sexta-feira, agosto 12, 2005

A laranja de Deus

A cor laranja pinta o movimento que se opõe à retirada de Israel da faixa de Gaza. Não é uma cor qualquer, o laranja, segundo os membros deste movimento, é a cor do movimento que é portadora da voz de Deus que, nesta matéria, se opõe à retirada dos colonatos Judeus da faixa de Gaza. Por detrás desta questão está a organização judaíca nos Estados Unidos que financia o Estado de Israel e controla os lobbies dentro do governo Norte-Americano, protelando e agudizando ainda mais a situação em Israel com o envio de dinheiro que serve para adquirir tanques de guerra combatidos com pedras arremassadas pelos Palestinianos. O terrorismo, em circunstância alguma, é justificável quando vitima inocentes e por este facto recriminável e alvo de repúdio.
O povo judeu viveu uma história trágica de chacinas continuadas por todos os países pelos quais se espalhou fruto da Diáspora. Contudo, isto não serve nem pode servir como elemento moral justificável para a colonização e atitude segregassionista prepertada pelos sucessivos governos israelitas com as devidas excepções. Utilizar o argumento bíblico da terra prometida de Israel para os Israelitas é intelectualmente desonesto, como também é desonesto intelectualemente o argumento dos palestinianos de uma terra deles inteiramente. O ponto da questão é que, como dizia Marx, a religião é o ópio do povo, e nesta questão as mentes estão toldadas pelo fanatismo religioso. Canso-me quando oiço alguns israelitas argumentarem a sua presença nas zonas ocupadas como um desígnio bíblico.

quinta-feira, agosto 11, 2005

Countdown

Faltam 8 dias para ir ter a este pôr do sol. Onde é que fica este pôr do sol? Eu digo depois.



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quarta-feira, agosto 10, 2005

É esquisito

Este periodo que antecede as férias, as minhas pelo menos, é um periodo estranho porque já só se pensa em férias e no trabalho que se tem que fazer para não ficarmos a pensar, durante as férias, no que ficou por fazer. A solução para isto tudo é tirar férias para o resto da vida mas, para o efeito, o Euromilhões dava-me muito jeito, ó se dava!!!

segunda-feira, agosto 08, 2005

Não percebo mas acho piada

Não consigo perceber como, ou porquê, que se extraiem dividendos políticos por causa dos fogos. Todos os anos somos flagelados pelos fogos florestais e, todos os anos, os donos do terrenos florestais deixam ficar os terrenos sem qualquer tipo de cuidado ou prevenção ao limpar o mato e fazer corta-fogos. No entanto, vamos apanhando alguns maduros a polir o balcão de um qualquer tasco com os cotovelos a dizer que a culpa é do Governo. Para quem vive numa cidade a realidade dos fogos pode parecer um pouco distante pois, quem vive na cidade, não se apercebe do estado de abandono em que as florestas Portuguesas se encontram. No tempo do Portugal rural, haviam rebanhos e pastores que levavam os rebanhos para os pinhais e mantinham a mata limpa, actualmente, nada disso acontece devido à desertificação humana do Portugal rural. No estado em que se encontram as zonas florestais Portuguesas nem com a Força Aérea Norte-Americana inteira a borrifar Portugal poder-se-ia evitar os fogos. Quando se diz que existem meios suficientes para o combate ao fogo não se está a mentir, o que se está a fazer é responder a meia pergunta, ou seja, o problema está na prevenção de incêndios através da limpeza das matas.
Os fogos vão ardendo mas a vida continua e o importante agora são as férias no Algarve e o campeonato de futebol que se avizinha. Nisto, há muita prevenção, ou seja, as catástrofes são antecipadas na antevisão de mais um campeonato de Futebol Profissional e todos os adeptos estão atentos aos preparativos para minorar ou evitar a catástrofe. Para além disto, o Futebol nacional, proporciona uma série de poetas da lingua futeboleira como é exemplo um engenheiro da bola, por acaso aquele tuga típico de Lisboa baixinho e de cabelo encarapinhado, a falar de futebol e a fazer prosa ao mesmo tempo. Num artigo escrito por este engenheiro da bola li que, a uma dada equipa de futebol, faltava-lhe imprimir mais textura à cultura táctica da equipa. Isto é lindo, gostava de conseguir inventar termos tão líricos a um jogo que consiste em dar pontapés numa bola, é extraordinário.

sexta-feira, agosto 05, 2005

Como eu gosto do Verão

O Verão traz todos os anos duas coisas na minha vida, os emigrantes e os fogos. Os primeiros a falarem françoguês pelas ruas e a alertarem a Ivettes Carinas que vão tombé, e o segundo a impestar o ar com fumo. É impressionante mas, o verão consegue trazer duas coisas que me irritam sob maneira. Os emigrantes como espelho da mediocridade do povo Português e os fogos como espelho da mesma mediocridade do povo Português.
É impressionante a forma como se deixa um país inteiro a arder por falta de ordenamento do território e gente sem escrupulos. Se é verdade que ardem muitos hectares de zona arborizada, também é verdade que, essas zonas de monoculturas de eucalipto e Pinheiros não fazem assim tanta falta quanto isso. O que é necessário, em especial no Interior do País, são florestas com ecosistemas sustentáveis e geradores de riqueza. Tomem como exemplo um eucaliptal, este, gera riqueza apenas um vez de 12 em 12 anos, e as pessoas que vivem em redor do eucaliptal, dele, extraiem pouca riqueza pois, os eucaliptos, servem de matéria-prima para grandes fábricas de pasta de papel no litoral onde estam os postos de trabalho. Em vez do Eucaliptal se estiver uma floresta, esta, é uma fonte de receita local pois permite a sua exploração sustentável em termos de fornecimento de madieras para carpintarias, Turismo, produtos naturais e um ecosistema saudável com flora e fauna abundante. O problema aqui em Portugal é que ardem os eucaliptais e as zonas de Pinheiros e no seu lugar crescem umas árvores esquisitas que alguns chamam de empreendimentos turísticos ou casas.
Os emigrantes habituados a outro país onde tudo é automatique, inundam as ruas com o mais puro chavascal e carros enfeitados com muitos motivos Kish. É estranho verificar a forma insistente como os emigrantes se esforçam para falarem françês e talvez tentarem passar-se por franceses, penso eu. Revela uma falta de cultura, aliás, revela uma cultura boçal e mediocre que essas pessoas têm.

Como eu gosto do Verão

O Verão traz todos os anos duas coisas na minha vida, os emigrantes e os fogos. Os primeiros a falarem françoguês pelas ruas e a alertarem a Ivettes Carinas que vão tombé, e o segundo a impestar o ar com fumo. É impressionante mas, o verão consegue trazer duas coisas que me irritam sob maneira. Os emigrantes como espelho da mediocridade do povo Português e os fogos como espelho da mesma mediocridade do povo Português.
É impressionante a forma como se deixa um país inteiro a arder por falta de ordenamento do território e gente sem escrupulos. Se é verdade que ardem muitos hectares de zona arborizada, também é verdade que, essas zonas de monoculturas de eucalipto e Pinheiros não fazem assim tanta falta quanto isso. O que é necessário, em especial no Interior do País, são florestas com ecosistemas sustentáveis e geradores de riqueza. Tomem como exemplo um eucaliptal, este, gera riqueza apenas um vez de 12 em 12 anos, e as pessoas que vivem em redor do eucaliptal, dele, extraiem pouca riqueza pois, os eucaliptos, servem de matéria-prima para grandes fábrica de pasta de papel no litoral onde estam os postos de trabalho. Em vez do Eucaliptal se estiver uma floresta, esta, é uma fonte de receita local pois permite a sua exploração sustentável em termos de fornecimento de madieras para carpintarias, Turismo, produtos naturais e um ecosistema saudável com flora e fauna abundante. O problema aqui em Portugal é que ardem os eucaliptais e as zonas de Pinheiros e no seu lugar crescem umas árvores esquisitas que alguns chamam de empreendimentos turísticos ou casas.
Os emigrantes habituados a outro país onde tudo é automatique, inundam as ruas com o mais puro chavascal e carros enfeitados com muitos motivos Kish. É estranho verificar a forma insistente como os emigrantes se esforçam para falarem françês e talvez tentarem passar-se por franceses, penso eu. Revela uma falta de cultura, aliás, revela uma cultura boçal e mediocre que essas pessoas têm.

quarta-feira, agosto 03, 2005

Ora vejamos

É natural e de salutar sempre a curiosidade que muitos de nós temos por culturas diferentes da nossa. Por vezes, essa curiosidade, reveste-se de algum exotismo, e é também, alvo de alguns mitos urbanos curiosos por sinal. Lembro-me de uma história que me "venderam" por verídica, mas que, não a posso confirmar, pelo que, irei contá-la sem mencionar muitos detalhes quanto à identidade das pessoas envolvidas. Numa festa com vários convidados dos corpos diplomáticos em Londres, a esposa de um diplomata inglês que esteve na China, apresenta ao pescoço um medalhão dado numa recepção a que esta tinha estado em Pequim por um alto dignatário do governo chinês. Nesse medalhão constavam caracteres chineses que a senhora não compreendia, mas que, qualquer das vias, a senhora, apavoneava-se com o referido medalhão com muito orgulho. Nessa mesma festa a senhora mostrou o medalhão a um individuo que lhe dissera que tinha estado muitos anos na China, e daí resultou a seguinte conversa:

Senhora: Esteve na China? Que interessante eu também estive na China com o meu marido e até me ofereceram um medalhão quando me fui embora. Quer ver?
Senhor: Com certeza.

Após rápido exame ao medalhão o Senhor vira-se para a senhora e pergunta:

A senhora sabe o que está escrito neste medalhão?
Senhora: Por acaso não sei mas já agora poderia traduzir o que está escrito no medalhão.
Senhor: Com certeza. O medalhão diz: Licença sanitária de prostituição nº1

Como podem ver é preciso algum cuidado com o que se veicula acerca de uma cultura diferente, pois, como já vimos, essa cultura poderá ser veiculada com algum folclore à mistura.
Equívocos são muitos quando nos deparamos com culturas diferentes e por vezes episódios estranhos sucedem-se como é exemplo a atribuição do nome Canguru ao marsupial mais popular da Austrália. Ao que parece, canguru foi a resposta que um aborigene deu à pergunta que um Inglês colocou ao indagar que bicho saltitão era aquele. Ora, Canguru na língua aborígene significa " Não Percebo" e desde então chamamos "Não percebo" a um animal, o que é estranho. Isto estende-se aos nomes índios de certos animais que, dá-me a impressão, sofreram alguma adulteração senão vejamos: Jaguar na língua Maia quer dizer animal que mata com um pulo. Quanto a mim há aqui alguma coisa estranha, ou então, os maias eram muito poupadinhos a falar.

terça-feira, agosto 02, 2005

Graus

Vivemos num país em que se discutem graus académicos em vez de se discutirem competências e qualificações técnicas. São os resquícios de uma Velha Senhora que, num país de analfabetos, idolatrizou os doutores, vulgo licenciados. Se na restante europa um em cada três jovens detém uma licenciatura, em regra não superior a três anos, por cá apenas 15% dos jovens entre os 30 e os 35 anos de idade têem uma licenciatura. Se por cá ainda é um escândalo ter licenciados no Desemprego, na restante Europa, dois em cada três licenciados desempenham funções diversas da sua área de formação e salário. São as realidades que são distintas e Portugal que se mantem agarrado ao velho estar de coisas. Por cá o ensino superior é cada vez mais caro e sem qualquer tipo de orientação em termos de conteúdos lecionados e de quem leciona. Vive-se na espectativa que uma licenciatura é o mesmo que o Santo Graal, por artes mágicas, alguém fica enbuído da sabedoria máxima, por efeito de hosmose, de todo o conhecimento incontestável que necessita para se elevar a um plano próximo do Olímpo. Algo tem que mudar radicalmente em Portugal.

segunda-feira, agosto 01, 2005

Aí

Mim doer a cabeça, mim não querer trabalhar hoje, mim ter bebido demasiado ontem, mim querer ir embora.

quinta-feira, julho 28, 2005

Bonding

O meu pai é um fanático da pesca "desportiva". Um dia levou-me à pesca numa barragem, e para o efeito, comprou-me um cana de pesca tamanho infantil. Eu, grande entusiasta da pesca desportiva, adormeçi com a cana na mão, desde então, coloquei de lado a minha carreira na pesca desportiva. Sempre gostei de actividades mais enérgicas, ao contrário da pesca, por isso, quando ia à pesca com o meu pai divertia-me à brava na medida em que, o meu pai, mandava para o outro lado do rio, ou da barragem, para eu brincar. Como a minha brincadeira, invariavelmente, era chapinhar na água ou atirar pedras ao rio ( sempre achei curiosa essa fixação de atirar pedras ao rio, toda a gente o faz, e quando o faz, fá-lo instintivamente.), o meu pai, esperto como ele é, sabia que o filhote, que sabia nadar, iria afugentar os peixes do outro lado do rio direitinhos para o lado onde o meu pai estava. Isto sim, é bonding pai-filho porque de resto, pesca, nem vê-la, sempre me fez confusão aquele desporto que consiste em espetar um granpo afiado na boca de um peixe a troco da ilusão de um almoço fácil, do peixe e do pescador mais tarde é claro.
Os meus tios são caçadores e chegaram a levar-me à caça. Num desses dias, fomos à caça do coelho, ou melhor foram eles porque a arma era maior que eu quase, e, de princípio, achei graça à coisa porque conseguia ver os animais de mais perto, sempre no mais profundo silêncio. A coisa estava a correr bem até que o meu disparou a arma e matou um coelho. Fiquei chateado com o meu tio, bolas tanto pé ante pé para chegar ao pé do coelho e vê-lo a correr e a saltar para que, num segundo, um tiro desfizesse o desgraçado do animal. Desnecessário será dizer que caça ficou fora do roteiro de bonding da minha família daí para a frente. Em alternativa, levaram-me ao tiro aos pratos, isso sim, partir a loiça toda!!! sempre gostei de partir a loiça toda. Encontraram o bonding perfeito para a criancinha. Mais tarde, cheguei a partir uns pratos com a arma e, isso sim, é que é um desporto.

quarta-feira, julho 27, 2005

Um gesto bonito

O Governo Português vai autorizar o estado Espanhol a utilizar água da Barragem do Alqueva para regar os campos agrícolas de Vilar del Fresno. Sabendo de antemão que, o estado espanhol, efectua transvases de água do rio Tejo e do rio Douro para o Sul de Espanha e que colocou duas centrais nucleares junto da nossa fronteira, utilizando a água dos dois maiores rios Portugueses, digamos que, em muito, contribuí para a excelente qualidade da água desses dois rios, mesmo assim, o estado Português, autorizou a utilização da água de Alqueva para regar os campos agrícolas de Espanha. Que gesto bonito, sim senhor!!!

terça-feira, julho 26, 2005

Crise existencial

Como um adolescente, Portugal, atravessa uma crise existencial. Incapaz de produzir figuras políticas capazes de mobilizar a população em torno de uma causa, de um objectivo, vemos hoje o renascer das aves sagradas, os fénixs, da política de outrora. Cavaco Silva e Mário Soares aperfilam-se como candidatos ao cargo de Presidente da República Portuguesa. Ambos figuras proeminentes no seu tempo, vão agora entrar em batalha para um cargo fora do seu tempo.
É preocupante a incapacidade de se produzirem novos líderes em Portugal, colocando assim em risco a transição natural dos tempos que se avizinham. A apatia reina num país onde os partifos políticos elegíveis. pela sua dimensão, são governados pelos mesmos e velhos caciques, abafando a renovação. É complicado assim!

sexta-feira, julho 22, 2005

TGV

Ainda não consegui perceber, concretamente, o interesse estratégico que o comboio de alta velocidade poderá ter em Portugal. Tendo em conta a dimensão do nosso território, um comboio de alta velocidade no percurso entre Lisboa e o Porto nunca conseguirá atingir a velocidade máxima. Para mais, o argumento que o Primeiro Ministro deu ao país, dizendo que se os outros têm, Portugal não poderá ficar atrás, é falacioso ao ponto de, imaginem, se os outros todos tiverem um par enorme de cornos, nós, teriamos que arranjar um par de cornos enormes para não ficarmos atrás. Não ponho de parte, num cenário de grande expansão económica, que não é o caso actualmente, que se coloque como hipótese o comboio de alta velocidade, mas não agora com o país no estado que está.

quarta-feira, julho 20, 2005

Estalou o verniz

Na edição de 20 de Julho de 2005 do Jornal de Notícias, página 31, foi publicado um artigo acerca de uma febre da blogoesfera em Coimbra, cujo título do artigo é " Insultos e revelações ao alcance de todos". Neste artigo refere-se o início de uma investigação por parte da Polícia Judiciária devido ao conteúdo de alguns comentários, difamatórios crêem, anónimos publicados neste post do Blogue Ponte da Europa. Pela leitura que fiz do referido post, o autor do post, aparentemente, de nada é culpabilizável, no entanto, os comentários são lesivos e estrapulam o que poderá ser tido como opinião. A juntar a tudo isto, vem o facto de, os referidos comentários, terem sido postados sem identificação.
Este género de questões, em torno da blogoesfera, já foram inúmeras vezes levantados sem grande transtorno para a blogoesfera pois nesta continuam a proliferar estes, e outros, tipos de blogs. Sinceramente, o que se pretende fazer acerca deste questão do insulto e levamtamento de suspeitas em torno de pessoas que, normalmente, não se poderão defender? Creio que pouco ou talvez nada a não ser travar a liberdade de expressão pura e simples pois, poder-se-á abordar uma questão, insinuando, ou então, fazendo levar à tona uma série de coincidências. O problema aqui reside nos comentários e comentadores que, por vezes, primam pela falta de bom senso naquilo que escrevem, comprometendo os autores dos blogs, sem deixarem uma identificação. Claro está que, a identificação, não será mais do que um nickname mas, qualquer das vias, não é um comentário do género toca e foge, muitas vezes cobarde quando insulta o autor ou os visados num qualquer post. Não sou a favor da instauração de regras/leis para a Blogoesfera mas apelo sempre ao bom senso e alguma frontalidade. Que fácil é chegar a um blog que começar a deixar comentários insultuosos e depois fugir mas, todavia, que fácil é alguém chegar à porta de alguém e deixar um cartaz com algo insultuoso escrito acerca de alguém que lá vive. Tem exactamente a mesma gravidade e o mesmo grau de cobardia. Também há que ver que somos bombardeados todos os dias com insinuações, actos cobardes e outras afirmações que tais por quem deveria dar o exemplo e não dá. Agora quem é que deverá perder o piu? Quem não tiver pecados que atire a primeira pedra.

terça-feira, julho 19, 2005

Cabeças de vento

Até à data, em Portugal, os nossos governantes têm sido uns autênticos cabeças de vento por não terem implementado a energia eólica em Portugal. O anúncio por parte do actual executivo da instalação de dois mil moinhos de vento para gerarem cerca de 30% da energia consumida em Portugal deixou-me muito satisfeito. Relativamente às vantagens ou desvantagens deste género de produção de energia eu estou entusiasmado em virtude de se reduzir o consumo de petróleo e assim diminuir a poluição. Por fim, resta-me dizer apenas, Até que enfim!!!!!!
Este tipo de produção eléctrica é limpa e rentável, o que, trás imensas vantagens para um país como o nosso tão dependente do petróleo.
Este projecto de produção de energia, através do vento, é entusiasmante em virtude de, através dos moinhos de vento, se poder produzir hidrogénio pelo processo de electrólise, e assim, poder munir a Carris e os STCP com veículos movidos a hidrógenio. Claro está que os lobbies do petróleo e do gás irão espernear mas o executivo tem que se manter firme nesta matéria, caso contrário, irá pagar a factura política bem cara.

segunda-feira, julho 18, 2005

Speed Dating

Já mencionei uma das novas abordagens da Pós-modernidade em relação às amizades, agora, vou mencionar uma que envolve conhecer a outra cara-metade. Speed dating é um conceito Norte-Americano, só podia ser Norte-Americano pela concentração tão elevada de idiotice que contém, que visa promover encontros entre pessoas que não têm tempo para conhecer as suas respectivas caras-metade. Este "sistema" consiste num local onde as mulheres estão sentadas em mesas numeradas, como também estão numeradas as respectivas mulheres, e os homens então dirigem-se a cada uma das mesas e encetam meia dúzia de palavras, em jeito de conversa, mas que, estas "conversas", só podem durar 4 minutos e não podem fazer perguntas de índole sexual ou convidarem directamente as pessoas em causa para um encontro tórrido, superior a 4 minutos calcula-se, sob pena de serem banidos do sistema. Vendo a coisa pelo lado positivo, alguns dos clientes poderão ter sorte e, no caso de agradarem, terão a possibilidade de ser marcado um encontro, este sim, com mais de 4 minutos.
Nos leilões de gado vivo, as vacas têm números e os potenciais compradores têm números também. As vacas desfilam, com a prévia brochura acerca da origem desta distribuída antes do leilão, num recinto fechado por breves minutos também. A semelhança entre um leilão de gado e este sistema do Speed dating é assustadoramente próxima, o que, poderá levar a concluir que, num dos casos poderemos encontrar a cara-metade ou a vaca da nossa vida penso eu de que...
Estes romanos são loucos!

sexta-feira, julho 15, 2005

Cada techo tem a sua panela

Ainda não escrevi nada acerca do episódio infeliz do anúncio, por parte da Fundação Calouste Gulbenkian, de pretender acabar com a sua companhia de Bailado. Creio que não é necessário explanar o quanto Portugal poderá perder com o encerramento desta Companhia de Bailado. O que eu guardei na memória durante estes dias foram duas coisas muito importantes. A primeira tem a ver com a petição que corre online e a manifestação que ocorreu em Lisboa para demover a Admnistração da Fundação Calouste Gulbenkian desta ideia peregrina. A segunda tem a ver com o hipotético aproveitamento político que alguns políticos da praça viram neste episódio.
Quer queiramos ou não, a Fundação Calouste Gulbenkian é uma Instituição da esfera privada e, infelizmente, poderá tomar este tipo de decisões sem que tenha que dar satisfações à população. É triste mas em Portugal é assim porque, e isto é que é o ponto da questão, a cultura é feita por privados porque, da parte do governo Português pouco ou nada é apoiado, ou quando é apoiado, é sempre sub-apoiado e assim faz-se pouca coisa. O cerne da questão aqui está no facto do Estado Português não disponibilizar os meios suficientes para termos efectivamente cultura neste país. Ao invés disso, pagamos repórteres do canal estatal para passarem férias no estrangeiro sempre que há um episódio qualquer de relevância, se é que, por vezes,esse episódio é minimamente relevante. Cultura neste país é contratar uma fadista qualquer para cantar um fadinho num programa qualquer de televisão e falar acerca do saudosismo fadista e da tradição. Nunca passou pela cabeça de qualquer político que, uma companhia de bailado, e não só, é fundamental para o país. Para muitos isto pode parecer efémero e desregado do que é essencial mas o facto é que um povo que não cria, que não se expressa, definha e isto é que está a acontecer em Portugal. A dança, o teatro, o cinema são formas de expressão artística que promove a criatividade de quem faz e de quem vê e, essencialmente, de quem vê é que se deve estimular essa criatividade. Um povo cinzento definha, vamos colorir Portugal com Cultura.
Por fim, digo a todos os políticos que gostam de aparecer na televisão chocados com o encerramento da companhia de Bailado que, em vez de se aproveitarem deste episódio para darem uma imagem de grande preocupação pela cultura neste país, apresentem projectos para a criação ou apoio de companhias de bailado, escolas de bailado estatais porque, a cultura é efectivamente necessária, não é um luxo para alguns.

quarta-feira, julho 13, 2005

Fazer amiguinhos(as)

Circulam por aí inúmeros serviços de amizade online prometendo, a quem adere, a possibilidade de conhecer inúmeras pessoas e quiçá o amor da vida. É estranho todo este conceito de conhecimento online, se por um lado até se mantem alguns conhecimentos vindos via Internet, por outro lado todo este sistema é uma falácia. Se pensarmos no princípio básico do sistema, ou seja, o profile das pessoas, estes, nunca dizem que se pessoa é humana com todas as virtudes e defeitos que esta condição encerra. Curioso seria um dia encontrar um profile de uma pessoa que dissesse que tem mau hálito logo pela manhã, ou que, tivesse mau feitio, todos afirmam ser muito alegres, sensíveis e gostam todos(as) de ler até que se pergunte o que estes(as) estão a ler.
Não querendo ser um bota de elástico, como é que se conhece uma pessoa, que não se vê, por mera conversa de circunstância via Internet. Para mim é um pouco estranho todo este conceito, prefiro observar o que uma pessoa escreve ou diz, e depois, deixar que a curiosidade cresça para ter vontade de conhecer. Qualquer das vias, isto, transporta-se para a vida do dia a dia quando, numa fila qualquer de um qualquer local onde se tem que esperar inevitávelmente, se enceta uma conversa de circunstância com alguém e, a uma dada altura, olha-se a outra pessoa nos olhos e vê-se que essa pessoa deverá estar a pensar que se está a bater couro, if u know what i mean. Para quem, como eu, mete conversa com toda a gente sempre na desportiva, é estranho verificar este fenómeno que faz com que as pessoas se mantenham afastadas entre si, e que, guardam para estes momentos, a feliz indulgência a outrém para deixar que essa pessoa converse com esta porque, afinal, o jogo tem uma pontuação diferente. Não suporto dar conversa por dar apenas e tão pouco bater couro, já não tenho paciência para isso e as conversas geralmente não têem ponta por onde se lhe pegue.

terça-feira, julho 12, 2005

Mais um bocadinho de verão

Como na posta anterior houve um cliente insatisfeito, vamos ver se desta a clientela do tasco fica mais satisfeita.



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segunda-feira, julho 11, 2005

O Verão

Decidi fazer uma composição estilo escola primária acerca do verão. O verão é bonito, o verão é muito fixe, no verão vamos à praia. No entanto, o melhor do verão são mesmo as hormonas e feromonas que pairam no ar.

Eis o melhor do Verão.


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sexta-feira, julho 08, 2005

Sonho ou realidade

Os acontecimentos em Londres poderiam dar tema para um post mostrando o quão vil e cobarde acto perpetrado pelos terroristas em Londres. Daria também um bom post para falar acerca do tremendo erro que foi a intervenção no Iraque e o repúdio que todos nós sentimos pelas 12.000 vítimas do terrorismo naquele país mas, apesar de tudo, não quero escrever acerca disso. Os acontecimentos de ontem em Londres fizeram-me ter uma conversa com os meus botões e chegar a uma conclusão edílico-pueril do género o que eu gostaria de ser quando fosse grande. Como em termos profissionais já tenho aquilo que quis, deixando de parte a carreira de astronauta que eu escolhi quando tinha 8 anos de idade, actualmente tenho uma profissão que eu adoro e que me satisfaz. Sabendo que já sei e sou o que sempre quis ser, o que é que eu gostaria ser quando fosse grande? Ser, não tanto, mas fazer sim. Então o que eu gostaria de fazer, edílicamente, quando fosse ainda maior:


  1. Entrar no meu carro movido a energia eléctrica ou hidrogénio, enfim qualquer carro desde que fosse ecológico, e seguir viagem para o trabalho ou para um passeio.
  2. Ver o noticiário e as notícias não serem de fome, morte, guerra ou exploração neo-colonialista dos países do ocidente, ou de qualquer país que fosse.
  3. Gostaria que o exercício do poder não fosse controlado por grupos de intenções duvidosas.
  4. Gostaria de ter cerveja ou whiskey canalizado para não ter que ir ao supermercado quando há festança em casa.
  5. Gostaria de percorrer as ruas de qualquer cidade e ver as pessoas confiantes e alegres ao contrário do que vejo hoje em dia.

É infantil e muito aéreo mas digo-vos que sonhar faz bem a toda a gente. De todas as coisas que enumerei tenho a perfeita consciência que muitas não serão concretizadas e que, atendendo aos líderes mundiais que temos, mais fácil será ter cerveja canalizada do que acabar com o neo-colonialismo e o neoliberalismo vigentes hoje em dia. Pelo menos será mais rápido creio eu.

terça-feira, julho 05, 2005

Verão castanho

Se no século XVIII, as mulheres, envenenavam-se com enxofre para ficarem brancas, actualmente, as mulheres, envenenam-se com o Sol, natural ou artificial, para ficarem chamuscadas, aliás, não são só as mulheres os homens também gostam de tostar ao Sol. Na praia, se formos a ver bem, as pessoas parecem focas deitadas na praia, deitam-se ao sol, coçam-se, e no final mudam de lado para ficarem tostadas uniformemente. Pessoalmente, praia, é a partir das cinco da tarde até às oito pelas vantagens nítidas que este horário oferece. Neste horário, evitam-se as criancinhas a embrulharem-se a si e aos que estão ao seu redor de areia em quantidades industriais, evita-se levar boladas dos amáveis trolhas que vão jogar futebol na praia com calções à surfista e óculos escuros. Para mais, neste horário, o Sol não me incomoda tanto, o que, para mim é muito bom porque quando vou para a praia fico vermelho reflector na primeira exposição, vermelho e branco na segunda exposição e castanho após 15 dias de praia, mas como eu farto-me de praia logo após a primeira semana, a cor constante para mim é o vermelho.
Na Alemanha é que há um solário em cada esquina, aliás, nunca vi tantos na minha vida mas percebe-se atendendo ao clima alemão pouco solar digamos. Por mim passavam as senhoras vindas desses solários. tinha pena delas pois parecia que tinham-nas posto dentro de um micro-ondas no programa de descongelação durante 30 minutos, estavam queimadas e não tinham aquele bronzeado dourado que eu aprecio pessoalmente, a pele parecia envelhecida. Acho curioso, bem como, curioso estou, em tentar adivinhar o que será a moda nos próximos tempos em termos de tonalidades para a pele. Se nos séculos passados a palidez era moda, actualmente, a queimadura solar é a trend dos tempos. O que será no próximo século?

domingo, julho 03, 2005

Será que a pobreza acabou ontem?

A questão em volta da organização de um evento, como é o caso do LiveAid, situa-se sempre na quantidade de fundos que se geram em torno de uma causa. No entanto, temos que pensar sempre na forma, se é que existe uma forma viável nas circunstâncias actuais, de fazer com que os fundos efectivamente cheguem às populações realmente necessitadas. O primeiro LiveAid foi um fiasco no que toca à distribuição dos fundos às populações necessitadas porque muitos dos fundos ficaram no caminho ou foram desviados pelos governos e exércitos em guerra. Este ano, a questão mantêm-se, ou seja, como é que serão distribuídos os fundos e será que os fundos chegam às populações. Pessoalmente, creio que a melhor forma de auxiliar as populações necessitadas é através de projectos que permitam furar o ciclo de pobreza instalado nos países subdesenvolvidos. No entanto, esta ideia é sempre um pouco efémera, na medida em que, se não mudarmos as razões estruturais que provocam a pobreza, o auxílio pontual, de pouco servirá. A reunião do G8 será realizada, e que melhor altura para movimentar as pessoas em torno dos perigos que o presente modelo de Globalização apresenta, senão agora e durante o LiveAiD. Não podemos ter a ilusão que perdoando a dívida externa dos países subdesenvolvidos que estaremos a ajudar efectivamente esses países. A maior parte das dívidas externas, nesses países, são originadas pela venda de armamento para alimentar guerras, na sua maioria, sustentadas pelos países desenvolvidos, bem como, pelas dívidas que esses países têm na aquisição de medicamentos para combate às muitas doenças que assolam extensos territórios e populações. Não posso conceber que um país africano, pobre, pague tanto ou mais por um medicamento essencial que poderá salvar as vidas de muitos milhares de pessoas, apenas porque, a indústria farmacêutica pretende ganhar milhões extras com a miséria das populações.
Outra questão apensa a este tipo de eventos tem a ver com a capacidade de mobilização do público em torno de uma causa, ou será, em torno de uma série de bandas? Esta dúvida paira em torno do LiveAid e creio que é inevitável a politização deste tipo de evento. É óbvio que a politização deste tipo de evento não é, nem pode ser, feita sob os velhos modelos de esquerda versus direita, mas sim, em torno de um movimento de desobediência cívica que pressionará todos os partidos a encarem a necessidade extrema em modificar o modelo de globalização que se está a aplicar. A busca de lucro fácil sob a capa de uma globalização que abrirá as portas à livre circulação de produtos entre os vários países mundiais, é uma falácia se, essa circulação de produtos for feita no pressuposto da exploração de mão-de-obra barata. A mão-de-obra, a nível mundial, não poderá continuar a ser barata, pois isso cavará cada vez mais o fosso entre ricos e pobres. A globalização deverá permitir o nivelamento, o mais próximo possível, para que esses países produzam e sejam consumidores. Não se pode sustentar a situação actual em que, algures no Paquistão, um trabalhador paquistanês, provavelmente uma criança, não tem o dinheiro suficiente para comprar uma dos milhares de bolas de futebol que produz, é um contra-senso. Por fim, utilizar slogan dizendo que hoje vamos acabar com a pobreza, tenham paciência e não gozem com a situação.

A desobediência civil não é um fetiche, é um dever que todos os cidadãos devem exercer quando está em causa a dignidade humana, seja no nosso país ou em qualquer outro ponto do globo, pois, isso, afecta directamente todos nós.

quinta-feira, junho 30, 2005

Esperem lá

De cada vez que vemos nos noticiários uma qualquer Instituição da luta contra uma doença qualquer, estes, dizem sempre que existem um milhão ou meio milhão de afectados/infectados em Portugal. Sem disprimor pelo trabalho que essas Instituições prestam a quem padece dessas maleitas todas que eles indicam, não deixo de estranhar os números. Vendo bem a questão, se somarmos os milhões de todos que indicam como afectados/infectados pelas várias maleitas, Portugal, tendo 10 milhões de habitantes, facilmente chegariamos aos seguintes raciocínios:

  • Todos os Portugeses são doentes
  • Cada português padece de cancro, lupus, reumático, doenças cardio-vasculares, unha encravada, mau olhado, febre tífoide, diabetes, entre outras doenças, ao mesmo tempo!
  • Não há Portugueses saudáveis parece.

Volto a afirmar que o trabalho que estas Instituições prestam é de uma mais-valia notável mas, um milhão de cada vez, é um pouco exagerado creio eu.

quarta-feira, junho 29, 2005

E novidades?

Sem haver provas vindas ao lume pela comunicação social, creio eu que, na consciência de muitos existe a ideia que em Angola existe corrupção e que José Eduardo dos Santos é corrupto. Pois agora veio ao lume mais um par de luvas do Presidente da República Popular de Angola. Já não bastava a questão da ELF em que o presidente do Conselho de Administração da petrolífera Francesa demitiu-se quando foram descobertos os contratos de exploração do Petróleo de Cabinda que atribuiam 1 franco suiço por cada barril de petróleo extraído em cabinda para a conta pessoal de José Eduardo dos Santos na Suiça. Agora é o tráfico de armasda Ex-União Soviética para Angola.
Nunca desejei a morte de ninguém mas, quando Savimbi foi morto, causou-me uma sensação de alívio, ou seja, parte do problema estava resolvido. Agora falta resolver a outra parte do problema.

terça-feira, junho 28, 2005

Perdido mas não por muito tempo

Confesso que é difícil para mim perceber muito do que se passa actualmente no país e ao meu redor. Nas últimas semanas tenho sido um misto entre o Robot do Buck Rogers e o Papa-léguas de tanto trabalho que tenho tido. Em conversa com uma amiga minha, ela diz-me “� estás alheado das pessoas�� e eu fiquei a pensar nisso tudo. De facto, tenho estado alheio a muito do que se passa à minha volta ultimamente, o meu sentido crítico está muito fraco. Inclusivamente este blog tem sido um pouco negligenciado. Sinto muito a falta dos serões de discussões acerca de livros, pensamentos, política, gajas (ah pois!) e acima de tudo, do cenário burlesco que eu e um grande amigo meu criávamos ao improvisar conversas entre várias personagens, fictícias, do folclore nacional. Para mais, este afastamento, tem vindo a diminuir os meus parâmetros da paciência sobre muitas coisas e muita gente. Sou um tipo estranho de facto, mas quando perco o meu sentido de humor, aí sim é que me torno muito estranho e de vez em quando parece que vejo a Nossa Senhora em cima de uma azinheira vestida de cabedal preto e chicote. Preciso de férias está visto.

segunda-feira, junho 27, 2005

Orçamento de Estado

A tarefa de elaborar um orçamento de Estado é, por si, complicada e muito minuciosa. No entanto, é elaborado um orçamento que prevê o que se vai gastar e como, tendo em conta, o que é capatado em termos de receitas. Aqui é que está o busilís da questão, ou seja, num país como o nosso é que a fuga ao fisco é uma Intstituição e um modo de vida, prever receitas é muito complicado. Para ilustrar a dificuldade na captação dos impostos em Portugal deixo-vos este quadro com a bandeira nacional. Não quero todavia deixar de mencionar um dado importante. O problema oraçmental de Portugal tem dois factores importantes que influenciam o descontrolo total. A fuga aos impostos e a má utilização dos dinheiros públicos. A culpa não nasce orfã neste caso.


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O que se passa?

Será só o meu computador ou o Google e o Blogger andam marados? Ultimamente as letras aparecem com um tamanho descomunal.

sábado, junho 25, 2005

Gerações tipo

Um conselho de amigo, nunca se atrevam a comparar gerações. O caminho a percorrer ao fazer a comparação entre duas gerações é muito penoso e infrutífero, pois, como devem já saber, muitas vezes não há comparação possível. Qualquer das vias, olhamos sempre as diferentes gerações da nossa a que pertencemos e o desejo está lá. O desejo da comparação para reforço de pertença a uma ou outra geração é demasiado apelativo para sequer deixar de pensar acerca do assunto. Nunca tive muito a mania de ter aquele tipo de conversas no género “ no meu tempo é que era�, qualquer das vias, no meu tempo é que era porque foi meu, estive lá, percorri esse tempo com o entusiasmo de um miúdo que entra numa pastelaria com carta branca para comer o que quisesse. Actualmente, a geração mais jovem do que a minha, apesar de eu ser jovem, pelo menos até aos 90 anos se lá chegar, é diferente da minha como não podia deixar de ser, os tempos são outros. Uma tarde e uma cervejola na companhia de gente de várias gerações, entre as quais, malta da geração mais nova, permite encetar conversas produtivas, no entanto, aquela mania de começar ou acabar uma frase com a palavra “tipo�, acreditem, à trigésima vez que oiço aquilo passo-me para um estado de transe hipnótico e a palavra persegue-me. De resto, os comportamentos são iguais em tempos diferentes.

terça-feira, junho 21, 2005

And the winner is....

Num estudo realizado recentemente, os Portugueses, aparecem em primeiro lugar como o povo que mais se irrita com as situações do dia a dia seguidos imediatamente dos ingleses. Até parece que nós Portugueses abrimos o vidro do carro para insultar o condutor ou o transeunte que vai a atravessar-se no caminho ou na passadeira, se for o caso de um transeunte. Este relatório está publicado no Fennia.

segunda-feira, junho 20, 2005

Prova Oral

Quem já estudou, ou estuda, no ensino Superior, sabe o que é uma prova oral. Nestas ocasiões há sempre uns maduros(as) que nos presenteiam com umas respostas dignas de uma boa comédia familiar. Qualquer das vias, a brincar se dizem coisas sérias e as calinadas denotam duas coisas, deficiências na preparação dos alunos para o Ensino Superior e falta de preparação própria, vulgo cultura, dos alunos. Não é só o ensino que está mal, os alunos também estão mal pela falta de conhecimentos que estes deverão adquirir por eles próprios.

Eis as calinadas nas provas orais de Direito de várias faculdades:

  • Prova oral da cadeira de Direito Constitucional, uma universidade privada de Lisboa:- O que aconteceu no 25 de Abril foi o início do regime autoritário salazarista. Mas quem subiu ao poder foi o presidente do então PSD, Ã�lvaro Cunhal, que viria a falecer em circunstâncias misteriosas no acidente de Camarate.
  • Prova oral de Direito Constitucional, numa universidade lisboeta:- O Presidente da República pode ir passar três meses de férias nas Caraíbas?- Não, porque ia ter muitos problemas com a obtenção do visto. Só se o presidente da Assembleia da República metesse uma cunha para ele conseguir o visto de permanência.
  • Universidade privada do Porto, curso de Direito:- Como é que são assegurados os trabalhos da Assembleia da República entre 15 de Julho e 15 de Outubro?- Quase não há trabalhos durante o Verão. Os únicos trabalhos que há da Assembleia, durante o Verão, são umas reuniões na casa do Dr. Mário Soares, no Vau. Mas é sempre difícil fazer as reuniões, porque a casa é muito pequenina e tantos políticos juntos provocam muitos problemas de segurança.
  • - Diga-me por favor o que é a Nato.- É a Organização do Tratado do Atlântico Norte.- E a OTAN?- (o examinado, depois de pensar demoradamente) Bem, aí a doutrina divide-se.
  • Faculdade de Direito de Lisboa. É procedimento habitual nas faculdades de Direito o professor terminar a exposição de casos práticos nas provas orais com a expressão "quid juris?" ("o que é de direito?"). Em anos consecutivos de prestação de provas orais com o mesmo professor, uma aluna respondia ao "quid juris" do examinador com um misterioso "obrigado". Ao 3º ano do curso, questionada, pelo cada vez mais estupefacto examinador, a aluna respondeu que julgava que a expressão em latim significava um amistoso "boa sorte".
  • Prova oral do 1º ano de Direito Constitucional, Faculdade de Direito de Lisboa.- Quais são os órgãos de soberania, segundo a nossa Constituição de 1986?- São o Presidente da República, o Governo, os Tribunais...aaaaah...aaaaaah...- Então a senhora não lê o Diário da República?- Exactamente, senhor professor, o Diário da República é o órgão que faltava!
  • Introdução ao Estudo do Direito, Faculdade de Direito de Coimbra, Junho. Primeira pergunta do exame.- Pegue no Código Civil e leia o artigo 32.- O Código Civil?- Sim, o Código Civil.- Bem, Sr. professor, isso é que ainda não tive oportunidade de comprar.

Táctica

O andebol, apesar de gostar de ver os jogos, não é o desporto do qual eu poderei dizer saiba as tácticas todas mas, a táctica da selecção de Andebol da República Checa, para mim que não percebo muito do assunto, pareceu-me pouco eficaz. Na noite anterior ao jogo entre Portugal e a República Checa, os jogadores da República Checa, alguns, estavam a treinar em plena festa de São João no Entroncamento. Consumiram imensos suplementos vitaminicos da SuperBock e exercitaram os bracinhos com o levantamento do copo de Imperial. Claro está que, por terem defrontado uma seleção Portuguesa forte e a jogar bem e também terem estado a enxarcar a vela na noite anterior, o resultado para eles não poderia ter sido pior. Aviso ao selecionador português, jogos da selecção só durante as festas de verão numa qualquer localidade portuguesa. Parabéns à Selecção Portuguesa de Andebol que conseguiu o apuramento para o Mundial da Suiça em 2006.

domingo, junho 19, 2005

Manif

Não posso deixa de achar, no mínimo, curioso o porquê de ter sido autorizado, uma manifestação de elementos que professam a xenofobia e a intolerância. Há um cidadão Português que está a ser acusado de homicídio de uma cidadã inglesa, sua namorada, por um crime hediondo na Inglaterra. Pegando nos pressupostos da manifestação de ontem no Martim Moniz, seria também plausível um manifestação em Londres contra a "insegurança"?
É duma falta de bom senso a autorização deste tipo de manifestação, com estes motivos, numa altura de crise e desemprego que, invariávelmente, faz recrudescer os sentimentos xenófobos. O que se pretende com a autorização deste tipo de manifestações? O exercício da democracia com o direito à manifestação? Falso argumento quando, quem promove a manifestação, não é nem pretende a democracia, assim, o que poderia ser considerado como um exercício de democracia foi, e é, um exercício anti-democrático.

quinta-feira, junho 16, 2005

Perplexidades

Há duas coisas que me deixam completamente perplexo. A primeira é a sinalização nas estradas, refiro-me é claro às placas de indicação das cidades e vilas, pois, em Portugal, a sinalização é colocada para quem já conhece o caminhos, porque, para quem não conhece o caminho como eu, perde-se invariávelmente. A segunda coisa que me deixa perplexo é a relação que certas pessoas têm com os seus animais de estimação, nomeadamente, com os seus cães. Para muitos, especialmente os homens, o seu cão é uma extensão do seu orgulho taberneiro fazendo crer que, os seus cães, são muitos maus mas que eles controlam a "fera". Freud diria que este fenómeno poderia ser entendido como uma projecção, ou seja, o cão é uma projecção de força e virilidade que os donos não têm , ou pensam que não têm, e, através dos seus cães, pensam eles, as pessoas vêem-nos como pessoas muito poderosas. Eu tenho um cão, um Doberman castanho de nome "CHE". O raio do cão é grande e mete medo, o seu aspecto, porque de resto o cão é uma doçura, mas por algum motivo, tenho que gramar com pessoas que me abordam na rua quando estou a passear o Che e me perguntam se o meu cão venceria o deles numa luta. Já respondi a um indivíduo que o meu cão, certamente, venceria-o numa luta, apesar de desigual para o individuo em causa, de inteligência e bom senso. Desnecessário será dizer que o perdedor desta luta seria o dono e não o cão.

Algo de muito certo

O carácter de uma pessoa revela-se por vezes da forma mais subtil e sem grandes enredos. A propósito do falecimento de �lvaro Cunhal, o General Ramalho Eanes, disse acerca de �lvaro Cunhal que este era uma pessoa séria, algo muito raro por entre os seus compatriotas, e que sempre disse o que tinha que dizer sem rodeios e mantinha a sua palavra. Isto, meus senhores e minhas senhoras, é carácter de quem é pronunciado e de quem pronuncia apesar de, o General Ramalho Eanes, ter ideiais políticos muito diferentes de �lvaro Cunhal. Os antípodas da questão estão nas pessoas que, por muitas vezes, disseram raios e coriscos de �lvaro Cunhal, mas que, na altura do seu funeral, não deixarem de aproveitar a oportunidade para aparecer no boneco, vulgo televisão, e verter as suas lágrimas lacostes ( sim porque esta gente é fina a este ponto).

segunda-feira, junho 13, 2005

Alvaro Cunhal

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Para alguns amado, para outros odiado, o facto é que faleceu hoje uma das figuras mais marcantes da História Política Portuguesa. �lvaro Cunhal foi até ao dia em que a morte o levou, um lutador e um homem de ideiais. Não foi só a política que �lvaro Cunhal nos deixou, com ele, a escrita e a pintura marcaram também a sua vida.

domingo, junho 12, 2005

Festas de São João

Vão começar mais uma vez as festas de São João na minha terriola. Para quem não conhece as festas, eu direi que são diferentes das Festas de São João no Porto pois, por cá, não há martelinhos. Por cá é mesmo sardinhame, chouriça e enxarcar a vela.
Adoro as festas de São João no Entroncamento apesar de, o cartaz, ser sempre feito para as massas e a qualidade muito relativa tendo como referência o meu gosto pessoal por música. No entanto, o cartaz tolera-se devido aos inúmeros atractivos que esta festa tem. Milhares de pessoas nas ruas acotovelam-se umas contra as outras para chegarem o mais próximo possível do palco e dos locais de melhor visibilidade. As senhoritas casadas passeiam-se por entre as gentes ostentando os seus maridos, o mais bem sucedidos possível, para causar invejas às demais. Ao mesmo tempo chegam as divorciadas, jovens senhoritas que casaram cedo e que mais tarde aperceberam-se que poderiam ter uma vida própria, e que vida. No meio de tudo isto, a restante maralha de gente que para lá vai enxarcar a vela como de costume, e no final da noite, os populares embrenham-se em jogos populares de pugilato à boa maneira Ribatejana. Dá-me impressão que a malta adora andar ao soco, e para quem é apreciador de bom pugilato, nada melhor do que sentar-se nas barraquinhas e apreciar o espectáculo. Algures no avanço da noite há sempre aquele cromo, ou vários, que vai dançar em frente ao palco e assim abrilhantar a noite. De resto, é uma ocasião para pôr em dia as novidades de quem já saíu da santa terrinha e curtir noite fora.
Não poderia deixar de lembrar como a maralha se dispõe no terreno. � frente, o pessoal mais velho para apreciar o espectáculo de variedades, no meio a malta de meia idade a observar-se mutuamente e atrás do palco a malta mais nova. Atrás do palco a malta mais nova refugia-se dos olhares dos pais e dos vizinhos e ali fica sentada fumar o seu cigarrito e a ver se consegue alguma coisa com aquela ou aquele lá do liceu. É hilariante ver como as pessoas se dispõem no terreno consuante a idade e a intenção. Eu, por lá fico no meio daquilo tudo a apreciar o espectáculo, não o do palco, mas sim, o da plateia.

quinta-feira, junho 09, 2005

Praia

Alguém dá-me boleia até uma praia qualquer ?! Bom Fim de semana prolongado e até segunda-feira.

quarta-feira, junho 08, 2005

Balanço

Fazendo um balanço de frente para trás e de trás para a frente, o Raminhos, proporcionou-me a possibilidade de escrever, e acima de tudo, pensar acerca de certas e determinadas coisas, de maior ou menor preferência para os leitores, mas de uma forma mais estruturada. Nunca tive muito jeito para escrever, aliás, como podem verificar, tenho algumas dificuldades na escrita mas, como nunca foi o meu desejo ser um escritor de renome e, a questão de maior ou menor aceitação devido ao problema da escrita nunca me afectou muito, o Raminhos foi sendo escrito e, num ponto de vista pessoal, congratulo-me com o que consegui atingir em termos pessoais. Nunca se pára de evoluir e o acto de escrever consegue despertar em nós uma série de sensações e características intrínsecas que de outra forma não seria possível. Quem me conhece pessoalmente sabe que eu não sou uma pessoa muito convencional, aliás, muito pelo contrário, daí, o Raminhos ser também algo um pouco estranho pelos temas que eu escolho e pela forma como este é actualizado. Tenho uma vida profissional muito agitada que me proporciona muito pouco tempo para actualizar o Raminhos, no entanto, o Raminhos para mim foi e é, um verdadeiro escape para o stress diário. Quando escrevo um post para o Raminhos, faço-o sempre quando preciso de me concentrar no trabalho, é estranho mas esta é a realidade. Tenho que tomar várias decisões sempre sozinho, e quando as tenho que tomar tento escrever sempre algo para o raminhos pois, enquanto escrevo, o meu cérebro está hiperactivo e dessa forma a ideias flúem com mais facilidade e rapidez.
O Raminhos proporcionou-me o contacto com pessoas das mais diversas origens e personalidades, o que, para mim, é extraordinário. Também apanhei os meus cromos difíceis ao ponto de ter que banir alguns deles mas sempre consegui lidar com isso da mesma forma que lido com tudo na minha vida, frontalidade sempre. De resto agradeço a quem me tem vindo a aturar e também aos contributos que fazem através dos comentários e para o ano cá estaremos a fazer mais um balanço de frente para trás e de trás para a frente.

terça-feira, junho 07, 2005

Os sete sapatos sujos

Devo confessar que, à primeira vista, isto poderá parecer um daqueles mailes com a moral cor de rosa a que tanto nos habituaram os nossos amigos ao entupitrem as caixas de mailes com os referidos mailes. Faço, mais uma vez, uma excepção a este mail pelo facto de o autor ter sido, nem mais, nem menos, Mia Couto. Palavras de sabedoria de Mia Couto são sempre benvindas.

O escritor moçambicano, Mia Couto, também licenciado em Medicina e Biologia, fez uma oração de sapiência, a 7 de Março, na abertura do ano lectivo do Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique. Excertos desta oração foram publicados no Courrier Internacional, nº. 0, de 2 de Abril.Destacamos, Os Sete Sapatos Sujos:
"Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar. Eu contei Sete Sapatos Sujos que necessitamos de deixar na soleira da porta dos tempos novos. Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher e sete é um número mágico:
- Primeiro Sapato - A ideia de que os culpados são sempre os outros.
- Segundo Sapato - A ideia de que o sucesso não nasce do trabalho.
- Terceiro Sapato - O preconceito de que quem critica é um inimigo.
- Quarto Sapato - A ideia de que mudar as palavras muda a realidade.
- Quinto Sapato - A vergonha de ser pobre e o culto das aparências.
- Sexto Sapato - A passividade perante a injustiça.
- Sétimo Sapato - A ideia de que, para sermos modernos, temos de imitar os outros.

"MIA COUTO"

segunda-feira, junho 06, 2005

Aniversário

Eu não existo creio eu cada vez mais. Tal como acontece quase todos os anos com o meu aniversário ( atenção que não neste mês), esqueci-me que, no passado dia 07 de Junho de 2005, o Raminhos fez um ano de actividade. Já agora os parabéns ao Bolas de berlim e à PollieJean pelo aniversário (um anito) de actividade.

domingo, junho 05, 2005

Vale a pena ler

Vale a pena ler este post acerca da produtividade dos Portugueses. A este post amanhã irei acrescentar algumas ideias e lanço o desafio a todos no sentido de darem ideias acerca do porquê da reduzida produtividade dos Portugueses em Portugal.

Terapia regressiva

Sábado à noite ou como alguns chamam saturday night fever, o menino decidiu dar um contributo à ecologia e saíu de casa a pé. O destino era incerto e quando dei por mim, estava num bar apenhado com o Jet Set do meu burgo, aliás, de jet tem pouco, de set nem vê-lo. O facto é que eu andei na escola juntamente com muitos daqueles jovens patrocinados pela Lacoste e outras marcas de roupa que os fazem saír à rua todos vestidos com a mesma roupa ( última vez que vi isso foi no infantário com a história dos bibes mas enfim). Como não frequento esses locais, aliás, fujo deles, pensei que pudesse entrar no bar e desfrutar uma noite no anonimato aparente de quem já saíu, um desertor ou foragido, e que ninguém se atreveria a reconhecer. Erro meu, má fortuna, todos aqueles jovens reconheceram-me e gradualmente foram dizendo o seu olázinho e o tradicional tudo bem. Para me adaptar às circunstâncias tive que recorrer à imaginação e divertir-me com aquela malta, ou melhor, às custas daquela malta. Sucessivamente iam perguntando o que era feito de mim, pelo que, fui dando umas respostas que me divertiram imenso pela reacção das pessoas:
Então o que é feito de ti? Sabes como é Nova Iorque, Tóquio de um lado para o outro é sempre a andar... pá.
Então o que é feito de ti? Emigrei para o Tibete depois de me ter convertido ao Budismo daí eu não aparecer muitas vezes....pá
Então o que é feito de ti? Sou mercenário no Burkina Faso e agora vou concorrer à presidência do país onde já fizeram de mim um Deus.
Então o que é feito de ti? Tenho andado fugido.......de ti ehehehehe

Como que se essas pessoas realmente estivessem preocupadas com o que era feito de mim, eu, entrei no jogo deles mas, em vez deles, recorri à ironia, o meu brinquedo favorito nestas situações.
De resto, apreciei alguns cisnes que por lá andavam. De patinhas feias no liceu, agora, autênticos cisnes, e que cisnes.

sexta-feira, junho 03, 2005

Referendo

As reacções ao Non francês e ao Nee holandês têm muito que se lhe diga. Se alguns perspectivam o fim da União europeia, um exagero no meu ponto de vista, outros equacionam o que é inevitável. A revisão do texto da Constituição é urgente para aprovação de uma Constituição Europeia e os principais derrotados são os líderes políticos da Alemanha, França e Itália, os cozinheiros desta constituição Europeia. Volto a afirmar que o resultado dos referendos Holandês e francês são um Não a uma classe política em vez do tão propagado Não a uma Constituição europeia. A visão mais lúcida acerca do referendo Francês foi proferida pelo Embaixador Norte-Americano em França que disse, claramente, que, nessa noite, houve uma derrota de uma classe política europeia.
Eis um pequeno excerto de um artigo publicado hoje no NewYork Times que diz muito acerca dos resultados dos referendos.

There is a disaffection, perhaps even a rebellion, against the political elites in France, Germany and Italy.
The governing parties of the left and the right are saying the same things to their people: that painful, free-market economic reforms are the only path toward rejuvenation, more jobs, better futures. And the people, who have come to equate the idea of an expanded Europe with a challenge to cradle-to-grave social protections, are giving the same answer: We don't believe you.

quarta-feira, junho 01, 2005

LIVEAID

Irá coincidir com a cimeira dos G-8, a segunda edição do concerto que reúne vários artistas da cena musical em torno de um objectivo comum. O auxílio a crianças africanas vítimas das guerras civis e da SIDA está por base do objectivo que o concerto LIVEAID pretende atingir ao fazer coincidir a data da realização do mesmo com a reunião dos G-8. Bob Geldolf está por detrás desta organização que visa essencialmente abrir as mentes das pessoas para o flagelo que persistem em continuar em �frica 20 anos depois do primeiro LIVEAID. As críticas não se fizeram esperar e as principais acusações foram a de uma tentativa de manipulação deste evento para atingir dividendos políticos devido a uma afirmação de Geldof: …"What we do in the next five weeks is seriously, properly, historically, politically important.". Esta crítica foi proferida pelos media ingleses que, por incrível que pareça, estão mais preocupados com a dicotomia Esquerda/Direita do que com um concerto que pretende apenas auxiliar e alertar as pessoas nos vários locais onde se irá realizar o LIVEAID para esta situação calamitosa que se vive em �frica.
Sinceramente, estou farto desta classe jornalística que procura o escândalo em vez da informação objectiva. O concerto em causa irá unir, creio eu, pessoas de vários quadrantes políticos independentemente de serem esquerda ou direita, aliás, não é isso que está em causa. O que está em causa é o modelo de fazer política dos vários políticos internacionais, esquerda ou direita, que fomentam este estar de coisas. Se me perguntam se um conjunto de artistas musicais irão resolver os problemas que se sentem em �frica, claro está que não mas ajuda. Essencialmente pela pressão que será feita aos G-8 pela quantidade de pessoas que irão assistir ao concerto. É de louvar e a população ocidental, em especial os jovens, estão fartos desta política que, ao contrário do que acontecia 20 anos atrás com o primeiro concerto, está a fazer sentir na pele todos os malefícios deste estar de coisas.

segunda-feira, maio 30, 2005

De um não nasce um sim

Certezas, ninguém as tem a não ser que faça por elas e, os partidários do Sim à Constituição Europeia, andaram a dormir na forma como pensaram que iria passar uma Constituição Europeia tão insípida e tão pouco debatida. Fizeram e ainda fazem uma espécie de chantagem emocional dizendo que, votar não a esta Constituição Europeia é votar não a uma constituição, nada de mais errado do que isto seria possível magicar. Devo firmar desde já a minha posição acerca da Constituição Europeia, ou seja, sou a favor de uma Constituição Europeia mas contra o texto desta Constituição definitivamente. O referendo em França, quanto a mim, foi um referendo onde imperou o bom senso e a ponderação e pelo facto, os franceses, estão de parabéns pela lucidez que revelaram.
Elaborar um texto para uma Constituição Europeia, tão necessária que é actualmente para a Europa, sem antes preparar o caminho para o êxito é um erro crasso que os actuais políticos, ou classe política europeia, fez ao não tomar em conta que, o povo europeu, está farto de toda uma classe política europeia no estilo de Chirac, Tony Blair, Durão Barroso, Berlusconi, Schroeder entre outros. Foi essencialmente, o referendo Francês, uma derrota dessa classe política caduca, do balão de oxigénio do capitalismo selvagem, e a vitória de uma Europa que se quer, pelos Europeus, mais justa e menos americanizada, bem hajam os franceses pela lucidez mais uma vez.
Uma Constituição tem por base sempre uma política ou organização de Defesa Nacional, Justiça e política externa. Não podemos estar sujeitos, mais uma vez, ao que aconteceu com a guerra do Golfo onde houve uma divisão clara da Europa sob os interesses particulares de alguns estados membros em detrimento do interesse europeu que era o de não apoiar aquela guerra inútil e atentatória do Direito Internacional. Como é possível ter uma Constituição credível sem uma organização militar conjunta, sem um sistema judicial conjunto, sem uma política externa conjunta e uníssona? Este foi o erro crasso de quem elaborou este texto da Constituição, a questão das referências ao cristianismo quanto a mim são acessórias ou facilmente ultrapassáveis.
Por fim a Directiva Bolkenstein, que é o culminar do capitalismo selvagem e contrária ao espírito que teve por base a criação da Europa Unida fez, como seria de esperar, a sua quota parte de intervenção junto do eleitorado para votar Não a este texto da Constituição. Não se pode tratar os novos países aderentes à União Europeia como meros fornecedores de mão-de-obra barata como é também o caso da pretensão da adesão da Turquia à Europa dos 25. Espero que com este resultado do referendo em França tenham aprendido a devida lição e que a tal classe política a que me referi anteriormente sinta cada vez mais que está a mais nesta Europa de cidadãos que estão fartos da exploração e do Capitalismo selvagem.

sábado, maio 28, 2005

Obstinação japonesa

Ouvi nos noticiários que foram encontrados dois soldados japoneses nas montanhas de Mindanau, nas Filipinas. Estes soldados pertenciam à Divisão Pantera que foi destacada para a invasão das Filipinas durante a II Guerra Mundial. O insólito é saber que, os dois soldados japoneses, foram encontrados 60 anos depois do fim da Guerra e durante o tempo todo em que ficaram nas montanhas, viveram num buraco. Até aonde é que vai a obstinação de um Ser Humano para viver durante tanto tempo num buraco? Será que não pensaram, enquanto esperavam tanto tempo, que algo poderia não estar certo? Que talvez a guerra tivesse acabado ou até mesmo que os seus companheiros os tivessem esquecido? Não. Eles esperaram fielmente, num buraco, que alguém da sua divisão os viesse buscar. O Ser Humano é capaz de fazer as coisas mais impresionantes que se possa imaginar, e também, as mais idiotas ao que parece.

sexta-feira, maio 27, 2005

Bucha é lei

Existem as chamadas Convenções Colectivas de Trabalho que, no panorama Português, regulamentam as relações laborais em vários sectores específicos de actividade. Neste caso, a Construção Civil e Obras Públicas, não é excepção, pelo que, a Convenção Colectiva do Sector da Construção Civil foi ractificada. Estas convenções colectivas procuram chegar a legislação mais perto da realidade laboral de cada um dos sectores que estas regulamentam. Tendo em conta a tradicional "Bucha", a redacção da Convenção colectiva da construção civil presentea-nos com esta pérola legislativa:

Cláusula 8.ª
Período normal de trabalho

(...)
6 - Sem prejuízo da laboração normal, as empresas devem conceder no primeiro período de trabalho diário o tempo mínimo necessário à tomada de uma refeição ligeira, normalmente designada «bucha», em moldes a regulamentar pela entidade patronal.(...)


Atendendo à preocupação do legislador para a realidade específica do sector da construção civil eu propunha o seguinte:

1 - Uma nova categoria profissional que seria a de Aguadeiro que teria a seguinte descrição e retribuição. Funçaõ desempenhada por um qualquer jovem com mais de 17 anos e que consiste em forneçer os pedreiros de 2º e 1ª com a Superbock.A retribuição seria o salário mínimo nacional com o respectivo abono de falhas no valor equivalente a uma grade de cerveja caso o jovem se enganasse com os trocos ou bebesse as cervejas todas antes de chegar à obra.
2 - Deveria haver um periodo específico para uma das actividades dos trolhas, o assobio à moça que passa. Assim serião dados 5 minutos de manhã e de tarde após a Bucha para o assobio.


Como vêem a legislação portuguesa é das mais avançadas da Europa.

Beleza

Despertaram-me o osso goto quando vi as fotos de mulheres bonitas. Agora é a minha vez de vos mostrar algumas caras lindissímas made in Mediterrâneo . Apreciem!

terça-feira, maio 24, 2005

Historietas de patriotismo e afins

Nasci num país, que não Portugal, mas que, na altura, era considerado pelo regime vigente em Portugal como uma província Portuguesa. Como podem ver nasci numa província que por si só era um equívoco como província mas uma certeza como país independente que se tornou anos mais tarde felizmente. Mais tarde estudei várias Ciências Sociais e Humanas e, a minha visão acerca desta história toda de patriotismo e nacionalismo alterou-se radicalmente e, actualmente, vejo-me como uma pessoa diferente por isso e mais positiva em certos aspectos. A minha opinião acerca de Portugal é diferente de muitos outros compatriotas meus, apesar de respeitar as opiniões dos outros, a minha é diametralmente diferente e por um motivo muito simples. Não acredito no fatalismo crónico Português nem na auto-flagelação constante a que muitos se devotam quando observam o quão mal está Portugal. A minha noção de pertença não se enquadra numa noção clássica de país, pelo que, digo que pertenço a uma comunidade que se chama Portugal com a sua cultura que lhe é característica.
Obviamente que apoiar-se uma qualquer iniciativa ou personalidade mesmo que não se concorde com isso ou com a personalidade em causa, mas fazê-lo mesmo assim apenas porque é Português, é intelectualmente desonesto.
Tenho uma relação com a comunidade em que vivo quase maternal, ralho, agasto-me por vezes, grito e faço trinta por uma linha mas faço-o porque preocupo-me com a comunidade em que vivo. Tenho brio e orgulho e a mim custa-me admitir que há países mais desenvolvidos que Portugal mas, aparentemente, Portugal poderia perfeitamente ombrear com esses países com as capacidades que tem mas não o faz ( aí Portugal, Portugal o que é que estás à espera). Chamo o meu país pelo segundo nome, como as mães o fazem aos filhos que se portam mal. Portugal é o seu nome, dos pequeninos, o seu segundo nome, é isso mesmo Portugal é o Portugal dos pequeninos quando vemos os estado actual das coisas.
Por vezes assusto-me com as pessoas que pensam que nos outros países é que há tudo do bom e do melhor e que, quase como por magia, esses países, atingiram o nível de desenvolvimento que detêm actualmente. Nesses países, a uma dada altura, uma minoria imprimiu o ritmo para a mudança e a restante maralha não teve outro remédio senão acompanhar os tempos de mudança. Por cá, o fatalismo crónico português, faz-nos pensar que as coisas são assim e assim ficaram porque é o nosso destino, o nosso Fado. Não pensem que me insurjo contra quem diga que Portugal está mal, e muito diga-se de passagem, apenas me insurjo pela incorrecta utilização do verbo que reflecte a incapacidade que o população Portuguesa tem em mobilizar-se contra aqueles que roubam e se aproveitam do País. Neste caso, caro Tiago, concordo contigo quando criticas o estado actual de coisas no país mas contraponho apenas com o seguinte: Portugal está mal, não é mau. Esta diferença aparentemente semântica, é mais profunda do que isso. Portugal está mal mas eu quero que mude, quero denunciar o que está mal, quero utilizar como exemplo o que está bem e o bom que se faz neste país, porque, como já disse, tenho uma relação profunda com a comunidade a que pertenço, ela sou eu e eu sou ela.
Compreendo o agastamento com Portugal mas é tempo de deixar de lamúrias improducentes e seguir em frente, participar, lutar e mudar, essencialmente, mudar. Não ficar cego com os primeiros lugares nos jogos sem fronteiras, não alimentar gulosos como aqueles que governaram desde o 25 de Abril até à data e participar mais activamente na sociedade. De resto, sim Portugal está mal, muito mal mas nem tudo é mau, nem tudo é bom e nada actualmente serve de exemplo para o país que eu quero no futuro.

domingo, maio 22, 2005

Texas em Portugal

A TVI fez a cobertura de uma manifestação em Coruche motivada pela crescente insegurança causada pela comunidade cigana residente naquela vila. Até aqui, aparentemente, tudo está certo para quem não conhece a realidade daquela vila. O que foi omitido pelos repórteres da TVI foi que, os problemas causados em Coruche, são da autoria de uma das muitas famílias ciganas residentes naquele concelho. Tendo em conta isto, não deixa de ser curioso verificar a pobreza dos serviços informativos dos canais de informação Portugueses que, em vez de apurarem a verdade, procuram sim o imediatismo e a incitação à confusão. Outra nota que eu quero colocar à questão tem a ver com o destacamento da GNR local que, apesar de o concelho de Coruche ser o mais extenso de todo o distrito de Santarém, dispõe de um número extremamente reduzido de efectivos incapazes de fazerem face a este tipo de situações. Atendendo à falta de efectivos da GNR em Coruche é caso para se perguntar o que é que está a fazer o destacamento da GNR no Iraque? Não se seria melhor estarem alguns elementos em Coruche?
Há mais uma questão apensa ao episódio de Coruche que tem a ver com a comunidade cigana e a aura criminal que esta carrega sobre os seus ombros mas que, em alguns casos, não corresponde à verdade. É certo que nesta questão, a mesma imagem pode ser captada em diversos ângulos e daí saírem várias fotos um pouco distintas entre si. Se é verdade que há elementos da comunidade cigana que se ocupam a empreender actividades ílicitas, também os há que são cidadãos cumpridores. Se a comunidade cigana é uma comunidade que preserva uma cultura distinta da restante sociedade e que não faz um esforço em se integrar é verdade, como também é verdade que a restante comunidade não faz a mínima ideia, nem quer saber, como é a cultura cigana. Nesta matéria a ideia comum é a que os ciganos se devem assimilar à cultura dominante, e esta, não deverá sequer tentar respeitar ou aprender a conviver com a cultura cigana. O racismo é evidente em torno da comunidade cigana como é evidente também a utilização desta discriminação em proveito próprio por parte da comunidade cigana, o certo é que nem uma parte nem a outra fizeram alguma vez um esforço para conviverem entre si respeitando-se mutuamente. Sim, são paninhos quentes para a questão mas bem vistas as coisas temos duas opções. A primeira criar em Coruche uma espécie de Texas Ribatejano com mílicias populares e linchamentos à Faroeste, ou então, pura e simplesmente, ter polícia suficiente para combater estas situações, retirando é claro, os maus elementos de uma comunidade qualquer e trabalhando na integração desta comunidades evitando o preconceito e a desconfiança.

Nota: Ao que parece há um grupo de elementos da extrema-direita que se propuseram a deslocar-se a Coruche para auxílio das pessoas amedrontadas pelos acontecimentos. Da outra parte, os elementos da família cigana problemática já convocaram os primos e tios e irmãos, cerca de trinta, para comparecerem em Coruche e auxiliarem a família cigana. Vai ser bonito atendendo que, em Coruche, para além das corridas de toiros, o pugilato é muito apreciado por aquelas bandas.

sexta-feira, maio 20, 2005

Futurologia

Prestes a completar um ano de actividade, o Raminhos, dá-me a impressão que não morrerá mas sim renascerá.

quinta-feira, maio 19, 2005

Little China Girl

As afirmações do ministro do comércio chinês acusando a União Europeia de proteccionismo excessivo foram, a meu ver, no mínimo infelizes. Sabendo de antemão que, os productos chineses que inundam o mercado europeu são, na sua maioria, contando com algumas excepções por muito raras que sejam, produzidos por intermédio de fábricas que empregam milhares de trabalhadores a auferirem um salário miserável e sob um regime esclavagista, dizer-se que a Europa está a ser protecionista é um insulto à inteligência de qualquer um. Nisto, o que é protecionismo, o que é exploração? Também temos que ver que, o Ocidente, nesta matéria, não é isento de culpas por via da sua doutrina economicista que prevê a deslocalização das fábricas europeias para países onde os salários são escravatura e as condições de trabalho sub-humanas. Nesta conformidade tenho que referir que, a bem da Europa, os consumidores europeus não deverão deixar de adquirir produtos chineses, apenas terão que fazer a devida ressalva para os produtos manufacturados sob a exploração esclavagista de um salário miserável. Nisto, terá que haver um movimento de comércio justo que aplique rótulos aos produtos que sejam manufacturados observando os direitos humanos consagrados pela Declaração Universal do Direito dos Homens, se possível.
A lógica da deslocalização das empresas para países sub-desenvolvidos devido aos baixos salários aplicados nesses países parte do pressuposto que, nos mercados ocidentais, a população ocidental tenha dinheiro para consumir e, sem emprego, essa tarefa será muito difícil. Entretanto, vamos alimentando alguns barões do aparelho de Estado que vão ganhando milhões de dólares à conta do sonho americano dos trabalhadores que estes exploram.

quarta-feira, maio 18, 2005

UEFA

Para hoje só um desejo apenas. Que esta noite se tinja de verde e branco. Força Sporting!!!

terça-feira, maio 17, 2005

Filmes Portugueses

Os casos de corrupção e favorecimento, em Portugal, por vezes parecem tirados de um filme de Hollywood, ou então, são autênticos slogans de propaganda para estupidificação colectiva do povo. Assim, eis os últimos slogans e filmes portugueses de estupidificação das massas, ou pelo menos, é isso que nos querem impingir.


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segunda-feira, maio 16, 2005

Cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas

Por cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas neste jardim à beira-mar plantado. O défice orçamental, calculado pela comissão Constâncio, prevê que este seja superior, e bem, ao do ano passado. Até aqui nada de novo, aliás, tudo velho porque durante os anos de austeridade a que fomos sujeitos devido à conjectura, foram agravados com políticas restritivas em termos de despesa do Estado e, como não poderia deixar de ser, o país practicamente parou. O que me choca nesta situação é que quem é responsável por tamanho desnorte, em termos de contas públicas, nunca é responsabilizado pelas asneiras e os compadrios que fomentou ou fez. Faz-me impressão ouvir alguns empresários falarem acerca da possibilidade de um governo de Direita como sendo incentivador à economia pois, os que tivemos, só deixaram buracos e pouco incremento da economia.
Ao povo vamos dando Casas Pias e casos Modernas para ficarem a marinar, convenientemente, e surgirem com "revelações bombásticas" aqui e ali para abafarem outros assuntos. Esta é a receita para ser governo de Direita em Portugal, o povo quer é pão e circo, sim, a culpa não nasce orfã e se somos enganados é porque queremos. O que mais urgente há a fazer é educar o povo, dar cultura, deixar o garrafão de tintol e participar activamente na sociedade.

sábado, maio 14, 2005

Portugal

Portugal encontra-se hoje novamente numa posição fetal com o encontro de logo à noite que colocará frente a frente os dois eternos rivais do futebol português, o Benfica e o Sporting. Refiro-me à posição fetal, não pelo jogo em si, mas sim por termos hoje reunidas as condições para o velho saudosismo dos três éfes, ou seja, Futebol, Fado e Fátima. Futebol por se jogar o título de campeão nacional entre os dois rivais da segunda circular, Fado porque um deles ou os dois ver-se-ão depois do jogo a braços com um triste fado e Fátima por ter sido palco, mais uma vez, de um grandioso espectáculo de fé nos tostões que lá deixam por esta ocasião. Aqui está a posição fetal do nosso país ainda preso por estes maniquaísmos e alheio ao que se passa à sua volta. Entretanto, Luís Nobre Guedes vê-se a braços com uma acusaçãozita de favorecimento, mas isso não importa, o que importa é discutir qual o esquema táctico para logo à noite e transmitir na integra a missa em Fátima. Adoro futebol mas coloco-o, penso eu, no seu devido lugar, ou seja, é uma diversão e não a felicidade suprema da vida.

sexta-feira, maio 13, 2005

Hoje

Hoje só me apetece comer laranjas e dar saltos de meio metro.

quarta-feira, maio 11, 2005

Azar

Para começar o dia nada como apanhar um velho a fazer inversão de marcha em plena autoestrada e depois ouvir duas velhotas a falarem das personagens da telenovela como se estas existissem. A vida realmente parece ser, por vezes, uma mão cheia de nada.

terça-feira, maio 10, 2005

O zé tuga

De vez em quando recebo alguns mails engraçados e este foi um caso.

SER PORTUGUÊS É:

  • Levar arroz de frango para a praia.
  • Guardar aquelas cuecas velhas para polir o carro
  • Ter tido a última grande vitória militar em 1385.
  • Guiar como um maníaco e ninguém se importar com isso.
  • Levar a vida mais relaxada da Europa, mesmo sendo os últimos de todas as listas.
  • Ter sempre marisco, tabaco e álcool a preços de saldo.
  • Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
  • Por os máximos para avisar os outros condutores da polícia adiante.
  • Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma província espanhola.
  • Exigir que lhe chamem "Doutor" mesmo sendo um Zé Ninguém.
  • Passar o domingo no "shopping".
  • Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
  • Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
  • Ir à aldeia todos os fins-de-semana visitar os pais ou avós.
  • Gravar os "donos da bola".
  • Ter diariamente pelo menos 8 telenovelas brasileiras na tv.
  • Já ter "ido à bruxa".
  • Filhos baptizados e de catecismo na mão mas nunca por os pés na igreja.
  • Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer.
  • Ter evacuado as Amoreiras no 11 de Setembro 2001.
  • Viver mal, e dizer que o governo que temos é bom.
  • Gracas a Deus, não ser espanhol.
  • Lavar o carro na fonte ao domingo.
  • Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.
  • Levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber fazer piadas dos alentejanos.
  • Ainda ter uma mãe ou avó que se veste de luto.
  • Viver em casa dos pais até aos 30.
  • Acender o cigarro a qualquer hora e em qualquer lugar sem quaisquer preocupações.
    Conduzir sempre pela faixa da esquerda.
  • Ter três telemóveis.
  • Jurar não comprar azeite Espanhol nem morto, apesar da maioria do azeite vendido em Portugal ser Espanhol.
  • Deixar a telenovela a gravar.
  • Organizar jogos de futebol solteiros e casados.
  • Ir à bola, comprar "prá geral" e saltar "prá central".
  • Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
  • Super-bock, tremoços, caracóis e marisco.
  • Cometer 3 infracções ao código da estrada em 5 segundos.
  • Gracas a Deus, não ser brasileiro.
  • Algarve em Agosto.
  • Ir passear de carro ao domingo para a avenida principal.
  • Dizer "prontos" no fim de cada frase.

É isto e muito mais mas, como deve calcular, somos também um povo com uma cultura excepcional e um temperamento muito agradável. Também somos bons quando queremos.

segunda-feira, maio 09, 2005

Assim é que é falar

Finalmente alguém com a frontalidade e o bom senso necessário para dizer aquilo que à muito tempo já devia ter sido dito e, agora, é necessário executar. A Despenalização do consumo de drogas é, inevitavelmente, a solução para problemas anexos à toxicodependência mas, sejamos realistas, não é a solução final para a toxicodependência essa é, pura e simplesmente, não começar com o consumo de drogas duras. Para os mais puristas, o consumo de estupefacientes deverá ser considerado um crime, no entanto, as condições necessárias para a queda vertiginosa no vício serão no mínimo cúmplices num crime que destrói a vida de muitos consumidores e suas famílias. Esta ideia foi proferida por José Goulão, o actual Director do Instituto de Prevenção à Toxicodepência.
A continuação da penalização das drogas é, quanto a mim, continuar a manter a cabeça debaixo da areia qual avestruz. O problema de base está nos factores que indiciaram a entrada de muitos num mundo negro da toxicodependência, ou seja, a exclusão social, famílias disfuncionais entre outros problemas. No entanto, saliento mais uma vez a lucidez do Sr. João Goulão quando disse, em entrevista à SIC, que o combate deverá ser feito aos factores que reprimem a felicidade dos toxicodepentes e que os fazem procurar algo, a droga, que simule essa sensação de felicidade. Não sou adepto da generalização do consumo de drogas mas, como o álcool, as drogas leves podem ser utilizadas socialmente sem que isso traga problemas de maior. As drogas mais duras, no espectro da despenalização do consumo, tem a vantagem de se conseguir monitorizar o consumo e os consumidores e acabar com o negócio ilícito de drogas com as consequências nefastas que isso traz.

sábado, maio 07, 2005

Não há espiga

Na passada quinta-feira foi o dia da Ascensão, um dia que, para mim, sempre foi um pouco estranho na medida que nunca percebi o que se estava a comemorar. No entanto, Ribatejo a fora, nos campos centenas de pessoas de cú para o ar apanham a espiga com um sorriso rasgado nos lábios e, fazendo jus ao nome do feriado, neste dia parece que não mesmo espiga, ou seja, tudo está muito satisfeito da vida, não há problemas alguns, enfim não há espiga. Na aldeia da minha mãe é dia da procissão de Vera Cruz que é o mesmo que dizer, dia de bebedeira comunitária e felicidade geral, eu, actualmente já não tenho fígado que aguente para visitar a aldeia e esbarrar num dos muitos primos que lá tenho ( cada dia que lá vou conheço um novo) e provar o vinho dele. Quando era mais novito gostava de lá ir provar o que as minhas primas, muitas por sinal, tinham para me dar a provar. Falacioso não é?! mas verdadeiro, isso sim quanto ao resto deixo a imaginação a funcionar.

sexta-feira, maio 06, 2005

Aviso

Se é cardíaco, ou ainda não o é, mas não o quer ser, evite ver jogos do Sporting.


Spoooorrtiiing

quinta-feira, maio 05, 2005

Kinky stuff but not that much

O Tiago do Litanias fez uma sondagem acerca de algumas coisas muito Kinky fruto de um link que lhe foi enviado e eu agora vou colocar este link que, apesar de ser um pouco kinky, tem duas componentes maravilhosas para o humor, ou seja, cabras e ovelhas.

terça-feira, maio 03, 2005

God bless.....Portas

Em algumas situações corre-se o perigo de entrar em generalizações, contudo, nesta situação que envolve a atribuição de um Prémio a Paulo Portas pelo Donald Rumsfeld, as generalizações não são perigosas, pelo contrário. Escandaloso que um Secretário de Estado Norte-Americano atribua um prémio a um individuo como Paulo Portas, ex-ministro da Defesa, que assinou uma série de protocolos após as últimas eleições, e que, talvez por isso, tenha sido galardoado com esse prémio. Não posso deixar passar mais este escândalo, a somar ao escândalo abafado da Moderna.
Entrando no campo das generalizações que, neste caso de Paulo Portas, não tem perigo algum digo que pessoas como estas não fazem falta alguma a Portugal, aliás, o país agradece a sua ausência o mais prolongada possível. Sem espinha e dignidade vão muitos líderes dos partidos de Direita. Tive a infelicidade de trabalhar uma vez com indivíduos militantes do PSD, alguns deputados, e experimentei o que é conviver com tal gentalha. Incompetentes, calões e com muita cagança, vivem à custa da depredação de outrém fruto dos golpes mais sujos que se possa imaginar. De facto os romanos estiveram aqui em Portugal e deixaram a sua marca pérfida neste género de pessoas que, fazendo lembrar um autêntico circo romano, proliferam por aí.

segunda-feira, maio 02, 2005

Testes

Já fiz milhares de testes para aferir uma série de características, e também, já fiz a outros milhares de testes para aferir a eles uma série de características e, de vez em quando, acertavam ou acertava eu. Nunca fui grande adepto deste tipo de testes pela sua variabilidade no que concerne os resultados. Qualquer das vias como já referi às vezes acertam.

Vejam lá se este acerta.



Your #1 Match: ENTP


The Visionary
You are charming, outgoing, friendly. You make a good first impression.You possess good negotiating skills and can convince anyone of anything.Happy to be the center of attention, you love to tell stories and show off.You're very clever, but not disciplined enough to do well in structured environments.
You would make a great entrpreneur, marketing executive, or actor.

sexta-feira, abril 29, 2005

Condução defensiva

Para muitos, a condução defensiva, poderá ter muitas interpretações e ser alvo de algumas confusões. Para alguns, a condução defensiva, deveria ser uma modalidade da condução normal do dia a dia mas com um revólver para a defesa da condução, ou seja, conduzir defensivamente. Para os notáveis da sociedade Portuguesa e Internacional seria assim:


- Para o Mourinho talvez seria conduzir com três defesas-centrais no banco de trás e um libero no porta-bagagem.
- Para George Bush seria conduzir um riquexó puxado por dois agentes da CIA.
- Para Bento XVI seria conduzir com três ou quatro Inquisitores e uma fogueira sempre pronta.
- Para Paulo Portas seria deixar de vez os automóveis e optar, definitivamente, pelos submarinos mesmo na A1.
Para Lili Caneças seria fazer um Pilling ao carro, a defesa da boa imagem do carro é essencial.

quinta-feira, abril 28, 2005

Civilizacionismo e os Agnósticos

Crê-se por vezes que o excesso de determinismo é o inimigo da criatividade ou da imaginação livre por cingir as coisas, ou melhor, o pensamento, dentro de parâmetros rígidos intransponíveis mas, esse mesmo determinismo, é absolutamente necessário como pedra toque para o desenvolvimento de ideias que definirão uma qualquer pessoa. Deparamo-nos com situações em que estas podem ser pretas e brancas, transparentes e opacas mas seguimos em frente, eliminamos esses obstáculos e definimos as nossas ideias. Sempre fui um adepto convicto da coerência e do livre pensamento sempre que possível porque, nesta vida, vivemos sempre com os chamados imponderáveis, as tais situações que são pretas e brancas ao mesmo tempo. Não tenho qualquer tipo de juízo de valor acerca de pessoas que se intitulam como crentes de uma qualquer religião desde que sejam coerentes e tendo sobre a matéria, como em outras questões essenciais à vida, o espírito autocrítico que liberta a mente para a aprendizagem e seu desenvolvimento pleno.
O agnosticismo é um sistema filosófico que prevê que alguém não se pronuncie acerca de uma qualquer matéria, neste caso assuntos relacionados com a origem da vida e também religião, e dessa forma adopte uma posição abstencionista acerca da religião. A dúvida acerca de muitos assuntos relacionados com a vida e outras premissas, para mim, não são um fim mas sim um princípio que despoleta o pensamento, a análise, a crítica que leva ao pensamento e consequentemente à ideia ou juízo de valor acerca de algo. Neste caso, os agnósticos, são como os abstencionistas de uma qualquer decisão de uma qualquer opinião mas que se sentem suficientemente à vontade, o que é estranho, para falar acerca dos assuntos aos quais se abstiveram. Ser-se agnóstico para se ser quase ateu, quase crente consoante as necessidades do discurso é, para mim, uma desculpa para a falta de ideias ou pensamentos. Ouvir um agnóstico a falar da importância actual da Igreja Católica no Civilizacionismo tão emergente, por necessário, face à criação da União Europeia e a ascensão da China é uma desonestidade intelectual a meu ver. A eleição deste novo Papa como resposta ao tão necessário civilizacionismo europeu por perda de valores que não sendo afirmado está implícito, é tão grave quanto dizer que a Inquisição foi uma forma de Civilizacionismo necessária, já para não falar no colonialismo.
Todas as culturas viveram com a ruptura e criação de novos valores ou abordagens novas aos valores instituídos, isso, é uma certeza inabalável que fez com que a Humanidade tivesse descido das árvores para o solo e deixasse de comer bananas a não ser nos banana split. O papel da Igreja no quadro actual da formação da cultura europeia é o de se renovar sob pena de se deixar para trás definitivamente. De resto, a ICAR, já teve a influência nefasta que chegasse na cultura europeia já chega.

terça-feira, abril 26, 2005

Murais de Abril

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Os murais pintados nos anos após o 25 de Abril constituem um património histórico de Portugal que, à semelhança de outro património histórico, não foi devidamente preservado. Creio que seja algo único em toda a Europa em termos de campanha política. Apreciem estes dois exemplos de murais pintados na altura após ao 25 de Abril, numa altura em que a Democracia parecia um sonho outrora tido como inatingível, mas que, entretanto, fora concretizado com a revolução de Abril.

segunda-feira, abril 25, 2005

Viva o 25 de Abril

Hoje comemora-se mais um aniversário da revolução dos cravos, o trigésimo primeiro aniversário para ser mais preciso. Um revolução que devolveu a liberdade e instaurou a Democracia em Portugal mas isso por si só não chega. O 25 de Abril tem que ser todos os dias com o reforço da participação da população nos vários actos democráticose no reinvindicar dos seus direitos consagrados na Constituição Portuguesa. Deixo só para finalizar uma ideia que gravita em torno do 25 de Abril. O 25 de Abril ainda não acabou, muito ainda está por fazer.

Viva o 25 de Abril!!! Precisamos de muitos 25 de Abris até consolidarmos a liberdade plena, livre das corporações e dos maniquaísmos ainda vigentes.

sábado, abril 23, 2005

Há sempre um lado positivo

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Para quem pensa que tem um péssimo emprego, não desesperem, há sempre alguém que terá um bem pior.

sexta-feira, abril 22, 2005

Esta é boa!

Que a eleição de Ratzinger tenha sido vista, por muitos, como negativa e indiciante de um acréscimo de Conservadorismo por parte da ICAR parece ser opinião quase geral. Os motivos que levantaram algum cepticismo em torno de Ratzinger oscilam entre o ultra-conservadorismo e o passado algo obscuro deste durante a Segunda Grande Guerra Mundial. Pela primeira vez vejo um argumento, no mínimo insólito, para manisfestar o descontentamento pela eleição de Ratzinger como Papa. Podia-se dizer que Ratzinger é conservador, homofóbico e reacionário mas, em vez disso, enumerar a semelhança que este tem com o Imperador da Trilogia Starwars como o factor mais desfavorável à sua eleição como Papa é, no mínimo, hilariante. Seguindo esta lógica batatal eu diria então que o melhor candidato para a eleição de Papa teria sido ou o Luke Skywalker, ou então, o Chewbacca.

quinta-feira, abril 21, 2005

Humor em Portugal

Que Portugal está em muitos aspectos atrasado em relação a outros países é verdadeiro. Verdadeiro é também que, em Portugal, há pessoas que insistem em manter a falta de originalidade atroz que produz programas como o Malucos do Riso assentes nas velhas premissas sexistas, racistas, estereótipos e arquétipos antigos que teimam em desaparecer. Tudo isto não é novidade mas magoa-me como Português que sou ver isto acerca do humor em Portugal. É certo que é verdade na sua essência, no entanto, é um pouco exagerado aqui e ali.
O retrato do Humor em Portugal é também o retrato do país que temos onde a esmagadora maioria da população tem a sensibilidade de uma porta no que toca à escolha por entre as parcas opções culturais que dispõe.Vão-nos valendo alguns esclarecidos e demais pessoas com o mínimo de bom gosto para ir salvando a honra do convento. Não consigo conceber porque é que ainda se faz "Humor" fazendo recurso ao velho estereótipo do Portugês Rural analfabeto e bronco quando, apesar de tudo, a população activa no sector primário ser cada vez menor e mais envelhecida. Parece que só o que faz rir o português médio é a sua desgraça, caso contrário e se não fosse desgraçado, não teria nada com que rir. É estranho esta forma de viver tão Portuguesa.

Os velhos dos Marretas

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Por vezes sinto-me tal e qual uma destas personagens mas fico sempre indeciso quanto a qual das duas personagens escolheria. E tu, se fosses um dos velhos dos marretas ou te sentes como um, qual dos dois escolherias?

quarta-feira, abril 20, 2005

Portugaliza

Devo confessar que das diversas vezes que me abordam a questão em torno da autonomia da Galiza e da sua relação, muito íntima diga-se, com Portugal, fico indeciso, não relutante, mas sim, confuso pois apodera-se de mim uma espécie de letargia intelectual que me levam a pensar que sim mas sem qualquer tipo de acção anexa. Infelizmente, a questão da independência da Galiza, ou a sua autonomia mais alargada e efectiva de Castela, tem vindo a ser utilizada por vários grupos de vários quadrantes políticos sob o pretexto da veiculação de certas ideias que, para mim, são estranhas e absurdas. Uma dessas muitas ideias é de um “Movimento Reunificador da Galiza e Portugal� que, utilizando a questão da autonomia e até mesmo a independência da Galiza, tenta veicular a ideia que, através de um sistema Monárquico, Portugal e a Galiza poderiam unificar-se e até, espantem-se, fugir da dicotomia esquerda/direita que o sistema republicano providencia e que tanto divide o pais eos portugueses, sendo no mínimo uma ideia hilariante mas, por causa destas e de outras ideias que gravitam em torno da questão da Galiza que eu vejo-me um pouco relutante em relação à independência pura e simples da Galiza, ou melhor, relutante acerca dos pressupostos de uma indepndência da Galiza. Qualquer das vias há projectos e ideias apensas a esta questão que, pelos quais, eu nutro alguma simpatia e até mesmo apoio. Um caso que saliento é este.
Durante o Período Negro do Franquismo, a língua Galega foi alvo de uma tentativa de erradicação pura e simples mas, graças a vários Galegos notáveis, a língua Galega, tem vindo a recuperar terreno entretanto perdido.
A ideia de um estudo mais aprofundado e mais alargado a Portugal da língua Galega que, afinal de contas, é a génese da nossa, ou pelo menos uma das fontes, da formação da nossa língua. Interessante considero a aproximação entre as duas culturas e um maior intercâmbio cultural/linguístico. Nesta matéria a empatia que se possa sentir por uma ou outra zona do nosso país pode toldar a percepção correcta da questão.
A Galiza é uma região a visitar concerteza pela sua riqueza cultural e paisagística, sem querer fazer de mim um operador turístico, digo-vos que vale bem a pena. Quanto à autonomia plena e mais eficaz da Galiza, quanto a isso, podem contar com o meu apoio total sem querer ser tendencioso pois sou descendente de um Galego.

Nunca mais

Nunca mais faço qualquer tipo de ode a quem quer que seja. Da última vez que fiz isto, esse alguém foi eleito Papa. Bolas!!!