Após ter estado duas horas à espera para ser atendido numa repartição pública apercebi-me, na altura, que estou provido de uma paciência de santo. Mais tarde, e quando comecei a refazer-me de toda a situação desgastante a que fui sujeito, apercebi-me que afinal não é de paciência que se trata mas sim de transe. Foi o que me aconteceu quando me deparei com duas horas de espera para ser atendido e dei por mim num estado de transe quase profundo. Fiquei a saber que a Bábá está no último ano do curso de Direito e que já tem casa quase pronta. Fiquei a saber também que o Natal da funcionária pública foi muito bom pelo número de vezes que esta repetiu esta história de cada vez que atendia um novo utente/cliente. Aliás, gostaria de salientar a forma célere e resoluta como a funcionária contou o seu natal a todos os presentes, mais ou menos, à média de três vezes a mesma história por utente/cliente. Durante as duas horas de espera a que fui sujeito, dei comigo de olhos bem abertos a ver a pessoas a falarem comigo ou simplesmente a ouvir as conversas das outras pessoas e não entrei em stress, e porquê? Estava em transe só pode ser. Sempre gostei de observar as expressões faciais das pessoas, por vezes, autênticos bailados de expressões de momento alicerçados pelo escopro da vivência. É curioso, delicioso até, observar essas expressões que as pessoas fazem à medida que o tempo passa e que a paciência se esgota. Chega-se ao ponto de se falar apenas para o amplexo do ar, os olhos já não indicam o caminho, também não é por eles que as pessoas se guiam naquele momento. No momento de se falar, de se confrontar a fonte do stress provocado, os olhos desviam-se para a atmosfera e atiram-se os cartuchos para o ar olhando para o chão e espera-se que caiam as peças de caça, sejam elas quais forem.
quarta-feira, janeiro 12, 2005
terça-feira, janeiro 11, 2005
Agricultura
Quando me perguntam porque é que a Agricultura em Portugal está de pantanas, eu respondo sempre da mesma forma. A razão pela qual a agricultura em Portugal num estado deplorável tem a ver com a escolha das máquinas agrÃcolas.
A Mercedes e a BMW têm melhores máquinas agrÃcolas.
A Mercedes e a BMW têm melhores máquinas agrÃcolas.
segunda-feira, janeiro 10, 2005
Vejamos se entendi ou não
Vejamos se eu entendi bem o esquema desta viagem do Mogais Saguemento a São Tomé e PrÃncipe. Para entregar material de um programa de cooperação com São Tomé e PrÃncipe, no valor de 350 mil Euros, freta-se um Falcon que custa cem mil Euros e passam-se umas férias num resort de luxo. Muito bem!! A fasquia do défice era de quanto? Três por cento? Estes tipos estão a aplicar a polÃtica da terra queimada, ou seja, estão a criar buracos para o próximo governo. Falta de espinha descomunal!
domingo, janeiro 09, 2005
O que há a dizer
O que há a dizer de uma noite de Lisboa? Muita gente, muita diversão e um ambiente e uma vivência diferente da que eu estou habituado. Para começar dá-me a impressão que o pessoal de Lisboa deve ser um bocadito enfesado. Num local cheio de gente é natural que hajam alguns encostos e encontrões naturais da passagem de um lado para o outro. No entanto, um leve encosto atirar um tipo qualquer para o chão, ou quase, é surrealista. Isto fez-me recordar as noites loucas da Discoteca itenerante, Tele-espaço. Esta discoteca itenerante ia sempre a uma pequena localidade perto da minha vila e, como devem calcular, isso constituia o momento alto da vida social de muita gente. O curioso era ver, a uma dada altura na noite, uma série de indivÃduos à punhada no centro da pista e as restantes pessoas a observarem esse memoneto cultural tão interessante. Depois de umas valente pêras, os caceteiros, afastavam-se e podia-se ver, mais tarde, todos eles juntos, os inimigos da contenda da noite, a beberem minis no bar como se nada fosse. Digam-me lá, isto era possÃvel em Lisboa? no lo creo.
quinta-feira, janeiro 06, 2005
Vou à capital
Amanhã vou à Capital e, mais uma vez, vou sair de lá com uma moca de tanto cheirar os tubos de escape. Lisboa está muito poluÃda ou então sou eu que apanho mocas de graça. Vai-se lá saber.
quarta-feira, janeiro 05, 2005
Poema
Hoje decidi apelar à minha sensibilidade olÃmpica e presentear-vos com um poema.
Eis o poema:
Eu cavo
Tu cavas
Ele cava
Nos cavamos
Vós cavais
Eles cavam
Não é bonito mas é profundo!
Eis o poema:
Eu cavo
Tu cavas
Ele cava
Nos cavamos
Vós cavais
Eles cavam
Não é bonito mas é profundo!
Cartaz do PSD
Ontem Santana Lopes sofreu um revés na sua estratégia para a campanha polÃtica. Num cartaz que o PSD fez e que, no qual, constavam as fotografias de Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Cavaco Silva, Durão Barroso e Santana Lopes, a fotografia de Cavaco Silva, teve que ser retirada a pedido do próprio. Na base desta vontade de Cavaco Silva vinha, o pretenso prejuÃzo que a fotografia causaria ao mesmo, já que, este se encontra de fora da vida partidária. Apelando ao slogan do referido cartaz que dizia " Ninguém fez mais por Portugal" eu tenho uma proposta a fazer a Santana Lopes. Como todos os figurantes deste cartaz foram, de certa forma, emplastros para a sociedade portuguesa, proponho assim, e não fugindo ao tema central do cartaz, que seja substituÃda a imagem de Cavaco Silva pelo, the one and only, o genuÃno, o verdadeiro, Emplastro!!!
3 minutos
Hoje ao meio dia, Portugal vai-se juntar aos restantes paÃses europeus em trêsminutos de silêncio em memória das vÃtimas do maremoto. Não se esqueçam!
terça-feira, janeiro 04, 2005
Viagem pelo campo
Nada mais relaxante do que uma viagem pelo campo em que estás tu, um carro e uma paisagem bucólica. As cores são excelentes e a disposição plena ao ver esta paisagem. No entanto, como tudo na vida, há um senão. O senão desta viagem é, nesta altura do ano, viajar por esses campos e essa paisagem bucólina e gramar com o cheiro do adubo. Acreditem que tira a magia toda à paisagem.
No final da viagem, qual piece de resistence, beber um copo com alguns populares a trocarem imagens calientes de telemóvel como se não bastasse tamanho azar olfactiva anterior. Lá se vai a magia toda a não ser que, uma camponesa e um celeiro cheio de palha entrem em cena. Não, era sorte a mais infelizmente.
No final da viagem, qual piece de resistence, beber um copo com alguns populares a trocarem imagens calientes de telemóvel como se não bastasse tamanho azar olfactiva anterior. Lá se vai a magia toda a não ser que, uma camponesa e um celeiro cheio de palha entrem em cena. Não, era sorte a mais infelizmente.
Curiosidades
No Correio da Manhã, onde a busca por um artigo decente por vezes se revela longa e tortuosa, eis que vem, na edição de hoje, um pequeno artigo bastante interessante. Seis tribos "primitivas" das ilhas de Indonésias de Anpamar e Incobar, escaparam com vida ao maremoto que afectou gravemente essas ilhas devido à sua sabedoria milenar que lhes permitiu ler os sinais da natureza. Os habitantes dessas ilhas, acostumados a lerem os sinais que a Natureza lhes dá, estranharam o canto das aves e o reboliço dos animais e abrigaram-se do maremoto. É caso para dizer que, a Modernidade, por si só não chega. No meio da tragédia imensa ainda há milagres e esperemos que estes aconteçam ainda trazendo com vida alguns dos desaparecidos até ao momento.
segunda-feira, janeiro 03, 2005
Direitos de Autor
Logo nos primeiros dias do ano ouvi um boato que indicava que, paratir deste ano, os preços dos CD´s virgens irião subir em virtude de se taxar uma percentagem para pagar Direitos de Autor. É incrÃvel que se tenha que pagar Direitos de Autor na aquisição de um CD virgem quando, esse CD quando adquirido está virgem. Será que a virgindade paga Direitos de Autor também? Mais um bocadinho e também irão taxar direitos de autor nas fotocópias pois estamos a copiar livros e outros documentos que não foram escritos por nós. Isto é mais uma peixarada deste (des)governo, nunca desejei tanto chegar a Fevereiro.
domingo, janeiro 02, 2005
Poupem-me
Esta história de ter comentários é bastante positiva até chegar ao senão da questão. O senão da questão é apanhar um comentário como eu apanhei no post anterior de um brasileiro qualquer, a excepção espero eu, a teçer um comentário absolutamente imbecil acerca do facto de eu ter relatado um costume que nós temos por cá de sair na primeira noite do ano a bater com as panelas, afastando assim os espÃritos do ano anterior. Esqueçi-me de referir que, nesse cortejo, este ano, estavam vários brasileiros que vivem no meu bairro. Sinceramente não compreendo o trauma de alguns brasileiros em relação aos portugueses pois, eu pessoalmente estou-me nas tintas para eles. Por que é que será que eles se "preocupam"tanto connosco?
sábado, janeiro 01, 2005
Festejos do fim do ano
Se para muitos o reveillon terá que ser algo sofisticado, para outros, uma garagem com uns galináceos assados, caldo verde e muita pinga é toda a sofisticação que poderiam desejar para a efemeridade. Foi o que aconteceu com uns vizinhos meus reunidos na garagem a comer frango e a beber uma pinga, boa por sinal. Depois da meia noite, três foliões, decidiram cumprir mais uma vez a tradição de sair à rua a bater com os tachos e panelas velhas. Assim foi, e os três foliões inundaram a rua com a sua alegria, não pela força dos números é claro mas sim por força da chiba que levavam que lhes permitia percorrer a rua inteira em toda a sua largura literalmente. Conseguiram contagiar quase toda a vizinhança e quando demos por ela estavam vinte e tal pessoas na rua a bater a fazer barulho com as panelas, a cantar e a beber. Que bela forma de entrar no novo ano.
sexta-feira, dezembro 31, 2004
Feliz Ano Novo
O ano de 2004 foi pautado por uma série de eventos, uns positivos, outros negativos, mas o que é certo é que está a acabar e a nascer encontra-se o ano de 2005. O ano de 2004 foi marcado por uma série de eventos que me marcaram. O evento que mais me marcou foi a história de um bébé que foi pontapeado na incubadora e, como se não bastasse a desgraça, a ambulância que o transportou foi apedrejada e posteriormente, o bébé, foi apunhalado nas costas. Esta história não é trágica tendo em conta que estou-me a referir de Pedro Santana Lopes. Qualquer das vias, e sem brincadeiras, o ano de 2004 foi positivo para mim num aspecto essencial, o Raminhos. Raminhos possibilitou-me conhecer, ou pelo menos, estar em contacto com muita gente interessante, por isso, desejo para mim que, o ano de 2005, me dê a possibilidade de continuar a ter o privilégio de poder estar em contacto com todos aqueles que visitam o Raminhos. Quanto a todos vós, desejo-vos um Feliz Ano Novo com saúde, prosperidade e muita felicidade.
Malta! Feliz Ano Novo!!
quinta-feira, dezembro 30, 2004
Primeira impressão
Dizer que há mais democracia nos Estados Unidos, em comparação com a Europa, é, para mim, um pouco rebuscado, mas não deixa de fazer sentido apenas num pequeno detalhe que mesmo assim não é suficiente a meu ver. Qualquer das vias não nos podemos deixar levar pela impressão que a afirmação, nos Estados Unidos há mais Democracia do que na Europa, nos traz por muito estranha que possa parecer no inÃcio.
Se há défice de democracia nos Estados Unidos evidenciados pelo desenrolar das eleições Norte-Americanas e pelo desrespeito pelas minorias étnicas, por outro lado existe, nos Estados Unidos, algo que dá maior vitalidade democrática. A quantidade de movimentos cÃvicos, dos vários quadrantes, em prol da reivindicação de direitos que são negados a várias camadas sociais da população Norte-Americana, são, sem dúvida, o pequeno detalhe que faz a diferença entre os Estados unidos e a Europa. Qualquer das vias, isto, só não é suficiente para que nos possamos esquecer da violação, reiterada, de vários Direitos Humanos naquele paÃs, ou, a violação dos Direitos Humanos que aquele paÃs comete noutros paÃses. Agora vejamos a imaculada Europa e o que foi em tempos e no que se está a tornar actualmente, atendendo aos últimos desenvolvimentos do que é e foi a polÃtica externa Europeia, bem como, algumas medidas que alguns paÃses europeus têm tomado. Se até há bem pouco tempo a generalidade dos paÃses europeus era reconhecida pelo sistema de Segurança Social, com os paÃses escandinavos a encabeçar a lista dos paÃses com maior desenvolvimento a este nÃvel, isto, actualmente tem vindo a ser delapidado e os sistemas de Segurança Social dos vários paÃses europeus tem vindo a ser reduzido significativamente, quase sem excepção. As polÃticas neo-liberiais dos vários governos europeus, tendo os Estados Unidos como exemplo, têm vindo a implementar um sistema, cada vez mais, idêntico ao dos Estados Unidos com todas as desvantagens que este sistema traz. NotÃcias como as que vêem de Itália, indicando que o governo Italiano pretende deslocar os reclusos estrangeiros das cadeias italianas para os paÃses de origem dos reclusos por esta via ser mais vantajosa financeiramente, é um pequeno passo para a instauração de um espÃrito neo-liberalista igual, ou pior logo se verá, aos dos Estados Unidos. Não podemos esquecer que, a ideia de deslocação de reclusos para os paÃses de origem, mesmo que financiando os estabelecimentos prisionais dos respectivos paÃses, é, na sua essência, a mercantilização do sistema prisional. Nos Estados Unidos onde o sistema prisional é privado e representa milhões de dólares para as entidades que os exploram, há necessidade de “clientesâ€� a toda a hora em prejuÃzo de um sistema judicial justo e não discriminatório para as minorias étnicas. Será isto que pretendemos que se torne a Europa? Estes pequenos detalhes fazem-me pensar, seriamente, acerca da validade da afirmação que despoletou este post. Afirmar que há mais democracia nos Estados Unidos em comparação com a Europa, parece-me cada vez mais que terá validade atendendo no que a Europa se está a tornar com todo este neo-liberalismo injectado em doses industriais. Qualquer das vias, o mais equilibrado será afirmar o seguinte: Nos Estados Unidos haverá mais democracia em comparação com o que a Europa se está a tornar.
Se há défice de democracia nos Estados Unidos evidenciados pelo desenrolar das eleições Norte-Americanas e pelo desrespeito pelas minorias étnicas, por outro lado existe, nos Estados Unidos, algo que dá maior vitalidade democrática. A quantidade de movimentos cÃvicos, dos vários quadrantes, em prol da reivindicação de direitos que são negados a várias camadas sociais da população Norte-Americana, são, sem dúvida, o pequeno detalhe que faz a diferença entre os Estados unidos e a Europa. Qualquer das vias, isto, só não é suficiente para que nos possamos esquecer da violação, reiterada, de vários Direitos Humanos naquele paÃs, ou, a violação dos Direitos Humanos que aquele paÃs comete noutros paÃses. Agora vejamos a imaculada Europa e o que foi em tempos e no que se está a tornar actualmente, atendendo aos últimos desenvolvimentos do que é e foi a polÃtica externa Europeia, bem como, algumas medidas que alguns paÃses europeus têm tomado. Se até há bem pouco tempo a generalidade dos paÃses europeus era reconhecida pelo sistema de Segurança Social, com os paÃses escandinavos a encabeçar a lista dos paÃses com maior desenvolvimento a este nÃvel, isto, actualmente tem vindo a ser delapidado e os sistemas de Segurança Social dos vários paÃses europeus tem vindo a ser reduzido significativamente, quase sem excepção. As polÃticas neo-liberiais dos vários governos europeus, tendo os Estados Unidos como exemplo, têm vindo a implementar um sistema, cada vez mais, idêntico ao dos Estados Unidos com todas as desvantagens que este sistema traz. NotÃcias como as que vêem de Itália, indicando que o governo Italiano pretende deslocar os reclusos estrangeiros das cadeias italianas para os paÃses de origem dos reclusos por esta via ser mais vantajosa financeiramente, é um pequeno passo para a instauração de um espÃrito neo-liberalista igual, ou pior logo se verá, aos dos Estados Unidos. Não podemos esquecer que, a ideia de deslocação de reclusos para os paÃses de origem, mesmo que financiando os estabelecimentos prisionais dos respectivos paÃses, é, na sua essência, a mercantilização do sistema prisional. Nos Estados Unidos onde o sistema prisional é privado e representa milhões de dólares para as entidades que os exploram, há necessidade de “clientesâ€� a toda a hora em prejuÃzo de um sistema judicial justo e não discriminatório para as minorias étnicas. Será isto que pretendemos que se torne a Europa? Estes pequenos detalhes fazem-me pensar, seriamente, acerca da validade da afirmação que despoletou este post. Afirmar que há mais democracia nos Estados Unidos em comparação com a Europa, parece-me cada vez mais que terá validade atendendo no que a Europa se está a tornar com todo este neo-liberalismo injectado em doses industriais. Qualquer das vias, o mais equilibrado será afirmar o seguinte: Nos Estados Unidos haverá mais democracia em comparação com o que a Europa se está a tornar.
quarta-feira, dezembro 29, 2004
Mediante as circunstâncias
Hoje até pensei escrever acerca de algumas coisas mas, à medida que fui-me informando acerca da tragédia ocorrida no Sudueste Asiático, demovi-me de qualquer veleidade de escrever seja lá o que fosse. Os números arrepiantes da tragédia fazem-me pensar um pouco acerca desta treta toda que se chama a vida. Num ápice, pelo menos 70.000 pessoas pereceram ao sismo e maremoto num flash de breves segundos, e isso, fez-me pensar que, o muito de bom que me tenha acontecido, perde a sua beleza, o seu momento. A vida continua é claro, outra coisa não seria de esperar, mas, pensar na quantidade de famÃlias que sofreram é dose. Hoje em sinal de respeito e pesar pelas vÃtimas desta tragédia, o silêncio...dos inocentes que morreram.
Quantos aos bons momentos que ocorreram, proponho-me a a desfrutá-los mais tarde.
Quantos aos bons momentos que ocorreram, proponho-me a a desfrutá-los mais tarde.
terça-feira, dezembro 28, 2004
O ano acaba mas ainda há tempo para asneiradas
Ao longo deste ano que está a findar, ouvimos muito acerca do défice orçamental e da importância em conter este. Não nos pode passar ao lado o facto de que, o défice orçamental, quando muito elevado, causa inúmeros problemas para a Tesouraria do Estado e consequentemente para todos os cidadãos do nosso paÃs, bem como, os cidadãos estrangeiros que cá vivem, cá pagam os seus impostos e fazem do nosso paÃs também seu. Concordo que há uma necessidade imperativa em conter o défice, disciplinando os custos que possam ser supérfluos e não, como o Governo Neo-liberal de Durão e Santana fizeram ao eliminar custos essenciais ao normal funcionamento do nosso paÃs ou de qualquer outro. Temos que ter em conta também que, o Pacto de Estabilidade assinado pelos paÃses membros da União Europeia, é essencialmente restritivo e carrega com ele uma questão importante e grave. Quando lançámos a moeda única, a intenção primacial desta moeda, em termos de cotação face ao dólar, era de permitir uniformizar de certo modo a economia europeia e auxiliar as exportações. Isto não aconteceu quando, o Bush e seus comparsas da indústria de guerra Norte-americana, subiram ao poder e desencadearam a guerra do Iraque.
Vivemos actualmente num perÃodo conturbado em que a economia europeia está literalmente de rastos. O que terá na origem deste problema económico europeu? Os custos excessivos e extraordinários que os Estados Unidos empregam com a guerra no Iraque produzem uma depreciação do valor do dólar por este estar a ser utilizado para custear a Guerra do Iraque. Ora, nisto vem um pacto de Estabilidade e uma polÃtica externa europeia que vai no sentido de não pressionar em demasia o governo Norte-Americano na retirada das tropas Norte-americanas do Iraque. Estamos, actualmente, a restringir a economia europeia, provocando desemprego, para que os défices orçamentais dos paÃses membros permaneçam baixos e consequentemente, o Euro veja a sua cotação o mais baixa possÃvel mediante as circunstâncias actuais. Sem querer estamos também a auxiliar o esforço de guerra Norte-Americano.
A dependência que, a meu ver é subserviência, da União Europeia aos Estados Unidos está a produzir efeitos que conduziram a Turquia a candidata à adesão. Não me oponho pelo facto de a Turquia ser um paÃs islâmico mas sim pelo facto de esta ser candidata por pressão exercida pelos Estados Unidos à União Europeia. Não me posso esquecer da questão dos Curdos, da pena de morte, da violação dos Direitos Humanos nas cadeias da Turquia, da questão de Chipre entre outras antes sequer de considerar a Turquia como candidata. Pessoalmente não quero a Turquia na União Europeia, muito antes disso, queria antes a Arménia e até mesmo a Geórgia na União Europeia já para não falar nos restantes paÃses de Leste europeus.
Por cá o combate ao défice vai-se fazendo de uma forma desastrosa e irresponsável. Fernando Negrão, Ministro da Segurança Social, ou melhor, ministro da (des)segurança social, não vai efectuar o pagamento do subsÃdio de doença e de desemprego no dia 29 do corrente mês. Desta forma, vai ser possÃvel passar alguns milhões de euros de custos para o ano seguinte e, consequentemente, para o próximo governo. É vergonhoso e escandaloso a ausência de substância vertebral deste (des) governo. Desta forma, e nunca querendo ser pessimista, o próximo ano está a prever-se difÃcil mas esperemos que se consiga superar e emendar as asneiras até agora cometidas.
Vivemos actualmente num perÃodo conturbado em que a economia europeia está literalmente de rastos. O que terá na origem deste problema económico europeu? Os custos excessivos e extraordinários que os Estados Unidos empregam com a guerra no Iraque produzem uma depreciação do valor do dólar por este estar a ser utilizado para custear a Guerra do Iraque. Ora, nisto vem um pacto de Estabilidade e uma polÃtica externa europeia que vai no sentido de não pressionar em demasia o governo Norte-Americano na retirada das tropas Norte-americanas do Iraque. Estamos, actualmente, a restringir a economia europeia, provocando desemprego, para que os défices orçamentais dos paÃses membros permaneçam baixos e consequentemente, o Euro veja a sua cotação o mais baixa possÃvel mediante as circunstâncias actuais. Sem querer estamos também a auxiliar o esforço de guerra Norte-Americano.
A dependência que, a meu ver é subserviência, da União Europeia aos Estados Unidos está a produzir efeitos que conduziram a Turquia a candidata à adesão. Não me oponho pelo facto de a Turquia ser um paÃs islâmico mas sim pelo facto de esta ser candidata por pressão exercida pelos Estados Unidos à União Europeia. Não me posso esquecer da questão dos Curdos, da pena de morte, da violação dos Direitos Humanos nas cadeias da Turquia, da questão de Chipre entre outras antes sequer de considerar a Turquia como candidata. Pessoalmente não quero a Turquia na União Europeia, muito antes disso, queria antes a Arménia e até mesmo a Geórgia na União Europeia já para não falar nos restantes paÃses de Leste europeus.
Por cá o combate ao défice vai-se fazendo de uma forma desastrosa e irresponsável. Fernando Negrão, Ministro da Segurança Social, ou melhor, ministro da (des)segurança social, não vai efectuar o pagamento do subsÃdio de doença e de desemprego no dia 29 do corrente mês. Desta forma, vai ser possÃvel passar alguns milhões de euros de custos para o ano seguinte e, consequentemente, para o próximo governo. É vergonhoso e escandaloso a ausência de substância vertebral deste (des) governo. Desta forma, e nunca querendo ser pessimista, o próximo ano está a prever-se difÃcil mas esperemos que se consiga superar e emendar as asneiras até agora cometidas.
segunda-feira, dezembro 27, 2004
Na ressaca do Natal
Todos os anos recebo as mesmas prendas da praxe, ou seja, umas peúgas e uma caixa de chocolates. Todos os anos tenho a mesma reacção quando recebo essas prendas….ó que giro! sim senhor muito bem! com um sorriso amarelo. No entanto, este ano, excepcionalmente e após ter ouvido duas vezes a mensagem de Natal do Primeiro-ministro demissionário, fiquei com a sensação que, as peúgas recebi e a caixa de chocolates foram excepcionais comparando com as declarações do PM demissionário, essas sim, umas peúgas muito feias e cheias de poliyester. Este Natal, ao menos, não deixou de ser hilariante após ter lido algumas considerações acerca da (des)medida de Bagão Félix em transferir os fundos de pensões da Caixa Geral de Depósitos como sendo uma acção digna de um Robin Hood. Que hilariante!! E o mais hilariante é que os idiotas que disseram isto acreditam mesmo nisto. O que vale é que ainda há humor, negro é claro, em Portugal.
quinta-feira, dezembro 23, 2004
Prendas de Natal
Nestas alturas quase que sou medium, adivinho ou qualquer coisa assim no género. Prevejo para este Natal umas peúgas pretas ou cinzentas e uma caixinha de chocolates.
Fica aqui então um desejo de um Bom Natal para todos vós e encontramo-nos na próxima semana, mais gordos com os doces de natal concerteza, mas mais felizes devido à quadra natalÃcia.
Fica aqui então um desejo de um Bom Natal para todos vós e encontramo-nos na próxima semana, mais gordos com os doces de natal concerteza, mas mais felizes devido à quadra natalÃcia.
BOM NATAL PARA TODOS VÓS
quarta-feira, dezembro 22, 2004
Não custava nada
Não custava mesmo nada se, o canal que supostamente serve os interesses públicos, a RTP, se lembrasse que, os cidadãos portadores de deficiências auditivas, também têm direito a ver televisão. Um interprete de linguagem gestual ou legendas em todos os programas, por muito que isso custe, traria a possibilidade a todos os cidadãos portugueses, e não só, de verem um canal que ao fim ao cabo também é pago por eles. O exemplo da BBC é sintomático num paÃs que, apesar de tudo, ainda se lembra de todos os seus cidadãos sem excepção.
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