segunda-feira, maio 30, 2005

De um não nasce um sim

Certezas, ninguém as tem a não ser que faça por elas e, os partidários do Sim à Constituição Europeia, andaram a dormir na forma como pensaram que iria passar uma Constituição Europeia tão insípida e tão pouco debatida. Fizeram e ainda fazem uma espécie de chantagem emocional dizendo que, votar não a esta Constituição Europeia é votar não a uma constituição, nada de mais errado do que isto seria possível magicar. Devo firmar desde já a minha posição acerca da Constituição Europeia, ou seja, sou a favor de uma Constituição Europeia mas contra o texto desta Constituição definitivamente. O referendo em França, quanto a mim, foi um referendo onde imperou o bom senso e a ponderação e pelo facto, os franceses, estão de parabéns pela lucidez que revelaram.
Elaborar um texto para uma Constituição Europeia, tão necessária que é actualmente para a Europa, sem antes preparar o caminho para o êxito é um erro crasso que os actuais políticos, ou classe política europeia, fez ao não tomar em conta que, o povo europeu, está farto de toda uma classe política europeia no estilo de Chirac, Tony Blair, Durão Barroso, Berlusconi, Schroeder entre outros. Foi essencialmente, o referendo Francês, uma derrota dessa classe política caduca, do balão de oxigénio do capitalismo selvagem, e a vitória de uma Europa que se quer, pelos Europeus, mais justa e menos americanizada, bem hajam os franceses pela lucidez mais uma vez.
Uma Constituição tem por base sempre uma política ou organização de Defesa Nacional, Justiça e política externa. Não podemos estar sujeitos, mais uma vez, ao que aconteceu com a guerra do Golfo onde houve uma divisão clara da Europa sob os interesses particulares de alguns estados membros em detrimento do interesse europeu que era o de não apoiar aquela guerra inútil e atentatória do Direito Internacional. Como é possível ter uma Constituição credível sem uma organização militar conjunta, sem um sistema judicial conjunto, sem uma política externa conjunta e uníssona? Este foi o erro crasso de quem elaborou este texto da Constituição, a questão das referências ao cristianismo quanto a mim são acessórias ou facilmente ultrapassáveis.
Por fim a Directiva Bolkenstein, que é o culminar do capitalismo selvagem e contrária ao espírito que teve por base a criação da Europa Unida fez, como seria de esperar, a sua quota parte de intervenção junto do eleitorado para votar Não a este texto da Constituição. Não se pode tratar os novos países aderentes à União Europeia como meros fornecedores de mão-de-obra barata como é também o caso da pretensão da adesão da Turquia à Europa dos 25. Espero que com este resultado do referendo em França tenham aprendido a devida lição e que a tal classe política a que me referi anteriormente sinta cada vez mais que está a mais nesta Europa de cidadãos que estão fartos da exploração e do Capitalismo selvagem.

sábado, maio 28, 2005

Obstinação japonesa

Ouvi nos noticiários que foram encontrados dois soldados japoneses nas montanhas de Mindanau, nas Filipinas. Estes soldados pertenciam à Divisão Pantera que foi destacada para a invasão das Filipinas durante a II Guerra Mundial. O insólito é saber que, os dois soldados japoneses, foram encontrados 60 anos depois do fim da Guerra e durante o tempo todo em que ficaram nas montanhas, viveram num buraco. Até aonde é que vai a obstinação de um Ser Humano para viver durante tanto tempo num buraco? Será que não pensaram, enquanto esperavam tanto tempo, que algo poderia não estar certo? Que talvez a guerra tivesse acabado ou até mesmo que os seus companheiros os tivessem esquecido? Não. Eles esperaram fielmente, num buraco, que alguém da sua divisão os viesse buscar. O Ser Humano é capaz de fazer as coisas mais impresionantes que se possa imaginar, e também, as mais idiotas ao que parece.

sexta-feira, maio 27, 2005

Bucha é lei

Existem as chamadas Convenções Colectivas de Trabalho que, no panorama Português, regulamentam as relações laborais em vários sectores específicos de actividade. Neste caso, a Construção Civil e Obras Públicas, não é excepção, pelo que, a Convenção Colectiva do Sector da Construção Civil foi ractificada. Estas convenções colectivas procuram chegar a legislação mais perto da realidade laboral de cada um dos sectores que estas regulamentam. Tendo em conta a tradicional "Bucha", a redacção da Convenção colectiva da construção civil presentea-nos com esta pérola legislativa:

Cláusula 8.ª
Período normal de trabalho

(...)
6 - Sem prejuízo da laboração normal, as empresas devem conceder no primeiro período de trabalho diário o tempo mínimo necessário à tomada de uma refeição ligeira, normalmente designada «bucha», em moldes a regulamentar pela entidade patronal.(...)


Atendendo à preocupação do legislador para a realidade específica do sector da construção civil eu propunha o seguinte:

1 - Uma nova categoria profissional que seria a de Aguadeiro que teria a seguinte descrição e retribuição. Funçaõ desempenhada por um qualquer jovem com mais de 17 anos e que consiste em forneçer os pedreiros de 2º e 1ª com a Superbock.A retribuição seria o salário mínimo nacional com o respectivo abono de falhas no valor equivalente a uma grade de cerveja caso o jovem se enganasse com os trocos ou bebesse as cervejas todas antes de chegar à obra.
2 - Deveria haver um periodo específico para uma das actividades dos trolhas, o assobio à moça que passa. Assim serião dados 5 minutos de manhã e de tarde após a Bucha para o assobio.


Como vêem a legislação portuguesa é das mais avançadas da Europa.

Beleza

Despertaram-me o osso goto quando vi as fotos de mulheres bonitas. Agora é a minha vez de vos mostrar algumas caras lindissímas made in Mediterrâneo . Apreciem!

terça-feira, maio 24, 2005

Historietas de patriotismo e afins

Nasci num país, que não Portugal, mas que, na altura, era considerado pelo regime vigente em Portugal como uma província Portuguesa. Como podem ver nasci numa província que por si só era um equívoco como província mas uma certeza como país independente que se tornou anos mais tarde felizmente. Mais tarde estudei várias Ciências Sociais e Humanas e, a minha visão acerca desta história toda de patriotismo e nacionalismo alterou-se radicalmente e, actualmente, vejo-me como uma pessoa diferente por isso e mais positiva em certos aspectos. A minha opinião acerca de Portugal é diferente de muitos outros compatriotas meus, apesar de respeitar as opiniões dos outros, a minha é diametralmente diferente e por um motivo muito simples. Não acredito no fatalismo crónico Português nem na auto-flagelação constante a que muitos se devotam quando observam o quão mal está Portugal. A minha noção de pertença não se enquadra numa noção clássica de país, pelo que, digo que pertenço a uma comunidade que se chama Portugal com a sua cultura que lhe é característica.
Obviamente que apoiar-se uma qualquer iniciativa ou personalidade mesmo que não se concorde com isso ou com a personalidade em causa, mas fazê-lo mesmo assim apenas porque é Português, é intelectualmente desonesto.
Tenho uma relação com a comunidade em que vivo quase maternal, ralho, agasto-me por vezes, grito e faço trinta por uma linha mas faço-o porque preocupo-me com a comunidade em que vivo. Tenho brio e orgulho e a mim custa-me admitir que há países mais desenvolvidos que Portugal mas, aparentemente, Portugal poderia perfeitamente ombrear com esses países com as capacidades que tem mas não o faz ( aí Portugal, Portugal o que é que estás à espera). Chamo o meu país pelo segundo nome, como as mães o fazem aos filhos que se portam mal. Portugal é o seu nome, dos pequeninos, o seu segundo nome, é isso mesmo Portugal é o Portugal dos pequeninos quando vemos os estado actual das coisas.
Por vezes assusto-me com as pessoas que pensam que nos outros países é que há tudo do bom e do melhor e que, quase como por magia, esses países, atingiram o nível de desenvolvimento que detêm actualmente. Nesses países, a uma dada altura, uma minoria imprimiu o ritmo para a mudança e a restante maralha não teve outro remédio senão acompanhar os tempos de mudança. Por cá, o fatalismo crónico português, faz-nos pensar que as coisas são assim e assim ficaram porque é o nosso destino, o nosso Fado. Não pensem que me insurjo contra quem diga que Portugal está mal, e muito diga-se de passagem, apenas me insurjo pela incorrecta utilização do verbo que reflecte a incapacidade que o população Portuguesa tem em mobilizar-se contra aqueles que roubam e se aproveitam do País. Neste caso, caro Tiago, concordo contigo quando criticas o estado actual de coisas no país mas contraponho apenas com o seguinte: Portugal está mal, não é mau. Esta diferença aparentemente semântica, é mais profunda do que isso. Portugal está mal mas eu quero que mude, quero denunciar o que está mal, quero utilizar como exemplo o que está bem e o bom que se faz neste país, porque, como já disse, tenho uma relação profunda com a comunidade a que pertenço, ela sou eu e eu sou ela.
Compreendo o agastamento com Portugal mas é tempo de deixar de lamúrias improducentes e seguir em frente, participar, lutar e mudar, essencialmente, mudar. Não ficar cego com os primeiros lugares nos jogos sem fronteiras, não alimentar gulosos como aqueles que governaram desde o 25 de Abril até à data e participar mais activamente na sociedade. De resto, sim Portugal está mal, muito mal mas nem tudo é mau, nem tudo é bom e nada actualmente serve de exemplo para o país que eu quero no futuro.

domingo, maio 22, 2005

Texas em Portugal

A TVI fez a cobertura de uma manifestação em Coruche motivada pela crescente insegurança causada pela comunidade cigana residente naquela vila. Até aqui, aparentemente, tudo está certo para quem não conhece a realidade daquela vila. O que foi omitido pelos repórteres da TVI foi que, os problemas causados em Coruche, são da autoria de uma das muitas famílias ciganas residentes naquele concelho. Tendo em conta isto, não deixa de ser curioso verificar a pobreza dos serviços informativos dos canais de informação Portugueses que, em vez de apurarem a verdade, procuram sim o imediatismo e a incitação à confusão. Outra nota que eu quero colocar à questão tem a ver com o destacamento da GNR local que, apesar de o concelho de Coruche ser o mais extenso de todo o distrito de Santarém, dispõe de um número extremamente reduzido de efectivos incapazes de fazerem face a este tipo de situações. Atendendo à falta de efectivos da GNR em Coruche é caso para se perguntar o que é que está a fazer o destacamento da GNR no Iraque? Não se seria melhor estarem alguns elementos em Coruche?
Há mais uma questão apensa ao episódio de Coruche que tem a ver com a comunidade cigana e a aura criminal que esta carrega sobre os seus ombros mas que, em alguns casos, não corresponde à verdade. É certo que nesta questão, a mesma imagem pode ser captada em diversos ângulos e daí saírem várias fotos um pouco distintas entre si. Se é verdade que há elementos da comunidade cigana que se ocupam a empreender actividades ílicitas, também os há que são cidadãos cumpridores. Se a comunidade cigana é uma comunidade que preserva uma cultura distinta da restante sociedade e que não faz um esforço em se integrar é verdade, como também é verdade que a restante comunidade não faz a mínima ideia, nem quer saber, como é a cultura cigana. Nesta matéria a ideia comum é a que os ciganos se devem assimilar à cultura dominante, e esta, não deverá sequer tentar respeitar ou aprender a conviver com a cultura cigana. O racismo é evidente em torno da comunidade cigana como é evidente também a utilização desta discriminação em proveito próprio por parte da comunidade cigana, o certo é que nem uma parte nem a outra fizeram alguma vez um esforço para conviverem entre si respeitando-se mutuamente. Sim, são paninhos quentes para a questão mas bem vistas as coisas temos duas opções. A primeira criar em Coruche uma espécie de Texas Ribatejano com mílicias populares e linchamentos à Faroeste, ou então, pura e simplesmente, ter polícia suficiente para combater estas situações, retirando é claro, os maus elementos de uma comunidade qualquer e trabalhando na integração desta comunidades evitando o preconceito e a desconfiança.

Nota: Ao que parece há um grupo de elementos da extrema-direita que se propuseram a deslocar-se a Coruche para auxílio das pessoas amedrontadas pelos acontecimentos. Da outra parte, os elementos da família cigana problemática já convocaram os primos e tios e irmãos, cerca de trinta, para comparecerem em Coruche e auxiliarem a família cigana. Vai ser bonito atendendo que, em Coruche, para além das corridas de toiros, o pugilato é muito apreciado por aquelas bandas.

sexta-feira, maio 20, 2005

Futurologia

Prestes a completar um ano de actividade, o Raminhos, dá-me a impressão que não morrerá mas sim renascerá.

quinta-feira, maio 19, 2005

Little China Girl

As afirmações do ministro do comércio chinês acusando a União Europeia de proteccionismo excessivo foram, a meu ver, no mínimo infelizes. Sabendo de antemão que, os productos chineses que inundam o mercado europeu são, na sua maioria, contando com algumas excepções por muito raras que sejam, produzidos por intermédio de fábricas que empregam milhares de trabalhadores a auferirem um salário miserável e sob um regime esclavagista, dizer-se que a Europa está a ser protecionista é um insulto à inteligência de qualquer um. Nisto, o que é protecionismo, o que é exploração? Também temos que ver que, o Ocidente, nesta matéria, não é isento de culpas por via da sua doutrina economicista que prevê a deslocalização das fábricas europeias para países onde os salários são escravatura e as condições de trabalho sub-humanas. Nesta conformidade tenho que referir que, a bem da Europa, os consumidores europeus não deverão deixar de adquirir produtos chineses, apenas terão que fazer a devida ressalva para os produtos manufacturados sob a exploração esclavagista de um salário miserável. Nisto, terá que haver um movimento de comércio justo que aplique rótulos aos produtos que sejam manufacturados observando os direitos humanos consagrados pela Declaração Universal do Direito dos Homens, se possível.
A lógica da deslocalização das empresas para países sub-desenvolvidos devido aos baixos salários aplicados nesses países parte do pressuposto que, nos mercados ocidentais, a população ocidental tenha dinheiro para consumir e, sem emprego, essa tarefa será muito difícil. Entretanto, vamos alimentando alguns barões do aparelho de Estado que vão ganhando milhões de dólares à conta do sonho americano dos trabalhadores que estes exploram.

quarta-feira, maio 18, 2005

UEFA

Para hoje só um desejo apenas. Que esta noite se tinja de verde e branco. Força Sporting!!!

terça-feira, maio 17, 2005

Filmes Portugueses

Os casos de corrupção e favorecimento, em Portugal, por vezes parecem tirados de um filme de Hollywood, ou então, são autênticos slogans de propaganda para estupidificação colectiva do povo. Assim, eis os últimos slogans e filmes portugueses de estupidificação das massas, ou pelo menos, é isso que nos querem impingir.


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segunda-feira, maio 16, 2005

Cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas

Por cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas neste jardim à beira-mar plantado. O défice orçamental, calculado pela comissão Constâncio, prevê que este seja superior, e bem, ao do ano passado. Até aqui nada de novo, aliás, tudo velho porque durante os anos de austeridade a que fomos sujeitos devido à conjectura, foram agravados com políticas restritivas em termos de despesa do Estado e, como não poderia deixar de ser, o país practicamente parou. O que me choca nesta situação é que quem é responsável por tamanho desnorte, em termos de contas públicas, nunca é responsabilizado pelas asneiras e os compadrios que fomentou ou fez. Faz-me impressão ouvir alguns empresários falarem acerca da possibilidade de um governo de Direita como sendo incentivador à economia pois, os que tivemos, só deixaram buracos e pouco incremento da economia.
Ao povo vamos dando Casas Pias e casos Modernas para ficarem a marinar, convenientemente, e surgirem com "revelações bombásticas" aqui e ali para abafarem outros assuntos. Esta é a receita para ser governo de Direita em Portugal, o povo quer é pão e circo, sim, a culpa não nasce orfã e se somos enganados é porque queremos. O que mais urgente há a fazer é educar o povo, dar cultura, deixar o garrafão de tintol e participar activamente na sociedade.

sábado, maio 14, 2005

Portugal

Portugal encontra-se hoje novamente numa posição fetal com o encontro de logo à noite que colocará frente a frente os dois eternos rivais do futebol português, o Benfica e o Sporting. Refiro-me à posição fetal, não pelo jogo em si, mas sim por termos hoje reunidas as condições para o velho saudosismo dos três éfes, ou seja, Futebol, Fado e Fátima. Futebol por se jogar o título de campeão nacional entre os dois rivais da segunda circular, Fado porque um deles ou os dois ver-se-ão depois do jogo a braços com um triste fado e Fátima por ter sido palco, mais uma vez, de um grandioso espectáculo de fé nos tostões que lá deixam por esta ocasião. Aqui está a posição fetal do nosso país ainda preso por estes maniquaísmos e alheio ao que se passa à sua volta. Entretanto, Luís Nobre Guedes vê-se a braços com uma acusaçãozita de favorecimento, mas isso não importa, o que importa é discutir qual o esquema táctico para logo à noite e transmitir na integra a missa em Fátima. Adoro futebol mas coloco-o, penso eu, no seu devido lugar, ou seja, é uma diversão e não a felicidade suprema da vida.

sexta-feira, maio 13, 2005

Hoje

Hoje só me apetece comer laranjas e dar saltos de meio metro.

quarta-feira, maio 11, 2005

Azar

Para começar o dia nada como apanhar um velho a fazer inversão de marcha em plena autoestrada e depois ouvir duas velhotas a falarem das personagens da telenovela como se estas existissem. A vida realmente parece ser, por vezes, uma mão cheia de nada.

terça-feira, maio 10, 2005

O zé tuga

De vez em quando recebo alguns mails engraçados e este foi um caso.

SER PORTUGUÊS É:

  • Levar arroz de frango para a praia.
  • Guardar aquelas cuecas velhas para polir o carro
  • Ter tido a última grande vitória militar em 1385.
  • Guiar como um maníaco e ninguém se importar com isso.
  • Levar a vida mais relaxada da Europa, mesmo sendo os últimos de todas as listas.
  • Ter sempre marisco, tabaco e álcool a preços de saldo.
  • Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
  • Por os máximos para avisar os outros condutores da polícia adiante.
  • Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma província espanhola.
  • Exigir que lhe chamem "Doutor" mesmo sendo um Zé Ninguém.
  • Passar o domingo no "shopping".
  • Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
  • Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
  • Ir à aldeia todos os fins-de-semana visitar os pais ou avós.
  • Gravar os "donos da bola".
  • Ter diariamente pelo menos 8 telenovelas brasileiras na tv.
  • Já ter "ido à bruxa".
  • Filhos baptizados e de catecismo na mão mas nunca por os pés na igreja.
  • Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer.
  • Ter evacuado as Amoreiras no 11 de Setembro 2001.
  • Viver mal, e dizer que o governo que temos é bom.
  • Gracas a Deus, não ser espanhol.
  • Lavar o carro na fonte ao domingo.
  • Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.
  • Levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber fazer piadas dos alentejanos.
  • Ainda ter uma mãe ou avó que se veste de luto.
  • Viver em casa dos pais até aos 30.
  • Acender o cigarro a qualquer hora e em qualquer lugar sem quaisquer preocupações.
    Conduzir sempre pela faixa da esquerda.
  • Ter três telemóveis.
  • Jurar não comprar azeite Espanhol nem morto, apesar da maioria do azeite vendido em Portugal ser Espanhol.
  • Deixar a telenovela a gravar.
  • Organizar jogos de futebol solteiros e casados.
  • Ir à bola, comprar "prá geral" e saltar "prá central".
  • Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
  • Super-bock, tremoços, caracóis e marisco.
  • Cometer 3 infracções ao código da estrada em 5 segundos.
  • Gracas a Deus, não ser brasileiro.
  • Algarve em Agosto.
  • Ir passear de carro ao domingo para a avenida principal.
  • Dizer "prontos" no fim de cada frase.

É isto e muito mais mas, como deve calcular, somos também um povo com uma cultura excepcional e um temperamento muito agradável. Também somos bons quando queremos.

segunda-feira, maio 09, 2005

Assim é que é falar

Finalmente alguém com a frontalidade e o bom senso necessário para dizer aquilo que à muito tempo já devia ter sido dito e, agora, é necessário executar. A Despenalização do consumo de drogas é, inevitavelmente, a solução para problemas anexos à toxicodependência mas, sejamos realistas, não é a solução final para a toxicodependência essa é, pura e simplesmente, não começar com o consumo de drogas duras. Para os mais puristas, o consumo de estupefacientes deverá ser considerado um crime, no entanto, as condições necessárias para a queda vertiginosa no vício serão no mínimo cúmplices num crime que destrói a vida de muitos consumidores e suas famílias. Esta ideia foi proferida por José Goulão, o actual Director do Instituto de Prevenção à Toxicodepência.
A continuação da penalização das drogas é, quanto a mim, continuar a manter a cabeça debaixo da areia qual avestruz. O problema de base está nos factores que indiciaram a entrada de muitos num mundo negro da toxicodependência, ou seja, a exclusão social, famílias disfuncionais entre outros problemas. No entanto, saliento mais uma vez a lucidez do Sr. João Goulão quando disse, em entrevista à SIC, que o combate deverá ser feito aos factores que reprimem a felicidade dos toxicodepentes e que os fazem procurar algo, a droga, que simule essa sensação de felicidade. Não sou adepto da generalização do consumo de drogas mas, como o álcool, as drogas leves podem ser utilizadas socialmente sem que isso traga problemas de maior. As drogas mais duras, no espectro da despenalização do consumo, tem a vantagem de se conseguir monitorizar o consumo e os consumidores e acabar com o negócio ilícito de drogas com as consequências nefastas que isso traz.

sábado, maio 07, 2005

Não há espiga

Na passada quinta-feira foi o dia da Ascensão, um dia que, para mim, sempre foi um pouco estranho na medida que nunca percebi o que se estava a comemorar. No entanto, Ribatejo a fora, nos campos centenas de pessoas de cú para o ar apanham a espiga com um sorriso rasgado nos lábios e, fazendo jus ao nome do feriado, neste dia parece que não mesmo espiga, ou seja, tudo está muito satisfeito da vida, não há problemas alguns, enfim não há espiga. Na aldeia da minha mãe é dia da procissão de Vera Cruz que é o mesmo que dizer, dia de bebedeira comunitária e felicidade geral, eu, actualmente já não tenho fígado que aguente para visitar a aldeia e esbarrar num dos muitos primos que lá tenho ( cada dia que lá vou conheço um novo) e provar o vinho dele. Quando era mais novito gostava de lá ir provar o que as minhas primas, muitas por sinal, tinham para me dar a provar. Falacioso não é?! mas verdadeiro, isso sim quanto ao resto deixo a imaginação a funcionar.

sexta-feira, maio 06, 2005

Aviso

Se é cardíaco, ou ainda não o é, mas não o quer ser, evite ver jogos do Sporting.


Spoooorrtiiing

quinta-feira, maio 05, 2005

Kinky stuff but not that much

O Tiago do Litanias fez uma sondagem acerca de algumas coisas muito Kinky fruto de um link que lhe foi enviado e eu agora vou colocar este link que, apesar de ser um pouco kinky, tem duas componentes maravilhosas para o humor, ou seja, cabras e ovelhas.

terça-feira, maio 03, 2005

God bless.....Portas

Em algumas situações corre-se o perigo de entrar em generalizações, contudo, nesta situação que envolve a atribuição de um Prémio a Paulo Portas pelo Donald Rumsfeld, as generalizações não são perigosas, pelo contrário. Escandaloso que um Secretário de Estado Norte-Americano atribua um prémio a um individuo como Paulo Portas, ex-ministro da Defesa, que assinou uma série de protocolos após as últimas eleições, e que, talvez por isso, tenha sido galardoado com esse prémio. Não posso deixar passar mais este escândalo, a somar ao escândalo abafado da Moderna.
Entrando no campo das generalizações que, neste caso de Paulo Portas, não tem perigo algum digo que pessoas como estas não fazem falta alguma a Portugal, aliás, o país agradece a sua ausência o mais prolongada possível. Sem espinha e dignidade vão muitos líderes dos partidos de Direita. Tive a infelicidade de trabalhar uma vez com indivíduos militantes do PSD, alguns deputados, e experimentei o que é conviver com tal gentalha. Incompetentes, calões e com muita cagança, vivem à custa da depredação de outrém fruto dos golpes mais sujos que se possa imaginar. De facto os romanos estiveram aqui em Portugal e deixaram a sua marca pérfida neste género de pessoas que, fazendo lembrar um autêntico circo romano, proliferam por aí.

segunda-feira, maio 02, 2005

Testes

Já fiz milhares de testes para aferir uma série de características, e também, já fiz a outros milhares de testes para aferir a eles uma série de características e, de vez em quando, acertavam ou acertava eu. Nunca fui grande adepto deste tipo de testes pela sua variabilidade no que concerne os resultados. Qualquer das vias como já referi às vezes acertam.

Vejam lá se este acerta.



Your #1 Match: ENTP


The Visionary
You are charming, outgoing, friendly. You make a good first impression.You possess good negotiating skills and can convince anyone of anything.Happy to be the center of attention, you love to tell stories and show off.You're very clever, but not disciplined enough to do well in structured environments.
You would make a great entrpreneur, marketing executive, or actor.

sexta-feira, abril 29, 2005

Condução defensiva

Para muitos, a condução defensiva, poderá ter muitas interpretações e ser alvo de algumas confusões. Para alguns, a condução defensiva, deveria ser uma modalidade da condução normal do dia a dia mas com um revólver para a defesa da condução, ou seja, conduzir defensivamente. Para os notáveis da sociedade Portuguesa e Internacional seria assim:


- Para o Mourinho talvez seria conduzir com três defesas-centrais no banco de trás e um libero no porta-bagagem.
- Para George Bush seria conduzir um riquexó puxado por dois agentes da CIA.
- Para Bento XVI seria conduzir com três ou quatro Inquisitores e uma fogueira sempre pronta.
- Para Paulo Portas seria deixar de vez os automóveis e optar, definitivamente, pelos submarinos mesmo na A1.
Para Lili Caneças seria fazer um Pilling ao carro, a defesa da boa imagem do carro é essencial.

quinta-feira, abril 28, 2005

Civilizacionismo e os Agnósticos

Crê-se por vezes que o excesso de determinismo é o inimigo da criatividade ou da imaginação livre por cingir as coisas, ou melhor, o pensamento, dentro de parâmetros rígidos intransponíveis mas, esse mesmo determinismo, é absolutamente necessário como pedra toque para o desenvolvimento de ideias que definirão uma qualquer pessoa. Deparamo-nos com situações em que estas podem ser pretas e brancas, transparentes e opacas mas seguimos em frente, eliminamos esses obstáculos e definimos as nossas ideias. Sempre fui um adepto convicto da coerência e do livre pensamento sempre que possível porque, nesta vida, vivemos sempre com os chamados imponderáveis, as tais situações que são pretas e brancas ao mesmo tempo. Não tenho qualquer tipo de juízo de valor acerca de pessoas que se intitulam como crentes de uma qualquer religião desde que sejam coerentes e tendo sobre a matéria, como em outras questões essenciais à vida, o espírito autocrítico que liberta a mente para a aprendizagem e seu desenvolvimento pleno.
O agnosticismo é um sistema filosófico que prevê que alguém não se pronuncie acerca de uma qualquer matéria, neste caso assuntos relacionados com a origem da vida e também religião, e dessa forma adopte uma posição abstencionista acerca da religião. A dúvida acerca de muitos assuntos relacionados com a vida e outras premissas, para mim, não são um fim mas sim um princípio que despoleta o pensamento, a análise, a crítica que leva ao pensamento e consequentemente à ideia ou juízo de valor acerca de algo. Neste caso, os agnósticos, são como os abstencionistas de uma qualquer decisão de uma qualquer opinião mas que se sentem suficientemente à vontade, o que é estranho, para falar acerca dos assuntos aos quais se abstiveram. Ser-se agnóstico para se ser quase ateu, quase crente consoante as necessidades do discurso é, para mim, uma desculpa para a falta de ideias ou pensamentos. Ouvir um agnóstico a falar da importância actual da Igreja Católica no Civilizacionismo tão emergente, por necessário, face à criação da União Europeia e a ascensão da China é uma desonestidade intelectual a meu ver. A eleição deste novo Papa como resposta ao tão necessário civilizacionismo europeu por perda de valores que não sendo afirmado está implícito, é tão grave quanto dizer que a Inquisição foi uma forma de Civilizacionismo necessária, já para não falar no colonialismo.
Todas as culturas viveram com a ruptura e criação de novos valores ou abordagens novas aos valores instituídos, isso, é uma certeza inabalável que fez com que a Humanidade tivesse descido das árvores para o solo e deixasse de comer bananas a não ser nos banana split. O papel da Igreja no quadro actual da formação da cultura europeia é o de se renovar sob pena de se deixar para trás definitivamente. De resto, a ICAR, já teve a influência nefasta que chegasse na cultura europeia já chega.

terça-feira, abril 26, 2005

Murais de Abril

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Os murais pintados nos anos após o 25 de Abril constituem um património histórico de Portugal que, à semelhança de outro património histórico, não foi devidamente preservado. Creio que seja algo único em toda a Europa em termos de campanha política. Apreciem estes dois exemplos de murais pintados na altura após ao 25 de Abril, numa altura em que a Democracia parecia um sonho outrora tido como inatingível, mas que, entretanto, fora concretizado com a revolução de Abril.

segunda-feira, abril 25, 2005

Viva o 25 de Abril

Hoje comemora-se mais um aniversário da revolução dos cravos, o trigésimo primeiro aniversário para ser mais preciso. Um revolução que devolveu a liberdade e instaurou a Democracia em Portugal mas isso por si só não chega. O 25 de Abril tem que ser todos os dias com o reforço da participação da população nos vários actos democráticose no reinvindicar dos seus direitos consagrados na Constituição Portuguesa. Deixo só para finalizar uma ideia que gravita em torno do 25 de Abril. O 25 de Abril ainda não acabou, muito ainda está por fazer.

Viva o 25 de Abril!!! Precisamos de muitos 25 de Abris até consolidarmos a liberdade plena, livre das corporações e dos maniquaísmos ainda vigentes.

sábado, abril 23, 2005

Há sempre um lado positivo

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Para quem pensa que tem um péssimo emprego, não desesperem, há sempre alguém que terá um bem pior.

sexta-feira, abril 22, 2005

Esta é boa!

Que a eleição de Ratzinger tenha sido vista, por muitos, como negativa e indiciante de um acréscimo de Conservadorismo por parte da ICAR parece ser opinião quase geral. Os motivos que levantaram algum cepticismo em torno de Ratzinger oscilam entre o ultra-conservadorismo e o passado algo obscuro deste durante a Segunda Grande Guerra Mundial. Pela primeira vez vejo um argumento, no mínimo insólito, para manisfestar o descontentamento pela eleição de Ratzinger como Papa. Podia-se dizer que Ratzinger é conservador, homofóbico e reacionário mas, em vez disso, enumerar a semelhança que este tem com o Imperador da Trilogia Starwars como o factor mais desfavorável à sua eleição como Papa é, no mínimo, hilariante. Seguindo esta lógica batatal eu diria então que o melhor candidato para a eleição de Papa teria sido ou o Luke Skywalker, ou então, o Chewbacca.

quinta-feira, abril 21, 2005

Humor em Portugal

Que Portugal está em muitos aspectos atrasado em relação a outros países é verdadeiro. Verdadeiro é também que, em Portugal, há pessoas que insistem em manter a falta de originalidade atroz que produz programas como o Malucos do Riso assentes nas velhas premissas sexistas, racistas, estereótipos e arquétipos antigos que teimam em desaparecer. Tudo isto não é novidade mas magoa-me como Português que sou ver isto acerca do humor em Portugal. É certo que é verdade na sua essência, no entanto, é um pouco exagerado aqui e ali.
O retrato do Humor em Portugal é também o retrato do país que temos onde a esmagadora maioria da população tem a sensibilidade de uma porta no que toca à escolha por entre as parcas opções culturais que dispõe.Vão-nos valendo alguns esclarecidos e demais pessoas com o mínimo de bom gosto para ir salvando a honra do convento. Não consigo conceber porque é que ainda se faz "Humor" fazendo recurso ao velho estereótipo do Portugês Rural analfabeto e bronco quando, apesar de tudo, a população activa no sector primário ser cada vez menor e mais envelhecida. Parece que só o que faz rir o português médio é a sua desgraça, caso contrário e se não fosse desgraçado, não teria nada com que rir. É estranho esta forma de viver tão Portuguesa.

Os velhos dos Marretas

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Por vezes sinto-me tal e qual uma destas personagens mas fico sempre indeciso quanto a qual das duas personagens escolheria. E tu, se fosses um dos velhos dos marretas ou te sentes como um, qual dos dois escolherias?

quarta-feira, abril 20, 2005

Portugaliza

Devo confessar que das diversas vezes que me abordam a questão em torno da autonomia da Galiza e da sua relação, muito íntima diga-se, com Portugal, fico indeciso, não relutante, mas sim, confuso pois apodera-se de mim uma espécie de letargia intelectual que me levam a pensar que sim mas sem qualquer tipo de acção anexa. Infelizmente, a questão da independência da Galiza, ou a sua autonomia mais alargada e efectiva de Castela, tem vindo a ser utilizada por vários grupos de vários quadrantes políticos sob o pretexto da veiculação de certas ideias que, para mim, são estranhas e absurdas. Uma dessas muitas ideias é de um “Movimento Reunificador da Galiza e Portugal� que, utilizando a questão da autonomia e até mesmo a independência da Galiza, tenta veicular a ideia que, através de um sistema Monárquico, Portugal e a Galiza poderiam unificar-se e até, espantem-se, fugir da dicotomia esquerda/direita que o sistema republicano providencia e que tanto divide o pais eos portugueses, sendo no mínimo uma ideia hilariante mas, por causa destas e de outras ideias que gravitam em torno da questão da Galiza que eu vejo-me um pouco relutante em relação à independência pura e simples da Galiza, ou melhor, relutante acerca dos pressupostos de uma indepndência da Galiza. Qualquer das vias há projectos e ideias apensas a esta questão que, pelos quais, eu nutro alguma simpatia e até mesmo apoio. Um caso que saliento é este.
Durante o Período Negro do Franquismo, a língua Galega foi alvo de uma tentativa de erradicação pura e simples mas, graças a vários Galegos notáveis, a língua Galega, tem vindo a recuperar terreno entretanto perdido.
A ideia de um estudo mais aprofundado e mais alargado a Portugal da língua Galega que, afinal de contas, é a génese da nossa, ou pelo menos uma das fontes, da formação da nossa língua. Interessante considero a aproximação entre as duas culturas e um maior intercâmbio cultural/linguístico. Nesta matéria a empatia que se possa sentir por uma ou outra zona do nosso país pode toldar a percepção correcta da questão.
A Galiza é uma região a visitar concerteza pela sua riqueza cultural e paisagística, sem querer fazer de mim um operador turístico, digo-vos que vale bem a pena. Quanto à autonomia plena e mais eficaz da Galiza, quanto a isso, podem contar com o meu apoio total sem querer ser tendencioso pois sou descendente de um Galego.

Nunca mais

Nunca mais faço qualquer tipo de ode a quem quer que seja. Da última vez que fiz isto, esse alguém foi eleito Papa. Bolas!!!

terça-feira, abril 19, 2005

Ode a Ratzinger

Não poderia estar mais de acordo com o Cardeal Ratzinger quanto após o a Homília deste na missa do Conclave. Realmente, todo este relativismo, o constante pôr em causa tudo e todos, até inclusivamente a Santa Madre Igreja, é pérfido, satânico, provoca em nós aquele vício malvado de aprender e conhecer novas coisas. Ó Ratzinger quanto eu te compreendo, esses modernismos que insistem em colocar em causa a doutrina da Igreja, a falta de valores morais, meu, teu, Deus!! Que felizes éramos nós na Idade Média, pobrezinhos a passar fome mas felizes pelos mistérios da Fé e pela centelha sempre incandescente da Igreja a guiar os nossos passos constantemente. As fogueiras que nos aqueciam, a nós e aos hereges, que libertação!!! Que belos tempos que teimam em não voltar nesta sociedade ávida do conhecimento e desse pecado que é a libertação da moral católica. Quanto eu te compreendo!!
Deverão estar a pensar que estou a brincar mas fiquem descansados que não estão errados. Agora uma coisa é certa, nesta história de estar a brincar com a inteligência das outras pessoas, quem começou primeiro foi o Cardeal Ratzinger.

segunda-feira, abril 18, 2005

This goes out to the one i care the most as a friend

Uma situação traumática na vida de uma pessoa pode produzir efeitos inesperados. Poderá produzir estados de depressão profunda ou até mesmo, desvios de personalidade. Quando se verifica que alguém responde a situações de stress por ele sentidas quando na realidade o que ele sente é insegurança, respondendo a essas situações com violência, não é normal nem natural nem típico. A violência no Ser Humano é como que um mecanismo de defesa em situações de stress e podemos verificar isso em situações de guerra em que, os beligerantes, respondem com violência à violência. O discernimento nada tem a ver com este caso, este existe sempre após o mal estar feito. Nos casos de violência doméstica, os tipos de batem nas esposas, reconhecem o erro e até pedem desculpa até à próxima ronda de porrada porque não conseguem controlar esses impulsos em situações normais, é aqui que reside o problema.

Nota à navegação: Em caso de violência doméstica, apesar de se ter verifica pela primeira vez, não se iludam a pensar que não se voltará a repetir. Voltará a acontecer se não houver pelo primeiro tratamento.

domingo, abril 17, 2005

A unidade cultural europeia

Já muitos referiram a existência de um fio condutor cultural que une os vários países europeus e vêem nesse fio condutor um elo quase maternal de ligação entre os vários países europeus como se de uma unidade cultural cerrada se tratasse. Quando colocada a questão desta forma, ou seja, será a Europa um continente unido culturalmente entre vários países que o compõem, existindo de facto uma ligação cultural estreita entre os vários países europeus? Eu responderia assim:

1º De facto existe uma unidade cultural entre os vários países europeus que advêm da influência que a religião judaico-cristã imprimiu na cultura dos vários povos europeus.

2º Temos que verificar que, apesar de andarem lado a lado, e uma determinar a outra, sociedade e cultura podem ser algo distintas entre si dentro da mesma sociedade. O dia a dia de uma determinada cidade ou região não atesta uma diferença cultural em comparação com uma outra cidade ou região de um outro país. A diferença cultural verifica-se noutros aspectos que têm a ver com a percepção dos valores sociais instituídos na sociedade que, é importante referir, estão impregnados de influência judaico-cristã. Não podemos inculcar um juízo de valor sobre uma determinada sociedade por esta apresentar numa cidade ou região um determinado padrão de organização territorial moderna. Podemos sim, verificar isso no interior das casas, ou melhor, na forma como o espaço interior de uma casa está ordenado como influência de uma determinada cultura. A Proxemia estuda este aspecto interessante que é a influência que uma determinada cultura tem sob a organização do espaço. Um exemplo curioso desta relação organização do espaço/cultura são os jardins japoneses em que, ao contrário dos jardins europeus, a beleza está no contraste entre quente/frio e húmido/seco e luz/escuridão, ao passo que, nos jardins europeus, a beleza reside na perfusão das cores como alusão subjacente ao Éden. Tudo isto para dizer apenas que, desenvolvimento não é só organização territorial das cidades ou espaços urbanos mas sim também a preocupação que é exposta por tentar organizar um espaço para que não haja fricções nem mal-estar. Neste aspecto, a Alemanha bate aos pontos muitos países europeus, já para não falar do péssimo exemplo que é Portugal neste aspecto em concreto, no entanto, a diferença cultural entre Portugal e a Alemanha não se verifica apenas através disto. Um exemplo logo ao lado da Alemanha, a Holanda que é culturalmente muito próxima da Alemanha, a organização territorial das cidades é por vezes caótica bem como o trânsito. O que poderemos extrair destes exemplos? A vida moderna trouxe uma série de inovações muito interessantes no que concerne a evolução dos valores sociais instituídos, ou seja, não há nenhum salmo na Bíblia que diz para darmos a prioridade a quem se apresenta pela direita nem a quem se aproxima de bicicleta, logo, os valores sociais criados ou os antigos valores instituídos estão neste aspecto virgens podendo desta forma serem moldados sobre autoridade delegada pelo povo a quem os representa, o Governo. Aqui é que está a diferença substancial entre a Alemanha e Portugal, ou seja, aquando da organização territorial os alemães por vezes sacrificaram as suas pretensões pessoais de espaço e território individual em prol de uma causa comum, o seu país. Portugal não foi exemplo disso, pelo contrário, temos casos de estradas com curvas sinuosas para se respeitar a propriedade privada de um qualquer cacique de aldeia que não quis ver o seu meio hectare de vinha estragado.

3º A unidade cultural europeia existe na bárbarie latente de todos os povos europeus. Isso mesmo, somos bárbaros afortunados por termos tido a felicidade de termos entre nós alguns iluminados que conseguiram levar avante as suas ideias e filosofias. Ainda hoje, séculos após os conflitos tribais que se deram na Europa, ainda nos guerreamos entre povos com uma agravante, adoramos a guerra e o conflito gratuito. As cenas de pancadaria entre povos em jogos de futebol ou mesmo entre o mesmo povo é regra comum na Europa. O branco é guerreiro e bárbaro quer queiramos quer não, custa admitir mas a história e os acontecimentos actuais mostram-nos cada vez mais isso.

Nota à navegação: Isto é resultado de uma desvaneio pessoal do autor e da sua experiência em alguns países europeus, logo, não deixa de ser uma opinião pessoal.

sexta-feira, abril 15, 2005

Resposta ao repto lançado

Em resposta ao repto lançado pelo Tiago do Litanias irei responder à seis perguntas colocadas por ele partindo do pressuposto que a Ilha a que se referem as perguntas seja deserta.


1 - Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quereria ser?

O Super-Homem de Nietzche por colocar a Humanidade num local onde não há afinidade com assuntos constrangedores como a Moral. Ao contrário do que se poderia pensar, neste livro, Nietzsche não prega a destruição dos valores cristãos mas sim, quanto a mim, coloca-os no seu devido lugar. Cada indivíduo deve assumir total responsabilidade pelas suas acções num mundo sem Deus. Convenhamos, este Super-Homem é bem melhor do que aquele que aparecia nas bandas desenhadas com as cuecas por cima dos collants e a tresandar de moralzinha cristã bacoca de se trazer por casa.

2 - Se já fiquei apanhado por alguma personagem de ficção?

Devo confessar que já tive um fraquinho pela Princesa Leia do Star Wars.

3 - Qual foi o último livro que compraste?

Último livro que comprei foi “ Sob aquele grande rio Eufrates� de Ruy Belo.

4 - Qual foi o último livro que leste?

O Diário de Jules Mainard

5 - Que livro estou a ler?

Actualmente nenhum por falta de tempo e até mesmo pachorra. O meu tempo está devotado inteiramente à pesquisa de alguns temas que tenho vindo a desenvolver por intermédio de ensaios, pelo que, apesar de ler bastante, os ensaios, não os poderia colocar como livros.

6 - Seis Livros que eu levaria para uma Ilha Deserta?

“Os passos em volta�, nada como este livro para colocar a minha memória estética a funcionar a níveis absurdamente irreais mas que eu adoro.

“A Cabala�, creio que seria uma boa oportunidade para ler este livro sagrado da fé judaica.

Colecção completa da Mafaldinha, nada melhor do que esta colecção para eu não esquecer do que me livrei ao desviar-me um pouco deste mundo.

Um livro de culinária da Maria de Lourdes Modesto para enganar a fome.

Mais livros não sei se levaria mas era gajo para tentar escrever um sobre cocos ou palmeiras, falta de tempo para ver cocos e palmeira não faltaria.


Por fim lanço este repto a três pessoas:

I´m no lady
Flush
Aulil

Agora desenrasquem-se !!

Hoje

Meus amigos e minhas amigas hoje só uma palavrinha.


SPOOOOORRTIIING!!!!!!!!

Saudações Leoninas a todos!

quinta-feira, abril 14, 2005

Vida cor-de-rosa

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Legendas:

Charles: How could you walk around with that horrible thing around your arm?
O rebento: I was going to ask you the same thing.


Inicialmente até pretendia fazer uma graçola como casamento do Príncipe Carlos de Inglaterra e Camila Parker Bowles mas, bem vistas as coisas, não faz sentido algum porque, para mim, este casamento tem tanto de relevante quanto a influência do ritual de acasalamento dos ácaros da carpete na vida do homem típico de calças na mão. Contudo, ao receber esta imagem com o rebento do príncipe ostentando a suástica no braço, lembrei-me exactamente daquilo que representa para mim a Monarquia inglesa, aliás, qualquer monarquia no mundo. Não propriamente nazi mas sim corporativista, é isso a que tresanda a Monarquia inglesa quanto a mim. As classes “superiores� por defeito de nascença, a bajulação em torno de uma ou várias figuram que nada fizeram para notabilizar mas que, devido ao seu nascimento, ascenderam a uma posição social de destaque para aqueles consumidores ávidos de revistas cor-de-rosa.
Por cá alguns suspiram por uma monarquia cor-de-rosa com muitos artigos acerca de casamentos, intrigas, traições amorosas e outros assuntos de suma importância quer para os ácaros, quer para o homem típico de calças na mão. Tenho como objectivo social, uma sociedade de Liberdade onde todos nascem em igualdade de circunstâncias e livre acesso a todos os seus direitos fundamentais. Isto acontece na realidade ao contrário do que numa primeira impressão tenham pensado. Esta é realidade de quem é poderoso e pode ir a um Tribunal de ver-se livre de uma série de complicações por erros administrativos ao contrário de ser vítima desse mesmos erros por ser desfavorecido. Percebo agora o fascínio das massas cor-de-rosa que lêem as revistas da especialidade. Os leitores dessas revistas vivem no outro lado da colina e sonham, ao ler as revistas, como seria se estivessem no outro lado da colina onde tudo é glamour, tudo parece fácil. Desnecessário será dizer que as figuras do Jet-Set não têm onde cair mortas mas gozam de exposição nas revistas, e como tal, imagine-se, são intituladas de figuras públicas. São actores de uma peça muito mal encenada, com um texto medíocre e com péssimos actores, no entanto, a lotação está sempre esgotada.

quarta-feira, abril 13, 2005

Dubai

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Em pleno deserto, o Dubai, é um país que, apesar do petróleo e a riqueza que este gera, tem uma enorme falta de água não fosse este estar no meio do deserto. No entanto, a excentricidade dos mais ricos e poderosos excedeu-se na construção deste court de ténis. Num país em que os direitos fundamentais das Mulheres e dos Homens também não é minimamente respeitado por seguimento do Alcorão, o que é estranho pois, o Alcorão não é tão restrictivo quanto os países árabes nos querem fazer crer, a pouca água serve para deleite dos mais ricos e poderosos em deterimento dos mais necessitados que não têm água suficiente para a agricultura. É curioso ver como as coisas são na práctica, no Dubai e restantes países da península arábica, o Islão é seguido de uma forma muito restritiva mas, em Djabel Ali free-zone, em pleno deserto arábico, foi construído um mega porto franco onde se pode beber álcool, prostitutas, jogo entre outros deleites infíeis para os mais ricos e pios seguidores do Islão dos países adjacentes. Estão cada vez mais a parecerem-se com os católicos, ou seja, na sexta-feira mesquita, ao sábado putas. Sign of the times.

terça-feira, abril 12, 2005

Telenovelas

Se me perguntarem o que eu penso acerca das telenovelas, em especial das brasileiras, isto é o que eu penso e subscrevo.

segunda-feira, abril 11, 2005

Experiências

A história ocorreu algum tempo atrás quando, na Nigéria, rebentou um surto de Meningite na província de Kano no norte do referido país. Sem possibilidade de fazer face ao surto instalado naquela região, o governo da Nigéria, pediu auxílio a organizações internacionais para tentar minorar os efeitos desta epidemia. De imediato chegaram quatro cientistas da Multinacional Pfizer em “auxílio� das crianças infectadas pela meningite. Nas malas, os quatro cientistas, traziam um medicamento experimental ainda não devidamente experimentado em seres humanos. O resultado saldou-se no óbito de várias crianças e em efeitos secundários tais como, surdez, cegueira e insensibilidade generalizada por danos causados por este medicamento ao sistema central nervoso. As famílias das crianças que foram alegadamente utilizadas como cobaias, apresentaram queixas-crime contra a multinacional Pfizer. O processo arrasta-se ainda e o poder das multinacionais faz-se valer nesta matéria.
Já li aqui, num comentário de um visitante, um termo que me fez despertar para uma questão que envolve a nossa sociedade. Estúpidoconsumocracia, isso mesmo, é estupidez do consumo, envolta numa suposta sensação de democracia por livre acesso a todos os produtos. De facto, actualmente, olhamos ao que podemos comprar com o dinheiro que temos e, não tendo, podemos comprar mais dinheiro numa das muitas empresa de micro-crédito, tudo para satisfazer o nosso vazio do quotidiano. Na questão que concerne a SIDA em �frica, os seropositivos ocidentais poderão agradecer aos seropositivos africanos que, actualmente, são cobaias de uma série de experiências por parte das multinacionais farmacêuticas. Perguntavam-me no outro dia qual era o sector ilícito que mais dinheiro gerava e eu respondi:

1º Indústria do Armamento
2º Indústria farmacêutica
3º Tráfico de Seres Humanos

E com isto não digo mais nada e faço um apelo a terem cuidado com o que consumem, pois, por detrás de um simples e quase insignificante produto poderá estar um vida humana perdida. Já nem se fala acerca dos genéricos.

sábado, abril 09, 2005

Papabili

Pedro Santana Lopes, o Mártir, discursou no congresso do PSD em Pombal fazendo alusão, mais uma vez, que ainda era e foi vítima de facadas e traições. Não deixo de reparar no percurso tão cristão que Pedro Santana Lopes percorreu desde que é presidente do PSD. Foi atraiçoado pelos Judas do Partido, esfaqueiado, amaldiçoado pelo Presidente Pílatos mas resistiu sempre com a fé inabalável do poder a qualquer custo. Assim, proponho desde já, uma de duas hípotese para Pedro Santana Lopes:

1ª Ser nomeado próximo Papa pelo seu caminho abnegado em que se embrenhou mesmo atraiçoado pelos seus discípulos. Seria um verdadeiro Papa, pois, este, papa tudo o que mexer, velhas, divorciadas e casadas, seria um Papa tutti quanti.

2ª Ser canonizado Papa do PSD pela sua faceta de mártir.

A decisão é dos Cardeais do PSD mas nada como o povo aclamar pelo seu mártir.
Quando é que este personagem desaparece de vez da cena política portuguesa?

sexta-feira, abril 08, 2005

O Pecado Original

O pecado original que Adão e Eva cometeram supostamente, é conhecido pela generalidade das pessoas. No entanto, subjacente a esta questão, está um princípio moral/religioso que fundamenta a mortalidade dos Homens e consequente redenção do seu pecado original por terem comido o fruto proibido, a maçã, durante toda uma vida terrena e suas consequentes agruras que esta vida acarreta. Se fosse colocada em tribunal esta questão, qual seria o veredicto? quem seria constituído arguido? Adão por ter dado a maçã a comer a Eva? a Eva por ter aceite a maçã? a Cobra que desencaminhou Adão? O facto é que nos é ensinado que quem cometeu o pecado original foi o Adão, esquecendo desta forma, o papel determinante da cobra. Ora, fazendo uma analogia, a cobra corrompeu Adão dando-lhe um espécie de suborno e Adão aceitou. No final o corrompido e a corrompida foram dados como culpados e a corromptora, a cobra, saíu absolvida, é caso para dizer que o crime compensa. Think about it.

quinta-feira, abril 07, 2005

Eleição

Estive este tempo todo a conter-me mas agora é que vai ser. A eleição do Papa, quanto a mim, e não querendo fazer disto uma grande preocupação minha porque não é mas, a referida eleição, deverá ser mais democrática. Quanto a mim encerrava-se os Cardeais no Conclave, estilo Big Brother, e votava-se no melhor cardeal via SMS. As vantagens são nítidas pela democracia empregue no acto da eleição do novo Papa e por satisfazer a necessidade consumista dos milhões de católicos empregnados nesta sociedade consumista em que vivemos hoje, podendo desta forma, passar mais um bom bocado de tempo em frente à televisão em nítida alternativa à novela convencional Mexicana ou Brasileira.
Deveris ser curioso ver os cardeiais a desfilar como no concurso Miss Mundo, exceptuando é claro, o fato de banho.

quarta-feira, abril 06, 2005

Diz-me o que ouves que eu dir-te-ei quem tu és

Diz-me o que ouves que eu dir-te-ei quem tu és. Parece um pouco excessiva a utilização desta expressão mas vem a propósito de algo que eu tenho vindo a lembrar-me. Esta ideia surgiu quando desencantei da minha prateleira um CD dos Depeche Mode, mais propriamente o álbum “Ultra�, e nessa altura, algo fez clique na minha cabeça de uma forma diferente do que outrora quando ouvi pela primeira vez este álbum. Para mim cada CD tem a sua história, a sua alma, não aquela que os próprios autores pretendiam mas sim a minha, sem querer desvirtuar a obra.
O álbum dos Depeche Mode “ Violator� foi o meu primeiro álbum dos Depeche Mode em formato CD que eu adquiri. Sempre gostei de música electrónica e Depeche Mode despertou em mim algo diferente. A Tânea, minha colega de turma, partilhava comigo a devoção por Depeche Mode e o irmão mais novo dela, coitado dele, nem sabia o que o esperava. Pois é rapaz tiveste que gramar com Depeche Mode até começares a gostar. Recordo-me que, numa aula de Inglês, eu e a Tânea, fizemos um trabalho de grupo sobre o álbum Violator dos Depeche Mode, foi a desculpa mais esfarrapada para ouvir e partilhar a música de Depeche Mode para as demais criancinhas naturais com quem partilhávamos a turma. Ninguém conhecia Depeche e, por algum motivo estranho agora mas lógico na altura, ficámos orgulhosos, trouxemos a luz ao obscurantismo musical vivido pelos restantes colegas de turma, ou seja, mostrámos que havia algo mais do que a cassete de House Music que se ouvia nos carrinhos de choque ou aquele grupo da altura absolutamente detestável, os Bros.
Sex Pistols, The Clash, All That Petrol Emotion e outros sons Punk encheram horas intermináveis do meu quotidiano musical numa altura posterior a Depeche Mode e já numa fase rebelde da minha parte. Nesta fase dou destaque a dois álbuns e duas almas diferentes. UHF e The Mission encetaram um ciclo muito rico para mim. Foram os tempos do Vidal e das intermináveis horas à frente de litrosas de cerveja, uma guitarra e muitos ideiais, muito crescer, muito viver. Cantávamos, quem sabia é claro, UHF, Zeca Afonso, Xutos e Pontapés entre outros grupos da altura e marcávamos assim o compasso da contestação política a que nos devotámos na altura. Foram tempos mágicos aqueles que eu vivi no Vidal, um café pequeno, numa pequena Vila, num universo imenso que se me abria ali mesmo ao meu alcance. Foi nessa altura que um amigo meu e o restante grupo, numa passagem de ano, conheceu uma personagem enigmática. De uma carrinha do Pão saiu uma personagem que se aproximou do Carlitos e lhe ofereceu um relógio dizendo: “… Eu sou o dono do espaço e do tempo…� desde então o Carlitos é o guardião do Espaço e do Tempo. Não há cá anéis para ninguém, é um relógio dos chineses. O Carlitos é o Senhor do Relógio.
Posso falar acerca de muitos outros álbuns e as almas que eu criei para cada um deles mas estaríamos aqui até sempre. Robert Whyatt, The Cure, Hedningarda, Dead Can Dance, Kraftwerk, David Bowie, Minimal Compacts, Zeca Afonso, José Mário Branco, Sérgio Godinho entre muitos outros elevaram a minha percepção sobre várias coisas e, acima de tudo, foram catalizadores dos meus sentimentos, naves espaciais numa viagem a galáxias distantes. A capacidade de nos emocionarmos com a música, de perceber a sua fragilidade, a sua subtileza, o seu poder é a expressão mais sublime do que é sentir e ser capaz de transmitir e receber.

Comentários e comentadores

Sem grandes explicações filosóficas, até porque não as há, aviso todos aqueles que visitam o Raminhos regularmente ou pela primeira vez que deverão deixar um contacto em cada comentário que fizerem. Não quero saber de onde são especificamente nem qual é o vosso aspecto, pretendo apenas partilhar ideias e um pouco daquilo que eu sou. Respeito todas as ideias, mesmo contrárias às minhas, só não suporto a adjectivação nos comentários no estilo: " é uma estupidez essa ideia" ou algo assim no género.
Isto aplica-se a todos os ejaculadores precoces das caixas de comentários que actuando no esquema toca e foge, poluiem as caixas de comentários com pequenas considerações despropositadas. Se têm algum problema com a questão da privacidade criem um email só para este efeito com um nick fantasioso mas dêem a cara entre aspas.
Oliveirinha dix it.

segunda-feira, abril 04, 2005

Templo do Consumo e sua fauna

A leitura de outros blogues dá os seus frutos de vez em quando. O Litanias falou acerca da abertura de um novo templo do Consumo e da relação de algumas pessoas para com estes templos e devoção e sacrifício. Após a leitura desse post, li um comentário no Elsinore, da autoria da Carla do Elsinore, com uma expressão que traduz exactamente o que eu sinto, ou melhor, como eu me sinto, num desses templos do consumismo desenfreado. A expressão é : “ Senti-me como um urso Polar nas Caraíbas� bingo! na mouche! é mesmo isto que eu sinto cada vez que tenho que ir a um desses templos do consumo desenfreado. Faz-me um pouco de impressão qual é o motivo para levar alguém a enfiar-se um local cheio de pessoas sem um objectivo específico para o efeito, ou seja, com o único motivo cândido de ir ver. Entretanto, a Pollie fez uma caracterização do típico tuga num dos seus passeios pelo Shópingue. Ora vejam esta pérola da coltura tuga: “Tens razao! Como é que me fui esquecer da bela da pipoca? E do fato-de-treino domingueiro? Deixa cá ver mais... a meia branca, os putos ranhosos, o homem de bigode farfalhudo de fio de ouro por cima da camisola interior de alcas... e por aí adiante, que já dá para ver o filme! O sonho de qualquer mulher!�
No entanto, este quadro cultural atinge o seu máximo com a chegada dos milhares de emigrantes vindos de toda a parte, trazendo consigo, a cultura tuga que levaram com um sotaque afrancesado muito irritante por sinal. As Ivettes Carinas, os Jeans Pierres, aquele perfume parisiense em pleno Portugal faz-me sonhar com as minhas idas aos centro comerciais, livra !!!
Não quero dizer com isto que nunca tenha ido a um ou que não vá a um Centro Comercial, o que digo é que se vou é muito raramente, com um propósito defenido e numa hora em que não tenha que levar com os profissionais do Shopingue.

sexta-feira, abril 01, 2005

Novo Papa

O que será mais importante? O casamento do Príncipe Carlos e Camila Parker Bowles ou a sucessão do Papa que está à beira da morte? O primeiro tem a importância que qualquer pessoa tem quando é vítima de um acidente de nascença, ou seja, ter nascido príncipe mesmo que seja um atrasado mental ou tenha, como o referido príncipe, cara de asno mal amanhado. O segundo é o Chefe máximo de uma Instituição poderosa e muito rica que para a humanidade nada de novo traz a não ser a condenação do uso de preservativos e a criminalização do aborto, seus estandartes de fé católica e imbecilidade Institucional.
Se eu tivesse o poder de decidir quem seria o próximo Papa escolheria Ozzy Osbourne. Ozzy Osbourne tem todas as características intrínsecas para desempenhar bem as funções de um Papa senão vejamos:

• Tem cara de asno como qualquer Papa deve ter
• Tem um defeito na fala derivado à sua adição a drogas duras, ou não seja a Igreja o ópio do Povo.
• É uma figura mediática que diz uma série de baboseiras como se fossem a coisa mais importante desta vida.
• É fotogénico, especialmente quando está a morder um morcego.

Vistas que estão as amplas e nítidas vantagens na nomeação de Ozzy Osbourne como novo Papa, dou início aqui a uma petição: Ozzy a Papa já !

terça-feira, março 29, 2005

Polícias e ladrões

As visitas matinais ao típico café Português são profícuas numa série de eventos e até mesmo cultura. Para além do típico pacote de açúcar no chão, o Correio da Manhã faz as suas honras na mesa do café. Como é de conhecimento geral, o Correio da Manhã, é o jornal que traz as notícias de faca e alguidar. A sogra que mata o genro, o genro que mata a sogra, a disputa que acaba em morte e outras notícias do real e concreto Portugal Português. Apesar disso, tenho vindo a verificar que, ultimamente, as notícias acerca de homicídios têm agora um novo elemento, a arma de fogo com calibre de guerra. Apesar de este tipo de arma de fogo ser ilegal em Portugal, o facto é que, a proliferação deste tipo de armas tem vindo a aumentar e quem sofre são as autoridades e as vítimas em si. Quantas armas existiram em Portugal nas mãos de indivíduos sem que estes sejam portadores de licença de uso e porte de Arma, e mesmo que tivessem essa referida licença, porque razão é que é permitido um cidadão fazer-se acompanhar de uma arma de fogo tão perigosa? Gostaria que o meu país não se tornasse uns Estados Unidos da América apesar de cá já existirem muitos cowboys e outras figuras do Farwest.
Já tivemos ou conhecemos alguém que já tenha sido alvo ou vítima de algum assalto ou outro tipo de acto de violência que tenha que ter sido dado conta às autoridades. Já ouvimos, por diversas vezes, queixas acerca da inoperância das autoridades policiais na resolução de uma série de crimes e, como não podia deixar de ser, queixamo-nos da Polícia. Como em todas as profissões há bons e maus profissionais e a Polícia não é excepção, contudo, penso por vezes se não será pedir milagres a indivíduos, os Polícias, que labutam a troco de míseros Euros ao final do mês. Um agente da autoridade que, em perseguição de um suspeito, danifique o veículo que conduz é obrigado a pagar as reparações no veículo, também, é obrigado a pagar do seu bolso o uniforme que eventualmente de tenha danificado durante a perseguição. O mais grave está no facto de, um policia que ganha mal, estar a arriscar a sua própria vida para deter um criminoso que, se for necessário, dias após a sua detenção está em liberdade ameaçando por vezes a integridade física do agente ou da sua família. Sabendo que o sistema judicial Português é capaz e feitos prodigiosos como a prescrição do caso Beleza entre outros, o que é que poderemos exigir a um agente da polícia? É sempre bom ver os dois lados da barricada.

segunda-feira, março 28, 2005

Blogues e as fontes de informação

O Daily Show de Jon Stewart é, para mim, a brincar a brincar, um dos melhores momentos jornalísticos de sempre. Apesar de criticar, brincando com todas as instituições Norte-Americanas donde se destaca George Bush, o que não é de admirar, o Daily Show vai apontando o dedo ao Rei e dizendo que este vai nú. Num dos episódios mais antigos desta série, Robert Cordry, faz uma reportagem acerca dos novos midia ou opinion makers, os Bloggers. Nesta rubrica ele faz passar a ideia que um blogger é alguém que escreve textos intelectualizados para se fazer passar por tal, recorrendo, muitas das vezes, ao diz que diz e a fontes não seguras mas que, actualmente, é uma das fontes de informação da opinião pública com maior crescimento. Mascarou-se de pseudo-blogger com uma cabeleira e fez uma entrevista com o Mayor de Nova Iorque acerca de algo que nada tinha a ver com o seu pelouro ou funções. A primeira reacção será de discordar com esta visão satirizada e não nos revermos categoria mas, atentem bem nisto, o Blogs são uma das fontes de formação da opinião pública, não taõ grande quanto a televisão ou os jornais, mas é uma fonte de formação de opinião pública que está em pleno crescimento. O facto é que é possível passar o boato, a desinformação, bem como, nos antípodas, passar a correcta informação livre de filtros. Esta é a dualidade dos blogs e o perigo reside na tentiva de aproveitamento, por parte de alguns políticos ou partidos, em, sub-repticiamente, manipularem a informação escrita em blogues sob a capa do anonimato.
A partilha de ideias está confluída com a passagem de informação ou oipiniões sobre os vários aspectos das vidas de cada um dos bloggers ou países de onde são originários. Se por um lado a Blogoesfera serve para fins mais pessoais, ou seja, para blogues pessoalistas, por outro, há blogues que se tornaram ou tornar-se-ão opinion makers daí as exigências são maiores e a confirmação das fontes cada vez mais necessária. No meu ver, a Blogoesfera, é um espaço de informação pura e dura, ou seja, a informação é transmitida sem filtros nem pressões de lobbies o que constituí uma vantagem para esta. Se começar um cerco contra os blogues sobre o pretexto de uma suposta busca de confirmação de fontes poderão haver algumas surpresas desagradáveis.
Isto leva-me a colocar uma questão: Será um blogue um jornal? Se é com que moldes?

sábado, março 26, 2005

Fada do lar

Quando numa noite qualquer nos damos à beira mar inundados pela maré alta de um mar chamado tédio, um grupo de Lisboetas puros e duros com as suas observações no género tão típico que isto é, não constituí uma noite promissora a não ser que, essa noite, termine em casa de pessoal amigo a fazer omeletes até à seis da manhã. Enquanto se devota algum do nosso tempo a cozinhar, ou algo parecido com isso atendendo à falta de talento e prática dos artistas, cria-se uma atmosfera de bonding bastante proveitosa. Enquanto a conversa se alonga e a cerveja escorrega goela abaixo, a língua solta-se e o espírito cria. È bastante satisfatório ouvir de um amigo que este está apaixonado por uma mulher, boa pessoa ao que me dá a parecer, e é correspondido. Claro está que o campeonato aqui é diferente e já não há lugar para amadorismo mas sim, de certa forma, profissionalismo. É complicado falar com muitas mulheres acerca do que é a diferença entre amor e sexo apesar das duas coisas andarem lado a lado por vezes, o que, faz-nos recordar o papel submisso a que estão devotadas e quase hipnotizadas as mulheres portuguesas.
Há a concepção, do ponto de vista sexual, que o homem “come�, fazendo uso do vernáculo tão gracioso que dispomos, e que a mulher é que é “comida� quando, na verdade, a situação é invertida por natureza. A mulher escolhe, o Homem aproveita todas as oportunidades que tem para espalhar a sua semente por assim dizer. Isto faz-me pensar seriamente acerca do que é ainda o papel dominador do Homem sob a Mulher e, decompondo a situação, perceber que é a mulher que ainda não se libertou desse papel em vez de ser o Homem a forçar essa condição à Mulher. Porque é que a um Homem dizer para este sair à noite e comer uma mulher é natural e a para uma Mulher não? A maior parte das mulheres que conheci ou com quem tive um contacto mais íntimo encaixavam neste protótipo de submissão, ou seja, tinham o seu emprego, a sua independência mas ansiavam o papel tradicional e típico da mulher Portuguesa, a fada do lar. Não as condeno de forma alguma, cada qual vive a sua vida como entende mas como é que se cria uma relação entre alguém que é independente e outrem que é agora mas pretende ser mais tarde dependente? Uma vez aconselhei uma grande amiga minha, vinda de um relacionamento que não resultou, a sair à noite e seduzir um Homem, ou seja, ter sexo, apenas isso, sexo. A reacção foi de estupefacção minha e dela. A dela por não conseguir ver-se livre o estereotipo e a minha de ver essa reacção de uma mulher que se apregoava como independente. Não pretendo estimular o sexo em detrimento do amor mas as duas coisas andam lado a lado por vezes, e de outras vezes, não. É normal e natural que haja sexo somente entre duas pessoas, o amor é uma relação intrincada que também tem contacto físico. No plano da conversa muitas mulheres aceitam esta evidência, no dia a dia, procuram o seu papel de mulher imposto pela sociedade. Para quando a libertação das mulheres do seu próprio jugo castrante de fada do lar?

sexta-feira, março 25, 2005

Festas da Páscoa

Todos os anos por esta altura comemora-se a Festa em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem em Constância. Para além de Constância ser uma bela vila Ribatejana com muitos pontos interessantes a visitar, há por esta altura uma mega festa. É a altura própria para quem nunca se embrenhou numa festa tipicamente Ribatejana, experimentar a vida e a diversão à moda do Ribatejo. Não vos prometo a Carla Matadinho enm os Filmes do Taveira mas, em vez disso, muita cultura e diversão visitem este fim de semana a bela Vila de Constância.

quinta-feira, março 24, 2005

Páscoa

Gosto da Páscoa por um motivo muito simples, quase sempre calha na primavera e proporciona um período de mini-férias que dá muito jeito. Os aspectos positivos da quadra festiva, aliás de festiva até nem tem muito porque afinal de contas celebra-se a crucifixação de um desgraçado à pelos menos 1972 anos, é o Coelhinho da Páscoa que põe ovos de chocolate ao que parece. O Coelhinho da Páscoa é uma figura curiosa porque, apesar de ser coelho, põe ovos de chocolate senão vejamos, se o Coelho não fosse o colehinho a pôr os ovos teria que haver uma galinha da Páscoa, ou um pato, daí, o coelhinho da Páscoa ser um figura mítica e consensual por entre religiosos e ateus.
Nesta altura, os mais infortunados, se tiverem que ficar em casa com a família sem poder saír terão que levar com o Quo Vadis pela enésima vez na televisão. O encontro com a família é sempre de salutar, nesta altura, tem sempre o senão de ter-se que levar com s filmes da Paixão de Cristo e o Quo Vadis. De resto, é altura para um passeio e muita festa que disso que o povo gosta. Feliz Páscoa!!! e muitos chocolates é claro.

quarta-feira, março 23, 2005

EMEF

O Público aflorou a questão e eu fiquei preocupado. Refiro-me à possível deslocação das oficinas gerais de manutenção ferroviária, EMEF, do Entroncamento para as antigas instalações da Bombardier. Em causa estão 700 postos de trabalho no Entroncamento fora os empregos indirectos que a EMEF proporciona nesta cidade. É grave e a mim oferece-me dizer o seguinte:


1º A cidade do Entroncamento e os trabalhadores da EMEF não têm culpa dos péssimos negócios que o Estado faz ao vender, ao desbarato, sectores vitais na economia.

2º Mais uma vez se evidencia que existem dois Países dentro de um só país. O Portugal da capital e arredores e o resto do país. Sucessivamente, quando há eleições, os vários candidatos dos vários partidos visitam a Região onde está inserida a cidade do Entroncamento e prometem......................depois do mandato voltam e prometem...............e nos entretantos fica uma região negligenciada como todas as restantes fora do Eixo do Mal Lisboa/Porto.

3º A deslocação das instalações da EMEF para a Amadora irá resolver a perda de 400 postos de trabalho na Amadora para criar 700 postos de trabalho a menos no Entroncamento, digamos que é uma medida inteligente.

4º Esta visão economicista e manicaísta de fazer política é nojenta, e os jornais à excepção do Público, fazem por agudizar este politizar das questões. Se fechar uma fábrica em São João da Madeira ou outro local no país desde que não seja em Lisboa, é notícia fugaz nos noticiários. Mas se alguém fechar uma fábrica em Lisboa, então sim, é um caso "nacional". Simples e concreto, como em quase tudo na minha vida devo dizer Puta que os pariu!!! Aos noticiários é claro.

Por último devo recordar ao Governo que a água que se bebe em Lisboa é do Ribatejo, as linhas do comboio passam pelo Ribatejo e até a electricidade é produzida no Ribatejo. Se de repente alguém se lembrar, no Ribatejo, de deixar de forneçer a carne, os legumes, os cereias a Lisboa, o que aconteceria? Em dois dias estariam sem ter o que comer, ou se o arranjassem, seria a preços exurbitantes. Think about it!!

Visitantes

Houve dois períodos áureos no Raminhos. Um primeiro quando postei um texto acerca do Tratado de Quioto em que o Raminhos foi visitado por dezenas e dezenas de pessoal Brasileiro e um outro período quando postei um texto que fazia alusão à Carla Matadinho e ao Taveira. Este último periodo foi o mais fértil em termos de números de visitantes, pesa embora o facto, de este número elevado de visitantes ter sido originado pelo Google e toda a legião de "apoiantes" da carla Matadinho ou simplesmente fãs. Ao contrário do que seria de esperar, fiquei, de certa forma, apreensivo com este tão elevado número de visitantes do dia para a noite, isto porque, o raminhos sempre teve uma relativa baixa, mais vale poucos mas bons, afluência de visitantes. Mantenho o que já escrevi à tempos, o Raminhos, é um blog para discussão de ideias ou postagem de desvaneios, verdadeiras variações em Dó Maior, do autor, EU. Reforço desde já os meus agradecimentos a todos os que visitaram o raminhos, mesmo que fosse à procura da carla Matadinho, e em especial, a todos os que diáriamente cá vêem, comentam e são, de certa forma, o Raminhos também. Tanque iú obadabucth! ( isto é muito obrigado em amaricano caso não tenham percebido ).
No post com o título Video Celebs eu antecipei, e não me enganei, que devido ao aparecimento de nomes como a Carla Matadinho e o Taveira que o Raminhos iria registar uma série de entradas de enresaivados(as). Bendito bem feito! Na mouche.

terça-feira, março 22, 2005

Agradecimento

Tal como o Litanias, o Raminhos, tem vindo a registar um aumento significativo de visitantes nos últimos dias. Algo que eu estranho mas agradeço, no entanto, devo dizer, em abono da verdade que, o aumento do número de visitantes, deve-se aos inúmeros internautas que procuram as fotos e os videos da Carla Matadinho. Qualquer das vias agradeço a visita apesar dos motivos não serem bem aqueles que eu mais gostaria para explicar o incremento no número de visitantes. Não me posso esqueçer também de agradecer à Carla Matadinho o contributo, involuntário, que esta proporcionou após a circulação de fotografias suas a fazer ginástica artística- pictagórica. Portanto, Carla sua ganda maluca onde quer que estejas muchas gracias pá.

segunda-feira, março 21, 2005

Protesto

Protesto desde já contra este governo que não faz declarações de manhã para serem desmentidas logo a seguir à hora de almoço e novamente desmentidas à hora de jantar. Já tenho saudades das conversas em família do Santana Lopes à hora de jantar.

Santana volta, o humor em Portugal precisa de ti!!! Só um palhaço como tu é que mantem vivo o humor em Portugal.

Nota aos mais incautos : Não estavam a pensar que eu estava mesmo a pedir que o Santana Lopes voltasse pois não?! Por último gostaria de deixar uma menção especial à profissão de palhaço que mereçe todo o meu respeito if u know what i mean.

domingo, março 20, 2005

Domingo

Os domingos, para mim, são sempre ocupados com a tão frenética actividade de nada fazer e total entrega ao ócio. Ainda não cheguei ao ponto lastimável de me esticar no sofá a ver televisão ou, para os mais duros, fazer zapping. Aos domingos fico sempre no meu quarto deitado sobre a cama a ouvir música e a contemplar o tecto. Os passeios de Domingo sempre foram difíceis para mim, de alguma forma, os domingos constrangiam-me bastante. Os milhares de pessoas que se passeiam com o happy smile domingueiro, os carros lavadinhos de propósito para a saída domingueira e o centro comercial, provocaram sempre em mim uma sensação muito estranha, uma espécie de paz podre entre os homens. Devo dizer contudo que, na maior parte dos domingos dos meus tempos aureos de boémia eram sempre pautados por uma ressaca descomunal ou por um despertar muito estranho em locais ainda mais estranhos, já para não falar de algumas companhias. Enfim é Domingo e vou passear o meu fiél amigo Che, o meu cão, no parque da cidade e com sorte ainda poderei ver o meu cão a desfazer um Lulu domingueiro qualquer. Hoje estou um pouco sádico.

sábado, março 19, 2005

Sign of the times

A publicidade tem vindo a sofrer algumas alterações forçadas em virtude da alteração, em termos de consumo, por parte dos consumidores. Nos Estados Unidos, com o advento da televisão por cabo digital, os tele-espectadores consomem, cada vez menos, spots publicitários de 30 segundos tão comuns até agora. Uma das razões que explicam esta alteração não tem a ver com um refriamento no consumo por parte dos consumidores mas sim, por causa dos novos aparelhos de televisão digital que já possuem a opção de filtragem de publicidade. Assim, e tendo a Publicidade a necessidade de continuar a permitir uma maior projecção das marcas que promove, houve necessidade de alterar o cariz dos spots publicitários. Se até agora as marcas procuravam construir um conceito em torno dos seus produtos através dos spots publicitários, actualmente, procuram utilizar os mesmos mecanismos que provocam a crença num culto.
Um psiquiatra Norte-americano de origem francesa é pago a peso de ouro para descobrir as palavras que melhor expressão um sentimento de culto em torno de um producto. Cada palavra tem um caminho e uma relação de estímulos no nosso cérebro, ou seja, cada palavra tem um mapa mental no nosso cérebro, e isso, é interessante para promover um culto em torno de um qualquer produto ou marca. Se a palavra amizade, no mapa mental que esta desenha no nosso cérebro, estimula mais ou menos o cortex cerebral, então, essa palavra terá que forçosamente ser associada a um produto nem que seja uma esfregona para limpar o chão. Há um spot publicitário de loiças que tem escrito nos seus produtos, pratos de sopa e outros loiças, slogans no género, You are special, this is family entre outros porque, a loiça, estimula uma série de palavras que estão ligadas à memória e subconsciente. Essas palavras no caso anterior são família, especial e carinho, o que, para loiça tem tudo a ver não é verdade.
Outra estratégia que a Publicidade tem vindo a explorar é Hollywood. O filme "O náufrago" é a história de um indivíduo que sobrevive a um desastre de um avião de encomendas da Feddex mas que no final da história consegue entregar a encomenda e o amor. Parece uma história cândida e sem um significado muito mais evidente que uma historieta de domingo à tarde na TV mas é um spot publicitário de princípio ao fim girando em torno da construção de um culto, ou seja, a Feddex associa-se à ideia de todos os middle age e middle class zés americanos que, a uma dada altura na vida se descobrem e descobrem também a vida. Mas e encomenda chega sempre ao seu destino! Sign of the Times.

sexta-feira, março 18, 2005

Chegou

Chegou a Primavera, aquela estação do ano em que, pelo menos no início desta, os humores se elevam e a disposição por acréscimo torna-se mais leve e alegre. As roupas não são tão pesadas e a qualidade da paisagem melhora substancialmente if u know what i mean.
No outro dia fui à foz do rio Zêzere na bela Vila de Constância e constatei os efeitos que este periodo de seca está a provocar. Os rios Tejo e Zêzere estão do tamanho de um ribeiro.

Anúncio: Procuram-se Ìndios para dança da chuva tão necessária, os campos estão secos.

terça-feira, março 15, 2005

Província

Que tão bom é viver na província, chegar às finanças no último dia do prazo de entrega do IRS e só ter uma pessoa à minha frente.

segunda-feira, março 14, 2005

Sócrates

Devo confessar que gostei de duas atitudes de José Sócrates. A primeira foi a eliminação do tradicional beija-mão na tomada de posse como Primeiro-Ministro, ao contrário do beija-mão de Santana Lopes a que estiveram presentes todas as tias e tios, na tomada de posse de Sócrates, estiveram apenas os necessários e imprescindíveis para o acto. A segunda atitude foi a da comercialização livre de medicamentos sem prescrição médica em outros estabelecimentos que não apenas as farmácias. Esta segunda medida, como não podia deixar de ser, não agradou aos farcêuticos e a corporação de imediato esperniou.

domingo, março 13, 2005

Rat race

Esta última semana foi uma autêntica correria com a Rat Race a atingir recordes de velocidade alucinantes. Com uma motorização bem generosa coadjuvada com os necessários aditivos, cinco a seis cafés por dia e dois maços de cigarros por dia, o red-line foi uma presença constante. No final da semana e quando já estava na volta de comemoração pela pole position, dou por mim a pensar como seria tão bom viver despojado de bens materiais e em contacto com a natureza. A ideia é partilhada por muita gente, uma vez ou outra nas nossa vidas agitadas, por desabafo pensamos mas rápidamente fazemo-nos a esse circuito infernal que é a vida moderna. O estranho de tudo isto é, para mim e de mim falo, colocar essa mesma hípotese, ou seja, deixar a vida moderna ir curtir uma de neo-hippie e no final ficar no ar uma pergunta: Why not?!
Não vou a discotecas nem bares com música a metro faz muito tempo mas até que não sinto falta alguma disso. No entanto, sempre achei curioso o facto muita gente pretender frequentar esses locais como pólo libertador de energias, uma espécie de escape à vida stressante da semana de trabalho. Pessoalmente gosto de frequentar esses locais em momentos em que necessito ficar vestido sob a capa do anonimato, aí sim, centenas de pessoas que gesticulam, dançam, riem e embebedam-se com a sensação da vida injectada em segundos em doses concentradas. Nesses locais gosto de observar, divirto-me imenso a observar as pessoas, os corpos em movimento, nessa altura, no meu cérebro, os corpos são telas que eu pinto ao meu gosto. Os flirts, os gajos e as gajas boazudas que dançam rituais de enamoramento, para não falar doutra coisa, fazendo-se pagar caro o contacto entre si. É curioso, e o jogo em si aliciante, o pior é descobrir que, no final, não há nada a dizer porque, por azar, saíu na rifa alguém que não nos tem nada a dizer.

sexta-feira, março 11, 2005

Atrasos

Esta semana tem sido infernal, pleo que, quer o tempo quer a disposição por vezes para postar seja o que fôr não tem sido muita. Agora que já deito IRS pelos olhos e a semana findou tenho tempo para postar algo acerca de dois temas que irei aprofundar mais tarde. Desde já agradeço o email da Analitica com o texto acerca do vírus HIV que, a mim, suscitou bastante curiosidade e vontade de postar algo mas, devido à escassez de tempo, não tive tempo de pesquisar mais acerca do tema. Contudo hoje é 11 de Março, dia em que se "comemora" o primeiro ano do atentado em Atocha, Madrid. Desde já espresso a minha solidariedade pelas vítimas desse atentado mas algo me surge na ideia e que me faz impressão. Comemoração? está-se a comemorar o quê? a morte de pessoas inocentes?
Isto vem a propósito de algo que tem-me ocupado alguns momentos de ócio. O conceito de Terrorismo. Pegando também no texto que a Analitica me enviou falando acerca dos preconceitos e conceitos mais subversivos em torno desse flagelo, eu pergunto-me para quando o Dia das vítimas da SIDA às mãos da Indústria farmacêutica? E as vítimas civis do Iraque? são terroristas ou vítimas do Terrorismo?
A noção de Terrorismo, ou melhor, terrorista, actualmente, a meu ver, substituíu o conceito de selvagem do século XIX. Como na altura se "legitimavam" as atrocidades cometidas aos selvagens sob o pretexto de se estar a civilizar os selvagens, hoje em dia, o que é que se está a fazer? Desterrorizar os terroristas?

terça-feira, março 08, 2005

Dia da Mulher

Como o dia do alho porro ou da couve de bruxelas, hoje, é dia da Mulher. Perdoem-me as mulheres que lerem isto mas, esta efemeridades simbolísticas, fazem-me confusão à cabeça. Durante 364 dias do ano a Mulher é devotada quase ao ostracismo mas, neste dia, é diferente é dia da Mulher, um dia em que as mulheres devem esquecer-se do ostracismo a que são sujeitas e aceitarem subservientemente os pequenos gracejos comerciais estabelecidos através de flores e cartões pré-feitos à venda em qualquer papelaria que pretenda ganhar dinheiro.
No Domingo, na Turquia, houve uma manisfestação a favor dos direitos fundamentais das mulheres na Turquia que foi violentamente reprimida. Nos Estados Unidos um armazém de vestidos de noiva abriu as portas aos saldos para gáudio de centenas de mulheres que acorreram e correram como se da solução para a fome se tratasse. Dois momentos, dois continentes, dois exemplos cabais do que é a discriminação contra as mulheres.
Por último, e já que existe dia para quase tudo nesta vida, porque não o Dia Internacional da Gaja e do Gajo?

sexta-feira, março 04, 2005

The promised Land

A Suiça, já me disseram, é um país que prima pela limpeza e pela regulamentação da emissão de poluentes para a atmosfera e rios. È, por assim dizer, um país primeiro mundista devido a todo o seu desenvolvimento económico e industrial e também cívico. No entanto, qual católico que preenche a agenda de fim-de-semana com o sábado nas putas e o domingo na missa, a Suiça, é um país de contra-sensos e incongruências graves no que respeita a alguns períodos da sua história, como é exemplo a Segunda Grande Guerra entre outros. Paraíso Fiscal e neutral para lavagem de dinheiro, a Suiça, tem dado a possibilidade de uma série de ditadores, e outros criminosos, de verem a suas fortunas bem aplicadas e protegidas sob o hino da neutralidade Suiça. Há mais a dizer acerca da Suiça, em alguns cantões, as mulheres, não podem votar. Resta saber se também aplicam uma espécie de Sharia versão cristã. O após Tsunami veio a pôr a descoberto uma série de situações que permaneciam escondidas no fundo do oceano sob a protecção de Neptuno dá-me a impressão. Alguns contentores com materiais perigosos, que estavam depositados no fundo do oceano, deram à costa esta semana.
O acumular de pequenas grandes incongruências por parte dos países do Primeiro Mundo leva-me, cada vez mais, a pensar acerca do sinónimo de desenvolvimento. A situação que referi anteriormente, os contentores com materiais perigosos, leva-me a pensar se não seria de bom senso incluir nos parâmetros de avaliação do desenvolvimento dos vários países situações idênticas a esta. Como será o nível de desenvolvimento da Suiça com a lavagem de dinheiro, ouro nazi, atropelos à democracia? Qual é o custo que a Humanidade terá que pagar para continuar a ter a Suiça como país de Primeiro Mundo?
Só tolero uma coisa na Suiça, o chocolate, de resto aquele país tem que rever as suas prioridades seriamente.

quinta-feira, março 03, 2005

Videos celebs 2

O Tiago do Litanias escreveu um post, em jeito de reacção ao post que eu escrevi aqui acerca dos vídeos de celebridades em actividades ludico-laxivas. Devo confessar que o Tiago tem razão em alguns aspectos, não porque tenha sido essa minha intenção, mas porque, pura e simplesmente, não me fiz entender. É uma questão de admitir ou não que se gosta de ver filmes porno, ou que, ocasionalmente se vêem filmes pornográficos por parte de todos aqueles que fazem e procuram downloads deste género de trailers. De resto, o que eu posso dizer acerca do assunto é:

Que há filmes que ainda não estão em circulação por não terem sido desviados por alguém, é certo. O que não está certo é não os haver na net para quem aprecia o género cinematográfico. De resto só posso dizer que façam muito por que dá saúde e faz crescer, se o filmam esmerem-se!
Agora carcaças como a Lili Caneças ou o Conde White Castle por favor poupem-me!!

quarta-feira, março 02, 2005

Warlord

Uma associação para a defesa dos direitos humanos Norte-Americana processou Donald Rumsfeld por crimes contra a Humanidade, em consequência dos maus tratos perpretados por Tropas Norte-Americanas em Abu Grahib, Iraque. Duvido que esta acção vá a algum lado mas, afinal, o que conta é a intenção ao fim ao cabo. Parabéns a esta associação por ter desafiado o Warlord Norte-Americano.

terça-feira, março 01, 2005

Vídeo Celebs e outras curtas-metragens

Ouvi na Rádio que está a circular na Internet um vídeo pornográfico com um artista, ou artolas ao que parece, roubado do computador deste. Ora bem, já vimos vários filmes e fotografias de “celebridades� estrangeiras em plena actividade física mais virada para o sexo luxúria e prazer, no entanto, o interesse que estas curtas-metragens têm é muito relativo pois, analisando a fundo a questão, verificamos que afinal de contas essas “celebridades� são tão humanas quanto os demais. Aqui, o ponto que pretendo fazer, é mais inocente do que aquilo que previamente se poderia pensar ao iniciar a leitura deste post. Pretendo salientar dois aspectos fundamentais que gravitam em torno desta questão:

Primeiro – Porque raio de carga de água é que, em Portugal, vídeos desta natureza só existem os eternos vídeo do Taveira e as fotos da Carla Matadinho? Será que as restantes celebridades portuguesas são puras e castas? Não fazem? Mesmo que fizessem qual seria o interesse em divulgar estes vídeos ou fotografias? Por momentos penso que as pessoas que consomem avidamente este género de vídeos ou fotos, das duas uma, ou ficam mesmo surpreendidas por verem os seus ícones expostos e a fazerem algo que é humano, ou então, o facto de se ver uma celebridade é uma fraca desculpa para ver um filme porno.

Segundo - De facto, em Portugal, as celebridades são mesmos estéreis, ou seja, parecem ser assexuadas, sem interesse pois se tivessem já teriam sido alvo deste género de expediente. Quem quereria ver um filme destes com o Conde White Castle ou com a Lili Caneças? Que pobreza franciscana!

Neste género de situações o que me faz impressão são os mails com as fotos e vídeos que o pessoal nosso conhecido ou amigo nos envia para a caixa do email, entupindo este de lixo.
Com este título de post vai ser só pessoal enresaivado a entrar neste blog.

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Viragens e outros U-turns alucinantes

Estas eleições, ou melhor, os resultados das últimas eleições provocaram uma série de viragens e U-turns alucinantes do estilo montanha russa com meia pirueta e mortal e meio de saída. Marques Mendes, esse basquetebolista frustrado, afirmou que o PSD encorreu num erro de se afastar do centro e ter ido muito para a Direita. Santana Lopes sempre afirmou pertencer ao PPD/PSD, mais direito que o PSD, e desta forma aliou-se ao PP por herança e decreto de Durão Barroso. Ora, vista esta questão,l clinícamente, eu diria que o PSD sofre de um complexo de dupla personalidade, pelo que, aconselho uma consulta a um psiquiatra ou o internamento numa clínica da especialidade. Um U-turn esperado, mas que ainda não se concretizou, foi o da auto-estima dos Portugueses que, para variar, continua em abaixo.
A política não é a detentora do esclusivo em termos de U-turns e outras viragens mais ou menos artísticas. A vida, o dia a dia, é profícuo em U-turns desde o mais básico, até ao mais alucinante e elegível para os Jogos Olímpicos. Passa-se no relacionamento interpessoal, no gerenciar das espectativas que temos dos que nos rodeiam e também nos valores pelos quais nos norteamos ou toleramos. No ínicio, alguém desconhecido, vive sempre nas graças da espectativa e da prova em contrário, lá está o princípio do contraditório a funcionar, e como tal, é sempre simpático e boa pessoa. O pior é quando há espectativas dos outros sobre o recém chegado e estas não são correspondidas, não por defeito do recém chegado, mas sim, por este não querer dar aquilo que os outros pretendem. Os defeitos começam a pular daqui e dali como gafanhotos em plena praga.

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Amor de Mãe

O amor dos pais pelos filhos é de igual intensidade mas nunca da mesma forma, pelo que, as formas de expressar o amor que um pai tem por um filho variam muito de acordo com as culturas, personalidades e circunstâncias da vida. No entanto, há um aspecto que coloca as mães na vanguarda desse apego, não pela intensidade mas sim pela cumplicidade que estas têm para com o filho que geram. Quando acordamos de manhã, no dia de aniversário, e somos cumprimentados pela nossa mãe dizendo que gosta muito de nós e que se lembra de nós desde o quadragésimo dia, e não digo quadragésimo dia após o nascimento, mas sim o de gestação, é forte e mostra o quão especial é o amor de mãe por um filho. Saindo fora o estigma social da mãe como protectora do Lar e eterna e nata cuidadora dos filhos por ser essa a sua condição, segundo o estigma é claro, tenho que reconhecer que nada se compara com o amor de mãe. O amor de um pai por um filho é forte mas falta esta cumplicidade que nas mães se verifica. Mãe há só uma e é verdade!

Parabéns a mim

Ontem foi o meu fiél cão, o Che, que fez anos, hoje, é a minha vez de fazer anitos. Já lá vão 31 anitos e cada vez menos juízo.

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Parabéns ao CHE

Não é o dia de aniversário do Che Guevara, é sim, o dia de aniversário do meu cão que se chama Che. Faz nove anitos e está cada vez mais tonto à medida que o tempo passa.

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Plano energético Português

Quando se fala acerca da competitividade das empresas Portuguesas, ou melhor, da falta de competitividade destas, enumeram-se vários factores, mas fica sempre de fora um factor determinante, sonegado pelos media e próprio Estado. A questão do Plano energético Português é um factor determinante para a competitividade das empresas Portuguesas pois, em Portugal, a electricidade para a indústria, comércio e até mesmo para particulares é a mais cara da Europa, senão uma das mais caras. É certo que Portugal não é auto-suficiente em termos de produção energética mas isso não explica tudo, ou seja, não é apenas o facto de ter-se que importar energia do estrangeiro ou produzi-la fazendo recurso aos combustíveis fósseis e carvão que encarece a energia eléctrica. O problema do custo da energia em Portugal tem a ver com dois factores essenciais:

1 – O Monopólio da EDP em termos de distribuição da energia.

2 – O transporte da energia, ou melhor, a rede nacional de distribuição.


A EDP apesar de ser, maioritariamente, estatal, é dominada também, apesar de minoritariamente, por privados. Os interesses dos privados residem em continuar a manter o monopólio da distribuição e produção de energia em Portugal porque aí ganham o dinheiro que quiserem com isso. Quando Durão Barroso, o Manel, assinou o acordo europeu para a energia, este, contemplava a liberalização da distribuição e produção de energia por toda a Europa. O facto é que o acordo foi assinado mas entretanto nada foi feito devido às pressões dos barões da energia Portuguesa. Durão Barroso cedeu às pressões dos barões da energia e Santana Lopes continuou a ser pressionado como um menino bonito que é (para quem não encontrava muitas razões para Santana Lopes ser despedido, eis mais uma). No entanto, esse não é o único problema existente, a rede de distribuição está antiquada e susceptível de se verificar perdas de voltagem pelo caminho enquanto é transportada.

Em conclusão, para quem, como muitos doutores e engenheiros que vão mandar bítaites para a TV, presumindo estes que são donos e senhores de toda a razão, eis mais um factor para falarem acerca da falta de competitividade das empresas Portuguesas. É importante ter este factor e outros em causa, antes de desatar à pancada aos trabalhadores devido à suposta falta de produtividade. Por isso, Sócrates , ganda maluco se me estás a ouvir, tens uma tarefa titânica a fazer. Derrota os barões da energia e investe também na produção ecológica de energia senão acontece-te o mesmo que ao outro if u know what i mean.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Aí Deus nos dá, aí Deus nos tira

Aproveitanto a reafirmação da perda dos valores preconizados pelo PP com a ascensão dos Trotskistas, esses que comem criançinhas ao pequeno-almoço como pensam os popularuchos ou nem tanto, faço aqui alusão a Deus motivada pelo resultado eleitoral da Direita.

Deus, ganda maluco, se me estás a ouvir ou ler neste caso, obrigadinho pela derrota da Direita!!

Tanto evocaram o nome de Deus para o protegerem de um resultado negativo que, Deus, lhes deu o resultado que mereciam. Afinal Deus existe mas não é do PP.

Parabens a toda a esquerda pela vitória esmagadora atingida nestas eleições e também, os meus sinceros parabéns a todo o povo Português pela adesão às eleições. O país está vivo afinal de contas.