Não consigo expressar a alegria que tenho por saber que o Sampaio mandou o Santana Flopes para o Desemprego. Ups!! lá vai a taxa de desemprego aumentar outra vez com mais um desempregado!!!!
terça-feira, novembro 30, 2004
Justitia
Qualquer sociedade, de um qualquer paÃs, pretende-se justa. A justiça é um dos pilares basilares de uma nação que se forma ou emancipa. A sua celeridade, o seu funcionamento e a sua rectidão, são a garantia tácita de que todos os que compõem essa sociedade poderão viver com um relativo, mas estável, sentido de justiça e de paz. A simples noção de poder apelar a um sistema que julga, que pune, que absolve, de uma forma justa, os que são inocentes de quem prevarica, é a garantia moral que, apesar de tudo, alguma coisa funciona.
Descartes dizia que se uma premissa estiver errada, todos os juÃzos subsequentes estarão errados também, apesar de estes poderem parecer encerrar em si uma lógica. Quando um sistema judicial de um qualquer paÃs assenta a sua preponderância na figura de um Juiz e de um delegado do Ministério público, está a pender, sobre a justiça, as premissas de duas figuras. Como os demais, são humanos, têm pensamentos, convicções, incertezas, certezas e razões que os movem, os impelem, para analisar os demais e o mundo que os rodeia. Têm premissas como todos nós e raciocÃnios lógicos também como nós, são falÃveis, como falÃvel é qualquer ser humano. No entanto, um sistema que prevê uma polÃtica de amedrontamento latente de todos os intervenientes do Sistema Judicial, fazendo com que estes mergulhem num mar lunático da tranquilidade, podre, de princÃpios que aos factos nada servem, antes pelo contrário, é romper abruptamente toda e qualquer esperança que depositamos num sistema que preconiza a luta entre o BEM e o MAL. O Sistema mergulha numa espiral em que não se distingue um pólo do outro, está confuso. O BEM pode ser o MAL e vice-versa e o princÃpio do contraditório entra, afinal somos humanos, temos que compreender que poderemos errar.
Nem tudo está mal no Sistema Judicial, este é galante e educado, reconhece os demais notáveis representantes da mais fina Sociedade. A boa sociedade vê aqui a celeridade de um sistema que pune, que anda, que assegura a necessária segurança para prosseguirmos na luta entre o BEM e o MAL. O Sistema vive numa grave depressão, aconselha-se uma higiene do sono eficaz para evitar as alucinações corporativistas que o apoquentam. Deverá fugir das suas secretarias poeirentas que lhe causam sinusite e má disposição, os secretários não são pajens de costas largas para aguentarem a todo custo os impropérios, o Hospital está cheio. Como fase final, aconselha-se uma terapia ocupacional, a actividade far-lhe-á levantar a moral e a auto-estima. O exercÃcio fará maravilhosas melhorias ao seu aspecto que se arrasta.
Devo dizer primeiro que não sou advogado, nem juiz, nem Delegado do Ministério Público e respeito o trabalho dos referidos mas, não desculpo o Sistema Judicial nem o Corporativismo da classe.
Descartes dizia que se uma premissa estiver errada, todos os juÃzos subsequentes estarão errados também, apesar de estes poderem parecer encerrar em si uma lógica. Quando um sistema judicial de um qualquer paÃs assenta a sua preponderância na figura de um Juiz e de um delegado do Ministério público, está a pender, sobre a justiça, as premissas de duas figuras. Como os demais, são humanos, têm pensamentos, convicções, incertezas, certezas e razões que os movem, os impelem, para analisar os demais e o mundo que os rodeia. Têm premissas como todos nós e raciocÃnios lógicos também como nós, são falÃveis, como falÃvel é qualquer ser humano. No entanto, um sistema que prevê uma polÃtica de amedrontamento latente de todos os intervenientes do Sistema Judicial, fazendo com que estes mergulhem num mar lunático da tranquilidade, podre, de princÃpios que aos factos nada servem, antes pelo contrário, é romper abruptamente toda e qualquer esperança que depositamos num sistema que preconiza a luta entre o BEM e o MAL. O Sistema mergulha numa espiral em que não se distingue um pólo do outro, está confuso. O BEM pode ser o MAL e vice-versa e o princÃpio do contraditório entra, afinal somos humanos, temos que compreender que poderemos errar.
Nem tudo está mal no Sistema Judicial, este é galante e educado, reconhece os demais notáveis representantes da mais fina Sociedade. A boa sociedade vê aqui a celeridade de um sistema que pune, que anda, que assegura a necessária segurança para prosseguirmos na luta entre o BEM e o MAL. O Sistema vive numa grave depressão, aconselha-se uma higiene do sono eficaz para evitar as alucinações corporativistas que o apoquentam. Deverá fugir das suas secretarias poeirentas que lhe causam sinusite e má disposição, os secretários não são pajens de costas largas para aguentarem a todo custo os impropérios, o Hospital está cheio. Como fase final, aconselha-se uma terapia ocupacional, a actividade far-lhe-á levantar a moral e a auto-estima. O exercÃcio fará maravilhosas melhorias ao seu aspecto que se arrasta.
Devo dizer primeiro que não sou advogado, nem juiz, nem Delegado do Ministério Público e respeito o trabalho dos referidos mas, não desculpo o Sistema Judicial nem o Corporativismo da classe.
segunda-feira, novembro 29, 2004
Middle age crisis
De todo o tempo que me conheço, conheci várias pessoas, várias personalidades, vários episódios imemoráveis por vários motivos. No entanto, é engraçado ver como certas pessoas crescem e envelhecem, enfim, amadurecem. Encontrei uma amiga minha que não via à 10 anos, ela, para mim, pareceu-me igual à última vez que a vi, mas ela disse-me que eu estava muito diferente. Quando ela me disse : " Estás mais gordo pá! " eu fiquei a pensar cá para os meus botões: " hum...gordo!? Bolas! tou só com 75 Kg que para a minha altura é muito bom!" só depois é que me lembrei que, a minha amiga, quando me viu pela última vez eu era um trinca espinhas com 63 Kg. O tempo passa depressa.
Outro aspecto que têm estes momentos de reencontro é o facto de nós inculcarmos as recordações que temos de pessoas que já não vemos à muito tempo. Regra geral, as pessoas mudam, vão amadurecendo e, infelizmente, vão ficando muito chatas. Estarmos a conversar com pessoal que conhecemos quando éramos crianças, recordando os episódios imemoráveis de mil diabruras e verificar como entretanto ficaram chatos , faz-nos pensar acerca de várias coisas. Claro está que já não faço nem metade das diabruras que fazia quando mais jovem, no entanto, tenho um puto traquinas dentro de mim, é mais forte do que eu confesso.
Outro aspecto que têm estes momentos de reencontro é o facto de nós inculcarmos as recordações que temos de pessoas que já não vemos à muito tempo. Regra geral, as pessoas mudam, vão amadurecendo e, infelizmente, vão ficando muito chatas. Estarmos a conversar com pessoal que conhecemos quando éramos crianças, recordando os episódios imemoráveis de mil diabruras e verificar como entretanto ficaram chatos , faz-nos pensar acerca de várias coisas. Claro está que já não faço nem metade das diabruras que fazia quando mais jovem, no entanto, tenho um puto traquinas dentro de mim, é mais forte do que eu confesso.
DVD voador
À quatro dias foi nomeado e já apresentou o pedido de demissão, o Ministro dos Desportos, entretanto recebeu um DVD que foi janela fora. Quem é que levou com o DVD em cima?
Na carta de demissão o ministro fala em traição. Será que prometeram um gabinete com DVD e afinal este não tinha?
Na carta de demissão o ministro fala em traição. Será que prometeram um gabinete com DVD e afinal este não tinha?
domingo, novembro 28, 2004
Coerência
Nada como uma boa dose de coerência para que uma pessoa ganhe respeito pelos seus pares. Prezo bastante a coerência de uma pessoa no que concerne aos seus ideias e opções de vida. O que não prezo é ver um "comunista" a falar de sua ideologia e a comentar quanto é que ganhou de dividendos com as acções de empresas privatizadas, há um mÃnimo. De facto, pessoas assim existem bastantes e de vários quadrantes mas chateiam, prefiro vinte jovens com cabelinho pelos olhos do PP a um "comunista" de garganta, incoerente, a pregar a sua suposta ideologia e a viver de forma completamente oposta aos ideias que este prega. Neste caso, os jovens do PP, ganham apenas pela coerência e por ficarem caladinhos à minha beira para não estragarem muito o ambiente.
sábado, novembro 27, 2004
Noite de Fados
Nada como fazer valer velhas tradições, ou em alternativa, criar novas tradições. Foi o que aconteçeu ontem algures no Portugal Profundo onde eu estive. Cantar fado com sotaque brasileiro e bossa nova com sotaque português produz uma noite muito divertida se acompanhada com uns valentes copos e uma lareira. A Brigada de Trânsito é que ia estragando a festa mas lá se passou a barricada, pagando a portagem com um fadinho cantado com sotaque brasileiro.
Parecem bandos dji Arara, Ã solta
Os moleques, os moleques....
Tive mais sorte do que juÃzo, parece-me.
Parecem bandos dji Arara, Ã solta
Os moleques, os moleques....
Tive mais sorte do que juÃzo, parece-me.
sexta-feira, novembro 26, 2004
Emigração
À muitos anos atrás ouvi de pessoas naturais de paÃses onde se verificava uma onda de emigração bastante significativa, comentários xenófobos e racistas. Anos mais tarde, e como a vida dá voltas estranhas, oiço hoje em dia os mesmos comentários de compatriotas meus, ipsis verbis. É estranho ver como as afirmações e expressões xenófobas são similares por entre os vários paÃses europeus, inclusive, Portugal. Sempre tive em conta que os Portugueses, genericamente, eram tolerantes em relação aos estrangeiros, mas aprendi que isso verifica-se em relação aos estrangeiros que estão de passagem. Não descobri a pólvora, aliás, a nossa história é rica em episódios de tolerância perante outros povos e também, o reverso da medalha. É necessário termos em conta que também fomos emigrantes, e somos ainda, noutros paÃses e lá passámos as passas do Algarve.
O fenómeno da xenofobia é como que um trigger shot para expiação dos males de um paÃs, ou seja, é mais fácil inculcar as culpas, seja lá do que for, no outro, o desconhecido, do que nos apontarmos na equação. De alguma forma, é humano e animalesco ao mesmo tempo daÃ, atendendo ao facto de estarmos num ponto civilizacional tão avançado, ou pelo menos, presumimos que sim, estes actos, animalescos, já não têm razão de ser. Os emigrantes são uma mais valia para qualquer paÃs se as autoridades desse paÃs souberem tirar proveito disso.
Durante muito tempo foi-nos incutida a noção de paÃs, nação num espaço fÃsico e concreto, estanque. Hoje em dia, com o advento da comunicação, os paÃses são as respectivas culturas e as pessoas que vestem e representam essa cultura, como tal, somos, quer queiramos quer não, cidadãos do mundo.
O fenómeno da xenofobia é como que um trigger shot para expiação dos males de um paÃs, ou seja, é mais fácil inculcar as culpas, seja lá do que for, no outro, o desconhecido, do que nos apontarmos na equação. De alguma forma, é humano e animalesco ao mesmo tempo daÃ, atendendo ao facto de estarmos num ponto civilizacional tão avançado, ou pelo menos, presumimos que sim, estes actos, animalescos, já não têm razão de ser. Os emigrantes são uma mais valia para qualquer paÃs se as autoridades desse paÃs souberem tirar proveito disso.
Durante muito tempo foi-nos incutida a noção de paÃs, nação num espaço fÃsico e concreto, estanque. Hoje em dia, com o advento da comunicação, os paÃses são as respectivas culturas e as pessoas que vestem e representam essa cultura, como tal, somos, quer queiramos quer não, cidadãos do mundo.
A cauda da Europa
Ouvi na rádio que efectuaram um estudo a 900 crianças pela Europa inteira e descobriram que os Portugueses são os que menos prendas recebem no Natal. Muito bem, descobriram a pólvora! Atendendo ao facto que Portugal ocupa a cauda da Europa, o que é que eles esperavam? Milagres?
Esta história de Portugal ocupar a cauda da Europa leva-me a pensar em que animais estavam a pensar quando meteram Portugal na cauda. Será um peixe? Se for um peixe estamos tramados porque de um lado o urso (Rússia) come do outro a águia pega (EUA).
Esta história de Portugal ocupar a cauda da Europa leva-me a pensar em que animais estavam a pensar quando meteram Portugal na cauda. Será um peixe? Se for um peixe estamos tramados porque de um lado o urso (Rússia) come do outro a águia pega (EUA).
quinta-feira, novembro 25, 2004
Artigo 527
Hoje aprendi mais uma particulariedade do sistema eleitoral Norte-Americano. Existe um artigo, o 527, da Lei eleitoral Norte - Americana que prevê, por haver um vazio legal, que seja possÃvel que um determinado grupo de cidadãos possa, inpunemente, enviar mensagens para os Media tecendo considerações acerca dos candidatos de uma eleição qualquer. Assim, e segundo o referido artigo, é possÃvel que um grupo de cidadãos emita um spot na televisão a dizer que o candidato x cheira mal da boca. O curioso desta situação é que os referidos grupos podem ser financiados indiscriminadamente pois, estes grupos, não são abrangidos pela Lei de financiamentos dos partidos polÃticos e como tal, the sky is the limit. O único do limite que existe para a utilização deste artigo é o facto de não ser permitido com este artigo fazer pressão para votar ou não votar num determinado candidato.
Os Estados Unidos são um contrasenso em termos no que respeita a Democracia, se é que existe mesmo por lá. Concerteza que este artigo foi publicado numa altura, que não a nossa, em que deveria haver o mÃnimo de elegância e até mesmo um interesse em debater projectos polÃticos e ideias base para a governação de um paÃs. Na actualidade, o projecto polÃtico de cada candidato é dispensável, o que interessa, segundo o eleitorado norte-americano, é o candidato e a sua religião.
Parece algo distante mas é importante verificar que, um paÃs como o Estados Unidos, com uma posição global hegemónica, não consegue, nem sabe viver em democracia, havendo até um déficit democrático naquele paÃs. O mais grave é que este tÊm o maior e mais bem apetrechado exército do mundo e andam por aà a dar lições de democracia, aliás, quanto à s lições de democracia, os Estados Unidos, parecem aqueles alunos cábulas que não estudaram para o exame então começam a mandar uns bitaites a ver conseguem que alguém, inadvertidamente, lhes dê algumas pistas para o que querem saber sem perguntar directamente ou admitir que não vêem um boi da questão.
Os Estados Unidos são um contrasenso em termos no que respeita a Democracia, se é que existe mesmo por lá. Concerteza que este artigo foi publicado numa altura, que não a nossa, em que deveria haver o mÃnimo de elegância e até mesmo um interesse em debater projectos polÃticos e ideias base para a governação de um paÃs. Na actualidade, o projecto polÃtico de cada candidato é dispensável, o que interessa, segundo o eleitorado norte-americano, é o candidato e a sua religião.
Parece algo distante mas é importante verificar que, um paÃs como o Estados Unidos, com uma posição global hegemónica, não consegue, nem sabe viver em democracia, havendo até um déficit democrático naquele paÃs. O mais grave é que este tÊm o maior e mais bem apetrechado exército do mundo e andam por aà a dar lições de democracia, aliás, quanto à s lições de democracia, os Estados Unidos, parecem aqueles alunos cábulas que não estudaram para o exame então começam a mandar uns bitaites a ver conseguem que alguém, inadvertidamente, lhes dê algumas pistas para o que querem saber sem perguntar directamente ou admitir que não vêem um boi da questão.
Plano
A minha amiga Daniela enviou-me um mail com uma ideia genial, não de sua autoria mas não deixa de ser uma boa ideia. Na minha óptica, esta é a via mais fácil para nos livrarmo-nos de Alberto João Jardim, já que a Sibéria não é nossa e as rendas são um balúrdio.
Eis o plano:
Passo 1: Trocamos a Madeira pela Galiza, têm que levar o Alberto João Jardim .
Passo 2: Os galegos são uma boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário). A industria têxtil portuguesa é revitalizada. A Espanha fica encurralada pelos Bascos e Alberto João Jardim .
Passo 3: Desesperados os espanhóis tentam devolver a Madeira (e Alberto joão). A malta não aceita.
Passo 4: Oferecem também o Pais Basco. A malta mantém-se firme e não aceita.
Passo 5: A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais desesperados os espanhóis oferecem-nos: a Madeira, PaÃs Basco e Catalunha. A contrapartida é termos que ficar com o Alberto João e os Etarras. A malta arma-se em difÃcil mas aceita.
Passo 6: Dá-se a independência ao PaÃs Basco, a contrapartida é eles ficarem com o Alberto João. A malta da Eta pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o Alberto João a Madeira torna-se um paraÃso. A Catalunha não causa problemas (no fundo no fundo, são mansos).
Passo 7: Afinal a Eta não aguenta com o Alberto João, que entretanto assume o poder. O PaÃs Basco pede para se tornar território português. A malta aceita (apesar de estar lá o Alberto João).
Passo 8: No PaÃs Basco não há carnaval. O Alberto João emigra para o Brasil...
Passo 9: O Governo brasileiro pede para voltar a ser território português. A malta aceita e manda o Alberto João para a Madeira.
Passo 10: Com os jogadores brasileiros mais os portugueses (e apesar do Alberto João) Portugal torna-se campeão do mundo de futebol! Alberto João enfraquecido pelos festejos do carnaval na Madeira e Brasil, não aguenta a emoção e zás batea sola. Passo 11: E todos viveram felizes para sempre!
Eis o plano:
Passo 1: Trocamos a Madeira pela Galiza, têm que levar o Alberto João Jardim .
Passo 2: Os galegos são uma boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário). A industria têxtil portuguesa é revitalizada. A Espanha fica encurralada pelos Bascos e Alberto João Jardim .
Passo 3: Desesperados os espanhóis tentam devolver a Madeira (e Alberto joão). A malta não aceita.
Passo 4: Oferecem também o Pais Basco. A malta mantém-se firme e não aceita.
Passo 5: A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais desesperados os espanhóis oferecem-nos: a Madeira, PaÃs Basco e Catalunha. A contrapartida é termos que ficar com o Alberto João e os Etarras. A malta arma-se em difÃcil mas aceita.
Passo 6: Dá-se a independência ao PaÃs Basco, a contrapartida é eles ficarem com o Alberto João. A malta da Eta pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o Alberto João a Madeira torna-se um paraÃso. A Catalunha não causa problemas (no fundo no fundo, são mansos).
Passo 7: Afinal a Eta não aguenta com o Alberto João, que entretanto assume o poder. O PaÃs Basco pede para se tornar território português. A malta aceita (apesar de estar lá o Alberto João).
Passo 8: No PaÃs Basco não há carnaval. O Alberto João emigra para o Brasil...
Passo 9: O Governo brasileiro pede para voltar a ser território português. A malta aceita e manda o Alberto João para a Madeira.
Passo 10: Com os jogadores brasileiros mais os portugueses (e apesar do Alberto João) Portugal torna-se campeão do mundo de futebol! Alberto João enfraquecido pelos festejos do carnaval na Madeira e Brasil, não aguenta a emoção e zás batea sola. Passo 11: E todos viveram felizes para sempre!
quarta-feira, novembro 24, 2004
Caixa de cores
A geometria estava feita, os lugares ocupados e os ângulos com a esquadria perfeita. Tudo tinha que estar assim, e eu era o fulcro, o ponto central. À medida que observava os lugares e quem os ocupava, ou o que os ocupava, vi cores, várias, e de repente senti-me no meio de uma roda que começava a girar. Girava com cada vez mais Ãmpeto. As cores começavam a fundir-se numa só cor, desafiando o pantón, era escuro. Senti-me cada vez cercado, roda apertava mais e mais, perdi a horizontalidade, a verticalidade parecia-me um porto seguro cada vez mais. Numa última esperança, olhei para cima contava com o tecto mas este não estava lá. Eis a minha fuga mas o ar é demasiado rarefeito para degrau de escada. Subi qualquer das vias apoiado em algo que não um degrau. Apercebi depois que para subir não é imprescindÃvel um degrau, afinal quando lá fui parar não desci escadas algumas. Já cá fora, a caixa das cores era minúscula e rodopiava na mesma, o meu corpo um gigante e ri-me, afinal era uma caixa do caleidoscópio mágico, as cores eram isso mesmo cores.
Por vezes os problemas são caixinhas pequenas, nós é que nos sentimos atraÃdos para cair nelas.
Por vezes os problemas são caixinhas pequenas, nós é que nos sentimos atraÃdos para cair nelas.
terça-feira, novembro 23, 2004
Estatura média dos Portugueses
Apesar de não ser um adepto fervoroso das estatÃsticas por estas encerrarem alguns problemas de base, como a pura e simples manipulação de resultados ou recolha de dados deficiente e até mesmo a escolha de amostra que poderá ser insuficiente para um dado universo ou simplesmente esse amostra não é, por assim dizer, o espelho de um dado universo. No entanto, terei que baixar o cepticismo e olhar aos resultados de algumas estatÃsticas e tomar em conta os valores. A Organização Mundial de Saúde desenvolveu um estudo acerca dos cuidados médicos prestados à população e uma das variáveis do estudo era a influência que esses cuidados médicos tiveram na estatura média de uma determinada população. Os resultados para Portugal mostraram, mais uma vez, que somos dos povos mais baixos da Europa, o que em si não é grave. Grave é analisar os resultados e ver o evoluir da curva ao longo dos anos e nas diversas zonas do paÃs.
Os nados, do sexo masculino, desde 1965 até 2001 foram analisados através de estatÃsticas fornecidas pelo Exército Português, vulgo inspecções, e mostraram uma evolução em termos de estatura média dos portugueses de geração para geração. De facto, os portugueses estão cada vez mais altos à medida que os cuidados de saúde e alimentação vão melhorando. Qualquer das vias, o estudo revela particularidades interessantes que nos revelam o Portugal profundo. As zonas do Litoral são aquelas que registam as maiores subidas médias de estatura e também registam um maior número de sujeitos incluÃdos nas classes mais altas. No interior, sendo do Distrito de Castelo Branco o mais destacado, é onde se verificam as menores subidas da estatura média, com excepção a Santarém que regista uma das maiores subidas de estatura média no espectro das provÃncias do Interior e do paÃs também. Outro aspecto inquietante sobre este estudo indica que a subida média de estatura de 1993 para cá tem vindo a subir com cada vez com menor intensidade, o que revela que há cada vez mais deficiências no sistema de saúde e na alimentação, fruto talvez de uma maior taxa de desemprego geracional, ou seja, os despedimentos verificados na indústria do Litoral e que visou, em especial, os trabalhadores menos qualificados e na casa dos quarenta anos, afectou o rendimento familiar e a alimentação. A Madeira lidera a tabela com a estatura mais baixa do paÃs e também com o maior Ãndice de taxa de mortalidade, o que nos faz concluir que alcatrão e hotéis não são alimentos muito nutritivos e que potenciem a elevação da estatura das crianças.
Em suma, cada vez mais, e não é só de agora, existem dois paÃses dentro do mesmo território, o Litoral e o Interior. Dá a sensação que há portugueses de primeira e portugueses de segunda, e essa diferença agudiza-se cada vez mais. Preocupa-me um pouco, não por complexos com a altura até porque, pessoalmente, estou acima da média registada a nÃvel nacional que é de 1,73 cm, mas porque, a estatura média, é o reflexo de um sistema de saúde que se detiora a olhos vistos. Curioso foi ver nos jornais e na televisão a apresentação dos resultados a nÃvel nacional, fazendo crer que foi uma grande conquista a nÃvel nacional. Como podem verificar, não foi para todos, e a estatÃsticas têm destas coisas. Se eu comer um frango e tu que lês não comeres nada, estatisticamente, nós os dois comemos meio frango mas tu passaste fome. Dá que pensar.
Os nados, do sexo masculino, desde 1965 até 2001 foram analisados através de estatÃsticas fornecidas pelo Exército Português, vulgo inspecções, e mostraram uma evolução em termos de estatura média dos portugueses de geração para geração. De facto, os portugueses estão cada vez mais altos à medida que os cuidados de saúde e alimentação vão melhorando. Qualquer das vias, o estudo revela particularidades interessantes que nos revelam o Portugal profundo. As zonas do Litoral são aquelas que registam as maiores subidas médias de estatura e também registam um maior número de sujeitos incluÃdos nas classes mais altas. No interior, sendo do Distrito de Castelo Branco o mais destacado, é onde se verificam as menores subidas da estatura média, com excepção a Santarém que regista uma das maiores subidas de estatura média no espectro das provÃncias do Interior e do paÃs também. Outro aspecto inquietante sobre este estudo indica que a subida média de estatura de 1993 para cá tem vindo a subir com cada vez com menor intensidade, o que revela que há cada vez mais deficiências no sistema de saúde e na alimentação, fruto talvez de uma maior taxa de desemprego geracional, ou seja, os despedimentos verificados na indústria do Litoral e que visou, em especial, os trabalhadores menos qualificados e na casa dos quarenta anos, afectou o rendimento familiar e a alimentação. A Madeira lidera a tabela com a estatura mais baixa do paÃs e também com o maior Ãndice de taxa de mortalidade, o que nos faz concluir que alcatrão e hotéis não são alimentos muito nutritivos e que potenciem a elevação da estatura das crianças.
Em suma, cada vez mais, e não é só de agora, existem dois paÃses dentro do mesmo território, o Litoral e o Interior. Dá a sensação que há portugueses de primeira e portugueses de segunda, e essa diferença agudiza-se cada vez mais. Preocupa-me um pouco, não por complexos com a altura até porque, pessoalmente, estou acima da média registada a nÃvel nacional que é de 1,73 cm, mas porque, a estatura média, é o reflexo de um sistema de saúde que se detiora a olhos vistos. Curioso foi ver nos jornais e na televisão a apresentação dos resultados a nÃvel nacional, fazendo crer que foi uma grande conquista a nÃvel nacional. Como podem verificar, não foi para todos, e a estatÃsticas têm destas coisas. Se eu comer um frango e tu que lês não comeres nada, estatisticamente, nós os dois comemos meio frango mas tu passaste fome. Dá que pensar.
Vamos à bola.
O LuÃs Filipe Vieira, também conhecido por Kadhafi dos pneus, foi falar com o Ministro-Adjunto acerca do estado actual do Futebol Português. Entre vários temas relacionados com o futebol, falou acerca da arbitragem e levou alguns vÃdeos do jogo Benfica – Porto. É estranho, mas possÃvel, somente neste paÃs, que um dirigente de um clube, seja lá qual for, tenha a possibilidade de falar com um Ministro mas, e atendendo ao desgoverno que temos, faz todo o sentido. Nas eleições que levaram Durão Barroso, o então presidente do Benfica, expressou todo o seu apoio à candidatura de Durão Barroso, actualmente, LuÃs Filipe Vieira foi conversar com o Ministro-Adjunto acerca do futebol e de mais o quê? Apoio para as próximas eleições? Em jeito de contra-ofensiva, Pinto da Costa disse que iria levar alguns vÃdeos para o presidente Putin, pelo sim pelo não. Este paÃs de república das bananas só lhe falta as penas porque de resto é, concerteza, um exemplo cabal disso. O Presidente do Sporting fala sempre no sistema e no sistema e no sistema e mais sistema, no final, não se percebe bem que sistema é esse ou se é que existe esse sistema ou senão serão vários sistemas. Entretanto, o paÃs vai andando com questões de fundo por resolver mas o que interessa é a bola.
Este episódio abriu um precedente importante que é o facto de quem quer que seja ter a hÃpotese de falar com um ministro acerca dos mais idiotas temas que lhes passarem na cabeça. No ano passado o Ferroviários foi roubado, em casa, por um árbitro caseiro de Mação. Estou a aguardar uma audiência com o ministro-adjunto e o Papa.
Este episódio abriu um precedente importante que é o facto de quem quer que seja ter a hÃpotese de falar com um ministro acerca dos mais idiotas temas que lhes passarem na cabeça. No ano passado o Ferroviários foi roubado, em casa, por um árbitro caseiro de Mação. Estou a aguardar uma audiência com o ministro-adjunto e o Papa.
segunda-feira, novembro 22, 2004
VÃtimas da PIDE
Tenho dito que cada post que eu escrevo tem a intenção de partilhar ideias minhas e de também beber de algumas ideias que partilham comigo através dos comentários. Desta feita, como de diversas vezes, ocorreu uma partilha bastante positiva que fez com que eu escrevesse este post. No post “ Guerraâ€�, o sêpa torta, levantou uma questão bastante pertinente que é a questão das indemnizações à s vÃtimas da PIDE. Ora, essa questão, devo confessar, passou-me da alembradura mas, graças ao Sêpa Torta, lembrei-me dela. Num ano em que o Paulo Portas anuncia os complementos de reforma aos ex-combatentes, sob o pretexto de um acto de justiça que, até é um acto de justiça mas não o suficiente, no entanto, isso é outra questão que se pode desenvolver noutro post. Eis que ficam por complementar as vÃtimas da PIDE. De facto, a lógica de Paulo Portas, é a de premiar os nobres guerreiros patriotas que defenderam o Império Português Ultramarino e não de indemnizar toda uma geração que viu a sua vida em perigo numa guerra sem sentido. Esta lógica prevê que as vÃtimas da PIDE, aqueles que viveram encarcerados durante anos por “crimesâ€� de liberdade, não são contemplados com qualquer tipo de compensação, nem tão pouco são tidos como complementáveis, pois, esses são arruaceiros atentatórios da boa moral e da Santa Madre Igreja, são arruaceiros e comunistas, vermelhuscos, pensa Paulo Portas quase de certeza. É um ponto de honra para a reconciliação nacional que, estes neo-fascistas, tenham a coragem de admitir que erraram, apesar de isso ser o mesmo que lhes pedir para arrancar um dente a sangue frio. Quantos jovens portugueses durante o regime fascista viram a suas vidas em perigo e a sua liberdade privada por advogar os ideais de liberdade? É justo que se lembrem disso e que a nossa geração e as vindouras não se esqueçam desses jovens que lutaram para que hoje em dia haja a libertar de votar apesar, e segundo o Presidente da República, isso causar “instabilidade governativaâ€�.
sábado, novembro 20, 2004
Viagens
Nunca visitei a RDA enquanto paÃs independente e separado da RFA, no entanto, numa ocasião, tive a oportunidade de passar por Duisburg, na Ex-RDA, numa viagem atribulada que fiz de comboio de Hannover ( norte da Alemanha) até Eindhoven na Holanda. Comigo viajava um amigo meu africano e passámos por várias cidades alemães da parte ocidental e também da parte oriental. A viagem começara na estação de Hannover e dois estrangeiros, um branco e um negro, sentavam-se nos respectivos lugares marcados do comboio. A primeira sensação que tive foi a de ser observado por curiosidade e também por avaliação de uma possÃvel ameaça que eu e o meu amigo poderiam constituir a alguns passageiros mas apesar de tudo a viagem foi cordial. Fizemos um transbordo na cidade da Ex-RDA, Duisburg, lá aguardarÃamos por um outro comboio que nos levaria até Venlo na Holanda. Chegados à estação de Duisburg, aterrámos completamente num cenário de pura decadência que, por muito que fosse contra o esperado de um paÃs como a Alemanha, excedeu as expectativas. O cheiro nauseabundo, as pessoas cabisbaixas que se arrastavam pela estação, os emigrantes Turcos e Coreanos, pintavam o cenário de uma cidade da Revolução Industrial, negra, deprimente. O comboio que deverÃamos apanhar estava a escassos metros de nós mas, por falta de comunicação, vimos este partir sem nos apercebêssemos que aquele comboio que partia, se o tivéssemos apanhado, nos iria privar da experiência que tivemos nessa noite. Tivemos que aguardar das 2 da manhã até à s 4 da manhã por outro comboio que nos levasse até à Holanda. Entretanto, fomos a um Bar da estação, lá a fauna era muito interessante. A meretriz, o alcoólico, o desempregado, o emigrante que esperava o começo de um novo turno de trabalhos forçados por devoção ao Euro, compunham uma atmosfera interessante. Ninguém falava mas os olhos e as expressões diziam tudo. É incrÃvel ver como, num paÃs como a Alemanha as expressões daqueles mais oprimidos numa qualquer sociedade, são tão idênticos aos que eu conheço no meu paÃs. A opressão, parece-me, não tem feições definidas, ou melhor, tem feições iguais em quase todos os paÃses. As conversas, as perguntas, o olhar é exactamente igual à quele que eu conheço daqui, apesar da cultura ser muito diferente. O ser humano tem uma unidade expressiva universal, só mesmo nas cidades mais abastadas é que eu vi o quanto diferentes são os alemães e também, em como em certos aspectos eles não diferem muito de nós, pelo menos alguns.
O meu ideal de turismo não é propriamente a visita a lugares históricos, aliás, estes só podem ser desfrutados quando conhecemos bem quem os construiu.
O meu ideal de turismo não é propriamente a visita a lugares históricos, aliás, estes só podem ser desfrutados quando conhecemos bem quem os construiu.
sexta-feira, novembro 19, 2004
Referendar ou que é difÃcil referendar
Já mencionei aqui a preocupação que tenho acerca da Nova Constituição Europeia que, ao contrário do que muita gente possa pensar, vai afectar directamente o desenrolar das coisas no nosso PaÃs. A referida Constituição foi elaborada pelos Conservadores de Direita, com a conivência dos sociais democratas ( partidos socialistas entenda-se, nada de confusões com laranjas liberais) e prevê a perca de autonomia por um lado e a preocupação latente em fazer valer o quadro de valores sociais de uma Europa de cariz judaico-cristão. Nada contra o judaÃsmo nem o cristianismo, apenas contra a forma de entender o cristianismo mais propriamente que, ao fazer valer os velhos e seculares valores tradicionais da famÃlia e da boa moral, irão agudizar ou manter presentes muitos dos preconceitos retrógrados vigentes na sociedade actual. O Buttilione, é um exemplo do género de estadistas que está na base da redacção da Nova Constituição, e estes textos deveriam ser revistos ou pura e simplesmente, criar um novo texto para a constituição, laico e separado do poder religioso. Isso, de acordo com o texto da nova constituição, não irá acontecer, aliás, o Vaticano já se pronunciou acerca da ténue referência que o texto da nova constituição faz aos valores cristãos tão tipicamente europeus, o que é estranho, e mais estranho ainda foi a redacção feita mencionando então, a pedido do Vaticano, os velhos e seculares valores da boa moral cristã.
A suposta perca de autonomia é-me relativa até certo ponto, o que não me é relativo é o sistema de votação escolhido pela Nova Constituição Europeia que prevê que paÃses, como Portugal, tenham cada vez menos peso nas decisões tomadas pois, cada paÃs, terá um peso de voto constante no número de habitantes. É evidente que Portugal e outros paÃses mais pequenos vão estar lá a encher pneus.
Por fim, em cada paÃs será efectuado um referendo acerca da Nova Constituição Europeia, o que já de si é um problema pois a forma como irá ser colocada a questão(ões) será de difÃcil concepção. Este post no grupo do pato ilustra bem a dificuldade que será escolher bem o conteúdo das perguntas do referendo.
A suposta perca de autonomia é-me relativa até certo ponto, o que não me é relativo é o sistema de votação escolhido pela Nova Constituição Europeia que prevê que paÃses, como Portugal, tenham cada vez menos peso nas decisões tomadas pois, cada paÃs, terá um peso de voto constante no número de habitantes. É evidente que Portugal e outros paÃses mais pequenos vão estar lá a encher pneus.
Por fim, em cada paÃs será efectuado um referendo acerca da Nova Constituição Europeia, o que já de si é um problema pois a forma como irá ser colocada a questão(ões) será de difÃcil concepção. Este post no grupo do pato ilustra bem a dificuldade que será escolher bem o conteúdo das perguntas do referendo.
De passita em passita
Os malefÃcios do tabaco toda a gente conhece e a preocupação que as autoridades sanitárias ou de saúde têm no combate ao tabagismo, através da prevenção, é de salutar. No entanto, como em quase tudo na vida há o reverso da medalha. Se o Estado está tão preocupado com os malefÃcios do tabagismo, por que é que cobra impostos da venda do tabaco? Porque é que o Estado tem uma empresa nacional de Tabaco? Estarão a lucrar com os malefÃcios que o tabaco provoca aos contribuintes?
Parece-me que hoje em dia a “perseguiçãoâ€� que existe aos fumadores é tanta que poder-se-á antever que futuramente um fumador terá que andar na rua com um guizo como se fazia antigamente com os leprosos. Creio que esta história toda está impregnada de uma lógica batatal, mas também sou suspeito pois fumo. Seguindo a lógica batatal das autoridades, se o tabaco faz mal e é lÃcito cobrar impostos aos fumadores, legalize-se as drogas também e cobre-se impostos também não?!
Outra coisa que me faz impressão, a mim mesmo são as campanhas anti-tabagistas como é exemplo daquela que dizia que beijar uma mulher que fuma é o mesmo que lamber um cinzeiro. Olhe que não, olhe que não! Para mais, e nunca esquecendo os malefÃcios que o tabaco traz, fumar um cigarro é um acto sublime, enaltecedor e potenciador do mais intenso prazer. Pessoalmente, não me arrependo de alguns cigarros que fumo durante o dia e noite, e que me dão um substancial prazer, os outros que fumo entretanto é que constituiem o problema. para quem não sabe, porque não fuma, um cigarro enquanto enviamos um fax para a China via Nova Iorque, dá um prazer do caraças. Um cigarro após uma cambalhota, dá um prazer enorme, o problema, como já disse, são os outros cigarros que fumamos entretanto e que são puro vÃcio. Como disse mário cesariny, não há nada como chegar à beira de precipÃcio e cair verticalmetne no vÃcio.
Parece-me que hoje em dia a “perseguiçãoâ€� que existe aos fumadores é tanta que poder-se-á antever que futuramente um fumador terá que andar na rua com um guizo como se fazia antigamente com os leprosos. Creio que esta história toda está impregnada de uma lógica batatal, mas também sou suspeito pois fumo. Seguindo a lógica batatal das autoridades, se o tabaco faz mal e é lÃcito cobrar impostos aos fumadores, legalize-se as drogas também e cobre-se impostos também não?!
Outra coisa que me faz impressão, a mim mesmo são as campanhas anti-tabagistas como é exemplo daquela que dizia que beijar uma mulher que fuma é o mesmo que lamber um cinzeiro. Olhe que não, olhe que não! Para mais, e nunca esquecendo os malefÃcios que o tabaco traz, fumar um cigarro é um acto sublime, enaltecedor e potenciador do mais intenso prazer. Pessoalmente, não me arrependo de alguns cigarros que fumo durante o dia e noite, e que me dão um substancial prazer, os outros que fumo entretanto é que constituiem o problema. para quem não sabe, porque não fuma, um cigarro enquanto enviamos um fax para a China via Nova Iorque, dá um prazer do caraças. Um cigarro após uma cambalhota, dá um prazer enorme, o problema, como já disse, são os outros cigarros que fumamos entretanto e que são puro vÃcio. Como disse mário cesariny, não há nada como chegar à beira de precipÃcio e cair verticalmetne no vÃcio.
quinta-feira, novembro 18, 2004
Guerra
As imagens divulgadas na televisão mostrando um soldado Norte-Americano a alvejar, mortalmente, um iraquiano ferido, chocou muita gente. No entanto, isso não é chocante se formos a analisar a questão a fundo. A lógica da guerra, se é que esta existe, ou se existe é num campo metafÃsico onde tudo, mas mesmo tudo, é relativo, prevê este tipo de acções como legÃtima. É como se nos despÃssemos de todos os valores que norteiam uma qualquer sociedade e nos atirássemos de cabeça nas mais básicas e cruéis leis da sobrevivência onde partilhamos uma espécie de esquizofrenia “inteligÃvelâ€� onde o conflito entre a personalidade de predador e da de presa se confundem num só autómato que cumpre as regras impostas por outros e tenta sobreviver. Não sei o que passou na cabeça daquele soldado Norte-Americano quando alvejou o outro soldado iraquiano mas, quase de certeza, não produziu qualquer tipo de pensamento inteligÃvel, apenas funcionou, eliminou o que poderia ser uma ameaça. Não pretendo desculpabilizar o acto cometido pelo soldado Norte-Americano mas sim tentar ver como é possÃvel e quão imprevisÃvel é um ser humano quando colocado numa situação extrema de stress.
Numa situação de guerra as nossas acções futuras são imprevisÃveis, nunca saberemos até onde poderemos ir, ou o que seremos capazes de fazer, é animalesco. A responsabilidade maior nestas situações é de quem faz a guerra, de quem a promove, quem a executa, salvas as excepções, funciona e tenta sobreviver como pode, exponenciando tudo o que de bom e mau tem, é mais forte do que cada um.
O cérebro humano funciona a 27 % , mais ou menos, de sua capacidade, o resto é ocupado pelo subconsciente que, por si, é um mundo de gravações efectuadas ao longo da vida. Por vezes, em sonhos, é-nos revelado medo, ânsia, desejos e outras sensações. Acordamos pensando que é um sonho ou que é algo irreal mas, por vezes, não é. Na cabeça de cada um daqueles que actualmente vivem no meio da guerra do Iraque, ficaram com o seu subconsciente gravado com mais episódios medos, ânsias e coisas boas muito poucas. Quem ordena ou promove a guerra, geralmente, não é sujeito a estas gravações sequer.
Em Portugal, apesar de insistentemente ser ocultado ou ignorado, temos ainda muitos casos de ex-combatentes com sintomas de stress de guerra. Nada é documentado, nem são mostrados o ex-combatentes ainda internados no Hospital Militar com complicações graves do foro psicológico que vegetam desde o dia em que foram desmobilizados e já lá vão mais de trinta anos em alguns casos. Dá-se, a uma geração sacrificada, 150 Euros por mês, pelos anos perdidos de suas vidas naquela guerra sem sentido.
Não inventei nada de novo com este post eu sei, nem quis reinventar aqui a roda, no entanto, acho muito importante relembrar sempre isto. Numa altura em que se fala tanto em questões de segurança e a necessidade de ver as forças armadas apetrechadas com meios bélicos capazes de neutralizar essa “ameaçaâ€�, a verdadeira ameaça continua a existir no provocar ou não da guerra. As polÃticas externas utilizadas pelos diversos paÃses, onde incluo Portugal, infelizmente, dão azo a que essa lógica animal da guerra floresça e ganhe força. É um animal que se deve ter enjaulado mas não ignorado, a guerra, não é uma entidade externa à condição humana, como não é o ódio, faz parte de cada um de nós mas temos que ter consciência disso e saber enfrentar esse problema.
Numa situação de guerra as nossas acções futuras são imprevisÃveis, nunca saberemos até onde poderemos ir, ou o que seremos capazes de fazer, é animalesco. A responsabilidade maior nestas situações é de quem faz a guerra, de quem a promove, quem a executa, salvas as excepções, funciona e tenta sobreviver como pode, exponenciando tudo o que de bom e mau tem, é mais forte do que cada um.
O cérebro humano funciona a 27 % , mais ou menos, de sua capacidade, o resto é ocupado pelo subconsciente que, por si, é um mundo de gravações efectuadas ao longo da vida. Por vezes, em sonhos, é-nos revelado medo, ânsia, desejos e outras sensações. Acordamos pensando que é um sonho ou que é algo irreal mas, por vezes, não é. Na cabeça de cada um daqueles que actualmente vivem no meio da guerra do Iraque, ficaram com o seu subconsciente gravado com mais episódios medos, ânsias e coisas boas muito poucas. Quem ordena ou promove a guerra, geralmente, não é sujeito a estas gravações sequer.
Em Portugal, apesar de insistentemente ser ocultado ou ignorado, temos ainda muitos casos de ex-combatentes com sintomas de stress de guerra. Nada é documentado, nem são mostrados o ex-combatentes ainda internados no Hospital Militar com complicações graves do foro psicológico que vegetam desde o dia em que foram desmobilizados e já lá vão mais de trinta anos em alguns casos. Dá-se, a uma geração sacrificada, 150 Euros por mês, pelos anos perdidos de suas vidas naquela guerra sem sentido.
Não inventei nada de novo com este post eu sei, nem quis reinventar aqui a roda, no entanto, acho muito importante relembrar sempre isto. Numa altura em que se fala tanto em questões de segurança e a necessidade de ver as forças armadas apetrechadas com meios bélicos capazes de neutralizar essa “ameaçaâ€�, a verdadeira ameaça continua a existir no provocar ou não da guerra. As polÃticas externas utilizadas pelos diversos paÃses, onde incluo Portugal, infelizmente, dão azo a que essa lógica animal da guerra floresça e ganhe força. É um animal que se deve ter enjaulado mas não ignorado, a guerra, não é uma entidade externa à condição humana, como não é o ódio, faz parte de cada um de nós mas temos que ter consciência disso e saber enfrentar esse problema.
Natal
Já se vê o Natal a aproximar-se, as televisões inundam-se de anúncios a bonecas, soldadinhos e outros brinquedos para fazer as delÃcias da criançada. E os adultos? Não têm direito também a ter uma época do ano em que podem escrever uma cartinha ao Pai Natal e pedir um brinquedo ou qualquer outra coisa. Eu já escrevi a minha cartinha e voçês? já escreveram?
ah pois é!
Se na semana passada apetecia-me comer laranjas e dar saltos de meio metro, esta semana, apetece-me trepar aos postes e apalpar as canecas.
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