quinta-feira, outubro 20, 2005

A galinha da vizinha está mais constipada do que a minha

«Basta um bater de asas de uma ave para destapar o poço sem fundo de irracionalidade, superstição e terror atávico da natureza que existe em cada um de nós» de José Júdice

Ouvi na Antena 1 um veterinário a explicar o que é e quais as consequências que podem advir da gripe das aves. O curioso acerca desta doença é que ainda não se sabe ao certo como é que poderá afectar os seres humanos, ou se, alguma vez afectará os seres humanos. Os casos registados de infecção pelo vírus da gripe das aves têem sido observados em aves selvagens e também em algumas aves domésticas. Contudo, é necessário verificar que a sintomatologia deste vírus nas aves verifica-se pelo enfraquecimento das aves e perda de capacidade de voar em apenas um a dois dias. Ora, tendo em conta que as aves potencialmente dissiminadoras da doença provávelmente nunca poderão infectar outras aves a grandes distâncias porque entretanto perderam a capacidade para voar. Isto foi explicado por um veterinário num programa da Antena 1, o que, desde já, levanta algumas suspeitas, não em torno do veterinário, mas sim, em torno dos orgãos que andam a veicular a informação acerca da gripe das aves quais cavaleiros do apocalipse. Estranho o facto de haver apenas uma empresa farmacêutica que dispõe do medicamento que poderá minorar os efeitos da gripe das aves no Humanos. Há lá coincidências!

Sem mácula

David Coperfield propõe-se realizar um truque de magia nunca antes visto. Desta vez, David Coperfield, propõe-se engravidar uma mulher sem lhe tocar em directo na televisão. Ora, antes demais, este truque apesar de muito publicitado quanto a mim será um grande flop, não porque o David Coperfield seja incapaz de realizar o referido truque de magia, mas sim, porque o truque em si não tem nada de original. A Virgem Maria foi a primeira mulher a ser engravidada sem que ninguém lhe tocasse, ficando todavia por saber quem terá sido o responsável pelo truque de magia. Se o Divino Espírito Santo se José ou Deus o facto é que a Virgem Maria ficou grávida e deu à luz. Assim sendo, David Coperfield, arrisca-se a realizar um truque que de original não tem nada e a obrigar alguns maduros(as) a acender velinhas à moça que vai ser engravidada pelo David Coperfield.
Estes tipos nem as pensam é o que é!!!

Vox populi ou cala o bico senão constipas-te

Por vezes, o senso comum, tem o condão de impermeabilizar as mentes comuns, como os mais intelectuais e esperts de tudo e mais alguma coisa apelidariam quem faz recurso ao senso comum, à luz da inovação e à ruptura com tudo o que é tido como verdade absoluta impregnada claro, de preconceitos. Porém, as mentes comuns segundo alguns, têem o condão de apontar o dedo quando o Rei vai nú. A propósito da co-incineração, sem querer tomar partido a favor ou contra esse sistema para eliminação de resíduos perigosos, veio novamente à baila a utilização das cimenteiras do Outão e de Souselas como pontos para co-incineração e, mais uma vez, os jornalistas foram entrevistar os populares de Souselas para recolherem a sua opinião acerca do assunto. Claro está que ninguém concordou com a ideia, como aliás ninguém concordaria porque não é nada agradável ter uma unidade industrial a queimar resíduos perigosos portas meias com a nossa casa. Contudo, houve uma popular que teve uma resposta acertada e acutilante ao responder ao jornalista com uma pergunta. " Se há dinheiro para construir 10 estádios de futebol que estão, na sua maioria, vazios, não haverá dinheiro para construir uma co-incineradora longe das populações? "
Portugal é um país de elefantes brancos, aliás, de uma manada inteira de elefantes brancos e o facto é que se o Governo Português exige da população, cada vez mais os mesmos a pagar a crise, esforços e sacrifícios para derrotar a crise financeira, é lícito exigir ao Governo sacrifícios ao ponto de este deixar-se de esbanjamentos. O desfasamento entre ricos e pobres, em Portugal, é cada vez maior, no entanto, pretende-se convencer a população que um projecto como o TGV irá trazer dividendos futuros para Portugal. Nesta matéria, os 10 estádios estão em directa e proporcional fundamentação quanto aos seus benefícios em relação ao TGV.

segunda-feira, outubro 17, 2005

Campanha

Se não fosse o estado actual das coisas em Portugal, onde o desemprego impera e põe muitas famílias em dificuldades económicas, a campanha que se está a fazer no sentido de se consumirem produtos nacionais teria um laivo de caciquísmo latente. Assim, para protecção dos postos de trabalho portugueses, quando comprarem um produto qualquer tenham em conta o código de barras e, se este começar pelos números 560, podem ter a certeza que esse produto é fabricado em Portugal e assim, quiçá, estará a salvar um posto de trabalho.

domingo, outubro 16, 2005

Norte e Sul

É complicado alguém chegar ao pé de mim e tentar esboçar uma conversa cujo tema seja o Norte versus o Sul de Portugal. Digo isto porque, antes demais, vivo no centro do país, portanto, passo a expressão, estou entalado entre o Porto e Lisboa e pessoalmente não me identifico com nenhumas das duas cidades apesar da minha preferência recair claramente sobre a Cidade do Porto. Mas isto não quer dizer muita coisa porque, apesar de tudo, prefiro o Porto porque se aproxima mais daquilo a que eu estou habituado e que vai de encontro com a minha personalidade, pesa embora o facto de eu não me identificar com a maioria das coisas que caracterizam os Tugas. Não me levem a mal mas Lisboa é demasiado latina para o meu gosto pessoal, as pessoas de lá têm a mania e, infelizmente, as pessoas do Porto também, talvez isto faça parte de um fenómeno de massas que uma urbe grande provoca quiça. O facto é que as pessoas são muito barulhentas e estranhas porque gritam por tudo e por nada sem resolver o quer que seja. Por vezes tenho a sensação que sou um estrangeiro que está por cá há muito tempo e que foi ficando e ficando ao ponto de ter que gramar com isto tudo, ou melhor, tentando sobreviver a isto tudo da melhor forma possível.

sexta-feira, outubro 14, 2005

Reino do Fungagá

Se o sistema político em Portugal é a República, por vezes, isto mais parece o reino do Fungagá da bicharada. Foi emitido um comunicado pelo General da GNR informando todos os agentes que, de hoje em diante, não poderão perseguir veículos em transgressão a não ser que estes sejam conduzidos por individuos suspeitos, ou que, os condutores em transgressão, coloquem em perigo a vida dos militares da GNR. Se me dissesem isto eu pensaria que se tratava de um peta do 1º de Abril mas como estamos em Outubro começo antes a pensar que alguém está a gozar comigo. Como é que será possível chegar-se a uma situação destas? Com o sistema judicial que temos em Portugal tudo é possível pois, na maior parte das vezes, os larápios e transgressores saíem ilibados dos tribunias por "erros" e abusos cometidos da altura da detenção, fora é claro a vezes em que isso realmente aconteçe. Se a Brigada de trânsito presenciar um condutor em transgressão por excesso de velocidade o que irá fazer? Uma barricada uns quilómetros mais à frente? Chegar próximo do veículo transgressor e pedir encarecidamente que o condutor não arranque com o veículo porque eles não o podem perseguir? Ou então permitir que um individuo alcoolizado a circular numa estrada possa ver a sua matrícula comunicada à Brigada de trânsito e depois chegar, se alguma vez lá chega, ao tribunal e dizer que a avózinha é que estava a conduzir o carro? Não brinquem comigo por favor!!

terça-feira, outubro 11, 2005

Furacões Made in Portugal

Dizia o Tiago que estranhava o facto de não apelidarem os furacões com nomes portugueses, em especial, os que assolam o nosso território, ao ponto de chamarem de "Vince" o furacão que se dissipou no mar ao largo das costas Portuguesas. Pois caro Tiago, a explicação para o facto de não haver furacões com nomes portugueses, como seria exemplo o Furacão Maria ou o Furacão Manel, deve-se ao facto de se antecipar a chegada de um furacão no ano que vem com o nome Cavaco Silva, e desta forma, mantêm-se o elan de ser o primeiro a dar um nome a um furacão que assola território nacional. Desta feita, o primeiro furacão Português, assumirá todo o protagonismo de ser o primeiro furacão português a dar cabo disto tudo.

segunda-feira, outubro 10, 2005

Adivinhação e outra ciências do oculto

Como é que eu adivinhei que a Fátima Felgueiras, O Major Valentim e o Isaltino Morias iriam ganhar as eleições? Só não acerto nos números do totoloto.

sábado, outubro 08, 2005

Parabéns para Angola

Parabéns a Angola pela qualificação para o Mundial de 2006 na Alemanha. Quando há Paz tudo é possível.

Eleições

Amanhã vão-se realizar as eleições autárquicas em Portugal com todo o circo de campanha montado e realizado por todas as forças políticas concorrentes a eleição. O povo esse, mais uma vez, lá irá deslocar-se até às urnas, alguns, envergando as tshirt´s ou demais cangalhada distribuída ao preço de um voto que seja. Durante esta campanha para as autárquicas muito se falou acerca dos candidatos "independentes" e também indiciados pelos tribunais por crimes de corrupção mas, apesar disso, esses "independentes" são candidatos com possibilidade de serem eleitos pelo eleitorado que, em conversas de café, continua a falar acerca da corrupção da classe política e a condená-la mas que, por incrível que pareça, irá depositar o voto neste ou naquele candidato indiciado ou indiciável pelos crimes de corrupção. É impressionante mas a verdade é que quando chega as eleições, o povo, vai sempre diligentemente depositar o voto no candidato que lhe pareceu ter melhor cara. Isto permite depreender que há falta de cultura política no eleitorado Português, como também, alguma falta de coragem para mudar o estado de coisas. Parece que a corrupção, apesar de muito criticada, é um estado normal das coisas em Portugal e o desânimo que o Povo têm em relação ao seu país e ao futuro deste explica este estado de coisas.
Um factor de descrédito para a Democracia em Portugal é o sistema judicial em vigência que, incrivelmente, permite , algures no seu desenrolar processual, que individuos constituídos arguidos se candidatem às eleições atropelando toda e qualquer noção de democracia por mais lata que seja. Este sistema Judicial permite também queimar algures alguém mediante o seu isolamento da vida real. O Bloco de Esquerda vanglorizou-se, pela voz de Francisco Lousã, do facto de não ter um único candidato indiciado por qualquer crime de corrupção a estas eleições. Na sexta-feira passada, num plano casualístico em que há coincidências lixadas, a sua candidata à Câmara Municipal de Salvaterra de Magos foi interrogada pela Polícia Judiciária por suspeita de corrupção passiva envolvendo a GNR, causando assim um certo embaraço ao Bloco de Esquerda. Contudo, e sem qualquer tipo de condenação prévia, há que estranhar o timming deste interrogatório, bem como, o crime a que a candidata é suspeita. Corrupção passiva envolvendo a GNR? Uma multa que ficou por passar? Não poderia dar o benefício da dúvida a esta candidata do Bloco de Esquerda, por quanto, teria que o dar a personagens como Felgueiras, Isaltino Morais entre outros mas, atendendo ao Sistema Judicial que temos e ao timming deste interrogatório a que a candidata foi sujeita, deverei dar pouca relevância ao caso apesar de considerar que, quem quer que seja que se candidate a um cargo numa autarquia, deverá sempre estar acima de qualquer suspeita. Por fim, as sondagens, essa ciência obscura e manipulável como uma marioneta num qualquer teatrinho de fantoches ao gosto das crianças que vêem o poder como o graal dos rebuçados, nesta como em outras eleições, estão claramente manipuladas ao gosto cítrico do PSD e seus orgãos de informação. Qualquer das vias eu vou votar apenas pelo respeito que tenho por quem lutou pela democracia em Portugal porque de resto, a minha confiança na classe política murchou há muitos outonos atrás.

quinta-feira, outubro 06, 2005

Não estranharam??

Não estranharam este ano não haver uma manifestação qualquer de Monárquicos com o tradicional penteado com a franja a roçar a testa no 5 de Outubro? Acho piada a essa gente monarquica, são como o Okapis no Jardim zoológico, ou seja, exóticos mas já não são novidade. Dá-me a impressão que os monárquicos andam a ler demasiadas "Holas" e isso está a causar danos cerebrais irreversíveis.

quarta-feira, outubro 05, 2005

Viva a República

Apesar do estado actual de coisas, em Portugal, ao menos, não se podemos deixar de nos congratular pelo facto de vivermos numa república. Desta forma, não teremos que aturar um qualquer individuo que por direito de nascença, ou lá o que isso seja, a governar este país, era o que mais faltava. Viva a República!!!

terça-feira, outubro 04, 2005

Eleições para serviço público

Dar-se-á mais um espectáculo televisivo a propósito das eleições autárquicas onde as televisões irão dissecar todas as conclusões políticas que estas acham por bem enunciar a toda esta maralha, perdão audiências, sob a capa do bombástico e do escândalo. As sondagens cingelas que, por coincidência, mostram sempre os candidatos do PSD em frente nas sondagens para as câmaras que disputam, os candidatos ostracizados pelos partidos políticos do poder mas "acarinhados" pela Justiça, irão fazer as delícias de todos aqueles que gostam jogar este jogo chamado política. Num discurso surrealista onde se adquirem vitórias políticas com resultados de eleições em que se vota em pessoas ou projectos, as televisões aqui tiram elasões sobre o estado moribundo da política Portuguesa e dos resultados nacionais dos vários partidos. Apesar de considerar a política uma coisa muito séria, pena é que os políticos que a fazem não sejam sérios, não deixo de ficar agastado e farto do discurso, por vezes surrealista, dos políticos e de quem comenta a política fazendo recurso a essas regras como se de uma lei inabalável se tratasse. Que hajam críticas a fazer acerca de um governo, isso, haverá sempre pela falibilidade do Ser Humano mas, fazer uma crítica a um governo apenas porque o Chefe de governo não sorri muito é demais. O que pretendem esses comentadores ao fazerem esse género de reparos? Uma governação estilo concurso Miss Simpatia? Porque razão é que as televisões enfatizam o aspecto da imagem sobre os candidatos e seus projectos políticos? Será que teremos os próximos chefes de governo ou presidentes da República vindos de uma qualquer agência de modelos? Caracterizam-se governos e políticos pelo o que dizem e muito raramente pelo que fazem, até porque, o que fazem muitas vezes é igual a zero ou mal feito sem serem penalizados por isso. Isto já cheira mal e algo tem que mudar depressa.

domingo, outubro 02, 2005

Festival Intercéltico das Serras D ´Aire e Candeeiros

Ontem fui ao Festival Intercéltico das Serras D ´Aire e Candeeiros e digo desde já que gostei. Actuaram os Lenga Lenga, Diabo a sete e os Arrefole. Pessoalmente gostei de todos os grupos que actuaram em especial os pauliteiros de Miranda e os Diabo a sete. Achei interessante a música que foi tocada ontem no festival pela autenticidade de uns e pela recolha e mistura de influências de cariz tradicional dos temas que foram apresentados durante o Festival. A tradicional Mini, a bifana e as gaitas de fole coloriram a noite na serrania e a organização está de parabéns e faço votos para que esta iniciativa se repita no futuro.

quarta-feira, setembro 28, 2005

Os tempos mudam e mudam os comboios

Em conversa com um amigo meu, este, referia as saudades que tem dos comboios da Beira Alta e Beira Baixa apinhados de gente com os respectivos farnéis e o jeito característico do campo. Pois eu também tenho saudades até um certo ponto das conversas espontâneas que se geravam nesses comboios com destino a Lisboa ou ao Porto. Os miúdos que não paravam quietos nos seus lugares, os pais que desesperavam com a inquietude natural dos seus petizes e acima de tudo as conversas. Estas viagens eram autênticas apanhas da azeitona ou debulhas sobre rodas, ou seja, as conversas que geravam eram similares, apesar dos temas serem diferentes, às conversas que estas pessoas teriam no campo nesses momentos agregadores de pessoas. O senão destes comboios, por vezes, eram os militares e as suas bebedeiras e conversas menos próprias para donzelas de elevada sensibilidade. Actualmente, os Intercidades têem lugares marcados que ninguém respeita mas os lugares estão devidamente separados e as conversas menos estimuladas devido à organização do espaço. Sem desprimor ou qualquer tipo de jocosidade mas, esses comboios antigos providenciavam momentos de elevada comicidade. As conversas eram de chorar a rir e a espontâneadade um autêntico mimo aos ouvidos de cada um. E o Borda D´água? o que é feito desta primorosa publicação? Agora quando é que eu vou saber quando plantar as hortalíças? Os tempos mudam e as pessoas também.

terça-feira, setembro 27, 2005

O A B C do .....

Antes demais devo explicar o porquê de não concluir a frase no título mas, como devem calcular e sem qualquer tipo de pudor, com o advento dos motores de busca na Internet os enresaivados acorreriam a este tasco à razão de centenas por dia simplesmente porque viria aqui escrito a palavra Sexo. Qualquer das vias este pequeno detalhe diz muito acerca do que é discutir o tema "sexo" em Portugal e, invariávelmente, facilmente se caí na argumentação tipo macho, ou então, na não argumentação.
O tema desta posta é o programa acerca do sexo que é transmitido na TVI. Confesso que só vi ainda um programa apesar de ter ouvido aqui e ali que existia um programa televisivo que falava sobre o tema. Devo dizer antes demais que é de louvar este tipo de programas no panorama televisivo, apesar de, como todos os programas de interesse cultural efectivo nas nossas televisões, ser transmitido a horas proibitivas para quem tem que trabalhar de segunda a sexta-feira de manhã. Outro aspecto acerca do programa tem a ver com a forma como este é conduzido, ou seja, dá a sensação que a apresentadora está a explicar o tema sexo para as criancinhas naturais, o que, atendendo ao tabu instalado acerca do sexo, não deixa de ser bem abordado. Todas as pessoas em portugal falam acerca do sexo, umas mais que outras, mas invariavelmente surgem as dúvidas mais absurdas acerca do sexo. O sexo, como tabu que é, não consegue despertar nos Portugueses o mesmo efeito que a Política ou o Futebol despertam transformando os Típicos Tugas em políticos e treinadores de bancada, neste tema, cada qual sabe de si e para si e as conversas são de índole expositivo-exarcebado por parte da facção masculina e expositivo-desejado pela parte feminina espelhando assim os dogmas e a educação machista a que todos estamos sujeitos e que ainda, de certa forma, nos escraviza. Não pretendo que esta posta seja uma crítica negativa em relação ao programa mas sim uma visão própria que eu tenho acerca do programa e, acima de tudo, o que eu despreendo da forma como o programa está estruturado. Antes sequer de ver o facto de a apresentadora abordar os temas como se dirigisse às criancinhas naturais, temos que ver que , em Portugal, neste tema, somos de facto criancinhas pelo pouco conhecimento que os nossos progenitores nos transmitem acerca do sexo e pela educação escolar onde o sexo não é abordado, ou pelo menos não tão abordado quanto devia ser. Em suma, é de louvar a iniciativa e é de transmitir o programa a horas decentes, as horas, o resto pode ser pouco decente porque afinal de contas uma das coisas que sexo tem de bom é essa ausência aqui e ali de decência If you know what i mean.

domingo, setembro 25, 2005

O grande Circo chamado Portugal

Tencionei escrever algumas considerações acerca de alguns acontecimentos ocorridos na semana passada mas, ao idealizar a matriz do texto, reparei que estava perante material de elevada qualidade e com muitos apontamentos de comicidade apesar de se tratarem de assuntos sérios. Isto fez-me pensar acerca do que se passa actualmente no nosso país e concluir que vivemos num circo Monty Python com uma produção gigantesca, à escala de um país, composta por 10 milhões de figurantes. Quando neste país, digo circo sem desprimor para os Circos existentes com palhaços e leões à solta, se produzem como candidatos à Presidência da República dois velhos que parecem tirados de uma produção do Jim Henson, é óbvio que a primeira elação e retirar disto é a de que alguém anda por aí a brincar com todos nós. Errado, ninguém está a brincar com os demais a propósito destas duas candidaturas, pelo contrário, essas pessoas apenas estão raciocinar bem atendendo a ridículo a que chegámos neste país. É importante vermos que, neste circo chamado Portugal, o sério é cómico e o que é cómico é sério. Parece que fomos deslocados para os nossos antípodas e a gravidade não actuou, pelo que, como estamos de cabeça para baixo e pés para o ar, começámos a pensar com os pés em vez de ser com a cabeça ( faço uma pequena nota para referir que, felizmente, a Nova Zelândia ainda usufruí dos maravilhosos efeitos da Lei da Gravidade).
Num país de Fátimas Felgueiras, Majores e Zé Zés Camarinhas a um escala industrial, o rídiculo é norma e o humor irónico e surrealista é lei. Contudo, continuo a preferir o original dos Monty Phyton pelo bom gosto e inteligência nos gagues que compõem os textos. Por cá, esta produção do Circo Monty Phyton que é Portugal, o texto é mau, as piadas muito repuscadas e os actores maus.

Conclusão: Procuram-se guionistas com provas dadas para textos cómicos na produção à escala nacional do Circo Monty Python chamado Portugal.

quarta-feira, setembro 21, 2005

Ignorância

Tenho como princípio basilar da minha conduta diária, e de vida também, o respeito pela opinião dos outros. No entanto, não consigo ser tolerante com opiniões desfazadas e insanas que partam de princípios que em nada tenham a ver com a natureza humana. Nesta categoria coloco o racismo na sua vertente discriminatória que tem a ver com cores de pele diferentes. Esta discriminação é induzida nas pessoas ao ponto de estas criarem fobias em relação a pessoas diferentes do seu padrão autocriado de normalidade. O diálogo nestas circunstâncias é practicamente impossível e a tolerância impracticável sob pena de entrarmos numa situação de demência agravada. Faz-me muita confusão os limites e as divisórias que as pessoas criam na sua relação inter-pares, em especial, as situações de conflito latente entre pessoas de diferentes entre si e que, por isso, se isolam numa espécie de bolha lunar estanque de tudo o que se passa à sua volta. Fui educado a respeitar a individualidade de cada qual que me rodeava, pelo que, o racismo na vertente a que me referi anteriormente, nunca me foi incuntido, e como tal, não tenho preconceito em relação a ninguém que tenha uma tonalidade de pele diferente da minha.
Isto tudo à laia de dizer que cada qual tem a sua onda e devemos respeitar a onda de cada um. Que legitimidade tem alguém para condenar outrém por ser apenas diferente? A única explicação para esta discriminação passa pelo facto de, as pessoas que discriminam, se discriminarem a si próprias por falta de auto-estima. De alguma forma pensam que se estiverem rodeadas de outros individuos iguais a eles que se sentem mais seguros. Isto é patológico creio eu.

terça-feira, setembro 20, 2005

Gripe

O que me aflige mais quando tenho gripes não é a constante verbalização, das poucas palavras que o meu cérebro debita, de uma forma nasalada. Não são os espirros e o nariz entupido mas sim o retardo do meu cérebro. Quando tenho gripe dou por mim a digerir a informação em slow motion o que, no meu cérebro, produz efeitos estranhos. Ontem enquanto via a desgraça leonina na madeira oiço o comentador a dizer que o jogo estava histérico, o que, produziu no meu cérebro uma estranha visão em que via os jogadores a jogarem de saltos altos. Estranha a visão e um pouco stereotipada eu admito mas a gripe puxa de mim o mais estranho e bizarro.

sábado, setembro 17, 2005

Manifestar-me daqui para fora

É hoje que, mais uma vez, se prova que o Homem de Neanderthal ainda está vivo. A Manifestação da extrema-direita contra a adopção de crianças por casais homosexuais, bem como, a tentativa de encerrar o programa Esquadrão G é uma aberração e só me apetece apanhar um táxi

Táxi - Para onde?
Eu - Longe daqui se faz favor.

Em pleno século XXI ainda há pessoas que vivem em pleno século XIX, é incrível e atroz.