terça-feira, setembro 14, 2004

Ouvi dizer que....

Vou transcrever um artigo publicado no semanário “ Vida Económica�, e não assinado, na edição de sexta-feira 10 de Setembro de 2004. Este artigo suscitou-me bastante curiosidade pelo facto de expor o outro lado da política e mais propriamente, o outro lado de um político que foi nomeado para Primeiro-Ministro.
A questão do financiamento dos partidos já veio à baila por diversas vezes, e por diversas vezes foi remetido para um canto. Quando se fala na possibilidade de não autorizar, que um Partido político Português ( Partido Comunista Português), se auto financie através de uma Festa anual, é estranho que esse partido por sua vez seja financiado por grupos privados, cujos objectivos não são muito claros, ou pelo menos parece. Relembro que o Grupo Amorim é detentor da exploração de jogo do Casino da Figueira da Foz, e de repente lembrei-me do Casino de Lisboa, não sei porquê?

Eis o artigo, e as elações que poderão tirar aplicam-se também aos outros partidos políticos portugueses, pelo menos alguns:

"O Primeiro-Ministro Santana Lopes vai presidir à inauguração do Centro Comercial que, em meados de Outubro, o Amorim inaugura em Vila Real.
É um sinal da importância de um investimento, o maior de sempre em toda a região transmontana, e que criará mil postos de trabalho directos, e de que os amigos nunca se esquecem.
Santana cimentou uma amizade sólida com Américo Amorim quando foi presidente da Câmara Municipal de Figueira da Foz e o grupo empresarial foi apontado como um dos principais financiadores da campanha de Santana em Lisboa.
Pedro Passos Coelho, o ex-dirigente do PSD que enveredou pela gestão, tomou-se director financeiro da IP-Holding. Afastado da política, Pedro beneficia dos conhecimentos que lhe ficaram da actividade partidária. Foi Ângelo Correia quem terá sugerido o seu nome a Ilídio Pinho. Ângelo sempre foi um dos amigos mais próximos de Ilídio que, mais uma vez, terá seguido a sua recomendação.
Manuel Teixeira, que transitou da administração da Lusomundo para chefe de gabinete de Rui Rio, conserva a sua carteira profissional de jornalista e recorre à Casa da Imprensa, apesar de não exercer jornalismo há muitos anos. Aparentemente, os órgãos que fiscalizam tal atribuição consideram que as suas funções são compatíveis com a posse desse título. Quando se descartou da sua assessora Sara Fina, o PGR Souto Moura sempre se referiu a ela como jornalista. Se para uma personalidade sábia como o PGR jornalista e assessora é a mesma coisa e se um dos candidatos a bastonário à Ordem dos Advogados (Marinho Pinto) é igualmente jornalista, é difícil encontrar no país alguém a quem deva ser vedada a atribuição dessa famigerada carteira.
Depois da extinção da Edição Minho, o "Público" vai acabar com a Edição Centro. A lógica do jornalismo de proximidade num mundo globalizado sofre mais um forte revés, depois das experiências fracassadas do "Diário de Notícias" para se impor no Porto e do recuo do "Correio da Manhã" que chegou a estudar o reforço da sua delegação no Norte. O "Público" que nasceu com duas sedes e duas edições -Porto e Lisboa -, perde a batalha da província e regressa ao modelo inicial, logo agora que a descentralização de secretarias de Estado testa a política da proximidade."

E assim se vai andando com a cabeça entre as orelhas.



domingo, setembro 12, 2004

É fogo que arde sem se ver

Arde em Portugal, desde há muito tempo, um fogo descontrolado sem perspectivas de ser extinto nos tempos mais próximos. A velha batalha sobre quem é que poderá ter mais culpas no cartório, e neste caso refiro-me à baixa produtividade que se verifica nos vários sectores da vida económica portuguesa, veio novamente à baila com as declarações de Pedro Santana Lopes a propósito dos aumentos de salários para o próximo ano. Este anunciou que só eram possíveis com um aumento de produtividade por parte dos trabalhadores portugueses. Desnecessário será dizer que os aumentos salariais em 2005 serão obviamente baixos e muito áquem de que seria minimamente exigível.
É muito demagógico falar-se nas causas da baixa produtividade em Portugal, apontando os trabalhadores portugueses como fonte inesgotável de causas e razões para explicar tudo o que vai mal. Quando em Portugal se verifica que a esmagadora maioria das empresas utilizam ainda tecnologia atrasada com vista a conseguirem ser competitivas, até ver, pelo binómio produção/salários baixos, não é de espantar que a produtividade média dos trabalhadores portugueses seja baixa comparativamente com a de outros países. Em vez disso, pretende-se um esforço adicional aos trabalhadores portugueses, mesmo sabendo de antemão, que estes não têem nos seus postos de trabalho, acesso a tecnologia nem condições de trabalho que lhes permitam fazer face à produtividade registada noutros países europeus. Pelo que o Primeiro-ministro disse, parece, que o nosso tecido empresarial está acima de qualquer mácula, que tudo está bem, o problema está nos trabalhadores que são calões. A direita tem vindo a presentear-nos com este tipo de considerações ao longo do tempo e nada mais seria de prever com este governo conservador que temos actualmente em Portugal.
A questão acerca da produtividade é complexa quanto é complexo haver um cálculo da produtividade mas apesar disso, temos que nos render à realidade e verificar que efectivamente não somos eficientes. O cerne da questão está no modelo económico vigente e as razões conjecturais que se verificam são muitas e variadas. Não posso aceitar qualquer das vias que se escolha um bode expiatório para exorcizar o problema, porque, bem vistas as coisas, não temos um bode mas sim um rebanho inteiro a balir. O governo, a Administração Pública, os trabalhadores em Portugal, todos estes fazem parte e são a causa do mesmo problema, a falta de produtividade do país. É certo que temos que alterar a atitude para com o trabalho do trabalhador médio português mas antes, temos alterar drasticamente, as condições de trabalho deste trabalhador médio. A solução viável, é de compromisso e doutra forma não o poderia ser. Portanto, aos partidários santanistas e aos sindicatos, abram os olhos para a verdadeira questão e lutem todos pelo mesmo. Premeia-se a produtividade, a organização e as condições de trabalho e, acima de tudo, que o Estado dê o exemplo que não tem estado a dar até ao momento e decida-se a efectivamente trabalhar eficientemente. Por fim gostaria de dizer ao Primeiro-ministro, como trabalhador que sou, que calão não sou mas sim muito digno e apreciado eu e todos os trabalhadores portugueses em países onde as coisas estão organizadas, a começar pelo Governo. Se o Santana Lopes tivesse que abrir valas com um colher, fazendo o paralelismo com a falta de meios de produção eficazes para garantir a tal produtividade, a ganhar 400 € por mês, não diria o que diz e tinha, concerteza, um pingo de vergonha na cara.


sexta-feira, setembro 10, 2004

O estado da nação

Os últimos acontecimentos em Portugal, mais propriamente as eleições no partido Socialista, suscitaram-me questões importantes que não, como à primeira vista se poderia pensar, saber qual dos candidatos poderia ser o melhor, ou a melhor resposta para um dos maiores partidos portugueses. Ciclicamente, em Portugal, pondera-se se deverá haver mais esquerda e menos direita ou se deverá haver mais direita e menos esquerda. No entanto, passa-se ao lado de uma questão vital para o futuro do nosso país. O modelo económico actual que se centra num vector de competitividade empresarial assente nos custos baixos com a mão-de-obra, está falido e sem esperanças de revitalização, e a custo elevado, os sucessivos governos, vão enviado balões de oxigénio para o mercado.
De ambos os espectros da política, esquerda e direita, apontam-se os males e os benefícios que a iniciativa privada poderá ter para o país, no entanto, esta visão de cada um dos espectros da política, peca por não abranger a totalidade da questão. Se por um lado, a iniciativa privada cria riqueza e postos de trabalho, por outro também usufrui da mão-de-obra, mais ou menos qualificada, que o Estado financiou em cuidados médicos e educação. Um aspecto complementa o outro, ou seja, a iniciativa privada não se pode escudar das suas obrigações apenas pelo facto de criar riqueza e postos de trabalho e também não se pode exigir desta quando o sistema da função pública não funciona e a burocracia impera.
Actualmente vê-se milhares de euros todos os anos para financiamento de formação profissional ou qualificante, pagos pelo Estado português e a Comunidade Europeia. Na minha óptica, não faz sentido que o Estado canalize fundos para fomentar a formação de quadros que irão trabalhar em empresas cuja obrigação é, acima de tudo, potenciar a sua competitividade, investindo precisamente nessa área. O dinheiro que o Estado canaliza para formar activos não irá ser alvo de retorno visto que, esses funcionários irão voltar para os seus postos de trabalho e continuar a auferir de salários miseráveis, não sendo assim possível, ao estado, captar o retorno do dinheiro investido através de receitas de IRS. Este é um aspecto, outro aspecto pelo qual eu me insurjo tem a ver com um aspecto primacial de ser empresário que é o facto de a formação qualificante ser entendida como um custo pelos empresários. A qualificação da mão-de-obra é um investimento imprescindível para o êxito de qualquer empresa, no entanto e ao contrário de outros países, mais desenvolvidos, em Portugal os empresários tendem a julgar a formação do seu próprio pessoal como um custo. Falta muita cultura empresarial aos empresários portugueses, salvo raras e honrosas excepções. Falta também muita cultura de trabalho ao trabalhador médio português que em muitos casos se mostra inflexível à mudança e à mudança. Temos que alterar os hábitos, e depressa. Pelo lado do governo, menos demagogia, mais acção e definitivamente, medidas que alterem o modelo económico miserabilistas que assenta sob a exploração da mão-de-obra. Continuamos a ter os salários mais baixos da Europa.
Por fim, ao Primeiro Ministro digo o seguinte: Se pretende maior produtividade por parte dos trabalhadores para estes terem o que lhes é devido, torne-se você e o seu governo mais produtivo e não faça asneiras como fez com o caso da colocação dos professores este ano.
Oliveirinha dix it !

quinta-feira, setembro 09, 2004

Shopping Fever

Para quem, como eu, uma ida ao Hipermercado deixa-me quase em transe, eis uma sugestão para conseguir superar o trauma.
1. Vá buscar muitas caixas de preservativos e deixe uma em cada carrinho por onde passar, enquanto o respectivo dono está distraída.
2. Ponha todos os rádios na Rádio Evangélica, desligue-os e ponha-os no volume para o máximo.
3.Marque os alarmes de todos os rádios para tocarem com 10 minutos de intervalo.
4. Vá, junto de um empregado e diga-lhe numa voz oficial, Temos um cá uma bomba, digo, no armazém, depois veja o que acontece.
5. Desafie os outros clientes a fazerem um duelo com rolos de papel deembrulho.
6. Abra uma tenda no departamento de campismo e diga aos outros que osconvida a entrarem se eles trouxerem almofada.
7. Quando alguém lhe perguntar se pode ajudar, grite bem "Porque é que as pessoas não me deixam em paz?
8. Olhe bem de frente para a câmara de vigilância e utilize-a como espelho enquanto limpa o nariz.
9. Pegue em todos os bonecos do sector de brinquedos e disponha-os nochão de modo a formar um campo de batalha gigante.
10. Vá ao sector das armas, pegue numa espingarda e, com um ar de louco, pergunte no balcão de informações se sabe onde estão os anti-depressivos.
11. Vagueie com um ar suspeito enquanto murmura o tema da "MissãoImpossível"
12. Esconda-se entre os fatos e quando alguém espreitar, diga "Leve-me!Leve-me!"
13. Quando ouvir uma chamada ou um anúncio nos altifalantes, encolha-se numa posição fetal e grite "Não!!! Outra vez aquela voz!!
14. Vá ate aos sanitários e grite bem alto "Hei! não há aqui papel higiénico!
15. Quando sair dos sanitários individuais, tranque a porta por dentro e saia por baixo da porta. (repita esta operação em todos os sanitários). Se alguém o apanhar, diga que "a porta ficou trancada!!!

Após ter tido a coragem de cumprir com todas as sugestões aqui apresentadas, faça as malas porque vai passar uma boa temporada no Miguel Bombarda.

quarta-feira, setembro 08, 2004

É terrível

Terror, a supremacia da raça marciana está ameaçada pela miscigenação ! O envio de sondas, ao planeta marte, no intuito de um dia o poder colonizar vai colocar em perigo a supremacia da raça azul ( ou será vermelha?). Quando os humanos começarem a misturar-se com as marcianas, a raça azul ( ou vermelha já não sei) correrá perigo de aniquilação, o drama, o horror, a tragédia.
É idiota não é?! Vejam lá os blogues de extrema-direita no que concerne ao tema raça. Após rápida visita, não mais do que 1 segundo pois a exposição demorada a tais blogues provoca urticária, mal-estar e vómitos, poderão verificar, concerteza, a idiotice chapada que são esses referidos blogues. Mas também os poderão ver em blogues, na parte dos comentários, de antropologia e genética humana. É simples reconhecê-los, são cândidos nos comentários até que alguém discorde dos seus "argumentos", depois continuam insistentemente a falar de alhos quando se discute bugalhos.
Apesar de este blogue ser um espaço de liberdade, tenho, antes demais, referir que este espaço é um espaço de liberdade para quem a saiba respeitar. Como tal, os extremistas de ambos os espectros políticos, evitem cá por os cotos.

terça-feira, setembro 07, 2004

É só altruismo este governo santanete

Portugal não vai enviar ajuda humanitária para as vítimas da tragédia de Beslan. Os motivos pelos quais o governo português não irá enviar qualquer ajuda humanitária prendem-se com o facto de não ter sido solicitada ajuda pelo governo russo, e também, pelo facto de Portugal estar a atravessar um período economicamente difícil. Como tal, o governo santanista, escusou-se a enviar qualquer ajuda humanitária e adverte que, mediante o período economicamente difícil que atravessamos, a ajuda externa que Portugal poderá prestar será cada vez mais reduzida.

Vou fazer umas sugestões ao governo santanista:

Sugestão 1 - Retirada da GNR no Iraque, poupando assim centenas de milhares de Euros ao Erário Público.
Sugestão 2 - Cancelamento da encomenda de submarinos
Sugestão 3 – Deixarem-se de ajudas de interesse duvidoso e começarem a ajudar povos que são martirizados pelo terrorismo internacional que tantos apregoam como a razão para todos os males do mundo, entre os quais, o mentor Bush.

Se há pouco dinheiro para ajuda externa que tal começarem a distribuir melhor o dinheirito?

segunda-feira, setembro 06, 2004

Moral de trazer por casa

Por Portugal a fora percorre uma espécie de cadeia de favores que, na verdade absoluta, não é bem de favores mas sim de irresponsabilidade. Todos se queixam de algo ou alguém que prevarica e que fura o sistema e, ao mesmo tempo, furam o sistema porque, e aqui está a tal cadeia, alguém com suposta maior gravidade moral, deveria dar o exemplo mas não dá, e como tal, mais ninguém se sente na obrigação de dar o exemplo. Isto aplica-se às autoridades que zelam pela nossa, relativa, segurança com uma moral do tipo faz o que te digo mas não faças o que eu faço.
Em conversa com um conhecido meu, que por acaso até é agente da autoridade, disse-me que tinha um colega do serviço dele que tinha em casa uma espécie de iguana rara da qual se contam apenas 5 pessoas em Portugal que as têem em casa. Para além do gáudio que me pareceu que o colega deste meu conhecido tinha pelo facto de ter em casa uma espécie rara, ainda nos gracejou com uma moralzinha engraçada. Ao que parece, a biodiversidade do nosso planeta deverá estar grata porque há indivíduos, como ele, que preservam em casa, espécies em vias de extinção, evitando assim, que estes especímenes sejam mortos por caçadores furtivos. Como é claro a discussão começou por ser aflorada com conceitos como por exemplo: Quem é que deveria dar o exemplo? Resposta: “ e o que é que isso tem a ver? até há gajos que têem leões em casa!� quanto a este tipo de argumentação nada mais há a dizer senão batatas.
A discussão, saudável entenda-se, por causa da iguana fez-me lembrar um episódio da minha vida. Um certo dia fui apanhado na ramona por não ter elementos de identificação. Na altura quando entrei num Bar para beber um café, apareceu a polícia estilo Hollywood a mandar todos ficarem nos respectivos lugares e a colocarem as mãos no ar. Nisto, os que tinham estupefacientes arremessaram-nos para o chão mas, como tinham B.I. não foram levados na ramona para identificação, eu que até nem tinha nada para arremessar a não ser um ou dois bófias que me estavam a irritar com aquela cena hollywoodesca, fui com a ramona porque não tinha o meu B.I. comigo. Quando cheguei à esquadra até que não foi nada mau, estavam a assar frango e beber umas minis que me souberam que nem gingas. Isto tudo para dizer que vale a pena prevaricar quando as nossas autoridades levam de tão ânimo leve estas situações que, por vezes, ainda poderá ser, mas não deve, pensar-se até que ponto será ou não lícito prevaricar. No entanto, isto é estar a alimentar a tal cadeia que assim nunca parará.

sábado, setembro 04, 2004

É sabido que, infelizmente, a cultura democrática de certas pessoas é diminuta ou até mesmo residual. Os casos, infelizmente, vêem de ambos os lados do espectro ideológico-político, desde inscrições na sede do PP apelando à morte a todos os fascistas e até mesmo o recurso à arte pitagórica, revelando uma profunda demência, na petição a favor do Born Diep como é o caso que vos mostro aqui.


2928.
Francisco Aborto Louçã
2927.
pra puta que vos pariu

Como em tudo na vida, um pingo de bom senso nunca fez mal nenhum a ninguém mas há muita gentinha que se recusa a aceitar um pingo que seja de bom senso. Há pessoas que não merecem viver num estado democrático!

sexta-feira, setembro 03, 2004

Portuguese goverment won´t allow freedom of speech

This will be the first of some posts that I will Wright in English just for the kick that I get out of it. This time I will Wright about something that is disturbing the Portuguese society at the time. The boat Women on Waves that as been, for the past week, stopped near Portuguese territorial waters without permission from the Portuguese government to approach our waters. This boat, as some of you might know, is campaigning for women’s liberation in what is the right to an abortion is concerned. In Portugal, unfortunately, women’s right’s have been denied by a referendum witch was marked by a very high abstentions level caused by both the way the question, in that referendum, was put and the pressure of the Catholic Church. At the present time pools have been made and they show that the vast majory of the people requires a change on the bill stating that women who are caught having a voluntary abortion, are committing a crime punished by a three year sentence in a court of law. Has a Portuguese citizen I must say how embaraced I am because of this anti-democratic decision taken by our government.
There is a petition going on in the internet to collect signatures of concerned people so that we may put some pressure into the Portuguese government in allowing the boat to come in to territorial waters and then exercise what is the most basic and elementary principal of democracy, the freedom of speech.
Here is the link for the petition please, if you agree, sign it.

quinta-feira, setembro 02, 2004

Sorriso eleitoral

Ao que parece as sondagens de opinião realizadas nos Estados Unidos acerca das intenções de voto para as próximas eleições presidenciais, revelam uma divisão quase equitativa entre intenções de voto para Democratas e Republicanos. No entanto, e segundo o repórter da RTP, Pedro Bicudo, a candidatura de Kerry parece estar a perder terreno para Bush devido ao que este explicou, o sorriso. Kerry parece ser um pouco mais sisudo do que Bush e isso não agrada aos eleitores indecisos. As campanhas anti-heroísmo patriótico de Kerry na guerra do Vietname, movidas pela campanha de Bush, parecem ter sortido efeito junto do eleitorado norte-americano. Longe parece estar a Guerra do Iraque, os atentados terroristas, os alarmes laranjas, aliás, multicolores, da administração Bush para fazer crer que existem ameaças constantes minuto a minuto. Ao que parece e realmente é, o aspecto físico será o mais importante do que por exemplo explicar o que irão fazer em matéria de impostos, guerra do Iraque, entre outras coisas. Pessoalmente acho um mais feio do que o outro mas afinal sou apenas europeu e não percebo nada de “política� norte-americana felizmente.
A questão do sorriso e da ameaça terrorista pesam mais do que qualquer tipo de debate político acerca do que poderá ser a condução política de um candidato ou do outro. Será que Kerry e Bush terão que contratar alguém da Colgate ou da Pepsodent para melhorarem as hipóteses de levarem de vencidas as próximas eleições? Teríamos depois a guerra Colgate versus Pepsodent? Se eles conhecessem a pasta medicinal Couto, não queriam outra coisa de certeza.

Do outro lado é bem melhor

Por vezes dou por mim a pensar se não terei uma mania qualquer da perseguição. Por todo o lado que vá, ou que tenha notícias de, deparo-me com as mesmas situações de injustiças, compadrios, favorecimentos, atropelos entre outras coisas. Penso por vezes no quão bom seria se a vida fosse bela e amarela, mas não, os pés têem que estar no chão, de vez em quando pelo menos, caso contrário, tropeçamos a caímos nas situações não-amarelas e belas.
Em Portugal a situação é aquela que se vê, e, apesar de pensarmos que do outro lado do arco-íris está um pote de ouro, este, ou já foi comido por alguém melhor colocado, ou então, não existe mesmo. Lá fora é que é bom, ou pelo menos, melhor. No Brasil, o presidente Lula da Silva, após 20 meses de governo, o balanço é contabilizado em escândalos envolvendo membros do elenco governativo e outros. O último escândalo envolve o Governador do Banco do Brasil em investimentos, com dinheiros públicos, num banco norte-americano especializado em lavagem de dinheiros sul-americanos, avaliação de terrenos para venda em hasta pública em valores exorbitantes, um cêntimo o metro quadrado. Na Alemanha, Schroeder, atrasa o pagamento dos salários dos funcionários, em 15 dias, devido a uma ruptura de tesouraria derivada ao pagamento de vários milhões de euros por um portal de Internet a uma empresa privada. O resto da situação internacional é aquilo que se vê todos os dias.
Com o tempo foi me apercebendo que, em todo o lado, a vida é complicada para quem é assalariado. Em todo o lado, o fosso entre as classes mais desfavorecidas e as ditas ricas está cada vez maior. Como é óbvio, nem todos somos iguais e os ricos existem e têem que existir mas, os pobres, por que é que têem que ser tão pobres?
De volta ao mundo dos adultos digo que por vezes não nos damos conta do que de positivo temos cá em Portugal e isso é importante. A nossa auto-estima está, como sempre esteve, em baixo, parece um mal congénito dos portugueses. Temos razões para estar em baixo mas tanto também é exagero.

quarta-feira, setembro 01, 2004

Cores

Ouvi de alguém uma expressão que caracteriza bem o que são os fundamentalistas islâmicos que cometem os actos de terrorismo. Isolada que seria a pertinência da causa que advogam, que em muitos casos é justa, os seus métodos pelo contrário não o são. A forma indiscriminada com que eles escolhem os alvos pode parecer à primeira vista completamente injusta mas, bem vista as coisas e de uma forma fria, este critério também é igualmente injusta por parte daqueles que alegam pertencer ao eixo do bem. Cerca de 12000 civis mortos, supostamente para sua libertação e daqueles que conseguiram escapar, no Iraque não confere uma lógica tão diferente, por irracional, da lógica da colocação de bombas que ferem e matam civis inocentes nos atentados bombistas a que, infelizmente, estamos habituados a ver.
Por vezes é muito difícil sentir na pele o que é a privação, discriminação e a luta por uma nação auto determinada quando estamos algures em casa num país em paz. Sabemos mas não ligamos que, por exemplo, na Palestina, há milhares de palestinianos desalojados e despojados de suas terras ancestrais para que o Estado de Israel possa lá colocar 300 ou 400 colonos fanáticos. Também sabemos que enviar um bombista suicida para perpetrar um atentado em que morrem, invariavelmente, pessoas inocentes é desumano. No entanto, sem que isso seja uma justificação por que não o é, não fazemos uma ideia do que é viver num campo de refugiados apinhado de gente sem condições de vida.
As causas existem e todas elas têem mais ou menos validade, no entanto, quando estas se fazem acompanhar de métodos terroristas para levar as suas causas a bom porto, estas, perdem toda e qualquer validade e justificação. Anteriormente referi que tinha ouvido de alguém uma expressão que caracterizava os terroristas. A expressão foi utilizada por Miguel Sousa Tavares que dizia que estes terroristas são os fascistas verdes. Concordo com isso o que Miguel Sousa Tavares disse mas, se esses são fascistas verdes, de que cor são os fascistas que estão a edificar um muro vergonhoso em Israel, ou então, os que mataram até agora mais de 20000 civis inocentes no Iraque?

terça-feira, agosto 31, 2004

Ensino ou desensino em Portugal

Durante todo o meu percurso escolar sobrevivi a dezenas de reformas curriculares que, em comum, tinham todas o condão de serem aquelas as que iriam de uma vez por todas pôr a educação neste país como deve de ser. Creio não ser necessário dizer que, obviamente, nenhuma delas foi a solução para todos os males que assolavam e assolam a nossa educação. No entanto, há mínimos que têem que ser cumpridos caso contrário estaremos ainda mais devotados ao insucesso como nação. Sempre ouvi os debates acerca da educação, aliás, sobre o estado da educação em Portugal e todos eles contaram com a participação de inúmeros engenheiros e doutores da educação ficando as propostas concretas pelos desenhos pitagóricos que estes desenharam. Cada qual aponta um aspecto negativo acerca do ensino em Portugal e, todos quase sem excepção, apontam esse motivo como o cerne da questão. A questão é profunda e intrincada numa série de factores que pesam e que têem que ser tidos em conta e não ignorados.
Como é possível ter um ensino de qualidade com todas estas confusões e barafundas na colocação dos professores? Como é que se planifica e se implementam estratégias? È necessário haver um conhecimento profundo da comunidade escolar onde se vai leccionar, só dessa forma é possível ir de encontro com as necessidades dos alunos e motivá-los para a escola. O acompanhamento de uma comunidade escolar pressupõe uma continuidade que os professores actualmente não conseguem ter porque, nuns casos não estão sempre na mesma escola, ou então, porque os que lá estão na mesma escola sempre, e salvo as raras e honrosas excepções, estão-se marimbando para esse trabalho. A precariedade do trabalho dos professores contratados não contribui em nada para a melhoria desejada da qualidade de ensino neste país.
Uma questão que paira como uma nuvem negra sobre o ensino em Portugal é o facto de em Portugal se gastar mais dinheiro na Educação do que em muitos outros países da Europa, levando logicamente à questão de saber para onde é que vai o dinheiro? Para pagar a empresas privadas como a que fez o programa informático de colocações de professores este ano e que resultou numa borrada em três actos? Assim não vamos a lado algum concerteza.

Pastilha elástica à portas, especialidade da casa

Agora é que eu percebi porque é que o Paulo Portas masca, frenéticamente, tantas pastilhas elásticas. Sabendo que, Paulo Portas, é contra o aborto e a favor de todas as resoluções da sua madre e santissíma igreja, e visto que, a Igreja católica, é contra o uso do preservativo inclusivamente, as pastilhas que o Paulo Portas masca afinal não são pastilhas. Paulo Portas masca preservativos como forma de luta contra a utilização do preservativo.

Paulo Portas a pensar: "" não hão-de usar mais preservativos alguns, vou comê-los todos!!hihihihi"

O Paulo Portas vai ter que ruminar muito!

Apoiem o que está certo

http://www.petitiononline.com/19592c11/petition.html

Este é o link para uma petição que está a ser realizada no sentido de pressionar o governo Português a permitir a entrada do barco holandês em águas territoriais portuguesas. Eu já assinei e voçês?!

Este link foi amavelmente fornecido pela Ridufa, obrigado ridufa.

segunda-feira, agosto 30, 2004

Façam, mas que ninguém veja.

A tacanhez é uma infelicidade de espírito e quando esta se torna uma forma de condução ideológica, ainda mais infeliz é. Fazer crer que, impedir um barco que assiste e não promove, ao contrário do que o Governo quis fazer entender, o aborto assistido com recurso a meios médicos e cuidados de saúde, é malicioso e hipócrita. Parece que o Governo pensou que pelo facto de o barco do amor estar fundeado num porto marítimo português que isso iria incitar a prevaricação de uma crime que, bem vistas as coisas não é um crime, numa atitude de tapar o sol com a peneira. Será que pensaram que a população feminina portuguesa, ao ver aquele barco, iria entrar e experimentar uma nova sensação? Por momentos acharam estes hipócritas que a decisão de fazer um aborto que será a mesma coisa que ir ao dentista arrancar um dente? Porque é que não acharam antes que a decisão de fazer um aborto não se toma de ânimo leve e que ao tomá-la deverá ser feita com os cuidados mínimos e indispensáveis e sem ser levada ao tribunal a mulher que, por consciência própria, tomou essa decisão?
Como já disse a tacanhez é uma pobreza de espírito para quem, segundo a linha de raciocínio do Governo, se é que há alguma, não permitiu a entrada de um barco que não iria violar qualquer lei portuguesa. Primeiro temos que ver se a lei é justa, o que não é, segundo temos ver que esse referido barco não iria violar qualquer lei no espaço territorial português. Não me espanta nada este tipo de resolução tomada pelo governo que, diga-se em abono da verdade, prima pela incongruência. Tem homossexuais no elenco governativo, no entanto, promove a continuação do obscurantismo legislativo no que concerne a igualdade de direitos em relação a casais homossexuais. Esta lógica é-me difícil de compreender.
Pessoalmente, se fosse mulher, não faria um aborto mas, apesar disso, se tivesse numa situação em que tivesse que optar entre fazer ou não fazer, gostaria que tivesse a liberdade de escolher uma das opções em consciência, sem discriminação nem penalização alguma. Não posso, nem podemos todos nós, inculcar o nosso referencial de valores aos outros à força. Para mais, a moralzinha destes tipos do Governo não vale nada é fétida.

sexta-feira, agosto 27, 2004

Descubra as suas origens milenares

Tenho vindo a encontrar sites e blogues que promovem fóruns ou discussões acerca das origens de cada um dos povos que conhecemos na actualidade. Nesse locais é fácil encontrar pessoas que buscam a sua origem em algum fenotipo específico, no género galaico-celta, mediterrânico, eslavo entre outros tipos. Uns procuram alimentar teorias racistas fascizóides da supremacia da raça branca, outros procuram alimentar a curiosidade que têem em saberem as suas raízes. No entanto, todos eles primam por uma característica comum, ou seja, procuram, desesperadamente, que alguém lhes diga que são descendentes de algum povo magnífico, muito inteligente, forte e audaz. Para quem descende de uma tribo perdida de marcianos, esbeltos, bonitos, inteligentes, que caminham por cima das águas, que irradiam luz e sabedoria, como eu por exemplo, de que se poderão orgulhar essas pessoas ao saberem que pertencem a qualquer outro fenotipo? Há com cada uma que parecem duas!

Jovem interessado em saber a que fenotipo pertence: Tenho uma testa curta, bochechas redondinhas, peludo e tenho um temperamento irrascível. A que fenotipo pertenço?

Doutor Oliveirinha especialista em fenotipos esquisitos : Ora atendendo à des crição que acabou de me fazer, eu diria que pertence, sem dúvida, a uma tribo perdida………de ursos é claro!

A galinha da minha vizinha é mais gorda do que a minha

A questão do desenvolvimento de um país ou a sua simples gradação, sempre foi uma questão, por vezes, difícil de contornar. Os critérios de gradação do desenvolvimento de um determinado país sempre estiveram assentes em aspectos como o rendimento per capita, o acesso à saúde, à educação, o respeito pelos direitos humanos entre outros items. No entanto, pergunto-me por vezes, se é contabilizado, ou possível sequer, contabilizar a qualidade de vida? Ou antes, o que é a qualidade de vida?
Na Alemanha, o nível de vida é melhor do que em Portugal, no entanto, tem as suas vantagens e desvantagens como em tudo na vida. Lembro-me que em Hannover, por exemplo, o aluguer de um apartamento rondava os 1000 €, algo que para um jovem em início de carreira é bastante caro. A malta lá não saí todos os fins de semana, é demasiado caro, come uma refeição de faca e garfo por dia, não convive tanto quanto nós cá em Portugal. Afinal, onde está a tal qualidade de vida? As dificuldades que os jovens têem lá são quase idênticas às que os jovens de cá passam mas, obviamente com vantagens. Por vezes temos a noção de que lá fora é sempre bem melhor do que cá mas, ao viajar lá para fora e conversar com os indígenas, apercebi-me da velha máxima que se aplica a todos os países com as devidas excepções. Se és assalariado estás feito ao bife!! Trabalho mais trabalho e contar os tostões até ao final do mês.

quinta-feira, agosto 26, 2004

Caça às bruxas

Tenho tido a oportunidade de ver testada a minha convicção férrea na democracia. Ao navegar na blogoesfera tenho-me deparado com verdadeiros hinos à democracia e ao saber que são personificados por webmasters que promovem o respeito por opiniões diferentes, apesar de algumas dessas opiniões serem uma prova viva da imbecilidade humana. A democracia não é um sistema perfeito como todos sabemos e, manisfestações contrárias à democracia, infelizmente, teêm o seu direito, relativo, à existência. No entanto, temos todos o direito de repudiar afirmações que ferem significativamente tudo o que conhecemos como valores essenciais à coahabitação de ideias divergentes. Afirmações no género:

" as gajas da direita são mais bonitas que as gajas da esquerda" é anti-democrático e revela uma necessidade muito grande de Prozac. Curem-se! há fármacos maravilhosos que depelam esses desvios.
" A raça ariana está ameaçada pela constante imigração de negros" enfim o que há a dizer acerca disto? Lagartil em doses industriais colocaria as pessoas que proferem tais imbecilidades num estado catatónico profundo a bem da nação.

Não se ficam por aqui, muitos doutrinários de movimentos antidemocráticos, de vários quadrantes, Esquerda e Direita, servem-se por vezes de debates, ideias e estudos científicos para doutrinarem as suas convicções. É exemplo as discussões acerca do tema raça em que muitos doutrinários da supremacia branca, se refugiam em estudos supostamente científicos para reforçarem as suas ideias. Mas ainda há pior que isso, há aqueles que revelam estudos científicos que, apesar de terem um sentido objectivo, são detorpados por imbecis que pretendem ver em estudos científicos pontos de apoio para doutrinação, apesar destes não existirem.
Um dos maiores perigos a que estamos sujeitos, pelo menos os mais incautos, é a teoria da raciologia. Esta teoria assenta na hierarquização da humanidade em raças como ferramenta para a legitimação de sistemas de dominação racial em deterimento da explicação, científica apenas e ainda não conclusiva, da variabilidade humana. Gradualmente, os conteúdos desta doutrina, a raciologia, começaram a sair dos circulos académicos e intelectuais para o tecido social das populações ocidentais. Tendo em conta que, dois individuos com características físicas semelhantes não partilham o mesmo DNA e, sabendo já que, por exemplo, todos os seres humanos dispõem da melanina em igual quantidade com a diferença apenas de esta ser mais evidente nuns casos do que em outros. É idiota e imbecil julgar, ou até utilizar, o termo raças humanas, estirpe e etnia com uma base biológica. Os biólogos chegaram, a par dos antropólogos, à conclusão que a raça não é uma realidade biológica, mas sim, um conceito inoperante científicamente para explicar a diversidade humana e dividir esta em raças estanques. Biológicamente e científicamente, as raças humanas não existem. No entanto, a invalidação científica do conceito de raça não significa que todos os individuos ou todas as populações sejam geneticamente semelhantes, existe pelo menos 1% do código genético de cada um de nós que difere de outros. Estas diferenças não trazem uma divisão dos vários grupos humanos em diferentes raças.

terça-feira, agosto 24, 2004

Nada de confusões nem teorias da conspiração

Não à que fazer qualquer tipo de confusões entre duas coisas que nada têem a ver uma com a outra. O reembolso do IVA, entretanto já pago e actualmente investigado, solicitado pelo BCP ao estado em 2003, nada tem a ver com o perdão de dois milhões de euros de dívidas do hospital Amadora/Sintra nem tão pouco com as recentes aquisições, via BCP, de gestores para cargos públicos a preços de pontapé na bola. Só alguém mal intencionado é que desconfiaria de qualquer tipo de cumplicidade entre o Estado e o BCP.
Por muito apetitosa que seja, qualquer teoria da conspiração, o caso mencionado anteriormente só pode ser confundido com cumplicidade entre BCP e o Estado se, um dia destes, aparecer um iluminado qualquer a dizer que as alterações climáticas registadas no mês de Agosto se deveram a um anticiclone quando se sabe perfeitamente que, as alterações climáticas, se deveram a ovnis como já foi dito aqui, num post anterior, no Raminhos. Nada de confusões se faz favor!