Para quem, como eu, que não acha muita piada a este Carnaval abrasileirado este ano foi mau em termos de folia. O Alberto João Jardim não desfilou, Santana Lopes não fez campanha, mas aonde é que está a folia carnavalesca deste Carnaval? O PSD anunciou que não irá fazer campanha durante o Carnaval para não confundir a sua campanha com o Carnaval e daà dar um tom mais sério à campanha. Questão: Se o PSD faz Carnaval durante o ano inteiro, porque é que, agora que é Carnaval, eles param? O vazio deixado pelas declarações de Santana, ou melhor, a ausência delas, tornou este carnaval mais cinzento, sem folia. Por esta altura não me admirava nada que Santana Lopes tivesse algures no estrangeiro a curtir o carnaval, e já agora, se ele estiver mesmo lá nop estrangeiro, faça um favorzinho à malta e fique lá ou então volte para contar mais umas piadas a que nos acostumou, perdão, declarações polÃticas daquelas que nos fazem rir e que só ele sabe fazer.
terça-feira, fevereiro 08, 2005
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
Tradições
Por diversas vezes ouvimos sempre alguém fazer referência à Tradição para legitimação de um determinado ritual ou acto. Paulo Portas fez questão de referir que o casamento é uma Instituição heterosexual. No entanto, a tradição, vale o que vale e se tivermos em conta que, o casamento, tradicionalmente, é para sempre até que a morte os separe, também temos que nos lembrar que, nos tempos em que esta tradição foi iniciada a esperança média de vida não ia muito mais além do que os trinta anos de idade. Nos tempos modernos, a esperança média de vida é muito mais elevada sendo que, a tradição de que a morte os separe, por vezes, não faz muito sentido pois se, o casamento, quando criado tinha em vista cerca de 10 a 15 anos de duração, aà sim é que fazia sentido dizer-se era até que a morte os separasse, ou seja, não havia muito tempo para se fartarem ou terem crises de meia idade por não chegarem lá sequer. Actualmente, as coisas não funcionam desta forma e, a tradição já não é, nem pode ser o que era felizmente. O casamento é um ritual como sempre foi mas, esse ritual, é diferente e a apropriação do facto social casamento não poderá ser tido em conta com os olhos medievais de Paulo Portas. Portanto, creio que isto será a resposta à ideia do PP de Paulo Portas acerca do casamento e quiça de muitas outras coisas por eles vistas de forma medieval.
domingo, fevereiro 06, 2005
Rescaldo
O rescaldo do jantar da Fraternidade está ser fácil só tendo ficado gravado na memória um episódio significativo. Sentado ao meu lado no jantar estava um individuo que eu conheci dos tempos dos escuteiros, até aqui nada de novo, o que constituÃu a surpresa foi, essa personagem, dizer-me que estava no exército e que, como passatempo, fotografava os seus próprios dejectos como afirmação artÃstica. Como devem calcular e sem querer menosprezar qualquer tipo de expressão artÃstica, a que este individuo adoptou, criou em mim estado de levitação para uma dimensão muito estranha. O facto de estar a comer não ajudou em nada a digestão desta "forma de arte" tão suis generis mas, sabendo que, o individuo em causa, já nesse tempo não regulava bem da cabeça, ajudou-me a ver o lado cómico da coisa.
Hoje acordei a pensar se não será necessário criar um exército para nos protegermos do exécito que já existe pois, se os oficiais do exército, que já existe, tiram fotos dos próprios dejectos, temo que tenhamos que nos protermos desse exército. É de certa forma sintomático que, o pessoal que está nas Forças Armadas, pelo menos os que eu conheço, salvo as raras e honrosas excepções, mararam ainda mais do que já estavam quando ingressaram nas Forças Armadas.
Hoje acordei a pensar se não será necessário criar um exército para nos protegermos do exécito que já existe pois, se os oficiais do exército, que já existe, tiram fotos dos próprios dejectos, temo que tenhamos que nos protermos desse exército. É de certa forma sintomático que, o pessoal que está nas Forças Armadas, pelo menos os que eu conheço, salvo as raras e honrosas excepções, mararam ainda mais do que já estavam quando ingressaram nas Forças Armadas.
sábado, fevereiro 05, 2005
Fraternidade
Não é um post lamechas acerca da fraternidade, apesar de, a fraternidade, não ter muito de lamechas. Hoje é dia de flashback com uma das minhas recordações mais vivas da minha adolescência, os escuteiros. Fiz parte de um agrupamento de escuteiros do CNE, "afectos" à Igreja Católica que, felizmente, era liderado por um chefe escuteiro que nos resguardou de toda e qualquer actividade da Igreja, daÃ, nunca ter participado em procissões ou outras manisfestações católicas, graças a Deus ( fui sarcástico, sou ateu). Hoje vou a um jantar, daqueles que poderiam confundir-se por um ajuntamento dos ex-combatentes do salamaleco do malacoteco de Benguela batalhão 60 ou algo assim no género mas não. É um jantar da fraternidade que é simplesmente a reunião ex-escuteiros do agrupamento a que pertenci, e nesse jantar, vamo-nos recordar de mil peripécias que vivêmos quando teenagers inconscientes. Esta organização, a Fraternidade, une ex-escuteiros sob o verdadeiro espÃrito escutista, livre de Igrejas e outras Instituições doutrinantes, ou seja, são seguidores do escutismo de Baden Powell e não da Igreja católica, e mesmo aqueles que são católicos apercebem-se bem da diferença e da máxima que diz " A césar o que é de César, a Deus o que é de Deus". Vai ser uma desgraça completa pois geralmente, o jantar da fraternidade, é bem regado. Wish me luck.
quinta-feira, fevereiro 03, 2005
Produtividade Portuguesa
Já referi aqui a relatividade que as estatÃsticas assumem quando se analisam determinadas amostras com métodos ou critérios diferentes. Num artigo publicado na semana passada acerca da produtividade foi desmistificada a noção da improdutividade portuguesa. Nesse estudo acerca da produtividade, os EUA, lideram a lista dos paÃses mais produtivos do mundo. No entanto, essa lista foi elaborada com os critérios Norte-Americanos e, analisando os mesmos dados com critérios idênticos aos europeus, a surpresa instalou-se. Portugal, comparativamente com os EUA, foi o paÃs em que a produtividade mais cresceu de 1993 a 2003. Portugal tem um Ãndice de produtividade no rácio hora de trabalho/produção mais elevado do que os EUA.
Noutro estudo elaborado pelo gabinete de apoio à Internacionalização das empresas nipónicas, efectuado a todos os paÃses europeus incluindo os de Leste, Portugal foi apontado como o paÃs mais apetecÃvel em termos de instalação de indústrias nipónicas por dois factores determinantes. A capacidade de produção dos trabalhadores Portugueses e a perfeição do trabalho (rácio produção/desperdÃcio ou defeito) foram apontados como os factores indutores à preferência na instalação de empresas nipónicas no paÃs em detrimento de outros paÃses. No entanto, há um problema, um problema que impede a instalação dessas empresas em Portugal. O gabinete nipónico de apoio à Internacionalização aponta a falta de cultura de trabalho dos trabalhadores médios Portugueses e a desorganização como o factor que impede a instalação dessas empresas. Outro factor importante que este gabinete nipónico aponta é a falta de escolaridade dos trabalhadores médios Portugueses, ou seja, faltam licenciados e muitos 12ºs anos na força de trabalho Portuguesa. Isto fez-me pensar seriamente acerca do que é o estado de coisas em Portugal e do que seria ideal ser discutido em plena campanha eleitoral. Estes estudos foram realizados por entidades independentes e externas e focaram aquilo que é o real e concreto problema de Portugal. A Educação e a Organização.
Os candidatos às legislativas de 20 de Fevereiro, se for objectivo destes, o bem da Nação, deveriam debruçarem-se sobre o que há a fazer para melhorar a Educação e a Formação dos Portugueses, em vez de, como é hábito, indicarem que a salvação de Portugal passa por reduzir quadros de pessoal e combater uma pseudo falta de produtividade que afinal não existe. Como a organização vem de cima, essencialmente, o problema não está nos trabalhadores, que aos olhos dos dirigentes têm as costas largas, mas sim no Estado e nas chefias privadas. É claro como a água, os trabalhadores são produtivos as chefias não.
Noutro estudo elaborado pelo gabinete de apoio à Internacionalização das empresas nipónicas, efectuado a todos os paÃses europeus incluindo os de Leste, Portugal foi apontado como o paÃs mais apetecÃvel em termos de instalação de indústrias nipónicas por dois factores determinantes. A capacidade de produção dos trabalhadores Portugueses e a perfeição do trabalho (rácio produção/desperdÃcio ou defeito) foram apontados como os factores indutores à preferência na instalação de empresas nipónicas no paÃs em detrimento de outros paÃses. No entanto, há um problema, um problema que impede a instalação dessas empresas em Portugal. O gabinete nipónico de apoio à Internacionalização aponta a falta de cultura de trabalho dos trabalhadores médios Portugueses e a desorganização como o factor que impede a instalação dessas empresas. Outro factor importante que este gabinete nipónico aponta é a falta de escolaridade dos trabalhadores médios Portugueses, ou seja, faltam licenciados e muitos 12ºs anos na força de trabalho Portuguesa. Isto fez-me pensar seriamente acerca do que é o estado de coisas em Portugal e do que seria ideal ser discutido em plena campanha eleitoral. Estes estudos foram realizados por entidades independentes e externas e focaram aquilo que é o real e concreto problema de Portugal. A Educação e a Organização.
Os candidatos às legislativas de 20 de Fevereiro, se for objectivo destes, o bem da Nação, deveriam debruçarem-se sobre o que há a fazer para melhorar a Educação e a Formação dos Portugueses, em vez de, como é hábito, indicarem que a salvação de Portugal passa por reduzir quadros de pessoal e combater uma pseudo falta de produtividade que afinal não existe. Como a organização vem de cima, essencialmente, o problema não está nos trabalhadores, que aos olhos dos dirigentes têm as costas largas, mas sim no Estado e nas chefias privadas. É claro como a água, os trabalhadores são produtivos as chefias não.
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
Passar o tempo
Hoje em virtude de indisponibilidade minha para fazer um post por falta de tempo deixo-vos isto para se entreterem-se.
terça-feira, fevereiro 01, 2005
Pensamento do dia
Os sentimentos são o resguardo da parte mais intÃma da nossa vida. Os sentimentos são por assim dizer, as cuecas da vida.
Estebes, Humor de Perdição, 1988
Nesta altura o Herman José ainda fazia alguma coisa de jeito, actualmente, é a miséria que se vê na SIC.
Estebes, Humor de Perdição, 1988
Nesta altura o Herman José ainda fazia alguma coisa de jeito, actualmente, é a miséria que se vê na SIC.
segunda-feira, janeiro 31, 2005
Choque
Esta pré-campanha para as próximas legislativas tem vindo a ser pautada pelo choque. Uns apelam a um choque tecnológico, outros a um choque fiscal e por fim, o PP, apela a um choque de valores. Paulo Portas vai queimando os últimos cartuchos de sua toponÃmia ministerial dizendo que se propõe a efectuar um choque de valores, o que, bem visto, é chocante. O apelo a valores de nação, de Estado como garante do cidadão como cliente é manifestamente surrealista, no entanto, faço já aqui o meu pedido ao PP, como cliente do Estado, gosto das minhas torradas com bastante manteiga e bem torradinhas, para chá prefiro o de camomila se fizerem favor ou terei que pedir o Livro de Reclamações?! Poderia enumerar os imensos anacronismos dos pseudo-valores do PP mas creio que é manifestamente desnecessário por tão ridÃculos que estes são. Em resposta, se é que me é permita tal veleidade já que sou um plebeu, proponho, ao PP, um choque eléctrico de 220 volts com 10 amperes de intensidade para acalmarem os ânimos e de vez colocarem-se no seu devido lugar, a Quinta da Marina ou lá o que é o bairro deles.
Santana Lopes pediu a ajuda divina quando questionou, em congresso, qual seria a posição do PS acerca do casamento entre Homosexuais e a Lei do aborto. Presumindo que o PS teria um posição que ultrapassa-se a insipÃa costumeira, apelou a Deus para que nos guardasse do casamento entre Homossexuais e a legalização do aborto. Se eu fosse Deus condenava Sanatana Lopes a uma gripe crónica que o impedisse de falar, a bem da Nação. Nunca imaginei que uma gripe fosse tão importante para Portugal quanto está a ser a de Santana Lopes, pois, enquanto padece da mesma, está calado. Que benção divina para Portugal quando este está calado!
Na escala do escárnio e maldizer, este post, terá atingido o grau 8.3 na mesma escala, prevendo-se um tsunami para a Direita lá para o dia 20 de Fevereiro bem calhando.
Santana Lopes pediu a ajuda divina quando questionou, em congresso, qual seria a posição do PS acerca do casamento entre Homosexuais e a Lei do aborto. Presumindo que o PS teria um posição que ultrapassa-se a insipÃa costumeira, apelou a Deus para que nos guardasse do casamento entre Homossexuais e a legalização do aborto. Se eu fosse Deus condenava Sanatana Lopes a uma gripe crónica que o impedisse de falar, a bem da Nação. Nunca imaginei que uma gripe fosse tão importante para Portugal quanto está a ser a de Santana Lopes, pois, enquanto padece da mesma, está calado. Que benção divina para Portugal quando este está calado!
Na escala do escárnio e maldizer, este post, terá atingido o grau 8.3 na mesma escala, prevendo-se um tsunami para a Direita lá para o dia 20 de Fevereiro bem calhando.
domingo, janeiro 30, 2005
sexta-feira, janeiro 28, 2005
Alia jacta est
O Tiago do Litanias lançou este desafio para mim no blog dele. Eu, como não sou de me encolher respondi às questões que estão a ser colocadas numa corrente cujo objectivo é, de certa forma, impedir que o Santana Lopes seja reeleito ( não me perguntem porquê mas é o que consta).
1 – Have you ever used toys or other things during sex?
Um fato de pirata conta como brinquedo?
2 – Would you consider using dildos or other sexual toys in the future?
Dildos e outros brinquedos sexuais são como as cábulas, não há nada como levar a matéria bem estudada para o exame.
3 – What is your kinkiest fantasy you have yet to realize?
Gostava de ver o Bush em guantanamo num gangbang Sado-Masoquista com os prisioneiros e no final ponha-lhe uma maçã na boca e ligava-lhe os tin tins aos eléctrodos da cadeira eléctrica que ele tanto usou no Estado do Texas ( se calhar estava a estragá-lo com mimos mas que se lixe).
4 – Who gave you this dildo?
O amigo Tiago do Litanias é que me pregou esta partida mas eu, sem querer ser vingativo, vou qualquer das vias lançar o desafio a mais quatro pessoas:
Manji
Agente Secreto
Panquecas
AnalÃtica
Congeminações
O pessoal que não tem blog envie a resposta para o meu email ( raminhos por email) que irei postar posteriomente as respostas. Não se acorbadem
1 – Have you ever used toys or other things during sex?
Um fato de pirata conta como brinquedo?
2 – Would you consider using dildos or other sexual toys in the future?
Dildos e outros brinquedos sexuais são como as cábulas, não há nada como levar a matéria bem estudada para o exame.
3 – What is your kinkiest fantasy you have yet to realize?
Gostava de ver o Bush em guantanamo num gangbang Sado-Masoquista com os prisioneiros e no final ponha-lhe uma maçã na boca e ligava-lhe os tin tins aos eléctrodos da cadeira eléctrica que ele tanto usou no Estado do Texas ( se calhar estava a estragá-lo com mimos mas que se lixe).
4 – Who gave you this dildo?
O amigo Tiago do Litanias é que me pregou esta partida mas eu, sem querer ser vingativo, vou qualquer das vias lançar o desafio a mais quatro pessoas:
Manji
Agente Secreto
Panquecas
AnalÃtica
Congeminações
O pessoal que não tem blog envie a resposta para o meu email ( raminhos por email) que irei postar posteriomente as respostas. Não se acorbadem
Vamos aprendendo
Fiquei a saber qual a origem desse nome, tão lisboeta, que dão ao café, a bica através deste blog.Já sabia que a origem do nome Pataias, localidade perto de Leiria, tem a origem do seu nome devido a um episódio que envolveu D.Dinis e uma aia que, após ter irritado o Rei, este, disse à aia: Aia á pata!! o mesmo que dizer apeia-te. Também há uma localidade chamada Sardão que deveu o seu nome, enfim...era um cavaleiro e.....Sardão tão a ver?! Acho que vou ficar por aqui sob o risco de me fazer parecer com o Hermano Saraiva e eu não quero isso, o fascizóide!
quinta-feira, janeiro 27, 2005
Piada que é e não é piada
Num dias destes em que o sono tardava a chegar e eu vi-me algures num sofá em frente à televisão a fazer aquele gesto tão moderno que é o zapping, parei algures no canal SIC Mulher. Não fiquei a ver os programas de decoração nem nada no género mas sim, uma série “cómica�de Whoopi Goldberg, em que a uma dada altura foi feito um comentário por uma das personagens da série acerca dos Portugueses. Transcrevo aqui as ideias principais do diálogo, mas não na integra como é óbvio. A história passa-se da seguinte forma:
Whoopi Goldberg é proprietária de uma pequena residencial com alguns funcionários, entre os quais está um indivÃduo Iraniano que foi, recentemente, promovido de Handyman a recepcionista. Este Iraniano tem uma particularidade, de cada vez que alguém vai à recepção e se refere a este como árabe, o recepcionista Iraniano, vai aos arames dizendo que é Persa e não árabe. Numa destas cenas, e após um assédio de fúria do Iraniano quando abordado por um cliente que o chamou de Ã�rabe eis o diálogo que se gerou após a saÃda do cliente:
Whoopi: Nasim o que é que se passa contigo?
Nasim: Eu fico furioso de cada vez que alguém me chama de �rabe !! Eu sou Persa! Será que não é óbvio?!
Whoopi: Não Nasim para mim não é óbvio. Quer dizer eu sei que tu és Persa porque te conheço, mas, para outras pessoas que não te conheçam é difÃcil porque vocês parecem todos iguais.
Nasim: Mas há uma diferença enorme!!
Whoopi : Vá lá Nasim sê compreensivo senão eu impeço-te de ouvir Soul music.
Nasim: Soul Music!! Bah eu não gosto assim tanto de Soul Music!!
Whoopi: ( cantarolando uma canção Soul Nasim começa a acompanhar a música) Vês Nasim eu sabia que tu não podias passar sem soul music. Esquece lá isso e não ligues muito a essa questão.
Nasim: Tens razão se calhar, vou-me conter.
Whoopi: Vá lá então de volta para o teu posto de trabalho.
Nasim: Sabes uma coisa que eu odeio?
Whoopi: O quê?
Nasim: Os Portugueses!!
Whoopi: Os Portugueses?! Porquê?
Nasim: Eles estão em todo o mundo, em todo o canto.(risos gravados)
Ora bem, aqui, devo-vos confessar que o meu sangue gelou completamente. Fiquei com a nÃtida sensação de não saber como reagir a esta “piadaâ€� até porque não sei se é piada ou não. Alguém me consegue explicar o que eles pretendiam com esta piada acerca dos Portugueses? Já enviei um mail para a NBC no link directo para a série cómica e a resposta foi dada por uma amável máquina indicando que devido à afluência enorme de emails para a produção que provalmente não teria resposta e que consultasse os FAQ´s a ver se lá teria a resposta à minha questão. Mas ou meus amigos, o que é isto hum….?!
Whoopi Goldberg é proprietária de uma pequena residencial com alguns funcionários, entre os quais está um indivÃduo Iraniano que foi, recentemente, promovido de Handyman a recepcionista. Este Iraniano tem uma particularidade, de cada vez que alguém vai à recepção e se refere a este como árabe, o recepcionista Iraniano, vai aos arames dizendo que é Persa e não árabe. Numa destas cenas, e após um assédio de fúria do Iraniano quando abordado por um cliente que o chamou de Ã�rabe eis o diálogo que se gerou após a saÃda do cliente:
Whoopi: Nasim o que é que se passa contigo?
Nasim: Eu fico furioso de cada vez que alguém me chama de �rabe !! Eu sou Persa! Será que não é óbvio?!
Whoopi: Não Nasim para mim não é óbvio. Quer dizer eu sei que tu és Persa porque te conheço, mas, para outras pessoas que não te conheçam é difÃcil porque vocês parecem todos iguais.
Nasim: Mas há uma diferença enorme!!
Whoopi : Vá lá Nasim sê compreensivo senão eu impeço-te de ouvir Soul music.
Nasim: Soul Music!! Bah eu não gosto assim tanto de Soul Music!!
Whoopi: ( cantarolando uma canção Soul Nasim começa a acompanhar a música) Vês Nasim eu sabia que tu não podias passar sem soul music. Esquece lá isso e não ligues muito a essa questão.
Nasim: Tens razão se calhar, vou-me conter.
Whoopi: Vá lá então de volta para o teu posto de trabalho.
Nasim: Sabes uma coisa que eu odeio?
Whoopi: O quê?
Nasim: Os Portugueses!!
Whoopi: Os Portugueses?! Porquê?
Nasim: Eles estão em todo o mundo, em todo o canto.(risos gravados)
Ora bem, aqui, devo-vos confessar que o meu sangue gelou completamente. Fiquei com a nÃtida sensação de não saber como reagir a esta “piadaâ€� até porque não sei se é piada ou não. Alguém me consegue explicar o que eles pretendiam com esta piada acerca dos Portugueses? Já enviei um mail para a NBC no link directo para a série cómica e a resposta foi dada por uma amável máquina indicando que devido à afluência enorme de emails para a produção que provalmente não teria resposta e que consultasse os FAQ´s a ver se lá teria a resposta à minha questão. Mas ou meus amigos, o que é isto hum….?!
terça-feira, janeiro 25, 2005
Voto Jovem
Um estudo efectuado em Portugal acerca das intenções de voto dos jovens Portugueses revela que os jovens portugueses não têm um partido definido, não votam mas estão alertados e consciencializados para questões como conflitos Internacionais, fome, desastres naturais e assimetrias globais. Sem tirar a devida importância da participação de todos nas eleições e, consequentemente, no destino do nosso paÃs, não é de admirar que a juventude portuguesa veja as coisas desta forma atendendo à classe polÃtica que temos e que da qual dou alguns exemplos têm conduzido o paÃs para um espectro negro em termos de futuro: Santana Lopes, Paulo Portas, Morais Sarmento entre outros.
Qualquer das vias a questão não se esgota por aqui. Temos que ter em conta um pormenor importante para a equação que é, indubitavelmente, o multifacetismo de um voto actual. Actualmente, um voto depositado nas urnas em Portugal ou em qualquer outro paÃs europeu determina, acima de tudo, pela vontade expressa da maioria dos votos, a condução do destino de um paÃs num mundo global. A vitória do partido A ou B, determinará a forma como as polÃticas externas serão conduzidas, e daÃ, o próprio destino também desse paÃs. Um exemplo flagrante desta disposição, e deste leque de facetas, é a Espanha. Asnar decidiu, à semelhança de Durão Barroso, apoiar a invasão do Iraque por parte da coligação EUA/Reino Unido e o resultado não se fez esperar a 11 de Março de 2004. Tendo em conta que, um voto actualmente, é muito mais do que a escolha simples e directa de um determinado partido, mas sim, a escolha de um partido e de um enquadramento polÃtico internacional, pelo menos, não admira que, os jovens portugueses, não se sintam suficientemente convencidos em votar num determinado Partido, já que estes, em Portugal e no Mundo Ocidental, uns mais que outros é claro, estão a contribuir para o estado de coisas actual em termos de polÃticas globais que estão a fomentar o aumento do declive entre paÃses desenvolvidos e sub-desenvolvidos.
Qualquer das vias a questão não se esgota por aqui. Temos que ter em conta um pormenor importante para a equação que é, indubitavelmente, o multifacetismo de um voto actual. Actualmente, um voto depositado nas urnas em Portugal ou em qualquer outro paÃs europeu determina, acima de tudo, pela vontade expressa da maioria dos votos, a condução do destino de um paÃs num mundo global. A vitória do partido A ou B, determinará a forma como as polÃticas externas serão conduzidas, e daÃ, o próprio destino também desse paÃs. Um exemplo flagrante desta disposição, e deste leque de facetas, é a Espanha. Asnar decidiu, à semelhança de Durão Barroso, apoiar a invasão do Iraque por parte da coligação EUA/Reino Unido e o resultado não se fez esperar a 11 de Março de 2004. Tendo em conta que, um voto actualmente, é muito mais do que a escolha simples e directa de um determinado partido, mas sim, a escolha de um partido e de um enquadramento polÃtico internacional, pelo menos, não admira que, os jovens portugueses, não se sintam suficientemente convencidos em votar num determinado Partido, já que estes, em Portugal e no Mundo Ocidental, uns mais que outros é claro, estão a contribuir para o estado de coisas actual em termos de polÃticas globais que estão a fomentar o aumento do declive entre paÃses desenvolvidos e sub-desenvolvidos.
segunda-feira, janeiro 24, 2005
Esperteza saloia
Por vezes, no Ocidente, e em especial no Extremo Ocidente, denominação que é atribuÃda por amigo meu quando se refere aos Estados Unidos, há a tentação de equacionar algumas questões como sendo do foro Internacional apenas pelo facto de se pensar que, nos paÃses de Terceiro Mundo, os locais, não são capazes, de todo, gerir os recursos naturais. Esta visão é, obviamente, enferma de um erro de cálculo, gravÃssimo, que reside no facto de se esquecer, continuamente, que um dos maiores problemas dos paÃses do Terceiro Mundo reside na exploração gananciosa, por parte dos paÃses “desenvolvidosâ€�, dos recursos naturais. DaÃ, recebi por email a transcrição de um discurso, proferido pelo Ministro da Educação do Brasil, aquando de uma palestra promovida por uma Universidade Norte-Americana. O tema da palestra era a possÃvel Internacionalização da Floresta Amazónica, tema que tem vindo a suscitar bastantes palestras e palavras “muy dotasâ€� proferidas por alguns iluminados Norte-Americanos que pensam que o Mundo seria muito infeliz se não existissem os Estados Unidos. Se eles soubessem….Eis a transcrição do discurso do Ministro da Educação Brasileiro a propósito do tema mencionado anteriormente. Tudo isto foi originado pela esperteza saloia de um aluno Norte-Americano quando coloca a questão da Internacionalização da Floresta Amazónica da seguinte forma: Responda como Humanista e não como Brasileiro, o que acha da Internacionalização da Floresta Amazónica?
Eis a resposta a tamanha esperteza saloia:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos paÃses ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um paÃs. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar paÃses inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de Todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruÃdo pelo gosto de um proprietário ou de um paÃs. Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de paÃses tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que NovaYork, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos, Manhatan, deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, BrasÃlia, Recife, cada cidade, com sua beleza especÃfica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os Arsenais nucleares dos EUA até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dÃvida. Comecemos usando essa dÃvida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o paÃs onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa!"
Eis a resposta a tamanha esperteza saloia:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos paÃses ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um paÃs. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar paÃses inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de Todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruÃdo pelo gosto de um proprietário ou de um paÃs. Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de paÃses tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que NovaYork, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos, Manhatan, deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, BrasÃlia, Recife, cada cidade, com sua beleza especÃfica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os Arsenais nucleares dos EUA até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dÃvida. Comecemos usando essa dÃvida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o paÃs onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa!"
Inegável bom gosto
Meus caros e caras, a mãe Oliveirinha, tem um inegável bom gosto senão vejamos o que a Mãe Oliveirinha disse quando estava a ver o jogo do Sporting:
" O equipamento do Sporting é o mais bonito do campeonato."
Convinhamos, a mãe Oliveirinha tem um inegável bom gosto. Saudações Leoninas.
" O equipamento do Sporting é o mais bonito do campeonato."
Convinhamos, a mãe Oliveirinha tem um inegável bom gosto. Saudações Leoninas.
sábado, janeiro 22, 2005
Mediterrâneo ou mediterranico eis a questão
Por diversas vezes ouvimos já falarem acerca de Portugal como um paÃs mediterranico. Até aqui tudo bem, pois, genéricamente e não geográficamente, somos de facto um paÃs mediterranico. Contudo, temos que observar um detalhe importante sobre toda esta matéria que é, sem margem para dúvida, o perigo da generalização. Existe um fio conductor entre os vários paÃses da bacia do mediterraneo, Norte de Ã�frica incluÃdo, mas que, a meu ver, não pode ser generalizado ostencivamente como é feito por várias pessoas. Crer-se que Portugal e Espanha são exactamente iguais é um erro, como é também, dizer-se que são diagonalmente oposto pois, acima de tudo somos, Portugal e Espanha, ibéricos. Há as devidas diferenças entre os vários paÃses mediterranicos concerteza e nesta matéria creio que a grande divisão cultural entre o Sul da Europa e o Norte da Europa está concretamente num outro factor que não o Mediterraneo. Creio que a divisão está concentrada entre os paÃses sob religião católica maioritária e os paÃses de religião maioritária protestante. Esta sim é a verdadeira "divisão" cultural entre as duas Europas, veja-se o exemplo da Alemanha com o Sul católico e o Norte protestante. O que acham?
sexta-feira, janeiro 21, 2005
Fazer as Pazes com a História
Sempre achei curioso o fenómeno das excursões de ex-combatentes do Ultramar aos locais para onde foram mobilizados. Homens que foram mobilizados para uma guerra sem sentido, privados de parte da sua juventude, providos de um sentimento nostálgico para com a terra que conheceram da pior e menos auspiciosa forma. Contudo, é curioso verificar o sentimento, talvez um certo apego, aos locais onde estiveram a combater um inimigo que lhes foi oferecido como sendo terrorista. Creio que estamos perante um sentimento tipicamente Português e que, porventura, será difÃcil igualar por outros povos.
É certo que foram cerca de um milhão de homens, durante todo o perÃodo de guerra, para as ex-colónias combaterem os movimentos independentistas dos povos africanos que mantÃnhamos obstinadamente sob nosso domÃnio, e que, no meio de uma guerra injusta, cometeram-se alguns excessos e crimes de guerra também convÃnhamos. No entanto, é curioso verificar como é que homens que combateram em Ã�frica procuram regressar aos locais de combate para acerto da alma. O sentimento é o de terem feito o que lhes foi incumbido fazer com as devidas reservas morais de cada soldado para não cometer os excessos que existiram mas que, felizmente, não foram generalizados. A história tem a tendência de se repetir e a Guerra no Iraque, pelo menos em termos de argumentação de legitimação da guerra, tem contornos idênticos à Guerra Colonial Portuguesa. A questão do “terrorismoâ€� e do policiamento dos territórios sob o domÃnio demonÃaco dos terroristas foi a legitimação, pensava o governo fascista Português, de um conflito sem sentido algum. Actualmente, a Guerra no Iraque, também é enferma na tentativa de legitimação, por parte da Coligação, de uma guerra sem sentido contra o terrorismo, utilizando quase a mesma argumentação. Gostaria de saber se, os militares Norte-Americanos, daqui a uns anos, farão “excursõesâ€� ao Iraque para fazer as pazes com a História.
É certo que foram cerca de um milhão de homens, durante todo o perÃodo de guerra, para as ex-colónias combaterem os movimentos independentistas dos povos africanos que mantÃnhamos obstinadamente sob nosso domÃnio, e que, no meio de uma guerra injusta, cometeram-se alguns excessos e crimes de guerra também convÃnhamos. No entanto, é curioso verificar como é que homens que combateram em Ã�frica procuram regressar aos locais de combate para acerto da alma. O sentimento é o de terem feito o que lhes foi incumbido fazer com as devidas reservas morais de cada soldado para não cometer os excessos que existiram mas que, felizmente, não foram generalizados. A história tem a tendência de se repetir e a Guerra no Iraque, pelo menos em termos de argumentação de legitimação da guerra, tem contornos idênticos à Guerra Colonial Portuguesa. A questão do “terrorismoâ€� e do policiamento dos territórios sob o domÃnio demonÃaco dos terroristas foi a legitimação, pensava o governo fascista Português, de um conflito sem sentido algum. Actualmente, a Guerra no Iraque, também é enferma na tentativa de legitimação, por parte da Coligação, de uma guerra sem sentido contra o terrorismo, utilizando quase a mesma argumentação. Gostaria de saber se, os militares Norte-Americanos, daqui a uns anos, farão “excursõesâ€� ao Iraque para fazer as pazes com a História.
quinta-feira, janeiro 20, 2005
Narcisismo BloguÃstico
Já me tinha chegado aos ouvidos que, o fenómeno dos blogues, vulgo blogoesfera, tinha atingido proporções significativas junto do que é a matriz de formação da opinião do público em geral. Como tal, e com as consequentes repercussões sob um narcisismo encapotado de alguns personagens da ribalta polÃtica nacional, eis a entrada de vários candidatos à s próximas eleições no mundo ultradimensional do blogues. Exemplos são vários como o de António Seguro e Morais Sarmento. Penso, parafraseando Alamada Negreiros, que sei todas as coisas, não sei é o que é a coisa. Como tal, sem querer opôr nenhum pseudo código de ética ou moral e bom costume da blogoesfera à s intenções dos novos blogueiros, cumpre pensar realmente o que é que este fenómeno significa. Sabe-se que vários blogues são tidos como fonte da informação de milhares de pessoas para manterem-se informadas, filtrando assim os meios de comunicação tradicionais, e dessa forma formarem a sua opinião. A blogoesfera atingiu proporções tais que, candidatos a eleições, iniciaram blogues próprios. Mas afinal o que se pretende com esses blogues? Irão editar as suas memórias, os seus pensamentos? Creio que o melhor é verificar o eles têm para dizer, se é que têm alguma coisa para dizer. Na minha óptica, nada mais é do que meros instrumentos de propaganda barata, estratégia de Marketing.
quarta-feira, janeiro 19, 2005
Irmãs Madalenas
Os conventos de Maria Madalena na Irlanda eram administrados pelas freiras da Misericórdia em nome da Igreja Católica. Acolhiam raparigas enviadas pelas famÃlias ou por orfanatos, que ficavam aà encerradas e eram obrigadas a trabalhar para expiar os seus pecados. Pecados das mais diversas naturezas: desde ser mãe solteira a ser demasiado bonita ou demasiado feia, demasiado simples, demasiado inteligente, vÃtima de violação e por esses pecados trabalhavam sem receber qualquer tipo de remuneração 364 dias por ano, e passavam fome, e eram vÃtimas de castigos fÃsicos, humilhações, violência fÃsica e mental, e separavam-nas dos filhos. As penas que tinham de cumprir eram ilimitadas. Algumas mulheres viveram e morreram nos conventos. O último convento encerrou na Irlanda em 1996. o filme baseia-se no ponto de vista de quatro destas jovens nos anos 60, uma época de libertação de costumes para as mulheres. No entanto, estas jovens católicas viviam num pesadelo quase medieval. O filme explora o desenvolvimentos das suas personalidades, num ambiente controlado e dominado por mulheres virgens, servas de Deus, esposas de Cristo. Cada uma ao seu modo, as jovens tentam revoltar-se e as suas vidas seguem trajectórias distintas. É um filme de ficção, que lamentavelmente se baseia numa história verdadeira.
Aconselho, para quem tem um estômago forte, verem este filme Peter Mullan que retrata as atrocidades cometidas, sobre jovens na Irlanda, em Nome de Deus e da expiação de pecados, pelas Irmãs da Ordem Religiosa das Irmãs de Madalena. Faço qualquer das vias as devida excepção para outras ordens de religiosas que não poderão ser colocadas no mesmo saco.
Aconselho, para quem tem um estômago forte, verem este filme Peter Mullan que retrata as atrocidades cometidas, sobre jovens na Irlanda, em Nome de Deus e da expiação de pecados, pelas Irmãs da Ordem Religiosa das Irmãs de Madalena. Faço qualquer das vias as devida excepção para outras ordens de religiosas que não poderão ser colocadas no mesmo saco.
Obrigado Ridufa
A Ridufa do Luz de uma Vela enviou-me uma animação excelente que retrata a vida num apartamento e em termos de animação e conteúdo está muito bom. Obrigado Ridufa, é por essas e por outras que viver no campo tem as suas vantagens.
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