quinta-feira, outubro 28, 2004

Do vosso amigo paulo portas

A propósito do complemento de Reforma atribuído aos ex-combatentes do Ultramar, o Ministro da Defesa, aproveitou para se servir desse momento para fazer uma campanha suja, eleitoralista, bem a jeito do estilo de fazer política de Paulo Portas. Num pais que até à bem pouco tempo escondeu os números reais das baixas portuguesas na referida guerra, é triste que alguém como o Sr. Paulo Portas, utilize algo a que os ex-combatentes têm direito para fazer campanha demagógica. O complemento de reforma é um direito de todos aqueles que viram a sua juventude e a sua vida em perigo numa guerra estúpida e sem sentido, não é uma prenda oferecida por alguém.
Para quem não sabe, a acompanhar o pagamento do primeiro complemento de reforma vem uma cartinha assinada por Paulo Portas como quem diz, eis uma prenda de Paulo Portas e não digam que não vão daqui sem nada, e já agora não se esqueçam de mim nas próximas eleições.

terça-feira, outubro 26, 2004

Escolhas

Sendo esta a última vez que vou escrever acerca do José Castelo Branco, já que da última vez que o fiz foi apenas um teste, do qual resultou um posterior post, gostaria de abordar uma questão que a escolha desse personagem da Paródia Nacional para ingresso no programa televisivo “A Quinta das Celebridades� fez, ou qual o efeito que essa escolha produz no veicular e cimentar do preconceito acerca da Homossexualidade. Quanto a mim, a escolha do José Castelo Branco só teve, na mente da Direcção de programas da TVI, um propósito apenas. A escolha serve o propósito de alimentar o preconceito em torno do que os comuns dos mortais têm acerca de um Homossexual, vulgo para esses mortais bicha, e nada mais. Não se pode dizer que a escolha de José Castelo Branco tenha sido feita pelo facto de este ter seja lá o que fosse de interessante a dizer a quem quer que seja, aliás, nenhum dos restantes participantes tem.
Toda a gente se prega em frente ao caixote a cores para ver mais uma das birras ou esgares de José Castelo Branco e gozar, só isso gozar. A imagem que o José Castelo Branco transmite é apenas essa, algo ridículo, no entanto, é importante referir que este, como qualquer pessoa tem o direito de agir e pensar como entende ou de acordo com a sua personalidade, o que está em causa é o porquê de, ainda, se colocar no leque de escolhas as hipóteses estigmatizadas de vários personagens como a Loira, o galã, a puta e a bicha louca. Qual é a imagem que se pretende transmitir de um Homossexual? Será o JCB o protótipo de um homossexual? E a suposta puta? É puta porque é uma porca? Atira-se a todos os homens? É grave quando a maioria da população portuguesa age preconceituosamente, devido à ignorância instituída e, ainda por cima, se alimenta mais os estigmas transportados ainda do século passado para os dias de hoje.
Não quero saber se o JCB é ou não é, ou se é seja lá o que for, é uma questão secundária mas acho de muito mau gosto a escolha dos concorrentes tendo apenas o objectivo de vender shares e mais shares, no entanto, nada disso me espanta, é a televisão(ões) que temos. Um exemplo flagrante do que eu referi está no Big Brother Britânico onde um travesti foi selecionado apenas pelo facto de ser travesti e não de, pela sua personalidade, ser uma pessoa que pudesse adir algo de interessante ao programa. A pessoa em causa até ganhou o concurso referido e até poderá efectivamente ter algo de interessante a dizer, no entanto, não foi isso que passou pela cabeça dos directores de programação à semelhança de cá com a Quinta das Celebridades.

segunda-feira, outubro 25, 2004

Tradução

Amanhã vou com um senhor madeirense tratar de uns assuntos, umas papeladas. O senhor é extremamente simpático e gosta muito de falar comigo e eu também gostava de poder falar com ele mas se não percebo nada daquilo que ele me diz como é que vou falar com ele? Há algum tradutor de português falado com pronúncia madeirense?

sábado, outubro 23, 2004

O Drama, o terror, a tragédia

Sempre pensei que a minha mãe fosse uma figura com juízo, alguém que eu pudesse observar e imaginar o que seria se eu tivesse um pingo de juízo que fosse. No entanto, e aos 57 anos de idade, a idade aconselhada para já ter algum juízo, a minha mãe começou a gostar de futebol. Aonde é que isto vai parar? É que ainda por cima percebe de futebol. Um dia destes ainda me vai cravar uns trocos para ir curtir a night com o meu velhote par uns desses antros de pecado que o Reitor da Católica referiu ó caraças!

sexta-feira, outubro 22, 2004

Caçetada e carneirada com batatas a murro

Nunca consegui compreender a dinâmica latente da fronteira entre um acto democrático e um acto de vandalismo. Por muitas ocasiões a fronteira desloca-se ao gosto de quem analisa, ou seja, se a simpatia é inculcada em quem se manifesta e carrega sobre a polícia, os maus da fita são os polícias, se a simpatia recai em quem chama a polícia para se “defender�, então, quem carrega sobre os polícias é arruaceiro. Falo acerca da carga policial contra os estudantes em Coimbra.

Questão 1: Aonde fica a fronteira, que referi anteriormente, quando as Instituições tomam decisões, de uma forma autista, sem respeitar a opinião de quem elas deveriam, supostamente, servir os interesses?

Questão 2: Aonde fica o exercício da democracia quando, esgotadas que são as vias institucionais, os centros decisores persistem em levar avante as decisões que violam os interesses e direitos daqueles que, estes, supostamente, deveriam servir?

Estas situações parecem uma pescadinha de rabo na boca, ou seja, se as instâncias não podem ver o seu espaço e normal funcionamento violado por manifestações, é bom que, para abono da Liberdade, as instâncias saibam viver em Democracia e assim evitem a tomada de atitudes de último recurso. Não se pode depositar a imprescindível confiança em Instituições que desrespeitam e se recusam, determinantemente, a ter a ombreiedade de saber ouvir e o quão importante é saber ouvir. Quero posso e mando faz bem jus aos Newmandarins que estes gestores ou reitores são na realidade. Um líder sabe, caso contrário não seria líder, ouvir quem este serve. A lealdade deverá ser prestada aos estudantes e às suas preocupações e só depois, e analisadas que seriam as reinvindicações, tomadas as decisões. A quem é que estes servem, ou melhor, a quem estes deveriam servir? Aos alunos e qualidade do ensino? Ao poder instituído?
Para mais gostaria de saber aonde é que alguns iluminados foram buscar a ideia de haverem agitadores misturados nas manifestações? Se bem me lembro, quando foram as manifestações contra a PGA, estes estavam lá mas não eram estudantes mas sim polícias à paisana tirando fotografias ao pessoal! Ganhem vergonha na cara! Por se manifestar é-se de extrema esquerda? Pois infelizmente só os de extrema-esquerda se manifestam, enquanto a restante carneirada come e cala.

quinta-feira, outubro 21, 2004

Chomsky a ameaça do Neo-liberalismo


Uma das leituras obrigatórias para quem se mostra atento ao desenrolar dos acontecimentos ao nível da política internacional é, sem dúvida uma das, pelo menos, Noam Chomky. É considerado um esquerdista por muitos, no entanto, prefere ser apelidado de Anarcosindicalista. Irei transcrever um breve trecho de um ensaio que este escreveu em 1964, apesar de, e não obstante a data em que foi escrito a que se refere ser a Guerra do Vietname, este ensaio é actualíssimo pois lançou a discussão acerca do que é o pensamento e, acima de tudo, desmistificou o dogma do controlo que o poder exerce sobre os vários intervenientes de uma qualquer sociedade. Este trecho não dispensa a leitura completa do ensaio para que, de uma forma objectiva, se compreenda realmente a extensão de tudo aquilo a que Chomksy se refere e, no final, poderão ser sujeitos a uma surpresa agradável ao verificar que este ensaio não se resume a um doutrinamento cego, pelo que, para quem advoga as ideologias de Direita, poderá continuar a advogá-las mas, após a leitura deste ensaio, poderá então compreender os mecanismos de poder e de persuasão dos diversos governos. Como está muito na voga a atribuição da terminologia de Neo-liberais aos vários governos actuais de Direita, este ensaio poderá mostrar que de Neo, os liberais actuais não têm nada.

Trecho do Ensaio intitulado “The Menace of Liberal Scholarship� publicado no The New York Review of Books, em 2 de Janeiro de 1969

What grounds are there for supposing that those whose claim to power is based on knowledge and technique will be more benign in their exercise of power than those whose claim is based on wealth or aristocratic origin? On the contrary, one might expect the new mandarin to be dangerously arrogant, aggressive, and incapable of adjusting to failure, as compared to his predecessor, whose claim to power was not diminished by honesty about the limitations of his knowledge, lack of work to do, or demonstrable mistakes. In the Vietnam catastrophe, all of these factors are detectable. There is no point in overgeneralizing, but neither history nor psychology nor sociology gives us any particular reason to look forward with hope to the rule of the new mandarins.

Os newmandarins que Chomsky se refere são os Gestores de topo, em especial, aqueles que desempenham funções de destaque na vida pública. Actualmente, vivemos impregnados por especialistas e pela “ ditadura� da especialização, doutrinada desde tenra idade nas escolas com o culto do Doutor e do isolamento, em ilhas de conhecimento, dos variados factos que ocorrem no dia a dia. Não faz sentido que uma questão de si multidisciplinar seja alvo da colonização de um ou outro especialista que, em terreno já lavrado pela instrução que o público tem nas escolas, vê a sua opinião ou vontade exercida sobre os demais. Um exemplo nítido desta doutrinação está na reacção que o público tem à mais variadas situações a que é sujeito. “ Eles é que sabe� é a figura mais emblemática deste Estado de Coisas. Quando não se aposta na formação de um individuo, na escola, no sentido de proporcionar a este os mecanismos que o habilitem a pensar acerca de tudo, privilegiando antes, o ensino de matérias factuais desprendidas de todos os seus contornos. O que resulta deste estado de coisas é a expressão democrática que o povo tem actualmente para com a política, ou seja, passividade.

quarta-feira, outubro 20, 2004

Cagando e andando

Cagando e andando é a expressão que melhor se enquadra no que se está a passar actualmente com a opinião pública Portuguesa, acerca dos mais variados assuntos que têm vindo à baila. Ao que parece, o José Castelo Branco, a bola que entrou ou não na baliza e as declarações dos presidentes dos clubes de futebol e regiões autónomas, do mais refinado tasqueiro que possa existir, nutrem mais as conversas do que qualquer outro assunto, quer na opinião pública, quer nas conversas de café e, salvo as raras e honrosas excepções, na Blogoesfera também. Desde á uns tempos para cá tenho verificado que a Blogoesfera tem vindo a perder algum do seu fulgor, está murcha, como murcha está a situação no país parece-me.
A blogoesfera sempre foi, para mim, um veículo de transmissão de ideias, de mera comunicação, de partilha ao fim ao cabo, no entanto, e apesar do cunho pessoal que cada blog tem, não se pode olvidar o facto de que se está a publicar, passo a expressão, ideias e pensamentos para milhares de pessoas, e estas ideias e pensamentos, como tudo na vida, são susceptíveis de geraram empatia ou controvérsia. Não me assuta, como nunca me assustou, a ideias controversas, nem o comentários manifestamente idiotas, apesar de, felizmente, por cá não ter sido alvo de tais comentários. Contudo, o que eu pretendo dizer com tudo isto é que na Blogoesfera, o mais interessante são as reacções que as pessoas têm sobre o que se escreve, pois isso, no meu ver, ajuda a maturar as ideias, a indagar sobre estas e acima de tudo, levanta novas questões. No entanto, a Blogoesfera tende a tornar-se um imenso restaurante de fast food com ideias fast food, consensuais e sem muita reflexão. É também, actualmente, um local onde o OMO lava mais branco, terreno propício para a lavagem de uma outra querela pessoal que umas e outras pessoas têm.
Não pretendo visar quem quer que seja, isto é aquilo que vejo e não é também, uma reacção a uma qualquer provocação que eu tenha sido alvo ou alguém mais próximo de mim. No entanto, aborrece-me ver blogues muito interessantes com uma afluência reduzida, sem comentários, ou poucos e postes onde se pretende, incessantemente, reinventar a roda. Detesto a rotina e a Blogoesfera por vezes está a tornar-se uma rotina devido à falta de feed-back.

terça-feira, outubro 19, 2004

Exótico ou exotismo do que parece, mas não é.


Nos países ocidentais por vezes fala-se dos países do Terceiro Mundo com um certo exotismo que, na realidade, não existe. Não consigo ver qualquer tipo de exotismo num país como a �ndia, por exemplo, com uma sociedade dominada pelo sistema das castas. A ideia de uma pessoa nascer numa determinada casta, e por tal, não ter hipóteses algumas de conseguir melhorar a sua vida, pois isso, é tido como tabu social, ou seja, nunca alguém de uma casta inferior nunca poderá executar o trabalho de alguém de uma casta superior. Como é possível, mesmo que em textos publicitários, ver-se apelidada a �ndia como a maior democracia do mundo?
Tenho uma pessoa minha conhecida que foi à índia e o que lá viu é, no mínimo, Dantesco. Crianças que vão pedir dinheiro a turistas para comprar leite e que depois de os turistas darem o dinheiro para comprar o leite, as crianças, voltam a depositar o leite na Leitaria para assim receberem a sua comissão do leiteiro, cabecilha do esquema, isto não é exotismo, é miséria.
Na �ndia actualmente morrem milhares de pessoas de fome, no entanto, existe um programa nuclear na �ndia. A classe média é inexistente, foi substituída por uma geração de ricos, muito ricos que, inclusivamente, têm mais poder de compra que qualquer rico que viva na Europa.
Esquecemo-nos facilmente do que é a pobreza e a miséria, aliás, não a conhecemos na Europa, pelo menos, ao nível de um país como a �ndia e outros países que tais do Terceiro Mundo. Procuramos ver o lado humano da vivência daqueles povos em contraste com a nossa vivência e chegamos a conclusões distorcidas do que é a realidade. Ficamos chocados com o relato de um caçador furtivo que abateu um elefante em troco de uma máquina de moer grão e achamos que essas pessoas são incivilizadas, não têm respeito pelos animais. Esquecemo-nos que dessa máquina de moer grão depende uma família inteira que não tem água potável e que morre de doenças que, por cá, já não se morre à séculos, é estranho mas tomamos em conta a desproporção do que é a vida e as sua amplitude. Enviamos sacos de milho trangénico, que não pode ser comercializado cá, em troca de petróleo, muito petróleo e ficamos descansados porque fizemos algo correcto para aqueles que necessitam. Será? As ONG´s são um negócio tremendo.
Em �frica, por cada 10 sacos de cereais que são enviados, um chega ao seu destino, o povo carenciado, no entanto, esse saco chega sob uma contrapartida impossível de ser paga. Chega sob a contrapartida de petróleo, minérios, recursos naturais e uma cada vez maior dependência desses países para os ex-colonizadores e neo-colonizadores. Não está certo, o Neo-colonialismo está aí para vingar e é vergonhoso a forma como os governos europeus, já para não falar dos Estados Unidos, são cúmplices nesta negociata.
Há imensas oportunidades de trabalho voluntário, ou não, para quem realmente quiser auxiliar esses países e a si mesmo, visto que, uma experiência destas vale mil lições na vida.
Parece um pouco sentimentalista pensar assim mas, enquanto o fosso entre o Ocidente e o Terceiro Mundo existir da forma como existe, o povo dos países ocidentais sofrerá, como tem vindo a sofrer, as consequências do desemprego. Por cada fábrica das multinacionais europeias que abre num dos países do Terceiro Mundo, milhares de postos de trabalho são perdidos na Europa. Facilmente se pensaria que é positivo para os povos do Terceiro Mundo a abertura de fábricas nos seus países, no entanto, a realidade é bastante diferente. Nessas fábricas trabalha-se de uma forma que nós cá julgávamos esquecida algures no século passado, mas não, ela existe lá no Terceiro Mundo.
Enquanto não houver um organismo regulador do comércio Internacional que realmente fiscalize o comércio de produtos internacionalmente, de forma a impedir o comércio de produtos manufacturados por empresas que desrespeitam as mais básicas condições de trabalho e exploram o trabalho infantil, por exemplo, o futuro das próximas gerações está em perigo. Portanto, cada vez que adquirirem um produto made in china, pensem bem no que fazem.
Propõe-se que os modelos de desenvolvimento para os países subdesenvolvidos prevejam realmente o desenvolvimento humano e social das populações que vivem nos referidos países com o devido respeito pela realidade cultural de cada um dos povos sem que, como tem vindo a ser feito, se doutrine as populações num estilo de vida ocidental, consumista da pior espécie. Escolas. Saneamento básico, acesso à informação e democracia, estas são as armas do desenvolvimento humano e social dos países de Terceiro Mundo respeitando as suas realidades culturais, sociais e religiosas.

segunda-feira, outubro 18, 2004

On parle futebolês

Cada vez mais é evidente que o futebol nacional é o espelho do país em que vivemos. Não estou a preparar terreno para discutir as cenas lamentáveis que ocorreram no passado Domingo a propósito de mais um clássico Benfica/Porto, no entanto, é curioso ver que a reacção ao jogo de Domingo gerou muito mais polémica e frisom, na população em geral, do que o caso Marcelo Rebelo de Sousa.
Por vezes penso se não será mais democrático o Futebol Português do que propriamente a cena política nacional. No futebol discute-se cartões amarelos ou vermelhos, arbitragens e outros incidentes normais do futebol mas, em contrapartida, o facto é que os cartões, os penalties e as outras situações são aplicadas, ou seja, os cartões amarelos mostram-se, discute-se depois a aplicação dos mesmos mas age-se. Na cena política nacional não, o governo joga em nítido fora de jogo, marca golos com as mãos, agridem-se os jogadores e no entanto não há cartões para ninguém. Onde está a democracia?
As claques, quais hordas de bárbaros, degladiam-se entre si para verem quem é que consegue ser mais Neanderthal que o outro. Trocam mensagens carinhosas entre si, arremessam lembranças e objectos úteis para a vida na caverna (Pedras). Uma coisa que me deixa perplexo é a atenção que é dispensada a estes individuos, ou seja, tipos que vão para um estádio insultar a claque contrária, que levam um arraial de porrada da polícia mas que, mesmo assim, voltam lá sempre para levarem mais porrada, não podem ser levados a sério pois não. Os políticos por sua vez agem de forma semelhante, ou seja, insultam a nossa inteligência, atraiçoam-se uns aos outros, levam porrada nas urnas mas voltam lá sempre para continuar a festa.
Creio que o melhor é colocar os políticos ao lado das claques e depois carregar sobre eles para ver quem é que é mais democrata.

domingo, outubro 17, 2004

Deustche Volke



Na Sexta-feira passada tive que aturar um par de alemães, absolutamente intratáveis diga-se, a propósito de um processo burocrático complicado que parecia estar enguiçado. Por vezes criamos estereótipos acerca de certos povos que, no tribunal da vivência e do dia a dia, são completamente postos de lado e refutados. Temos por vezes a mania de pensar que lá do outro lado é sempre bem melhor do que cá deste lado, mas não é. Ter que apanhar com um Alemão, que pensava que eu não falava alemão, a tecer maus comentários acerca dos Portugueses, estando esse alemão a viver em Portugal à seis anos, é muito desgastante e por vezes até dá vontade de criar um ou dois estereótipos acerca dessas personagens. Não irei fazer tal coisa por um motivo muito simples. A comunidade Alemã a viver na minha área, ou perto dela, é composta pelo mais variado conjunto de pessoas vindas de vários estratos sociais e com formação moral e académica muito diferente entre si.
Quando estive na Alemanha por duas vezes e por duas vezes me apercebi do que era o alemão típico, aliás, os alemães típicos. Para mim existem claramente dois tipos de Alemães, os bons e os maus. Como em todo o lado, a ignorância polui a razão e o respeito ao próximo, e na Alemanha isso não é excepção. Conheci Alemães que, ao contrário do que muito as pessoas possam pensar acerca deles, são pessoas muito carinhosas, de trato fácil e cultas. Do outro lado, existem os outros Alemães, aqueles que não gostam de estrangeiros e que fazem menção especial em fazer sentir isso aos estrangeiros que lá habitam ou vão de férias. A diferença entre os dois tipos de Alemães tem a ver directamente com o nível cultural de ambos, desnecessário será indicar quem é que possuí um grau cultural mais elevado.
Gostaria que este post fosse um cartão de visita para os Alemães, os Bons Alemães, como é o caso de três que eu conheço. Conversei com a Karin Jordan, alemã de Hannover na Baixa Saxónia, acerca do episódio de sexta-feira passada. Que conversa maravilhosa pois, como eu já tinha visto e pensado acerca disso, a ignorância e falta de formação das pessoas, marca indiscutivelmente a relação destas com os outros. Em Portugal vivemos com a noção de que não somos racistas, ou pelo menos, tão racistas quanto aquela imagem que temos dos Alemães. Não é verdade, somos tanto ou até em alguns casos, mais racistas que os Alemães. A Karin falava-me do tempo em que chegou a Portugal e como por vezes, na surdina, era presa fácil para alguns comentários. Quanto mais ignorante forem a pessoas, maior é a possibilidade de essa pessoa pensar ou ter comportamentos e pensamentos discriminatórios em relação a estrangeiros, e cá em Portugal como na Alemanha isso não deixa de ser verdade.
Mando um grande abraço à Karin Jordan ao Lothar e à Cornélia Lind, os três Alemães que vos falei, os bons Alemães. Vivem em Portugal, falam a minha língua, conhecem os meus usos e costumes e nunca deixaram de ser Alemães. Adicionaram um elemento muito interessante na vida social das comunidades onde estão inseridos. Bem Hajam, o outro Alemão, que vá lavar a boca com sabão macaco próprio para o macaco que ele é.

quinta-feira, outubro 14, 2004

Alterações

Quase como se de um autarquia Laranja se tratasse, o Raminhos, vai lavar a cara, ou seja, vai mudar o Template continuando todo o resto na mesma. É quase como os cartazes das autarquias laranjas a dizer " Repare como a sua cidade está mais bonita" no entanto, a cidade geralmente não está mais bonita, está é com mais buracos mas, o Raminhos como é alérgico a Laranjada, vai continuar na mesma mas sem os buracos.

quarta-feira, outubro 13, 2004

Sagres

Hoje ouvi as teorias do Nilton acerca do último anúncio televisivo da Sagres. Ora bem vamos lá ver o que é que o spot publicitário nos diz:

Um jovem com uma sagres na mão é surpreendido quando alguém toca à campainha. Do outro lado da porta uma loiraça com um chupa chupa chupa e chupa na boca, com um aspecto saudável que o aborda como quem diz : " bute aí brincar um coche!?" e o gajo diz que não pode ser olhando para a cerveja?!

Hipóteses:

  1. O gajo é homosexual e o spot publicitário é dirigido a Homosexuais. Gay que é gay bebe sagres. Ok aceita-se.
  2. O gajo já está com uma tremenda bebedeira que já nem valia a pena fazer nada. Sagres causa impotência.
  3. O gajo não é gay nem está com uma bebedeira tremenda, é apenas tótó.

O cenário não é animador e a marca de Cerveja não vai conseguir muita coisa com aquele spot publicitário pois, se fosse a primeira hípotese em vez da loiraça devia ter aparecido um Homem. se for a segunda hipótese, das duas uma ou o gajo tem problemas erácteis ou então é mesmo fraquinho e a cerveja ajuda. Quanto à terceira hipótese, eu acho que essa é a mais plausível, sendo a dúvida apenas em saber se o gajo já era tótó ou ficou assim depois de beber a cerveja.

segunda-feira, outubro 11, 2004

Tinha que ser mais dia menos dia

Uma das minhas paixões é o futebol, mais propriamente, o Sporting. Neto e filho de sportinguistas não tinha outra alternativa senão ser sportinguista. Daí eu colocar um link novo no Raminhos. Sangue Leonino.
A malta do Benfica e do Porto que tenham lá paciência mas não há links para blogues vermelhos e ou azuis.

A corte de El Rei Tadinho

Para quem leu um livro infantil intitulado “ A corte de El Rei Tadinho� percebe bem o que é que o Governo de Coligação está a fazer e o seu respectivo modus operandi. No livro que mencionei, a uma dada altura, o Rei tomou uma decisão impopular que gerou muita contestação. Para minorar a contestação, El Rei Tadinho, emitiu um decreto régio que previa a distribuição, gratuita, de pastéis de nata às segundas-feiras.
Santana Lopes, após a contestação a que está a ser alvo, primeiro refugiou-se nos Açores para fazer campanha política para o seu partido nas eleições Regionais dos Açores à custa dos contribuintes porque estes, são sempre, o que têm que pagar a factura. No entanto, Santana Lopes, em vez de decretar a distribuição gratuita de pastéis de nata, decretou a descida do IRS para 2005, o aumento das pensões, viagens pagas aos estudantes dos Açores e aumentos na Função Pública acima da inflação. El Rei Tadinho prometeu a distribuição gratuita de Pastéis de Nata, resta saber se os Pastéis de Nata serão frescos ou podres. Mesmo que os Pastéis de Nata estejam podres, El Rei Tadinho, cumpriu a promessa feita ao seu povo, ou seja, distribuir Pastéis de Nata. E Santana Lopes? Qual será a frescura dos seus Pastéis de Nata?
A descida do IRS para 2005 é um dado muito curioso pois o que se está a fazer actualmente é baixar ou eliminar, drasticamente, os escalões de Abatimentos, tornando-se assim a descida dos escalões de IRS infrutíferos pois iremos pagar o mesmo que em outros anos ou talvez até mais dinheiro do que antes. Os pastéis de nata de Santana Lopes estão podres!

sexta-feira, outubro 08, 2004

Outono Marcelista

Este último acontecimento que envolveu Marcelo Rebelo Sousa é hilariante, não pela situação em si, mas pelas tentativas de extracção de dividendos de uns, e a tentativa de minorização do mal instalado por outros. É curioso ver como a oposição tenta tirar dividendos de uma personagem que, no mesmo programa, criticava os partidos da oposição e, de uma forma muy douta, desculpabilizava o anterior governo de Durão Barroso. No entanto, e apesar de não concordar com as opiniões de MRS, ele era, antes demais, um cidadão como qualquer outro com o direito de veicular a sua opinião. Como sabem, o direito de opinião de cada um, foi violentamente negado a MRS.
Se todos já sabiam que a imprensa poderia, ou estava, maneatada com os poderes instalados, havia uma reserva moral, uma gota de esperança que nos mantinha de certa forma à tona de água. A reserva esgotou-se e esgotou-se também o crédito que as pessoas dão ao Estado, de certa forma. A letargia crónica do povo português está a atravesar agora uma crise muito aguda.
O cenário da convocação de eleições antecipadas, quanto a mim, é uma hipótese muito remota e teremos que aguentar, se conseguirmos, o actual Governo, digo, Desgoverno de Santana Lopes, ou será de Paulo Portas ou de quem apanhar, perdi a conta a esta altura.
Quais as perpectivas de futuro para um jovem português?

1º Abrir uma estação televisiva só com o Marcelo Rebelo Sousa?
2ª Fugir para as Berlengas?
3ª Cagar e andar?
4ª Adoptar um estilo de vida neo-hippie desprovido de bens materiais?

Aceitam-se sugestões.

Já o meu avô dizia que o melhor que nós levamos desta vida é o que comemos, o que bebemos e o que ......

quinta-feira, outubro 07, 2004

Já para o Conselho Directivo!!!!

O setôr foi mandado para o Conselho Directivo com direito a repreensão e um puxão de orelhas. Esta situação que envolve o Professor Marcelo e os peõs de brega do governo, não me espanta, aliás, só quem não vê os noticiários de todos os canais portugueses é que não se apercebe da manipulação a que estes estão sujeitos pelo Governo Laranja. Sobre esta questão não direi mais pois os vómitos afectaram-me consideravelmente, no entanto, direi apenas uma coisa. O que nos separa de um país civilizado europeu para uma república das bananas centro-americana é apenas um bigode e um caxuxo. Deixem lá o Santana crescer o bigodinho e enfiar o caxuxo no dedo mindinho que aí seremos uma verdadeira república das bananas.

quarta-feira, outubro 06, 2004

Isto dá para pensar

Num momento actual em que, quer em Portugal, quer a nível internacional, a fotogenia e o look, parecem ser um factor determinante para a captação de votos para as respectivas "campanhas políticas", não posso deixar de registar este pequeno detalhe. A saída de Carlos Carvalhas da direcção do PCP teve um impacto grande na opinião pública não afecta a aquele partido. Os militantes do PCP não reagiram com grande surpresa ao anúncio da saída de Carlos Carvalhas, pelo contrário, estavam ao corrente do que se iria passar.
Na carta escrita por Carlos Carvalhas, em nenhum ponto este enunciou qualquer motivo que se prende-se com um hipotético cansaço. Carvalhas disse algo que me fez a pensar acerca do que é o modus operandi actual de maior parte dos políticos. Este disse que não era de acordo com a noção de um Líder eterno, este, deveria ser mudado de tempos a tempos com vista à necessária renovação deste ou de qualquer outro partido. É um lição em termos políticos pois, apesar de muitos defeitos que o PCP tem, uma coisa não podem acusar o PCP, falta de coerência. Para além da coerência, está relevância dada à luta por ideias políticos, sejam lá eles quais forem.
Num momento em que as sondagens dão uma vantagem a Kerry devido a aspectos que não têm a ver com o discurso no último debate nem à soluções apresentadas, mas sim, ao aspecto e empatia pela figura, o que Carlos Carvalhas fez é um autêntico hino para qualquer político que se preze. Por cá, e ao que parece, Sócrates vençe pela empatia que criou e que é capaz de criar junto ao eleitorado através da televisão mas, ideias sinceramente não as vi. Vi antes slogans, frases cabalísticas e pouco mais, aliás, isto não é apanágio do PS nem do Sócrates, é um mal que graça em várias aldeias políticas, umas mais que as outras. Gostaria que se debatessem ideias, soluções, projectos e respostas para os problemas. Ao contrário procura-se explorar a imagem de um e de outro. Como já referi, é necessário mudar toda uma classe de políticos e forma de estar na política nacional, nos vários quadrantes políticos.

terça-feira, outubro 05, 2004

O Bom Reitor

As declarações do Reitor da Universidade Católica acerca dos antros de perdição e pecado que proliferam, quais sereias que arrebanham marinheiros à deriva, pela noite Lisboeta, inspirou-me para engendrar um plano, infalível é claro, que vai solucionar o problema desses milhares de jovens que mergulham verticalmente no vício. Proponho a criação de confessionários móveis a serem colocados junto a tais antros de pecado. Desta forma, o eterno costume, sempre a preservar, de ir às putas ao sábado e à missa ao Domingo poderá ser mantido livre de perigos pecaminosos pelos jovens da Cidade de Lisboa.
Poderam pensar que isto é uma brincadeira, e é mas não se esqueçam quem começou primeiro foi o Reitor.

segunda-feira, outubro 04, 2004

Pastelaria

Só me apeteçe ler e se pudesse dizer isto e mais nada.


Afinal o que importa não é a literatura nem a crítica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante - ele há tanta maneira de compor uma estante
Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício e cair verticalmente no vício
Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora!
– rir de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra

Mário Cesariny

A quinta das celebridades

Há na vida pequenas subtilezas que conseguem, inadvertidamente, mover montanhas. Recordo-me de ver televisão num fim-de-semana constantemente interrompido por directos ao Congresso do PSD. Este fim-de-semana aconteceu algo parecido, ou seja, houve directos a interromper a emissão. Em directo da Quinta onde vão introduzir no seu meio natural novas espécies que se pensavam quase extintas. Com este esforço, animais como o Avelino Ferreira Torres, serão introduzidos no meio natural e daí talvez possam prosperar novamente ou ainda mais do que já prosperam.
Há um lado positivo no programa de reintrodução de espécies ameaçadas no meio natural, a Quinta das Celebridades, que tem a ver com o devolver ao seu meio azeiteiro e tosco, espécies que tinham vindo a ser retiradas do mesmo e mantidas em cativeiro em zoos cor-de-rosa particulares dos quais o Zoo Caras se destaca. Este programa televisivo tem dois condões:
Primeiro: Permite a devolução ao esterco, seu meio natural, as espécies que lá prosperavam antigamente.
Segundo: dá um préstimo a essas espécies ao darem-lhes uma enxada para a mão e assim serem úteis por mais que não seja por 1 minuto nas vidas fúteis destes. Bem hajam produtores deste programa!

domingo, outubro 03, 2004

Vais partir naquela estrada....

Tive uma sensação dejá vu no outro dia. Quando tomava café não pude evitar que uma conversa alheia invadisse o meu espaço e me tenha capturado a atenção por alguns minutos. Esta conversa apoderou-se de mim e trouxe-me de volta a tempos mais recuados, uma sensação dejá vu trepou por entre a conversa. Uma mãe, desanimada, confessava para a sua amiga os amargos e dissabores que o estado actual do país lhe causou. Seu filho, referia ela, vai para a Bélgica trabalhar pois por cá não há futuro. O presente é pautado pelo desemprego, interrompido aqui e ali por um ou outro contrato a prazo, a perspectiva não é saudável. No entanto, não foi este o trigger para a sensação dejá vu, mas sim, o discurso, a expressão no rosto de uma mãe que vê, resignadamente, a partida do seu filho para um país distante como a alternativa única, irreversível. Lembro-me na aldeia da minha mãe as conversas, as mesmas que ouvi no outro dia e que pensava que não ouvisse mais, acerca do desalento dos jovens para com um país, o nosso, que não lhes oferece qualquer perspectiva de futuro. As conversas dos anos oitenta estavam carregadas por demais evidências que, apesar de tudo, faziam sentido na altura, confesso que não esperava que voltassem hoje, anos mais tarde num país que se desenvolveu, não o suficiente como se pode ver com as conversas e os argumentos que teimam a persistir, mas que afinal sempre dá actualmente mais condições do que na altura.
Do outro lado parece sempre ser mais bonito e risonho do que cá deste lado. A emigração de hoje é diferente da de anos mais recuados. Emigra-se na perspectiva de viver num país que proporcione estabilidade em detrimento de qualquer tipo de sonho materialista consumado com uma vida que lhes ofereça um automóvel enorme e potente e uma casa com imensas divisões. Procura-se um país com assistência social eficaz, um sistema de saúde eficiente e gratuito. O que vejo hoje em Portugal é o destruir de um sistema de protecção social que estava a crescer e a ser melhorado, actualmente, o amanhã vê-se quando se chegar lá, se é que lá chegamos, vive-se numa lógica da ausência de perda, tudo vale para sobreviver, o que importa não são os que perecem da luta constante e diária mas os que ficam para lutar mais um dia.
Fala-se muito acerca das alternativas governativas, se o melhor será a Esquerda Soufflé de Sócrates ou a esquerda clássica de Manuel Alegre mas o que importa fundamentalmente é mudar as pessoas. É imperativo que toda uma classe de políticos portugueses, que prosperaram após o 25 de Abril, saíam e dêem lugar a uma nova geração de políticos com uma forma de estar na vida completamente diferente. Portugal de hoje não é o de 25 de Abril de 1974, é irreversível.

quinta-feira, setembro 30, 2004

Alma Salgueirista

Fiquei triste quando vi o programa televisivo " A Liga dos últimos" a falar acerca do estado actual do Salgueiros. Sem Estádio, sem jogadores profissionais, socorrendo-se da equipa de Juniores lá vai com quatro jogos e quatro derrotas. António Linhares, o actual presidente, vai ser alvo de uma moção de censura a ser levantada na próxima assembleia de sócios devido, precisamente, ao estado paupérrimo a que o clube chegou nos últimos tempos.
O Salgueiros é um clube que sempre atraíu a minha simpatia pelo facto de ser um clube, na sua génese, de operários, aliás, o nome Salgueiros vem precisamente de uma fábrica Textil chamada precisamente Salgueiros. Em 1947 o clube operário, cedeu o seu campo para um comício de apoio à candidatura do general Norton de Matos e daí para a frente foi sempre a descer com a ajuda do tão democrata Oliveira Salazar. Como os tempos que correm são outros, ter alma apenas parece nãoser suficiente para levantar o clube da situação tão difícil, é pena.

quarta-feira, setembro 29, 2004

Quinta das celebridades

A quinta das celebridades vai começar dentro em breve e desde já algumas questões surgiram na minha cabeça.

O programa vai estar no ar até ao Natal?

Se vai, é possível que façam um presépio?

Se fizerem um presépio quem é que vai fazer de vaca?

E de burro, quem será?

A Virgem imaculada já tem um voluntário, o Avelino Ferreira Torres, pariu muita corrupção mas este afirma que não tem nada a ver com isto, daí, pode-se depreender que a corrupção que este pariu não foi por ele concebida, logo, Avelino Ferreira Torres é imaculado como uma virgem, negra é claro.

terça-feira, setembro 28, 2004

Quantas mais Joanas serão necessárias?

Fiquei, como muitos ficaram, impressionado com o episódio trágico da pequena Joana. Não irei alimentar mais o sensacionalismo gerado em torno da questão nem tão pouco referir o que é óbvio. O crime, a ter sido consumado, foi hediondo. Pretendo levantar um outro aspecto, não mais importante que o caso em si mas de igual importância e que tem vindo a ser descurado pelos Media, ávidos de sensacionalismo barato consubstanciado com o repisar da questão, que é a questão omitida quanto à Assistência à Família e Crianças.
Recordo-me de uma conversa que tive com um amigo meu, tempos atrás, em que este me referia que a sua irmã, a residir na Alemanha, quando teve a sua filha, foi visitada, inesperadamente, pelas Assistentes Sociais Alemães. Nada de grave nem houve nenhum episódio digno de registo. Lá é regular uma visita de rotina cada vez que há um nascimento de uma criança. A referida visita pretende aferir se há condições para a criança crescer saudavelmente na casa e consequentemente despistar situações de risco. Serve também para aconselhar as mães acerca de cuidados básicos a ter com a criança.
Por cá, a situação da Joana foi registada como sendo de risco pelas assistentes Sociais devido a suspeitas de maus-tratos. A diferença entre Portugal e a Alemanha, nesta matéria, reside no fazer da Alemanha e no hás-de fazer qualquer coisa de Portugal.
Todos os anos em Portugal são registados centenas de casos de maus-tratos a crianças onde, infelizmente, de alguns resultam a morte de crianças e maus-tratos e sequelas físicas e psicológicas para o resto da vida. Devo referir que esta situação é cada vez mais típica das sociedades ocidentais e tem vindo a aumentar ao passo que a unidade familiar tradicional, tal como era entendida, se desmembra. Não pretenso fazer deste post um revivalismo dos antigos e morais valores da Família, pelo contrário, alerto para a necessidade urgente de se adaptar os serviços de apoio à família cada vez mais bem adaptados a esta nova realidade.
Espanta-me ou talvez nem tanto ou até mesmo nada que os Media não abordem a questão. È uma questão difícil mas que tem que ser encarada e analisada e, acima de tudo, “atacada� na sua raiz. É óbvio que levantar esta questão em detrimento do sensacionalismo barato não vende tanto e afinal o importante são as shares de audiências. Assim, exorto os media a largar o sensacionalismo barato e a atacarem o cerne da questão, ou seja, se o caso da Joana foi referenciado como sendo um caso de risco pelo Instituto de Apoio à Criança, porque é que nada foi feito, o que é que as autoridades podem fazer neste caso, em suma o que é que falhou e desta forma, e não alimentando mais bodes expiatórios, promover alterações urgentes nestes organismos para que não hajam mais casos idênticos ao da Joana.

segunda-feira, setembro 27, 2004

Xuning



Ao que parece, e pelo o que eu vi no noticiário do almoço na RTP 1, há duas facções de amantes de Tunning. Os bons e os maus, sendo os maus encabeçados pelos Street racers ou apelidados de Holigans.
Para o mais incauto como é que os poderemos distinguir? Facilmente se pode distinguir uns dos outros por uma diferença substancial ao que parece. Os xunnings têm automóveis modificados, com motores sobre-alimentados, carburadores duplos e bufadeiras descomunais mas, ao contrário do que poderia ser pensado, os donos desses automóveis, andam a 50 Km/hora dentro da cidade, respeitando assim o código da estrada circulando a 50 KM/hora com automóveis com 200 e tal cavalos de potência, mas a 50 Km/hora, devagarinho mas com muita pinta. A outra facção são os streets racers que fazem corridas com os mesmos automóveis e personificam o Belzebu deste hobbie.
Vamos lá a ver se eu entendo uma coisa. Quer-me parecer que o presidente do clube de Tunning de Alfena, na referida peça do noticiário da RTP 1, estava a tentar explicar que há individuos amantes do tunning que respeitam o código da estrada, até têm a carta de condução vejam lá, e que apesar de terem automóveis superpotentes, não fazem corridas ?! É estranho e cheira-me a esturro. Os meninos do xuning têm que se capacitar que se pretendem brincar com os pópós, têm que o fazer em recintos próprios como um autódromo por exemplo e não nas estradas.

Signs of the Time

Quando andava no Liceu o furor da altura eram as BMX. A popularidade de quem levava para a escola uma BMX era notória, se por acaso fosse um privilegiado, então levava uma BMX com amortecedores. Mais tarde, já na faculdade, a minha preferência estava centrada noutro tipo de veículos e desportos, creio que não é necessário alongar-me muito nesta matéria pois quem já frequentou, ou frequenta, uma Universidade sabe bem aquilo a que me refiro como desporto. No entanto, o que eu via por viver paredes-meias com um Liceu era que das bicicletas tinha-se passado para as scotters. Aí começaram os problemas.
Actualmente, o jovenzitos do Liceu, e eu falo daquilo que vejo, têm um carrito que orgulhosamente ostentam e espatifam estrada a fora com peões e ultrapassagens loucas. Sinais dos tempos os que hoje determinam a possibilidade dos rapazolas de hoje terem um carro dado pelo papá para espatifar na estrada em “concursos� de velocidade labrega.
Eu quando for grande quero ter um carro tunning com o auto-colante da Playboy, uma luz azul debaixo do carro, um aeleron de tamanho colossal e uma aparelhagem que dê para o bairro todo ouvir o pastilhame que eu lá meto alto e bom som. Quase me esquecia dos auto-colantes com mensagens carinhosas para os outros automobilistas.
Em Portugal, infelizmente, o automóvel ainda é, culturalmente, a extensão da masculinidade e a tão desejada afirmação social. Talvez um dia a nossa Sociedade cresça ao ponto de entender que um automóvel é um utensílio que mata se utilizado, como é em Portugal, neolíticamente por inegrumonos que andam aos milhares nas estradas portuguesas.Sempre pensei que o desporto automóvel era praticado em recintos próprios mas não, enganei-me, erro meu má fortuna eles andam por aí a matarem-se, o que é pior, a matarem outros.


Has a Portuguese citizen that I am, and proud of being so, I most admit that in Portugal people drive senseless. So If you ever intend to visit Portugal beware of the portuguese driver, he kills without mercy.

quinta-feira, setembro 23, 2004

Os três marretas da bola

Não posso deixar de gostar de futebol, em especial, o futebol nacional. Não pela competitividade do campeonato português de futebol mas por três personagens que me deliciam com as seus apontamentos cómicos. Refiro-me a Bimbo da Costa (FCP), Whiskey da Silva (SCP) e o kadhafi dos pneus (SLB), estes três marretas fazem escangalhar a rir sem margem para dúvidas.
O futebol em Portugal é, por assim dizer, o espelho do país que temos. O país do compadrio, da manigância, dos apitos e da vida para além das posses. É arrepiante por vezes verificar o quanto o futebol português se assemelha ao estado actual de coisas do país. Lembro-me de ter adquirido, não sei como, acções, não cotadas na bolsa, a título de garantia de pagamento de dívidas ao Estado por parte do SLB. Isto fez-me pensar seriamente na forma como hei-de pagar umas multas de trânsito que para aqui tenho já à algum tempo. Vou emitir uns 8 milhões de acções do raminhos para entregar ao Estado como garantia, a perder de vista é claro, e depois vou relaxar no assunto porque já está pago pela garantia que entreguei. Se para o SLB serve como contribuinte fiscal que é, e por tal, com mesmo direitos e deveres que os demais, para mim deve também ser suficiente.
Por fim deixem-me frisar que os simpatizantes das “facções� não mencionadas não deveram começar a mandar foguetes nem a rirem-se muito porque há histórias destas que cheguem para todos.

quarta-feira, setembro 22, 2004

O TPC para hoje

Ao avaliar o estado de coisas em Portugal, sinto-me, por vezes, como um pugilista no oitavo round, farto de levar pancada de todo o lado mas que, por ter levado já tanta pancada, já nem sente a dor sequer. Por vezes dou por mim com a sensação que o Governo não existe, que é uma entidade tipo Pai Natal. Toda a gente sabe que ele não existe mas continuamos a escrever cartinhas e a pensar nos presentes que o pai natal traz todos os anos.
O que se está a passar com a colocação de professores, e a forma como o governo, digo, desgoverno está lidar com a situação, é típico de uma criança de oito anos.

Professora: Santaninha onde está o teu TPC?
Santaninha: Ó setora, o meu cão comeu o meu TPC.

A culpa nasce sempre órfã em Portugal, não tem pai nem Mãe, é imaculadamente concebida, existe, está em todo o lado, mas ninguém sabe ao certo de onde veio.
Entre degladiações sobre quem teve mais culpa no cartório, sinceramente, preocupo-me com os atrasos que esta borrada causou às crianças e aos professores e, consequentemente, ao futuro do nosso país. Não me vou alongar mais sobre este tema pois é subeijamente conhecido de todos como é também conhecido que mais uma vez a culpa nascerá orfâ.

terça-feira, setembro 21, 2004

O Porto é uma nação

A cidade do Porto quanto a mim é o máximo, em especial, as suas gentes apesar de por vezes terem-se encontros twilightescos com os indígenas. Lembro-me das primeiras vezes que lá foi e, como sempre, completlly lost in space, pedi indicações a uma senhora idosa.

Twilightzone 1

Olibeirinha : Boa tarde minha senhora, podia-me indicar como é que posso ir para a Avenida dos Aliados por favor?
Senhora Idosa: (sorriso de orelha a orelha) Boçê num é de cá pois não?! Boçê é estrangeiro num é?
Olibeirinha: Pois não sou de cá não minha senhora, sou sueco! Não dá para ver?!
Senhora Idosa : Sorri e vai-se embora.

Twilightzone 2 ( logo a seguir à senhora idosa )

Olibeirinha: Boa tarde podia me indicar como é que eu vou ter à Avenida dos Aliados?
Funcionário de um café: Ora bem num tem nada que saber carago! Boçê segue em frente depois encontra uns semáforos. Ora bem, já sabe se tiber bermelho boçê pára, se tiber berde boçê abanca.
Olibeirinha : Ó cum caraças não me diga que aquilo não era a iluminação de natal carago?!
Funcionário do café: pois é claro que não carago!
Olibeirinha: E só agora é que me abisa carago!!

Tirando isto que eu levei na boa, as gentes do Porto são impecáveis, não me posso queixar delas.
Para quem não conheçe o Porto, a Avenida dos Aliados é o ponto mais central da cidade. portanto, é só seguir as placas a indicar Centro vamos logo lá ter. Por vezes penso para comigo mesmo e digo, sou mesmo tonho.

P.S : Se estiver no Porto e estiver a ser transmitido um jogo do FCP na televisão, evite entrar num café com um pullover vermelho.

Bahhh não tenho paciência para certas coisas

Foi dito acerca do Ministério Público que este se tinha tornado num quarto poder em Portugal devido ao poder e amplitude de suas funções autónomas, que este dispõe actualmente, e pelo facto de este não ser legitimado por votos e daí não poder ser controlado pela tutela governativa. Faz sentido que uma instituição com o poder do Ministério Público tenha um organismo que o tutela e ao qual, o ministério público, deverá responder. No entanto, eu questiono, qual? O poder político pernicioso nos seus interesses? Os interesses de lobbies?
Isto despoletou uma questão pertinente acerca dos poderes instituídos em Portugal. Quantos são? Dá-me a impressão que desde o anterior regime as corporações que dominavam na altura, dominam actualmente ainda e com maior força do que anteriormente. A Magistratura, a Ordem dos Médicos, as famílias benzocas e todas as restantes componentes da “melhor sociedade portuguesa� como eram apelidadas no anterior regime. Vivemos enternecidos com o inegável contributo dos melhores dos melhores empresários portugueses que saciaram a fome de Hipermercados e Centros Comerciais, ao passo que, todo e qualquer empresário jovem e inovador viu-se ser relegado para décima segundo plano nas opções estratégicas do Governo. Não posso esquecer o desagravamento fiscal aos bancos, as multas e dívidas de grupos que exploram os Hospitais Empresas serem perdoadas e as aquisições futeboleiras de quadros para a Função Pública e o Mira Amaral com uma reforma de miséria coitadinho do moço.
A vida tem-me moldado às circunstâncias e ao mundo onde vivo actualmente. Aprendi a ser tolerante, aliás tornei-me, mais tolerante a certas coisas mas a outras sou cada vez mais intransigente e inflexível. Talvez faça parte da ternura dos trinta. Continuo a ser irreverente e correndo bem a vidinha, continuarei a sê-lo até morrer.

segunda-feira, setembro 20, 2004

Reality shows em geral

Em geral não vejo, não gosto e desprezo todo e qualquer reality show pela sua essência e ausência, na generalidade, de bom gosto. No entanto, a próximo reality show da TVI, a Quinta das Celebridades, desperta em mim uma certa curiosidade. Juntar José Castel Branco e Avelino Ferreira Torres, soa-me a um despertar da ficção científica com traços burlescos e surrealistas anteriormente vividos na série televisiva Twilightzone. A Lili Caneças parece-me que irá ocupar, no enredo, o lugar do negro nos filmes de adolescentes,ou seja, é só para lá estar e falar o menos possível.
A ideia do programa é fantástica sob o ponto de vista do marketing televisivo porque, sob todo e qualquer outro ponto de vista onde o bom gosto e algo ligeiramente parecido com a cultura fosse equacionado, o que há a dizer é o mesmo que se pode ler nas análises, vestígios. Juntar uma série de tipos do mundo rosa e manter com eles o esclusivo televisivo para as baboseiras que dizem ou a vida inútil que levam, é, em termos de marketing, uma ideia excelente.
A personagem que mais me irá fazer rir, ou melhor, a dupla que irá fazer-me rir mais será o Marchant e o Bronco da autarquia, que bela combinação, que par, que riso que os dois vão levantar. Penso sériamente que Avelino Torres, enquanto lá estiver, vai dar um bom objecto de estudo para a Biologia Aplicada.

domingo, setembro 19, 2004

Manual de sobrevivência na política

No manual de sobrevivência para políticos consta uma receita milagrosa para males gerados por uma asneira, do tamanho de um camião, cometida por alguém que está recentemente no poleiro. A receita é simples e para todos aqueles que, um dia, pretenderem ou vierem a ocupar um cargo político, esta vai ser divulgada aqui no Raminhos. Esta receita não implica a utilização de produtos químicos nem animais, pelo que, podem deixar em paz os sapos e as galinhas pretas por enquanto.
Quando estiver a chefiar um ministério qualquer, o da educação por exemplo, e fizer uma asneirada das grossas, utilize a seguinte receita:

Escolha um ou dois lacaios, de preferência alguém que o avisou que iria fazer asneira da grossa à muito tempo e, com alguma pompa e circunstância, organize um sacrifício público. Nada mais agradável para a populaça que um espectáculo em grande e com muito sangue.
Na hora do sacrifício escuse-se de comparecer por motivos alheios à sua vontade e de maior importância para a nação, vá defecar, por exemplo, e enquanto faz isso evita que a trampa que deita atinja ainda mais os inocentes, o povo. Depois convoque alguns malabaristas e palhaços, de preferência malabaristas e palhaços que tirem fotos e filmem o evento para que todos os que não puderam comparecer, assistam no conforto dos respectivos lares, mais uma vez a populaça vai adorar, não há nada como pão e circo para o povo.
No final aja como se nada tivesse acontecido e reafirmando que o seu plano é genial pesa embora o facto de o ter sido executado com uma incompetência neolítica. Eis o remédio santo para males de incompetência e profunda ignorância e desvelo para com aquilo que é a responsabilidade do seu cargo e siga em frente que o povo já está habituado a estas coisas.
Por fim e como uma cereja no bolo, se conseguir que os seus lacaios ao serem executados em praça pública façam Méééé! Melhor ainda, assim conseguiu perpetuar a velha tradição lusitana de sacrificar um bode, expiatório em honra dos deuses da guerra.

A política é tão simples, as pessoas é que a preferem complicar.

sexta-feira, setembro 17, 2004

Dia infernal

Hoje não tive oportunidade de escrever seja lá o que fosse, aliás até estou a ter agora, estou confuso o dia foi muito atarefado mas enfim temos que fazer o que tem que ser feito, adelante!
Fazendo uma retrospectiva do que foi a semana neste país, gostei da frontalidade e da forma como a Ministra da Educação saciou a sua fome colossal com tão grande sapo que, por motivos de digestão difícil, fez com que esta não pudesse comparecer para a foto e a entrevista do tão prometido início do ano lectivo a 15 de Setembro. Rápidamente poderiam os mais incautos pensarem que esta falhou. Não falhou, esqueçeu-se de indicar que o 15 de Setembro dela era pelo calendário ortodoxo, ou seja, no dia 15 de Outubro do nosso calendário. Sendo assim, ela até bateu as expectativas, começou adinatado o ano lectivo em Portugal.
As coisas são tão evidentes nós é que não as queremos ver, digo eu, em grego.
Por fim coloco uma questão, há algum ritual específico, no código de ética bloguesco, quando se ultrapassa os 100 posts? Tenho que consultar a Maria Bobone.

quinta-feira, setembro 16, 2004

Falando de coisas sérias

É por mim reconhecido o elevado grau de cultura de todos os que visitam o Raminhos. Assim, e tendo em conta esse referencial cultural de cada um, coloco-vos uma questão, a qual será respondida por mim, se não souberem a resposta, no final do dia de hoje.

Questão:

Por que é que as galinhas chocam?

Resposta:

As galinhas chocam por que não têm travões ehehehe

quarta-feira, setembro 15, 2004

Para quem não sabe o que é apanhar uma pele de raposa

Toda esta controvérsia em torno da colocação de professores fez-me pensar acerca outros de factores, que não somente o falhanço no programa de colocação de professores este ano, que contribuem para o descalabro da educação em Portugal. Um dia, como era costume, fui a casa do “Russo�, alcunha por quem era conhecido o meu melhor amigo de infância e, como era costume também, na altura estava à espera que a “noiva�, o Russo é claro, arranjasse a carapinha loira para irmos às gatas (atenção ao pormenor, às gatas e não de gatas capisce?! Para mais a expressão implica moçoilas hum?!). Entretanto, o pai do meu amigo Russo chegou-se ao pé mim e disse-me, ipsis verbis, isto: “ olha ó oliveirinha, sabes da última? A Ana apanhou uma pele de raposa!� eu fiquei espantado com aquilo porque o pai do meu amigo estava a referir-se a uma criança de 12 anos que obviamente não tinha idade para andar por aí a caçar raposas pensei eu. Enganei-me, o que o pai do meu amigo quis dizer foi simplesmente isto, a criançola tinha reprovado nesse ano lectivo. Fiquei abismado, não pelo facto de esta ter reprovado mas sim pelo sorriso de orelha a orelha que o paizinho da criança ostentava no rosto. Eu perguntei-lhe o que parecia ser óbvio, ou seja, a sua filha reprova na escola e você fica satisfeito com isso? Ao que parece, por estranho que pareça, pareceu-me que aquilo fazia parte de um qualquer ritual a que todos os descendentes do pai do meu amigo poderia passar já que este também o tinha realizado, o ritual.
A educação boa ou má começa em casa com o imprescindível estímulo por parte dos pais no sentido de os filhos se interessarem pela aquisição de conhecimentos. Sem isso, e quando os pais não se interessam em fornecer esse mesmo estímulo, e apesar de, nem todas as famílias, infelizmente, terem a disponibilidade financeira para a aquisição de ferramentas didácticas extra-curriculares, o mínimo que poderá ser feito, será dar o estímulo necessário para que as crianças adquiram conhecimentos e se formem, com a ajuda imprescindível da escola também, em indivíduos prontos para enfrentarem uma sociedade penalizante para quem não se adapta ou não possui os conhecimentos suficientes. Isto não acontece actualmente, a generation gap é brutalmente elevada e com as novas gerações a adquirirem conhecimentos através de um sistema de ensino deficiente, o futuro que se agoura é negativo. Futuramente, as actuais gerações terão o mesmo problema que a geração anterior a esta sentiu aquando do acompanhamento escolar dos seus filhos. Quero com isto dizer que, apesar da escolaridade em termos de anos escolares aumentar, não aumenta, em qualidade, a quantidade de conhecimentos essenciais transmitidos às novas gerações.
É fácil e rápido culpabilizar sempre um dos intervenientes do processo educativo mas, e apesar da sua maior responsabilidade, a culpa terá que ser repartida pelos vários intervenientes do referido processo. Como na questão dos trabalhadores, aqui, temos que repartir culpas, apesar de em proporções diferentes, as culpas. No entanto, a borrada que foi a colocação dos professores este ano, é imperdoável, estão a brincar, literalmente, com o futuro imediato de milhares de crianças e professores.

terça-feira, setembro 14, 2004

Ouvi dizer que....

Vou transcrever um artigo publicado no semanário “ Vida Económica�, e não assinado, na edição de sexta-feira 10 de Setembro de 2004. Este artigo suscitou-me bastante curiosidade pelo facto de expor o outro lado da política e mais propriamente, o outro lado de um político que foi nomeado para Primeiro-Ministro.
A questão do financiamento dos partidos já veio à baila por diversas vezes, e por diversas vezes foi remetido para um canto. Quando se fala na possibilidade de não autorizar, que um Partido político Português ( Partido Comunista Português), se auto financie através de uma Festa anual, é estranho que esse partido por sua vez seja financiado por grupos privados, cujos objectivos não são muito claros, ou pelo menos parece. Relembro que o Grupo Amorim é detentor da exploração de jogo do Casino da Figueira da Foz, e de repente lembrei-me do Casino de Lisboa, não sei porquê?

Eis o artigo, e as elações que poderão tirar aplicam-se também aos outros partidos políticos portugueses, pelo menos alguns:

"O Primeiro-Ministro Santana Lopes vai presidir à inauguração do Centro Comercial que, em meados de Outubro, o Amorim inaugura em Vila Real.
É um sinal da importância de um investimento, o maior de sempre em toda a região transmontana, e que criará mil postos de trabalho directos, e de que os amigos nunca se esquecem.
Santana cimentou uma amizade sólida com Américo Amorim quando foi presidente da Câmara Municipal de Figueira da Foz e o grupo empresarial foi apontado como um dos principais financiadores da campanha de Santana em Lisboa.
Pedro Passos Coelho, o ex-dirigente do PSD que enveredou pela gestão, tomou-se director financeiro da IP-Holding. Afastado da política, Pedro beneficia dos conhecimentos que lhe ficaram da actividade partidária. Foi Ângelo Correia quem terá sugerido o seu nome a Ilídio Pinho. Ângelo sempre foi um dos amigos mais próximos de Ilídio que, mais uma vez, terá seguido a sua recomendação.
Manuel Teixeira, que transitou da administração da Lusomundo para chefe de gabinete de Rui Rio, conserva a sua carteira profissional de jornalista e recorre à Casa da Imprensa, apesar de não exercer jornalismo há muitos anos. Aparentemente, os órgãos que fiscalizam tal atribuição consideram que as suas funções são compatíveis com a posse desse título. Quando se descartou da sua assessora Sara Fina, o PGR Souto Moura sempre se referiu a ela como jornalista. Se para uma personalidade sábia como o PGR jornalista e assessora é a mesma coisa e se um dos candidatos a bastonário à Ordem dos Advogados (Marinho Pinto) é igualmente jornalista, é difícil encontrar no país alguém a quem deva ser vedada a atribuição dessa famigerada carteira.
Depois da extinção da Edição Minho, o "Público" vai acabar com a Edição Centro. A lógica do jornalismo de proximidade num mundo globalizado sofre mais um forte revés, depois das experiências fracassadas do "Diário de Notícias" para se impor no Porto e do recuo do "Correio da Manhã" que chegou a estudar o reforço da sua delegação no Norte. O "Público" que nasceu com duas sedes e duas edições -Porto e Lisboa -, perde a batalha da província e regressa ao modelo inicial, logo agora que a descentralização de secretarias de Estado testa a política da proximidade."

E assim se vai andando com a cabeça entre as orelhas.



domingo, setembro 12, 2004

É fogo que arde sem se ver

Arde em Portugal, desde há muito tempo, um fogo descontrolado sem perspectivas de ser extinto nos tempos mais próximos. A velha batalha sobre quem é que poderá ter mais culpas no cartório, e neste caso refiro-me à baixa produtividade que se verifica nos vários sectores da vida económica portuguesa, veio novamente à baila com as declarações de Pedro Santana Lopes a propósito dos aumentos de salários para o próximo ano. Este anunciou que só eram possíveis com um aumento de produtividade por parte dos trabalhadores portugueses. Desnecessário será dizer que os aumentos salariais em 2005 serão obviamente baixos e muito áquem de que seria minimamente exigível.
É muito demagógico falar-se nas causas da baixa produtividade em Portugal, apontando os trabalhadores portugueses como fonte inesgotável de causas e razões para explicar tudo o que vai mal. Quando em Portugal se verifica que a esmagadora maioria das empresas utilizam ainda tecnologia atrasada com vista a conseguirem ser competitivas, até ver, pelo binómio produção/salários baixos, não é de espantar que a produtividade média dos trabalhadores portugueses seja baixa comparativamente com a de outros países. Em vez disso, pretende-se um esforço adicional aos trabalhadores portugueses, mesmo sabendo de antemão, que estes não têem nos seus postos de trabalho, acesso a tecnologia nem condições de trabalho que lhes permitam fazer face à produtividade registada noutros países europeus. Pelo que o Primeiro-ministro disse, parece, que o nosso tecido empresarial está acima de qualquer mácula, que tudo está bem, o problema está nos trabalhadores que são calões. A direita tem vindo a presentear-nos com este tipo de considerações ao longo do tempo e nada mais seria de prever com este governo conservador que temos actualmente em Portugal.
A questão acerca da produtividade é complexa quanto é complexo haver um cálculo da produtividade mas apesar disso, temos que nos render à realidade e verificar que efectivamente não somos eficientes. O cerne da questão está no modelo económico vigente e as razões conjecturais que se verificam são muitas e variadas. Não posso aceitar qualquer das vias que se escolha um bode expiatório para exorcizar o problema, porque, bem vistas as coisas, não temos um bode mas sim um rebanho inteiro a balir. O governo, a Administração Pública, os trabalhadores em Portugal, todos estes fazem parte e são a causa do mesmo problema, a falta de produtividade do país. É certo que temos que alterar a atitude para com o trabalho do trabalhador médio português mas antes, temos alterar drasticamente, as condições de trabalho deste trabalhador médio. A solução viável, é de compromisso e doutra forma não o poderia ser. Portanto, aos partidários santanistas e aos sindicatos, abram os olhos para a verdadeira questão e lutem todos pelo mesmo. Premeia-se a produtividade, a organização e as condições de trabalho e, acima de tudo, que o Estado dê o exemplo que não tem estado a dar até ao momento e decida-se a efectivamente trabalhar eficientemente. Por fim gostaria de dizer ao Primeiro-ministro, como trabalhador que sou, que calão não sou mas sim muito digno e apreciado eu e todos os trabalhadores portugueses em países onde as coisas estão organizadas, a começar pelo Governo. Se o Santana Lopes tivesse que abrir valas com um colher, fazendo o paralelismo com a falta de meios de produção eficazes para garantir a tal produtividade, a ganhar 400 € por mês, não diria o que diz e tinha, concerteza, um pingo de vergonha na cara.


sexta-feira, setembro 10, 2004

O estado da nação

Os últimos acontecimentos em Portugal, mais propriamente as eleições no partido Socialista, suscitaram-me questões importantes que não, como à primeira vista se poderia pensar, saber qual dos candidatos poderia ser o melhor, ou a melhor resposta para um dos maiores partidos portugueses. Ciclicamente, em Portugal, pondera-se se deverá haver mais esquerda e menos direita ou se deverá haver mais direita e menos esquerda. No entanto, passa-se ao lado de uma questão vital para o futuro do nosso país. O modelo económico actual que se centra num vector de competitividade empresarial assente nos custos baixos com a mão-de-obra, está falido e sem esperanças de revitalização, e a custo elevado, os sucessivos governos, vão enviado balões de oxigénio para o mercado.
De ambos os espectros da política, esquerda e direita, apontam-se os males e os benefícios que a iniciativa privada poderá ter para o país, no entanto, esta visão de cada um dos espectros da política, peca por não abranger a totalidade da questão. Se por um lado, a iniciativa privada cria riqueza e postos de trabalho, por outro também usufrui da mão-de-obra, mais ou menos qualificada, que o Estado financiou em cuidados médicos e educação. Um aspecto complementa o outro, ou seja, a iniciativa privada não se pode escudar das suas obrigações apenas pelo facto de criar riqueza e postos de trabalho e também não se pode exigir desta quando o sistema da função pública não funciona e a burocracia impera.
Actualmente vê-se milhares de euros todos os anos para financiamento de formação profissional ou qualificante, pagos pelo Estado português e a Comunidade Europeia. Na minha óptica, não faz sentido que o Estado canalize fundos para fomentar a formação de quadros que irão trabalhar em empresas cuja obrigação é, acima de tudo, potenciar a sua competitividade, investindo precisamente nessa área. O dinheiro que o Estado canaliza para formar activos não irá ser alvo de retorno visto que, esses funcionários irão voltar para os seus postos de trabalho e continuar a auferir de salários miseráveis, não sendo assim possível, ao estado, captar o retorno do dinheiro investido através de receitas de IRS. Este é um aspecto, outro aspecto pelo qual eu me insurjo tem a ver com um aspecto primacial de ser empresário que é o facto de a formação qualificante ser entendida como um custo pelos empresários. A qualificação da mão-de-obra é um investimento imprescindível para o êxito de qualquer empresa, no entanto e ao contrário de outros países, mais desenvolvidos, em Portugal os empresários tendem a julgar a formação do seu próprio pessoal como um custo. Falta muita cultura empresarial aos empresários portugueses, salvo raras e honrosas excepções. Falta também muita cultura de trabalho ao trabalhador médio português que em muitos casos se mostra inflexível à mudança e à mudança. Temos que alterar os hábitos, e depressa. Pelo lado do governo, menos demagogia, mais acção e definitivamente, medidas que alterem o modelo económico miserabilistas que assenta sob a exploração da mão-de-obra. Continuamos a ter os salários mais baixos da Europa.
Por fim, ao Primeiro Ministro digo o seguinte: Se pretende maior produtividade por parte dos trabalhadores para estes terem o que lhes é devido, torne-se você e o seu governo mais produtivo e não faça asneiras como fez com o caso da colocação dos professores este ano.
Oliveirinha dix it !

quinta-feira, setembro 09, 2004

Shopping Fever

Para quem, como eu, uma ida ao Hipermercado deixa-me quase em transe, eis uma sugestão para conseguir superar o trauma.
1. Vá buscar muitas caixas de preservativos e deixe uma em cada carrinho por onde passar, enquanto o respectivo dono está distraída.
2. Ponha todos os rádios na Rádio Evangélica, desligue-os e ponha-os no volume para o máximo.
3.Marque os alarmes de todos os rádios para tocarem com 10 minutos de intervalo.
4. Vá, junto de um empregado e diga-lhe numa voz oficial, Temos um cá uma bomba, digo, no armazém, depois veja o que acontece.
5. Desafie os outros clientes a fazerem um duelo com rolos de papel deembrulho.
6. Abra uma tenda no departamento de campismo e diga aos outros que osconvida a entrarem se eles trouxerem almofada.
7. Quando alguém lhe perguntar se pode ajudar, grite bem "Porque é que as pessoas não me deixam em paz?
8. Olhe bem de frente para a câmara de vigilância e utilize-a como espelho enquanto limpa o nariz.
9. Pegue em todos os bonecos do sector de brinquedos e disponha-os nochão de modo a formar um campo de batalha gigante.
10. Vá ao sector das armas, pegue numa espingarda e, com um ar de louco, pergunte no balcão de informações se sabe onde estão os anti-depressivos.
11. Vagueie com um ar suspeito enquanto murmura o tema da "MissãoImpossível"
12. Esconda-se entre os fatos e quando alguém espreitar, diga "Leve-me!Leve-me!"
13. Quando ouvir uma chamada ou um anúncio nos altifalantes, encolha-se numa posição fetal e grite "Não!!! Outra vez aquela voz!!
14. Vá ate aos sanitários e grite bem alto "Hei! não há aqui papel higiénico!
15. Quando sair dos sanitários individuais, tranque a porta por dentro e saia por baixo da porta. (repita esta operação em todos os sanitários). Se alguém o apanhar, diga que "a porta ficou trancada!!!

Após ter tido a coragem de cumprir com todas as sugestões aqui apresentadas, faça as malas porque vai passar uma boa temporada no Miguel Bombarda.

quarta-feira, setembro 08, 2004

É terrível

Terror, a supremacia da raça marciana está ameaçada pela miscigenação ! O envio de sondas, ao planeta marte, no intuito de um dia o poder colonizar vai colocar em perigo a supremacia da raça azul ( ou será vermelha?). Quando os humanos começarem a misturar-se com as marcianas, a raça azul ( ou vermelha já não sei) correrá perigo de aniquilação, o drama, o horror, a tragédia.
É idiota não é?! Vejam lá os blogues de extrema-direita no que concerne ao tema raça. Após rápida visita, não mais do que 1 segundo pois a exposição demorada a tais blogues provoca urticária, mal-estar e vómitos, poderão verificar, concerteza, a idiotice chapada que são esses referidos blogues. Mas também os poderão ver em blogues, na parte dos comentários, de antropologia e genética humana. É simples reconhecê-los, são cândidos nos comentários até que alguém discorde dos seus "argumentos", depois continuam insistentemente a falar de alhos quando se discute bugalhos.
Apesar de este blogue ser um espaço de liberdade, tenho, antes demais, referir que este espaço é um espaço de liberdade para quem a saiba respeitar. Como tal, os extremistas de ambos os espectros políticos, evitem cá por os cotos.

terça-feira, setembro 07, 2004

É só altruismo este governo santanete

Portugal não vai enviar ajuda humanitária para as vítimas da tragédia de Beslan. Os motivos pelos quais o governo português não irá enviar qualquer ajuda humanitária prendem-se com o facto de não ter sido solicitada ajuda pelo governo russo, e também, pelo facto de Portugal estar a atravessar um período economicamente difícil. Como tal, o governo santanista, escusou-se a enviar qualquer ajuda humanitária e adverte que, mediante o período economicamente difícil que atravessamos, a ajuda externa que Portugal poderá prestar será cada vez mais reduzida.

Vou fazer umas sugestões ao governo santanista:

Sugestão 1 - Retirada da GNR no Iraque, poupando assim centenas de milhares de Euros ao Erário Público.
Sugestão 2 - Cancelamento da encomenda de submarinos
Sugestão 3 – Deixarem-se de ajudas de interesse duvidoso e começarem a ajudar povos que são martirizados pelo terrorismo internacional que tantos apregoam como a razão para todos os males do mundo, entre os quais, o mentor Bush.

Se há pouco dinheiro para ajuda externa que tal começarem a distribuir melhor o dinheirito?

segunda-feira, setembro 06, 2004

Moral de trazer por casa

Por Portugal a fora percorre uma espécie de cadeia de favores que, na verdade absoluta, não é bem de favores mas sim de irresponsabilidade. Todos se queixam de algo ou alguém que prevarica e que fura o sistema e, ao mesmo tempo, furam o sistema porque, e aqui está a tal cadeia, alguém com suposta maior gravidade moral, deveria dar o exemplo mas não dá, e como tal, mais ninguém se sente na obrigação de dar o exemplo. Isto aplica-se às autoridades que zelam pela nossa, relativa, segurança com uma moral do tipo faz o que te digo mas não faças o que eu faço.
Em conversa com um conhecido meu, que por acaso até é agente da autoridade, disse-me que tinha um colega do serviço dele que tinha em casa uma espécie de iguana rara da qual se contam apenas 5 pessoas em Portugal que as têem em casa. Para além do gáudio que me pareceu que o colega deste meu conhecido tinha pelo facto de ter em casa uma espécie rara, ainda nos gracejou com uma moralzinha engraçada. Ao que parece, a biodiversidade do nosso planeta deverá estar grata porque há indivíduos, como ele, que preservam em casa, espécies em vias de extinção, evitando assim, que estes especímenes sejam mortos por caçadores furtivos. Como é claro a discussão começou por ser aflorada com conceitos como por exemplo: Quem é que deveria dar o exemplo? Resposta: “ e o que é que isso tem a ver? até há gajos que têem leões em casa!� quanto a este tipo de argumentação nada mais há a dizer senão batatas.
A discussão, saudável entenda-se, por causa da iguana fez-me lembrar um episódio da minha vida. Um certo dia fui apanhado na ramona por não ter elementos de identificação. Na altura quando entrei num Bar para beber um café, apareceu a polícia estilo Hollywood a mandar todos ficarem nos respectivos lugares e a colocarem as mãos no ar. Nisto, os que tinham estupefacientes arremessaram-nos para o chão mas, como tinham B.I. não foram levados na ramona para identificação, eu que até nem tinha nada para arremessar a não ser um ou dois bófias que me estavam a irritar com aquela cena hollywoodesca, fui com a ramona porque não tinha o meu B.I. comigo. Quando cheguei à esquadra até que não foi nada mau, estavam a assar frango e beber umas minis que me souberam que nem gingas. Isto tudo para dizer que vale a pena prevaricar quando as nossas autoridades levam de tão ânimo leve estas situações que, por vezes, ainda poderá ser, mas não deve, pensar-se até que ponto será ou não lícito prevaricar. No entanto, isto é estar a alimentar a tal cadeia que assim nunca parará.

sábado, setembro 04, 2004

É sabido que, infelizmente, a cultura democrática de certas pessoas é diminuta ou até mesmo residual. Os casos, infelizmente, vêem de ambos os lados do espectro ideológico-político, desde inscrições na sede do PP apelando à morte a todos os fascistas e até mesmo o recurso à arte pitagórica, revelando uma profunda demência, na petição a favor do Born Diep como é o caso que vos mostro aqui.


2928.
Francisco Aborto Louçã
2927.
pra puta que vos pariu

Como em tudo na vida, um pingo de bom senso nunca fez mal nenhum a ninguém mas há muita gentinha que se recusa a aceitar um pingo que seja de bom senso. Há pessoas que não merecem viver num estado democrático!

sexta-feira, setembro 03, 2004

Portuguese goverment won´t allow freedom of speech

This will be the first of some posts that I will Wright in English just for the kick that I get out of it. This time I will Wright about something that is disturbing the Portuguese society at the time. The boat Women on Waves that as been, for the past week, stopped near Portuguese territorial waters without permission from the Portuguese government to approach our waters. This boat, as some of you might know, is campaigning for women’s liberation in what is the right to an abortion is concerned. In Portugal, unfortunately, women’s right’s have been denied by a referendum witch was marked by a very high abstentions level caused by both the way the question, in that referendum, was put and the pressure of the Catholic Church. At the present time pools have been made and they show that the vast majory of the people requires a change on the bill stating that women who are caught having a voluntary abortion, are committing a crime punished by a three year sentence in a court of law. Has a Portuguese citizen I must say how embaraced I am because of this anti-democratic decision taken by our government.
There is a petition going on in the internet to collect signatures of concerned people so that we may put some pressure into the Portuguese government in allowing the boat to come in to territorial waters and then exercise what is the most basic and elementary principal of democracy, the freedom of speech.
Here is the link for the petition please, if you agree, sign it.

quinta-feira, setembro 02, 2004

Sorriso eleitoral

Ao que parece as sondagens de opinião realizadas nos Estados Unidos acerca das intenções de voto para as próximas eleições presidenciais, revelam uma divisão quase equitativa entre intenções de voto para Democratas e Republicanos. No entanto, e segundo o repórter da RTP, Pedro Bicudo, a candidatura de Kerry parece estar a perder terreno para Bush devido ao que este explicou, o sorriso. Kerry parece ser um pouco mais sisudo do que Bush e isso não agrada aos eleitores indecisos. As campanhas anti-heroísmo patriótico de Kerry na guerra do Vietname, movidas pela campanha de Bush, parecem ter sortido efeito junto do eleitorado norte-americano. Longe parece estar a Guerra do Iraque, os atentados terroristas, os alarmes laranjas, aliás, multicolores, da administração Bush para fazer crer que existem ameaças constantes minuto a minuto. Ao que parece e realmente é, o aspecto físico será o mais importante do que por exemplo explicar o que irão fazer em matéria de impostos, guerra do Iraque, entre outras coisas. Pessoalmente acho um mais feio do que o outro mas afinal sou apenas europeu e não percebo nada de “política� norte-americana felizmente.
A questão do sorriso e da ameaça terrorista pesam mais do que qualquer tipo de debate político acerca do que poderá ser a condução política de um candidato ou do outro. Será que Kerry e Bush terão que contratar alguém da Colgate ou da Pepsodent para melhorarem as hipóteses de levarem de vencidas as próximas eleições? Teríamos depois a guerra Colgate versus Pepsodent? Se eles conhecessem a pasta medicinal Couto, não queriam outra coisa de certeza.

Do outro lado é bem melhor

Por vezes dou por mim a pensar se não terei uma mania qualquer da perseguição. Por todo o lado que vá, ou que tenha notícias de, deparo-me com as mesmas situações de injustiças, compadrios, favorecimentos, atropelos entre outras coisas. Penso por vezes no quão bom seria se a vida fosse bela e amarela, mas não, os pés têem que estar no chão, de vez em quando pelo menos, caso contrário, tropeçamos a caímos nas situações não-amarelas e belas.
Em Portugal a situação é aquela que se vê, e, apesar de pensarmos que do outro lado do arco-íris está um pote de ouro, este, ou já foi comido por alguém melhor colocado, ou então, não existe mesmo. Lá fora é que é bom, ou pelo menos, melhor. No Brasil, o presidente Lula da Silva, após 20 meses de governo, o balanço é contabilizado em escândalos envolvendo membros do elenco governativo e outros. O último escândalo envolve o Governador do Banco do Brasil em investimentos, com dinheiros públicos, num banco norte-americano especializado em lavagem de dinheiros sul-americanos, avaliação de terrenos para venda em hasta pública em valores exorbitantes, um cêntimo o metro quadrado. Na Alemanha, Schroeder, atrasa o pagamento dos salários dos funcionários, em 15 dias, devido a uma ruptura de tesouraria derivada ao pagamento de vários milhões de euros por um portal de Internet a uma empresa privada. O resto da situação internacional é aquilo que se vê todos os dias.
Com o tempo foi me apercebendo que, em todo o lado, a vida é complicada para quem é assalariado. Em todo o lado, o fosso entre as classes mais desfavorecidas e as ditas ricas está cada vez maior. Como é óbvio, nem todos somos iguais e os ricos existem e têem que existir mas, os pobres, por que é que têem que ser tão pobres?
De volta ao mundo dos adultos digo que por vezes não nos damos conta do que de positivo temos cá em Portugal e isso é importante. A nossa auto-estima está, como sempre esteve, em baixo, parece um mal congénito dos portugueses. Temos razões para estar em baixo mas tanto também é exagero.

quarta-feira, setembro 01, 2004

Cores

Ouvi de alguém uma expressão que caracteriza bem o que são os fundamentalistas islâmicos que cometem os actos de terrorismo. Isolada que seria a pertinência da causa que advogam, que em muitos casos é justa, os seus métodos pelo contrário não o são. A forma indiscriminada com que eles escolhem os alvos pode parecer à primeira vista completamente injusta mas, bem vista as coisas e de uma forma fria, este critério também é igualmente injusta por parte daqueles que alegam pertencer ao eixo do bem. Cerca de 12000 civis mortos, supostamente para sua libertação e daqueles que conseguiram escapar, no Iraque não confere uma lógica tão diferente, por irracional, da lógica da colocação de bombas que ferem e matam civis inocentes nos atentados bombistas a que, infelizmente, estamos habituados a ver.
Por vezes é muito difícil sentir na pele o que é a privação, discriminação e a luta por uma nação auto determinada quando estamos algures em casa num país em paz. Sabemos mas não ligamos que, por exemplo, na Palestina, há milhares de palestinianos desalojados e despojados de suas terras ancestrais para que o Estado de Israel possa lá colocar 300 ou 400 colonos fanáticos. Também sabemos que enviar um bombista suicida para perpetrar um atentado em que morrem, invariavelmente, pessoas inocentes é desumano. No entanto, sem que isso seja uma justificação por que não o é, não fazemos uma ideia do que é viver num campo de refugiados apinhado de gente sem condições de vida.
As causas existem e todas elas têem mais ou menos validade, no entanto, quando estas se fazem acompanhar de métodos terroristas para levar as suas causas a bom porto, estas, perdem toda e qualquer validade e justificação. Anteriormente referi que tinha ouvido de alguém uma expressão que caracterizava os terroristas. A expressão foi utilizada por Miguel Sousa Tavares que dizia que estes terroristas são os fascistas verdes. Concordo com isso o que Miguel Sousa Tavares disse mas, se esses são fascistas verdes, de que cor são os fascistas que estão a edificar um muro vergonhoso em Israel, ou então, os que mataram até agora mais de 20000 civis inocentes no Iraque?

terça-feira, agosto 31, 2004

Ensino ou desensino em Portugal

Durante todo o meu percurso escolar sobrevivi a dezenas de reformas curriculares que, em comum, tinham todas o condão de serem aquelas as que iriam de uma vez por todas pôr a educação neste país como deve de ser. Creio não ser necessário dizer que, obviamente, nenhuma delas foi a solução para todos os males que assolavam e assolam a nossa educação. No entanto, há mínimos que têem que ser cumpridos caso contrário estaremos ainda mais devotados ao insucesso como nação. Sempre ouvi os debates acerca da educação, aliás, sobre o estado da educação em Portugal e todos eles contaram com a participação de inúmeros engenheiros e doutores da educação ficando as propostas concretas pelos desenhos pitagóricos que estes desenharam. Cada qual aponta um aspecto negativo acerca do ensino em Portugal e, todos quase sem excepção, apontam esse motivo como o cerne da questão. A questão é profunda e intrincada numa série de factores que pesam e que têem que ser tidos em conta e não ignorados.
Como é possível ter um ensino de qualidade com todas estas confusões e barafundas na colocação dos professores? Como é que se planifica e se implementam estratégias? È necessário haver um conhecimento profundo da comunidade escolar onde se vai leccionar, só dessa forma é possível ir de encontro com as necessidades dos alunos e motivá-los para a escola. O acompanhamento de uma comunidade escolar pressupõe uma continuidade que os professores actualmente não conseguem ter porque, nuns casos não estão sempre na mesma escola, ou então, porque os que lá estão na mesma escola sempre, e salvo as raras e honrosas excepções, estão-se marimbando para esse trabalho. A precariedade do trabalho dos professores contratados não contribui em nada para a melhoria desejada da qualidade de ensino neste país.
Uma questão que paira como uma nuvem negra sobre o ensino em Portugal é o facto de em Portugal se gastar mais dinheiro na Educação do que em muitos outros países da Europa, levando logicamente à questão de saber para onde é que vai o dinheiro? Para pagar a empresas privadas como a que fez o programa informático de colocações de professores este ano e que resultou numa borrada em três actos? Assim não vamos a lado algum concerteza.

Pastilha elástica à portas, especialidade da casa

Agora é que eu percebi porque é que o Paulo Portas masca, frenéticamente, tantas pastilhas elásticas. Sabendo que, Paulo Portas, é contra o aborto e a favor de todas as resoluções da sua madre e santissíma igreja, e visto que, a Igreja católica, é contra o uso do preservativo inclusivamente, as pastilhas que o Paulo Portas masca afinal não são pastilhas. Paulo Portas masca preservativos como forma de luta contra a utilização do preservativo.

Paulo Portas a pensar: "" não hão-de usar mais preservativos alguns, vou comê-los todos!!hihihihi"

O Paulo Portas vai ter que ruminar muito!

Apoiem o que está certo

http://www.petitiononline.com/19592c11/petition.html

Este é o link para uma petição que está a ser realizada no sentido de pressionar o governo Português a permitir a entrada do barco holandês em águas territoriais portuguesas. Eu já assinei e voçês?!

Este link foi amavelmente fornecido pela Ridufa, obrigado ridufa.

segunda-feira, agosto 30, 2004

Façam, mas que ninguém veja.

A tacanhez é uma infelicidade de espírito e quando esta se torna uma forma de condução ideológica, ainda mais infeliz é. Fazer crer que, impedir um barco que assiste e não promove, ao contrário do que o Governo quis fazer entender, o aborto assistido com recurso a meios médicos e cuidados de saúde, é malicioso e hipócrita. Parece que o Governo pensou que pelo facto de o barco do amor estar fundeado num porto marítimo português que isso iria incitar a prevaricação de uma crime que, bem vistas as coisas não é um crime, numa atitude de tapar o sol com a peneira. Será que pensaram que a população feminina portuguesa, ao ver aquele barco, iria entrar e experimentar uma nova sensação? Por momentos acharam estes hipócritas que a decisão de fazer um aborto que será a mesma coisa que ir ao dentista arrancar um dente? Porque é que não acharam antes que a decisão de fazer um aborto não se toma de ânimo leve e que ao tomá-la deverá ser feita com os cuidados mínimos e indispensáveis e sem ser levada ao tribunal a mulher que, por consciência própria, tomou essa decisão?
Como já disse a tacanhez é uma pobreza de espírito para quem, segundo a linha de raciocínio do Governo, se é que há alguma, não permitiu a entrada de um barco que não iria violar qualquer lei portuguesa. Primeiro temos que ver se a lei é justa, o que não é, segundo temos ver que esse referido barco não iria violar qualquer lei no espaço territorial português. Não me espanta nada este tipo de resolução tomada pelo governo que, diga-se em abono da verdade, prima pela incongruência. Tem homossexuais no elenco governativo, no entanto, promove a continuação do obscurantismo legislativo no que concerne a igualdade de direitos em relação a casais homossexuais. Esta lógica é-me difícil de compreender.
Pessoalmente, se fosse mulher, não faria um aborto mas, apesar disso, se tivesse numa situação em que tivesse que optar entre fazer ou não fazer, gostaria que tivesse a liberdade de escolher uma das opções em consciência, sem discriminação nem penalização alguma. Não posso, nem podemos todos nós, inculcar o nosso referencial de valores aos outros à força. Para mais, a moralzinha destes tipos do Governo não vale nada é fétida.

sexta-feira, agosto 27, 2004

Descubra as suas origens milenares

Tenho vindo a encontrar sites e blogues que promovem fóruns ou discussões acerca das origens de cada um dos povos que conhecemos na actualidade. Nesse locais é fácil encontrar pessoas que buscam a sua origem em algum fenotipo específico, no género galaico-celta, mediterrânico, eslavo entre outros tipos. Uns procuram alimentar teorias racistas fascizóides da supremacia da raça branca, outros procuram alimentar a curiosidade que têem em saberem as suas raízes. No entanto, todos eles primam por uma característica comum, ou seja, procuram, desesperadamente, que alguém lhes diga que são descendentes de algum povo magnífico, muito inteligente, forte e audaz. Para quem descende de uma tribo perdida de marcianos, esbeltos, bonitos, inteligentes, que caminham por cima das águas, que irradiam luz e sabedoria, como eu por exemplo, de que se poderão orgulhar essas pessoas ao saberem que pertencem a qualquer outro fenotipo? Há com cada uma que parecem duas!

Jovem interessado em saber a que fenotipo pertence: Tenho uma testa curta, bochechas redondinhas, peludo e tenho um temperamento irrascível. A que fenotipo pertenço?

Doutor Oliveirinha especialista em fenotipos esquisitos : Ora atendendo à des crição que acabou de me fazer, eu diria que pertence, sem dúvida, a uma tribo perdida………de ursos é claro!

A galinha da minha vizinha é mais gorda do que a minha

A questão do desenvolvimento de um país ou a sua simples gradação, sempre foi uma questão, por vezes, difícil de contornar. Os critérios de gradação do desenvolvimento de um determinado país sempre estiveram assentes em aspectos como o rendimento per capita, o acesso à saúde, à educação, o respeito pelos direitos humanos entre outros items. No entanto, pergunto-me por vezes, se é contabilizado, ou possível sequer, contabilizar a qualidade de vida? Ou antes, o que é a qualidade de vida?
Na Alemanha, o nível de vida é melhor do que em Portugal, no entanto, tem as suas vantagens e desvantagens como em tudo na vida. Lembro-me que em Hannover, por exemplo, o aluguer de um apartamento rondava os 1000 €, algo que para um jovem em início de carreira é bastante caro. A malta lá não saí todos os fins de semana, é demasiado caro, come uma refeição de faca e garfo por dia, não convive tanto quanto nós cá em Portugal. Afinal, onde está a tal qualidade de vida? As dificuldades que os jovens têem lá são quase idênticas às que os jovens de cá passam mas, obviamente com vantagens. Por vezes temos a noção de que lá fora é sempre bem melhor do que cá mas, ao viajar lá para fora e conversar com os indígenas, apercebi-me da velha máxima que se aplica a todos os países com as devidas excepções. Se és assalariado estás feito ao bife!! Trabalho mais trabalho e contar os tostões até ao final do mês.

quinta-feira, agosto 26, 2004

Caça às bruxas

Tenho tido a oportunidade de ver testada a minha convicção férrea na democracia. Ao navegar na blogoesfera tenho-me deparado com verdadeiros hinos à democracia e ao saber que são personificados por webmasters que promovem o respeito por opiniões diferentes, apesar de algumas dessas opiniões serem uma prova viva da imbecilidade humana. A democracia não é um sistema perfeito como todos sabemos e, manisfestações contrárias à democracia, infelizmente, teêm o seu direito, relativo, à existência. No entanto, temos todos o direito de repudiar afirmações que ferem significativamente tudo o que conhecemos como valores essenciais à coahabitação de ideias divergentes. Afirmações no género:

" as gajas da direita são mais bonitas que as gajas da esquerda" é anti-democrático e revela uma necessidade muito grande de Prozac. Curem-se! há fármacos maravilhosos que depelam esses desvios.
" A raça ariana está ameaçada pela constante imigração de negros" enfim o que há a dizer acerca disto? Lagartil em doses industriais colocaria as pessoas que proferem tais imbecilidades num estado catatónico profundo a bem da nação.

Não se ficam por aqui, muitos doutrinários de movimentos antidemocráticos, de vários quadrantes, Esquerda e Direita, servem-se por vezes de debates, ideias e estudos científicos para doutrinarem as suas convicções. É exemplo as discussões acerca do tema raça em que muitos doutrinários da supremacia branca, se refugiam em estudos supostamente científicos para reforçarem as suas ideias. Mas ainda há pior que isso, há aqueles que revelam estudos científicos que, apesar de terem um sentido objectivo, são detorpados por imbecis que pretendem ver em estudos científicos pontos de apoio para doutrinação, apesar destes não existirem.
Um dos maiores perigos a que estamos sujeitos, pelo menos os mais incautos, é a teoria da raciologia. Esta teoria assenta na hierarquização da humanidade em raças como ferramenta para a legitimação de sistemas de dominação racial em deterimento da explicação, científica apenas e ainda não conclusiva, da variabilidade humana. Gradualmente, os conteúdos desta doutrina, a raciologia, começaram a sair dos circulos académicos e intelectuais para o tecido social das populações ocidentais. Tendo em conta que, dois individuos com características físicas semelhantes não partilham o mesmo DNA e, sabendo já que, por exemplo, todos os seres humanos dispõem da melanina em igual quantidade com a diferença apenas de esta ser mais evidente nuns casos do que em outros. É idiota e imbecil julgar, ou até utilizar, o termo raças humanas, estirpe e etnia com uma base biológica. Os biólogos chegaram, a par dos antropólogos, à conclusão que a raça não é uma realidade biológica, mas sim, um conceito inoperante científicamente para explicar a diversidade humana e dividir esta em raças estanques. Biológicamente e científicamente, as raças humanas não existem. No entanto, a invalidação científica do conceito de raça não significa que todos os individuos ou todas as populações sejam geneticamente semelhantes, existe pelo menos 1% do código genético de cada um de nós que difere de outros. Estas diferenças não trazem uma divisão dos vários grupos humanos em diferentes raças.