Já referi aqui a relatividade que as estatÃsticas assumem quando se analisam determinadas amostras com métodos ou critérios diferentes. Num artigo publicado na semana passada acerca da produtividade foi desmistificada a noção da improdutividade portuguesa. Nesse estudo acerca da produtividade, os EUA, lideram a lista dos paÃses mais produtivos do mundo. No entanto, essa lista foi elaborada com os critérios Norte-Americanos e, analisando os mesmos dados com critérios idênticos aos europeus, a surpresa instalou-se. Portugal, comparativamente com os EUA, foi o paÃs em que a produtividade mais cresceu de 1993 a 2003. Portugal tem um Ãndice de produtividade no rácio hora de trabalho/produção mais elevado do que os EUA.
Noutro estudo elaborado pelo gabinete de apoio à Internacionalização das empresas nipónicas, efectuado a todos os paÃses europeus incluindo os de Leste, Portugal foi apontado como o paÃs mais apetecÃvel em termos de instalação de indústrias nipónicas por dois factores determinantes. A capacidade de produção dos trabalhadores Portugueses e a perfeição do trabalho (rácio produção/desperdÃcio ou defeito) foram apontados como os factores indutores à preferência na instalação de empresas nipónicas no paÃs em detrimento de outros paÃses. No entanto, há um problema, um problema que impede a instalação dessas empresas em Portugal. O gabinete nipónico de apoio à Internacionalização aponta a falta de cultura de trabalho dos trabalhadores médios Portugueses e a desorganização como o factor que impede a instalação dessas empresas. Outro factor importante que este gabinete nipónico aponta é a falta de escolaridade dos trabalhadores médios Portugueses, ou seja, faltam licenciados e muitos 12ºs anos na força de trabalho Portuguesa. Isto fez-me pensar seriamente acerca do que é o estado de coisas em Portugal e do que seria ideal ser discutido em plena campanha eleitoral. Estes estudos foram realizados por entidades independentes e externas e focaram aquilo que é o real e concreto problema de Portugal. A Educação e a Organização.
Os candidatos às legislativas de 20 de Fevereiro, se for objectivo destes, o bem da Nação, deveriam debruçarem-se sobre o que há a fazer para melhorar a Educação e a Formação dos Portugueses, em vez de, como é hábito, indicarem que a salvação de Portugal passa por reduzir quadros de pessoal e combater uma pseudo falta de produtividade que afinal não existe. Como a organização vem de cima, essencialmente, o problema não está nos trabalhadores, que aos olhos dos dirigentes têm as costas largas, mas sim no Estado e nas chefias privadas. É claro como a água, os trabalhadores são produtivos as chefias não.
quinta-feira, fevereiro 03, 2005
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
Passar o tempo
Hoje em virtude de indisponibilidade minha para fazer um post por falta de tempo deixo-vos isto para se entreterem-se.
terça-feira, fevereiro 01, 2005
Pensamento do dia
Os sentimentos são o resguardo da parte mais intÃma da nossa vida. Os sentimentos são por assim dizer, as cuecas da vida.
Estebes, Humor de Perdição, 1988
Nesta altura o Herman José ainda fazia alguma coisa de jeito, actualmente, é a miséria que se vê na SIC.
Estebes, Humor de Perdição, 1988
Nesta altura o Herman José ainda fazia alguma coisa de jeito, actualmente, é a miséria que se vê na SIC.
segunda-feira, janeiro 31, 2005
Choque
Esta pré-campanha para as próximas legislativas tem vindo a ser pautada pelo choque. Uns apelam a um choque tecnológico, outros a um choque fiscal e por fim, o PP, apela a um choque de valores. Paulo Portas vai queimando os últimos cartuchos de sua toponÃmia ministerial dizendo que se propõe a efectuar um choque de valores, o que, bem visto, é chocante. O apelo a valores de nação, de Estado como garante do cidadão como cliente é manifestamente surrealista, no entanto, faço já aqui o meu pedido ao PP, como cliente do Estado, gosto das minhas torradas com bastante manteiga e bem torradinhas, para chá prefiro o de camomila se fizerem favor ou terei que pedir o Livro de Reclamações?! Poderia enumerar os imensos anacronismos dos pseudo-valores do PP mas creio que é manifestamente desnecessário por tão ridÃculos que estes são. Em resposta, se é que me é permita tal veleidade já que sou um plebeu, proponho, ao PP, um choque eléctrico de 220 volts com 10 amperes de intensidade para acalmarem os ânimos e de vez colocarem-se no seu devido lugar, a Quinta da Marina ou lá o que é o bairro deles.
Santana Lopes pediu a ajuda divina quando questionou, em congresso, qual seria a posição do PS acerca do casamento entre Homosexuais e a Lei do aborto. Presumindo que o PS teria um posição que ultrapassa-se a insipÃa costumeira, apelou a Deus para que nos guardasse do casamento entre Homossexuais e a legalização do aborto. Se eu fosse Deus condenava Sanatana Lopes a uma gripe crónica que o impedisse de falar, a bem da Nação. Nunca imaginei que uma gripe fosse tão importante para Portugal quanto está a ser a de Santana Lopes, pois, enquanto padece da mesma, está calado. Que benção divina para Portugal quando este está calado!
Na escala do escárnio e maldizer, este post, terá atingido o grau 8.3 na mesma escala, prevendo-se um tsunami para a Direita lá para o dia 20 de Fevereiro bem calhando.
Santana Lopes pediu a ajuda divina quando questionou, em congresso, qual seria a posição do PS acerca do casamento entre Homosexuais e a Lei do aborto. Presumindo que o PS teria um posição que ultrapassa-se a insipÃa costumeira, apelou a Deus para que nos guardasse do casamento entre Homossexuais e a legalização do aborto. Se eu fosse Deus condenava Sanatana Lopes a uma gripe crónica que o impedisse de falar, a bem da Nação. Nunca imaginei que uma gripe fosse tão importante para Portugal quanto está a ser a de Santana Lopes, pois, enquanto padece da mesma, está calado. Que benção divina para Portugal quando este está calado!
Na escala do escárnio e maldizer, este post, terá atingido o grau 8.3 na mesma escala, prevendo-se um tsunami para a Direita lá para o dia 20 de Fevereiro bem calhando.
domingo, janeiro 30, 2005
sexta-feira, janeiro 28, 2005
Alia jacta est
O Tiago do Litanias lançou este desafio para mim no blog dele. Eu, como não sou de me encolher respondi às questões que estão a ser colocadas numa corrente cujo objectivo é, de certa forma, impedir que o Santana Lopes seja reeleito ( não me perguntem porquê mas é o que consta).
1 – Have you ever used toys or other things during sex?
Um fato de pirata conta como brinquedo?
2 – Would you consider using dildos or other sexual toys in the future?
Dildos e outros brinquedos sexuais são como as cábulas, não há nada como levar a matéria bem estudada para o exame.
3 – What is your kinkiest fantasy you have yet to realize?
Gostava de ver o Bush em guantanamo num gangbang Sado-Masoquista com os prisioneiros e no final ponha-lhe uma maçã na boca e ligava-lhe os tin tins aos eléctrodos da cadeira eléctrica que ele tanto usou no Estado do Texas ( se calhar estava a estragá-lo com mimos mas que se lixe).
4 – Who gave you this dildo?
O amigo Tiago do Litanias é que me pregou esta partida mas eu, sem querer ser vingativo, vou qualquer das vias lançar o desafio a mais quatro pessoas:
Manji
Agente Secreto
Panquecas
AnalÃtica
Congeminações
O pessoal que não tem blog envie a resposta para o meu email ( raminhos por email) que irei postar posteriomente as respostas. Não se acorbadem
1 – Have you ever used toys or other things during sex?
Um fato de pirata conta como brinquedo?
2 – Would you consider using dildos or other sexual toys in the future?
Dildos e outros brinquedos sexuais são como as cábulas, não há nada como levar a matéria bem estudada para o exame.
3 – What is your kinkiest fantasy you have yet to realize?
Gostava de ver o Bush em guantanamo num gangbang Sado-Masoquista com os prisioneiros e no final ponha-lhe uma maçã na boca e ligava-lhe os tin tins aos eléctrodos da cadeira eléctrica que ele tanto usou no Estado do Texas ( se calhar estava a estragá-lo com mimos mas que se lixe).
4 – Who gave you this dildo?
O amigo Tiago do Litanias é que me pregou esta partida mas eu, sem querer ser vingativo, vou qualquer das vias lançar o desafio a mais quatro pessoas:
Manji
Agente Secreto
Panquecas
AnalÃtica
Congeminações
O pessoal que não tem blog envie a resposta para o meu email ( raminhos por email) que irei postar posteriomente as respostas. Não se acorbadem
Vamos aprendendo
Fiquei a saber qual a origem desse nome, tão lisboeta, que dão ao café, a bica através deste blog.Já sabia que a origem do nome Pataias, localidade perto de Leiria, tem a origem do seu nome devido a um episódio que envolveu D.Dinis e uma aia que, após ter irritado o Rei, este, disse à aia: Aia á pata!! o mesmo que dizer apeia-te. Também há uma localidade chamada Sardão que deveu o seu nome, enfim...era um cavaleiro e.....Sardão tão a ver?! Acho que vou ficar por aqui sob o risco de me fazer parecer com o Hermano Saraiva e eu não quero isso, o fascizóide!
quinta-feira, janeiro 27, 2005
Piada que é e não é piada
Num dias destes em que o sono tardava a chegar e eu vi-me algures num sofá em frente à televisão a fazer aquele gesto tão moderno que é o zapping, parei algures no canal SIC Mulher. Não fiquei a ver os programas de decoração nem nada no género mas sim, uma série “cómica�de Whoopi Goldberg, em que a uma dada altura foi feito um comentário por uma das personagens da série acerca dos Portugueses. Transcrevo aqui as ideias principais do diálogo, mas não na integra como é óbvio. A história passa-se da seguinte forma:
Whoopi Goldberg é proprietária de uma pequena residencial com alguns funcionários, entre os quais está um indivÃduo Iraniano que foi, recentemente, promovido de Handyman a recepcionista. Este Iraniano tem uma particularidade, de cada vez que alguém vai à recepção e se refere a este como árabe, o recepcionista Iraniano, vai aos arames dizendo que é Persa e não árabe. Numa destas cenas, e após um assédio de fúria do Iraniano quando abordado por um cliente que o chamou de Ã�rabe eis o diálogo que se gerou após a saÃda do cliente:
Whoopi: Nasim o que é que se passa contigo?
Nasim: Eu fico furioso de cada vez que alguém me chama de �rabe !! Eu sou Persa! Será que não é óbvio?!
Whoopi: Não Nasim para mim não é óbvio. Quer dizer eu sei que tu és Persa porque te conheço, mas, para outras pessoas que não te conheçam é difÃcil porque vocês parecem todos iguais.
Nasim: Mas há uma diferença enorme!!
Whoopi : Vá lá Nasim sê compreensivo senão eu impeço-te de ouvir Soul music.
Nasim: Soul Music!! Bah eu não gosto assim tanto de Soul Music!!
Whoopi: ( cantarolando uma canção Soul Nasim começa a acompanhar a música) Vês Nasim eu sabia que tu não podias passar sem soul music. Esquece lá isso e não ligues muito a essa questão.
Nasim: Tens razão se calhar, vou-me conter.
Whoopi: Vá lá então de volta para o teu posto de trabalho.
Nasim: Sabes uma coisa que eu odeio?
Whoopi: O quê?
Nasim: Os Portugueses!!
Whoopi: Os Portugueses?! Porquê?
Nasim: Eles estão em todo o mundo, em todo o canto.(risos gravados)
Ora bem, aqui, devo-vos confessar que o meu sangue gelou completamente. Fiquei com a nÃtida sensação de não saber como reagir a esta “piadaâ€� até porque não sei se é piada ou não. Alguém me consegue explicar o que eles pretendiam com esta piada acerca dos Portugueses? Já enviei um mail para a NBC no link directo para a série cómica e a resposta foi dada por uma amável máquina indicando que devido à afluência enorme de emails para a produção que provalmente não teria resposta e que consultasse os FAQ´s a ver se lá teria a resposta à minha questão. Mas ou meus amigos, o que é isto hum….?!
Whoopi Goldberg é proprietária de uma pequena residencial com alguns funcionários, entre os quais está um indivÃduo Iraniano que foi, recentemente, promovido de Handyman a recepcionista. Este Iraniano tem uma particularidade, de cada vez que alguém vai à recepção e se refere a este como árabe, o recepcionista Iraniano, vai aos arames dizendo que é Persa e não árabe. Numa destas cenas, e após um assédio de fúria do Iraniano quando abordado por um cliente que o chamou de Ã�rabe eis o diálogo que se gerou após a saÃda do cliente:
Whoopi: Nasim o que é que se passa contigo?
Nasim: Eu fico furioso de cada vez que alguém me chama de �rabe !! Eu sou Persa! Será que não é óbvio?!
Whoopi: Não Nasim para mim não é óbvio. Quer dizer eu sei que tu és Persa porque te conheço, mas, para outras pessoas que não te conheçam é difÃcil porque vocês parecem todos iguais.
Nasim: Mas há uma diferença enorme!!
Whoopi : Vá lá Nasim sê compreensivo senão eu impeço-te de ouvir Soul music.
Nasim: Soul Music!! Bah eu não gosto assim tanto de Soul Music!!
Whoopi: ( cantarolando uma canção Soul Nasim começa a acompanhar a música) Vês Nasim eu sabia que tu não podias passar sem soul music. Esquece lá isso e não ligues muito a essa questão.
Nasim: Tens razão se calhar, vou-me conter.
Whoopi: Vá lá então de volta para o teu posto de trabalho.
Nasim: Sabes uma coisa que eu odeio?
Whoopi: O quê?
Nasim: Os Portugueses!!
Whoopi: Os Portugueses?! Porquê?
Nasim: Eles estão em todo o mundo, em todo o canto.(risos gravados)
Ora bem, aqui, devo-vos confessar que o meu sangue gelou completamente. Fiquei com a nÃtida sensação de não saber como reagir a esta “piadaâ€� até porque não sei se é piada ou não. Alguém me consegue explicar o que eles pretendiam com esta piada acerca dos Portugueses? Já enviei um mail para a NBC no link directo para a série cómica e a resposta foi dada por uma amável máquina indicando que devido à afluência enorme de emails para a produção que provalmente não teria resposta e que consultasse os FAQ´s a ver se lá teria a resposta à minha questão. Mas ou meus amigos, o que é isto hum….?!
terça-feira, janeiro 25, 2005
Voto Jovem
Um estudo efectuado em Portugal acerca das intenções de voto dos jovens Portugueses revela que os jovens portugueses não têm um partido definido, não votam mas estão alertados e consciencializados para questões como conflitos Internacionais, fome, desastres naturais e assimetrias globais. Sem tirar a devida importância da participação de todos nas eleições e, consequentemente, no destino do nosso paÃs, não é de admirar que a juventude portuguesa veja as coisas desta forma atendendo à classe polÃtica que temos e que da qual dou alguns exemplos têm conduzido o paÃs para um espectro negro em termos de futuro: Santana Lopes, Paulo Portas, Morais Sarmento entre outros.
Qualquer das vias a questão não se esgota por aqui. Temos que ter em conta um pormenor importante para a equação que é, indubitavelmente, o multifacetismo de um voto actual. Actualmente, um voto depositado nas urnas em Portugal ou em qualquer outro paÃs europeu determina, acima de tudo, pela vontade expressa da maioria dos votos, a condução do destino de um paÃs num mundo global. A vitória do partido A ou B, determinará a forma como as polÃticas externas serão conduzidas, e daÃ, o próprio destino também desse paÃs. Um exemplo flagrante desta disposição, e deste leque de facetas, é a Espanha. Asnar decidiu, à semelhança de Durão Barroso, apoiar a invasão do Iraque por parte da coligação EUA/Reino Unido e o resultado não se fez esperar a 11 de Março de 2004. Tendo em conta que, um voto actualmente, é muito mais do que a escolha simples e directa de um determinado partido, mas sim, a escolha de um partido e de um enquadramento polÃtico internacional, pelo menos, não admira que, os jovens portugueses, não se sintam suficientemente convencidos em votar num determinado Partido, já que estes, em Portugal e no Mundo Ocidental, uns mais que outros é claro, estão a contribuir para o estado de coisas actual em termos de polÃticas globais que estão a fomentar o aumento do declive entre paÃses desenvolvidos e sub-desenvolvidos.
Qualquer das vias a questão não se esgota por aqui. Temos que ter em conta um pormenor importante para a equação que é, indubitavelmente, o multifacetismo de um voto actual. Actualmente, um voto depositado nas urnas em Portugal ou em qualquer outro paÃs europeu determina, acima de tudo, pela vontade expressa da maioria dos votos, a condução do destino de um paÃs num mundo global. A vitória do partido A ou B, determinará a forma como as polÃticas externas serão conduzidas, e daÃ, o próprio destino também desse paÃs. Um exemplo flagrante desta disposição, e deste leque de facetas, é a Espanha. Asnar decidiu, à semelhança de Durão Barroso, apoiar a invasão do Iraque por parte da coligação EUA/Reino Unido e o resultado não se fez esperar a 11 de Março de 2004. Tendo em conta que, um voto actualmente, é muito mais do que a escolha simples e directa de um determinado partido, mas sim, a escolha de um partido e de um enquadramento polÃtico internacional, pelo menos, não admira que, os jovens portugueses, não se sintam suficientemente convencidos em votar num determinado Partido, já que estes, em Portugal e no Mundo Ocidental, uns mais que outros é claro, estão a contribuir para o estado de coisas actual em termos de polÃticas globais que estão a fomentar o aumento do declive entre paÃses desenvolvidos e sub-desenvolvidos.
segunda-feira, janeiro 24, 2005
Esperteza saloia
Por vezes, no Ocidente, e em especial no Extremo Ocidente, denominação que é atribuÃda por amigo meu quando se refere aos Estados Unidos, há a tentação de equacionar algumas questões como sendo do foro Internacional apenas pelo facto de se pensar que, nos paÃses de Terceiro Mundo, os locais, não são capazes, de todo, gerir os recursos naturais. Esta visão é, obviamente, enferma de um erro de cálculo, gravÃssimo, que reside no facto de se esquecer, continuamente, que um dos maiores problemas dos paÃses do Terceiro Mundo reside na exploração gananciosa, por parte dos paÃses “desenvolvidosâ€�, dos recursos naturais. DaÃ, recebi por email a transcrição de um discurso, proferido pelo Ministro da Educação do Brasil, aquando de uma palestra promovida por uma Universidade Norte-Americana. O tema da palestra era a possÃvel Internacionalização da Floresta Amazónica, tema que tem vindo a suscitar bastantes palestras e palavras “muy dotasâ€� proferidas por alguns iluminados Norte-Americanos que pensam que o Mundo seria muito infeliz se não existissem os Estados Unidos. Se eles soubessem….Eis a transcrição do discurso do Ministro da Educação Brasileiro a propósito do tema mencionado anteriormente. Tudo isto foi originado pela esperteza saloia de um aluno Norte-Americano quando coloca a questão da Internacionalização da Floresta Amazónica da seguinte forma: Responda como Humanista e não como Brasileiro, o que acha da Internacionalização da Floresta Amazónica?
Eis a resposta a tamanha esperteza saloia:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos paÃses ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um paÃs. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar paÃses inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de Todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruÃdo pelo gosto de um proprietário ou de um paÃs. Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de paÃses tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que NovaYork, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos, Manhatan, deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, BrasÃlia, Recife, cada cidade, com sua beleza especÃfica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os Arsenais nucleares dos EUA até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dÃvida. Comecemos usando essa dÃvida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o paÃs onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa!"
Eis a resposta a tamanha esperteza saloia:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos paÃses ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um paÃs. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar paÃses inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de Todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruÃdo pelo gosto de um proprietário ou de um paÃs. Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de paÃses tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que NovaYork, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos, Manhatan, deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, BrasÃlia, Recife, cada cidade, com sua beleza especÃfica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os Arsenais nucleares dos EUA até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dÃvida. Comecemos usando essa dÃvida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o paÃs onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa!"
Inegável bom gosto
Meus caros e caras, a mãe Oliveirinha, tem um inegável bom gosto senão vejamos o que a Mãe Oliveirinha disse quando estava a ver o jogo do Sporting:
" O equipamento do Sporting é o mais bonito do campeonato."
Convinhamos, a mãe Oliveirinha tem um inegável bom gosto. Saudações Leoninas.
" O equipamento do Sporting é o mais bonito do campeonato."
Convinhamos, a mãe Oliveirinha tem um inegável bom gosto. Saudações Leoninas.
sábado, janeiro 22, 2005
Mediterrâneo ou mediterranico eis a questão
Por diversas vezes ouvimos já falarem acerca de Portugal como um paÃs mediterranico. Até aqui tudo bem, pois, genéricamente e não geográficamente, somos de facto um paÃs mediterranico. Contudo, temos que observar um detalhe importante sobre toda esta matéria que é, sem margem para dúvida, o perigo da generalização. Existe um fio conductor entre os vários paÃses da bacia do mediterraneo, Norte de Ã�frica incluÃdo, mas que, a meu ver, não pode ser generalizado ostencivamente como é feito por várias pessoas. Crer-se que Portugal e Espanha são exactamente iguais é um erro, como é também, dizer-se que são diagonalmente oposto pois, acima de tudo somos, Portugal e Espanha, ibéricos. Há as devidas diferenças entre os vários paÃses mediterranicos concerteza e nesta matéria creio que a grande divisão cultural entre o Sul da Europa e o Norte da Europa está concretamente num outro factor que não o Mediterraneo. Creio que a divisão está concentrada entre os paÃses sob religião católica maioritária e os paÃses de religião maioritária protestante. Esta sim é a verdadeira "divisão" cultural entre as duas Europas, veja-se o exemplo da Alemanha com o Sul católico e o Norte protestante. O que acham?
sexta-feira, janeiro 21, 2005
Fazer as Pazes com a História
Sempre achei curioso o fenómeno das excursões de ex-combatentes do Ultramar aos locais para onde foram mobilizados. Homens que foram mobilizados para uma guerra sem sentido, privados de parte da sua juventude, providos de um sentimento nostálgico para com a terra que conheceram da pior e menos auspiciosa forma. Contudo, é curioso verificar o sentimento, talvez um certo apego, aos locais onde estiveram a combater um inimigo que lhes foi oferecido como sendo terrorista. Creio que estamos perante um sentimento tipicamente Português e que, porventura, será difÃcil igualar por outros povos.
É certo que foram cerca de um milhão de homens, durante todo o perÃodo de guerra, para as ex-colónias combaterem os movimentos independentistas dos povos africanos que mantÃnhamos obstinadamente sob nosso domÃnio, e que, no meio de uma guerra injusta, cometeram-se alguns excessos e crimes de guerra também convÃnhamos. No entanto, é curioso verificar como é que homens que combateram em Ã�frica procuram regressar aos locais de combate para acerto da alma. O sentimento é o de terem feito o que lhes foi incumbido fazer com as devidas reservas morais de cada soldado para não cometer os excessos que existiram mas que, felizmente, não foram generalizados. A história tem a tendência de se repetir e a Guerra no Iraque, pelo menos em termos de argumentação de legitimação da guerra, tem contornos idênticos à Guerra Colonial Portuguesa. A questão do “terrorismoâ€� e do policiamento dos territórios sob o domÃnio demonÃaco dos terroristas foi a legitimação, pensava o governo fascista Português, de um conflito sem sentido algum. Actualmente, a Guerra no Iraque, também é enferma na tentativa de legitimação, por parte da Coligação, de uma guerra sem sentido contra o terrorismo, utilizando quase a mesma argumentação. Gostaria de saber se, os militares Norte-Americanos, daqui a uns anos, farão “excursõesâ€� ao Iraque para fazer as pazes com a História.
É certo que foram cerca de um milhão de homens, durante todo o perÃodo de guerra, para as ex-colónias combaterem os movimentos independentistas dos povos africanos que mantÃnhamos obstinadamente sob nosso domÃnio, e que, no meio de uma guerra injusta, cometeram-se alguns excessos e crimes de guerra também convÃnhamos. No entanto, é curioso verificar como é que homens que combateram em Ã�frica procuram regressar aos locais de combate para acerto da alma. O sentimento é o de terem feito o que lhes foi incumbido fazer com as devidas reservas morais de cada soldado para não cometer os excessos que existiram mas que, felizmente, não foram generalizados. A história tem a tendência de se repetir e a Guerra no Iraque, pelo menos em termos de argumentação de legitimação da guerra, tem contornos idênticos à Guerra Colonial Portuguesa. A questão do “terrorismoâ€� e do policiamento dos territórios sob o domÃnio demonÃaco dos terroristas foi a legitimação, pensava o governo fascista Português, de um conflito sem sentido algum. Actualmente, a Guerra no Iraque, também é enferma na tentativa de legitimação, por parte da Coligação, de uma guerra sem sentido contra o terrorismo, utilizando quase a mesma argumentação. Gostaria de saber se, os militares Norte-Americanos, daqui a uns anos, farão “excursõesâ€� ao Iraque para fazer as pazes com a História.
quinta-feira, janeiro 20, 2005
Narcisismo BloguÃstico
Já me tinha chegado aos ouvidos que, o fenómeno dos blogues, vulgo blogoesfera, tinha atingido proporções significativas junto do que é a matriz de formação da opinião do público em geral. Como tal, e com as consequentes repercussões sob um narcisismo encapotado de alguns personagens da ribalta polÃtica nacional, eis a entrada de vários candidatos à s próximas eleições no mundo ultradimensional do blogues. Exemplos são vários como o de António Seguro e Morais Sarmento. Penso, parafraseando Alamada Negreiros, que sei todas as coisas, não sei é o que é a coisa. Como tal, sem querer opôr nenhum pseudo código de ética ou moral e bom costume da blogoesfera à s intenções dos novos blogueiros, cumpre pensar realmente o que é que este fenómeno significa. Sabe-se que vários blogues são tidos como fonte da informação de milhares de pessoas para manterem-se informadas, filtrando assim os meios de comunicação tradicionais, e dessa forma formarem a sua opinião. A blogoesfera atingiu proporções tais que, candidatos a eleições, iniciaram blogues próprios. Mas afinal o que se pretende com esses blogues? Irão editar as suas memórias, os seus pensamentos? Creio que o melhor é verificar o eles têm para dizer, se é que têm alguma coisa para dizer. Na minha óptica, nada mais é do que meros instrumentos de propaganda barata, estratégia de Marketing.
quarta-feira, janeiro 19, 2005
Irmãs Madalenas
Os conventos de Maria Madalena na Irlanda eram administrados pelas freiras da Misericórdia em nome da Igreja Católica. Acolhiam raparigas enviadas pelas famÃlias ou por orfanatos, que ficavam aà encerradas e eram obrigadas a trabalhar para expiar os seus pecados. Pecados das mais diversas naturezas: desde ser mãe solteira a ser demasiado bonita ou demasiado feia, demasiado simples, demasiado inteligente, vÃtima de violação e por esses pecados trabalhavam sem receber qualquer tipo de remuneração 364 dias por ano, e passavam fome, e eram vÃtimas de castigos fÃsicos, humilhações, violência fÃsica e mental, e separavam-nas dos filhos. As penas que tinham de cumprir eram ilimitadas. Algumas mulheres viveram e morreram nos conventos. O último convento encerrou na Irlanda em 1996. o filme baseia-se no ponto de vista de quatro destas jovens nos anos 60, uma época de libertação de costumes para as mulheres. No entanto, estas jovens católicas viviam num pesadelo quase medieval. O filme explora o desenvolvimentos das suas personalidades, num ambiente controlado e dominado por mulheres virgens, servas de Deus, esposas de Cristo. Cada uma ao seu modo, as jovens tentam revoltar-se e as suas vidas seguem trajectórias distintas. É um filme de ficção, que lamentavelmente se baseia numa história verdadeira.
Aconselho, para quem tem um estômago forte, verem este filme Peter Mullan que retrata as atrocidades cometidas, sobre jovens na Irlanda, em Nome de Deus e da expiação de pecados, pelas Irmãs da Ordem Religiosa das Irmãs de Madalena. Faço qualquer das vias as devida excepção para outras ordens de religiosas que não poderão ser colocadas no mesmo saco.
Aconselho, para quem tem um estômago forte, verem este filme Peter Mullan que retrata as atrocidades cometidas, sobre jovens na Irlanda, em Nome de Deus e da expiação de pecados, pelas Irmãs da Ordem Religiosa das Irmãs de Madalena. Faço qualquer das vias as devida excepção para outras ordens de religiosas que não poderão ser colocadas no mesmo saco.
Obrigado Ridufa
A Ridufa do Luz de uma Vela enviou-me uma animação excelente que retrata a vida num apartamento e em termos de animação e conteúdo está muito bom. Obrigado Ridufa, é por essas e por outras que viver no campo tem as suas vantagens.
terça-feira, janeiro 18, 2005
Desenvolvimento
Sempre tive a noção de que um paÃs, para ser verdadeiramente desenvolvido, deveria fazer uma verdadeira e nÃtida aposta na Investigação CientÃfica e Educação. Em Portugal, isto, não é feito, sendo considerado um custo demasiado excessivo para os cofres do Estado. Quando Portugal entrou na União Europeia, a Irlanda, estava na cauda da Europa, no entanto, quase vinte anos volvidos, Portugal está bem atrás da Irlanda. O investimento realizado na Educação e na Investigação tecnológico pela Irlanda produziu os seus frutos, por cá, temos mais auto-estradas e vários sectores produtivos do paÃs completamente devassados e vendidos ao preço da uva mijona literalmente. Pergunto-me até quando? Até quando é que a Investigação CientÃfica e a Educação serão tão desprezadas?
Espanha investiu no projecto Airbus e facilmente poderemos pensar que, A Espanha, investiu com o intuÃto de obter lucros com as vendas do novo aparelho da Airbus. Não foi esse o ganho significativo de Espanha, foi antes, a imagem de inovação e capacidade tecnológica que Espanha transmitiu para o estrangeiro e, consequentemente, as empresas exportadoras espanholas. Será tão difÃcil perceber isto?
Espanha investiu no projecto Airbus e facilmente poderemos pensar que, A Espanha, investiu com o intuÃto de obter lucros com as vendas do novo aparelho da Airbus. Não foi esse o ganho significativo de Espanha, foi antes, a imagem de inovação e capacidade tecnológica que Espanha transmitiu para o estrangeiro e, consequentemente, as empresas exportadoras espanholas. Será tão difÃcil perceber isto?
Adenda
Devo fazer uma pequena adenda ao post anterior intitulado Anita vai à China apenas para referir o seguinte:
O Presidente da República, Jorge Sampaio, cometeu um erro crasso ao permitir que um Governo, não eleito, subisse ao poder. Depois disso, decidiu dissolver o governo e convocar eleições antecipadas, o que, a meu ver, só peca por tardio. No entanto, não deixo de suspeitar que, a decisão de dissolver o parlamento, só foi tomada após pressão da Banca e grandes empresários exercida sobre o presidente da república. Somente isto explica o que Jorge Samapaio disse, e a forma como o disse, na visita oficial à China. Quanto a traições, facadas e outras actividades circenses, estas, deixo-as a Santana Lopes, esse sim, o verdadeiro mestre e pessoa com propriedade para falar acerca disso.
O Presidente da República, Jorge Sampaio, cometeu um erro crasso ao permitir que um Governo, não eleito, subisse ao poder. Depois disso, decidiu dissolver o governo e convocar eleições antecipadas, o que, a meu ver, só peca por tardio. No entanto, não deixo de suspeitar que, a decisão de dissolver o parlamento, só foi tomada após pressão da Banca e grandes empresários exercida sobre o presidente da república. Somente isto explica o que Jorge Samapaio disse, e a forma como o disse, na visita oficial à China. Quanto a traições, facadas e outras actividades circenses, estas, deixo-as a Santana Lopes, esse sim, o verdadeiro mestre e pessoa com propriedade para falar acerca disso.
segunda-feira, janeiro 17, 2005
Perplexo
Fiquei perplexo quando ouvi a notÃcia acerca de um estudo efectuado ao Sistema de Saúde Português que indicava que pelo menos 36.000 óbitos poderiam ter sido evitados se existissem melhores cuidados de saúde e, essencialmente, meios de rastreio e prevenção de doenças. Num época em que o combate ao défice orçamental está na ordem do dia, é importante verificar como a Administracção pública desperdiça milhões de Euros em cuidados de saúde que poderiam ser evitados com acções de rastreio.
Anita vai à China
A visita oficial de Jorge Sampaio à República Popular da China tem causado, em mim, alguma indignação, não pela simples visita, mas sim, pelos constantes e sucessivos discursos, qual brochuras comerciais da China, ditos por quem se intitula o paladino da Democracia. Faz-me impressão a forma cândida como tem vindo a ser abordado um paÃs que viola insistentemente os mais básicos e fundamentais direitos consagrados pela declaração universal dos direitos dos homens. É importante referir que, enquanto o Jorginho passeava de comboio a 400Km/hora, percorria um paÃs que:
Utiliza a Penal capital com requintes de malvadez, ou seja, utiliza a execução de prisioneiros com uma bala na nuca que, religiosamente, terá que ser paga pelos familiares, a bala refiro-me.
Não respeita o princÃpio da liberdade religiosa ao perseguir católicos e seguidores do Falong Dong.
Ocupou o Tibete e, militantemente, tem procurado destruir a cultura Tibetana.
Utiliza o trabalho escravo de prisioneiros polÃticos em fábricas.
Possuà um programa de armamento nuclear ao que parece bastante avançado.
É responsável pela destruição do meio ambiente através da construção de barragens megalómanas que alagaram e destruÃram milhares de hectares de habitats únicos no planeta.
Fomenta a polÃtica exploratória da mão-de-obra para alicerçar uma polÃtica capitalista do mais selvagem que pode existir.
Enquanto isto, o Presidente da República, apresenta uma série de exemplos a seguir por Portugal. Para mais enaltece, e bem, o facto de Macau estar actualmente numa situação económica mais favorável do que quando era governado por Portugal. Para mim, há coisas que são evidentes mas que, com um pingo de vergonha e vontade de reflexão, nem se diziam às bandeiras despregadas.
Esta visita de Jorge Sampaio fez-me recuar um pouco no tempo e recordar-me duas decisões importantes que este tomou. A primeira de permitir a subida ao poder de um Primeiro-ministro sem ser eleito, e a segunda de ter dissolvido o governo desse Primeiro-ministro não eleito. Percebi, através das declarações de Jorge Sampaio, o porquê real das duas decisões mencionadas. Livre de qualquer vontade própria, Jorge Sampaio tomou estas duas decisões por vontade de lobbies industriais e financeiros. Se verificarmos o conteúdo das declarações de Jorge Sampaio durante a visita à China, percebemos facilmente o quão maneatado está o Presidente da República.
Por fim devo referir um aspecto que, para mim, é importante. A possÃvel, e quase iminente, falência da indústria têxtil portuguesa, pelo menos, como a conhecemos actualmente, não me assusta. Se formos a ver que é esta a responsável pela criação de milhares de postos de trabalho mal pagos e exploratórios, com benefÃcio no enriquecimento de alguns “empresáriosâ€� que andam a de Ferrari à custa da evasão fiscal e salários baixos. Do caos nasce a ordem.
Utiliza a Penal capital com requintes de malvadez, ou seja, utiliza a execução de prisioneiros com uma bala na nuca que, religiosamente, terá que ser paga pelos familiares, a bala refiro-me.
Não respeita o princÃpio da liberdade religiosa ao perseguir católicos e seguidores do Falong Dong.
Ocupou o Tibete e, militantemente, tem procurado destruir a cultura Tibetana.
Utiliza o trabalho escravo de prisioneiros polÃticos em fábricas.
Possuà um programa de armamento nuclear ao que parece bastante avançado.
É responsável pela destruição do meio ambiente através da construção de barragens megalómanas que alagaram e destruÃram milhares de hectares de habitats únicos no planeta.
Fomenta a polÃtica exploratória da mão-de-obra para alicerçar uma polÃtica capitalista do mais selvagem que pode existir.
Enquanto isto, o Presidente da República, apresenta uma série de exemplos a seguir por Portugal. Para mais enaltece, e bem, o facto de Macau estar actualmente numa situação económica mais favorável do que quando era governado por Portugal. Para mim, há coisas que são evidentes mas que, com um pingo de vergonha e vontade de reflexão, nem se diziam às bandeiras despregadas.
Esta visita de Jorge Sampaio fez-me recuar um pouco no tempo e recordar-me duas decisões importantes que este tomou. A primeira de permitir a subida ao poder de um Primeiro-ministro sem ser eleito, e a segunda de ter dissolvido o governo desse Primeiro-ministro não eleito. Percebi, através das declarações de Jorge Sampaio, o porquê real das duas decisões mencionadas. Livre de qualquer vontade própria, Jorge Sampaio tomou estas duas decisões por vontade de lobbies industriais e financeiros. Se verificarmos o conteúdo das declarações de Jorge Sampaio durante a visita à China, percebemos facilmente o quão maneatado está o Presidente da República.
Por fim devo referir um aspecto que, para mim, é importante. A possÃvel, e quase iminente, falência da indústria têxtil portuguesa, pelo menos, como a conhecemos actualmente, não me assusta. Se formos a ver que é esta a responsável pela criação de milhares de postos de trabalho mal pagos e exploratórios, com benefÃcio no enriquecimento de alguns “empresáriosâ€� que andam a de Ferrari à custa da evasão fiscal e salários baixos. Do caos nasce a ordem.
sábado, janeiro 15, 2005
Hoje e só hoje
Hoje estou de molho. Isto de estar até às quatro da manhã, após um dia atribulado como foi o de ontem, à conversa com fellow bloggers, com bejecas à mistura, tem muito que se lhe diga. Já agora será que custava muito, quando fazem comentários, deixarem lá o vosso mail? Por vezes levantam-se questões cuja resposta não poderá ser dada através dos comentários. Portem-se mal que hoje é sábado dia do Saturday night fever.
sexta-feira, janeiro 14, 2005
Conselho de amigo
Como sou um amigalhaço de todos vós, aconselho vivamente a não tentarem sair do carro, à pressa, com o cinto de segurança ainda posto. Em especial se essa situação occorrer numa rua muito movimentada, pois, a risota é imensa e o melão enorme. Needless to say que isto aocnteceu a mim.
quinta-feira, janeiro 13, 2005
Está bem mas....
Tenho como hábito e valor moral, inabalável, não fazer menção da muita ou pouca beleza de quem quer que seja, pois, acima de tudo, aprecio muito mais a beleza do que uma mulher me tem para dizer do que propriamente o embrulho da respectiva. No entanto, há situações, ou melhor, excepções que confirmam a regra. Um moçoilo saudável e bem disposto como eu, quando abordado por uma jovem enviando a respectiva sinaléctica, é lisonjeiro sim senhor. Qualquer das vias a moça podia ter feito o bigode e lavado os dentes, não custava mesmo nada!!
quarta-feira, janeiro 12, 2005
Entrei em transe mais uma vez
Após ter estado duas horas à espera para ser atendido numa repartição pública apercebi-me, na altura, que estou provido de uma paciência de santo. Mais tarde, e quando comecei a refazer-me de toda a situação desgastante a que fui sujeito, apercebi-me que afinal não é de paciência que se trata mas sim de transe. Foi o que me aconteceu quando me deparei com duas horas de espera para ser atendido e dei por mim num estado de transe quase profundo. Fiquei a saber que a Bábá está no último ano do curso de Direito e que já tem casa quase pronta. Fiquei a saber também que o Natal da funcionária pública foi muito bom pelo número de vezes que esta repetiu esta história de cada vez que atendia um novo utente/cliente. Aliás, gostaria de salientar a forma célere e resoluta como a funcionária contou o seu natal a todos os presentes, mais ou menos, à média de três vezes a mesma história por utente/cliente. Durante as duas horas de espera a que fui sujeito, dei comigo de olhos bem abertos a ver a pessoas a falarem comigo ou simplesmente a ouvir as conversas das outras pessoas e não entrei em stress, e porquê? Estava em transe só pode ser. Sempre gostei de observar as expressões faciais das pessoas, por vezes, autênticos bailados de expressões de momento alicerçados pelo escopro da vivência. É curioso, delicioso até, observar essas expressões que as pessoas fazem à medida que o tempo passa e que a paciência se esgota. Chega-se ao ponto de se falar apenas para o amplexo do ar, os olhos já não indicam o caminho, também não é por eles que as pessoas se guiam naquele momento. No momento de se falar, de se confrontar a fonte do stress provocado, os olhos desviam-se para a atmosfera e atiram-se os cartuchos para o ar olhando para o chão e espera-se que caiam as peças de caça, sejam elas quais forem.
terça-feira, janeiro 11, 2005
Agricultura
Quando me perguntam porque é que a Agricultura em Portugal está de pantanas, eu respondo sempre da mesma forma. A razão pela qual a agricultura em Portugal num estado deplorável tem a ver com a escolha das máquinas agrÃcolas.
A Mercedes e a BMW têm melhores máquinas agrÃcolas.
A Mercedes e a BMW têm melhores máquinas agrÃcolas.
segunda-feira, janeiro 10, 2005
Vejamos se entendi ou não
Vejamos se eu entendi bem o esquema desta viagem do Mogais Saguemento a São Tomé e PrÃncipe. Para entregar material de um programa de cooperação com São Tomé e PrÃncipe, no valor de 350 mil Euros, freta-se um Falcon que custa cem mil Euros e passam-se umas férias num resort de luxo. Muito bem!! A fasquia do défice era de quanto? Três por cento? Estes tipos estão a aplicar a polÃtica da terra queimada, ou seja, estão a criar buracos para o próximo governo. Falta de espinha descomunal!
domingo, janeiro 09, 2005
O que há a dizer
O que há a dizer de uma noite de Lisboa? Muita gente, muita diversão e um ambiente e uma vivência diferente da que eu estou habituado. Para começar dá-me a impressão que o pessoal de Lisboa deve ser um bocadito enfesado. Num local cheio de gente é natural que hajam alguns encostos e encontrões naturais da passagem de um lado para o outro. No entanto, um leve encosto atirar um tipo qualquer para o chão, ou quase, é surrealista. Isto fez-me recordar as noites loucas da Discoteca itenerante, Tele-espaço. Esta discoteca itenerante ia sempre a uma pequena localidade perto da minha vila e, como devem calcular, isso constituia o momento alto da vida social de muita gente. O curioso era ver, a uma dada altura na noite, uma série de indivÃduos à punhada no centro da pista e as restantes pessoas a observarem esse memoneto cultural tão interessante. Depois de umas valente pêras, os caceteiros, afastavam-se e podia-se ver, mais tarde, todos eles juntos, os inimigos da contenda da noite, a beberem minis no bar como se nada fosse. Digam-me lá, isto era possÃvel em Lisboa? no lo creo.
quinta-feira, janeiro 06, 2005
Vou à capital
Amanhã vou à Capital e, mais uma vez, vou sair de lá com uma moca de tanto cheirar os tubos de escape. Lisboa está muito poluÃda ou então sou eu que apanho mocas de graça. Vai-se lá saber.
quarta-feira, janeiro 05, 2005
Poema
Hoje decidi apelar à minha sensibilidade olÃmpica e presentear-vos com um poema.
Eis o poema:
Eu cavo
Tu cavas
Ele cava
Nos cavamos
Vós cavais
Eles cavam
Não é bonito mas é profundo!
Eis o poema:
Eu cavo
Tu cavas
Ele cava
Nos cavamos
Vós cavais
Eles cavam
Não é bonito mas é profundo!
Cartaz do PSD
Ontem Santana Lopes sofreu um revés na sua estratégia para a campanha polÃtica. Num cartaz que o PSD fez e que, no qual, constavam as fotografias de Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Cavaco Silva, Durão Barroso e Santana Lopes, a fotografia de Cavaco Silva, teve que ser retirada a pedido do próprio. Na base desta vontade de Cavaco Silva vinha, o pretenso prejuÃzo que a fotografia causaria ao mesmo, já que, este se encontra de fora da vida partidária. Apelando ao slogan do referido cartaz que dizia " Ninguém fez mais por Portugal" eu tenho uma proposta a fazer a Santana Lopes. Como todos os figurantes deste cartaz foram, de certa forma, emplastros para a sociedade portuguesa, proponho assim, e não fugindo ao tema central do cartaz, que seja substituÃda a imagem de Cavaco Silva pelo, the one and only, o genuÃno, o verdadeiro, Emplastro!!!
3 minutos
Hoje ao meio dia, Portugal vai-se juntar aos restantes paÃses europeus em trêsminutos de silêncio em memória das vÃtimas do maremoto. Não se esqueçam!
terça-feira, janeiro 04, 2005
Viagem pelo campo
Nada mais relaxante do que uma viagem pelo campo em que estás tu, um carro e uma paisagem bucólica. As cores são excelentes e a disposição plena ao ver esta paisagem. No entanto, como tudo na vida, há um senão. O senão desta viagem é, nesta altura do ano, viajar por esses campos e essa paisagem bucólina e gramar com o cheiro do adubo. Acreditem que tira a magia toda à paisagem.
No final da viagem, qual piece de resistence, beber um copo com alguns populares a trocarem imagens calientes de telemóvel como se não bastasse tamanho azar olfactiva anterior. Lá se vai a magia toda a não ser que, uma camponesa e um celeiro cheio de palha entrem em cena. Não, era sorte a mais infelizmente.
No final da viagem, qual piece de resistence, beber um copo com alguns populares a trocarem imagens calientes de telemóvel como se não bastasse tamanho azar olfactiva anterior. Lá se vai a magia toda a não ser que, uma camponesa e um celeiro cheio de palha entrem em cena. Não, era sorte a mais infelizmente.
Curiosidades
No Correio da Manhã, onde a busca por um artigo decente por vezes se revela longa e tortuosa, eis que vem, na edição de hoje, um pequeno artigo bastante interessante. Seis tribos "primitivas" das ilhas de Indonésias de Anpamar e Incobar, escaparam com vida ao maremoto que afectou gravemente essas ilhas devido à sua sabedoria milenar que lhes permitiu ler os sinais da natureza. Os habitantes dessas ilhas, acostumados a lerem os sinais que a Natureza lhes dá, estranharam o canto das aves e o reboliço dos animais e abrigaram-se do maremoto. É caso para dizer que, a Modernidade, por si só não chega. No meio da tragédia imensa ainda há milagres e esperemos que estes aconteçam ainda trazendo com vida alguns dos desaparecidos até ao momento.
segunda-feira, janeiro 03, 2005
Direitos de Autor
Logo nos primeiros dias do ano ouvi um boato que indicava que, paratir deste ano, os preços dos CD´s virgens irião subir em virtude de se taxar uma percentagem para pagar Direitos de Autor. É incrÃvel que se tenha que pagar Direitos de Autor na aquisição de um CD virgem quando, esse CD quando adquirido está virgem. Será que a virgindade paga Direitos de Autor também? Mais um bocadinho e também irão taxar direitos de autor nas fotocópias pois estamos a copiar livros e outros documentos que não foram escritos por nós. Isto é mais uma peixarada deste (des)governo, nunca desejei tanto chegar a Fevereiro.
domingo, janeiro 02, 2005
Poupem-me
Esta história de ter comentários é bastante positiva até chegar ao senão da questão. O senão da questão é apanhar um comentário como eu apanhei no post anterior de um brasileiro qualquer, a excepção espero eu, a teçer um comentário absolutamente imbecil acerca do facto de eu ter relatado um costume que nós temos por cá de sair na primeira noite do ano a bater com as panelas, afastando assim os espÃritos do ano anterior. Esqueçi-me de referir que, nesse cortejo, este ano, estavam vários brasileiros que vivem no meu bairro. Sinceramente não compreendo o trauma de alguns brasileiros em relação aos portugueses pois, eu pessoalmente estou-me nas tintas para eles. Por que é que será que eles se "preocupam"tanto connosco?
sábado, janeiro 01, 2005
Festejos do fim do ano
Se para muitos o reveillon terá que ser algo sofisticado, para outros, uma garagem com uns galináceos assados, caldo verde e muita pinga é toda a sofisticação que poderiam desejar para a efemeridade. Foi o que aconteceu com uns vizinhos meus reunidos na garagem a comer frango e a beber uma pinga, boa por sinal. Depois da meia noite, três foliões, decidiram cumprir mais uma vez a tradição de sair à rua a bater com os tachos e panelas velhas. Assim foi, e os três foliões inundaram a rua com a sua alegria, não pela força dos números é claro mas sim por força da chiba que levavam que lhes permitia percorrer a rua inteira em toda a sua largura literalmente. Conseguiram contagiar quase toda a vizinhança e quando demos por ela estavam vinte e tal pessoas na rua a bater a fazer barulho com as panelas, a cantar e a beber. Que bela forma de entrar no novo ano.
sexta-feira, dezembro 31, 2004
Feliz Ano Novo
O ano de 2004 foi pautado por uma série de eventos, uns positivos, outros negativos, mas o que é certo é que está a acabar e a nascer encontra-se o ano de 2005. O ano de 2004 foi marcado por uma série de eventos que me marcaram. O evento que mais me marcou foi a história de um bébé que foi pontapeado na incubadora e, como se não bastasse a desgraça, a ambulância que o transportou foi apedrejada e posteriormente, o bébé, foi apunhalado nas costas. Esta história não é trágica tendo em conta que estou-me a referir de Pedro Santana Lopes. Qualquer das vias, e sem brincadeiras, o ano de 2004 foi positivo para mim num aspecto essencial, o Raminhos. Raminhos possibilitou-me conhecer, ou pelo menos, estar em contacto com muita gente interessante, por isso, desejo para mim que, o ano de 2005, me dê a possibilidade de continuar a ter o privilégio de poder estar em contacto com todos aqueles que visitam o Raminhos. Quanto a todos vós, desejo-vos um Feliz Ano Novo com saúde, prosperidade e muita felicidade.
Malta! Feliz Ano Novo!!
quinta-feira, dezembro 30, 2004
Primeira impressão
Dizer que há mais democracia nos Estados Unidos, em comparação com a Europa, é, para mim, um pouco rebuscado, mas não deixa de fazer sentido apenas num pequeno detalhe que mesmo assim não é suficiente a meu ver. Qualquer das vias não nos podemos deixar levar pela impressão que a afirmação, nos Estados Unidos há mais Democracia do que na Europa, nos traz por muito estranha que possa parecer no inÃcio.
Se há défice de democracia nos Estados Unidos evidenciados pelo desenrolar das eleições Norte-Americanas e pelo desrespeito pelas minorias étnicas, por outro lado existe, nos Estados Unidos, algo que dá maior vitalidade democrática. A quantidade de movimentos cÃvicos, dos vários quadrantes, em prol da reivindicação de direitos que são negados a várias camadas sociais da população Norte-Americana, são, sem dúvida, o pequeno detalhe que faz a diferença entre os Estados unidos e a Europa. Qualquer das vias, isto, só não é suficiente para que nos possamos esquecer da violação, reiterada, de vários Direitos Humanos naquele paÃs, ou, a violação dos Direitos Humanos que aquele paÃs comete noutros paÃses. Agora vejamos a imaculada Europa e o que foi em tempos e no que se está a tornar actualmente, atendendo aos últimos desenvolvimentos do que é e foi a polÃtica externa Europeia, bem como, algumas medidas que alguns paÃses europeus têm tomado. Se até há bem pouco tempo a generalidade dos paÃses europeus era reconhecida pelo sistema de Segurança Social, com os paÃses escandinavos a encabeçar a lista dos paÃses com maior desenvolvimento a este nÃvel, isto, actualmente tem vindo a ser delapidado e os sistemas de Segurança Social dos vários paÃses europeus tem vindo a ser reduzido significativamente, quase sem excepção. As polÃticas neo-liberiais dos vários governos europeus, tendo os Estados Unidos como exemplo, têm vindo a implementar um sistema, cada vez mais, idêntico ao dos Estados Unidos com todas as desvantagens que este sistema traz. NotÃcias como as que vêem de Itália, indicando que o governo Italiano pretende deslocar os reclusos estrangeiros das cadeias italianas para os paÃses de origem dos reclusos por esta via ser mais vantajosa financeiramente, é um pequeno passo para a instauração de um espÃrito neo-liberalista igual, ou pior logo se verá, aos dos Estados Unidos. Não podemos esquecer que, a ideia de deslocação de reclusos para os paÃses de origem, mesmo que financiando os estabelecimentos prisionais dos respectivos paÃses, é, na sua essência, a mercantilização do sistema prisional. Nos Estados Unidos onde o sistema prisional é privado e representa milhões de dólares para as entidades que os exploram, há necessidade de “clientesâ€� a toda a hora em prejuÃzo de um sistema judicial justo e não discriminatório para as minorias étnicas. Será isto que pretendemos que se torne a Europa? Estes pequenos detalhes fazem-me pensar, seriamente, acerca da validade da afirmação que despoletou este post. Afirmar que há mais democracia nos Estados Unidos em comparação com a Europa, parece-me cada vez mais que terá validade atendendo no que a Europa se está a tornar com todo este neo-liberalismo injectado em doses industriais. Qualquer das vias, o mais equilibrado será afirmar o seguinte: Nos Estados Unidos haverá mais democracia em comparação com o que a Europa se está a tornar.
Se há défice de democracia nos Estados Unidos evidenciados pelo desenrolar das eleições Norte-Americanas e pelo desrespeito pelas minorias étnicas, por outro lado existe, nos Estados Unidos, algo que dá maior vitalidade democrática. A quantidade de movimentos cÃvicos, dos vários quadrantes, em prol da reivindicação de direitos que são negados a várias camadas sociais da população Norte-Americana, são, sem dúvida, o pequeno detalhe que faz a diferença entre os Estados unidos e a Europa. Qualquer das vias, isto, só não é suficiente para que nos possamos esquecer da violação, reiterada, de vários Direitos Humanos naquele paÃs, ou, a violação dos Direitos Humanos que aquele paÃs comete noutros paÃses. Agora vejamos a imaculada Europa e o que foi em tempos e no que se está a tornar actualmente, atendendo aos últimos desenvolvimentos do que é e foi a polÃtica externa Europeia, bem como, algumas medidas que alguns paÃses europeus têm tomado. Se até há bem pouco tempo a generalidade dos paÃses europeus era reconhecida pelo sistema de Segurança Social, com os paÃses escandinavos a encabeçar a lista dos paÃses com maior desenvolvimento a este nÃvel, isto, actualmente tem vindo a ser delapidado e os sistemas de Segurança Social dos vários paÃses europeus tem vindo a ser reduzido significativamente, quase sem excepção. As polÃticas neo-liberiais dos vários governos europeus, tendo os Estados Unidos como exemplo, têm vindo a implementar um sistema, cada vez mais, idêntico ao dos Estados Unidos com todas as desvantagens que este sistema traz. NotÃcias como as que vêem de Itália, indicando que o governo Italiano pretende deslocar os reclusos estrangeiros das cadeias italianas para os paÃses de origem dos reclusos por esta via ser mais vantajosa financeiramente, é um pequeno passo para a instauração de um espÃrito neo-liberalista igual, ou pior logo se verá, aos dos Estados Unidos. Não podemos esquecer que, a ideia de deslocação de reclusos para os paÃses de origem, mesmo que financiando os estabelecimentos prisionais dos respectivos paÃses, é, na sua essência, a mercantilização do sistema prisional. Nos Estados Unidos onde o sistema prisional é privado e representa milhões de dólares para as entidades que os exploram, há necessidade de “clientesâ€� a toda a hora em prejuÃzo de um sistema judicial justo e não discriminatório para as minorias étnicas. Será isto que pretendemos que se torne a Europa? Estes pequenos detalhes fazem-me pensar, seriamente, acerca da validade da afirmação que despoletou este post. Afirmar que há mais democracia nos Estados Unidos em comparação com a Europa, parece-me cada vez mais que terá validade atendendo no que a Europa se está a tornar com todo este neo-liberalismo injectado em doses industriais. Qualquer das vias, o mais equilibrado será afirmar o seguinte: Nos Estados Unidos haverá mais democracia em comparação com o que a Europa se está a tornar.
quarta-feira, dezembro 29, 2004
Mediante as circunstâncias
Hoje até pensei escrever acerca de algumas coisas mas, à medida que fui-me informando acerca da tragédia ocorrida no Sudueste Asiático, demovi-me de qualquer veleidade de escrever seja lá o que fosse. Os números arrepiantes da tragédia fazem-me pensar um pouco acerca desta treta toda que se chama a vida. Num ápice, pelo menos 70.000 pessoas pereceram ao sismo e maremoto num flash de breves segundos, e isso, fez-me pensar que, o muito de bom que me tenha acontecido, perde a sua beleza, o seu momento. A vida continua é claro, outra coisa não seria de esperar, mas, pensar na quantidade de famÃlias que sofreram é dose. Hoje em sinal de respeito e pesar pelas vÃtimas desta tragédia, o silêncio...dos inocentes que morreram.
Quantos aos bons momentos que ocorreram, proponho-me a a desfrutá-los mais tarde.
Quantos aos bons momentos que ocorreram, proponho-me a a desfrutá-los mais tarde.
terça-feira, dezembro 28, 2004
O ano acaba mas ainda há tempo para asneiradas
Ao longo deste ano que está a findar, ouvimos muito acerca do défice orçamental e da importância em conter este. Não nos pode passar ao lado o facto de que, o défice orçamental, quando muito elevado, causa inúmeros problemas para a Tesouraria do Estado e consequentemente para todos os cidadãos do nosso paÃs, bem como, os cidadãos estrangeiros que cá vivem, cá pagam os seus impostos e fazem do nosso paÃs também seu. Concordo que há uma necessidade imperativa em conter o défice, disciplinando os custos que possam ser supérfluos e não, como o Governo Neo-liberal de Durão e Santana fizeram ao eliminar custos essenciais ao normal funcionamento do nosso paÃs ou de qualquer outro. Temos que ter em conta também que, o Pacto de Estabilidade assinado pelos paÃses membros da União Europeia, é essencialmente restritivo e carrega com ele uma questão importante e grave. Quando lançámos a moeda única, a intenção primacial desta moeda, em termos de cotação face ao dólar, era de permitir uniformizar de certo modo a economia europeia e auxiliar as exportações. Isto não aconteceu quando, o Bush e seus comparsas da indústria de guerra Norte-americana, subiram ao poder e desencadearam a guerra do Iraque.
Vivemos actualmente num perÃodo conturbado em que a economia europeia está literalmente de rastos. O que terá na origem deste problema económico europeu? Os custos excessivos e extraordinários que os Estados Unidos empregam com a guerra no Iraque produzem uma depreciação do valor do dólar por este estar a ser utilizado para custear a Guerra do Iraque. Ora, nisto vem um pacto de Estabilidade e uma polÃtica externa europeia que vai no sentido de não pressionar em demasia o governo Norte-Americano na retirada das tropas Norte-americanas do Iraque. Estamos, actualmente, a restringir a economia europeia, provocando desemprego, para que os défices orçamentais dos paÃses membros permaneçam baixos e consequentemente, o Euro veja a sua cotação o mais baixa possÃvel mediante as circunstâncias actuais. Sem querer estamos também a auxiliar o esforço de guerra Norte-Americano.
A dependência que, a meu ver é subserviência, da União Europeia aos Estados Unidos está a produzir efeitos que conduziram a Turquia a candidata à adesão. Não me oponho pelo facto de a Turquia ser um paÃs islâmico mas sim pelo facto de esta ser candidata por pressão exercida pelos Estados Unidos à União Europeia. Não me posso esquecer da questão dos Curdos, da pena de morte, da violação dos Direitos Humanos nas cadeias da Turquia, da questão de Chipre entre outras antes sequer de considerar a Turquia como candidata. Pessoalmente não quero a Turquia na União Europeia, muito antes disso, queria antes a Arménia e até mesmo a Geórgia na União Europeia já para não falar nos restantes paÃses de Leste europeus.
Por cá o combate ao défice vai-se fazendo de uma forma desastrosa e irresponsável. Fernando Negrão, Ministro da Segurança Social, ou melhor, ministro da (des)segurança social, não vai efectuar o pagamento do subsÃdio de doença e de desemprego no dia 29 do corrente mês. Desta forma, vai ser possÃvel passar alguns milhões de euros de custos para o ano seguinte e, consequentemente, para o próximo governo. É vergonhoso e escandaloso a ausência de substância vertebral deste (des) governo. Desta forma, e nunca querendo ser pessimista, o próximo ano está a prever-se difÃcil mas esperemos que se consiga superar e emendar as asneiras até agora cometidas.
Vivemos actualmente num perÃodo conturbado em que a economia europeia está literalmente de rastos. O que terá na origem deste problema económico europeu? Os custos excessivos e extraordinários que os Estados Unidos empregam com a guerra no Iraque produzem uma depreciação do valor do dólar por este estar a ser utilizado para custear a Guerra do Iraque. Ora, nisto vem um pacto de Estabilidade e uma polÃtica externa europeia que vai no sentido de não pressionar em demasia o governo Norte-Americano na retirada das tropas Norte-americanas do Iraque. Estamos, actualmente, a restringir a economia europeia, provocando desemprego, para que os défices orçamentais dos paÃses membros permaneçam baixos e consequentemente, o Euro veja a sua cotação o mais baixa possÃvel mediante as circunstâncias actuais. Sem querer estamos também a auxiliar o esforço de guerra Norte-Americano.
A dependência que, a meu ver é subserviência, da União Europeia aos Estados Unidos está a produzir efeitos que conduziram a Turquia a candidata à adesão. Não me oponho pelo facto de a Turquia ser um paÃs islâmico mas sim pelo facto de esta ser candidata por pressão exercida pelos Estados Unidos à União Europeia. Não me posso esquecer da questão dos Curdos, da pena de morte, da violação dos Direitos Humanos nas cadeias da Turquia, da questão de Chipre entre outras antes sequer de considerar a Turquia como candidata. Pessoalmente não quero a Turquia na União Europeia, muito antes disso, queria antes a Arménia e até mesmo a Geórgia na União Europeia já para não falar nos restantes paÃses de Leste europeus.
Por cá o combate ao défice vai-se fazendo de uma forma desastrosa e irresponsável. Fernando Negrão, Ministro da Segurança Social, ou melhor, ministro da (des)segurança social, não vai efectuar o pagamento do subsÃdio de doença e de desemprego no dia 29 do corrente mês. Desta forma, vai ser possÃvel passar alguns milhões de euros de custos para o ano seguinte e, consequentemente, para o próximo governo. É vergonhoso e escandaloso a ausência de substância vertebral deste (des) governo. Desta forma, e nunca querendo ser pessimista, o próximo ano está a prever-se difÃcil mas esperemos que se consiga superar e emendar as asneiras até agora cometidas.
segunda-feira, dezembro 27, 2004
Na ressaca do Natal
Todos os anos recebo as mesmas prendas da praxe, ou seja, umas peúgas e uma caixa de chocolates. Todos os anos tenho a mesma reacção quando recebo essas prendas….ó que giro! sim senhor muito bem! com um sorriso amarelo. No entanto, este ano, excepcionalmente e após ter ouvido duas vezes a mensagem de Natal do Primeiro-ministro demissionário, fiquei com a sensação que, as peúgas recebi e a caixa de chocolates foram excepcionais comparando com as declarações do PM demissionário, essas sim, umas peúgas muito feias e cheias de poliyester. Este Natal, ao menos, não deixou de ser hilariante após ter lido algumas considerações acerca da (des)medida de Bagão Félix em transferir os fundos de pensões da Caixa Geral de Depósitos como sendo uma acção digna de um Robin Hood. Que hilariante!! E o mais hilariante é que os idiotas que disseram isto acreditam mesmo nisto. O que vale é que ainda há humor, negro é claro, em Portugal.
quinta-feira, dezembro 23, 2004
Prendas de Natal
Nestas alturas quase que sou medium, adivinho ou qualquer coisa assim no género. Prevejo para este Natal umas peúgas pretas ou cinzentas e uma caixinha de chocolates.
Fica aqui então um desejo de um Bom Natal para todos vós e encontramo-nos na próxima semana, mais gordos com os doces de natal concerteza, mas mais felizes devido à quadra natalÃcia.
Fica aqui então um desejo de um Bom Natal para todos vós e encontramo-nos na próxima semana, mais gordos com os doces de natal concerteza, mas mais felizes devido à quadra natalÃcia.
BOM NATAL PARA TODOS VÓS
quarta-feira, dezembro 22, 2004
Não custava nada
Não custava mesmo nada se, o canal que supostamente serve os interesses públicos, a RTP, se lembrasse que, os cidadãos portadores de deficiências auditivas, também têm direito a ver televisão. Um interprete de linguagem gestual ou legendas em todos os programas, por muito que isso custe, traria a possibilidade a todos os cidadãos portugueses, e não só, de verem um canal que ao fim ao cabo também é pago por eles. O exemplo da BBC é sintomático num paÃs que, apesar de tudo, ainda se lembra de todos os seus cidadãos sem excepção.
Parábola
Esta é uma parábola retirada do Talmude, o livro sagrado da fé judaÃca. Reza da seguinte forma:
"Um homem encontra-se no quintal de sua casa e arremessa pedras para a rua. Nisto, o homem, vê um vizinho seu a sair para a rua e a tropeçar numa das muitas pedras que este arremessou. O vizinho, magoa-se com a queda e nisto, o homem que estava a arremessar as pedras para a rua, saà a correr de sua casa em socorro do seu vizinho. Ao ir em auxÃlio do seu vizinho, também este tropeça numa das muitas pedras que ele próprio arremessou para a rua e magoa-se também."
Qual é a moral desta história ?
"Um homem encontra-se no quintal de sua casa e arremessa pedras para a rua. Nisto, o homem, vê um vizinho seu a sair para a rua e a tropeçar numa das muitas pedras que este arremessou. O vizinho, magoa-se com a queda e nisto, o homem que estava a arremessar as pedras para a rua, saà a correr de sua casa em socorro do seu vizinho. Ao ir em auxÃlio do seu vizinho, também este tropeça numa das muitas pedras que ele próprio arremessou para a rua e magoa-se também."
Qual é a moral desta história ?
Entrevistas
Muitos já foram entrevistados para um emprego a que concorreram. Do outro lado, encontraram um indivÃduo a colocar questões, por vezes, algo estranhas. Eu fui um desses indivÃduos, ou seja, um entrevistador. Durante 3 anos percorri Portugal de lés a lés a fazer entrevistas a candidatos a um emprego. Foi, sem dúvida, uma experiência muito gratificante para mim apesar dos senãos que esta profissão tem. Falei com milhares de pessoas e colhi as impressões, possÃveis, que uma entrevista de 30 a 60 minutos poderá oferecer. No entanto, conheci muitos outros colegas de profissão, na altura, e apercebi-me do lado menos bom da profissão. Fiquei impressionado com um certo prazer, quase sórdido, de alguns colegas meus em “entalaremâ€� os candidatos com questões que, por vezes, fugiam um pouco do âmbito daquilo que se pretendia fazer. Sempre encarei uma entrevista com todo o respeito que o acto merece e também, não podemos esquecer, o respeito que qualquer pessoa merece. Incoerências são muito fáceis de encontrar em qualquer pessoa, e é fácil também, chegar a um ponto em que fazes com que um entrevistado(a) fique encurralado(a). No entanto, o que se consegue aferir disso? Pouco, muito pouco, apenas que o entrevistador(a) é um(a) idiota. Outro aspecto que me marcou e que, de certa forma, fez com que eu colocasse de lado, por uns tempos, o recrutamento e selecção de pessoal tem a ver com o acesso que certas pessoas têm a dados recolhidos nas entrevistas.
Outro aspecto que contra o qual eu me insurgo é o preconceito. Muitos entrevistadores procuram candidatos à sua imagem e semelhança e dessa forma, passam ao lado de bons profissionais por causa disso. Uma vez entrevistei um indivÃduo para programador de software vestido estilo Dead Kennedys e os respectivos brincos e tachas e sei lá mais o quê. Se eu fosse entrar no preconceito básico de outros entrevistadores, teria passado ao lado de um grande profissional, dos melhores de Portugal.
terça-feira, dezembro 21, 2004
Flash
Lembrei-me de um episódio que marcou, de certa forma, aminha infância. Para ser mais preciso até nem foi bem um episódio mas sim uma imagem. Quando deambulava por entre as fazendas e quintais da aldeia da minha mãe, era eu um cachopo*, juntamente com os meus primos e primas, deparei-me uma vez com uma imagem que marcou a minha consciência de infância. Num quintal, era Páscoa, um homem sentado num banco pegava num cordeiro para o matar. Quando olhei e criei a espectativa de ver um Homem com uma expressão cruel não foi isso que encontrei. O rosto não espelhava ódio nem desdém, algo estranho pairava em toda a cena. De repente veio à cabeça Abraão, não compreendi no momento o que significava mas, mais tarde, compreendi a resignação de quem por uma vida inteira cuidou de um rebanho. Compreendi então a verdadeira dimensão, a confusão de sentimentos que dá por comer um animal a quem nunca foi presenteado com uma cena tão biblÃca como esta.
* expressão idiomática que significa criança e que não tem a versão em feminino, o que não deixa de ser estranho pois lembro-me das conversas da minha mãe e da minha avó a falarem do tempo em que eram cachopo.
* expressão idiomática que significa criança e que não tem a versão em feminino, o que não deixa de ser estranho pois lembro-me das conversas da minha mãe e da minha avó a falarem do tempo em que eram cachopo.
segunda-feira, dezembro 20, 2004
Rasteiro
Hoje tive a oportunidade de vislumbrar o que será a campanha do PSD para as próximas legislativas e posso-vos dizer que, nem eu, quando militava no 8º ano do liceu, era capaz de fazer tamanha infantilidade. Longe de qualquer tentativa para promover a discussão ou o debate de ideias ou projectos para o paÃs, Santana Lopes, preferiu a crÃtica pessoal, a rasteira, o escárnio e maldizer que tão bem condizem com criança que ele é. Parece que Santana Lopes pretende fazer uma cópia do que é uma campanha polÃtica Norte-Americana com o insulto fácil e rasteiro aos outros candidatos. Nada em espanta no Santana Lopes e para ser sincero, já esperava este tipo de campanha do único homem, em Portugal, que ainda não compreendeu porque é que o Presidente da República dissolveu o parlamento. No Correio da Manhã, esse pasquim tão bem condizente com o tipo de lixo que Santana Lopes diz e faz, publicou imagens do que serão os tempos de antena do PSD até à s Legislativas e digo-vos que a Quinta das Celebridades, comparado com isto, tem infinito bom gosto.
Sem querer generalizar, desde o tempo do liceu que criei muita resistência ao protótipo do laranjinha. Sempre achei esse tipo de pessoa muito distante de mim por dar ênfase a aspectos da vida que a mim não fazem muito sentido. Sempre os tive como indivÃduos que prezam muito a criação de uma imagem que, na maior parte dos casos, é distante da real imagem deles. Sempre me fez confusão a uniformização das pessoas, ou seja, todos vestirem um mesmo tipo de vestuário para identificação de um grupo qualquer. Actualmente, o protótipo dos laranjinhas de cabelo nos olhos, fralda de fora e sapatinho de vela faz-me confusão pelo manifesto mau gosto no corte de cabelo e vestuário, já para não falar no pormenor que é o facto de, numa multidão, quase não se conseguir distinguir uns dos outros. Para quando o despertar dessa gente para aquilo que é óbvio? Têm que ganhar a vida e lutar por ela. Esquemas já não podem dar mais.
Um amigo meu referia num dia destes um aspecto interessante acerca da polÃtica nacional. O visual dos nossos polÃticos, em especial, daqueles que ocupam, até Fevereiro pelo menos, o poder. Aonde é que já se viu um fato azul-escuro com gravata amarela e camisa azul com gola amarela? Não têm olhos na cara? Que polÃticos cinzentões que nós temos.
Outro aspecto que me faz gostar cada vez menos destes tipos da Direita é a peseudo-especialização que estes reclamam possuÃr para poderem tomar as decisões sem arcar com as consequências.
Governo de Direita? Adeus ou vai-te embora!
Sem querer generalizar, desde o tempo do liceu que criei muita resistência ao protótipo do laranjinha. Sempre achei esse tipo de pessoa muito distante de mim por dar ênfase a aspectos da vida que a mim não fazem muito sentido. Sempre os tive como indivÃduos que prezam muito a criação de uma imagem que, na maior parte dos casos, é distante da real imagem deles. Sempre me fez confusão a uniformização das pessoas, ou seja, todos vestirem um mesmo tipo de vestuário para identificação de um grupo qualquer. Actualmente, o protótipo dos laranjinhas de cabelo nos olhos, fralda de fora e sapatinho de vela faz-me confusão pelo manifesto mau gosto no corte de cabelo e vestuário, já para não falar no pormenor que é o facto de, numa multidão, quase não se conseguir distinguir uns dos outros. Para quando o despertar dessa gente para aquilo que é óbvio? Têm que ganhar a vida e lutar por ela. Esquemas já não podem dar mais.
Um amigo meu referia num dia destes um aspecto interessante acerca da polÃtica nacional. O visual dos nossos polÃticos, em especial, daqueles que ocupam, até Fevereiro pelo menos, o poder. Aonde é que já se viu um fato azul-escuro com gravata amarela e camisa azul com gola amarela? Não têm olhos na cara? Que polÃticos cinzentões que nós temos.
Outro aspecto que me faz gostar cada vez menos destes tipos da Direita é a peseudo-especialização que estes reclamam possuÃr para poderem tomar as decisões sem arcar com as consequências.
Governo de Direita? Adeus ou vai-te embora!
domingo, dezembro 19, 2004
Oratória soufflé com pronúncia nasalada
Quando ouvi o discurso, oratória ou vómito vocalizado com palavras infelizmente inteligÃveis por serem repugnantes do Santana Lopes, recordei-me do quanto eu odeio Lisboa e tudo o que representa como factor de opressão para as restantes zonas do paÃs. Bom, deixem-me refrasear o que disse anteriormente, odeio o que representa as tias e tios de Lisboa com aquela pronúncia irritante de quem fala pelo nariz. Santana Lopes representa essa franja de pessoas abjectas e inúteis que povoam algumas zonas de Lisboa, quanto aos restantes lisboetas nada há a apontar a não ser um ligeiro sÃndrome nortenho invertido numa psicologia infantil invertida.
Lisboa é uma cidade enorme e com encantos e surpresas a cada esquina e em cada rosto que passa. É pena que, durante este tempo todo, se tenha permitido associar à ideia de Lisboa as tias e tios de bem. É desprestigiante e calunioso reduzir Lisboa a tais personagens mas, pessoalmente, não me consigo abstrair dessa imagem mental que me é veiculada com uma classe polÃtica dominada por Lisboa e que personifica esse mal. DaÃ, quando me perguntam qual a minha zona favorita de Lisboa eu responda sempre que é aquela zona que tem uma placa azul lindÃssima a dizer " A1 Norte - Porto" não que eu seja do Porto e aliás até gosto da cidade do Porto.
Voltando ao discurso do Santana Lopes, não deixei de observar o quanto a polÃtica pode ser porca quando praticada por gente muito pouco séria, como é exemplo Santana Lopes. Espero sinceramente que, nas próximas eleições, muitoas pseudo-polÃticos da treta decidam finalmente que é tempo para fazer uma reorientação profissional. Proponho que Santana Lopes inicie uma carreira como colunista da imprensa cor de rosa ( mal empregue a flor que não tem culpa nenhuma). Por fim, volto a frisar que, o que disse acerca de Lisboa não excluà os manifestos encantos que a cidade guarda a quem a visita. É claro que, uma visita a Lisboa, não deve ser muito mais longa que um dia. Quando lá tenho que ir fico sempre com a sensação que fico com uma moca de tubo de escape, a cidade está muito poluÃda e fumarenta.
P.S: Muitos Lisboetas julgam falar o Português padrão mas, devo alertar-vos, que os Lisboetas têm uma pronúncia acentuada. PortuguÊs padrão falo eu carago!
Lisboa é uma cidade enorme e com encantos e surpresas a cada esquina e em cada rosto que passa. É pena que, durante este tempo todo, se tenha permitido associar à ideia de Lisboa as tias e tios de bem. É desprestigiante e calunioso reduzir Lisboa a tais personagens mas, pessoalmente, não me consigo abstrair dessa imagem mental que me é veiculada com uma classe polÃtica dominada por Lisboa e que personifica esse mal. DaÃ, quando me perguntam qual a minha zona favorita de Lisboa eu responda sempre que é aquela zona que tem uma placa azul lindÃssima a dizer " A1 Norte - Porto" não que eu seja do Porto e aliás até gosto da cidade do Porto.
Voltando ao discurso do Santana Lopes, não deixei de observar o quanto a polÃtica pode ser porca quando praticada por gente muito pouco séria, como é exemplo Santana Lopes. Espero sinceramente que, nas próximas eleições, muitoas pseudo-polÃticos da treta decidam finalmente que é tempo para fazer uma reorientação profissional. Proponho que Santana Lopes inicie uma carreira como colunista da imprensa cor de rosa ( mal empregue a flor que não tem culpa nenhuma). Por fim, volto a frisar que, o que disse acerca de Lisboa não excluà os manifestos encantos que a cidade guarda a quem a visita. É claro que, uma visita a Lisboa, não deve ser muito mais longa que um dia. Quando lá tenho que ir fico sempre com a sensação que fico com uma moca de tubo de escape, a cidade está muito poluÃda e fumarenta.
P.S: Muitos Lisboetas julgam falar o Português padrão mas, devo alertar-vos, que os Lisboetas têm uma pronúncia acentuada. PortuguÊs padrão falo eu carago!
sábado, dezembro 18, 2004
Natal
Ora cá está mais uma data do ano que faz as pessoas mudarem o seu temperamento e o seu relacionamento com os demais. Em especial, no contexto laboral, os colegas e coleguinhas que percorreram o ano inteiro a instigar pequenas intrigas palacianas, dão as mãos no natal e vão todos fazer um jantar de natal. Trocam-se prendinhas em jeito de palmadinhas nas costas, redimimos assim os nossos pecados e embebedamo-nos fortemente, alguns pelo menos. Muitos falam do desvirtuamento do natal pelo consumismo e pela "falsa" boa vontade de muitos que, nesta data, mostram o seu lado mais cândido da sua existência. Não há desvirtuamento em algo que de si já é desvirtuado, penso eu. O Natal para mim é uma época do ano que dá um bom pretexto para se fazer aquilo que se deve fazer ao longo do ano, conviver mais de perto com os que nos são mais chegados.
Não pretendo tirar a magia ao natal, até porque, e apesar de algum desvirtuamento congénito que este possuÃ, o natal tem a sua magia por mais que não seja para as crianças. Gosto moderadamente do natal por ser uma altura do ano propÃcia ao juntar do clã oliveirinha, de resto, passo um pouco ao lado da festa de anos do menino jesus. Qualquer das vias, na noite de natal eu desligo sempre o exaustor, não vá o diabo tecê-las.
FELIZ NATAL ! MERRY XMAS! FELIZ NAVIDAD! e etc e etc.....
Não pretendo tirar a magia ao natal, até porque, e apesar de algum desvirtuamento congénito que este possuÃ, o natal tem a sua magia por mais que não seja para as crianças. Gosto moderadamente do natal por ser uma altura do ano propÃcia ao juntar do clã oliveirinha, de resto, passo um pouco ao lado da festa de anos do menino jesus. Qualquer das vias, na noite de natal eu desligo sempre o exaustor, não vá o diabo tecê-las.
FELIZ NATAL ! MERRY XMAS! FELIZ NAVIDAD! e etc e etc.....
sexta-feira, dezembro 17, 2004
Filmes
Reparei já há algum tempo atrás que, os filmes denominados como sendo de comédia romântica de Hollywood, estão impregnados de uma moral esquisita. Geralmente a personagem principal ou personagens têm cara de idiota e fazem, constantemente, figuras de urso. Desde cair em cima de bostas de cão, a fazer figuras sexuais comprometedoras da sua tendência sexual da personagem e muito mais, situações puramente hilariantes por um lado e degradantes por outro. O facto é que a personagem principal tem sempre uma fronha muito mal amanhada mas, no final, e após as muitas figuras de urso que faz ao longo do filme, fica sempre com um borracho descomunal. Ora, tendo em conta que há que fazer a destrinça entre um filme e a realidade, eu pergunto-me por vezes: Como é que aquela personagem hollywodesca, o Alberto João Jardim, faz figura de urso constantemente e nunca aparece com uma boazuda ao lado? Ora bem meus caros(as), discriminação da pura e da dura é o que é. Das duas uma, ou mandamos o Alberto João Jardim para Hollywood ou temos que exigir uma boazuda para o gajo.
Portugal é um autêntico filão de estrelas de comédia romântica. Imaginem o Filme intitulado " Socorro, a minha madrasta é um extraterrestre" ter, em vez de Dan Ackroid e Kim Basinger, ter Santana Lopes no papel de Dan Akcroid e Paulo Portas no papel de Kim Basinger a extraterrestre no filme?
Portugal é um autêntico filão de estrelas de comédia romântica. Imaginem o Filme intitulado " Socorro, a minha madrasta é um extraterrestre" ter, em vez de Dan Ackroid e Kim Basinger, ter Santana Lopes no papel de Dan Akcroid e Paulo Portas no papel de Kim Basinger a extraterrestre no filme?
quinta-feira, dezembro 16, 2004
Vendo bem as coisas
Não há nada como colher as impressões necessárias sobre um determinado tema a quem de direito. Desta feita, e ainda acerca das declarações do deputado socialista na Assembleia Regional da Madeira, tive a oportunidade de comentar o caso com um madeirense. A primeira reacção foi a de pensar o mais óbvio, ou seja, a Madeira está entregue aos bichos literalmente, mas, apesar de tudo isto ter o seu quê de verÃdico, temos que perspectivar convenientemente o assunto e assim foi a conversa.
Oliveirinha: Então você já ouviu o que aquele deputado disse na Assembleia Regional da Madeira?
Madeirense: Ouvi e o tipo ele fez muito bem! O que era preciso é que se dissesse o mesmo na Assembleia da República acerca de muitos deputados!
Oliveirinha: Está bem mas lá na Madeira parece-me que a situação é bem pior.
Madeirense: Pior ou melhor o facto é que também cá se passa a mesma coisa ou você não lê os jornais?
Oliveirinha: Pois de facto, por momentos, esqueci-me de quem nos desgovernava e continua a desgovernar até Fevereiro.
Moral da história: Todos fizeram menção às declarações do deputado Madeirense como algo vergonhoso, para mim, tirando um certo impropério desnecessário, o que o deputado Madeirense disse está certo e realmente faz muita falta, por cá, chamarem-se os bois pelos nomes. Oliveirinha dix it!
Oliveirinha: Então você já ouviu o que aquele deputado disse na Assembleia Regional da Madeira?
Madeirense: Ouvi e o tipo ele fez muito bem! O que era preciso é que se dissesse o mesmo na Assembleia da República acerca de muitos deputados!
Oliveirinha: Está bem mas lá na Madeira parece-me que a situação é bem pior.
Madeirense: Pior ou melhor o facto é que também cá se passa a mesma coisa ou você não lê os jornais?
Oliveirinha: Pois de facto, por momentos, esqueci-me de quem nos desgovernava e continua a desgovernar até Fevereiro.
Moral da história: Todos fizeram menção às declarações do deputado Madeirense como algo vergonhoso, para mim, tirando um certo impropério desnecessário, o que o deputado Madeirense disse está certo e realmente faz muita falta, por cá, chamarem-se os bois pelos nomes. Oliveirinha dix it!
Suplesse
Depois das bacoradas que ouvi do Secretário de Estado da administração Interna e do deputado da Assembleia Regional da Madeira, só posso concluir que, o jogo de futebol da Primeira Distrital que eu vi no passado Domingo, estava cheio de deputados e secretários gerais.
quarta-feira, dezembro 15, 2004
Borderline
Ontem à noite pus-me a pensar acerca deste blogue. Pensei no que é que eu tinha ganho até à data com este blogue e, acima de tudo, o que é que representa para mim este blogue. Já referi a várias pessoas com quem tenho contacto diário que, o Raminhos, surgiu de uma vontade de efectuar uma espécie de exercÃcio próprio meu. Este exercÃcio passa por colocar no papel, ou melhor, no ecrã, as ideias que vou tendo à medida que vou lendo algumas coisas aqui e ali. Outro dos aspectos que me tem agradado até à data tem a ver essencialmente com a minha personalidade, ou seja, neste espaço consigo ter uma abordagem para com várias situações que, no dia a dia, não me é possÃvel ter por vários motivos. Devo dizer que, com o Raminhos, tenho vindo a evoluir muito fruto do espaço que criei e também das reacções que tenho vindo a colher nos comentários que fazem aos posts. Para quem me conhece, o raminhos, tem muito de mim mas não tudo, o resto guardo para outras ocasiões.
Muitas pessoas pensam que se conhecem bem e que nada de novo, em termos de personalidade, poderá mudar ao longo dos tempos. No entanto, isso não é verdade. Eu, por exemplo, sou um borderline em termos de personalidade e sempre pensei que isso fosse uma caracterÃstica minha e não um sintoma. O facto é que é um transtorno de personalidade e, apesar de não ser grave nem impeditivo, prejudicava-me de certa forma. O Raminhos veio a ajudar-me bastante como um exercÃcio para debelar este transtorno que tenho. Este transtorno como outros são a consequência da sociedade em que vivemos e, infelizmente, cada vez mais frequentes. Ninguém pense que é feito de ferro porque não o é. Eu que estou treinado para detectar estes transtornos de personalidade nunca pensei que pudesse ter este género de transtorno mas, imaginem o que é alguém que detecta isto noutras pessoas aperceber-se que tem isto. Não é muito grave e é relativamente fácil de debelar se enfrentado de frente.
Muitas pessoas pensam que se conhecem bem e que nada de novo, em termos de personalidade, poderá mudar ao longo dos tempos. No entanto, isso não é verdade. Eu, por exemplo, sou um borderline em termos de personalidade e sempre pensei que isso fosse uma caracterÃstica minha e não um sintoma. O facto é que é um transtorno de personalidade e, apesar de não ser grave nem impeditivo, prejudicava-me de certa forma. O Raminhos veio a ajudar-me bastante como um exercÃcio para debelar este transtorno que tenho. Este transtorno como outros são a consequência da sociedade em que vivemos e, infelizmente, cada vez mais frequentes. Ninguém pense que é feito de ferro porque não o é. Eu que estou treinado para detectar estes transtornos de personalidade nunca pensei que pudesse ter este género de transtorno mas, imaginem o que é alguém que detecta isto noutras pessoas aperceber-se que tem isto. Não é muito grave e é relativamente fácil de debelar se enfrentado de frente.
terça-feira, dezembro 14, 2004
A realidade não é opaca
Tenho vindo a ler muitos textos acerca da História Mundial e das civilizações que povoaram ou povoam o nosso planeta. Infelizmente, tenho visto que esse conhecimento tem sido plataforma para muitas ideias distorcidas e que fogem sempre ao cerne da questão. Quando alguns inegrumenos fazem a apologia das civilizaçoes brancas, nomeadamente nórdicas, como o exemplo da elevação máxima de desenvolvimento humano é um absurdo, pois, esquecem-se das civilizações que já existiram. O reverso da medalha está no veicular de ideias de consolação indicando que os povos que actualmente estão no limiar da pobreza, estiveram antes, num lugar de destaque em termos de avanços civilizacionais. No entanto, é necessário analizar aqui o cerne da questão. Quer uma quer a outra ideia têm em comum a aceitação tácita, como se trata-se da normalidade, que houve e haverá sempre civilizações ou povos mais avançados que outros e isto não poderá ser alterado devido a uma qualquer lei casualÃstica da vida. Nada mais errado pois, se analizarmos bem as civilizações actuais e as anteriores, verificamos sempre que as civilizações que estavam no seu apogeu, estavam à s custas de alguém ou de outros. Como tal, fazer apanágio do avanço civilizacional de um qualquer povo, de acordo com que conhecemos até hoje, é idiota e recÃproco em ambos os lados. Não se percebe bem porque razão é que uma civilização deverá ser superior a outra, ou estar mais avançada que outra, pois, afinal o que interessa, é que a civilização humana não está avançada com milhões de pessoas a morrerem de fome e doença. Portanto, ninguém tem legitimidade alguma para estar a rir seja lá de quem for devido à riqueza que possuÃ, pois, de acordo com a história, quem lá esteve em cima mais tarde ou mais cedo caÃu.
segunda-feira, dezembro 13, 2004
Conversas
Sempre tive como princÃpio básico evitar certas e determinadas conversas que, essencialmente, não envolvem ideias mas sim convicções estritamente pessoais. Debater temas religiosos, por exemplo, não o faço muito facilmente pois chega-se sempre a um porto franco em que as ideias têm passaporte e a tipificação, fácil, das pessoas, consoante as suas ideias, nem sempre produz resultados muito favoráveis, pelo contrário. No entanto, há conversas acerca de temas aparentemente genéricos que transportam ideias acopladas que mostram um pouco de cada um aos restantes interlocutores.
Comentar a violência que se pratica ao forçar crianças a assistirem a espectáculos culturais ou, por muito trivial que possa parecer, a bares e cafés a altas horas da noite sem olhar à vontade destas, é interessante mas, chega-se sempre a um ponto em que se tem que mostrar um passaporte. De todos os que participam, ideias e considerações são remetidas à mesa e a anuência é fácil, e depois coloca-se sempre a questão pessoal na matéria. Há ideias acerca do tema que são genéricas e facilmente anuÃveis por todos mas é fácil falar de fora, sem matéria de facto consubstanciada em factos que nos ligam, carne com carne, ao objecto da conversa, as crianças. Muitas foram as ideias, dotas e sábias diga-se, mas no final fica-se sempre com a ideia que bom é aturar os filhos dos outros.
Uma criança é um indivÃduo cuja personalidade se está a formar e, apesar de serem o produto do seio familiar, é também um indivÃduo que irá crescer moldado pelas circunstâncias que o mundo que o rodeia lhe proporciona. No caso que referi anteriormente, ou seja, levar uma criança para um espectáculo cultural realizado de noite apenas porque os pais querem muito ir e julgam que se junta o útil ao agradável mas não é assim. A discussão acerca da violência perpetrada pelos pais aos filhos vai muito mais além da violência fÃsica. Há outras formas de violência perpetrada inconscientemente aos filhos pelos pais, sendo o exemplo dado anteriormente um caso. No entanto, urge sermos um pouco pragmáticos e equacionar a questão da seguinte forma: Até onde é que vai se pode esticar o conceito tradicional de famÃlia evitando formas de violência para as crianças? Aonde é que fica a fronteira?
Dá-me a impressão, cada vez mais, que bom é aturar os filhos dos outros pois aturar os nossos é como aturarmo-nos a nós próprios. Por vezes, inculcamos a noção de liberdade com aquilo a que nós, quando crianças, não tivemos e gostarÃamos de ter tido mas, e a criança, aonde fica esta? Ter filhos exige muito de nós e é imprescindÃvel estarmos bem para connosco para termos todo o êxito, relativo, que é possÃvel ter.
Comentar a violência que se pratica ao forçar crianças a assistirem a espectáculos culturais ou, por muito trivial que possa parecer, a bares e cafés a altas horas da noite sem olhar à vontade destas, é interessante mas, chega-se sempre a um ponto em que se tem que mostrar um passaporte. De todos os que participam, ideias e considerações são remetidas à mesa e a anuência é fácil, e depois coloca-se sempre a questão pessoal na matéria. Há ideias acerca do tema que são genéricas e facilmente anuÃveis por todos mas é fácil falar de fora, sem matéria de facto consubstanciada em factos que nos ligam, carne com carne, ao objecto da conversa, as crianças. Muitas foram as ideias, dotas e sábias diga-se, mas no final fica-se sempre com a ideia que bom é aturar os filhos dos outros.
Uma criança é um indivÃduo cuja personalidade se está a formar e, apesar de serem o produto do seio familiar, é também um indivÃduo que irá crescer moldado pelas circunstâncias que o mundo que o rodeia lhe proporciona. No caso que referi anteriormente, ou seja, levar uma criança para um espectáculo cultural realizado de noite apenas porque os pais querem muito ir e julgam que se junta o útil ao agradável mas não é assim. A discussão acerca da violência perpetrada pelos pais aos filhos vai muito mais além da violência fÃsica. Há outras formas de violência perpetrada inconscientemente aos filhos pelos pais, sendo o exemplo dado anteriormente um caso. No entanto, urge sermos um pouco pragmáticos e equacionar a questão da seguinte forma: Até onde é que vai se pode esticar o conceito tradicional de famÃlia evitando formas de violência para as crianças? Aonde é que fica a fronteira?
Dá-me a impressão, cada vez mais, que bom é aturar os filhos dos outros pois aturar os nossos é como aturarmo-nos a nós próprios. Por vezes, inculcamos a noção de liberdade com aquilo a que nós, quando crianças, não tivemos e gostarÃamos de ter tido mas, e a criança, aonde fica esta? Ter filhos exige muito de nós e é imprescindÃvel estarmos bem para connosco para termos todo o êxito, relativo, que é possÃvel ter.
domingo, dezembro 12, 2004
Cultura Dominical
Nada como um banho de cultura ao Domingo. Ver futebol da Primeira Divisão Distrital é um autêntico banho de cultura.
Deixo-vos algumas pérolas da cultura futebolÃstica desse palco que é a primeira divisão distrital:
Baixa os cornos ó boi!!
Tu queres mas é uma xuxa!.....no rabo!
Deixo-vos algumas pérolas da cultura futebolÃstica desse palco que é a primeira divisão distrital:
Baixa os cornos ó boi!!
Tu queres mas é uma xuxa!.....no rabo!
Ó xôr agente vá pedir reforços que isto hoje está a ser um autêntico roubo à mão armada!
Sempre acompanhados pelos eternos e imprescindÃveis elogios à senhora mãe do árbitro é claro. O que ainda se aproveita são as minis e as pevides porque de resto é um autêntico arrail de porrada.
sábado, dezembro 11, 2004
Verdade lá palisse
Houve duas coisas que me encheram as medidas esta semana que finda hoje. A primeira foi saber que nem tudo vai mal na economia portuguesa pois, há um sector que vai em franca expansão. Parece que o sector de vendas de automóveis de luxo viu os seus negócios aumentarem significativamente.Terá sido esta a retoma que tanto falava o Primeiro-Ministro despedido, digo, dissolvido, digo desnomeado ou lá o que é?
Outra aspecto que me encheu as medidas foi a valiosa lição que aprendi acerca da corrupção em Portugal. Vale bem a pena pois mesmo que seja detectada, prescreve sempre, e quem a pratica saà ileso. Para mais a Figueira da Foz não se pode queixar porque sempre ficou com umas palmeiras muy xiras por supuesto e que lá fazem muita falta.
Outra aspecto que me encheu as medidas foi a valiosa lição que aprendi acerca da corrupção em Portugal. Vale bem a pena pois mesmo que seja detectada, prescreve sempre, e quem a pratica saà ileso. Para mais a Figueira da Foz não se pode queixar porque sempre ficou com umas palmeiras muy xiras por supuesto e que lá fazem muita falta.
sexta-feira, dezembro 10, 2004
Europa
O Serôdio despoletou uma questão bastante pertinente num comentário que fez a propósito do Post intitulado “Ã�fricaâ€�. A questão que levantou foi bastante pertinente quando é, pertinente também, o futuro referendo que irá ser realizado a propósito da Constituição Europeia e o que isso envolverá no desenrolar das polÃticas comunitárias e seu reflexo nas várias polÃticas nacionais. Quando referi a questão do conceito neo-clássico de nação como pilar vertical de uma polÃtica colonialista dos paÃses europeus em Ã�frica, este, de certa forma, aplica-se também nas movimentações internas, na Comunidade Europeia, quando se negoceia quotas pesqueiras. Não que se pretenda com este post fundamentar uma ou outra posição acerca das pescas,no entanto, é curioso verificar como o mesmo conceito neo-clássico de nação é utilizado qual raminho de salsa num cozinhado de cada um dos paÃses comunitários.
Quando penso acerca da União Europeia, vejo algo muito mais vasto do que a mera associação de vários paÃses unidos por um ideal comunitário. As velhas concepções neo-clássicas de nação diluÃram-se por assim dizer em prol do bem comunitário num plano meramente ideológico. Isso não se verifica no plano prático, pois, o que se verifica é um constante debitar de discursos europeÃstas de Ãndole comunitário e nos bastidores uma praxis polÃtica de mais profundo nacionalismo e interesse umbilical de cada nação que compõe a União Europeia. A questão é tão importante quanto é o referendo que se vai realizar acerca da Constituição Europeia. Sabendo de antemão que, os paÃses mais industrializados e mais populosos, irão, concerteza, continuar com um discurso comunitário e por detrás a efectuar imposições de exigências meramente nacionalistas que irão beneficiar a eles em primeira mão, resta saber, para nós Portugueses, se a questão da maioria qualificada irá beneficiar Portugal e os restantes paÃses mais pequenos e populosos. Volto a questionar a forma como a pergunta do referendo foi colocada. Não concordo com a maioria qualificada, no entanto, concordo com a existência de uma Constituição Europeia. Quanto ao texto da Constituição, tenho sérias reservas quanto a este mas, como tudo na vida ou quase, pode ser emendado.
Uma particularidade da União Europeia que me seduziu foi a possibilidade de se criar um bloco que pudesse fazer frente aos EUA, não que, com isso, pretendesse que a União Europeia tivesse uma posição hegemónica e neo-colonialistas como os EUA têm actualmente. Pretendia que fossemos um barómetro, um ponto de referência e aproveitássemos a imensa cultura europeia, tão impregnada de culturas não-europeias, uma riqueza incalculável, fosse por assim dizer o ponto de referência com as devidas reservas e respeito pela diversidade cultural mundial. Com as movimentações que tenho observado ultimamente, temo, que a União Europeia seja, cada vez mais, um mito. Urge mudar muita coisa na União Europeia.
Quando penso acerca da União Europeia, vejo algo muito mais vasto do que a mera associação de vários paÃses unidos por um ideal comunitário. As velhas concepções neo-clássicas de nação diluÃram-se por assim dizer em prol do bem comunitário num plano meramente ideológico. Isso não se verifica no plano prático, pois, o que se verifica é um constante debitar de discursos europeÃstas de Ãndole comunitário e nos bastidores uma praxis polÃtica de mais profundo nacionalismo e interesse umbilical de cada nação que compõe a União Europeia. A questão é tão importante quanto é o referendo que se vai realizar acerca da Constituição Europeia. Sabendo de antemão que, os paÃses mais industrializados e mais populosos, irão, concerteza, continuar com um discurso comunitário e por detrás a efectuar imposições de exigências meramente nacionalistas que irão beneficiar a eles em primeira mão, resta saber, para nós Portugueses, se a questão da maioria qualificada irá beneficiar Portugal e os restantes paÃses mais pequenos e populosos. Volto a questionar a forma como a pergunta do referendo foi colocada. Não concordo com a maioria qualificada, no entanto, concordo com a existência de uma Constituição Europeia. Quanto ao texto da Constituição, tenho sérias reservas quanto a este mas, como tudo na vida ou quase, pode ser emendado.
Uma particularidade da União Europeia que me seduziu foi a possibilidade de se criar um bloco que pudesse fazer frente aos EUA, não que, com isso, pretendesse que a União Europeia tivesse uma posição hegemónica e neo-colonialistas como os EUA têm actualmente. Pretendia que fossemos um barómetro, um ponto de referência e aproveitássemos a imensa cultura europeia, tão impregnada de culturas não-europeias, uma riqueza incalculável, fosse por assim dizer o ponto de referência com as devidas reservas e respeito pela diversidade cultural mundial. Com as movimentações que tenho observado ultimamente, temo, que a União Europeia seja, cada vez mais, um mito. Urge mudar muita coisa na União Europeia.
quarta-feira, dezembro 08, 2004
Inbicta
Após longa ausência, vou voltar a visitar a Cidade Invicta, o Porto. Espero ter umas histórias para contar quando voltar. Já estava com saudades de uma bela francesinha.
terça-feira, dezembro 07, 2004
Secreta
Sempre pensei que uma organização secreta fosse alvo do maior sigilo quanto aos nomes de quem trabalha para essa organização. Por cá, o SIS, vê os nomes dos seus dirigentes postos nos jornais para que toda a gente saiba quem são. É estranho mas acontece em Portugal.
Outro aspecto acerca da notÃcia veiculada hoje sobre a substituição do Director, aliás, Directora do SIS por um militar, é o facto de me parecer um pouco estranho, senão oportúno, pela contingência da perda do governo por parte daqueles que ainda, provisóriamente, se mantêm em poder. Que o SIS anda por aà a investigar todos nós sabemos mas o que é que investiga ou quem investiga é que não se sabe. O que se sabe é que o SIS está activo e por todo o lado.
Outro aspecto acerca da notÃcia veiculada hoje sobre a substituição do Director, aliás, Directora do SIS por um militar, é o facto de me parecer um pouco estranho, senão oportúno, pela contingência da perda do governo por parte daqueles que ainda, provisóriamente, se mantêm em poder. Que o SIS anda por aà a investigar todos nós sabemos mas o que é que investiga ou quem investiga é que não se sabe. O que se sabe é que o SIS está activo e por todo o lado.
�frica
É curioso verificar como abordamos conflitos entre nações de acordo com a zona geográfica onde estes eclodem. Na Europa, o conflito bósnio foi um conflito étnico, onde, termos como limpeza étnica foram utilizados para descrever os eventos que lá se passaram. Em Ã�frica, os mesmos conflitos são considerados como sendo tribais. A diferença na abordagem do mesmo tema, nestes casos em que Ã�frica e a Europa estão envolvidas, tem subjacente a pesada herança Neo-clássica que nos foi incutida pelos governos europeus como forma de justificar a presença dos paÃses europeus em Ã�frica e seu domÃnio sobre as populações indÃgenas. As potências europeias traçaram mapas de paÃses sem respeitar as seculares nações que já existiam dentro desses territórios, e em muitos casos, estraçalharam nações em vários pedaços distribuÃdos de acordo com os recursos naturais que disponham no seu território. Actualmente, as divisões criadas pelos europeus servem para alimentar conflitos gerados quer por dirigentes africanos, quer ainda pelos paÃses europeus para alcançar os apetecidos recursos naturais, e continuamos assim durante todo este tempo.
Devo confessar que me custa ouvir algumas teorias absolutamente idiotas acerca da pretensa natureza guerreira dos povos africanos e da forma como estes parecem não conseguir viver em paz entre eles. Dá-me a impressão que muitas pessoas julgam que os conflitos entre nações africanas dentro de um mesmo paÃs que é a mesma coisa que um pretenso conflito entre alentejanos e algarvios ou entre portistas e benfiquistas. Fomos ensinados a menosprezar a identidade cultural dos povos africanos e a pensar de acordo com a teoria que “fomentavaâ€� a presença dos paÃses europeus em Ã�frica. A ideia que me referi é a de que os africanos precisavam de nós porque eram selvagens e não conheciam a civilização ocidental.
Há uma coisa que sempre me preocupei em seguir na minha vida. Devo viver a história do meu povo tal como ela é, ou seja, tenho que aprender com o que fiz de mal e com o que fiz de bem.
As reacções à dominação, em muitos aspectos, nefasta dos paÃses europeus sobre Ã�frica foi negativa, no entanto, não posso desculpar, nem tolerar ideologias racistas como reacção a outras ideologias racistas. Não posso tolerar ideologia que enalteçe a negritude nem a pureza racial do branco, por quanto, só conheço o OMO, que lava mais branco, como ideal de brancura.
Devo confessar que me custa ouvir algumas teorias absolutamente idiotas acerca da pretensa natureza guerreira dos povos africanos e da forma como estes parecem não conseguir viver em paz entre eles. Dá-me a impressão que muitas pessoas julgam que os conflitos entre nações africanas dentro de um mesmo paÃs que é a mesma coisa que um pretenso conflito entre alentejanos e algarvios ou entre portistas e benfiquistas. Fomos ensinados a menosprezar a identidade cultural dos povos africanos e a pensar de acordo com a teoria que “fomentavaâ€� a presença dos paÃses europeus em Ã�frica. A ideia que me referi é a de que os africanos precisavam de nós porque eram selvagens e não conheciam a civilização ocidental.
Há uma coisa que sempre me preocupei em seguir na minha vida. Devo viver a história do meu povo tal como ela é, ou seja, tenho que aprender com o que fiz de mal e com o que fiz de bem.
As reacções à dominação, em muitos aspectos, nefasta dos paÃses europeus sobre Ã�frica foi negativa, no entanto, não posso desculpar, nem tolerar ideologias racistas como reacção a outras ideologias racistas. Não posso tolerar ideologia que enalteçe a negritude nem a pureza racial do branco, por quanto, só conheço o OMO, que lava mais branco, como ideal de brancura.
segunda-feira, dezembro 06, 2004
Laranja manhosa
Já estava a estranhar o facto de ainda não ter aparecido nenhuma notÃcia acerca do caso de Camarate. De cada vez que o PSD se vê na iminência de sair do poder, sai sempre uma notÃcia acerca do caso Camarate. Já foram feitos milhares de estudos acerca do que terá sucedido no dia em que o avião de Sá Carneiro caÃu e, todos eles, indicam que não há matéria de facto suficiente para alimentar a teoria de um atentado. Devo referir que não me pronunciarei acerca de qualquer umas das teorias em voga acerca do caso pois, apesar de muitos artigos escritos, não creio ter informação suficiente para me inclinar para qualquer umas das teorias. No entanto, só estranho é o timming das notÃcias acerca do caso Camarate. Se repararam, as notÃcias acerca do caso, vêem sempre em alturas de aperto eleitoral para o PSD. Parece-me que se pretende criar um mártir a todo o custo e assim cimentar a ideia latente da reedição da AD. Já comentei com algumas pessoas o meu receio acerca das próximas eleições. Todos contam com uma vitória esmagadora de Sócrates nas próximas eleições mas, eu pessoalmente, conto com um PSD exÃmio em propaganda barata e um eleitorado de sua cor que faz das várias votações uma romaria. Temo que, pelo facto das sondagens darem uma vitória certa de Sócrates, o nÃvel de abstenção seja elevado e com isso, a AD, que está a incubar, me pregue um susto valente com a possibilidade de poder formar governo. Espero que a Esquerda veja a sua posição fortalecida no Governo com mais ou menos Sócrates mas que seja a esquerda a comandar os destinos do paÃs nos próximos tempos.
Poderão pensar que estarei a exagerar, pois vos digo que espero bem que sim. Todo o cuidado é pouco neste momento. Não se esqueçam que o eleitorado laranja é idoso, adivinhem lá quem é que foi aumentado.
Poderão pensar que estarei a exagerar, pois vos digo que espero bem que sim. Todo o cuidado é pouco neste momento. Não se esqueçam que o eleitorado laranja é idoso, adivinhem lá quem é que foi aumentado.
domingo, dezembro 05, 2004
Campo e a cidade
Já li, por diversas vezes, odes à vida no campo e mais propriamente, às pessoas dos meios rurais. Franqueza e sinceridade são os pilares da descrição que fazem sobre as pessoas dos meios rurais. Mas será essa a verdadeira essência das pessoas do campo? Sempre vi o campo e as pessoas que o habitam como uma só coisa, um único ser vivo, que é desconcertantemente por um lado e terno pelo outro. Muitos poderão pensar que há uma certa magia na forma primacial do trato das pessoas que vivem nos campos. As pessoas do campo, que são também o campo, são trágicas como o tempo e o mudar das estações o é. São generosas como a Primavera e duras como o Inverno. As primaveras são pródigas em fartura e resplendor, as pessoas do campo também o são. A franqueza e sinceridade das pessoas do campo é como a chuva numa tarde solarenga, vem inesperadamente, molha, faz-nos sentir os tremendos ossos do corpo, voltamos à forma primacial, aconchegamo-nos com medo do frio. Os elementos esculpem nas pessoas a sua alma o seu viver a sua dimensão, são pequeninas, têm consciência do seu papel no meio em que vivem.
A cidade, esse campo enorme de flores e árvores de pedra e cimento, têm pessoas pequeninas. Vivem num só dia as quatro estações do ano. São esculpidas pelos elementos. Circulam, correm e são moldadas pelos elementos mas não se apercebem o quão pequeninas são ao lado da floresta de pedra. A primavera é pródiga também na cidade, as pessoas são generosas quando estão em si na primavera.
A cidade, esse campo enorme de flores e árvores de pedra e cimento, têm pessoas pequeninas. Vivem num só dia as quatro estações do ano. São esculpidas pelos elementos. Circulam, correm e são moldadas pelos elementos mas não se apercebem o quão pequeninas são ao lado da floresta de pedra. A primavera é pródiga também na cidade, as pessoas são generosas quando estão em si na primavera.
sábado, dezembro 04, 2004
Pus-me a pensar
Pus-me a pensar e não falhando ao que é costumeiro da minha simples pessoa, saÃu uma ideia espatafúrdia, como de habitual. Tenho uma série de contadores e sites trackers e dei por mim a pensar: " Não será isto um pouco Pidesco? esta mania de saber quem é que vem e de onde vem?" o que vale é que me passou depressa.
Parabéns ao Cacaoccino
Fez no outro dia um ano de existência, um blog de duas meninas muy simpáticas por supuesto e que eu tenho vindo a acompanhar. Como desnaturado que sou, já a minha mãe mo diz constasntemente, pequei por não ter feito, atempadamente, menção a tão jubilosa efemeridade. Assim, e esperando que não seja tarde demais, Parabéns miúdas!!! Continuem a presentear-nos com a vossa boa disposição e sentido crÃtico aguçado. Ganhei um hábito desde algum tempo para cá, não passo sem a minha dose de Chocolate.
sexta-feira, dezembro 03, 2004
Tolerância
Não tive oportunidade de fazer uma menção especial à Luta contra a Sida por falta de tempo. No entanto, é curioso verificar que, por vezes, algo que parece positivo pode fazer-nos muito mal.
É tolerante pois não olha a raça, credo, convicções polÃticas, orientação sexual, sexo nem idade mas mata! Protegam-se do Virus HIV!
É tolerante pois não olha a raça, credo, convicções polÃticas, orientação sexual, sexo nem idade mas mata! Protegam-se do Virus HIV!
Caridade e consumismo
Lá estava o Oliveirinha a circular por entre uma dessas superfÃcies comerciais, autêntico hino ao consumismo desenfreado, quando fui abordado por uma simpática e assertiva moça de um stand. Eu parei e deixei que a moça me debitasse o discurso, minuciosamente estudado e decorado, a uma velocidade estonteante à razão de 10 palavras por segundo quase. Nada de estranho com este tipo de abordagem, no entanto, é agora o momento em que se diz “ Now the plot thickens! “, ou seja, agora vou explicar o que eu vi, como vi e qual a minha reacção a tudo aquilo.
Devo dizer, antes demais, que as obras de caridade são de salutar, como também é de salutar as pessoas que, por um motivo ou outro, prestam o seu trabalho ou auxÃlio a essas obras de caridade. Nem tudo o que luz é ouro, penso eu. A moça que referi anteriormente estava a trabalhar para uma obra de caridade que, através da venda de um cartão de descontos, iria auxiliar quatro instituições. Até aqui tudo bem senão fosse eu ser um tipo um pouco complicado por vezes, confesso. Faz-me um pouco de confusão certas obras de caridade que se aliam a empresas comerciais em que, as empresas comerciais, utilizam, de certa forma, a boa vontade das pessoas em ajudar o próximo para dessa forma angariar clientes. As empresas que aderiram ao cartão, dá-me a impressão, pensaram da seguinte forma: “ Vou queimar alguns impostos e angariar clientes com o engodo do desconto que esse cartão proporcionaâ€� Agora pergunto, nesta perspectiva, aonde está a Caridade? Assim custa-me dar seja lá o que for por causa dessas empresas “caridosasâ€�. Quanto à moça, devo dizer, nada tenho a apontar, a não ser um pequeno detalhe. Quando esta debitava o discurso de uma forma mecanizada, a uma dada altura, só me lembrei daquelas máquinas que dizem: “ crrr crrr soy un iorro sin verguença, day me una moneda! Quiero hablar contigoâ€� a moça que me desculpe mas foi isso que eu me lembrei quando a ouvi a debitar o discurso.
Moral da história, confesso que sou esquisito por vezes e que talvez seja pouco rÃgido com alguns valores e convicções pessoais mas, devo dizer também, o consumismo faz-me impressão, puxa de mim as mais estranhas reacções. Quanto à caridade, dou de bom grado, em dinheiro ou géneros à s Instituições de caridade e não a essas joint-ventures com interesses pouco caridosos de certas empresas.
Devo dizer, antes demais, que as obras de caridade são de salutar, como também é de salutar as pessoas que, por um motivo ou outro, prestam o seu trabalho ou auxÃlio a essas obras de caridade. Nem tudo o que luz é ouro, penso eu. A moça que referi anteriormente estava a trabalhar para uma obra de caridade que, através da venda de um cartão de descontos, iria auxiliar quatro instituições. Até aqui tudo bem senão fosse eu ser um tipo um pouco complicado por vezes, confesso. Faz-me um pouco de confusão certas obras de caridade que se aliam a empresas comerciais em que, as empresas comerciais, utilizam, de certa forma, a boa vontade das pessoas em ajudar o próximo para dessa forma angariar clientes. As empresas que aderiram ao cartão, dá-me a impressão, pensaram da seguinte forma: “ Vou queimar alguns impostos e angariar clientes com o engodo do desconto que esse cartão proporcionaâ€� Agora pergunto, nesta perspectiva, aonde está a Caridade? Assim custa-me dar seja lá o que for por causa dessas empresas “caridosasâ€�. Quanto à moça, devo dizer, nada tenho a apontar, a não ser um pequeno detalhe. Quando esta debitava o discurso de uma forma mecanizada, a uma dada altura, só me lembrei daquelas máquinas que dizem: “ crrr crrr soy un iorro sin verguença, day me una moneda! Quiero hablar contigoâ€� a moça que me desculpe mas foi isso que eu me lembrei quando a ouvi a debitar o discurso.
Moral da história, confesso que sou esquisito por vezes e que talvez seja pouco rÃgido com alguns valores e convicções pessoais mas, devo dizer também, o consumismo faz-me impressão, puxa de mim as mais estranhas reacções. Quanto à caridade, dou de bom grado, em dinheiro ou géneros à s Instituições de caridade e não a essas joint-ventures com interesses pouco caridosos de certas empresas.
quinta-feira, dezembro 02, 2004
Desgoverno para a Rua!
Acordei ontem com uma curiosidade enorme em saber qual teria sido a reacção da imprensa nacional sobre a Dissolução do parlamento Português. Nada, nada de nada, percorri vários jornais internacionais e nenhum deles faz sequer menção ao sucedido ontem. Que Portugal assume uma importância muito relativa no panorama Internacional já se sabia mas, a dissolução de um Parlamento, seja lá onde for, é notÃcia sempre. Os destaques foram ganhos pela mega-greve na Itália e Portugal nada. Será que de alguma forma o que sucedeu hoje não tem relevância alguma por se estar à espera à muito tempo? Nem mesmo com um presidente português da União Europeia? Daqui podemos ver o quanto o nosso paÃs perdeu em projecção e, de certa forma, credibilidade aos olhos dos observadores internacionais.
Passando para um outro ponto, de suma importância, e que tem a ver com a leitura que faço desta situação em que nos encontramos, devo dizer que fiquei satisfeito com a decisão do presidente da República e com o facto de se aproximar, com as eleições, um momento de levantamento do ânimo geral do paÃs. Esta situação porém traz em anexo outras questões importantes que implicam alguns problemas. O Desgoverno, ainda em funções, fazendo apanágio da sua forma de despolÃtica, fará concerteza ainda muitos estragos até à s eleições. É altura de engordar os sacos azuis antes que seja tarde, e também, inaugurar muitas obras de fachada para as eleições autárquicas e legislativas que se aproximam. Com isto, o futuro governo terá problemas adicionais para governar. A grande expectativa estará no que os partidos a concurso apresentarão ao paÃs. Logo veremos, creio que seja esta a última hipótese para qualquer governo demonstrar que afinal pode-se fazer polÃtica seriamente em Portugal, e que, no fundo, ainda há esperança.
Quanto à actuação Presidente da República, devo dizer que continuo a achar que este errou ao dar o Poder, de uma forma dinástica, a uma coligação descoligante e enferma em projecto e capacidade de governação. Perdemos 4 meses que, infelizmente, se revelaram como se de 4 anos se tratassem.
Passando para um outro ponto, de suma importância, e que tem a ver com a leitura que faço desta situação em que nos encontramos, devo dizer que fiquei satisfeito com a decisão do presidente da República e com o facto de se aproximar, com as eleições, um momento de levantamento do ânimo geral do paÃs. Esta situação porém traz em anexo outras questões importantes que implicam alguns problemas. O Desgoverno, ainda em funções, fazendo apanágio da sua forma de despolÃtica, fará concerteza ainda muitos estragos até à s eleições. É altura de engordar os sacos azuis antes que seja tarde, e também, inaugurar muitas obras de fachada para as eleições autárquicas e legislativas que se aproximam. Com isto, o futuro governo terá problemas adicionais para governar. A grande expectativa estará no que os partidos a concurso apresentarão ao paÃs. Logo veremos, creio que seja esta a última hipótese para qualquer governo demonstrar que afinal pode-se fazer polÃtica seriamente em Portugal, e que, no fundo, ainda há esperança.
Quanto à actuação Presidente da República, devo dizer que continuo a achar que este errou ao dar o Poder, de uma forma dinástica, a uma coligação descoligante e enferma em projecto e capacidade de governação. Perdemos 4 meses que, infelizmente, se revelaram como se de 4 anos se tratassem.
terça-feira, novembro 30, 2004
Adeusinho!!
Não consigo expressar a alegria que tenho por saber que o Sampaio mandou o Santana Flopes para o Desemprego. Ups!! lá vai a taxa de desemprego aumentar outra vez com mais um desempregado!!!!
Justitia
Qualquer sociedade, de um qualquer paÃs, pretende-se justa. A justiça é um dos pilares basilares de uma nação que se forma ou emancipa. A sua celeridade, o seu funcionamento e a sua rectidão, são a garantia tácita de que todos os que compõem essa sociedade poderão viver com um relativo, mas estável, sentido de justiça e de paz. A simples noção de poder apelar a um sistema que julga, que pune, que absolve, de uma forma justa, os que são inocentes de quem prevarica, é a garantia moral que, apesar de tudo, alguma coisa funciona.
Descartes dizia que se uma premissa estiver errada, todos os juÃzos subsequentes estarão errados também, apesar de estes poderem parecer encerrar em si uma lógica. Quando um sistema judicial de um qualquer paÃs assenta a sua preponderância na figura de um Juiz e de um delegado do Ministério público, está a pender, sobre a justiça, as premissas de duas figuras. Como os demais, são humanos, têm pensamentos, convicções, incertezas, certezas e razões que os movem, os impelem, para analisar os demais e o mundo que os rodeia. Têm premissas como todos nós e raciocÃnios lógicos também como nós, são falÃveis, como falÃvel é qualquer ser humano. No entanto, um sistema que prevê uma polÃtica de amedrontamento latente de todos os intervenientes do Sistema Judicial, fazendo com que estes mergulhem num mar lunático da tranquilidade, podre, de princÃpios que aos factos nada servem, antes pelo contrário, é romper abruptamente toda e qualquer esperança que depositamos num sistema que preconiza a luta entre o BEM e o MAL. O Sistema mergulha numa espiral em que não se distingue um pólo do outro, está confuso. O BEM pode ser o MAL e vice-versa e o princÃpio do contraditório entra, afinal somos humanos, temos que compreender que poderemos errar.
Nem tudo está mal no Sistema Judicial, este é galante e educado, reconhece os demais notáveis representantes da mais fina Sociedade. A boa sociedade vê aqui a celeridade de um sistema que pune, que anda, que assegura a necessária segurança para prosseguirmos na luta entre o BEM e o MAL. O Sistema vive numa grave depressão, aconselha-se uma higiene do sono eficaz para evitar as alucinações corporativistas que o apoquentam. Deverá fugir das suas secretarias poeirentas que lhe causam sinusite e má disposição, os secretários não são pajens de costas largas para aguentarem a todo custo os impropérios, o Hospital está cheio. Como fase final, aconselha-se uma terapia ocupacional, a actividade far-lhe-á levantar a moral e a auto-estima. O exercÃcio fará maravilhosas melhorias ao seu aspecto que se arrasta.
Devo dizer primeiro que não sou advogado, nem juiz, nem Delegado do Ministério Público e respeito o trabalho dos referidos mas, não desculpo o Sistema Judicial nem o Corporativismo da classe.
Descartes dizia que se uma premissa estiver errada, todos os juÃzos subsequentes estarão errados também, apesar de estes poderem parecer encerrar em si uma lógica. Quando um sistema judicial de um qualquer paÃs assenta a sua preponderância na figura de um Juiz e de um delegado do Ministério público, está a pender, sobre a justiça, as premissas de duas figuras. Como os demais, são humanos, têm pensamentos, convicções, incertezas, certezas e razões que os movem, os impelem, para analisar os demais e o mundo que os rodeia. Têm premissas como todos nós e raciocÃnios lógicos também como nós, são falÃveis, como falÃvel é qualquer ser humano. No entanto, um sistema que prevê uma polÃtica de amedrontamento latente de todos os intervenientes do Sistema Judicial, fazendo com que estes mergulhem num mar lunático da tranquilidade, podre, de princÃpios que aos factos nada servem, antes pelo contrário, é romper abruptamente toda e qualquer esperança que depositamos num sistema que preconiza a luta entre o BEM e o MAL. O Sistema mergulha numa espiral em que não se distingue um pólo do outro, está confuso. O BEM pode ser o MAL e vice-versa e o princÃpio do contraditório entra, afinal somos humanos, temos que compreender que poderemos errar.
Nem tudo está mal no Sistema Judicial, este é galante e educado, reconhece os demais notáveis representantes da mais fina Sociedade. A boa sociedade vê aqui a celeridade de um sistema que pune, que anda, que assegura a necessária segurança para prosseguirmos na luta entre o BEM e o MAL. O Sistema vive numa grave depressão, aconselha-se uma higiene do sono eficaz para evitar as alucinações corporativistas que o apoquentam. Deverá fugir das suas secretarias poeirentas que lhe causam sinusite e má disposição, os secretários não são pajens de costas largas para aguentarem a todo custo os impropérios, o Hospital está cheio. Como fase final, aconselha-se uma terapia ocupacional, a actividade far-lhe-á levantar a moral e a auto-estima. O exercÃcio fará maravilhosas melhorias ao seu aspecto que se arrasta.
Devo dizer primeiro que não sou advogado, nem juiz, nem Delegado do Ministério Público e respeito o trabalho dos referidos mas, não desculpo o Sistema Judicial nem o Corporativismo da classe.
segunda-feira, novembro 29, 2004
Middle age crisis
De todo o tempo que me conheço, conheci várias pessoas, várias personalidades, vários episódios imemoráveis por vários motivos. No entanto, é engraçado ver como certas pessoas crescem e envelhecem, enfim, amadurecem. Encontrei uma amiga minha que não via à 10 anos, ela, para mim, pareceu-me igual à última vez que a vi, mas ela disse-me que eu estava muito diferente. Quando ela me disse : " Estás mais gordo pá! " eu fiquei a pensar cá para os meus botões: " hum...gordo!? Bolas! tou só com 75 Kg que para a minha altura é muito bom!" só depois é que me lembrei que, a minha amiga, quando me viu pela última vez eu era um trinca espinhas com 63 Kg. O tempo passa depressa.
Outro aspecto que têm estes momentos de reencontro é o facto de nós inculcarmos as recordações que temos de pessoas que já não vemos à muito tempo. Regra geral, as pessoas mudam, vão amadurecendo e, infelizmente, vão ficando muito chatas. Estarmos a conversar com pessoal que conhecemos quando éramos crianças, recordando os episódios imemoráveis de mil diabruras e verificar como entretanto ficaram chatos , faz-nos pensar acerca de várias coisas. Claro está que já não faço nem metade das diabruras que fazia quando mais jovem, no entanto, tenho um puto traquinas dentro de mim, é mais forte do que eu confesso.
Outro aspecto que têm estes momentos de reencontro é o facto de nós inculcarmos as recordações que temos de pessoas que já não vemos à muito tempo. Regra geral, as pessoas mudam, vão amadurecendo e, infelizmente, vão ficando muito chatas. Estarmos a conversar com pessoal que conhecemos quando éramos crianças, recordando os episódios imemoráveis de mil diabruras e verificar como entretanto ficaram chatos , faz-nos pensar acerca de várias coisas. Claro está que já não faço nem metade das diabruras que fazia quando mais jovem, no entanto, tenho um puto traquinas dentro de mim, é mais forte do que eu confesso.
DVD voador
À quatro dias foi nomeado e já apresentou o pedido de demissão, o Ministro dos Desportos, entretanto recebeu um DVD que foi janela fora. Quem é que levou com o DVD em cima?
Na carta de demissão o ministro fala em traição. Será que prometeram um gabinete com DVD e afinal este não tinha?
Na carta de demissão o ministro fala em traição. Será que prometeram um gabinete com DVD e afinal este não tinha?
domingo, novembro 28, 2004
Coerência
Nada como uma boa dose de coerência para que uma pessoa ganhe respeito pelos seus pares. Prezo bastante a coerência de uma pessoa no que concerne aos seus ideias e opções de vida. O que não prezo é ver um "comunista" a falar de sua ideologia e a comentar quanto é que ganhou de dividendos com as acções de empresas privatizadas, há um mÃnimo. De facto, pessoas assim existem bastantes e de vários quadrantes mas chateiam, prefiro vinte jovens com cabelinho pelos olhos do PP a um "comunista" de garganta, incoerente, a pregar a sua suposta ideologia e a viver de forma completamente oposta aos ideias que este prega. Neste caso, os jovens do PP, ganham apenas pela coerência e por ficarem caladinhos à minha beira para não estragarem muito o ambiente.
sábado, novembro 27, 2004
Noite de Fados
Nada como fazer valer velhas tradições, ou em alternativa, criar novas tradições. Foi o que aconteçeu ontem algures no Portugal Profundo onde eu estive. Cantar fado com sotaque brasileiro e bossa nova com sotaque português produz uma noite muito divertida se acompanhada com uns valentes copos e uma lareira. A Brigada de Trânsito é que ia estragando a festa mas lá se passou a barricada, pagando a portagem com um fadinho cantado com sotaque brasileiro.
Parecem bandos dji Arara, Ã solta
Os moleques, os moleques....
Tive mais sorte do que juÃzo, parece-me.
Parecem bandos dji Arara, Ã solta
Os moleques, os moleques....
Tive mais sorte do que juÃzo, parece-me.
sexta-feira, novembro 26, 2004
Emigração
À muitos anos atrás ouvi de pessoas naturais de paÃses onde se verificava uma onda de emigração bastante significativa, comentários xenófobos e racistas. Anos mais tarde, e como a vida dá voltas estranhas, oiço hoje em dia os mesmos comentários de compatriotas meus, ipsis verbis. É estranho ver como as afirmações e expressões xenófobas são similares por entre os vários paÃses europeus, inclusive, Portugal. Sempre tive em conta que os Portugueses, genericamente, eram tolerantes em relação aos estrangeiros, mas aprendi que isso verifica-se em relação aos estrangeiros que estão de passagem. Não descobri a pólvora, aliás, a nossa história é rica em episódios de tolerância perante outros povos e também, o reverso da medalha. É necessário termos em conta que também fomos emigrantes, e somos ainda, noutros paÃses e lá passámos as passas do Algarve.
O fenómeno da xenofobia é como que um trigger shot para expiação dos males de um paÃs, ou seja, é mais fácil inculcar as culpas, seja lá do que for, no outro, o desconhecido, do que nos apontarmos na equação. De alguma forma, é humano e animalesco ao mesmo tempo daÃ, atendendo ao facto de estarmos num ponto civilizacional tão avançado, ou pelo menos, presumimos que sim, estes actos, animalescos, já não têm razão de ser. Os emigrantes são uma mais valia para qualquer paÃs se as autoridades desse paÃs souberem tirar proveito disso.
Durante muito tempo foi-nos incutida a noção de paÃs, nação num espaço fÃsico e concreto, estanque. Hoje em dia, com o advento da comunicação, os paÃses são as respectivas culturas e as pessoas que vestem e representam essa cultura, como tal, somos, quer queiramos quer não, cidadãos do mundo.
O fenómeno da xenofobia é como que um trigger shot para expiação dos males de um paÃs, ou seja, é mais fácil inculcar as culpas, seja lá do que for, no outro, o desconhecido, do que nos apontarmos na equação. De alguma forma, é humano e animalesco ao mesmo tempo daÃ, atendendo ao facto de estarmos num ponto civilizacional tão avançado, ou pelo menos, presumimos que sim, estes actos, animalescos, já não têm razão de ser. Os emigrantes são uma mais valia para qualquer paÃs se as autoridades desse paÃs souberem tirar proveito disso.
Durante muito tempo foi-nos incutida a noção de paÃs, nação num espaço fÃsico e concreto, estanque. Hoje em dia, com o advento da comunicação, os paÃses são as respectivas culturas e as pessoas que vestem e representam essa cultura, como tal, somos, quer queiramos quer não, cidadãos do mundo.
A cauda da Europa
Ouvi na rádio que efectuaram um estudo a 900 crianças pela Europa inteira e descobriram que os Portugueses são os que menos prendas recebem no Natal. Muito bem, descobriram a pólvora! Atendendo ao facto que Portugal ocupa a cauda da Europa, o que é que eles esperavam? Milagres?
Esta história de Portugal ocupar a cauda da Europa leva-me a pensar em que animais estavam a pensar quando meteram Portugal na cauda. Será um peixe? Se for um peixe estamos tramados porque de um lado o urso (Rússia) come do outro a águia pega (EUA).
Esta história de Portugal ocupar a cauda da Europa leva-me a pensar em que animais estavam a pensar quando meteram Portugal na cauda. Será um peixe? Se for um peixe estamos tramados porque de um lado o urso (Rússia) come do outro a águia pega (EUA).
quinta-feira, novembro 25, 2004
Artigo 527
Hoje aprendi mais uma particulariedade do sistema eleitoral Norte-Americano. Existe um artigo, o 527, da Lei eleitoral Norte - Americana que prevê, por haver um vazio legal, que seja possÃvel que um determinado grupo de cidadãos possa, inpunemente, enviar mensagens para os Media tecendo considerações acerca dos candidatos de uma eleição qualquer. Assim, e segundo o referido artigo, é possÃvel que um grupo de cidadãos emita um spot na televisão a dizer que o candidato x cheira mal da boca. O curioso desta situação é que os referidos grupos podem ser financiados indiscriminadamente pois, estes grupos, não são abrangidos pela Lei de financiamentos dos partidos polÃticos e como tal, the sky is the limit. O único do limite que existe para a utilização deste artigo é o facto de não ser permitido com este artigo fazer pressão para votar ou não votar num determinado candidato.
Os Estados Unidos são um contrasenso em termos no que respeita a Democracia, se é que existe mesmo por lá. Concerteza que este artigo foi publicado numa altura, que não a nossa, em que deveria haver o mÃnimo de elegância e até mesmo um interesse em debater projectos polÃticos e ideias base para a governação de um paÃs. Na actualidade, o projecto polÃtico de cada candidato é dispensável, o que interessa, segundo o eleitorado norte-americano, é o candidato e a sua religião.
Parece algo distante mas é importante verificar que, um paÃs como o Estados Unidos, com uma posição global hegemónica, não consegue, nem sabe viver em democracia, havendo até um déficit democrático naquele paÃs. O mais grave é que este tÊm o maior e mais bem apetrechado exército do mundo e andam por aà a dar lições de democracia, aliás, quanto à s lições de democracia, os Estados Unidos, parecem aqueles alunos cábulas que não estudaram para o exame então começam a mandar uns bitaites a ver conseguem que alguém, inadvertidamente, lhes dê algumas pistas para o que querem saber sem perguntar directamente ou admitir que não vêem um boi da questão.
Os Estados Unidos são um contrasenso em termos no que respeita a Democracia, se é que existe mesmo por lá. Concerteza que este artigo foi publicado numa altura, que não a nossa, em que deveria haver o mÃnimo de elegância e até mesmo um interesse em debater projectos polÃticos e ideias base para a governação de um paÃs. Na actualidade, o projecto polÃtico de cada candidato é dispensável, o que interessa, segundo o eleitorado norte-americano, é o candidato e a sua religião.
Parece algo distante mas é importante verificar que, um paÃs como o Estados Unidos, com uma posição global hegemónica, não consegue, nem sabe viver em democracia, havendo até um déficit democrático naquele paÃs. O mais grave é que este tÊm o maior e mais bem apetrechado exército do mundo e andam por aà a dar lições de democracia, aliás, quanto à s lições de democracia, os Estados Unidos, parecem aqueles alunos cábulas que não estudaram para o exame então começam a mandar uns bitaites a ver conseguem que alguém, inadvertidamente, lhes dê algumas pistas para o que querem saber sem perguntar directamente ou admitir que não vêem um boi da questão.
Plano
A minha amiga Daniela enviou-me um mail com uma ideia genial, não de sua autoria mas não deixa de ser uma boa ideia. Na minha óptica, esta é a via mais fácil para nos livrarmo-nos de Alberto João Jardim, já que a Sibéria não é nossa e as rendas são um balúrdio.
Eis o plano:
Passo 1: Trocamos a Madeira pela Galiza, têm que levar o Alberto João Jardim .
Passo 2: Os galegos são uma boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário). A industria têxtil portuguesa é revitalizada. A Espanha fica encurralada pelos Bascos e Alberto João Jardim .
Passo 3: Desesperados os espanhóis tentam devolver a Madeira (e Alberto joão). A malta não aceita.
Passo 4: Oferecem também o Pais Basco. A malta mantém-se firme e não aceita.
Passo 5: A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais desesperados os espanhóis oferecem-nos: a Madeira, PaÃs Basco e Catalunha. A contrapartida é termos que ficar com o Alberto João e os Etarras. A malta arma-se em difÃcil mas aceita.
Passo 6: Dá-se a independência ao PaÃs Basco, a contrapartida é eles ficarem com o Alberto João. A malta da Eta pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o Alberto João a Madeira torna-se um paraÃso. A Catalunha não causa problemas (no fundo no fundo, são mansos).
Passo 7: Afinal a Eta não aguenta com o Alberto João, que entretanto assume o poder. O PaÃs Basco pede para se tornar território português. A malta aceita (apesar de estar lá o Alberto João).
Passo 8: No PaÃs Basco não há carnaval. O Alberto João emigra para o Brasil...
Passo 9: O Governo brasileiro pede para voltar a ser território português. A malta aceita e manda o Alberto João para a Madeira.
Passo 10: Com os jogadores brasileiros mais os portugueses (e apesar do Alberto João) Portugal torna-se campeão do mundo de futebol! Alberto João enfraquecido pelos festejos do carnaval na Madeira e Brasil, não aguenta a emoção e zás batea sola. Passo 11: E todos viveram felizes para sempre!
Eis o plano:
Passo 1: Trocamos a Madeira pela Galiza, têm que levar o Alberto João Jardim .
Passo 2: Os galegos são uma boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário). A industria têxtil portuguesa é revitalizada. A Espanha fica encurralada pelos Bascos e Alberto João Jardim .
Passo 3: Desesperados os espanhóis tentam devolver a Madeira (e Alberto joão). A malta não aceita.
Passo 4: Oferecem também o Pais Basco. A malta mantém-se firme e não aceita.
Passo 5: A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais desesperados os espanhóis oferecem-nos: a Madeira, PaÃs Basco e Catalunha. A contrapartida é termos que ficar com o Alberto João e os Etarras. A malta arma-se em difÃcil mas aceita.
Passo 6: Dá-se a independência ao PaÃs Basco, a contrapartida é eles ficarem com o Alberto João. A malta da Eta pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o Alberto João a Madeira torna-se um paraÃso. A Catalunha não causa problemas (no fundo no fundo, são mansos).
Passo 7: Afinal a Eta não aguenta com o Alberto João, que entretanto assume o poder. O PaÃs Basco pede para se tornar território português. A malta aceita (apesar de estar lá o Alberto João).
Passo 8: No PaÃs Basco não há carnaval. O Alberto João emigra para o Brasil...
Passo 9: O Governo brasileiro pede para voltar a ser território português. A malta aceita e manda o Alberto João para a Madeira.
Passo 10: Com os jogadores brasileiros mais os portugueses (e apesar do Alberto João) Portugal torna-se campeão do mundo de futebol! Alberto João enfraquecido pelos festejos do carnaval na Madeira e Brasil, não aguenta a emoção e zás batea sola. Passo 11: E todos viveram felizes para sempre!
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