quinta-feira, setembro 02, 2004
Sorriso eleitoral
A questão do sorriso e da ameaça terrorista pesam mais do que qualquer tipo de debate polÃtico acerca do que poderá ser a condução polÃtica de um candidato ou do outro. Será que Kerry e Bush terão que contratar alguém da Colgate ou da Pepsodent para melhorarem as hipóteses de levarem de vencidas as próximas eleições? TerÃamos depois a guerra Colgate versus Pepsodent? Se eles conhecessem a pasta medicinal Couto, não queriam outra coisa de certeza.
Do outro lado é bem melhor
Em Portugal a situação é aquela que se vê, e, apesar de pensarmos que do outro lado do arco-Ãris está um pote de ouro, este, ou já foi comido por alguém melhor colocado, ou então, não existe mesmo. Lá fora é que é bom, ou pelo menos, melhor. No Brasil, o presidente Lula da Silva, após 20 meses de governo, o balanço é contabilizado em escândalos envolvendo membros do elenco governativo e outros. O último escândalo envolve o Governador do Banco do Brasil em investimentos, com dinheiros públicos, num banco norte-americano especializado em lavagem de dinheiros sul-americanos, avaliação de terrenos para venda em hasta pública em valores exorbitantes, um cêntimo o metro quadrado. Na Alemanha, Schroeder, atrasa o pagamento dos salários dos funcionários, em 15 dias, devido a uma ruptura de tesouraria derivada ao pagamento de vários milhões de euros por um portal de Internet a uma empresa privada. O resto da situação internacional é aquilo que se vê todos os dias.
Com o tempo foi me apercebendo que, em todo o lado, a vida é complicada para quem é assalariado. Em todo o lado, o fosso entre as classes mais desfavorecidas e as ditas ricas está cada vez maior. Como é óbvio, nem todos somos iguais e os ricos existem e têem que existir mas, os pobres, por que é que têem que ser tão pobres?
De volta ao mundo dos adultos digo que por vezes não nos damos conta do que de positivo temos cá em Portugal e isso é importante. A nossa auto-estima está, como sempre esteve, em baixo, parece um mal congénito dos portugueses. Temos razões para estar em baixo mas tanto também é exagero.
quarta-feira, setembro 01, 2004
Cores
Por vezes é muito difÃcil sentir na pele o que é a privação, discriminação e a luta por uma nação auto determinada quando estamos algures em casa num paÃs em paz. Sabemos mas não ligamos que, por exemplo, na Palestina, há milhares de palestinianos desalojados e despojados de suas terras ancestrais para que o Estado de Israel possa lá colocar 300 ou 400 colonos fanáticos. Também sabemos que enviar um bombista suicida para perpetrar um atentado em que morrem, invariavelmente, pessoas inocentes é desumano. No entanto, sem que isso seja uma justificação por que não o é, não fazemos uma ideia do que é viver num campo de refugiados apinhado de gente sem condições de vida.
As causas existem e todas elas têem mais ou menos validade, no entanto, quando estas se fazem acompanhar de métodos terroristas para levar as suas causas a bom porto, estas, perdem toda e qualquer validade e justificação. Anteriormente referi que tinha ouvido de alguém uma expressão que caracterizava os terroristas. A expressão foi utilizada por Miguel Sousa Tavares que dizia que estes terroristas são os fascistas verdes. Concordo com isso o que Miguel Sousa Tavares disse mas, se esses são fascistas verdes, de que cor são os fascistas que estão a edificar um muro vergonhoso em Israel, ou então, os que mataram até agora mais de 20000 civis inocentes no Iraque?
terça-feira, agosto 31, 2004
Ensino ou desensino em Portugal
Como é possÃvel ter um ensino de qualidade com todas estas confusões e barafundas na colocação dos professores? Como é que se planifica e se implementam estratégias? È necessário haver um conhecimento profundo da comunidade escolar onde se vai leccionar, só dessa forma é possÃvel ir de encontro com as necessidades dos alunos e motivá-los para a escola. O acompanhamento de uma comunidade escolar pressupõe uma continuidade que os professores actualmente não conseguem ter porque, nuns casos não estão sempre na mesma escola, ou então, porque os que lá estão na mesma escola sempre, e salvo as raras e honrosas excepções, estão-se marimbando para esse trabalho. A precariedade do trabalho dos professores contratados não contribui em nada para a melhoria desejada da qualidade de ensino neste paÃs.
Uma questão que paira como uma nuvem negra sobre o ensino em Portugal é o facto de em Portugal se gastar mais dinheiro na Educação do que em muitos outros paÃses da Europa, levando logicamente à questão de saber para onde é que vai o dinheiro? Para pagar a empresas privadas como a que fez o programa informático de colocações de professores este ano e que resultou numa borrada em três actos? Assim não vamos a lado algum concerteza.
Pastilha elástica à portas, especialidade da casa
Paulo Portas a pensar: "" não hão-de usar mais preservativos alguns, vou comê-los todos!!hihihihi"
O Paulo Portas vai ter que ruminar muito!
Apoiem o que está certo
Este é o link para uma petição que está a ser realizada no sentido de pressionar o governo Português a permitir a entrada do barco holandês em águas territoriais portuguesas. Eu já assinei e voçês?!
Este link foi amavelmente fornecido pela Ridufa, obrigado ridufa.
segunda-feira, agosto 30, 2004
Façam, mas que ninguém veja.
Como já disse a tacanhez é uma pobreza de espÃrito para quem, segundo a linha de raciocÃnio do Governo, se é que há alguma, não permitiu a entrada de um barco que não iria violar qualquer lei portuguesa. Primeiro temos que ver se a lei é justa, o que não é, segundo temos ver que esse referido barco não iria violar qualquer lei no espaço territorial português. Não me espanta nada este tipo de resolução tomada pelo governo que, diga-se em abono da verdade, prima pela incongruência. Tem homossexuais no elenco governativo, no entanto, promove a continuação do obscurantismo legislativo no que concerne a igualdade de direitos em relação a casais homossexuais. Esta lógica é-me difÃcil de compreender.
Pessoalmente, se fosse mulher, não faria um aborto mas, apesar disso, se tivesse numa situação em que tivesse que optar entre fazer ou não fazer, gostaria que tivesse a liberdade de escolher uma das opções em consciência, sem discriminação nem penalização alguma. Não posso, nem podemos todos nós, inculcar o nosso referencial de valores aos outros à força. Para mais, a moralzinha destes tipos do Governo não vale nada é fétida.
sexta-feira, agosto 27, 2004
Descubra as suas origens milenares
Jovem interessado em saber a que fenotipo pertence: Tenho uma testa curta, bochechas redondinhas, peludo e tenho um temperamento irrascÃvel. A que fenotipo pertenço?
Doutor Oliveirinha especialista em fenotipos esquisitos : Ora atendendo à des crição que acabou de me fazer, eu diria que pertence, sem dúvida, a uma tribo perdida………de ursos é claro!
A galinha da minha vizinha é mais gorda do que a minha
Na Alemanha, o nÃvel de vida é melhor do que em Portugal, no entanto, tem as suas vantagens e desvantagens como em tudo na vida. Lembro-me que em Hannover, por exemplo, o aluguer de um apartamento rondava os 1000 €, algo que para um jovem em inÃcio de carreira é bastante caro. A malta lá não saà todos os fins de semana, é demasiado caro, come uma refeição de faca e garfo por dia, não convive tanto quanto nós cá em Portugal. Afinal, onde está a tal qualidade de vida? As dificuldades que os jovens têem lá são quase idênticas à s que os jovens de cá passam mas, obviamente com vantagens. Por vezes temos a noção de que lá fora é sempre bem melhor do que cá mas, ao viajar lá para fora e conversar com os indÃgenas, apercebi-me da velha máxima que se aplica a todos os paÃses com as devidas excepções. Se és assalariado estás feito ao bife!! Trabalho mais trabalho e contar os tostões até ao final do mês.
quinta-feira, agosto 26, 2004
Caça às bruxas
" as gajas da direita são mais bonitas que as gajas da esquerda" é anti-democrático e revela uma necessidade muito grande de Prozac. Curem-se! há fármacos maravilhosos que depelam esses desvios.
" A raça ariana está ameaçada pela constante imigração de negros" enfim o que há a dizer acerca disto? Lagartil em doses industriais colocaria as pessoas que proferem tais imbecilidades num estado catatónico profundo a bem da nação.
Não se ficam por aqui, muitos doutrinários de movimentos antidemocráticos, de vários quadrantes, Esquerda e Direita, servem-se por vezes de debates, ideias e estudos cientÃficos para doutrinarem as suas convicções. É exemplo as discussões acerca do tema raça em que muitos doutrinários da supremacia branca, se refugiam em estudos supostamente cientÃficos para reforçarem as suas ideias. Mas ainda há pior que isso, há aqueles que revelam estudos cientÃficos que, apesar de terem um sentido objectivo, são detorpados por imbecis que pretendem ver em estudos cientÃficos pontos de apoio para doutrinação, apesar destes não existirem.
Um dos maiores perigos a que estamos sujeitos, pelo menos os mais incautos, é a teoria da raciologia. Esta teoria assenta na hierarquização da humanidade em raças como ferramenta para a legitimação de sistemas de dominação racial em deterimento da explicação, cientÃfica apenas e ainda não conclusiva, da variabilidade humana. Gradualmente, os conteúdos desta doutrina, a raciologia, começaram a sair dos circulos académicos e intelectuais para o tecido social das populações ocidentais. Tendo em conta que, dois individuos com caracterÃsticas fÃsicas semelhantes não partilham o mesmo DNA e, sabendo já que, por exemplo, todos os seres humanos dispõem da melanina em igual quantidade com a diferença apenas de esta ser mais evidente nuns casos do que em outros. É idiota e imbecil julgar, ou até utilizar, o termo raças humanas, estirpe e etnia com uma base biológica. Os biólogos chegaram, a par dos antropólogos, à conclusão que a raça não é uma realidade biológica, mas sim, um conceito inoperante cientÃficamente para explicar a diversidade humana e dividir esta em raças estanques. Biológicamente e cientÃficamente, as raças humanas não existem. No entanto, a invalidação cientÃfica do conceito de raça não significa que todos os individuos ou todas as populações sejam geneticamente semelhantes, existe pelo menos 1% do código genético de cada um de nós que difere de outros. Estas diferenças não trazem uma divisão dos vários grupos humanos em diferentes raças.
terça-feira, agosto 24, 2004
Nada de confusões nem teorias da conspiração
Por muito apetitosa que seja, qualquer teoria da conspiração, o caso mencionado anteriormente só pode ser confundido com cumplicidade entre BCP e o Estado se, um dia destes, aparecer um iluminado qualquer a dizer que as alterações climáticas registadas no mês de Agosto se deveram a um anticiclone quando se sabe perfeitamente que, as alterações climáticas, se deveram a ovnis como já foi dito aqui, num post anterior, no Raminhos. Nada de confusões se faz favor!
segunda-feira, agosto 23, 2004
A propósito dos ataques racistas a portugueses
Os ovnis andam aÃ
O pessoal do Instituto de Meteorologia e GeofÃsica tem que, rápidamente, tirar um novo curso pois, imaginem, andavam convencidos que as alterações climáticas tinham a sua origem em frentes frias ou quentes e anticiclones. Quanto ao OVNI avistado pelo nosso zézé, devo fazer um apelo à população pois, este ovni, é pacÃfico, só quer alterar o clima mais nada, não entrem em pânico. Só estas coisas é que me fazem rir.
domingo, agosto 22, 2004
A vida tem destas coisas
Actualmente, as corporações que lideravam o paÃs durante o tempo da ditadura continuam a ter poder, aliás, em alguns casos, mais poder ainda. Não é de estranhar os episódios com gravações furtadas, processos que desaparecem, impunidade para alguns entre outras coisas. A saúde, os médicos que partilham a vida pública e a privada numa confusão pegada entre o serviço público e a iniciativa privada, as listas de espera, os genéricos entre tantas coisas. O modelo económico que persiste em continuar com a conivência de successivos governos, que não somente o actual, e de vários quadrantes, a permissividade à evasão do sistema fiscal português enfim tanta coisa que me faz, rápidamente, pensar que a democracia no nosso paÃs, apesar de já ter 30 anos, ainda é uma criança.
sábado, agosto 21, 2004
O duo maravilha
Quando pesquisei, na net, a genética humana, deparei-me com uma quantidade enorme de estudos cientÃficos que, apesar de se intitularem cientÃficos, fazem mais jus à veiculação de ideias e correntes de pensamento. Sempre foi, históricamente, conhecida a relação Ãntima entre ciência e poder polÃtico, e nos tempos que correm, isso não é excepção. De todos os estudos, há um aspecto em comum, o fundamento cientÃfico, mesmo que, por exemplo, se veicule a ideia da superioridade de uma raça em deterimento de outra.
A análise efectuada a vários blogues que abordam esta matéria indicam que, felizmente, há pessoas que se interessam por esta temática e que, brilhantemente, chegaram à conclusão que as várias populações humanas, na realidade, estão de tal maneira interligadas por antepassados comuns que é muito improvável conseguir-se defenir uma raça "pura". No entanto, ainda há alguns individuos que ainda veiculam as mesmas teorias racistas mesmo depois de lerem os mesmos estudos que consubstanciaram a teoria da inexistência de tão variadas raças humanas.
Um exemplo de tamanha idiotice chapada é este comentário de um inegrumeno a um post acerca da coloração de pele dos europeus meridionais.
Ora leiam lá e digam lá se o rapazito é ou não é um idiota chapado?!
Human = Nordic, Borreby, Brunn, Nord-Atlandid, Paleo-Atlandid
Nonhuman = everyone else.
Feel the north winds blow!Rock!ultra Nordish 08.20.04 - 11:50 am #
Moral da história: Há uma enorme confusão, por parte dos geneticistas, no que toca a conceitos como raça, etnia e outros. Como tal, exorto a todos eles que tenham mais cuidado na utilização destes conceitos. Outro aspecto que pretendo focar aqui tem a ver com a minha visão e vontade de abordar esta temática. A inexistência de raças humanas é uma teoria arrojada mas que, indubitávelmente, parte do campo das Ciências Sociais, e como tal, quando se afirma que não raças humanas, diz-se que, acima de tudo, que não existem raças humanas tal como foi construÃdo o conceito nos séculos passados. Assim, não se pode categorizar uma determinada população como pertencente a uma ou outra raça pois, esse aspecto, é relegado em prol de outros aspectos como a adequação ao clima, sua influência na biologia humana e repercussões em posteriores e anteriores contactos com outras populações. É irrelevante para mim saber se a população portuguesa tem mais ou menos influência deste ou daquele genotipo, o que é relevante é saber como este ou aquele genotipo influenciaram o genotipo actual português.
Assim, cada vez que se abordar o tema no raminhos, este será abordado sob um ponto de vista social apenas. De resto, podemos fazer recurso ao etrusco e racial reality blog para conseguirmos aprender algo mais, sob o ponto de vista cientÃfico, acerca da temática referenciada agora.
Por fim, aconselho o Etrusco e o racial reality blog como referências para aprendizagem de um tema, apaixonante, que é a genética humana, raças humanas e outros temas análogos.
P.S : Como é que consigo contactar o etrusco via email?
sexta-feira, agosto 20, 2004
Que tal uma perspectiva histórica acerca do tema?
Santana o Filantropo
O altruÃsmo é tão bonito.
Filosofia de Algibeira
A interacção que temos com outras pessoas ensinam-nos a criar expectativas, a desfazê-las e a reconstruir novas. Por algum motivo, tentamos inculcar as nossas expectativas noutras pessoas e, de uma forma exigente, aproximamo-nos ou afastamo-nos consoante as expectativas que criamos, previamente, formulando assim ideias, conceitos, apreciações. Apesar de o facto de se criarem expectativas em torno de pessoas, e não só, ser algo, de alguma forma, instintivo, fechamo-nos ao que é novo. A serenidade que as experiências passadas na nossa vida trazem, ensinam-nos a não criar expectativas, ou pelo menos, a não criar tantas.
Lá fora há um mundo vasto e cheio de novas expectativas, e estas, não são mais do que o caminho que temos que percorrer, mais directo ou sinuoso mas que, imperativamente, tem que ser percorrido. É tempo de aligeirar as expectativas, e dessa forma, tornar caminhos anteriormente sinuosos em auto-estradas.
quarta-feira, agosto 18, 2004
Raminhos International Show
Agora pensando bem, e tendo em conta, o cariz internacional do raminhos, não será este o caminho para a Fama?
Nota para mim mesmo: Encomendar limusine, pelo sim pelo não, aderir a uma corrente qualquer espiritual, escolher modelo fotográfico, ou várias.
A fama tem destas coisas!! ehehe
Etrusco no seu melhor
Parabéns Etrusco keep up the good work
Teve que ser, não pude evitar
Uma coisa é ir contra as teorias nórdicas de uma “raçaâ€� superior em relação à s meridionais, e a outra é estar contra essa teoria como suporte para a fundamentação de uma teoria que “proveâ€� que os nórdicos estão errados porque os meridionais são superiores. A diferença é de quilómetros e neste caso aplica-se o verde à descontrução, cientÃfica e despreconceituosa, da teoria da superioridade nórdica, e a cor azul à teoria de reacção que subverte, dentro da mesma lógica, a teoria de superioridade nórdica com o caminho inverso, ou seja, com a mesma argumentação tentar provar que os meridionais são de facto superiores aos nórdicos. ConvÃnhamos que é no mÃnimo surrealista.
terça-feira, agosto 17, 2004
Prefere loiras ou morenas? muitas.....
segunda-feira, agosto 16, 2004
O conceito de raça Humana
Sempre fez parte do instinto humano a necessidade de se inserir em grupos. Esta necessidade gerou comportamentos de aproximação e exclusão entre grupos. de alguma forma, o ser humano tem a necessidade de se proteger num grupo que, terá concerteza, que ter como forma de conduta e interacção com os restantes grupos e a sociedade, comportamentos identicos aos dos individuos que o compoêm. Apesar dos grupos serem compostos muitas vezes por individuos diferentes, em comum, têem, muitas vezes a forma como estes apreendem os valores sociais da sociedade em que vivem, reflectindo-se como um espelho nos comportamentos que estes têem em grupo.
É minha opinião pessoal que, a discriminação com base na cor diferente de pele e até mesmo na sexualidade dos individuos não é um comportamento natural, é doutrinado. Como tal, é tempo de revolucionar os comportamentos em relação à discriminação com base nas "raças" e nas diferentes sexualidades.
Escuta e escuta bem mas não escutes demais.
Tenho tido a oportunidade de ver mais de perto o funcionamento da Justiça Portuguesa e, depois de muitas visitas a tribunais e a audiências, cheguei a algumas conclusões. Nem tudo é mau como devem calcular, no entanto, não chega sequer a ser bom. Desde investigações feitas e desfeitas conforme os implicados, a depoimentos de testemunhas devidamente doutrinadas, a julgamentos a correr e outros que teimam a empancar, o sistema judicial português vai funcionando, ou não. Processos judiciais ganham-se ou perdem-se muitas vezes por questões processuais. Um papel, um procedimento administrativo pesam mais, por vezes, do que os factos e a verdade. Pergunto-me por vezes, a quem é que isto beneficia? A uma corporação representativa da magistratura? A uma nata de advogados? Sei que não beneficia a justiça, aliás, esta é feita de vez em quando, ao sabor e vontade de quem tem o poder neste paÃs desde tempos mais remotos.
Pedro Santana Lopes propôs um pacto de regime para a nomeação do substituto de Adelino Salvado. Sempre pensei que as pessoas fossem nomeadas de acordo com as suas competências técnicas para os diversos cargos, mas não, em Portugal as funções mais importantes são ocupadas por consultores, gestores e demais que opinam e opinam e no final, resultados zero. È fácil propor um pacto de regime de alguém que ficará sob controlo do governo mas com o aval da oposição, assim os Adelinos continuam a escutar e as investigações a empancar. Não haverá, na PolÃcia Judiciária, alguém que, tecnicamente, seja capaz de exercer o cargo? Parece que não, esses ouvem demais.
I´m back
sexta-feira, agosto 06, 2004
Economia essa ciência do "oculto"
Quando num paÃs como é o caso de Portugal em que, fugir aos impostos é norma doutrinária da maioria dos contribuintes, é claro que, nenhum governo pode personificar-se como a razão de todos os males. Por outro lado, temos que ver que a atitude e forma de estar do empresariado português não é a correcta. Isto explica-se porque a maioria dos empresários acha que a necessidade de investimento tem que ser, sempre, complementada por subsÃdios e ajudas do Estado. O Estado deve criar os meios para que a economia funcione de uma forma correcta e dinâmica mas, somente, do ponto de vista da função pública que, deve ser, rápida e célere na execução de todos os actos necessário e imprescindÃveis para o bom funcionamento de um paÃs.
Em conclusão, enquanto o empresário médio português pensar que pode fugir sempre aos impostos por não haver fiscalização minimamente eficaz e, por outro lado, a Função Pública funcionar da forma como tem vindo a funcionar, Portugal, do ponto de vista económico-estrutural, não poderá vislumbrar um futuro muito risonho. Por último, temos que ver o comportamento dos contribuintes em geral, enquanto não se deixar de fugir aos impostos como forma de vida, o Estado, que tem sempre as costas largas, não poderá funcionar da forma mais eficaz. Qualquer das vias, é necessário dizer que gastando vários milhares de Euros em submarinos não é a forma mais racional para um correcto funcionamento de um Estado que pretende a prossecução da satisfação das necessidades mais elementares de uma nação. A economia, por vezes, entra em campos que diremos, do oculto e do misticismo mas, diga-se em abono da verdade, tem regras que são básicas, ou seja, se não entra dinheiro, também não pode sair.
quarta-feira, agosto 04, 2004
Vamos lá a ver se entendo isto...
Estou a pensar propor um negócio idêntico ao da Galp ao Estado. Vou propôr a aquisição da Assembleia da República para fazer daquilo um bordel de luxo em que o pobre também pode entrar. Como não muito dinheiro para investir, os que lá estão, actualmente, vão ter que dar o corpo ao manifesto. Para bem da nação! aceitam-se parceiros para joint-venture.
A ponte entre o ribatejo e lisboa
Por estas e por outras é que eu penso, cada vez mais, que a Regionalização é tão necessária para a região do Ribatejo. Estarmos dependentes de indivÃduos de Lisboa que só se lembram, a muito custo, que esta região existe, quando há eleições, custa bastante atendendo à s carências que esta região possui actualmente. Não quero dizer com isto que não gostemos de Lisboetas, pelo contrário, rimo-nos bastante com eles, são divertidos. A questão da regionalização está, de certa forma, amenizada por via da forma de estar dos locais. O que eu adoro ver são os indÃgenas de Lisboa no verão e na feira do cavalo com os chapelinhos à caçador alpino ( não sei onde é que eles foram buscar aqueles chapéus com as penas de faisão espetadas no cruto do chapéu, como sendo tÃpicos?! ). O contraste é hilariante, o cheiro a mofo e naftalina do chapelinho e o acentuado sotaque lisboeta fazem partir o coco a rir dos locais.
terça-feira, agosto 03, 2004
Programa de festas do Santana Lopes
Tive a oportunidade de dar uma leitura, transversal, no programa do Governo santanista e, consegui chegar ao ponto dois, da introdução, e parei. Reparei que me tinha enganado no programa, o que lá estava escrito, em nada condizia com o que se passa e se passou em Portugal. Levanta-se, desde já, uma questão pertinente, a que paÃs pertence este programa?
Dão-se alvissÃras, ou uma secretaria de estado em Bragança, a quem souber a que paÃs pertence este programa governativo.
Eis a pérola polÃtica de PSL. Vão ter a oportunidade de ler esta panfleto publicitário, a quê não sei bem mas enfim, deste governo santanista, e daÃ, poderão verificar se estou enganado quando digo que estes tipos devem estar meio esquizo.
“1 – O programa do XVI Governo Constitucional que agora se apresenta à Assembleia da República assenta na continuidade das polÃticas desenvolvidas pelo XV Governo Constitucional.â€� (Valha-nos Nossa Senhora do Apito)
A legitimidade democrática que lhe dá origem é a mesma. A maioria parlamentar permanece intacta. O compromisso com os eleitores não se altera. A avaliação que deverá ser feita, pelos portugueses, no final da legislatura, não será de partes separadas, mas sim de um todo. Será o resultado da acção dos dois governos, do que já foi feito e do que ainda será realizado, que o paÃs julgará.
A legitimidade democrática que lhe dá origem é a mesma? Querem ver que houve eleições e eu não dei por nada?
O compromisso com eleitores não se altera? Não me digam que o José Manel vai voltar de Bruxelas?! Valha-nos a nossa senhora do apito, outra vez.
A avaliação que se refere, compete-me informá-lo que, chumbou na frequência e terá que ir, imperativamente, a exame nas urnas meu caro, nesta matéria ainda é o povo que fixa as notas ok?!
Compromissos assumidos e já cumpridos foram alguns como por exemplo, os submarinos, o défice manipulado, o desemprego entre outros compromissos.
“2 – Os dois anos de trabalho do XV Governo Constitucional marcaram, de forma incontornável, a história de Portugal.�
O terramoto de 1785 também, capisce?
“3 – Hoje Portugal é um paÃs com esperança e ambiçãoâ€�
Eu não digo que os tipos estão esquizofrénicos! Aonde é que eles vivem? Certamente que os milhares de desempregados pensam assim mesmo.
“Os critérios de rigor e de verdade que, finalmente, se impuseram às contas do Estado, permitiram o cumprimento, com responsabilidade, dos compromissos impostos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento.�
Mas eles acreditam mesmo naquilo que dizem ou pensam que somos assim tão estúpidos? Rigor nas contas? Vendemos o que tÃnhamos para vender, a despesa pública subiu assustadoramente, investimos em equipamentos desnecessários como são exemplo os submarinos e ainda falam em responsabilidade?
Estarão a falar do mesmo paÃs?
segunda-feira, agosto 02, 2004
Por falar em preconceitos....
Normalmente, as reuniões devem ser convocadas para encontrar soluções para certos de determinados problemas, sendo que, o garante de uma reunião produtiva é, imprescindivelmente, o pragmatismo como os problemas devem ser equacionados, dando como é exigido, uma ênfase maior na solução do problema em vez do problema em si. Das reuniões, infindáveis, que tive com partidários do PSD, num contexto laboral, graças a Deus, havia sempre a particularidade de se falar horas a fio no problema e de quem o provocou para que, depois de horas de discussão, se agendar nova reunião para encontrar soluções. Claro que, soluções foram-se arranjando algumas, a saca rolhas e na maior parte das vezes, extemporâneas. Havia sempre outro factor que me deixava perplexo, o sucessivo e incessante recusar de chegar até ao problema, ou seja, de falar com quem tivesse cometido o erro e, de uma forma frontal, questioná-lo acerca do porquê. Dessa deficiência resultava sempre jogos palacianos, preconceitos e ideias estapafúrdias que resultavam, sempre, na agudização do problema.
Para se ser lÃder, primeiro, tem que se nascer lÃder, em segundo é necessário que, intrinsecamente, se seja organizado e saber planificar com provas anteriormente dadas. De repente, não consigo associar esta última ideia ao novo Primeiro Ministro. Quem por natureza consegue liderar, sabe perfeitamente, o que fazer, resume as reuniões significativamente. Não necessita de tantas reuniões, nem de apontar culpados pois tem uma noção concreta do que é um sistema que, forçosamente, tem de funcionar com pessoas, diferentes entre si, e que, para além de seu orgulho, anda também o orgulho e a percepção, diferente, dessas mesmas pessoas que o executam.
domingo, agosto 01, 2004
Eu e o Barão Vermelho
É impressionante o detalhe e a precisão das histórias mais recondidas que o meu avô tem da minha infância e da dele. À tarde passei directamente para uma nova era da aviação, o jacto. Aà tive a oportunidade de ver os aviões mais modernos mas, apesar da tecnologia maravilhar qualquer um, não apreciei muito. A sensação de lutar no ar contra um inimigo que, olhos nos olhos, pode ser confrontado, sempre me entusiasmou muito mais. Foi um dia mágico para mim, jamais me irei esquecer, e o Barão Vermelho também não, acabei por o derrotar a caminho de casa, no ford cortina branco do meu avô.
Américo Oliveira, natural de Aveiro, órfão de Pai desde os 3 anitos de idade, Socialista de velha guarda, viajou pelos sete cantos do mundo, tem imensas histórias para contar. Obrigado avô.
sexta-feira, julho 30, 2004
Bush versus Kerry
Pintassilgos para quem não sabe o que são....
Isto foi-me dito por um inglês de 70 anos em conversa acerca de Portugal, os Portugueses e a nossa forma de estar na vida. Desde 1993 morreram mais de 6000 jovens em acidentes de viação, fora os que ficaram com lesões para o resto da vida. È um tema que me preocupa como, preocupa-me também, as mortes ocorridas no local de trabalho por falta de condições de higiene e segurança e incúria por vezes dos trabalhadores. Na Inglaterra, vê-se sempre os trabalhadores com luvas calçadas, por cá, e lembro-me quando no verão eu e outros rapazes ia-mos fazer uns biscates nas obras, se calçasse-mos luvas éramos apelidados de, desculpem-me a expressão, pandelêros ( com a pronúncia ribatejana). Achavam muito normal que a rapaziada nova não usa-se luvas, mesmo que as mãos não estivessem devidamente calejadas. Chamavam-nos pintassilgos pois, a semelhança entre a cor das nossas mãos e o pássaro era marcante, para ilustrar melhor, as mãos castanhas do pó e sujidade, contrastando com o vermelho vivo das feridas, que eram provocadas pelos recortes afiados dos tijolos, assemelhava-se em muito com a cor do pássaro.
Em Torres Novas morreram três trabalhadores de uma destilaria, os três da mesma localidade, Casal do Tocha, foram limpar os silos do mosto com máscaras de inertes que, na melhor das hipóteses, evitam a inalação de poeiras e não mais. Como é possÃvel um a fábrica enviar trabalhadores para silos de mosto, subterrâneos, sem máscaras de oxigénio? O mais chocante é que daqui a uns tempos no relatório, provavelmente, constará que os trabalhadores não cumpriram as normas de higiene e segurança no trabalho, e cá vamos andando com a cabeça entre as orelhas.
quinta-feira, julho 29, 2004
Andanças 2004
Passo desde já a publicidade a um evento muito interessante a decorrer em São Pedro do Sul ( Viseu ) que envolve workshops de dança tradicional de vários paÃses do mundo. É interessante, o evento, como é interessante também visitar a zona para quem não conhece.
Resposta à pergunta da minha mamacita
quarta-feira, julho 28, 2004
Bloco de Esquerda
Os aspectos que referi anteriormente provocaram em mim uma necessidade premente em concretizar uma série de ideias, anteriormente cogitadas mas não devidamente formuladas. Ver um polÃtico de esquerda que advoga a liberdade de todos os indivÃduos por inteiro, sem fazer distinções nem privilegiar aqueles que por natureza ou estatuto adquirido, não precisam de serem protegidos, fez acreditar, ainda mais que, é possÃvel ter uma sociedade dinâmica em que todos têem igualdade de direitos e oportunidades. O preconceito que alguns têem de pensar que a esquerda pretender “abaterâ€� os ricos para beneficiar os pobres a qualquer custo é, como indiquei anteriormente, um preconceito bacoco e propagandista de direita conservadora. Uma coisa é proporcionar igualdade de oportunidades no acesso a um ensino público de qualidade, e outra é, organizar cocktail de solidariedade balofo no Jet set. O que a esquerda renovada pretende é proporcionar igualdade de oportunidades para todos aqueles que, por um motivo ou outro, ver-se-iam desfavorecidos por não terem meios para crescerem como indivÃduos e darem o tão indispensável contributo ao paÃs, e conseguirem largar o ciclo infindável da pobreza e exclusão. Não é necessária a solidariedade balofa, a esmola, o que os mais desfavorecidos necessitam é de terem o apoio necessário para viverem condignamente e crescerem. Só de pensar na quantidade de pessoas que neste paÃs abandonam os estudos por falta de meios, e imaginar o quanto se desperdiçou, em termos de capital intelectual, assusta-me.
Houve um aspecto com o qual eu discordei no que Francisco Lousã disse, que foi, quando respondeu à pergunta de Judite acerca do que seria a proposta do Bloco de Esquerda para renovação de modelo económico para Portugal, dizendo que Portugal não poderá competir com a China por exemplo no fabrico de DVD´s, devendo sim competir na produção de produtos mais avançados tecnologicamente ou de qualidade acrescentada. Quanto a isso, na essência, concordo pois, o quadro internacional actualmente, não permite isso mesmo devido aos salários baixos praticados na China. Não posso deixar de discordar com o que Francisco Lousã disse por um motivo simples. O problema dos outros também é nosso problema bem vistas as coisas. Pensar que a China pode produzir produtos a tão baixo preço apenas porque é assim mesmo está errado pois, não podemos esquecer do porquê desses produtos estarem a ser produzidos a tão baixo preço. DaÃ, qualquer modelo económico que assente num prisma da inevitabilidade dos paÃses do terceiro mundo só serem competitivos devido aos salários está errado. Cada fábrica que abre num paÃs do Terceiro Mundo para aproveitar apenas os salários baixos e, chocantemente, estarem desprovidas das mais básicas condições de trabalho, prejudica o Terceiro Mundo, agudizando o fosso e, prejudica também os paÃses mais desenvolvidos pela perda de postos de trabalho. Aqui aflorei aspectos como a globalização, o fosso entre paÃses desenvolvidos e o terceiro mundo mas não irei, aqui, aprofundar mais os temas, remeto isso para futuros posts.
terça-feira, julho 27, 2004
Deixem o Homem trabalhar
Ashoka não estás sozinha
Eis a fina flor do entulho:
segunda-feira, julho 26, 2004
Corn Flakes
Permitam-me que partilhe convosco uma das minhas facetas anti-sociais que, das duas uma, ou é de mim ou a sociedade não faz mesmo sentido.
Corn Flakes! Corn flakes meus amigos! Que história é essa de comer cereais ( que na maior parte das vezes sabem a cartão canelado ) para tirar gáudio da quantidade de vezes que se vai à casa de banho?! Todos os spots publicitários indiciam que os produtos que promovem, ajudam, significativamente, os intestinos a “ limparem-se�. Não acham isto estranho? Será que ir à casa de banho muitas vezes é sinónimo de saúde? Ou será, a partir de agora, um evento social ou socializante? O que é feito das papas de aveia?
A brincar se dizem coisas sérias. O que eu acho preocupante realmente é a perca da boa tradição da cozinha tradicional portuguesa, do tipo mediterrânico, que é bem mais saudável do que as batatinhas fritas, os hambúrgueres que comemos ( eu não entenda-se, mas como faço parte da sociedade enfim…). Tive a oportunidade de ler um artigo que referenciava um estudo efectuado em vários paÃses, dos quais constava Portugal, que indicava que a percentagem de obesos na população juvenil, tem vindo a crescer significativamente. Portugal, a par com a Irlanda, consta na lista dos que têem uma percentagem maior de obesos entre a população juvenil. È preocupante verificar isto pois é uma questão de saúde pública grave. Por outro lado, as crianças são bombardeadas, via televisão, com a noção que o esquelético é bonito ( pode ser, mas não como os modelos fotográficos anorécticos ) criando pressão e doenças preocupantes como a anorexia e a bolemia.
En Gallego
O primeiro passo será, de uma vez por todas, instituir o gallego como lÃngua oficial da Galiza, e não, o castelhano. Segundo, seria o estudo do gallego como lÃngua materna. Sou suspeito para falar do tema pois, tenho ancestrais gallegos mas, em Portugal, o que somos todos nós senão gallegos independentes de Espanha.
domingo, julho 25, 2004
Ando a ser seguido de certeza
Mesmo quando decido ir ao Castelo do Bode para meter as carnes de molho, deparo-me com o (des)governo de Santana Lopes. É impressionante mas verÃdico, após ter mergulhado na água maravilhosa do Castelo do Bode, vejo-me rodeado de jovens com cabelinho à jovem monárquico, com os seus objectos burgueses, barcos e motas de água, a importunarem quem quer nadar sem levar com um desses objectos na moleirinha.
Estamos a criar um futuro para quem? Para o jovem de barquinho potente e ruidoso que ciclicamente se aproximava da margem com olhar à matador fitando as jovens emigrantes embedecidas? Ou os dois putos a copularem debaixo de água? ( se a moça engravidar vai sair uma sereia ou a aquamen de certeza)
Não peço muito, é só poder tomar banho nas águas frescas do Rio Zêzere, sem me preocupar com os barcos e as motas de água a fazerem barulho e poluição desnecessária. No entanto, para além e ter que levar com o PSL no governo, levo também com as crias desses tios e tias de bem.
Ribatejano sofre!
sexta-feira, julho 23, 2004
Odisseia no Espaço
Não se está a investir o suficiente neste programa, o que é uma lástima. Assim nunca mais teremos o Homem a viver no espaço. Se investissem o suficiente na pesquisa cientÃfica e tecnológica, uma preciosa dádiva seria dada ao Planeta Terra. Perguntam-me, ou julgam voçês que me estou a referir à descoberta do Cosmos, não, estou-me a referir a uma colónia espacial na Lua onde poderiam ir para lá todos estes inegrumenos, que só fazem peso no nosso Planeta, de resto não têem serventia nenhuma diga-se, como são exemplo Bush, Portas, Pedro Santana Lopes, Sharon, Blair entre muitos.
One small step for men, one giant step for mankind.
Tenho dito!
Raça humana versus raças humanas
quinta-feira, julho 22, 2004
Perguntam-me voçês
Santana Lopes e o campeonato de Futebol de sarjeta
Antigamente, os jogos de futebol do campeonato de futebol de sarjeta eram disputados fervorosamente, o êxito desportivo era garantido pela selecção criteriosa dos elementos das equipas em competição. A escolha dos Secretários de Estado do governo do PSL seguiu o mesmo critério, mas, com uma única diferença que irei explicar mais tarde. Os critérios de selecção das equipas que disputavam o campeonato de futebol de sarjeta da minha rua passavam por várias regras implÃcitas como são exemplo as seguintes:
O dono da bola tinha sempre a preferência na escolha dos jogadores, caso contrário não havia bola para ninguém.
As posições no terreno eram ocupadas de frente para trás consoante o maior ou menor grau de habilidade dos jogadores. Os mais habilidosos à frente e os mais toscos na defesa.
Os guarda-redes eram sempre os mais toscos de todos os jogadores do “plantelâ€�, sendo um critério importantÃssimo o volume corporal do guarda-redes pois, como é conhecido tecnicamente, os gorduchos cobrem melhor os ângulos
As regras do jogo eram ditadas pelo dono da bola, senão acabava o jogo no momento.
Nada disto será novidade para todos aqueles que acompanhavam os respectivos campeonatos de futebol de sarjeta das ruas em que cresceram. Agora, vamos analisar o campeonato de futebol de sarjeta do Governo PSL ( a tal diferença que vos falava anteriormente).
O dono da bola não tem a preferência na escolha dos jogadores, que tem é o puto queque e enfezado ( Paulo Portas) .
As posições no terreno são ocupadas ao calha, pois, todos os jogadores são, uniformemente, toscos.
Guarda-redes não há pois o buraco é tão grande que nem vale a pena ter guarda-redes.
As regras do jogo não são ditadas por ninguém, a ver pelas asneiras já feitas a poucos dias do inÃcio do campeonato, é só jogar a reinar com a malta.
Que bons velhos tempos esse do campeonato de futebol de sarjeta que, no meio de toscos ainda haviam alguns virtuosos da bola. Agora, nesta equipa do PSL é só toscos e vamos mas é lutar para não sofrer mais de 10 golos por jogo de certeza absoluta.
quarta-feira, julho 21, 2004
Emigração
Sabendo que, várias infra-estruturas vitais para o nosso PaÃs foram construÃdas por emigrantes que em Portugal procuram melhores condições de vida ( por estranho que isso pareça), não podemos esquecermo-nos que estes deram um contributo válido para o nosso paÃs e têem que ser reconhecidos por isso. Não concordo com uma polÃtica de fronteira aberta para os emigrantes, por não ser possÃvel aplicar uma polÃtica de integração válida para estes. Temos que ver que aspectos como a protecção social, a educação são fundamentais para a integração plena dos emigrantes na nossa sociedade e, atendendo ao sistema de protecção social que temos, e também, com o sistema educativo que possuÃmos actualmente, não antevejo uma integração eficaz e justa para milhares e milhares de emigrantes.
Os tÃtulos de permanência atribuÃdos aos emigrantes são castrantes e até certo ponto, impeditivos de uma integração plena na sociedade. Parte-se do pressuposto que a questão da emigração em Portugal não é para ser resolvida mas sim, adiada até ver, esse é o espÃrito da autorização de Permanência com validade de um ano.
Por último, vou revelar-vos um pormenor, delicioso, de xenofobia estatal portuguesa. Um emigrante, titular de autorização de permanência, quando pretende renovar o seu visto por mais um ano, terá que, forçosamente, mostrar um contrato de trabalho válido e uma folha de descontos para a segurança social que deverá ter, pelo menos, 10 meses de descontos. No caso de o emigrante, não ter 10 meses de descontos porque o patrãozinho não pagou os descontos à segurança social, este terá que regularizar a situação primeiro e, entretanto, até resolver a situação, esperar um mês para nova marcação de visto e assim pagar uma multa de 75 € + 75 € da emissão do visto. Em Portugal, a vÃtima, ao que parece, é que tem sempre a culpa.
terça-feira, julho 20, 2004
Como uma ideia, aparentemente boa, se torna uma verdadeira cretinice
A criminalidade verificada nas comunidades emigrantes que vivem em Portugal, não representa nem um quarto da totalidade da criminalidade verificada em Portugal. Portanto, idealizar uma acção que visa controlar a entrada de estrangeiros no paÃs e dessa forma controlar significativamente a taxa de criminalidade no paÃs é preconceituoso e cretino.
A criminalidade verificada durante o Euro foi perpetrada por estrangeiros, mas pouco, ou seja, cidadãos comunitários. Assim o que se pode concluir? Que terá que ser considerada a comunidade inglesa. Alemã e holandesa como comunidade estrangeira, ao contrário do que se verifica actualmente?
Fechar as fronteiras evitará a proliferação das redes de tráfico humano? Se com as fronteiras abertas, o tráfico é crescente, com as fronteiras fechadas, será maior ainda e mais lucrativo para as redes.
Em suma, a ideia poderá parecer positiva mas, mais uma vez, como é nosso apanágio, escamoteamos a questão e não investimos no cerne da questão. A polÃtica de emigração é o cerne de toda a questão que envolve a criminalidade a ela associada. Quando não se definir, de uma vez por todas, se pretendemos, ou não, uma polÃtica de emigração em vez de fogachos repentistas e desumanos, não se poderá diminuir a criminalidade associada à emigração.
segunda-feira, julho 19, 2004
NotÃcia de última hora
Vão sair cerca de 100 paraquedistas da base de São Jacinto com destino a São Tomé e Principe com vista a garantir a paz no paÃs. Depois da descoberta de petróleo em São Tomé e Principe, agora sim é mesmo necessário garantir a manutenção da paz naquele paÃs. Já houve tumultos no paÃs e os paióis de munições foram assaltados o que leva a temer uma guerra civil ou golpe de Estado.
Nem tudo é mau.
O novo elenco governativo escolhido por Pedro Santana Lopes, tem, desde já, uma faceta que apela à modernidade. Um exemplo fundamental da modernidade imprimida pelo Pedro Santana Lopes está no Ministério do Ambiente. Luis Nobre Guedes, o novo ministro do Ambiente, foi apelidado de outsider pela Quercus, o que, no meu ver, demonstra falta de visão dessa referida Instituição. Para fundamentar o que digo, traço, desde já, as vantagens nÃtidas da escolha do Ministro "bem" para o ministério do Ambiente.
- Um ministro "bem" como Luis Nobre Guedes só pode fazer bem ao Ambiente que, concerteza, será mais selecionado
- Finalmente o Jardim Zoológico de Lisboa será um local In da sociedade portuguesa
- Os animais selvagens deixaram de o ser pois, a partir de agora, Nobre Guedes vai implementar polÃticas mais in a todos os animais.
- O facto de Nobre Guedes não perceber nada do assunto poderá ser benéfico pois, utilizando a velha máxima " não sabe, não mexe" pelo menos não vai estragar mais o que já está estragado.
Como podem ver, há sempre um lado positivo para todas as coisas.
sábado, julho 17, 2004
Dissertação de algibeira rota
Quando reflicto acerca da situação polÃtica actual canso-me mesmo antes de começar. Dou por mim a sentir o mesmo que uma equipa de fundo da tabela sente quando já está condenada à despromoção. A apatia é geral e isso reflecte-se na blogoesfera. Os blogs, que anteriormente vociferavam chamas e veneno em doses bem servidas, estão agora, murchos. O que há a dizer sobre a nomeação do Telmo Correia para ministro? Que foi uma surpresa? Que vai ser um descalabro? As respostas são conhecidas, não é necessário dissertar sobre o assunto. Por muita vontade que exista, a critica à situação polÃtica actual, cai na falácia de se tornar um reinventar da roda. O momento que se vive actualmente na blogoesfera está de certa forma interligado com a situação polÃtica actual.
A blogoesfera coloca, creio eu, algumas questões a si própria. O que será o futuro da Blogoesfera? Como serão os registos linguÃsticos? Quais os temas? São questões à s quais ainda não tenho resposta mas, pressinto a formação de um gigantesco arquipélago de blogs que, apesar das diferenças entre si, ficarão agrupados em blogs comunitários geridos por vários intervenientes em que os temas serão intimistas ou puramente fictÃcios.
Já coloquei aqui um post que dizia que o raminhos servia apenas para eu escrever exactamente aquilo que me dava na gana. Reconheço agora, apesar de continuar a pensar dessa forma, que é necessário cuidar de aspectos muito importantes para uma boa comunicação. Não posso negar que, pelo o simples facto de ter o raminhos na Internet, não esteja a comunicar, ou que, devesse comunicar mais e melhor. Não posso fugir ao que é evidente, ou seja, terei que comunicar. Este aspecto revelou-se muito mais importante do que eu alguma vez pensava. Apesar de colocar textos que são intimistas, estes, deverão, futuramente, ser mais comunicativos. Para tal, terei que evoluir muito até lá chegar, assim, comunico-vos que, o raminhos será uma plataforma de experiência pessoal até atingir um nÃvel comunicabilidade que eu desejo. Atingido que será, eventualmente, esse nÃvel de comunicabilidade, no lugar do raminhos nascerá outro blog por mim idealizado já à algum tempo mas que, se me permitem a expressão, está ainda em fase de gestação. Posso adiantar-vos que o burlesco será uma ideia que irei explorar, pelo que, poderão vir a conhecer novas personagens.
“ Setembro é o teu mês homem da tarde, ninguém morreu mas tudo treme já…� excerto de um poema de Ruy Belo.
sexta-feira, julho 16, 2004
Ao terras gélidas do norte
Tive a oportunidade de ler um post publicado aqui que referia um post, por mim colocado, sobre “ o contributo genético português na Noruega�, o que mereceu um comentário num blog de um Português radicado na Noruega. Gostaria de agradecer, desde já a visita, do blogmaster ao raminhos e dizer, em abono da verdade, que o post, obviamente, não pretendia fundamentar a teoria de um real e concreto contributo genético Português na população norueguesa mas sim, o espanto pelo facto de ter sido referido isso pelos próprios noruegueses num quadro exposto na Expo 98 em Lisboa.
Qualquer das vias, tive a oportunidade de ver o blog e aconselho a sua leitura por quem, como eu, comece a nutrir alguma simpatia pela Noruega. A propósito, e para aguçar mais o apetite pelo paÃs, a Noruega tem um rendimento per capita calculado nos 36.000 Euros por ano e tem um taxa de matrÃculas nas escolas de 98 %, assim vale a pena.
Pauta de classificações
A pedido de várias famÃlias em Portugal, vou postar algo mais soft. Para dizer a verdade, será algo mais mundano, mais divertido julgo eu.
Como em tudo na vida, há sempre algo que despoleta pensamentos ou devaneios que é o caso do post que vou colocar aqui hoje. No outro dia, após ter efectuado uma chamada para um número de assistência ao cliente, ligaram-me desse mesmo serviço. Um jovenzinho apresentou-se e disse que estava a ligar para efectuar um inquérito de satisfação ao serviço de assistência ao cliente. Até aà tudo bem mas, quando começou a fazer as perguntas, a minha mente perversa começou a dar pinotes de imaginação puramente burlesca. As questões que o jovem colocou, pertinentes para o serviço dele, não tinham nexo algum pois, como vos irei explicar de seguida há coisas que pura e simplesmente não se pode quantificar de zero a dez. A simpatia do assistente, a conhecimento técnico do assistente foram algumas das questões colocadas a mim que, para as responder tive quase a variar entre o responder ao calhas e a resposta tipicamente burlesca.
Classifique de zero a dez, sendo o zero insatisfação e os dez a satisfação total.
Questão nº 1
Classifique a simpatia do atendimento do assistente de zero a dez.
Hipótese um – resposta simpática - nove valores
Hipótese dois – resposta burlesca – “ tenho que dar um dois porque a sua colega, quando eu a convidei para um jantarzinho a dois seguido de uma noite de sexo luxúria e prazer respondeu-me que isso não estava incluÃdo no pacote. O que é que a sua colega quis dizer afinal? Que não há nada pró pacote ou que tem um pacote diferente dos outros, só atende chamadas? Hum..?!
Questão nº 2
Classifique os conhecimentos técnicos do assistente, novamente numa escala de zero a dez.
Hipótese um – resposta simpática – nove valores
Hipótese dois – resposta burlesca – “ ó amigo e eu que sei da capacidade técnica da moça? Se eu telefonei é porque não vejo um boi da coisa, logo, não posso avaliar seja lá o que for não é?!
É claro que não respondi de uma forma burlesca mas sim de uma forma simpática e pedagógica e dei sempre nove valores e no final disse ao assistente que, apesar de ter dado nove valores à moça, isso, não dispensa uma ida a oral ( atenção a oral é diferente de à oral ok?! )
quinta-feira, julho 15, 2004
O Homem das cavernas
Era uma vez um rapaz, toxicodependente, que vivia num certo paÃs, e numa certa cidade. Como muitos jovens de sua idade, entrou, compulsivamente, numa espécie de ritual de passagem para a vida adulta. Esse ritual de passagem à vida adulta consistia num internamento numa instituição, com regras rÃgidas, à s quais, devia o jovem, cumprir com zelo e disciplina. E assim foi até um dia em que um episódio, triste, sucedeu nessa instituição. Como o jovem era toxicodependente, e tinha ocorrido um furto de um rádio FM stereo note-se, rapidamente a Instituição deduziu que tinha sido esse jovem a cometer tão vil crime. Como a instituição que se prezava por um código rÃgido de ética e moral, agiu rapidamente punindo o jovem. Da punição constou um tratamento severo que consistiu num encarceramento do jovem numa cela com dois metros de altura por metro e meio de largura com água à altura da cintura. O jovem foi obrigado a permanecer lá, encarcerado, por seis meses até que a Instituição se apercebeu que tinha cometido um erro. Lamentável foi o erro, bem como, o tratamento sofrido pelo jovem que, ao ficar encarcerado, começou o processo de ressaca, violentÃssimo, e como tal, num gesto que de humano só teria se quisesse-se insultar a condição humana, foi-lhe administrado Lagartil , um medicamento ansiolÃtico utilizado para casos de esquizofrenia catatónica, e ou, aguda.( o efeito deste medicamento é muito forte e provoca um estado de catatónia que consiste na perda total das funções motoras e fisiológicas).
O jovem foi libertado num estado deplorável e, quando pretendeu regressar a casa, não o fez com vergonha e desorientação. Refugiou-se numa caverna à s portas de uma cidade onde, pelos locais, foi apelidado como o Homem das Cavernas . Os populares deixavam um prato de comida à porta da caverna e jovem permaneceu lá mais de um ano até que, após um alerta feito à segurança social, a PolÃcia foi lá buscá-lo. Dos três polÃcias que tentaram entrar dentro da caverna dois foram feridos com pedras e tijolos na cabeça. O jovem lá saiu da caverna e foi internado numa instituição de recuperação e reinserção social, da ficha de entrada constava que no dia x deu entrada um indivÃduo mulato num estado de subnutrição e ninhos de piolhos na cabeça que, inclusivamente, lhe tinha corroÃdo o couro cabeludo. Duas semanas mais tarde, na Instituição em que foi acolhido, deu-se a surpresa, o jovem afinal era branco.
Moral da história não há, cada qual que o faça de consciência própria mas, o propósito desta história foi apenas dar a mostrar uma história que infelizmente é verÃdica e que eu tive conhecimento depois de começar a colaborar com uma Instituição, a mesma que o acolheu, de recuperação e reinserção social.
Quase que me esquecia, o paÃs é Portugal, a cidade é Coimbra, a instituição que o prendeu é………
A história é triste mas pretendo apenas mostrar o que é que eu vejo por vezes quando olho para a vida do lado de lá da barricada.
Tenham lá paciência
Prometo postar uma coisita que me lembrou mas, por falta de tempo vou ter que postar mais tarde ok?! ( não que os posts sejam lá grande pistola mas nunca se sabe se o post que aqui vou colocar terá algum jeito e dessa forma salve a honra do Convento ;) )
quarta-feira, julho 14, 2004
Aviso aos mais incautos
Sou Branco
Sou de Angola
Sou Heterosexual
Sou contra a Homofobia
Sou do Interior, e com muito gosto, não pertenço a nenhum centro urbano...depressivo como Lisboa ou Porto.
Como muitas vezes, confusões são geradas por más interpretações de registos linguÃsticos. Traço aqui então o rumo, de certa forma, para todos os que visitam e possam vir a visitar o Raminhos.Assim, quando lerem algo que eu poste terão então um visão mais concreta sobre o que pensar acerca do caramelo que escreve as baboseiras que aparecem no Raminhos.
Por fim, resta-me dizer-vos também o seguinte,não tenho o blogue para uma certa espécie de enamoramento narcisico da minha pessoa, pelo que, quando acharem que algum post está uma autêntica bosta digam isso mesmo. E também devo dizer o seguinte, não frequento blogues como reacção hormonal a qualquer que seja o estÃmulo, faço sim, visitas em que gosto e pretendo partilhar ideias e até mesmo discordar, se fôr esse o caso, das ideias expostas lá.