quarta-feira, julho 20, 2005
Estalou o verniz
Este género de questões, em torno da blogoesfera, já foram inúmeras vezes levantados sem grande transtorno para a blogoesfera pois nesta continuam a proliferar estes, e outros, tipos de blogs. Sinceramente, o que se pretende fazer acerca deste questão do insulto e levamtamento de suspeitas em torno de pessoas que, normalmente, não se poderão defender? Creio que pouco ou talvez nada a não ser travar a liberdade de expressão pura e simples pois, poder-se-á abordar uma questão, insinuando, ou então, fazendo levar à tona uma série de coincidências. O problema aqui reside nos comentários e comentadores que, por vezes, primam pela falta de bom senso naquilo que escrevem, comprometendo os autores dos blogs, sem deixarem uma identificação. Claro está que, a identificação, não será mais do que um nickname mas, qualquer das vias, não é um comentário do género toca e foge, muitas vezes cobarde quando insulta o autor ou os visados num qualquer post. Não sou a favor da instauração de regras/leis para a Blogoesfera mas apelo sempre ao bom senso e alguma frontalidade. Que fácil é chegar a um blog que começar a deixar comentários insultuosos e depois fugir mas, todavia, que fácil é alguém chegar à porta de alguém e deixar um cartaz com algo insultuoso escrito acerca de alguém que lá vive. Tem exactamente a mesma gravidade e o mesmo grau de cobardia. Também há que ver que somos bombardeados todos os dias com insinuações, actos cobardes e outras afirmações que tais por quem deveria dar o exemplo e não dá. Agora quem é que deverá perder o piu? Quem não tiver pecados que atire a primeira pedra.
terça-feira, julho 19, 2005
Cabeças de vento
Este tipo de produção eléctrica é limpa e rentável, o que, trás imensas vantagens para um paÃs como o nosso tão dependente do petróleo.
Este projecto de produção de energia, através do vento, é entusiasmante em virtude de, através dos moinhos de vento, se poder produzir hidrogénio pelo processo de electrólise, e assim, poder munir a Carris e os STCP com veÃculos movidos a hidrógenio. Claro está que os lobbies do petróleo e do gás irão espernear mas o executivo tem que se manter firme nesta matéria, caso contrário, irá pagar a factura polÃtica bem cara.
segunda-feira, julho 18, 2005
Speed Dating
Nos leilões de gado vivo, as vacas têm números e os potenciais compradores têm números também. As vacas desfilam, com a prévia brochura acerca da origem desta distribuÃda antes do leilão, num recinto fechado por breves minutos também. A semelhança entre um leilão de gado e este sistema do Speed dating é assustadoramente próxima, o que, poderá levar a concluir que, num dos casos poderemos encontrar a cara-metade ou a vaca da nossa vida penso eu de que...
Estes romanos são loucos!
sexta-feira, julho 15, 2005
Cada techo tem a sua panela
Quer queiramos ou não, a Fundação Calouste Gulbenkian é uma Instituição da esfera privada e, infelizmente, poderá tomar este tipo de decisões sem que tenha que dar satisfações à população. É triste mas em Portugal é assim porque, e isto é que é o ponto da questão, a cultura é feita por privados porque, da parte do governo Português pouco ou nada é apoiado, ou quando é apoiado, é sempre sub-apoiado e assim faz-se pouca coisa. O cerne da questão aqui está no facto do Estado Português não disponibilizar os meios suficientes para termos efectivamente cultura neste paÃs. Ao invés disso, pagamos repórteres do canal estatal para passarem férias no estrangeiro sempre que há um episódio qualquer de relevância, se é que, por vezes,esse episódio é minimamente relevante. Cultura neste paÃs é contratar uma fadista qualquer para cantar um fadinho num programa qualquer de televisão e falar acerca do saudosismo fadista e da tradição. Nunca passou pela cabeça de qualquer polÃtico que, uma companhia de bailado, e não só, é fundamental para o paÃs. Para muitos isto pode parecer efémero e desregado do que é essencial mas o facto é que um povo que não cria, que não se expressa, definha e isto é que está a acontecer em Portugal. A dança, o teatro, o cinema são formas de expressão artÃstica que promove a criatividade de quem faz e de quem vê e, essencialmente, de quem vê é que se deve estimular essa criatividade. Um povo cinzento definha, vamos colorir Portugal com Cultura.
Por fim, digo a todos os polÃticos que gostam de aparecer na televisão chocados com o encerramento da companhia de Bailado que, em vez de se aproveitarem deste episódio para darem uma imagem de grande preocupação pela cultura neste paÃs, apresentem projectos para a criação ou apoio de companhias de bailado, escolas de bailado estatais porque, a cultura é efectivamente necessária, não é um luxo para alguns.
quarta-feira, julho 13, 2005
Fazer amiguinhos(as)
Não querendo ser um bota de elástico, como é que se conhece uma pessoa, que não se vê, por mera conversa de circunstância via Internet. Para mim é um pouco estranho todo este conceito, prefiro observar o que uma pessoa escreve ou diz, e depois, deixar que a curiosidade cresça para ter vontade de conhecer. Qualquer das vias, isto, transporta-se para a vida do dia a dia quando, numa fila qualquer de um qualquer local onde se tem que esperar inevitávelmente, se enceta uma conversa de circunstância com alguém e, a uma dada altura, olha-se a outra pessoa nos olhos e vê-se que essa pessoa deverá estar a pensar que se está a bater couro, if u know what i mean. Para quem, como eu, mete conversa com toda a gente sempre na desportiva, é estranho verificar este fenómeno que faz com que as pessoas se mantenham afastadas entre si, e que, guardam para estes momentos, a feliz indulgência a outrém para deixar que essa pessoa converse com esta porque, afinal, o jogo tem uma pontuação diferente. Não suporto dar conversa por dar apenas e tão pouco bater couro, já não tenho paciência para isso e as conversas geralmente não têem ponta por onde se lhe pegue.
terça-feira, julho 12, 2005
Mais um bocadinho de verão


segunda-feira, julho 11, 2005
O Verão
Eis o melhor do Verão.
sexta-feira, julho 08, 2005
Sonho ou realidade
- Entrar no meu carro movido a energia eléctrica ou hidrogénio, enfim qualquer carro desde que fosse ecológico, e seguir viagem para o trabalho ou para um passeio.
- Ver o noticiário e as notÃcias não serem de fome, morte, guerra ou exploração neo-colonialista dos paÃses do ocidente, ou de qualquer paÃs que fosse.
- Gostaria que o exercÃcio do poder não fosse controlado por grupos de intenções duvidosas.
- Gostaria de ter cerveja ou whiskey canalizado para não ter que ir ao supermercado quando há festança em casa.
- Gostaria de percorrer as ruas de qualquer cidade e ver as pessoas confiantes e alegres ao contrário do que vejo hoje em dia.
É infantil e muito aéreo mas digo-vos que sonhar faz bem a toda a gente. De todas as coisas que enumerei tenho a perfeita consciência que muitas não serão concretizadas e que, atendendo aos lÃderes mundiais que temos, mais fácil será ter cerveja canalizada do que acabar com o neo-colonialismo e o neoliberalismo vigentes hoje em dia. Pelo menos será mais rápido creio eu.
terça-feira, julho 05, 2005
Verão castanho
Na Alemanha é que há um solário em cada esquina, aliás, nunca vi tantos na minha vida mas percebe-se atendendo ao clima alemão pouco solar digamos. Por mim passavam as senhoras vindas desses solários. tinha pena delas pois parecia que tinham-nas posto dentro de um micro-ondas no programa de descongelação durante 30 minutos, estavam queimadas e não tinham aquele bronzeado dourado que eu aprecio pessoalmente, a pele parecia envelhecida. Acho curioso, bem como, curioso estou, em tentar adivinhar o que será a moda nos próximos tempos em termos de tonalidades para a pele. Se nos séculos passados a palidez era moda, actualmente, a queimadura solar é a trend dos tempos. O que será no próximo século?
domingo, julho 03, 2005
Será que a pobreza acabou ontem?
Outra questão apensa a este tipo de eventos tem a ver com a capacidade de mobilização do público em torno de uma causa, ou será, em torno de uma série de bandas? Esta dúvida paira em torno do LiveAid e creio que é inevitável a politização deste tipo de evento. É óbvio que a politização deste tipo de evento não é, nem pode ser, feita sob os velhos modelos de esquerda versus direita, mas sim, em torno de um movimento de desobediência cÃvica que pressionará todos os partidos a encarem a necessidade extrema em modificar o modelo de globalização que se está a aplicar. A busca de lucro fácil sob a capa de uma globalização que abrirá as portas à livre circulação de produtos entre os vários paÃses mundiais, é uma falácia se, essa circulação de produtos for feita no pressuposto da exploração de mão-de-obra barata. A mão-de-obra, a nÃvel mundial, não poderá continuar a ser barata, pois isso cavará cada vez mais o fosso entre ricos e pobres. A globalização deverá permitir o nivelamento, o mais próximo possÃvel, para que esses paÃses produzam e sejam consumidores. Não se pode sustentar a situação actual em que, algures no Paquistão, um trabalhador paquistanês, provavelmente uma criança, não tem o dinheiro suficiente para comprar uma dos milhares de bolas de futebol que produz, é um contra-senso. Por fim, utilizar slogan dizendo que hoje vamos acabar com a pobreza, tenham paciência e não gozem com a situação.
A desobediência civil não é um fetiche, é um dever que todos os cidadãos devem exercer quando está em causa a dignidade humana, seja no nosso paÃs ou em qualquer outro ponto do globo, pois, isso, afecta directamente todos nós.
quinta-feira, junho 30, 2005
Esperem lá
- Todos os Portugeses são doentes
- Cada português padece de cancro, lupus, reumático, doenças cardio-vasculares, unha encravada, mau olhado, febre tÃfoide, diabetes, entre outras doenças, ao mesmo tempo!
- Não há Portugueses saudáveis parece.
Volto a afirmar que o trabalho que estas Instituições prestam é de uma mais-valia notável mas, um milhão de cada vez, é um pouco exagerado creio eu.
quarta-feira, junho 29, 2005
E novidades?
Nunca desejei a morte de ninguém mas, quando Savimbi foi morto, causou-me uma sensação de alÃvio, ou seja, parte do problema estava resolvido. Agora falta resolver a outra parte do problema.
terça-feira, junho 28, 2005
Perdido mas não por muito tempo
segunda-feira, junho 27, 2005
Orçamento de Estado
O que se passa?
sábado, junho 25, 2005
Gerações tipo
terça-feira, junho 21, 2005
And the winner is....
segunda-feira, junho 20, 2005
Prova Oral
Eis as calinadas nas provas orais de Direito de várias faculdades:
- Prova oral da cadeira de Direito Constitucional, uma universidade privada de Lisboa:- O que aconteceu no 25 de Abril foi o inÃcio do regime autoritário salazarista. Mas quem subiu ao poder foi o presidente do então PSD, Ã�lvaro Cunhal, que viria a falecer em circunstâncias misteriosas no acidente de Camarate.
- Prova oral de Direito Constitucional, numa universidade lisboeta:- O Presidente da República pode ir passar três meses de férias nas CaraÃbas?- Não, porque ia ter muitos problemas com a obtenção do visto. Só se o presidente da Assembleia da República metesse uma cunha para ele conseguir o visto de permanência.
- Universidade privada do Porto, curso de Direito:- Como é que são assegurados os trabalhos da Assembleia da República entre 15 de Julho e 15 de Outubro?- Quase não há trabalhos durante o Verão. Os únicos trabalhos que há da Assembleia, durante o Verão, são umas reuniões na casa do Dr. Mário Soares, no Vau. Mas é sempre difÃcil fazer as reuniões, porque a casa é muito pequenina e tantos polÃticos juntos provocam muitos problemas de segurança.
- - Diga-me por favor o que é a Nato.- É a Organização do Tratado do Atlântico Norte.- E a OTAN?- (o examinado, depois de pensar demoradamente) Bem, aà a doutrina divide-se.
- Faculdade de Direito de Lisboa. É procedimento habitual nas faculdades de Direito o professor terminar a exposição de casos práticos nas provas orais com a expressão "quid juris?" ("o que é de direito?"). Em anos consecutivos de prestação de provas orais com o mesmo professor, uma aluna respondia ao "quid juris" do examinador com um misterioso "obrigado". Ao 3º ano do curso, questionada, pelo cada vez mais estupefacto examinador, a aluna respondeu que julgava que a expressão em latim significava um amistoso "boa sorte".
- Prova oral do 1º ano de Direito Constitucional, Faculdade de Direito de Lisboa.- Quais são os órgãos de soberania, segundo a nossa Constituição de 1986?- São o Presidente da República, o Governo, os Tribunais...aaaaah...aaaaaah...- Então a senhora não lê o Diário da República?- Exactamente, senhor professor, o Diário da República é o órgão que faltava!
- Introdução ao Estudo do Direito, Faculdade de Direito de Coimbra, Junho. Primeira pergunta do exame.- Pegue no Código Civil e leia o artigo 32.- O Código Civil?- Sim, o Código Civil.- Bem, Sr. professor, isso é que ainda não tive oportunidade de comprar.
Táctica
domingo, junho 19, 2005
Manif
É duma falta de bom senso a autorização deste tipo de manifestação, com estes motivos, numa altura de crise e desemprego que, invariávelmente, faz recrudescer os sentimentos xenófobos. O que se pretende com a autorização deste tipo de manifestações? O exercÃcio da democracia com o direito à manifestação? Falso argumento quando, quem promove a manifestação, não é nem pretende a democracia, assim, o que poderia ser considerado como um exercÃcio de democracia foi, e é, um exercÃcio anti-democrático.
quinta-feira, junho 16, 2005
Perplexidades
Algo de muito certo
segunda-feira, junho 13, 2005
Alvaro Cunhal

Para alguns amado, para outros odiado, o facto é que faleceu hoje uma das figuras mais marcantes da História PolÃtica Portuguesa. Ã�lvaro Cunhal foi até ao dia em que a morte o levou, um lutador e um homem de ideiais. Não foi só a polÃtica que Ã�lvaro Cunhal nos deixou, com ele, a escrita e a pintura marcaram também a sua vida.
domingo, junho 12, 2005
Festas de São João
Adoro as festas de São João no Entroncamento apesar de, o cartaz, ser sempre feito para as massas e a qualidade muito relativa tendo como referência o meu gosto pessoal por música. No entanto, o cartaz tolera-se devido aos inúmeros atractivos que esta festa tem. Milhares de pessoas nas ruas acotovelam-se umas contra as outras para chegarem o mais próximo possÃvel do palco e dos locais de melhor visibilidade. As senhoritas casadas passeiam-se por entre as gentes ostentando os seus maridos, o mais bem sucedidos possÃvel, para causar invejas à s demais. Ao mesmo tempo chegam as divorciadas, jovens senhoritas que casaram cedo e que mais tarde aperceberam-se que poderiam ter uma vida própria, e que vida. No meio de tudo isto, a restante maralha de gente que para lá vai enxarcar a vela como de costume, e no final da noite, os populares embrenham-se em jogos populares de pugilato à boa maneira Ribatejana. Dá-me impressão que a malta adora andar ao soco, e para quem é apreciador de bom pugilato, nada melhor do que sentar-se nas barraquinhas e apreciar o espectáculo. Algures no avanço da noite há sempre aquele cromo, ou vários, que vai dançar em frente ao palco e assim abrilhantar a noite. De resto, é uma ocasião para pôr em dia as novidades de quem já saÃu da santa terrinha e curtir noite fora.
Não poderia deixar de lembrar como a maralha se dispõe no terreno. � frente, o pessoal mais velho para apreciar o espectáculo de variedades, no meio a malta de meia idade a observar-se mutuamente e atrás do palco a malta mais nova. Atrás do palco a malta mais nova refugia-se dos olhares dos pais e dos vizinhos e ali fica sentada fumar o seu cigarrito e a ver se consegue alguma coisa com aquela ou aquele lá do liceu. É hilariante ver como as pessoas se dispõem no terreno consuante a idade e a intenção. Eu, por lá fico no meio daquilo tudo a apreciar o espectáculo, não o do palco, mas sim, o da plateia.
quinta-feira, junho 09, 2005
Praia
quarta-feira, junho 08, 2005
Balanço
O Raminhos proporcionou-me o contacto com pessoas das mais diversas origens e personalidades, o que, para mim, é extraordinário. Também apanhei os meus cromos difÃceis ao ponto de ter que banir alguns deles mas sempre consegui lidar com isso da mesma forma que lido com tudo na minha vida, frontalidade sempre. De resto agradeço a quem me tem vindo a aturar e também aos contributos que fazem através dos comentários e para o ano cá estaremos a fazer mais um balanço de frente para trás e de trás para a frente.
terça-feira, junho 07, 2005
Os sete sapatos sujos
O escritor moçambicano, Mia Couto, também licenciado em Medicina e Biologia, fez uma oração de sapiência, a 7 de Março, na abertura do ano lectivo do Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique. Excertos desta oração foram publicados no Courrier Internacional, nº. 0, de 2 de Abril.Destacamos, Os Sete Sapatos Sujos:
"Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar. Eu contei Sete Sapatos Sujos que necessitamos de deixar na soleira da porta dos tempos novos. Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher e sete é um número mágico:
- Primeiro Sapato - A ideia de que os culpados são sempre os outros.
- Segundo Sapato - A ideia de que o sucesso não nasce do trabalho.
- Terceiro Sapato - O preconceito de que quem critica é um inimigo.
- Quarto Sapato - A ideia de que mudar as palavras muda a realidade.
- Quinto Sapato - A vergonha de ser pobre e o culto das aparências.
- Sexto Sapato - A passividade perante a injustiça.
- Sétimo Sapato - A ideia de que, para sermos modernos, temos de imitar os outros.
"MIA COUTO"
segunda-feira, junho 06, 2005
Aniversário
domingo, junho 05, 2005
Terapia regressiva
Então o que é feito de ti? Sabes como é Nova Iorque, Tóquio de um lado para o outro é sempre a andar... pá.
Então o que é feito de ti? Emigrei para o Tibete depois de me ter convertido ao Budismo daà eu não aparecer muitas vezes....pá
Então o que é feito de ti? Sou mercenário no Burkina Faso e agora vou concorrer à presidência do paÃs onde já fizeram de mim um Deus.
Então o que é feito de ti? Tenho andado fugido.......de ti ehehehehe
Como que se essas pessoas realmente estivessem preocupadas com o que era feito de mim, eu, entrei no jogo deles mas, em vez deles, recorri à ironia, o meu brinquedo favorito nestas situações.
De resto, apreciei alguns cisnes que por lá andavam. De patinhas feias no liceu, agora, autênticos cisnes, e que cisnes.
sexta-feira, junho 03, 2005
Referendo
Eis um pequeno excerto de um artigo publicado hoje no NewYork Times que diz muito acerca dos resultados dos referendos.
There is a disaffection, perhaps even a rebellion, against the political elites in France, Germany and Italy.
The governing parties of the left and the right are saying the same things to their people: that painful, free-market economic reforms are the only path toward rejuvenation, more jobs, better futures. And the people, who have come to equate the idea of an expanded Europe with a challenge to cradle-to-grave social protections, are giving the same answer: We don't believe you.
quarta-feira, junho 01, 2005
LIVEAID
Sinceramente, estou farto desta classe jornalÃstica que procura o escândalo em vez da informação objectiva. O concerto em causa irá unir, creio eu, pessoas de vários quadrantes polÃticos independentemente de serem esquerda ou direita, aliás, não é isso que está em causa. O que está em causa é o modelo de fazer polÃtica dos vários polÃticos internacionais, esquerda ou direita, que fomentam este estar de coisas. Se me perguntam se um conjunto de artistas musicais irão resolver os problemas que se sentem em Ã�frica, claro está que não mas ajuda. Essencialmente pela pressão que será feita aos G-8 pela quantidade de pessoas que irão assistir ao concerto. É de louvar e a população ocidental, em especial os jovens, estão fartos desta polÃtica que, ao contrário do que acontecia 20 anos atrás com o primeiro concerto, está a fazer sentir na pele todos os malefÃcios deste estar de coisas.
segunda-feira, maio 30, 2005
De um não nasce um sim
Elaborar um texto para uma Constituição Europeia, tão necessária que é actualmente para a Europa, sem antes preparar o caminho para o êxito é um erro crasso que os actuais polÃticos, ou classe polÃtica europeia, fez ao não tomar em conta que, o povo europeu, está farto de toda uma classe polÃtica europeia no estilo de Chirac, Tony Blair, Durão Barroso, Berlusconi, Schroeder entre outros. Foi essencialmente, o referendo Francês, uma derrota dessa classe polÃtica caduca, do balão de oxigénio do capitalismo selvagem, e a vitória de uma Europa que se quer, pelos Europeus, mais justa e menos americanizada, bem hajam os franceses pela lucidez mais uma vez.
Uma Constituição tem por base sempre uma polÃtica ou organização de Defesa Nacional, Justiça e polÃtica externa. Não podemos estar sujeitos, mais uma vez, ao que aconteceu com a guerra do Golfo onde houve uma divisão clara da Europa sob os interesses particulares de alguns estados membros em detrimento do interesse europeu que era o de não apoiar aquela guerra inútil e atentatória do Direito Internacional. Como é possÃvel ter uma Constituição credÃvel sem uma organização militar conjunta, sem um sistema judicial conjunto, sem uma polÃtica externa conjunta e unÃssona? Este foi o erro crasso de quem elaborou este texto da Constituição, a questão das referências ao cristianismo quanto a mim são acessórias ou facilmente ultrapassáveis.
Por fim a Directiva Bolkenstein, que é o culminar do capitalismo selvagem e contrária ao espÃrito que teve por base a criação da Europa Unida fez, como seria de esperar, a sua quota parte de intervenção junto do eleitorado para votar Não a este texto da Constituição. Não se pode tratar os novos paÃses aderentes à União Europeia como meros fornecedores de mão-de-obra barata como é também o caso da pretensão da adesão da Turquia à Europa dos 25. Espero que com este resultado do referendo em França tenham aprendido a devida lição e que a tal classe polÃtica a que me referi anteriormente sinta cada vez mais que está a mais nesta Europa de cidadãos que estão fartos da exploração e do Capitalismo selvagem.
sábado, maio 28, 2005
Obstinação japonesa
sexta-feira, maio 27, 2005
Bucha é lei
Cláusula 8.ª
PerÃodo normal de trabalho
(...)
6 - Sem prejuÃzo da laboração normal, as empresas devem conceder no primeiro perÃodo de trabalho diário o tempo mÃnimo necessário à tomada de uma refeição ligeira, normalmente designada «bucha», em moldes a regulamentar pela entidade patronal.(...)
Atendendo à preocupação do legislador para a realidade especÃfica do sector da construção civil eu propunha o seguinte:
1 - Uma nova categoria profissional que seria a de Aguadeiro que teria a seguinte descrição e retribuição. Funçaõ desempenhada por um qualquer jovem com mais de 17 anos e que consiste em forneçer os pedreiros de 2º e 1ª com a Superbock.A retribuição seria o salário mÃnimo nacional com o respectivo abono de falhas no valor equivalente a uma grade de cerveja caso o jovem se enganasse com os trocos ou bebesse as cervejas todas antes de chegar à obra.
2 - Deveria haver um periodo especÃfico para uma das actividades dos trolhas, o assobio à moça que passa. Assim serião dados 5 minutos de manhã e de tarde após a Bucha para o assobio.
Como vêem a legislação portuguesa é das mais avançadas da Europa.
Beleza
terça-feira, maio 24, 2005
Historietas de patriotismo e afins
Obviamente que apoiar-se uma qualquer iniciativa ou personalidade mesmo que não se concorde com isso ou com a personalidade em causa, mas fazê-lo mesmo assim apenas porque é Português, é intelectualmente desonesto.
Tenho uma relação com a comunidade em que vivo quase maternal, ralho, agasto-me por vezes, grito e faço trinta por uma linha mas faço-o porque preocupo-me com a comunidade em que vivo. Tenho brio e orgulho e a mim custa-me admitir que há paÃses mais desenvolvidos que Portugal mas, aparentemente, Portugal poderia perfeitamente ombrear com esses paÃses com as capacidades que tem mas não o faz ( aà Portugal, Portugal o que é que estás à espera). Chamo o meu paÃs pelo segundo nome, como as mães o fazem aos filhos que se portam mal. Portugal é o seu nome, dos pequeninos, o seu segundo nome, é isso mesmo Portugal é o Portugal dos pequeninos quando vemos os estado actual das coisas.
Por vezes assusto-me com as pessoas que pensam que nos outros paÃses é que há tudo do bom e do melhor e que, quase como por magia, esses paÃses, atingiram o nÃvel de desenvolvimento que detêm actualmente. Nesses paÃses, a uma dada altura, uma minoria imprimiu o ritmo para a mudança e a restante maralha não teve outro remédio senão acompanhar os tempos de mudança. Por cá, o fatalismo crónico português, faz-nos pensar que as coisas são assim e assim ficaram porque é o nosso destino, o nosso Fado. Não pensem que me insurjo contra quem diga que Portugal está mal, e muito diga-se de passagem, apenas me insurjo pela incorrecta utilização do verbo que reflecte a incapacidade que o população Portuguesa tem em mobilizar-se contra aqueles que roubam e se aproveitam do PaÃs. Neste caso, caro Tiago, concordo contigo quando criticas o estado actual de coisas no paÃs mas contraponho apenas com o seguinte: Portugal está mal, não é mau. Esta diferença aparentemente semântica, é mais profunda do que isso. Portugal está mal mas eu quero que mude, quero denunciar o que está mal, quero utilizar como exemplo o que está bem e o bom que se faz neste paÃs, porque, como já disse, tenho uma relação profunda com a comunidade a que pertenço, ela sou eu e eu sou ela.
Compreendo o agastamento com Portugal mas é tempo de deixar de lamúrias improducentes e seguir em frente, participar, lutar e mudar, essencialmente, mudar. Não ficar cego com os primeiros lugares nos jogos sem fronteiras, não alimentar gulosos como aqueles que governaram desde o 25 de Abril até à data e participar mais activamente na sociedade. De resto, sim Portugal está mal, muito mal mas nem tudo é mau, nem tudo é bom e nada actualmente serve de exemplo para o paÃs que eu quero no futuro.
domingo, maio 22, 2005
Texas em Portugal
Há mais uma questão apensa ao episódio de Coruche que tem a ver com a comunidade cigana e a aura criminal que esta carrega sobre os seus ombros mas que, em alguns casos, não corresponde à verdade. É certo que nesta questão, a mesma imagem pode ser captada em diversos ângulos e daà saÃrem várias fotos um pouco distintas entre si. Se é verdade que há elementos da comunidade cigana que se ocupam a empreender actividades Ãlicitas, também os há que são cidadãos cumpridores. Se a comunidade cigana é uma comunidade que preserva uma cultura distinta da restante sociedade e que não faz um esforço em se integrar é verdade, como também é verdade que a restante comunidade não faz a mÃnima ideia, nem quer saber, como é a cultura cigana. Nesta matéria a ideia comum é a que os ciganos se devem assimilar à cultura dominante, e esta, não deverá sequer tentar respeitar ou aprender a conviver com a cultura cigana. O racismo é evidente em torno da comunidade cigana como é evidente também a utilização desta discriminação em proveito próprio por parte da comunidade cigana, o certo é que nem uma parte nem a outra fizeram alguma vez um esforço para conviverem entre si respeitando-se mutuamente. Sim, são paninhos quentes para a questão mas bem vistas as coisas temos duas opções. A primeira criar em Coruche uma espécie de Texas Ribatejano com mÃlicias populares e linchamentos à Faroeste, ou então, pura e simplesmente, ter polÃcia suficiente para combater estas situações, retirando é claro, os maus elementos de uma comunidade qualquer e trabalhando na integração desta comunidades evitando o preconceito e a desconfiança.
Nota: Ao que parece há um grupo de elementos da extrema-direita que se propuseram a deslocar-se a Coruche para auxÃlio das pessoas amedrontadas pelos acontecimentos. Da outra parte, os elementos da famÃlia cigana problemática já convocaram os primos e tios e irmãos, cerca de trinta, para comparecerem em Coruche e auxiliarem a famÃlia cigana. Vai ser bonito atendendo que, em Coruche, para além das corridas de toiros, o pugilato é muito apreciado por aquelas bandas.
sexta-feira, maio 20, 2005
Futurologia
quinta-feira, maio 19, 2005
Little China Girl
A lógica da deslocalização das empresas para paÃses sub-desenvolvidos devido aos baixos salários aplicados nesses paÃses parte do pressuposto que, nos mercados ocidentais, a população ocidental tenha dinheiro para consumir e, sem emprego, essa tarefa será muito difÃcil. Entretanto, vamos alimentando alguns barões do aparelho de Estado que vão ganhando milhões de dólares à conta do sonho americano dos trabalhadores que estes exploram.
quarta-feira, maio 18, 2005
terça-feira, maio 17, 2005
Filmes Portugueses


segunda-feira, maio 16, 2005
Cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas
Ao povo vamos dando Casas Pias e casos Modernas para ficarem a marinar, convenientemente, e surgirem com "revelações bombásticas" aqui e ali para abafarem outros assuntos. Esta é a receita para ser governo de Direita em Portugal, o povo quer é pão e circo, sim, a culpa não nasce orfã e se somos enganados é porque queremos. O que mais urgente há a fazer é educar o povo, dar cultura, deixar o garrafão de tintol e participar activamente na sociedade.
sábado, maio 14, 2005
Portugal
sexta-feira, maio 13, 2005
quarta-feira, maio 11, 2005
Azar
terça-feira, maio 10, 2005
O zé tuga
SER PORTUGUÊS É:
- Levar arroz de frango para a praia.
- Guardar aquelas cuecas velhas para polir o carro
- Ter tido a última grande vitória militar em 1385.
- Guiar como um manÃaco e ninguém se importar com isso.
- Levar a vida mais relaxada da Europa, mesmo sendo os últimos de todas as listas.
- Ter sempre marisco, tabaco e álcool a preços de saldo.
- Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
- Por os máximos para avisar os outros condutores da polÃcia adiante.
- Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma provÃncia espanhola.
- Exigir que lhe chamem "Doutor" mesmo sendo um Zé Ninguém.
- Passar o domingo no "shopping".
- Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
- Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
- Ir à aldeia todos os fins-de-semana visitar os pais ou avós.
- Gravar os "donos da bola".
- Ter diariamente pelo menos 8 telenovelas brasileiras na tv.
- Já ter "ido à bruxa".
- Filhos baptizados e de catecismo na mão mas nunca por os pés na igreja.
- Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer.
- Ter evacuado as Amoreiras no 11 de Setembro 2001.
- Viver mal, e dizer que o governo que temos é bom.
- Gracas a Deus, não ser espanhol.
- Lavar o carro na fonte ao domingo.
- Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.
- Levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber fazer piadas dos alentejanos.
- Ainda ter uma mãe ou avó que se veste de luto.
- Viver em casa dos pais até aos 30.
- Acender o cigarro a qualquer hora e em qualquer lugar sem quaisquer preocupações.
Conduzir sempre pela faixa da esquerda. - Ter três telemóveis.
- Jurar não comprar azeite Espanhol nem morto, apesar da maioria do azeite vendido em Portugal ser Espanhol.
- Deixar a telenovela a gravar.
- Organizar jogos de futebol solteiros e casados.
- Ir à bola, comprar "prá geral" e saltar "prá central".
- Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
- Super-bock, tremoços, caracóis e marisco.
- Cometer 3 infracções ao código da estrada em 5 segundos.
- Gracas a Deus, não ser brasileiro.
- Algarve em Agosto.
- Ir passear de carro ao domingo para a avenida principal.
- Dizer "prontos" no fim de cada frase.
É isto e muito mais mas, como deve calcular, somos também um povo com uma cultura excepcional e um temperamento muito agradável. Também somos bons quando queremos.
segunda-feira, maio 09, 2005
Assim é que é falar
A continuação da penalização das drogas é, quanto a mim, continuar a manter a cabeça debaixo da areia qual avestruz. O problema de base está nos factores que indiciaram a entrada de muitos num mundo negro da toxicodependência, ou seja, a exclusão social, famÃlias disfuncionais entre outros problemas. No entanto, saliento mais uma vez a lucidez do Sr. João Goulão quando disse, em entrevista à SIC, que o combate deverá ser feito aos factores que reprimem a felicidade dos toxicodepentes e que os fazem procurar algo, a droga, que simule essa sensação de felicidade. Não sou adepto da generalização do consumo de drogas mas, como o álcool, as drogas leves podem ser utilizadas socialmente sem que isso traga problemas de maior. As drogas mais duras, no espectro da despenalização do consumo, tem a vantagem de se conseguir monitorizar o consumo e os consumidores e acabar com o negócio ilÃcito de drogas com as consequências nefastas que isso traz.
sábado, maio 07, 2005
Não há espiga
sexta-feira, maio 06, 2005
Aviso
Spoooorrtiiing
quinta-feira, maio 05, 2005
Kinky stuff but not that much
terça-feira, maio 03, 2005
God bless.....Portas
Entrando no campo das generalizações que, neste caso de Paulo Portas, não tem perigo algum digo que pessoas como estas não fazem falta alguma a Portugal, aliás, o paÃs agradece a sua ausência o mais prolongada possÃvel. Sem espinha e dignidade vão muitos lÃderes dos partidos de Direita. Tive a infelicidade de trabalhar uma vez com indivÃduos militantes do PSD, alguns deputados, e experimentei o que é conviver com tal gentalha. Incompetentes, calões e com muita cagança, vivem à custa da depredação de outrém fruto dos golpes mais sujos que se possa imaginar. De facto os romanos estiveram aqui em Portugal e deixaram a sua marca pérfida neste género de pessoas que, fazendo lembrar um autêntico circo romano, proliferam por aÃ.
segunda-feira, maio 02, 2005
Testes
Vejam lá se este acerta.
Your #1 Match: ENTP |
| The Visionary You are charming, outgoing, friendly. You make a good first impression.You possess good negotiating skills and can convince anyone of anything.Happy to be the center of attention, you love to tell stories and show off.You're very clever, but not disciplined enough to do well in structured environments. You would make a great entrpreneur, marketing executive, or actor. |
sexta-feira, abril 29, 2005
Condução defensiva
- Para o Mourinho talvez seria conduzir com três defesas-centrais no banco de trás e um libero no porta-bagagem.
- Para George Bush seria conduzir um riquexó puxado por dois agentes da CIA.
- Para Bento XVI seria conduzir com três ou quatro Inquisitores e uma fogueira sempre pronta.
- Para Paulo Portas seria deixar de vez os automóveis e optar, definitivamente, pelos submarinos mesmo na A1.
Para Lili Caneças seria fazer um Pilling ao carro, a defesa da boa imagem do carro é essencial.
quinta-feira, abril 28, 2005
Civilizacionismo e os Agnósticos
O agnosticismo é um sistema filosófico que prevê que alguém não se pronuncie acerca de uma qualquer matéria, neste caso assuntos relacionados com a origem da vida e também religião, e dessa forma adopte uma posição abstencionista acerca da religião. A dúvida acerca de muitos assuntos relacionados com a vida e outras premissas, para mim, não são um fim mas sim um princÃpio que despoleta o pensamento, a análise, a crÃtica que leva ao pensamento e consequentemente à ideia ou juÃzo de valor acerca de algo. Neste caso, os agnósticos, são como os abstencionistas de uma qualquer decisão de uma qualquer opinião mas que se sentem suficientemente à vontade, o que é estranho, para falar acerca dos assuntos aos quais se abstiveram. Ser-se agnóstico para se ser quase ateu, quase crente consoante as necessidades do discurso é, para mim, uma desculpa para a falta de ideias ou pensamentos. Ouvir um agnóstico a falar da importância actual da Igreja Católica no Civilizacionismo tão emergente, por necessário, face à criação da União Europeia e a ascensão da China é uma desonestidade intelectual a meu ver. A eleição deste novo Papa como resposta ao tão necessário civilizacionismo europeu por perda de valores que não sendo afirmado está implÃcito, é tão grave quanto dizer que a Inquisição foi uma forma de Civilizacionismo necessária, já para não falar no colonialismo.
Todas as culturas viveram com a ruptura e criação de novos valores ou abordagens novas aos valores instituÃdos, isso, é uma certeza inabalável que fez com que a Humanidade tivesse descido das árvores para o solo e deixasse de comer bananas a não ser nos banana split. O papel da Igreja no quadro actual da formação da cultura europeia é o de se renovar sob pena de se deixar para trás definitivamente. De resto, a ICAR, já teve a influência nefasta que chegasse na cultura europeia já chega.
terça-feira, abril 26, 2005
Murais de Abril


Os murais pintados nos anos após o 25 de Abril constituem um património histórico de Portugal que, à semelhança de outro património histórico, não foi devidamente preservado. Creio que seja algo único em toda a Europa em termos de campanha polÃtica. Apreciem estes dois exemplos de murais pintados na altura após ao 25 de Abril, numa altura em que a Democracia parecia um sonho outrora tido como inatingÃvel, mas que, entretanto, fora concretizado com a revolução de Abril.
segunda-feira, abril 25, 2005
Viva o 25 de Abril
Viva o 25 de Abril!!! Precisamos de muitos 25 de Abris até consolidarmos a liberdade plena, livre das corporações e dos maniquaÃsmos ainda vigentes.
sábado, abril 23, 2005
Há sempre um lado positivo

sexta-feira, abril 22, 2005
Esta é boa!
quinta-feira, abril 21, 2005
Humor em Portugal
O retrato do Humor em Portugal é também o retrato do paÃs que temos onde a esmagadora maioria da população tem a sensibilidade de uma porta no que toca à escolha por entre as parcas opções culturais que dispõe.Vão-nos valendo alguns esclarecidos e demais pessoas com o mÃnimo de bom gosto para ir salvando a honra do convento. Não consigo conceber porque é que ainda se faz "Humor" fazendo recurso ao velho estereótipo do Portugês Rural analfabeto e bronco quando, apesar de tudo, a população activa no sector primário ser cada vez menor e mais envelhecida. Parece que só o que faz rir o português médio é a sua desgraça, caso contrário e se não fosse desgraçado, não teria nada com que rir. É estranho esta forma de viver tão Portuguesa.
Os velhos dos Marretas

Por vezes sinto-me tal e qual uma destas personagens mas fico sempre indeciso quanto a qual das duas personagens escolheria. E tu, se fosses um dos velhos dos marretas ou te sentes como um, qual dos dois escolherias?
quarta-feira, abril 20, 2005
Portugaliza
Durante o PerÃodo Negro do Franquismo, a lÃngua Galega foi alvo de uma tentativa de erradicação pura e simples mas, graças a vários Galegos notáveis, a lÃngua Galega, tem vindo a recuperar terreno entretanto perdido.
A ideia de um estudo mais aprofundado e mais alargado a Portugal da lÃngua Galega que, afinal de contas, é a génese da nossa, ou pelo menos uma das fontes, da formação da nossa lÃngua. Interessante considero a aproximação entre as duas culturas e um maior intercâmbio cultural/linguÃstico. Nesta matéria a empatia que se possa sentir por uma ou outra zona do nosso paÃs pode toldar a percepção correcta da questão.
A Galiza é uma região a visitar concerteza pela sua riqueza cultural e paisagÃstica, sem querer fazer de mim um operador turÃstico, digo-vos que vale bem a pena. Quanto à autonomia plena e mais eficaz da Galiza, quanto a isso, podem contar com o meu apoio total sem querer ser tendencioso pois sou descendente de um Galego.
Nunca mais
terça-feira, abril 19, 2005
Ode a Ratzinger
Deverão estar a pensar que estou a brincar mas fiquem descansados que não estão errados. Agora uma coisa é certa, nesta história de estar a brincar com a inteligência das outras pessoas, quem começou primeiro foi o Cardeal Ratzinger.
segunda-feira, abril 18, 2005
This goes out to the one i care the most as a friend
Nota à navegação: Em caso de violência doméstica, apesar de se ter verifica pela primeira vez, não se iludam a pensar que não se voltará a repetir. Voltará a acontecer se não houver pelo primeiro tratamento.
domingo, abril 17, 2005
A unidade cultural europeia
1º De facto existe uma unidade cultural entre os vários paÃses europeus que advêm da influência que a religião judaico-cristã imprimiu na cultura dos vários povos europeus.
2º Temos que verificar que, apesar de andarem lado a lado, e uma determinar a outra, sociedade e cultura podem ser algo distintas entre si dentro da mesma sociedade. O dia a dia de uma determinada cidade ou região não atesta uma diferença cultural em comparação com uma outra cidade ou região de um outro paÃs. A diferença cultural verifica-se noutros aspectos que têm a ver com a percepção dos valores sociais instituÃdos na sociedade que, é importante referir, estão impregnados de influência judaico-cristã. Não podemos inculcar um juÃzo de valor sobre uma determinada sociedade por esta apresentar numa cidade ou região um determinado padrão de organização territorial moderna. Podemos sim, verificar isso no interior das casas, ou melhor, na forma como o espaço interior de uma casa está ordenado como influência de uma determinada cultura. A Proxemia estuda este aspecto interessante que é a influência que uma determinada cultura tem sob a organização do espaço. Um exemplo curioso desta relação organização do espaço/cultura são os jardins japoneses em que, ao contrário dos jardins europeus, a beleza está no contraste entre quente/frio e húmido/seco e luz/escuridão, ao passo que, nos jardins europeus, a beleza reside na perfusão das cores como alusão subjacente ao Éden. Tudo isto para dizer apenas que, desenvolvimento não é só organização territorial das cidades ou espaços urbanos mas sim também a preocupação que é exposta por tentar organizar um espaço para que não haja fricções nem mal-estar. Neste aspecto, a Alemanha bate aos pontos muitos paÃses europeus, já para não falar do péssimo exemplo que é Portugal neste aspecto em concreto, no entanto, a diferença cultural entre Portugal e a Alemanha não se verifica apenas através disto. Um exemplo logo ao lado da Alemanha, a Holanda que é culturalmente muito próxima da Alemanha, a organização territorial das cidades é por vezes caótica bem como o trânsito. O que poderemos extrair destes exemplos? A vida moderna trouxe uma série de inovações muito interessantes no que concerne a evolução dos valores sociais instituÃdos, ou seja, não há nenhum salmo na BÃblia que diz para darmos a prioridade a quem se apresenta pela direita nem a quem se aproxima de bicicleta, logo, os valores sociais criados ou os antigos valores instituÃdos estão neste aspecto virgens podendo desta forma serem moldados sobre autoridade delegada pelo povo a quem os representa, o Governo. Aqui é que está a diferença substancial entre a Alemanha e Portugal, ou seja, aquando da organização territorial os alemães por vezes sacrificaram as suas pretensões pessoais de espaço e território individual em prol de uma causa comum, o seu paÃs. Portugal não foi exemplo disso, pelo contrário, temos casos de estradas com curvas sinuosas para se respeitar a propriedade privada de um qualquer cacique de aldeia que não quis ver o seu meio hectare de vinha estragado.
3º A unidade cultural europeia existe na bárbarie latente de todos os povos europeus. Isso mesmo, somos bárbaros afortunados por termos tido a felicidade de termos entre nós alguns iluminados que conseguiram levar avante as suas ideias e filosofias. Ainda hoje, séculos após os conflitos tribais que se deram na Europa, ainda nos guerreamos entre povos com uma agravante, adoramos a guerra e o conflito gratuito. As cenas de pancadaria entre povos em jogos de futebol ou mesmo entre o mesmo povo é regra comum na Europa. O branco é guerreiro e bárbaro quer queiramos quer não, custa admitir mas a história e os acontecimentos actuais mostram-nos cada vez mais isso.
Nota à navegação: Isto é resultado de uma desvaneio pessoal do autor e da sua experiência em alguns paÃses europeus, logo, não deixa de ser uma opinião pessoal.
sexta-feira, abril 15, 2005
Resposta ao repto lançado
1 - Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quereria ser?
O Super-Homem de Nietzche por colocar a Humanidade num local onde não há afinidade com assuntos constrangedores como a Moral. Ao contrário do que se poderia pensar, neste livro, Nietzsche não prega a destruição dos valores cristãos mas sim, quanto a mim, coloca-os no seu devido lugar. Cada indivÃduo deve assumir total responsabilidade pelas suas acções num mundo sem Deus. Convenhamos, este Super-Homem é bem melhor do que aquele que aparecia nas bandas desenhadas com as cuecas por cima dos collants e a tresandar de moralzinha cristã bacoca de se trazer por casa.
2 - Se já fiquei apanhado por alguma personagem de ficção?
Devo confessar que já tive um fraquinho pela Princesa Leia do Star Wars.
3 - Qual foi o último livro que compraste?
Último livro que comprei foi “ Sob aquele grande rio Eufrates� de Ruy Belo.
4 - Qual foi o último livro que leste?
O Diário de Jules Mainard
5 - Que livro estou a ler?
Actualmente nenhum por falta de tempo e até mesmo pachorra. O meu tempo está devotado inteiramente à pesquisa de alguns temas que tenho vindo a desenvolver por intermédio de ensaios, pelo que, apesar de ler bastante, os ensaios, não os poderia colocar como livros.
6 - Seis Livros que eu levaria para uma Ilha Deserta?
“Os passos em voltaâ€�, nada como este livro para colocar a minha memória estética a funcionar a nÃveis absurdamente irreais mas que eu adoro.
“A Cabala�, creio que seria uma boa oportunidade para ler este livro sagrado da fé judaica.
Colecção completa da Mafaldinha, nada melhor do que esta colecção para eu não esquecer do que me livrei ao desviar-me um pouco deste mundo.
Um livro de culinária da Maria de Lourdes Modesto para enganar a fome.
Mais livros não sei se levaria mas era gajo para tentar escrever um sobre cocos ou palmeiras, falta de tempo para ver cocos e palmeira não faltaria.
Por fim lanço este repto a três pessoas:
I´m no lady
Flush
Aulil
Agora desenrasquem-se !!
Hoje
Saudações Leoninas a todos!
quinta-feira, abril 14, 2005
Vida cor-de-rosa

Charles: How could you walk around with that horrible thing around your arm?
O rebento: I was going to ask you the same thing.
Inicialmente até pretendia fazer uma graçola como casamento do PrÃncipe Carlos de Inglaterra e Camila Parker Bowles mas, bem vistas as coisas, não faz sentido algum porque, para mim, este casamento tem tanto de relevante quanto a influência do ritual de acasalamento dos ácaros da carpete na vida do homem tÃpico de calças na mão. Contudo, ao receber esta imagem com o rebento do prÃncipe ostentando a suástica no braço, lembrei-me exactamente daquilo que representa para mim a Monarquia inglesa, aliás, qualquer monarquia no mundo. Não propriamente nazi mas sim corporativista, é isso a que tresanda a Monarquia inglesa quanto a mim. As classes “superioresâ€� por defeito de nascença, a bajulação em torno de uma ou várias figuram que nada fizeram para notabilizar mas que, devido ao seu nascimento, ascenderam a uma posição social de destaque para aqueles consumidores ávidos de revistas cor-de-rosa.
Por cá alguns suspiram por uma monarquia cor-de-rosa com muitos artigos acerca de casamentos, intrigas, traições amorosas e outros assuntos de suma importância quer para os ácaros, quer para o homem tÃpico de calças na mão. Tenho como objectivo social, uma sociedade de Liberdade onde todos nascem em igualdade de circunstâncias e livre acesso a todos os seus direitos fundamentais. Isto acontece na realidade ao contrário do que numa primeira impressão tenham pensado. Esta é realidade de quem é poderoso e pode ir a um Tribunal de ver-se livre de uma série de complicações por erros administrativos ao contrário de ser vÃtima desse mesmos erros por ser desfavorecido. Percebo agora o fascÃnio das massas cor-de-rosa que lêem as revistas da especialidade. Os leitores dessas revistas vivem no outro lado da colina e sonham, ao ler as revistas, como seria se estivessem no outro lado da colina onde tudo é glamour, tudo parece fácil. Desnecessário será dizer que as figuras do Jet-Set não têm onde cair mortas mas gozam de exposição nas revistas, e como tal, imagine-se, são intituladas de figuras públicas. São actores de uma peça muito mal encenada, com um texto medÃocre e com péssimos actores, no entanto, a lotação está sempre esgotada.
quarta-feira, abril 13, 2005
Dubai

Em pleno deserto, o Dubai, é um paÃs que, apesar do petróleo e a riqueza que este gera, tem uma enorme falta de água não fosse este estar no meio do deserto. No entanto, a excentricidade dos mais ricos e poderosos excedeu-se na construção deste court de ténis. Num paÃs em que os direitos fundamentais das Mulheres e dos Homens também não é minimamente respeitado por seguimento do Alcorão, o que é estranho pois, o Alcorão não é tão restrictivo quanto os paÃses árabes nos querem fazer crer, a pouca água serve para deleite dos mais ricos e poderosos em deterimento dos mais necessitados que não têm água suficiente para a agricultura. É curioso ver como as coisas são na práctica, no Dubai e restantes paÃses da penÃnsula arábica, o Islão é seguido de uma forma muito restritiva mas, em Djabel Ali free-zone, em pleno deserto arábico, foi construÃdo um mega porto franco onde se pode beber álcool, prostitutas, jogo entre outros deleites infÃeis para os mais ricos e pios seguidores do Islão dos paÃses adjacentes. Estão cada vez mais a parecerem-se com os católicos, ou seja, na sexta-feira mesquita, ao sábado putas. Sign of the times.
terça-feira, abril 12, 2005
Telenovelas
segunda-feira, abril 11, 2005
Experiências
Já li aqui, num comentário de um visitante, um termo que me fez despertar para uma questão que envolve a nossa sociedade. Estúpidoconsumocracia, isso mesmo, é estupidez do consumo, envolta numa suposta sensação de democracia por livre acesso a todos os produtos. De facto, actualmente, olhamos ao que podemos comprar com o dinheiro que temos e, não tendo, podemos comprar mais dinheiro numa das muitas empresa de micro-crédito, tudo para satisfazer o nosso vazio do quotidiano. Na questão que concerne a SIDA em Ã�frica, os seropositivos ocidentais poderão agradecer aos seropositivos africanos que, actualmente, são cobaias de uma série de experiências por parte das multinacionais farmacêuticas. Perguntavam-me no outro dia qual era o sector ilÃcito que mais dinheiro gerava e eu respondi:
1º Indústria do Armamento
2º Indústria farmacêutica
3º Tráfico de Seres Humanos
E com isto não digo mais nada e faço um apelo a terem cuidado com o que consumem, pois, por detrás de um simples e quase insignificante produto poderá estar um vida humana perdida. Já nem se fala acerca dos genéricos.
sábado, abril 09, 2005
Papabili
1ª Ser nomeado próximo Papa pelo seu caminho abnegado em que se embrenhou mesmo atraiçoado pelos seus discÃpulos. Seria um verdadeiro Papa, pois, este, papa tudo o que mexer, velhas, divorciadas e casadas, seria um Papa tutti quanti.
2ª Ser canonizado Papa do PSD pela sua faceta de mártir.
A decisão é dos Cardeais do PSD mas nada como o povo aclamar pelo seu mártir.
Quando é que este personagem desaparece de vez da cena polÃtica portuguesa?