terça-feira, julho 12, 2005

Mais um bocadinho de verão

Como na posta anterior houve um cliente insatisfeito, vamos ver se desta a clientela do tasco fica mais satisfeita.



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segunda-feira, julho 11, 2005

O Verão

Decidi fazer uma composição estilo escola primária acerca do verão. O verão é bonito, o verão é muito fixe, no verão vamos à praia. No entanto, o melhor do verão são mesmo as hormonas e feromonas que pairam no ar.

Eis o melhor do Verão.


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sexta-feira, julho 08, 2005

Sonho ou realidade

Os acontecimentos em Londres poderiam dar tema para um post mostrando o quão vil e cobarde acto perpetrado pelos terroristas em Londres. Daria também um bom post para falar acerca do tremendo erro que foi a intervenção no Iraque e o repúdio que todos nós sentimos pelas 12.000 vítimas do terrorismo naquele país mas, apesar de tudo, não quero escrever acerca disso. Os acontecimentos de ontem em Londres fizeram-me ter uma conversa com os meus botões e chegar a uma conclusão edílico-pueril do género o que eu gostaria de ser quando fosse grande. Como em termos profissionais já tenho aquilo que quis, deixando de parte a carreira de astronauta que eu escolhi quando tinha 8 anos de idade, actualmente tenho uma profissão que eu adoro e que me satisfaz. Sabendo que já sei e sou o que sempre quis ser, o que é que eu gostaria ser quando fosse grande? Ser, não tanto, mas fazer sim. Então o que eu gostaria de fazer, edílicamente, quando fosse ainda maior:


  1. Entrar no meu carro movido a energia eléctrica ou hidrogénio, enfim qualquer carro desde que fosse ecológico, e seguir viagem para o trabalho ou para um passeio.
  2. Ver o noticiário e as notícias não serem de fome, morte, guerra ou exploração neo-colonialista dos países do ocidente, ou de qualquer país que fosse.
  3. Gostaria que o exercício do poder não fosse controlado por grupos de intenções duvidosas.
  4. Gostaria de ter cerveja ou whiskey canalizado para não ter que ir ao supermercado quando há festança em casa.
  5. Gostaria de percorrer as ruas de qualquer cidade e ver as pessoas confiantes e alegres ao contrário do que vejo hoje em dia.

É infantil e muito aéreo mas digo-vos que sonhar faz bem a toda a gente. De todas as coisas que enumerei tenho a perfeita consciência que muitas não serão concretizadas e que, atendendo aos líderes mundiais que temos, mais fácil será ter cerveja canalizada do que acabar com o neo-colonialismo e o neoliberalismo vigentes hoje em dia. Pelo menos será mais rápido creio eu.

terça-feira, julho 05, 2005

Verão castanho

Se no século XVIII, as mulheres, envenenavam-se com enxofre para ficarem brancas, actualmente, as mulheres, envenenam-se com o Sol, natural ou artificial, para ficarem chamuscadas, aliás, não são só as mulheres os homens também gostam de tostar ao Sol. Na praia, se formos a ver bem, as pessoas parecem focas deitadas na praia, deitam-se ao sol, coçam-se, e no final mudam de lado para ficarem tostadas uniformemente. Pessoalmente, praia, é a partir das cinco da tarde até às oito pelas vantagens nítidas que este horário oferece. Neste horário, evitam-se as criancinhas a embrulharem-se a si e aos que estão ao seu redor de areia em quantidades industriais, evita-se levar boladas dos amáveis trolhas que vão jogar futebol na praia com calções à surfista e óculos escuros. Para mais, neste horário, o Sol não me incomoda tanto, o que, para mim é muito bom porque quando vou para a praia fico vermelho reflector na primeira exposição, vermelho e branco na segunda exposição e castanho após 15 dias de praia, mas como eu farto-me de praia logo após a primeira semana, a cor constante para mim é o vermelho.
Na Alemanha é que há um solário em cada esquina, aliás, nunca vi tantos na minha vida mas percebe-se atendendo ao clima alemão pouco solar digamos. Por mim passavam as senhoras vindas desses solários. tinha pena delas pois parecia que tinham-nas posto dentro de um micro-ondas no programa de descongelação durante 30 minutos, estavam queimadas e não tinham aquele bronzeado dourado que eu aprecio pessoalmente, a pele parecia envelhecida. Acho curioso, bem como, curioso estou, em tentar adivinhar o que será a moda nos próximos tempos em termos de tonalidades para a pele. Se nos séculos passados a palidez era moda, actualmente, a queimadura solar é a trend dos tempos. O que será no próximo século?

domingo, julho 03, 2005

Será que a pobreza acabou ontem?

A questão em volta da organização de um evento, como é o caso do LiveAid, situa-se sempre na quantidade de fundos que se geram em torno de uma causa. No entanto, temos que pensar sempre na forma, se é que existe uma forma viável nas circunstâncias actuais, de fazer com que os fundos efectivamente cheguem às populações realmente necessitadas. O primeiro LiveAid foi um fiasco no que toca à distribuição dos fundos às populações necessitadas porque muitos dos fundos ficaram no caminho ou foram desviados pelos governos e exércitos em guerra. Este ano, a questão mantêm-se, ou seja, como é que serão distribuídos os fundos e será que os fundos chegam às populações. Pessoalmente, creio que a melhor forma de auxiliar as populações necessitadas é através de projectos que permitam furar o ciclo de pobreza instalado nos países subdesenvolvidos. No entanto, esta ideia é sempre um pouco efémera, na medida em que, se não mudarmos as razões estruturais que provocam a pobreza, o auxílio pontual, de pouco servirá. A reunião do G8 será realizada, e que melhor altura para movimentar as pessoas em torno dos perigos que o presente modelo de Globalização apresenta, senão agora e durante o LiveAiD. Não podemos ter a ilusão que perdoando a dívida externa dos países subdesenvolvidos que estaremos a ajudar efectivamente esses países. A maior parte das dívidas externas, nesses países, são originadas pela venda de armamento para alimentar guerras, na sua maioria, sustentadas pelos países desenvolvidos, bem como, pelas dívidas que esses países têm na aquisição de medicamentos para combate às muitas doenças que assolam extensos territórios e populações. Não posso conceber que um país africano, pobre, pague tanto ou mais por um medicamento essencial que poderá salvar as vidas de muitos milhares de pessoas, apenas porque, a indústria farmacêutica pretende ganhar milhões extras com a miséria das populações.
Outra questão apensa a este tipo de eventos tem a ver com a capacidade de mobilização do público em torno de uma causa, ou será, em torno de uma série de bandas? Esta dúvida paira em torno do LiveAid e creio que é inevitável a politização deste tipo de evento. É óbvio que a politização deste tipo de evento não é, nem pode ser, feita sob os velhos modelos de esquerda versus direita, mas sim, em torno de um movimento de desobediência cívica que pressionará todos os partidos a encarem a necessidade extrema em modificar o modelo de globalização que se está a aplicar. A busca de lucro fácil sob a capa de uma globalização que abrirá as portas à livre circulação de produtos entre os vários países mundiais, é uma falácia se, essa circulação de produtos for feita no pressuposto da exploração de mão-de-obra barata. A mão-de-obra, a nível mundial, não poderá continuar a ser barata, pois isso cavará cada vez mais o fosso entre ricos e pobres. A globalização deverá permitir o nivelamento, o mais próximo possível, para que esses países produzam e sejam consumidores. Não se pode sustentar a situação actual em que, algures no Paquistão, um trabalhador paquistanês, provavelmente uma criança, não tem o dinheiro suficiente para comprar uma dos milhares de bolas de futebol que produz, é um contra-senso. Por fim, utilizar slogan dizendo que hoje vamos acabar com a pobreza, tenham paciência e não gozem com a situação.

A desobediência civil não é um fetiche, é um dever que todos os cidadãos devem exercer quando está em causa a dignidade humana, seja no nosso país ou em qualquer outro ponto do globo, pois, isso, afecta directamente todos nós.

quinta-feira, junho 30, 2005

Esperem lá

De cada vez que vemos nos noticiários uma qualquer Instituição da luta contra uma doença qualquer, estes, dizem sempre que existem um milhão ou meio milhão de afectados/infectados em Portugal. Sem disprimor pelo trabalho que essas Instituições prestam a quem padece dessas maleitas todas que eles indicam, não deixo de estranhar os números. Vendo bem a questão, se somarmos os milhões de todos que indicam como afectados/infectados pelas várias maleitas, Portugal, tendo 10 milhões de habitantes, facilmente chegariamos aos seguintes raciocínios:

  • Todos os Portugeses são doentes
  • Cada português padece de cancro, lupus, reumático, doenças cardio-vasculares, unha encravada, mau olhado, febre tífoide, diabetes, entre outras doenças, ao mesmo tempo!
  • Não há Portugueses saudáveis parece.

Volto a afirmar que o trabalho que estas Instituições prestam é de uma mais-valia notável mas, um milhão de cada vez, é um pouco exagerado creio eu.

quarta-feira, junho 29, 2005

E novidades?

Sem haver provas vindas ao lume pela comunicação social, creio eu que, na consciência de muitos existe a ideia que em Angola existe corrupção e que José Eduardo dos Santos é corrupto. Pois agora veio ao lume mais um par de luvas do Presidente da República Popular de Angola. Já não bastava a questão da ELF em que o presidente do Conselho de Administração da petrolífera Francesa demitiu-se quando foram descobertos os contratos de exploração do Petróleo de Cabinda que atribuiam 1 franco suiço por cada barril de petróleo extraído em cabinda para a conta pessoal de José Eduardo dos Santos na Suiça. Agora é o tráfico de armasda Ex-União Soviética para Angola.
Nunca desejei a morte de ninguém mas, quando Savimbi foi morto, causou-me uma sensação de alívio, ou seja, parte do problema estava resolvido. Agora falta resolver a outra parte do problema.

terça-feira, junho 28, 2005

Perdido mas não por muito tempo

Confesso que é difícil para mim perceber muito do que se passa actualmente no país e ao meu redor. Nas últimas semanas tenho sido um misto entre o Robot do Buck Rogers e o Papa-léguas de tanto trabalho que tenho tido. Em conversa com uma amiga minha, ela diz-me “� estás alheado das pessoas�� e eu fiquei a pensar nisso tudo. De facto, tenho estado alheio a muito do que se passa à minha volta ultimamente, o meu sentido crítico está muito fraco. Inclusivamente este blog tem sido um pouco negligenciado. Sinto muito a falta dos serões de discussões acerca de livros, pensamentos, política, gajas (ah pois!) e acima de tudo, do cenário burlesco que eu e um grande amigo meu criávamos ao improvisar conversas entre várias personagens, fictícias, do folclore nacional. Para mais, este afastamento, tem vindo a diminuir os meus parâmetros da paciência sobre muitas coisas e muita gente. Sou um tipo estranho de facto, mas quando perco o meu sentido de humor, aí sim é que me torno muito estranho e de vez em quando parece que vejo a Nossa Senhora em cima de uma azinheira vestida de cabedal preto e chicote. Preciso de férias está visto.

segunda-feira, junho 27, 2005

Orçamento de Estado

A tarefa de elaborar um orçamento de Estado é, por si, complicada e muito minuciosa. No entanto, é elaborado um orçamento que prevê o que se vai gastar e como, tendo em conta, o que é capatado em termos de receitas. Aqui é que está o busilís da questão, ou seja, num país como o nosso é que a fuga ao fisco é uma Intstituição e um modo de vida, prever receitas é muito complicado. Para ilustrar a dificuldade na captação dos impostos em Portugal deixo-vos este quadro com a bandeira nacional. Não quero todavia deixar de mencionar um dado importante. O problema oraçmental de Portugal tem dois factores importantes que influenciam o descontrolo total. A fuga aos impostos e a má utilização dos dinheiros públicos. A culpa não nasce orfã neste caso.


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O que se passa?

Será só o meu computador ou o Google e o Blogger andam marados? Ultimamente as letras aparecem com um tamanho descomunal.

sábado, junho 25, 2005

Gerações tipo

Um conselho de amigo, nunca se atrevam a comparar gerações. O caminho a percorrer ao fazer a comparação entre duas gerações é muito penoso e infrutífero, pois, como devem já saber, muitas vezes não há comparação possível. Qualquer das vias, olhamos sempre as diferentes gerações da nossa a que pertencemos e o desejo está lá. O desejo da comparação para reforço de pertença a uma ou outra geração é demasiado apelativo para sequer deixar de pensar acerca do assunto. Nunca tive muito a mania de ter aquele tipo de conversas no género “ no meu tempo é que era�, qualquer das vias, no meu tempo é que era porque foi meu, estive lá, percorri esse tempo com o entusiasmo de um miúdo que entra numa pastelaria com carta branca para comer o que quisesse. Actualmente, a geração mais jovem do que a minha, apesar de eu ser jovem, pelo menos até aos 90 anos se lá chegar, é diferente da minha como não podia deixar de ser, os tempos são outros. Uma tarde e uma cervejola na companhia de gente de várias gerações, entre as quais, malta da geração mais nova, permite encetar conversas produtivas, no entanto, aquela mania de começar ou acabar uma frase com a palavra “tipo�, acreditem, à trigésima vez que oiço aquilo passo-me para um estado de transe hipnótico e a palavra persegue-me. De resto, os comportamentos são iguais em tempos diferentes.

terça-feira, junho 21, 2005

And the winner is....

Num estudo realizado recentemente, os Portugueses, aparecem em primeiro lugar como o povo que mais se irrita com as situações do dia a dia seguidos imediatamente dos ingleses. Até parece que nós Portugueses abrimos o vidro do carro para insultar o condutor ou o transeunte que vai a atravessar-se no caminho ou na passadeira, se for o caso de um transeunte. Este relatório está publicado no Fennia.

segunda-feira, junho 20, 2005

Prova Oral

Quem já estudou, ou estuda, no ensino Superior, sabe o que é uma prova oral. Nestas ocasiões há sempre uns maduros(as) que nos presenteiam com umas respostas dignas de uma boa comédia familiar. Qualquer das vias, a brincar se dizem coisas sérias e as calinadas denotam duas coisas, deficiências na preparação dos alunos para o Ensino Superior e falta de preparação própria, vulgo cultura, dos alunos. Não é só o ensino que está mal, os alunos também estão mal pela falta de conhecimentos que estes deverão adquirir por eles próprios.

Eis as calinadas nas provas orais de Direito de várias faculdades:

  • Prova oral da cadeira de Direito Constitucional, uma universidade privada de Lisboa:- O que aconteceu no 25 de Abril foi o início do regime autoritário salazarista. Mas quem subiu ao poder foi o presidente do então PSD, Ã�lvaro Cunhal, que viria a falecer em circunstâncias misteriosas no acidente de Camarate.
  • Prova oral de Direito Constitucional, numa universidade lisboeta:- O Presidente da República pode ir passar três meses de férias nas Caraíbas?- Não, porque ia ter muitos problemas com a obtenção do visto. Só se o presidente da Assembleia da República metesse uma cunha para ele conseguir o visto de permanência.
  • Universidade privada do Porto, curso de Direito:- Como é que são assegurados os trabalhos da Assembleia da República entre 15 de Julho e 15 de Outubro?- Quase não há trabalhos durante o Verão. Os únicos trabalhos que há da Assembleia, durante o Verão, são umas reuniões na casa do Dr. Mário Soares, no Vau. Mas é sempre difícil fazer as reuniões, porque a casa é muito pequenina e tantos políticos juntos provocam muitos problemas de segurança.
  • - Diga-me por favor o que é a Nato.- É a Organização do Tratado do Atlântico Norte.- E a OTAN?- (o examinado, depois de pensar demoradamente) Bem, aí a doutrina divide-se.
  • Faculdade de Direito de Lisboa. É procedimento habitual nas faculdades de Direito o professor terminar a exposição de casos práticos nas provas orais com a expressão "quid juris?" ("o que é de direito?"). Em anos consecutivos de prestação de provas orais com o mesmo professor, uma aluna respondia ao "quid juris" do examinador com um misterioso "obrigado". Ao 3º ano do curso, questionada, pelo cada vez mais estupefacto examinador, a aluna respondeu que julgava que a expressão em latim significava um amistoso "boa sorte".
  • Prova oral do 1º ano de Direito Constitucional, Faculdade de Direito de Lisboa.- Quais são os órgãos de soberania, segundo a nossa Constituição de 1986?- São o Presidente da República, o Governo, os Tribunais...aaaaah...aaaaaah...- Então a senhora não lê o Diário da República?- Exactamente, senhor professor, o Diário da República é o órgão que faltava!
  • Introdução ao Estudo do Direito, Faculdade de Direito de Coimbra, Junho. Primeira pergunta do exame.- Pegue no Código Civil e leia o artigo 32.- O Código Civil?- Sim, o Código Civil.- Bem, Sr. professor, isso é que ainda não tive oportunidade de comprar.

Táctica

O andebol, apesar de gostar de ver os jogos, não é o desporto do qual eu poderei dizer saiba as tácticas todas mas, a táctica da selecção de Andebol da República Checa, para mim que não percebo muito do assunto, pareceu-me pouco eficaz. Na noite anterior ao jogo entre Portugal e a República Checa, os jogadores da República Checa, alguns, estavam a treinar em plena festa de São João no Entroncamento. Consumiram imensos suplementos vitaminicos da SuperBock e exercitaram os bracinhos com o levantamento do copo de Imperial. Claro está que, por terem defrontado uma seleção Portuguesa forte e a jogar bem e também terem estado a enxarcar a vela na noite anterior, o resultado para eles não poderia ter sido pior. Aviso ao selecionador português, jogos da selecção só durante as festas de verão numa qualquer localidade portuguesa. Parabéns à Selecção Portuguesa de Andebol que conseguiu o apuramento para o Mundial da Suiça em 2006.

domingo, junho 19, 2005

Manif

Não posso deixa de achar, no mínimo, curioso o porquê de ter sido autorizado, uma manifestação de elementos que professam a xenofobia e a intolerância. Há um cidadão Português que está a ser acusado de homicídio de uma cidadã inglesa, sua namorada, por um crime hediondo na Inglaterra. Pegando nos pressupostos da manifestação de ontem no Martim Moniz, seria também plausível um manifestação em Londres contra a "insegurança"?
É duma falta de bom senso a autorização deste tipo de manifestação, com estes motivos, numa altura de crise e desemprego que, invariávelmente, faz recrudescer os sentimentos xenófobos. O que se pretende com a autorização deste tipo de manifestações? O exercício da democracia com o direito à manifestação? Falso argumento quando, quem promove a manifestação, não é nem pretende a democracia, assim, o que poderia ser considerado como um exercício de democracia foi, e é, um exercício anti-democrático.

quinta-feira, junho 16, 2005

Perplexidades

Há duas coisas que me deixam completamente perplexo. A primeira é a sinalização nas estradas, refiro-me é claro às placas de indicação das cidades e vilas, pois, em Portugal, a sinalização é colocada para quem já conhece o caminhos, porque, para quem não conhece o caminho como eu, perde-se invariávelmente. A segunda coisa que me deixa perplexo é a relação que certas pessoas têm com os seus animais de estimação, nomeadamente, com os seus cães. Para muitos, especialmente os homens, o seu cão é uma extensão do seu orgulho taberneiro fazendo crer que, os seus cães, são muitos maus mas que eles controlam a "fera". Freud diria que este fenómeno poderia ser entendido como uma projecção, ou seja, o cão é uma projecção de força e virilidade que os donos não têm , ou pensam que não têm, e, através dos seus cães, pensam eles, as pessoas vêem-nos como pessoas muito poderosas. Eu tenho um cão, um Doberman castanho de nome "CHE". O raio do cão é grande e mete medo, o seu aspecto, porque de resto o cão é uma doçura, mas por algum motivo, tenho que gramar com pessoas que me abordam na rua quando estou a passear o Che e me perguntam se o meu cão venceria o deles numa luta. Já respondi a um indivíduo que o meu cão, certamente, venceria-o numa luta, apesar de desigual para o individuo em causa, de inteligência e bom senso. Desnecessário será dizer que o perdedor desta luta seria o dono e não o cão.

Algo de muito certo

O carácter de uma pessoa revela-se por vezes da forma mais subtil e sem grandes enredos. A propósito do falecimento de �lvaro Cunhal, o General Ramalho Eanes, disse acerca de �lvaro Cunhal que este era uma pessoa séria, algo muito raro por entre os seus compatriotas, e que sempre disse o que tinha que dizer sem rodeios e mantinha a sua palavra. Isto, meus senhores e minhas senhoras, é carácter de quem é pronunciado e de quem pronuncia apesar de, o General Ramalho Eanes, ter ideiais políticos muito diferentes de �lvaro Cunhal. Os antípodas da questão estão nas pessoas que, por muitas vezes, disseram raios e coriscos de �lvaro Cunhal, mas que, na altura do seu funeral, não deixarem de aproveitar a oportunidade para aparecer no boneco, vulgo televisão, e verter as suas lágrimas lacostes ( sim porque esta gente é fina a este ponto).

segunda-feira, junho 13, 2005

Alvaro Cunhal

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Para alguns amado, para outros odiado, o facto é que faleceu hoje uma das figuras mais marcantes da História Política Portuguesa. �lvaro Cunhal foi até ao dia em que a morte o levou, um lutador e um homem de ideiais. Não foi só a política que �lvaro Cunhal nos deixou, com ele, a escrita e a pintura marcaram também a sua vida.

domingo, junho 12, 2005

Festas de São João

Vão começar mais uma vez as festas de São João na minha terriola. Para quem não conhece as festas, eu direi que são diferentes das Festas de São João no Porto pois, por cá, não há martelinhos. Por cá é mesmo sardinhame, chouriça e enxarcar a vela.
Adoro as festas de São João no Entroncamento apesar de, o cartaz, ser sempre feito para as massas e a qualidade muito relativa tendo como referência o meu gosto pessoal por música. No entanto, o cartaz tolera-se devido aos inúmeros atractivos que esta festa tem. Milhares de pessoas nas ruas acotovelam-se umas contra as outras para chegarem o mais próximo possível do palco e dos locais de melhor visibilidade. As senhoritas casadas passeiam-se por entre as gentes ostentando os seus maridos, o mais bem sucedidos possível, para causar invejas às demais. Ao mesmo tempo chegam as divorciadas, jovens senhoritas que casaram cedo e que mais tarde aperceberam-se que poderiam ter uma vida própria, e que vida. No meio de tudo isto, a restante maralha de gente que para lá vai enxarcar a vela como de costume, e no final da noite, os populares embrenham-se em jogos populares de pugilato à boa maneira Ribatejana. Dá-me impressão que a malta adora andar ao soco, e para quem é apreciador de bom pugilato, nada melhor do que sentar-se nas barraquinhas e apreciar o espectáculo. Algures no avanço da noite há sempre aquele cromo, ou vários, que vai dançar em frente ao palco e assim abrilhantar a noite. De resto, é uma ocasião para pôr em dia as novidades de quem já saíu da santa terrinha e curtir noite fora.
Não poderia deixar de lembrar como a maralha se dispõe no terreno. � frente, o pessoal mais velho para apreciar o espectáculo de variedades, no meio a malta de meia idade a observar-se mutuamente e atrás do palco a malta mais nova. Atrás do palco a malta mais nova refugia-se dos olhares dos pais e dos vizinhos e ali fica sentada fumar o seu cigarrito e a ver se consegue alguma coisa com aquela ou aquele lá do liceu. É hilariante ver como as pessoas se dispõem no terreno consuante a idade e a intenção. Eu, por lá fico no meio daquilo tudo a apreciar o espectáculo, não o do palco, mas sim, o da plateia.

quinta-feira, junho 09, 2005

Praia

Alguém dá-me boleia até uma praia qualquer ?! Bom Fim de semana prolongado e até segunda-feira.