sexta-feira, dezembro 17, 2004

Filmes

Reparei já há algum tempo atrás que, os filmes denominados como sendo de comédia romântica de Hollywood, estão impregnados de uma moral esquisita. Geralmente a personagem principal ou personagens têm cara de idiota e fazem, constantemente, figuras de urso. Desde cair em cima de bostas de cão, a fazer figuras sexuais comprometedoras da sua tendência sexual da personagem e muito mais, situações puramente hilariantes por um lado e degradantes por outro. O facto é que a personagem principal tem sempre uma fronha muito mal amanhada mas, no final, e após as muitas figuras de urso que faz ao longo do filme, fica sempre com um borracho descomunal. Ora, tendo em conta que há que fazer a destrinça entre um filme e a realidade, eu pergunto-me por vezes: Como é que aquela personagem hollywodesca, o Alberto João Jardim, faz figura de urso constantemente e nunca aparece com uma boazuda ao lado? Ora bem meus caros(as), discriminação da pura e da dura é o que é. Das duas uma, ou mandamos o Alberto João Jardim para Hollywood ou temos que exigir uma boazuda para o gajo.
Portugal é um autêntico filão de estrelas de comédia romântica. Imaginem o Filme intitulado " Socorro, a minha madrasta é um extraterrestre" ter, em vez de Dan Ackroid e Kim Basinger, ter Santana Lopes no papel de Dan Akcroid e Paulo Portas no papel de Kim Basinger a extraterrestre no filme?

quinta-feira, dezembro 16, 2004

Hipnose

Vão entrar num estado de hipnose, vão sentir os vossos olhos cada vez mais pesados, vão entrar num estado de relaxamento profundo. Agora vejam esta página


Kraftwerk, que grande som! que saudades!


Vendo bem as coisas

Não há nada como colher as impressões necessárias sobre um determinado tema a quem de direito. Desta feita, e ainda acerca das declarações do deputado socialista na Assembleia Regional da Madeira, tive a oportunidade de comentar o caso com um madeirense. A primeira reacção foi a de pensar o mais óbvio, ou seja, a Madeira está entregue aos bichos literalmente, mas, apesar de tudo isto ter o seu quê de verídico, temos que perspectivar convenientemente o assunto e assim foi a conversa.

Oliveirinha: Então você já ouviu o que aquele deputado disse na Assembleia Regional da Madeira?
Madeirense: Ouvi e o tipo ele fez muito bem! O que era preciso é que se dissesse o mesmo na Assembleia da República acerca de muitos deputados!
Oliveirinha: Está bem mas lá na Madeira parece-me que a situação é bem pior.
Madeirense: Pior ou melhor o facto é que também cá se passa a mesma coisa ou você não lê os jornais?
Oliveirinha: Pois de facto, por momentos, esqueci-me de quem nos desgovernava e continua a desgovernar até Fevereiro.

Moral da história: Todos fizeram menção às declarações do deputado Madeirense como algo vergonhoso, para mim, tirando um certo impropério desnecessário, o que o deputado Madeirense disse está certo e realmente faz muita falta, por cá, chamarem-se os bois pelos nomes. Oliveirinha dix it!

Suplesse

Depois das bacoradas que ouvi do Secretário de Estado da administração Interna e do deputado da Assembleia Regional da Madeira, só posso concluir que, o jogo de futebol da Primeira Distrital que eu vi no passado Domingo, estava cheio de deputados e secretários gerais.

quarta-feira, dezembro 15, 2004

Borderline

Ontem à noite pus-me a pensar acerca deste blogue. Pensei no que é que eu tinha ganho até à data com este blogue e, acima de tudo, o que é que representa para mim este blogue. Já referi a várias pessoas com quem tenho contacto diário que, o Raminhos, surgiu de uma vontade de efectuar uma espécie de exercício próprio meu. Este exercício passa por colocar no papel, ou melhor, no ecrã, as ideias que vou tendo à medida que vou lendo algumas coisas aqui e ali. Outro dos aspectos que me tem agradado até à data tem a ver essencialmente com a minha personalidade, ou seja, neste espaço consigo ter uma abordagem para com várias situações que, no dia a dia, não me é possível ter por vários motivos. Devo dizer que, com o Raminhos, tenho vindo a evoluir muito fruto do espaço que criei e também das reacções que tenho vindo a colher nos comentários que fazem aos posts. Para quem me conhece, o raminhos, tem muito de mim mas não tudo, o resto guardo para outras ocasiões.
Muitas pessoas pensam que se conhecem bem e que nada de novo, em termos de personalidade, poderá mudar ao longo dos tempos. No entanto, isso não é verdade. Eu, por exemplo, sou um borderline em termos de personalidade e sempre pensei que isso fosse uma característica minha e não um sintoma. O facto é que é um transtorno de personalidade e, apesar de não ser grave nem impeditivo, prejudicava-me de certa forma. O Raminhos veio a ajudar-me bastante como um exercício para debelar este transtorno que tenho. Este transtorno como outros são a consequência da sociedade em que vivemos e, infelizmente, cada vez mais frequentes. Ninguém pense que é feito de ferro porque não o é. Eu que estou treinado para detectar estes transtornos de personalidade nunca pensei que pudesse ter este género de transtorno mas, imaginem o que é alguém que detecta isto noutras pessoas aperceber-se que tem isto. Não é muito grave e é relativamente fácil de debelar se enfrentado de frente.

terça-feira, dezembro 14, 2004

A realidade não é opaca

Tenho vindo a ler muitos textos acerca da História Mundial e das civilizações que povoaram ou povoam o nosso planeta. Infelizmente, tenho visto que esse conhecimento tem sido plataforma para muitas ideias distorcidas e que fogem sempre ao cerne da questão. Quando alguns inegrumenos fazem a apologia das civilizaçoes brancas, nomeadamente nórdicas, como o exemplo da elevação máxima de desenvolvimento humano é um absurdo, pois, esquecem-se das civilizações que já existiram. O reverso da medalha está no veicular de ideias de consolação indicando que os povos que actualmente estão no limiar da pobreza, estiveram antes, num lugar de destaque em termos de avanços civilizacionais. No entanto, é necessário analizar aqui o cerne da questão. Quer uma quer a outra ideia têm em comum a aceitação tácita, como se trata-se da normalidade, que houve e haverá sempre civilizações ou povos mais avançados que outros e isto não poderá ser alterado devido a uma qualquer lei casualística da vida. Nada mais errado pois, se analizarmos bem as civilizações actuais e as anteriores, verificamos sempre que as civilizações que estavam no seu apogeu, estavam às custas de alguém ou de outros. Como tal, fazer apanágio do avanço civilizacional de um qualquer povo, de acordo com que conhecemos até hoje, é idiota e recíproco em ambos os lados. Não se percebe bem porque razão é que uma civilização deverá ser superior a outra, ou estar mais avançada que outra, pois, afinal o que interessa, é que a civilização humana não está avançada com milhões de pessoas a morrerem de fome e doença. Portanto, ninguém tem legitimidade alguma para estar a rir seja lá de quem for devido à riqueza que possuí, pois, de acordo com a história, quem lá esteve em cima mais tarde ou mais cedo caíu.

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Conversas

Sempre tive como princípio básico evitar certas e determinadas conversas que, essencialmente, não envolvem ideias mas sim convicções estritamente pessoais. Debater temas religiosos, por exemplo, não o faço muito facilmente pois chega-se sempre a um porto franco em que as ideias têm passaporte e a tipificação, fácil, das pessoas, consoante as suas ideias, nem sempre produz resultados muito favoráveis, pelo contrário. No entanto, há conversas acerca de temas aparentemente genéricos que transportam ideias acopladas que mostram um pouco de cada um aos restantes interlocutores.
Comentar a violência que se pratica ao forçar crianças a assistirem a espectáculos culturais ou, por muito trivial que possa parecer, a bares e cafés a altas horas da noite sem olhar à vontade destas, é interessante mas, chega-se sempre a um ponto em que se tem que mostrar um passaporte. De todos os que participam, ideias e considerações são remetidas à mesa e a anuência é fácil, e depois coloca-se sempre a questão pessoal na matéria. Há ideias acerca do tema que são genéricas e facilmente anuíveis por todos mas é fácil falar de fora, sem matéria de facto consubstanciada em factos que nos ligam, carne com carne, ao objecto da conversa, as crianças. Muitas foram as ideias, dotas e sábias diga-se, mas no final fica-se sempre com a ideia que bom é aturar os filhos dos outros.
Uma criança é um indivíduo cuja personalidade se está a formar e, apesar de serem o produto do seio familiar, é também um indivíduo que irá crescer moldado pelas circunstâncias que o mundo que o rodeia lhe proporciona. No caso que referi anteriormente, ou seja, levar uma criança para um espectáculo cultural realizado de noite apenas porque os pais querem muito ir e julgam que se junta o útil ao agradável mas não é assim. A discussão acerca da violência perpetrada pelos pais aos filhos vai muito mais além da violência física. Há outras formas de violência perpetrada inconscientemente aos filhos pelos pais, sendo o exemplo dado anteriormente um caso. No entanto, urge sermos um pouco pragmáticos e equacionar a questão da seguinte forma: Até onde é que vai se pode esticar o conceito tradicional de família evitando formas de violência para as crianças? Aonde é que fica a fronteira?
Dá-me a impressão, cada vez mais, que bom é aturar os filhos dos outros pois aturar os nossos é como aturarmo-nos a nós próprios. Por vezes, inculcamos a noção de liberdade com aquilo a que nós, quando crianças, não tivemos e gostaríamos de ter tido mas, e a criança, aonde fica esta? Ter filhos exige muito de nós e é imprescindível estarmos bem para connosco para termos todo o êxito, relativo, que é possível ter.

domingo, dezembro 12, 2004

Cultura Dominical

Nada como um banho de cultura ao Domingo. Ver futebol da Primeira Divisão Distrital é um autêntico banho de cultura.
Deixo-vos algumas pérolas da cultura futebolística desse palco que é a primeira divisão distrital:

Baixa os cornos ó boi!!

Tu queres mas é uma xuxa!.....no rabo!

Ó xôr agente vá pedir reforços que isto hoje está a ser um autêntico roubo à mão armada!

Sempre acompanhados pelos eternos e imprescindíveis elogios à senhora mãe do árbitro é claro. O que ainda se aproveita são as minis e as pevides porque de resto é um autêntico arrail de porrada.

sábado, dezembro 11, 2004

Verdade lá palisse

Houve duas coisas que me encheram as medidas esta semana que finda hoje. A primeira foi saber que nem tudo vai mal na economia portuguesa pois, há um sector que vai em franca expansão. Parece que o sector de vendas de automóveis de luxo viu os seus negócios aumentarem significativamente.Terá sido esta a retoma que tanto falava o Primeiro-Ministro despedido, digo, dissolvido, digo desnomeado ou lá o que é?
Outra aspecto que me encheu as medidas foi a valiosa lição que aprendi acerca da corrupção em Portugal. Vale bem a pena pois mesmo que seja detectada, prescreve sempre, e quem a pratica saí ileso. Para mais a Figueira da Foz não se pode queixar porque sempre ficou com umas palmeiras muy xiras por supuesto e que lá fazem muita falta.

sexta-feira, dezembro 10, 2004

Europa

O Serôdio despoletou uma questão bastante pertinente num comentário que fez a propósito do Post intitulado “�frica�. A questão que levantou foi bastante pertinente quando é, pertinente também, o futuro referendo que irá ser realizado a propósito da Constituição Europeia e o que isso envolverá no desenrolar das políticas comunitárias e seu reflexo nas várias políticas nacionais. Quando referi a questão do conceito neo-clássico de nação como pilar vertical de uma política colonialista dos países europeus em �frica, este, de certa forma, aplica-se também nas movimentações internas, na Comunidade Europeia, quando se negoceia quotas pesqueiras. Não que se pretenda com este post fundamentar uma ou outra posição acerca das pescas,no entanto, é curioso verificar como o mesmo conceito neo-clássico de nação é utilizado qual raminho de salsa num cozinhado de cada um dos países comunitários.
Quando penso acerca da União Europeia, vejo algo muito mais vasto do que a mera associação de vários países unidos por um ideal comunitário. As velhas concepções neo-clássicas de nação diluíram-se por assim dizer em prol do bem comunitário num plano meramente ideológico. Isso não se verifica no plano prático, pois, o que se verifica é um constante debitar de discursos europeístas de índole comunitário e nos bastidores uma praxis política de mais profundo nacionalismo e interesse umbilical de cada nação que compõe a União Europeia. A questão é tão importante quanto é o referendo que se vai realizar acerca da Constituição Europeia. Sabendo de antemão que, os países mais industrializados e mais populosos, irão, concerteza, continuar com um discurso comunitário e por detrás a efectuar imposições de exigências meramente nacionalistas que irão beneficiar a eles em primeira mão, resta saber, para nós Portugueses, se a questão da maioria qualificada irá beneficiar Portugal e os restantes países mais pequenos e populosos. Volto a questionar a forma como a pergunta do referendo foi colocada. Não concordo com a maioria qualificada, no entanto, concordo com a existência de uma Constituição Europeia. Quanto ao texto da Constituição, tenho sérias reservas quanto a este mas, como tudo na vida ou quase, pode ser emendado.
Uma particularidade da União Europeia que me seduziu foi a possibilidade de se criar um bloco que pudesse fazer frente aos EUA, não que, com isso, pretendesse que a União Europeia tivesse uma posição hegemónica e neo-colonialistas como os EUA têm actualmente. Pretendia que fossemos um barómetro, um ponto de referência e aproveitássemos a imensa cultura europeia, tão impregnada de culturas não-europeias, uma riqueza incalculável, fosse por assim dizer o ponto de referência com as devidas reservas e respeito pela diversidade cultural mundial. Com as movimentações que tenho observado ultimamente, temo, que a União Europeia seja, cada vez mais, um mito. Urge mudar muita coisa na União Europeia.

quarta-feira, dezembro 08, 2004

Inbicta

Após longa ausência, vou voltar a visitar a Cidade Invicta, o Porto. Espero ter umas histórias para contar quando voltar. Já estava com saudades de uma bela francesinha.

terça-feira, dezembro 07, 2004

Secreta

Sempre pensei que uma organização secreta fosse alvo do maior sigilo quanto aos nomes de quem trabalha para essa organização. Por cá, o SIS, vê os nomes dos seus dirigentes postos nos jornais para que toda a gente saiba quem são. É estranho mas acontece em Portugal.
Outro aspecto acerca da notícia veiculada hoje sobre a substituição do Director, aliás, Directora do SIS por um militar, é o facto de me parecer um pouco estranho, senão oportúno, pela contingência da perda do governo por parte daqueles que ainda, provisóriamente, se mantêm em poder. Que o SIS anda por aí a investigar todos nós sabemos mas o que é que investiga ou quem investiga é que não se sabe. O que se sabe é que o SIS está activo e por todo o lado.

�frica

É curioso verificar como abordamos conflitos entre nações de acordo com a zona geográfica onde estes eclodem. Na Europa, o conflito bósnio foi um conflito étnico, onde, termos como limpeza étnica foram utilizados para descrever os eventos que lá se passaram. Em �frica, os mesmos conflitos são considerados como sendo tribais. A diferença na abordagem do mesmo tema, nestes casos em que �frica e a Europa estão envolvidas, tem subjacente a pesada herança Neo-clássica que nos foi incutida pelos governos europeus como forma de justificar a presença dos países europeus em �frica e seu domínio sobre as populações indígenas. As potências europeias traçaram mapas de países sem respeitar as seculares nações que já existiam dentro desses territórios, e em muitos casos, estraçalharam nações em vários pedaços distribuídos de acordo com os recursos naturais que disponham no seu território. Actualmente, as divisões criadas pelos europeus servem para alimentar conflitos gerados quer por dirigentes africanos, quer ainda pelos países europeus para alcançar os apetecidos recursos naturais, e continuamos assim durante todo este tempo.
Devo confessar que me custa ouvir algumas teorias absolutamente idiotas acerca da pretensa natureza guerreira dos povos africanos e da forma como estes parecem não conseguir viver em paz entre eles. Dá-me a impressão que muitas pessoas julgam que os conflitos entre nações africanas dentro de um mesmo país que é a mesma coisa que um pretenso conflito entre alentejanos e algarvios ou entre portistas e benfiquistas. Fomos ensinados a menosprezar a identidade cultural dos povos africanos e a pensar de acordo com a teoria que “fomentava� a presença dos países europeus em �frica. A ideia que me referi é a de que os africanos precisavam de nós porque eram selvagens e não conheciam a civilização ocidental.
Há uma coisa que sempre me preocupei em seguir na minha vida. Devo viver a história do meu povo tal como ela é, ou seja, tenho que aprender com o que fiz de mal e com o que fiz de bem.
As reacções à dominação, em muitos aspectos, nefasta dos países europeus sobre �frica foi negativa, no entanto, não posso desculpar, nem tolerar ideologias racistas como reacção a outras ideologias racistas. Não posso tolerar ideologia que enalteçe a negritude nem a pureza racial do branco, por quanto, só conheço o OMO, que lava mais branco, como ideal de brancura.

segunda-feira, dezembro 06, 2004

Laranja manhosa

Já estava a estranhar o facto de ainda não ter aparecido nenhuma notícia acerca do caso de Camarate. De cada vez que o PSD se vê na iminência de sair do poder, sai sempre uma notícia acerca do caso Camarate. Já foram feitos milhares de estudos acerca do que terá sucedido no dia em que o avião de Sá Carneiro caíu e, todos eles, indicam que não há matéria de facto suficiente para alimentar a teoria de um atentado. Devo referir que não me pronunciarei acerca de qualquer umas das teorias em voga acerca do caso pois, apesar de muitos artigos escritos, não creio ter informação suficiente para me inclinar para qualquer umas das teorias. No entanto, só estranho é o timming das notícias acerca do caso Camarate. Se repararam, as notícias acerca do caso, vêem sempre em alturas de aperto eleitoral para o PSD. Parece-me que se pretende criar um mártir a todo o custo e assim cimentar a ideia latente da reedição da AD. Já comentei com algumas pessoas o meu receio acerca das próximas eleições. Todos contam com uma vitória esmagadora de Sócrates nas próximas eleições mas, eu pessoalmente, conto com um PSD exímio em propaganda barata e um eleitorado de sua cor que faz das várias votações uma romaria. Temo que, pelo facto das sondagens darem uma vitória certa de Sócrates, o nível de abstenção seja elevado e com isso, a AD, que está a incubar, me pregue um susto valente com a possibilidade de poder formar governo. Espero que a Esquerda veja a sua posição fortalecida no Governo com mais ou menos Sócrates mas que seja a esquerda a comandar os destinos do país nos próximos tempos.
Poderão pensar que estarei a exagerar, pois vos digo que espero bem que sim. Todo o cuidado é pouco neste momento. Não se esqueçam que o eleitorado laranja é idoso, adivinhem lá quem é que foi aumentado.

domingo, dezembro 05, 2004

Campo e a cidade

Já li, por diversas vezes, odes à vida no campo e mais propriamente, às pessoas dos meios rurais. Franqueza e sinceridade são os pilares da descrição que fazem sobre as pessoas dos meios rurais. Mas será essa a verdadeira essência das pessoas do campo? Sempre vi o campo e as pessoas que o habitam como uma só coisa, um único ser vivo, que é desconcertantemente por um lado e terno pelo outro. Muitos poderão pensar que há uma certa magia na forma primacial do trato das pessoas que vivem nos campos. As pessoas do campo, que são também o campo, são trágicas como o tempo e o mudar das estações o é. São generosas como a Primavera e duras como o Inverno. As primaveras são pródigas em fartura e resplendor, as pessoas do campo também o são. A franqueza e sinceridade das pessoas do campo é como a chuva numa tarde solarenga, vem inesperadamente, molha, faz-nos sentir os tremendos ossos do corpo, voltamos à forma primacial, aconchegamo-nos com medo do frio. Os elementos esculpem nas pessoas a sua alma o seu viver a sua dimensão, são pequeninas, têm consciência do seu papel no meio em que vivem.
A cidade, esse campo enorme de flores e árvores de pedra e cimento, têm pessoas pequeninas. Vivem num só dia as quatro estações do ano. São esculpidas pelos elementos. Circulam, correm e são moldadas pelos elementos mas não se apercebem o quão pequeninas são ao lado da floresta de pedra. A primavera é pródiga também na cidade, as pessoas são generosas quando estão em si na primavera.

sábado, dezembro 04, 2004

Pus-me a pensar

Pus-me a pensar e não falhando ao que é costumeiro da minha simples pessoa, saíu uma ideia espatafúrdia, como de habitual. Tenho uma série de contadores e sites trackers e dei por mim a pensar: " Não será isto um pouco Pidesco? esta mania de saber quem é que vem e de onde vem?" o que vale é que me passou depressa.

Parabéns ao Cacaoccino

Fez no outro dia um ano de existência, um blog de duas meninas muy simpáticas por supuesto e que eu tenho vindo a acompanhar. Como desnaturado que sou, já a minha mãe mo diz constasntemente, pequei por não ter feito, atempadamente, menção a tão jubilosa efemeridade. Assim, e esperando que não seja tarde demais, Parabéns miúdas!!! Continuem a presentear-nos com a vossa boa disposição e sentido crítico aguçado. Ganhei um hábito desde algum tempo para cá, não passo sem a minha dose de Chocolate.

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Tolerância

Não tive oportunidade de fazer uma menção especial à Luta contra a Sida por falta de tempo. No entanto, é curioso verificar que, por vezes, algo que parece positivo pode fazer-nos muito mal.
É tolerante pois não olha a raça, credo, convicções políticas, orientação sexual, sexo nem idade mas mata! Protegam-se do Virus HIV!

Caridade e consumismo

Lá estava o Oliveirinha a circular por entre uma dessas superfícies comerciais, autêntico hino ao consumismo desenfreado, quando fui abordado por uma simpática e assertiva moça de um stand. Eu parei e deixei que a moça me debitasse o discurso, minuciosamente estudado e decorado, a uma velocidade estonteante à razão de 10 palavras por segundo quase. Nada de estranho com este tipo de abordagem, no entanto, é agora o momento em que se diz “ Now the plot thickens! “, ou seja, agora vou explicar o que eu vi, como vi e qual a minha reacção a tudo aquilo.
Devo dizer, antes demais, que as obras de caridade são de salutar, como também é de salutar as pessoas que, por um motivo ou outro, prestam o seu trabalho ou auxílio a essas obras de caridade. Nem tudo o que luz é ouro, penso eu. A moça que referi anteriormente estava a trabalhar para uma obra de caridade que, através da venda de um cartão de descontos, iria auxiliar quatro instituições. Até aqui tudo bem senão fosse eu ser um tipo um pouco complicado por vezes, confesso. Faz-me um pouco de confusão certas obras de caridade que se aliam a empresas comerciais em que, as empresas comerciais, utilizam, de certa forma, a boa vontade das pessoas em ajudar o próximo para dessa forma angariar clientes. As empresas que aderiram ao cartão, dá-me a impressão, pensaram da seguinte forma: “ Vou queimar alguns impostos e angariar clientes com o engodo do desconto que esse cartão proporciona� Agora pergunto, nesta perspectiva, aonde está a Caridade? Assim custa-me dar seja lá o que for por causa dessas empresas “caridosas�. Quanto à moça, devo dizer, nada tenho a apontar, a não ser um pequeno detalhe. Quando esta debitava o discurso de uma forma mecanizada, a uma dada altura, só me lembrei daquelas máquinas que dizem: “ crrr crrr soy un iorro sin verguença, day me una moneda! Quiero hablar contigo� a moça que me desculpe mas foi isso que eu me lembrei quando a ouvi a debitar o discurso.
Moral da história, confesso que sou esquisito por vezes e que talvez seja pouco rígido com alguns valores e convicções pessoais mas, devo dizer também, o consumismo faz-me impressão, puxa de mim as mais estranhas reacções. Quanto à caridade, dou de bom grado, em dinheiro ou géneros às Instituições de caridade e não a essas joint-ventures com interesses pouco caridosos de certas empresas.

quinta-feira, dezembro 02, 2004

Desgoverno para a Rua!

Acordei ontem com uma curiosidade enorme em saber qual teria sido a reacção da imprensa nacional sobre a Dissolução do parlamento Português. Nada, nada de nada, percorri vários jornais internacionais e nenhum deles faz sequer menção ao sucedido ontem. Que Portugal assume uma importância muito relativa no panorama Internacional já se sabia mas, a dissolução de um Parlamento, seja lá onde for, é notícia sempre. Os destaques foram ganhos pela mega-greve na Itália e Portugal nada. Será que de alguma forma o que sucedeu hoje não tem relevância alguma por se estar à espera à muito tempo? Nem mesmo com um presidente português da União Europeia? Daqui podemos ver o quanto o nosso país perdeu em projecção e, de certa forma, credibilidade aos olhos dos observadores internacionais.
Passando para um outro ponto, de suma importância, e que tem a ver com a leitura que faço desta situação em que nos encontramos, devo dizer que fiquei satisfeito com a decisão do presidente da República e com o facto de se aproximar, com as eleições, um momento de levantamento do ânimo geral do país. Esta situação porém traz em anexo outras questões importantes que implicam alguns problemas. O Desgoverno, ainda em funções, fazendo apanágio da sua forma de despolítica, fará concerteza ainda muitos estragos até às eleições. É altura de engordar os sacos azuis antes que seja tarde, e também, inaugurar muitas obras de fachada para as eleições autárquicas e legislativas que se aproximam. Com isto, o futuro governo terá problemas adicionais para governar. A grande expectativa estará no que os partidos a concurso apresentarão ao país. Logo veremos, creio que seja esta a última hipótese para qualquer governo demonstrar que afinal pode-se fazer política seriamente em Portugal, e que, no fundo, ainda há esperança.
Quanto à actuação Presidente da República, devo dizer que continuo a achar que este errou ao dar o Poder, de uma forma dinástica, a uma coligação descoligante e enferma em projecto e capacidade de governação. Perdemos 4 meses que, infelizmente, se revelaram como se de 4 anos se tratassem.