segunda-feira, novembro 15, 2004
Mais uma noite, mais uma emoção
Nota, se pretenderem uma noite divertida do estilo twilightzone, contactem-me que consigo juntar estas personagens todas e fazer espectáculos pelo paÃs inteiro e quiçá estrangeiro dependente do caché.
domingo, novembro 14, 2004
What´s the big idea?
O Halloween foi na semana passada, porque é que o Pedro Santana Lopes disse este fim de semana que precisa de 10 anos de governação? É um trick or treat? Bolas deixem-nos em paz, assustados já estamos nós com alguns meses de governação do PSL.
sexta-feira, novembro 12, 2004
Eco-moment
Hoje
Fungagá da Bicharada
Assim se vai andando ou desandando neste paÃs de brincadeira, tudo está a ser abafado, tudo foi acalmado até nos esquecermos das asneiradas do desgoverno.
quarta-feira, novembro 10, 2004
Curiosidades
Uma das imagens que temos do Ribatejo são os campinos com o seu traje tÃpico composto por um barrete verde e vermelho. Nem sempre foi assim, no tempo da Monarquia, os campinos estavam ao serviço das quatro casa reais do Ribatejo, e o seu barrete era, como era a bandeira da casa real, azul e branco. Quanto à dança, o Fandango, tÃpicamente, esta também era dançada por mulheres mas, por imposição da Igreja, foi proibida à s mulheres porque estas, ao dançarem, expunham muito as partes fudengas ( ipsis verbis de acordo com os escritos).
Mais uma curiosidade, na terminologia tauromáquica, não é correcto dizer-se que se vai a uma tourada mas sim, a uma corrida de toiros. Tourada é apenas uma grande confusão de gente.
Todos conhecem o Corridinho como dança tÃpica do Algarve, no entanto, a tradição foi criada numa ocasião, pelo Ministro da Cultura de Olveira Salazar, o António Ferro que, numa ocasião de um festival de danças populares, viu o seu escrupuloso plano de actuações dos vários grupos falhar. Supostamente, todos os grupos teriam 15 minutos de actuação mas por um atraso em algumas actuações, o grupo vindo do Algarve, que era o último a entrar em palco, viu o seu tempo de actuação reduzido para 5 minutos. Nesta situação o Ministro António Ferro foi aos bastidores falar com o grupo Algarvio para que estes fossem actuar em apenas 5 minutos, ao que, um dos elementos lhe respondeu dizendo que não seria possÃvel a não ser que fosse a correr. O Ministro António Ferro respondeu imediatamente que teria que ser assim esmo, a correr, e assim nasçeu o corridinho do Algarve.
Ritual
terça-feira, novembro 09, 2004
Very complicayte if u know what i mean
Os meus antepassados viviam sem as condições que nós, actualmente, nos apropriámos sem saber realmente o quanto foi duro para as obter, às anteriores gerações é claro, no entanto, vivemos a vida como se tudo, ou a vida, fosse chocolate. Foi isso mesmo que me recordei hoje, meu avô um dia, pragmático como era, disse-me um dia : Netinho, a vida não é chocolate, por vezes é amarga mas não te esqueças do docinho que provaste e adoça-a sempre que puderes, é o melhor que levas desta vida.
Ao meu avô Raul Bento Lima a minha homenagem, bem hajas avô.
segunda-feira, novembro 08, 2004
Calma estranha
Por vezes tenho fim de semanas a atirar para a twilightzone e este último não foi excepção. Desde os tipos com o chapelinho á caçador na cabeça e um maduro, vestido a rigor, traje ribatejano entenda-se, a fazer pontaria à mesa onde eu estava com a cabeça de cada vez que caÃa com tamanha bebedeira que levava naquela cabeça. Evitei ir para a feira da golegã para não ter que levar com estas cenas mas mesmo assim pareçe que tenho um iman qualquer que atraà estas personagens.
sexta-feira, novembro 05, 2004
Ninhou
Só os charales do Ninhou é que jordavam na piação. Os covanos não penetram na piação à modeia.
Português
O calão MindrÃco é o liguajar tÃpico das pessoas naturais de Minde.
MindrÃco
Não sejam do Zé Bonito e apoiem-nos, em nome dos nossos ladinos, a não deixar a piação dos charales cair no Galdino.
Português
Por favor, deixem-nos fazê-lo e apoiem esta iniciativa, em nome dos nossos filhos, de tentar que o calão Minderico não caÃa em esquecimento.
Esta é uma das muitas pérolas que o Ribatejo tem para oferecer a todos aqueles que vierem visitar o Ribatejo.
Fusca Nova ( boa noite)
Aproxima-se a passos largos
Não é mais setembro nem ninguém vai morrer, no entanto, aproxima-se a passos largos a Feira do Cavalo na Golegã. Mais um ano, mais uma feira das vaidades e das caganças falando curto e grosso como deve ser por estas bandas. Todos os anos chegam hordas de Ribatejanos de Cascais e do Estoril com os chapéus de caçador, botas de lavrador e indumentária de cavaleiro a cheirar a naftalina. É engraçado ver o pessoal vestido à Ribatejano a falar com o sotaque lisboeta, parto o côco a rir, aliás, partia até deixar de ter paciência para ver tamanha feira de vaidades.
De resto, a feira, até é engraçada para quem gostar de fazer gincana por entre as bostas de cavalo e os cavalos propriamente ditos. Para quem aprecia a espécie equÃdea , na feira, poderá vislumbrar belos exemplares de quatro e duas patas .
Chinês ou quase
quarta-feira, novembro 03, 2004
O triunfo dos porcos
Speechless!
terça-feira, novembro 02, 2004
O livro proibido
Em Viseu um livreiro foi intimado a retirar da montra de sua livraria um livro intitulado “ As mulheres não gostam de foder�. Nada mais idiota que isto não poderia acontecer senão vejamos o campo das hipóteses, várias, que se oferecem a este caso.
Decisão correcta de intimar a retirada do livro da montra:
- Porque é mentira e os livros não devem propagar mentiras. As mulheres também gostam de foder.
- Uma montra de uma livraria não deve ser o local de expiação das frustrações de um qualquer livreiro. DaÃ, se as mulheres não gostam de foder, isso só se verifica com o livreiro, ou seja, as mulheres não gostam de foder….com o livreiro.
Decisão Incorrecta de intimar a retirada do livro da montra:
- Se as mulheres realmente não gostam de foder, então, o reconhecimento do problema é o primeiro passo para a reabilitação, ou seja, pode ser que comecem a gostar do bom que tem a vida. DaÃ, o livro tem um papel inestimável de conciliação conjugal, debelando um problema que origina muitos divórcios e viagens a Bragança.
- Tem que se ter cuidado com a linguagem, não que as mulheres não gostem de foder, pelo contrário, elas gostam mas não é para se dizer assim às bandeiras despregadas.
Isto é como em tudo na vida, a linguagem é muito importante e para cada aspecto da vida há diferentes linguagens. Se perguntarmos a um polÃtico como é que este vai resolver um determinado problema, este, nunca diz que não faz a mÃnima ideia, diz antes que se está a estudar bem o dossier.
P.S: Só um pormenor, com estes fod...todos, aclientela vai ser jeitosa vai?!
É hoje que se vai decidir muita coisa, ou Kerry ou desesperem
Não sei porque é que penso assim mas, temo ainda, que Bush ganhe as eleições, incendiando ainda mais o cenário internacional de conflitos e atentados terroristas. O Iraque transformou-se, como Espanha no inÃcio do século passado com Guerra Civil Espanhola, num viveiro de ideais radicais, alimentados pelos Estados Unidos e a sua polÃtica neo-colonialista, como reacção à imposição de uma ocupação militar e polÃtica do Iraque. A China vive actualmente um perÃodo de apogeu económico consubstanciado pela oferta de mão-de-obra mal paga e em alguns casos, escrava. O que acontecerá quando os trabalhadores chineses se aperceberem que o sonho é um pesadelo, que os bens materiais que as sociedades ocidentais proporcionam não são mais do que rebuçados amargos.
Por cá como será o futuro do paÃs? Cada vez se produz menos, cada vez mais a classe polÃtica merece menos credibilidade e o futuro? Qual será o futuro? Se não formos nós, o povo, a pegar neste paÃs e a esquecermos de vez as velhas formas de estar na vida herdadas pelo anterior regime fascista, não teremos um futuro muito risonho. Qualquer das vias nem tudo é mau por cá, assim como assim além de haver gente que passa fome, ainda há muita gente que come. Creio, no entanto que, a apatia que se vive no paÃs em torno dos polÃticos da praça, vai trazer frutos no futuro, as pessoas estão mais crÃticas e as acções que antigamente passavam sem qualquer resistência, actualmente, vão passando cada vez mais com relutância e resistência. Pode ser que estejamos no caminho certo. A malta mais novinha de agora ( pareço um cota a falar mas enfim) está revoltada mas sem ideias.
Conversa de sábado à noite com um jovem de lenço à Arafat no pescoço:
Jovem: ó pá esta cena tas ver tá bués da mal memo, tas a ver.
Oliveirinha: Sim está mal mas porque é que está mal? O que pensas acerca disso?
Jovem: é pá não sei tas a ver tá buéda mal e quê!
Oliveirinha: Ok já disseste isso mas o que achas que está mal? O que farias se pudesses mudar alguma coisa?
Jovem: É pá tas a ver não sei mas tá buédamal esta cena toda pá! Um gajo…..é pá nã dá tas a ver?!
Oliveirinha: Não, não estou a ver népia!
Entretanto conversei com um puto que é filho do dono de um café onde a malta do oliveirinha se reunia e conversava, e o jovem dizia-me que hoje em dia parece que não há comunicação, as pessoas vivem isoladas numa ilha qualquer que construÃram nos seus meios de comunicação virtuais e não falam, não discutem ideias, nada. Isto fez-me pensar numa série de coisas, fazendo qualquer das vias uma ressalva dizendo que, apesar de tudo, poderÃamos nós na altura não ter ideias muito melhores que as dos demais, no entanto, tÃnhamos algumas e pensávamos nas coisas, produzia-se algo. Hoje em dia o importante é ser bonito e galante, não há mais formas de se compor uma estante.
sexta-feira, outubro 29, 2004
Halloween
No meu tempo de cachopo, como se diz na minha terra, andávamos aos bolinhos e os adultos andavam ocupados com a abertura dos pipos de água-pé. Ã� noite faziam-se um serão com muitas broas de batata doce, abóbora e grão e, como não podia deixar de ser, muita água pé e castanhas. Bons tempos aqueles que agora são substituÃdos pelo Halloween. Não consigo perceber esta história desta aculturação idiota por parte dos portugueses em torno de uma festividade que, apesar de tudo, é idêntica à nossa por ser um momento especial para as crianças. Por cá, tradicionalmente, o Dia dos Finados traz subjacente antigos rituais pagãos que forma transportados para o cristianismo, é o completar de um ciclo de vida e o inÃcio do Outono e de Aténigia, Deusa do tempo e dos mortos. Parece que têm vergonha daquilo que é genuinamente português e preferem render-se à s modas estrangeiras, nomeadamente, norte-americanas, enfim não compreendo mas afinal, sou do campo felizmente e ainda tenho o privilégio de assistir a uma tradição que por cá teima em manter-se viva.
quinta-feira, outubro 28, 2004
Do vosso amigo paulo portas
Para quem não sabe, a acompanhar o pagamento do primeiro complemento de reforma vem uma cartinha assinada por Paulo Portas como quem diz, eis uma prenda de Paulo Portas e não digam que não vão daqui sem nada, e já agora não se esqueçam de mim nas próximas eleições.
terça-feira, outubro 26, 2004
Escolhas
Toda a gente se prega em frente ao caixote a cores para ver mais uma das birras ou esgares de José Castelo Branco e gozar, só isso gozar. A imagem que o José Castelo Branco transmite é apenas essa, algo ridÃculo, no entanto, é importante referir que este, como qualquer pessoa tem o direito de agir e pensar como entende ou de acordo com a sua personalidade, o que está em causa é o porquê de, ainda, se colocar no leque de escolhas as hipóteses estigmatizadas de vários personagens como a Loira, o galã, a puta e a bicha louca. Qual é a imagem que se pretende transmitir de um Homossexual? Será o JCB o protótipo de um homossexual? E a suposta puta? É puta porque é uma porca? Atira-se a todos os homens? É grave quando a maioria da população portuguesa age preconceituosamente, devido à ignorância instituÃda e, ainda por cima, se alimenta mais os estigmas transportados ainda do século passado para os dias de hoje.
Não quero saber se o JCB é ou não é, ou se é seja lá o que for, é uma questão secundária mas acho de muito mau gosto a escolha dos concorrentes tendo apenas o objectivo de vender shares e mais shares, no entanto, nada disso me espanta, é a televisão(ões) que temos. Um exemplo flagrante do que eu referi está no Big Brother Britânico onde um travesti foi selecionado apenas pelo facto de ser travesti e não de, pela sua personalidade, ser uma pessoa que pudesse adir algo de interessante ao programa. A pessoa em causa até ganhou o concurso referido e até poderá efectivamente ter algo de interessante a dizer, no entanto, não foi isso que passou pela cabeça dos directores de programação à semelhança de cá com a Quinta das Celebridades.
segunda-feira, outubro 25, 2004
Tradução
sábado, outubro 23, 2004
O Drama, o terror, a tragédia
sexta-feira, outubro 22, 2004
Caçetada e carneirada com batatas a murro
Questão 1: Aonde fica a fronteira, que referi anteriormente, quando as Instituições tomam decisões, de uma forma autista, sem respeitar a opinião de quem elas deveriam, supostamente, servir os interesses?
Questão 2: Aonde fica o exercÃcio da democracia quando, esgotadas que são as vias institucionais, os centros decisores persistem em levar avante as decisões que violam os interesses e direitos daqueles que, estes, supostamente, deveriam servir?
Estas situações parecem uma pescadinha de rabo na boca, ou seja, se as instâncias não podem ver o seu espaço e normal funcionamento violado por manifestações, é bom que, para abono da Liberdade, as instâncias saibam viver em Democracia e assim evitem a tomada de atitudes de último recurso. Não se pode depositar a imprescindÃvel confiança em Instituições que desrespeitam e se recusam, determinantemente, a ter a ombreiedade de saber ouvir e o quão importante é saber ouvir. Quero posso e mando faz bem jus aos Newmandarins que estes gestores ou reitores são na realidade. Um lÃder sabe, caso contrário não seria lÃder, ouvir quem este serve. A lealdade deverá ser prestada aos estudantes e à s suas preocupações e só depois, e analisadas que seriam as reinvindicações, tomadas as decisões. A quem é que estes servem, ou melhor, a quem estes deveriam servir? Aos alunos e qualidade do ensino? Ao poder instituÃdo?
Para mais gostaria de saber aonde é que alguns iluminados foram buscar a ideia de haverem agitadores misturados nas manifestações? Se bem me lembro, quando foram as manifestações contra a PGA, estes estavam lá mas não eram estudantes mas sim polÃcias à paisana tirando fotografias ao pessoal! Ganhem vergonha na cara! Por se manifestar é-se de extrema esquerda? Pois infelizmente só os de extrema-esquerda se manifestam, enquanto a restante carneirada come e cala.
quinta-feira, outubro 21, 2004
Chomsky a ameaça do Neo-liberalismo
Uma das leituras obrigatórias para quem se mostra atento ao desenrolar dos acontecimentos ao nÃvel da polÃtica internacional é, sem dúvida uma das, pelo menos, Noam Chomky. É considerado um esquerdista por muitos, no entanto, prefere ser apelidado de Anarcosindicalista. Irei transcrever um breve trecho de um ensaio que este escreveu em 1964, apesar de, e não obstante a data em que foi escrito a que se refere ser a Guerra do Vietname, este ensaio é actualÃssimo pois lançou a discussão acerca do que é o pensamento e, acima de tudo, desmistificou o dogma do controlo que o poder exerce sobre os vários intervenientes de uma qualquer sociedade. Este trecho não dispensa a leitura completa do ensaio para que, de uma forma objectiva, se compreenda realmente a extensão de tudo aquilo a que Chomksy se refere e, no final, poderão ser sujeitos a uma surpresa agradável ao verificar que este ensaio não se resume a um doutrinamento cego, pelo que, para quem advoga as ideologias de Direita, poderá continuar a advogá-las mas, após a leitura deste ensaio, poderá então compreender os mecanismos de poder e de persuasão dos diversos governos. Como está muito na voga a atribuição da terminologia de Neo-liberais aos vários governos actuais de Direita, este ensaio poderá mostrar que de Neo, os liberais actuais não têm nada.
Trecho do Ensaio intitulado “The Menace of Liberal Scholarship� publicado no The New York Review of Books, em 2 de Janeiro de 1969
What grounds are there for supposing that those whose claim to power is based on knowledge and technique will be more benign in their exercise of power than those whose claim is based on wealth or aristocratic origin? On the contrary, one might expect the new mandarin to be dangerously arrogant, aggressive, and incapable of adjusting to failure, as compared to his predecessor, whose claim to power was not diminished by honesty about the limitations of his knowledge, lack of work to do, or demonstrable mistakes. In the Vietnam catastrophe, all of these factors are detectable. There is no point in overgeneralizing, but neither history nor psychology nor sociology gives us any particular reason to look forward with hope to the rule of the new mandarins.
Os newmandarins que Chomsky se refere são os Gestores de topo, em especial, aqueles que desempenham funções de destaque na vida pública. Actualmente, vivemos impregnados por especialistas e pela “ ditaduraâ€� da especialização, doutrinada desde tenra idade nas escolas com o culto do Doutor e do isolamento, em ilhas de conhecimento, dos variados factos que ocorrem no dia a dia. Não faz sentido que uma questão de si multidisciplinar seja alvo da colonização de um ou outro especialista que, em terreno já lavrado pela instrução que o público tem nas escolas, vê a sua opinião ou vontade exercida sobre os demais. Um exemplo nÃtido desta doutrinação está na reacção que o público tem à mais variadas situações a que é sujeito. “ Eles é que sabeâ€� é a figura mais emblemática deste Estado de Coisas. Quando não se aposta na formação de um individuo, na escola, no sentido de proporcionar a este os mecanismos que o habilitem a pensar acerca de tudo, privilegiando antes, o ensino de matérias factuais desprendidas de todos os seus contornos. O que resulta deste estado de coisas é a expressão democrática que o povo tem actualmente para com a polÃtica, ou seja, passividade.
quarta-feira, outubro 20, 2004
Cagando e andando
A blogoesfera sempre foi, para mim, um veÃculo de transmissão de ideias, de mera comunicação, de partilha ao fim ao cabo, no entanto, e apesar do cunho pessoal que cada blog tem, não se pode olvidar o facto de que se está a publicar, passo a expressão, ideias e pensamentos para milhares de pessoas, e estas ideias e pensamentos, como tudo na vida, são susceptÃveis de geraram empatia ou controvérsia. Não me assuta, como nunca me assustou, a ideias controversas, nem o comentários manifestamente idiotas, apesar de, felizmente, por cá não ter sido alvo de tais comentários. Contudo, o que eu pretendo dizer com tudo isto é que na Blogoesfera, o mais interessante são as reacções que as pessoas têm sobre o que se escreve, pois isso, no meu ver, ajuda a maturar as ideias, a indagar sobre estas e acima de tudo, levanta novas questões. No entanto, a Blogoesfera tende a tornar-se um imenso restaurante de fast food com ideias fast food, consensuais e sem muita reflexão. É também, actualmente, um local onde o OMO lava mais branco, terreno propÃcio para a lavagem de uma outra querela pessoal que umas e outras pessoas têm.
Não pretendo visar quem quer que seja, isto é aquilo que vejo e não é também, uma reacção a uma qualquer provocação que eu tenha sido alvo ou alguém mais próximo de mim. No entanto, aborrece-me ver blogues muito interessantes com uma afluência reduzida, sem comentários, ou poucos e postes onde se pretende, incessantemente, reinventar a roda. Detesto a rotina e a Blogoesfera por vezes está a tornar-se uma rotina devido à falta de feed-back.
terça-feira, outubro 19, 2004
Exótico ou exotismo do que parece, mas não é.
Nos paÃses ocidentais por vezes fala-se dos paÃses do Terceiro Mundo com um certo exotismo que, na realidade, não existe. Não consigo ver qualquer tipo de exotismo num paÃs como a Ã�ndia, por exemplo, com uma sociedade dominada pelo sistema das castas. A ideia de uma pessoa nascer numa determinada casta, e por tal, não ter hipóteses algumas de conseguir melhorar a sua vida, pois isso, é tido como tabu social, ou seja, nunca alguém de uma casta inferior nunca poderá executar o trabalho de alguém de uma casta superior. Como é possÃvel, mesmo que em textos publicitários, ver-se apelidada a Ã�ndia como a maior democracia do mundo?
Tenho uma pessoa minha conhecida que foi à Ãndia e o que lá viu é, no mÃnimo, Dantesco. Crianças que vão pedir dinheiro a turistas para comprar leite e que depois de os turistas darem o dinheiro para comprar o leite, as crianças, voltam a depositar o leite na Leitaria para assim receberem a sua comissão do leiteiro, cabecilha do esquema, isto não é exotismo, é miséria.
Na Ã�ndia actualmente morrem milhares de pessoas de fome, no entanto, existe um programa nuclear na Ã�ndia. A classe média é inexistente, foi substituÃda por uma geração de ricos, muito ricos que, inclusivamente, têm mais poder de compra que qualquer rico que viva na Europa.
Esquecemo-nos facilmente do que é a pobreza e a miséria, aliás, não a conhecemos na Europa, pelo menos, ao nÃvel de um paÃs como a Ã�ndia e outros paÃses que tais do Terceiro Mundo. Procuramos ver o lado humano da vivência daqueles povos em contraste com a nossa vivência e chegamos a conclusões distorcidas do que é a realidade. Ficamos chocados com o relato de um caçador furtivo que abateu um elefante em troco de uma máquina de moer grão e achamos que essas pessoas são incivilizadas, não têm respeito pelos animais. Esquecemo-nos que dessa máquina de moer grão depende uma famÃlia inteira que não tem água potável e que morre de doenças que, por cá, já não se morre à séculos, é estranho mas tomamos em conta a desproporção do que é a vida e as sua amplitude. Enviamos sacos de milho trangénico, que não pode ser comercializado cá, em troca de petróleo, muito petróleo e ficamos descansados porque fizemos algo correcto para aqueles que necessitam. Será? As ONG´s são um negócio tremendo.
Em Ã�frica, por cada 10 sacos de cereais que são enviados, um chega ao seu destino, o povo carenciado, no entanto, esse saco chega sob uma contrapartida impossÃvel de ser paga. Chega sob a contrapartida de petróleo, minérios, recursos naturais e uma cada vez maior dependência desses paÃses para os ex-colonizadores e neo-colonizadores. Não está certo, o Neo-colonialismo está aà para vingar e é vergonhoso a forma como os governos europeus, já para não falar dos Estados Unidos, são cúmplices nesta negociata.
Há imensas oportunidades de trabalho voluntário, ou não, para quem realmente quiser auxiliar esses paÃses e a si mesmo, visto que, uma experiência destas vale mil lições na vida.
Parece um pouco sentimentalista pensar assim mas, enquanto o fosso entre o Ocidente e o Terceiro Mundo existir da forma como existe, o povo dos paÃses ocidentais sofrerá, como tem vindo a sofrer, as consequências do desemprego. Por cada fábrica das multinacionais europeias que abre num dos paÃses do Terceiro Mundo, milhares de postos de trabalho são perdidos na Europa. Facilmente se pensaria que é positivo para os povos do Terceiro Mundo a abertura de fábricas nos seus paÃses, no entanto, a realidade é bastante diferente. Nessas fábricas trabalha-se de uma forma que nós cá julgávamos esquecida algures no século passado, mas não, ela existe lá no Terceiro Mundo.
Enquanto não houver um organismo regulador do comércio Internacional que realmente fiscalize o comércio de produtos internacionalmente, de forma a impedir o comércio de produtos manufacturados por empresas que desrespeitam as mais básicas condições de trabalho e exploram o trabalho infantil, por exemplo, o futuro das próximas gerações está em perigo. Portanto, cada vez que adquirirem um produto made in china, pensem bem no que fazem.
Propõe-se que os modelos de desenvolvimento para os paÃses subdesenvolvidos prevejam realmente o desenvolvimento humano e social das populações que vivem nos referidos paÃses com o devido respeito pela realidade cultural de cada um dos povos sem que, como tem vindo a ser feito, se doutrine as populações num estilo de vida ocidental, consumista da pior espécie. Escolas. Saneamento básico, acesso à informação e democracia, estas são as armas do desenvolvimento humano e social dos paÃses de Terceiro Mundo respeitando as suas realidades culturais, sociais e religiosas.
segunda-feira, outubro 18, 2004
On parle futebolês
Por vezes penso se não será mais democrático o Futebol Português do que propriamente a cena polÃtica nacional. No futebol discute-se cartões amarelos ou vermelhos, arbitragens e outros incidentes normais do futebol mas, em contrapartida, o facto é que os cartões, os penalties e as outras situações são aplicadas, ou seja, os cartões amarelos mostram-se, discute-se depois a aplicação dos mesmos mas age-se. Na cena polÃtica nacional não, o governo joga em nÃtido fora de jogo, marca golos com as mãos, agridem-se os jogadores e no entanto não há cartões para ninguém. Onde está a democracia?
As claques, quais hordas de bárbaros, degladiam-se entre si para verem quem é que consegue ser mais Neanderthal que o outro. Trocam mensagens carinhosas entre si, arremessam lembranças e objectos úteis para a vida na caverna (Pedras). Uma coisa que me deixa perplexo é a atenção que é dispensada a estes individuos, ou seja, tipos que vão para um estádio insultar a claque contrária, que levam um arraial de porrada da polÃcia mas que, mesmo assim, voltam lá sempre para levarem mais porrada, não podem ser levados a sério pois não. Os polÃticos por sua vez agem de forma semelhante, ou seja, insultam a nossa inteligência, atraiçoam-se uns aos outros, levam porrada nas urnas mas voltam lá sempre para continuar a festa.
Creio que o melhor é colocar os polÃticos ao lado das claques e depois carregar sobre eles para ver quem é que é mais democrata.
domingo, outubro 17, 2004
Deustche Volke
Na Sexta-feira passada tive que aturar um par de alemães, absolutamente intratáveis diga-se, a propósito de um processo burocrático complicado que parecia estar enguiçado. Por vezes criamos estereótipos acerca de certos povos que, no tribunal da vivência e do dia a dia, são completamente postos de lado e refutados. Temos por vezes a mania de pensar que lá do outro lado é sempre bem melhor do que cá deste lado, mas não é. Ter que apanhar com um Alemão, que pensava que eu não falava alemão, a tecer maus comentários acerca dos Portugueses, estando esse alemão a viver em Portugal à seis anos, é muito desgastante e por vezes até dá vontade de criar um ou dois estereótipos acerca dessas personagens. Não irei fazer tal coisa por um motivo muito simples. A comunidade Alemã a viver na minha área, ou perto dela, é composta pelo mais variado conjunto de pessoas vindas de vários estratos sociais e com formação moral e académica muito diferente entre si.
Quando estive na Alemanha por duas vezes e por duas vezes me apercebi do que era o alemão tÃpico, aliás, os alemães tÃpicos. Para mim existem claramente dois tipos de Alemães, os bons e os maus. Como em todo o lado, a ignorância polui a razão e o respeito ao próximo, e na Alemanha isso não é excepção. Conheci Alemães que, ao contrário do que muito as pessoas possam pensar acerca deles, são pessoas muito carinhosas, de trato fácil e cultas. Do outro lado, existem os outros Alemães, aqueles que não gostam de estrangeiros e que fazem menção especial em fazer sentir isso aos estrangeiros que lá habitam ou vão de férias. A diferença entre os dois tipos de Alemães tem a ver directamente com o nÃvel cultural de ambos, desnecessário será indicar quem é que possuà um grau cultural mais elevado.
Gostaria que este post fosse um cartão de visita para os Alemães, os Bons Alemães, como é o caso de três que eu conheço. Conversei com a Karin Jordan, alemã de Hannover na Baixa Saxónia, acerca do episódio de sexta-feira passada. Que conversa maravilhosa pois, como eu já tinha visto e pensado acerca disso, a ignorância e falta de formação das pessoas, marca indiscutivelmente a relação destas com os outros. Em Portugal vivemos com a noção de que não somos racistas, ou pelo menos, tão racistas quanto aquela imagem que temos dos Alemães. Não é verdade, somos tanto ou até em alguns casos, mais racistas que os Alemães. A Karin falava-me do tempo em que chegou a Portugal e como por vezes, na surdina, era presa fácil para alguns comentários. Quanto mais ignorante forem a pessoas, maior é a possibilidade de essa pessoa pensar ou ter comportamentos e pensamentos discriminatórios em relação a estrangeiros, e cá em Portugal como na Alemanha isso não deixa de ser verdade.
Mando um grande abraço à Karin Jordan ao Lothar e à Cornélia Lind, os três Alemães que vos falei, os bons Alemães. Vivem em Portugal, falam a minha lÃngua, conhecem os meus usos e costumes e nunca deixaram de ser Alemães. Adicionaram um elemento muito interessante na vida social das comunidades onde estão inseridos. Bem Hajam, o outro Alemão, que vá lavar a boca com sabão macaco próprio para o macaco que ele é.
quinta-feira, outubro 14, 2004
Alterações
quarta-feira, outubro 13, 2004
Sagres
Um jovem com uma sagres na mão é surpreendido quando alguém toca à campainha. Do outro lado da porta uma loiraça com um chupa chupa chupa e chupa na boca, com um aspecto saudável que o aborda como quem diz : " bute aà brincar um coche!?" e o gajo diz que não pode ser olhando para a cerveja?!
Hipóteses:
- O gajo é homosexual e o spot publicitário é dirigido a Homosexuais. Gay que é gay bebe sagres. Ok aceita-se.
- O gajo já está com uma tremenda bebedeira que já nem valia a pena fazer nada. Sagres causa impotência.
- O gajo não é gay nem está com uma bebedeira tremenda, é apenas tótó.
O cenário não é animador e a marca de Cerveja não vai conseguir muita coisa com aquele spot publicitário pois, se fosse a primeira hÃpotese em vez da loiraça devia ter aparecido um Homem. se for a segunda hipótese, das duas uma ou o gajo tem problemas erácteis ou então é mesmo fraquinho e a cerveja ajuda. Quanto à terceira hipótese, eu acho que essa é a mais plausÃvel, sendo a dúvida apenas em saber se o gajo já era tótó ou ficou assim depois de beber a cerveja.
segunda-feira, outubro 11, 2004
Tinha que ser mais dia menos dia
A malta do Benfica e do Porto que tenham lá paciência mas não há links para blogues vermelhos e ou azuis.
A corte de El Rei Tadinho
Santana Lopes, após a contestação a que está a ser alvo, primeiro refugiou-se nos Açores para fazer campanha polÃtica para o seu partido nas eleições Regionais dos Açores à custa dos contribuintes porque estes, são sempre, o que têm que pagar a factura. No entanto, Santana Lopes, em vez de decretar a distribuição gratuita de pastéis de nata, decretou a descida do IRS para 2005, o aumento das pensões, viagens pagas aos estudantes dos Açores e aumentos na Função Pública acima da inflação. El Rei Tadinho prometeu a distribuição gratuita de Pastéis de Nata, resta saber se os Pastéis de Nata serão frescos ou podres. Mesmo que os Pastéis de Nata estejam podres, El Rei Tadinho, cumpriu a promessa feita ao seu povo, ou seja, distribuir Pastéis de Nata. E Santana Lopes? Qual será a frescura dos seus Pastéis de Nata?
A descida do IRS para 2005 é um dado muito curioso pois o que se está a fazer actualmente é baixar ou eliminar, drasticamente, os escalões de Abatimentos, tornando-se assim a descida dos escalões de IRS infrutÃferos pois iremos pagar o mesmo que em outros anos ou talvez até mais dinheiro do que antes. Os pastéis de nata de Santana Lopes estão podres!
sexta-feira, outubro 08, 2004
Outono Marcelista
Se todos já sabiam que a imprensa poderia, ou estava, maneatada com os poderes instalados, havia uma reserva moral, uma gota de esperança que nos mantinha de certa forma à tona de água. A reserva esgotou-se e esgotou-se também o crédito que as pessoas dão ao Estado, de certa forma. A letargia crónica do povo português está a atravesar agora uma crise muito aguda.
O cenário da convocação de eleições antecipadas, quanto a mim, é uma hipótese muito remota e teremos que aguentar, se conseguirmos, o actual Governo, digo, Desgoverno de Santana Lopes, ou será de Paulo Portas ou de quem apanhar, perdi a conta a esta altura.
Quais as perpectivas de futuro para um jovem português?
1º Abrir uma estação televisiva só com o Marcelo Rebelo Sousa?
2ª Fugir para as Berlengas?
3ª Cagar e andar?
4ª Adoptar um estilo de vida neo-hippie desprovido de bens materiais?
Aceitam-se sugestões.
Já o meu avô dizia que o melhor que nós levamos desta vida é o que comemos, o que bebemos e o que ......
quinta-feira, outubro 07, 2004
Já para o Conselho Directivo!!!!
quarta-feira, outubro 06, 2004
Isto dá para pensar
Na carta escrita por Carlos Carvalhas, em nenhum ponto este enunciou qualquer motivo que se prende-se com um hipotético cansaço. Carvalhas disse algo que me fez a pensar acerca do que é o modus operandi actual de maior parte dos polÃticos. Este disse que não era de acordo com a noção de um LÃder eterno, este, deveria ser mudado de tempos a tempos com vista à necessária renovação deste ou de qualquer outro partido. É um lição em termos polÃticos pois, apesar de muitos defeitos que o PCP tem, uma coisa não podem acusar o PCP, falta de coerência. Para além da coerência, está relevância dada à luta por ideias polÃticos, sejam lá eles quais forem.
Num momento em que as sondagens dão uma vantagem a Kerry devido a aspectos que não têm a ver com o discurso no último debate nem à soluções apresentadas, mas sim, ao aspecto e empatia pela figura, o que Carlos Carvalhas fez é um autêntico hino para qualquer polÃtico que se preze. Por cá, e ao que parece, Sócrates vençe pela empatia que criou e que é capaz de criar junto ao eleitorado através da televisão mas, ideias sinceramente não as vi. Vi antes slogans, frases cabalÃsticas e pouco mais, aliás, isto não é apanágio do PS nem do Sócrates, é um mal que graça em várias aldeias polÃticas, umas mais que as outras. Gostaria que se debatessem ideias, soluções, projectos e respostas para os problemas. Ao contrário procura-se explorar a imagem de um e de outro. Como já referi, é necessário mudar toda uma classe de polÃticos e forma de estar na polÃtica nacional, nos vários quadrantes polÃticos.
terça-feira, outubro 05, 2004
O Bom Reitor
Poderam pensar que isto é uma brincadeira, e é mas não se esqueçam quem começou primeiro foi o Reitor.
segunda-feira, outubro 04, 2004
Pastelaria
Afinal o que importa não é a literatura nem a crÃtica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante - ele há tanta maneira de compor uma estante
Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipÃcio e cair verticalmente no vÃcio
Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saÃda da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora!
– rir de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra
Mário Cesariny
A quinta das celebridades
Há um lado positivo no programa de reintrodução de espécies ameaçadas no meio natural, a Quinta das Celebridades, que tem a ver com o devolver ao seu meio azeiteiro e tosco, espécies que tinham vindo a ser retiradas do mesmo e mantidas em cativeiro em zoos cor-de-rosa particulares dos quais o Zoo Caras se destaca. Este programa televisivo tem dois condões:
Primeiro: Permite a devolução ao esterco, seu meio natural, as espécies que lá prosperavam antigamente.
Segundo: dá um préstimo a essas espécies ao darem-lhes uma enxada para a mão e assim serem úteis por mais que não seja por 1 minuto nas vidas fúteis destes. Bem hajam produtores deste programa!
domingo, outubro 03, 2004
Vais partir naquela estrada....
Do outro lado parece sempre ser mais bonito e risonho do que cá deste lado. A emigração de hoje é diferente da de anos mais recuados. Emigra-se na perspectiva de viver num paÃs que proporcione estabilidade em detrimento de qualquer tipo de sonho materialista consumado com uma vida que lhes ofereça um automóvel enorme e potente e uma casa com imensas divisões. Procura-se um paÃs com assistência social eficaz, um sistema de saúde eficiente e gratuito. O que vejo hoje em Portugal é o destruir de um sistema de protecção social que estava a crescer e a ser melhorado, actualmente, o amanhã vê-se quando se chegar lá, se é que lá chegamos, vive-se numa lógica da ausência de perda, tudo vale para sobreviver, o que importa não são os que perecem da luta constante e diária mas os que ficam para lutar mais um dia.
Fala-se muito acerca das alternativas governativas, se o melhor será a Esquerda Soufflé de Sócrates ou a esquerda clássica de Manuel Alegre mas o que importa fundamentalmente é mudar as pessoas. É imperativo que toda uma classe de polÃticos portugueses, que prosperaram após o 25 de Abril, saÃam e dêem lugar a uma nova geração de polÃticos com uma forma de estar na vida completamente diferente. Portugal de hoje não é o de 25 de Abril de 1974, é irreversÃvel.
quinta-feira, setembro 30, 2004
Alma Salgueirista
O Salgueiros é um clube que sempre atraÃu a minha simpatia pelo facto de ser um clube, na sua génese, de operários, aliás, o nome Salgueiros vem precisamente de uma fábrica Textil chamada precisamente Salgueiros. Em 1947 o clube operário, cedeu o seu campo para um comÃcio de apoio à candidatura do general Norton de Matos e daà para a frente foi sempre a descer com a ajuda do tão democrata Oliveira Salazar. Como os tempos que correm são outros, ter alma apenas parece nãoser suficiente para levantar o clube da situação tão difÃcil, é pena.
quarta-feira, setembro 29, 2004
Quinta das celebridades
O programa vai estar no ar até ao Natal?
Se vai, é possÃvel que façam um presépio?
Se fizerem um presépio quem é que vai fazer de vaca?
E de burro, quem será?
A Virgem imaculada já tem um voluntário, o Avelino Ferreira Torres, pariu muita corrupção mas este afirma que não tem nada a ver com isto, daÃ, pode-se depreender que a corrupção que este pariu não foi por ele concebida, logo, Avelino Ferreira Torres é imaculado como uma virgem, negra é claro.
terça-feira, setembro 28, 2004
Quantas mais Joanas serão necessárias?
Recordo-me de uma conversa que tive com um amigo meu, tempos atrás, em que este me referia que a sua irmã, a residir na Alemanha, quando teve a sua filha, foi visitada, inesperadamente, pelas Assistentes Sociais Alemães. Nada de grave nem houve nenhum episódio digno de registo. Lá é regular uma visita de rotina cada vez que há um nascimento de uma criança. A referida visita pretende aferir se há condições para a criança crescer saudavelmente na casa e consequentemente despistar situações de risco. Serve também para aconselhar as mães acerca de cuidados básicos a ter com a criança.
Por cá, a situação da Joana foi registada como sendo de risco pelas assistentes Sociais devido a suspeitas de maus-tratos. A diferença entre Portugal e a Alemanha, nesta matéria, reside no fazer da Alemanha e no hás-de fazer qualquer coisa de Portugal.
Todos os anos em Portugal são registados centenas de casos de maus-tratos a crianças onde, infelizmente, de alguns resultam a morte de crianças e maus-tratos e sequelas fÃsicas e psicológicas para o resto da vida. Devo referir que esta situação é cada vez mais tÃpica das sociedades ocidentais e tem vindo a aumentar ao passo que a unidade familiar tradicional, tal como era entendida, se desmembra. Não pretenso fazer deste post um revivalismo dos antigos e morais valores da FamÃlia, pelo contrário, alerto para a necessidade urgente de se adaptar os serviços de apoio à famÃlia cada vez mais bem adaptados a esta nova realidade.
Espanta-me ou talvez nem tanto ou até mesmo nada que os Media não abordem a questão. È uma questão difÃcil mas que tem que ser encarada e analisada e, acima de tudo, “atacadaâ€� na sua raiz. É óbvio que levantar esta questão em detrimento do sensacionalismo barato não vende tanto e afinal o importante são as shares de audiências. Assim, exorto os media a largar o sensacionalismo barato e a atacarem o cerne da questão, ou seja, se o caso da Joana foi referenciado como sendo um caso de risco pelo Instituto de Apoio à Criança, porque é que nada foi feito, o que é que as autoridades podem fazer neste caso, em suma o que é que falhou e desta forma, e não alimentando mais bodes expiatórios, promover alterações urgentes nestes organismos para que não hajam mais casos idênticos ao da Joana.
segunda-feira, setembro 27, 2004
Xuning
Ao que parece, e pelo o que eu vi no noticiário do almoço na RTP 1, há duas facções de amantes de Tunning. Os bons e os maus, sendo os maus encabeçados pelos Street racers ou apelidados de Holigans.
Para o mais incauto como é que os poderemos distinguir? Facilmente se pode distinguir uns dos outros por uma diferença substancial ao que parece. Os xunnings têm automóveis modificados, com motores sobre-alimentados, carburadores duplos e bufadeiras descomunais mas, ao contrário do que poderia ser pensado, os donos desses automóveis, andam a 50 Km/hora dentro da cidade, respeitando assim o código da estrada circulando a 50 KM/hora com automóveis com 200 e tal cavalos de potência, mas a 50 Km/hora, devagarinho mas com muita pinta. A outra facção são os streets racers que fazem corridas com os mesmos automóveis e personificam o Belzebu deste hobbie.
Vamos lá a ver se eu entendo uma coisa. Quer-me parecer que o presidente do clube de Tunning de Alfena, na referida peça do noticiário da RTP 1, estava a tentar explicar que há individuos amantes do tunning que respeitam o código da estrada, até têm a carta de condução vejam lá, e que apesar de terem automóveis superpotentes, não fazem corridas ?! É estranho e cheira-me a esturro. Os meninos do xuning têm que se capacitar que se pretendem brincar com os pópós, têm que o fazer em recintos próprios como um autódromo por exemplo e não nas estradas.
Signs of the Time
Actualmente, o jovenzitos do Liceu, e eu falo daquilo que vejo, têm um carrito que orgulhosamente ostentam e espatifam estrada a fora com peões e ultrapassagens loucas. Sinais dos tempos os que hoje determinam a possibilidade dos rapazolas de hoje terem um carro dado pelo papá para espatifar na estrada em “concursos� de velocidade labrega.
Eu quando for grande quero ter um carro tunning com o auto-colante da Playboy, uma luz azul debaixo do carro, um aeleron de tamanho colossal e uma aparelhagem que dê para o bairro todo ouvir o pastilhame que eu lá meto alto e bom som. Quase me esquecia dos auto-colantes com mensagens carinhosas para os outros automobilistas.
Em Portugal, infelizmente, o automóvel ainda é, culturalmente, a extensão da masculinidade e a tão desejada afirmação social. Talvez um dia a nossa Sociedade cresça ao ponto de entender que um automóvel é um utensÃlio que mata se utilizado, como é em Portugal, neolÃticamente por inegrumonos que andam aos milhares nas estradas portuguesas.Sempre pensei que o desporto automóvel era praticado em recintos próprios mas não, enganei-me, erro meu má fortuna eles andam por aà a matarem-se, o que é pior, a matarem outros.
Has a Portuguese citizen that I am, and proud of being so, I most admit that in Portugal people drive senseless. So If you ever intend to visit Portugal beware of the portuguese driver, he kills without mercy.
quinta-feira, setembro 23, 2004
Os três marretas da bola
O futebol em Portugal é, por assim dizer, o espelho do paÃs que temos. O paÃs do compadrio, da manigância, dos apitos e da vida para além das posses. É arrepiante por vezes verificar o quanto o futebol português se assemelha ao estado actual de coisas do paÃs. Lembro-me de ter adquirido, não sei como, acções, não cotadas na bolsa, a tÃtulo de garantia de pagamento de dÃvidas ao Estado por parte do SLB. Isto fez-me pensar seriamente na forma como hei-de pagar umas multas de trânsito que para aqui tenho já à algum tempo. Vou emitir uns 8 milhões de acções do raminhos para entregar ao Estado como garantia, a perder de vista é claro, e depois vou relaxar no assunto porque já está pago pela garantia que entreguei. Se para o SLB serve como contribuinte fiscal que é, e por tal, com mesmo direitos e deveres que os demais, para mim deve também ser suficiente.
Por fim deixem-me frisar que os simpatizantes das “facções� não mencionadas não deveram começar a mandar foguetes nem a rirem-se muito porque há histórias destas que cheguem para todos.
quarta-feira, setembro 22, 2004
O TPC para hoje
O que se está a passar com a colocação de professores, e a forma como o governo, digo, desgoverno está lidar com a situação, é tÃpico de uma criança de oito anos.
Professora: Santaninha onde está o teu TPC?
Santaninha: Ó setora, o meu cão comeu o meu TPC.
A culpa nasce sempre órfã em Portugal, não tem pai nem Mãe, é imaculadamente concebida, existe, está em todo o lado, mas ninguém sabe ao certo de onde veio.
Entre degladiações sobre quem teve mais culpa no cartório, sinceramente, preocupo-me com os atrasos que esta borrada causou à s crianças e aos professores e, consequentemente, ao futuro do nosso paÃs. Não me vou alongar mais sobre este tema pois é subeijamente conhecido de todos como é também conhecido que mais uma vez a culpa nascerá orfâ.
terça-feira, setembro 21, 2004
O Porto é uma nação
Twilightzone 1
Olibeirinha : Boa tarde minha senhora, podia-me indicar como é que posso ir para a Avenida dos Aliados por favor?
Senhora Idosa: (sorriso de orelha a orelha) Boçê num é de cá pois não?! Boçê é estrangeiro num é?
Olibeirinha: Pois não sou de cá não minha senhora, sou sueco! Não dá para ver?!
Senhora Idosa : Sorri e vai-se embora.
Twilightzone 2 ( logo a seguir à senhora idosa )
Olibeirinha: Boa tarde podia me indicar como é que eu vou ter à Avenida dos Aliados?
Funcionário de um café: Ora bem num tem nada que saber carago! Boçê segue em frente depois encontra uns semáforos. Ora bem, já sabe se tiber bermelho boçê pára, se tiber berde boçê abanca.
Olibeirinha : Ó cum caraças não me diga que aquilo não era a iluminação de natal carago?!
Funcionário do café: pois é claro que não carago!
Olibeirinha: E só agora é que me abisa carago!!
Tirando isto que eu levei na boa, as gentes do Porto são impecáveis, não me posso queixar delas.
Para quem não conheçe o Porto, a Avenida dos Aliados é o ponto mais central da cidade. portanto, é só seguir as placas a indicar Centro vamos logo lá ter. Por vezes penso para comigo mesmo e digo, sou mesmo tonho.
P.S : Se estiver no Porto e estiver a ser transmitido um jogo do FCP na televisão, evite entrar num café com um pullover vermelho.
Bahhh não tenho paciência para certas coisas
Isto despoletou uma questão pertinente acerca dos poderes instituÃdos em Portugal. Quantos são? Dá-me a impressão que desde o anterior regime as corporações que dominavam na altura, dominam actualmente ainda e com maior força do que anteriormente. A Magistratura, a Ordem dos Médicos, as famÃlias benzocas e todas as restantes componentes da “melhor sociedade portuguesaâ€� como eram apelidadas no anterior regime. Vivemos enternecidos com o inegável contributo dos melhores dos melhores empresários portugueses que saciaram a fome de Hipermercados e Centros Comerciais, ao passo que, todo e qualquer empresário jovem e inovador viu-se ser relegado para décima segundo plano nas opções estratégicas do Governo. Não posso esquecer o desagravamento fiscal aos bancos, as multas e dÃvidas de grupos que exploram os Hospitais Empresas serem perdoadas e as aquisições futeboleiras de quadros para a Função Pública e o Mira Amaral com uma reforma de miséria coitadinho do moço.
A vida tem-me moldado à s circunstâncias e ao mundo onde vivo actualmente. Aprendi a ser tolerante, aliás tornei-me, mais tolerante a certas coisas mas a outras sou cada vez mais intransigente e inflexÃvel. Talvez faça parte da ternura dos trinta. Continuo a ser irreverente e correndo bem a vidinha, continuarei a sê-lo até morrer.
segunda-feira, setembro 20, 2004
Reality shows em geral
A ideia do programa é fantástica sob o ponto de vista do marketing televisivo porque, sob todo e qualquer outro ponto de vista onde o bom gosto e algo ligeiramente parecido com a cultura fosse equacionado, o que há a dizer é o mesmo que se pode ler nas análises, vestÃgios. Juntar uma série de tipos do mundo rosa e manter com eles o esclusivo televisivo para as baboseiras que dizem ou a vida inútil que levam, é, em termos de marketing, uma ideia excelente.
A personagem que mais me irá fazer rir, ou melhor, a dupla que irá fazer-me rir mais será o Marchant e o Bronco da autarquia, que bela combinação, que par, que riso que os dois vão levantar. Penso sériamente que Avelino Torres, enquanto lá estiver, vai dar um bom objecto de estudo para a Biologia Aplicada.
domingo, setembro 19, 2004
Manual de sobrevivência na polÃtica
Quando estiver a chefiar um ministério qualquer, o da educação por exemplo, e fizer uma asneirada das grossas, utilize a seguinte receita:
Escolha um ou dois lacaios, de preferência alguém que o avisou que iria fazer asneira da grossa à muito tempo e, com alguma pompa e circunstância, organize um sacrifÃcio público. Nada mais agradável para a populaça que um espectáculo em grande e com muito sangue.
Na hora do sacrifÃcio escuse-se de comparecer por motivos alheios à sua vontade e de maior importância para a nação, vá defecar, por exemplo, e enquanto faz isso evita que a trampa que deita atinja ainda mais os inocentes, o povo. Depois convoque alguns malabaristas e palhaços, de preferência malabaristas e palhaços que tirem fotos e filmem o evento para que todos os que não puderam comparecer, assistam no conforto dos respectivos lares, mais uma vez a populaça vai adorar, não há nada como pão e circo para o povo.
No final aja como se nada tivesse acontecido e reafirmando que o seu plano é genial pesa embora o facto de o ter sido executado com uma incompetência neolÃtica. Eis o remédio santo para males de incompetência e profunda ignorância e desvelo para com aquilo que é a responsabilidade do seu cargo e siga em frente que o povo já está habituado a estas coisas.
Por fim e como uma cereja no bolo, se conseguir que os seus lacaios ao serem executados em praça pública façam Méééé! Melhor ainda, assim conseguiu perpetuar a velha tradição lusitana de sacrificar um bode, expiatório em honra dos deuses da guerra.
A polÃtica é tão simples, as pessoas é que a preferem complicar.
sexta-feira, setembro 17, 2004
Dia infernal
Fazendo uma retrospectiva do que foi a semana neste paÃs, gostei da frontalidade e da forma como a Ministra da Educação saciou a sua fome colossal com tão grande sapo que, por motivos de digestão difÃcil, fez com que esta não pudesse comparecer para a foto e a entrevista do tão prometido inÃcio do ano lectivo a 15 de Setembro. Rápidamente poderiam os mais incautos pensarem que esta falhou. Não falhou, esqueçeu-se de indicar que o 15 de Setembro dela era pelo calendário ortodoxo, ou seja, no dia 15 de Outubro do nosso calendário. Sendo assim, ela até bateu as expectativas, começou adinatado o ano lectivo em Portugal.
As coisas são tão evidentes nós é que não as queremos ver, digo eu, em grego.
Por fim coloco uma questão, há algum ritual especÃfico, no código de ética bloguesco, quando se ultrapassa os 100 posts? Tenho que consultar a Maria Bobone.
quinta-feira, setembro 16, 2004
Falando de coisas sérias
Questão:
Por que é que as galinhas chocam?
Resposta:
As galinhas chocam por que não têm travões ehehehe
quarta-feira, setembro 15, 2004
Para quem não sabe o que é apanhar uma pele de raposa
A educação boa ou má começa em casa com o imprescindÃvel estÃmulo por parte dos pais no sentido de os filhos se interessarem pela aquisição de conhecimentos. Sem isso, e quando os pais não se interessam em fornecer esse mesmo estÃmulo, e apesar de, nem todas as famÃlias, infelizmente, terem a disponibilidade financeira para a aquisição de ferramentas didácticas extra-curriculares, o mÃnimo que poderá ser feito, será dar o estÃmulo necessário para que as crianças adquiram conhecimentos e se formem, com a ajuda imprescindÃvel da escola também, em indivÃduos prontos para enfrentarem uma sociedade penalizante para quem não se adapta ou não possui os conhecimentos suficientes. Isto não acontece actualmente, a generation gap é brutalmente elevada e com as novas gerações a adquirirem conhecimentos através de um sistema de ensino deficiente, o futuro que se agoura é negativo. Futuramente, as actuais gerações terão o mesmo problema que a geração anterior a esta sentiu aquando do acompanhamento escolar dos seus filhos. Quero com isto dizer que, apesar da escolaridade em termos de anos escolares aumentar, não aumenta, em qualidade, a quantidade de conhecimentos essenciais transmitidos à s novas gerações.
É fácil e rápido culpabilizar sempre um dos intervenientes do processo educativo mas, e apesar da sua maior responsabilidade, a culpa terá que ser repartida pelos vários intervenientes do referido processo. Como na questão dos trabalhadores, aqui, temos que repartir culpas, apesar de em proporções diferentes, as culpas. No entanto, a borrada que foi a colocação dos professores este ano, é imperdoável, estão a brincar, literalmente, com o futuro imediato de milhares de crianças e professores.
terça-feira, setembro 14, 2004
Ouvi dizer que....
A questão do financiamento dos partidos já veio à baila por diversas vezes, e por diversas vezes foi remetido para um canto. Quando se fala na possibilidade de não autorizar, que um Partido polÃtico Português ( Partido Comunista Português), se auto financie através de uma Festa anual, é estranho que esse partido por sua vez seja financiado por grupos privados, cujos objectivos não são muito claros, ou pelo menos parece. Relembro que o Grupo Amorim é detentor da exploração de jogo do Casino da Figueira da Foz, e de repente lembrei-me do Casino de Lisboa, não sei porquê?
Eis o artigo, e as elações que poderão tirar aplicam-se também aos outros partidos polÃticos portugueses, pelo menos alguns:
"O Primeiro-Ministro Santana Lopes vai presidir à inauguração do Centro Comercial que, em meados de Outubro, o Amorim inaugura em Vila Real.
É um sinal da importância de um investimento, o maior de sempre em toda a região transmontana, e que criará mil postos de trabalho directos, e de que os amigos nunca se esquecem.
Santana cimentou uma amizade sólida com Américo Amorim quando foi presidente da Câmara Municipal de Figueira da Foz e o grupo empresarial foi apontado como um dos principais financiadores da campanha de Santana em Lisboa.
Pedro Passos Coelho, o ex-dirigente do PSD que enveredou pela gestão, tomou-se director financeiro da IP-Holding. Afastado da polÃtica, Pedro beneficia dos conhecimentos que lhe ficaram da actividade partidária. Foi Ângelo Correia quem terá sugerido o seu nome a IlÃdio Pinho. Ângelo sempre foi um dos amigos mais próximos de IlÃdio que, mais uma vez, terá seguido a sua recomendação.
Manuel Teixeira, que transitou da administração da Lusomundo para chefe de gabinete de Rui Rio, conserva a sua carteira profissional de jornalista e recorre à Casa da Imprensa, apesar de não exercer jornalismo há muitos anos. Aparentemente, os órgãos que fiscalizam tal atribuição consideram que as suas funções são compatÃveis com a posse desse tÃtulo. Quando se descartou da sua assessora Sara Fina, o PGR Souto Moura sempre se referiu a ela como jornalista. Se para uma personalidade sábia como o PGR jornalista e assessora é a mesma coisa e se um dos candidatos a bastonário à Ordem dos Advogados (Marinho Pinto) é igualmente jornalista, é difÃcil encontrar no paÃs alguém a quem deva ser vedada a atribuição dessa famigerada carteira.
Depois da extinção da Edição Minho, o "Público" vai acabar com a Edição Centro. A lógica do jornalismo de proximidade num mundo globalizado sofre mais um forte revés, depois das experiências fracassadas do "Diário de NotÃcias" para se impor no Porto e do recuo do "Correio da Manhã" que chegou a estudar o reforço da sua delegação no Norte. O "Público" que nasceu com duas sedes e duas edições -Porto e Lisboa -, perde a batalha da provÃncia e regressa ao modelo inicial, logo agora que a descentralização de secretarias de Estado testa a polÃtica da proximidade."
E assim se vai andando com a cabeça entre as orelhas.
domingo, setembro 12, 2004
É fogo que arde sem se ver
É muito demagógico falar-se nas causas da baixa produtividade em Portugal, apontando os trabalhadores portugueses como fonte inesgotável de causas e razões para explicar tudo o que vai mal. Quando em Portugal se verifica que a esmagadora maioria das empresas utilizam ainda tecnologia atrasada com vista a conseguirem ser competitivas, até ver, pelo binómio produção/salários baixos, não é de espantar que a produtividade média dos trabalhadores portugueses seja baixa comparativamente com a de outros paÃses. Em vez disso, pretende-se um esforço adicional aos trabalhadores portugueses, mesmo sabendo de antemão, que estes não têem nos seus postos de trabalho, acesso a tecnologia nem condições de trabalho que lhes permitam fazer face à produtividade registada noutros paÃses europeus. Pelo que o Primeiro-ministro disse, parece, que o nosso tecido empresarial está acima de qualquer mácula, que tudo está bem, o problema está nos trabalhadores que são calões. A direita tem vindo a presentear-nos com este tipo de considerações ao longo do tempo e nada mais seria de prever com este governo conservador que temos actualmente em Portugal.
A questão acerca da produtividade é complexa quanto é complexo haver um cálculo da produtividade mas apesar disso, temos que nos render à realidade e verificar que efectivamente não somos eficientes. O cerne da questão está no modelo económico vigente e as razões conjecturais que se verificam são muitas e variadas. Não posso aceitar qualquer das vias que se escolha um bode expiatório para exorcizar o problema, porque, bem vistas as coisas, não temos um bode mas sim um rebanho inteiro a balir. O governo, a Administração Pública, os trabalhadores em Portugal, todos estes fazem parte e são a causa do mesmo problema, a falta de produtividade do paÃs. É certo que temos que alterar a atitude para com o trabalho do trabalhador médio português mas antes, temos alterar drasticamente, as condições de trabalho deste trabalhador médio. A solução viável, é de compromisso e doutra forma não o poderia ser. Portanto, aos partidários santanistas e aos sindicatos, abram os olhos para a verdadeira questão e lutem todos pelo mesmo. Premeia-se a produtividade, a organização e as condições de trabalho e, acima de tudo, que o Estado dê o exemplo que não tem estado a dar até ao momento e decida-se a efectivamente trabalhar eficientemente. Por fim gostaria de dizer ao Primeiro-ministro, como trabalhador que sou, que calão não sou mas sim muito digno e apreciado eu e todos os trabalhadores portugueses em paÃses onde as coisas estão organizadas, a começar pelo Governo. Se o Santana Lopes tivesse que abrir valas com um colher, fazendo o paralelismo com a falta de meios de produção eficazes para garantir a tal produtividade, a ganhar 400 € por mês, não diria o que diz e tinha, concerteza, um pingo de vergonha na cara.
sexta-feira, setembro 10, 2004
O estado da nação
De ambos os espectros da polÃtica, esquerda e direita, apontam-se os males e os benefÃcios que a iniciativa privada poderá ter para o paÃs, no entanto, esta visão de cada um dos espectros da polÃtica, peca por não abranger a totalidade da questão. Se por um lado, a iniciativa privada cria riqueza e postos de trabalho, por outro também usufrui da mão-de-obra, mais ou menos qualificada, que o Estado financiou em cuidados médicos e educação. Um aspecto complementa o outro, ou seja, a iniciativa privada não se pode escudar das suas obrigações apenas pelo facto de criar riqueza e postos de trabalho e também não se pode exigir desta quando o sistema da função pública não funciona e a burocracia impera.
Actualmente vê-se milhares de euros todos os anos para financiamento de formação profissional ou qualificante, pagos pelo Estado português e a Comunidade Europeia. Na minha óptica, não faz sentido que o Estado canalize fundos para fomentar a formação de quadros que irão trabalhar em empresas cuja obrigação é, acima de tudo, potenciar a sua competitividade, investindo precisamente nessa área. O dinheiro que o Estado canaliza para formar activos não irá ser alvo de retorno visto que, esses funcionários irão voltar para os seus postos de trabalho e continuar a auferir de salários miseráveis, não sendo assim possÃvel, ao estado, captar o retorno do dinheiro investido através de receitas de IRS. Este é um aspecto, outro aspecto pelo qual eu me insurjo tem a ver com um aspecto primacial de ser empresário que é o facto de a formação qualificante ser entendida como um custo pelos empresários. A qualificação da mão-de-obra é um investimento imprescindÃvel para o êxito de qualquer empresa, no entanto e ao contrário de outros paÃses, mais desenvolvidos, em Portugal os empresários tendem a julgar a formação do seu próprio pessoal como um custo. Falta muita cultura empresarial aos empresários portugueses, salvo raras e honrosas excepções. Falta também muita cultura de trabalho ao trabalhador médio português que em muitos casos se mostra inflexÃvel à mudança e à mudança. Temos que alterar os hábitos, e depressa. Pelo lado do governo, menos demagogia, mais acção e definitivamente, medidas que alterem o modelo económico miserabilistas que assenta sob a exploração da mão-de-obra. Continuamos a ter os salários mais baixos da Europa.
Por fim, ao Primeiro Ministro digo o seguinte: Se pretende maior produtividade por parte dos trabalhadores para estes terem o que lhes é devido, torne-se você e o seu governo mais produtivo e não faça asneiras como fez com o caso da colocação dos professores este ano.
Oliveirinha dix it !
quinta-feira, setembro 09, 2004
Shopping Fever
1. Vá buscar muitas caixas de preservativos e deixe uma em cada carrinho por onde passar, enquanto o respectivo dono está distraÃda.
2. Ponha todos os rádios na Rádio Evangélica, desligue-os e ponha-os no volume para o máximo.
3.Marque os alarmes de todos os rádios para tocarem com 10 minutos de intervalo.
4. Vá, junto de um empregado e diga-lhe numa voz oficial, Temos um cá uma bomba, digo, no armazém, depois veja o que acontece.
5. Desafie os outros clientes a fazerem um duelo com rolos de papel deembrulho.
6. Abra uma tenda no departamento de campismo e diga aos outros que osconvida a entrarem se eles trouxerem almofada.
7. Quando alguém lhe perguntar se pode ajudar, grite bem "Porque é que as pessoas não me deixam em paz?
8. Olhe bem de frente para a câmara de vigilância e utilize-a como espelho enquanto limpa o nariz.
9. Pegue em todos os bonecos do sector de brinquedos e disponha-os nochão de modo a formar um campo de batalha gigante.
10. Vá ao sector das armas, pegue numa espingarda e, com um ar de louco, pergunte no balcão de informações se sabe onde estão os anti-depressivos.
11. Vagueie com um ar suspeito enquanto murmura o tema da "MissãoImpossÃvel"
12. Esconda-se entre os fatos e quando alguém espreitar, diga "Leve-me!Leve-me!"
13. Quando ouvir uma chamada ou um anúncio nos altifalantes, encolha-se numa posição fetal e grite "Não!!! Outra vez aquela voz!!
14. Vá ate aos sanitários e grite bem alto "Hei! não há aqui papel higiénico!
15. Quando sair dos sanitários individuais, tranque a porta por dentro e saia por baixo da porta. (repita esta operação em todos os sanitários). Se alguém o apanhar, diga que "a porta ficou trancada!!!
Após ter tido a coragem de cumprir com todas as sugestões aqui apresentadas, faça as malas porque vai passar uma boa temporada no Miguel Bombarda.
quarta-feira, setembro 08, 2004
É terrÃvel
É idiota não é?! Vejam lá os blogues de extrema-direita no que concerne ao tema raça. Após rápida visita, não mais do que 1 segundo pois a exposição demorada a tais blogues provoca urticária, mal-estar e vómitos, poderão verificar, concerteza, a idiotice chapada que são esses referidos blogues. Mas também os poderão ver em blogues, na parte dos comentários, de antropologia e genética humana. É simples reconhecê-los, são cândidos nos comentários até que alguém discorde dos seus "argumentos", depois continuam insistentemente a falar de alhos quando se discute bugalhos.
Apesar de este blogue ser um espaço de liberdade, tenho, antes demais, referir que este espaço é um espaço de liberdade para quem a saiba respeitar. Como tal, os extremistas de ambos os espectros polÃticos, evitem cá por os cotos.
terça-feira, setembro 07, 2004
É só altruismo este governo santanete
Vou fazer umas sugestões ao governo santanista:
Sugestão 1 - Retirada da GNR no Iraque, poupando assim centenas de milhares de Euros ao Erário Público.
Sugestão 2 - Cancelamento da encomenda de submarinos
Sugestão 3 – Deixarem-se de ajudas de interesse duvidoso e começarem a ajudar povos que são martirizados pelo terrorismo internacional que tantos apregoam como a razão para todos os males do mundo, entre os quais, o mentor Bush.
Se há pouco dinheiro para ajuda externa que tal começarem a distribuir melhor o dinheirito?
segunda-feira, setembro 06, 2004
Moral de trazer por casa
Em conversa com um conhecido meu, que por acaso até é agente da autoridade, disse-me que tinha um colega do serviço dele que tinha em casa uma espécie de iguana rara da qual se contam apenas 5 pessoas em Portugal que as têem em casa. Para além do gáudio que me pareceu que o colega deste meu conhecido tinha pelo facto de ter em casa uma espécie rara, ainda nos gracejou com uma moralzinha engraçada. Ao que parece, a biodiversidade do nosso planeta deverá estar grata porque há indivÃduos, como ele, que preservam em casa, espécies em vias de extinção, evitando assim, que estes especÃmenes sejam mortos por caçadores furtivos. Como é claro a discussão começou por ser aflorada com conceitos como por exemplo: Quem é que deveria dar o exemplo? Resposta: “ e o que é que isso tem a ver? até há gajos que têem leões em casa!â€� quanto a este tipo de argumentação nada mais há a dizer senão batatas.
A discussão, saudável entenda-se, por causa da iguana fez-me lembrar um episódio da minha vida. Um certo dia fui apanhado na ramona por não ter elementos de identificação. Na altura quando entrei num Bar para beber um café, apareceu a polÃcia estilo Hollywood a mandar todos ficarem nos respectivos lugares e a colocarem as mãos no ar. Nisto, os que tinham estupefacientes arremessaram-nos para o chão mas, como tinham B.I. não foram levados na ramona para identificação, eu que até nem tinha nada para arremessar a não ser um ou dois bófias que me estavam a irritar com aquela cena hollywoodesca, fui com a ramona porque não tinha o meu B.I. comigo. Quando cheguei à esquadra até que não foi nada mau, estavam a assar frango e beber umas minis que me souberam que nem gingas. Isto tudo para dizer que vale a pena prevaricar quando as nossas autoridades levam de tão ânimo leve estas situações que, por vezes, ainda poderá ser, mas não deve, pensar-se até que ponto será ou não lÃcito prevaricar. No entanto, isto é estar a alimentar a tal cadeia que assim nunca parará.
sábado, setembro 04, 2004
2928.
Francisco Aborto Louçã
2927.
pra puta que vos pariu
Como em tudo na vida, um pingo de bom senso nunca fez mal nenhum a ninguém mas há muita gentinha que se recusa a aceitar um pingo que seja de bom senso. Há pessoas que não merecem viver num estado democrático!