quarta-feira, novembro 17, 2004
Vamos a votos!
O bicho papão
Tudo começou com um comentarista da mesma cor do desgoverno a criticá-los, e estes, a sanearem-no. Depois foi a Direcção de informação da RTP, da mesma cor polÃtica do desgoverno, a ser amavelmente colocada na posição de ter que se demitir. Agora vem a história do Terrorismo e sua ameaça velada sobre o paÃs. Dá-me a impressão, aliás, é quase uma certeza que, a notÃcia de uma suposta ameaça terrorista a Durão Barroso não é mais do que, primeiro, ocupar o tempo de antena e desviar as atenções e também, em segundo lugar, a criação de mais um argumento para a desgovernação. Foi feita uma asneira pelo desgoverno, a culpa, é do terrorismo está-se mesmo a ver. Parece a história do bicho papão, ou seja, tenham medo, tenham muito medo que o bicho papão anda aÃ, o terrorismo, mas o desgoverno está aà para dar cabo dele.
Estou muito farto de toda esta chafurdice, desta forma de estar na vida, deste rame rame doentio a que este paÃs está mergulhado à muito tempo. Basta!
terça-feira, novembro 16, 2004
Há lá coisas
Não posso deixar de estar contente com o clube do meu coração, o Sporting, deu uma cabazada, á moda antiga, aos desgraçados do Boavista. É lindo!
segunda-feira, novembro 15, 2004
Mais uma noite, mais uma emoção
Nota, se pretenderem uma noite divertida do estilo twilightzone, contactem-me que consigo juntar estas personagens todas e fazer espectáculos pelo paÃs inteiro e quiçá estrangeiro dependente do caché.
domingo, novembro 14, 2004
What´s the big idea?
O Halloween foi na semana passada, porque é que o Pedro Santana Lopes disse este fim de semana que precisa de 10 anos de governação? É um trick or treat? Bolas deixem-nos em paz, assustados já estamos nós com alguns meses de governação do PSL.
sexta-feira, novembro 12, 2004
Eco-moment
Hoje
Fungagá da Bicharada
Assim se vai andando ou desandando neste paÃs de brincadeira, tudo está a ser abafado, tudo foi acalmado até nos esquecermos das asneiradas do desgoverno.
quarta-feira, novembro 10, 2004
Curiosidades
Uma das imagens que temos do Ribatejo são os campinos com o seu traje tÃpico composto por um barrete verde e vermelho. Nem sempre foi assim, no tempo da Monarquia, os campinos estavam ao serviço das quatro casa reais do Ribatejo, e o seu barrete era, como era a bandeira da casa real, azul e branco. Quanto à dança, o Fandango, tÃpicamente, esta também era dançada por mulheres mas, por imposição da Igreja, foi proibida à s mulheres porque estas, ao dançarem, expunham muito as partes fudengas ( ipsis verbis de acordo com os escritos).
Mais uma curiosidade, na terminologia tauromáquica, não é correcto dizer-se que se vai a uma tourada mas sim, a uma corrida de toiros. Tourada é apenas uma grande confusão de gente.
Todos conhecem o Corridinho como dança tÃpica do Algarve, no entanto, a tradição foi criada numa ocasião, pelo Ministro da Cultura de Olveira Salazar, o António Ferro que, numa ocasião de um festival de danças populares, viu o seu escrupuloso plano de actuações dos vários grupos falhar. Supostamente, todos os grupos teriam 15 minutos de actuação mas por um atraso em algumas actuações, o grupo vindo do Algarve, que era o último a entrar em palco, viu o seu tempo de actuação reduzido para 5 minutos. Nesta situação o Ministro António Ferro foi aos bastidores falar com o grupo Algarvio para que estes fossem actuar em apenas 5 minutos, ao que, um dos elementos lhe respondeu dizendo que não seria possÃvel a não ser que fosse a correr. O Ministro António Ferro respondeu imediatamente que teria que ser assim esmo, a correr, e assim nasçeu o corridinho do Algarve.
Ritual
terça-feira, novembro 09, 2004
Very complicayte if u know what i mean
Os meus antepassados viviam sem as condições que nós, actualmente, nos apropriámos sem saber realmente o quanto foi duro para as obter, às anteriores gerações é claro, no entanto, vivemos a vida como se tudo, ou a vida, fosse chocolate. Foi isso mesmo que me recordei hoje, meu avô um dia, pragmático como era, disse-me um dia : Netinho, a vida não é chocolate, por vezes é amarga mas não te esqueças do docinho que provaste e adoça-a sempre que puderes, é o melhor que levas desta vida.
Ao meu avô Raul Bento Lima a minha homenagem, bem hajas avô.
segunda-feira, novembro 08, 2004
Calma estranha
Por vezes tenho fim de semanas a atirar para a twilightzone e este último não foi excepção. Desde os tipos com o chapelinho á caçador na cabeça e um maduro, vestido a rigor, traje ribatejano entenda-se, a fazer pontaria à mesa onde eu estava com a cabeça de cada vez que caÃa com tamanha bebedeira que levava naquela cabeça. Evitei ir para a feira da golegã para não ter que levar com estas cenas mas mesmo assim pareçe que tenho um iman qualquer que atraà estas personagens.
sexta-feira, novembro 05, 2004
Ninhou
Só os charales do Ninhou é que jordavam na piação. Os covanos não penetram na piação à modeia.
Português
O calão MindrÃco é o liguajar tÃpico das pessoas naturais de Minde.
MindrÃco
Não sejam do Zé Bonito e apoiem-nos, em nome dos nossos ladinos, a não deixar a piação dos charales cair no Galdino.
Português
Por favor, deixem-nos fazê-lo e apoiem esta iniciativa, em nome dos nossos filhos, de tentar que o calão Minderico não caÃa em esquecimento.
Esta é uma das muitas pérolas que o Ribatejo tem para oferecer a todos aqueles que vierem visitar o Ribatejo.
Fusca Nova ( boa noite)
Aproxima-se a passos largos
Não é mais setembro nem ninguém vai morrer, no entanto, aproxima-se a passos largos a Feira do Cavalo na Golegã. Mais um ano, mais uma feira das vaidades e das caganças falando curto e grosso como deve ser por estas bandas. Todos os anos chegam hordas de Ribatejanos de Cascais e do Estoril com os chapéus de caçador, botas de lavrador e indumentária de cavaleiro a cheirar a naftalina. É engraçado ver o pessoal vestido à Ribatejano a falar com o sotaque lisboeta, parto o côco a rir, aliás, partia até deixar de ter paciência para ver tamanha feira de vaidades.
De resto, a feira, até é engraçada para quem gostar de fazer gincana por entre as bostas de cavalo e os cavalos propriamente ditos. Para quem aprecia a espécie equÃdea , na feira, poderá vislumbrar belos exemplares de quatro e duas patas .
Chinês ou quase
quarta-feira, novembro 03, 2004
O triunfo dos porcos
Speechless!
terça-feira, novembro 02, 2004
O livro proibido
Em Viseu um livreiro foi intimado a retirar da montra de sua livraria um livro intitulado “ As mulheres não gostam de foder�. Nada mais idiota que isto não poderia acontecer senão vejamos o campo das hipóteses, várias, que se oferecem a este caso.
Decisão correcta de intimar a retirada do livro da montra:
- Porque é mentira e os livros não devem propagar mentiras. As mulheres também gostam de foder.
- Uma montra de uma livraria não deve ser o local de expiação das frustrações de um qualquer livreiro. DaÃ, se as mulheres não gostam de foder, isso só se verifica com o livreiro, ou seja, as mulheres não gostam de foder….com o livreiro.
Decisão Incorrecta de intimar a retirada do livro da montra:
- Se as mulheres realmente não gostam de foder, então, o reconhecimento do problema é o primeiro passo para a reabilitação, ou seja, pode ser que comecem a gostar do bom que tem a vida. DaÃ, o livro tem um papel inestimável de conciliação conjugal, debelando um problema que origina muitos divórcios e viagens a Bragança.
- Tem que se ter cuidado com a linguagem, não que as mulheres não gostem de foder, pelo contrário, elas gostam mas não é para se dizer assim às bandeiras despregadas.
Isto é como em tudo na vida, a linguagem é muito importante e para cada aspecto da vida há diferentes linguagens. Se perguntarmos a um polÃtico como é que este vai resolver um determinado problema, este, nunca diz que não faz a mÃnima ideia, diz antes que se está a estudar bem o dossier.
P.S: Só um pormenor, com estes fod...todos, aclientela vai ser jeitosa vai?!
É hoje que se vai decidir muita coisa, ou Kerry ou desesperem
Não sei porque é que penso assim mas, temo ainda, que Bush ganhe as eleições, incendiando ainda mais o cenário internacional de conflitos e atentados terroristas. O Iraque transformou-se, como Espanha no inÃcio do século passado com Guerra Civil Espanhola, num viveiro de ideais radicais, alimentados pelos Estados Unidos e a sua polÃtica neo-colonialista, como reacção à imposição de uma ocupação militar e polÃtica do Iraque. A China vive actualmente um perÃodo de apogeu económico consubstanciado pela oferta de mão-de-obra mal paga e em alguns casos, escrava. O que acontecerá quando os trabalhadores chineses se aperceberem que o sonho é um pesadelo, que os bens materiais que as sociedades ocidentais proporcionam não são mais do que rebuçados amargos.
Por cá como será o futuro do paÃs? Cada vez se produz menos, cada vez mais a classe polÃtica merece menos credibilidade e o futuro? Qual será o futuro? Se não formos nós, o povo, a pegar neste paÃs e a esquecermos de vez as velhas formas de estar na vida herdadas pelo anterior regime fascista, não teremos um futuro muito risonho. Qualquer das vias nem tudo é mau por cá, assim como assim além de haver gente que passa fome, ainda há muita gente que come. Creio, no entanto que, a apatia que se vive no paÃs em torno dos polÃticos da praça, vai trazer frutos no futuro, as pessoas estão mais crÃticas e as acções que antigamente passavam sem qualquer resistência, actualmente, vão passando cada vez mais com relutância e resistência. Pode ser que estejamos no caminho certo. A malta mais novinha de agora ( pareço um cota a falar mas enfim) está revoltada mas sem ideias.
Conversa de sábado à noite com um jovem de lenço à Arafat no pescoço:
Jovem: ó pá esta cena tas ver tá bués da mal memo, tas a ver.
Oliveirinha: Sim está mal mas porque é que está mal? O que pensas acerca disso?
Jovem: é pá não sei tas a ver tá buéda mal e quê!
Oliveirinha: Ok já disseste isso mas o que achas que está mal? O que farias se pudesses mudar alguma coisa?
Jovem: É pá tas a ver não sei mas tá buédamal esta cena toda pá! Um gajo…..é pá nã dá tas a ver?!
Oliveirinha: Não, não estou a ver népia!
Entretanto conversei com um puto que é filho do dono de um café onde a malta do oliveirinha se reunia e conversava, e o jovem dizia-me que hoje em dia parece que não há comunicação, as pessoas vivem isoladas numa ilha qualquer que construÃram nos seus meios de comunicação virtuais e não falam, não discutem ideias, nada. Isto fez-me pensar numa série de coisas, fazendo qualquer das vias uma ressalva dizendo que, apesar de tudo, poderÃamos nós na altura não ter ideias muito melhores que as dos demais, no entanto, tÃnhamos algumas e pensávamos nas coisas, produzia-se algo. Hoje em dia o importante é ser bonito e galante, não há mais formas de se compor uma estante.
sexta-feira, outubro 29, 2004
Halloween
No meu tempo de cachopo, como se diz na minha terra, andávamos aos bolinhos e os adultos andavam ocupados com a abertura dos pipos de água-pé. Ã� noite faziam-se um serão com muitas broas de batata doce, abóbora e grão e, como não podia deixar de ser, muita água pé e castanhas. Bons tempos aqueles que agora são substituÃdos pelo Halloween. Não consigo perceber esta história desta aculturação idiota por parte dos portugueses em torno de uma festividade que, apesar de tudo, é idêntica à nossa por ser um momento especial para as crianças. Por cá, tradicionalmente, o Dia dos Finados traz subjacente antigos rituais pagãos que forma transportados para o cristianismo, é o completar de um ciclo de vida e o inÃcio do Outono e de Aténigia, Deusa do tempo e dos mortos. Parece que têm vergonha daquilo que é genuinamente português e preferem render-se à s modas estrangeiras, nomeadamente, norte-americanas, enfim não compreendo mas afinal, sou do campo felizmente e ainda tenho o privilégio de assistir a uma tradição que por cá teima em manter-se viva.
quinta-feira, outubro 28, 2004
Do vosso amigo paulo portas
Para quem não sabe, a acompanhar o pagamento do primeiro complemento de reforma vem uma cartinha assinada por Paulo Portas como quem diz, eis uma prenda de Paulo Portas e não digam que não vão daqui sem nada, e já agora não se esqueçam de mim nas próximas eleições.