segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Aí Deus nos dá, aí Deus nos tira

Aproveitanto a reafirmação da perda dos valores preconizados pelo PP com a ascensão dos Trotskistas, esses que comem criançinhas ao pequeno-almoço como pensam os popularuchos ou nem tanto, faço aqui alusão a Deus motivada pelo resultado eleitoral da Direita.

Deus, ganda maluco, se me estás a ouvir ou ler neste caso, obrigadinho pela derrota da Direita!!

Tanto evocaram o nome de Deus para o protegerem de um resultado negativo que, Deus, lhes deu o resultado que mereciam. Afinal Deus existe mas não é do PP.

Parabens a toda a esquerda pela vitória esmagadora atingida nestas eleições e também, os meus sinceros parabéns a todo o povo Português pela adesão às eleições. O país está vivo afinal de contas.

sábado, fevereiro 19, 2005

Vésperas de votos

Practicamente em período de reflexão antes das eleições de amanhã, faço aqui um apelo a todos para que votem, não num partido qualquer em específico mas que votem e exerçam assim o vosso direito de escolha sobre o futuro do país. Na segunda-feira falamos acerca dos resultados.

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Chissano we´re so sorry but not quite



O tema é polémico e multifacetado, as visões acerca do assunto são controversas e verosímeis apesar de contraditórias mas o facto é que tem que haver uma visão acerca do assunto. Refiro-me às declarações de Joaquim Chissano na Universidade do Minho a propósito do seu Doutoramento naquela instituição. Chissano disse que ainda falta, aos países europeus, pedirem desculpas pela escravatura em �frica. Aqui está o que é a minha visão acerca do assunto em específico e outros apensos a este tema:

Como Português orgulho-me da minha história e do passado do meu povo, sabendo no entanto que, fizemos coisas das quais eu não me orgulho e que as tenho como lições acerca do que nunca se poderá repetir no futuro e presente. O caso da escravatura é um exemplo flagrante daquilo que eu não me posso orgulhar acerca do meu povo mas que, não me irei auto-flagelar para o resto da vida por causa disso. Sei também que o meu povo foi, outrora, escravizado por outros povos mas isso, essencialmente, não serve de desculpa nem tão pouco de fundamento de martírio próprio por causa disso.

O pedido de desculpas por parte de Portugal e outros países europeus, aliás, a exigência de Chissano, é tão plausível quanto Portugal exigir um pedido de desculpas por Marrocos ( Mouros) e a Itália ( Romanos) terem-nos invadido no passado. Hoje em dia, Portugal é o que é, na sua riqueza cultural, devido a essas invasões e �frica é também, o que é actualmente, por causa das invasões europeias do Continente.

Nem vou referir a história da escravatura, com o lucro que muitos reinos africanos tiveram com esse negócio sujo que foi a escravatura e que nós Portugueses e restantes países europeus lucraram também, o viver e o pulsar de um país parte da forma como entendemos a história e aprendemos com ela de forma a trabalhar num futuro melhor. Prendermo-nos com o passado e utilizarmos o passado com o Estado de Israel faz, por exemplo, é retrógado e primário. Não posso tolerar esta manipulação, nem este racismo primário de Chissano. É tempo de enterrar os Mortos ( fantasmas do passado ) e cuidar dos vivos ( Nação Moçambicana ).

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Ecologia e outras afirmações

Entrou em vigor o Tratado de Quioto, ratificado por todos os países a nível mundial mas com a devida excepção dos EUA e a Austrália como não poderia deixar de ser. Sem beliscar as muy nobres intenções do Tratado, é curioso verificar o espírito do Tratado de Quioto e o quão ténue é ainda este Tratado. Como é óbvio para os mais comuns dos mortais, à excepção de George Bush é claro, tomou-se a sensata decisão de iniciar um processo que virá reduzir, de uma forma global, as emissões de poluição e proteger este planeta que é o único que temos até ver. No entanto, é pouco o que está a ser feito e é nesta óptica e que afirmo que o Tratado de Quioto é um pouco ténue. O texto do tratado prevê que se reduza a poluição em Portugal em pelo menos 5% até 2012. No entanto, a poluição em Portugal aumentou 40% desde os anos noventa. O curioso neste tratado anti-poluição é afirmar que a poluição para Portugal apenas poderá aumentar 27% o que é estranho pois fica-se sem saber se é um Tratado para redução da poluição ou um Tratado para não aumentar muito a poluição.
No espectro e ainda dentro da ecologia, dou os meus parabéns ao Santana Lopes por ter contribuído para a redução da poluição ao afirmar, pela primeira vez em muitos anos que, o PSD é um Partido de Direita. Até que enfim que os tipos saíram do armário e deixaram para trás aquela poluição sonora que era afirmarem que eram do Centro não sei quê ou lá o que isso é.

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Honras de Estado

Tendo por base o mais profundo respeito pela vida de qualquer ser Humano e, consequentemente, pela sua morte, a morte da Irmã Lúcia é de pesar como qualquer outra morte de qualquer outro ser Humano. No entanto, dar honras de Estado, aquando da sua morte, a uma pessoa que, para o país, não fez absolutamente nada é de bradar aos céus. Não pretendo aqui discutir o milagre de Fátima até porque este existiu, pelo menos, o milagre da multiplicação do dinheiro. Hoje foram anunciados 15 milhões de Euros de lucro registados na TAP, obra de um Homem que, apesar de não ter perdido o gado na serrania nem ter visto a Nossa Senhora conseguiu, de alguns anos a esta parte, trazer uma empresa público dos sucessivos buracos financeiros, a que caía constantemente, para resultados positivos. Certo será que este Homem, se sair da TAP, não terá honras de Estado, certo é que a Viúva de Salgueiro Maia viveu de uma pensão miserável durante muito tempo, mas certo é que, a Irmã Lúcia que ao país nada fez teve honras de Estado. Isto dá que pensar, que país tão madrasto para quem lhe quer bem.
Faz-me impressão a forma basbaque como os jornalistas receberam os mercenários do Iraque quando chegaram, faz-me impressão a forma como os combatentes do Ultramar foram recebidos quando voltaram, os que voltaram. É muito estranho.

domingo, fevereiro 13, 2005

Modernização da Campanha

Estamos a uma semana das urnas e como tal, os diversos partidos, aprontam-se para colocar em terreno todas as estratégias. Até aqui está tudo bem, tudo dentro da normalidade, o que não está dentro da normalidade é ouvir um analista político a referir-se à campanha dos boatos promovida pelo PSD como sendo uma evolução na estratégia de campanha em Portugal. Neste aspecto, o PSD, com a campanha de boatos que está a promover, está sim a evoluir para a caverna.

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Inutilidades

O Departamento de Recursos Humanos da SIC enviou uma circular interna a todos os estagiários das redacções da SIC, SIC Notícias e SIC Radical indicando que os estagiários deveriam devotar mais tempo para o serviço e que haverá muitos outros estagiários à procura de emprego. Ao que parece, o Departamento de Recursos Humanos, acha que ter uma vida prórpia ou até mesmo dormir é uma inutilidade pois interfere com o trabalho dos estagiários. Como carne para canhão, as regras estão na mesa, por isso, se és ou pretendes ser estagiário de uma das redacções do canal de carnaxide, tão nobre condição parece, deverás deixar para trás inutilidades como:

  • Dormir ( perde-se demasiado tempo com este vício)
  • Ter família ( só atrapalham o trabalho e para mais tens a sic, logo, não precisas de amigos ou namoradas(os)
  • Sexo ( nem pensar nisso, perdes demasiadas energias necessárias para o trabalho)
  • Comer( mais uma perda de tempo com riscos, se comeres, ganhares cáries. O salário não contempla nenhum Seguro de Saúde e o Sistema Nacional de Saúde não tem dentistas)
  • Ir à casa de banho ( o papel higiénico não é o papel mais indicado para escreveres os artigos)

É o sonho Americano in action!


quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Sórdido

Sórdido é começar a ler um livro pela última página com medo de morrer entretanto e não ficar a saber como é que acaba a história do livro que começou a ler.

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Carnaval

Para quem, como eu, que não acha muita piada a este Carnaval abrasileirado este ano foi mau em termos de folia. O Alberto João Jardim não desfilou, Santana Lopes não fez campanha, mas aonde é que está a folia carnavalesca deste Carnaval? O PSD anunciou que não irá fazer campanha durante o Carnaval para não confundir a sua campanha com o Carnaval e daí dar um tom mais sério à campanha. Questão: Se o PSD faz Carnaval durante o ano inteiro, porque é que, agora que é Carnaval, eles param? O vazio deixado pelas declarações de Santana, ou melhor, a ausência delas, tornou este carnaval mais cinzento, sem folia. Por esta altura não me admirava nada que Santana Lopes tivesse algures no estrangeiro a curtir o carnaval, e já agora, se ele estiver mesmo lá nop estrangeiro, faça um favorzinho à malta e fique lá ou então volte para contar mais umas piadas a que nos acostumou, perdão, declarações políticas daquelas que nos fazem rir e que só ele sabe fazer.

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Tradições

Por diversas vezes ouvimos sempre alguém fazer referência à Tradição para legitimação de um determinado ritual ou acto. Paulo Portas fez questão de referir que o casamento é uma Instituição heterosexual. No entanto, a tradição, vale o que vale e se tivermos em conta que, o casamento, tradicionalmente, é para sempre até que a morte os separe, também temos que nos lembrar que, nos tempos em que esta tradição foi iniciada a esperança média de vida não ia muito mais além do que os trinta anos de idade. Nos tempos modernos, a esperança média de vida é muito mais elevada sendo que, a tradição de que a morte os separe, por vezes, não faz muito sentido pois se, o casamento, quando criado tinha em vista cerca de 10 a 15 anos de duração, aí sim é que fazia sentido dizer-se era até que a morte os separasse, ou seja, não havia muito tempo para se fartarem ou terem crises de meia idade por não chegarem lá sequer. Actualmente, as coisas não funcionam desta forma e, a tradição já não é, nem pode ser o que era felizmente. O casamento é um ritual como sempre foi mas, esse ritual, é diferente e a apropriação do facto social casamento não poderá ser tido em conta com os olhos medievais de Paulo Portas. Portanto, creio que isto será a resposta à ideia do PP de Paulo Portas acerca do casamento e quiça de muitas outras coisas por eles vistas de forma medieval.

domingo, fevereiro 06, 2005

Rescaldo

O rescaldo do jantar da Fraternidade está ser fácil só tendo ficado gravado na memória um episódio significativo. Sentado ao meu lado no jantar estava um individuo que eu conheci dos tempos dos escuteiros, até aqui nada de novo, o que constituíu a surpresa foi, essa personagem, dizer-me que estava no exército e que, como passatempo, fotografava os seus próprios dejectos como afirmação artística. Como devem calcular e sem querer menosprezar qualquer tipo de expressão artística, a que este individuo adoptou, criou em mim estado de levitação para uma dimensão muito estranha. O facto de estar a comer não ajudou em nada a digestão desta "forma de arte" tão suis generis mas, sabendo que, o individuo em causa, já nesse tempo não regulava bem da cabeça, ajudou-me a ver o lado cómico da coisa.
Hoje acordei a pensar se não será necessário criar um exército para nos protegermos do exécito que já existe pois, se os oficiais do exército, que já existe, tiram fotos dos próprios dejectos, temo que tenhamos que nos protermos desse exército. É de certa forma sintomático que, o pessoal que está nas Forças Armadas, pelo menos os que eu conheço, salvo as raras e honrosas excepções, mararam ainda mais do que já estavam quando ingressaram nas Forças Armadas.

sábado, fevereiro 05, 2005

Fraternidade

Não é um post lamechas acerca da fraternidade, apesar de, a fraternidade, não ter muito de lamechas. Hoje é dia de flashback com uma das minhas recordações mais vivas da minha adolescência, os escuteiros. Fiz parte de um agrupamento de escuteiros do CNE, "afectos" à Igreja Católica que, felizmente, era liderado por um chefe escuteiro que nos resguardou de toda e qualquer actividade da Igreja, daí, nunca ter participado em procissões ou outras manisfestações católicas, graças a Deus ( fui sarcástico, sou ateu). Hoje vou a um jantar, daqueles que poderiam confundir-se por um ajuntamento dos ex-combatentes do salamaleco do malacoteco de Benguela batalhão 60 ou algo assim no género mas não. É um jantar da fraternidade que é simplesmente a reunião ex-escuteiros do agrupamento a que pertenci, e nesse jantar, vamo-nos recordar de mil peripécias que vivêmos quando teenagers inconscientes. Esta organização, a Fraternidade, une ex-escuteiros sob o verdadeiro espírito escutista, livre de Igrejas e outras Instituições doutrinantes, ou seja, são seguidores do escutismo de Baden Powell e não da Igreja católica, e mesmo aqueles que são católicos apercebem-se bem da diferença e da máxima que diz " A césar o que é de César, a Deus o que é de Deus". Vai ser uma desgraça completa pois geralmente, o jantar da fraternidade, é bem regado. Wish me luck.

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Produtividade Portuguesa

Já referi aqui a relatividade que as estatísticas assumem quando se analisam determinadas amostras com métodos ou critérios diferentes. Num artigo publicado na semana passada acerca da produtividade foi desmistificada a noção da improdutividade portuguesa. Nesse estudo acerca da produtividade, os EUA, lideram a lista dos países mais produtivos do mundo. No entanto, essa lista foi elaborada com os critérios Norte-Americanos e, analisando os mesmos dados com critérios idênticos aos europeus, a surpresa instalou-se. Portugal, comparativamente com os EUA, foi o país em que a produtividade mais cresceu de 1993 a 2003. Portugal tem um índice de produtividade no rácio hora de trabalho/produção mais elevado do que os EUA.
Noutro estudo elaborado pelo gabinete de apoio à Internacionalização das empresas nipónicas, efectuado a todos os países europeus incluindo os de Leste, Portugal foi apontado como o país mais apetecível em termos de instalação de indústrias nipónicas por dois factores determinantes. A capacidade de produção dos trabalhadores Portugueses e a perfeição do trabalho (rácio produção/desperdício ou defeito) foram apontados como os factores indutores à preferência na instalação de empresas nipónicas no país em detrimento de outros países. No entanto, há um problema, um problema que impede a instalação dessas empresas em Portugal. O gabinete nipónico de apoio à Internacionalização aponta a falta de cultura de trabalho dos trabalhadores médios Portugueses e a desorganização como o factor que impede a instalação dessas empresas. Outro factor importante que este gabinete nipónico aponta é a falta de escolaridade dos trabalhadores médios Portugueses, ou seja, faltam licenciados e muitos 12ºs anos na força de trabalho Portuguesa. Isto fez-me pensar seriamente acerca do que é o estado de coisas em Portugal e do que seria ideal ser discutido em plena campanha eleitoral. Estes estudos foram realizados por entidades independentes e externas e focaram aquilo que é o real e concreto problema de Portugal. A Educação e a Organização.
Os candidatos às legislativas de 20 de Fevereiro, se for objectivo destes, o bem da Nação, deveriam debruçarem-se sobre o que há a fazer para melhorar a Educação e a Formação dos Portugueses, em vez de, como é hábito, indicarem que a salvação de Portugal passa por reduzir quadros de pessoal e combater uma pseudo falta de produtividade que afinal não existe. Como a organização vem de cima, essencialmente, o problema não está nos trabalhadores, que aos olhos dos dirigentes têm as costas largas, mas sim no Estado e nas chefias privadas. É claro como a água, os trabalhadores são produtivos as chefias não.

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Passar o tempo

Hoje em virtude de indisponibilidade minha para fazer um post por falta de tempo deixo-vos isto para se entreterem-se.

terça-feira, fevereiro 01, 2005

Pensamento do dia

Os sentimentos são o resguardo da parte mais intíma da nossa vida. Os sentimentos são por assim dizer, as cuecas da vida.


Estebes, Humor de Perdição, 1988


Nesta altura o Herman José ainda fazia alguma coisa de jeito, actualmente, é a miséria que se vê na SIC.

segunda-feira, janeiro 31, 2005

Choque

Esta pré-campanha para as próximas legislativas tem vindo a ser pautada pelo choque. Uns apelam a um choque tecnológico, outros a um choque fiscal e por fim, o PP, apela a um choque de valores. Paulo Portas vai queimando os últimos cartuchos de sua toponímia ministerial dizendo que se propõe a efectuar um choque de valores, o que, bem visto, é chocante. O apelo a valores de nação, de Estado como garante do cidadão como cliente é manifestamente surrealista, no entanto, faço já aqui o meu pedido ao PP, como cliente do Estado, gosto das minhas torradas com bastante manteiga e bem torradinhas, para chá prefiro o de camomila se fizerem favor ou terei que pedir o Livro de Reclamações?! Poderia enumerar os imensos anacronismos dos pseudo-valores do PP mas creio que é manifestamente desnecessário por tão ridículos que estes são. Em resposta, se é que me é permita tal veleidade já que sou um plebeu, proponho, ao PP, um choque eléctrico de 220 volts com 10 amperes de intensidade para acalmarem os ânimos e de vez colocarem-se no seu devido lugar, a Quinta da Marina ou lá o que é o bairro deles.
Santana Lopes pediu a ajuda divina quando questionou, em congresso, qual seria a posição do PS acerca do casamento entre Homosexuais e a Lei do aborto. Presumindo que o PS teria um posição que ultrapassa-se a insipía costumeira, apelou a Deus para que nos guardasse do casamento entre Homossexuais e a legalização do aborto. Se eu fosse Deus condenava Sanatana Lopes a uma gripe crónica que o impedisse de falar, a bem da Nação. Nunca imaginei que uma gripe fosse tão importante para Portugal quanto está a ser a de Santana Lopes, pois, enquanto padece da mesma, está calado. Que benção divina para Portugal quando este está calado!
Na escala do escárnio e maldizer, este post, terá atingido o grau 8.3 na mesma escala, prevendo-se um tsunami para a Direita lá para o dia 20 de Fevereiro bem calhando.

domingo, janeiro 30, 2005

Questão

O anonimato é a mera ocultação da identidade ou o desprimor da mesma?

sexta-feira, janeiro 28, 2005

Alia jacta est

O Tiago do Litanias lançou este desafio para mim no blog dele. Eu, como não sou de me encolher respondi às questões que estão a ser colocadas numa corrente cujo objectivo é, de certa forma, impedir que o Santana Lopes seja reeleito ( não me perguntem porquê mas é o que consta).

1 – Have you ever used toys or other things during sex?

Um fato de pirata conta como brinquedo?

2 – Would you consider using dildos or other sexual toys in the future?

Dildos e outros brinquedos sexuais são como as cábulas, não há nada como levar a matéria bem estudada para o exame.

3 – What is your kinkiest fantasy you have yet to realize?

Gostava de ver o Bush em guantanamo num gangbang Sado-Masoquista com os prisioneiros e no final ponha-lhe uma maçã na boca e ligava-lhe os tin tins aos eléctrodos da cadeira eléctrica que ele tanto usou no Estado do Texas ( se calhar estava a estragá-lo com mimos mas que se lixe).

4 – Who gave you this dildo?

O amigo Tiago do Litanias é que me pregou esta partida mas eu, sem querer ser vingativo, vou qualquer das vias lançar o desafio a mais quatro pessoas:

Manji
Agente Secreto
Panquecas
Analítica
Congeminações

O pessoal que não tem blog envie a resposta para o meu email ( raminhos por email) que irei postar posteriomente as respostas. Não se acorbadem

Vamos aprendendo

Fiquei a saber qual a origem desse nome, tão lisboeta, que dão ao café, a bica através deste blog.Já sabia que a origem do nome Pataias, localidade perto de Leiria, tem a origem do seu nome devido a um episódio que envolveu D.Dinis e uma aia que, após ter irritado o Rei, este, disse à aia: Aia á pata!! o mesmo que dizer apeia-te. Também há uma localidade chamada Sardão que deveu o seu nome, enfim...era um cavaleiro e.....Sardão tão a ver?! Acho que vou ficar por aqui sob o risco de me fazer parecer com o Hermano Saraiva e eu não quero isso, o fascizóide!

quinta-feira, janeiro 27, 2005

Piada que é e não é piada

Num dias destes em que o sono tardava a chegar e eu vi-me algures num sofá em frente à televisão a fazer aquele gesto tão moderno que é o zapping, parei algures no canal SIC Mulher. Não fiquei a ver os programas de decoração nem nada no género mas sim, uma série “cómica�de Whoopi Goldberg, em que a uma dada altura foi feito um comentário por uma das personagens da série acerca dos Portugueses. Transcrevo aqui as ideias principais do diálogo, mas não na integra como é óbvio. A história passa-se da seguinte forma:
Whoopi Goldberg é proprietária de uma pequena residencial com alguns funcionários, entre os quais está um indivíduo Iraniano que foi, recentemente, promovido de Handyman a recepcionista. Este Iraniano tem uma particularidade, de cada vez que alguém vai à recepção e se refere a este como árabe, o recepcionista Iraniano, vai aos arames dizendo que é Persa e não árabe. Numa destas cenas, e após um assédio de fúria do Iraniano quando abordado por um cliente que o chamou de �rabe eis o diálogo que se gerou após a saída do cliente:

Whoopi: Nasim o que é que se passa contigo?
Nasim: Eu fico furioso de cada vez que alguém me chama de �rabe !! Eu sou Persa! Será que não é óbvio?!
Whoopi: Não Nasim para mim não é óbvio. Quer dizer eu sei que tu és Persa porque te conheço, mas, para outras pessoas que não te conheçam é difícil porque vocês parecem todos iguais.
Nasim: Mas há uma diferença enorme!!
Whoopi : Vá lá Nasim sê compreensivo senão eu impeço-te de ouvir Soul music.
Nasim: Soul Music!! Bah eu não gosto assim tanto de Soul Music!!
Whoopi: ( cantarolando uma canção Soul Nasim começa a acompanhar a música) Vês Nasim eu sabia que tu não podias passar sem soul music. Esquece lá isso e não ligues muito a essa questão.
Nasim: Tens razão se calhar, vou-me conter.
Whoopi: Vá lá então de volta para o teu posto de trabalho.
Nasim: Sabes uma coisa que eu odeio?
Whoopi: O quê?
Nasim: Os Portugueses!!
Whoopi: Os Portugueses?! Porquê?
Nasim: Eles estão em todo o mundo, em todo o canto.(risos gravados)

Ora bem, aqui, devo-vos confessar que o meu sangue gelou completamente. Fiquei com a nítida sensação de não saber como reagir a esta “piada� até porque não sei se é piada ou não. Alguém me consegue explicar o que eles pretendiam com esta piada acerca dos Portugueses? Já enviei um mail para a NBC no link directo para a série cómica e a resposta foi dada por uma amável máquina indicando que devido à afluência enorme de emails para a produção que provalmente não teria resposta e que consultasse os FAQ´s a ver se lá teria a resposta à minha questão. Mas ou meus amigos, o que é isto hum….?!


terça-feira, janeiro 25, 2005

Voto Jovem

Um estudo efectuado em Portugal acerca das intenções de voto dos jovens Portugueses revela que os jovens portugueses não têm um partido definido, não votam mas estão alertados e consciencializados para questões como conflitos Internacionais, fome, desastres naturais e assimetrias globais. Sem tirar a devida importância da participação de todos nas eleições e, consequentemente, no destino do nosso país, não é de admirar que a juventude portuguesa veja as coisas desta forma atendendo à classe política que temos e que da qual dou alguns exemplos têm conduzido o país para um espectro negro em termos de futuro: Santana Lopes, Paulo Portas, Morais Sarmento entre outros.
Qualquer das vias a questão não se esgota por aqui. Temos que ter em conta um pormenor importante para a equação que é, indubitavelmente, o multifacetismo de um voto actual. Actualmente, um voto depositado nas urnas em Portugal ou em qualquer outro país europeu determina, acima de tudo, pela vontade expressa da maioria dos votos, a condução do destino de um país num mundo global. A vitória do partido A ou B, determinará a forma como as políticas externas serão conduzidas, e daí, o próprio destino também desse país. Um exemplo flagrante desta disposição, e deste leque de facetas, é a Espanha. Asnar decidiu, à semelhança de Durão Barroso, apoiar a invasão do Iraque por parte da coligação EUA/Reino Unido e o resultado não se fez esperar a 11 de Março de 2004. Tendo em conta que, um voto actualmente, é muito mais do que a escolha simples e directa de um determinado partido, mas sim, a escolha de um partido e de um enquadramento político internacional, pelo menos, não admira que, os jovens portugueses, não se sintam suficientemente convencidos em votar num determinado Partido, já que estes, em Portugal e no Mundo Ocidental, uns mais que outros é claro, estão a contribuir para o estado de coisas actual em termos de políticas globais que estão a fomentar o aumento do declive entre países desenvolvidos e sub-desenvolvidos.

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Esperteza saloia

Por vezes, no Ocidente, e em especial no Extremo Ocidente, denominação que é atribuída por amigo meu quando se refere aos Estados Unidos, há a tentação de equacionar algumas questões como sendo do foro Internacional apenas pelo facto de se pensar que, nos países de Terceiro Mundo, os locais, não são capazes, de todo, gerir os recursos naturais. Esta visão é, obviamente, enferma de um erro de cálculo, gravíssimo, que reside no facto de se esquecer, continuamente, que um dos maiores problemas dos países do Terceiro Mundo reside na exploração gananciosa, por parte dos países “desenvolvidos�, dos recursos naturais. Daí, recebi por email a transcrição de um discurso, proferido pelo Ministro da Educação do Brasil, aquando de uma palestra promovida por uma Universidade Norte-Americana. O tema da palestra era a possível Internacionalização da Floresta Amazónica, tema que tem vindo a suscitar bastantes palestras e palavras “muy dotas� proferidas por alguns iluminados Norte-Americanos que pensam que o Mundo seria muito infeliz se não existissem os Estados Unidos. Se eles soubessem….Eis a transcrição do discurso do Ministro da Educação Brasileiro a propósito do tema mencionado anteriormente. Tudo isto foi originado pela esperteza saloia de um aluno Norte-Americano quando coloca a questão da Internacionalização da Floresta Amazónica da seguinte forma: Responda como Humanista e não como Brasileiro, o que acha da Internacionalização da Floresta Amazónica?
Eis a resposta a tamanha esperteza saloia:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de Todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que NovaYork, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos, Manhatan, deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os Arsenais nucleares dos EUA até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa!"

Inegável bom gosto

Meus caros e caras, a mãe Oliveirinha, tem um inegável bom gosto senão vejamos o que a Mãe Oliveirinha disse quando estava a ver o jogo do Sporting:

" O equipamento do Sporting é o mais bonito do campeonato."

Convinhamos, a mãe Oliveirinha tem um inegável bom gosto. Saudações Leoninas.

sábado, janeiro 22, 2005

Mediterrâneo ou mediterranico eis a questão

Por diversas vezes ouvimos já falarem acerca de Portugal como um país mediterranico. Até aqui tudo bem, pois, genéricamente e não geográficamente, somos de facto um país mediterranico. Contudo, temos que observar um detalhe importante sobre toda esta matéria que é, sem margem para dúvida, o perigo da generalização. Existe um fio conductor entre os vários países da bacia do mediterraneo, Norte de �frica incluído, mas que, a meu ver, não pode ser generalizado ostencivamente como é feito por várias pessoas. Crer-se que Portugal e Espanha são exactamente iguais é um erro, como é também, dizer-se que são diagonalmente oposto pois, acima de tudo somos, Portugal e Espanha, ibéricos. Há as devidas diferenças entre os vários países mediterranicos concerteza e nesta matéria creio que a grande divisão cultural entre o Sul da Europa e o Norte da Europa está concretamente num outro factor que não o Mediterraneo. Creio que a divisão está concentrada entre os países sob religião católica maioritária e os países de religião maioritária protestante. Esta sim é a verdadeira "divisão" cultural entre as duas Europas, veja-se o exemplo da Alemanha com o Sul católico e o Norte protestante. O que acham?

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Fazer as Pazes com a História

Sempre achei curioso o fenómeno das excursões de ex-combatentes do Ultramar aos locais para onde foram mobilizados. Homens que foram mobilizados para uma guerra sem sentido, privados de parte da sua juventude, providos de um sentimento nostálgico para com a terra que conheceram da pior e menos auspiciosa forma. Contudo, é curioso verificar o sentimento, talvez um certo apego, aos locais onde estiveram a combater um inimigo que lhes foi oferecido como sendo terrorista. Creio que estamos perante um sentimento tipicamente Português e que, porventura, será difícil igualar por outros povos.
É certo que foram cerca de um milhão de homens, durante todo o período de guerra, para as ex-colónias combaterem os movimentos independentistas dos povos africanos que mantínhamos obstinadamente sob nosso domínio, e que, no meio de uma guerra injusta, cometeram-se alguns excessos e crimes de guerra também convínhamos. No entanto, é curioso verificar como é que homens que combateram em �frica procuram regressar aos locais de combate para acerto da alma. O sentimento é o de terem feito o que lhes foi incumbido fazer com as devidas reservas morais de cada soldado para não cometer os excessos que existiram mas que, felizmente, não foram generalizados. A história tem a tendência de se repetir e a Guerra no Iraque, pelo menos em termos de argumentação de legitimação da guerra, tem contornos idênticos à Guerra Colonial Portuguesa. A questão do “terrorismo� e do policiamento dos territórios sob o domínio demoníaco dos terroristas foi a legitimação, pensava o governo fascista Português, de um conflito sem sentido algum. Actualmente, a Guerra no Iraque, também é enferma na tentativa de legitimação, por parte da Coligação, de uma guerra sem sentido contra o terrorismo, utilizando quase a mesma argumentação. Gostaria de saber se, os militares Norte-Americanos, daqui a uns anos, farão “excursões� ao Iraque para fazer as pazes com a História.

quinta-feira, janeiro 20, 2005

Narcisismo Bloguístico

Já me tinha chegado aos ouvidos que, o fenómeno dos blogues, vulgo blogoesfera, tinha atingido proporções significativas junto do que é a matriz de formação da opinião do público em geral. Como tal, e com as consequentes repercussões sob um narcisismo encapotado de alguns personagens da ribalta política nacional, eis a entrada de vários candidatos às próximas eleições no mundo ultradimensional do blogues. Exemplos são vários como o de António Seguro e Morais Sarmento. Penso, parafraseando Alamada Negreiros, que sei todas as coisas, não sei é o que é a coisa. Como tal, sem querer opôr nenhum pseudo código de ética ou moral e bom costume da blogoesfera às intenções dos novos blogueiros, cumpre pensar realmente o que é que este fenómeno significa. Sabe-se que vários blogues são tidos como fonte da informação de milhares de pessoas para manterem-se informadas, filtrando assim os meios de comunicação tradicionais, e dessa forma formarem a sua opinião. A blogoesfera atingiu proporções tais que, candidatos a eleições, iniciaram blogues próprios. Mas afinal o que se pretende com esses blogues? Irão editar as suas memórias, os seus pensamentos? Creio que o melhor é verificar o eles têm para dizer, se é que têm alguma coisa para dizer. Na minha óptica, nada mais é do que meros instrumentos de propaganda barata, estratégia de Marketing.

quarta-feira, janeiro 19, 2005

Irmãs Madalenas

Os conventos de Maria Madalena na Irlanda eram administrados pelas freiras da Misericórdia em nome da Igreja Católica. Acolhiam raparigas enviadas pelas famílias ou por orfanatos, que ficavam aí encerradas e eram obrigadas a trabalhar para expiar os seus pecados. Pecados das mais diversas naturezas: desde ser mãe solteira a ser demasiado bonita ou demasiado feia, demasiado simples, demasiado inteligente, vítima de violação e por esses pecados trabalhavam sem receber qualquer tipo de remuneração 364 dias por ano, e passavam fome, e eram vítimas de castigos físicos, humilhações, violência física e mental, e separavam-nas dos filhos. As penas que tinham de cumprir eram ilimitadas. Algumas mulheres viveram e morreram nos conventos. O último convento encerrou na Irlanda em 1996. o filme baseia-se no ponto de vista de quatro destas jovens nos anos 60, uma época de libertação de costumes para as mulheres. No entanto, estas jovens católicas viviam num pesadelo quase medieval. O filme explora o desenvolvimentos das suas personalidades, num ambiente controlado e dominado por mulheres virgens, servas de Deus, esposas de Cristo. Cada uma ao seu modo, as jovens tentam revoltar-se e as suas vidas seguem trajectórias distintas. É um filme de ficção, que lamentavelmente se baseia numa história verdadeira.

Aconselho, para quem tem um estômago forte, verem este filme Peter Mullan que retrata as atrocidades cometidas, sobre jovens na Irlanda, em Nome de Deus e da expiação de pecados, pelas Irmãs da Ordem Religiosa das Irmãs de Madalena. Faço qualquer das vias as devida excepção para outras ordens de religiosas que não poderão ser colocadas no mesmo saco.

Obrigado Ridufa

A Ridufa do Luz de uma Vela enviou-me uma animação excelente que retrata a vida num apartamento e em termos de animação e conteúdo está muito bom. Obrigado Ridufa, é por essas e por outras que viver no campo tem as suas vantagens.

terça-feira, janeiro 18, 2005

Desenvolvimento

Sempre tive a noção de que um país, para ser verdadeiramente desenvolvido, deveria fazer uma verdadeira e nítida aposta na Investigação Científica e Educação. Em Portugal, isto, não é feito, sendo considerado um custo demasiado excessivo para os cofres do Estado. Quando Portugal entrou na União Europeia, a Irlanda, estava na cauda da Europa, no entanto, quase vinte anos volvidos, Portugal está bem atrás da Irlanda. O investimento realizado na Educação e na Investigação tecnológico pela Irlanda produziu os seus frutos, por cá, temos mais auto-estradas e vários sectores produtivos do país completamente devassados e vendidos ao preço da uva mijona literalmente. Pergunto-me até quando? Até quando é que a Investigação Científica e a Educação serão tão desprezadas?
Espanha investiu no projecto Airbus e facilmente poderemos pensar que, A Espanha, investiu com o intuíto de obter lucros com as vendas do novo aparelho da Airbus. Não foi esse o ganho significativo de Espanha, foi antes, a imagem de inovação e capacidade tecnológica que Espanha transmitiu para o estrangeiro e, consequentemente, as empresas exportadoras espanholas. Será tão difícil perceber isto?

Adenda

Devo fazer uma pequena adenda ao post anterior intitulado Anita vai à China apenas para referir o seguinte:

O Presidente da República, Jorge Sampaio, cometeu um erro crasso ao permitir que um Governo, não eleito, subisse ao poder. Depois disso, decidiu dissolver o governo e convocar eleições antecipadas, o que, a meu ver, só peca por tardio. No entanto, não deixo de suspeitar que, a decisão de dissolver o parlamento, só foi tomada após pressão da Banca e grandes empresários exercida sobre o presidente da república. Somente isto explica o que Jorge Samapaio disse, e a forma como o disse, na visita oficial à China. Quanto a traições, facadas e outras actividades circenses, estas, deixo-as a Santana Lopes, esse sim, o verdadeiro mestre e pessoa com propriedade para falar acerca disso.

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Perplexo

Fiquei perplexo quando ouvi a notícia acerca de um estudo efectuado ao Sistema de Saúde Português que indicava que pelo menos 36.000 óbitos poderiam ter sido evitados se existissem melhores cuidados de saúde e, essencialmente, meios de rastreio e prevenção de doenças. Num época em que o combate ao défice orçamental está na ordem do dia, é importante verificar como a Administracção pública desperdiça milhões de Euros em cuidados de saúde que poderiam ser evitados com acções de rastreio.

Anita vai à China

A visita oficial de Jorge Sampaio à República Popular da China tem causado, em mim, alguma indignação, não pela simples visita, mas sim, pelos constantes e sucessivos discursos, qual brochuras comerciais da China, ditos por quem se intitula o paladino da Democracia. Faz-me impressão a forma cândida como tem vindo a ser abordado um país que viola insistentemente os mais básicos e fundamentais direitos consagrados pela declaração universal dos direitos dos homens. É importante referir que, enquanto o Jorginho passeava de comboio a 400Km/hora, percorria um país que:

Utiliza a Penal capital com requintes de malvadez, ou seja, utiliza a execução de prisioneiros com uma bala na nuca que, religiosamente, terá que ser paga pelos familiares, a bala refiro-me.
Não respeita o princípio da liberdade religiosa ao perseguir católicos e seguidores do Falong Dong.
Ocupou o Tibete e, militantemente, tem procurado destruir a cultura Tibetana.
Utiliza o trabalho escravo de prisioneiros políticos em fábricas.
Possuí um programa de armamento nuclear ao que parece bastante avançado.
É responsável pela destruição do meio ambiente através da construção de barragens megalómanas que alagaram e destruíram milhares de hectares de habitats únicos no planeta.
Fomenta a política exploratória da mão-de-obra para alicerçar uma política capitalista do mais selvagem que pode existir.

Enquanto isto, o Presidente da República, apresenta uma série de exemplos a seguir por Portugal. Para mais enaltece, e bem, o facto de Macau estar actualmente numa situação económica mais favorável do que quando era governado por Portugal. Para mim, há coisas que são evidentes mas que, com um pingo de vergonha e vontade de reflexão, nem se diziam às bandeiras despregadas.
Esta visita de Jorge Sampaio fez-me recuar um pouco no tempo e recordar-me duas decisões importantes que este tomou. A primeira de permitir a subida ao poder de um Primeiro-ministro sem ser eleito, e a segunda de ter dissolvido o governo desse Primeiro-ministro não eleito. Percebi, através das declarações de Jorge Sampaio, o porquê real das duas decisões mencionadas. Livre de qualquer vontade própria, Jorge Sampaio tomou estas duas decisões por vontade de lobbies industriais e financeiros. Se verificarmos o conteúdo das declarações de Jorge Sampaio durante a visita à China, percebemos facilmente o quão maneatado está o Presidente da República.
Por fim devo referir um aspecto que, para mim, é importante. A possível, e quase iminente, falência da indústria têxtil portuguesa, pelo menos, como a conhecemos actualmente, não me assusta. Se formos a ver que é esta a responsável pela criação de milhares de postos de trabalho mal pagos e exploratórios, com benefício no enriquecimento de alguns “empresários� que andam a de Ferrari à custa da evasão fiscal e salários baixos. Do caos nasce a ordem.

sábado, janeiro 15, 2005

Hoje e só hoje

Hoje estou de molho. Isto de estar até às quatro da manhã, após um dia atribulado como foi o de ontem, à conversa com fellow bloggers, com bejecas à mistura, tem muito que se lhe diga. Já agora será que custava muito, quando fazem comentários, deixarem lá o vosso mail? Por vezes levantam-se questões cuja resposta não poderá ser dada através dos comentários. Portem-se mal que hoje é sábado dia do Saturday night fever.

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Conselho de amigo

Como sou um amigalhaço de todos vós, aconselho vivamente a não tentarem sair do carro, à pressa, com o cinto de segurança ainda posto. Em especial se essa situação occorrer numa rua muito movimentada, pois, a risota é imensa e o melão enorme. Needless to say que isto aocnteceu a mim.

quinta-feira, janeiro 13, 2005

Está bem mas....

Tenho como hábito e valor moral, inabalável, não fazer menção da muita ou pouca beleza de quem quer que seja, pois, acima de tudo, aprecio muito mais a beleza do que uma mulher me tem para dizer do que propriamente o embrulho da respectiva. No entanto, há situações, ou melhor, excepções que confirmam a regra. Um moçoilo saudável e bem disposto como eu, quando abordado por uma jovem enviando a respectiva sinaléctica, é lisonjeiro sim senhor. Qualquer das vias a moça podia ter feito o bigode e lavado os dentes, não custava mesmo nada!!

quarta-feira, janeiro 12, 2005

Entrei em transe mais uma vez

Após ter estado duas horas à espera para ser atendido numa repartição pública apercebi-me, na altura, que estou provido de uma paciência de santo. Mais tarde, e quando comecei a refazer-me de toda a situação desgastante a que fui sujeito, apercebi-me que afinal não é de paciência que se trata mas sim de transe. Foi o que me aconteceu quando me deparei com duas horas de espera para ser atendido e dei por mim num estado de transe quase profundo. Fiquei a saber que a Bábá está no último ano do curso de Direito e que já tem casa quase pronta. Fiquei a saber também que o Natal da funcionária pública foi muito bom pelo número de vezes que esta repetiu esta história de cada vez que atendia um novo utente/cliente. Aliás, gostaria de salientar a forma célere e resoluta como a funcionária contou o seu natal a todos os presentes, mais ou menos, à média de três vezes a mesma história por utente/cliente. Durante as duas horas de espera a que fui sujeito, dei comigo de olhos bem abertos a ver a pessoas a falarem comigo ou simplesmente a ouvir as conversas das outras pessoas e não entrei em stress, e porquê? Estava em transe só pode ser. Sempre gostei de observar as expressões faciais das pessoas, por vezes, autênticos bailados de expressões de momento alicerçados pelo escopro da vivência. É curioso, delicioso até, observar essas expressões que as pessoas fazem à medida que o tempo passa e que a paciência se esgota. Chega-se ao ponto de se falar apenas para o amplexo do ar, os olhos já não indicam o caminho, também não é por eles que as pessoas se guiam naquele momento. No momento de se falar, de se confrontar a fonte do stress provocado, os olhos desviam-se para a atmosfera e atiram-se os cartuchos para o ar olhando para o chão e espera-se que caiam as peças de caça, sejam elas quais forem.

terça-feira, janeiro 11, 2005

Agricultura

Quando me perguntam porque é que a Agricultura em Portugal está de pantanas, eu respondo sempre da mesma forma. A razão pela qual a agricultura em Portugal num estado deplorável tem a ver com a escolha das máquinas agrícolas.




A Mercedes e a BMW têm melhores máquinas agrícolas.

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Vejamos se entendi ou não

Vejamos se eu entendi bem o esquema desta viagem do Mogais Saguemento a São Tomé e Príncipe. Para entregar material de um programa de cooperação com São Tomé e Príncipe, no valor de 350 mil Euros, freta-se um Falcon que custa cem mil Euros e passam-se umas férias num resort de luxo. Muito bem!! A fasquia do défice era de quanto? Três por cento? Estes tipos estão a aplicar a política da terra queimada, ou seja, estão a criar buracos para o próximo governo. Falta de espinha descomunal!

domingo, janeiro 09, 2005

O que há a dizer

O que há a dizer de uma noite de Lisboa? Muita gente, muita diversão e um ambiente e uma vivência diferente da que eu estou habituado. Para começar dá-me a impressão que o pessoal de Lisboa deve ser um bocadito enfesado. Num local cheio de gente é natural que hajam alguns encostos e encontrões naturais da passagem de um lado para o outro. No entanto, um leve encosto atirar um tipo qualquer para o chão, ou quase, é surrealista. Isto fez-me recordar as noites loucas da Discoteca itenerante, Tele-espaço. Esta discoteca itenerante ia sempre a uma pequena localidade perto da minha vila e, como devem calcular, isso constituia o momento alto da vida social de muita gente. O curioso era ver, a uma dada altura na noite, uma série de indivíduos à punhada no centro da pista e as restantes pessoas a observarem esse memoneto cultural tão interessante. Depois de umas valente pêras, os caceteiros, afastavam-se e podia-se ver, mais tarde, todos eles juntos, os inimigos da contenda da noite, a beberem minis no bar como se nada fosse. Digam-me lá, isto era possível em Lisboa? no lo creo.

quinta-feira, janeiro 06, 2005

Vou à capital

Amanhã vou à Capital e, mais uma vez, vou sair de lá com uma moca de tanto cheirar os tubos de escape. Lisboa está muito poluída ou então sou eu que apanho mocas de graça. Vai-se lá saber.


quarta-feira, janeiro 05, 2005

Poema

Hoje decidi apelar à minha sensibilidade olímpica e presentear-vos com um poema.
Eis o poema:


Eu cavo
Tu cavas
Ele cava
Nos cavamos
Vós cavais
Eles cavam

Não é bonito mas é profundo!

Cartaz do PSD

Ontem Santana Lopes sofreu um revés na sua estratégia para a campanha política. Num cartaz que o PSD fez e que, no qual, constavam as fotografias de Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Cavaco Silva, Durão Barroso e Santana Lopes, a fotografia de Cavaco Silva, teve que ser retirada a pedido do próprio. Na base desta vontade de Cavaco Silva vinha, o pretenso prejuízo que a fotografia causaria ao mesmo, já que, este se encontra de fora da vida partidária. Apelando ao slogan do referido cartaz que dizia " Ninguém fez mais por Portugal" eu tenho uma proposta a fazer a Santana Lopes. Como todos os figurantes deste cartaz foram, de certa forma, emplastros para a sociedade portuguesa, proponho assim, e não fugindo ao tema central do cartaz, que seja substituída a imagem de Cavaco Silva pelo, the one and only, o genuíno, o verdadeiro, Emplastro!!!



3 minutos

Hoje ao meio dia, Portugal vai-se juntar aos restantes países europeus em trêsminutos de silêncio em memória das vítimas do maremoto. Não se esqueçam!

terça-feira, janeiro 04, 2005

Viagem pelo campo

Nada mais relaxante do que uma viagem pelo campo em que estás tu, um carro e uma paisagem bucólica. As cores são excelentes e a disposição plena ao ver esta paisagem. No entanto, como tudo na vida, há um senão. O senão desta viagem é, nesta altura do ano, viajar por esses campos e essa paisagem bucólina e gramar com o cheiro do adubo. Acreditem que tira a magia toda à paisagem.
No final da viagem, qual piece de resistence, beber um copo com alguns populares a trocarem imagens calientes de telemóvel como se não bastasse tamanho azar olfactiva anterior. Lá se vai a magia toda a não ser que, uma camponesa e um celeiro cheio de palha entrem em cena. Não, era sorte a mais infelizmente.

Curiosidades

No Correio da Manhã, onde a busca por um artigo decente por vezes se revela longa e tortuosa, eis que vem, na edição de hoje, um pequeno artigo bastante interessante. Seis tribos "primitivas" das ilhas de Indonésias de Anpamar e Incobar, escaparam com vida ao maremoto que afectou gravemente essas ilhas devido à sua sabedoria milenar que lhes permitiu ler os sinais da natureza. Os habitantes dessas ilhas, acostumados a lerem os sinais que a Natureza lhes dá, estranharam o canto das aves e o reboliço dos animais e abrigaram-se do maremoto. É caso para dizer que, a Modernidade, por si só não chega. No meio da tragédia imensa ainda há milagres e esperemos que estes aconteçam ainda trazendo com vida alguns dos desaparecidos até ao momento.

segunda-feira, janeiro 03, 2005

Direitos de Autor

Logo nos primeiros dias do ano ouvi um boato que indicava que, paratir deste ano, os preços dos CD´s virgens irião subir em virtude de se taxar uma percentagem para pagar Direitos de Autor. É incrível que se tenha que pagar Direitos de Autor na aquisição de um CD virgem quando, esse CD quando adquirido está virgem. Será que a virgindade paga Direitos de Autor também? Mais um bocadinho e também irão taxar direitos de autor nas fotocópias pois estamos a copiar livros e outros documentos que não foram escritos por nós. Isto é mais uma peixarada deste (des)governo, nunca desejei tanto chegar a Fevereiro.

domingo, janeiro 02, 2005

Poupem-me

Esta história de ter comentários é bastante positiva até chegar ao senão da questão. O senão da questão é apanhar um comentário como eu apanhei no post anterior de um brasileiro qualquer, a excepção espero eu, a teçer um comentário absolutamente imbecil acerca do facto de eu ter relatado um costume que nós temos por cá de sair na primeira noite do ano a bater com as panelas, afastando assim os espíritos do ano anterior. Esqueçi-me de referir que, nesse cortejo, este ano, estavam vários brasileiros que vivem no meu bairro. Sinceramente não compreendo o trauma de alguns brasileiros em relação aos portugueses pois, eu pessoalmente estou-me nas tintas para eles. Por que é que será que eles se "preocupam"tanto connosco?

sábado, janeiro 01, 2005

Festejos do fim do ano

Se para muitos o reveillon terá que ser algo sofisticado, para outros, uma garagem com uns galináceos assados, caldo verde e muita pinga é toda a sofisticação que poderiam desejar para a efemeridade. Foi o que aconteceu com uns vizinhos meus reunidos na garagem a comer frango e a beber uma pinga, boa por sinal. Depois da meia noite, três foliões, decidiram cumprir mais uma vez a tradição de sair à rua a bater com os tachos e panelas velhas. Assim foi, e os três foliões inundaram a rua com a sua alegria, não pela força dos números é claro mas sim por força da chiba que levavam que lhes permitia percorrer a rua inteira em toda a sua largura literalmente. Conseguiram contagiar quase toda a vizinhança e quando demos por ela estavam vinte e tal pessoas na rua a bater a fazer barulho com as panelas, a cantar e a beber. Que bela forma de entrar no novo ano.

sexta-feira, dezembro 31, 2004

Feliz Ano Novo

O ano de 2004 foi pautado por uma série de eventos, uns positivos, outros negativos, mas o que é certo é que está a acabar e a nascer encontra-se o ano de 2005. O ano de 2004 foi marcado por uma série de eventos que me marcaram. O evento que mais me marcou foi a história de um bébé que foi pontapeado na incubadora e, como se não bastasse a desgraça, a ambulância que o transportou foi apedrejada e posteriormente, o bébé, foi apunhalado nas costas. Esta história não é trágica tendo em conta que estou-me a referir de Pedro Santana Lopes. Qualquer das vias, e sem brincadeiras, o ano de 2004 foi positivo para mim num aspecto essencial, o Raminhos. Raminhos possibilitou-me conhecer, ou pelo menos, estar em contacto com muita gente interessante, por isso, desejo para mim que, o ano de 2005, me dê a possibilidade de continuar a ter o privilégio de poder estar em contacto com todos aqueles que visitam o Raminhos. Quanto a todos vós, desejo-vos um Feliz Ano Novo com saúde, prosperidade e muita felicidade.

Malta! Feliz Ano Novo!!

quinta-feira, dezembro 30, 2004

Primeira impressão

Dizer que há mais democracia nos Estados Unidos, em comparação com a Europa, é, para mim, um pouco rebuscado, mas não deixa de fazer sentido apenas num pequeno detalhe que mesmo assim não é suficiente a meu ver. Qualquer das vias não nos podemos deixar levar pela impressão que a afirmação, nos Estados Unidos há mais Democracia do que na Europa, nos traz por muito estranha que possa parecer no início.
Se há défice de democracia nos Estados Unidos evidenciados pelo desenrolar das eleições Norte-Americanas e pelo desrespeito pelas minorias étnicas, por outro lado existe, nos Estados Unidos, algo que dá maior vitalidade democrática. A quantidade de movimentos cívicos, dos vários quadrantes, em prol da reivindicação de direitos que são negados a várias camadas sociais da população Norte-Americana, são, sem dúvida, o pequeno detalhe que faz a diferença entre os Estados unidos e a Europa. Qualquer das vias, isto, só não é suficiente para que nos possamos esquecer da violação, reiterada, de vários Direitos Humanos naquele país, ou, a violação dos Direitos Humanos que aquele país comete noutros países. Agora vejamos a imaculada Europa e o que foi em tempos e no que se está a tornar actualmente, atendendo aos últimos desenvolvimentos do que é e foi a política externa Europeia, bem como, algumas medidas que alguns países europeus têm tomado. Se até há bem pouco tempo a generalidade dos países europeus era reconhecida pelo sistema de Segurança Social, com os países escandinavos a encabeçar a lista dos países com maior desenvolvimento a este nível, isto, actualmente tem vindo a ser delapidado e os sistemas de Segurança Social dos vários países europeus tem vindo a ser reduzido significativamente, quase sem excepção. As políticas neo-liberiais dos vários governos europeus, tendo os Estados Unidos como exemplo, têm vindo a implementar um sistema, cada vez mais, idêntico ao dos Estados Unidos com todas as desvantagens que este sistema traz. Notícias como as que vêem de Itália, indicando que o governo Italiano pretende deslocar os reclusos estrangeiros das cadeias italianas para os países de origem dos reclusos por esta via ser mais vantajosa financeiramente, é um pequeno passo para a instauração de um espírito neo-liberalista igual, ou pior logo se verá, aos dos Estados Unidos. Não podemos esquecer que, a ideia de deslocação de reclusos para os países de origem, mesmo que financiando os estabelecimentos prisionais dos respectivos países, é, na sua essência, a mercantilização do sistema prisional. Nos Estados Unidos onde o sistema prisional é privado e representa milhões de dólares para as entidades que os exploram, há necessidade de “clientes� a toda a hora em prejuízo de um sistema judicial justo e não discriminatório para as minorias étnicas. Será isto que pretendemos que se torne a Europa? Estes pequenos detalhes fazem-me pensar, seriamente, acerca da validade da afirmação que despoletou este post. Afirmar que há mais democracia nos Estados Unidos em comparação com a Europa, parece-me cada vez mais que terá validade atendendo no que a Europa se está a tornar com todo este neo-liberalismo injectado em doses industriais. Qualquer das vias, o mais equilibrado será afirmar o seguinte: Nos Estados Unidos haverá mais democracia em comparação com o que a Europa se está a tornar.

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Mediante as circunstâncias

Hoje até pensei escrever acerca de algumas coisas mas, à medida que fui-me informando acerca da tragédia ocorrida no Sudueste Asiático, demovi-me de qualquer veleidade de escrever seja lá o que fosse. Os números arrepiantes da tragédia fazem-me pensar um pouco acerca desta treta toda que se chama a vida. Num ápice, pelo menos 70.000 pessoas pereceram ao sismo e maremoto num flash de breves segundos, e isso, fez-me pensar que, o muito de bom que me tenha acontecido, perde a sua beleza, o seu momento. A vida continua é claro, outra coisa não seria de esperar, mas, pensar na quantidade de famílias que sofreram é dose. Hoje em sinal de respeito e pesar pelas vítimas desta tragédia, o silêncio...dos inocentes que morreram.
Quantos aos bons momentos que ocorreram, proponho-me a a desfrutá-los mais tarde.

terça-feira, dezembro 28, 2004

O ano acaba mas ainda há tempo para asneiradas

Ao longo deste ano que está a findar, ouvimos muito acerca do défice orçamental e da importância em conter este. Não nos pode passar ao lado o facto de que, o défice orçamental, quando muito elevado, causa inúmeros problemas para a Tesouraria do Estado e consequentemente para todos os cidadãos do nosso país, bem como, os cidadãos estrangeiros que cá vivem, cá pagam os seus impostos e fazem do nosso país também seu. Concordo que há uma necessidade imperativa em conter o défice, disciplinando os custos que possam ser supérfluos e não, como o Governo Neo-liberal de Durão e Santana fizeram ao eliminar custos essenciais ao normal funcionamento do nosso país ou de qualquer outro. Temos que ter em conta também que, o Pacto de Estabilidade assinado pelos países membros da União Europeia, é essencialmente restritivo e carrega com ele uma questão importante e grave. Quando lançámos a moeda única, a intenção primacial desta moeda, em termos de cotação face ao dólar, era de permitir uniformizar de certo modo a economia europeia e auxiliar as exportações. Isto não aconteceu quando, o Bush e seus comparsas da indústria de guerra Norte-americana, subiram ao poder e desencadearam a guerra do Iraque.
Vivemos actualmente num período conturbado em que a economia europeia está literalmente de rastos. O que terá na origem deste problema económico europeu? Os custos excessivos e extraordinários que os Estados Unidos empregam com a guerra no Iraque produzem uma depreciação do valor do dólar por este estar a ser utilizado para custear a Guerra do Iraque. Ora, nisto vem um pacto de Estabilidade e uma política externa europeia que vai no sentido de não pressionar em demasia o governo Norte-Americano na retirada das tropas Norte-americanas do Iraque. Estamos, actualmente, a restringir a economia europeia, provocando desemprego, para que os défices orçamentais dos países membros permaneçam baixos e consequentemente, o Euro veja a sua cotação o mais baixa possível mediante as circunstâncias actuais. Sem querer estamos também a auxiliar o esforço de guerra Norte-Americano.
A dependência que, a meu ver é subserviência, da União Europeia aos Estados Unidos está a produzir efeitos que conduziram a Turquia a candidata à adesão. Não me oponho pelo facto de a Turquia ser um país islâmico mas sim pelo facto de esta ser candidata por pressão exercida pelos Estados Unidos à União Europeia. Não me posso esquecer da questão dos Curdos, da pena de morte, da violação dos Direitos Humanos nas cadeias da Turquia, da questão de Chipre entre outras antes sequer de considerar a Turquia como candidata. Pessoalmente não quero a Turquia na União Europeia, muito antes disso, queria antes a Arménia e até mesmo a Geórgia na União Europeia já para não falar nos restantes países de Leste europeus.
Por cá o combate ao défice vai-se fazendo de uma forma desastrosa e irresponsável. Fernando Negrão, Ministro da Segurança Social, ou melhor, ministro da (des)segurança social, não vai efectuar o pagamento do subsídio de doença e de desemprego no dia 29 do corrente mês. Desta forma, vai ser possível passar alguns milhões de euros de custos para o ano seguinte e, consequentemente, para o próximo governo. É vergonhoso e escandaloso a ausência de substância vertebral deste (des) governo. Desta forma, e nunca querendo ser pessimista, o próximo ano está a prever-se difícil mas esperemos que se consiga superar e emendar as asneiras até agora cometidas.

segunda-feira, dezembro 27, 2004

Na ressaca do Natal

Todos os anos recebo as mesmas prendas da praxe, ou seja, umas peúgas e uma caixa de chocolates. Todos os anos tenho a mesma reacção quando recebo essas prendas….ó que giro! sim senhor muito bem! com um sorriso amarelo. No entanto, este ano, excepcionalmente e após ter ouvido duas vezes a mensagem de Natal do Primeiro-ministro demissionário, fiquei com a sensação que, as peúgas recebi e a caixa de chocolates foram excepcionais comparando com as declarações do PM demissionário, essas sim, umas peúgas muito feias e cheias de poliyester. Este Natal, ao menos, não deixou de ser hilariante após ter lido algumas considerações acerca da (des)medida de Bagão Félix em transferir os fundos de pensões da Caixa Geral de Depósitos como sendo uma acção digna de um Robin Hood. Que hilariante!! E o mais hilariante é que os idiotas que disseram isto acreditam mesmo nisto. O que vale é que ainda há humor, negro é claro, em Portugal.

quinta-feira, dezembro 23, 2004

Prendas de Natal

Nestas alturas quase que sou medium, adivinho ou qualquer coisa assim no género. Prevejo para este Natal umas peúgas pretas ou cinzentas e uma caixinha de chocolates.
Fica aqui então um desejo de um Bom Natal para todos vós e encontramo-nos na próxima semana, mais gordos com os doces de natal concerteza, mas mais felizes devido à quadra natalícia.

BOM NATAL PARA TODOS VÓS

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Não custava nada

Não custava mesmo nada se, o canal que supostamente serve os interesses públicos, a RTP, se lembrasse que, os cidadãos portadores de deficiências auditivas, também têm direito a ver televisão. Um interprete de linguagem gestual ou legendas em todos os programas, por muito que isso custe, traria a possibilidade a todos os cidadãos portugueses, e não só, de verem um canal que ao fim ao cabo também é pago por eles. O exemplo da BBC é sintomático num país que, apesar de tudo, ainda se lembra de todos os seus cidadãos sem excepção.

Parábola

Esta é uma parábola retirada do Talmude, o livro sagrado da fé judaíca. Reza da seguinte forma:

"Um homem encontra-se no quintal de sua casa e arremessa pedras para a rua. Nisto, o homem, vê um vizinho seu a sair para a rua e a tropeçar numa das muitas pedras que este arremessou. O vizinho, magoa-se com a queda e nisto, o homem que estava a arremessar as pedras para a rua, saí a correr de sua casa em socorro do seu vizinho. Ao ir em auxílio do seu vizinho, também este tropeça numa das muitas pedras que ele próprio arremessou para a rua e magoa-se também."

Qual é a moral desta história ?

Entrevistas


Muitos já foram entrevistados para um emprego a que concorreram. Do outro lado, encontraram um indivíduo a colocar questões, por vezes, algo estranhas. Eu fui um desses indivíduos, ou seja, um entrevistador. Durante 3 anos percorri Portugal de lés a lés a fazer entrevistas a candidatos a um emprego. Foi, sem dúvida, uma experiência muito gratificante para mim apesar dos senãos que esta profissão tem. Falei com milhares de pessoas e colhi as impressões, possíveis, que uma entrevista de 30 a 60 minutos poderá oferecer. No entanto, conheci muitos outros colegas de profissão, na altura, e apercebi-me do lado menos bom da profissão. Fiquei impressionado com um certo prazer, quase sórdido, de alguns colegas meus em “entalarem� os candidatos com questões que, por vezes, fugiam um pouco do âmbito daquilo que se pretendia fazer. Sempre encarei uma entrevista com todo o respeito que o acto merece e também, não podemos esquecer, o respeito que qualquer pessoa merece. Incoerências são muito fáceis de encontrar em qualquer pessoa, e é fácil também, chegar a um ponto em que fazes com que um entrevistado(a) fique encurralado(a). No entanto, o que se consegue aferir disso? Pouco, muito pouco, apenas que o entrevistador(a) é um(a) idiota. Outro aspecto que me marcou e que, de certa forma, fez com que eu colocasse de lado, por uns tempos, o recrutamento e selecção de pessoal tem a ver com o acesso que certas pessoas têm a dados recolhidos nas entrevistas.
Outro aspecto que contra o qual eu me insurgo é o preconceito. Muitos entrevistadores procuram candidatos à sua imagem e semelhança e dessa forma, passam ao lado de bons profissionais por causa disso. Uma vez entrevistei um indivíduo para programador de software vestido estilo Dead Kennedys e os respectivos brincos e tachas e sei lá mais o quê. Se eu fosse entrar no preconceito básico de outros entrevistadores, teria passado ao lado de um grande profissional, dos melhores de Portugal.

terça-feira, dezembro 21, 2004

Flash

Lembrei-me de um episódio que marcou, de certa forma, aminha infância. Para ser mais preciso até nem foi bem um episódio mas sim uma imagem. Quando deambulava por entre as fazendas e quintais da aldeia da minha mãe, era eu um cachopo*, juntamente com os meus primos e primas, deparei-me uma vez com uma imagem que marcou a minha consciência de infância. Num quintal, era Páscoa, um homem sentado num banco pegava num cordeiro para o matar. Quando olhei e criei a espectativa de ver um Homem com uma expressão cruel não foi isso que encontrei. O rosto não espelhava ódio nem desdém, algo estranho pairava em toda a cena. De repente veio à cabeça Abraão, não compreendi no momento o que significava mas, mais tarde, compreendi a resignação de quem por uma vida inteira cuidou de um rebanho. Compreendi então a verdadeira dimensão, a confusão de sentimentos que dá por comer um animal a quem nunca foi presenteado com uma cena tão biblíca como esta.


* expressão idiomática que significa criança e que não tem a versão em feminino, o que não deixa de ser estranho pois lembro-me das conversas da minha mãe e da minha avó a falarem do tempo em que eram cachopo.

segunda-feira, dezembro 20, 2004

Rasteiro

Hoje tive a oportunidade de vislumbrar o que será a campanha do PSD para as próximas legislativas e posso-vos dizer que, nem eu, quando militava no 8º ano do liceu, era capaz de fazer tamanha infantilidade. Longe de qualquer tentativa para promover a discussão ou o debate de ideias ou projectos para o país, Santana Lopes, preferiu a crítica pessoal, a rasteira, o escárnio e maldizer que tão bem condizem com criança que ele é. Parece que Santana Lopes pretende fazer uma cópia do que é uma campanha política Norte-Americana com o insulto fácil e rasteiro aos outros candidatos. Nada em espanta no Santana Lopes e para ser sincero, já esperava este tipo de campanha do único homem, em Portugal, que ainda não compreendeu porque é que o Presidente da República dissolveu o parlamento. No Correio da Manhã, esse pasquim tão bem condizente com o tipo de lixo que Santana Lopes diz e faz, publicou imagens do que serão os tempos de antena do PSD até às Legislativas e digo-vos que a Quinta das Celebridades, comparado com isto, tem infinito bom gosto.
Sem querer generalizar, desde o tempo do liceu que criei muita resistência ao protótipo do laranjinha. Sempre achei esse tipo de pessoa muito distante de mim por dar ênfase a aspectos da vida que a mim não fazem muito sentido. Sempre os tive como indivíduos que prezam muito a criação de uma imagem que, na maior parte dos casos, é distante da real imagem deles. Sempre me fez confusão a uniformização das pessoas, ou seja, todos vestirem um mesmo tipo de vestuário para identificação de um grupo qualquer. Actualmente, o protótipo dos laranjinhas de cabelo nos olhos, fralda de fora e sapatinho de vela faz-me confusão pelo manifesto mau gosto no corte de cabelo e vestuário, já para não falar no pormenor que é o facto de, numa multidão, quase não se conseguir distinguir uns dos outros. Para quando o despertar dessa gente para aquilo que é óbvio? Têm que ganhar a vida e lutar por ela. Esquemas já não podem dar mais.
Um amigo meu referia num dia destes um aspecto interessante acerca da política nacional. O visual dos nossos políticos, em especial, daqueles que ocupam, até Fevereiro pelo menos, o poder. Aonde é que já se viu um fato azul-escuro com gravata amarela e camisa azul com gola amarela? Não têm olhos na cara? Que políticos cinzentões que nós temos.
Outro aspecto que me faz gostar cada vez menos destes tipos da Direita é a peseudo-especialização que estes reclamam possuír para poderem tomar as decisões sem arcar com as consequências.
Governo de Direita? Adeus ou vai-te embora!

domingo, dezembro 19, 2004

Oratória soufflé com pronúncia nasalada

Quando ouvi o discurso, oratória ou vómito vocalizado com palavras infelizmente inteligíveis por serem repugnantes do Santana Lopes, recordei-me do quanto eu odeio Lisboa e tudo o que representa como factor de opressão para as restantes zonas do país. Bom, deixem-me refrasear o que disse anteriormente, odeio o que representa as tias e tios de Lisboa com aquela pronúncia irritante de quem fala pelo nariz. Santana Lopes representa essa franja de pessoas abjectas e inúteis que povoam algumas zonas de Lisboa, quanto aos restantes lisboetas nada há a apontar a não ser um ligeiro síndrome nortenho invertido numa psicologia infantil invertida.
Lisboa é uma cidade enorme e com encantos e surpresas a cada esquina e em cada rosto que passa. É pena que, durante este tempo todo, se tenha permitido associar à ideia de Lisboa as tias e tios de bem. É desprestigiante e calunioso reduzir Lisboa a tais personagens mas, pessoalmente, não me consigo abstrair dessa imagem mental que me é veiculada com uma classe política dominada por Lisboa e que personifica esse mal. Daí, quando me perguntam qual a minha zona favorita de Lisboa eu responda sempre que é aquela zona que tem uma placa azul lindíssima a dizer " A1 Norte - Porto" não que eu seja do Porto e aliás até gosto da cidade do Porto.
Voltando ao discurso do Santana Lopes, não deixei de observar o quanto a política pode ser porca quando praticada por gente muito pouco séria, como é exemplo Santana Lopes. Espero sinceramente que, nas próximas eleições, muitoas pseudo-políticos da treta decidam finalmente que é tempo para fazer uma reorientação profissional. Proponho que Santana Lopes inicie uma carreira como colunista da imprensa cor de rosa ( mal empregue a flor que não tem culpa nenhuma). Por fim, volto a frisar que, o que disse acerca de Lisboa não excluí os manifestos encantos que a cidade guarda a quem a visita. É claro que, uma visita a Lisboa, não deve ser muito mais longa que um dia. Quando lá tenho que ir fico sempre com a sensação que fico com uma moca de tubo de escape, a cidade está muito poluída e fumarenta.

P.S: Muitos Lisboetas julgam falar o Português padrão mas, devo alertar-vos, que os Lisboetas têm uma pronúncia acentuada. PortuguÊs padrão falo eu carago!

sábado, dezembro 18, 2004

Natal

Ora cá está mais uma data do ano que faz as pessoas mudarem o seu temperamento e o seu relacionamento com os demais. Em especial, no contexto laboral, os colegas e coleguinhas que percorreram o ano inteiro a instigar pequenas intrigas palacianas, dão as mãos no natal e vão todos fazer um jantar de natal. Trocam-se prendinhas em jeito de palmadinhas nas costas, redimimos assim os nossos pecados e embebedamo-nos fortemente, alguns pelo menos. Muitos falam do desvirtuamento do natal pelo consumismo e pela "falsa" boa vontade de muitos que, nesta data, mostram o seu lado mais cândido da sua existência. Não há desvirtuamento em algo que de si já é desvirtuado, penso eu. O Natal para mim é uma época do ano que dá um bom pretexto para se fazer aquilo que se deve fazer ao longo do ano, conviver mais de perto com os que nos são mais chegados.
Não pretendo tirar a magia ao natal, até porque, e apesar de algum desvirtuamento congénito que este possuí, o natal tem a sua magia por mais que não seja para as crianças. Gosto moderadamente do natal por ser uma altura do ano propícia ao juntar do clã oliveirinha, de resto, passo um pouco ao lado da festa de anos do menino jesus. Qualquer das vias, na noite de natal eu desligo sempre o exaustor, não vá o diabo tecê-las.
FELIZ NATAL ! MERRY XMAS! FELIZ NAVIDAD! e etc e etc.....

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Filmes

Reparei já há algum tempo atrás que, os filmes denominados como sendo de comédia romântica de Hollywood, estão impregnados de uma moral esquisita. Geralmente a personagem principal ou personagens têm cara de idiota e fazem, constantemente, figuras de urso. Desde cair em cima de bostas de cão, a fazer figuras sexuais comprometedoras da sua tendência sexual da personagem e muito mais, situações puramente hilariantes por um lado e degradantes por outro. O facto é que a personagem principal tem sempre uma fronha muito mal amanhada mas, no final, e após as muitas figuras de urso que faz ao longo do filme, fica sempre com um borracho descomunal. Ora, tendo em conta que há que fazer a destrinça entre um filme e a realidade, eu pergunto-me por vezes: Como é que aquela personagem hollywodesca, o Alberto João Jardim, faz figura de urso constantemente e nunca aparece com uma boazuda ao lado? Ora bem meus caros(as), discriminação da pura e da dura é o que é. Das duas uma, ou mandamos o Alberto João Jardim para Hollywood ou temos que exigir uma boazuda para o gajo.
Portugal é um autêntico filão de estrelas de comédia romântica. Imaginem o Filme intitulado " Socorro, a minha madrasta é um extraterrestre" ter, em vez de Dan Ackroid e Kim Basinger, ter Santana Lopes no papel de Dan Akcroid e Paulo Portas no papel de Kim Basinger a extraterrestre no filme?

quinta-feira, dezembro 16, 2004

Hipnose

Vão entrar num estado de hipnose, vão sentir os vossos olhos cada vez mais pesados, vão entrar num estado de relaxamento profundo. Agora vejam esta página


Kraftwerk, que grande som! que saudades!


Vendo bem as coisas

Não há nada como colher as impressões necessárias sobre um determinado tema a quem de direito. Desta feita, e ainda acerca das declarações do deputado socialista na Assembleia Regional da Madeira, tive a oportunidade de comentar o caso com um madeirense. A primeira reacção foi a de pensar o mais óbvio, ou seja, a Madeira está entregue aos bichos literalmente, mas, apesar de tudo isto ter o seu quê de verídico, temos que perspectivar convenientemente o assunto e assim foi a conversa.

Oliveirinha: Então você já ouviu o que aquele deputado disse na Assembleia Regional da Madeira?
Madeirense: Ouvi e o tipo ele fez muito bem! O que era preciso é que se dissesse o mesmo na Assembleia da República acerca de muitos deputados!
Oliveirinha: Está bem mas lá na Madeira parece-me que a situação é bem pior.
Madeirense: Pior ou melhor o facto é que também cá se passa a mesma coisa ou você não lê os jornais?
Oliveirinha: Pois de facto, por momentos, esqueci-me de quem nos desgovernava e continua a desgovernar até Fevereiro.

Moral da história: Todos fizeram menção às declarações do deputado Madeirense como algo vergonhoso, para mim, tirando um certo impropério desnecessário, o que o deputado Madeirense disse está certo e realmente faz muita falta, por cá, chamarem-se os bois pelos nomes. Oliveirinha dix it!

Suplesse

Depois das bacoradas que ouvi do Secretário de Estado da administração Interna e do deputado da Assembleia Regional da Madeira, só posso concluir que, o jogo de futebol da Primeira Distrital que eu vi no passado Domingo, estava cheio de deputados e secretários gerais.

quarta-feira, dezembro 15, 2004

Borderline

Ontem à noite pus-me a pensar acerca deste blogue. Pensei no que é que eu tinha ganho até à data com este blogue e, acima de tudo, o que é que representa para mim este blogue. Já referi a várias pessoas com quem tenho contacto diário que, o Raminhos, surgiu de uma vontade de efectuar uma espécie de exercício próprio meu. Este exercício passa por colocar no papel, ou melhor, no ecrã, as ideias que vou tendo à medida que vou lendo algumas coisas aqui e ali. Outro dos aspectos que me tem agradado até à data tem a ver essencialmente com a minha personalidade, ou seja, neste espaço consigo ter uma abordagem para com várias situações que, no dia a dia, não me é possível ter por vários motivos. Devo dizer que, com o Raminhos, tenho vindo a evoluir muito fruto do espaço que criei e também das reacções que tenho vindo a colher nos comentários que fazem aos posts. Para quem me conhece, o raminhos, tem muito de mim mas não tudo, o resto guardo para outras ocasiões.
Muitas pessoas pensam que se conhecem bem e que nada de novo, em termos de personalidade, poderá mudar ao longo dos tempos. No entanto, isso não é verdade. Eu, por exemplo, sou um borderline em termos de personalidade e sempre pensei que isso fosse uma característica minha e não um sintoma. O facto é que é um transtorno de personalidade e, apesar de não ser grave nem impeditivo, prejudicava-me de certa forma. O Raminhos veio a ajudar-me bastante como um exercício para debelar este transtorno que tenho. Este transtorno como outros são a consequência da sociedade em que vivemos e, infelizmente, cada vez mais frequentes. Ninguém pense que é feito de ferro porque não o é. Eu que estou treinado para detectar estes transtornos de personalidade nunca pensei que pudesse ter este género de transtorno mas, imaginem o que é alguém que detecta isto noutras pessoas aperceber-se que tem isto. Não é muito grave e é relativamente fácil de debelar se enfrentado de frente.

terça-feira, dezembro 14, 2004

A realidade não é opaca

Tenho vindo a ler muitos textos acerca da História Mundial e das civilizações que povoaram ou povoam o nosso planeta. Infelizmente, tenho visto que esse conhecimento tem sido plataforma para muitas ideias distorcidas e que fogem sempre ao cerne da questão. Quando alguns inegrumenos fazem a apologia das civilizaçoes brancas, nomeadamente nórdicas, como o exemplo da elevação máxima de desenvolvimento humano é um absurdo, pois, esquecem-se das civilizações que já existiram. O reverso da medalha está no veicular de ideias de consolação indicando que os povos que actualmente estão no limiar da pobreza, estiveram antes, num lugar de destaque em termos de avanços civilizacionais. No entanto, é necessário analizar aqui o cerne da questão. Quer uma quer a outra ideia têm em comum a aceitação tácita, como se trata-se da normalidade, que houve e haverá sempre civilizações ou povos mais avançados que outros e isto não poderá ser alterado devido a uma qualquer lei casualística da vida. Nada mais errado pois, se analizarmos bem as civilizações actuais e as anteriores, verificamos sempre que as civilizações que estavam no seu apogeu, estavam às custas de alguém ou de outros. Como tal, fazer apanágio do avanço civilizacional de um qualquer povo, de acordo com que conhecemos até hoje, é idiota e recíproco em ambos os lados. Não se percebe bem porque razão é que uma civilização deverá ser superior a outra, ou estar mais avançada que outra, pois, afinal o que interessa, é que a civilização humana não está avançada com milhões de pessoas a morrerem de fome e doença. Portanto, ninguém tem legitimidade alguma para estar a rir seja lá de quem for devido à riqueza que possuí, pois, de acordo com a história, quem lá esteve em cima mais tarde ou mais cedo caíu.

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Conversas

Sempre tive como princípio básico evitar certas e determinadas conversas que, essencialmente, não envolvem ideias mas sim convicções estritamente pessoais. Debater temas religiosos, por exemplo, não o faço muito facilmente pois chega-se sempre a um porto franco em que as ideias têm passaporte e a tipificação, fácil, das pessoas, consoante as suas ideias, nem sempre produz resultados muito favoráveis, pelo contrário. No entanto, há conversas acerca de temas aparentemente genéricos que transportam ideias acopladas que mostram um pouco de cada um aos restantes interlocutores.
Comentar a violência que se pratica ao forçar crianças a assistirem a espectáculos culturais ou, por muito trivial que possa parecer, a bares e cafés a altas horas da noite sem olhar à vontade destas, é interessante mas, chega-se sempre a um ponto em que se tem que mostrar um passaporte. De todos os que participam, ideias e considerações são remetidas à mesa e a anuência é fácil, e depois coloca-se sempre a questão pessoal na matéria. Há ideias acerca do tema que são genéricas e facilmente anuíveis por todos mas é fácil falar de fora, sem matéria de facto consubstanciada em factos que nos ligam, carne com carne, ao objecto da conversa, as crianças. Muitas foram as ideias, dotas e sábias diga-se, mas no final fica-se sempre com a ideia que bom é aturar os filhos dos outros.
Uma criança é um indivíduo cuja personalidade se está a formar e, apesar de serem o produto do seio familiar, é também um indivíduo que irá crescer moldado pelas circunstâncias que o mundo que o rodeia lhe proporciona. No caso que referi anteriormente, ou seja, levar uma criança para um espectáculo cultural realizado de noite apenas porque os pais querem muito ir e julgam que se junta o útil ao agradável mas não é assim. A discussão acerca da violência perpetrada pelos pais aos filhos vai muito mais além da violência física. Há outras formas de violência perpetrada inconscientemente aos filhos pelos pais, sendo o exemplo dado anteriormente um caso. No entanto, urge sermos um pouco pragmáticos e equacionar a questão da seguinte forma: Até onde é que vai se pode esticar o conceito tradicional de família evitando formas de violência para as crianças? Aonde é que fica a fronteira?
Dá-me a impressão, cada vez mais, que bom é aturar os filhos dos outros pois aturar os nossos é como aturarmo-nos a nós próprios. Por vezes, inculcamos a noção de liberdade com aquilo a que nós, quando crianças, não tivemos e gostaríamos de ter tido mas, e a criança, aonde fica esta? Ter filhos exige muito de nós e é imprescindível estarmos bem para connosco para termos todo o êxito, relativo, que é possível ter.

domingo, dezembro 12, 2004

Cultura Dominical

Nada como um banho de cultura ao Domingo. Ver futebol da Primeira Divisão Distrital é um autêntico banho de cultura.
Deixo-vos algumas pérolas da cultura futebolística desse palco que é a primeira divisão distrital:

Baixa os cornos ó boi!!

Tu queres mas é uma xuxa!.....no rabo!

Ó xôr agente vá pedir reforços que isto hoje está a ser um autêntico roubo à mão armada!

Sempre acompanhados pelos eternos e imprescindíveis elogios à senhora mãe do árbitro é claro. O que ainda se aproveita são as minis e as pevides porque de resto é um autêntico arrail de porrada.

sábado, dezembro 11, 2004

Verdade lá palisse

Houve duas coisas que me encheram as medidas esta semana que finda hoje. A primeira foi saber que nem tudo vai mal na economia portuguesa pois, há um sector que vai em franca expansão. Parece que o sector de vendas de automóveis de luxo viu os seus negócios aumentarem significativamente.Terá sido esta a retoma que tanto falava o Primeiro-Ministro despedido, digo, dissolvido, digo desnomeado ou lá o que é?
Outra aspecto que me encheu as medidas foi a valiosa lição que aprendi acerca da corrupção em Portugal. Vale bem a pena pois mesmo que seja detectada, prescreve sempre, e quem a pratica saí ileso. Para mais a Figueira da Foz não se pode queixar porque sempre ficou com umas palmeiras muy xiras por supuesto e que lá fazem muita falta.

sexta-feira, dezembro 10, 2004

Europa

O Serôdio despoletou uma questão bastante pertinente num comentário que fez a propósito do Post intitulado “�frica�. A questão que levantou foi bastante pertinente quando é, pertinente também, o futuro referendo que irá ser realizado a propósito da Constituição Europeia e o que isso envolverá no desenrolar das políticas comunitárias e seu reflexo nas várias políticas nacionais. Quando referi a questão do conceito neo-clássico de nação como pilar vertical de uma política colonialista dos países europeus em �frica, este, de certa forma, aplica-se também nas movimentações internas, na Comunidade Europeia, quando se negoceia quotas pesqueiras. Não que se pretenda com este post fundamentar uma ou outra posição acerca das pescas,no entanto, é curioso verificar como o mesmo conceito neo-clássico de nação é utilizado qual raminho de salsa num cozinhado de cada um dos países comunitários.
Quando penso acerca da União Europeia, vejo algo muito mais vasto do que a mera associação de vários países unidos por um ideal comunitário. As velhas concepções neo-clássicas de nação diluíram-se por assim dizer em prol do bem comunitário num plano meramente ideológico. Isso não se verifica no plano prático, pois, o que se verifica é um constante debitar de discursos europeístas de índole comunitário e nos bastidores uma praxis política de mais profundo nacionalismo e interesse umbilical de cada nação que compõe a União Europeia. A questão é tão importante quanto é o referendo que se vai realizar acerca da Constituição Europeia. Sabendo de antemão que, os países mais industrializados e mais populosos, irão, concerteza, continuar com um discurso comunitário e por detrás a efectuar imposições de exigências meramente nacionalistas que irão beneficiar a eles em primeira mão, resta saber, para nós Portugueses, se a questão da maioria qualificada irá beneficiar Portugal e os restantes países mais pequenos e populosos. Volto a questionar a forma como a pergunta do referendo foi colocada. Não concordo com a maioria qualificada, no entanto, concordo com a existência de uma Constituição Europeia. Quanto ao texto da Constituição, tenho sérias reservas quanto a este mas, como tudo na vida ou quase, pode ser emendado.
Uma particularidade da União Europeia que me seduziu foi a possibilidade de se criar um bloco que pudesse fazer frente aos EUA, não que, com isso, pretendesse que a União Europeia tivesse uma posição hegemónica e neo-colonialistas como os EUA têm actualmente. Pretendia que fossemos um barómetro, um ponto de referência e aproveitássemos a imensa cultura europeia, tão impregnada de culturas não-europeias, uma riqueza incalculável, fosse por assim dizer o ponto de referência com as devidas reservas e respeito pela diversidade cultural mundial. Com as movimentações que tenho observado ultimamente, temo, que a União Europeia seja, cada vez mais, um mito. Urge mudar muita coisa na União Europeia.

quarta-feira, dezembro 08, 2004

Inbicta

Após longa ausência, vou voltar a visitar a Cidade Invicta, o Porto. Espero ter umas histórias para contar quando voltar. Já estava com saudades de uma bela francesinha.

terça-feira, dezembro 07, 2004

Secreta

Sempre pensei que uma organização secreta fosse alvo do maior sigilo quanto aos nomes de quem trabalha para essa organização. Por cá, o SIS, vê os nomes dos seus dirigentes postos nos jornais para que toda a gente saiba quem são. É estranho mas acontece em Portugal.
Outro aspecto acerca da notícia veiculada hoje sobre a substituição do Director, aliás, Directora do SIS por um militar, é o facto de me parecer um pouco estranho, senão oportúno, pela contingência da perda do governo por parte daqueles que ainda, provisóriamente, se mantêm em poder. Que o SIS anda por aí a investigar todos nós sabemos mas o que é que investiga ou quem investiga é que não se sabe. O que se sabe é que o SIS está activo e por todo o lado.

�frica

É curioso verificar como abordamos conflitos entre nações de acordo com a zona geográfica onde estes eclodem. Na Europa, o conflito bósnio foi um conflito étnico, onde, termos como limpeza étnica foram utilizados para descrever os eventos que lá se passaram. Em �frica, os mesmos conflitos são considerados como sendo tribais. A diferença na abordagem do mesmo tema, nestes casos em que �frica e a Europa estão envolvidas, tem subjacente a pesada herança Neo-clássica que nos foi incutida pelos governos europeus como forma de justificar a presença dos países europeus em �frica e seu domínio sobre as populações indígenas. As potências europeias traçaram mapas de países sem respeitar as seculares nações que já existiam dentro desses territórios, e em muitos casos, estraçalharam nações em vários pedaços distribuídos de acordo com os recursos naturais que disponham no seu território. Actualmente, as divisões criadas pelos europeus servem para alimentar conflitos gerados quer por dirigentes africanos, quer ainda pelos países europeus para alcançar os apetecidos recursos naturais, e continuamos assim durante todo este tempo.
Devo confessar que me custa ouvir algumas teorias absolutamente idiotas acerca da pretensa natureza guerreira dos povos africanos e da forma como estes parecem não conseguir viver em paz entre eles. Dá-me a impressão que muitas pessoas julgam que os conflitos entre nações africanas dentro de um mesmo país que é a mesma coisa que um pretenso conflito entre alentejanos e algarvios ou entre portistas e benfiquistas. Fomos ensinados a menosprezar a identidade cultural dos povos africanos e a pensar de acordo com a teoria que “fomentava� a presença dos países europeus em �frica. A ideia que me referi é a de que os africanos precisavam de nós porque eram selvagens e não conheciam a civilização ocidental.
Há uma coisa que sempre me preocupei em seguir na minha vida. Devo viver a história do meu povo tal como ela é, ou seja, tenho que aprender com o que fiz de mal e com o que fiz de bem.
As reacções à dominação, em muitos aspectos, nefasta dos países europeus sobre �frica foi negativa, no entanto, não posso desculpar, nem tolerar ideologias racistas como reacção a outras ideologias racistas. Não posso tolerar ideologia que enalteçe a negritude nem a pureza racial do branco, por quanto, só conheço o OMO, que lava mais branco, como ideal de brancura.

segunda-feira, dezembro 06, 2004

Laranja manhosa

Já estava a estranhar o facto de ainda não ter aparecido nenhuma notícia acerca do caso de Camarate. De cada vez que o PSD se vê na iminência de sair do poder, sai sempre uma notícia acerca do caso Camarate. Já foram feitos milhares de estudos acerca do que terá sucedido no dia em que o avião de Sá Carneiro caíu e, todos eles, indicam que não há matéria de facto suficiente para alimentar a teoria de um atentado. Devo referir que não me pronunciarei acerca de qualquer umas das teorias em voga acerca do caso pois, apesar de muitos artigos escritos, não creio ter informação suficiente para me inclinar para qualquer umas das teorias. No entanto, só estranho é o timming das notícias acerca do caso Camarate. Se repararam, as notícias acerca do caso, vêem sempre em alturas de aperto eleitoral para o PSD. Parece-me que se pretende criar um mártir a todo o custo e assim cimentar a ideia latente da reedição da AD. Já comentei com algumas pessoas o meu receio acerca das próximas eleições. Todos contam com uma vitória esmagadora de Sócrates nas próximas eleições mas, eu pessoalmente, conto com um PSD exímio em propaganda barata e um eleitorado de sua cor que faz das várias votações uma romaria. Temo que, pelo facto das sondagens darem uma vitória certa de Sócrates, o nível de abstenção seja elevado e com isso, a AD, que está a incubar, me pregue um susto valente com a possibilidade de poder formar governo. Espero que a Esquerda veja a sua posição fortalecida no Governo com mais ou menos Sócrates mas que seja a esquerda a comandar os destinos do país nos próximos tempos.
Poderão pensar que estarei a exagerar, pois vos digo que espero bem que sim. Todo o cuidado é pouco neste momento. Não se esqueçam que o eleitorado laranja é idoso, adivinhem lá quem é que foi aumentado.

domingo, dezembro 05, 2004

Campo e a cidade

Já li, por diversas vezes, odes à vida no campo e mais propriamente, às pessoas dos meios rurais. Franqueza e sinceridade são os pilares da descrição que fazem sobre as pessoas dos meios rurais. Mas será essa a verdadeira essência das pessoas do campo? Sempre vi o campo e as pessoas que o habitam como uma só coisa, um único ser vivo, que é desconcertantemente por um lado e terno pelo outro. Muitos poderão pensar que há uma certa magia na forma primacial do trato das pessoas que vivem nos campos. As pessoas do campo, que são também o campo, são trágicas como o tempo e o mudar das estações o é. São generosas como a Primavera e duras como o Inverno. As primaveras são pródigas em fartura e resplendor, as pessoas do campo também o são. A franqueza e sinceridade das pessoas do campo é como a chuva numa tarde solarenga, vem inesperadamente, molha, faz-nos sentir os tremendos ossos do corpo, voltamos à forma primacial, aconchegamo-nos com medo do frio. Os elementos esculpem nas pessoas a sua alma o seu viver a sua dimensão, são pequeninas, têm consciência do seu papel no meio em que vivem.
A cidade, esse campo enorme de flores e árvores de pedra e cimento, têm pessoas pequeninas. Vivem num só dia as quatro estações do ano. São esculpidas pelos elementos. Circulam, correm e são moldadas pelos elementos mas não se apercebem o quão pequeninas são ao lado da floresta de pedra. A primavera é pródiga também na cidade, as pessoas são generosas quando estão em si na primavera.

sábado, dezembro 04, 2004

Pus-me a pensar

Pus-me a pensar e não falhando ao que é costumeiro da minha simples pessoa, saíu uma ideia espatafúrdia, como de habitual. Tenho uma série de contadores e sites trackers e dei por mim a pensar: " Não será isto um pouco Pidesco? esta mania de saber quem é que vem e de onde vem?" o que vale é que me passou depressa.

Parabéns ao Cacaoccino

Fez no outro dia um ano de existência, um blog de duas meninas muy simpáticas por supuesto e que eu tenho vindo a acompanhar. Como desnaturado que sou, já a minha mãe mo diz constasntemente, pequei por não ter feito, atempadamente, menção a tão jubilosa efemeridade. Assim, e esperando que não seja tarde demais, Parabéns miúdas!!! Continuem a presentear-nos com a vossa boa disposição e sentido crítico aguçado. Ganhei um hábito desde algum tempo para cá, não passo sem a minha dose de Chocolate.

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Tolerância

Não tive oportunidade de fazer uma menção especial à Luta contra a Sida por falta de tempo. No entanto, é curioso verificar que, por vezes, algo que parece positivo pode fazer-nos muito mal.
É tolerante pois não olha a raça, credo, convicções políticas, orientação sexual, sexo nem idade mas mata! Protegam-se do Virus HIV!

Caridade e consumismo

Lá estava o Oliveirinha a circular por entre uma dessas superfícies comerciais, autêntico hino ao consumismo desenfreado, quando fui abordado por uma simpática e assertiva moça de um stand. Eu parei e deixei que a moça me debitasse o discurso, minuciosamente estudado e decorado, a uma velocidade estonteante à razão de 10 palavras por segundo quase. Nada de estranho com este tipo de abordagem, no entanto, é agora o momento em que se diz “ Now the plot thickens! “, ou seja, agora vou explicar o que eu vi, como vi e qual a minha reacção a tudo aquilo.
Devo dizer, antes demais, que as obras de caridade são de salutar, como também é de salutar as pessoas que, por um motivo ou outro, prestam o seu trabalho ou auxílio a essas obras de caridade. Nem tudo o que luz é ouro, penso eu. A moça que referi anteriormente estava a trabalhar para uma obra de caridade que, através da venda de um cartão de descontos, iria auxiliar quatro instituições. Até aqui tudo bem senão fosse eu ser um tipo um pouco complicado por vezes, confesso. Faz-me um pouco de confusão certas obras de caridade que se aliam a empresas comerciais em que, as empresas comerciais, utilizam, de certa forma, a boa vontade das pessoas em ajudar o próximo para dessa forma angariar clientes. As empresas que aderiram ao cartão, dá-me a impressão, pensaram da seguinte forma: “ Vou queimar alguns impostos e angariar clientes com o engodo do desconto que esse cartão proporciona� Agora pergunto, nesta perspectiva, aonde está a Caridade? Assim custa-me dar seja lá o que for por causa dessas empresas “caridosas�. Quanto à moça, devo dizer, nada tenho a apontar, a não ser um pequeno detalhe. Quando esta debitava o discurso de uma forma mecanizada, a uma dada altura, só me lembrei daquelas máquinas que dizem: “ crrr crrr soy un iorro sin verguença, day me una moneda! Quiero hablar contigo� a moça que me desculpe mas foi isso que eu me lembrei quando a ouvi a debitar o discurso.
Moral da história, confesso que sou esquisito por vezes e que talvez seja pouco rígido com alguns valores e convicções pessoais mas, devo dizer também, o consumismo faz-me impressão, puxa de mim as mais estranhas reacções. Quanto à caridade, dou de bom grado, em dinheiro ou géneros às Instituições de caridade e não a essas joint-ventures com interesses pouco caridosos de certas empresas.