Sempre tive a noção de que um paÃs, para ser verdadeiramente desenvolvido, deveria fazer uma verdadeira e nÃtida aposta na Investigação CientÃfica e Educação. Em Portugal, isto, não é feito, sendo considerado um custo demasiado excessivo para os cofres do Estado. Quando Portugal entrou na União Europeia, a Irlanda, estava na cauda da Europa, no entanto, quase vinte anos volvidos, Portugal está bem atrás da Irlanda. O investimento realizado na Educação e na Investigação tecnológico pela Irlanda produziu os seus frutos, por cá, temos mais auto-estradas e vários sectores produtivos do paÃs completamente devassados e vendidos ao preço da uva mijona literalmente. Pergunto-me até quando? Até quando é que a Investigação CientÃfica e a Educação serão tão desprezadas?
Espanha investiu no projecto Airbus e facilmente poderemos pensar que, A Espanha, investiu com o intuÃto de obter lucros com as vendas do novo aparelho da Airbus. Não foi esse o ganho significativo de Espanha, foi antes, a imagem de inovação e capacidade tecnológica que Espanha transmitiu para o estrangeiro e, consequentemente, as empresas exportadoras espanholas. Será tão difÃcil perceber isto?
terça-feira, janeiro 18, 2005
Adenda
Devo fazer uma pequena adenda ao post anterior intitulado Anita vai à China apenas para referir o seguinte:
O Presidente da República, Jorge Sampaio, cometeu um erro crasso ao permitir que um Governo, não eleito, subisse ao poder. Depois disso, decidiu dissolver o governo e convocar eleições antecipadas, o que, a meu ver, só peca por tardio. No entanto, não deixo de suspeitar que, a decisão de dissolver o parlamento, só foi tomada após pressão da Banca e grandes empresários exercida sobre o presidente da república. Somente isto explica o que Jorge Samapaio disse, e a forma como o disse, na visita oficial à China. Quanto a traições, facadas e outras actividades circenses, estas, deixo-as a Santana Lopes, esse sim, o verdadeiro mestre e pessoa com propriedade para falar acerca disso.
O Presidente da República, Jorge Sampaio, cometeu um erro crasso ao permitir que um Governo, não eleito, subisse ao poder. Depois disso, decidiu dissolver o governo e convocar eleições antecipadas, o que, a meu ver, só peca por tardio. No entanto, não deixo de suspeitar que, a decisão de dissolver o parlamento, só foi tomada após pressão da Banca e grandes empresários exercida sobre o presidente da república. Somente isto explica o que Jorge Samapaio disse, e a forma como o disse, na visita oficial à China. Quanto a traições, facadas e outras actividades circenses, estas, deixo-as a Santana Lopes, esse sim, o verdadeiro mestre e pessoa com propriedade para falar acerca disso.
segunda-feira, janeiro 17, 2005
Perplexo
Fiquei perplexo quando ouvi a notÃcia acerca de um estudo efectuado ao Sistema de Saúde Português que indicava que pelo menos 36.000 óbitos poderiam ter sido evitados se existissem melhores cuidados de saúde e, essencialmente, meios de rastreio e prevenção de doenças. Num época em que o combate ao défice orçamental está na ordem do dia, é importante verificar como a Administracção pública desperdiça milhões de Euros em cuidados de saúde que poderiam ser evitados com acções de rastreio.
Anita vai à China
A visita oficial de Jorge Sampaio à República Popular da China tem causado, em mim, alguma indignação, não pela simples visita, mas sim, pelos constantes e sucessivos discursos, qual brochuras comerciais da China, ditos por quem se intitula o paladino da Democracia. Faz-me impressão a forma cândida como tem vindo a ser abordado um paÃs que viola insistentemente os mais básicos e fundamentais direitos consagrados pela declaração universal dos direitos dos homens. É importante referir que, enquanto o Jorginho passeava de comboio a 400Km/hora, percorria um paÃs que:
Utiliza a Penal capital com requintes de malvadez, ou seja, utiliza a execução de prisioneiros com uma bala na nuca que, religiosamente, terá que ser paga pelos familiares, a bala refiro-me.
Não respeita o princÃpio da liberdade religiosa ao perseguir católicos e seguidores do Falong Dong.
Ocupou o Tibete e, militantemente, tem procurado destruir a cultura Tibetana.
Utiliza o trabalho escravo de prisioneiros polÃticos em fábricas.
Possuà um programa de armamento nuclear ao que parece bastante avançado.
É responsável pela destruição do meio ambiente através da construção de barragens megalómanas que alagaram e destruÃram milhares de hectares de habitats únicos no planeta.
Fomenta a polÃtica exploratória da mão-de-obra para alicerçar uma polÃtica capitalista do mais selvagem que pode existir.
Enquanto isto, o Presidente da República, apresenta uma série de exemplos a seguir por Portugal. Para mais enaltece, e bem, o facto de Macau estar actualmente numa situação económica mais favorável do que quando era governado por Portugal. Para mim, há coisas que são evidentes mas que, com um pingo de vergonha e vontade de reflexão, nem se diziam às bandeiras despregadas.
Esta visita de Jorge Sampaio fez-me recuar um pouco no tempo e recordar-me duas decisões importantes que este tomou. A primeira de permitir a subida ao poder de um Primeiro-ministro sem ser eleito, e a segunda de ter dissolvido o governo desse Primeiro-ministro não eleito. Percebi, através das declarações de Jorge Sampaio, o porquê real das duas decisões mencionadas. Livre de qualquer vontade própria, Jorge Sampaio tomou estas duas decisões por vontade de lobbies industriais e financeiros. Se verificarmos o conteúdo das declarações de Jorge Sampaio durante a visita à China, percebemos facilmente o quão maneatado está o Presidente da República.
Por fim devo referir um aspecto que, para mim, é importante. A possÃvel, e quase iminente, falência da indústria têxtil portuguesa, pelo menos, como a conhecemos actualmente, não me assusta. Se formos a ver que é esta a responsável pela criação de milhares de postos de trabalho mal pagos e exploratórios, com benefÃcio no enriquecimento de alguns “empresáriosâ€� que andam a de Ferrari à custa da evasão fiscal e salários baixos. Do caos nasce a ordem.
Utiliza a Penal capital com requintes de malvadez, ou seja, utiliza a execução de prisioneiros com uma bala na nuca que, religiosamente, terá que ser paga pelos familiares, a bala refiro-me.
Não respeita o princÃpio da liberdade religiosa ao perseguir católicos e seguidores do Falong Dong.
Ocupou o Tibete e, militantemente, tem procurado destruir a cultura Tibetana.
Utiliza o trabalho escravo de prisioneiros polÃticos em fábricas.
Possuà um programa de armamento nuclear ao que parece bastante avançado.
É responsável pela destruição do meio ambiente através da construção de barragens megalómanas que alagaram e destruÃram milhares de hectares de habitats únicos no planeta.
Fomenta a polÃtica exploratória da mão-de-obra para alicerçar uma polÃtica capitalista do mais selvagem que pode existir.
Enquanto isto, o Presidente da República, apresenta uma série de exemplos a seguir por Portugal. Para mais enaltece, e bem, o facto de Macau estar actualmente numa situação económica mais favorável do que quando era governado por Portugal. Para mim, há coisas que são evidentes mas que, com um pingo de vergonha e vontade de reflexão, nem se diziam às bandeiras despregadas.
Esta visita de Jorge Sampaio fez-me recuar um pouco no tempo e recordar-me duas decisões importantes que este tomou. A primeira de permitir a subida ao poder de um Primeiro-ministro sem ser eleito, e a segunda de ter dissolvido o governo desse Primeiro-ministro não eleito. Percebi, através das declarações de Jorge Sampaio, o porquê real das duas decisões mencionadas. Livre de qualquer vontade própria, Jorge Sampaio tomou estas duas decisões por vontade de lobbies industriais e financeiros. Se verificarmos o conteúdo das declarações de Jorge Sampaio durante a visita à China, percebemos facilmente o quão maneatado está o Presidente da República.
Por fim devo referir um aspecto que, para mim, é importante. A possÃvel, e quase iminente, falência da indústria têxtil portuguesa, pelo menos, como a conhecemos actualmente, não me assusta. Se formos a ver que é esta a responsável pela criação de milhares de postos de trabalho mal pagos e exploratórios, com benefÃcio no enriquecimento de alguns “empresáriosâ€� que andam a de Ferrari à custa da evasão fiscal e salários baixos. Do caos nasce a ordem.
sábado, janeiro 15, 2005
Hoje e só hoje
Hoje estou de molho. Isto de estar até às quatro da manhã, após um dia atribulado como foi o de ontem, à conversa com fellow bloggers, com bejecas à mistura, tem muito que se lhe diga. Já agora será que custava muito, quando fazem comentários, deixarem lá o vosso mail? Por vezes levantam-se questões cuja resposta não poderá ser dada através dos comentários. Portem-se mal que hoje é sábado dia do Saturday night fever.
sexta-feira, janeiro 14, 2005
Conselho de amigo
Como sou um amigalhaço de todos vós, aconselho vivamente a não tentarem sair do carro, à pressa, com o cinto de segurança ainda posto. Em especial se essa situação occorrer numa rua muito movimentada, pois, a risota é imensa e o melão enorme. Needless to say que isto aocnteceu a mim.
quinta-feira, janeiro 13, 2005
Está bem mas....
Tenho como hábito e valor moral, inabalável, não fazer menção da muita ou pouca beleza de quem quer que seja, pois, acima de tudo, aprecio muito mais a beleza do que uma mulher me tem para dizer do que propriamente o embrulho da respectiva. No entanto, há situações, ou melhor, excepções que confirmam a regra. Um moçoilo saudável e bem disposto como eu, quando abordado por uma jovem enviando a respectiva sinaléctica, é lisonjeiro sim senhor. Qualquer das vias a moça podia ter feito o bigode e lavado os dentes, não custava mesmo nada!!
quarta-feira, janeiro 12, 2005
Entrei em transe mais uma vez
Após ter estado duas horas à espera para ser atendido numa repartição pública apercebi-me, na altura, que estou provido de uma paciência de santo. Mais tarde, e quando comecei a refazer-me de toda a situação desgastante a que fui sujeito, apercebi-me que afinal não é de paciência que se trata mas sim de transe. Foi o que me aconteceu quando me deparei com duas horas de espera para ser atendido e dei por mim num estado de transe quase profundo. Fiquei a saber que a Bábá está no último ano do curso de Direito e que já tem casa quase pronta. Fiquei a saber também que o Natal da funcionária pública foi muito bom pelo número de vezes que esta repetiu esta história de cada vez que atendia um novo utente/cliente. Aliás, gostaria de salientar a forma célere e resoluta como a funcionária contou o seu natal a todos os presentes, mais ou menos, à média de três vezes a mesma história por utente/cliente. Durante as duas horas de espera a que fui sujeito, dei comigo de olhos bem abertos a ver a pessoas a falarem comigo ou simplesmente a ouvir as conversas das outras pessoas e não entrei em stress, e porquê? Estava em transe só pode ser. Sempre gostei de observar as expressões faciais das pessoas, por vezes, autênticos bailados de expressões de momento alicerçados pelo escopro da vivência. É curioso, delicioso até, observar essas expressões que as pessoas fazem à medida que o tempo passa e que a paciência se esgota. Chega-se ao ponto de se falar apenas para o amplexo do ar, os olhos já não indicam o caminho, também não é por eles que as pessoas se guiam naquele momento. No momento de se falar, de se confrontar a fonte do stress provocado, os olhos desviam-se para a atmosfera e atiram-se os cartuchos para o ar olhando para o chão e espera-se que caiam as peças de caça, sejam elas quais forem.
terça-feira, janeiro 11, 2005
Agricultura
Quando me perguntam porque é que a Agricultura em Portugal está de pantanas, eu respondo sempre da mesma forma. A razão pela qual a agricultura em Portugal num estado deplorável tem a ver com a escolha das máquinas agrÃcolas.
A Mercedes e a BMW têm melhores máquinas agrÃcolas.
A Mercedes e a BMW têm melhores máquinas agrÃcolas.
segunda-feira, janeiro 10, 2005
Vejamos se entendi ou não
Vejamos se eu entendi bem o esquema desta viagem do Mogais Saguemento a São Tomé e PrÃncipe. Para entregar material de um programa de cooperação com São Tomé e PrÃncipe, no valor de 350 mil Euros, freta-se um Falcon que custa cem mil Euros e passam-se umas férias num resort de luxo. Muito bem!! A fasquia do défice era de quanto? Três por cento? Estes tipos estão a aplicar a polÃtica da terra queimada, ou seja, estão a criar buracos para o próximo governo. Falta de espinha descomunal!
domingo, janeiro 09, 2005
O que há a dizer
O que há a dizer de uma noite de Lisboa? Muita gente, muita diversão e um ambiente e uma vivência diferente da que eu estou habituado. Para começar dá-me a impressão que o pessoal de Lisboa deve ser um bocadito enfesado. Num local cheio de gente é natural que hajam alguns encostos e encontrões naturais da passagem de um lado para o outro. No entanto, um leve encosto atirar um tipo qualquer para o chão, ou quase, é surrealista. Isto fez-me recordar as noites loucas da Discoteca itenerante, Tele-espaço. Esta discoteca itenerante ia sempre a uma pequena localidade perto da minha vila e, como devem calcular, isso constituia o momento alto da vida social de muita gente. O curioso era ver, a uma dada altura na noite, uma série de indivÃduos à punhada no centro da pista e as restantes pessoas a observarem esse memoneto cultural tão interessante. Depois de umas valente pêras, os caceteiros, afastavam-se e podia-se ver, mais tarde, todos eles juntos, os inimigos da contenda da noite, a beberem minis no bar como se nada fosse. Digam-me lá, isto era possÃvel em Lisboa? no lo creo.
quinta-feira, janeiro 06, 2005
Vou à capital
Amanhã vou à Capital e, mais uma vez, vou sair de lá com uma moca de tanto cheirar os tubos de escape. Lisboa está muito poluÃda ou então sou eu que apanho mocas de graça. Vai-se lá saber.
quarta-feira, janeiro 05, 2005
Poema
Hoje decidi apelar à minha sensibilidade olÃmpica e presentear-vos com um poema.
Eis o poema:
Eu cavo
Tu cavas
Ele cava
Nos cavamos
Vós cavais
Eles cavam
Não é bonito mas é profundo!
Eis o poema:
Eu cavo
Tu cavas
Ele cava
Nos cavamos
Vós cavais
Eles cavam
Não é bonito mas é profundo!
Cartaz do PSD
Ontem Santana Lopes sofreu um revés na sua estratégia para a campanha polÃtica. Num cartaz que o PSD fez e que, no qual, constavam as fotografias de Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Cavaco Silva, Durão Barroso e Santana Lopes, a fotografia de Cavaco Silva, teve que ser retirada a pedido do próprio. Na base desta vontade de Cavaco Silva vinha, o pretenso prejuÃzo que a fotografia causaria ao mesmo, já que, este se encontra de fora da vida partidária. Apelando ao slogan do referido cartaz que dizia " Ninguém fez mais por Portugal" eu tenho uma proposta a fazer a Santana Lopes. Como todos os figurantes deste cartaz foram, de certa forma, emplastros para a sociedade portuguesa, proponho assim, e não fugindo ao tema central do cartaz, que seja substituÃda a imagem de Cavaco Silva pelo, the one and only, o genuÃno, o verdadeiro, Emplastro!!!
3 minutos
Hoje ao meio dia, Portugal vai-se juntar aos restantes paÃses europeus em trêsminutos de silêncio em memória das vÃtimas do maremoto. Não se esqueçam!
terça-feira, janeiro 04, 2005
Viagem pelo campo
Nada mais relaxante do que uma viagem pelo campo em que estás tu, um carro e uma paisagem bucólica. As cores são excelentes e a disposição plena ao ver esta paisagem. No entanto, como tudo na vida, há um senão. O senão desta viagem é, nesta altura do ano, viajar por esses campos e essa paisagem bucólina e gramar com o cheiro do adubo. Acreditem que tira a magia toda à paisagem.
No final da viagem, qual piece de resistence, beber um copo com alguns populares a trocarem imagens calientes de telemóvel como se não bastasse tamanho azar olfactiva anterior. Lá se vai a magia toda a não ser que, uma camponesa e um celeiro cheio de palha entrem em cena. Não, era sorte a mais infelizmente.
No final da viagem, qual piece de resistence, beber um copo com alguns populares a trocarem imagens calientes de telemóvel como se não bastasse tamanho azar olfactiva anterior. Lá se vai a magia toda a não ser que, uma camponesa e um celeiro cheio de palha entrem em cena. Não, era sorte a mais infelizmente.
Curiosidades
No Correio da Manhã, onde a busca por um artigo decente por vezes se revela longa e tortuosa, eis que vem, na edição de hoje, um pequeno artigo bastante interessante. Seis tribos "primitivas" das ilhas de Indonésias de Anpamar e Incobar, escaparam com vida ao maremoto que afectou gravemente essas ilhas devido à sua sabedoria milenar que lhes permitiu ler os sinais da natureza. Os habitantes dessas ilhas, acostumados a lerem os sinais que a Natureza lhes dá, estranharam o canto das aves e o reboliço dos animais e abrigaram-se do maremoto. É caso para dizer que, a Modernidade, por si só não chega. No meio da tragédia imensa ainda há milagres e esperemos que estes aconteçam ainda trazendo com vida alguns dos desaparecidos até ao momento.
segunda-feira, janeiro 03, 2005
Direitos de Autor
Logo nos primeiros dias do ano ouvi um boato que indicava que, paratir deste ano, os preços dos CD´s virgens irião subir em virtude de se taxar uma percentagem para pagar Direitos de Autor. É incrÃvel que se tenha que pagar Direitos de Autor na aquisição de um CD virgem quando, esse CD quando adquirido está virgem. Será que a virgindade paga Direitos de Autor também? Mais um bocadinho e também irão taxar direitos de autor nas fotocópias pois estamos a copiar livros e outros documentos que não foram escritos por nós. Isto é mais uma peixarada deste (des)governo, nunca desejei tanto chegar a Fevereiro.
domingo, janeiro 02, 2005
Poupem-me
Esta história de ter comentários é bastante positiva até chegar ao senão da questão. O senão da questão é apanhar um comentário como eu apanhei no post anterior de um brasileiro qualquer, a excepção espero eu, a teçer um comentário absolutamente imbecil acerca do facto de eu ter relatado um costume que nós temos por cá de sair na primeira noite do ano a bater com as panelas, afastando assim os espÃritos do ano anterior. Esqueçi-me de referir que, nesse cortejo, este ano, estavam vários brasileiros que vivem no meu bairro. Sinceramente não compreendo o trauma de alguns brasileiros em relação aos portugueses pois, eu pessoalmente estou-me nas tintas para eles. Por que é que será que eles se "preocupam"tanto connosco?
sábado, janeiro 01, 2005
Festejos do fim do ano
Se para muitos o reveillon terá que ser algo sofisticado, para outros, uma garagem com uns galináceos assados, caldo verde e muita pinga é toda a sofisticação que poderiam desejar para a efemeridade. Foi o que aconteceu com uns vizinhos meus reunidos na garagem a comer frango e a beber uma pinga, boa por sinal. Depois da meia noite, três foliões, decidiram cumprir mais uma vez a tradição de sair à rua a bater com os tachos e panelas velhas. Assim foi, e os três foliões inundaram a rua com a sua alegria, não pela força dos números é claro mas sim por força da chiba que levavam que lhes permitia percorrer a rua inteira em toda a sua largura literalmente. Conseguiram contagiar quase toda a vizinhança e quando demos por ela estavam vinte e tal pessoas na rua a bater a fazer barulho com as panelas, a cantar e a beber. Que bela forma de entrar no novo ano.
sexta-feira, dezembro 31, 2004
Feliz Ano Novo
O ano de 2004 foi pautado por uma série de eventos, uns positivos, outros negativos, mas o que é certo é que está a acabar e a nascer encontra-se o ano de 2005. O ano de 2004 foi marcado por uma série de eventos que me marcaram. O evento que mais me marcou foi a história de um bébé que foi pontapeado na incubadora e, como se não bastasse a desgraça, a ambulância que o transportou foi apedrejada e posteriormente, o bébé, foi apunhalado nas costas. Esta história não é trágica tendo em conta que estou-me a referir de Pedro Santana Lopes. Qualquer das vias, e sem brincadeiras, o ano de 2004 foi positivo para mim num aspecto essencial, o Raminhos. Raminhos possibilitou-me conhecer, ou pelo menos, estar em contacto com muita gente interessante, por isso, desejo para mim que, o ano de 2005, me dê a possibilidade de continuar a ter o privilégio de poder estar em contacto com todos aqueles que visitam o Raminhos. Quanto a todos vós, desejo-vos um Feliz Ano Novo com saúde, prosperidade e muita felicidade.
Malta! Feliz Ano Novo!!
quinta-feira, dezembro 30, 2004
Primeira impressão
Dizer que há mais democracia nos Estados Unidos, em comparação com a Europa, é, para mim, um pouco rebuscado, mas não deixa de fazer sentido apenas num pequeno detalhe que mesmo assim não é suficiente a meu ver. Qualquer das vias não nos podemos deixar levar pela impressão que a afirmação, nos Estados Unidos há mais Democracia do que na Europa, nos traz por muito estranha que possa parecer no inÃcio.
Se há défice de democracia nos Estados Unidos evidenciados pelo desenrolar das eleições Norte-Americanas e pelo desrespeito pelas minorias étnicas, por outro lado existe, nos Estados Unidos, algo que dá maior vitalidade democrática. A quantidade de movimentos cÃvicos, dos vários quadrantes, em prol da reivindicação de direitos que são negados a várias camadas sociais da população Norte-Americana, são, sem dúvida, o pequeno detalhe que faz a diferença entre os Estados unidos e a Europa. Qualquer das vias, isto, só não é suficiente para que nos possamos esquecer da violação, reiterada, de vários Direitos Humanos naquele paÃs, ou, a violação dos Direitos Humanos que aquele paÃs comete noutros paÃses. Agora vejamos a imaculada Europa e o que foi em tempos e no que se está a tornar actualmente, atendendo aos últimos desenvolvimentos do que é e foi a polÃtica externa Europeia, bem como, algumas medidas que alguns paÃses europeus têm tomado. Se até há bem pouco tempo a generalidade dos paÃses europeus era reconhecida pelo sistema de Segurança Social, com os paÃses escandinavos a encabeçar a lista dos paÃses com maior desenvolvimento a este nÃvel, isto, actualmente tem vindo a ser delapidado e os sistemas de Segurança Social dos vários paÃses europeus tem vindo a ser reduzido significativamente, quase sem excepção. As polÃticas neo-liberiais dos vários governos europeus, tendo os Estados Unidos como exemplo, têm vindo a implementar um sistema, cada vez mais, idêntico ao dos Estados Unidos com todas as desvantagens que este sistema traz. NotÃcias como as que vêem de Itália, indicando que o governo Italiano pretende deslocar os reclusos estrangeiros das cadeias italianas para os paÃses de origem dos reclusos por esta via ser mais vantajosa financeiramente, é um pequeno passo para a instauração de um espÃrito neo-liberalista igual, ou pior logo se verá, aos dos Estados Unidos. Não podemos esquecer que, a ideia de deslocação de reclusos para os paÃses de origem, mesmo que financiando os estabelecimentos prisionais dos respectivos paÃses, é, na sua essência, a mercantilização do sistema prisional. Nos Estados Unidos onde o sistema prisional é privado e representa milhões de dólares para as entidades que os exploram, há necessidade de “clientesâ€� a toda a hora em prejuÃzo de um sistema judicial justo e não discriminatório para as minorias étnicas. Será isto que pretendemos que se torne a Europa? Estes pequenos detalhes fazem-me pensar, seriamente, acerca da validade da afirmação que despoletou este post. Afirmar que há mais democracia nos Estados Unidos em comparação com a Europa, parece-me cada vez mais que terá validade atendendo no que a Europa se está a tornar com todo este neo-liberalismo injectado em doses industriais. Qualquer das vias, o mais equilibrado será afirmar o seguinte: Nos Estados Unidos haverá mais democracia em comparação com o que a Europa se está a tornar.
Se há défice de democracia nos Estados Unidos evidenciados pelo desenrolar das eleições Norte-Americanas e pelo desrespeito pelas minorias étnicas, por outro lado existe, nos Estados Unidos, algo que dá maior vitalidade democrática. A quantidade de movimentos cÃvicos, dos vários quadrantes, em prol da reivindicação de direitos que são negados a várias camadas sociais da população Norte-Americana, são, sem dúvida, o pequeno detalhe que faz a diferença entre os Estados unidos e a Europa. Qualquer das vias, isto, só não é suficiente para que nos possamos esquecer da violação, reiterada, de vários Direitos Humanos naquele paÃs, ou, a violação dos Direitos Humanos que aquele paÃs comete noutros paÃses. Agora vejamos a imaculada Europa e o que foi em tempos e no que se está a tornar actualmente, atendendo aos últimos desenvolvimentos do que é e foi a polÃtica externa Europeia, bem como, algumas medidas que alguns paÃses europeus têm tomado. Se até há bem pouco tempo a generalidade dos paÃses europeus era reconhecida pelo sistema de Segurança Social, com os paÃses escandinavos a encabeçar a lista dos paÃses com maior desenvolvimento a este nÃvel, isto, actualmente tem vindo a ser delapidado e os sistemas de Segurança Social dos vários paÃses europeus tem vindo a ser reduzido significativamente, quase sem excepção. As polÃticas neo-liberiais dos vários governos europeus, tendo os Estados Unidos como exemplo, têm vindo a implementar um sistema, cada vez mais, idêntico ao dos Estados Unidos com todas as desvantagens que este sistema traz. NotÃcias como as que vêem de Itália, indicando que o governo Italiano pretende deslocar os reclusos estrangeiros das cadeias italianas para os paÃses de origem dos reclusos por esta via ser mais vantajosa financeiramente, é um pequeno passo para a instauração de um espÃrito neo-liberalista igual, ou pior logo se verá, aos dos Estados Unidos. Não podemos esquecer que, a ideia de deslocação de reclusos para os paÃses de origem, mesmo que financiando os estabelecimentos prisionais dos respectivos paÃses, é, na sua essência, a mercantilização do sistema prisional. Nos Estados Unidos onde o sistema prisional é privado e representa milhões de dólares para as entidades que os exploram, há necessidade de “clientesâ€� a toda a hora em prejuÃzo de um sistema judicial justo e não discriminatório para as minorias étnicas. Será isto que pretendemos que se torne a Europa? Estes pequenos detalhes fazem-me pensar, seriamente, acerca da validade da afirmação que despoletou este post. Afirmar que há mais democracia nos Estados Unidos em comparação com a Europa, parece-me cada vez mais que terá validade atendendo no que a Europa se está a tornar com todo este neo-liberalismo injectado em doses industriais. Qualquer das vias, o mais equilibrado será afirmar o seguinte: Nos Estados Unidos haverá mais democracia em comparação com o que a Europa se está a tornar.
quarta-feira, dezembro 29, 2004
Mediante as circunstâncias
Hoje até pensei escrever acerca de algumas coisas mas, à medida que fui-me informando acerca da tragédia ocorrida no Sudueste Asiático, demovi-me de qualquer veleidade de escrever seja lá o que fosse. Os números arrepiantes da tragédia fazem-me pensar um pouco acerca desta treta toda que se chama a vida. Num ápice, pelo menos 70.000 pessoas pereceram ao sismo e maremoto num flash de breves segundos, e isso, fez-me pensar que, o muito de bom que me tenha acontecido, perde a sua beleza, o seu momento. A vida continua é claro, outra coisa não seria de esperar, mas, pensar na quantidade de famÃlias que sofreram é dose. Hoje em sinal de respeito e pesar pelas vÃtimas desta tragédia, o silêncio...dos inocentes que morreram.
Quantos aos bons momentos que ocorreram, proponho-me a a desfrutá-los mais tarde.
Quantos aos bons momentos que ocorreram, proponho-me a a desfrutá-los mais tarde.
terça-feira, dezembro 28, 2004
O ano acaba mas ainda há tempo para asneiradas
Ao longo deste ano que está a findar, ouvimos muito acerca do défice orçamental e da importância em conter este. Não nos pode passar ao lado o facto de que, o défice orçamental, quando muito elevado, causa inúmeros problemas para a Tesouraria do Estado e consequentemente para todos os cidadãos do nosso paÃs, bem como, os cidadãos estrangeiros que cá vivem, cá pagam os seus impostos e fazem do nosso paÃs também seu. Concordo que há uma necessidade imperativa em conter o défice, disciplinando os custos que possam ser supérfluos e não, como o Governo Neo-liberal de Durão e Santana fizeram ao eliminar custos essenciais ao normal funcionamento do nosso paÃs ou de qualquer outro. Temos que ter em conta também que, o Pacto de Estabilidade assinado pelos paÃses membros da União Europeia, é essencialmente restritivo e carrega com ele uma questão importante e grave. Quando lançámos a moeda única, a intenção primacial desta moeda, em termos de cotação face ao dólar, era de permitir uniformizar de certo modo a economia europeia e auxiliar as exportações. Isto não aconteceu quando, o Bush e seus comparsas da indústria de guerra Norte-americana, subiram ao poder e desencadearam a guerra do Iraque.
Vivemos actualmente num perÃodo conturbado em que a economia europeia está literalmente de rastos. O que terá na origem deste problema económico europeu? Os custos excessivos e extraordinários que os Estados Unidos empregam com a guerra no Iraque produzem uma depreciação do valor do dólar por este estar a ser utilizado para custear a Guerra do Iraque. Ora, nisto vem um pacto de Estabilidade e uma polÃtica externa europeia que vai no sentido de não pressionar em demasia o governo Norte-Americano na retirada das tropas Norte-americanas do Iraque. Estamos, actualmente, a restringir a economia europeia, provocando desemprego, para que os défices orçamentais dos paÃses membros permaneçam baixos e consequentemente, o Euro veja a sua cotação o mais baixa possÃvel mediante as circunstâncias actuais. Sem querer estamos também a auxiliar o esforço de guerra Norte-Americano.
A dependência que, a meu ver é subserviência, da União Europeia aos Estados Unidos está a produzir efeitos que conduziram a Turquia a candidata à adesão. Não me oponho pelo facto de a Turquia ser um paÃs islâmico mas sim pelo facto de esta ser candidata por pressão exercida pelos Estados Unidos à União Europeia. Não me posso esquecer da questão dos Curdos, da pena de morte, da violação dos Direitos Humanos nas cadeias da Turquia, da questão de Chipre entre outras antes sequer de considerar a Turquia como candidata. Pessoalmente não quero a Turquia na União Europeia, muito antes disso, queria antes a Arménia e até mesmo a Geórgia na União Europeia já para não falar nos restantes paÃses de Leste europeus.
Por cá o combate ao défice vai-se fazendo de uma forma desastrosa e irresponsável. Fernando Negrão, Ministro da Segurança Social, ou melhor, ministro da (des)segurança social, não vai efectuar o pagamento do subsÃdio de doença e de desemprego no dia 29 do corrente mês. Desta forma, vai ser possÃvel passar alguns milhões de euros de custos para o ano seguinte e, consequentemente, para o próximo governo. É vergonhoso e escandaloso a ausência de substância vertebral deste (des) governo. Desta forma, e nunca querendo ser pessimista, o próximo ano está a prever-se difÃcil mas esperemos que se consiga superar e emendar as asneiras até agora cometidas.
Vivemos actualmente num perÃodo conturbado em que a economia europeia está literalmente de rastos. O que terá na origem deste problema económico europeu? Os custos excessivos e extraordinários que os Estados Unidos empregam com a guerra no Iraque produzem uma depreciação do valor do dólar por este estar a ser utilizado para custear a Guerra do Iraque. Ora, nisto vem um pacto de Estabilidade e uma polÃtica externa europeia que vai no sentido de não pressionar em demasia o governo Norte-Americano na retirada das tropas Norte-americanas do Iraque. Estamos, actualmente, a restringir a economia europeia, provocando desemprego, para que os défices orçamentais dos paÃses membros permaneçam baixos e consequentemente, o Euro veja a sua cotação o mais baixa possÃvel mediante as circunstâncias actuais. Sem querer estamos também a auxiliar o esforço de guerra Norte-Americano.
A dependência que, a meu ver é subserviência, da União Europeia aos Estados Unidos está a produzir efeitos que conduziram a Turquia a candidata à adesão. Não me oponho pelo facto de a Turquia ser um paÃs islâmico mas sim pelo facto de esta ser candidata por pressão exercida pelos Estados Unidos à União Europeia. Não me posso esquecer da questão dos Curdos, da pena de morte, da violação dos Direitos Humanos nas cadeias da Turquia, da questão de Chipre entre outras antes sequer de considerar a Turquia como candidata. Pessoalmente não quero a Turquia na União Europeia, muito antes disso, queria antes a Arménia e até mesmo a Geórgia na União Europeia já para não falar nos restantes paÃses de Leste europeus.
Por cá o combate ao défice vai-se fazendo de uma forma desastrosa e irresponsável. Fernando Negrão, Ministro da Segurança Social, ou melhor, ministro da (des)segurança social, não vai efectuar o pagamento do subsÃdio de doença e de desemprego no dia 29 do corrente mês. Desta forma, vai ser possÃvel passar alguns milhões de euros de custos para o ano seguinte e, consequentemente, para o próximo governo. É vergonhoso e escandaloso a ausência de substância vertebral deste (des) governo. Desta forma, e nunca querendo ser pessimista, o próximo ano está a prever-se difÃcil mas esperemos que se consiga superar e emendar as asneiras até agora cometidas.
segunda-feira, dezembro 27, 2004
Na ressaca do Natal
Todos os anos recebo as mesmas prendas da praxe, ou seja, umas peúgas e uma caixa de chocolates. Todos os anos tenho a mesma reacção quando recebo essas prendas….ó que giro! sim senhor muito bem! com um sorriso amarelo. No entanto, este ano, excepcionalmente e após ter ouvido duas vezes a mensagem de Natal do Primeiro-ministro demissionário, fiquei com a sensação que, as peúgas recebi e a caixa de chocolates foram excepcionais comparando com as declarações do PM demissionário, essas sim, umas peúgas muito feias e cheias de poliyester. Este Natal, ao menos, não deixou de ser hilariante após ter lido algumas considerações acerca da (des)medida de Bagão Félix em transferir os fundos de pensões da Caixa Geral de Depósitos como sendo uma acção digna de um Robin Hood. Que hilariante!! E o mais hilariante é que os idiotas que disseram isto acreditam mesmo nisto. O que vale é que ainda há humor, negro é claro, em Portugal.
quinta-feira, dezembro 23, 2004
Prendas de Natal
Nestas alturas quase que sou medium, adivinho ou qualquer coisa assim no género. Prevejo para este Natal umas peúgas pretas ou cinzentas e uma caixinha de chocolates.
Fica aqui então um desejo de um Bom Natal para todos vós e encontramo-nos na próxima semana, mais gordos com os doces de natal concerteza, mas mais felizes devido à quadra natalÃcia.
Fica aqui então um desejo de um Bom Natal para todos vós e encontramo-nos na próxima semana, mais gordos com os doces de natal concerteza, mas mais felizes devido à quadra natalÃcia.
BOM NATAL PARA TODOS VÓS
quarta-feira, dezembro 22, 2004
Não custava nada
Não custava mesmo nada se, o canal que supostamente serve os interesses públicos, a RTP, se lembrasse que, os cidadãos portadores de deficiências auditivas, também têm direito a ver televisão. Um interprete de linguagem gestual ou legendas em todos os programas, por muito que isso custe, traria a possibilidade a todos os cidadãos portugueses, e não só, de verem um canal que ao fim ao cabo também é pago por eles. O exemplo da BBC é sintomático num paÃs que, apesar de tudo, ainda se lembra de todos os seus cidadãos sem excepção.
Parábola
Esta é uma parábola retirada do Talmude, o livro sagrado da fé judaÃca. Reza da seguinte forma:
"Um homem encontra-se no quintal de sua casa e arremessa pedras para a rua. Nisto, o homem, vê um vizinho seu a sair para a rua e a tropeçar numa das muitas pedras que este arremessou. O vizinho, magoa-se com a queda e nisto, o homem que estava a arremessar as pedras para a rua, saà a correr de sua casa em socorro do seu vizinho. Ao ir em auxÃlio do seu vizinho, também este tropeça numa das muitas pedras que ele próprio arremessou para a rua e magoa-se também."
Qual é a moral desta história ?
"Um homem encontra-se no quintal de sua casa e arremessa pedras para a rua. Nisto, o homem, vê um vizinho seu a sair para a rua e a tropeçar numa das muitas pedras que este arremessou. O vizinho, magoa-se com a queda e nisto, o homem que estava a arremessar as pedras para a rua, saà a correr de sua casa em socorro do seu vizinho. Ao ir em auxÃlio do seu vizinho, também este tropeça numa das muitas pedras que ele próprio arremessou para a rua e magoa-se também."
Qual é a moral desta história ?
Entrevistas
Muitos já foram entrevistados para um emprego a que concorreram. Do outro lado, encontraram um indivÃduo a colocar questões, por vezes, algo estranhas. Eu fui um desses indivÃduos, ou seja, um entrevistador. Durante 3 anos percorri Portugal de lés a lés a fazer entrevistas a candidatos a um emprego. Foi, sem dúvida, uma experiência muito gratificante para mim apesar dos senãos que esta profissão tem. Falei com milhares de pessoas e colhi as impressões, possÃveis, que uma entrevista de 30 a 60 minutos poderá oferecer. No entanto, conheci muitos outros colegas de profissão, na altura, e apercebi-me do lado menos bom da profissão. Fiquei impressionado com um certo prazer, quase sórdido, de alguns colegas meus em “entalaremâ€� os candidatos com questões que, por vezes, fugiam um pouco do âmbito daquilo que se pretendia fazer. Sempre encarei uma entrevista com todo o respeito que o acto merece e também, não podemos esquecer, o respeito que qualquer pessoa merece. Incoerências são muito fáceis de encontrar em qualquer pessoa, e é fácil também, chegar a um ponto em que fazes com que um entrevistado(a) fique encurralado(a). No entanto, o que se consegue aferir disso? Pouco, muito pouco, apenas que o entrevistador(a) é um(a) idiota. Outro aspecto que me marcou e que, de certa forma, fez com que eu colocasse de lado, por uns tempos, o recrutamento e selecção de pessoal tem a ver com o acesso que certas pessoas têm a dados recolhidos nas entrevistas.
Outro aspecto que contra o qual eu me insurgo é o preconceito. Muitos entrevistadores procuram candidatos à sua imagem e semelhança e dessa forma, passam ao lado de bons profissionais por causa disso. Uma vez entrevistei um indivÃduo para programador de software vestido estilo Dead Kennedys e os respectivos brincos e tachas e sei lá mais o quê. Se eu fosse entrar no preconceito básico de outros entrevistadores, teria passado ao lado de um grande profissional, dos melhores de Portugal.
terça-feira, dezembro 21, 2004
Flash
Lembrei-me de um episódio que marcou, de certa forma, aminha infância. Para ser mais preciso até nem foi bem um episódio mas sim uma imagem. Quando deambulava por entre as fazendas e quintais da aldeia da minha mãe, era eu um cachopo*, juntamente com os meus primos e primas, deparei-me uma vez com uma imagem que marcou a minha consciência de infância. Num quintal, era Páscoa, um homem sentado num banco pegava num cordeiro para o matar. Quando olhei e criei a espectativa de ver um Homem com uma expressão cruel não foi isso que encontrei. O rosto não espelhava ódio nem desdém, algo estranho pairava em toda a cena. De repente veio à cabeça Abraão, não compreendi no momento o que significava mas, mais tarde, compreendi a resignação de quem por uma vida inteira cuidou de um rebanho. Compreendi então a verdadeira dimensão, a confusão de sentimentos que dá por comer um animal a quem nunca foi presenteado com uma cena tão biblÃca como esta.
* expressão idiomática que significa criança e que não tem a versão em feminino, o que não deixa de ser estranho pois lembro-me das conversas da minha mãe e da minha avó a falarem do tempo em que eram cachopo.
* expressão idiomática que significa criança e que não tem a versão em feminino, o que não deixa de ser estranho pois lembro-me das conversas da minha mãe e da minha avó a falarem do tempo em que eram cachopo.
segunda-feira, dezembro 20, 2004
Rasteiro
Hoje tive a oportunidade de vislumbrar o que será a campanha do PSD para as próximas legislativas e posso-vos dizer que, nem eu, quando militava no 8º ano do liceu, era capaz de fazer tamanha infantilidade. Longe de qualquer tentativa para promover a discussão ou o debate de ideias ou projectos para o paÃs, Santana Lopes, preferiu a crÃtica pessoal, a rasteira, o escárnio e maldizer que tão bem condizem com criança que ele é. Parece que Santana Lopes pretende fazer uma cópia do que é uma campanha polÃtica Norte-Americana com o insulto fácil e rasteiro aos outros candidatos. Nada em espanta no Santana Lopes e para ser sincero, já esperava este tipo de campanha do único homem, em Portugal, que ainda não compreendeu porque é que o Presidente da República dissolveu o parlamento. No Correio da Manhã, esse pasquim tão bem condizente com o tipo de lixo que Santana Lopes diz e faz, publicou imagens do que serão os tempos de antena do PSD até à s Legislativas e digo-vos que a Quinta das Celebridades, comparado com isto, tem infinito bom gosto.
Sem querer generalizar, desde o tempo do liceu que criei muita resistência ao protótipo do laranjinha. Sempre achei esse tipo de pessoa muito distante de mim por dar ênfase a aspectos da vida que a mim não fazem muito sentido. Sempre os tive como indivÃduos que prezam muito a criação de uma imagem que, na maior parte dos casos, é distante da real imagem deles. Sempre me fez confusão a uniformização das pessoas, ou seja, todos vestirem um mesmo tipo de vestuário para identificação de um grupo qualquer. Actualmente, o protótipo dos laranjinhas de cabelo nos olhos, fralda de fora e sapatinho de vela faz-me confusão pelo manifesto mau gosto no corte de cabelo e vestuário, já para não falar no pormenor que é o facto de, numa multidão, quase não se conseguir distinguir uns dos outros. Para quando o despertar dessa gente para aquilo que é óbvio? Têm que ganhar a vida e lutar por ela. Esquemas já não podem dar mais.
Um amigo meu referia num dia destes um aspecto interessante acerca da polÃtica nacional. O visual dos nossos polÃticos, em especial, daqueles que ocupam, até Fevereiro pelo menos, o poder. Aonde é que já se viu um fato azul-escuro com gravata amarela e camisa azul com gola amarela? Não têm olhos na cara? Que polÃticos cinzentões que nós temos.
Outro aspecto que me faz gostar cada vez menos destes tipos da Direita é a peseudo-especialização que estes reclamam possuÃr para poderem tomar as decisões sem arcar com as consequências.
Governo de Direita? Adeus ou vai-te embora!
Sem querer generalizar, desde o tempo do liceu que criei muita resistência ao protótipo do laranjinha. Sempre achei esse tipo de pessoa muito distante de mim por dar ênfase a aspectos da vida que a mim não fazem muito sentido. Sempre os tive como indivÃduos que prezam muito a criação de uma imagem que, na maior parte dos casos, é distante da real imagem deles. Sempre me fez confusão a uniformização das pessoas, ou seja, todos vestirem um mesmo tipo de vestuário para identificação de um grupo qualquer. Actualmente, o protótipo dos laranjinhas de cabelo nos olhos, fralda de fora e sapatinho de vela faz-me confusão pelo manifesto mau gosto no corte de cabelo e vestuário, já para não falar no pormenor que é o facto de, numa multidão, quase não se conseguir distinguir uns dos outros. Para quando o despertar dessa gente para aquilo que é óbvio? Têm que ganhar a vida e lutar por ela. Esquemas já não podem dar mais.
Um amigo meu referia num dia destes um aspecto interessante acerca da polÃtica nacional. O visual dos nossos polÃticos, em especial, daqueles que ocupam, até Fevereiro pelo menos, o poder. Aonde é que já se viu um fato azul-escuro com gravata amarela e camisa azul com gola amarela? Não têm olhos na cara? Que polÃticos cinzentões que nós temos.
Outro aspecto que me faz gostar cada vez menos destes tipos da Direita é a peseudo-especialização que estes reclamam possuÃr para poderem tomar as decisões sem arcar com as consequências.
Governo de Direita? Adeus ou vai-te embora!
domingo, dezembro 19, 2004
Oratória soufflé com pronúncia nasalada
Quando ouvi o discurso, oratória ou vómito vocalizado com palavras infelizmente inteligÃveis por serem repugnantes do Santana Lopes, recordei-me do quanto eu odeio Lisboa e tudo o que representa como factor de opressão para as restantes zonas do paÃs. Bom, deixem-me refrasear o que disse anteriormente, odeio o que representa as tias e tios de Lisboa com aquela pronúncia irritante de quem fala pelo nariz. Santana Lopes representa essa franja de pessoas abjectas e inúteis que povoam algumas zonas de Lisboa, quanto aos restantes lisboetas nada há a apontar a não ser um ligeiro sÃndrome nortenho invertido numa psicologia infantil invertida.
Lisboa é uma cidade enorme e com encantos e surpresas a cada esquina e em cada rosto que passa. É pena que, durante este tempo todo, se tenha permitido associar à ideia de Lisboa as tias e tios de bem. É desprestigiante e calunioso reduzir Lisboa a tais personagens mas, pessoalmente, não me consigo abstrair dessa imagem mental que me é veiculada com uma classe polÃtica dominada por Lisboa e que personifica esse mal. DaÃ, quando me perguntam qual a minha zona favorita de Lisboa eu responda sempre que é aquela zona que tem uma placa azul lindÃssima a dizer " A1 Norte - Porto" não que eu seja do Porto e aliás até gosto da cidade do Porto.
Voltando ao discurso do Santana Lopes, não deixei de observar o quanto a polÃtica pode ser porca quando praticada por gente muito pouco séria, como é exemplo Santana Lopes. Espero sinceramente que, nas próximas eleições, muitoas pseudo-polÃticos da treta decidam finalmente que é tempo para fazer uma reorientação profissional. Proponho que Santana Lopes inicie uma carreira como colunista da imprensa cor de rosa ( mal empregue a flor que não tem culpa nenhuma). Por fim, volto a frisar que, o que disse acerca de Lisboa não excluà os manifestos encantos que a cidade guarda a quem a visita. É claro que, uma visita a Lisboa, não deve ser muito mais longa que um dia. Quando lá tenho que ir fico sempre com a sensação que fico com uma moca de tubo de escape, a cidade está muito poluÃda e fumarenta.
P.S: Muitos Lisboetas julgam falar o Português padrão mas, devo alertar-vos, que os Lisboetas têm uma pronúncia acentuada. PortuguÊs padrão falo eu carago!
Lisboa é uma cidade enorme e com encantos e surpresas a cada esquina e em cada rosto que passa. É pena que, durante este tempo todo, se tenha permitido associar à ideia de Lisboa as tias e tios de bem. É desprestigiante e calunioso reduzir Lisboa a tais personagens mas, pessoalmente, não me consigo abstrair dessa imagem mental que me é veiculada com uma classe polÃtica dominada por Lisboa e que personifica esse mal. DaÃ, quando me perguntam qual a minha zona favorita de Lisboa eu responda sempre que é aquela zona que tem uma placa azul lindÃssima a dizer " A1 Norte - Porto" não que eu seja do Porto e aliás até gosto da cidade do Porto.
Voltando ao discurso do Santana Lopes, não deixei de observar o quanto a polÃtica pode ser porca quando praticada por gente muito pouco séria, como é exemplo Santana Lopes. Espero sinceramente que, nas próximas eleições, muitoas pseudo-polÃticos da treta decidam finalmente que é tempo para fazer uma reorientação profissional. Proponho que Santana Lopes inicie uma carreira como colunista da imprensa cor de rosa ( mal empregue a flor que não tem culpa nenhuma). Por fim, volto a frisar que, o que disse acerca de Lisboa não excluà os manifestos encantos que a cidade guarda a quem a visita. É claro que, uma visita a Lisboa, não deve ser muito mais longa que um dia. Quando lá tenho que ir fico sempre com a sensação que fico com uma moca de tubo de escape, a cidade está muito poluÃda e fumarenta.
P.S: Muitos Lisboetas julgam falar o Português padrão mas, devo alertar-vos, que os Lisboetas têm uma pronúncia acentuada. PortuguÊs padrão falo eu carago!
sábado, dezembro 18, 2004
Natal
Ora cá está mais uma data do ano que faz as pessoas mudarem o seu temperamento e o seu relacionamento com os demais. Em especial, no contexto laboral, os colegas e coleguinhas que percorreram o ano inteiro a instigar pequenas intrigas palacianas, dão as mãos no natal e vão todos fazer um jantar de natal. Trocam-se prendinhas em jeito de palmadinhas nas costas, redimimos assim os nossos pecados e embebedamo-nos fortemente, alguns pelo menos. Muitos falam do desvirtuamento do natal pelo consumismo e pela "falsa" boa vontade de muitos que, nesta data, mostram o seu lado mais cândido da sua existência. Não há desvirtuamento em algo que de si já é desvirtuado, penso eu. O Natal para mim é uma época do ano que dá um bom pretexto para se fazer aquilo que se deve fazer ao longo do ano, conviver mais de perto com os que nos são mais chegados.
Não pretendo tirar a magia ao natal, até porque, e apesar de algum desvirtuamento congénito que este possuÃ, o natal tem a sua magia por mais que não seja para as crianças. Gosto moderadamente do natal por ser uma altura do ano propÃcia ao juntar do clã oliveirinha, de resto, passo um pouco ao lado da festa de anos do menino jesus. Qualquer das vias, na noite de natal eu desligo sempre o exaustor, não vá o diabo tecê-las.
FELIZ NATAL ! MERRY XMAS! FELIZ NAVIDAD! e etc e etc.....
Não pretendo tirar a magia ao natal, até porque, e apesar de algum desvirtuamento congénito que este possuÃ, o natal tem a sua magia por mais que não seja para as crianças. Gosto moderadamente do natal por ser uma altura do ano propÃcia ao juntar do clã oliveirinha, de resto, passo um pouco ao lado da festa de anos do menino jesus. Qualquer das vias, na noite de natal eu desligo sempre o exaustor, não vá o diabo tecê-las.
FELIZ NATAL ! MERRY XMAS! FELIZ NAVIDAD! e etc e etc.....
sexta-feira, dezembro 17, 2004
Filmes
Reparei já há algum tempo atrás que, os filmes denominados como sendo de comédia romântica de Hollywood, estão impregnados de uma moral esquisita. Geralmente a personagem principal ou personagens têm cara de idiota e fazem, constantemente, figuras de urso. Desde cair em cima de bostas de cão, a fazer figuras sexuais comprometedoras da sua tendência sexual da personagem e muito mais, situações puramente hilariantes por um lado e degradantes por outro. O facto é que a personagem principal tem sempre uma fronha muito mal amanhada mas, no final, e após as muitas figuras de urso que faz ao longo do filme, fica sempre com um borracho descomunal. Ora, tendo em conta que há que fazer a destrinça entre um filme e a realidade, eu pergunto-me por vezes: Como é que aquela personagem hollywodesca, o Alberto João Jardim, faz figura de urso constantemente e nunca aparece com uma boazuda ao lado? Ora bem meus caros(as), discriminação da pura e da dura é o que é. Das duas uma, ou mandamos o Alberto João Jardim para Hollywood ou temos que exigir uma boazuda para o gajo.
Portugal é um autêntico filão de estrelas de comédia romântica. Imaginem o Filme intitulado " Socorro, a minha madrasta é um extraterrestre" ter, em vez de Dan Ackroid e Kim Basinger, ter Santana Lopes no papel de Dan Akcroid e Paulo Portas no papel de Kim Basinger a extraterrestre no filme?
Portugal é um autêntico filão de estrelas de comédia romântica. Imaginem o Filme intitulado " Socorro, a minha madrasta é um extraterrestre" ter, em vez de Dan Ackroid e Kim Basinger, ter Santana Lopes no papel de Dan Akcroid e Paulo Portas no papel de Kim Basinger a extraterrestre no filme?
quinta-feira, dezembro 16, 2004
Vendo bem as coisas
Não há nada como colher as impressões necessárias sobre um determinado tema a quem de direito. Desta feita, e ainda acerca das declarações do deputado socialista na Assembleia Regional da Madeira, tive a oportunidade de comentar o caso com um madeirense. A primeira reacção foi a de pensar o mais óbvio, ou seja, a Madeira está entregue aos bichos literalmente, mas, apesar de tudo isto ter o seu quê de verÃdico, temos que perspectivar convenientemente o assunto e assim foi a conversa.
Oliveirinha: Então você já ouviu o que aquele deputado disse na Assembleia Regional da Madeira?
Madeirense: Ouvi e o tipo ele fez muito bem! O que era preciso é que se dissesse o mesmo na Assembleia da República acerca de muitos deputados!
Oliveirinha: Está bem mas lá na Madeira parece-me que a situação é bem pior.
Madeirense: Pior ou melhor o facto é que também cá se passa a mesma coisa ou você não lê os jornais?
Oliveirinha: Pois de facto, por momentos, esqueci-me de quem nos desgovernava e continua a desgovernar até Fevereiro.
Moral da história: Todos fizeram menção às declarações do deputado Madeirense como algo vergonhoso, para mim, tirando um certo impropério desnecessário, o que o deputado Madeirense disse está certo e realmente faz muita falta, por cá, chamarem-se os bois pelos nomes. Oliveirinha dix it!
Oliveirinha: Então você já ouviu o que aquele deputado disse na Assembleia Regional da Madeira?
Madeirense: Ouvi e o tipo ele fez muito bem! O que era preciso é que se dissesse o mesmo na Assembleia da República acerca de muitos deputados!
Oliveirinha: Está bem mas lá na Madeira parece-me que a situação é bem pior.
Madeirense: Pior ou melhor o facto é que também cá se passa a mesma coisa ou você não lê os jornais?
Oliveirinha: Pois de facto, por momentos, esqueci-me de quem nos desgovernava e continua a desgovernar até Fevereiro.
Moral da história: Todos fizeram menção às declarações do deputado Madeirense como algo vergonhoso, para mim, tirando um certo impropério desnecessário, o que o deputado Madeirense disse está certo e realmente faz muita falta, por cá, chamarem-se os bois pelos nomes. Oliveirinha dix it!
Suplesse
Depois das bacoradas que ouvi do Secretário de Estado da administração Interna e do deputado da Assembleia Regional da Madeira, só posso concluir que, o jogo de futebol da Primeira Distrital que eu vi no passado Domingo, estava cheio de deputados e secretários gerais.
quarta-feira, dezembro 15, 2004
Borderline
Ontem à noite pus-me a pensar acerca deste blogue. Pensei no que é que eu tinha ganho até à data com este blogue e, acima de tudo, o que é que representa para mim este blogue. Já referi a várias pessoas com quem tenho contacto diário que, o Raminhos, surgiu de uma vontade de efectuar uma espécie de exercÃcio próprio meu. Este exercÃcio passa por colocar no papel, ou melhor, no ecrã, as ideias que vou tendo à medida que vou lendo algumas coisas aqui e ali. Outro dos aspectos que me tem agradado até à data tem a ver essencialmente com a minha personalidade, ou seja, neste espaço consigo ter uma abordagem para com várias situações que, no dia a dia, não me é possÃvel ter por vários motivos. Devo dizer que, com o Raminhos, tenho vindo a evoluir muito fruto do espaço que criei e também das reacções que tenho vindo a colher nos comentários que fazem aos posts. Para quem me conhece, o raminhos, tem muito de mim mas não tudo, o resto guardo para outras ocasiões.
Muitas pessoas pensam que se conhecem bem e que nada de novo, em termos de personalidade, poderá mudar ao longo dos tempos. No entanto, isso não é verdade. Eu, por exemplo, sou um borderline em termos de personalidade e sempre pensei que isso fosse uma caracterÃstica minha e não um sintoma. O facto é que é um transtorno de personalidade e, apesar de não ser grave nem impeditivo, prejudicava-me de certa forma. O Raminhos veio a ajudar-me bastante como um exercÃcio para debelar este transtorno que tenho. Este transtorno como outros são a consequência da sociedade em que vivemos e, infelizmente, cada vez mais frequentes. Ninguém pense que é feito de ferro porque não o é. Eu que estou treinado para detectar estes transtornos de personalidade nunca pensei que pudesse ter este género de transtorno mas, imaginem o que é alguém que detecta isto noutras pessoas aperceber-se que tem isto. Não é muito grave e é relativamente fácil de debelar se enfrentado de frente.
Muitas pessoas pensam que se conhecem bem e que nada de novo, em termos de personalidade, poderá mudar ao longo dos tempos. No entanto, isso não é verdade. Eu, por exemplo, sou um borderline em termos de personalidade e sempre pensei que isso fosse uma caracterÃstica minha e não um sintoma. O facto é que é um transtorno de personalidade e, apesar de não ser grave nem impeditivo, prejudicava-me de certa forma. O Raminhos veio a ajudar-me bastante como um exercÃcio para debelar este transtorno que tenho. Este transtorno como outros são a consequência da sociedade em que vivemos e, infelizmente, cada vez mais frequentes. Ninguém pense que é feito de ferro porque não o é. Eu que estou treinado para detectar estes transtornos de personalidade nunca pensei que pudesse ter este género de transtorno mas, imaginem o que é alguém que detecta isto noutras pessoas aperceber-se que tem isto. Não é muito grave e é relativamente fácil de debelar se enfrentado de frente.
terça-feira, dezembro 14, 2004
A realidade não é opaca
Tenho vindo a ler muitos textos acerca da História Mundial e das civilizações que povoaram ou povoam o nosso planeta. Infelizmente, tenho visto que esse conhecimento tem sido plataforma para muitas ideias distorcidas e que fogem sempre ao cerne da questão. Quando alguns inegrumenos fazem a apologia das civilizaçoes brancas, nomeadamente nórdicas, como o exemplo da elevação máxima de desenvolvimento humano é um absurdo, pois, esquecem-se das civilizações que já existiram. O reverso da medalha está no veicular de ideias de consolação indicando que os povos que actualmente estão no limiar da pobreza, estiveram antes, num lugar de destaque em termos de avanços civilizacionais. No entanto, é necessário analizar aqui o cerne da questão. Quer uma quer a outra ideia têm em comum a aceitação tácita, como se trata-se da normalidade, que houve e haverá sempre civilizações ou povos mais avançados que outros e isto não poderá ser alterado devido a uma qualquer lei casualÃstica da vida. Nada mais errado pois, se analizarmos bem as civilizações actuais e as anteriores, verificamos sempre que as civilizações que estavam no seu apogeu, estavam à s custas de alguém ou de outros. Como tal, fazer apanágio do avanço civilizacional de um qualquer povo, de acordo com que conhecemos até hoje, é idiota e recÃproco em ambos os lados. Não se percebe bem porque razão é que uma civilização deverá ser superior a outra, ou estar mais avançada que outra, pois, afinal o que interessa, é que a civilização humana não está avançada com milhões de pessoas a morrerem de fome e doença. Portanto, ninguém tem legitimidade alguma para estar a rir seja lá de quem for devido à riqueza que possuÃ, pois, de acordo com a história, quem lá esteve em cima mais tarde ou mais cedo caÃu.
segunda-feira, dezembro 13, 2004
Conversas
Sempre tive como princÃpio básico evitar certas e determinadas conversas que, essencialmente, não envolvem ideias mas sim convicções estritamente pessoais. Debater temas religiosos, por exemplo, não o faço muito facilmente pois chega-se sempre a um porto franco em que as ideias têm passaporte e a tipificação, fácil, das pessoas, consoante as suas ideias, nem sempre produz resultados muito favoráveis, pelo contrário. No entanto, há conversas acerca de temas aparentemente genéricos que transportam ideias acopladas que mostram um pouco de cada um aos restantes interlocutores.
Comentar a violência que se pratica ao forçar crianças a assistirem a espectáculos culturais ou, por muito trivial que possa parecer, a bares e cafés a altas horas da noite sem olhar à vontade destas, é interessante mas, chega-se sempre a um ponto em que se tem que mostrar um passaporte. De todos os que participam, ideias e considerações são remetidas à mesa e a anuência é fácil, e depois coloca-se sempre a questão pessoal na matéria. Há ideias acerca do tema que são genéricas e facilmente anuÃveis por todos mas é fácil falar de fora, sem matéria de facto consubstanciada em factos que nos ligam, carne com carne, ao objecto da conversa, as crianças. Muitas foram as ideias, dotas e sábias diga-se, mas no final fica-se sempre com a ideia que bom é aturar os filhos dos outros.
Uma criança é um indivÃduo cuja personalidade se está a formar e, apesar de serem o produto do seio familiar, é também um indivÃduo que irá crescer moldado pelas circunstâncias que o mundo que o rodeia lhe proporciona. No caso que referi anteriormente, ou seja, levar uma criança para um espectáculo cultural realizado de noite apenas porque os pais querem muito ir e julgam que se junta o útil ao agradável mas não é assim. A discussão acerca da violência perpetrada pelos pais aos filhos vai muito mais além da violência fÃsica. Há outras formas de violência perpetrada inconscientemente aos filhos pelos pais, sendo o exemplo dado anteriormente um caso. No entanto, urge sermos um pouco pragmáticos e equacionar a questão da seguinte forma: Até onde é que vai se pode esticar o conceito tradicional de famÃlia evitando formas de violência para as crianças? Aonde é que fica a fronteira?
Dá-me a impressão, cada vez mais, que bom é aturar os filhos dos outros pois aturar os nossos é como aturarmo-nos a nós próprios. Por vezes, inculcamos a noção de liberdade com aquilo a que nós, quando crianças, não tivemos e gostarÃamos de ter tido mas, e a criança, aonde fica esta? Ter filhos exige muito de nós e é imprescindÃvel estarmos bem para connosco para termos todo o êxito, relativo, que é possÃvel ter.
Comentar a violência que se pratica ao forçar crianças a assistirem a espectáculos culturais ou, por muito trivial que possa parecer, a bares e cafés a altas horas da noite sem olhar à vontade destas, é interessante mas, chega-se sempre a um ponto em que se tem que mostrar um passaporte. De todos os que participam, ideias e considerações são remetidas à mesa e a anuência é fácil, e depois coloca-se sempre a questão pessoal na matéria. Há ideias acerca do tema que são genéricas e facilmente anuÃveis por todos mas é fácil falar de fora, sem matéria de facto consubstanciada em factos que nos ligam, carne com carne, ao objecto da conversa, as crianças. Muitas foram as ideias, dotas e sábias diga-se, mas no final fica-se sempre com a ideia que bom é aturar os filhos dos outros.
Uma criança é um indivÃduo cuja personalidade se está a formar e, apesar de serem o produto do seio familiar, é também um indivÃduo que irá crescer moldado pelas circunstâncias que o mundo que o rodeia lhe proporciona. No caso que referi anteriormente, ou seja, levar uma criança para um espectáculo cultural realizado de noite apenas porque os pais querem muito ir e julgam que se junta o útil ao agradável mas não é assim. A discussão acerca da violência perpetrada pelos pais aos filhos vai muito mais além da violência fÃsica. Há outras formas de violência perpetrada inconscientemente aos filhos pelos pais, sendo o exemplo dado anteriormente um caso. No entanto, urge sermos um pouco pragmáticos e equacionar a questão da seguinte forma: Até onde é que vai se pode esticar o conceito tradicional de famÃlia evitando formas de violência para as crianças? Aonde é que fica a fronteira?
Dá-me a impressão, cada vez mais, que bom é aturar os filhos dos outros pois aturar os nossos é como aturarmo-nos a nós próprios. Por vezes, inculcamos a noção de liberdade com aquilo a que nós, quando crianças, não tivemos e gostarÃamos de ter tido mas, e a criança, aonde fica esta? Ter filhos exige muito de nós e é imprescindÃvel estarmos bem para connosco para termos todo o êxito, relativo, que é possÃvel ter.
domingo, dezembro 12, 2004
Cultura Dominical
Nada como um banho de cultura ao Domingo. Ver futebol da Primeira Divisão Distrital é um autêntico banho de cultura.
Deixo-vos algumas pérolas da cultura futebolÃstica desse palco que é a primeira divisão distrital:
Baixa os cornos ó boi!!
Tu queres mas é uma xuxa!.....no rabo!
Deixo-vos algumas pérolas da cultura futebolÃstica desse palco que é a primeira divisão distrital:
Baixa os cornos ó boi!!
Tu queres mas é uma xuxa!.....no rabo!
Ó xôr agente vá pedir reforços que isto hoje está a ser um autêntico roubo à mão armada!
Sempre acompanhados pelos eternos e imprescindÃveis elogios à senhora mãe do árbitro é claro. O que ainda se aproveita são as minis e as pevides porque de resto é um autêntico arrail de porrada.
sábado, dezembro 11, 2004
Verdade lá palisse
Houve duas coisas que me encheram as medidas esta semana que finda hoje. A primeira foi saber que nem tudo vai mal na economia portuguesa pois, há um sector que vai em franca expansão. Parece que o sector de vendas de automóveis de luxo viu os seus negócios aumentarem significativamente.Terá sido esta a retoma que tanto falava o Primeiro-Ministro despedido, digo, dissolvido, digo desnomeado ou lá o que é?
Outra aspecto que me encheu as medidas foi a valiosa lição que aprendi acerca da corrupção em Portugal. Vale bem a pena pois mesmo que seja detectada, prescreve sempre, e quem a pratica saà ileso. Para mais a Figueira da Foz não se pode queixar porque sempre ficou com umas palmeiras muy xiras por supuesto e que lá fazem muita falta.
Outra aspecto que me encheu as medidas foi a valiosa lição que aprendi acerca da corrupção em Portugal. Vale bem a pena pois mesmo que seja detectada, prescreve sempre, e quem a pratica saà ileso. Para mais a Figueira da Foz não se pode queixar porque sempre ficou com umas palmeiras muy xiras por supuesto e que lá fazem muita falta.
sexta-feira, dezembro 10, 2004
Europa
O Serôdio despoletou uma questão bastante pertinente num comentário que fez a propósito do Post intitulado “Ã�fricaâ€�. A questão que levantou foi bastante pertinente quando é, pertinente também, o futuro referendo que irá ser realizado a propósito da Constituição Europeia e o que isso envolverá no desenrolar das polÃticas comunitárias e seu reflexo nas várias polÃticas nacionais. Quando referi a questão do conceito neo-clássico de nação como pilar vertical de uma polÃtica colonialista dos paÃses europeus em Ã�frica, este, de certa forma, aplica-se também nas movimentações internas, na Comunidade Europeia, quando se negoceia quotas pesqueiras. Não que se pretenda com este post fundamentar uma ou outra posição acerca das pescas,no entanto, é curioso verificar como o mesmo conceito neo-clássico de nação é utilizado qual raminho de salsa num cozinhado de cada um dos paÃses comunitários.
Quando penso acerca da União Europeia, vejo algo muito mais vasto do que a mera associação de vários paÃses unidos por um ideal comunitário. As velhas concepções neo-clássicas de nação diluÃram-se por assim dizer em prol do bem comunitário num plano meramente ideológico. Isso não se verifica no plano prático, pois, o que se verifica é um constante debitar de discursos europeÃstas de Ãndole comunitário e nos bastidores uma praxis polÃtica de mais profundo nacionalismo e interesse umbilical de cada nação que compõe a União Europeia. A questão é tão importante quanto é o referendo que se vai realizar acerca da Constituição Europeia. Sabendo de antemão que, os paÃses mais industrializados e mais populosos, irão, concerteza, continuar com um discurso comunitário e por detrás a efectuar imposições de exigências meramente nacionalistas que irão beneficiar a eles em primeira mão, resta saber, para nós Portugueses, se a questão da maioria qualificada irá beneficiar Portugal e os restantes paÃses mais pequenos e populosos. Volto a questionar a forma como a pergunta do referendo foi colocada. Não concordo com a maioria qualificada, no entanto, concordo com a existência de uma Constituição Europeia. Quanto ao texto da Constituição, tenho sérias reservas quanto a este mas, como tudo na vida ou quase, pode ser emendado.
Uma particularidade da União Europeia que me seduziu foi a possibilidade de se criar um bloco que pudesse fazer frente aos EUA, não que, com isso, pretendesse que a União Europeia tivesse uma posição hegemónica e neo-colonialistas como os EUA têm actualmente. Pretendia que fossemos um barómetro, um ponto de referência e aproveitássemos a imensa cultura europeia, tão impregnada de culturas não-europeias, uma riqueza incalculável, fosse por assim dizer o ponto de referência com as devidas reservas e respeito pela diversidade cultural mundial. Com as movimentações que tenho observado ultimamente, temo, que a União Europeia seja, cada vez mais, um mito. Urge mudar muita coisa na União Europeia.
Quando penso acerca da União Europeia, vejo algo muito mais vasto do que a mera associação de vários paÃses unidos por um ideal comunitário. As velhas concepções neo-clássicas de nação diluÃram-se por assim dizer em prol do bem comunitário num plano meramente ideológico. Isso não se verifica no plano prático, pois, o que se verifica é um constante debitar de discursos europeÃstas de Ãndole comunitário e nos bastidores uma praxis polÃtica de mais profundo nacionalismo e interesse umbilical de cada nação que compõe a União Europeia. A questão é tão importante quanto é o referendo que se vai realizar acerca da Constituição Europeia. Sabendo de antemão que, os paÃses mais industrializados e mais populosos, irão, concerteza, continuar com um discurso comunitário e por detrás a efectuar imposições de exigências meramente nacionalistas que irão beneficiar a eles em primeira mão, resta saber, para nós Portugueses, se a questão da maioria qualificada irá beneficiar Portugal e os restantes paÃses mais pequenos e populosos. Volto a questionar a forma como a pergunta do referendo foi colocada. Não concordo com a maioria qualificada, no entanto, concordo com a existência de uma Constituição Europeia. Quanto ao texto da Constituição, tenho sérias reservas quanto a este mas, como tudo na vida ou quase, pode ser emendado.
Uma particularidade da União Europeia que me seduziu foi a possibilidade de se criar um bloco que pudesse fazer frente aos EUA, não que, com isso, pretendesse que a União Europeia tivesse uma posição hegemónica e neo-colonialistas como os EUA têm actualmente. Pretendia que fossemos um barómetro, um ponto de referência e aproveitássemos a imensa cultura europeia, tão impregnada de culturas não-europeias, uma riqueza incalculável, fosse por assim dizer o ponto de referência com as devidas reservas e respeito pela diversidade cultural mundial. Com as movimentações que tenho observado ultimamente, temo, que a União Europeia seja, cada vez mais, um mito. Urge mudar muita coisa na União Europeia.
quarta-feira, dezembro 08, 2004
Inbicta
Após longa ausência, vou voltar a visitar a Cidade Invicta, o Porto. Espero ter umas histórias para contar quando voltar. Já estava com saudades de uma bela francesinha.
terça-feira, dezembro 07, 2004
Secreta
Sempre pensei que uma organização secreta fosse alvo do maior sigilo quanto aos nomes de quem trabalha para essa organização. Por cá, o SIS, vê os nomes dos seus dirigentes postos nos jornais para que toda a gente saiba quem são. É estranho mas acontece em Portugal.
Outro aspecto acerca da notÃcia veiculada hoje sobre a substituição do Director, aliás, Directora do SIS por um militar, é o facto de me parecer um pouco estranho, senão oportúno, pela contingência da perda do governo por parte daqueles que ainda, provisóriamente, se mantêm em poder. Que o SIS anda por aà a investigar todos nós sabemos mas o que é que investiga ou quem investiga é que não se sabe. O que se sabe é que o SIS está activo e por todo o lado.
Outro aspecto acerca da notÃcia veiculada hoje sobre a substituição do Director, aliás, Directora do SIS por um militar, é o facto de me parecer um pouco estranho, senão oportúno, pela contingência da perda do governo por parte daqueles que ainda, provisóriamente, se mantêm em poder. Que o SIS anda por aà a investigar todos nós sabemos mas o que é que investiga ou quem investiga é que não se sabe. O que se sabe é que o SIS está activo e por todo o lado.
�frica
É curioso verificar como abordamos conflitos entre nações de acordo com a zona geográfica onde estes eclodem. Na Europa, o conflito bósnio foi um conflito étnico, onde, termos como limpeza étnica foram utilizados para descrever os eventos que lá se passaram. Em Ã�frica, os mesmos conflitos são considerados como sendo tribais. A diferença na abordagem do mesmo tema, nestes casos em que Ã�frica e a Europa estão envolvidas, tem subjacente a pesada herança Neo-clássica que nos foi incutida pelos governos europeus como forma de justificar a presença dos paÃses europeus em Ã�frica e seu domÃnio sobre as populações indÃgenas. As potências europeias traçaram mapas de paÃses sem respeitar as seculares nações que já existiam dentro desses territórios, e em muitos casos, estraçalharam nações em vários pedaços distribuÃdos de acordo com os recursos naturais que disponham no seu território. Actualmente, as divisões criadas pelos europeus servem para alimentar conflitos gerados quer por dirigentes africanos, quer ainda pelos paÃses europeus para alcançar os apetecidos recursos naturais, e continuamos assim durante todo este tempo.
Devo confessar que me custa ouvir algumas teorias absolutamente idiotas acerca da pretensa natureza guerreira dos povos africanos e da forma como estes parecem não conseguir viver em paz entre eles. Dá-me a impressão que muitas pessoas julgam que os conflitos entre nações africanas dentro de um mesmo paÃs que é a mesma coisa que um pretenso conflito entre alentejanos e algarvios ou entre portistas e benfiquistas. Fomos ensinados a menosprezar a identidade cultural dos povos africanos e a pensar de acordo com a teoria que “fomentavaâ€� a presença dos paÃses europeus em Ã�frica. A ideia que me referi é a de que os africanos precisavam de nós porque eram selvagens e não conheciam a civilização ocidental.
Há uma coisa que sempre me preocupei em seguir na minha vida. Devo viver a história do meu povo tal como ela é, ou seja, tenho que aprender com o que fiz de mal e com o que fiz de bem.
As reacções à dominação, em muitos aspectos, nefasta dos paÃses europeus sobre Ã�frica foi negativa, no entanto, não posso desculpar, nem tolerar ideologias racistas como reacção a outras ideologias racistas. Não posso tolerar ideologia que enalteçe a negritude nem a pureza racial do branco, por quanto, só conheço o OMO, que lava mais branco, como ideal de brancura.
Devo confessar que me custa ouvir algumas teorias absolutamente idiotas acerca da pretensa natureza guerreira dos povos africanos e da forma como estes parecem não conseguir viver em paz entre eles. Dá-me a impressão que muitas pessoas julgam que os conflitos entre nações africanas dentro de um mesmo paÃs que é a mesma coisa que um pretenso conflito entre alentejanos e algarvios ou entre portistas e benfiquistas. Fomos ensinados a menosprezar a identidade cultural dos povos africanos e a pensar de acordo com a teoria que “fomentavaâ€� a presença dos paÃses europeus em Ã�frica. A ideia que me referi é a de que os africanos precisavam de nós porque eram selvagens e não conheciam a civilização ocidental.
Há uma coisa que sempre me preocupei em seguir na minha vida. Devo viver a história do meu povo tal como ela é, ou seja, tenho que aprender com o que fiz de mal e com o que fiz de bem.
As reacções à dominação, em muitos aspectos, nefasta dos paÃses europeus sobre Ã�frica foi negativa, no entanto, não posso desculpar, nem tolerar ideologias racistas como reacção a outras ideologias racistas. Não posso tolerar ideologia que enalteçe a negritude nem a pureza racial do branco, por quanto, só conheço o OMO, que lava mais branco, como ideal de brancura.
segunda-feira, dezembro 06, 2004
Laranja manhosa
Já estava a estranhar o facto de ainda não ter aparecido nenhuma notÃcia acerca do caso de Camarate. De cada vez que o PSD se vê na iminência de sair do poder, sai sempre uma notÃcia acerca do caso Camarate. Já foram feitos milhares de estudos acerca do que terá sucedido no dia em que o avião de Sá Carneiro caÃu e, todos eles, indicam que não há matéria de facto suficiente para alimentar a teoria de um atentado. Devo referir que não me pronunciarei acerca de qualquer umas das teorias em voga acerca do caso pois, apesar de muitos artigos escritos, não creio ter informação suficiente para me inclinar para qualquer umas das teorias. No entanto, só estranho é o timming das notÃcias acerca do caso Camarate. Se repararam, as notÃcias acerca do caso, vêem sempre em alturas de aperto eleitoral para o PSD. Parece-me que se pretende criar um mártir a todo o custo e assim cimentar a ideia latente da reedição da AD. Já comentei com algumas pessoas o meu receio acerca das próximas eleições. Todos contam com uma vitória esmagadora de Sócrates nas próximas eleições mas, eu pessoalmente, conto com um PSD exÃmio em propaganda barata e um eleitorado de sua cor que faz das várias votações uma romaria. Temo que, pelo facto das sondagens darem uma vitória certa de Sócrates, o nÃvel de abstenção seja elevado e com isso, a AD, que está a incubar, me pregue um susto valente com a possibilidade de poder formar governo. Espero que a Esquerda veja a sua posição fortalecida no Governo com mais ou menos Sócrates mas que seja a esquerda a comandar os destinos do paÃs nos próximos tempos.
Poderão pensar que estarei a exagerar, pois vos digo que espero bem que sim. Todo o cuidado é pouco neste momento. Não se esqueçam que o eleitorado laranja é idoso, adivinhem lá quem é que foi aumentado.
Poderão pensar que estarei a exagerar, pois vos digo que espero bem que sim. Todo o cuidado é pouco neste momento. Não se esqueçam que o eleitorado laranja é idoso, adivinhem lá quem é que foi aumentado.
domingo, dezembro 05, 2004
Campo e a cidade
Já li, por diversas vezes, odes à vida no campo e mais propriamente, às pessoas dos meios rurais. Franqueza e sinceridade são os pilares da descrição que fazem sobre as pessoas dos meios rurais. Mas será essa a verdadeira essência das pessoas do campo? Sempre vi o campo e as pessoas que o habitam como uma só coisa, um único ser vivo, que é desconcertantemente por um lado e terno pelo outro. Muitos poderão pensar que há uma certa magia na forma primacial do trato das pessoas que vivem nos campos. As pessoas do campo, que são também o campo, são trágicas como o tempo e o mudar das estações o é. São generosas como a Primavera e duras como o Inverno. As primaveras são pródigas em fartura e resplendor, as pessoas do campo também o são. A franqueza e sinceridade das pessoas do campo é como a chuva numa tarde solarenga, vem inesperadamente, molha, faz-nos sentir os tremendos ossos do corpo, voltamos à forma primacial, aconchegamo-nos com medo do frio. Os elementos esculpem nas pessoas a sua alma o seu viver a sua dimensão, são pequeninas, têm consciência do seu papel no meio em que vivem.
A cidade, esse campo enorme de flores e árvores de pedra e cimento, têm pessoas pequeninas. Vivem num só dia as quatro estações do ano. São esculpidas pelos elementos. Circulam, correm e são moldadas pelos elementos mas não se apercebem o quão pequeninas são ao lado da floresta de pedra. A primavera é pródiga também na cidade, as pessoas são generosas quando estão em si na primavera.
A cidade, esse campo enorme de flores e árvores de pedra e cimento, têm pessoas pequeninas. Vivem num só dia as quatro estações do ano. São esculpidas pelos elementos. Circulam, correm e são moldadas pelos elementos mas não se apercebem o quão pequeninas são ao lado da floresta de pedra. A primavera é pródiga também na cidade, as pessoas são generosas quando estão em si na primavera.
sábado, dezembro 04, 2004
Pus-me a pensar
Pus-me a pensar e não falhando ao que é costumeiro da minha simples pessoa, saÃu uma ideia espatafúrdia, como de habitual. Tenho uma série de contadores e sites trackers e dei por mim a pensar: " Não será isto um pouco Pidesco? esta mania de saber quem é que vem e de onde vem?" o que vale é que me passou depressa.
Parabéns ao Cacaoccino
Fez no outro dia um ano de existência, um blog de duas meninas muy simpáticas por supuesto e que eu tenho vindo a acompanhar. Como desnaturado que sou, já a minha mãe mo diz constasntemente, pequei por não ter feito, atempadamente, menção a tão jubilosa efemeridade. Assim, e esperando que não seja tarde demais, Parabéns miúdas!!! Continuem a presentear-nos com a vossa boa disposição e sentido crÃtico aguçado. Ganhei um hábito desde algum tempo para cá, não passo sem a minha dose de Chocolate.
sexta-feira, dezembro 03, 2004
Tolerância
Não tive oportunidade de fazer uma menção especial à Luta contra a Sida por falta de tempo. No entanto, é curioso verificar que, por vezes, algo que parece positivo pode fazer-nos muito mal.
É tolerante pois não olha a raça, credo, convicções polÃticas, orientação sexual, sexo nem idade mas mata! Protegam-se do Virus HIV!
É tolerante pois não olha a raça, credo, convicções polÃticas, orientação sexual, sexo nem idade mas mata! Protegam-se do Virus HIV!
Caridade e consumismo
Lá estava o Oliveirinha a circular por entre uma dessas superfÃcies comerciais, autêntico hino ao consumismo desenfreado, quando fui abordado por uma simpática e assertiva moça de um stand. Eu parei e deixei que a moça me debitasse o discurso, minuciosamente estudado e decorado, a uma velocidade estonteante à razão de 10 palavras por segundo quase. Nada de estranho com este tipo de abordagem, no entanto, é agora o momento em que se diz “ Now the plot thickens! “, ou seja, agora vou explicar o que eu vi, como vi e qual a minha reacção a tudo aquilo.
Devo dizer, antes demais, que as obras de caridade são de salutar, como também é de salutar as pessoas que, por um motivo ou outro, prestam o seu trabalho ou auxÃlio a essas obras de caridade. Nem tudo o que luz é ouro, penso eu. A moça que referi anteriormente estava a trabalhar para uma obra de caridade que, através da venda de um cartão de descontos, iria auxiliar quatro instituições. Até aqui tudo bem senão fosse eu ser um tipo um pouco complicado por vezes, confesso. Faz-me um pouco de confusão certas obras de caridade que se aliam a empresas comerciais em que, as empresas comerciais, utilizam, de certa forma, a boa vontade das pessoas em ajudar o próximo para dessa forma angariar clientes. As empresas que aderiram ao cartão, dá-me a impressão, pensaram da seguinte forma: “ Vou queimar alguns impostos e angariar clientes com o engodo do desconto que esse cartão proporcionaâ€� Agora pergunto, nesta perspectiva, aonde está a Caridade? Assim custa-me dar seja lá o que for por causa dessas empresas “caridosasâ€�. Quanto à moça, devo dizer, nada tenho a apontar, a não ser um pequeno detalhe. Quando esta debitava o discurso de uma forma mecanizada, a uma dada altura, só me lembrei daquelas máquinas que dizem: “ crrr crrr soy un iorro sin verguença, day me una moneda! Quiero hablar contigoâ€� a moça que me desculpe mas foi isso que eu me lembrei quando a ouvi a debitar o discurso.
Moral da história, confesso que sou esquisito por vezes e que talvez seja pouco rÃgido com alguns valores e convicções pessoais mas, devo dizer também, o consumismo faz-me impressão, puxa de mim as mais estranhas reacções. Quanto à caridade, dou de bom grado, em dinheiro ou géneros à s Instituições de caridade e não a essas joint-ventures com interesses pouco caridosos de certas empresas.
Devo dizer, antes demais, que as obras de caridade são de salutar, como também é de salutar as pessoas que, por um motivo ou outro, prestam o seu trabalho ou auxÃlio a essas obras de caridade. Nem tudo o que luz é ouro, penso eu. A moça que referi anteriormente estava a trabalhar para uma obra de caridade que, através da venda de um cartão de descontos, iria auxiliar quatro instituições. Até aqui tudo bem senão fosse eu ser um tipo um pouco complicado por vezes, confesso. Faz-me um pouco de confusão certas obras de caridade que se aliam a empresas comerciais em que, as empresas comerciais, utilizam, de certa forma, a boa vontade das pessoas em ajudar o próximo para dessa forma angariar clientes. As empresas que aderiram ao cartão, dá-me a impressão, pensaram da seguinte forma: “ Vou queimar alguns impostos e angariar clientes com o engodo do desconto que esse cartão proporcionaâ€� Agora pergunto, nesta perspectiva, aonde está a Caridade? Assim custa-me dar seja lá o que for por causa dessas empresas “caridosasâ€�. Quanto à moça, devo dizer, nada tenho a apontar, a não ser um pequeno detalhe. Quando esta debitava o discurso de uma forma mecanizada, a uma dada altura, só me lembrei daquelas máquinas que dizem: “ crrr crrr soy un iorro sin verguença, day me una moneda! Quiero hablar contigoâ€� a moça que me desculpe mas foi isso que eu me lembrei quando a ouvi a debitar o discurso.
Moral da história, confesso que sou esquisito por vezes e que talvez seja pouco rÃgido com alguns valores e convicções pessoais mas, devo dizer também, o consumismo faz-me impressão, puxa de mim as mais estranhas reacções. Quanto à caridade, dou de bom grado, em dinheiro ou géneros à s Instituições de caridade e não a essas joint-ventures com interesses pouco caridosos de certas empresas.
quinta-feira, dezembro 02, 2004
Desgoverno para a Rua!
Acordei ontem com uma curiosidade enorme em saber qual teria sido a reacção da imprensa nacional sobre a Dissolução do parlamento Português. Nada, nada de nada, percorri vários jornais internacionais e nenhum deles faz sequer menção ao sucedido ontem. Que Portugal assume uma importância muito relativa no panorama Internacional já se sabia mas, a dissolução de um Parlamento, seja lá onde for, é notÃcia sempre. Os destaques foram ganhos pela mega-greve na Itália e Portugal nada. Será que de alguma forma o que sucedeu hoje não tem relevância alguma por se estar à espera à muito tempo? Nem mesmo com um presidente português da União Europeia? Daqui podemos ver o quanto o nosso paÃs perdeu em projecção e, de certa forma, credibilidade aos olhos dos observadores internacionais.
Passando para um outro ponto, de suma importância, e que tem a ver com a leitura que faço desta situação em que nos encontramos, devo dizer que fiquei satisfeito com a decisão do presidente da República e com o facto de se aproximar, com as eleições, um momento de levantamento do ânimo geral do paÃs. Esta situação porém traz em anexo outras questões importantes que implicam alguns problemas. O Desgoverno, ainda em funções, fazendo apanágio da sua forma de despolÃtica, fará concerteza ainda muitos estragos até à s eleições. É altura de engordar os sacos azuis antes que seja tarde, e também, inaugurar muitas obras de fachada para as eleições autárquicas e legislativas que se aproximam. Com isto, o futuro governo terá problemas adicionais para governar. A grande expectativa estará no que os partidos a concurso apresentarão ao paÃs. Logo veremos, creio que seja esta a última hipótese para qualquer governo demonstrar que afinal pode-se fazer polÃtica seriamente em Portugal, e que, no fundo, ainda há esperança.
Quanto à actuação Presidente da República, devo dizer que continuo a achar que este errou ao dar o Poder, de uma forma dinástica, a uma coligação descoligante e enferma em projecto e capacidade de governação. Perdemos 4 meses que, infelizmente, se revelaram como se de 4 anos se tratassem.
Passando para um outro ponto, de suma importância, e que tem a ver com a leitura que faço desta situação em que nos encontramos, devo dizer que fiquei satisfeito com a decisão do presidente da República e com o facto de se aproximar, com as eleições, um momento de levantamento do ânimo geral do paÃs. Esta situação porém traz em anexo outras questões importantes que implicam alguns problemas. O Desgoverno, ainda em funções, fazendo apanágio da sua forma de despolÃtica, fará concerteza ainda muitos estragos até à s eleições. É altura de engordar os sacos azuis antes que seja tarde, e também, inaugurar muitas obras de fachada para as eleições autárquicas e legislativas que se aproximam. Com isto, o futuro governo terá problemas adicionais para governar. A grande expectativa estará no que os partidos a concurso apresentarão ao paÃs. Logo veremos, creio que seja esta a última hipótese para qualquer governo demonstrar que afinal pode-se fazer polÃtica seriamente em Portugal, e que, no fundo, ainda há esperança.
Quanto à actuação Presidente da República, devo dizer que continuo a achar que este errou ao dar o Poder, de uma forma dinástica, a uma coligação descoligante e enferma em projecto e capacidade de governação. Perdemos 4 meses que, infelizmente, se revelaram como se de 4 anos se tratassem.
terça-feira, novembro 30, 2004
Adeusinho!!
Não consigo expressar a alegria que tenho por saber que o Sampaio mandou o Santana Flopes para o Desemprego. Ups!! lá vai a taxa de desemprego aumentar outra vez com mais um desempregado!!!!
Justitia
Qualquer sociedade, de um qualquer paÃs, pretende-se justa. A justiça é um dos pilares basilares de uma nação que se forma ou emancipa. A sua celeridade, o seu funcionamento e a sua rectidão, são a garantia tácita de que todos os que compõem essa sociedade poderão viver com um relativo, mas estável, sentido de justiça e de paz. A simples noção de poder apelar a um sistema que julga, que pune, que absolve, de uma forma justa, os que são inocentes de quem prevarica, é a garantia moral que, apesar de tudo, alguma coisa funciona.
Descartes dizia que se uma premissa estiver errada, todos os juÃzos subsequentes estarão errados também, apesar de estes poderem parecer encerrar em si uma lógica. Quando um sistema judicial de um qualquer paÃs assenta a sua preponderância na figura de um Juiz e de um delegado do Ministério público, está a pender, sobre a justiça, as premissas de duas figuras. Como os demais, são humanos, têm pensamentos, convicções, incertezas, certezas e razões que os movem, os impelem, para analisar os demais e o mundo que os rodeia. Têm premissas como todos nós e raciocÃnios lógicos também como nós, são falÃveis, como falÃvel é qualquer ser humano. No entanto, um sistema que prevê uma polÃtica de amedrontamento latente de todos os intervenientes do Sistema Judicial, fazendo com que estes mergulhem num mar lunático da tranquilidade, podre, de princÃpios que aos factos nada servem, antes pelo contrário, é romper abruptamente toda e qualquer esperança que depositamos num sistema que preconiza a luta entre o BEM e o MAL. O Sistema mergulha numa espiral em que não se distingue um pólo do outro, está confuso. O BEM pode ser o MAL e vice-versa e o princÃpio do contraditório entra, afinal somos humanos, temos que compreender que poderemos errar.
Nem tudo está mal no Sistema Judicial, este é galante e educado, reconhece os demais notáveis representantes da mais fina Sociedade. A boa sociedade vê aqui a celeridade de um sistema que pune, que anda, que assegura a necessária segurança para prosseguirmos na luta entre o BEM e o MAL. O Sistema vive numa grave depressão, aconselha-se uma higiene do sono eficaz para evitar as alucinações corporativistas que o apoquentam. Deverá fugir das suas secretarias poeirentas que lhe causam sinusite e má disposição, os secretários não são pajens de costas largas para aguentarem a todo custo os impropérios, o Hospital está cheio. Como fase final, aconselha-se uma terapia ocupacional, a actividade far-lhe-á levantar a moral e a auto-estima. O exercÃcio fará maravilhosas melhorias ao seu aspecto que se arrasta.
Devo dizer primeiro que não sou advogado, nem juiz, nem Delegado do Ministério Público e respeito o trabalho dos referidos mas, não desculpo o Sistema Judicial nem o Corporativismo da classe.
Descartes dizia que se uma premissa estiver errada, todos os juÃzos subsequentes estarão errados também, apesar de estes poderem parecer encerrar em si uma lógica. Quando um sistema judicial de um qualquer paÃs assenta a sua preponderância na figura de um Juiz e de um delegado do Ministério público, está a pender, sobre a justiça, as premissas de duas figuras. Como os demais, são humanos, têm pensamentos, convicções, incertezas, certezas e razões que os movem, os impelem, para analisar os demais e o mundo que os rodeia. Têm premissas como todos nós e raciocÃnios lógicos também como nós, são falÃveis, como falÃvel é qualquer ser humano. No entanto, um sistema que prevê uma polÃtica de amedrontamento latente de todos os intervenientes do Sistema Judicial, fazendo com que estes mergulhem num mar lunático da tranquilidade, podre, de princÃpios que aos factos nada servem, antes pelo contrário, é romper abruptamente toda e qualquer esperança que depositamos num sistema que preconiza a luta entre o BEM e o MAL. O Sistema mergulha numa espiral em que não se distingue um pólo do outro, está confuso. O BEM pode ser o MAL e vice-versa e o princÃpio do contraditório entra, afinal somos humanos, temos que compreender que poderemos errar.
Nem tudo está mal no Sistema Judicial, este é galante e educado, reconhece os demais notáveis representantes da mais fina Sociedade. A boa sociedade vê aqui a celeridade de um sistema que pune, que anda, que assegura a necessária segurança para prosseguirmos na luta entre o BEM e o MAL. O Sistema vive numa grave depressão, aconselha-se uma higiene do sono eficaz para evitar as alucinações corporativistas que o apoquentam. Deverá fugir das suas secretarias poeirentas que lhe causam sinusite e má disposição, os secretários não são pajens de costas largas para aguentarem a todo custo os impropérios, o Hospital está cheio. Como fase final, aconselha-se uma terapia ocupacional, a actividade far-lhe-á levantar a moral e a auto-estima. O exercÃcio fará maravilhosas melhorias ao seu aspecto que se arrasta.
Devo dizer primeiro que não sou advogado, nem juiz, nem Delegado do Ministério Público e respeito o trabalho dos referidos mas, não desculpo o Sistema Judicial nem o Corporativismo da classe.
segunda-feira, novembro 29, 2004
Middle age crisis
De todo o tempo que me conheço, conheci várias pessoas, várias personalidades, vários episódios imemoráveis por vários motivos. No entanto, é engraçado ver como certas pessoas crescem e envelhecem, enfim, amadurecem. Encontrei uma amiga minha que não via à 10 anos, ela, para mim, pareceu-me igual à última vez que a vi, mas ela disse-me que eu estava muito diferente. Quando ela me disse : " Estás mais gordo pá! " eu fiquei a pensar cá para os meus botões: " hum...gordo!? Bolas! tou só com 75 Kg que para a minha altura é muito bom!" só depois é que me lembrei que, a minha amiga, quando me viu pela última vez eu era um trinca espinhas com 63 Kg. O tempo passa depressa.
Outro aspecto que têm estes momentos de reencontro é o facto de nós inculcarmos as recordações que temos de pessoas que já não vemos à muito tempo. Regra geral, as pessoas mudam, vão amadurecendo e, infelizmente, vão ficando muito chatas. Estarmos a conversar com pessoal que conhecemos quando éramos crianças, recordando os episódios imemoráveis de mil diabruras e verificar como entretanto ficaram chatos , faz-nos pensar acerca de várias coisas. Claro está que já não faço nem metade das diabruras que fazia quando mais jovem, no entanto, tenho um puto traquinas dentro de mim, é mais forte do que eu confesso.
Outro aspecto que têm estes momentos de reencontro é o facto de nós inculcarmos as recordações que temos de pessoas que já não vemos à muito tempo. Regra geral, as pessoas mudam, vão amadurecendo e, infelizmente, vão ficando muito chatas. Estarmos a conversar com pessoal que conhecemos quando éramos crianças, recordando os episódios imemoráveis de mil diabruras e verificar como entretanto ficaram chatos , faz-nos pensar acerca de várias coisas. Claro está que já não faço nem metade das diabruras que fazia quando mais jovem, no entanto, tenho um puto traquinas dentro de mim, é mais forte do que eu confesso.
DVD voador
À quatro dias foi nomeado e já apresentou o pedido de demissão, o Ministro dos Desportos, entretanto recebeu um DVD que foi janela fora. Quem é que levou com o DVD em cima?
Na carta de demissão o ministro fala em traição. Será que prometeram um gabinete com DVD e afinal este não tinha?
Na carta de demissão o ministro fala em traição. Será que prometeram um gabinete com DVD e afinal este não tinha?
domingo, novembro 28, 2004
Coerência
Nada como uma boa dose de coerência para que uma pessoa ganhe respeito pelos seus pares. Prezo bastante a coerência de uma pessoa no que concerne aos seus ideias e opções de vida. O que não prezo é ver um "comunista" a falar de sua ideologia e a comentar quanto é que ganhou de dividendos com as acções de empresas privatizadas, há um mÃnimo. De facto, pessoas assim existem bastantes e de vários quadrantes mas chateiam, prefiro vinte jovens com cabelinho pelos olhos do PP a um "comunista" de garganta, incoerente, a pregar a sua suposta ideologia e a viver de forma completamente oposta aos ideias que este prega. Neste caso, os jovens do PP, ganham apenas pela coerência e por ficarem caladinhos à minha beira para não estragarem muito o ambiente.
sábado, novembro 27, 2004
Noite de Fados
Nada como fazer valer velhas tradições, ou em alternativa, criar novas tradições. Foi o que aconteçeu ontem algures no Portugal Profundo onde eu estive. Cantar fado com sotaque brasileiro e bossa nova com sotaque português produz uma noite muito divertida se acompanhada com uns valentes copos e uma lareira. A Brigada de Trânsito é que ia estragando a festa mas lá se passou a barricada, pagando a portagem com um fadinho cantado com sotaque brasileiro.
Parecem bandos dji Arara, Ã solta
Os moleques, os moleques....
Tive mais sorte do que juÃzo, parece-me.
Parecem bandos dji Arara, Ã solta
Os moleques, os moleques....
Tive mais sorte do que juÃzo, parece-me.
sexta-feira, novembro 26, 2004
Emigração
À muitos anos atrás ouvi de pessoas naturais de paÃses onde se verificava uma onda de emigração bastante significativa, comentários xenófobos e racistas. Anos mais tarde, e como a vida dá voltas estranhas, oiço hoje em dia os mesmos comentários de compatriotas meus, ipsis verbis. É estranho ver como as afirmações e expressões xenófobas são similares por entre os vários paÃses europeus, inclusive, Portugal. Sempre tive em conta que os Portugueses, genericamente, eram tolerantes em relação aos estrangeiros, mas aprendi que isso verifica-se em relação aos estrangeiros que estão de passagem. Não descobri a pólvora, aliás, a nossa história é rica em episódios de tolerância perante outros povos e também, o reverso da medalha. É necessário termos em conta que também fomos emigrantes, e somos ainda, noutros paÃses e lá passámos as passas do Algarve.
O fenómeno da xenofobia é como que um trigger shot para expiação dos males de um paÃs, ou seja, é mais fácil inculcar as culpas, seja lá do que for, no outro, o desconhecido, do que nos apontarmos na equação. De alguma forma, é humano e animalesco ao mesmo tempo daÃ, atendendo ao facto de estarmos num ponto civilizacional tão avançado, ou pelo menos, presumimos que sim, estes actos, animalescos, já não têm razão de ser. Os emigrantes são uma mais valia para qualquer paÃs se as autoridades desse paÃs souberem tirar proveito disso.
Durante muito tempo foi-nos incutida a noção de paÃs, nação num espaço fÃsico e concreto, estanque. Hoje em dia, com o advento da comunicação, os paÃses são as respectivas culturas e as pessoas que vestem e representam essa cultura, como tal, somos, quer queiramos quer não, cidadãos do mundo.
O fenómeno da xenofobia é como que um trigger shot para expiação dos males de um paÃs, ou seja, é mais fácil inculcar as culpas, seja lá do que for, no outro, o desconhecido, do que nos apontarmos na equação. De alguma forma, é humano e animalesco ao mesmo tempo daÃ, atendendo ao facto de estarmos num ponto civilizacional tão avançado, ou pelo menos, presumimos que sim, estes actos, animalescos, já não têm razão de ser. Os emigrantes são uma mais valia para qualquer paÃs se as autoridades desse paÃs souberem tirar proveito disso.
Durante muito tempo foi-nos incutida a noção de paÃs, nação num espaço fÃsico e concreto, estanque. Hoje em dia, com o advento da comunicação, os paÃses são as respectivas culturas e as pessoas que vestem e representam essa cultura, como tal, somos, quer queiramos quer não, cidadãos do mundo.
A cauda da Europa
Ouvi na rádio que efectuaram um estudo a 900 crianças pela Europa inteira e descobriram que os Portugueses são os que menos prendas recebem no Natal. Muito bem, descobriram a pólvora! Atendendo ao facto que Portugal ocupa a cauda da Europa, o que é que eles esperavam? Milagres?
Esta história de Portugal ocupar a cauda da Europa leva-me a pensar em que animais estavam a pensar quando meteram Portugal na cauda. Será um peixe? Se for um peixe estamos tramados porque de um lado o urso (Rússia) come do outro a águia pega (EUA).
Esta história de Portugal ocupar a cauda da Europa leva-me a pensar em que animais estavam a pensar quando meteram Portugal na cauda. Será um peixe? Se for um peixe estamos tramados porque de um lado o urso (Rússia) come do outro a águia pega (EUA).
quinta-feira, novembro 25, 2004
Artigo 527
Hoje aprendi mais uma particulariedade do sistema eleitoral Norte-Americano. Existe um artigo, o 527, da Lei eleitoral Norte - Americana que prevê, por haver um vazio legal, que seja possÃvel que um determinado grupo de cidadãos possa, inpunemente, enviar mensagens para os Media tecendo considerações acerca dos candidatos de uma eleição qualquer. Assim, e segundo o referido artigo, é possÃvel que um grupo de cidadãos emita um spot na televisão a dizer que o candidato x cheira mal da boca. O curioso desta situação é que os referidos grupos podem ser financiados indiscriminadamente pois, estes grupos, não são abrangidos pela Lei de financiamentos dos partidos polÃticos e como tal, the sky is the limit. O único do limite que existe para a utilização deste artigo é o facto de não ser permitido com este artigo fazer pressão para votar ou não votar num determinado candidato.
Os Estados Unidos são um contrasenso em termos no que respeita a Democracia, se é que existe mesmo por lá. Concerteza que este artigo foi publicado numa altura, que não a nossa, em que deveria haver o mÃnimo de elegância e até mesmo um interesse em debater projectos polÃticos e ideias base para a governação de um paÃs. Na actualidade, o projecto polÃtico de cada candidato é dispensável, o que interessa, segundo o eleitorado norte-americano, é o candidato e a sua religião.
Parece algo distante mas é importante verificar que, um paÃs como o Estados Unidos, com uma posição global hegemónica, não consegue, nem sabe viver em democracia, havendo até um déficit democrático naquele paÃs. O mais grave é que este tÊm o maior e mais bem apetrechado exército do mundo e andam por aà a dar lições de democracia, aliás, quanto à s lições de democracia, os Estados Unidos, parecem aqueles alunos cábulas que não estudaram para o exame então começam a mandar uns bitaites a ver conseguem que alguém, inadvertidamente, lhes dê algumas pistas para o que querem saber sem perguntar directamente ou admitir que não vêem um boi da questão.
Os Estados Unidos são um contrasenso em termos no que respeita a Democracia, se é que existe mesmo por lá. Concerteza que este artigo foi publicado numa altura, que não a nossa, em que deveria haver o mÃnimo de elegância e até mesmo um interesse em debater projectos polÃticos e ideias base para a governação de um paÃs. Na actualidade, o projecto polÃtico de cada candidato é dispensável, o que interessa, segundo o eleitorado norte-americano, é o candidato e a sua religião.
Parece algo distante mas é importante verificar que, um paÃs como o Estados Unidos, com uma posição global hegemónica, não consegue, nem sabe viver em democracia, havendo até um déficit democrático naquele paÃs. O mais grave é que este tÊm o maior e mais bem apetrechado exército do mundo e andam por aà a dar lições de democracia, aliás, quanto à s lições de democracia, os Estados Unidos, parecem aqueles alunos cábulas que não estudaram para o exame então começam a mandar uns bitaites a ver conseguem que alguém, inadvertidamente, lhes dê algumas pistas para o que querem saber sem perguntar directamente ou admitir que não vêem um boi da questão.
Plano
A minha amiga Daniela enviou-me um mail com uma ideia genial, não de sua autoria mas não deixa de ser uma boa ideia. Na minha óptica, esta é a via mais fácil para nos livrarmo-nos de Alberto João Jardim, já que a Sibéria não é nossa e as rendas são um balúrdio.
Eis o plano:
Passo 1: Trocamos a Madeira pela Galiza, têm que levar o Alberto João Jardim .
Passo 2: Os galegos são uma boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário). A industria têxtil portuguesa é revitalizada. A Espanha fica encurralada pelos Bascos e Alberto João Jardim .
Passo 3: Desesperados os espanhóis tentam devolver a Madeira (e Alberto joão). A malta não aceita.
Passo 4: Oferecem também o Pais Basco. A malta mantém-se firme e não aceita.
Passo 5: A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais desesperados os espanhóis oferecem-nos: a Madeira, PaÃs Basco e Catalunha. A contrapartida é termos que ficar com o Alberto João e os Etarras. A malta arma-se em difÃcil mas aceita.
Passo 6: Dá-se a independência ao PaÃs Basco, a contrapartida é eles ficarem com o Alberto João. A malta da Eta pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o Alberto João a Madeira torna-se um paraÃso. A Catalunha não causa problemas (no fundo no fundo, são mansos).
Passo 7: Afinal a Eta não aguenta com o Alberto João, que entretanto assume o poder. O PaÃs Basco pede para se tornar território português. A malta aceita (apesar de estar lá o Alberto João).
Passo 8: No PaÃs Basco não há carnaval. O Alberto João emigra para o Brasil...
Passo 9: O Governo brasileiro pede para voltar a ser território português. A malta aceita e manda o Alberto João para a Madeira.
Passo 10: Com os jogadores brasileiros mais os portugueses (e apesar do Alberto João) Portugal torna-se campeão do mundo de futebol! Alberto João enfraquecido pelos festejos do carnaval na Madeira e Brasil, não aguenta a emoção e zás batea sola. Passo 11: E todos viveram felizes para sempre!
Eis o plano:
Passo 1: Trocamos a Madeira pela Galiza, têm que levar o Alberto João Jardim .
Passo 2: Os galegos são uma boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário). A industria têxtil portuguesa é revitalizada. A Espanha fica encurralada pelos Bascos e Alberto João Jardim .
Passo 3: Desesperados os espanhóis tentam devolver a Madeira (e Alberto joão). A malta não aceita.
Passo 4: Oferecem também o Pais Basco. A malta mantém-se firme e não aceita.
Passo 5: A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais desesperados os espanhóis oferecem-nos: a Madeira, PaÃs Basco e Catalunha. A contrapartida é termos que ficar com o Alberto João e os Etarras. A malta arma-se em difÃcil mas aceita.
Passo 6: Dá-se a independência ao PaÃs Basco, a contrapartida é eles ficarem com o Alberto João. A malta da Eta pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o Alberto João a Madeira torna-se um paraÃso. A Catalunha não causa problemas (no fundo no fundo, são mansos).
Passo 7: Afinal a Eta não aguenta com o Alberto João, que entretanto assume o poder. O PaÃs Basco pede para se tornar território português. A malta aceita (apesar de estar lá o Alberto João).
Passo 8: No PaÃs Basco não há carnaval. O Alberto João emigra para o Brasil...
Passo 9: O Governo brasileiro pede para voltar a ser território português. A malta aceita e manda o Alberto João para a Madeira.
Passo 10: Com os jogadores brasileiros mais os portugueses (e apesar do Alberto João) Portugal torna-se campeão do mundo de futebol! Alberto João enfraquecido pelos festejos do carnaval na Madeira e Brasil, não aguenta a emoção e zás batea sola. Passo 11: E todos viveram felizes para sempre!
quarta-feira, novembro 24, 2004
Caixa de cores
A geometria estava feita, os lugares ocupados e os ângulos com a esquadria perfeita. Tudo tinha que estar assim, e eu era o fulcro, o ponto central. À medida que observava os lugares e quem os ocupava, ou o que os ocupava, vi cores, várias, e de repente senti-me no meio de uma roda que começava a girar. Girava com cada vez mais Ãmpeto. As cores começavam a fundir-se numa só cor, desafiando o pantón, era escuro. Senti-me cada vez cercado, roda apertava mais e mais, perdi a horizontalidade, a verticalidade parecia-me um porto seguro cada vez mais. Numa última esperança, olhei para cima contava com o tecto mas este não estava lá. Eis a minha fuga mas o ar é demasiado rarefeito para degrau de escada. Subi qualquer das vias apoiado em algo que não um degrau. Apercebi depois que para subir não é imprescindÃvel um degrau, afinal quando lá fui parar não desci escadas algumas. Já cá fora, a caixa das cores era minúscula e rodopiava na mesma, o meu corpo um gigante e ri-me, afinal era uma caixa do caleidoscópio mágico, as cores eram isso mesmo cores.
Por vezes os problemas são caixinhas pequenas, nós é que nos sentimos atraÃdos para cair nelas.
Por vezes os problemas são caixinhas pequenas, nós é que nos sentimos atraÃdos para cair nelas.
terça-feira, novembro 23, 2004
Estatura média dos Portugueses
Apesar de não ser um adepto fervoroso das estatÃsticas por estas encerrarem alguns problemas de base, como a pura e simples manipulação de resultados ou recolha de dados deficiente e até mesmo a escolha de amostra que poderá ser insuficiente para um dado universo ou simplesmente esse amostra não é, por assim dizer, o espelho de um dado universo. No entanto, terei que baixar o cepticismo e olhar aos resultados de algumas estatÃsticas e tomar em conta os valores. A Organização Mundial de Saúde desenvolveu um estudo acerca dos cuidados médicos prestados à população e uma das variáveis do estudo era a influência que esses cuidados médicos tiveram na estatura média de uma determinada população. Os resultados para Portugal mostraram, mais uma vez, que somos dos povos mais baixos da Europa, o que em si não é grave. Grave é analisar os resultados e ver o evoluir da curva ao longo dos anos e nas diversas zonas do paÃs.
Os nados, do sexo masculino, desde 1965 até 2001 foram analisados através de estatÃsticas fornecidas pelo Exército Português, vulgo inspecções, e mostraram uma evolução em termos de estatura média dos portugueses de geração para geração. De facto, os portugueses estão cada vez mais altos à medida que os cuidados de saúde e alimentação vão melhorando. Qualquer das vias, o estudo revela particularidades interessantes que nos revelam o Portugal profundo. As zonas do Litoral são aquelas que registam as maiores subidas médias de estatura e também registam um maior número de sujeitos incluÃdos nas classes mais altas. No interior, sendo do Distrito de Castelo Branco o mais destacado, é onde se verificam as menores subidas da estatura média, com excepção a Santarém que regista uma das maiores subidas de estatura média no espectro das provÃncias do Interior e do paÃs também. Outro aspecto inquietante sobre este estudo indica que a subida média de estatura de 1993 para cá tem vindo a subir com cada vez com menor intensidade, o que revela que há cada vez mais deficiências no sistema de saúde e na alimentação, fruto talvez de uma maior taxa de desemprego geracional, ou seja, os despedimentos verificados na indústria do Litoral e que visou, em especial, os trabalhadores menos qualificados e na casa dos quarenta anos, afectou o rendimento familiar e a alimentação. A Madeira lidera a tabela com a estatura mais baixa do paÃs e também com o maior Ãndice de taxa de mortalidade, o que nos faz concluir que alcatrão e hotéis não são alimentos muito nutritivos e que potenciem a elevação da estatura das crianças.
Em suma, cada vez mais, e não é só de agora, existem dois paÃses dentro do mesmo território, o Litoral e o Interior. Dá a sensação que há portugueses de primeira e portugueses de segunda, e essa diferença agudiza-se cada vez mais. Preocupa-me um pouco, não por complexos com a altura até porque, pessoalmente, estou acima da média registada a nÃvel nacional que é de 1,73 cm, mas porque, a estatura média, é o reflexo de um sistema de saúde que se detiora a olhos vistos. Curioso foi ver nos jornais e na televisão a apresentação dos resultados a nÃvel nacional, fazendo crer que foi uma grande conquista a nÃvel nacional. Como podem verificar, não foi para todos, e a estatÃsticas têm destas coisas. Se eu comer um frango e tu que lês não comeres nada, estatisticamente, nós os dois comemos meio frango mas tu passaste fome. Dá que pensar.
Os nados, do sexo masculino, desde 1965 até 2001 foram analisados através de estatÃsticas fornecidas pelo Exército Português, vulgo inspecções, e mostraram uma evolução em termos de estatura média dos portugueses de geração para geração. De facto, os portugueses estão cada vez mais altos à medida que os cuidados de saúde e alimentação vão melhorando. Qualquer das vias, o estudo revela particularidades interessantes que nos revelam o Portugal profundo. As zonas do Litoral são aquelas que registam as maiores subidas médias de estatura e também registam um maior número de sujeitos incluÃdos nas classes mais altas. No interior, sendo do Distrito de Castelo Branco o mais destacado, é onde se verificam as menores subidas da estatura média, com excepção a Santarém que regista uma das maiores subidas de estatura média no espectro das provÃncias do Interior e do paÃs também. Outro aspecto inquietante sobre este estudo indica que a subida média de estatura de 1993 para cá tem vindo a subir com cada vez com menor intensidade, o que revela que há cada vez mais deficiências no sistema de saúde e na alimentação, fruto talvez de uma maior taxa de desemprego geracional, ou seja, os despedimentos verificados na indústria do Litoral e que visou, em especial, os trabalhadores menos qualificados e na casa dos quarenta anos, afectou o rendimento familiar e a alimentação. A Madeira lidera a tabela com a estatura mais baixa do paÃs e também com o maior Ãndice de taxa de mortalidade, o que nos faz concluir que alcatrão e hotéis não são alimentos muito nutritivos e que potenciem a elevação da estatura das crianças.
Em suma, cada vez mais, e não é só de agora, existem dois paÃses dentro do mesmo território, o Litoral e o Interior. Dá a sensação que há portugueses de primeira e portugueses de segunda, e essa diferença agudiza-se cada vez mais. Preocupa-me um pouco, não por complexos com a altura até porque, pessoalmente, estou acima da média registada a nÃvel nacional que é de 1,73 cm, mas porque, a estatura média, é o reflexo de um sistema de saúde que se detiora a olhos vistos. Curioso foi ver nos jornais e na televisão a apresentação dos resultados a nÃvel nacional, fazendo crer que foi uma grande conquista a nÃvel nacional. Como podem verificar, não foi para todos, e a estatÃsticas têm destas coisas. Se eu comer um frango e tu que lês não comeres nada, estatisticamente, nós os dois comemos meio frango mas tu passaste fome. Dá que pensar.
Vamos à bola.
O LuÃs Filipe Vieira, também conhecido por Kadhafi dos pneus, foi falar com o Ministro-Adjunto acerca do estado actual do Futebol Português. Entre vários temas relacionados com o futebol, falou acerca da arbitragem e levou alguns vÃdeos do jogo Benfica – Porto. É estranho, mas possÃvel, somente neste paÃs, que um dirigente de um clube, seja lá qual for, tenha a possibilidade de falar com um Ministro mas, e atendendo ao desgoverno que temos, faz todo o sentido. Nas eleições que levaram Durão Barroso, o então presidente do Benfica, expressou todo o seu apoio à candidatura de Durão Barroso, actualmente, LuÃs Filipe Vieira foi conversar com o Ministro-Adjunto acerca do futebol e de mais o quê? Apoio para as próximas eleições? Em jeito de contra-ofensiva, Pinto da Costa disse que iria levar alguns vÃdeos para o presidente Putin, pelo sim pelo não. Este paÃs de república das bananas só lhe falta as penas porque de resto é, concerteza, um exemplo cabal disso. O Presidente do Sporting fala sempre no sistema e no sistema e no sistema e mais sistema, no final, não se percebe bem que sistema é esse ou se é que existe esse sistema ou senão serão vários sistemas. Entretanto, o paÃs vai andando com questões de fundo por resolver mas o que interessa é a bola.
Este episódio abriu um precedente importante que é o facto de quem quer que seja ter a hÃpotese de falar com um ministro acerca dos mais idiotas temas que lhes passarem na cabeça. No ano passado o Ferroviários foi roubado, em casa, por um árbitro caseiro de Mação. Estou a aguardar uma audiência com o ministro-adjunto e o Papa.
Este episódio abriu um precedente importante que é o facto de quem quer que seja ter a hÃpotese de falar com um ministro acerca dos mais idiotas temas que lhes passarem na cabeça. No ano passado o Ferroviários foi roubado, em casa, por um árbitro caseiro de Mação. Estou a aguardar uma audiência com o ministro-adjunto e o Papa.
segunda-feira, novembro 22, 2004
VÃtimas da PIDE
Tenho dito que cada post que eu escrevo tem a intenção de partilhar ideias minhas e de também beber de algumas ideias que partilham comigo através dos comentários. Desta feita, como de diversas vezes, ocorreu uma partilha bastante positiva que fez com que eu escrevesse este post. No post “ Guerraâ€�, o sêpa torta, levantou uma questão bastante pertinente que é a questão das indemnizações à s vÃtimas da PIDE. Ora, essa questão, devo confessar, passou-me da alembradura mas, graças ao Sêpa Torta, lembrei-me dela. Num ano em que o Paulo Portas anuncia os complementos de reforma aos ex-combatentes, sob o pretexto de um acto de justiça que, até é um acto de justiça mas não o suficiente, no entanto, isso é outra questão que se pode desenvolver noutro post. Eis que ficam por complementar as vÃtimas da PIDE. De facto, a lógica de Paulo Portas, é a de premiar os nobres guerreiros patriotas que defenderam o Império Português Ultramarino e não de indemnizar toda uma geração que viu a sua vida em perigo numa guerra sem sentido. Esta lógica prevê que as vÃtimas da PIDE, aqueles que viveram encarcerados durante anos por “crimesâ€� de liberdade, não são contemplados com qualquer tipo de compensação, nem tão pouco são tidos como complementáveis, pois, esses são arruaceiros atentatórios da boa moral e da Santa Madre Igreja, são arruaceiros e comunistas, vermelhuscos, pensa Paulo Portas quase de certeza. É um ponto de honra para a reconciliação nacional que, estes neo-fascistas, tenham a coragem de admitir que erraram, apesar de isso ser o mesmo que lhes pedir para arrancar um dente a sangue frio. Quantos jovens portugueses durante o regime fascista viram a suas vidas em perigo e a sua liberdade privada por advogar os ideais de liberdade? É justo que se lembrem disso e que a nossa geração e as vindouras não se esqueçam desses jovens que lutaram para que hoje em dia haja a libertar de votar apesar, e segundo o Presidente da República, isso causar “instabilidade governativaâ€�.
sábado, novembro 20, 2004
Viagens
Nunca visitei a RDA enquanto paÃs independente e separado da RFA, no entanto, numa ocasião, tive a oportunidade de passar por Duisburg, na Ex-RDA, numa viagem atribulada que fiz de comboio de Hannover ( norte da Alemanha) até Eindhoven na Holanda. Comigo viajava um amigo meu africano e passámos por várias cidades alemães da parte ocidental e também da parte oriental. A viagem começara na estação de Hannover e dois estrangeiros, um branco e um negro, sentavam-se nos respectivos lugares marcados do comboio. A primeira sensação que tive foi a de ser observado por curiosidade e também por avaliação de uma possÃvel ameaça que eu e o meu amigo poderiam constituir a alguns passageiros mas apesar de tudo a viagem foi cordial. Fizemos um transbordo na cidade da Ex-RDA, Duisburg, lá aguardarÃamos por um outro comboio que nos levaria até Venlo na Holanda. Chegados à estação de Duisburg, aterrámos completamente num cenário de pura decadência que, por muito que fosse contra o esperado de um paÃs como a Alemanha, excedeu as expectativas. O cheiro nauseabundo, as pessoas cabisbaixas que se arrastavam pela estação, os emigrantes Turcos e Coreanos, pintavam o cenário de uma cidade da Revolução Industrial, negra, deprimente. O comboio que deverÃamos apanhar estava a escassos metros de nós mas, por falta de comunicação, vimos este partir sem nos apercebêssemos que aquele comboio que partia, se o tivéssemos apanhado, nos iria privar da experiência que tivemos nessa noite. Tivemos que aguardar das 2 da manhã até à s 4 da manhã por outro comboio que nos levasse até à Holanda. Entretanto, fomos a um Bar da estação, lá a fauna era muito interessante. A meretriz, o alcoólico, o desempregado, o emigrante que esperava o começo de um novo turno de trabalhos forçados por devoção ao Euro, compunham uma atmosfera interessante. Ninguém falava mas os olhos e as expressões diziam tudo. É incrÃvel ver como, num paÃs como a Alemanha as expressões daqueles mais oprimidos numa qualquer sociedade, são tão idênticos aos que eu conheço no meu paÃs. A opressão, parece-me, não tem feições definidas, ou melhor, tem feições iguais em quase todos os paÃses. As conversas, as perguntas, o olhar é exactamente igual à quele que eu conheço daqui, apesar da cultura ser muito diferente. O ser humano tem uma unidade expressiva universal, só mesmo nas cidades mais abastadas é que eu vi o quanto diferentes são os alemães e também, em como em certos aspectos eles não diferem muito de nós, pelo menos alguns.
O meu ideal de turismo não é propriamente a visita a lugares históricos, aliás, estes só podem ser desfrutados quando conhecemos bem quem os construiu.
O meu ideal de turismo não é propriamente a visita a lugares históricos, aliás, estes só podem ser desfrutados quando conhecemos bem quem os construiu.
sexta-feira, novembro 19, 2004
Referendar ou que é difÃcil referendar
Já mencionei aqui a preocupação que tenho acerca da Nova Constituição Europeia que, ao contrário do que muita gente possa pensar, vai afectar directamente o desenrolar das coisas no nosso PaÃs. A referida Constituição foi elaborada pelos Conservadores de Direita, com a conivência dos sociais democratas ( partidos socialistas entenda-se, nada de confusões com laranjas liberais) e prevê a perca de autonomia por um lado e a preocupação latente em fazer valer o quadro de valores sociais de uma Europa de cariz judaico-cristão. Nada contra o judaÃsmo nem o cristianismo, apenas contra a forma de entender o cristianismo mais propriamente que, ao fazer valer os velhos e seculares valores tradicionais da famÃlia e da boa moral, irão agudizar ou manter presentes muitos dos preconceitos retrógrados vigentes na sociedade actual. O Buttilione, é um exemplo do género de estadistas que está na base da redacção da Nova Constituição, e estes textos deveriam ser revistos ou pura e simplesmente, criar um novo texto para a constituição, laico e separado do poder religioso. Isso, de acordo com o texto da nova constituição, não irá acontecer, aliás, o Vaticano já se pronunciou acerca da ténue referência que o texto da nova constituição faz aos valores cristãos tão tipicamente europeus, o que é estranho, e mais estranho ainda foi a redacção feita mencionando então, a pedido do Vaticano, os velhos e seculares valores da boa moral cristã.
A suposta perca de autonomia é-me relativa até certo ponto, o que não me é relativo é o sistema de votação escolhido pela Nova Constituição Europeia que prevê que paÃses, como Portugal, tenham cada vez menos peso nas decisões tomadas pois, cada paÃs, terá um peso de voto constante no número de habitantes. É evidente que Portugal e outros paÃses mais pequenos vão estar lá a encher pneus.
Por fim, em cada paÃs será efectuado um referendo acerca da Nova Constituição Europeia, o que já de si é um problema pois a forma como irá ser colocada a questão(ões) será de difÃcil concepção. Este post no grupo do pato ilustra bem a dificuldade que será escolher bem o conteúdo das perguntas do referendo.
A suposta perca de autonomia é-me relativa até certo ponto, o que não me é relativo é o sistema de votação escolhido pela Nova Constituição Europeia que prevê que paÃses, como Portugal, tenham cada vez menos peso nas decisões tomadas pois, cada paÃs, terá um peso de voto constante no número de habitantes. É evidente que Portugal e outros paÃses mais pequenos vão estar lá a encher pneus.
Por fim, em cada paÃs será efectuado um referendo acerca da Nova Constituição Europeia, o que já de si é um problema pois a forma como irá ser colocada a questão(ões) será de difÃcil concepção. Este post no grupo do pato ilustra bem a dificuldade que será escolher bem o conteúdo das perguntas do referendo.
De passita em passita
Os malefÃcios do tabaco toda a gente conhece e a preocupação que as autoridades sanitárias ou de saúde têm no combate ao tabagismo, através da prevenção, é de salutar. No entanto, como em quase tudo na vida há o reverso da medalha. Se o Estado está tão preocupado com os malefÃcios do tabagismo, por que é que cobra impostos da venda do tabaco? Porque é que o Estado tem uma empresa nacional de Tabaco? Estarão a lucrar com os malefÃcios que o tabaco provoca aos contribuintes?
Parece-me que hoje em dia a “perseguiçãoâ€� que existe aos fumadores é tanta que poder-se-á antever que futuramente um fumador terá que andar na rua com um guizo como se fazia antigamente com os leprosos. Creio que esta história toda está impregnada de uma lógica batatal, mas também sou suspeito pois fumo. Seguindo a lógica batatal das autoridades, se o tabaco faz mal e é lÃcito cobrar impostos aos fumadores, legalize-se as drogas também e cobre-se impostos também não?!
Outra coisa que me faz impressão, a mim mesmo são as campanhas anti-tabagistas como é exemplo daquela que dizia que beijar uma mulher que fuma é o mesmo que lamber um cinzeiro. Olhe que não, olhe que não! Para mais, e nunca esquecendo os malefÃcios que o tabaco traz, fumar um cigarro é um acto sublime, enaltecedor e potenciador do mais intenso prazer. Pessoalmente, não me arrependo de alguns cigarros que fumo durante o dia e noite, e que me dão um substancial prazer, os outros que fumo entretanto é que constituiem o problema. para quem não sabe, porque não fuma, um cigarro enquanto enviamos um fax para a China via Nova Iorque, dá um prazer do caraças. Um cigarro após uma cambalhota, dá um prazer enorme, o problema, como já disse, são os outros cigarros que fumamos entretanto e que são puro vÃcio. Como disse mário cesariny, não há nada como chegar à beira de precipÃcio e cair verticalmetne no vÃcio.
Parece-me que hoje em dia a “perseguiçãoâ€� que existe aos fumadores é tanta que poder-se-á antever que futuramente um fumador terá que andar na rua com um guizo como se fazia antigamente com os leprosos. Creio que esta história toda está impregnada de uma lógica batatal, mas também sou suspeito pois fumo. Seguindo a lógica batatal das autoridades, se o tabaco faz mal e é lÃcito cobrar impostos aos fumadores, legalize-se as drogas também e cobre-se impostos também não?!
Outra coisa que me faz impressão, a mim mesmo são as campanhas anti-tabagistas como é exemplo daquela que dizia que beijar uma mulher que fuma é o mesmo que lamber um cinzeiro. Olhe que não, olhe que não! Para mais, e nunca esquecendo os malefÃcios que o tabaco traz, fumar um cigarro é um acto sublime, enaltecedor e potenciador do mais intenso prazer. Pessoalmente, não me arrependo de alguns cigarros que fumo durante o dia e noite, e que me dão um substancial prazer, os outros que fumo entretanto é que constituiem o problema. para quem não sabe, porque não fuma, um cigarro enquanto enviamos um fax para a China via Nova Iorque, dá um prazer do caraças. Um cigarro após uma cambalhota, dá um prazer enorme, o problema, como já disse, são os outros cigarros que fumamos entretanto e que são puro vÃcio. Como disse mário cesariny, não há nada como chegar à beira de precipÃcio e cair verticalmetne no vÃcio.
quinta-feira, novembro 18, 2004
Guerra
As imagens divulgadas na televisão mostrando um soldado Norte-Americano a alvejar, mortalmente, um iraquiano ferido, chocou muita gente. No entanto, isso não é chocante se formos a analisar a questão a fundo. A lógica da guerra, se é que esta existe, ou se existe é num campo metafÃsico onde tudo, mas mesmo tudo, é relativo, prevê este tipo de acções como legÃtima. É como se nos despÃssemos de todos os valores que norteiam uma qualquer sociedade e nos atirássemos de cabeça nas mais básicas e cruéis leis da sobrevivência onde partilhamos uma espécie de esquizofrenia “inteligÃvelâ€� onde o conflito entre a personalidade de predador e da de presa se confundem num só autómato que cumpre as regras impostas por outros e tenta sobreviver. Não sei o que passou na cabeça daquele soldado Norte-Americano quando alvejou o outro soldado iraquiano mas, quase de certeza, não produziu qualquer tipo de pensamento inteligÃvel, apenas funcionou, eliminou o que poderia ser uma ameaça. Não pretendo desculpabilizar o acto cometido pelo soldado Norte-Americano mas sim tentar ver como é possÃvel e quão imprevisÃvel é um ser humano quando colocado numa situação extrema de stress.
Numa situação de guerra as nossas acções futuras são imprevisÃveis, nunca saberemos até onde poderemos ir, ou o que seremos capazes de fazer, é animalesco. A responsabilidade maior nestas situações é de quem faz a guerra, de quem a promove, quem a executa, salvas as excepções, funciona e tenta sobreviver como pode, exponenciando tudo o que de bom e mau tem, é mais forte do que cada um.
O cérebro humano funciona a 27 % , mais ou menos, de sua capacidade, o resto é ocupado pelo subconsciente que, por si, é um mundo de gravações efectuadas ao longo da vida. Por vezes, em sonhos, é-nos revelado medo, ânsia, desejos e outras sensações. Acordamos pensando que é um sonho ou que é algo irreal mas, por vezes, não é. Na cabeça de cada um daqueles que actualmente vivem no meio da guerra do Iraque, ficaram com o seu subconsciente gravado com mais episódios medos, ânsias e coisas boas muito poucas. Quem ordena ou promove a guerra, geralmente, não é sujeito a estas gravações sequer.
Em Portugal, apesar de insistentemente ser ocultado ou ignorado, temos ainda muitos casos de ex-combatentes com sintomas de stress de guerra. Nada é documentado, nem são mostrados o ex-combatentes ainda internados no Hospital Militar com complicações graves do foro psicológico que vegetam desde o dia em que foram desmobilizados e já lá vão mais de trinta anos em alguns casos. Dá-se, a uma geração sacrificada, 150 Euros por mês, pelos anos perdidos de suas vidas naquela guerra sem sentido.
Não inventei nada de novo com este post eu sei, nem quis reinventar aqui a roda, no entanto, acho muito importante relembrar sempre isto. Numa altura em que se fala tanto em questões de segurança e a necessidade de ver as forças armadas apetrechadas com meios bélicos capazes de neutralizar essa “ameaçaâ€�, a verdadeira ameaça continua a existir no provocar ou não da guerra. As polÃticas externas utilizadas pelos diversos paÃses, onde incluo Portugal, infelizmente, dão azo a que essa lógica animal da guerra floresça e ganhe força. É um animal que se deve ter enjaulado mas não ignorado, a guerra, não é uma entidade externa à condição humana, como não é o ódio, faz parte de cada um de nós mas temos que ter consciência disso e saber enfrentar esse problema.
Numa situação de guerra as nossas acções futuras são imprevisÃveis, nunca saberemos até onde poderemos ir, ou o que seremos capazes de fazer, é animalesco. A responsabilidade maior nestas situações é de quem faz a guerra, de quem a promove, quem a executa, salvas as excepções, funciona e tenta sobreviver como pode, exponenciando tudo o que de bom e mau tem, é mais forte do que cada um.
O cérebro humano funciona a 27 % , mais ou menos, de sua capacidade, o resto é ocupado pelo subconsciente que, por si, é um mundo de gravações efectuadas ao longo da vida. Por vezes, em sonhos, é-nos revelado medo, ânsia, desejos e outras sensações. Acordamos pensando que é um sonho ou que é algo irreal mas, por vezes, não é. Na cabeça de cada um daqueles que actualmente vivem no meio da guerra do Iraque, ficaram com o seu subconsciente gravado com mais episódios medos, ânsias e coisas boas muito poucas. Quem ordena ou promove a guerra, geralmente, não é sujeito a estas gravações sequer.
Em Portugal, apesar de insistentemente ser ocultado ou ignorado, temos ainda muitos casos de ex-combatentes com sintomas de stress de guerra. Nada é documentado, nem são mostrados o ex-combatentes ainda internados no Hospital Militar com complicações graves do foro psicológico que vegetam desde o dia em que foram desmobilizados e já lá vão mais de trinta anos em alguns casos. Dá-se, a uma geração sacrificada, 150 Euros por mês, pelos anos perdidos de suas vidas naquela guerra sem sentido.
Não inventei nada de novo com este post eu sei, nem quis reinventar aqui a roda, no entanto, acho muito importante relembrar sempre isto. Numa altura em que se fala tanto em questões de segurança e a necessidade de ver as forças armadas apetrechadas com meios bélicos capazes de neutralizar essa “ameaçaâ€�, a verdadeira ameaça continua a existir no provocar ou não da guerra. As polÃticas externas utilizadas pelos diversos paÃses, onde incluo Portugal, infelizmente, dão azo a que essa lógica animal da guerra floresça e ganhe força. É um animal que se deve ter enjaulado mas não ignorado, a guerra, não é uma entidade externa à condição humana, como não é o ódio, faz parte de cada um de nós mas temos que ter consciência disso e saber enfrentar esse problema.
Natal
Já se vê o Natal a aproximar-se, as televisões inundam-se de anúncios a bonecas, soldadinhos e outros brinquedos para fazer as delÃcias da criançada. E os adultos? Não têm direito também a ter uma época do ano em que podem escrever uma cartinha ao Pai Natal e pedir um brinquedo ou qualquer outra coisa. Eu já escrevi a minha cartinha e voçês? já escreveram?
ah pois é!
Se na semana passada apetecia-me comer laranjas e dar saltos de meio metro, esta semana, apetece-me trepar aos postes e apalpar as canecas.
quarta-feira, novembro 17, 2004
PCP e Hollywood
O partido comunista português deixou-se encantar pelas produções fantásticas e futurÃsticas de Hollywood. Vão fazer o Jurassic park IV e já têm em vista um dinossauro, o Jerónimo de Sousa. Resta saber quem serão os próximos dinossauros a serem contratados para esta mega-produção.
Vamos a votos!
Já que o Presidente da República não nos concedeu o direito ao voto, no Raminhos, o presidente indigitado e aclamado, Oliveirinha, decidiu dar a possibilidade, a todos aqueles que visitam o Raminhos, de votarem no elenco desgovernativo do paÃs. Espero não ter que me demitir à conta desta sondagem if you know what i mean?!
O bicho papão
Que o desgoverno copie e leve à práctica a forma de fazer polÃtica dos Republicanos é certo mas, há limites apesar de tudo. A Direita Conservadora Norte-America sempre soube utilizar com mestria a noção de insegurança para mover a opinião pública em torno da noção de pátria e sua defesa, férrea, e incondicional. No caso deste desgoverno, a última notÃcia que leva a crer que Portugal será um alvo potencial de grupos terroristas é levar a polÃtica e o jogo sujo da Direita Conservadora Norte-Americana a um extremo.
Tudo começou com um comentarista da mesma cor do desgoverno a criticá-los, e estes, a sanearem-no. Depois foi a Direcção de informação da RTP, da mesma cor polÃtica do desgoverno, a ser amavelmente colocada na posição de ter que se demitir. Agora vem a história do Terrorismo e sua ameaça velada sobre o paÃs. Dá-me a impressão, aliás, é quase uma certeza que, a notÃcia de uma suposta ameaça terrorista a Durão Barroso não é mais do que, primeiro, ocupar o tempo de antena e desviar as atenções e também, em segundo lugar, a criação de mais um argumento para a desgovernação. Foi feita uma asneira pelo desgoverno, a culpa, é do terrorismo está-se mesmo a ver. Parece a história do bicho papão, ou seja, tenham medo, tenham muito medo que o bicho papão anda aÃ, o terrorismo, mas o desgoverno está aà para dar cabo dele.
Estou muito farto de toda esta chafurdice, desta forma de estar na vida, deste rame rame doentio a que este paÃs está mergulhado à muito tempo. Basta!
Tudo começou com um comentarista da mesma cor do desgoverno a criticá-los, e estes, a sanearem-no. Depois foi a Direcção de informação da RTP, da mesma cor polÃtica do desgoverno, a ser amavelmente colocada na posição de ter que se demitir. Agora vem a história do Terrorismo e sua ameaça velada sobre o paÃs. Dá-me a impressão, aliás, é quase uma certeza que, a notÃcia de uma suposta ameaça terrorista a Durão Barroso não é mais do que, primeiro, ocupar o tempo de antena e desviar as atenções e também, em segundo lugar, a criação de mais um argumento para a desgovernação. Foi feita uma asneira pelo desgoverno, a culpa, é do terrorismo está-se mesmo a ver. Parece a história do bicho papão, ou seja, tenham medo, tenham muito medo que o bicho papão anda aÃ, o terrorismo, mas o desgoverno está aà para dar cabo dele.
Estou muito farto de toda esta chafurdice, desta forma de estar na vida, deste rame rame doentio a que este paÃs está mergulhado à muito tempo. Basta!
terça-feira, novembro 16, 2004
Há lá coisas
Esta história de ter contadores tem uma certa piada. Imagine-se que um(a) madura qualquer veio cá parar ao tasco colocando num motor de pesquisa a seguinte frase: " jovem a fod..um cavalo", pois devo dizer que por cá o cavalo de serviço está na Golegã a acompanhar a festividades dessa Vila e para o efeito só com marcação prévia. De resto, este post vaiser uma autêntica manta de retalhos, a Direcção de Informação da RTP, demitiu-se a propósito de, ao que se alvitra por aÃ, um soquette da contra-informação acerca de um Presidente banana e de um ogre verdusco português. Parece que houve censura no passado Domingo mas, devo dizer que, e segundo o saudosissÃmo Marcelo Caetano, nada que interesse ao povo português lhe será omitido. Como vêem não há censura em Portugal mas sim, dando seguimento ao infame discurso do tal presidente Banana, continuidade da estabilidade governativa. É necessário não maçar muito o desgoverno com crÃticas, apesar de pertinentes, pois isso só atrapalha as asneiras, digo, o trabalho, do executivo.
Não posso deixar de estar contente com o clube do meu coração, o Sporting, deu uma cabazada, á moda antiga, aos desgraçados do Boavista. É lindo!
Não posso deixar de estar contente com o clube do meu coração, o Sporting, deu uma cabazada, á moda antiga, aos desgraçados do Boavista. É lindo!
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