e que vai de encontro com a minha personalidade, pesa embora o facto de eu não me identificar com a maioria das coisas que caracterizam os Tugas. Não me levem a mal mas Lisboa é demasiado latina para o meu gosto pessoal, as pessoas de lá têm a mania e, infelizmente, as pessoas do Porto também, talvez isto faça parte de um fenómeno de massas que uma urbe grande provoca quiça. O facto é que as pessoas são muito barulhentas e estranhas porque gritam por tudo e por nada sem resolver o quer que seja. Por vezes tenho a sensação que sou um estrangeiro que está por cá há muito tempo e que foi ficando e ficando ao ponto de ter que gramar com isto tudo, ou melhor, tentando sobreviver a isto tudo da melhor forma possÃvel.
sexta-feira, outubro 14, 2005
Reino do Fungagá
Se o sistema polÃtico em Portugal é a República, por vezes, isto mais parece o reino do Fungagá da bicharada. Foi emitido um comunicado pelo General da GNR informando todos os agentes que, de hoje em diante, não poderão perseguir veÃculos em transgressão a não ser que estes sejam conduzidos por individuos suspeitos, ou que, os condutores em transgressão, coloquem em perigo a vida dos militares da GNR. Se me dissesem isto eu pensaria que se tratava de um peta do 1º de Abril mas como estamos em Outubro começo antes a pensar que alguém está a gozar comigo. Como é que será possÃvel chegar-se a uma situação destas? Com o sistema judicial que temos em Portugal tudo é possÃvel pois, na maior parte das vezes, os larápios e transgressores saÃem ilibados dos tribunias por "erros" e abusos cometidos da altura da detenção, fora é claro a vezes em que isso realmente aconteçe. Se a Brigada de trânsito presenciar um condutor em transgressão por excesso de velocidade o que irá fazer? Uma barricada uns quilómetros mais à frente? Chegar próximo do veÃculo transgressor e pedir encarecidamente que o condutor não arranque com o veÃculo porque eles não o podem perseguir? Ou então permitir que um individuo alcoolizado a circular numa estrada possa ver a sua matrÃcula comunicada à Brigada de trânsito e depois chegar, se alguma vez lá chega, ao tribunal e dizer que a avózinha é que estava a conduzir o carro? Não brinquem comigo por favor!!
terça-feira, outubro 11, 2005
Furacões Made in Portugal
Dizia o Tiago que estranhava o facto de não apelidarem os furacões com nomes portugueses, em especial, os que assolam o nosso território, ao ponto de chamarem de "Vince" o furacão que se dissipou no mar ao largo das costas Portuguesas. Pois caro Tiago, a explicação para o facto de não haver furacões com nomes portugueses, como seria exemplo o Furacão Maria ou o Furacão Manel, deve-se ao facto de se antecipar a chegada de um furacão no ano que vem com o nome Cavaco Silva, e desta forma, mantêm-se o elan de ser o primeiro a dar um nome a um furacão que assola território nacional. Desta feita, o primeiro furacão Português, assumirá todo o protagonismo de ser o primeiro furacão português a dar cabo disto tudo.
segunda-feira, outubro 10, 2005
Adivinhação e outra ciências do oculto
Como é que eu adivinhei que a Fátima Felgueiras, O Major Valentim e o Isaltino Morias iriam ganhar as eleições? Só não acerto nos números do totoloto.
sábado, outubro 08, 2005
Parabéns para Angola
Eleições
Amanhã vão-se realizar as eleições autárquicas em Portugal com todo o circo de campanha montado e realizado por todas as forças polÃticas concorrentes a eleição. O povo esse, mais uma vez, lá irá deslocar-se até à s urnas, alguns, envergando as tshirt´s ou demais cangalhada distribuÃda ao preço de um voto que seja. Durante esta campanha para as autárquicas muito se falou acerca dos candidatos "independentes" e também indiciados pelos tribunais por crimes de corrupção mas, apesar disso, esses "independentes" são candidatos com possibilidade de serem eleitos pelo eleitorado que, em conversas de café, continua a falar acerca da corrupção da classe polÃtica e a condená-la mas que, por incrÃvel que pareça, irá depositar o voto neste ou naquele candidato indiciado ou indiciável pelos crimes de corrupção. É impressionante mas a verdade é que quando chega as eleições, o povo, vai sempre diligentemente depositar o voto no candidato que lhe pareceu ter melhor cara. Isto permite depreender que há falta de cultura polÃtica no eleitorado Português, como também, alguma falta de coragem para mudar o estado de coisas. Parece que a corrupção, apesar de muito criticada, é um estado normal das coisas em Portugal e o desânimo que o Povo têm em relação ao seu paÃs e ao futuro deste explica este estado de coisas.
Um factor de descrédito para a Democracia em Portugal é o sistema judicial em vigência que, incrivelmente, permite , algures no seu desenrolar processual, que individuos constituÃdos arguidos se candidatem à s eleições atropelando toda e qualquer noção de democracia por mais lata que seja. Este sistema Judicial permite também queimar algures alguém mediante o seu isolamento da vida real. O Bloco de Esquerda vanglorizou-se, pela voz de Francisco Lousã, do facto de não ter um único candidato indiciado por qualquer crime de corrupção a estas eleições. Na sexta-feira passada, num plano casualÃstico em que há coincidências lixadas, a sua candidata à Câmara Municipal de Salvaterra de Magos foi interrogada pela PolÃcia Judiciária por suspeita de corrupção passiva envolvendo a GNR, causando assim um certo embaraço ao Bloco de Esquerda. Contudo, e sem qualquer tipo de condenação prévia, há que estranhar o timming deste interrogatório, bem como, o crime a que a candidata é suspeita. Corrupção passiva envolvendo a GNR? Uma multa que ficou por passar? Não poderia dar o benefÃcio da dúvida a esta candidata do Bloco de Esquerda, por quanto, teria que o dar a personagens como Felgueiras, Isaltino Morais entre outros mas, atendendo ao Sistema Judicial que temos e ao timming deste interrogatório a que a candidata foi sujeita, deverei dar pouca relevância ao caso apesar de considerar que, quem quer que seja que se candidate a um cargo numa autarquia, deverá sempre estar acima de qualquer suspeita. Por fim, as sondagens, essa ciência obscura e manipulável como uma marioneta num qualquer teatrinho de fantoches ao gosto das crianças que vêem o poder como o graal dos rebuçados, nesta como em outras eleições, estão claramente manipuladas ao gosto cÃtrico do PSD e seus orgãos de informação. Qualquer das vias eu vou votar apenas pelo respeito que tenho por quem lutou pela democracia em Portugal porque de resto, a minha confiança na classe polÃtica murchou há muitos outonos atrás.
Um factor de descrédito para a Democracia em Portugal é o sistema judicial em vigência que, incrivelmente, permite , algures no seu desenrolar processual, que individuos constituÃdos arguidos se candidatem à s eleições atropelando toda e qualquer noção de democracia por mais lata que seja. Este sistema Judicial permite também queimar algures alguém mediante o seu isolamento da vida real. O Bloco de Esquerda vanglorizou-se, pela voz de Francisco Lousã, do facto de não ter um único candidato indiciado por qualquer crime de corrupção a estas eleições. Na sexta-feira passada, num plano casualÃstico em que há coincidências lixadas, a sua candidata à Câmara Municipal de Salvaterra de Magos foi interrogada pela PolÃcia Judiciária por suspeita de corrupção passiva envolvendo a GNR, causando assim um certo embaraço ao Bloco de Esquerda. Contudo, e sem qualquer tipo de condenação prévia, há que estranhar o timming deste interrogatório, bem como, o crime a que a candidata é suspeita. Corrupção passiva envolvendo a GNR? Uma multa que ficou por passar? Não poderia dar o benefÃcio da dúvida a esta candidata do Bloco de Esquerda, por quanto, teria que o dar a personagens como Felgueiras, Isaltino Morais entre outros mas, atendendo ao Sistema Judicial que temos e ao timming deste interrogatório a que a candidata foi sujeita, deverei dar pouca relevância ao caso apesar de considerar que, quem quer que seja que se candidate a um cargo numa autarquia, deverá sempre estar acima de qualquer suspeita. Por fim, as sondagens, essa ciência obscura e manipulável como uma marioneta num qualquer teatrinho de fantoches ao gosto das crianças que vêem o poder como o graal dos rebuçados, nesta como em outras eleições, estão claramente manipuladas ao gosto cÃtrico do PSD e seus orgãos de informação. Qualquer das vias eu vou votar apenas pelo respeito que tenho por quem lutou pela democracia em Portugal porque de resto, a minha confiança na classe polÃtica murchou há muitos outonos atrás.
quinta-feira, outubro 06, 2005
Não estranharam??
Não estranharam este ano não haver uma manifestação qualquer de Monárquicos com o tradicional penteado com a franja a roçar a testa no 5 de Outubro? Acho piada a essa gente monarquica, são como o Okapis no Jardim zoológico, ou seja, exóticos mas já não são novidade. Dá-me a impressão que os monárquicos andam a ler demasiadas "Holas" e isso está a causar danos cerebrais irreversÃveis.
quarta-feira, outubro 05, 2005
Viva a República
Apesar do estado actual de coisas, em Portugal, ao menos, não se podemos deixar de nos congratular pelo facto de vivermos numa república. Desta forma, não teremos que aturar um qualquer individuo que por direito de nascença, ou lá o que isso seja, a governar este paÃs, era o que mais faltava. Viva a República!!!
terça-feira, outubro 04, 2005
Eleições para serviço público
Dar-se-á mais um espectáculo televisivo a propósito das eleições autárquicas onde as televisões irão dissecar todas as conclusões polÃticas que estas acham por bem enunciar a toda esta maralha, perdão audiências, sob a capa do bombástico e do escândalo. As sondagens cingelas que, por coincidência, mostram sempre os candidatos do PSD em frente nas sondagens para as câmaras que disputam, os candidatos ostracizados pelos partidos polÃticos do poder mas "acarinhados" pela Justiça, irão fazer as delÃcias de todos aqueles que gostam jogar este jogo chamado polÃtica. Num discurso surrealista onde se adquirem vitórias polÃticas com resultados de eleições em que se vota em pessoas ou projectos, as televisões aqui tiram elasões sobre o estado moribundo da polÃtica Portuguesa e dos resultados nacionais dos vários partidos. Apesar de considerar a polÃtica uma coisa muito séria, pena é que os polÃticos que a fazem não sejam sérios, não deixo de ficar agastado e farto do discurso, por vezes surrealista, dos polÃticos e de quem comenta a polÃtica fazendo recurso a essas regras como se de uma lei inabalável se tratasse. Que hajam crÃticas a fazer acerca de um governo, isso, haverá sempre pela falibilidade do Ser Humano mas, fazer uma crÃtica a um governo apenas porque o Chefe de governo não sorri muito é demais. O que pretendem esses comentadores ao fazerem esse género de reparos? Uma governação estilo concurso Miss Simpatia? Porque razão é que as televisões enfatizam o aspecto da imagem sobre os candidatos e seus projectos polÃticos? Será que teremos os próximos chefes de governo ou presidentes da República vindos de uma qualquer agência de modelos? Caracterizam-se governos e polÃticos pelo o que dizem e muito raramente pelo que fazem, até porque, o que fazem muitas vezes é igual a zero ou mal feito sem serem penalizados por isso. Isto já cheira mal e algo tem que mudar depressa.
domingo, outubro 02, 2005
Festival Intercéltico das Serras D ´Aire e Candeeiros
Ontem fui ao Festival Intercéltico das Serras D ´Aire e Candeeiros e digo desde já que gostei. Actuaram os Lenga Lenga, Diabo a sete e os Arrefole. Pessoalmente gostei de todos os grupos que actuaram em especial os pauliteiros de Miranda e os Diabo a sete. Achei interessante a música que foi tocada ontem no festival pela autenticidade de uns e pela recolha e mistura de influências de cariz tradicional dos temas que foram apresentados durante o Festival. A tradicional Mini, a bifana e as gaitas de fole coloriram a noite na serrania e a organização está de parabéns e faço votos para que esta iniciativa se repita no futuro.
quarta-feira, setembro 28, 2005
Os tempos mudam e mudam os comboios
Em conversa com um amigo meu, este, referia as saudades que tem dos comboios da Beira Alta e Beira Baixa apinhados de gente com os respectivos farnéis e o jeito caracterÃstico do campo. Pois eu também tenho saudades até um certo ponto das conversas espontâneas que se geravam nesses comboios com destino a Lisboa ou ao Porto. Os miúdos que não paravam quietos nos seus lugares, os pais que desesperavam com a inquietude natural dos seus petizes e acima de tudo as conversas. Estas viagens eram autênticas apanhas da azeitona ou debulhas sobre rodas, ou seja, as conversas que geravam eram similares, apesar dos temas serem diferentes, à s conversas que estas pessoas teriam no campo nesses momentos agregadores de pessoas. O senão destes comboios, por vezes, eram os militares e as suas bebedeiras e conversas menos próprias para donzelas de elevada sensibilidade. Actualmente, os Intercidades têem lugares marcados que ninguém respeita mas os lugares estão devidamente separados e as conversas menos estimuladas devido à organização do espaço. Sem desprimor ou qualquer tipo de jocosidade mas, esses comboios antigos providenciavam momentos de elevada comicidade. As conversas eram de chorar a rir e a espontâneadade um autêntico mimo aos ouvidos de cada um. E o Borda D´água? o que é feito desta primorosa publicação? Agora quando é que eu vou saber quando plantar as hortalÃças? Os tempos mudam e as pessoas também.
terça-feira, setembro 27, 2005
O A B C do .....
Antes demais devo explicar o porquê de não concluir a frase no tÃtulo mas, como devem calcular e sem qualquer tipo de pudor, com o advento dos motores de busca na Internet os enresaivados acorreriam a este tasco à razão de centenas por dia simplesmente porque viria aqui escrito a palavra Sexo. Qualquer das vias este pequeno detalhe diz muito acerca do que é discutir o tema "sexo" em Portugal e, invariávelmente, facilmente se caà na argumentação tipo macho, ou então, na não argumentação.
O tema desta posta é o programa acerca do sexo que é transmitido na TVI. Confesso que só vi ainda um programa apesar de ter ouvido aqui e ali que existia um programa televisivo que falava sobre o tema. Devo dizer antes demais que é de louvar este tipo de programas no panorama televisivo, apesar de, como todos os programas de interesse cultural efectivo nas nossas televisões, ser transmitido a horas proibitivas para quem tem que trabalhar de segunda a sexta-feira de manhã. Outro aspecto acerca do programa tem a ver com a forma como este é conduzido, ou seja, dá a sensação que a apresentadora está a explicar o tema sexo para as criancinhas naturais, o que, atendendo ao tabu instalado acerca do sexo, não deixa de ser bem abordado. Todas as pessoas em portugal falam acerca do sexo, umas mais que outras, mas invariavelmente surgem as dúvidas mais absurdas acerca do sexo. O sexo, como tabu que é, não consegue despertar nos Portugueses o mesmo efeito que a PolÃtica ou o Futebol despertam transformando os TÃpicos Tugas em polÃticos e treinadores de bancada, neste tema, cada qual sabe de si e para si e as conversas são de Ãndole expositivo-exarcebado por parte da facção masculina e expositivo-desejado pela parte feminina espelhando assim os dogmas e a educação machista a que todos estamos sujeitos e que ainda, de certa forma, nos escraviza. Não pretendo que esta posta seja uma crÃtica negativa em relação ao programa mas sim uma visão própria que eu tenho acerca do programa e, acima de tudo, o que eu despreendo da forma como o programa está estruturado. Antes sequer de ver o facto de a apresentadora abordar os temas como se dirigisse à s criancinhas naturais, temos que ver que , em Portugal, neste tema, somos de facto criancinhas pelo pouco conhecimento que os nossos progenitores nos transmitem acerca do sexo e pela educação escolar onde o sexo não é abordado, ou pelo menos não tão abordado quanto devia ser. Em suma, é de louvar a iniciativa e é de transmitir o programa a horas decentes, as horas, o resto pode ser pouco decente porque afinal de contas uma das coisas que sexo tem de bom é essa ausência aqui e ali de decência If you know what i mean.
O tema desta posta é o programa acerca do sexo que é transmitido na TVI. Confesso que só vi ainda um programa apesar de ter ouvido aqui e ali que existia um programa televisivo que falava sobre o tema. Devo dizer antes demais que é de louvar este tipo de programas no panorama televisivo, apesar de, como todos os programas de interesse cultural efectivo nas nossas televisões, ser transmitido a horas proibitivas para quem tem que trabalhar de segunda a sexta-feira de manhã. Outro aspecto acerca do programa tem a ver com a forma como este é conduzido, ou seja, dá a sensação que a apresentadora está a explicar o tema sexo para as criancinhas naturais, o que, atendendo ao tabu instalado acerca do sexo, não deixa de ser bem abordado. Todas as pessoas em portugal falam acerca do sexo, umas mais que outras, mas invariavelmente surgem as dúvidas mais absurdas acerca do sexo. O sexo, como tabu que é, não consegue despertar nos Portugueses o mesmo efeito que a PolÃtica ou o Futebol despertam transformando os TÃpicos Tugas em polÃticos e treinadores de bancada, neste tema, cada qual sabe de si e para si e as conversas são de Ãndole expositivo-exarcebado por parte da facção masculina e expositivo-desejado pela parte feminina espelhando assim os dogmas e a educação machista a que todos estamos sujeitos e que ainda, de certa forma, nos escraviza. Não pretendo que esta posta seja uma crÃtica negativa em relação ao programa mas sim uma visão própria que eu tenho acerca do programa e, acima de tudo, o que eu despreendo da forma como o programa está estruturado. Antes sequer de ver o facto de a apresentadora abordar os temas como se dirigisse à s criancinhas naturais, temos que ver que , em Portugal, neste tema, somos de facto criancinhas pelo pouco conhecimento que os nossos progenitores nos transmitem acerca do sexo e pela educação escolar onde o sexo não é abordado, ou pelo menos não tão abordado quanto devia ser. Em suma, é de louvar a iniciativa e é de transmitir o programa a horas decentes, as horas, o resto pode ser pouco decente porque afinal de contas uma das coisas que sexo tem de bom é essa ausência aqui e ali de decência If you know what i mean.
domingo, setembro 25, 2005
O grande Circo chamado Portugal
Tencionei escrever algumas considerações acerca de alguns acontecimentos ocorridos na semana passada mas, ao idealizar a matriz do texto, reparei que estava perante material de elevada qualidade e com muitos apontamentos de comicidade apesar de se tratarem de assuntos sérios. Isto fez-me pensar acerca do que se passa actualmente no nosso paÃs e concluir que vivemos num circo Monty Python com uma produção gigantesca, à escala de um paÃs, composta por 10 milhões de figurantes. Quando neste paÃs, digo circo sem desprimor para os Circos existentes com palhaços e leões à solta, se produzem como candidatos à Presidência da República dois velhos que parecem tirados de uma produção do Jim Henson, é óbvio que a primeira elação e retirar disto é a de que alguém anda por aà a brincar com todos nós. Errado, ninguém está a brincar com os demais a propósito destas duas candidaturas, pelo contrário, essas pessoas apenas estão raciocinar bem atendendo a ridÃculo a que chegámos neste paÃs. É importante vermos que, neste circo chamado Portugal, o sério é cómico e o que é cómico é sério. Parece que fomos deslocados para os nossos antÃpodas e a gravidade não actuou, pelo que, como estamos de cabeça para baixo e pés para o ar, começámos a pensar com os pés em vez de ser com a cabeça ( faço uma pequena nota para referir que, felizmente, a Nova Zelândia ainda usufruà dos maravilhosos efeitos da Lei da Gravidade).
Num paÃs de Fátimas Felgueiras, Majores e Zé Zés Camarinhas a um escala industrial, o rÃdiculo é norma e o humor irónico e surrealista é lei. Contudo, continuo a preferir o original dos Monty Phyton pelo bom gosto e inteligência nos gagues que compõem os textos. Por cá, esta produção do Circo Monty Phyton que é Portugal, o texto é mau, as piadas muito repuscadas e os actores maus.
Conclusão: Procuram-se guionistas com provas dadas para textos cómicos na produção à escala nacional do Circo Monty Python chamado Portugal.
Num paÃs de Fátimas Felgueiras, Majores e Zé Zés Camarinhas a um escala industrial, o rÃdiculo é norma e o humor irónico e surrealista é lei. Contudo, continuo a preferir o original dos Monty Phyton pelo bom gosto e inteligência nos gagues que compõem os textos. Por cá, esta produção do Circo Monty Phyton que é Portugal, o texto é mau, as piadas muito repuscadas e os actores maus.
Conclusão: Procuram-se guionistas com provas dadas para textos cómicos na produção à escala nacional do Circo Monty Python chamado Portugal.
quarta-feira, setembro 21, 2005
Ignorância
Tenho como princÃpio basilar da minha conduta diária, e de vida também, o respeito pela opinião dos outros. No entanto, não consigo ser tolerante com opiniões desfazadas e insanas que partam de princÃpios que em nada tenham a ver com a natureza humana. Nesta categoria coloco o racismo na sua vertente discriminatória que tem a ver com cores de pele diferentes. Esta discriminação é induzida nas pessoas ao ponto de estas criarem fobias em relação a pessoas diferentes do seu padrão autocriado de normalidade. O diálogo nestas circunstâncias é practicamente impossÃvel e a tolerância impracticável sob pena de entrarmos numa situação de demência agravada. Faz-me muita confusão os limites e as divisórias que as pessoas criam na sua relação inter-pares, em especial, as situações de conflito latente entre pessoas de diferentes entre si e que, por isso, se isolam numa espécie de bolha lunar estanque de tudo o que se passa à sua volta. Fui educado a respeitar a individualidade de cada qual que me rodeava, pelo que, o racismo na vertente a que me referi anteriormente, nunca me foi incuntido, e como tal, não tenho preconceito em relação a ninguém que tenha uma tonalidade de pele diferente da minha.
Isto tudo à laia de dizer que cada qual tem a sua onda e devemos respeitar a onda de cada um. Que legitimidade tem alguém para condenar outrém por ser apenas diferente? A única explicação para esta discriminação passa pelo facto de, as pessoas que discriminam, se discriminarem a si próprias por falta de auto-estima. De alguma forma pensam que se estiverem rodeadas de outros individuos iguais a eles que se sentem mais seguros. Isto é patológico creio eu.
Isto tudo à laia de dizer que cada qual tem a sua onda e devemos respeitar a onda de cada um. Que legitimidade tem alguém para condenar outrém por ser apenas diferente? A única explicação para esta discriminação passa pelo facto de, as pessoas que discriminam, se discriminarem a si próprias por falta de auto-estima. De alguma forma pensam que se estiverem rodeadas de outros individuos iguais a eles que se sentem mais seguros. Isto é patológico creio eu.
terça-feira, setembro 20, 2005
Gripe
O que me aflige mais quando tenho gripes não é a constante verbalização, das poucas palavras que o meu cérebro debita, de uma forma nasalada. Não são os espirros e o nariz entupido mas sim o retardo do meu cérebro. Quando tenho gripe dou por mim a digerir a informação em slow motion o que, no meu cérebro, produz efeitos estranhos. Ontem enquanto via a desgraça leonina na madeira oiço o comentador a dizer que o jogo estava histérico, o que, produziu no meu cérebro uma estranha visão em que via os jogadores a jogarem de saltos altos. Estranha a visão e um pouco stereotipada eu admito mas a gripe puxa de mim o mais estranho e bizarro.
sábado, setembro 17, 2005
Manifestar-me daqui para fora
É hoje que, mais uma vez, se prova que o Homem de Neanderthal ainda está vivo. A Manifestação da extrema-direita contra a adopção de crianças por casais homosexuais, bem como, a tentativa de encerrar o programa Esquadrão G é uma aberração e só me apetece apanhar um táxi
Táxi - Para onde?
Eu - Longe daqui se faz favor.
Em pleno século XXI ainda há pessoas que vivem em pleno século XIX, é incrÃvel e atroz.
Táxi - Para onde?
Eu - Longe daqui se faz favor.
Em pleno século XXI ainda há pessoas que vivem em pleno século XIX, é incrÃvel e atroz.
quinta-feira, setembro 15, 2005
O amor eterno?
Para a máxima que diz que o amor é eterno, a mortalidade, é uma dura realidade que desfaz as máximas cabalÃsticas que possamos ter em relação a este tema, o amor. Ver alguém a partir na flor da idade é duro, quanto duro é ter a pairar estas máximas de cartão de São Valentim que dizem que o amor é eterno. A um grande amigo, um abraço do tamanho deste mundo nesta hora difÃcil em que vê a sua cara-metade partir tão jovem.
quarta-feira, setembro 14, 2005
CombustÃvel
Desde que se aplicou a polÃtica de preços livres dos combustÃveis que, em Portugal, as três maiores operadoras de combustÃveis fizeram a panelinha de forma a aumentar sempre o preço dos combustÃveis de uma forma escandalosa. Para além disto, a passividade do Estado, é escandalosa porquanto, o Estado, porta-se como uma das operadoras monopolistas, pois, tem sempre o ganho em impostos garantido. Partindo sempre do pressuposto que, antes demais, o importante é reduzir a dependência do nosso paÃs desse ouro negro que tanto mal nos causa ao ambiente, não consigo perceber também a passividade da população em geral perante este escândalo. Em França os camionistas manifestaram-se contra o aumento dos preços dos combustÃveis e conseguiram forçar o Estado Françês a baixar os preços. Por cá manifestam-se os débeis mentais da extrema-direita a favor de reinvindicações medievais porque, os restantes, estão-se nas tintas.
segunda-feira, setembro 12, 2005
Fotos de Maputo
Para ser sincero a cidade de Maputo não me seduziu muito, ao contrário, as pessoas que conheci em Maputo, essas sim, seduziram-me.

domingo, setembro 11, 2005
sexta-feira, setembro 09, 2005
Eleições Jurássicas
Entre os dois candidatos Jurássicos, Soares e Cavaco Silva, só me apetece votar no Rei Dom Sebastião. Digo isto porque, dinossáuro por dinossáuro, mais vale Dom Sebastião pelo benefÃcio da dúvida.
Gostei da sondagem da Universidade Católica que indica uma vitória de Cavaco Silva sobre Soares apoiada na ideia que, o eleitorado que votará em Lousã, 45% destes, irão votar Cavaco Silva numa hipotética segunda volta. É curioso como os partidos polÃticos português controlam as televisões e sondagens. Que credibilidade tem uma sondagem que indica que o eleitorado do candidato do BE irá votar no candidato de Direita numa segunda volta? Esta sondagem foi encomendada para motivar a ainda não anunciada candidatura de Cavaco Silva à Presidência da República. Já nem me refiro ao facto de, neste paÃs, não se conseguir produzir figuras polÃticas novas e termos que recorrer aos dinossauros da praça. Manuel Alegre és o maior!!
Gostei da sondagem da Universidade Católica que indica uma vitória de Cavaco Silva sobre Soares apoiada na ideia que, o eleitorado que votará em Lousã, 45% destes, irão votar Cavaco Silva numa hipotética segunda volta. É curioso como os partidos polÃticos português controlam as televisões e sondagens. Que credibilidade tem uma sondagem que indica que o eleitorado do candidato do BE irá votar no candidato de Direita numa segunda volta? Esta sondagem foi encomendada para motivar a ainda não anunciada candidatura de Cavaco Silva à Presidência da República. Já nem me refiro ao facto de, neste paÃs, não se conseguir produzir figuras polÃticas novas e termos que recorrer aos dinossauros da praça. Manuel Alegre és o maior!!
quinta-feira, setembro 08, 2005
Imagens de Moçambique
Eis algumas imagens de Moçambique
Paisagem africana
Pastor
Machinbombo
Mercado de Rua do Bilene
Paisagem africana

Pastor

Machinbombo

Mercado de Rua do Bilene

quarta-feira, setembro 07, 2005
Auto-estrada moçambique style
Dois Tugas num automóvel com destino à cidade da Matola, a cerca de 20 Kms de Maputo, vamos seguindo as placas a indicarem a Auto-estrada para a Matola. Até aqui tudo bem, parámos na portagem da Auto-estrada, pagámos e arrancámos. Duas faixas para cada lado, separador central, estação de serviço e, dez quilómetros mais tarde, um semáforo. Sim! um semáforo, a auto-estrada tem um semáforo no meio do percurso. Como será possÃvel um semáforo no meio da Auto-estrada perguntam voçês? Em Ã�frica tudo é possÃvel basta lá ir e ver.
segunda-feira, setembro 05, 2005
Um Tuga em Moçambique
Propus-me a escrever uma posta relatando as minhas aventuras em Moçambique mas é complicado resumir num texto tudo o que vi, bem como, o cheiro, as cores, as pessoas e a luz de Ã�frica. Antes de embarcar no avião, com destino a Maputo, mentalizei-me que iria para um paÃs pobre do Terceiro Mundo e que a pobreza dominava, como tal, vacinei-me mentalmente para esse aspecto e fui confiante. Uma vez lá, vi que as vacinas mentais não são capazes de fazer frente a esse vÃrus poderoso que é a realidade. Por cá não fazemos a mais pálida das ideias do que é pobreza e miséria, a luta diária para comer qualquer coisa, literalmente, qualquer coisa. Não quero negativizar a minha opinião sobre Moçambique com a questão da pobreza mas, a pobreza, é algo que é por demais evidente e entranha-se na pele, mexe com uma pessoa. Moçambique é muito mais do que isso, Moçambique é Ã�frica esse continente que é mágico, só quem lá foi ou esteve consegue compreender o que eu quero dizer com isto. É indescritÃvel o que se sente quando se chega a Ã�frica, tudo é poderoso, imenso, lindo é magia pura.
Maputo é uma cidade linda apesar de estar presentemente feia, os prédios não foram pintados desde 1975, altura em que os Portugueses, os Tugas, abandonaram Moçambique. É curioso mas a ideia que os Moçambicanos têem acerca da “descolonizaçãoâ€� é a de um abandono por parte dos Portugueses. Após a descolonização sentiram-se completamente abandonados e os anos após a descolonização foram muito duros para o povo moçambicano. Por lá ainda se vibra com o campeonato de futebol Português, as notÃcias via RTP Ã�frica sobre Portugal são actuais e muito vivas ainda. Todos falam Português, desde o mais humilde ao mais rico, sim porque os há e muitos ricos.
Irei continuar a falar acerca de Moçambique através de outras postas mas queria frisar que adorei o paÃs, em especial o interior do paÃs, e o seu povo maravilhoso, senti-me em casa. Vou deixar os meus agradecimentos à s pessoas maravilhosas que me deram o privilegio de conviver e que me acolheram como se eu fosse famÃlia. Assim os meus sinceros agradecimentos a:
Rosmin
Gito
Amina
Eunice
Belito
Mustak
Victor
Sharia
Angelo
Abdul Razaque
Jerri ( o primeiro turista na Lua)
Abudulah
Enfim a todos e espero não ter esquecido de ninguém mas se o fiz é porque foram tantos e bons companheiros(as)
A todos um abraço do tamanho deste mundo inteiro! Bem hajam!!
Maputo é uma cidade linda apesar de estar presentemente feia, os prédios não foram pintados desde 1975, altura em que os Portugueses, os Tugas, abandonaram Moçambique. É curioso mas a ideia que os Moçambicanos têem acerca da “descolonizaçãoâ€� é a de um abandono por parte dos Portugueses. Após a descolonização sentiram-se completamente abandonados e os anos após a descolonização foram muito duros para o povo moçambicano. Por lá ainda se vibra com o campeonato de futebol Português, as notÃcias via RTP Ã�frica sobre Portugal são actuais e muito vivas ainda. Todos falam Português, desde o mais humilde ao mais rico, sim porque os há e muitos ricos.
Irei continuar a falar acerca de Moçambique através de outras postas mas queria frisar que adorei o paÃs, em especial o interior do paÃs, e o seu povo maravilhoso, senti-me em casa. Vou deixar os meus agradecimentos à s pessoas maravilhosas que me deram o privilegio de conviver e que me acolheram como se eu fosse famÃlia. Assim os meus sinceros agradecimentos a:
Rosmin
Gito
Amina
Eunice
Belito
Mustak
Victor
Sharia
Angelo
Abdul Razaque
Jerri ( o primeiro turista na Lua)
Abudulah
Enfim a todos e espero não ter esquecido de ninguém mas se o fiz é porque foram tantos e bons companheiros(as)
A todos um abraço do tamanho deste mundo inteiro! Bem hajam!!
I´m Back!!!
Voltei de férias de Moçambique e mais tarde farei o relato das minhas aventuras. Até logo!
quarta-feira, agosto 17, 2005
Overview guidance
Ser simpático e inplosivo é uma mistura perigosa. Por vezes temos que ser duros, pelo que, nessas alturas o aviso terá que ser : "Untill Maqueavelic returns, all eyes on me"
Qualquer das vias a simpatia não é um defeito mas sim uma virtude e como vou-me ausentar por uns dias em viagem para Moçambique ( só espero que o avião não caÃa, glup!!) esperem-me qual Dom Sebastião que voltará no próximo dia 05 de Setembro. Ao contrário do original, o Dom Sebastião, prometo que volto.
Qualquer das vias a simpatia não é um defeito mas sim uma virtude e como vou-me ausentar por uns dias em viagem para Moçambique ( só espero que o avião não caÃa, glup!!) esperem-me qual Dom Sebastião que voltará no próximo dia 05 de Setembro. Ao contrário do original, o Dom Sebastião, prometo que volto.
terça-feira, agosto 16, 2005
Por falar em vacances
O countdown continua a correr à medida que as minhas férias se aproximam.
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sexta-feira, agosto 12, 2005
A laranja de Deus
A cor laranja pinta o movimento que se opõe à retirada de Israel da faixa de Gaza. Não é uma cor qualquer, o laranja, segundo os membros deste movimento, é a cor do movimento que é portadora da voz de Deus que, nesta matéria, se opõe à retirada dos colonatos Judeus da faixa de Gaza. Por detrás desta questão está a organização judaÃca nos Estados Unidos que financia o Estado de Israel e controla os lobbies dentro do governo Norte-Americano, protelando e agudizando ainda mais a situação em Israel com o envio de dinheiro que serve para adquirir tanques de guerra combatidos com pedras arremassadas pelos Palestinianos. O terrorismo, em circunstância alguma, é justificável quando vitima inocentes e por este facto recriminável e alvo de repúdio.
O povo judeu viveu uma história trágica de chacinas continuadas por todos os paÃses pelos quais se espalhou fruto da Diáspora. Contudo, isto não serve nem pode servir como elemento moral justificável para a colonização e atitude segregassionista prepertada pelos sucessivos governos israelitas com as devidas excepções. Utilizar o argumento bÃblico da terra prometida de Israel para os Israelitas é intelectualmente desonesto, como também é desonesto intelectualemente o argumento dos palestinianos de uma terra deles inteiramente. O ponto da questão é que, como dizia Marx, a religião é o ópio do povo, e nesta questão as mentes estão toldadas pelo fanatismo religioso. Canso-me quando oiço alguns israelitas argumentarem a sua presença nas zonas ocupadas como um desÃgnio bÃblico.
O povo judeu viveu uma história trágica de chacinas continuadas por todos os paÃses pelos quais se espalhou fruto da Diáspora. Contudo, isto não serve nem pode servir como elemento moral justificável para a colonização e atitude segregassionista prepertada pelos sucessivos governos israelitas com as devidas excepções. Utilizar o argumento bÃblico da terra prometida de Israel para os Israelitas é intelectualmente desonesto, como também é desonesto intelectualemente o argumento dos palestinianos de uma terra deles inteiramente. O ponto da questão é que, como dizia Marx, a religião é o ópio do povo, e nesta questão as mentes estão toldadas pelo fanatismo religioso. Canso-me quando oiço alguns israelitas argumentarem a sua presença nas zonas ocupadas como um desÃgnio bÃblico.
quinta-feira, agosto 11, 2005
Countdown
Faltam 8 dias para ir ter a este pôr do sol. Onde é que fica este pôr do sol? Eu digo depois.

quarta-feira, agosto 10, 2005
É esquisito
Este periodo que antecede as férias, as minhas pelo menos, é um periodo estranho porque já só se pensa em férias e no trabalho que se tem que fazer para não ficarmos a pensar, durante as férias, no que ficou por fazer. A solução para isto tudo é tirar férias para o resto da vida mas, para o efeito, o Euromilhões dava-me muito jeito, ó se dava!!!
segunda-feira, agosto 08, 2005
Não percebo mas acho piada
Não consigo perceber como, ou porquê, que se extraiem dividendos polÃticos por causa dos fogos. Todos os anos somos flagelados pelos fogos florestais e, todos os anos, os donos do terrenos florestais deixam ficar os terrenos sem qualquer tipo de cuidado ou prevenção ao limpar o mato e fazer corta-fogos. No entanto, vamos apanhando alguns maduros a polir o balcão de um qualquer tasco com os cotovelos a dizer que a culpa é do Governo. Para quem vive numa cidade a realidade dos fogos pode parecer um pouco distante pois, quem vive na cidade, não se apercebe do estado de abandono em que as florestas Portuguesas se encontram. No tempo do Portugal rural, haviam rebanhos e pastores que levavam os rebanhos para os pinhais e mantinham a mata limpa, actualmente, nada disso acontece devido à desertificação humana do Portugal rural. No estado em que se encontram as zonas florestais Portuguesas nem com a Força Aérea Norte-Americana inteira a borrifar Portugal poder-se-ia evitar os fogos. Quando se diz que existem meios suficientes para o combate ao fogo não se está a mentir, o que se está a fazer é responder a meia pergunta, ou seja, o problema está na prevenção de incêndios através da limpeza das matas.
Os fogos vão ardendo mas a vida continua e o importante agora são as férias no Algarve e o campeonato de futebol que se avizinha. Nisto, há muita prevenção, ou seja, as catástrofes são antecipadas na antevisão de mais um campeonato de Futebol Profissional e todos os adeptos estão atentos aos preparativos para minorar ou evitar a catástrofe. Para além disto, o Futebol nacional, proporciona uma série de poetas da lingua futeboleira como é exemplo um engenheiro da bola, por acaso aquele tuga tÃpico de Lisboa baixinho e de cabelo encarapinhado, a falar de futebol e a fazer prosa ao mesmo tempo. Num artigo escrito por este engenheiro da bola li que, a uma dada equipa de futebol, faltava-lhe imprimir mais textura à cultura táctica da equipa. Isto é lindo, gostava de conseguir inventar termos tão lÃricos a um jogo que consiste em dar pontapés numa bola, é extraordinário.
Os fogos vão ardendo mas a vida continua e o importante agora são as férias no Algarve e o campeonato de futebol que se avizinha. Nisto, há muita prevenção, ou seja, as catástrofes são antecipadas na antevisão de mais um campeonato de Futebol Profissional e todos os adeptos estão atentos aos preparativos para minorar ou evitar a catástrofe. Para além disto, o Futebol nacional, proporciona uma série de poetas da lingua futeboleira como é exemplo um engenheiro da bola, por acaso aquele tuga tÃpico de Lisboa baixinho e de cabelo encarapinhado, a falar de futebol e a fazer prosa ao mesmo tempo. Num artigo escrito por este engenheiro da bola li que, a uma dada equipa de futebol, faltava-lhe imprimir mais textura à cultura táctica da equipa. Isto é lindo, gostava de conseguir inventar termos tão lÃricos a um jogo que consiste em dar pontapés numa bola, é extraordinário.
sexta-feira, agosto 05, 2005
Como eu gosto do Verão
O Verão traz todos os anos duas coisas na minha vida, os emigrantes e os fogos. Os primeiros a falarem françoguês pelas ruas e a alertarem a Ivettes Carinas que vão tombé, e o segundo a impestar o ar com fumo. É impressionante mas, o verão consegue trazer duas coisas que me irritam sob maneira. Os emigrantes como espelho da mediocridade do povo Português e os fogos como espelho da mesma mediocridade do povo Português.
É impressionante a forma como se deixa um paÃs inteiro a arder por falta de ordenamento do território e gente sem escrupulos. Se é verdade que ardem muitos hectares de zona arborizada, também é verdade que, essas zonas de monoculturas de eucalipto e Pinheiros não fazem assim tanta falta quanto isso. O que é necessário, em especial no Interior do PaÃs, são florestas com ecosistemas sustentáveis e geradores de riqueza. Tomem como exemplo um eucaliptal, este, gera riqueza apenas um vez de 12 em 12 anos, e as pessoas que vivem em redor do eucaliptal, dele, extraiem pouca riqueza pois, os eucaliptos, servem de matéria-prima para grandes fábricas de pasta de papel no litoral onde estam os postos de trabalho. Em vez do Eucaliptal se estiver uma floresta, esta, é uma fonte de receita local pois permite a sua exploração sustentável em termos de fornecimento de madieras para carpintarias, Turismo, produtos naturais e um ecosistema saudável com flora e fauna abundante. O problema aqui em Portugal é que ardem os eucaliptais e as zonas de Pinheiros e no seu lugar crescem umas árvores esquisitas que alguns chamam de empreendimentos turÃsticos ou casas.
Os emigrantes habituados a outro paÃs onde tudo é automatique, inundam as ruas com o mais puro chavascal e carros enfeitados com muitos motivos Kish. É estranho verificar a forma insistente como os emigrantes se esforçam para falarem françês e talvez tentarem passar-se por franceses, penso eu. Revela uma falta de cultura, aliás, revela uma cultura boçal e mediocre que essas pessoas têm.
É impressionante a forma como se deixa um paÃs inteiro a arder por falta de ordenamento do território e gente sem escrupulos. Se é verdade que ardem muitos hectares de zona arborizada, também é verdade que, essas zonas de monoculturas de eucalipto e Pinheiros não fazem assim tanta falta quanto isso. O que é necessário, em especial no Interior do PaÃs, são florestas com ecosistemas sustentáveis e geradores de riqueza. Tomem como exemplo um eucaliptal, este, gera riqueza apenas um vez de 12 em 12 anos, e as pessoas que vivem em redor do eucaliptal, dele, extraiem pouca riqueza pois, os eucaliptos, servem de matéria-prima para grandes fábricas de pasta de papel no litoral onde estam os postos de trabalho. Em vez do Eucaliptal se estiver uma floresta, esta, é uma fonte de receita local pois permite a sua exploração sustentável em termos de fornecimento de madieras para carpintarias, Turismo, produtos naturais e um ecosistema saudável com flora e fauna abundante. O problema aqui em Portugal é que ardem os eucaliptais e as zonas de Pinheiros e no seu lugar crescem umas árvores esquisitas que alguns chamam de empreendimentos turÃsticos ou casas.
Os emigrantes habituados a outro paÃs onde tudo é automatique, inundam as ruas com o mais puro chavascal e carros enfeitados com muitos motivos Kish. É estranho verificar a forma insistente como os emigrantes se esforçam para falarem françês e talvez tentarem passar-se por franceses, penso eu. Revela uma falta de cultura, aliás, revela uma cultura boçal e mediocre que essas pessoas têm.
Como eu gosto do Verão
O Verão traz todos os anos duas coisas na minha vida, os emigrantes e os fogos. Os primeiros a falarem françoguês pelas ruas e a alertarem a Ivettes Carinas que vão tombé, e o segundo a impestar o ar com fumo. É impressionante mas, o verão consegue trazer duas coisas que me irritam sob maneira. Os emigrantes como espelho da mediocridade do povo Português e os fogos como espelho da mesma mediocridade do povo Português.
É impressionante a forma como se deixa um paÃs inteiro a arder por falta de ordenamento do território e gente sem escrupulos. Se é verdade que ardem muitos hectares de zona arborizada, também é verdade que, essas zonas de monoculturas de eucalipto e Pinheiros não fazem assim tanta falta quanto isso. O que é necessário, em especial no Interior do PaÃs, são florestas com ecosistemas sustentáveis e geradores de riqueza. Tomem como exemplo um eucaliptal, este, gera riqueza apenas um vez de 12 em 12 anos, e as pessoas que vivem em redor do eucaliptal, dele, extraiem pouca riqueza pois, os eucaliptos, servem de matéria-prima para grandes fábrica de pasta de papel no litoral onde estam os postos de trabalho. Em vez do Eucaliptal se estiver uma floresta, esta, é uma fonte de receita local pois permite a sua exploração sustentável em termos de fornecimento de madieras para carpintarias, Turismo, produtos naturais e um ecosistema saudável com flora e fauna abundante. O problema aqui em Portugal é que ardem os eucaliptais e as zonas de Pinheiros e no seu lugar crescem umas árvores esquisitas que alguns chamam de empreendimentos turÃsticos ou casas.
Os emigrantes habituados a outro paÃs onde tudo é automatique, inundam as ruas com o mais puro chavascal e carros enfeitados com muitos motivos Kish. É estranho verificar a forma insistente como os emigrantes se esforçam para falarem françês e talvez tentarem passar-se por franceses, penso eu. Revela uma falta de cultura, aliás, revela uma cultura boçal e mediocre que essas pessoas têm.
É impressionante a forma como se deixa um paÃs inteiro a arder por falta de ordenamento do território e gente sem escrupulos. Se é verdade que ardem muitos hectares de zona arborizada, também é verdade que, essas zonas de monoculturas de eucalipto e Pinheiros não fazem assim tanta falta quanto isso. O que é necessário, em especial no Interior do PaÃs, são florestas com ecosistemas sustentáveis e geradores de riqueza. Tomem como exemplo um eucaliptal, este, gera riqueza apenas um vez de 12 em 12 anos, e as pessoas que vivem em redor do eucaliptal, dele, extraiem pouca riqueza pois, os eucaliptos, servem de matéria-prima para grandes fábrica de pasta de papel no litoral onde estam os postos de trabalho. Em vez do Eucaliptal se estiver uma floresta, esta, é uma fonte de receita local pois permite a sua exploração sustentável em termos de fornecimento de madieras para carpintarias, Turismo, produtos naturais e um ecosistema saudável com flora e fauna abundante. O problema aqui em Portugal é que ardem os eucaliptais e as zonas de Pinheiros e no seu lugar crescem umas árvores esquisitas que alguns chamam de empreendimentos turÃsticos ou casas.
Os emigrantes habituados a outro paÃs onde tudo é automatique, inundam as ruas com o mais puro chavascal e carros enfeitados com muitos motivos Kish. É estranho verificar a forma insistente como os emigrantes se esforçam para falarem françês e talvez tentarem passar-se por franceses, penso eu. Revela uma falta de cultura, aliás, revela uma cultura boçal e mediocre que essas pessoas têm.
quarta-feira, agosto 03, 2005
Ora vejamos
É natural e de salutar sempre a curiosidade que muitos de nós temos por culturas diferentes da nossa. Por vezes, essa curiosidade, reveste-se de algum exotismo, e é também, alvo de alguns mitos urbanos curiosos por sinal. Lembro-me de uma história que me "venderam" por verÃdica, mas que, não a posso confirmar, pelo que, irei contá-la sem mencionar muitos detalhes quanto à identidade das pessoas envolvidas. Numa festa com vários convidados dos corpos diplomáticos em Londres, a esposa de um diplomata inglês que esteve na China, apresenta ao pescoço um medalhão dado numa recepção a que esta tinha estado em Pequim por um alto dignatário do governo chinês. Nesse medalhão constavam caracteres chineses que a senhora não compreendia, mas que, qualquer das vias, a senhora, apavoneava-se com o referido medalhão com muito orgulho. Nessa mesma festa a senhora mostrou o medalhão a um individuo que lhe dissera que tinha estado muitos anos na China, e daà resultou a seguinte conversa:
Senhora: Esteve na China? Que interessante eu também estive na China com o meu marido e até me ofereceram um medalhão quando me fui embora. Quer ver?
Senhor: Com certeza.
Após rápido exame ao medalhão o Senhor vira-se para a senhora e pergunta:
A senhora sabe o que está escrito neste medalhão?
Senhora: Por acaso não sei mas já agora poderia traduzir o que está escrito no medalhão.
Senhor: Com certeza. O medalhão diz: Licença sanitária de prostituição nº1
Como podem ver é preciso algum cuidado com o que se veicula acerca de uma cultura diferente, pois, como já vimos, essa cultura poderá ser veiculada com algum folclore à mistura.
EquÃvocos são muitos quando nos deparamos com culturas diferentes e por vezes episódios estranhos sucedem-se como é exemplo a atribuição do nome Canguru ao marsupial mais popular da Austrália. Ao que parece, canguru foi a resposta que um aborigene deu à pergunta que um Inglês colocou ao indagar que bicho saltitão era aquele. Ora, Canguru na lÃngua aborÃgene significa " Não Percebo" e desde então chamamos "Não percebo" a um animal, o que é estranho. Isto estende-se aos nomes Ãndios de certos animais que, dá-me a impressão, sofreram alguma adulteração senão vejamos: Jaguar na lÃngua Maia quer dizer animal que mata com um pulo. Quanto a mim há aqui alguma coisa estranha, ou então, os maias eram muito poupadinhos a falar.
Senhora: Esteve na China? Que interessante eu também estive na China com o meu marido e até me ofereceram um medalhão quando me fui embora. Quer ver?
Senhor: Com certeza.
Após rápido exame ao medalhão o Senhor vira-se para a senhora e pergunta:
A senhora sabe o que está escrito neste medalhão?
Senhora: Por acaso não sei mas já agora poderia traduzir o que está escrito no medalhão.
Senhor: Com certeza. O medalhão diz: Licença sanitária de prostituição nº1
Como podem ver é preciso algum cuidado com o que se veicula acerca de uma cultura diferente, pois, como já vimos, essa cultura poderá ser veiculada com algum folclore à mistura.
EquÃvocos são muitos quando nos deparamos com culturas diferentes e por vezes episódios estranhos sucedem-se como é exemplo a atribuição do nome Canguru ao marsupial mais popular da Austrália. Ao que parece, canguru foi a resposta que um aborigene deu à pergunta que um Inglês colocou ao indagar que bicho saltitão era aquele. Ora, Canguru na lÃngua aborÃgene significa " Não Percebo" e desde então chamamos "Não percebo" a um animal, o que é estranho. Isto estende-se aos nomes Ãndios de certos animais que, dá-me a impressão, sofreram alguma adulteração senão vejamos: Jaguar na lÃngua Maia quer dizer animal que mata com um pulo. Quanto a mim há aqui alguma coisa estranha, ou então, os maias eram muito poupadinhos a falar.
terça-feira, agosto 02, 2005
Graus
Vivemos num paÃs em que se discutem graus académicos em vez de se discutirem competências e qualificações técnicas. São os resquÃcios de uma Velha Senhora que, num paÃs de analfabetos, idolatrizou os doutores, vulgo licenciados. Se na restante europa um em cada três jovens detém uma licenciatura, em regra não superior a três anos, por cá apenas 15% dos jovens entre os 30 e os 35 anos de idade têem uma licenciatura. Se por cá ainda é um escândalo ter licenciados no Desemprego, na restante Europa, dois em cada três licenciados desempenham funções diversas da sua área de formação e salário. São as realidades que são distintas e Portugal que se mantem agarrado ao velho estar de coisas. Por cá o ensino superior é cada vez mais caro e sem qualquer tipo de orientação em termos de conteúdos lecionados e de quem leciona. Vive-se na espectativa que uma licenciatura é o mesmo que o Santo Graal, por artes mágicas, alguém fica enbuÃdo da sabedoria máxima, por efeito de hosmose, de todo o conhecimento incontestável que necessita para se elevar a um plano próximo do OlÃmpo. Algo tem que mudar radicalmente em Portugal.
segunda-feira, agosto 01, 2005
AÃ
Mim doer a cabeça, mim não querer trabalhar hoje, mim ter bebido demasiado ontem, mim querer ir embora.
quinta-feira, julho 28, 2005
Bonding
O meu pai é um fanático da pesca "desportiva". Um dia levou-me à pesca numa barragem, e para o efeito, comprou-me um cana de pesca tamanho infantil. Eu, grande entusiasta da pesca desportiva, adormeçi com a cana na mão, desde então, coloquei de lado a minha carreira na pesca desportiva. Sempre gostei de actividades mais enérgicas, ao contrário da pesca, por isso, quando ia à pesca com o meu pai divertia-me à brava na medida em que, o meu pai, mandava para o outro lado do rio, ou da barragem, para eu brincar. Como a minha brincadeira, invariavelmente, era chapinhar na água ou atirar pedras ao rio ( sempre achei curiosa essa fixação de atirar pedras ao rio, toda a gente o faz, e quando o faz, fá-lo instintivamente.), o meu pai, esperto como ele é, sabia que o filhote, que sabia nadar, iria afugentar os peixes do outro lado do rio direitinhos para o lado onde o meu pai estava. Isto sim, é bonding pai-filho porque de resto, pesca, nem vê-la, sempre me fez confusão aquele desporto que consiste em espetar um granpo afiado na boca de um peixe a troco da ilusão de um almoço fácil, do peixe e do pescador mais tarde é claro.
Os meus tios são caçadores e chegaram a levar-me à caça. Num desses dias, fomos à caça do coelho, ou melhor foram eles porque a arma era maior que eu quase, e, de princÃpio, achei graça à coisa porque conseguia ver os animais de mais perto, sempre no mais profundo silêncio. A coisa estava a correr bem até que o meu disparou a arma e matou um coelho. Fiquei chateado com o meu tio, bolas tanto pé ante pé para chegar ao pé do coelho e vê-lo a correr e a saltar para que, num segundo, um tiro desfizesse o desgraçado do animal. Desnecessário será dizer que caça ficou fora do roteiro de bonding da minha famÃlia daà para a frente. Em alternativa, levaram-me ao tiro aos pratos, isso sim, partir a loiça toda!!! sempre gostei de partir a loiça toda. Encontraram o bonding perfeito para a criancinha. Mais tarde, cheguei a partir uns pratos com a arma e, isso sim, é que é um desporto.
Os meus tios são caçadores e chegaram a levar-me à caça. Num desses dias, fomos à caça do coelho, ou melhor foram eles porque a arma era maior que eu quase, e, de princÃpio, achei graça à coisa porque conseguia ver os animais de mais perto, sempre no mais profundo silêncio. A coisa estava a correr bem até que o meu disparou a arma e matou um coelho. Fiquei chateado com o meu tio, bolas tanto pé ante pé para chegar ao pé do coelho e vê-lo a correr e a saltar para que, num segundo, um tiro desfizesse o desgraçado do animal. Desnecessário será dizer que caça ficou fora do roteiro de bonding da minha famÃlia daà para a frente. Em alternativa, levaram-me ao tiro aos pratos, isso sim, partir a loiça toda!!! sempre gostei de partir a loiça toda. Encontraram o bonding perfeito para a criancinha. Mais tarde, cheguei a partir uns pratos com a arma e, isso sim, é que é um desporto.
quarta-feira, julho 27, 2005
Um gesto bonito
O Governo Português vai autorizar o estado Espanhol a utilizar água da Barragem do Alqueva para regar os campos agrÃcolas de Vilar del Fresno. Sabendo de antemão que, o estado espanhol, efectua transvases de água do rio Tejo e do rio Douro para o Sul de Espanha e que colocou duas centrais nucleares junto da nossa fronteira, utilizando a água dos dois maiores rios Portugueses, digamos que, em muito, contribuà para a excelente qualidade da água desses dois rios, mesmo assim, o estado Português, autorizou a utilização da água de Alqueva para regar os campos agrÃcolas de Espanha. Que gesto bonito, sim senhor!!!
terça-feira, julho 26, 2005
Crise existencial
Como um adolescente, Portugal, atravessa uma crise existencial. Incapaz de produzir figuras polÃticas capazes de mobilizar a população em torno de uma causa, de um objectivo, vemos hoje o renascer das aves sagradas, os fénixs, da polÃtica de outrora. Cavaco Silva e Mário Soares aperfilam-se como candidatos ao cargo de Presidente da República Portuguesa. Ambos figuras proeminentes no seu tempo, vão agora entrar em batalha para um cargo fora do seu tempo.
É preocupante a incapacidade de se produzirem novos lÃderes em Portugal, colocando assim em risco a transição natural dos tempos que se avizinham. A apatia reina num paÃs onde os partifos polÃticos elegÃveis. pela sua dimensão, são governados pelos mesmos e velhos caciques, abafando a renovação. É complicado assim!
É preocupante a incapacidade de se produzirem novos lÃderes em Portugal, colocando assim em risco a transição natural dos tempos que se avizinham. A apatia reina num paÃs onde os partifos polÃticos elegÃveis. pela sua dimensão, são governados pelos mesmos e velhos caciques, abafando a renovação. É complicado assim!
sexta-feira, julho 22, 2005
TGV
Ainda não consegui perceber, concretamente, o interesse estratégico que o comboio de alta velocidade poderá ter em Portugal. Tendo em conta a dimensão do nosso território, um comboio de alta velocidade no percurso entre Lisboa e o Porto nunca conseguirá atingir a velocidade máxima. Para mais, o argumento que o Primeiro Ministro deu ao paÃs, dizendo que se os outros têm, Portugal não poderá ficar atrás, é falacioso ao ponto de, imaginem, se os outros todos tiverem um par enorme de cornos, nós, teriamos que arranjar um par de cornos enormes para não ficarmos atrás. Não ponho de parte, num cenário de grande expansão económica, que não é o caso actualmente, que se coloque como hipótese o comboio de alta velocidade, mas não agora com o paÃs no estado que está.
quarta-feira, julho 20, 2005
Estalou o verniz
Na edição de 20 de Julho de 2005 do Jornal de NotÃcias, página 31, foi publicado um artigo acerca de uma febre da blogoesfera em Coimbra, cujo tÃtulo do artigo é " Insultos e revelações ao alcance de todos". Neste artigo refere-se o inÃcio de uma investigação por parte da PolÃcia Judiciária devido ao conteúdo de alguns comentários, difamatórios crêem, anónimos publicados neste post do Blogue Ponte da Europa. Pela leitura que fiz do referido post, o autor do post, aparentemente, de nada é culpabilizável, no entanto, os comentários são lesivos e estrapulam o que poderá ser tido como opinião. A juntar a tudo isto, vem o facto de, os referidos comentários, terem sido postados sem identificação.
Este género de questões, em torno da blogoesfera, já foram inúmeras vezes levantados sem grande transtorno para a blogoesfera pois nesta continuam a proliferar estes, e outros, tipos de blogs. Sinceramente, o que se pretende fazer acerca deste questão do insulto e levamtamento de suspeitas em torno de pessoas que, normalmente, não se poderão defender? Creio que pouco ou talvez nada a não ser travar a liberdade de expressão pura e simples pois, poder-se-á abordar uma questão, insinuando, ou então, fazendo levar à tona uma série de coincidências. O problema aqui reside nos comentários e comentadores que, por vezes, primam pela falta de bom senso naquilo que escrevem, comprometendo os autores dos blogs, sem deixarem uma identificação. Claro está que, a identificação, não será mais do que um nickname mas, qualquer das vias, não é um comentário do género toca e foge, muitas vezes cobarde quando insulta o autor ou os visados num qualquer post. Não sou a favor da instauração de regras/leis para a Blogoesfera mas apelo sempre ao bom senso e alguma frontalidade. Que fácil é chegar a um blog que começar a deixar comentários insultuosos e depois fugir mas, todavia, que fácil é alguém chegar à porta de alguém e deixar um cartaz com algo insultuoso escrito acerca de alguém que lá vive. Tem exactamente a mesma gravidade e o mesmo grau de cobardia. Também há que ver que somos bombardeados todos os dias com insinuações, actos cobardes e outras afirmações que tais por quem deveria dar o exemplo e não dá. Agora quem é que deverá perder o piu? Quem não tiver pecados que atire a primeira pedra.
Este género de questões, em torno da blogoesfera, já foram inúmeras vezes levantados sem grande transtorno para a blogoesfera pois nesta continuam a proliferar estes, e outros, tipos de blogs. Sinceramente, o que se pretende fazer acerca deste questão do insulto e levamtamento de suspeitas em torno de pessoas que, normalmente, não se poderão defender? Creio que pouco ou talvez nada a não ser travar a liberdade de expressão pura e simples pois, poder-se-á abordar uma questão, insinuando, ou então, fazendo levar à tona uma série de coincidências. O problema aqui reside nos comentários e comentadores que, por vezes, primam pela falta de bom senso naquilo que escrevem, comprometendo os autores dos blogs, sem deixarem uma identificação. Claro está que, a identificação, não será mais do que um nickname mas, qualquer das vias, não é um comentário do género toca e foge, muitas vezes cobarde quando insulta o autor ou os visados num qualquer post. Não sou a favor da instauração de regras/leis para a Blogoesfera mas apelo sempre ao bom senso e alguma frontalidade. Que fácil é chegar a um blog que começar a deixar comentários insultuosos e depois fugir mas, todavia, que fácil é alguém chegar à porta de alguém e deixar um cartaz com algo insultuoso escrito acerca de alguém que lá vive. Tem exactamente a mesma gravidade e o mesmo grau de cobardia. Também há que ver que somos bombardeados todos os dias com insinuações, actos cobardes e outras afirmações que tais por quem deveria dar o exemplo e não dá. Agora quem é que deverá perder o piu? Quem não tiver pecados que atire a primeira pedra.
terça-feira, julho 19, 2005
Cabeças de vento
Até à data, em Portugal, os nossos governantes têm sido uns autênticos cabeças de vento por não terem implementado a energia eólica em Portugal. O anúncio por parte do actual executivo da instalação de dois mil moinhos de vento para gerarem cerca de 30% da energia consumida em Portugal deixou-me muito satisfeito. Relativamente às vantagens ou desvantagens deste género de produção de energia eu estou entusiasmado em virtude de se reduzir o consumo de petróleo e assim diminuir a poluição. Por fim, resta-me dizer apenas, Até que enfim!!!!!!
Este tipo de produção eléctrica é limpa e rentável, o que, trás imensas vantagens para um paÃs como o nosso tão dependente do petróleo.
Este projecto de produção de energia, através do vento, é entusiasmante em virtude de, através dos moinhos de vento, se poder produzir hidrogénio pelo processo de electrólise, e assim, poder munir a Carris e os STCP com veÃculos movidos a hidrógenio. Claro está que os lobbies do petróleo e do gás irão espernear mas o executivo tem que se manter firme nesta matéria, caso contrário, irá pagar a factura polÃtica bem cara.
Este tipo de produção eléctrica é limpa e rentável, o que, trás imensas vantagens para um paÃs como o nosso tão dependente do petróleo.
Este projecto de produção de energia, através do vento, é entusiasmante em virtude de, através dos moinhos de vento, se poder produzir hidrogénio pelo processo de electrólise, e assim, poder munir a Carris e os STCP com veÃculos movidos a hidrógenio. Claro está que os lobbies do petróleo e do gás irão espernear mas o executivo tem que se manter firme nesta matéria, caso contrário, irá pagar a factura polÃtica bem cara.
segunda-feira, julho 18, 2005
Speed Dating
Já mencionei uma das novas abordagens da Pós-modernidade em relação à s amizades, agora, vou mencionar uma que envolve conhecer a outra cara-metade. Speed dating é um conceito Norte-Americano, só podia ser Norte-Americano pela concentração tão elevada de idiotice que contém, que visa promover encontros entre pessoas que não têm tempo para conhecer as suas respectivas caras-metade. Este "sistema" consiste num local onde as mulheres estão sentadas em mesas numeradas, como também estão numeradas as respectivas mulheres, e os homens então dirigem-se a cada uma das mesas e encetam meia dúzia de palavras, em jeito de conversa, mas que, estas "conversas", só podem durar 4 minutos e não podem fazer perguntas de Ãndole sexual ou convidarem directamente as pessoas em causa para um encontro tórrido, superior a 4 minutos calcula-se, sob pena de serem banidos do sistema. Vendo a coisa pelo lado positivo, alguns dos clientes poderão ter sorte e, no caso de agradarem, terão a possibilidade de ser marcado um encontro, este sim, com mais de 4 minutos.
Nos leilões de gado vivo, as vacas têm números e os potenciais compradores têm números também. As vacas desfilam, com a prévia brochura acerca da origem desta distribuÃda antes do leilão, num recinto fechado por breves minutos também. A semelhança entre um leilão de gado e este sistema do Speed dating é assustadoramente próxima, o que, poderá levar a concluir que, num dos casos poderemos encontrar a cara-metade ou a vaca da nossa vida penso eu de que...
Estes romanos são loucos!
Nos leilões de gado vivo, as vacas têm números e os potenciais compradores têm números também. As vacas desfilam, com a prévia brochura acerca da origem desta distribuÃda antes do leilão, num recinto fechado por breves minutos também. A semelhança entre um leilão de gado e este sistema do Speed dating é assustadoramente próxima, o que, poderá levar a concluir que, num dos casos poderemos encontrar a cara-metade ou a vaca da nossa vida penso eu de que...
Estes romanos são loucos!
sexta-feira, julho 15, 2005
Cada techo tem a sua panela
Ainda não escrevi nada acerca do episódio infeliz do anúncio, por parte da Fundação Calouste Gulbenkian, de pretender acabar com a sua companhia de Bailado. Creio que não é necessário explanar o quanto Portugal poderá perder com o encerramento desta Companhia de Bailado. O que eu guardei na memória durante estes dias foram duas coisas muito importantes. A primeira tem a ver com a petição que corre online e a manifestação que ocorreu em Lisboa para demover a Admnistração da Fundação Calouste Gulbenkian desta ideia peregrina. A segunda tem a ver com o hipotético aproveitamento polÃtico que alguns polÃticos da praça viram neste episódio.
Quer queiramos ou não, a Fundação Calouste Gulbenkian é uma Instituição da esfera privada e, infelizmente, poderá tomar este tipo de decisões sem que tenha que dar satisfações à população. É triste mas em Portugal é assim porque, e isto é que é o ponto da questão, a cultura é feita por privados porque, da parte do governo Português pouco ou nada é apoiado, ou quando é apoiado, é sempre sub-apoiado e assim faz-se pouca coisa. O cerne da questão aqui está no facto do Estado Português não disponibilizar os meios suficientes para termos efectivamente cultura neste paÃs. Ao invés disso, pagamos repórteres do canal estatal para passarem férias no estrangeiro sempre que há um episódio qualquer de relevância, se é que, por vezes,esse episódio é minimamente relevante. Cultura neste paÃs é contratar uma fadista qualquer para cantar um fadinho num programa qualquer de televisão e falar acerca do saudosismo fadista e da tradição. Nunca passou pela cabeça de qualquer polÃtico que, uma companhia de bailado, e não só, é fundamental para o paÃs. Para muitos isto pode parecer efémero e desregado do que é essencial mas o facto é que um povo que não cria, que não se expressa, definha e isto é que está a acontecer em Portugal. A dança, o teatro, o cinema são formas de expressão artÃstica que promove a criatividade de quem faz e de quem vê e, essencialmente, de quem vê é que se deve estimular essa criatividade. Um povo cinzento definha, vamos colorir Portugal com Cultura.
Por fim, digo a todos os polÃticos que gostam de aparecer na televisão chocados com o encerramento da companhia de Bailado que, em vez de se aproveitarem deste episódio para darem uma imagem de grande preocupação pela cultura neste paÃs, apresentem projectos para a criação ou apoio de companhias de bailado, escolas de bailado estatais porque, a cultura é efectivamente necessária, não é um luxo para alguns.
Quer queiramos ou não, a Fundação Calouste Gulbenkian é uma Instituição da esfera privada e, infelizmente, poderá tomar este tipo de decisões sem que tenha que dar satisfações à população. É triste mas em Portugal é assim porque, e isto é que é o ponto da questão, a cultura é feita por privados porque, da parte do governo Português pouco ou nada é apoiado, ou quando é apoiado, é sempre sub-apoiado e assim faz-se pouca coisa. O cerne da questão aqui está no facto do Estado Português não disponibilizar os meios suficientes para termos efectivamente cultura neste paÃs. Ao invés disso, pagamos repórteres do canal estatal para passarem férias no estrangeiro sempre que há um episódio qualquer de relevância, se é que, por vezes,esse episódio é minimamente relevante. Cultura neste paÃs é contratar uma fadista qualquer para cantar um fadinho num programa qualquer de televisão e falar acerca do saudosismo fadista e da tradição. Nunca passou pela cabeça de qualquer polÃtico que, uma companhia de bailado, e não só, é fundamental para o paÃs. Para muitos isto pode parecer efémero e desregado do que é essencial mas o facto é que um povo que não cria, que não se expressa, definha e isto é que está a acontecer em Portugal. A dança, o teatro, o cinema são formas de expressão artÃstica que promove a criatividade de quem faz e de quem vê e, essencialmente, de quem vê é que se deve estimular essa criatividade. Um povo cinzento definha, vamos colorir Portugal com Cultura.
Por fim, digo a todos os polÃticos que gostam de aparecer na televisão chocados com o encerramento da companhia de Bailado que, em vez de se aproveitarem deste episódio para darem uma imagem de grande preocupação pela cultura neste paÃs, apresentem projectos para a criação ou apoio de companhias de bailado, escolas de bailado estatais porque, a cultura é efectivamente necessária, não é um luxo para alguns.
quarta-feira, julho 13, 2005
Fazer amiguinhos(as)
Circulam por aà inúmeros serviços de amizade online prometendo, a quem adere, a possibilidade de conhecer inúmeras pessoas e quiçá o amor da vida. É estranho todo este conceito de conhecimento online, se por um lado até se mantem alguns conhecimentos vindos via Internet, por outro lado todo este sistema é uma falácia. Se pensarmos no princÃpio básico do sistema, ou seja, o profile das pessoas, estes, nunca dizem que se pessoa é humana com todas as virtudes e defeitos que esta condição encerra. Curioso seria um dia encontrar um profile de uma pessoa que dissesse que tem mau hálito logo pela manhã, ou que, tivesse mau feitio, todos afirmam ser muito alegres, sensÃveis e gostam todos(as) de ler até que se pergunte o que estes(as) estão a ler.
Não querendo ser um bota de elástico, como é que se conhece uma pessoa, que não se vê, por mera conversa de circunstância via Internet. Para mim é um pouco estranho todo este conceito, prefiro observar o que uma pessoa escreve ou diz, e depois, deixar que a curiosidade cresça para ter vontade de conhecer. Qualquer das vias, isto, transporta-se para a vida do dia a dia quando, numa fila qualquer de um qualquer local onde se tem que esperar inevitávelmente, se enceta uma conversa de circunstância com alguém e, a uma dada altura, olha-se a outra pessoa nos olhos e vê-se que essa pessoa deverá estar a pensar que se está a bater couro, if u know what i mean. Para quem, como eu, mete conversa com toda a gente sempre na desportiva, é estranho verificar este fenómeno que faz com que as pessoas se mantenham afastadas entre si, e que, guardam para estes momentos, a feliz indulgência a outrém para deixar que essa pessoa converse com esta porque, afinal, o jogo tem uma pontuação diferente. Não suporto dar conversa por dar apenas e tão pouco bater couro, já não tenho paciência para isso e as conversas geralmente não têem ponta por onde se lhe pegue.
Não querendo ser um bota de elástico, como é que se conhece uma pessoa, que não se vê, por mera conversa de circunstância via Internet. Para mim é um pouco estranho todo este conceito, prefiro observar o que uma pessoa escreve ou diz, e depois, deixar que a curiosidade cresça para ter vontade de conhecer. Qualquer das vias, isto, transporta-se para a vida do dia a dia quando, numa fila qualquer de um qualquer local onde se tem que esperar inevitávelmente, se enceta uma conversa de circunstância com alguém e, a uma dada altura, olha-se a outra pessoa nos olhos e vê-se que essa pessoa deverá estar a pensar que se está a bater couro, if u know what i mean. Para quem, como eu, mete conversa com toda a gente sempre na desportiva, é estranho verificar este fenómeno que faz com que as pessoas se mantenham afastadas entre si, e que, guardam para estes momentos, a feliz indulgência a outrém para deixar que essa pessoa converse com esta porque, afinal, o jogo tem uma pontuação diferente. Não suporto dar conversa por dar apenas e tão pouco bater couro, já não tenho paciência para isso e as conversas geralmente não têem ponta por onde se lhe pegue.
terça-feira, julho 12, 2005
Mais um bocadinho de verão
Como na posta anterior houve um cliente insatisfeito, vamos ver se desta a clientela do tasco fica mais satisfeita.


segunda-feira, julho 11, 2005
O Verão
Decidi fazer uma composição estilo escola primária acerca do verão. O verão é bonito, o verão é muito fixe, no verão vamos à praia. No entanto, o melhor do verão são mesmo as hormonas e feromonas que pairam no ar.
Eis o melhor do Verão.
Eis o melhor do Verão.
sexta-feira, julho 08, 2005
Sonho ou realidade
Os acontecimentos em Londres poderiam dar tema para um post mostrando o quão vil e cobarde acto perpetrado pelos terroristas em Londres. Daria também um bom post para falar acerca do tremendo erro que foi a intervenção no Iraque e o repúdio que todos nós sentimos pelas 12.000 vÃtimas do terrorismo naquele paÃs mas, apesar de tudo, não quero escrever acerca disso. Os acontecimentos de ontem em Londres fizeram-me ter uma conversa com os meus botões e chegar a uma conclusão edÃlico-pueril do género o que eu gostaria de ser quando fosse grande. Como em termos profissionais já tenho aquilo que quis, deixando de parte a carreira de astronauta que eu escolhi quando tinha 8 anos de idade, actualmente tenho uma profissão que eu adoro e que me satisfaz. Sabendo que já sei e sou o que sempre quis ser, o que é que eu gostaria ser quando fosse grande? Ser, não tanto, mas fazer sim. Então o que eu gostaria de fazer, edÃlicamente, quando fosse ainda maior:
- Entrar no meu carro movido a energia eléctrica ou hidrogénio, enfim qualquer carro desde que fosse ecológico, e seguir viagem para o trabalho ou para um passeio.
- Ver o noticiário e as notÃcias não serem de fome, morte, guerra ou exploração neo-colonialista dos paÃses do ocidente, ou de qualquer paÃs que fosse.
- Gostaria que o exercÃcio do poder não fosse controlado por grupos de intenções duvidosas.
- Gostaria de ter cerveja ou whiskey canalizado para não ter que ir ao supermercado quando há festança em casa.
- Gostaria de percorrer as ruas de qualquer cidade e ver as pessoas confiantes e alegres ao contrário do que vejo hoje em dia.
É infantil e muito aéreo mas digo-vos que sonhar faz bem a toda a gente. De todas as coisas que enumerei tenho a perfeita consciência que muitas não serão concretizadas e que, atendendo aos lÃderes mundiais que temos, mais fácil será ter cerveja canalizada do que acabar com o neo-colonialismo e o neoliberalismo vigentes hoje em dia. Pelo menos será mais rápido creio eu.
terça-feira, julho 05, 2005
Verão castanho
Se no século XVIII, as mulheres, envenenavam-se com enxofre para ficarem brancas, actualmente, as mulheres, envenenam-se com o Sol, natural ou artificial, para ficarem chamuscadas, aliás, não são só as mulheres os homens também gostam de tostar ao Sol. Na praia, se formos a ver bem, as pessoas parecem focas deitadas na praia, deitam-se ao sol, coçam-se, e no final mudam de lado para ficarem tostadas uniformemente. Pessoalmente, praia, é a partir das cinco da tarde até à s oito pelas vantagens nÃtidas que este horário oferece. Neste horário, evitam-se as criancinhas a embrulharem-se a si e aos que estão ao seu redor de areia em quantidades industriais, evita-se levar boladas dos amáveis trolhas que vão jogar futebol na praia com calções à surfista e óculos escuros. Para mais, neste horário, o Sol não me incomoda tanto, o que, para mim é muito bom porque quando vou para a praia fico vermelho reflector na primeira exposição, vermelho e branco na segunda exposição e castanho após 15 dias de praia, mas como eu farto-me de praia logo após a primeira semana, a cor constante para mim é o vermelho.
Na Alemanha é que há um solário em cada esquina, aliás, nunca vi tantos na minha vida mas percebe-se atendendo ao clima alemão pouco solar digamos. Por mim passavam as senhoras vindas desses solários. tinha pena delas pois parecia que tinham-nas posto dentro de um micro-ondas no programa de descongelação durante 30 minutos, estavam queimadas e não tinham aquele bronzeado dourado que eu aprecio pessoalmente, a pele parecia envelhecida. Acho curioso, bem como, curioso estou, em tentar adivinhar o que será a moda nos próximos tempos em termos de tonalidades para a pele. Se nos séculos passados a palidez era moda, actualmente, a queimadura solar é a trend dos tempos. O que será no próximo século?
Na Alemanha é que há um solário em cada esquina, aliás, nunca vi tantos na minha vida mas percebe-se atendendo ao clima alemão pouco solar digamos. Por mim passavam as senhoras vindas desses solários. tinha pena delas pois parecia que tinham-nas posto dentro de um micro-ondas no programa de descongelação durante 30 minutos, estavam queimadas e não tinham aquele bronzeado dourado que eu aprecio pessoalmente, a pele parecia envelhecida. Acho curioso, bem como, curioso estou, em tentar adivinhar o que será a moda nos próximos tempos em termos de tonalidades para a pele. Se nos séculos passados a palidez era moda, actualmente, a queimadura solar é a trend dos tempos. O que será no próximo século?
domingo, julho 03, 2005
Será que a pobreza acabou ontem?
A questão em volta da organização de um evento, como é o caso do LiveAid, situa-se sempre na quantidade de fundos que se geram em torno de uma causa. No entanto, temos que pensar sempre na forma, se é que existe uma forma viável nas circunstâncias actuais, de fazer com que os fundos efectivamente cheguem à s populações realmente necessitadas. O primeiro LiveAid foi um fiasco no que toca à distribuição dos fundos à s populações necessitadas porque muitos dos fundos ficaram no caminho ou foram desviados pelos governos e exércitos em guerra. Este ano, a questão mantêm-se, ou seja, como é que serão distribuÃdos os fundos e será que os fundos chegam à s populações. Pessoalmente, creio que a melhor forma de auxiliar as populações necessitadas é através de projectos que permitam furar o ciclo de pobreza instalado nos paÃses subdesenvolvidos. No entanto, esta ideia é sempre um pouco efémera, na medida em que, se não mudarmos as razões estruturais que provocam a pobreza, o auxÃlio pontual, de pouco servirá. A reunião do G8 será realizada, e que melhor altura para movimentar as pessoas em torno dos perigos que o presente modelo de Globalização apresenta, senão agora e durante o LiveAiD. Não podemos ter a ilusão que perdoando a dÃvida externa dos paÃses subdesenvolvidos que estaremos a ajudar efectivamente esses paÃses. A maior parte das dÃvidas externas, nesses paÃses, são originadas pela venda de armamento para alimentar guerras, na sua maioria, sustentadas pelos paÃses desenvolvidos, bem como, pelas dÃvidas que esses paÃses têm na aquisição de medicamentos para combate à s muitas doenças que assolam extensos territórios e populações. Não posso conceber que um paÃs africano, pobre, pague tanto ou mais por um medicamento essencial que poderá salvar as vidas de muitos milhares de pessoas, apenas porque, a indústria farmacêutica pretende ganhar milhões extras com a miséria das populações.
Outra questão apensa a este tipo de eventos tem a ver com a capacidade de mobilização do público em torno de uma causa, ou será, em torno de uma série de bandas? Esta dúvida paira em torno do LiveAid e creio que é inevitável a politização deste tipo de evento. É óbvio que a politização deste tipo de evento não é, nem pode ser, feita sob os velhos modelos de esquerda versus direita, mas sim, em torno de um movimento de desobediência cÃvica que pressionará todos os partidos a encarem a necessidade extrema em modificar o modelo de globalização que se está a aplicar. A busca de lucro fácil sob a capa de uma globalização que abrirá as portas à livre circulação de produtos entre os vários paÃses mundiais, é uma falácia se, essa circulação de produtos for feita no pressuposto da exploração de mão-de-obra barata. A mão-de-obra, a nÃvel mundial, não poderá continuar a ser barata, pois isso cavará cada vez mais o fosso entre ricos e pobres. A globalização deverá permitir o nivelamento, o mais próximo possÃvel, para que esses paÃses produzam e sejam consumidores. Não se pode sustentar a situação actual em que, algures no Paquistão, um trabalhador paquistanês, provavelmente uma criança, não tem o dinheiro suficiente para comprar uma dos milhares de bolas de futebol que produz, é um contra-senso. Por fim, utilizar slogan dizendo que hoje vamos acabar com a pobreza, tenham paciência e não gozem com a situação.
A desobediência civil não é um fetiche, é um dever que todos os cidadãos devem exercer quando está em causa a dignidade humana, seja no nosso paÃs ou em qualquer outro ponto do globo, pois, isso, afecta directamente todos nós.
Outra questão apensa a este tipo de eventos tem a ver com a capacidade de mobilização do público em torno de uma causa, ou será, em torno de uma série de bandas? Esta dúvida paira em torno do LiveAid e creio que é inevitável a politização deste tipo de evento. É óbvio que a politização deste tipo de evento não é, nem pode ser, feita sob os velhos modelos de esquerda versus direita, mas sim, em torno de um movimento de desobediência cÃvica que pressionará todos os partidos a encarem a necessidade extrema em modificar o modelo de globalização que se está a aplicar. A busca de lucro fácil sob a capa de uma globalização que abrirá as portas à livre circulação de produtos entre os vários paÃses mundiais, é uma falácia se, essa circulação de produtos for feita no pressuposto da exploração de mão-de-obra barata. A mão-de-obra, a nÃvel mundial, não poderá continuar a ser barata, pois isso cavará cada vez mais o fosso entre ricos e pobres. A globalização deverá permitir o nivelamento, o mais próximo possÃvel, para que esses paÃses produzam e sejam consumidores. Não se pode sustentar a situação actual em que, algures no Paquistão, um trabalhador paquistanês, provavelmente uma criança, não tem o dinheiro suficiente para comprar uma dos milhares de bolas de futebol que produz, é um contra-senso. Por fim, utilizar slogan dizendo que hoje vamos acabar com a pobreza, tenham paciência e não gozem com a situação.
A desobediência civil não é um fetiche, é um dever que todos os cidadãos devem exercer quando está em causa a dignidade humana, seja no nosso paÃs ou em qualquer outro ponto do globo, pois, isso, afecta directamente todos nós.
quinta-feira, junho 30, 2005
Esperem lá
De cada vez que vemos nos noticiários uma qualquer Instituição da luta contra uma doença qualquer, estes, dizem sempre que existem um milhão ou meio milhão de afectados/infectados em Portugal. Sem disprimor pelo trabalho que essas Instituições prestam a quem padece dessas maleitas todas que eles indicam, não deixo de estranhar os números. Vendo bem a questão, se somarmos os milhões de todos que indicam como afectados/infectados pelas várias maleitas, Portugal, tendo 10 milhões de habitantes, facilmente chegariamos aos seguintes raciocÃnios:
- Todos os Portugeses são doentes
- Cada português padece de cancro, lupus, reumático, doenças cardio-vasculares, unha encravada, mau olhado, febre tÃfoide, diabetes, entre outras doenças, ao mesmo tempo!
- Não há Portugueses saudáveis parece.
Volto a afirmar que o trabalho que estas Instituições prestam é de uma mais-valia notável mas, um milhão de cada vez, é um pouco exagerado creio eu.
quarta-feira, junho 29, 2005
E novidades?
Sem haver provas vindas ao lume pela comunicação social, creio eu que, na consciência de muitos existe a ideia que em Angola existe corrupção e que José Eduardo dos Santos é corrupto. Pois agora veio ao lume mais um par de luvas do Presidente da República Popular de Angola. Já não bastava a questão da ELF em que o presidente do Conselho de Administração da petrolÃfera Francesa demitiu-se quando foram descobertos os contratos de exploração do Petróleo de Cabinda que atribuiam 1 franco suiço por cada barril de petróleo extraÃdo em cabinda para a conta pessoal de José Eduardo dos Santos na Suiça. Agora é o tráfico de armasda Ex-União Soviética para Angola.
Nunca desejei a morte de ninguém mas, quando Savimbi foi morto, causou-me uma sensação de alÃvio, ou seja, parte do problema estava resolvido. Agora falta resolver a outra parte do problema.
Nunca desejei a morte de ninguém mas, quando Savimbi foi morto, causou-me uma sensação de alÃvio, ou seja, parte do problema estava resolvido. Agora falta resolver a outra parte do problema.
terça-feira, junho 28, 2005
Perdido mas não por muito tempo
Confesso que é difÃcil para mim perceber muito do que se passa actualmente no paÃs e ao meu redor. Nas últimas semanas tenho sido um misto entre o Robot do Buck Rogers e o Papa-léguas de tanto trabalho que tenho tido. Em conversa com uma amiga minha, ela diz-me “â€� estás alheado das pessoasâ€�â€� e eu fiquei a pensar nisso tudo. De facto, tenho estado alheio a muito do que se passa à minha volta ultimamente, o meu sentido crÃtico está muito fraco. Inclusivamente este blog tem sido um pouco negligenciado. Sinto muito a falta dos serões de discussões acerca de livros, pensamentos, polÃtica, gajas (ah pois!) e acima de tudo, do cenário burlesco que eu e um grande amigo meu criávamos ao improvisar conversas entre várias personagens, fictÃcias, do folclore nacional. Para mais, este afastamento, tem vindo a diminuir os meus parâmetros da paciência sobre muitas coisas e muita gente. Sou um tipo estranho de facto, mas quando perco o meu sentido de humor, aà sim é que me torno muito estranho e de vez em quando parece que vejo a Nossa Senhora em cima de uma azinheira vestida de cabedal preto e chicote. Preciso de férias está visto.
segunda-feira, junho 27, 2005
Orçamento de Estado
A tarefa de elaborar um orçamento de Estado é, por si, complicada e muito minuciosa. No entanto, é elaborado um orçamento que prevê o que se vai gastar e como, tendo em conta, o que é capatado em termos de receitas. Aqui é que está o busilÃs da questão, ou seja, num paÃs como o nosso é que a fuga ao fisco é uma Intstituição e um modo de vida, prever receitas é muito complicado. Para ilustrar a dificuldade na captação dos impostos em Portugal deixo-vos este quadro com a bandeira nacional. Não quero todavia deixar de mencionar um dado importante. O problema oraçmental de Portugal tem dois factores importantes que influenciam o descontrolo total. A fuga aos impostos e a má utilização dos dinheiros públicos. A culpa não nasce orfã neste caso.
O que se passa?
Será só o meu computador ou o Google e o Blogger andam marados? Ultimamente as letras aparecem com um tamanho descomunal.
sábado, junho 25, 2005
Gerações tipo
Um conselho de amigo, nunca se atrevam a comparar gerações. O caminho a percorrer ao fazer a comparação entre duas gerações é muito penoso e infrutÃfero, pois, como devem já saber, muitas vezes não há comparação possÃvel. Qualquer das vias, olhamos sempre as diferentes gerações da nossa a que pertencemos e o desejo está lá. O desejo da comparação para reforço de pertença a uma ou outra geração é demasiado apelativo para sequer deixar de pensar acerca do assunto. Nunca tive muito a mania de ter aquele tipo de conversas no género “ no meu tempo é que eraâ€�, qualquer das vias, no meu tempo é que era porque foi meu, estive lá, percorri esse tempo com o entusiasmo de um miúdo que entra numa pastelaria com carta branca para comer o que quisesse. Actualmente, a geração mais jovem do que a minha, apesar de eu ser jovem, pelo menos até aos 90 anos se lá chegar, é diferente da minha como não podia deixar de ser, os tempos são outros. Uma tarde e uma cervejola na companhia de gente de várias gerações, entre as quais, malta da geração mais nova, permite encetar conversas produtivas, no entanto, aquela mania de começar ou acabar uma frase com a palavra “tipoâ€�, acreditem, à trigésima vez que oiço aquilo passo-me para um estado de transe hipnótico e a palavra persegue-me. De resto, os comportamentos são iguais em tempos diferentes.
terça-feira, junho 21, 2005
And the winner is....
Num estudo realizado recentemente, os Portugueses, aparecem em primeiro lugar como o povo que mais se irrita com as situações do dia a dia seguidos imediatamente dos ingleses. Até parece que nós Portugueses abrimos o vidro do carro para insultar o condutor ou o transeunte que vai a atravessar-se no caminho ou na passadeira, se for o caso de um transeunte. Este relatório está publicado no Fennia.
segunda-feira, junho 20, 2005
Prova Oral
Quem já estudou, ou estuda, no ensino Superior, sabe o que é uma prova oral. Nestas ocasiões há sempre uns maduros(as) que nos presenteiam com umas respostas dignas de uma boa comédia familiar. Qualquer das vias, a brincar se dizem coisas sérias e as calinadas denotam duas coisas, deficiências na preparação dos alunos para o Ensino Superior e falta de preparação própria, vulgo cultura, dos alunos. Não é só o ensino que está mal, os alunos também estão mal pela falta de conhecimentos que estes deverão adquirir por eles próprios.
Eis as calinadas nas provas orais de Direito de várias faculdades:
Eis as calinadas nas provas orais de Direito de várias faculdades:
- Prova oral da cadeira de Direito Constitucional, uma universidade privada de Lisboa:- O que aconteceu no 25 de Abril foi o inÃcio do regime autoritário salazarista. Mas quem subiu ao poder foi o presidente do então PSD, Ã�lvaro Cunhal, que viria a falecer em circunstâncias misteriosas no acidente de Camarate.
- Prova oral de Direito Constitucional, numa universidade lisboeta:- O Presidente da República pode ir passar três meses de férias nas CaraÃbas?- Não, porque ia ter muitos problemas com a obtenção do visto. Só se o presidente da Assembleia da República metesse uma cunha para ele conseguir o visto de permanência.
- Universidade privada do Porto, curso de Direito:- Como é que são assegurados os trabalhos da Assembleia da República entre 15 de Julho e 15 de Outubro?- Quase não há trabalhos durante o Verão. Os únicos trabalhos que há da Assembleia, durante o Verão, são umas reuniões na casa do Dr. Mário Soares, no Vau. Mas é sempre difÃcil fazer as reuniões, porque a casa é muito pequenina e tantos polÃticos juntos provocam muitos problemas de segurança.
- - Diga-me por favor o que é a Nato.- É a Organização do Tratado do Atlântico Norte.- E a OTAN?- (o examinado, depois de pensar demoradamente) Bem, aà a doutrina divide-se.
- Faculdade de Direito de Lisboa. É procedimento habitual nas faculdades de Direito o professor terminar a exposição de casos práticos nas provas orais com a expressão "quid juris?" ("o que é de direito?"). Em anos consecutivos de prestação de provas orais com o mesmo professor, uma aluna respondia ao "quid juris" do examinador com um misterioso "obrigado". Ao 3º ano do curso, questionada, pelo cada vez mais estupefacto examinador, a aluna respondeu que julgava que a expressão em latim significava um amistoso "boa sorte".
- Prova oral do 1º ano de Direito Constitucional, Faculdade de Direito de Lisboa.- Quais são os órgãos de soberania, segundo a nossa Constituição de 1986?- São o Presidente da República, o Governo, os Tribunais...aaaaah...aaaaaah...- Então a senhora não lê o Diário da República?- Exactamente, senhor professor, o Diário da República é o órgão que faltava!
- Introdução ao Estudo do Direito, Faculdade de Direito de Coimbra, Junho. Primeira pergunta do exame.- Pegue no Código Civil e leia o artigo 32.- O Código Civil?- Sim, o Código Civil.- Bem, Sr. professor, isso é que ainda não tive oportunidade de comprar.
Táctica
O andebol, apesar de gostar de ver os jogos, não é o desporto do qual eu poderei dizer saiba as tácticas todas mas, a táctica da selecção de Andebol da República Checa, para mim que não percebo muito do assunto, pareceu-me pouco eficaz. Na noite anterior ao jogo entre Portugal e a República Checa, os jogadores da República Checa, alguns, estavam a treinar em plena festa de São João no Entroncamento. Consumiram imensos suplementos vitaminicos da SuperBock e exercitaram os bracinhos com o levantamento do copo de Imperial. Claro está que, por terem defrontado uma seleção Portuguesa forte e a jogar bem e também terem estado a enxarcar a vela na noite anterior, o resultado para eles não poderia ter sido pior. Aviso ao selecionador português, jogos da selecção só durante as festas de verão numa qualquer localidade portuguesa. Parabéns à Selecção Portuguesa de Andebol que conseguiu o apuramento para o Mundial da Suiça em 2006.
domingo, junho 19, 2005
Manif
Não posso deixa de achar, no mÃnimo, curioso o porquê de ter sido autorizado, uma manifestação de elementos que professam a xenofobia e a intolerância. Há um cidadão Português que está a ser acusado de homicÃdio de uma cidadã inglesa, sua namorada, por um crime hediondo na Inglaterra. Pegando nos pressupostos da manifestação de ontem no Martim Moniz, seria também plausÃvel um manifestação em Londres contra a "insegurança"?
É duma falta de bom senso a autorização deste tipo de manifestação, com estes motivos, numa altura de crise e desemprego que, invariávelmente, faz recrudescer os sentimentos xenófobos. O que se pretende com a autorização deste tipo de manifestações? O exercÃcio da democracia com o direito à manifestação? Falso argumento quando, quem promove a manifestação, não é nem pretende a democracia, assim, o que poderia ser considerado como um exercÃcio de democracia foi, e é, um exercÃcio anti-democrático.
É duma falta de bom senso a autorização deste tipo de manifestação, com estes motivos, numa altura de crise e desemprego que, invariávelmente, faz recrudescer os sentimentos xenófobos. O que se pretende com a autorização deste tipo de manifestações? O exercÃcio da democracia com o direito à manifestação? Falso argumento quando, quem promove a manifestação, não é nem pretende a democracia, assim, o que poderia ser considerado como um exercÃcio de democracia foi, e é, um exercÃcio anti-democrático.
quinta-feira, junho 16, 2005
Perplexidades
Há duas coisas que me deixam completamente perplexo. A primeira é a sinalização nas estradas, refiro-me é claro à s placas de indicação das cidades e vilas, pois, em Portugal, a sinalização é colocada para quem já conhece o caminhos, porque, para quem não conhece o caminho como eu, perde-se invariávelmente. A segunda coisa que me deixa perplexo é a relação que certas pessoas têm com os seus animais de estimação, nomeadamente, com os seus cães. Para muitos, especialmente os homens, o seu cão é uma extensão do seu orgulho taberneiro fazendo crer que, os seus cães, são muitos maus mas que eles controlam a "fera". Freud diria que este fenómeno poderia ser entendido como uma projecção, ou seja, o cão é uma projecção de força e virilidade que os donos não têm , ou pensam que não têm, e, através dos seus cães, pensam eles, as pessoas vêem-nos como pessoas muito poderosas. Eu tenho um cão, um Doberman castanho de nome "CHE". O raio do cão é grande e mete medo, o seu aspecto, porque de resto o cão é uma doçura, mas por algum motivo, tenho que gramar com pessoas que me abordam na rua quando estou a passear o Che e me perguntam se o meu cão venceria o deles numa luta. Já respondi a um indivÃduo que o meu cão, certamente, venceria-o numa luta, apesar de desigual para o individuo em causa, de inteligência e bom senso. Desnecessário será dizer que o perdedor desta luta seria o dono e não o cão.
Algo de muito certo
O carácter de uma pessoa revela-se por vezes da forma mais subtil e sem grandes enredos. A propósito do falecimento de Ã�lvaro Cunhal, o General Ramalho Eanes, disse acerca de Ã�lvaro Cunhal que este era uma pessoa séria, algo muito raro por entre os seus compatriotas, e que sempre disse o que tinha que dizer sem rodeios e mantinha a sua palavra. Isto, meus senhores e minhas senhoras, é carácter de quem é pronunciado e de quem pronuncia apesar de, o General Ramalho Eanes, ter ideiais polÃticos muito diferentes de Ã�lvaro Cunhal. Os antÃpodas da questão estão nas pessoas que, por muitas vezes, disseram raios e coriscos de Ã�lvaro Cunhal, mas que, na altura do seu funeral, não deixarem de aproveitar a oportunidade para aparecer no boneco, vulgo televisão, e verter as suas lágrimas lacostes ( sim porque esta gente é fina a este ponto).
segunda-feira, junho 13, 2005
Alvaro Cunhal

Para alguns amado, para outros odiado, o facto é que faleceu hoje uma das figuras mais marcantes da História PolÃtica Portuguesa. Ã�lvaro Cunhal foi até ao dia em que a morte o levou, um lutador e um homem de ideiais. Não foi só a polÃtica que Ã�lvaro Cunhal nos deixou, com ele, a escrita e a pintura marcaram também a sua vida.
domingo, junho 12, 2005
Festas de São João
Vão começar mais uma vez as festas de São João na minha terriola. Para quem não conhece as festas, eu direi que são diferentes das Festas de São João no Porto pois, por cá, não há martelinhos. Por cá é mesmo sardinhame, chouriça e enxarcar a vela.
Adoro as festas de São João no Entroncamento apesar de, o cartaz, ser sempre feito para as massas e a qualidade muito relativa tendo como referência o meu gosto pessoal por música. No entanto, o cartaz tolera-se devido aos inúmeros atractivos que esta festa tem. Milhares de pessoas nas ruas acotovelam-se umas contra as outras para chegarem o mais próximo possÃvel do palco e dos locais de melhor visibilidade. As senhoritas casadas passeiam-se por entre as gentes ostentando os seus maridos, o mais bem sucedidos possÃvel, para causar invejas à s demais. Ao mesmo tempo chegam as divorciadas, jovens senhoritas que casaram cedo e que mais tarde aperceberam-se que poderiam ter uma vida própria, e que vida. No meio de tudo isto, a restante maralha de gente que para lá vai enxarcar a vela como de costume, e no final da noite, os populares embrenham-se em jogos populares de pugilato à boa maneira Ribatejana. Dá-me impressão que a malta adora andar ao soco, e para quem é apreciador de bom pugilato, nada melhor do que sentar-se nas barraquinhas e apreciar o espectáculo. Algures no avanço da noite há sempre aquele cromo, ou vários, que vai dançar em frente ao palco e assim abrilhantar a noite. De resto, é uma ocasião para pôr em dia as novidades de quem já saÃu da santa terrinha e curtir noite fora.
Não poderia deixar de lembrar como a maralha se dispõe no terreno. � frente, o pessoal mais velho para apreciar o espectáculo de variedades, no meio a malta de meia idade a observar-se mutuamente e atrás do palco a malta mais nova. Atrás do palco a malta mais nova refugia-se dos olhares dos pais e dos vizinhos e ali fica sentada fumar o seu cigarrito e a ver se consegue alguma coisa com aquela ou aquele lá do liceu. É hilariante ver como as pessoas se dispõem no terreno consuante a idade e a intenção. Eu, por lá fico no meio daquilo tudo a apreciar o espectáculo, não o do palco, mas sim, o da plateia.
Adoro as festas de São João no Entroncamento apesar de, o cartaz, ser sempre feito para as massas e a qualidade muito relativa tendo como referência o meu gosto pessoal por música. No entanto, o cartaz tolera-se devido aos inúmeros atractivos que esta festa tem. Milhares de pessoas nas ruas acotovelam-se umas contra as outras para chegarem o mais próximo possÃvel do palco e dos locais de melhor visibilidade. As senhoritas casadas passeiam-se por entre as gentes ostentando os seus maridos, o mais bem sucedidos possÃvel, para causar invejas à s demais. Ao mesmo tempo chegam as divorciadas, jovens senhoritas que casaram cedo e que mais tarde aperceberam-se que poderiam ter uma vida própria, e que vida. No meio de tudo isto, a restante maralha de gente que para lá vai enxarcar a vela como de costume, e no final da noite, os populares embrenham-se em jogos populares de pugilato à boa maneira Ribatejana. Dá-me impressão que a malta adora andar ao soco, e para quem é apreciador de bom pugilato, nada melhor do que sentar-se nas barraquinhas e apreciar o espectáculo. Algures no avanço da noite há sempre aquele cromo, ou vários, que vai dançar em frente ao palco e assim abrilhantar a noite. De resto, é uma ocasião para pôr em dia as novidades de quem já saÃu da santa terrinha e curtir noite fora.
Não poderia deixar de lembrar como a maralha se dispõe no terreno. � frente, o pessoal mais velho para apreciar o espectáculo de variedades, no meio a malta de meia idade a observar-se mutuamente e atrás do palco a malta mais nova. Atrás do palco a malta mais nova refugia-se dos olhares dos pais e dos vizinhos e ali fica sentada fumar o seu cigarrito e a ver se consegue alguma coisa com aquela ou aquele lá do liceu. É hilariante ver como as pessoas se dispõem no terreno consuante a idade e a intenção. Eu, por lá fico no meio daquilo tudo a apreciar o espectáculo, não o do palco, mas sim, o da plateia.
quinta-feira, junho 09, 2005
Praia
Alguém dá-me boleia até uma praia qualquer ?! Bom Fim de semana prolongado e até segunda-feira.
quarta-feira, junho 08, 2005
Balanço
Fazendo um balanço de frente para trás e de trás para a frente, o Raminhos, proporcionou-me a possibilidade de escrever, e acima de tudo, pensar acerca de certas e determinadas coisas, de maior ou menor preferência para os leitores, mas de uma forma mais estruturada. Nunca tive muito jeito para escrever, aliás, como podem verificar, tenho algumas dificuldades na escrita mas, como nunca foi o meu desejo ser um escritor de renome e, a questão de maior ou menor aceitação devido ao problema da escrita nunca me afectou muito, o Raminhos foi sendo escrito e, num ponto de vista pessoal, congratulo-me com o que consegui atingir em termos pessoais. Nunca se pára de evoluir e o acto de escrever consegue despertar em nós uma série de sensações e caracterÃsticas intrÃnsecas que de outra forma não seria possÃvel. Quem me conhece pessoalmente sabe que eu não sou uma pessoa muito convencional, aliás, muito pelo contrário, daÃ, o Raminhos ser também algo um pouco estranho pelos temas que eu escolho e pela forma como este é actualizado. Tenho uma vida profissional muito agitada que me proporciona muito pouco tempo para actualizar o Raminhos, no entanto, o Raminhos para mim foi e é, um verdadeiro escape para o stress diário. Quando escrevo um post para o Raminhos, faço-o sempre quando preciso de me concentrar no trabalho, é estranho mas esta é a realidade. Tenho que tomar várias decisões sempre sozinho, e quando as tenho que tomar tento escrever sempre algo para o raminhos pois, enquanto escrevo, o meu cérebro está hiperactivo e dessa forma a ideias flúem com mais facilidade e rapidez.
O Raminhos proporcionou-me o contacto com pessoas das mais diversas origens e personalidades, o que, para mim, é extraordinário. Também apanhei os meus cromos difÃceis ao ponto de ter que banir alguns deles mas sempre consegui lidar com isso da mesma forma que lido com tudo na minha vida, frontalidade sempre. De resto agradeço a quem me tem vindo a aturar e também aos contributos que fazem através dos comentários e para o ano cá estaremos a fazer mais um balanço de frente para trás e de trás para a frente.
O Raminhos proporcionou-me o contacto com pessoas das mais diversas origens e personalidades, o que, para mim, é extraordinário. Também apanhei os meus cromos difÃceis ao ponto de ter que banir alguns deles mas sempre consegui lidar com isso da mesma forma que lido com tudo na minha vida, frontalidade sempre. De resto agradeço a quem me tem vindo a aturar e também aos contributos que fazem através dos comentários e para o ano cá estaremos a fazer mais um balanço de frente para trás e de trás para a frente.
terça-feira, junho 07, 2005
Os sete sapatos sujos
Devo confessar que, à primeira vista, isto poderá parecer um daqueles mailes com a moral cor de rosa a que tanto nos habituaram os nossos amigos ao entupitrem as caixas de mailes com os referidos mailes. Faço, mais uma vez, uma excepção a este mail pelo facto de o autor ter sido, nem mais, nem menos, Mia Couto. Palavras de sabedoria de Mia Couto são sempre benvindas.
O escritor moçambicano, Mia Couto, também licenciado em Medicina e Biologia, fez uma oração de sapiência, a 7 de Março, na abertura do ano lectivo do Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique. Excertos desta oração foram publicados no Courrier Internacional, nº. 0, de 2 de Abril.Destacamos, Os Sete Sapatos Sujos:
"Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar. Eu contei Sete Sapatos Sujos que necessitamos de deixar na soleira da porta dos tempos novos. Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher e sete é um número mágico:
- Primeiro Sapato - A ideia de que os culpados são sempre os outros.
- Segundo Sapato - A ideia de que o sucesso não nasce do trabalho.
- Terceiro Sapato - O preconceito de que quem critica é um inimigo.
- Quarto Sapato - A ideia de que mudar as palavras muda a realidade.
- Quinto Sapato - A vergonha de ser pobre e o culto das aparências.
- Sexto Sapato - A passividade perante a injustiça.
- Sétimo Sapato - A ideia de que, para sermos modernos, temos de imitar os outros.
"MIA COUTO"
O escritor moçambicano, Mia Couto, também licenciado em Medicina e Biologia, fez uma oração de sapiência, a 7 de Março, na abertura do ano lectivo do Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique. Excertos desta oração foram publicados no Courrier Internacional, nº. 0, de 2 de Abril.Destacamos, Os Sete Sapatos Sujos:
"Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar. Eu contei Sete Sapatos Sujos que necessitamos de deixar na soleira da porta dos tempos novos. Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher e sete é um número mágico:
- Primeiro Sapato - A ideia de que os culpados são sempre os outros.
- Segundo Sapato - A ideia de que o sucesso não nasce do trabalho.
- Terceiro Sapato - O preconceito de que quem critica é um inimigo.
- Quarto Sapato - A ideia de que mudar as palavras muda a realidade.
- Quinto Sapato - A vergonha de ser pobre e o culto das aparências.
- Sexto Sapato - A passividade perante a injustiça.
- Sétimo Sapato - A ideia de que, para sermos modernos, temos de imitar os outros.
"MIA COUTO"
segunda-feira, junho 06, 2005
Aniversário
Eu não existo creio eu cada vez mais. Tal como acontece quase todos os anos com o meu aniversário ( atenção que não neste mês), esqueci-me que, no passado dia 07 de Junho de 2005, o Raminhos fez um ano de actividade. Já agora os parabéns ao Bolas de berlim e à PollieJean pelo aniversário (um anito) de actividade.
domingo, junho 05, 2005
Terapia regressiva
Sábado à noite ou como alguns chamam saturday night fever, o menino decidiu dar um contributo à ecologia e saÃu de casa a pé. O destino era incerto e quando dei por mim, estava num bar apenhado com o Jet Set do meu burgo, aliás, de jet tem pouco, de set nem vê-lo. O facto é que eu andei na escola juntamente com muitos daqueles jovens patrocinados pela Lacoste e outras marcas de roupa que os fazem saÃr à rua todos vestidos com a mesma roupa ( última vez que vi isso foi no infantário com a história dos bibes mas enfim). Como não frequento esses locais, aliás, fujo deles, pensei que pudesse entrar no bar e desfrutar uma noite no anonimato aparente de quem já saÃu, um desertor ou foragido, e que ninguém se atreveria a reconhecer. Erro meu, má fortuna, todos aqueles jovens reconheceram-me e gradualmente foram dizendo o seu olázinho e o tradicional tudo bem. Para me adaptar à s circunstâncias tive que recorrer à imaginação e divertir-me com aquela malta, ou melhor, à s custas daquela malta. Sucessivamente iam perguntando o que era feito de mim, pelo que, fui dando umas respostas que me divertiram imenso pela reacção das pessoas:
Então o que é feito de ti? Sabes como é Nova Iorque, Tóquio de um lado para o outro é sempre a andar... pá.
Então o que é feito de ti? Emigrei para o Tibete depois de me ter convertido ao Budismo daà eu não aparecer muitas vezes....pá
Então o que é feito de ti? Sou mercenário no Burkina Faso e agora vou concorrer à presidência do paÃs onde já fizeram de mim um Deus.
Então o que é feito de ti? Tenho andado fugido.......de ti ehehehehe
Como que se essas pessoas realmente estivessem preocupadas com o que era feito de mim, eu, entrei no jogo deles mas, em vez deles, recorri à ironia, o meu brinquedo favorito nestas situações.
De resto, apreciei alguns cisnes que por lá andavam. De patinhas feias no liceu, agora, autênticos cisnes, e que cisnes.
Então o que é feito de ti? Sabes como é Nova Iorque, Tóquio de um lado para o outro é sempre a andar... pá.
Então o que é feito de ti? Emigrei para o Tibete depois de me ter convertido ao Budismo daà eu não aparecer muitas vezes....pá
Então o que é feito de ti? Sou mercenário no Burkina Faso e agora vou concorrer à presidência do paÃs onde já fizeram de mim um Deus.
Então o que é feito de ti? Tenho andado fugido.......de ti ehehehehe
Como que se essas pessoas realmente estivessem preocupadas com o que era feito de mim, eu, entrei no jogo deles mas, em vez deles, recorri à ironia, o meu brinquedo favorito nestas situações.
De resto, apreciei alguns cisnes que por lá andavam. De patinhas feias no liceu, agora, autênticos cisnes, e que cisnes.
sexta-feira, junho 03, 2005
Referendo
As reacções ao Non francês e ao Nee holandês têm muito que se lhe diga. Se alguns perspectivam o fim da União europeia, um exagero no meu ponto de vista, outros equacionam o que é inevitável. A revisão do texto da Constituição é urgente para aprovação de uma Constituição Europeia e os principais derrotados são os lÃderes polÃticos da Alemanha, França e Itália, os cozinheiros desta constituição Europeia. Volto a afirmar que o resultado dos referendos Holandês e francês são um Não a uma classe polÃtica em vez do tão propagado Não a uma Constituição europeia. A visão mais lúcida acerca do referendo Francês foi proferida pelo Embaixador Norte-Americano em França que disse, claramente, que, nessa noite, houve uma derrota de uma classe polÃtica europeia.
Eis um pequeno excerto de um artigo publicado hoje no NewYork Times que diz muito acerca dos resultados dos referendos.
There is a disaffection, perhaps even a rebellion, against the political elites in France, Germany and Italy.
The governing parties of the left and the right are saying the same things to their people: that painful, free-market economic reforms are the only path toward rejuvenation, more jobs, better futures. And the people, who have come to equate the idea of an expanded Europe with a challenge to cradle-to-grave social protections, are giving the same answer: We don't believe you.
Eis um pequeno excerto de um artigo publicado hoje no NewYork Times que diz muito acerca dos resultados dos referendos.
There is a disaffection, perhaps even a rebellion, against the political elites in France, Germany and Italy.
The governing parties of the left and the right are saying the same things to their people: that painful, free-market economic reforms are the only path toward rejuvenation, more jobs, better futures. And the people, who have come to equate the idea of an expanded Europe with a challenge to cradle-to-grave social protections, are giving the same answer: We don't believe you.
quarta-feira, junho 01, 2005
LIVEAID
Irá coincidir com a cimeira dos G-8, a segunda edição do concerto que reúne vários artistas da cena musical em torno de um objectivo comum. O auxÃlio a crianças africanas vÃtimas das guerras civis e da SIDA está por base do objectivo que o concerto LIVEAID pretende atingir ao fazer coincidir a data da realização do mesmo com a reunião dos G-8. Bob Geldolf está por detrás desta organização que visa essencialmente abrir as mentes das pessoas para o flagelo que persistem em continuar em Ã�frica 20 anos depois do primeiro LIVEAID. As crÃticas não se fizeram esperar e as principais acusações foram a de uma tentativa de manipulação deste evento para atingir dividendos polÃticos devido a uma afirmação de Geldof: …"What we do in the next five weeks is seriously, properly, historically, politically important.". Esta crÃtica foi proferida pelos media ingleses que, por incrÃvel que pareça, estão mais preocupados com a dicotomia Esquerda/Direita do que com um concerto que pretende apenas auxiliar e alertar as pessoas nos vários locais onde se irá realizar o LIVEAID para esta situação calamitosa que se vive em Ã�frica.
Sinceramente, estou farto desta classe jornalÃstica que procura o escândalo em vez da informação objectiva. O concerto em causa irá unir, creio eu, pessoas de vários quadrantes polÃticos independentemente de serem esquerda ou direita, aliás, não é isso que está em causa. O que está em causa é o modelo de fazer polÃtica dos vários polÃticos internacionais, esquerda ou direita, que fomentam este estar de coisas. Se me perguntam se um conjunto de artistas musicais irão resolver os problemas que se sentem em Ã�frica, claro está que não mas ajuda. Essencialmente pela pressão que será feita aos G-8 pela quantidade de pessoas que irão assistir ao concerto. É de louvar e a população ocidental, em especial os jovens, estão fartos desta polÃtica que, ao contrário do que acontecia 20 anos atrás com o primeiro concerto, está a fazer sentir na pele todos os malefÃcios deste estar de coisas.
Sinceramente, estou farto desta classe jornalÃstica que procura o escândalo em vez da informação objectiva. O concerto em causa irá unir, creio eu, pessoas de vários quadrantes polÃticos independentemente de serem esquerda ou direita, aliás, não é isso que está em causa. O que está em causa é o modelo de fazer polÃtica dos vários polÃticos internacionais, esquerda ou direita, que fomentam este estar de coisas. Se me perguntam se um conjunto de artistas musicais irão resolver os problemas que se sentem em Ã�frica, claro está que não mas ajuda. Essencialmente pela pressão que será feita aos G-8 pela quantidade de pessoas que irão assistir ao concerto. É de louvar e a população ocidental, em especial os jovens, estão fartos desta polÃtica que, ao contrário do que acontecia 20 anos atrás com o primeiro concerto, está a fazer sentir na pele todos os malefÃcios deste estar de coisas.
segunda-feira, maio 30, 2005
De um não nasce um sim
Certezas, ninguém as tem a não ser que faça por elas e, os partidários do Sim à Constituição Europeia, andaram a dormir na forma como pensaram que iria passar uma Constituição Europeia tão insÃpida e tão pouco debatida. Fizeram e ainda fazem uma espécie de chantagem emocional dizendo que, votar não a esta Constituição Europeia é votar não a uma constituição, nada de mais errado do que isto seria possÃvel magicar. Devo firmar desde já a minha posição acerca da Constituição Europeia, ou seja, sou a favor de uma Constituição Europeia mas contra o texto desta Constituição definitivamente. O referendo em França, quanto a mim, foi um referendo onde imperou o bom senso e a ponderação e pelo facto, os franceses, estão de parabéns pela lucidez que revelaram.
Elaborar um texto para uma Constituição Europeia, tão necessária que é actualmente para a Europa, sem antes preparar o caminho para o êxito é um erro crasso que os actuais polÃticos, ou classe polÃtica europeia, fez ao não tomar em conta que, o povo europeu, está farto de toda uma classe polÃtica europeia no estilo de Chirac, Tony Blair, Durão Barroso, Berlusconi, Schroeder entre outros. Foi essencialmente, o referendo Francês, uma derrota dessa classe polÃtica caduca, do balão de oxigénio do capitalismo selvagem, e a vitória de uma Europa que se quer, pelos Europeus, mais justa e menos americanizada, bem hajam os franceses pela lucidez mais uma vez.
Uma Constituição tem por base sempre uma polÃtica ou organização de Defesa Nacional, Justiça e polÃtica externa. Não podemos estar sujeitos, mais uma vez, ao que aconteceu com a guerra do Golfo onde houve uma divisão clara da Europa sob os interesses particulares de alguns estados membros em detrimento do interesse europeu que era o de não apoiar aquela guerra inútil e atentatória do Direito Internacional. Como é possÃvel ter uma Constituição credÃvel sem uma organização militar conjunta, sem um sistema judicial conjunto, sem uma polÃtica externa conjunta e unÃssona? Este foi o erro crasso de quem elaborou este texto da Constituição, a questão das referências ao cristianismo quanto a mim são acessórias ou facilmente ultrapassáveis.
Por fim a Directiva Bolkenstein, que é o culminar do capitalismo selvagem e contrária ao espÃrito que teve por base a criação da Europa Unida fez, como seria de esperar, a sua quota parte de intervenção junto do eleitorado para votar Não a este texto da Constituição. Não se pode tratar os novos paÃses aderentes à União Europeia como meros fornecedores de mão-de-obra barata como é também o caso da pretensão da adesão da Turquia à Europa dos 25. Espero que com este resultado do referendo em França tenham aprendido a devida lição e que a tal classe polÃtica a que me referi anteriormente sinta cada vez mais que está a mais nesta Europa de cidadãos que estão fartos da exploração e do Capitalismo selvagem.
Elaborar um texto para uma Constituição Europeia, tão necessária que é actualmente para a Europa, sem antes preparar o caminho para o êxito é um erro crasso que os actuais polÃticos, ou classe polÃtica europeia, fez ao não tomar em conta que, o povo europeu, está farto de toda uma classe polÃtica europeia no estilo de Chirac, Tony Blair, Durão Barroso, Berlusconi, Schroeder entre outros. Foi essencialmente, o referendo Francês, uma derrota dessa classe polÃtica caduca, do balão de oxigénio do capitalismo selvagem, e a vitória de uma Europa que se quer, pelos Europeus, mais justa e menos americanizada, bem hajam os franceses pela lucidez mais uma vez.
Uma Constituição tem por base sempre uma polÃtica ou organização de Defesa Nacional, Justiça e polÃtica externa. Não podemos estar sujeitos, mais uma vez, ao que aconteceu com a guerra do Golfo onde houve uma divisão clara da Europa sob os interesses particulares de alguns estados membros em detrimento do interesse europeu que era o de não apoiar aquela guerra inútil e atentatória do Direito Internacional. Como é possÃvel ter uma Constituição credÃvel sem uma organização militar conjunta, sem um sistema judicial conjunto, sem uma polÃtica externa conjunta e unÃssona? Este foi o erro crasso de quem elaborou este texto da Constituição, a questão das referências ao cristianismo quanto a mim são acessórias ou facilmente ultrapassáveis.
Por fim a Directiva Bolkenstein, que é o culminar do capitalismo selvagem e contrária ao espÃrito que teve por base a criação da Europa Unida fez, como seria de esperar, a sua quota parte de intervenção junto do eleitorado para votar Não a este texto da Constituição. Não se pode tratar os novos paÃses aderentes à União Europeia como meros fornecedores de mão-de-obra barata como é também o caso da pretensão da adesão da Turquia à Europa dos 25. Espero que com este resultado do referendo em França tenham aprendido a devida lição e que a tal classe polÃtica a que me referi anteriormente sinta cada vez mais que está a mais nesta Europa de cidadãos que estão fartos da exploração e do Capitalismo selvagem.
sábado, maio 28, 2005
Obstinação japonesa
Ouvi nos noticiários que foram encontrados dois soldados japoneses nas montanhas de Mindanau, nas Filipinas. Estes soldados pertenciam à Divisão Pantera que foi destacada para a invasão das Filipinas durante a II Guerra Mundial. O insólito é saber que, os dois soldados japoneses, foram encontrados 60 anos depois do fim da Guerra e durante o tempo todo em que ficaram nas montanhas, viveram num buraco. Até aonde é que vai a obstinação de um Ser Humano para viver durante tanto tempo num buraco? Será que não pensaram, enquanto esperavam tanto tempo, que algo poderia não estar certo? Que talvez a guerra tivesse acabado ou até mesmo que os seus companheiros os tivessem esquecido? Não. Eles esperaram fielmente, num buraco, que alguém da sua divisão os viesse buscar. O Ser Humano é capaz de fazer as coisas mais impresionantes que se possa imaginar, e também, as mais idiotas ao que parece.
sexta-feira, maio 27, 2005
Bucha é lei
Existem as chamadas Convenções Colectivas de Trabalho que, no panorama Português, regulamentam as relações laborais em vários sectores especÃficos de actividade. Neste caso, a Construção Civil e Obras Públicas, não é excepção, pelo que, a Convenção Colectiva do Sector da Construção Civil foi ractificada. Estas convenções colectivas procuram chegar a legislação mais perto da realidade laboral de cada um dos sectores que estas regulamentam. Tendo em conta a tradicional "Bucha", a redacção da Convenção colectiva da construção civil presentea-nos com esta pérola legislativa:
Cláusula 8.ª
PerÃodo normal de trabalho
(...)
6 - Sem prejuÃzo da laboração normal, as empresas devem conceder no primeiro perÃodo de trabalho diário o tempo mÃnimo necessário à tomada de uma refeição ligeira, normalmente designada «bucha», em moldes a regulamentar pela entidade patronal.(...)
Atendendo à preocupação do legislador para a realidade especÃfica do sector da construção civil eu propunha o seguinte:
1 - Uma nova categoria profissional que seria a de Aguadeiro que teria a seguinte descrição e retribuição. Funçaõ desempenhada por um qualquer jovem com mais de 17 anos e que consiste em forneçer os pedreiros de 2º e 1ª com a Superbock.A retribuição seria o salário mÃnimo nacional com o respectivo abono de falhas no valor equivalente a uma grade de cerveja caso o jovem se enganasse com os trocos ou bebesse as cervejas todas antes de chegar à obra.
2 - Deveria haver um periodo especÃfico para uma das actividades dos trolhas, o assobio à moça que passa. Assim serião dados 5 minutos de manhã e de tarde após a Bucha para o assobio.
Como vêem a legislação portuguesa é das mais avançadas da Europa.
Cláusula 8.ª
PerÃodo normal de trabalho
(...)
6 - Sem prejuÃzo da laboração normal, as empresas devem conceder no primeiro perÃodo de trabalho diário o tempo mÃnimo necessário à tomada de uma refeição ligeira, normalmente designada «bucha», em moldes a regulamentar pela entidade patronal.(...)
Atendendo à preocupação do legislador para a realidade especÃfica do sector da construção civil eu propunha o seguinte:
1 - Uma nova categoria profissional que seria a de Aguadeiro que teria a seguinte descrição e retribuição. Funçaõ desempenhada por um qualquer jovem com mais de 17 anos e que consiste em forneçer os pedreiros de 2º e 1ª com a Superbock.A retribuição seria o salário mÃnimo nacional com o respectivo abono de falhas no valor equivalente a uma grade de cerveja caso o jovem se enganasse com os trocos ou bebesse as cervejas todas antes de chegar à obra.
2 - Deveria haver um periodo especÃfico para uma das actividades dos trolhas, o assobio à moça que passa. Assim serião dados 5 minutos de manhã e de tarde após a Bucha para o assobio.
Como vêem a legislação portuguesa é das mais avançadas da Europa.
Beleza
Despertaram-me o osso goto quando vi as fotos de mulheres bonitas. Agora é a minha vez de vos mostrar algumas caras lindissÃmas made in Mediterrâneo . Apreciem!
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