quinta-feira, dezembro 16, 2004
Vendo bem as coisas
Oliveirinha: Então você já ouviu o que aquele deputado disse na Assembleia Regional da Madeira?
Madeirense: Ouvi e o tipo ele fez muito bem! O que era preciso é que se dissesse o mesmo na Assembleia da República acerca de muitos deputados!
Oliveirinha: Está bem mas lá na Madeira parece-me que a situação é bem pior.
Madeirense: Pior ou melhor o facto é que também cá se passa a mesma coisa ou você não lê os jornais?
Oliveirinha: Pois de facto, por momentos, esqueci-me de quem nos desgovernava e continua a desgovernar até Fevereiro.
Moral da história: Todos fizeram menção às declarações do deputado Madeirense como algo vergonhoso, para mim, tirando um certo impropério desnecessário, o que o deputado Madeirense disse está certo e realmente faz muita falta, por cá, chamarem-se os bois pelos nomes. Oliveirinha dix it!
Suplesse
quarta-feira, dezembro 15, 2004
Borderline
Muitas pessoas pensam que se conhecem bem e que nada de novo, em termos de personalidade, poderá mudar ao longo dos tempos. No entanto, isso não é verdade. Eu, por exemplo, sou um borderline em termos de personalidade e sempre pensei que isso fosse uma caracterÃstica minha e não um sintoma. O facto é que é um transtorno de personalidade e, apesar de não ser grave nem impeditivo, prejudicava-me de certa forma. O Raminhos veio a ajudar-me bastante como um exercÃcio para debelar este transtorno que tenho. Este transtorno como outros são a consequência da sociedade em que vivemos e, infelizmente, cada vez mais frequentes. Ninguém pense que é feito de ferro porque não o é. Eu que estou treinado para detectar estes transtornos de personalidade nunca pensei que pudesse ter este género de transtorno mas, imaginem o que é alguém que detecta isto noutras pessoas aperceber-se que tem isto. Não é muito grave e é relativamente fácil de debelar se enfrentado de frente.
terça-feira, dezembro 14, 2004
A realidade não é opaca
segunda-feira, dezembro 13, 2004
Conversas
Comentar a violência que se pratica ao forçar crianças a assistirem a espectáculos culturais ou, por muito trivial que possa parecer, a bares e cafés a altas horas da noite sem olhar à vontade destas, é interessante mas, chega-se sempre a um ponto em que se tem que mostrar um passaporte. De todos os que participam, ideias e considerações são remetidas à mesa e a anuência é fácil, e depois coloca-se sempre a questão pessoal na matéria. Há ideias acerca do tema que são genéricas e facilmente anuÃveis por todos mas é fácil falar de fora, sem matéria de facto consubstanciada em factos que nos ligam, carne com carne, ao objecto da conversa, as crianças. Muitas foram as ideias, dotas e sábias diga-se, mas no final fica-se sempre com a ideia que bom é aturar os filhos dos outros.
Uma criança é um indivÃduo cuja personalidade se está a formar e, apesar de serem o produto do seio familiar, é também um indivÃduo que irá crescer moldado pelas circunstâncias que o mundo que o rodeia lhe proporciona. No caso que referi anteriormente, ou seja, levar uma criança para um espectáculo cultural realizado de noite apenas porque os pais querem muito ir e julgam que se junta o útil ao agradável mas não é assim. A discussão acerca da violência perpetrada pelos pais aos filhos vai muito mais além da violência fÃsica. Há outras formas de violência perpetrada inconscientemente aos filhos pelos pais, sendo o exemplo dado anteriormente um caso. No entanto, urge sermos um pouco pragmáticos e equacionar a questão da seguinte forma: Até onde é que vai se pode esticar o conceito tradicional de famÃlia evitando formas de violência para as crianças? Aonde é que fica a fronteira?
Dá-me a impressão, cada vez mais, que bom é aturar os filhos dos outros pois aturar os nossos é como aturarmo-nos a nós próprios. Por vezes, inculcamos a noção de liberdade com aquilo a que nós, quando crianças, não tivemos e gostarÃamos de ter tido mas, e a criança, aonde fica esta? Ter filhos exige muito de nós e é imprescindÃvel estarmos bem para connosco para termos todo o êxito, relativo, que é possÃvel ter.
domingo, dezembro 12, 2004
Cultura Dominical
Deixo-vos algumas pérolas da cultura futebolÃstica desse palco que é a primeira divisão distrital:
Baixa os cornos ó boi!!
Tu queres mas é uma xuxa!.....no rabo!
Ó xôr agente vá pedir reforços que isto hoje está a ser um autêntico roubo à mão armada!
Sempre acompanhados pelos eternos e imprescindÃveis elogios à senhora mãe do árbitro é claro. O que ainda se aproveita são as minis e as pevides porque de resto é um autêntico arrail de porrada.
sábado, dezembro 11, 2004
Verdade lá palisse
Outra aspecto que me encheu as medidas foi a valiosa lição que aprendi acerca da corrupção em Portugal. Vale bem a pena pois mesmo que seja detectada, prescreve sempre, e quem a pratica saà ileso. Para mais a Figueira da Foz não se pode queixar porque sempre ficou com umas palmeiras muy xiras por supuesto e que lá fazem muita falta.
sexta-feira, dezembro 10, 2004
Europa
Quando penso acerca da União Europeia, vejo algo muito mais vasto do que a mera associação de vários paÃses unidos por um ideal comunitário. As velhas concepções neo-clássicas de nação diluÃram-se por assim dizer em prol do bem comunitário num plano meramente ideológico. Isso não se verifica no plano prático, pois, o que se verifica é um constante debitar de discursos europeÃstas de Ãndole comunitário e nos bastidores uma praxis polÃtica de mais profundo nacionalismo e interesse umbilical de cada nação que compõe a União Europeia. A questão é tão importante quanto é o referendo que se vai realizar acerca da Constituição Europeia. Sabendo de antemão que, os paÃses mais industrializados e mais populosos, irão, concerteza, continuar com um discurso comunitário e por detrás a efectuar imposições de exigências meramente nacionalistas que irão beneficiar a eles em primeira mão, resta saber, para nós Portugueses, se a questão da maioria qualificada irá beneficiar Portugal e os restantes paÃses mais pequenos e populosos. Volto a questionar a forma como a pergunta do referendo foi colocada. Não concordo com a maioria qualificada, no entanto, concordo com a existência de uma Constituição Europeia. Quanto ao texto da Constituição, tenho sérias reservas quanto a este mas, como tudo na vida ou quase, pode ser emendado.
Uma particularidade da União Europeia que me seduziu foi a possibilidade de se criar um bloco que pudesse fazer frente aos EUA, não que, com isso, pretendesse que a União Europeia tivesse uma posição hegemónica e neo-colonialistas como os EUA têm actualmente. Pretendia que fossemos um barómetro, um ponto de referência e aproveitássemos a imensa cultura europeia, tão impregnada de culturas não-europeias, uma riqueza incalculável, fosse por assim dizer o ponto de referência com as devidas reservas e respeito pela diversidade cultural mundial. Com as movimentações que tenho observado ultimamente, temo, que a União Europeia seja, cada vez mais, um mito. Urge mudar muita coisa na União Europeia.
quarta-feira, dezembro 08, 2004
Inbicta
terça-feira, dezembro 07, 2004
Secreta
Outro aspecto acerca da notÃcia veiculada hoje sobre a substituição do Director, aliás, Directora do SIS por um militar, é o facto de me parecer um pouco estranho, senão oportúno, pela contingência da perda do governo por parte daqueles que ainda, provisóriamente, se mantêm em poder. Que o SIS anda por aà a investigar todos nós sabemos mas o que é que investiga ou quem investiga é que não se sabe. O que se sabe é que o SIS está activo e por todo o lado.
�frica
Devo confessar que me custa ouvir algumas teorias absolutamente idiotas acerca da pretensa natureza guerreira dos povos africanos e da forma como estes parecem não conseguir viver em paz entre eles. Dá-me a impressão que muitas pessoas julgam que os conflitos entre nações africanas dentro de um mesmo paÃs que é a mesma coisa que um pretenso conflito entre alentejanos e algarvios ou entre portistas e benfiquistas. Fomos ensinados a menosprezar a identidade cultural dos povos africanos e a pensar de acordo com a teoria que “fomentavaâ€� a presença dos paÃses europeus em Ã�frica. A ideia que me referi é a de que os africanos precisavam de nós porque eram selvagens e não conheciam a civilização ocidental.
Há uma coisa que sempre me preocupei em seguir na minha vida. Devo viver a história do meu povo tal como ela é, ou seja, tenho que aprender com o que fiz de mal e com o que fiz de bem.
As reacções à dominação, em muitos aspectos, nefasta dos paÃses europeus sobre Ã�frica foi negativa, no entanto, não posso desculpar, nem tolerar ideologias racistas como reacção a outras ideologias racistas. Não posso tolerar ideologia que enalteçe a negritude nem a pureza racial do branco, por quanto, só conheço o OMO, que lava mais branco, como ideal de brancura.
segunda-feira, dezembro 06, 2004
Laranja manhosa
Poderão pensar que estarei a exagerar, pois vos digo que espero bem que sim. Todo o cuidado é pouco neste momento. Não se esqueçam que o eleitorado laranja é idoso, adivinhem lá quem é que foi aumentado.
domingo, dezembro 05, 2004
Campo e a cidade
A cidade, esse campo enorme de flores e árvores de pedra e cimento, têm pessoas pequeninas. Vivem num só dia as quatro estações do ano. São esculpidas pelos elementos. Circulam, correm e são moldadas pelos elementos mas não se apercebem o quão pequeninas são ao lado da floresta de pedra. A primavera é pródiga também na cidade, as pessoas são generosas quando estão em si na primavera.
sábado, dezembro 04, 2004
Pus-me a pensar
Parabéns ao Cacaoccino
sexta-feira, dezembro 03, 2004
Tolerância
É tolerante pois não olha a raça, credo, convicções polÃticas, orientação sexual, sexo nem idade mas mata! Protegam-se do Virus HIV!
Caridade e consumismo
Devo dizer, antes demais, que as obras de caridade são de salutar, como também é de salutar as pessoas que, por um motivo ou outro, prestam o seu trabalho ou auxÃlio a essas obras de caridade. Nem tudo o que luz é ouro, penso eu. A moça que referi anteriormente estava a trabalhar para uma obra de caridade que, através da venda de um cartão de descontos, iria auxiliar quatro instituições. Até aqui tudo bem senão fosse eu ser um tipo um pouco complicado por vezes, confesso. Faz-me um pouco de confusão certas obras de caridade que se aliam a empresas comerciais em que, as empresas comerciais, utilizam, de certa forma, a boa vontade das pessoas em ajudar o próximo para dessa forma angariar clientes. As empresas que aderiram ao cartão, dá-me a impressão, pensaram da seguinte forma: “ Vou queimar alguns impostos e angariar clientes com o engodo do desconto que esse cartão proporcionaâ€� Agora pergunto, nesta perspectiva, aonde está a Caridade? Assim custa-me dar seja lá o que for por causa dessas empresas “caridosasâ€�. Quanto à moça, devo dizer, nada tenho a apontar, a não ser um pequeno detalhe. Quando esta debitava o discurso de uma forma mecanizada, a uma dada altura, só me lembrei daquelas máquinas que dizem: “ crrr crrr soy un iorro sin verguença, day me una moneda! Quiero hablar contigoâ€� a moça que me desculpe mas foi isso que eu me lembrei quando a ouvi a debitar o discurso.
Moral da história, confesso que sou esquisito por vezes e que talvez seja pouco rÃgido com alguns valores e convicções pessoais mas, devo dizer também, o consumismo faz-me impressão, puxa de mim as mais estranhas reacções. Quanto à caridade, dou de bom grado, em dinheiro ou géneros à s Instituições de caridade e não a essas joint-ventures com interesses pouco caridosos de certas empresas.
quinta-feira, dezembro 02, 2004
Desgoverno para a Rua!
Passando para um outro ponto, de suma importância, e que tem a ver com a leitura que faço desta situação em que nos encontramos, devo dizer que fiquei satisfeito com a decisão do presidente da República e com o facto de se aproximar, com as eleições, um momento de levantamento do ânimo geral do paÃs. Esta situação porém traz em anexo outras questões importantes que implicam alguns problemas. O Desgoverno, ainda em funções, fazendo apanágio da sua forma de despolÃtica, fará concerteza ainda muitos estragos até à s eleições. É altura de engordar os sacos azuis antes que seja tarde, e também, inaugurar muitas obras de fachada para as eleições autárquicas e legislativas que se aproximam. Com isto, o futuro governo terá problemas adicionais para governar. A grande expectativa estará no que os partidos a concurso apresentarão ao paÃs. Logo veremos, creio que seja esta a última hipótese para qualquer governo demonstrar que afinal pode-se fazer polÃtica seriamente em Portugal, e que, no fundo, ainda há esperança.
Quanto à actuação Presidente da República, devo dizer que continuo a achar que este errou ao dar o Poder, de uma forma dinástica, a uma coligação descoligante e enferma em projecto e capacidade de governação. Perdemos 4 meses que, infelizmente, se revelaram como se de 4 anos se tratassem.
terça-feira, novembro 30, 2004
Adeusinho!!
Justitia
Descartes dizia que se uma premissa estiver errada, todos os juÃzos subsequentes estarão errados também, apesar de estes poderem parecer encerrar em si uma lógica. Quando um sistema judicial de um qualquer paÃs assenta a sua preponderância na figura de um Juiz e de um delegado do Ministério público, está a pender, sobre a justiça, as premissas de duas figuras. Como os demais, são humanos, têm pensamentos, convicções, incertezas, certezas e razões que os movem, os impelem, para analisar os demais e o mundo que os rodeia. Têm premissas como todos nós e raciocÃnios lógicos também como nós, são falÃveis, como falÃvel é qualquer ser humano. No entanto, um sistema que prevê uma polÃtica de amedrontamento latente de todos os intervenientes do Sistema Judicial, fazendo com que estes mergulhem num mar lunático da tranquilidade, podre, de princÃpios que aos factos nada servem, antes pelo contrário, é romper abruptamente toda e qualquer esperança que depositamos num sistema que preconiza a luta entre o BEM e o MAL. O Sistema mergulha numa espiral em que não se distingue um pólo do outro, está confuso. O BEM pode ser o MAL e vice-versa e o princÃpio do contraditório entra, afinal somos humanos, temos que compreender que poderemos errar.
Nem tudo está mal no Sistema Judicial, este é galante e educado, reconhece os demais notáveis representantes da mais fina Sociedade. A boa sociedade vê aqui a celeridade de um sistema que pune, que anda, que assegura a necessária segurança para prosseguirmos na luta entre o BEM e o MAL. O Sistema vive numa grave depressão, aconselha-se uma higiene do sono eficaz para evitar as alucinações corporativistas que o apoquentam. Deverá fugir das suas secretarias poeirentas que lhe causam sinusite e má disposição, os secretários não são pajens de costas largas para aguentarem a todo custo os impropérios, o Hospital está cheio. Como fase final, aconselha-se uma terapia ocupacional, a actividade far-lhe-á levantar a moral e a auto-estima. O exercÃcio fará maravilhosas melhorias ao seu aspecto que se arrasta.
Devo dizer primeiro que não sou advogado, nem juiz, nem Delegado do Ministério Público e respeito o trabalho dos referidos mas, não desculpo o Sistema Judicial nem o Corporativismo da classe.
segunda-feira, novembro 29, 2004
Middle age crisis
Outro aspecto que têm estes momentos de reencontro é o facto de nós inculcarmos as recordações que temos de pessoas que já não vemos à muito tempo. Regra geral, as pessoas mudam, vão amadurecendo e, infelizmente, vão ficando muito chatas. Estarmos a conversar com pessoal que conhecemos quando éramos crianças, recordando os episódios imemoráveis de mil diabruras e verificar como entretanto ficaram chatos , faz-nos pensar acerca de várias coisas. Claro está que já não faço nem metade das diabruras que fazia quando mais jovem, no entanto, tenho um puto traquinas dentro de mim, é mais forte do que eu confesso.
DVD voador
Na carta de demissão o ministro fala em traição. Será que prometeram um gabinete com DVD e afinal este não tinha?
domingo, novembro 28, 2004
Coerência
sábado, novembro 27, 2004
Noite de Fados
Parecem bandos dji Arara, Ã solta
Os moleques, os moleques....
Tive mais sorte do que juÃzo, parece-me.
sexta-feira, novembro 26, 2004
Emigração
O fenómeno da xenofobia é como que um trigger shot para expiação dos males de um paÃs, ou seja, é mais fácil inculcar as culpas, seja lá do que for, no outro, o desconhecido, do que nos apontarmos na equação. De alguma forma, é humano e animalesco ao mesmo tempo daÃ, atendendo ao facto de estarmos num ponto civilizacional tão avançado, ou pelo menos, presumimos que sim, estes actos, animalescos, já não têm razão de ser. Os emigrantes são uma mais valia para qualquer paÃs se as autoridades desse paÃs souberem tirar proveito disso.
Durante muito tempo foi-nos incutida a noção de paÃs, nação num espaço fÃsico e concreto, estanque. Hoje em dia, com o advento da comunicação, os paÃses são as respectivas culturas e as pessoas que vestem e representam essa cultura, como tal, somos, quer queiramos quer não, cidadãos do mundo.
A cauda da Europa
Esta história de Portugal ocupar a cauda da Europa leva-me a pensar em que animais estavam a pensar quando meteram Portugal na cauda. Será um peixe? Se for um peixe estamos tramados porque de um lado o urso (Rússia) come do outro a águia pega (EUA).
quinta-feira, novembro 25, 2004
Artigo 527
Os Estados Unidos são um contrasenso em termos no que respeita a Democracia, se é que existe mesmo por lá. Concerteza que este artigo foi publicado numa altura, que não a nossa, em que deveria haver o mÃnimo de elegância e até mesmo um interesse em debater projectos polÃticos e ideias base para a governação de um paÃs. Na actualidade, o projecto polÃtico de cada candidato é dispensável, o que interessa, segundo o eleitorado norte-americano, é o candidato e a sua religião.
Parece algo distante mas é importante verificar que, um paÃs como o Estados Unidos, com uma posição global hegemónica, não consegue, nem sabe viver em democracia, havendo até um déficit democrático naquele paÃs. O mais grave é que este tÊm o maior e mais bem apetrechado exército do mundo e andam por aà a dar lições de democracia, aliás, quanto à s lições de democracia, os Estados Unidos, parecem aqueles alunos cábulas que não estudaram para o exame então começam a mandar uns bitaites a ver conseguem que alguém, inadvertidamente, lhes dê algumas pistas para o que querem saber sem perguntar directamente ou admitir que não vêem um boi da questão.
Plano
Eis o plano:
Passo 1: Trocamos a Madeira pela Galiza, têm que levar o Alberto João Jardim .
Passo 2: Os galegos são uma boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário). A industria têxtil portuguesa é revitalizada. A Espanha fica encurralada pelos Bascos e Alberto João Jardim .
Passo 3: Desesperados os espanhóis tentam devolver a Madeira (e Alberto joão). A malta não aceita.
Passo 4: Oferecem também o Pais Basco. A malta mantém-se firme e não aceita.
Passo 5: A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais desesperados os espanhóis oferecem-nos: a Madeira, PaÃs Basco e Catalunha. A contrapartida é termos que ficar com o Alberto João e os Etarras. A malta arma-se em difÃcil mas aceita.
Passo 6: Dá-se a independência ao PaÃs Basco, a contrapartida é eles ficarem com o Alberto João. A malta da Eta pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o Alberto João a Madeira torna-se um paraÃso. A Catalunha não causa problemas (no fundo no fundo, são mansos).
Passo 7: Afinal a Eta não aguenta com o Alberto João, que entretanto assume o poder. O PaÃs Basco pede para se tornar território português. A malta aceita (apesar de estar lá o Alberto João).
Passo 8: No PaÃs Basco não há carnaval. O Alberto João emigra para o Brasil...
Passo 9: O Governo brasileiro pede para voltar a ser território português. A malta aceita e manda o Alberto João para a Madeira.
Passo 10: Com os jogadores brasileiros mais os portugueses (e apesar do Alberto João) Portugal torna-se campeão do mundo de futebol! Alberto João enfraquecido pelos festejos do carnaval na Madeira e Brasil, não aguenta a emoção e zás batea sola. Passo 11: E todos viveram felizes para sempre!
quarta-feira, novembro 24, 2004
Caixa de cores
Por vezes os problemas são caixinhas pequenas, nós é que nos sentimos atraÃdos para cair nelas.
terça-feira, novembro 23, 2004
Estatura média dos Portugueses
Os nados, do sexo masculino, desde 1965 até 2001 foram analisados através de estatÃsticas fornecidas pelo Exército Português, vulgo inspecções, e mostraram uma evolução em termos de estatura média dos portugueses de geração para geração. De facto, os portugueses estão cada vez mais altos à medida que os cuidados de saúde e alimentação vão melhorando. Qualquer das vias, o estudo revela particularidades interessantes que nos revelam o Portugal profundo. As zonas do Litoral são aquelas que registam as maiores subidas médias de estatura e também registam um maior número de sujeitos incluÃdos nas classes mais altas. No interior, sendo do Distrito de Castelo Branco o mais destacado, é onde se verificam as menores subidas da estatura média, com excepção a Santarém que regista uma das maiores subidas de estatura média no espectro das provÃncias do Interior e do paÃs também. Outro aspecto inquietante sobre este estudo indica que a subida média de estatura de 1993 para cá tem vindo a subir com cada vez com menor intensidade, o que revela que há cada vez mais deficiências no sistema de saúde e na alimentação, fruto talvez de uma maior taxa de desemprego geracional, ou seja, os despedimentos verificados na indústria do Litoral e que visou, em especial, os trabalhadores menos qualificados e na casa dos quarenta anos, afectou o rendimento familiar e a alimentação. A Madeira lidera a tabela com a estatura mais baixa do paÃs e também com o maior Ãndice de taxa de mortalidade, o que nos faz concluir que alcatrão e hotéis não são alimentos muito nutritivos e que potenciem a elevação da estatura das crianças.
Em suma, cada vez mais, e não é só de agora, existem dois paÃses dentro do mesmo território, o Litoral e o Interior. Dá a sensação que há portugueses de primeira e portugueses de segunda, e essa diferença agudiza-se cada vez mais. Preocupa-me um pouco, não por complexos com a altura até porque, pessoalmente, estou acima da média registada a nÃvel nacional que é de 1,73 cm, mas porque, a estatura média, é o reflexo de um sistema de saúde que se detiora a olhos vistos. Curioso foi ver nos jornais e na televisão a apresentação dos resultados a nÃvel nacional, fazendo crer que foi uma grande conquista a nÃvel nacional. Como podem verificar, não foi para todos, e a estatÃsticas têm destas coisas. Se eu comer um frango e tu que lês não comeres nada, estatisticamente, nós os dois comemos meio frango mas tu passaste fome. Dá que pensar.
Vamos à bola.
Este episódio abriu um precedente importante que é o facto de quem quer que seja ter a hÃpotese de falar com um ministro acerca dos mais idiotas temas que lhes passarem na cabeça. No ano passado o Ferroviários foi roubado, em casa, por um árbitro caseiro de Mação. Estou a aguardar uma audiência com o ministro-adjunto e o Papa.
segunda-feira, novembro 22, 2004
VÃtimas da PIDE
sábado, novembro 20, 2004
Viagens
O meu ideal de turismo não é propriamente a visita a lugares históricos, aliás, estes só podem ser desfrutados quando conhecemos bem quem os construiu.
sexta-feira, novembro 19, 2004
Referendar ou que é difÃcil referendar
A suposta perca de autonomia é-me relativa até certo ponto, o que não me é relativo é o sistema de votação escolhido pela Nova Constituição Europeia que prevê que paÃses, como Portugal, tenham cada vez menos peso nas decisões tomadas pois, cada paÃs, terá um peso de voto constante no número de habitantes. É evidente que Portugal e outros paÃses mais pequenos vão estar lá a encher pneus.
Por fim, em cada paÃs será efectuado um referendo acerca da Nova Constituição Europeia, o que já de si é um problema pois a forma como irá ser colocada a questão(ões) será de difÃcil concepção. Este post no grupo do pato ilustra bem a dificuldade que será escolher bem o conteúdo das perguntas do referendo.
De passita em passita
Parece-me que hoje em dia a “perseguiçãoâ€� que existe aos fumadores é tanta que poder-se-á antever que futuramente um fumador terá que andar na rua com um guizo como se fazia antigamente com os leprosos. Creio que esta história toda está impregnada de uma lógica batatal, mas também sou suspeito pois fumo. Seguindo a lógica batatal das autoridades, se o tabaco faz mal e é lÃcito cobrar impostos aos fumadores, legalize-se as drogas também e cobre-se impostos também não?!
Outra coisa que me faz impressão, a mim mesmo são as campanhas anti-tabagistas como é exemplo daquela que dizia que beijar uma mulher que fuma é o mesmo que lamber um cinzeiro. Olhe que não, olhe que não! Para mais, e nunca esquecendo os malefÃcios que o tabaco traz, fumar um cigarro é um acto sublime, enaltecedor e potenciador do mais intenso prazer. Pessoalmente, não me arrependo de alguns cigarros que fumo durante o dia e noite, e que me dão um substancial prazer, os outros que fumo entretanto é que constituiem o problema. para quem não sabe, porque não fuma, um cigarro enquanto enviamos um fax para a China via Nova Iorque, dá um prazer do caraças. Um cigarro após uma cambalhota, dá um prazer enorme, o problema, como já disse, são os outros cigarros que fumamos entretanto e que são puro vÃcio. Como disse mário cesariny, não há nada como chegar à beira de precipÃcio e cair verticalmetne no vÃcio.
quinta-feira, novembro 18, 2004
Guerra
Numa situação de guerra as nossas acções futuras são imprevisÃveis, nunca saberemos até onde poderemos ir, ou o que seremos capazes de fazer, é animalesco. A responsabilidade maior nestas situações é de quem faz a guerra, de quem a promove, quem a executa, salvas as excepções, funciona e tenta sobreviver como pode, exponenciando tudo o que de bom e mau tem, é mais forte do que cada um.
O cérebro humano funciona a 27 % , mais ou menos, de sua capacidade, o resto é ocupado pelo subconsciente que, por si, é um mundo de gravações efectuadas ao longo da vida. Por vezes, em sonhos, é-nos revelado medo, ânsia, desejos e outras sensações. Acordamos pensando que é um sonho ou que é algo irreal mas, por vezes, não é. Na cabeça de cada um daqueles que actualmente vivem no meio da guerra do Iraque, ficaram com o seu subconsciente gravado com mais episódios medos, ânsias e coisas boas muito poucas. Quem ordena ou promove a guerra, geralmente, não é sujeito a estas gravações sequer.
Em Portugal, apesar de insistentemente ser ocultado ou ignorado, temos ainda muitos casos de ex-combatentes com sintomas de stress de guerra. Nada é documentado, nem são mostrados o ex-combatentes ainda internados no Hospital Militar com complicações graves do foro psicológico que vegetam desde o dia em que foram desmobilizados e já lá vão mais de trinta anos em alguns casos. Dá-se, a uma geração sacrificada, 150 Euros por mês, pelos anos perdidos de suas vidas naquela guerra sem sentido.
Não inventei nada de novo com este post eu sei, nem quis reinventar aqui a roda, no entanto, acho muito importante relembrar sempre isto. Numa altura em que se fala tanto em questões de segurança e a necessidade de ver as forças armadas apetrechadas com meios bélicos capazes de neutralizar essa “ameaçaâ€�, a verdadeira ameaça continua a existir no provocar ou não da guerra. As polÃticas externas utilizadas pelos diversos paÃses, onde incluo Portugal, infelizmente, dão azo a que essa lógica animal da guerra floresça e ganhe força. É um animal que se deve ter enjaulado mas não ignorado, a guerra, não é uma entidade externa à condição humana, como não é o ódio, faz parte de cada um de nós mas temos que ter consciência disso e saber enfrentar esse problema.
Natal
ah pois é!
quarta-feira, novembro 17, 2004
PCP e Hollywood
Vamos a votos!
O bicho papão
Tudo começou com um comentarista da mesma cor do desgoverno a criticá-los, e estes, a sanearem-no. Depois foi a Direcção de informação da RTP, da mesma cor polÃtica do desgoverno, a ser amavelmente colocada na posição de ter que se demitir. Agora vem a história do Terrorismo e sua ameaça velada sobre o paÃs. Dá-me a impressão, aliás, é quase uma certeza que, a notÃcia de uma suposta ameaça terrorista a Durão Barroso não é mais do que, primeiro, ocupar o tempo de antena e desviar as atenções e também, em segundo lugar, a criação de mais um argumento para a desgovernação. Foi feita uma asneira pelo desgoverno, a culpa, é do terrorismo está-se mesmo a ver. Parece a história do bicho papão, ou seja, tenham medo, tenham muito medo que o bicho papão anda aÃ, o terrorismo, mas o desgoverno está aà para dar cabo dele.
Estou muito farto de toda esta chafurdice, desta forma de estar na vida, deste rame rame doentio a que este paÃs está mergulhado à muito tempo. Basta!
terça-feira, novembro 16, 2004
Há lá coisas
Não posso deixar de estar contente com o clube do meu coração, o Sporting, deu uma cabazada, á moda antiga, aos desgraçados do Boavista. É lindo!
segunda-feira, novembro 15, 2004
Mais uma noite, mais uma emoção
Nota, se pretenderem uma noite divertida do estilo twilightzone, contactem-me que consigo juntar estas personagens todas e fazer espectáculos pelo paÃs inteiro e quiçá estrangeiro dependente do caché.
domingo, novembro 14, 2004
What´s the big idea?
O Halloween foi na semana passada, porque é que o Pedro Santana Lopes disse este fim de semana que precisa de 10 anos de governação? É um trick or treat? Bolas deixem-nos em paz, assustados já estamos nós com alguns meses de governação do PSL.
sexta-feira, novembro 12, 2004
Eco-moment
Hoje
Fungagá da Bicharada
Assim se vai andando ou desandando neste paÃs de brincadeira, tudo está a ser abafado, tudo foi acalmado até nos esquecermos das asneiradas do desgoverno.
quarta-feira, novembro 10, 2004
Curiosidades
Uma das imagens que temos do Ribatejo são os campinos com o seu traje tÃpico composto por um barrete verde e vermelho. Nem sempre foi assim, no tempo da Monarquia, os campinos estavam ao serviço das quatro casa reais do Ribatejo, e o seu barrete era, como era a bandeira da casa real, azul e branco. Quanto à dança, o Fandango, tÃpicamente, esta também era dançada por mulheres mas, por imposição da Igreja, foi proibida à s mulheres porque estas, ao dançarem, expunham muito as partes fudengas ( ipsis verbis de acordo com os escritos).
Mais uma curiosidade, na terminologia tauromáquica, não é correcto dizer-se que se vai a uma tourada mas sim, a uma corrida de toiros. Tourada é apenas uma grande confusão de gente.
Todos conhecem o Corridinho como dança tÃpica do Algarve, no entanto, a tradição foi criada numa ocasião, pelo Ministro da Cultura de Olveira Salazar, o António Ferro que, numa ocasião de um festival de danças populares, viu o seu escrupuloso plano de actuações dos vários grupos falhar. Supostamente, todos os grupos teriam 15 minutos de actuação mas por um atraso em algumas actuações, o grupo vindo do Algarve, que era o último a entrar em palco, viu o seu tempo de actuação reduzido para 5 minutos. Nesta situação o Ministro António Ferro foi aos bastidores falar com o grupo Algarvio para que estes fossem actuar em apenas 5 minutos, ao que, um dos elementos lhe respondeu dizendo que não seria possÃvel a não ser que fosse a correr. O Ministro António Ferro respondeu imediatamente que teria que ser assim esmo, a correr, e assim nasçeu o corridinho do Algarve.
Ritual
terça-feira, novembro 09, 2004
Very complicayte if u know what i mean
Os meus antepassados viviam sem as condições que nós, actualmente, nos apropriámos sem saber realmente o quanto foi duro para as obter, às anteriores gerações é claro, no entanto, vivemos a vida como se tudo, ou a vida, fosse chocolate. Foi isso mesmo que me recordei hoje, meu avô um dia, pragmático como era, disse-me um dia : Netinho, a vida não é chocolate, por vezes é amarga mas não te esqueças do docinho que provaste e adoça-a sempre que puderes, é o melhor que levas desta vida.
Ao meu avô Raul Bento Lima a minha homenagem, bem hajas avô.
segunda-feira, novembro 08, 2004
Calma estranha
Por vezes tenho fim de semanas a atirar para a twilightzone e este último não foi excepção. Desde os tipos com o chapelinho á caçador na cabeça e um maduro, vestido a rigor, traje ribatejano entenda-se, a fazer pontaria à mesa onde eu estava com a cabeça de cada vez que caÃa com tamanha bebedeira que levava naquela cabeça. Evitei ir para a feira da golegã para não ter que levar com estas cenas mas mesmo assim pareçe que tenho um iman qualquer que atraà estas personagens.
sexta-feira, novembro 05, 2004
Ninhou
Só os charales do Ninhou é que jordavam na piação. Os covanos não penetram na piação à modeia.
Português
O calão MindrÃco é o liguajar tÃpico das pessoas naturais de Minde.
MindrÃco
Não sejam do Zé Bonito e apoiem-nos, em nome dos nossos ladinos, a não deixar a piação dos charales cair no Galdino.
Português
Por favor, deixem-nos fazê-lo e apoiem esta iniciativa, em nome dos nossos filhos, de tentar que o calão Minderico não caÃa em esquecimento.
Esta é uma das muitas pérolas que o Ribatejo tem para oferecer a todos aqueles que vierem visitar o Ribatejo.
Fusca Nova ( boa noite)
Aproxima-se a passos largos
Não é mais setembro nem ninguém vai morrer, no entanto, aproxima-se a passos largos a Feira do Cavalo na Golegã. Mais um ano, mais uma feira das vaidades e das caganças falando curto e grosso como deve ser por estas bandas. Todos os anos chegam hordas de Ribatejanos de Cascais e do Estoril com os chapéus de caçador, botas de lavrador e indumentária de cavaleiro a cheirar a naftalina. É engraçado ver o pessoal vestido à Ribatejano a falar com o sotaque lisboeta, parto o côco a rir, aliás, partia até deixar de ter paciência para ver tamanha feira de vaidades.
De resto, a feira, até é engraçada para quem gostar de fazer gincana por entre as bostas de cavalo e os cavalos propriamente ditos. Para quem aprecia a espécie equÃdea , na feira, poderá vislumbrar belos exemplares de quatro e duas patas .
Chinês ou quase
quarta-feira, novembro 03, 2004
O triunfo dos porcos
Speechless!
terça-feira, novembro 02, 2004
O livro proibido
Em Viseu um livreiro foi intimado a retirar da montra de sua livraria um livro intitulado “ As mulheres não gostam de foder�. Nada mais idiota que isto não poderia acontecer senão vejamos o campo das hipóteses, várias, que se oferecem a este caso.
Decisão correcta de intimar a retirada do livro da montra:
- Porque é mentira e os livros não devem propagar mentiras. As mulheres também gostam de foder.
- Uma montra de uma livraria não deve ser o local de expiação das frustrações de um qualquer livreiro. DaÃ, se as mulheres não gostam de foder, isso só se verifica com o livreiro, ou seja, as mulheres não gostam de foder….com o livreiro.
Decisão Incorrecta de intimar a retirada do livro da montra:
- Se as mulheres realmente não gostam de foder, então, o reconhecimento do problema é o primeiro passo para a reabilitação, ou seja, pode ser que comecem a gostar do bom que tem a vida. DaÃ, o livro tem um papel inestimável de conciliação conjugal, debelando um problema que origina muitos divórcios e viagens a Bragança.
- Tem que se ter cuidado com a linguagem, não que as mulheres não gostem de foder, pelo contrário, elas gostam mas não é para se dizer assim às bandeiras despregadas.
Isto é como em tudo na vida, a linguagem é muito importante e para cada aspecto da vida há diferentes linguagens. Se perguntarmos a um polÃtico como é que este vai resolver um determinado problema, este, nunca diz que não faz a mÃnima ideia, diz antes que se está a estudar bem o dossier.
P.S: Só um pormenor, com estes fod...todos, aclientela vai ser jeitosa vai?!
É hoje que se vai decidir muita coisa, ou Kerry ou desesperem
Não sei porque é que penso assim mas, temo ainda, que Bush ganhe as eleições, incendiando ainda mais o cenário internacional de conflitos e atentados terroristas. O Iraque transformou-se, como Espanha no inÃcio do século passado com Guerra Civil Espanhola, num viveiro de ideais radicais, alimentados pelos Estados Unidos e a sua polÃtica neo-colonialista, como reacção à imposição de uma ocupação militar e polÃtica do Iraque. A China vive actualmente um perÃodo de apogeu económico consubstanciado pela oferta de mão-de-obra mal paga e em alguns casos, escrava. O que acontecerá quando os trabalhadores chineses se aperceberem que o sonho é um pesadelo, que os bens materiais que as sociedades ocidentais proporcionam não são mais do que rebuçados amargos.
Por cá como será o futuro do paÃs? Cada vez se produz menos, cada vez mais a classe polÃtica merece menos credibilidade e o futuro? Qual será o futuro? Se não formos nós, o povo, a pegar neste paÃs e a esquecermos de vez as velhas formas de estar na vida herdadas pelo anterior regime fascista, não teremos um futuro muito risonho. Qualquer das vias nem tudo é mau por cá, assim como assim além de haver gente que passa fome, ainda há muita gente que come. Creio, no entanto que, a apatia que se vive no paÃs em torno dos polÃticos da praça, vai trazer frutos no futuro, as pessoas estão mais crÃticas e as acções que antigamente passavam sem qualquer resistência, actualmente, vão passando cada vez mais com relutância e resistência. Pode ser que estejamos no caminho certo. A malta mais novinha de agora ( pareço um cota a falar mas enfim) está revoltada mas sem ideias.
Conversa de sábado à noite com um jovem de lenço à Arafat no pescoço:
Jovem: ó pá esta cena tas ver tá bués da mal memo, tas a ver.
Oliveirinha: Sim está mal mas porque é que está mal? O que pensas acerca disso?
Jovem: é pá não sei tas a ver tá buéda mal e quê!
Oliveirinha: Ok já disseste isso mas o que achas que está mal? O que farias se pudesses mudar alguma coisa?
Jovem: É pá tas a ver não sei mas tá buédamal esta cena toda pá! Um gajo…..é pá nã dá tas a ver?!
Oliveirinha: Não, não estou a ver népia!
Entretanto conversei com um puto que é filho do dono de um café onde a malta do oliveirinha se reunia e conversava, e o jovem dizia-me que hoje em dia parece que não há comunicação, as pessoas vivem isoladas numa ilha qualquer que construÃram nos seus meios de comunicação virtuais e não falam, não discutem ideias, nada. Isto fez-me pensar numa série de coisas, fazendo qualquer das vias uma ressalva dizendo que, apesar de tudo, poderÃamos nós na altura não ter ideias muito melhores que as dos demais, no entanto, tÃnhamos algumas e pensávamos nas coisas, produzia-se algo. Hoje em dia o importante é ser bonito e galante, não há mais formas de se compor uma estante.
sexta-feira, outubro 29, 2004
Halloween
No meu tempo de cachopo, como se diz na minha terra, andávamos aos bolinhos e os adultos andavam ocupados com a abertura dos pipos de água-pé. Ã� noite faziam-se um serão com muitas broas de batata doce, abóbora e grão e, como não podia deixar de ser, muita água pé e castanhas. Bons tempos aqueles que agora são substituÃdos pelo Halloween. Não consigo perceber esta história desta aculturação idiota por parte dos portugueses em torno de uma festividade que, apesar de tudo, é idêntica à nossa por ser um momento especial para as crianças. Por cá, tradicionalmente, o Dia dos Finados traz subjacente antigos rituais pagãos que forma transportados para o cristianismo, é o completar de um ciclo de vida e o inÃcio do Outono e de Aténigia, Deusa do tempo e dos mortos. Parece que têm vergonha daquilo que é genuinamente português e preferem render-se à s modas estrangeiras, nomeadamente, norte-americanas, enfim não compreendo mas afinal, sou do campo felizmente e ainda tenho o privilégio de assistir a uma tradição que por cá teima em manter-se viva.
quinta-feira, outubro 28, 2004
Do vosso amigo paulo portas
Para quem não sabe, a acompanhar o pagamento do primeiro complemento de reforma vem uma cartinha assinada por Paulo Portas como quem diz, eis uma prenda de Paulo Portas e não digam que não vão daqui sem nada, e já agora não se esqueçam de mim nas próximas eleições.
terça-feira, outubro 26, 2004
Escolhas
Toda a gente se prega em frente ao caixote a cores para ver mais uma das birras ou esgares de José Castelo Branco e gozar, só isso gozar. A imagem que o José Castelo Branco transmite é apenas essa, algo ridÃculo, no entanto, é importante referir que este, como qualquer pessoa tem o direito de agir e pensar como entende ou de acordo com a sua personalidade, o que está em causa é o porquê de, ainda, se colocar no leque de escolhas as hipóteses estigmatizadas de vários personagens como a Loira, o galã, a puta e a bicha louca. Qual é a imagem que se pretende transmitir de um Homossexual? Será o JCB o protótipo de um homossexual? E a suposta puta? É puta porque é uma porca? Atira-se a todos os homens? É grave quando a maioria da população portuguesa age preconceituosamente, devido à ignorância instituÃda e, ainda por cima, se alimenta mais os estigmas transportados ainda do século passado para os dias de hoje.
Não quero saber se o JCB é ou não é, ou se é seja lá o que for, é uma questão secundária mas acho de muito mau gosto a escolha dos concorrentes tendo apenas o objectivo de vender shares e mais shares, no entanto, nada disso me espanta, é a televisão(ões) que temos. Um exemplo flagrante do que eu referi está no Big Brother Britânico onde um travesti foi selecionado apenas pelo facto de ser travesti e não de, pela sua personalidade, ser uma pessoa que pudesse adir algo de interessante ao programa. A pessoa em causa até ganhou o concurso referido e até poderá efectivamente ter algo de interessante a dizer, no entanto, não foi isso que passou pela cabeça dos directores de programação à semelhança de cá com a Quinta das Celebridades.
segunda-feira, outubro 25, 2004
Tradução
sábado, outubro 23, 2004
O Drama, o terror, a tragédia
sexta-feira, outubro 22, 2004
Caçetada e carneirada com batatas a murro
Questão 1: Aonde fica a fronteira, que referi anteriormente, quando as Instituições tomam decisões, de uma forma autista, sem respeitar a opinião de quem elas deveriam, supostamente, servir os interesses?
Questão 2: Aonde fica o exercÃcio da democracia quando, esgotadas que são as vias institucionais, os centros decisores persistem em levar avante as decisões que violam os interesses e direitos daqueles que, estes, supostamente, deveriam servir?
Estas situações parecem uma pescadinha de rabo na boca, ou seja, se as instâncias não podem ver o seu espaço e normal funcionamento violado por manifestações, é bom que, para abono da Liberdade, as instâncias saibam viver em Democracia e assim evitem a tomada de atitudes de último recurso. Não se pode depositar a imprescindÃvel confiança em Instituições que desrespeitam e se recusam, determinantemente, a ter a ombreiedade de saber ouvir e o quão importante é saber ouvir. Quero posso e mando faz bem jus aos Newmandarins que estes gestores ou reitores são na realidade. Um lÃder sabe, caso contrário não seria lÃder, ouvir quem este serve. A lealdade deverá ser prestada aos estudantes e à s suas preocupações e só depois, e analisadas que seriam as reinvindicações, tomadas as decisões. A quem é que estes servem, ou melhor, a quem estes deveriam servir? Aos alunos e qualidade do ensino? Ao poder instituÃdo?
Para mais gostaria de saber aonde é que alguns iluminados foram buscar a ideia de haverem agitadores misturados nas manifestações? Se bem me lembro, quando foram as manifestações contra a PGA, estes estavam lá mas não eram estudantes mas sim polÃcias à paisana tirando fotografias ao pessoal! Ganhem vergonha na cara! Por se manifestar é-se de extrema esquerda? Pois infelizmente só os de extrema-esquerda se manifestam, enquanto a restante carneirada come e cala.
quinta-feira, outubro 21, 2004
Chomsky a ameaça do Neo-liberalismo
Uma das leituras obrigatórias para quem se mostra atento ao desenrolar dos acontecimentos ao nÃvel da polÃtica internacional é, sem dúvida uma das, pelo menos, Noam Chomky. É considerado um esquerdista por muitos, no entanto, prefere ser apelidado de Anarcosindicalista. Irei transcrever um breve trecho de um ensaio que este escreveu em 1964, apesar de, e não obstante a data em que foi escrito a que se refere ser a Guerra do Vietname, este ensaio é actualÃssimo pois lançou a discussão acerca do que é o pensamento e, acima de tudo, desmistificou o dogma do controlo que o poder exerce sobre os vários intervenientes de uma qualquer sociedade. Este trecho não dispensa a leitura completa do ensaio para que, de uma forma objectiva, se compreenda realmente a extensão de tudo aquilo a que Chomksy se refere e, no final, poderão ser sujeitos a uma surpresa agradável ao verificar que este ensaio não se resume a um doutrinamento cego, pelo que, para quem advoga as ideologias de Direita, poderá continuar a advogá-las mas, após a leitura deste ensaio, poderá então compreender os mecanismos de poder e de persuasão dos diversos governos. Como está muito na voga a atribuição da terminologia de Neo-liberais aos vários governos actuais de Direita, este ensaio poderá mostrar que de Neo, os liberais actuais não têm nada.
Trecho do Ensaio intitulado “The Menace of Liberal Scholarship� publicado no The New York Review of Books, em 2 de Janeiro de 1969
What grounds are there for supposing that those whose claim to power is based on knowledge and technique will be more benign in their exercise of power than those whose claim is based on wealth or aristocratic origin? On the contrary, one might expect the new mandarin to be dangerously arrogant, aggressive, and incapable of adjusting to failure, as compared to his predecessor, whose claim to power was not diminished by honesty about the limitations of his knowledge, lack of work to do, or demonstrable mistakes. In the Vietnam catastrophe, all of these factors are detectable. There is no point in overgeneralizing, but neither history nor psychology nor sociology gives us any particular reason to look forward with hope to the rule of the new mandarins.
Os newmandarins que Chomsky se refere são os Gestores de topo, em especial, aqueles que desempenham funções de destaque na vida pública. Actualmente, vivemos impregnados por especialistas e pela “ ditaduraâ€� da especialização, doutrinada desde tenra idade nas escolas com o culto do Doutor e do isolamento, em ilhas de conhecimento, dos variados factos que ocorrem no dia a dia. Não faz sentido que uma questão de si multidisciplinar seja alvo da colonização de um ou outro especialista que, em terreno já lavrado pela instrução que o público tem nas escolas, vê a sua opinião ou vontade exercida sobre os demais. Um exemplo nÃtido desta doutrinação está na reacção que o público tem à mais variadas situações a que é sujeito. “ Eles é que sabeâ€� é a figura mais emblemática deste Estado de Coisas. Quando não se aposta na formação de um individuo, na escola, no sentido de proporcionar a este os mecanismos que o habilitem a pensar acerca de tudo, privilegiando antes, o ensino de matérias factuais desprendidas de todos os seus contornos. O que resulta deste estado de coisas é a expressão democrática que o povo tem actualmente para com a polÃtica, ou seja, passividade.
quarta-feira, outubro 20, 2004
Cagando e andando
A blogoesfera sempre foi, para mim, um veÃculo de transmissão de ideias, de mera comunicação, de partilha ao fim ao cabo, no entanto, e apesar do cunho pessoal que cada blog tem, não se pode olvidar o facto de que se está a publicar, passo a expressão, ideias e pensamentos para milhares de pessoas, e estas ideias e pensamentos, como tudo na vida, são susceptÃveis de geraram empatia ou controvérsia. Não me assuta, como nunca me assustou, a ideias controversas, nem o comentários manifestamente idiotas, apesar de, felizmente, por cá não ter sido alvo de tais comentários. Contudo, o que eu pretendo dizer com tudo isto é que na Blogoesfera, o mais interessante são as reacções que as pessoas têm sobre o que se escreve, pois isso, no meu ver, ajuda a maturar as ideias, a indagar sobre estas e acima de tudo, levanta novas questões. No entanto, a Blogoesfera tende a tornar-se um imenso restaurante de fast food com ideias fast food, consensuais e sem muita reflexão. É também, actualmente, um local onde o OMO lava mais branco, terreno propÃcio para a lavagem de uma outra querela pessoal que umas e outras pessoas têm.
Não pretendo visar quem quer que seja, isto é aquilo que vejo e não é também, uma reacção a uma qualquer provocação que eu tenha sido alvo ou alguém mais próximo de mim. No entanto, aborrece-me ver blogues muito interessantes com uma afluência reduzida, sem comentários, ou poucos e postes onde se pretende, incessantemente, reinventar a roda. Detesto a rotina e a Blogoesfera por vezes está a tornar-se uma rotina devido à falta de feed-back.
terça-feira, outubro 19, 2004
Exótico ou exotismo do que parece, mas não é.
Nos paÃses ocidentais por vezes fala-se dos paÃses do Terceiro Mundo com um certo exotismo que, na realidade, não existe. Não consigo ver qualquer tipo de exotismo num paÃs como a Ã�ndia, por exemplo, com uma sociedade dominada pelo sistema das castas. A ideia de uma pessoa nascer numa determinada casta, e por tal, não ter hipóteses algumas de conseguir melhorar a sua vida, pois isso, é tido como tabu social, ou seja, nunca alguém de uma casta inferior nunca poderá executar o trabalho de alguém de uma casta superior. Como é possÃvel, mesmo que em textos publicitários, ver-se apelidada a Ã�ndia como a maior democracia do mundo?
Tenho uma pessoa minha conhecida que foi à Ãndia e o que lá viu é, no mÃnimo, Dantesco. Crianças que vão pedir dinheiro a turistas para comprar leite e que depois de os turistas darem o dinheiro para comprar o leite, as crianças, voltam a depositar o leite na Leitaria para assim receberem a sua comissão do leiteiro, cabecilha do esquema, isto não é exotismo, é miséria.
Na Ã�ndia actualmente morrem milhares de pessoas de fome, no entanto, existe um programa nuclear na Ã�ndia. A classe média é inexistente, foi substituÃda por uma geração de ricos, muito ricos que, inclusivamente, têm mais poder de compra que qualquer rico que viva na Europa.
Esquecemo-nos facilmente do que é a pobreza e a miséria, aliás, não a conhecemos na Europa, pelo menos, ao nÃvel de um paÃs como a Ã�ndia e outros paÃses que tais do Terceiro Mundo. Procuramos ver o lado humano da vivência daqueles povos em contraste com a nossa vivência e chegamos a conclusões distorcidas do que é a realidade. Ficamos chocados com o relato de um caçador furtivo que abateu um elefante em troco de uma máquina de moer grão e achamos que essas pessoas são incivilizadas, não têm respeito pelos animais. Esquecemo-nos que dessa máquina de moer grão depende uma famÃlia inteira que não tem água potável e que morre de doenças que, por cá, já não se morre à séculos, é estranho mas tomamos em conta a desproporção do que é a vida e as sua amplitude. Enviamos sacos de milho trangénico, que não pode ser comercializado cá, em troca de petróleo, muito petróleo e ficamos descansados porque fizemos algo correcto para aqueles que necessitam. Será? As ONG´s são um negócio tremendo.
Em Ã�frica, por cada 10 sacos de cereais que são enviados, um chega ao seu destino, o povo carenciado, no entanto, esse saco chega sob uma contrapartida impossÃvel de ser paga. Chega sob a contrapartida de petróleo, minérios, recursos naturais e uma cada vez maior dependência desses paÃses para os ex-colonizadores e neo-colonizadores. Não está certo, o Neo-colonialismo está aà para vingar e é vergonhoso a forma como os governos europeus, já para não falar dos Estados Unidos, são cúmplices nesta negociata.
Há imensas oportunidades de trabalho voluntário, ou não, para quem realmente quiser auxiliar esses paÃses e a si mesmo, visto que, uma experiência destas vale mil lições na vida.
Parece um pouco sentimentalista pensar assim mas, enquanto o fosso entre o Ocidente e o Terceiro Mundo existir da forma como existe, o povo dos paÃses ocidentais sofrerá, como tem vindo a sofrer, as consequências do desemprego. Por cada fábrica das multinacionais europeias que abre num dos paÃses do Terceiro Mundo, milhares de postos de trabalho são perdidos na Europa. Facilmente se pensaria que é positivo para os povos do Terceiro Mundo a abertura de fábricas nos seus paÃses, no entanto, a realidade é bastante diferente. Nessas fábricas trabalha-se de uma forma que nós cá julgávamos esquecida algures no século passado, mas não, ela existe lá no Terceiro Mundo.
Enquanto não houver um organismo regulador do comércio Internacional que realmente fiscalize o comércio de produtos internacionalmente, de forma a impedir o comércio de produtos manufacturados por empresas que desrespeitam as mais básicas condições de trabalho e exploram o trabalho infantil, por exemplo, o futuro das próximas gerações está em perigo. Portanto, cada vez que adquirirem um produto made in china, pensem bem no que fazem.
Propõe-se que os modelos de desenvolvimento para os paÃses subdesenvolvidos prevejam realmente o desenvolvimento humano e social das populações que vivem nos referidos paÃses com o devido respeito pela realidade cultural de cada um dos povos sem que, como tem vindo a ser feito, se doutrine as populações num estilo de vida ocidental, consumista da pior espécie. Escolas. Saneamento básico, acesso à informação e democracia, estas são as armas do desenvolvimento humano e social dos paÃses de Terceiro Mundo respeitando as suas realidades culturais, sociais e religiosas.
segunda-feira, outubro 18, 2004
On parle futebolês
Por vezes penso se não será mais democrático o Futebol Português do que propriamente a cena polÃtica nacional. No futebol discute-se cartões amarelos ou vermelhos, arbitragens e outros incidentes normais do futebol mas, em contrapartida, o facto é que os cartões, os penalties e as outras situações são aplicadas, ou seja, os cartões amarelos mostram-se, discute-se depois a aplicação dos mesmos mas age-se. Na cena polÃtica nacional não, o governo joga em nÃtido fora de jogo, marca golos com as mãos, agridem-se os jogadores e no entanto não há cartões para ninguém. Onde está a democracia?
As claques, quais hordas de bárbaros, degladiam-se entre si para verem quem é que consegue ser mais Neanderthal que o outro. Trocam mensagens carinhosas entre si, arremessam lembranças e objectos úteis para a vida na caverna (Pedras). Uma coisa que me deixa perplexo é a atenção que é dispensada a estes individuos, ou seja, tipos que vão para um estádio insultar a claque contrária, que levam um arraial de porrada da polÃcia mas que, mesmo assim, voltam lá sempre para levarem mais porrada, não podem ser levados a sério pois não. Os polÃticos por sua vez agem de forma semelhante, ou seja, insultam a nossa inteligência, atraiçoam-se uns aos outros, levam porrada nas urnas mas voltam lá sempre para continuar a festa.
Creio que o melhor é colocar os polÃticos ao lado das claques e depois carregar sobre eles para ver quem é que é mais democrata.