Ouvi na rádio que efectuaram um estudo a 900 crianças pela Europa inteira e descobriram que os Portugueses são os que menos prendas recebem no Natal. Muito bem, descobriram a pólvora! Atendendo ao facto que Portugal ocupa a cauda da Europa, o que é que eles esperavam? Milagres?
Esta história de Portugal ocupar a cauda da Europa leva-me a pensar em que animais estavam a pensar quando meteram Portugal na cauda. Será um peixe? Se for um peixe estamos tramados porque de um lado o urso (Rússia) come do outro a águia pega (EUA).
sexta-feira, novembro 26, 2004
quinta-feira, novembro 25, 2004
Artigo 527
Hoje aprendi mais uma particulariedade do sistema eleitoral Norte-Americano. Existe um artigo, o 527, da Lei eleitoral Norte - Americana que prevê, por haver um vazio legal, que seja possÃvel que um determinado grupo de cidadãos possa, inpunemente, enviar mensagens para os Media tecendo considerações acerca dos candidatos de uma eleição qualquer. Assim, e segundo o referido artigo, é possÃvel que um grupo de cidadãos emita um spot na televisão a dizer que o candidato x cheira mal da boca. O curioso desta situação é que os referidos grupos podem ser financiados indiscriminadamente pois, estes grupos, não são abrangidos pela Lei de financiamentos dos partidos polÃticos e como tal, the sky is the limit. O único do limite que existe para a utilização deste artigo é o facto de não ser permitido com este artigo fazer pressão para votar ou não votar num determinado candidato.
Os Estados Unidos são um contrasenso em termos no que respeita a Democracia, se é que existe mesmo por lá. Concerteza que este artigo foi publicado numa altura, que não a nossa, em que deveria haver o mÃnimo de elegância e até mesmo um interesse em debater projectos polÃticos e ideias base para a governação de um paÃs. Na actualidade, o projecto polÃtico de cada candidato é dispensável, o que interessa, segundo o eleitorado norte-americano, é o candidato e a sua religião.
Parece algo distante mas é importante verificar que, um paÃs como o Estados Unidos, com uma posição global hegemónica, não consegue, nem sabe viver em democracia, havendo até um déficit democrático naquele paÃs. O mais grave é que este tÊm o maior e mais bem apetrechado exército do mundo e andam por aà a dar lições de democracia, aliás, quanto à s lições de democracia, os Estados Unidos, parecem aqueles alunos cábulas que não estudaram para o exame então começam a mandar uns bitaites a ver conseguem que alguém, inadvertidamente, lhes dê algumas pistas para o que querem saber sem perguntar directamente ou admitir que não vêem um boi da questão.
Os Estados Unidos são um contrasenso em termos no que respeita a Democracia, se é que existe mesmo por lá. Concerteza que este artigo foi publicado numa altura, que não a nossa, em que deveria haver o mÃnimo de elegância e até mesmo um interesse em debater projectos polÃticos e ideias base para a governação de um paÃs. Na actualidade, o projecto polÃtico de cada candidato é dispensável, o que interessa, segundo o eleitorado norte-americano, é o candidato e a sua religião.
Parece algo distante mas é importante verificar que, um paÃs como o Estados Unidos, com uma posição global hegemónica, não consegue, nem sabe viver em democracia, havendo até um déficit democrático naquele paÃs. O mais grave é que este tÊm o maior e mais bem apetrechado exército do mundo e andam por aà a dar lições de democracia, aliás, quanto à s lições de democracia, os Estados Unidos, parecem aqueles alunos cábulas que não estudaram para o exame então começam a mandar uns bitaites a ver conseguem que alguém, inadvertidamente, lhes dê algumas pistas para o que querem saber sem perguntar directamente ou admitir que não vêem um boi da questão.
Plano
A minha amiga Daniela enviou-me um mail com uma ideia genial, não de sua autoria mas não deixa de ser uma boa ideia. Na minha óptica, esta é a via mais fácil para nos livrarmo-nos de Alberto João Jardim, já que a Sibéria não é nossa e as rendas são um balúrdio.
Eis o plano:
Passo 1: Trocamos a Madeira pela Galiza, têm que levar o Alberto João Jardim .
Passo 2: Os galegos são uma boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário). A industria têxtil portuguesa é revitalizada. A Espanha fica encurralada pelos Bascos e Alberto João Jardim .
Passo 3: Desesperados os espanhóis tentam devolver a Madeira (e Alberto joão). A malta não aceita.
Passo 4: Oferecem também o Pais Basco. A malta mantém-se firme e não aceita.
Passo 5: A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais desesperados os espanhóis oferecem-nos: a Madeira, PaÃs Basco e Catalunha. A contrapartida é termos que ficar com o Alberto João e os Etarras. A malta arma-se em difÃcil mas aceita.
Passo 6: Dá-se a independência ao PaÃs Basco, a contrapartida é eles ficarem com o Alberto João. A malta da Eta pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o Alberto João a Madeira torna-se um paraÃso. A Catalunha não causa problemas (no fundo no fundo, são mansos).
Passo 7: Afinal a Eta não aguenta com o Alberto João, que entretanto assume o poder. O PaÃs Basco pede para se tornar território português. A malta aceita (apesar de estar lá o Alberto João).
Passo 8: No PaÃs Basco não há carnaval. O Alberto João emigra para o Brasil...
Passo 9: O Governo brasileiro pede para voltar a ser território português. A malta aceita e manda o Alberto João para a Madeira.
Passo 10: Com os jogadores brasileiros mais os portugueses (e apesar do Alberto João) Portugal torna-se campeão do mundo de futebol! Alberto João enfraquecido pelos festejos do carnaval na Madeira e Brasil, não aguenta a emoção e zás batea sola. Passo 11: E todos viveram felizes para sempre!
Eis o plano:
Passo 1: Trocamos a Madeira pela Galiza, têm que levar o Alberto João Jardim .
Passo 2: Os galegos são uma boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário). A industria têxtil portuguesa é revitalizada. A Espanha fica encurralada pelos Bascos e Alberto João Jardim .
Passo 3: Desesperados os espanhóis tentam devolver a Madeira (e Alberto joão). A malta não aceita.
Passo 4: Oferecem também o Pais Basco. A malta mantém-se firme e não aceita.
Passo 5: A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais desesperados os espanhóis oferecem-nos: a Madeira, PaÃs Basco e Catalunha. A contrapartida é termos que ficar com o Alberto João e os Etarras. A malta arma-se em difÃcil mas aceita.
Passo 6: Dá-se a independência ao PaÃs Basco, a contrapartida é eles ficarem com o Alberto João. A malta da Eta pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o Alberto João a Madeira torna-se um paraÃso. A Catalunha não causa problemas (no fundo no fundo, são mansos).
Passo 7: Afinal a Eta não aguenta com o Alberto João, que entretanto assume o poder. O PaÃs Basco pede para se tornar território português. A malta aceita (apesar de estar lá o Alberto João).
Passo 8: No PaÃs Basco não há carnaval. O Alberto João emigra para o Brasil...
Passo 9: O Governo brasileiro pede para voltar a ser território português. A malta aceita e manda o Alberto João para a Madeira.
Passo 10: Com os jogadores brasileiros mais os portugueses (e apesar do Alberto João) Portugal torna-se campeão do mundo de futebol! Alberto João enfraquecido pelos festejos do carnaval na Madeira e Brasil, não aguenta a emoção e zás batea sola. Passo 11: E todos viveram felizes para sempre!
quarta-feira, novembro 24, 2004
Caixa de cores
A geometria estava feita, os lugares ocupados e os ângulos com a esquadria perfeita. Tudo tinha que estar assim, e eu era o fulcro, o ponto central. À medida que observava os lugares e quem os ocupava, ou o que os ocupava, vi cores, várias, e de repente senti-me no meio de uma roda que começava a girar. Girava com cada vez mais Ãmpeto. As cores começavam a fundir-se numa só cor, desafiando o pantón, era escuro. Senti-me cada vez cercado, roda apertava mais e mais, perdi a horizontalidade, a verticalidade parecia-me um porto seguro cada vez mais. Numa última esperança, olhei para cima contava com o tecto mas este não estava lá. Eis a minha fuga mas o ar é demasiado rarefeito para degrau de escada. Subi qualquer das vias apoiado em algo que não um degrau. Apercebi depois que para subir não é imprescindÃvel um degrau, afinal quando lá fui parar não desci escadas algumas. Já cá fora, a caixa das cores era minúscula e rodopiava na mesma, o meu corpo um gigante e ri-me, afinal era uma caixa do caleidoscópio mágico, as cores eram isso mesmo cores.
Por vezes os problemas são caixinhas pequenas, nós é que nos sentimos atraÃdos para cair nelas.
Por vezes os problemas são caixinhas pequenas, nós é que nos sentimos atraÃdos para cair nelas.
terça-feira, novembro 23, 2004
Estatura média dos Portugueses
Apesar de não ser um adepto fervoroso das estatÃsticas por estas encerrarem alguns problemas de base, como a pura e simples manipulação de resultados ou recolha de dados deficiente e até mesmo a escolha de amostra que poderá ser insuficiente para um dado universo ou simplesmente esse amostra não é, por assim dizer, o espelho de um dado universo. No entanto, terei que baixar o cepticismo e olhar aos resultados de algumas estatÃsticas e tomar em conta os valores. A Organização Mundial de Saúde desenvolveu um estudo acerca dos cuidados médicos prestados à população e uma das variáveis do estudo era a influência que esses cuidados médicos tiveram na estatura média de uma determinada população. Os resultados para Portugal mostraram, mais uma vez, que somos dos povos mais baixos da Europa, o que em si não é grave. Grave é analisar os resultados e ver o evoluir da curva ao longo dos anos e nas diversas zonas do paÃs.
Os nados, do sexo masculino, desde 1965 até 2001 foram analisados através de estatÃsticas fornecidas pelo Exército Português, vulgo inspecções, e mostraram uma evolução em termos de estatura média dos portugueses de geração para geração. De facto, os portugueses estão cada vez mais altos à medida que os cuidados de saúde e alimentação vão melhorando. Qualquer das vias, o estudo revela particularidades interessantes que nos revelam o Portugal profundo. As zonas do Litoral são aquelas que registam as maiores subidas médias de estatura e também registam um maior número de sujeitos incluÃdos nas classes mais altas. No interior, sendo do Distrito de Castelo Branco o mais destacado, é onde se verificam as menores subidas da estatura média, com excepção a Santarém que regista uma das maiores subidas de estatura média no espectro das provÃncias do Interior e do paÃs também. Outro aspecto inquietante sobre este estudo indica que a subida média de estatura de 1993 para cá tem vindo a subir com cada vez com menor intensidade, o que revela que há cada vez mais deficiências no sistema de saúde e na alimentação, fruto talvez de uma maior taxa de desemprego geracional, ou seja, os despedimentos verificados na indústria do Litoral e que visou, em especial, os trabalhadores menos qualificados e na casa dos quarenta anos, afectou o rendimento familiar e a alimentação. A Madeira lidera a tabela com a estatura mais baixa do paÃs e também com o maior Ãndice de taxa de mortalidade, o que nos faz concluir que alcatrão e hotéis não são alimentos muito nutritivos e que potenciem a elevação da estatura das crianças.
Em suma, cada vez mais, e não é só de agora, existem dois paÃses dentro do mesmo território, o Litoral e o Interior. Dá a sensação que há portugueses de primeira e portugueses de segunda, e essa diferença agudiza-se cada vez mais. Preocupa-me um pouco, não por complexos com a altura até porque, pessoalmente, estou acima da média registada a nÃvel nacional que é de 1,73 cm, mas porque, a estatura média, é o reflexo de um sistema de saúde que se detiora a olhos vistos. Curioso foi ver nos jornais e na televisão a apresentação dos resultados a nÃvel nacional, fazendo crer que foi uma grande conquista a nÃvel nacional. Como podem verificar, não foi para todos, e a estatÃsticas têm destas coisas. Se eu comer um frango e tu que lês não comeres nada, estatisticamente, nós os dois comemos meio frango mas tu passaste fome. Dá que pensar.
Os nados, do sexo masculino, desde 1965 até 2001 foram analisados através de estatÃsticas fornecidas pelo Exército Português, vulgo inspecções, e mostraram uma evolução em termos de estatura média dos portugueses de geração para geração. De facto, os portugueses estão cada vez mais altos à medida que os cuidados de saúde e alimentação vão melhorando. Qualquer das vias, o estudo revela particularidades interessantes que nos revelam o Portugal profundo. As zonas do Litoral são aquelas que registam as maiores subidas médias de estatura e também registam um maior número de sujeitos incluÃdos nas classes mais altas. No interior, sendo do Distrito de Castelo Branco o mais destacado, é onde se verificam as menores subidas da estatura média, com excepção a Santarém que regista uma das maiores subidas de estatura média no espectro das provÃncias do Interior e do paÃs também. Outro aspecto inquietante sobre este estudo indica que a subida média de estatura de 1993 para cá tem vindo a subir com cada vez com menor intensidade, o que revela que há cada vez mais deficiências no sistema de saúde e na alimentação, fruto talvez de uma maior taxa de desemprego geracional, ou seja, os despedimentos verificados na indústria do Litoral e que visou, em especial, os trabalhadores menos qualificados e na casa dos quarenta anos, afectou o rendimento familiar e a alimentação. A Madeira lidera a tabela com a estatura mais baixa do paÃs e também com o maior Ãndice de taxa de mortalidade, o que nos faz concluir que alcatrão e hotéis não são alimentos muito nutritivos e que potenciem a elevação da estatura das crianças.
Em suma, cada vez mais, e não é só de agora, existem dois paÃses dentro do mesmo território, o Litoral e o Interior. Dá a sensação que há portugueses de primeira e portugueses de segunda, e essa diferença agudiza-se cada vez mais. Preocupa-me um pouco, não por complexos com a altura até porque, pessoalmente, estou acima da média registada a nÃvel nacional que é de 1,73 cm, mas porque, a estatura média, é o reflexo de um sistema de saúde que se detiora a olhos vistos. Curioso foi ver nos jornais e na televisão a apresentação dos resultados a nÃvel nacional, fazendo crer que foi uma grande conquista a nÃvel nacional. Como podem verificar, não foi para todos, e a estatÃsticas têm destas coisas. Se eu comer um frango e tu que lês não comeres nada, estatisticamente, nós os dois comemos meio frango mas tu passaste fome. Dá que pensar.
Vamos à bola.
O LuÃs Filipe Vieira, também conhecido por Kadhafi dos pneus, foi falar com o Ministro-Adjunto acerca do estado actual do Futebol Português. Entre vários temas relacionados com o futebol, falou acerca da arbitragem e levou alguns vÃdeos do jogo Benfica – Porto. É estranho, mas possÃvel, somente neste paÃs, que um dirigente de um clube, seja lá qual for, tenha a possibilidade de falar com um Ministro mas, e atendendo ao desgoverno que temos, faz todo o sentido. Nas eleições que levaram Durão Barroso, o então presidente do Benfica, expressou todo o seu apoio à candidatura de Durão Barroso, actualmente, LuÃs Filipe Vieira foi conversar com o Ministro-Adjunto acerca do futebol e de mais o quê? Apoio para as próximas eleições? Em jeito de contra-ofensiva, Pinto da Costa disse que iria levar alguns vÃdeos para o presidente Putin, pelo sim pelo não. Este paÃs de república das bananas só lhe falta as penas porque de resto é, concerteza, um exemplo cabal disso. O Presidente do Sporting fala sempre no sistema e no sistema e no sistema e mais sistema, no final, não se percebe bem que sistema é esse ou se é que existe esse sistema ou senão serão vários sistemas. Entretanto, o paÃs vai andando com questões de fundo por resolver mas o que interessa é a bola.
Este episódio abriu um precedente importante que é o facto de quem quer que seja ter a hÃpotese de falar com um ministro acerca dos mais idiotas temas que lhes passarem na cabeça. No ano passado o Ferroviários foi roubado, em casa, por um árbitro caseiro de Mação. Estou a aguardar uma audiência com o ministro-adjunto e o Papa.
Este episódio abriu um precedente importante que é o facto de quem quer que seja ter a hÃpotese de falar com um ministro acerca dos mais idiotas temas que lhes passarem na cabeça. No ano passado o Ferroviários foi roubado, em casa, por um árbitro caseiro de Mação. Estou a aguardar uma audiência com o ministro-adjunto e o Papa.
segunda-feira, novembro 22, 2004
VÃtimas da PIDE
Tenho dito que cada post que eu escrevo tem a intenção de partilhar ideias minhas e de também beber de algumas ideias que partilham comigo através dos comentários. Desta feita, como de diversas vezes, ocorreu uma partilha bastante positiva que fez com que eu escrevesse este post. No post “ Guerraâ€�, o sêpa torta, levantou uma questão bastante pertinente que é a questão das indemnizações à s vÃtimas da PIDE. Ora, essa questão, devo confessar, passou-me da alembradura mas, graças ao Sêpa Torta, lembrei-me dela. Num ano em que o Paulo Portas anuncia os complementos de reforma aos ex-combatentes, sob o pretexto de um acto de justiça que, até é um acto de justiça mas não o suficiente, no entanto, isso é outra questão que se pode desenvolver noutro post. Eis que ficam por complementar as vÃtimas da PIDE. De facto, a lógica de Paulo Portas, é a de premiar os nobres guerreiros patriotas que defenderam o Império Português Ultramarino e não de indemnizar toda uma geração que viu a sua vida em perigo numa guerra sem sentido. Esta lógica prevê que as vÃtimas da PIDE, aqueles que viveram encarcerados durante anos por “crimesâ€� de liberdade, não são contemplados com qualquer tipo de compensação, nem tão pouco são tidos como complementáveis, pois, esses são arruaceiros atentatórios da boa moral e da Santa Madre Igreja, são arruaceiros e comunistas, vermelhuscos, pensa Paulo Portas quase de certeza. É um ponto de honra para a reconciliação nacional que, estes neo-fascistas, tenham a coragem de admitir que erraram, apesar de isso ser o mesmo que lhes pedir para arrancar um dente a sangue frio. Quantos jovens portugueses durante o regime fascista viram a suas vidas em perigo e a sua liberdade privada por advogar os ideais de liberdade? É justo que se lembrem disso e que a nossa geração e as vindouras não se esqueçam desses jovens que lutaram para que hoje em dia haja a libertar de votar apesar, e segundo o Presidente da República, isso causar “instabilidade governativaâ€�.
sábado, novembro 20, 2004
Viagens
Nunca visitei a RDA enquanto paÃs independente e separado da RFA, no entanto, numa ocasião, tive a oportunidade de passar por Duisburg, na Ex-RDA, numa viagem atribulada que fiz de comboio de Hannover ( norte da Alemanha) até Eindhoven na Holanda. Comigo viajava um amigo meu africano e passámos por várias cidades alemães da parte ocidental e também da parte oriental. A viagem começara na estação de Hannover e dois estrangeiros, um branco e um negro, sentavam-se nos respectivos lugares marcados do comboio. A primeira sensação que tive foi a de ser observado por curiosidade e também por avaliação de uma possÃvel ameaça que eu e o meu amigo poderiam constituir a alguns passageiros mas apesar de tudo a viagem foi cordial. Fizemos um transbordo na cidade da Ex-RDA, Duisburg, lá aguardarÃamos por um outro comboio que nos levaria até Venlo na Holanda. Chegados à estação de Duisburg, aterrámos completamente num cenário de pura decadência que, por muito que fosse contra o esperado de um paÃs como a Alemanha, excedeu as expectativas. O cheiro nauseabundo, as pessoas cabisbaixas que se arrastavam pela estação, os emigrantes Turcos e Coreanos, pintavam o cenário de uma cidade da Revolução Industrial, negra, deprimente. O comboio que deverÃamos apanhar estava a escassos metros de nós mas, por falta de comunicação, vimos este partir sem nos apercebêssemos que aquele comboio que partia, se o tivéssemos apanhado, nos iria privar da experiência que tivemos nessa noite. Tivemos que aguardar das 2 da manhã até à s 4 da manhã por outro comboio que nos levasse até à Holanda. Entretanto, fomos a um Bar da estação, lá a fauna era muito interessante. A meretriz, o alcoólico, o desempregado, o emigrante que esperava o começo de um novo turno de trabalhos forçados por devoção ao Euro, compunham uma atmosfera interessante. Ninguém falava mas os olhos e as expressões diziam tudo. É incrÃvel ver como, num paÃs como a Alemanha as expressões daqueles mais oprimidos numa qualquer sociedade, são tão idênticos aos que eu conheço no meu paÃs. A opressão, parece-me, não tem feições definidas, ou melhor, tem feições iguais em quase todos os paÃses. As conversas, as perguntas, o olhar é exactamente igual à quele que eu conheço daqui, apesar da cultura ser muito diferente. O ser humano tem uma unidade expressiva universal, só mesmo nas cidades mais abastadas é que eu vi o quanto diferentes são os alemães e também, em como em certos aspectos eles não diferem muito de nós, pelo menos alguns.
O meu ideal de turismo não é propriamente a visita a lugares históricos, aliás, estes só podem ser desfrutados quando conhecemos bem quem os construiu.
O meu ideal de turismo não é propriamente a visita a lugares históricos, aliás, estes só podem ser desfrutados quando conhecemos bem quem os construiu.
sexta-feira, novembro 19, 2004
Referendar ou que é difÃcil referendar
Já mencionei aqui a preocupação que tenho acerca da Nova Constituição Europeia que, ao contrário do que muita gente possa pensar, vai afectar directamente o desenrolar das coisas no nosso PaÃs. A referida Constituição foi elaborada pelos Conservadores de Direita, com a conivência dos sociais democratas ( partidos socialistas entenda-se, nada de confusões com laranjas liberais) e prevê a perca de autonomia por um lado e a preocupação latente em fazer valer o quadro de valores sociais de uma Europa de cariz judaico-cristão. Nada contra o judaÃsmo nem o cristianismo, apenas contra a forma de entender o cristianismo mais propriamente que, ao fazer valer os velhos e seculares valores tradicionais da famÃlia e da boa moral, irão agudizar ou manter presentes muitos dos preconceitos retrógrados vigentes na sociedade actual. O Buttilione, é um exemplo do género de estadistas que está na base da redacção da Nova Constituição, e estes textos deveriam ser revistos ou pura e simplesmente, criar um novo texto para a constituição, laico e separado do poder religioso. Isso, de acordo com o texto da nova constituição, não irá acontecer, aliás, o Vaticano já se pronunciou acerca da ténue referência que o texto da nova constituição faz aos valores cristãos tão tipicamente europeus, o que é estranho, e mais estranho ainda foi a redacção feita mencionando então, a pedido do Vaticano, os velhos e seculares valores da boa moral cristã.
A suposta perca de autonomia é-me relativa até certo ponto, o que não me é relativo é o sistema de votação escolhido pela Nova Constituição Europeia que prevê que paÃses, como Portugal, tenham cada vez menos peso nas decisões tomadas pois, cada paÃs, terá um peso de voto constante no número de habitantes. É evidente que Portugal e outros paÃses mais pequenos vão estar lá a encher pneus.
Por fim, em cada paÃs será efectuado um referendo acerca da Nova Constituição Europeia, o que já de si é um problema pois a forma como irá ser colocada a questão(ões) será de difÃcil concepção. Este post no grupo do pato ilustra bem a dificuldade que será escolher bem o conteúdo das perguntas do referendo.
A suposta perca de autonomia é-me relativa até certo ponto, o que não me é relativo é o sistema de votação escolhido pela Nova Constituição Europeia que prevê que paÃses, como Portugal, tenham cada vez menos peso nas decisões tomadas pois, cada paÃs, terá um peso de voto constante no número de habitantes. É evidente que Portugal e outros paÃses mais pequenos vão estar lá a encher pneus.
Por fim, em cada paÃs será efectuado um referendo acerca da Nova Constituição Europeia, o que já de si é um problema pois a forma como irá ser colocada a questão(ões) será de difÃcil concepção. Este post no grupo do pato ilustra bem a dificuldade que será escolher bem o conteúdo das perguntas do referendo.
De passita em passita
Os malefÃcios do tabaco toda a gente conhece e a preocupação que as autoridades sanitárias ou de saúde têm no combate ao tabagismo, através da prevenção, é de salutar. No entanto, como em quase tudo na vida há o reverso da medalha. Se o Estado está tão preocupado com os malefÃcios do tabagismo, por que é que cobra impostos da venda do tabaco? Porque é que o Estado tem uma empresa nacional de Tabaco? Estarão a lucrar com os malefÃcios que o tabaco provoca aos contribuintes?
Parece-me que hoje em dia a “perseguiçãoâ€� que existe aos fumadores é tanta que poder-se-á antever que futuramente um fumador terá que andar na rua com um guizo como se fazia antigamente com os leprosos. Creio que esta história toda está impregnada de uma lógica batatal, mas também sou suspeito pois fumo. Seguindo a lógica batatal das autoridades, se o tabaco faz mal e é lÃcito cobrar impostos aos fumadores, legalize-se as drogas também e cobre-se impostos também não?!
Outra coisa que me faz impressão, a mim mesmo são as campanhas anti-tabagistas como é exemplo daquela que dizia que beijar uma mulher que fuma é o mesmo que lamber um cinzeiro. Olhe que não, olhe que não! Para mais, e nunca esquecendo os malefÃcios que o tabaco traz, fumar um cigarro é um acto sublime, enaltecedor e potenciador do mais intenso prazer. Pessoalmente, não me arrependo de alguns cigarros que fumo durante o dia e noite, e que me dão um substancial prazer, os outros que fumo entretanto é que constituiem o problema. para quem não sabe, porque não fuma, um cigarro enquanto enviamos um fax para a China via Nova Iorque, dá um prazer do caraças. Um cigarro após uma cambalhota, dá um prazer enorme, o problema, como já disse, são os outros cigarros que fumamos entretanto e que são puro vÃcio. Como disse mário cesariny, não há nada como chegar à beira de precipÃcio e cair verticalmetne no vÃcio.
Parece-me que hoje em dia a “perseguiçãoâ€� que existe aos fumadores é tanta que poder-se-á antever que futuramente um fumador terá que andar na rua com um guizo como se fazia antigamente com os leprosos. Creio que esta história toda está impregnada de uma lógica batatal, mas também sou suspeito pois fumo. Seguindo a lógica batatal das autoridades, se o tabaco faz mal e é lÃcito cobrar impostos aos fumadores, legalize-se as drogas também e cobre-se impostos também não?!
Outra coisa que me faz impressão, a mim mesmo são as campanhas anti-tabagistas como é exemplo daquela que dizia que beijar uma mulher que fuma é o mesmo que lamber um cinzeiro. Olhe que não, olhe que não! Para mais, e nunca esquecendo os malefÃcios que o tabaco traz, fumar um cigarro é um acto sublime, enaltecedor e potenciador do mais intenso prazer. Pessoalmente, não me arrependo de alguns cigarros que fumo durante o dia e noite, e que me dão um substancial prazer, os outros que fumo entretanto é que constituiem o problema. para quem não sabe, porque não fuma, um cigarro enquanto enviamos um fax para a China via Nova Iorque, dá um prazer do caraças. Um cigarro após uma cambalhota, dá um prazer enorme, o problema, como já disse, são os outros cigarros que fumamos entretanto e que são puro vÃcio. Como disse mário cesariny, não há nada como chegar à beira de precipÃcio e cair verticalmetne no vÃcio.
quinta-feira, novembro 18, 2004
Guerra
As imagens divulgadas na televisão mostrando um soldado Norte-Americano a alvejar, mortalmente, um iraquiano ferido, chocou muita gente. No entanto, isso não é chocante se formos a analisar a questão a fundo. A lógica da guerra, se é que esta existe, ou se existe é num campo metafÃsico onde tudo, mas mesmo tudo, é relativo, prevê este tipo de acções como legÃtima. É como se nos despÃssemos de todos os valores que norteiam uma qualquer sociedade e nos atirássemos de cabeça nas mais básicas e cruéis leis da sobrevivência onde partilhamos uma espécie de esquizofrenia “inteligÃvelâ€� onde o conflito entre a personalidade de predador e da de presa se confundem num só autómato que cumpre as regras impostas por outros e tenta sobreviver. Não sei o que passou na cabeça daquele soldado Norte-Americano quando alvejou o outro soldado iraquiano mas, quase de certeza, não produziu qualquer tipo de pensamento inteligÃvel, apenas funcionou, eliminou o que poderia ser uma ameaça. Não pretendo desculpabilizar o acto cometido pelo soldado Norte-Americano mas sim tentar ver como é possÃvel e quão imprevisÃvel é um ser humano quando colocado numa situação extrema de stress.
Numa situação de guerra as nossas acções futuras são imprevisÃveis, nunca saberemos até onde poderemos ir, ou o que seremos capazes de fazer, é animalesco. A responsabilidade maior nestas situações é de quem faz a guerra, de quem a promove, quem a executa, salvas as excepções, funciona e tenta sobreviver como pode, exponenciando tudo o que de bom e mau tem, é mais forte do que cada um.
O cérebro humano funciona a 27 % , mais ou menos, de sua capacidade, o resto é ocupado pelo subconsciente que, por si, é um mundo de gravações efectuadas ao longo da vida. Por vezes, em sonhos, é-nos revelado medo, ânsia, desejos e outras sensações. Acordamos pensando que é um sonho ou que é algo irreal mas, por vezes, não é. Na cabeça de cada um daqueles que actualmente vivem no meio da guerra do Iraque, ficaram com o seu subconsciente gravado com mais episódios medos, ânsias e coisas boas muito poucas. Quem ordena ou promove a guerra, geralmente, não é sujeito a estas gravações sequer.
Em Portugal, apesar de insistentemente ser ocultado ou ignorado, temos ainda muitos casos de ex-combatentes com sintomas de stress de guerra. Nada é documentado, nem são mostrados o ex-combatentes ainda internados no Hospital Militar com complicações graves do foro psicológico que vegetam desde o dia em que foram desmobilizados e já lá vão mais de trinta anos em alguns casos. Dá-se, a uma geração sacrificada, 150 Euros por mês, pelos anos perdidos de suas vidas naquela guerra sem sentido.
Não inventei nada de novo com este post eu sei, nem quis reinventar aqui a roda, no entanto, acho muito importante relembrar sempre isto. Numa altura em que se fala tanto em questões de segurança e a necessidade de ver as forças armadas apetrechadas com meios bélicos capazes de neutralizar essa “ameaçaâ€�, a verdadeira ameaça continua a existir no provocar ou não da guerra. As polÃticas externas utilizadas pelos diversos paÃses, onde incluo Portugal, infelizmente, dão azo a que essa lógica animal da guerra floresça e ganhe força. É um animal que se deve ter enjaulado mas não ignorado, a guerra, não é uma entidade externa à condição humana, como não é o ódio, faz parte de cada um de nós mas temos que ter consciência disso e saber enfrentar esse problema.
Numa situação de guerra as nossas acções futuras são imprevisÃveis, nunca saberemos até onde poderemos ir, ou o que seremos capazes de fazer, é animalesco. A responsabilidade maior nestas situações é de quem faz a guerra, de quem a promove, quem a executa, salvas as excepções, funciona e tenta sobreviver como pode, exponenciando tudo o que de bom e mau tem, é mais forte do que cada um.
O cérebro humano funciona a 27 % , mais ou menos, de sua capacidade, o resto é ocupado pelo subconsciente que, por si, é um mundo de gravações efectuadas ao longo da vida. Por vezes, em sonhos, é-nos revelado medo, ânsia, desejos e outras sensações. Acordamos pensando que é um sonho ou que é algo irreal mas, por vezes, não é. Na cabeça de cada um daqueles que actualmente vivem no meio da guerra do Iraque, ficaram com o seu subconsciente gravado com mais episódios medos, ânsias e coisas boas muito poucas. Quem ordena ou promove a guerra, geralmente, não é sujeito a estas gravações sequer.
Em Portugal, apesar de insistentemente ser ocultado ou ignorado, temos ainda muitos casos de ex-combatentes com sintomas de stress de guerra. Nada é documentado, nem são mostrados o ex-combatentes ainda internados no Hospital Militar com complicações graves do foro psicológico que vegetam desde o dia em que foram desmobilizados e já lá vão mais de trinta anos em alguns casos. Dá-se, a uma geração sacrificada, 150 Euros por mês, pelos anos perdidos de suas vidas naquela guerra sem sentido.
Não inventei nada de novo com este post eu sei, nem quis reinventar aqui a roda, no entanto, acho muito importante relembrar sempre isto. Numa altura em que se fala tanto em questões de segurança e a necessidade de ver as forças armadas apetrechadas com meios bélicos capazes de neutralizar essa “ameaçaâ€�, a verdadeira ameaça continua a existir no provocar ou não da guerra. As polÃticas externas utilizadas pelos diversos paÃses, onde incluo Portugal, infelizmente, dão azo a que essa lógica animal da guerra floresça e ganhe força. É um animal que se deve ter enjaulado mas não ignorado, a guerra, não é uma entidade externa à condição humana, como não é o ódio, faz parte de cada um de nós mas temos que ter consciência disso e saber enfrentar esse problema.
Natal
Já se vê o Natal a aproximar-se, as televisões inundam-se de anúncios a bonecas, soldadinhos e outros brinquedos para fazer as delÃcias da criançada. E os adultos? Não têm direito também a ter uma época do ano em que podem escrever uma cartinha ao Pai Natal e pedir um brinquedo ou qualquer outra coisa. Eu já escrevi a minha cartinha e voçês? já escreveram?
ah pois é!
Se na semana passada apetecia-me comer laranjas e dar saltos de meio metro, esta semana, apetece-me trepar aos postes e apalpar as canecas.
quarta-feira, novembro 17, 2004
PCP e Hollywood
O partido comunista português deixou-se encantar pelas produções fantásticas e futurÃsticas de Hollywood. Vão fazer o Jurassic park IV e já têm em vista um dinossauro, o Jerónimo de Sousa. Resta saber quem serão os próximos dinossauros a serem contratados para esta mega-produção.
Vamos a votos!
Já que o Presidente da República não nos concedeu o direito ao voto, no Raminhos, o presidente indigitado e aclamado, Oliveirinha, decidiu dar a possibilidade, a todos aqueles que visitam o Raminhos, de votarem no elenco desgovernativo do paÃs. Espero não ter que me demitir à conta desta sondagem if you know what i mean?!
O bicho papão
Que o desgoverno copie e leve à práctica a forma de fazer polÃtica dos Republicanos é certo mas, há limites apesar de tudo. A Direita Conservadora Norte-America sempre soube utilizar com mestria a noção de insegurança para mover a opinião pública em torno da noção de pátria e sua defesa, férrea, e incondicional. No caso deste desgoverno, a última notÃcia que leva a crer que Portugal será um alvo potencial de grupos terroristas é levar a polÃtica e o jogo sujo da Direita Conservadora Norte-Americana a um extremo.
Tudo começou com um comentarista da mesma cor do desgoverno a criticá-los, e estes, a sanearem-no. Depois foi a Direcção de informação da RTP, da mesma cor polÃtica do desgoverno, a ser amavelmente colocada na posição de ter que se demitir. Agora vem a história do Terrorismo e sua ameaça velada sobre o paÃs. Dá-me a impressão, aliás, é quase uma certeza que, a notÃcia de uma suposta ameaça terrorista a Durão Barroso não é mais do que, primeiro, ocupar o tempo de antena e desviar as atenções e também, em segundo lugar, a criação de mais um argumento para a desgovernação. Foi feita uma asneira pelo desgoverno, a culpa, é do terrorismo está-se mesmo a ver. Parece a história do bicho papão, ou seja, tenham medo, tenham muito medo que o bicho papão anda aÃ, o terrorismo, mas o desgoverno está aà para dar cabo dele.
Estou muito farto de toda esta chafurdice, desta forma de estar na vida, deste rame rame doentio a que este paÃs está mergulhado à muito tempo. Basta!
Tudo começou com um comentarista da mesma cor do desgoverno a criticá-los, e estes, a sanearem-no. Depois foi a Direcção de informação da RTP, da mesma cor polÃtica do desgoverno, a ser amavelmente colocada na posição de ter que se demitir. Agora vem a história do Terrorismo e sua ameaça velada sobre o paÃs. Dá-me a impressão, aliás, é quase uma certeza que, a notÃcia de uma suposta ameaça terrorista a Durão Barroso não é mais do que, primeiro, ocupar o tempo de antena e desviar as atenções e também, em segundo lugar, a criação de mais um argumento para a desgovernação. Foi feita uma asneira pelo desgoverno, a culpa, é do terrorismo está-se mesmo a ver. Parece a história do bicho papão, ou seja, tenham medo, tenham muito medo que o bicho papão anda aÃ, o terrorismo, mas o desgoverno está aà para dar cabo dele.
Estou muito farto de toda esta chafurdice, desta forma de estar na vida, deste rame rame doentio a que este paÃs está mergulhado à muito tempo. Basta!
terça-feira, novembro 16, 2004
Há lá coisas
Esta história de ter contadores tem uma certa piada. Imagine-se que um(a) madura qualquer veio cá parar ao tasco colocando num motor de pesquisa a seguinte frase: " jovem a fod..um cavalo", pois devo dizer que por cá o cavalo de serviço está na Golegã a acompanhar a festividades dessa Vila e para o efeito só com marcação prévia. De resto, este post vaiser uma autêntica manta de retalhos, a Direcção de Informação da RTP, demitiu-se a propósito de, ao que se alvitra por aÃ, um soquette da contra-informação acerca de um Presidente banana e de um ogre verdusco português. Parece que houve censura no passado Domingo mas, devo dizer que, e segundo o saudosissÃmo Marcelo Caetano, nada que interesse ao povo português lhe será omitido. Como vêem não há censura em Portugal mas sim, dando seguimento ao infame discurso do tal presidente Banana, continuidade da estabilidade governativa. É necessário não maçar muito o desgoverno com crÃticas, apesar de pertinentes, pois isso só atrapalha as asneiras, digo, o trabalho, do executivo.
Não posso deixar de estar contente com o clube do meu coração, o Sporting, deu uma cabazada, á moda antiga, aos desgraçados do Boavista. É lindo!
Não posso deixar de estar contente com o clube do meu coração, o Sporting, deu uma cabazada, á moda antiga, aos desgraçados do Boavista. É lindo!
segunda-feira, novembro 15, 2004
Mais uma noite, mais uma emoção
O ambiente estava agradável, a lareira acesa e as castanhas a assar. A conversa lá ia entre um bitaite e um outro sem problemas de maior. Alguém partilhou com os demais que estava a frequentar um curso de gás, nada de mais mas, eis que, o referido moçoilo é interpelado com a seguinte exclamação: “ Então para distribuir bilhas de gás é preciso tirar um curso? Ou será um curso para aprender a ajeitar a bilha?â€� pois bem, o formando corou e daà para a frente tornou-se alvo fácil de uma e outra piada alusiva ao tema, Bilha e suas variantes. Mais tarde a noite presenteou-me com um grupo de moçoilas muito sonoras e etÃlicamente muitÃssimo bem dispostas, entretanto, as castanhas que já estavam ao lume, passaram da fase da assadura para a da carbonização sem que os demais se apercebessem disso. As moçoilas, entretanto, com um sentido de timming impressionante, começaram a borrifar-se com perfume em quantidades industriais, deixando uma atmosfera com um agradável aroma de castanhas carbonizadas e perfume daquele que se vende ao litro. Para arrematar a noite, só faltava um comentário absurdo, a tempo corrigido pelo próprio felizmente, fazendo alusão ao estado deplorável das coisas neste paÃs como tendo por base nos emigrantes que, segundo o individuo, estavam a esbadanar o paÃs todo. Como podem ver a noite é um mistério, e nesta noite só faltava um anão e a mulher com barbas a cantarem o fado ao desafio.
Nota, se pretenderem uma noite divertida do estilo twilightzone, contactem-me que consigo juntar estas personagens todas e fazer espectáculos pelo paÃs inteiro e quiçá estrangeiro dependente do caché.
Nota, se pretenderem uma noite divertida do estilo twilightzone, contactem-me que consigo juntar estas personagens todas e fazer espectáculos pelo paÃs inteiro e quiçá estrangeiro dependente do caché.
domingo, novembro 14, 2004
What´s the big idea?
Qual é a ideia de transmitirem em directo o Congresso do PSD e não transmitirem, por exemplo, um espectáculo do Circo Cardinalli? O Circo Cardinalli não tem palhaços tão bons quanto o PSD é certo mas tem, por exemplo, tigres e leões. As piadas dos palhaços do PSD são mais giras e ditas com muita mestria é certo mas no Circo Cardinalli, os palhaços, também dizem umas piadas giras.
O Halloween foi na semana passada, porque é que o Pedro Santana Lopes disse este fim de semana que precisa de 10 anos de governação? É um trick or treat? Bolas deixem-nos em paz, assustados já estamos nós com alguns meses de governação do PSL.
O Halloween foi na semana passada, porque é que o Pedro Santana Lopes disse este fim de semana que precisa de 10 anos de governação? É um trick or treat? Bolas deixem-nos em paz, assustados já estamos nós com alguns meses de governação do PSL.
sexta-feira, novembro 12, 2004
Eco-moment
Não posso deixar de registar o meu encanto ao ter visto ontem o programa acerca do Lobo Ibérico na RTP 1. Infelizmente, em Portugal, quando se pensa em ecologia, esqueçe-se da biodiversidade, e os Lobos, acerca de 300 resistentes estão em perigo. Lembro-me uma vez estar 3 horas deitado no chão, imóvel, para poder fotografar uma ave muito rara, o Noitibó, uma ave insectÃvora que está em vias de extinção em Portugal. O programa de ontem à noita acerca dos Lobos foi filmado durante 2 anos e acreditem que é muito difÃcil conseguir filmagens e fotografias de animais tão esquivos e raros. É de louvar o trabalho desenvolvido pelos dois jornalistas e de fazer um apelo para que, filmagens como as que foram feitas aos Lobos da Serra da Peneda do Gerês, continuem e se entendam para outras zonas e outras espécies animais em perigo no nosso território. A ecologia vai muito mais além de Pooddles e gatinhos em feiras de animais de estimação.
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