terça-feira, agosto 03, 2004

Programa de festas do Santana Lopes

Tive a oportunidade de dar uma leitura, transversal, no programa do Governo santanista e, consegui chegar ao ponto dois, da introdução, e parei. Reparei que me tinha enganado no programa, o que lá estava escrito, em nada condizia com o que se passa e se passou em Portugal. Levanta-se, desde já, uma questão pertinente, a que país pertence este programa?

Dão-se alvissíras, ou uma secretaria de estado em Bragança, a quem souber a que país pertence este programa governativo.

Eis a pérola política de PSL. Vão ter a oportunidade de ler esta panfleto publicitário, a quê não sei bem mas enfim, deste governo santanista, e daí, poderão verificar se estou enganado quando digo que estes tipos devem estar meio esquizo.

“1 – O programa do XVI Governo Constitucional que agora se apresenta à Assembleia da República assenta na continuidade das políticas desenvolvidas pelo XV Governo Constitucional.� (Valha-nos Nossa Senhora do Apito)

A legitimidade democrática que lhe dá origem é a mesma. A maioria parlamentar permanece intacta. O compromisso com os eleitores não se altera. A avaliação que deverá ser feita, pelos portugueses, no final da legislatura, não será de partes separadas, mas sim de um todo. Será o resultado da acção dos dois governos, do que já foi feito e do que ainda será realizado, que o país julgará.

A legitimidade democrática que lhe dá origem é a mesma? Querem ver que houve eleições e eu não dei por nada?

O compromisso com eleitores não se altera? Não me digam que o José Manel vai voltar de Bruxelas?! Valha-nos a nossa senhora do apito, outra vez.

A avaliação que se refere, compete-me informá-lo que, chumbou na frequência e terá que ir, imperativamente, a exame nas urnas meu caro, nesta matéria ainda é o povo que fixa as notas ok?!

Compromissos assumidos e já cumpridos foram alguns como por exemplo, os submarinos, o défice manipulado, o desemprego entre outros compromissos.

“2 – Os dois anos de trabalho do XV Governo Constitucional marcaram, de forma incontornável, a história de Portugal.�

O terramoto de 1785 também, capisce?

“3 – Hoje Portugal é um país com esperança e ambição�

Eu não digo que os tipos estão esquizofrénicos! Aonde é que eles vivem? Certamente que os milhares de desempregados pensam assim mesmo.

“Os critérios de rigor e de verdade que, finalmente, se impuseram às contas do Estado, permitiram o cumprimento, com responsabilidade, dos compromissos impostos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento.�

Mas eles acreditam mesmo naquilo que dizem ou pensam que somos assim tão estúpidos? Rigor nas contas? Vendemos o que tínhamos para vender, a despesa pública subiu assustadoramente, investimos em equipamentos desnecessários como são exemplo os submarinos e ainda falam em responsabilidade?

Estarão a falar do mesmo país?


segunda-feira, agosto 02, 2004

Por falar em preconceitos....

Correndo o sério risco de ser considerado preconceituoso, eu, não posso deixar de expressar a minha estranheza perante usos e costumes, modus operandi de algumas pessoas que, pertencendo a certas organizações, insistem em estilizar formas de pensar e actuar perante as várias situações e contextos às quais são confrontadas. Creio que, apesar da associação de certos silogismos, a formação de convicções está ligada à personalidade de cada um e, indubitavelmente, à forma como várias pessoas reagem ou apreendem, os mesmos valores, de formas diferentes. Essa particularidade intitula-se ancoragem directa, ou seja, a forma como indivíduos, diferentes entre si, apreendem conceitos e valores sociais comuns a todos de uma forma diferente. Tudo isto apenas para explicar o que eu vejo na actuação de partidários do PSD, apesar de, obviamente, serem indivíduos diferentes entre si no que concerne o espaço intimo de cada um mas que, e apesar disso, agem de forma idêntica perante os problemas a que são confrontados. De várias pessoas que conheço, partidárias ou simpatizantes, do PSD, existe um denominante comum. As reuniões infindáveis, as conversas, as horas que passam sem chegar a conclusão alguma. A falta de objectividade é clara e óbvia.
Normalmente, as reuniões devem ser convocadas para encontrar soluções para certos de determinados problemas, sendo que, o garante de uma reunião produtiva é, imprescindivelmente, o pragmatismo como os problemas devem ser equacionados, dando como é exigido, uma ênfase maior na solução do problema em vez do problema em si. Das reuniões, infindáveis, que tive com partidários do PSD, num contexto laboral, graças a Deus, havia sempre a particularidade de se falar horas a fio no problema e de quem o provocou para que, depois de horas de discussão, se agendar nova reunião para encontrar soluções. Claro que, soluções foram-se arranjando algumas, a saca rolhas e na maior parte das vezes, extemporâneas. Havia sempre outro factor que me deixava perplexo, o sucessivo e incessante recusar de chegar até ao problema, ou seja, de falar com quem tivesse cometido o erro e, de uma forma frontal, questioná-lo acerca do porquê. Dessa deficiência resultava sempre jogos palacianos, preconceitos e ideias estapafúrdias que resultavam, sempre, na agudização do problema.
Para se ser líder, primeiro, tem que se nascer líder, em segundo é necessário que, intrinsecamente, se seja organizado e saber planificar com provas anteriormente dadas. De repente, não consigo associar esta última ideia ao novo Primeiro Ministro. Quem por natureza consegue liderar, sabe perfeitamente, o que fazer, resume as reuniões significativamente. Não necessita de tantas reuniões, nem de apontar culpados pois tem uma noção concreta do que é um sistema que, forçosamente, tem de funcionar com pessoas, diferentes entre si, e que, para além de seu orgulho, anda também o orgulho e a percepção, diferente, dessas mesmas pessoas que o executam.

domingo, agosto 01, 2004

Eu e o Barão Vermelho

Ontem tive a felicidade de poder, novamente, privar com a companhia de meu avô, o Sr. Américo Oliveirinha (saí ao neto), os 86 anos de idade de meu avô em nada lhe retiraram a frescura mental que sempre o caracterizou. Entre conversas sobre Angola e o tempo em que lá esteve, aflorou à memória um episódio marcante da minha infância. Certo dia, quando o meu avô me levou à Base aérea de Sintra, onde era responsável pela manutenção e reabilitação de todos os aviões do Museu do Ar, eu fui com ele. Tinha 8 anos e já de então, a minha perícia no manche do avião era notável. Sentei-me num biplano de fabrico francês e, assim que descolei, tive um encontro entusiasmante, daqueles que todos os jovens pilotos de guerra anseiam, com o Barão Vermelho. A dog fight durou toda a manhã, tive que me esquivar das balas disparadas pelo avião, triplano vermelho, de tão pérfido herói do eixo do mal, mas venci, ou melhor, a fome venceu-me e o meu avô deu-me ordem para regressar à base. Após tão acesa luta, o descanso do guerreiro, merecido, e acompanhado com o meu avô, ele também guerreiro de outras lutas.
É impressionante o detalhe e a precisão das histórias mais recondidas que o meu avô tem da minha infância e da dele. À tarde passei directamente para uma nova era da aviação, o jacto. Aí tive a oportunidade de ver os aviões mais modernos mas, apesar da tecnologia maravilhar qualquer um, não apreciei muito. A sensação de lutar no ar contra um inimigo que, olhos nos olhos, pode ser confrontado, sempre me entusiasmou muito mais. Foi um dia mágico para mim, jamais me irei esquecer, e o Barão Vermelho também não, acabei por o derrotar a caminho de casa, no ford cortina branco do meu avô.
Américo Oliveira, natural de Aveiro, órfão de Pai desde os 3 anitos de idade, Socialista de velha guarda, viajou pelos sete cantos do mundo, tem imensas histórias para contar. Obrigado avô.

sexta-feira, julho 30, 2004

Bush versus Kerry

Feliz ou infelizmente, a eleição do próximo presidente Norte-americano terá influência para todo o mundo, e também, para o nosso país. Os Estados Unidos da América sempre tiveram a noção autista que, incrivelmente, são um ponto de referência para a democracia a nível mundial. Sempre discordei dessa teoria por motivos que são evidentes na História, infeliz, dos países de terceiro mundo que tiveram a “infelicidadeâ€� de terem petróleo no subsolo. Nem tudo é mau, o que vem do lado de lá do Atlântico entenda-se, aprecio Michael Moore, Dailly Show, o terceiro calhau a contar do sol e os Looney Tunes como não podia deixar de ser. Hoje descobri outra coisa que eu gosto acerca dos Estados Unidos, a campanha para as presidenciais, os god bless america tão bem ensaiadinhos, a laca no cabelo dos candidatos, o pretenso heroísmo atríbuido por uma guerra que eles perderam, a luta pessoal de candidato contra candidato e os outros que, parodiando como uma situação que só por milagre não seria parodiável, gozam com essa forma de estar na política tão americana. Neste link poderão ver um exemplo disso que me estou a referir, ou seja, a ausência de ideias, debate e a exploração apenas, da imagem dos candidatos como garante de uma vitória nas eleições. Sempre tive a ideia que o candidato que tivesse mais bandeirinhas e balões ganhava as eleições Ã  vontade. Vejam lá então o soquette!


Pintassilgos para quem não sabe o que são....

.â€� David the portuguese people are the kindest  people on earth, but put them behind the wheel and they become the devil himselfâ€�
Isto foi-me dito por um inglês de 70 anos em conversa acerca de Portugal, os Portugueses e a nossa forma de estar na vida. Desde 1993 morreram mais de 6000 jovens em acidentes de viação, fora os que ficaram com lesões para o resto da vida. È um tema que me preocupa como, preocupa-me também, as mortes ocorridas no local de trabalho por falta de condições de higiene e segurança e incúria por vezes dos trabalhadores. Na Inglaterra, vê-se sempre os trabalhadores com luvas calçadas, por cá, e lembro-me quando no verão eu e outros rapazes ia-mos fazer uns biscates nas obras, se calçasse-mos luvas éramos apelidados de, desculpem-me a expressão, pandelêros ( com a pronúncia ribatejana). Achavam muito normal que a rapaziada nova não usa-se luvas, mesmo que as mãos não estivessem devidamente calejadas. Chamavam-nos pintassilgos pois, a semelhança entre a cor das nossas mãos e o pássaro era marcante, para ilustrar melhor, as mãos castanhas do pó e sujidade, contrastando com o vermelho vivo das feridas, que eram provocadas pelos recortes afiados dos tijolos, assemelhava-se em muito com a cor do pássaro.
Em Torres Novas morreram três trabalhadores de uma destilaria, os três da mesma localidade, Casal do Tocha, foram limpar os silos do mosto com máscaras de inertes que, na melhor das hipóteses, evitam a inalação de poeiras e não mais. Como é possível um a fábrica enviar trabalhadores para silos de mosto, subterrâneos, sem máscaras de oxigénio? O mais chocante é que daqui a uns tempos no relatório, provavelmente, constará que os trabalhadores não cumpriram as normas de higiene e segurança no trabalho, e cá vamos andando com a cabeça entre as orelhas.

quinta-feira, julho 29, 2004

Andanças 2004

 

Passo desde já a publicidade a um evento muito interessante a decorrer em São Pedro do Sul ( Viseu ) que envolve workshops de dança tradicional de vários países do mundo. É interessante, o evento, como é interessante também visitar a zona para quem não conhece.

Resposta à pergunta da minha mamacita

 

Mãe Oliveirinha: Porque é que o guarda-redes cospe para as luvas?
Resposta: Mãezinha querida, o guarda-redes cospe para as luvas porque é feio cuspir para o chão. ehehe

quarta-feira, julho 28, 2004

Bloco de Esquerda

A entrevista de Judite Sousa a Francisco Lousã, ontem à noite na RTP 1, marcou-me por dois motivos muito distintos, ou antes, houve dois aspectos da entrevista que me marcaram. O primeiro aspecto que me marcou foi a Judite Sousa, não pode deixar de evitar a frustração patente no olhar lacrimante quando bombardeava Francisco Lousã com perguntas movidas pelo preconceito que o Bloco de Esquerda faz oposição pelo “ gozo “ de criticar por criticar. Francisco Lousã por sua vez respondeu sempre com alternativas, propostas, ideias e não, como é apanágio de alguns partidos políticos, e de também, políticos portugueses, retórica política, barata, que não vale nada. Por momentos vi, a Judite Sousa, como a embaixadora do establishment português que tanto nos sufoca actualmente. O segundo aspecto, mais importante no meu ver que o primeiro, foi, a imagem de uma esquerda, esta sim, renovada, virada para as necessidades actuais, personificada por Francisco Lousã.
Os aspectos que referi anteriormente provocaram em mim uma necessidade premente em concretizar uma série de ideias, anteriormente cogitadas mas não devidamente formuladas. Ver um político de esquerda que advoga a liberdade de todos os indivíduos por inteiro, sem fazer distinções nem privilegiar aqueles que por natureza ou estatuto adquirido, não precisam de serem protegidos, fez acreditar, ainda mais que, é possível ter uma sociedade dinâmica em que todos têem igualdade de direitos e oportunidades. O preconceito que alguns têem de pensar que a esquerda pretender “abater� os ricos para beneficiar os pobres a qualquer custo é, como indiquei anteriormente, um preconceito bacoco e propagandista de direita conservadora. Uma coisa é proporcionar igualdade de oportunidades no acesso a um ensino público de qualidade, e outra é, organizar cocktail de solidariedade balofo no Jet set. O que a esquerda renovada pretende é proporcionar igualdade de oportunidades para todos aqueles que, por um motivo ou outro, ver-se-iam desfavorecidos por não terem meios para crescerem como indivíduos e darem o tão indispensável contributo ao país, e conseguirem largar o ciclo infindável da pobreza e exclusão. Não é necessária a solidariedade balofa, a esmola, o que os mais desfavorecidos necessitam é de terem o apoio necessário para viverem condignamente e crescerem. Só de pensar na quantidade de pessoas que neste país abandonam os estudos por falta de meios, e imaginar o quanto se desperdiçou, em termos de capital intelectual, assusta-me.
Houve um aspecto com o qual eu discordei no que Francisco Lousã disse, que foi, quando respondeu à pergunta de Judite acerca do que seria a proposta do Bloco de Esquerda para renovação de modelo económico para Portugal, dizendo que Portugal não poderá competir com a China por exemplo no fabrico de DVD´s, devendo sim competir na produção de produtos mais avançados tecnologicamente ou de qualidade acrescentada. Quanto a isso, na essência, concordo pois, o quadro internacional actualmente, não permite isso mesmo devido aos salários baixos praticados na China. Não posso deixar de discordar com o que Francisco Lousã disse por um motivo simples. O problema dos outros também é nosso problema bem vistas as coisas. Pensar que a China pode produzir produtos a tão baixo preço apenas porque é assim mesmo está errado pois, não podemos esquecer do porquê desses produtos estarem a ser produzidos a tão baixo preço. Daí, qualquer modelo económico que assente num prisma da inevitabilidade dos países do terceiro mundo só serem competitivos devido aos salários está errado. Cada fábrica que abre num país do Terceiro Mundo para aproveitar apenas os salários baixos e, chocantemente, estarem desprovidas das mais básicas condições de trabalho, prejudica o Terceiro Mundo, agudizando o fosso e, prejudica também os países mais desenvolvidos pela perda de postos de trabalho. Aqui aflorei aspectos como a globalização, o fosso entre países desenvolvidos e o terceiro mundo mas não irei, aqui, aprofundar mais os temas, remeto isso para futuros posts.

Até logo

 
Hoje vou até ao Ribatejo profundo, daí não vou postar masi nada até voltar, até logo.

terça-feira, julho 27, 2004

Deixem o Homem trabalhar

Há coisas que desafiam toda e qualquer lógica possível e imaginária. Após o descalabro, ocorrido no ano anterior em termos de fogos florestais, com uma total e escandalosa falta de coordenação de meios e, também, de meios propriamente ditos, foi criada a agência de prevenção aos fogos florestais sob tutela do Ministério da Agricultura e Pescas. Esta agência foi criada com o objectivo de dotar as autoridades públicas e civis, de meios para a prevenção de fogos florestais, incidindo na criação de infra-estruturas de prevenção por um lado, e por outro, espantem-se, na reflorestação das áreas queimadas. Como podem verificar este ano, a prevenção mereceu um lugar de destaque, surrealista, por parte do executivo do Manel Baroso. Uma das medidas, inteligentes para quem lhes interessa ( comparsas do governo), foi de dotar as autarquias de meios móveis, carros entenda-se, para efectuarem a vigilância das florestas. Apesar de não ser um entendido na matéria, consigo prontamente, enunciar as amplas vantagens que trás um Toyota Yaris para uma correcta vigilância das florestas. Sim é isso mesmo, os veículos mais apropriados para efectuar a vigilância das florestas, segundo o executivo de José Manuel Barroso, foram os Toyotas Yaris, reputadíssimos veículos todo o terreno. Ao que parece, o entendimento do executivo foi o de não dar a alugar veículos todo o terreno para as autarquias porque, agora é que vem a parte mais hilariante, seria uma má opção tendo em conta que, os veículos em causa, seriam conduzidos por jovens. O facto de não ser engenheiro mecânico não me impede de tecer os mais rasgados elogios às qualidades, inegáveis, que um veículo citadino tem ao deslocar-se na floresta. Mais do que isso, proponho que todos os ministros se desloquem em Pick-Up´s pois, estas, por serem mais altas, adaptam-se melhor ao subir constante de passeios na cidade de Lisboa. È bom saber que temos pessoas inteligentes a tomar conta do país. O plano de reflorestação da área ardida no ano passado está em marcha, no lugar da paisagem lunar deixada pelos fogos, surgem agora relvados imensos com dezoito buracos e vivendas estilo nouvelle riche, repondo assim, a beleza perdida daqueles lugares. Hoje, quando via noticiário, ouvi a intervenção do Santana Lopes acerca dos fogos florestais que estavam e estão a lavrar vastas áreas do nosso país. A resposta dada por este à questão levantada por António Seguro, da bancada socialista, sobre o porquê de não ter havido qualquer tipo de comunicação nem medida para acorrer ao descalabro vivido até agora foi que, por via do facto de estarem dezoito distritos a arder, tornou-se difícil dizer o que fosse, fazer então muito menos. Assim não pode ser, deixem o homem trabalhar, Santana Lopes entenda-se. Como tal, proponho a todos aqueles que ateiam e ganham dinheiro com os fogos florestais que, em vez de incendiarem todos os distritos de uma vez só, que o façam de uma forma faseada, ou seja, um de cada vez. Desta forma, Santana Lopes já tem tempo para consultar a agenda e ver se tem tempo para dizer seja o que for e, quiçá, fazer qualquer coisita como enviar os BMW dos ministros para o combate aos incêndios.

Ashoka não estás sozinha

Pegando na ideia da Ashoka ( desculpa pelo plágio), propus-me a editar um comentário que, felizmente, não foi colocado no Raminhos mas sim no Blogotinha que, diga-se em abono da verdade, é um blog porreiro e descontraído, contrastando  os temas da actualidade com os  temas digamos que mais bem dispostos. Por vezes, receber comentários absurdos, infelizmente, faz parte da blogoesfera. No Raminhos, falei muitas vezes acerca do tema Racismo e, o comentário que vou transcrever a seguir, para além de ser racista, tem a particularidade de vir precisamente da supostamente parte mais fraca, ou seja, de alguém que pertence a uma minoria insignificante de brasileiros, espero eu, que concerteza, no dia que escreveu o comentário num post que não tinha nada a ver, estava muito mal disposto.

Eis a fina flor do entulho:

OL� COLONIZADORES BURROS,TUDO BEM??BOM,EU SOU BRASILEIRO,QUE VIVO EM UM PA�S PODRE,MISER�VEL E FEIO....MAS PORQUE O MEU QUERIDO BRASIL É ASSIM??A RESPOSTA É MUITO SIMPLES:PORQUE FOI COLONIZADO PELOS PORTUGUESES....QUE VIERAM AKI NA MINHA TERRINHA,E ROUBARAM TODA A NOSSA RIQUEZA,QUE,NO FIM,FOI TUDO P A INGLATERRA(PORTUGUES É BURRO MESMO).E OS EUA??VOCES J� VIRAM?ELES TAMBEM SAO UM PA�S COLONIA,NAO DOS PORTUGAS,MAS SIM DOS INGLESES...E ONDE OS EUA ESTAO?PRIMEIRA POTENCIA MUNDIA...TEM OUTRAS COLONIAS INGLESAS TAMBAM,COMO:PARTE DO CANAD�,AUSTRALIA....TODOS PA�S RICOS...E AS COLONIAS PORTUGUESAS??BRASIL,ANGOLA,MOÇAMBIQUE...COMO TODA A RIQUEZA QUE VOCES TIRARAM DO BRASIL,HOJE VOCES ERAM P SER O PA�S MAIS RICO DO MUNDO,MAS SAO O MAIS POBRE DA EUROPA...PORTUGAL NÓS DEVE UMA D�VIDA QUE NUNCA PODER� SER PAGA...ALI�S,PORTUGAL E BRASIL SAO A MESMA COISA,A DIFERENÇA E QUE VOCES SE ESCONDEM A� NESSE CONTINETE...O GOSTOSAO Email Homepage 26.07.2004 - 08:55 #

segunda-feira, julho 26, 2004

Corn Flakes

 
Permitam-me que partilhe convosco uma das minhas facetas anti-sociais que, das duas uma, ou é de mim ou a sociedade não faz mesmo sentido.
Corn Flakes! Corn flakes meus amigos! Que história é essa de comer cereais ( que na maior parte das vezes sabem a cartão canelado ) para tirar gáudio da quantidade de vezes que se vai à casa de banho?! Todos os spots publicitários indiciam que os produtos que promovem, ajudam, significativamente, os intestinos a “ limparem-se�. Não acham isto estranho? Será que ir à casa de banho muitas vezes é sinónimo de saúde? Ou será, a partir de agora, um evento social ou socializante? O que é feito das papas de aveia?
A brincar se dizem coisas sérias. O que eu acho preocupante realmente é a perca da boa tradição da cozinha tradicional portuguesa, do tipo mediterrânico, que é bem mais saudável do que as batatinhas fritas, os hambúrgueres que comemos ( eu não entenda-se, mas como faço parte da sociedade enfim…). Tive a oportunidade de ler um artigo que referenciava um estudo efectuado em vários países, dos quais constava Portugal, que indicava que a percentagem de obesos na população juvenil, tem vindo a crescer significativamente. Portugal, a par com a Irlanda, consta na lista dos que têem uma percentagem maior de obesos entre a população juvenil. È preocupante verificar isto pois é uma questão de saúde pública grave. Por outro lado, as crianças são bombardeadas, via televisão, com a noção que o esquelético é bonito ( pode ser, mas não como os modelos fotográficos anorécticos ) criando pressão e doenças preocupantes como a anorexia e a bolemia.

En Gallego

Quando as concepções nacionalistas do século XIX caíram por terra, faz cada vez mais sentido a existência de nações culturais que extravasam largamente as fronteiras físicas impostas pelos Estados. Portugal e a Galiza, desde sempre, partilham uma herança cultural comum de pai para filho. Actualmente, perguntar-se-á se não teria direito, a Galiza, a ser uma nação independente? A minha opinião é simples, criar um estado político com fronteiras físicas, é um contra-senso em termos pois, o que realmente conta é a cultura e o consequente intercâmbio cultural. O que teria que ser implementado? Uma bandeira? Um hino? Não creio que seja isso que se pretende.
O primeiro passo será, de uma vez por todas, instituir o gallego como língua oficial da Galiza, e não, o castelhano. Segundo, seria o estudo do gallego como língua materna. Sou suspeito para falar do tema pois, tenho ancestrais gallegos mas, em Portugal, o que somos todos nós senão gallegos independentes de Espanha.

domingo, julho 25, 2004

Ando a ser seguido de certeza

 
Mesmo quando decido ir ao Castelo do Bode para meter as carnes de molho, deparo-me com o (des)governo de Santana Lopes. Ã‰ impressionante mas verídico, após ter mergulhado na água maravilhosa do Castelo do Bode, vejo-me rodeado de jovens com cabelinho à jovem monárquico, com os seus objectos burgueses, barcos e motas de água, a importunarem quem quer nadar sem levar com um desses objectos na moleirinha.
Estamos a criar um futuro para quem? Para o jovem de barquinho potente e ruidoso que ciclicamente se aproximava da margem com olhar à matador fitando as jovens emigrantes embedecidas? Ou os dois putos a copularem debaixo de água? ( se a moça engravidar vai sair uma sereia ou a aquamen de certeza)
Não peço muito, é só poder tomar banho nas águas frescas do Rio Zêzere, sem me preocupar com os barcos e as motas de água a fazerem barulho e poluição desnecessária.  No entanto, para além e ter que levar com o PSL no governo, levo também com as crias desses tios e tias de bem.
Ribatejano sofre!

sexta-feira, julho 23, 2004

Odisseia no Espaço

A propósito de um post que vi num blog, a ter em conta, o Cacaoccino, recordando que, foi à 35 anos atrás que os Norte-Americanos pisaram a Lua nunca mais voltando desde então ( bem dito). Veio à minha molécula uma ideia, já previamente formulada por mim à uns tempos atrás, que tem a ver com a minha visão acerca do programa Espacial Norte-Americano. Eis o que penso acerca do referido programa:

Não se está a investir o suficiente neste programa, o que é uma lástima. Assim nunca mais teremos o Homem a viver no espaço. Se investissem o suficiente na pesquisa científica e tecnológica, uma preciosa dádiva seria dada ao Planeta Terra. Perguntam-me, ou julgam voçês que me estou a referir à descoberta do Cosmos, não, estou-me a referir a uma colónia espacial na Lua onde poderiam ir para lá todos estes inegrumenos, que só fazem peso no nosso Planeta, de resto não têem serventia nenhuma diga-se, como são exemplo Bush, Portas, Pedro Santana Lopes, Sharon, Blair entre muitos.

One small step for men, one giant step for mankind.

Tenho dito!

Raça humana versus raças humanas

O código genético humano tem vindo a ser revelado pelo HGP ( human genome process). Se questionarmos o porquê da não transformação, de noite para o dia, da ciência da Biologia pela publicação do genoma humano, a resposta reside no facto de que, o conhecimento da sequência dos genes humanos não nos explica como é que genes, e tal sequência, cria organismos vivos aparentemente diferentes. Compreender a forma como o código genético humano é influenciado por factores externos, que não somente biológicos, assume-se como a etapa final e determinante para o estabelecimento de uma teoria explicativa do conceito raça humana. Esta etapa final do estudo do código genético humano irá focar a interacção entre as instruções genéticas do genoma humano e o ambiente celular num contexto ecológico e cultural do crescimento e desenvolvimento do ser humano em todos os locais onde prospera actualmente e ou, prosperou anteriormente. Esta segunda etapa na investigação do genoma humano poderá explicar variações demográficas de populações humanas e até mesmo, o porquê de alguns momentos históricos relevantes na História Mundial. No fundo, o objectivo primacial desta investigação é compreender os mecanismos que geram variações nas características humanas, bem como, os componentes filogenéticos destas mesmas variações, sob as quais foram erigidas as teorias darwinistas. Como tal, rejeito teorias que, apoiadas em estudos biológicos dúbios, possam determinar a existências de várias raças humanas e ou sub-raças. É conhecido, e fundamentado até em termos biológicos e genéticos que, por exemplo, as várias populações europeias partilham em comum o gene mitrocondial, transmitidos pelas mães. Este facto, vem de encontro com a teoria explicativa das 7 Evas europeias, pertencentes a uma população europeia ancestral, que se encontram na maioria das populações europeias com as alterações sofridas entretanto por factores externos como o intercâmbio entre grupos de humanos, e outros factores em estudo ainda. As características físicas, diferentes, entre os vários tipos de populações europeias não podem fundamentar a existência de várias raças mas sim, a desmultiplicação de várias populações entre si, criando características que, não por fundamento biológico, mas sim, por factores que têem a ver com o ambiente e outros, criam uma conceptualização diferente do conceito biológico de Raça. Viemos todos da mesma população ancestral, as variações possíveis, poderão criar características novas ou um regresso a características ancestrais. Um pequeno exemplo: Na Gronelândia um população viking estabeleceu-se nesta ilha. Os registos encontrados através de escavações de sepulturas registaram um dado curioso. Essa população, que se manteve lá durante 200 anos, veio a reduzir a sua estatura média de geração para geração por via de hábitos alimentares que diferiram das populações de onde eram originárias, e do clima.

quinta-feira, julho 22, 2004

Perguntam-me voçês

 
Perguntam-me voçês o que eu acho da utilização de animais para experiências de cosméticos?

hum.........terei que dizer Nâo!

Se há coisa feia é ver um chimpazé com os lábios pintados de batôn, coelhos nem se fala!

Tamos na brincadeira ;)

Santana Lopes e o campeonato de Futebol de sarjeta

Antigamente, os jogos de futebol do campeonato de futebol de sarjeta eram disputados fervorosamente, o êxito desportivo era garantido pela selecção criteriosa dos elementos das equipas em competição. A escolha dos Secretários de Estado do governo do PSL seguiu o mesmo critério, mas, com uma única diferença que irei explicar mais tarde. Os critérios de selecção das equipas que disputavam o campeonato de futebol de sarjeta da minha rua passavam por várias regras implícitas como são exemplo as seguintes: 

O dono da bola tinha sempre a preferência na escolha dos jogadores, caso contrário não havia bola para ninguém.


As posições no terreno eram ocupadas de frente para trás consoante o maior ou menor grau de habilidade dos jogadores. Os mais habilidosos à frente e os mais toscos na defesa.


Os guarda-redes eram sempre os mais toscos de todos os jogadores do “plantel�, sendo um critério importantíssimo o volume corporal do guarda-redes pois, como é conhecido tecnicamente, os gorduchos cobrem melhor os ângulos


As regras do jogo eram ditadas pelo dono da bola, senão acabava o jogo no momento.
 
Nada disto será novidade para todos aqueles que acompanhavam os respectivos campeonatos de futebol de sarjeta das ruas em que cresceram. Agora, vamos analisar o campeonato de futebol de sarjeta do Governo PSL ( a tal diferença que vos falava anteriormente).
 

O dono da bola não tem a preferência na escolha dos jogadores, que tem é o puto queque e enfezado ( Paulo Portas) .


As posições no terreno são ocupadas ao calha, pois, todos os jogadores são, uniformemente, toscos.


Guarda-redes não há pois o buraco é tão grande que nem vale a pena ter guarda-redes.
As regras do jogo não são ditadas por ninguém, a ver pelas asneiras já feitas a poucos dias do início do campeonato, é só jogar a reinar com a malta.
 
Que bons velhos tempos esse do campeonato de futebol de sarjeta que, no meio de toscos ainda haviam alguns virtuosos da bola. Agora, nesta equipa do PSL é só toscos e vamos mas é lutar para não sofrer mais de 10 golos por jogo de certeza absoluta.

quarta-feira, julho 21, 2004

Emigração

Quando se fala em políticas de emigração, mais propriamente, se estas deverão ser mais ou menos restritivas, não se está a atacar o cerne da questão. Não se pode reduzir uma política de emigração com o abrir e fechar de fronteiras aos emigrantes que para Portugal pretendam vir trabalhar. A sua integração na sociedade portuguesa é o aspecto mais difícil e trabalhoso de solucionar. Dizer que somos uns tipos porreiros porque deixamos, de qualquer maneira, entrar e deixar ficar estrangeiros sem condições algumas de integração plena na nossa sociedade não pode significar que exista uma política de emigração.
Sabendo que, várias infra-estruturas vitais para o nosso País foram construídas por emigrantes que em Portugal procuram melhores condições de vida ( por estranho que isso pareça), não podemos esquecermo-nos que estes deram um contributo válido para o nosso país e têem que ser reconhecidos por isso. Não concordo com uma política de fronteira aberta para os emigrantes, por não ser possível aplicar uma política de integração válida para estes. Temos que ver que aspectos como a protecção social, a educação são fundamentais para a integração plena dos emigrantes na nossa sociedade e, atendendo ao sistema de protecção social que temos, e também, com o sistema educativo que possuímos actualmente, não antevejo uma integração eficaz e justa para milhares e milhares de emigrantes.
Os títulos de permanência atribuídos aos emigrantes são castrantes e até certo ponto, impeditivos de uma integração plena na sociedade. Parte-se do pressuposto que a questão da emigração em Portugal não é para ser resolvida mas sim, adiada até ver, esse é o espírito da autorização de Permanência com validade de um ano.
Por último, vou revelar-vos um pormenor, delicioso, de xenofobia estatal portuguesa. Um emigrante, titular de autorização de permanência, quando pretende renovar o seu visto por mais um ano, terá que, forçosamente, mostrar um contrato de trabalho válido e uma folha de descontos para a segurança social que deverá ter, pelo menos, 10 meses de descontos. No caso de o emigrante, não ter 10 meses de descontos porque o patrãozinho não pagou os descontos à segurança social, este terá que regularizar a situação primeiro e, entretanto, até resolver a situação, esperar um mês para nova marcação de visto e assim pagar uma multa de 75 € + 75 € da emissão do visto. Em Portugal, a vítima, ao que parece, é que tem sempre a culpa.

terça-feira, julho 20, 2004

Como uma ideia, aparentemente boa, se torna uma verdadeira cretinice

Há sempre uma, outra medida que, na sua essência, parece positiva. No entanto, após uma análise a todos os contornos que esta envolve, concluí-se que é uma verdadeira cretinice. Após o encerramento das fronteiras terrestres pelo SEF a quando da realização do Euro 2004, a análise efectuada aos resultados das operações foi satisfatória. Segundo o SEF, a hipótese de voltar a fechar, novamente, as fronteiras terrestres foi reconsiderada. Ao que parece, foram detidos uma série de indivíduos com documentação falsa e até mesmo, droga foi apreendida. Até aqui tudo bem mas, vista que tem que ser a questão sob todos os contornos que esta envolve, teremos que concluir o seguinte:
 

A criminalidade verificada nas comunidades emigrantes que vivem em Portugal, não representa nem um quarto da totalidade da criminalidade verificada em Portugal. Portanto, idealizar uma acção que visa controlar a entrada de estrangeiros no país e dessa forma controlar significativamente a taxa de criminalidade no país é preconceituoso e cretino.
A criminalidade verificada durante o Euro foi perpetrada por estrangeiros, mas pouco, ou seja, cidadãos comunitários. Assim o que se pode concluir? Que terá que ser considerada a comunidade inglesa. Alemã e holandesa como comunidade estrangeira, ao contrário do que se verifica actualmente?
Fechar as fronteiras evitará a proliferação das redes de tráfico humano? Se com as fronteiras abertas, o tráfico é crescente, com as fronteiras fechadas, será maior ainda e mais lucrativo para as redes.
 
Em suma, a ideia poderá parecer positiva mas, mais uma vez, como é nosso apanágio, escamoteamos a questão e não investimos no cerne da questão. A política de emigração é o cerne de toda a questão que envolve a criminalidade a ela associada. Quando não se definir, de uma vez por todas, se pretendemos, ou não, uma política de emigração em vez de fogachos repentistas e desumanos, não se poderá diminuir a criminalidade associada à emigração.

segunda-feira, julho 19, 2004

Notícia de última hora

 
 
Vão sair cerca de 100 paraquedistas da base de São Jacinto com destino a São Tomé e Principe com vista a garantir a paz no país.  Depois da descoberta de petróleo em São Tomé e Principe, agora sim é mesmo necessário garantir a manutenção da paz naquele país. Já houve tumultos no país e os paióis de munições foram assaltados o que leva a temer uma guerra civil ou golpe de Estado.

Nem tudo é mau.

 
O novo elenco governativo escolhido por Pedro Santana Lopes, tem, desde já, uma faceta que apela à modernidade. Um exemplo fundamental da modernidade imprimida pelo Pedro Santana Lopes está no Ministério do Ambiente. Luis Nobre Guedes, o novo ministro do Ambiente, foi apelidado de outsider pela Quercus, o que, no meu ver, demonstra falta de visão dessa referida Instituição. Para fundamentar o que digo, traço, desde já, as vantagens nítidas da escolha do Ministro "bem" para o ministério do Ambiente.
 
  1. Um ministro "bem" como Luis Nobre Guedes só pode fazer bem ao Ambiente que, concerteza, será mais selecionado
  2. Finalmente o Jardim Zoológico de Lisboa será um local In da sociedade portuguesa
  3. Os animais selvagens deixaram de o ser pois, a partir de agora, Nobre Guedes vai implementar políticas mais in a todos os animais.
  4. O facto de Nobre Guedes não perceber nada do assunto poderá ser benéfico pois, utilizando a velha máxima " não sabe, não mexe" pelo menos não vai estragar mais o que já está estragado.

Como podem ver, há sempre um lado positivo para todas as coisas.


sábado, julho 17, 2004

Dissertação de algibeira rota

  
  
  
 
Quando reflicto acerca da situação política actual canso-me mesmo antes de começar. Dou por mim a sentir o mesmo que uma equipa de fundo da tabela sente quando já está condenada à despromoção. A apatia é geral e isso reflecte-se na blogoesfera. Os blogs, que anteriormente vociferavam chamas e veneno em doses bem servidas, estão agora, murchos. O que há a dizer sobre a nomeação do Telmo Correia para ministro? Que foi uma surpresa? Que vai ser um descalabro? As respostas são conhecidas, não é necessário dissertar sobre o assunto. Por muita vontade que exista, a critica à situação política actual, cai  na falácia de se tornar um reinventar da roda. O momento que se vive actualmente na blogoesfera está de certa forma interligado com a situação política actual.
A blogoesfera coloca, creio eu, algumas questões a si própria. O que será o futuro da Blogoesfera? Como serão os registos linguísticos? Quais os temas? São questões às quais ainda não tenho resposta mas, pressinto a formação de um gigantesco arquipélago de blogs que, apesar das diferenças entre si, ficarão agrupados em blogs comunitários geridos por vários intervenientes em que os temas serão intimistas ou puramente fictícios.
Já coloquei aqui um post que dizia que o raminhos servia apenas para eu escrever exactamente aquilo que me dava na gana. Reconheço agora, apesar de continuar a pensar dessa forma, que é necessário cuidar de aspectos muito importantes para uma boa comunicação. Não posso negar que, pelo o simples facto de ter o raminhos na Internet,  não esteja a comunicar, ou que, devesse comunicar mais e melhor.  Não posso fugir ao que é evidente, ou seja, terei que comunicar. Este aspecto revelou-se muito mais importante do que eu alguma vez pensava. Apesar de colocar textos que são intimistas, estes, deverão, futuramente, ser mais comunicativos. Para tal, terei que evoluir muito até lá chegar, assim, comunico-vos que, o raminhos será uma plataforma de experiência pessoal até atingir um nível comunicabilidade que eu desejo. Atingido que será, eventualmente, esse nível de comunicabilidade, no lugar do raminhos nascerá outro blog por mim idealizado já à algum tempo mas que, se me permitem a expressão, está ainda em fase de gestação. Posso adiantar-vos que o burlesco será uma ideia que irei explorar, pelo que, poderão vir a conhecer novas personagens.
 
“ Setembro é o teu mês homem da tarde, ninguém morreu mas tudo treme já…� excerto de um poema de Ruy Belo.


sexta-feira, julho 16, 2004

Ao terras gélidas do norte

  
  
 
Tive a oportunidade de ler um post publicado aqui que referia um post, por mim colocado, sobre “ o contributo genético português na Noruegaâ€�, o  que mereceu um comentário num blog de um Português radicado na Noruega. Gostaria de agradecer, desde já a visita, do blogmaster ao raminhos e dizer, em abono da verdade, que o post, obviamente, não pretendia fundamentar a teoria de um real e concreto contributo genético Português na população norueguesa mas sim, o espanto pelo facto de ter sido referido isso pelos próprios noruegueses num quadro exposto na Expo 98 em Lisboa.
Qualquer das vias, tive a oportunidade de ver o blog e aconselho a sua leitura por quem, como eu, comece a nutrir alguma simpatia pela Noruega. A propósito, e para aguçar mais o apetite pelo país, a Noruega tem um rendimento per capita calculado nos 36.000 Euros por ano e tem um taxa de matrículas nas escolas de 98 %, assim vale a pena.

Pauta de classificações

  
  
 
A pedido de várias famílias em Portugal, vou postar algo mais soft. Para dizer a verdade, será algo mais mundano, mais divertido julgo eu.
Como em tudo na vida, há sempre algo que despoleta pensamentos ou devaneios que é o caso do post que vou colocar aqui hoje. No outro dia, após ter efectuado uma chamada para um número de assistência ao cliente, ligaram-me desse mesmo serviço. Um jovenzinho apresentou-se e disse que estava a ligar para efectuar um inquérito de satisfação ao serviço de assistência ao cliente. Até aí tudo bem mas, quando começou a fazer as perguntas, a minha mente perversa começou a dar pinotes de imaginação puramente burlesca. As questões que o jovem colocou, pertinentes para o serviço dele, não tinham nexo algum pois, como vos irei explicar de seguida há coisas que pura e simplesmente não se pode quantificar de zero a dez. A simpatia do assistente, a conhecimento técnico do assistente foram algumas das questões colocadas a mim que, para as responder tive quase a variar entre o responder ao calhas e a resposta tipicamente burlesca.
 
 
Classifique de zero a dez, sendo o zero insatisfação e os dez a satisfação total.
 
Questão nº 1
 
Classifique a simpatia do atendimento do assistente de zero a dez.
 
Hipótese um – resposta simpática - nove valores
Hipótese dois – resposta burlesca – “ tenho que dar um dois porque a sua colega, quando eu a convidei para um jantarzinho a dois seguido de uma noite de sexo luxúria e prazer respondeu-me que isso não estava incluído no pacote. O que é que a sua colega quis dizer afinal? Que não há nada pró pacote ou que tem um pacote diferente dos outros, só atende chamadas? Hum..?!
 
Questão nº 2
 
Classifique os conhecimentos técnicos do assistente, novamente numa escala de zero a dez.
 
Hipótese um – resposta simpática – nove valores
Hipótese dois – resposta burlesca – “ ó amigo e eu que sei da capacidade técnica da moça? Se eu telefonei é porque não vejo um boi da coisa, logo, não posso avaliar seja lá o que for não é?!
 
É claro que não respondi de uma forma burlesca mas sim de uma forma simpática e pedagógica e dei sempre nove valores e no final disse ao assistente que, apesar de ter dado nove valores à moça, isso, não dispensa uma ida a oral ( atenção a oral é diferente de à oral ok?! )

quinta-feira, julho 15, 2004

O Homem das cavernas

Decidi hoje escrever algo diferente, algo mais autêntico, algo mais realista, um história. Como todas as histórias, esta, começa assim.


Era uma vez um rapaz, toxicodependente, que vivia num certo país, e numa certa cidade. Como muitos jovens de sua idade, entrou, compulsivamente, numa espécie de ritual de passagem para a vida adulta. Esse ritual de passagem à vida adulta consistia num internamento numa instituição, com regras rígidas, às quais, devia o jovem, cumprir com zelo e disciplina. E assim foi até um dia em que um episódio, triste, sucedeu nessa instituição. Como o jovem era toxicodependente, e tinha ocorrido um furto de um rádio FM stereo note-se, rapidamente a Instituição deduziu que tinha sido esse jovem a cometer tão vil crime. Como a instituição que se prezava por um código rígido de ética e moral, agiu rapidamente punindo o jovem. Da punição constou um tratamento severo que consistiu num encarceramento do jovem numa cela com dois metros de altura por metro e meio de largura com água à altura da cintura. O jovem foi obrigado a permanecer lá, encarcerado, por seis meses até que a Instituição se apercebeu que tinha cometido um erro. Lamentável foi o erro, bem como, o tratamento sofrido pelo jovem que, ao ficar encarcerado, começou o processo de ressaca, violentíssimo, e como tal, num gesto que de humano só teria se quisesse-se insultar a condição humana, foi-lhe administrado Lagartil , um medicamento ansiolítico utilizado para casos de esquizofrenia catatónica, e ou, aguda.( o efeito deste medicamento é muito forte e provoca um estado de catatónia que consiste na perda total das funções motoras e fisiológicas).
O jovem foi libertado num estado deplorável e, quando pretendeu regressar a casa, não o fez com vergonha e desorientação. Refugiou-se numa caverna às portas de uma cidade onde, pelos locais, foi apelidado como o Homem das Cavernas . Os populares deixavam um prato de comida à porta da caverna e jovem permaneceu lá mais de um ano até que, após um alerta feito à segurança social, a Polícia foi lá buscá-lo. Dos três polícias que tentaram entrar dentro da caverna dois foram feridos com pedras e tijolos na cabeça. O jovem lá saiu da caverna e foi internado numa instituição de recuperação e reinserção social, da ficha de entrada constava que no dia x deu entrada um indivíduo mulato num estado de subnutrição e ninhos de piolhos na cabeça que, inclusivamente, lhe tinha corroído o couro cabeludo. Duas semanas mais tarde, na Instituição em que foi acolhido, deu-se a surpresa, o jovem afinal era branco.
Moral da história não há, cada qual que o faça de consciência própria mas, o propósito desta história foi apenas dar a mostrar uma história que infelizmente é verídica e que eu tive conhecimento depois de começar a colaborar com uma Instituição, a mesma que o acolheu, de recuperação e reinserção social.
Quase que me esquecia, o país é Portugal, a cidade é Coimbra, a instituição que o prendeu é………
A história é triste mas pretendo apenas mostrar o que é que eu vejo por vezes quando olho para a vida do lado de lá da barricada.



Tenham lá paciência

Há dias em que não se pode sair de casa. Hoje, para além de ter que aturar um maluco que me entrou escritório a dentro a queixar-se do Cônsul português de Bruxelas e da Santa da Ladeira, e também, dos bruxedo a que, supostamente, ele está sujeito, tenho que ir dar dinheiro a gulosos, Estado entenda-se.
Prometo postar uma coisita que me lembrou mas, por falta de tempo vou ter que postar mais tarde ok?! ( não que os posts sejam lá grande pistola mas nunca se sabe se o post que aqui vou colocar terá algum jeito e dessa forma salve a honra do Convento ;) )

quarta-feira, julho 14, 2004

Aviso aos mais incautos

Tive a pensar acerca do que tenho escrito, e também, dos temas que tenho escolhido. Noutro dia quando visitava um blogue de um amigo meu, deparei-me com um comentário feito por um indivíduo, no blogue temático acerca de Cabo verde e da Literatura Cabo-verdiana, dirigindo-se ao autor do blog como se este fosse africano. Nada de mal nisso mas, o facto de se ter um blogue que fale sobre �frica não implica que se seja africano. Como tenho vindo a postar textos acerca do Racismo, Homofobia etc... devo dizer para não entrarmos aqui em situações de racismo de peluche o seguinte:

Sou Branco
Sou de Angola
Sou Heterosexual
Sou contra a Homofobia
Sou do Interior, e com muito gosto, não pertenço a nenhum centro urbano...depressivo como Lisboa ou Porto.

Como muitas vezes, confusões são geradas por más interpretações de registos linguísticos. Traço aqui então o rumo, de certa forma, para todos os que visitam e possam vir a visitar o Raminhos.Assim, quando lerem algo que eu poste terão então um visão mais concreta sobre o que pensar acerca do caramelo que escreve as baboseiras que aparecem no Raminhos.
Por fim, resta-me dizer-vos também o seguinte,não tenho o blogue para uma certa espécie de enamoramento narcisico da minha pessoa, pelo que, quando acharem que algum post está uma autêntica bosta digam isso mesmo. E também devo dizer o seguinte, não frequento blogues como reacção hormonal a qualquer que seja o estímulo, faço sim, visitas em que gosto e pretendo partilhar ideias e até mesmo discordar, se fôr esse o caso, das ideias expostas lá.

terça-feira, julho 13, 2004

Vale a pena ler esta letra dos Faithless

Aprecio bastante vários tipos de música, uns pela composição musical, outros pela qualidade das letras dos grupos que a tocam. Faithless entra bem no meu género de música apesar de, a música de dança como alguns temem em incluir tudo o que é electrónico,não ser do meu gosto.

A propósito dos acontecimentos a nível mundial e, do estado de coisas a nível mundial, Faithless presentearam-nos com uma letra extraída do seu último álbum que, a meu ver, diz muita coisa a mim e ao estado de coisas.

My dad came into my room holding his hat
I knew he was leaving,
he sat on my bed told me some facts, son.
I have a duty, calling on me
You and your sister be brave my little soldier
And don't forget all I told ya
Your the mister of the house now remember this
And when you wake up in the morning give ya momma a kiss
Then I had to say goodbye
In the morning woke momma with a kiss on each eyelid,
Even though I'm only a kid
Certain things can't be hid
Momma grabbed me
Held me like I was made of gold
But left her inner stories untold
I said, momma it will be alright
When daddy comes home, tonight
Whether long range weapon or suicide bomber
Wicked mind is a weapon of mass destruction
Whether you're soar away sun or BBC 1
Disinformation is a weapon of mass destruc
You could a Caucasian or a poor Asian
Racism is a weapon of mass destruction
Whether inflation or globalization
Fear is a weapon of mass destruction
Whether Halliburton or Enron or anyone
Greed is a weapon of mass destruction
We need to find courage, overcome
Inaction is a weapon of mass destruction
The skin under my chin is exploding again
I'm getting stress from some other children
I'm holding it in.
We taking sides like a politician
And if I get friction, we get to fighting
I defend my dad, he's the best of all men
And whatever he's doing, he's doing the right thing
It's frightening, but it makes me mad
Why do all these people seem to hate my dad
And if that aint enough now I got these spots
I go to sleep every night with my stomach in knots
And what's more, I can hear momma next door
Explore the radio for reports of war
And all we ever seem to do
Is hide the tears
Seem like daddy been gone for years
But he was right
Now I'm geared up for the fight
And he would be proud of me
If my daddy come home tonight
Listen me calmly
Whether long range weapon or suicide bomber
Wicked mind is a weapon of mass destruction
Whether you're soar away sun or BBC 1
Disinformation is a weapon of mass destruc
You could a Caucasian or a poor Asian
Racism is a weapon of mass destruction
Whether inflation or globalization
Fear is a weapon of mass destruction
Whether Halliburton or Enron or anyone
Greed is a weapon of mass destruction
We need to find courage, overcome
Inaction is a weapon of mass destruction
My story stops here, lets be clear
This scenario is happening everywhere
And you ain't going to nirvana or farvana
You're coming right back here to live out your karma
With even more drama than previously, seriously
Just how many centuries have we been
waiting for someone else to make us free
And we refuse to see
That people overseas suffer just like we
Bad leadership and ego's unfettered and free
Who feed one the people they're supposed to lead
I don't need good people to pray and wait
For the lord to make it all straight
There's only now, do it right.
Cos I don't want your daddy, leaving home tonight

A tartaruga em cima do poste

Devo desde já agradecer à Dany por ter-me enviado este mail com a adaptação de uma velha piada, muito difundida em Angola no tempo colonial. Não pude deixar de postar este texto pois, a brincar a brincar se dizem coisas sérias, e esse também é o espírito do Raminhos.
Enquanto suturava uma laceração na mão de um velho lavrador (ferido por um caco de vidro indevidamente deitado à terra), o médico e o doente começaram a conversar sobre o Santana Lopes. E o velhinho disse: Bom, o senhor sabe... o Santana é como uma "tartaruga num poste" ...
Sem saber o que o camponês quis dizer, o médico perguntou o que era uma “tartaruga num poste". A resposta foi: Quando o senhor for por uma estrada e vir um poste, com uma vedação de arame farpado, e uma tartaruga a equilibrar-se em cima dele, isso é uma "tartaruga num poste". O velho camponês olhou para a cara de espanto do médico e continuou com a explicação:
Você não percebe como é que ela lá chegou;
Você não acredita que ela esteja lá;
Você sabe que ela não subiu para lá sozinha;
Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
Você sabe que ela não vai conseguir fazer absolutamente nada enquanto
estiver lá;
Logo, tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá!

Mais um post englobado na rubrica " Santana, adeus ou vai-te embora"

Por falar em vender a alma.

Surgiu-me uma dúvida acerca desta história de vender a alma. É o seguinte, se realmente alguém vender a alma, presumindo que a tem para vender, poderá receber um recibo? se realmente receber esse recibo, terá que declarar a venda da alma no IRS?

Ora venha daí essa alminha

Que já existem sites que vendem sextoys, carros, casas,crachás e muitas outras coisas bizarras, já eu sabia. Agora, que havia um site onde é possível vender a sua alma é que eu não sabia. A Internet não pára de surpreender.
Já sabem, se pretenderem vender a vossa alma ao Diabo basta clicar neste link.

O que há a fazer

Tenho por hábito não pensar muito no problema e centrar-me sempre na sua resolução. Ultimamente tenho lido muitas considerações acerca das eleições antecipadas que ficaram por convocar. As críticas que li aos vários intervenientes, e em especial a Jorge Sampaio como é óbvio, são autênticos hinos à democracia na forma como explanam os seus argumentos. No entanto, comecei a dar por mim tendo a sensação, de cada vez que lia essas mesmas criticas, que se estava a tentar reinventar a roda. Que houve um atentado à Democracia em Portugal está mais do que visto, não é já um argumento, é um facto inabalável por qualquer ou quaisquer argumentos que se possam utilizar por muita imaginação que se tenha.
Na Sérvia, aquando do regime de Milosevic, surgiu um movimento juvenil apolítico de resistência cívica. O objectivo não era criticar apenas a política, era sim também, fazer ecoar a voz de quem, por muito tempo, tinha vindo, até então, a ouvir os vários políticos nacionais sérvios dizendo a mesma coisa independentemente do seu quadrante político. A organização desse movimento juvenil era secreta por secreta que era qualquer tipo de oposição a Milosevic e seu regime. No entanto, fazia-se mostrar em cartazes, passados de mão a mão, sob a capa de concertos musicais, manifestos publicados em edições periódicas clandestinas, entre outros estratagemas. O interesse nesta história que vos conto tem a ver com um pormenor subtil, ou seja, Milosevic e suas forças opressoras não estão cá em Portugal. Logo, a apatia sentida por vós e por mim também, tem os seus dias contados, pelo menos falo por mim, no Raminhos estará sempre um slogan contra o Primeiro-ministro imposto (e que caro que vai sair esse imposto). Juntos venceremos!
Lutarei pela Democracia no meu país. Serei sempre contra todos os políticos que temos na praça, demagógicos, velhos e gastos. Estou farto desta forma de fazer política de todos os quadrantes, estou farto de partidos do e para o poder exclusivamente e a qualquer custo. Por mim, todos esses revolucionários que deixaram a Democracia solteira no altar para fugirem com a ganância e o dinheiro fácil, terão, politicamente, os seus dias contados.
Proponho assim, que em todos os blogues solidários com a causa da Democracia, seja fixado um slogan contra a imposição de um Primeiro-ministro à força, seja ele quem for.

segunda-feira, julho 12, 2004

Não pode ser sempre coisas tristezas, a malta também tem que se rir

Esta animação está muito bem feita, e porque, afinal rir é o melhor remédio observem bem esta animação

A medalha

A vaidade é um terreno fértil para histórias que envolvem pessoas vaidosas e situações humilhantes para estes. Esta história envolve uma senhora, esposa de um diplomata inglês em Xangai, que recebeu, do presidente da câmara de Xangai, uma medalha com uns caracteres chineses. Anos mais tarde, e de volta a Inglaterra, a referida senhora usou a medalha oferecida pelo presidente de câmara de Xangai, num cocktail oferecido por um político inglês. Na festa, a dita senhora, pavoneava-se com a medalha chinesa até que, em conversa com um senhor, ela vira-se para ele e diz . “ Já reparou na medalha a mim oferecida pelo presidente da Câmara de Xangai? Ele próprio garantiu-me que esta medalha não é oferecida a qualquer um, apenas a pessoas muito especiais.� O senhor inglês, que falava fluentemente cantonês responde-lhe da seguinte forma: “ a Sra. Sabe o que está escrito na sua medalha?� e ela responde: “ Não, por acaso não sei nem me preocupei muito com isso.� Foi então que o sr. Inglês lhe diz o que estava escrito na medalha. “Minha cara, devo-lhe dizer, exactamente, o que está escrito na sua medalha. A medalha diz ipsis verbis o seguinte: Licença camarária de sanidade. Prostitua nº 1�O que se passou a seguir podem imaginar, é desnecessário descrever.

A fala do índio

Sempre me deixei seduzir pela Liberdade, ela puxava de mim a mais profunda devoção. Quando era miúdo via os westerns esperando sempre que os índios ganhassem. No entanto, os westerns, invariavelmente mostravam o “triunfo� da civilização branca sobre aqueles que caracterizavam como maltrapilhos, os índios. Foi partir daí que comecei a nutrir uma enorme curiosidade sobre os índios norte-americanos, mais propriamente, acerca do modo de vida e espiritualidade desses povos ancestrais, desenvolvi um sentido de justiça.
Li alguns livros sobre os índios norte-americanos, como eles foram uma nação, corrijo, várias nações orgulhosas do seu passado e do seu modo de vida. A chegada do Homem de Clóvis, ao continente Norte-Americano, marca a cultura e a forma de vida dos índios norte-americanos tal como a conhecemos actualmente através dos livros de história, e não, de histórias de almanaque entenda-se. Seduziu-me sempre a forma, harmoniosa, como os índios, das várias nações índias norte-americanas, viviam em profunda espiritualidade com a terra e os animais, sagrados, membros plenos de um ciclo de vida no qual o Homem fazia parte, não sendo o todo ou o topo como agora pensa que é.
Admirei sempre a forma prudente como os chefes índios tomavam as suas decisões e também, a forma dura e resoluta como as aplicavam. Nunca esquecendo o Povo e a sua cultura, faziam a guerra, não de uma forma leviana mas sim, de uma forma última em causa que estava sempre a sua sobrevivência e a sua cultura. Gostava que no nosso país, os nossos chefes ouvissem o Grande Espírito, os antepassados, o seu povo. Vou transcrever uma citação de um chefe índio que, apesar de ter sido proferida no século XIX, é actual e mostra o porquê do tão grande respeito e simpatia que tenho por aquela cultura.:

“ O homem sentado no chão, em seu tipi, meditando na vida e no sentido que ela tem, aceitando o parentesco com todas as criaturas e reconhecendo a unidade das coisas do Universo, instilava no seu ser a verdadeira essência da civilização. E quando o homem nativo abandonou essa forma de desenvolvimento, o crescimento da sua humanização viu-se retardado.�

De Lutero Urso em Pé

Tenho muita pena que, em Portugal, os nossos chefes, como o Presidente da República por exemplo, tenham entendido que não deveriam ouvir o seu povo e os seus antepassados na anterior decisão de não convocação de eleições antecipadas, retardando assim o nosso processo de humanização e definhando a democracia.

sábado, julho 10, 2004

El Rei Dom Sebastião de volta e já!!

Se há uma coisa que me deixa completamente possuído de raiva, para além de outras coisas, é chamarem-me de burro sem terem-me dado a oportunidade, de antes, fazer uma burrice.
Sem querer dar muita delonga a este assunto, fétido pelo seu desfecho, cumpre-me, na qualidade de cidadão dizer o seguinte como resposta a uma pergunta feita, sem ser formulada, mas que foi colocada a sobrevoar o discurso de Jorge Sampaio. Não sou burro, aliás, sou burro depois de cometer uma burrice. Se não me deixarem cometer uma burrice, como poderei ser burro? Os burros têem, também, direito a serem o que são e a praticarem aquilo que melhor sabem fazer, burrices. Realmente, a luta incessante pela “ estabilidade política� é cansativa e deve ser acompanhada de intervalos de quatro anos, logo, esta antecipação, em dois anos, de uma luta pela estabilidade política é dura e violenta. Compreendi ontem, pelo discurso de Jorge Sampaio, o que deverá ter sido dito, durante 40 anos, pelo anterior regime, até agora por mim considerado anti-democrático, para justificar e legitimar uma ditadura. O anterior regime primou pela manutenção da estabilidade política com a prossecução das políticas de Defesa (guerra colonial), de Negócios Estrangeiros (isolacionismo internacional). Nós temos, actualmente, um Presidente da República que utiliza os mesmos argumentos.
Fazer crer que os portugueses, 10 milhões, não têem a capacidade de decidir o que é melhor para eles, sendo essa responsabilidade assumida por dúzia e meia de indivíduos representantes de agentes económicos, é uma ideia ultrajante, porca e cobarde. Sr. Sampaio deve ser uma grande maçada convocar eleições.
Alvitrou-se a hipótese de ter sido tomada a decisão de não convocação de eleições antecipadas para aguardar a vinda de El Rei Dom Sebastião. Hoje o céu está nublado mas Dom Sebastião não veio e agora Sr. Sampaio?
Por fim resta-me dizer a todos os muy doutos conselheiros do sr. Sampaio e a ele próprio também que, burro, é vossa excelência e toda essa corja de políticos de manga de alpaca que julgam que pode decidir o meu futuro e da nação onde vivo, sem antes ouvirem a voz de quem lhes paga e os coloca lá no poleiro.
Viva a Democracia! A luta continua, agora é a vez do povo se manifestar e provar a todos esses condores da política ( condores por que são necrófagos e são raros felizmente, os políticos é claro, e não o animal que não fez nem faz mal nenhum a ninguém)que sabe o que quer e, acima de tudo, quer continuar a poder querer o que achar melhor para o seu futuro.

sexta-feira, julho 09, 2004

Não me perguntem porquê

Não me perguntem porquê mas lembrei-me das vezes que, quando era moçoilo, ia roubar fruta aos pomares dos vizinhos e ia ao banho no Rio Tejo. O estranho não é recordar os momentos passados, o estranho é voltar a ter vontade de ir roubar fruta novamente mas com uma nouance. Hoje em dia, se o gajo que me atingiu, de raspão, com uma chumbada de sal, me aparecesse à frente tava feito ao bife comigo. Para além do gajo estar bem mais velho, eu, entretanto, cresci um bom bocado e, aumentei um bom bocado também, a minha massa corporal permiti-me, hoje em dia, dar-lhe uma chumbada de sal na fronha mal amanhada do gajo que, o gajo nunca mais se punha em pé.
Escrevo este post como tributo a todos aqueles piratas de palmo e meio que, saltando de muro em muro, de aventura em aventura, deram o colorido, bonito que é, ao meio rural. Bem hajam ó guerreiros da fruta!

Mar bloguesto

Quando comecei a navegar por entre o mar da blogoesfera, vasto que é, parti com o pressuposto de encontrar o Santo Graal da Liberdade. Não posso dizer que não o tenha encontrado, aliás, para ser verdadeiro com o que encontrei, devo dizer que encontrei vários Santos Graais. Encontrei várias Ilhas dos Amores, em que as musas enamoravam os que lá desembarcavam com um verdadeiro culto do hedonismo de se deixar enfeitiçar. Encontrei alguns Adamastores também mas, no final de contas feitas com a regra de três simples ensinada pelo tempo, conclui que as tais Ilhas dos Amores não passam de ilhas e contemplações de quem procura outra rota que não a da partilha de amores mais intelectuais. Quanto aos Adamastores, não passam de rochedos que falam apenas para as poucas gaivotas que por lá passam à procura não de abrigo nem peixe mas sim, de ventos favoráveis para partirem dali para fora.
Em alguns locais, desse mar, pontos geográficos dispersos num imensidão de mar de gente e ideias, encontrei espelhos que reflectiam imagens daquilo que o espelho quer que seja o reflexo de quem lá passa.
Afinal, como marinheiro que sou nesta blogoesfera, o meu navio parte sempre com nada à partida, à partida não leva nada, firme num movimento contínuo, rota incerta, e na certeza de encontrar alguns portos que me abrigam sempre, e que, dos meus porões nada esperam.
Sigo sempre a rota de uma liberdade que encontro sempre nas ideias e nas pessoas que encontro, mudo a rota quando as tempestades atormentam os vários portos. Esta é a Liberdade que se encontra na Blogoesfera mas, para tal, há que navegar e visitar os portos que nos dão abrigo.
Isto é vago como vago é, o ressentimento que por vezes temos de pessoas que, felizmente não aqui no Raminhos, deixam marcas de pretensa agressão à Liberdade mas o mar da blogoesfera é vasto, e há que seguir a rota. Como tal, pretendo que encontrem no Raminhos um porto de abrigo temporário na rota que cada um pretende realizar. Enquanto cá estão serão bem recebidos, dos vossos porões pretendo apenas as vossas impressões, as vossas ideias partilhadas por quem as quiser.

quinta-feira, julho 08, 2004

Divulguem

No seguimento do post acerca do contributo genético português à população norueguesa, aliás não é bem no seguimento, mas sim, na origem desse post, esteve algo que eu tive a investigar ultimamente, a título de curiosidade, acerca do contributo da ciência da genealogia mais propriamente, à antropologia e vice-versa. O tema pode despoletar debates interessantes se pretendermos navegar algures por entre temáticas como a clonagem, alimentos transgénicos e outros. No entanto, o meu interesse foi cativado pela relação estreita entre a genealogia e a antropologia.
O desenvolvimento do estudo do genoma humano levou à alteração de alguns conceitos, e ou, preconceitos que existiam na Antropologia que, até então, estavam confinados aos compartimentos das teorias por confirmar ou provar. Assim, o conceito de Racismo sofreu uma alteração drástica em termos de abordagem e estudo do tema/conceito. Com a comprovação técnica, por parte da genealogia, de que o mito das várias raças humanas, não existia cientificamente por virtude de não haver uma ligação estreita entre as diferenças físicas verificadas entre os vários povos que habitam os vários continentes e a existência de raças diferentes pois, o que se revelou foi que, por muito espanto e polémica que isso tenha gerado, as várias populações humanas partilham antecedentes genéticos que invariavelmente desembocam em �frica, local de origem dos povos humanos modernos. Entretanto, importa referir que, na Europa o conceito de raça humana, ou melhor, da existência de várias raças humanas, assentou em teorias neoclássicas criadas em pleno século XIX que legitimaram, durante décadas, vários conflitos entre nações. A gravidade da situação assenta-se no facto de que, actual, ainda subsiste esse tipo de teorias bacocas ( já lá vão dois séculos, já é tempo de mudar não acham?).
Visto que existe uma raça humana, somente, e que todas as populações humanas têem um grau de parentesco elevado e, acima de tudo, todas as populações, salvo algumas excepções isoladas, tiveram contactos entre si, a noção de que um país se distingue dos mais pela existência de um povo com características específicas em termos raciais, está redondamente errado. Como escrevi num post anterior, o conceito de racismo está ligado actualmente, em termos técnicos antropológicos, com discriminação sobre os variados pontos de vista que não somente com as diferenças físicas evidentes ou não. Homofobia, xenofobia, sexismo, machismo, feminismo e outras considerações discriminatórias feitas com base não incapacidade de aceitar a diferença, por muito válidos que possam ser os argumentos, fazem parte do que é actualmente o conceito de racismo. Como tal, quando se fala em racismo, pode-se fazê-lo em relação a todo o tipo de discriminação.
Em suma, o objectivo deste post visa, essencialmente, a desconstrução do conceito de racismo no âmago da questão, ou seja, o conceito da existência de várias raças humanas. Assim proponho a todos vós que concordam com o que está aqui escrito que, quando ouvirem alguém teorizar acerca da diferença entre as várias raças que, amavelmente, expliquem que existe uma só raça e como tal, a discriminação tendo por base apenas a diferença de tom de pele, digamos que, é idiota.
( Para melhor complementarem os vossos conhecimentos acerca desta temática aconselho a leitura da Revista Antropológica disponível na net)

quarta-feira, julho 07, 2004

Curso de Formação

Recebi mais um daqueles mails com imagens e piadas engraçadas mas, ao contrário dos muitos que apago pura e simplesmente, este, despertou-me a atenção. Este mail traz a divulgação de uma acção de formação dirigida aos Homens mas, atenção senhoras, não se riam muito porque senão ainda sobra para vós. Os homens, à semelhança das mulheres necessitam de alguma orientação para uma convivência sana e pacífica. Assim, começo por propor uma acção de formação cujos destinatários são os homens, a realizar num local a combinar e com inscrições ilimitadas.
Eis o programa da acção de formação:


1º Dia

Como encher as formas de gelo, passo a passo, com apresentação de slides.

2º Dia

Sobre o rolo de papel higiénico. Será que nasce no porta-rolos? Mesa redonda

3º Dia

É possível urinar levantando a tampa da sanita? Se é possível, será também não urinar a tampa? Método Demonstrativo

4º Dia

Diferenças fundamentais entre o cesto de roupa suja e o chão. Gráficos e apresentações gráficas demonstrativas das diferenças encontradas.

5º Dia

A louça do almoço levita sozinha até à máquina de lavar louça? Exemplos em vídeo

6º Dia

O comando da televisão é um elemento de identidade masculina?

7º Dia

Oferecer flores à namorada ou esposa não é prejudicial à saúde, é caro mas não faz mal.


Como já referi as inscrições são ilimitadas.
Por último, as senhoras não devem rir-se muito porque ainda é capaz de sobrar para elas ;)

terça-feira, julho 06, 2004

Eles agradecem e nós retribuimos o gesto.

Quando visitei a Expo 98, deparei-me com um quadro no pavilhão da Noruega que me despertou a curiosidade. No pavilhão da Noruega, no meio de alguns quadros com fotografias de paisagens bucólicas, à norueguesa, havia lá um quadro cujo título despertou-me a curiosidade. Dizia: “ O reino da Noruega agradece Portugal� e eu fiquei curioso em saber que raio é que nós fizemos lá pela Noruega para os tipos agradecerem, então, comecei a ler o resto do quadro que dizia o seguinte: “ O reino da Noruega agradece o contributo genético português na população norueguesa, deixado pelos pescadores de bacalhau portugueses que naufragavam e eram acolhidos pelas populações costeiras. Desta forma, os portugueses contribuíram para a riqueza, e beleza, da população litoral norueguesa.�
Ora, desde já, importa agradecer, ao reino da Noruega, o elogio que, antes de mais, revela bom gosto por parte dos noruegueses ao apreciarem a beleza portuguesa. Depois, temos que, humildemente, dizer aos Noruegueses que foi um prazer contribuir para a herança genética da Noruega (imagino o prazer que não terá sido). Aliás, envio daqui, o nosso muito obrigado a todos os países que deixaram que nós, portugueses, tenhamos deixado o nosso humilde contributo, e também, agradece a todos os países que contribuíram também para a nossa beleza genética ( temos umas beldades muito exótica por causa disso, aí temos temos).

Ó senhora ministra cadê o dinheiro que paguei a mais?

Pois é, isto de "benesses" do governo tem muito que se lhe diga. Quando a ministra anunciou o alargamento dos prazos para a entrega do IRS, eu, pensei logo que iria haver marosca. E realmente há marosca, o sindicato dos trabalhadores das Finanças diz que o processamento das notas de liquidação, onde constam os reembolsos, estão a ser processadas a um ritmo normal, ou seja, à semelhança do ano transacto já deveria ter recebido a minha guita. O facto é que ainda não recebi e ao que parece, posso vir a receber até 31 de Agosto por via da Lei que regulamenta os reembolsos a título de IRS, que diz que o Estado tem três meses para proceder ao reembolso à data do último dia do prazo de entrega das declarações. ora como o prazo foi alargado, já se está à espera do que vai acontecer, ou seja, quem estiver a fazer conta do reembolso para um reforçozinho de férias ou do orçamento tá feito ao bife.
Quero o meu dinheiro de volta e com juros Ó xoura ministra!!!

segunda-feira, julho 05, 2004

E agora?

Após a derrota de Portugal, na final, contra a Grécia temos que pensar agora no que é realmente importante em vez de estarmos, novamente, a criar discursos de aclamação por uma vitória moral no Euro 2004. A organização do evento foi um sucesso, está comprovado não só por nós, mas também, por todos os delegados da UEFA e FIFA que se deslocaram a Portugal para verem o EURO 2004. Isto é um facto, como é também, o facto de que a Grécia saíu vencedora do Torneio com uma vitória sobre Portugal, país anfitrião.
O outro lado de qualquer questão é sempre intrigante e profícuo em atribulações e surpresas. Terá Durão Barroso pensado que Portugal iria ganhar o Euro 2004, deixando assim passar ligeiramente a confusão instalada por causa da sua demissão? E agora Sr. Sampaio, vai apelar à "estabilidade" e não convocar eleições antecipadas?.
Fiquei óbviamente triste com a derrota mas não consigo fazer discursos de vitória moral quando, perdemos a final do Euro 2004, numa oportunidade que dificilmente se repitirá, ou melhor, repitirá concerteza, mas com maiores dificuldades. O que me deixa revoltado é a simpatia imposta pelo fair-play que temos que ter apesar de termos falhado desportivamente. Já me está a doer a cabeça só com a expectativa de ter que ouvir as visões muy dotas dos milhares de treinadores de bancada, a explicarem o porquê da derrota. Não quero isso, quero sim soluções, ou seja, o que vamos fazer para a qualificação para o Mundial de 2006. Uma renovação está in order.

domingo, julho 04, 2004

O que irá acontecer?

Neste fim de semana duas coisas deixam-me na espectativa. Uma é o resultado da selecção nacional no jogo de hoje, a outra é a decisão do presidente da República em relação à questão de eleições antecipadas ou não.
Esta luta intrapartidária ( no PSD ) deu uma nova dimensão, real e concreta, do que é necessário fazer para conservar esse bem tão escasso que é o Poder. De velhos conflitos viscerais entre as várias facções, dentro da Laranja, viu-se o apelo à bandeirinha crescer, ou seja, de ódios antigos encheu-se o velho baú, substituindo as rivalidades por uma paz podre mas de bandeirinha em punho. A bandeirinha do poder move montanhas, na última semana falou-se muito num apelo a um gigante adamastor intitulado estabilidade política ou governativa. Na democracia, não há estabilidade governativa por inerência, existe sim, paz governativa por votos de 4 em 4 anos. As eleições servem para ditar a voz do povo acerca deste ou aquele projecto de governação que, será sempre encabeçado por alguém. Qual o receio de eleições? perder o poder? pois bem que o percam ou o ganhem se o merecerem mas deixem o Povo decidir o que quer do seu futuro.
Por último, na passada semana ouviram-se vários argumentos pró e contra a convocação de eleições antecipadas mas o que mais me captou a a tenção foi o "argumento" de que, após um reunião com vários representantes das corporações empresarias na sede do PSD, os empresários apoiavam, largamente, a não convocação de eleições antecipadas. Sim senhor com esse argumento é que me calaram!! os empresários são contra as eleições antecipadas e agora o que fazer, como argumentar?! Que bestialidade! a este argumento respondo da seguinte forma: Vozes de burros não chegam ao céu! e atenção que não tenho nada contra o animal.

sexta-feira, julho 02, 2004

Assim fiquei mais descansado.

Ora de acordo com as palavras de Alberto João Jardim, a crise política instalada em Portugal, não é nada mais, nada menos que uma cabala inventada pelos lisboetas ociosos, sedentos de poder e tachistas. Quem fala assim não é gago, é parvo, mas isso todos nós já sabemos ditas por quem foram estas declarações. Pelo que eu fiquei a perceber, do que disse Alberto Jardim, após competente tradução para português perceptível e sem gatafunhos impregnados de hálito a poncha, que o problema instaurado com a possibilidade de Pedro Santana Lopes ser nomeado Primeiro Ministro, é o facto de este, ser Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Ó Santana não devias ter saído do Casino da Figueira da Foz, perdão, digo, Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Um termo, muito original, utilizado, ultimamente, foi o de Golpe de Estado Constitucional. É um conceito muito sui generis pois, ao que eu saiba, qualquer acto consagrado constitucionalmente, como é o caso de eleições antecipadas, não é um golpe de Estado a não ser que, o Arikiri, seja um acto constitucional consagrado. Acho piada a todos aqueles, muy doutos, economistas, dizerem que é perigosa para a estabilidade orçamental, uma crise política que as eleições antecipadas poderiam trazer. Não podia estar mais de acordo com tamanha patranha intelectualóide seguidista da política globalista Norte-Americana ( estava a brincar é claro que não concordo). O importante é continuar a baixar a inflação para que o Euro, não suba mais do que já tem subido em virtude de uma guerra criminosa fomentada pelos Estados Unidos, no Iraque. É que os Estados Unidos, com a guerra que estão a alimentar, estão fazer circular quantidades enormes de dinheiro para pagar o esforço de guerra que, inevitavelmente, faz com que a inflação suba e, consequentemente, o dóllar suba também. Por cá, os europeus, insistem em controlar os déficits orçamentais para não colidir com a política externa Norte-Americana. E nós cá vamos andando com a cabeça entre as orelhas.
Pedro Santana Lopes no que pareceu ser o seu discurso de posse como Primeiro-Ministro já garantiu que o combate ao défice orçamental irá continuar e que a coligação com o PP, amigo, é vista com bons olhos.
Não consigo conter uma brejeirice, desculpem-me mas lá vai PQP a esta ..erda toda

quinta-feira, julho 01, 2004

Engenharia Social

A fraude com recurso à “engenharia social� usa a psicologia da influência para levar o alvo, alguém, a atender e a executar um pedido que lhe dirige, normalmente de forma indirecta.
A “Engenharia social� ou “arte de enganar� recorre a métodos clássicos para iludir, por exemplo através da sedução, aplicando-os em grande escala, recorrendo à Internet, e é imune a todas as medidas de segurança de cariz técnico que implemente para reforçar a segurança de um computador - actualização frequente de software, aplicação de patches de segurança, utilização de anti-vírus com actualização periódica.
Esta foi uma mensagem de uma Instituição bancária Portuguesa sobre as fraudes cometidas via Internet. No entanto, quando li esta mensagem, não pude evitar deixar de me lembrar de outros casos que não os da Internet. Lembrei-me da política Portuguesa, e mais propriamente, de alguns políticos da praça, ou de praça, que abundam muito neste país.
Os canais são outros mas a filosofia de acção é quase a mesma. Nunca vi, em portugal, uma imprensa tão manipulada, e manipuladora, como a que temos hoje. Digo isto sem esqueçer do período obscuro do Regime fascista mas, convinhamos que, na altura não havia informação mas sim propaganda do regime.

Thank you very much, brigadinhos voltem sempre

“...o que importa não é sermos bonitos e galantes, há lá tantas formas de se compor uma estante…� este excerto pertence a um poema de Mário Cesariny, o que quer dizer ou não, é irrelevante, há lá tanta forma de se compor uma estante. Procuramos de certa forma materializar uma matriz de valores próprios, de registos de significação em tudo o que fazemos na vida quotidiana. Para além do ar existe, um ou vários, compartimentos onde navegamos com uma rota incerta. Procuramos os melhores ventos, escolhemos os nossos próprios ventos e seguimos de uma forma ou outra. Nas nossas palavras buscamos significação, jogamos, trocamos, compreendemos estilos, criamos estilos e o que resta no final é o que sempre foi, o que sempre lá esteve. Procuramos o mesmo poço onde, quando éramos crianças, nos debruçávamos perguntando ao eco o que este tinha para nos dizer. A escrita é um acto de amor por excelência, revela o que nós somos, o que não somos, não pelas palavras, estilos ou significação, mas porque cuidamos, porque partilhamos.
Não sou muito de efemérides mas estou em crer que o Raminhos já deve ter pelo menos um mês de existência e assim, como não podia deixar de ser, agradeço a todos aqueles que o visitaram e participaram nele. Quero agradecer, em especial, à Joaninha, Ashoka, Játon, Silvenius, Tiago, Riduka e todos os outros que participaram ao comentar alguns dos posts aqui colocados, e à Joaninha em particular, pela sua participação como post “ o Elogio�.
Da minha parte prometo tornar o Raminhos cada vez melhor, com menos gaffes e imprecisões. De resto, o conteúdo vencerá sempre sobre a forma. Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa muito pouco formal e até mesmo convencional. Sou um cromo ehehe!
E não se esqueçam, voltem sempre, a gerência agradece!

a César o que é de César, a Deus o que é de Deus

Geralmente recebo inúmeros mails com autêntico lixo informativo mas, este é uma excepção por ser, de uma forma, educativa e elucidativa, engraçado. Zelo sempre pela máxima que diz: “a César o que é de César, a Deus o que é de Deus� mas, há culturas neste planeta, como é o caso da dos Estados Unidos, que ainda não saíram do século XIX. De seguida irei postar uma história ocorrida nos EUA acerca daqueles inúmeros programas de rádio fundamentalistas cristãos. Aproveito para referir que, esta história, apesar de ridícula não serve o propósito, pessoal, de ridicularizar quem segue a Escrituras Sagradas pois, pessoalmente, não pretendo, de forma alguma, ferir as susceptibilidades de quem é crente. Certamente, quem é crente, realmente crente, sem doutrinação de qualquer, ou algumas, igrejas, percebe o que estou a dizer.

Eis a história:

De homossexualidade & preconceitos (Sob o nome de Deus como álibi!)Recentemente, uma célebre animadora de rádio dos EUA afirmou que a homossexualidade era uma perversão: «É o que diz a Bíblia no livro do Levítico, capítulo 18, versículo 22: " Tu não te deitarás com um homem como te deitarias com uma mulher: seria uma abominação". A Bíblia refere assim a questão. Ponto final», afirmou ela.Alguns dias mais tarde, um ouvinte dirigiu-lhe uma carta aberta que dizia:
Obrigado por colocar tanto fervor na educação das pessoas pela Lei de Deus. Aprendo muito ouvindo o seu programa e procuro que as pessoas à minha volta a escutem também. No entanto, eu preciso de alguns conselhos quanto a outras leis bíblicas. Por exemplo, eu gostaria de vender a minha filha como serva, tal como nos é indicado no Livro do Êxodo, capítulo 21, versículo 7. Na sua opinião, qual seria o melhor preço? O Levítico também, no capítulo 25, versículo 44, ensina que posso possuir escravos, homens ou mulheres, na condição que eles sejam comprados em nações vizinhas. Um amigo meu afirma que isto é aplicável aos mexicanos, mas não aos canadianos. Poderia a senhora esclarecer-me sobre este ponto? Por que é que eu não posso possuir escravos canadianos?
Tenho um vizinho que trabalha ao sábado. O Livro do Êxodo, capítulo 25, versículo 2, diz claramente que ele deve ser condenado à morte. Sou obrigado a matá-lo eu mesmo? Poderia a senhora sossegar-me de alguma forma neste tipo de situação constrangedora?
Outra coisa: o Levítico, capítulo 21, versículo 18, diz que não podemos aproximar-nos do altar de Deus se tivermos problemas de visão. Eu preciso de óculos para ler. A minha acuidade visual teria de ser de 100%? Seria possível rever esta exigência no sentido de baixarem o limite?
Um último conselho. O meu tio não respeita o que diz o Levítico, capítulo19, versículo 19, plantando dois tipos de culturas diferentes
no mesmo campo, da mesma forma que a sua esposa usa roupas feitas de diferentes tecidos: algodão e polyester. Além disso, ele passa os seus dias a maldizer e a blasfemar. Será necessário ir até ao fim do processo embaraçoso que é reunir todos os habitantes da aldeia para lapidar o meu tio e a minha tia como prescrito no Levítico, capítulo 24, versículos 10 a 16? Não se poderia antes queimá-los vivos após uma simples reunião familiar privada, como se faz com aqueles que dormem com parentes próximos, tal como aparece indicado no livro sagrado, capítulo 20, versículo 14?
Confio plenamente na sua ajuda.

quarta-feira, junho 30, 2004

Não podemos papar tudo o que nos aparece à frente

Sem cair em tentação, os últimos acontecimentos políticos em Portugal são propícios a clivagens ou ao reforço das mesmas. A saída brusca, mas não súbita, de Durão Barroso foi o corolário de uma forma de estar e de fazer política que, em muito faz de Durão Barroso, seu representante e mestre. Não se pode deixar de evidenciar que, Durão Barroso, apesar de ter sido a 4ª escolha para o cargo que irá assumir, não deixou de se insuflar e de ver esta nomeação como a oportunidade de se ver livre de um governo que o iria crucificar, por mera retaliação, pelo que este tem vindo a fazer ao país. Não se pode esquecer do discurso de posse do ex-primeiro-ministro que disse que o país estava de tanga e que reforçou a necessidade de reformas, que não se viram, por via do facto do País estar de tanga.
Quando se apela à Esquerda unida para fazer frente à suposta hípotese de nomear Pedro Santana Lopes, é importante referir que, a Esquerda, sempre teve unida no propósito de fazer valer os direitos e as garantias dos cidadãos na Democracia, enferma que temos no nosso país, mas que existe e quer-se mais forte. As formas e os propósitos, de cada um dos partidos de esquerda podem divergir entre si mas, convergem determinantemente na busca, incessante, da democracia plena em que o diálogo e o escutar as apreensões do povo são determinantes práticas das políticas desses partidos. Mas, como disse já, é necessário não cair em clivagens latentes por diferenças políticas, que são óbvias, mas que no fundo pretendem, ou deveriam, atingir a prosperidade e segurança de uma sociedade livre e Democrática, esquerda ou direita. Digo isto apenas porque na Direita, apesar de raros,existem exemplos de democracia como é exemplo Freitas do Amaral ( vide carta aberta publicada no jornal Público de 28/06/2004).
As eleições antecipadas são o espectro mais que provável para o futuro político em Portugal, resta saber se serão em Setembro, Outubro ou Novembro. No entanto, é importante referir que as eleições antecipadas não são a única novidade. Enquanto nos digladiamos entre aqueles que pretendem permanecer nos seus cargos e os outros que pretendem a democracia plena em acção, o Sr. Durão Barroso, deixou-nos um legado que se vai repercutir no futuro e que trará profundos inconvenientes ao nosso futuro e ao futuro da Europa. A nova Constituição Europeia, já assinada e rectificada pelo Governo em Salónica, vai trazer uma forma de condução política impregnada nos ideais da Direita Conservadora Cristã por via de dois factos. O primeiro tem a ver com a rectificação que o Governo, ou melhor, ex-governo, fez do tratado que rectificou o texto da Constituição, e, em segundo lugar, o facto de termos, actualmente, uma maioria no Parlamento Europeu do Partido Popular Europeu. Não é necessário uma análise muito aturada para compreender que, através do que foi a reunião da NATO em Istambul, a política externa europeia, fundamentada e apoiada na Nova Constituição, vai privilegiar o combate ao terrorismo sob as premissas que têm vindo a conduzir o conflito no Iraque, ou seja, mesmo que no seio da Europa possam surgir vozes contra um conflito análogo ao do Iraque, os países europeus que pretenderem, mesmo assim, violar os princípios que deverão nortear a nova Europa, e a Democracia em geral, bem como o Direito Internacional, podem-no fazer porque dispõem do direito a veto de decisões que digam respeito à política externa de cada um dos países membros. Mais, Portugal, apesar de ter uma Lei que penaliza o Aborto, nunca poderá ver essa Lei contrariada por via do facto de que a Nova Constituição prevê que cada Estado Membro tenha o direito de reservar a sua legislação para o respeito dos seus usos e costumes, e após a assinatura da Concordata com o Vaticano, pode-se adivinhar que os usos e os costumes em Portugal, em matéria da despenalização do aborto, são católicos, ortodoxos e violadores de princípios básicos da liberdade e do Estado de Direito.
Esta será a primeira de várias rubricas onde procurarei explanar os prós e os contras de uma Constituição que irá a referendo sem que tenha havido qualquer tipo de debate para a organização dos princípios básicos que irão nortear uma tão necessária e imprescindível Constituição Europeia. Por último, resta-me referir que apenas 30% da população portuguesa se afirma como sendo católica praticante, porque os restantes, divididos por outras confissões religiosas, são ao que parece católicos culturais. Não me vejo numa missa católica como quem vai a uma peça de teatro mas enfim.

terça-feira, junho 29, 2004

A verdadeira história da nomeação do presidente da União Europeia

Por detrás de cada acontecimento há sempre um lado secreto. Desta feita, a escolha do candidato perfeito para a presidência da União Europeia não foi excepção.
Fontes seguras em Bruxelas revelaram-me uma história inquietante envolvendo dois candidatos presidências em que um dos candidatos foi preferido em detrimento de outro, por motivos que eu classifico como sendo, no mínimo, injustos. Estamos nada mais, nada menos do que a falar de Durão Barroso e Elmer Fudd.
Aqui vamos revelar os relatórios de ambos candidatos, e ler com espanto, a quantidade de injustiças perpetradas ao tão nobre candidato, Elmer Fudd, para benefício explícito e descarado de Durão Barroso. Ora eis o relatório elaborado sobre ambos os candidatos traduzido para português.

Candidato Presidencial número um:

Nome: Durão Barroso
Background Político: Activista do PCTP-MRPP enquanto jovem, lambe botas mais tarde num partido indefinido entre o que der mais votos, esquerda ou direita.
Qualidades Intrínsecas: Faz de ludibriar uma arte, tem o condão de desaparecer quando a situação está muito perigosa crê-se que seja o Houdini do século XXI. Tem uma predilecção especial pelo poder e é bem comportado. Faz tudo o que lhe mandarem e é obediente como um cão.
Ponto negativos: Quando mente tremelica do olho esquerdo, tem a tendência de agravar as asneiras que faz quando as tenta explicar. Consegue manter um discurso durante horas sem adiantar absolutamente nada, qual condor a circular sobre a carcaça.

Candidato Número dois


Nome: Elmer Fudd
Background Político : Que se saiba não possui qualquer historial político definido e deliberado. Participou em algumas curtas-metragens norte Americanas durante a Segunda Grande Guerra.
Qualidades intrínsecas: A tenacidade e o espírito de luta são o seu cartão de visita. � mais de sessenta anos que persegue o mesmo Coelho sem desistir, apesar dos seus confrontos com o referido Coelho serem sempre bastante duros e explosivos.
Pontos menos positivos: Não se lhe conhece qualquer tipo de orientação política senão a orientação dos indivíduos que, ocasionalmente, o desenham, pelo que, os intermediários aqui poderão constituir um problema sério. A sua fixação pela perseguição a aquele coelho poderá trazer alguns problemas. Apesar de ser muito fácil convencê-lo que o coelho não existe, existindo sim um outro coelhinho chamado terrorismo, é de crer que Elmer Fudd ficaria tão fixado pelo coelho, ou melhor, no terrorismo, que poderia querê-lo só para ele. Queremos um cãozinho de caça que abata a presa e a traga, a abanar o rabo, à espera de uma mísera recompensa.

Analisados os perfis dos dois candidatos eis o que escreveram e a decisão que tomaram.


“…è a nossa convicção que o candidato Durão Barroso seja o candidato perfeito para o cargo por um motivo, forte no nosso ver, e que determinou a nossa decisão. Durão Barroso, ao contrário de Elmer Fudd, não quer o Coelho só para ele. Motiva-se apenas com a noção vaga de poder e é mais fácil de manipular comparativamente com Elmer Fudd que necessita de um batalhão de desenhadores para meter o boneco a discursar. Assim escolhemos o boneco Durão Barroso por ser mais obediente e economicamente mais viável, enquanto a tecnologia dos cartoons não trouxer uma solução economicamente mais viável…�

Ora como a vós, também a mim me chocou tamanha injustiça perpetrada contra tão nobre e simpática personagem como é Elmer Fudd. Como tal, movi-me do propósito de fazer aqui um petição a favor de Elmer Fudd, intitulada:

Elmer Fudd to the Presidency or burst !

Conto com o vosso apoio para uma possível candidatura, de última hora, de um candidato que fará de certeza absoluta melhor figura que Durão Barroso.



I´ll be the puésident!!
That´s all folks!!