sexta-feira, julho 23, 2004

Raça humana versus raças humanas

O código genético humano tem vindo a ser revelado pelo HGP ( human genome process). Se questionarmos o porquê da não transformação, de noite para o dia, da ciência da Biologia pela publicação do genoma humano, a resposta reside no facto de que, o conhecimento da sequência dos genes humanos não nos explica como é que genes, e tal sequência, cria organismos vivos aparentemente diferentes. Compreender a forma como o código genético humano é influenciado por factores externos, que não somente biológicos, assume-se como a etapa final e determinante para o estabelecimento de uma teoria explicativa do conceito raça humana. Esta etapa final do estudo do código genético humano irá focar a interacção entre as instruções genéticas do genoma humano e o ambiente celular num contexto ecológico e cultural do crescimento e desenvolvimento do ser humano em todos os locais onde prospera actualmente e ou, prosperou anteriormente. Esta segunda etapa na investigação do genoma humano poderá explicar variações demográficas de populações humanas e até mesmo, o porquê de alguns momentos históricos relevantes na História Mundial. No fundo, o objectivo primacial desta investigação é compreender os mecanismos que geram variações nas características humanas, bem como, os componentes filogenéticos destas mesmas variações, sob as quais foram erigidas as teorias darwinistas. Como tal, rejeito teorias que, apoiadas em estudos biológicos dúbios, possam determinar a existências de várias raças humanas e ou sub-raças. É conhecido, e fundamentado até em termos biológicos e genéticos que, por exemplo, as várias populações europeias partilham em comum o gene mitrocondial, transmitidos pelas mães. Este facto, vem de encontro com a teoria explicativa das 7 Evas europeias, pertencentes a uma população europeia ancestral, que se encontram na maioria das populações europeias com as alterações sofridas entretanto por factores externos como o intercâmbio entre grupos de humanos, e outros factores em estudo ainda. As características físicas, diferentes, entre os vários tipos de populações europeias não podem fundamentar a existência de várias raças mas sim, a desmultiplicação de várias populações entre si, criando características que, não por fundamento biológico, mas sim, por factores que têem a ver com o ambiente e outros, criam uma conceptualização diferente do conceito biológico de Raça. Viemos todos da mesma população ancestral, as variações possíveis, poderão criar características novas ou um regresso a características ancestrais. Um pequeno exemplo: Na Gronelândia um população viking estabeleceu-se nesta ilha. Os registos encontrados através de escavações de sepulturas registaram um dado curioso. Essa população, que se manteve lá durante 200 anos, veio a reduzir a sua estatura média de geração para geração por via de hábitos alimentares que diferiram das populações de onde eram originárias, e do clima.

quinta-feira, julho 22, 2004

Perguntam-me voçês

 
Perguntam-me voçês o que eu acho da utilização de animais para experiências de cosméticos?

hum.........terei que dizer Nâo!

Se há coisa feia é ver um chimpazé com os lábios pintados de batôn, coelhos nem se fala!

Tamos na brincadeira ;)

Santana Lopes e o campeonato de Futebol de sarjeta

Antigamente, os jogos de futebol do campeonato de futebol de sarjeta eram disputados fervorosamente, o êxito desportivo era garantido pela selecção criteriosa dos elementos das equipas em competição. A escolha dos Secretários de Estado do governo do PSL seguiu o mesmo critério, mas, com uma única diferença que irei explicar mais tarde. Os critérios de selecção das equipas que disputavam o campeonato de futebol de sarjeta da minha rua passavam por várias regras implícitas como são exemplo as seguintes: 

O dono da bola tinha sempre a preferência na escolha dos jogadores, caso contrário não havia bola para ninguém.


As posições no terreno eram ocupadas de frente para trás consoante o maior ou menor grau de habilidade dos jogadores. Os mais habilidosos à frente e os mais toscos na defesa.


Os guarda-redes eram sempre os mais toscos de todos os jogadores do “plantel�, sendo um critério importantíssimo o volume corporal do guarda-redes pois, como é conhecido tecnicamente, os gorduchos cobrem melhor os ângulos


As regras do jogo eram ditadas pelo dono da bola, senão acabava o jogo no momento.
 
Nada disto será novidade para todos aqueles que acompanhavam os respectivos campeonatos de futebol de sarjeta das ruas em que cresceram. Agora, vamos analisar o campeonato de futebol de sarjeta do Governo PSL ( a tal diferença que vos falava anteriormente).
 

O dono da bola não tem a preferência na escolha dos jogadores, que tem é o puto queque e enfezado ( Paulo Portas) .


As posições no terreno são ocupadas ao calha, pois, todos os jogadores são, uniformemente, toscos.


Guarda-redes não há pois o buraco é tão grande que nem vale a pena ter guarda-redes.
As regras do jogo não são ditadas por ninguém, a ver pelas asneiras já feitas a poucos dias do início do campeonato, é só jogar a reinar com a malta.
 
Que bons velhos tempos esse do campeonato de futebol de sarjeta que, no meio de toscos ainda haviam alguns virtuosos da bola. Agora, nesta equipa do PSL é só toscos e vamos mas é lutar para não sofrer mais de 10 golos por jogo de certeza absoluta.

quarta-feira, julho 21, 2004

Emigração

Quando se fala em políticas de emigração, mais propriamente, se estas deverão ser mais ou menos restritivas, não se está a atacar o cerne da questão. Não se pode reduzir uma política de emigração com o abrir e fechar de fronteiras aos emigrantes que para Portugal pretendam vir trabalhar. A sua integração na sociedade portuguesa é o aspecto mais difícil e trabalhoso de solucionar. Dizer que somos uns tipos porreiros porque deixamos, de qualquer maneira, entrar e deixar ficar estrangeiros sem condições algumas de integração plena na nossa sociedade não pode significar que exista uma política de emigração.
Sabendo que, várias infra-estruturas vitais para o nosso País foram construídas por emigrantes que em Portugal procuram melhores condições de vida ( por estranho que isso pareça), não podemos esquecermo-nos que estes deram um contributo válido para o nosso país e têem que ser reconhecidos por isso. Não concordo com uma política de fronteira aberta para os emigrantes, por não ser possível aplicar uma política de integração válida para estes. Temos que ver que aspectos como a protecção social, a educação são fundamentais para a integração plena dos emigrantes na nossa sociedade e, atendendo ao sistema de protecção social que temos, e também, com o sistema educativo que possuímos actualmente, não antevejo uma integração eficaz e justa para milhares e milhares de emigrantes.
Os títulos de permanência atribuídos aos emigrantes são castrantes e até certo ponto, impeditivos de uma integração plena na sociedade. Parte-se do pressuposto que a questão da emigração em Portugal não é para ser resolvida mas sim, adiada até ver, esse é o espírito da autorização de Permanência com validade de um ano.
Por último, vou revelar-vos um pormenor, delicioso, de xenofobia estatal portuguesa. Um emigrante, titular de autorização de permanência, quando pretende renovar o seu visto por mais um ano, terá que, forçosamente, mostrar um contrato de trabalho válido e uma folha de descontos para a segurança social que deverá ter, pelo menos, 10 meses de descontos. No caso de o emigrante, não ter 10 meses de descontos porque o patrãozinho não pagou os descontos à segurança social, este terá que regularizar a situação primeiro e, entretanto, até resolver a situação, esperar um mês para nova marcação de visto e assim pagar uma multa de 75 € + 75 € da emissão do visto. Em Portugal, a vítima, ao que parece, é que tem sempre a culpa.

terça-feira, julho 20, 2004

Como uma ideia, aparentemente boa, se torna uma verdadeira cretinice

Há sempre uma, outra medida que, na sua essência, parece positiva. No entanto, após uma análise a todos os contornos que esta envolve, concluí-se que é uma verdadeira cretinice. Após o encerramento das fronteiras terrestres pelo SEF a quando da realização do Euro 2004, a análise efectuada aos resultados das operações foi satisfatória. Segundo o SEF, a hipótese de voltar a fechar, novamente, as fronteiras terrestres foi reconsiderada. Ao que parece, foram detidos uma série de indivíduos com documentação falsa e até mesmo, droga foi apreendida. Até aqui tudo bem mas, vista que tem que ser a questão sob todos os contornos que esta envolve, teremos que concluir o seguinte:
 

A criminalidade verificada nas comunidades emigrantes que vivem em Portugal, não representa nem um quarto da totalidade da criminalidade verificada em Portugal. Portanto, idealizar uma acção que visa controlar a entrada de estrangeiros no país e dessa forma controlar significativamente a taxa de criminalidade no país é preconceituoso e cretino.
A criminalidade verificada durante o Euro foi perpetrada por estrangeiros, mas pouco, ou seja, cidadãos comunitários. Assim o que se pode concluir? Que terá que ser considerada a comunidade inglesa. Alemã e holandesa como comunidade estrangeira, ao contrário do que se verifica actualmente?
Fechar as fronteiras evitará a proliferação das redes de tráfico humano? Se com as fronteiras abertas, o tráfico é crescente, com as fronteiras fechadas, será maior ainda e mais lucrativo para as redes.
 
Em suma, a ideia poderá parecer positiva mas, mais uma vez, como é nosso apanágio, escamoteamos a questão e não investimos no cerne da questão. A política de emigração é o cerne de toda a questão que envolve a criminalidade a ela associada. Quando não se definir, de uma vez por todas, se pretendemos, ou não, uma política de emigração em vez de fogachos repentistas e desumanos, não se poderá diminuir a criminalidade associada à emigração.

segunda-feira, julho 19, 2004

Notícia de última hora

 
 
Vão sair cerca de 100 paraquedistas da base de São Jacinto com destino a São Tomé e Principe com vista a garantir a paz no país.  Depois da descoberta de petróleo em São Tomé e Principe, agora sim é mesmo necessário garantir a manutenção da paz naquele país. Já houve tumultos no país e os paióis de munições foram assaltados o que leva a temer uma guerra civil ou golpe de Estado.

Nem tudo é mau.

 
O novo elenco governativo escolhido por Pedro Santana Lopes, tem, desde já, uma faceta que apela à modernidade. Um exemplo fundamental da modernidade imprimida pelo Pedro Santana Lopes está no Ministério do Ambiente. Luis Nobre Guedes, o novo ministro do Ambiente, foi apelidado de outsider pela Quercus, o que, no meu ver, demonstra falta de visão dessa referida Instituição. Para fundamentar o que digo, traço, desde já, as vantagens nítidas da escolha do Ministro "bem" para o ministério do Ambiente.
 
  1. Um ministro "bem" como Luis Nobre Guedes só pode fazer bem ao Ambiente que, concerteza, será mais selecionado
  2. Finalmente o Jardim Zoológico de Lisboa será um local In da sociedade portuguesa
  3. Os animais selvagens deixaram de o ser pois, a partir de agora, Nobre Guedes vai implementar políticas mais in a todos os animais.
  4. O facto de Nobre Guedes não perceber nada do assunto poderá ser benéfico pois, utilizando a velha máxima " não sabe, não mexe" pelo menos não vai estragar mais o que já está estragado.

Como podem ver, há sempre um lado positivo para todas as coisas.


sábado, julho 17, 2004

Dissertação de algibeira rota

  
  
  
 
Quando reflicto acerca da situação política actual canso-me mesmo antes de começar. Dou por mim a sentir o mesmo que uma equipa de fundo da tabela sente quando já está condenada à despromoção. A apatia é geral e isso reflecte-se na blogoesfera. Os blogs, que anteriormente vociferavam chamas e veneno em doses bem servidas, estão agora, murchos. O que há a dizer sobre a nomeação do Telmo Correia para ministro? Que foi uma surpresa? Que vai ser um descalabro? As respostas são conhecidas, não é necessário dissertar sobre o assunto. Por muita vontade que exista, a critica à situação política actual, cai  na falácia de se tornar um reinventar da roda. O momento que se vive actualmente na blogoesfera está de certa forma interligado com a situação política actual.
A blogoesfera coloca, creio eu, algumas questões a si própria. O que será o futuro da Blogoesfera? Como serão os registos linguísticos? Quais os temas? São questões às quais ainda não tenho resposta mas, pressinto a formação de um gigantesco arquipélago de blogs que, apesar das diferenças entre si, ficarão agrupados em blogs comunitários geridos por vários intervenientes em que os temas serão intimistas ou puramente fictícios.
Já coloquei aqui um post que dizia que o raminhos servia apenas para eu escrever exactamente aquilo que me dava na gana. Reconheço agora, apesar de continuar a pensar dessa forma, que é necessário cuidar de aspectos muito importantes para uma boa comunicação. Não posso negar que, pelo o simples facto de ter o raminhos na Internet,  não esteja a comunicar, ou que, devesse comunicar mais e melhor.  Não posso fugir ao que é evidente, ou seja, terei que comunicar. Este aspecto revelou-se muito mais importante do que eu alguma vez pensava. Apesar de colocar textos que são intimistas, estes, deverão, futuramente, ser mais comunicativos. Para tal, terei que evoluir muito até lá chegar, assim, comunico-vos que, o raminhos será uma plataforma de experiência pessoal até atingir um nível comunicabilidade que eu desejo. Atingido que será, eventualmente, esse nível de comunicabilidade, no lugar do raminhos nascerá outro blog por mim idealizado já à algum tempo mas que, se me permitem a expressão, está ainda em fase de gestação. Posso adiantar-vos que o burlesco será uma ideia que irei explorar, pelo que, poderão vir a conhecer novas personagens.
 
“ Setembro é o teu mês homem da tarde, ninguém morreu mas tudo treme já…� excerto de um poema de Ruy Belo.


sexta-feira, julho 16, 2004

Ao terras gélidas do norte

  
  
 
Tive a oportunidade de ler um post publicado aqui que referia um post, por mim colocado, sobre “ o contributo genético português na Noruegaâ€�, o  que mereceu um comentário num blog de um Português radicado na Noruega. Gostaria de agradecer, desde já a visita, do blogmaster ao raminhos e dizer, em abono da verdade, que o post, obviamente, não pretendia fundamentar a teoria de um real e concreto contributo genético Português na população norueguesa mas sim, o espanto pelo facto de ter sido referido isso pelos próprios noruegueses num quadro exposto na Expo 98 em Lisboa.
Qualquer das vias, tive a oportunidade de ver o blog e aconselho a sua leitura por quem, como eu, comece a nutrir alguma simpatia pela Noruega. A propósito, e para aguçar mais o apetite pelo país, a Noruega tem um rendimento per capita calculado nos 36.000 Euros por ano e tem um taxa de matrículas nas escolas de 98 %, assim vale a pena.

Pauta de classificações

  
  
 
A pedido de várias famílias em Portugal, vou postar algo mais soft. Para dizer a verdade, será algo mais mundano, mais divertido julgo eu.
Como em tudo na vida, há sempre algo que despoleta pensamentos ou devaneios que é o caso do post que vou colocar aqui hoje. No outro dia, após ter efectuado uma chamada para um número de assistência ao cliente, ligaram-me desse mesmo serviço. Um jovenzinho apresentou-se e disse que estava a ligar para efectuar um inquérito de satisfação ao serviço de assistência ao cliente. Até aí tudo bem mas, quando começou a fazer as perguntas, a minha mente perversa começou a dar pinotes de imaginação puramente burlesca. As questões que o jovem colocou, pertinentes para o serviço dele, não tinham nexo algum pois, como vos irei explicar de seguida há coisas que pura e simplesmente não se pode quantificar de zero a dez. A simpatia do assistente, a conhecimento técnico do assistente foram algumas das questões colocadas a mim que, para as responder tive quase a variar entre o responder ao calhas e a resposta tipicamente burlesca.
 
 
Classifique de zero a dez, sendo o zero insatisfação e os dez a satisfação total.
 
Questão nº 1
 
Classifique a simpatia do atendimento do assistente de zero a dez.
 
Hipótese um – resposta simpática - nove valores
Hipótese dois – resposta burlesca – “ tenho que dar um dois porque a sua colega, quando eu a convidei para um jantarzinho a dois seguido de uma noite de sexo luxúria e prazer respondeu-me que isso não estava incluído no pacote. O que é que a sua colega quis dizer afinal? Que não há nada pró pacote ou que tem um pacote diferente dos outros, só atende chamadas? Hum..?!
 
Questão nº 2
 
Classifique os conhecimentos técnicos do assistente, novamente numa escala de zero a dez.
 
Hipótese um – resposta simpática – nove valores
Hipótese dois – resposta burlesca – “ ó amigo e eu que sei da capacidade técnica da moça? Se eu telefonei é porque não vejo um boi da coisa, logo, não posso avaliar seja lá o que for não é?!
 
É claro que não respondi de uma forma burlesca mas sim de uma forma simpática e pedagógica e dei sempre nove valores e no final disse ao assistente que, apesar de ter dado nove valores à moça, isso, não dispensa uma ida a oral ( atenção a oral é diferente de à oral ok?! )

quinta-feira, julho 15, 2004

O Homem das cavernas

Decidi hoje escrever algo diferente, algo mais autêntico, algo mais realista, um história. Como todas as histórias, esta, começa assim.


Era uma vez um rapaz, toxicodependente, que vivia num certo país, e numa certa cidade. Como muitos jovens de sua idade, entrou, compulsivamente, numa espécie de ritual de passagem para a vida adulta. Esse ritual de passagem à vida adulta consistia num internamento numa instituição, com regras rígidas, às quais, devia o jovem, cumprir com zelo e disciplina. E assim foi até um dia em que um episódio, triste, sucedeu nessa instituição. Como o jovem era toxicodependente, e tinha ocorrido um furto de um rádio FM stereo note-se, rapidamente a Instituição deduziu que tinha sido esse jovem a cometer tão vil crime. Como a instituição que se prezava por um código rígido de ética e moral, agiu rapidamente punindo o jovem. Da punição constou um tratamento severo que consistiu num encarceramento do jovem numa cela com dois metros de altura por metro e meio de largura com água à altura da cintura. O jovem foi obrigado a permanecer lá, encarcerado, por seis meses até que a Instituição se apercebeu que tinha cometido um erro. Lamentável foi o erro, bem como, o tratamento sofrido pelo jovem que, ao ficar encarcerado, começou o processo de ressaca, violentíssimo, e como tal, num gesto que de humano só teria se quisesse-se insultar a condição humana, foi-lhe administrado Lagartil , um medicamento ansiolítico utilizado para casos de esquizofrenia catatónica, e ou, aguda.( o efeito deste medicamento é muito forte e provoca um estado de catatónia que consiste na perda total das funções motoras e fisiológicas).
O jovem foi libertado num estado deplorável e, quando pretendeu regressar a casa, não o fez com vergonha e desorientação. Refugiou-se numa caverna às portas de uma cidade onde, pelos locais, foi apelidado como o Homem das Cavernas . Os populares deixavam um prato de comida à porta da caverna e jovem permaneceu lá mais de um ano até que, após um alerta feito à segurança social, a Polícia foi lá buscá-lo. Dos três polícias que tentaram entrar dentro da caverna dois foram feridos com pedras e tijolos na cabeça. O jovem lá saiu da caverna e foi internado numa instituição de recuperação e reinserção social, da ficha de entrada constava que no dia x deu entrada um indivíduo mulato num estado de subnutrição e ninhos de piolhos na cabeça que, inclusivamente, lhe tinha corroído o couro cabeludo. Duas semanas mais tarde, na Instituição em que foi acolhido, deu-se a surpresa, o jovem afinal era branco.
Moral da história não há, cada qual que o faça de consciência própria mas, o propósito desta história foi apenas dar a mostrar uma história que infelizmente é verídica e que eu tive conhecimento depois de começar a colaborar com uma Instituição, a mesma que o acolheu, de recuperação e reinserção social.
Quase que me esquecia, o país é Portugal, a cidade é Coimbra, a instituição que o prendeu é………
A história é triste mas pretendo apenas mostrar o que é que eu vejo por vezes quando olho para a vida do lado de lá da barricada.



Tenham lá paciência

Há dias em que não se pode sair de casa. Hoje, para além de ter que aturar um maluco que me entrou escritório a dentro a queixar-se do Cônsul português de Bruxelas e da Santa da Ladeira, e também, dos bruxedo a que, supostamente, ele está sujeito, tenho que ir dar dinheiro a gulosos, Estado entenda-se.
Prometo postar uma coisita que me lembrou mas, por falta de tempo vou ter que postar mais tarde ok?! ( não que os posts sejam lá grande pistola mas nunca se sabe se o post que aqui vou colocar terá algum jeito e dessa forma salve a honra do Convento ;) )

quarta-feira, julho 14, 2004

Aviso aos mais incautos

Tive a pensar acerca do que tenho escrito, e também, dos temas que tenho escolhido. Noutro dia quando visitava um blogue de um amigo meu, deparei-me com um comentário feito por um indivíduo, no blogue temático acerca de Cabo verde e da Literatura Cabo-verdiana, dirigindo-se ao autor do blog como se este fosse africano. Nada de mal nisso mas, o facto de se ter um blogue que fale sobre �frica não implica que se seja africano. Como tenho vindo a postar textos acerca do Racismo, Homofobia etc... devo dizer para não entrarmos aqui em situações de racismo de peluche o seguinte:

Sou Branco
Sou de Angola
Sou Heterosexual
Sou contra a Homofobia
Sou do Interior, e com muito gosto, não pertenço a nenhum centro urbano...depressivo como Lisboa ou Porto.

Como muitas vezes, confusões são geradas por más interpretações de registos linguísticos. Traço aqui então o rumo, de certa forma, para todos os que visitam e possam vir a visitar o Raminhos.Assim, quando lerem algo que eu poste terão então um visão mais concreta sobre o que pensar acerca do caramelo que escreve as baboseiras que aparecem no Raminhos.
Por fim, resta-me dizer-vos também o seguinte,não tenho o blogue para uma certa espécie de enamoramento narcisico da minha pessoa, pelo que, quando acharem que algum post está uma autêntica bosta digam isso mesmo. E também devo dizer o seguinte, não frequento blogues como reacção hormonal a qualquer que seja o estímulo, faço sim, visitas em que gosto e pretendo partilhar ideias e até mesmo discordar, se fôr esse o caso, das ideias expostas lá.

terça-feira, julho 13, 2004

Vale a pena ler esta letra dos Faithless

Aprecio bastante vários tipos de música, uns pela composição musical, outros pela qualidade das letras dos grupos que a tocam. Faithless entra bem no meu género de música apesar de, a música de dança como alguns temem em incluir tudo o que é electrónico,não ser do meu gosto.

A propósito dos acontecimentos a nível mundial e, do estado de coisas a nível mundial, Faithless presentearam-nos com uma letra extraída do seu último álbum que, a meu ver, diz muita coisa a mim e ao estado de coisas.

My dad came into my room holding his hat
I knew he was leaving,
he sat on my bed told me some facts, son.
I have a duty, calling on me
You and your sister be brave my little soldier
And don't forget all I told ya
Your the mister of the house now remember this
And when you wake up in the morning give ya momma a kiss
Then I had to say goodbye
In the morning woke momma with a kiss on each eyelid,
Even though I'm only a kid
Certain things can't be hid
Momma grabbed me
Held me like I was made of gold
But left her inner stories untold
I said, momma it will be alright
When daddy comes home, tonight
Whether long range weapon or suicide bomber
Wicked mind is a weapon of mass destruction
Whether you're soar away sun or BBC 1
Disinformation is a weapon of mass destruc
You could a Caucasian or a poor Asian
Racism is a weapon of mass destruction
Whether inflation or globalization
Fear is a weapon of mass destruction
Whether Halliburton or Enron or anyone
Greed is a weapon of mass destruction
We need to find courage, overcome
Inaction is a weapon of mass destruction
The skin under my chin is exploding again
I'm getting stress from some other children
I'm holding it in.
We taking sides like a politician
And if I get friction, we get to fighting
I defend my dad, he's the best of all men
And whatever he's doing, he's doing the right thing
It's frightening, but it makes me mad
Why do all these people seem to hate my dad
And if that aint enough now I got these spots
I go to sleep every night with my stomach in knots
And what's more, I can hear momma next door
Explore the radio for reports of war
And all we ever seem to do
Is hide the tears
Seem like daddy been gone for years
But he was right
Now I'm geared up for the fight
And he would be proud of me
If my daddy come home tonight
Listen me calmly
Whether long range weapon or suicide bomber
Wicked mind is a weapon of mass destruction
Whether you're soar away sun or BBC 1
Disinformation is a weapon of mass destruc
You could a Caucasian or a poor Asian
Racism is a weapon of mass destruction
Whether inflation or globalization
Fear is a weapon of mass destruction
Whether Halliburton or Enron or anyone
Greed is a weapon of mass destruction
We need to find courage, overcome
Inaction is a weapon of mass destruction
My story stops here, lets be clear
This scenario is happening everywhere
And you ain't going to nirvana or farvana
You're coming right back here to live out your karma
With even more drama than previously, seriously
Just how many centuries have we been
waiting for someone else to make us free
And we refuse to see
That people overseas suffer just like we
Bad leadership and ego's unfettered and free
Who feed one the people they're supposed to lead
I don't need good people to pray and wait
For the lord to make it all straight
There's only now, do it right.
Cos I don't want your daddy, leaving home tonight

A tartaruga em cima do poste

Devo desde já agradecer à Dany por ter-me enviado este mail com a adaptação de uma velha piada, muito difundida em Angola no tempo colonial. Não pude deixar de postar este texto pois, a brincar a brincar se dizem coisas sérias, e esse também é o espírito do Raminhos.
Enquanto suturava uma laceração na mão de um velho lavrador (ferido por um caco de vidro indevidamente deitado à terra), o médico e o doente começaram a conversar sobre o Santana Lopes. E o velhinho disse: Bom, o senhor sabe... o Santana é como uma "tartaruga num poste" ...
Sem saber o que o camponês quis dizer, o médico perguntou o que era uma “tartaruga num poste". A resposta foi: Quando o senhor for por uma estrada e vir um poste, com uma vedação de arame farpado, e uma tartaruga a equilibrar-se em cima dele, isso é uma "tartaruga num poste". O velho camponês olhou para a cara de espanto do médico e continuou com a explicação:
Você não percebe como é que ela lá chegou;
Você não acredita que ela esteja lá;
Você sabe que ela não subiu para lá sozinha;
Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
Você sabe que ela não vai conseguir fazer absolutamente nada enquanto
estiver lá;
Logo, tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá!

Mais um post englobado na rubrica " Santana, adeus ou vai-te embora"

Por falar em vender a alma.

Surgiu-me uma dúvida acerca desta história de vender a alma. É o seguinte, se realmente alguém vender a alma, presumindo que a tem para vender, poderá receber um recibo? se realmente receber esse recibo, terá que declarar a venda da alma no IRS?

Ora venha daí essa alminha

Que já existem sites que vendem sextoys, carros, casas,crachás e muitas outras coisas bizarras, já eu sabia. Agora, que havia um site onde é possível vender a sua alma é que eu não sabia. A Internet não pára de surpreender.
Já sabem, se pretenderem vender a vossa alma ao Diabo basta clicar neste link.

O que há a fazer

Tenho por hábito não pensar muito no problema e centrar-me sempre na sua resolução. Ultimamente tenho lido muitas considerações acerca das eleições antecipadas que ficaram por convocar. As críticas que li aos vários intervenientes, e em especial a Jorge Sampaio como é óbvio, são autênticos hinos à democracia na forma como explanam os seus argumentos. No entanto, comecei a dar por mim tendo a sensação, de cada vez que lia essas mesmas criticas, que se estava a tentar reinventar a roda. Que houve um atentado à Democracia em Portugal está mais do que visto, não é já um argumento, é um facto inabalável por qualquer ou quaisquer argumentos que se possam utilizar por muita imaginação que se tenha.
Na Sérvia, aquando do regime de Milosevic, surgiu um movimento juvenil apolítico de resistência cívica. O objectivo não era criticar apenas a política, era sim também, fazer ecoar a voz de quem, por muito tempo, tinha vindo, até então, a ouvir os vários políticos nacionais sérvios dizendo a mesma coisa independentemente do seu quadrante político. A organização desse movimento juvenil era secreta por secreta que era qualquer tipo de oposição a Milosevic e seu regime. No entanto, fazia-se mostrar em cartazes, passados de mão a mão, sob a capa de concertos musicais, manifestos publicados em edições periódicas clandestinas, entre outros estratagemas. O interesse nesta história que vos conto tem a ver com um pormenor subtil, ou seja, Milosevic e suas forças opressoras não estão cá em Portugal. Logo, a apatia sentida por vós e por mim também, tem os seus dias contados, pelo menos falo por mim, no Raminhos estará sempre um slogan contra o Primeiro-ministro imposto (e que caro que vai sair esse imposto). Juntos venceremos!
Lutarei pela Democracia no meu país. Serei sempre contra todos os políticos que temos na praça, demagógicos, velhos e gastos. Estou farto desta forma de fazer política de todos os quadrantes, estou farto de partidos do e para o poder exclusivamente e a qualquer custo. Por mim, todos esses revolucionários que deixaram a Democracia solteira no altar para fugirem com a ganância e o dinheiro fácil, terão, politicamente, os seus dias contados.
Proponho assim, que em todos os blogues solidários com a causa da Democracia, seja fixado um slogan contra a imposição de um Primeiro-ministro à força, seja ele quem for.

segunda-feira, julho 12, 2004

Não pode ser sempre coisas tristezas, a malta também tem que se rir

Esta animação está muito bem feita, e porque, afinal rir é o melhor remédio observem bem esta animação

A medalha

A vaidade é um terreno fértil para histórias que envolvem pessoas vaidosas e situações humilhantes para estes. Esta história envolve uma senhora, esposa de um diplomata inglês em Xangai, que recebeu, do presidente da câmara de Xangai, uma medalha com uns caracteres chineses. Anos mais tarde, e de volta a Inglaterra, a referida senhora usou a medalha oferecida pelo presidente de câmara de Xangai, num cocktail oferecido por um político inglês. Na festa, a dita senhora, pavoneava-se com a medalha chinesa até que, em conversa com um senhor, ela vira-se para ele e diz . “ Já reparou na medalha a mim oferecida pelo presidente da Câmara de Xangai? Ele próprio garantiu-me que esta medalha não é oferecida a qualquer um, apenas a pessoas muito especiais.� O senhor inglês, que falava fluentemente cantonês responde-lhe da seguinte forma: “ a Sra. Sabe o que está escrito na sua medalha?� e ela responde: “ Não, por acaso não sei nem me preocupei muito com isso.� Foi então que o sr. Inglês lhe diz o que estava escrito na medalha. “Minha cara, devo-lhe dizer, exactamente, o que está escrito na sua medalha. A medalha diz ipsis verbis o seguinte: Licença camarária de sanidade. Prostitua nº 1�O que se passou a seguir podem imaginar, é desnecessário descrever.

A fala do índio

Sempre me deixei seduzir pela Liberdade, ela puxava de mim a mais profunda devoção. Quando era miúdo via os westerns esperando sempre que os índios ganhassem. No entanto, os westerns, invariavelmente mostravam o “triunfo� da civilização branca sobre aqueles que caracterizavam como maltrapilhos, os índios. Foi partir daí que comecei a nutrir uma enorme curiosidade sobre os índios norte-americanos, mais propriamente, acerca do modo de vida e espiritualidade desses povos ancestrais, desenvolvi um sentido de justiça.
Li alguns livros sobre os índios norte-americanos, como eles foram uma nação, corrijo, várias nações orgulhosas do seu passado e do seu modo de vida. A chegada do Homem de Clóvis, ao continente Norte-Americano, marca a cultura e a forma de vida dos índios norte-americanos tal como a conhecemos actualmente através dos livros de história, e não, de histórias de almanaque entenda-se. Seduziu-me sempre a forma, harmoniosa, como os índios, das várias nações índias norte-americanas, viviam em profunda espiritualidade com a terra e os animais, sagrados, membros plenos de um ciclo de vida no qual o Homem fazia parte, não sendo o todo ou o topo como agora pensa que é.
Admirei sempre a forma prudente como os chefes índios tomavam as suas decisões e também, a forma dura e resoluta como as aplicavam. Nunca esquecendo o Povo e a sua cultura, faziam a guerra, não de uma forma leviana mas sim, de uma forma última em causa que estava sempre a sua sobrevivência e a sua cultura. Gostava que no nosso país, os nossos chefes ouvissem o Grande Espírito, os antepassados, o seu povo. Vou transcrever uma citação de um chefe índio que, apesar de ter sido proferida no século XIX, é actual e mostra o porquê do tão grande respeito e simpatia que tenho por aquela cultura.:

“ O homem sentado no chão, em seu tipi, meditando na vida e no sentido que ela tem, aceitando o parentesco com todas as criaturas e reconhecendo a unidade das coisas do Universo, instilava no seu ser a verdadeira essência da civilização. E quando o homem nativo abandonou essa forma de desenvolvimento, o crescimento da sua humanização viu-se retardado.�

De Lutero Urso em Pé

Tenho muita pena que, em Portugal, os nossos chefes, como o Presidente da República por exemplo, tenham entendido que não deveriam ouvir o seu povo e os seus antepassados na anterior decisão de não convocação de eleições antecipadas, retardando assim o nosso processo de humanização e definhando a democracia.

sábado, julho 10, 2004

El Rei Dom Sebastião de volta e já!!

Se há uma coisa que me deixa completamente possuído de raiva, para além de outras coisas, é chamarem-me de burro sem terem-me dado a oportunidade, de antes, fazer uma burrice.
Sem querer dar muita delonga a este assunto, fétido pelo seu desfecho, cumpre-me, na qualidade de cidadão dizer o seguinte como resposta a uma pergunta feita, sem ser formulada, mas que foi colocada a sobrevoar o discurso de Jorge Sampaio. Não sou burro, aliás, sou burro depois de cometer uma burrice. Se não me deixarem cometer uma burrice, como poderei ser burro? Os burros têem, também, direito a serem o que são e a praticarem aquilo que melhor sabem fazer, burrices. Realmente, a luta incessante pela “ estabilidade política� é cansativa e deve ser acompanhada de intervalos de quatro anos, logo, esta antecipação, em dois anos, de uma luta pela estabilidade política é dura e violenta. Compreendi ontem, pelo discurso de Jorge Sampaio, o que deverá ter sido dito, durante 40 anos, pelo anterior regime, até agora por mim considerado anti-democrático, para justificar e legitimar uma ditadura. O anterior regime primou pela manutenção da estabilidade política com a prossecução das políticas de Defesa (guerra colonial), de Negócios Estrangeiros (isolacionismo internacional). Nós temos, actualmente, um Presidente da República que utiliza os mesmos argumentos.
Fazer crer que os portugueses, 10 milhões, não têem a capacidade de decidir o que é melhor para eles, sendo essa responsabilidade assumida por dúzia e meia de indivíduos representantes de agentes económicos, é uma ideia ultrajante, porca e cobarde. Sr. Sampaio deve ser uma grande maçada convocar eleições.
Alvitrou-se a hipótese de ter sido tomada a decisão de não convocação de eleições antecipadas para aguardar a vinda de El Rei Dom Sebastião. Hoje o céu está nublado mas Dom Sebastião não veio e agora Sr. Sampaio?
Por fim resta-me dizer a todos os muy doutos conselheiros do sr. Sampaio e a ele próprio também que, burro, é vossa excelência e toda essa corja de políticos de manga de alpaca que julgam que pode decidir o meu futuro e da nação onde vivo, sem antes ouvirem a voz de quem lhes paga e os coloca lá no poleiro.
Viva a Democracia! A luta continua, agora é a vez do povo se manifestar e provar a todos esses condores da política ( condores por que são necrófagos e são raros felizmente, os políticos é claro, e não o animal que não fez nem faz mal nenhum a ninguém)que sabe o que quer e, acima de tudo, quer continuar a poder querer o que achar melhor para o seu futuro.

sexta-feira, julho 09, 2004

Não me perguntem porquê

Não me perguntem porquê mas lembrei-me das vezes que, quando era moçoilo, ia roubar fruta aos pomares dos vizinhos e ia ao banho no Rio Tejo. O estranho não é recordar os momentos passados, o estranho é voltar a ter vontade de ir roubar fruta novamente mas com uma nouance. Hoje em dia, se o gajo que me atingiu, de raspão, com uma chumbada de sal, me aparecesse à frente tava feito ao bife comigo. Para além do gajo estar bem mais velho, eu, entretanto, cresci um bom bocado e, aumentei um bom bocado também, a minha massa corporal permiti-me, hoje em dia, dar-lhe uma chumbada de sal na fronha mal amanhada do gajo que, o gajo nunca mais se punha em pé.
Escrevo este post como tributo a todos aqueles piratas de palmo e meio que, saltando de muro em muro, de aventura em aventura, deram o colorido, bonito que é, ao meio rural. Bem hajam ó guerreiros da fruta!

Mar bloguesto

Quando comecei a navegar por entre o mar da blogoesfera, vasto que é, parti com o pressuposto de encontrar o Santo Graal da Liberdade. Não posso dizer que não o tenha encontrado, aliás, para ser verdadeiro com o que encontrei, devo dizer que encontrei vários Santos Graais. Encontrei várias Ilhas dos Amores, em que as musas enamoravam os que lá desembarcavam com um verdadeiro culto do hedonismo de se deixar enfeitiçar. Encontrei alguns Adamastores também mas, no final de contas feitas com a regra de três simples ensinada pelo tempo, conclui que as tais Ilhas dos Amores não passam de ilhas e contemplações de quem procura outra rota que não a da partilha de amores mais intelectuais. Quanto aos Adamastores, não passam de rochedos que falam apenas para as poucas gaivotas que por lá passam à procura não de abrigo nem peixe mas sim, de ventos favoráveis para partirem dali para fora.
Em alguns locais, desse mar, pontos geográficos dispersos num imensidão de mar de gente e ideias, encontrei espelhos que reflectiam imagens daquilo que o espelho quer que seja o reflexo de quem lá passa.
Afinal, como marinheiro que sou nesta blogoesfera, o meu navio parte sempre com nada à partida, à partida não leva nada, firme num movimento contínuo, rota incerta, e na certeza de encontrar alguns portos que me abrigam sempre, e que, dos meus porões nada esperam.
Sigo sempre a rota de uma liberdade que encontro sempre nas ideias e nas pessoas que encontro, mudo a rota quando as tempestades atormentam os vários portos. Esta é a Liberdade que se encontra na Blogoesfera mas, para tal, há que navegar e visitar os portos que nos dão abrigo.
Isto é vago como vago é, o ressentimento que por vezes temos de pessoas que, felizmente não aqui no Raminhos, deixam marcas de pretensa agressão à Liberdade mas o mar da blogoesfera é vasto, e há que seguir a rota. Como tal, pretendo que encontrem no Raminhos um porto de abrigo temporário na rota que cada um pretende realizar. Enquanto cá estão serão bem recebidos, dos vossos porões pretendo apenas as vossas impressões, as vossas ideias partilhadas por quem as quiser.

quinta-feira, julho 08, 2004

Divulguem

No seguimento do post acerca do contributo genético português à população norueguesa, aliás não é bem no seguimento, mas sim, na origem desse post, esteve algo que eu tive a investigar ultimamente, a título de curiosidade, acerca do contributo da ciência da genealogia mais propriamente, à antropologia e vice-versa. O tema pode despoletar debates interessantes se pretendermos navegar algures por entre temáticas como a clonagem, alimentos transgénicos e outros. No entanto, o meu interesse foi cativado pela relação estreita entre a genealogia e a antropologia.
O desenvolvimento do estudo do genoma humano levou à alteração de alguns conceitos, e ou, preconceitos que existiam na Antropologia que, até então, estavam confinados aos compartimentos das teorias por confirmar ou provar. Assim, o conceito de Racismo sofreu uma alteração drástica em termos de abordagem e estudo do tema/conceito. Com a comprovação técnica, por parte da genealogia, de que o mito das várias raças humanas, não existia cientificamente por virtude de não haver uma ligação estreita entre as diferenças físicas verificadas entre os vários povos que habitam os vários continentes e a existência de raças diferentes pois, o que se revelou foi que, por muito espanto e polémica que isso tenha gerado, as várias populações humanas partilham antecedentes genéticos que invariavelmente desembocam em �frica, local de origem dos povos humanos modernos. Entretanto, importa referir que, na Europa o conceito de raça humana, ou melhor, da existência de várias raças humanas, assentou em teorias neoclássicas criadas em pleno século XIX que legitimaram, durante décadas, vários conflitos entre nações. A gravidade da situação assenta-se no facto de que, actual, ainda subsiste esse tipo de teorias bacocas ( já lá vão dois séculos, já é tempo de mudar não acham?).
Visto que existe uma raça humana, somente, e que todas as populações humanas têem um grau de parentesco elevado e, acima de tudo, todas as populações, salvo algumas excepções isoladas, tiveram contactos entre si, a noção de que um país se distingue dos mais pela existência de um povo com características específicas em termos raciais, está redondamente errado. Como escrevi num post anterior, o conceito de racismo está ligado actualmente, em termos técnicos antropológicos, com discriminação sobre os variados pontos de vista que não somente com as diferenças físicas evidentes ou não. Homofobia, xenofobia, sexismo, machismo, feminismo e outras considerações discriminatórias feitas com base não incapacidade de aceitar a diferença, por muito válidos que possam ser os argumentos, fazem parte do que é actualmente o conceito de racismo. Como tal, quando se fala em racismo, pode-se fazê-lo em relação a todo o tipo de discriminação.
Em suma, o objectivo deste post visa, essencialmente, a desconstrução do conceito de racismo no âmago da questão, ou seja, o conceito da existência de várias raças humanas. Assim proponho a todos vós que concordam com o que está aqui escrito que, quando ouvirem alguém teorizar acerca da diferença entre as várias raças que, amavelmente, expliquem que existe uma só raça e como tal, a discriminação tendo por base apenas a diferença de tom de pele, digamos que, é idiota.
( Para melhor complementarem os vossos conhecimentos acerca desta temática aconselho a leitura da Revista Antropológica disponível na net)

quarta-feira, julho 07, 2004

Curso de Formação

Recebi mais um daqueles mails com imagens e piadas engraçadas mas, ao contrário dos muitos que apago pura e simplesmente, este, despertou-me a atenção. Este mail traz a divulgação de uma acção de formação dirigida aos Homens mas, atenção senhoras, não se riam muito porque senão ainda sobra para vós. Os homens, à semelhança das mulheres necessitam de alguma orientação para uma convivência sana e pacífica. Assim, começo por propor uma acção de formação cujos destinatários são os homens, a realizar num local a combinar e com inscrições ilimitadas.
Eis o programa da acção de formação:


1º Dia

Como encher as formas de gelo, passo a passo, com apresentação de slides.

2º Dia

Sobre o rolo de papel higiénico. Será que nasce no porta-rolos? Mesa redonda

3º Dia

É possível urinar levantando a tampa da sanita? Se é possível, será também não urinar a tampa? Método Demonstrativo

4º Dia

Diferenças fundamentais entre o cesto de roupa suja e o chão. Gráficos e apresentações gráficas demonstrativas das diferenças encontradas.

5º Dia

A louça do almoço levita sozinha até à máquina de lavar louça? Exemplos em vídeo

6º Dia

O comando da televisão é um elemento de identidade masculina?

7º Dia

Oferecer flores à namorada ou esposa não é prejudicial à saúde, é caro mas não faz mal.


Como já referi as inscrições são ilimitadas.
Por último, as senhoras não devem rir-se muito porque ainda é capaz de sobrar para elas ;)

terça-feira, julho 06, 2004

Eles agradecem e nós retribuimos o gesto.

Quando visitei a Expo 98, deparei-me com um quadro no pavilhão da Noruega que me despertou a curiosidade. No pavilhão da Noruega, no meio de alguns quadros com fotografias de paisagens bucólicas, à norueguesa, havia lá um quadro cujo título despertou-me a curiosidade. Dizia: “ O reino da Noruega agradece Portugal� e eu fiquei curioso em saber que raio é que nós fizemos lá pela Noruega para os tipos agradecerem, então, comecei a ler o resto do quadro que dizia o seguinte: “ O reino da Noruega agradece o contributo genético português na população norueguesa, deixado pelos pescadores de bacalhau portugueses que naufragavam e eram acolhidos pelas populações costeiras. Desta forma, os portugueses contribuíram para a riqueza, e beleza, da população litoral norueguesa.�
Ora, desde já, importa agradecer, ao reino da Noruega, o elogio que, antes de mais, revela bom gosto por parte dos noruegueses ao apreciarem a beleza portuguesa. Depois, temos que, humildemente, dizer aos Noruegueses que foi um prazer contribuir para a herança genética da Noruega (imagino o prazer que não terá sido). Aliás, envio daqui, o nosso muito obrigado a todos os países que deixaram que nós, portugueses, tenhamos deixado o nosso humilde contributo, e também, agradece a todos os países que contribuíram também para a nossa beleza genética ( temos umas beldades muito exótica por causa disso, aí temos temos).

Ó senhora ministra cadê o dinheiro que paguei a mais?

Pois é, isto de "benesses" do governo tem muito que se lhe diga. Quando a ministra anunciou o alargamento dos prazos para a entrega do IRS, eu, pensei logo que iria haver marosca. E realmente há marosca, o sindicato dos trabalhadores das Finanças diz que o processamento das notas de liquidação, onde constam os reembolsos, estão a ser processadas a um ritmo normal, ou seja, à semelhança do ano transacto já deveria ter recebido a minha guita. O facto é que ainda não recebi e ao que parece, posso vir a receber até 31 de Agosto por via da Lei que regulamenta os reembolsos a título de IRS, que diz que o Estado tem três meses para proceder ao reembolso à data do último dia do prazo de entrega das declarações. ora como o prazo foi alargado, já se está à espera do que vai acontecer, ou seja, quem estiver a fazer conta do reembolso para um reforçozinho de férias ou do orçamento tá feito ao bife.
Quero o meu dinheiro de volta e com juros Ó xoura ministra!!!

segunda-feira, julho 05, 2004

E agora?

Após a derrota de Portugal, na final, contra a Grécia temos que pensar agora no que é realmente importante em vez de estarmos, novamente, a criar discursos de aclamação por uma vitória moral no Euro 2004. A organização do evento foi um sucesso, está comprovado não só por nós, mas também, por todos os delegados da UEFA e FIFA que se deslocaram a Portugal para verem o EURO 2004. Isto é um facto, como é também, o facto de que a Grécia saíu vencedora do Torneio com uma vitória sobre Portugal, país anfitrião.
O outro lado de qualquer questão é sempre intrigante e profícuo em atribulações e surpresas. Terá Durão Barroso pensado que Portugal iria ganhar o Euro 2004, deixando assim passar ligeiramente a confusão instalada por causa da sua demissão? E agora Sr. Sampaio, vai apelar à "estabilidade" e não convocar eleições antecipadas?.
Fiquei óbviamente triste com a derrota mas não consigo fazer discursos de vitória moral quando, perdemos a final do Euro 2004, numa oportunidade que dificilmente se repitirá, ou melhor, repitirá concerteza, mas com maiores dificuldades. O que me deixa revoltado é a simpatia imposta pelo fair-play que temos que ter apesar de termos falhado desportivamente. Já me está a doer a cabeça só com a expectativa de ter que ouvir as visões muy dotas dos milhares de treinadores de bancada, a explicarem o porquê da derrota. Não quero isso, quero sim soluções, ou seja, o que vamos fazer para a qualificação para o Mundial de 2006. Uma renovação está in order.

domingo, julho 04, 2004

O que irá acontecer?

Neste fim de semana duas coisas deixam-me na espectativa. Uma é o resultado da selecção nacional no jogo de hoje, a outra é a decisão do presidente da República em relação à questão de eleições antecipadas ou não.
Esta luta intrapartidária ( no PSD ) deu uma nova dimensão, real e concreta, do que é necessário fazer para conservar esse bem tão escasso que é o Poder. De velhos conflitos viscerais entre as várias facções, dentro da Laranja, viu-se o apelo à bandeirinha crescer, ou seja, de ódios antigos encheu-se o velho baú, substituindo as rivalidades por uma paz podre mas de bandeirinha em punho. A bandeirinha do poder move montanhas, na última semana falou-se muito num apelo a um gigante adamastor intitulado estabilidade política ou governativa. Na democracia, não há estabilidade governativa por inerência, existe sim, paz governativa por votos de 4 em 4 anos. As eleições servem para ditar a voz do povo acerca deste ou aquele projecto de governação que, será sempre encabeçado por alguém. Qual o receio de eleições? perder o poder? pois bem que o percam ou o ganhem se o merecerem mas deixem o Povo decidir o que quer do seu futuro.
Por último, na passada semana ouviram-se vários argumentos pró e contra a convocação de eleições antecipadas mas o que mais me captou a a tenção foi o "argumento" de que, após um reunião com vários representantes das corporações empresarias na sede do PSD, os empresários apoiavam, largamente, a não convocação de eleições antecipadas. Sim senhor com esse argumento é que me calaram!! os empresários são contra as eleições antecipadas e agora o que fazer, como argumentar?! Que bestialidade! a este argumento respondo da seguinte forma: Vozes de burros não chegam ao céu! e atenção que não tenho nada contra o animal.

sexta-feira, julho 02, 2004

Assim fiquei mais descansado.

Ora de acordo com as palavras de Alberto João Jardim, a crise política instalada em Portugal, não é nada mais, nada menos que uma cabala inventada pelos lisboetas ociosos, sedentos de poder e tachistas. Quem fala assim não é gago, é parvo, mas isso todos nós já sabemos ditas por quem foram estas declarações. Pelo que eu fiquei a perceber, do que disse Alberto Jardim, após competente tradução para português perceptível e sem gatafunhos impregnados de hálito a poncha, que o problema instaurado com a possibilidade de Pedro Santana Lopes ser nomeado Primeiro Ministro, é o facto de este, ser Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Ó Santana não devias ter saído do Casino da Figueira da Foz, perdão, digo, Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Um termo, muito original, utilizado, ultimamente, foi o de Golpe de Estado Constitucional. É um conceito muito sui generis pois, ao que eu saiba, qualquer acto consagrado constitucionalmente, como é o caso de eleições antecipadas, não é um golpe de Estado a não ser que, o Arikiri, seja um acto constitucional consagrado. Acho piada a todos aqueles, muy doutos, economistas, dizerem que é perigosa para a estabilidade orçamental, uma crise política que as eleições antecipadas poderiam trazer. Não podia estar mais de acordo com tamanha patranha intelectualóide seguidista da política globalista Norte-Americana ( estava a brincar é claro que não concordo). O importante é continuar a baixar a inflação para que o Euro, não suba mais do que já tem subido em virtude de uma guerra criminosa fomentada pelos Estados Unidos, no Iraque. É que os Estados Unidos, com a guerra que estão a alimentar, estão fazer circular quantidades enormes de dinheiro para pagar o esforço de guerra que, inevitavelmente, faz com que a inflação suba e, consequentemente, o dóllar suba também. Por cá, os europeus, insistem em controlar os déficits orçamentais para não colidir com a política externa Norte-Americana. E nós cá vamos andando com a cabeça entre as orelhas.
Pedro Santana Lopes no que pareceu ser o seu discurso de posse como Primeiro-Ministro já garantiu que o combate ao défice orçamental irá continuar e que a coligação com o PP, amigo, é vista com bons olhos.
Não consigo conter uma brejeirice, desculpem-me mas lá vai PQP a esta ..erda toda

quinta-feira, julho 01, 2004

Engenharia Social

A fraude com recurso à “engenharia social� usa a psicologia da influência para levar o alvo, alguém, a atender e a executar um pedido que lhe dirige, normalmente de forma indirecta.
A “Engenharia social� ou “arte de enganar� recorre a métodos clássicos para iludir, por exemplo através da sedução, aplicando-os em grande escala, recorrendo à Internet, e é imune a todas as medidas de segurança de cariz técnico que implemente para reforçar a segurança de um computador - actualização frequente de software, aplicação de patches de segurança, utilização de anti-vírus com actualização periódica.
Esta foi uma mensagem de uma Instituição bancária Portuguesa sobre as fraudes cometidas via Internet. No entanto, quando li esta mensagem, não pude evitar deixar de me lembrar de outros casos que não os da Internet. Lembrei-me da política Portuguesa, e mais propriamente, de alguns políticos da praça, ou de praça, que abundam muito neste país.
Os canais são outros mas a filosofia de acção é quase a mesma. Nunca vi, em portugal, uma imprensa tão manipulada, e manipuladora, como a que temos hoje. Digo isto sem esqueçer do período obscuro do Regime fascista mas, convinhamos que, na altura não havia informação mas sim propaganda do regime.

Thank you very much, brigadinhos voltem sempre

“...o que importa não é sermos bonitos e galantes, há lá tantas formas de se compor uma estante…� este excerto pertence a um poema de Mário Cesariny, o que quer dizer ou não, é irrelevante, há lá tanta forma de se compor uma estante. Procuramos de certa forma materializar uma matriz de valores próprios, de registos de significação em tudo o que fazemos na vida quotidiana. Para além do ar existe, um ou vários, compartimentos onde navegamos com uma rota incerta. Procuramos os melhores ventos, escolhemos os nossos próprios ventos e seguimos de uma forma ou outra. Nas nossas palavras buscamos significação, jogamos, trocamos, compreendemos estilos, criamos estilos e o que resta no final é o que sempre foi, o que sempre lá esteve. Procuramos o mesmo poço onde, quando éramos crianças, nos debruçávamos perguntando ao eco o que este tinha para nos dizer. A escrita é um acto de amor por excelência, revela o que nós somos, o que não somos, não pelas palavras, estilos ou significação, mas porque cuidamos, porque partilhamos.
Não sou muito de efemérides mas estou em crer que o Raminhos já deve ter pelo menos um mês de existência e assim, como não podia deixar de ser, agradeço a todos aqueles que o visitaram e participaram nele. Quero agradecer, em especial, à Joaninha, Ashoka, Játon, Silvenius, Tiago, Riduka e todos os outros que participaram ao comentar alguns dos posts aqui colocados, e à Joaninha em particular, pela sua participação como post “ o Elogio�.
Da minha parte prometo tornar o Raminhos cada vez melhor, com menos gaffes e imprecisões. De resto, o conteúdo vencerá sempre sobre a forma. Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa muito pouco formal e até mesmo convencional. Sou um cromo ehehe!
E não se esqueçam, voltem sempre, a gerência agradece!

a César o que é de César, a Deus o que é de Deus

Geralmente recebo inúmeros mails com autêntico lixo informativo mas, este é uma excepção por ser, de uma forma, educativa e elucidativa, engraçado. Zelo sempre pela máxima que diz: “a César o que é de César, a Deus o que é de Deus� mas, há culturas neste planeta, como é o caso da dos Estados Unidos, que ainda não saíram do século XIX. De seguida irei postar uma história ocorrida nos EUA acerca daqueles inúmeros programas de rádio fundamentalistas cristãos. Aproveito para referir que, esta história, apesar de ridícula não serve o propósito, pessoal, de ridicularizar quem segue a Escrituras Sagradas pois, pessoalmente, não pretendo, de forma alguma, ferir as susceptibilidades de quem é crente. Certamente, quem é crente, realmente crente, sem doutrinação de qualquer, ou algumas, igrejas, percebe o que estou a dizer.

Eis a história:

De homossexualidade & preconceitos (Sob o nome de Deus como álibi!)Recentemente, uma célebre animadora de rádio dos EUA afirmou que a homossexualidade era uma perversão: «É o que diz a Bíblia no livro do Levítico, capítulo 18, versículo 22: " Tu não te deitarás com um homem como te deitarias com uma mulher: seria uma abominação". A Bíblia refere assim a questão. Ponto final», afirmou ela.Alguns dias mais tarde, um ouvinte dirigiu-lhe uma carta aberta que dizia:
Obrigado por colocar tanto fervor na educação das pessoas pela Lei de Deus. Aprendo muito ouvindo o seu programa e procuro que as pessoas à minha volta a escutem também. No entanto, eu preciso de alguns conselhos quanto a outras leis bíblicas. Por exemplo, eu gostaria de vender a minha filha como serva, tal como nos é indicado no Livro do Êxodo, capítulo 21, versículo 7. Na sua opinião, qual seria o melhor preço? O Levítico também, no capítulo 25, versículo 44, ensina que posso possuir escravos, homens ou mulheres, na condição que eles sejam comprados em nações vizinhas. Um amigo meu afirma que isto é aplicável aos mexicanos, mas não aos canadianos. Poderia a senhora esclarecer-me sobre este ponto? Por que é que eu não posso possuir escravos canadianos?
Tenho um vizinho que trabalha ao sábado. O Livro do Êxodo, capítulo 25, versículo 2, diz claramente que ele deve ser condenado à morte. Sou obrigado a matá-lo eu mesmo? Poderia a senhora sossegar-me de alguma forma neste tipo de situação constrangedora?
Outra coisa: o Levítico, capítulo 21, versículo 18, diz que não podemos aproximar-nos do altar de Deus se tivermos problemas de visão. Eu preciso de óculos para ler. A minha acuidade visual teria de ser de 100%? Seria possível rever esta exigência no sentido de baixarem o limite?
Um último conselho. O meu tio não respeita o que diz o Levítico, capítulo19, versículo 19, plantando dois tipos de culturas diferentes
no mesmo campo, da mesma forma que a sua esposa usa roupas feitas de diferentes tecidos: algodão e polyester. Além disso, ele passa os seus dias a maldizer e a blasfemar. Será necessário ir até ao fim do processo embaraçoso que é reunir todos os habitantes da aldeia para lapidar o meu tio e a minha tia como prescrito no Levítico, capítulo 24, versículos 10 a 16? Não se poderia antes queimá-los vivos após uma simples reunião familiar privada, como se faz com aqueles que dormem com parentes próximos, tal como aparece indicado no livro sagrado, capítulo 20, versículo 14?
Confio plenamente na sua ajuda.

quarta-feira, junho 30, 2004

Não podemos papar tudo o que nos aparece à frente

Sem cair em tentação, os últimos acontecimentos políticos em Portugal são propícios a clivagens ou ao reforço das mesmas. A saída brusca, mas não súbita, de Durão Barroso foi o corolário de uma forma de estar e de fazer política que, em muito faz de Durão Barroso, seu representante e mestre. Não se pode deixar de evidenciar que, Durão Barroso, apesar de ter sido a 4ª escolha para o cargo que irá assumir, não deixou de se insuflar e de ver esta nomeação como a oportunidade de se ver livre de um governo que o iria crucificar, por mera retaliação, pelo que este tem vindo a fazer ao país. Não se pode esquecer do discurso de posse do ex-primeiro-ministro que disse que o país estava de tanga e que reforçou a necessidade de reformas, que não se viram, por via do facto do País estar de tanga.
Quando se apela à Esquerda unida para fazer frente à suposta hípotese de nomear Pedro Santana Lopes, é importante referir que, a Esquerda, sempre teve unida no propósito de fazer valer os direitos e as garantias dos cidadãos na Democracia, enferma que temos no nosso país, mas que existe e quer-se mais forte. As formas e os propósitos, de cada um dos partidos de esquerda podem divergir entre si mas, convergem determinantemente na busca, incessante, da democracia plena em que o diálogo e o escutar as apreensões do povo são determinantes práticas das políticas desses partidos. Mas, como disse já, é necessário não cair em clivagens latentes por diferenças políticas, que são óbvias, mas que no fundo pretendem, ou deveriam, atingir a prosperidade e segurança de uma sociedade livre e Democrática, esquerda ou direita. Digo isto apenas porque na Direita, apesar de raros,existem exemplos de democracia como é exemplo Freitas do Amaral ( vide carta aberta publicada no jornal Público de 28/06/2004).
As eleições antecipadas são o espectro mais que provável para o futuro político em Portugal, resta saber se serão em Setembro, Outubro ou Novembro. No entanto, é importante referir que as eleições antecipadas não são a única novidade. Enquanto nos digladiamos entre aqueles que pretendem permanecer nos seus cargos e os outros que pretendem a democracia plena em acção, o Sr. Durão Barroso, deixou-nos um legado que se vai repercutir no futuro e que trará profundos inconvenientes ao nosso futuro e ao futuro da Europa. A nova Constituição Europeia, já assinada e rectificada pelo Governo em Salónica, vai trazer uma forma de condução política impregnada nos ideais da Direita Conservadora Cristã por via de dois factos. O primeiro tem a ver com a rectificação que o Governo, ou melhor, ex-governo, fez do tratado que rectificou o texto da Constituição, e, em segundo lugar, o facto de termos, actualmente, uma maioria no Parlamento Europeu do Partido Popular Europeu. Não é necessário uma análise muito aturada para compreender que, através do que foi a reunião da NATO em Istambul, a política externa europeia, fundamentada e apoiada na Nova Constituição, vai privilegiar o combate ao terrorismo sob as premissas que têm vindo a conduzir o conflito no Iraque, ou seja, mesmo que no seio da Europa possam surgir vozes contra um conflito análogo ao do Iraque, os países europeus que pretenderem, mesmo assim, violar os princípios que deverão nortear a nova Europa, e a Democracia em geral, bem como o Direito Internacional, podem-no fazer porque dispõem do direito a veto de decisões que digam respeito à política externa de cada um dos países membros. Mais, Portugal, apesar de ter uma Lei que penaliza o Aborto, nunca poderá ver essa Lei contrariada por via do facto de que a Nova Constituição prevê que cada Estado Membro tenha o direito de reservar a sua legislação para o respeito dos seus usos e costumes, e após a assinatura da Concordata com o Vaticano, pode-se adivinhar que os usos e os costumes em Portugal, em matéria da despenalização do aborto, são católicos, ortodoxos e violadores de princípios básicos da liberdade e do Estado de Direito.
Esta será a primeira de várias rubricas onde procurarei explanar os prós e os contras de uma Constituição que irá a referendo sem que tenha havido qualquer tipo de debate para a organização dos princípios básicos que irão nortear uma tão necessária e imprescindível Constituição Europeia. Por último, resta-me referir que apenas 30% da população portuguesa se afirma como sendo católica praticante, porque os restantes, divididos por outras confissões religiosas, são ao que parece católicos culturais. Não me vejo numa missa católica como quem vai a uma peça de teatro mas enfim.

terça-feira, junho 29, 2004

A verdadeira história da nomeação do presidente da União Europeia

Por detrás de cada acontecimento há sempre um lado secreto. Desta feita, a escolha do candidato perfeito para a presidência da União Europeia não foi excepção.
Fontes seguras em Bruxelas revelaram-me uma história inquietante envolvendo dois candidatos presidências em que um dos candidatos foi preferido em detrimento de outro, por motivos que eu classifico como sendo, no mínimo, injustos. Estamos nada mais, nada menos do que a falar de Durão Barroso e Elmer Fudd.
Aqui vamos revelar os relatórios de ambos candidatos, e ler com espanto, a quantidade de injustiças perpetradas ao tão nobre candidato, Elmer Fudd, para benefício explícito e descarado de Durão Barroso. Ora eis o relatório elaborado sobre ambos os candidatos traduzido para português.

Candidato Presidencial número um:

Nome: Durão Barroso
Background Político: Activista do PCTP-MRPP enquanto jovem, lambe botas mais tarde num partido indefinido entre o que der mais votos, esquerda ou direita.
Qualidades Intrínsecas: Faz de ludibriar uma arte, tem o condão de desaparecer quando a situação está muito perigosa crê-se que seja o Houdini do século XXI. Tem uma predilecção especial pelo poder e é bem comportado. Faz tudo o que lhe mandarem e é obediente como um cão.
Ponto negativos: Quando mente tremelica do olho esquerdo, tem a tendência de agravar as asneiras que faz quando as tenta explicar. Consegue manter um discurso durante horas sem adiantar absolutamente nada, qual condor a circular sobre a carcaça.

Candidato Número dois


Nome: Elmer Fudd
Background Político : Que se saiba não possui qualquer historial político definido e deliberado. Participou em algumas curtas-metragens norte Americanas durante a Segunda Grande Guerra.
Qualidades intrínsecas: A tenacidade e o espírito de luta são o seu cartão de visita. � mais de sessenta anos que persegue o mesmo Coelho sem desistir, apesar dos seus confrontos com o referido Coelho serem sempre bastante duros e explosivos.
Pontos menos positivos: Não se lhe conhece qualquer tipo de orientação política senão a orientação dos indivíduos que, ocasionalmente, o desenham, pelo que, os intermediários aqui poderão constituir um problema sério. A sua fixação pela perseguição a aquele coelho poderá trazer alguns problemas. Apesar de ser muito fácil convencê-lo que o coelho não existe, existindo sim um outro coelhinho chamado terrorismo, é de crer que Elmer Fudd ficaria tão fixado pelo coelho, ou melhor, no terrorismo, que poderia querê-lo só para ele. Queremos um cãozinho de caça que abata a presa e a traga, a abanar o rabo, à espera de uma mísera recompensa.

Analisados os perfis dos dois candidatos eis o que escreveram e a decisão que tomaram.


“…è a nossa convicção que o candidato Durão Barroso seja o candidato perfeito para o cargo por um motivo, forte no nosso ver, e que determinou a nossa decisão. Durão Barroso, ao contrário de Elmer Fudd, não quer o Coelho só para ele. Motiva-se apenas com a noção vaga de poder e é mais fácil de manipular comparativamente com Elmer Fudd que necessita de um batalhão de desenhadores para meter o boneco a discursar. Assim escolhemos o boneco Durão Barroso por ser mais obediente e economicamente mais viável, enquanto a tecnologia dos cartoons não trouxer uma solução economicamente mais viável…�

Ora como a vós, também a mim me chocou tamanha injustiça perpetrada contra tão nobre e simpática personagem como é Elmer Fudd. Como tal, movi-me do propósito de fazer aqui um petição a favor de Elmer Fudd, intitulada:

Elmer Fudd to the Presidency or burst !

Conto com o vosso apoio para uma possível candidatura, de última hora, de um candidato que fará de certeza absoluta melhor figura que Durão Barroso.



I´ll be the puésident!!
That´s all folks!!

segunda-feira, junho 28, 2004

Democracy in action

Em tempos, a quando das eleições europeias, carpimos as mágoas de um povo que não participou, que se esqueceu dos seus deveres e não direitos como alguns pensam, e que deixou Portugal com a infame cifra de 62% de abstenção. Contudo, os últimos desenvolvimentos, originados por este furacão político do gracejar dos partidos populares ao oferecer um brinquedo, chamado poder, a uma criança ávida de brincadeira, trouxeram uma instabilidade no País com divisões entre aqueles que pensam de uma forma democrática, propondo eleições antecipadas, pois afinal ainda nos é garantido escolher o nosso Primeiro-Ministro, até ver, e os outros que pensam que o universo de escolhas políticas se restringe a um partido e uma muleta inexpressiva coligada.
Não pude deixar de ficar contente pela demonstração, ontem em frente ao palácio de São Bento, de cerca de 2500 pessoas manifestando-se contra a nomeação, hierárquica, de Santana Lopes como Primeiro-Ministro. Claro que essas pessoas chegaram lá, supostamente por SMS anónimos e não intencionados, enviados por milhares de pessoas que convocaram uma autêntica “corrente de força�. Claro que alguém esteve por detrás desta corrente de força mas o que importa afinal é que moveu as pessoas e não apenas as pessoas das bandeirinhas e dos discursos doutrinados deste ou daquele partido. Foi uma manifestação democrática no verdadeiro sentido, ao contrário das manifestações espontâneas convocadas por um líder qualquer de uma juventude partidária de coligação que, de Democracia nada sabe mas também como não saiu ainda dos cueirinhos não se pode levar a mal.
Entretanto, no próprio partido PSD, as peças do xadrez movimentam-se freneticamente de forma a garantir que velhas rivalidades internas e poleiros não caíam em mãos alheias. A ministra Ferreira Leite afirma que é imprescindível a convocação de um congresso extraordinário para eleger o sucessor natural de Durão Barroso. Pois como se de uma monarquia se tratasse, estamos em pulgas para saber qual será o próximo Rei Laranja, sendo sincero, em pulgas não estou, estou sim a tentar ser irónico pois não creio que ainda seja possível nomear um primeiro-ministro através de um congresso mas, desde que vi um porco a andar de bicicleta, hoje em dia acredito em tudo.
La piéce de resistence, Sampaio, será que vai ter the balls para convocar, sendo a mais lógica ideia de todas as lógicas possíveis, eleições antecipadas? Eu já vos contei a história do porco e da bicicleta não já?

sábado, junho 26, 2004

Campeonato da Europa afinal não é cá em Portugal

O Tratado de Salónica, do qual foi obreiro o Sr. D´Estaign, resultou, espantosamente, numa Constituição Europeia a referendar em Janeiro próximo pelos Europeus. È importante referir antes que tudo que, nunca uma conferência de ministros de vários países aprovou, ou atribuí legitimidade à criação, de uma Nova Constituição, sem a consulta prévia dos parlamentos nacionais que esses ministros representam, ou seja, o Povo. O que se passa neste momento é, sem margem para dúvidas, a imposição de uma Constituição Europeia que terá poder supremo sobre várias matérias a que a legislação de cada estado membro diz respeito, aparentemente. Até aqui nada de novo, pois este é o caminho que a Europa terá que ter se, de uma vez por todas, pretender realmente passar de um projecto para uma realidade concreta e uníssona. No entanto, temos que realçar vários aspectos, não somente acerca da Constituição em si mas também acerca da vontade, ou não, por parte dos europeus, de terem uma Constituição e, querendo-a, em que moldes e nem em que áreas deverá esta incidir. Não nos estamos a inteirar, nem a perspectivar correctamente, o que é, nem porque foi, criada esta Constituição Europeia e muito menos por quem, ou melhor até sabemos, mas vamos fingir que não nos apercebemos que os governos de Direita pró Norte-Americanos, derrotados nas últimas eleições, estão a ver o poleiro a fugir-lhes não tarda muito.
As últimas eleições europeias e as alterações no xadrez político que estas irão introduzir no futuro mais próximo, entenda-se uma viragem generalizada à esquerda, precipitaram fortemente a criação de uma Constituição que, nada mais é do que uma boa intenção e uma pratica insuficiente como têem vindo a ser os sucessivos Tratados.
Quando a Inglaterra afirma que rectifica o tratado desde que não haja, por parte da união europeia, interferência nos assuntos de política monetária (querem ficar fora do Euro definitivamente, não basta já em futebol, querem também na moeda), defesa ( tem que ser alimentada a guerra no Iraque senão a BP deixa de financiar os partidos políticos ingleses) e negócios estrangeiros, e quando, países como a França, a Alemanha e a Espanha procuram cimentar as suas posições através da alteração da regra dos 60% para 55% de representatividade para promulgação de normas comunitárias tornando, desta forma, mais fácil a rectificação de normas pelos vários eixos amigos dos quais os países mais pequenos são peanuts. Nada de bom se deixa antever para o futuro da Comunidade Europeia. Ora, se o maior problema, gerado nos últimos tempos, na União Europeia, foi a separação de vários países devido à questão do Iraque, agora, a sua vida está mais facilitada e, consequentemente, os seus programas e indústrias militares também, quando quaisquer resoluções, emitidas pela União Europeia, forem contrárias às intenções de certos países em violarem o Direito Internacional e todas as convenções internacionais, poderem ser ignoradas sem qualquer espécie de sancionamento por parte da União pois, a Constituição Europeia prevê que as políticas de defesa e negócios estrangeiros de cada estado membro sejam sempre respeitadas.
Apesar de haver muito a dizer acerca desta “Constituição� Europeia, não se pretende tornar o Raminhos num livro sobre a Constituição Europeia, mas sim um local de debate de vários aspectos da Constituição Europeia, pelo que, e será aqui no raminhos dito, em vários posts, o que significa, e também, o que implica, esta Constituição Europeia.
Quanto a Portugal e ao seu primeiro-ministro, não será de esperar qualquer tipo de atitude digna senão a saída de Durão Barroso para ocupar o Cargo, a que foi convidado, até ver, de presidente da União Europeia. Só alguém como Durão Barroso, desprovido de espinha dorsal, aceitaria um cargo e, seria também escolhido, se não tivesse um apetite voraz como o dele pelo poder de qualquer maneira. Para mais a Coligação PSD/PP, desde que perdeu as eleições europeias, não tem, se fosse dirigida por pessoas com escrúpulos, condições para governar o país, quanto mais rectificar um tratado na Europa já que não representa a maioria dos portugueses no Parlamento Europeu. Assim digo, Durão adeus ou vai-te embora e venham daí as eleições e o referendo para ser chumbado.

quarta-feira, junho 23, 2004

THE TEN THINGS I DISLIKE THE MOST ABOUT COMMON LIFE 5

Compras


Consegue-me tirar completamente do sério o simples acto de fazer compras. Nos hipermercados, onde hordas de pessoas invadem um espaço dispostas a conquistar tudo o que se mexer, sem tréguas e sem dó nem piedade, sou um pequeno monge, supostamente neutro, que tem que se deslocar, aos arrepelões, por entre essas hordas de gente que procuram consumir. É claro que hoje em dia ninguém se livra de ser consumista, nem quero ser mais papista que o Papa mas, vamos lá a ver as coisas como elas são, duas noites passadas ao relento para serem “presenteados� com um vale desconto de 100 € num superfície comercial que vende pincha velhos não será um bocadinho demais? Nunca consegui entender o porquê de tanta gente fazer, dos centros comerciais, o seu local de lazer. È cansativo andar às voltas por esses centros comerciais a cheirar a sanitário fresco e a pipocas, não se compra nada, até porque é demasiado caro e nem foi esse o propósito da visita, mas sonha-se com o que se vê na televisão.
As compras nas lojas de roupa são, por excelência, as mais sangrentas para o meu espírito de paz. Quando escolhemos uma peça de roupa, de cor amarelo mostarda, e perguntamos à amável moça, geralmente muito engraçadinha, como fica, a resposta fica sempre num: “ olhe que até fica bem!� ou “ é o seu estilo, a sua cara� adoro fazer isto, o que me faz pensar se não serei masoquista até certo ponto. Pode ser evitada a tragédia, ou melhor, pode-se evitar o mal menor ao amavelmente recusar a ajuda solícita da moçoila que nos atende mas, quando chega a vez de ir provar a peça de roupa, quando voltas da cabine e te olhas ao espelho e vês que parece que vestiste uma serapilheira, volta de novo o : “ olhe que até fica bem!� ou “ é o seu estilo, a sua cara�.
Na vida comum, o que me chateia até não é o simples acto de fazer compras, ou melhor, a minha relação com essa actividade tão necessária, note-se, quando realmente é necessária, mas sim todo o ambiente compulsivo-consumista da sociedade em que vivemos e em especial aqui em Portugal. No outro dia não pude deixar de evitar ouvir uma conversa entre dois casais em que um dos moçoilos dissera que iria acabar o contrato com a empresa porque esta iria fechar, e assim sendo, a situação iria ser difícil e todos os pormenores adjacentes a uma conversa cujo que o tema é o desemprego. Até aqui tudo bem, nada de invulgar na conversa, o pior veio depois, ou seja, quando o moçoilo que disse que iria perder o emprego se vira para o outro moçoilo e diz que tinha acabado de adquirir uma máquina foto gráfica digital de 400 e tal euros. Isto será normal?
No ano transacto as vendas de artigos de desejo ou luxo aumentaram cerca de 8,3% em relação ao ano anterior. O abandono escolar aumentou também por força do crescente aumento no nível de desemprego. Portugal é o país, dentro da Comunidade Europeia, com o maior número de telemóveis per capita. No entanto, não há 40 € para ir ao teatro, nem adquirir livros, nem viajar. São opções que se tomam na vida mas que na esmagadora maioria dos casos, em Portugal, é inconsciente, self-imposed, compulsiva, latente e acima de tudo, indiciadora de um défice enorme de cultura de um povo que votou tantas vezes em vários apaixonados pela educação.
As novelas mostram um engenheiro com uma criada interna e os três filhotes alegres entre o colégio, as aulas de equitação e as viagens, de estudo ao estrangeiro. A dona Alzira, algures no seu imaginário, pensa que realmente até pode ser assim e espera o próximo episódio, nos entretantos, vai ao hipermercado e vê aquilo que quer e que não quer, como qualquer maníaco-depressivo faria, adquire, procura, sonha, dá escape à ansiedade e nada mais.

terça-feira, junho 22, 2004

Toilet Phobia

Esta história é demais. Já ouvir falar de pessoas que sofrem de claustrofobia, aracnofobia e muitas outras fobias mas de casa de banho??? A história desta senhora sul-africana é demais e pôs-me pensar. Como é que ela faz quando tem necessidades fisiológicas?
Bom a �frica do Sul tem muito mato mas esperem lá aí! nem tanto ao Mar nem tanto à Terra.

O miúdo anda maluco!

O Cristiano Ronaldo anda com o gás todo. " contra a inglaterra é cair-lhes em cima e dar porrada" ganda maluco, até os comemos carago.


A experiência do elogio

- Pessoas como a menina são uma raridade na rua!

Quando o Sr. Carlos, de barba rija comprida e de olhar penetrante, sai do comboio e desce a avenida, carregado de sacos de mercadoria,com o seu sotaque à moda do Porto, vem sempre saber se queremos alguma coisa, a sua conversa favorita no harém, entre a tipica conversa do puerto , a selecçon e os morcões da sociedade. E lá vai vendendo umas camisolas e relógios,está com pouco trabalho mas incrivelmente feliz e fá-lo pelos seus filhos..

- Estou atarefada também, homem, não está a ver? Não estou a sorrir, o senhor está a ver? Vá-se embora!(diz o meu eco dentro de mim -espero que não se tenha ouvido...)

-A sério! pessoas como a menina, é uma raridade encontrar na rua!

Como disse? este elogio fez-me levantar a cabeça e não esconder o embaraço que me fez sentir, no meio de gargalhadas soltas dos colegas. Não gosto de elogios, elogios são vendas de palavras que ponho de parte numa arrecadação. Se calhar, ficava bem dizer um agradecimento, não mereço, nem encontro palavras.

-se calhar não devia sair mesmo à rua( ups, desta vez é que falei mesmo!- e sorri verdadeiramente)Agora é que lhe tenho de comprar um lenço com a bandeira de Portugal....

Mas mesmo sendo o sr. Carlos a dizer estas palavras, fico com uma estranha sensação, quando está a passar,

ai se ele cai, vai- se partir, meu coração, vai- se partir

que ouvi murmurar que sou unica, espécie rara na natureza, num estado passado. E o passado regressou no meio da saudade, tão rara e tão fatal.Ele vai partir....Alguém, sem saber o significado, procurou os defeitos e não as qualidades...isso é que eu ponho à experiência num elogio.

Meu coração, vai partir ao cair, ao ser esmagado por um elogio simples de um homem sem saber fez-me incrivelmente feliz, sem querer saber se a sinceridade é para aqui chamada. Vou estar saudosa por mais uns intantes, saborear o cheiro de lenço com a bandeira de Portugal.

Postado por Joaninha

Obrigado pelo contributo bem haja

Eu sou diabólico!!

your all evil,rock on


how evil are you
brought to you by Quizilla

Oferece-se

Oferece-se uma gripe a quem provar estima-la bem. Como bónus ofereco também uma sinusite.
Grrr.....ó gripe vai-te embora!!!

TEN THINGS I DISLIKE THE MOST ABOUT COMMON LIFE 4

A intolerância definida como a incapacidade para compreender o mundo mediante a perspectiva dos outros, é uma característica ou traço de personalidade que me constrange gravemente na minha relação inter pares. Por vezes não consigo lidar com essas situações que, por tentativa minha, procuro sempre ultrapassar com a tolerância e a tentativa de partilha de pensamentos e opiniões, esmagada quase sempre pela latente e galopante intolerância.
Vivemos hoje numa sociedade em que a informação é veiculada facilmente de uma forma rápida e acessível. Vivemos o dia, a hora, o minuto, consumimos a informação, moldamos a informação, digerimos a informação, é-nos servida em doses de agradável aspecto diariamente, mexemos entre o lixo informativo que nos é bombardeado incessantemente pelos canais de informação mediática. Procuramos e cuidamos a linguagem, os mecanismos linguísticos, tossicamos a informação que jorra pelos canais. E no fim, o que nos resta? Frases enigmáticas sintomáticas de uma congestão colectiva de informação desgarrada.

“ Eu cá não tenho problemas nenhuns com os pretos, até há gajos fixes que são pretos, é pena andarem aí a roubar.�
“ Eu não me importava nada de andar com uma africana casar é que não.�

Assusto-me por vezes com o radicalismo, que passou já pela retina ao ler tão graves palavras mas, há que discutir conceitos, trocar ideias, pensamentos, aprender a ver o mundo na perspectiva dos outros, por mais que não seja para reforçar solidamente a nossa visão.
Serei puro de intolerância?
Resposta: Vi um documentário acerca da situação económica da Argentina algum tempo atrás. Pensei ter uma conceitualização segura do que é a pobreza e do que isso envolve, e consequentemente, as ideias para a sociedade onde estou inserido beberam dessa conceitualização e moldaram o meu pensamento sobre o que está errado. No entanto, e enquanto via esse documentário, a conceitualização que eu trazia de um pobre, mudou. Ingenuidade talvez, mas a ideia que tinha de um pobre é alguém que vive numa barraca, veste mal, anda a pé e não de carro. Nesse documentário apercebi-me de uma conceitualização nova acerca da pobreza. Vivem 170 famílias na lixeira de Buenos Aires, o seu sustento depende do camião que traz o lixo da cidade de Buenos Aires. Vivem entre o lixo, comem o lixo, brincam no lixo, amam-se no lixo e morrem no lixo. Depois disto imaginei todas as conversas que tive e que poderia ter acerca da pobreza e apercebi-me que, por momentos na minha vida, fui intolerante agarrei as minhas ideias como as mais válidas, os meus conceitos como insuperáveis ou quase, pensei que tinha uma noção concreta de pobreza e não a tinha. Desde então, procuro transmitir o que sei, beber dos outros o que não sei e partilhar e tentar ver o mundo na perspectiva dos outros. Umas vezes aprendi outras reforcei as minhas ideias.

segunda-feira, junho 21, 2004

A Espanha de Zapatero

Se no passado domingo, a Espanha, perdeu desportivamente com Portugal, avizinha-se uma vitória para a Espanha no campo dos direitos humanos se o PM espanhol, o sr. Zapatero, levar avante o projecto Lei que visa alterar a Lei da Adopção e do casamento entre casais homossexuais. Se assim for, em Espanha, será possível realizar casamentos entre casais homossexuais, ao passo que, em Portugal, como na questão do aborto, continuamos a enterrar a cabeça na areia e a levar com que concidadãos nossos vejam negados direitos fundamentais de qualquer estado de direito.
O que é positivo é que espanha é já aqui ao lado. É o mal menor.
O Papa, como não podia deixar de ser, insurgiu-se contra a ideia.

THE TEN THINGS I DISLIKE THE MOST ABOUT COMMON LIFE 3

Não suporto a incompetência. Não saber fazer as tarefas que nos são destinadas, sejam elas quais forem, e independentemente do contexto, é humano e perdoável quando se parte do princípio de que não se nasce ensinado mas que se quer aprender.
Uma vez trabalhei numa firma onde tinha uma colega, de trabalho, que para além de não ver um boi daquilo que fazia, era do estilo pulo de coelho. Para quem é desconhecedor do estilo pulo de coelho, imaginem alguém que passa o dia inteiro a coçar a micose e que, quando se cruza com os superiores hierárquicos, desata a saltitar imprimindo um ar frenético de quem tem muito que fazer e que faz sempre tudo a horas, mas é tudo mentira é claro. Depois há sempre o colega que, pelo qual nutrimos muita pouca simpatia, mas que, ele, pensa o contrário, chagando a cabeça o dia inteiro até que, por um ataque de nervos, perdes o amor ao salário e enfias uma cabeçada. Bom não é necessário tanto, basta que peças uma transferência para Marte, ou que, por mistério, o cabo dos travões do carro da melga que trabalha contigo apareça um dia cortado.
Passo-me por vezes com os incompetentes por terem um padrão comportamental absolutamente esgotante psicologicamente para quem os tem que aturar. È que, geralmente, esses indivíduos, fazem a mesma pergunta mais de quatro ou cinco vezes ao dia, e tu, esclareces as dúvidas, da melhor forma possível, e das cem ou duzentas vezes que lhes explicas seja o que for ficas com a clara e nítida sensação de que estás a falar para o boneco.


Una piedra en el cuello

Foi assim que os jornalistas espanhóis retrataram o logro que foi, mais uma vez, a presença da selecção espanhola em competições internacionais. Nós por cá, andámos por aí a festejar, pela noite a dentro, depois de fartarmo-nos de dizer que iriamos perder o jogo porque a Espanha é isto e aquilo e assado. O futebol puxa o mais animalesco que há em nós, depressa o branco deixa de ser branco e o azul deixa de ser azul tudo está bem porque ganhámos. Qualquer das vias, pela atitude arrogante da imprensa espanhola e de alguns jogadores e pela atitude positiva dos nossos jogadores, estamos de parabéns por termos conseguido chegar aos quartos de finais do Euro 2004.

ò casillas desculpa lá dizer isto, até porque és um grande guarda-redes, mas, ora toma lá e vai buscar!!Incha cavalinho ehehehe

domingo, junho 20, 2004

Força Portugal!

Já que Angola e cabo verde ganharam os respectivos jogos para a qualificação do Torneio das Nações Africanas, que isso dê também alguma inspiração ou sorte para portugal levar de vencida a sua arquirival espanha.


sábado, junho 19, 2004

Parabéns Dinamarca!

Vamos ver as coisas como elas são. Um país, como a Dinamarca, que tem um sistema de protecção social eficaz, que possibilita um acesso a uma educação excelente, uma protecção no desemprego eficaz e que permite, realmente, aos seus concidadãos serem livres. Só pode ser um país maravilhoso.
Elegância, respeito e saber viver são elementos fundamentais para a felicidade e estabilidade emocional de um Povo. Claro está que, para tal, o sistema de protecção social não visará a sua sustentabilidade financeira, e ainda bem que assim o é, caso contrário, viveríamos em Portugal, onde, os seus concidadãos, de um sistema de protecção social já de si deficiente, vêem, diariamente, serem eliminadas as poucas regalias que tinham, não, peço desculpa, os seus direitos, tornando-se difícil deste modo viver emocionalmente de uma forma estabilizada. Mas nada disto é novo, já se sabe de há muito tempo, pedância e cagança, são obstáculos intransponíveis, ferem toda e qualquer tentativa de viver respeitando os princípios mais básicos da vida e a felicidade de um povo.
Assim, dou os meus sinceros parabéns à Dinamarca!! Assim vale a pena pendurar uma bandeirinha à janela!
E mais, com adeptas bonitas como são as dinamarquesas. Meu Deus! Adeus pai, adeus mãe, adeus família que eu vou partir!!
Só um senão nesta coisa toda, aquela história da monarquia não caí lá muito bem num país como a Dinamarca, mas é um mal menor. Aliás, até era capaz de tolerar perfeitamente a monarquia se vivesse num país como a Dinamarca.

sexta-feira, junho 18, 2004

Como seria de esperar!!!!

Esta história dos confrontos entre a polícia e adeptos ingleses, já me tinha feito chegar um cheiro a esturro ao meu nariz. Desconfiei, logo, da rapidez da UEFA em não caracterizar os confrontos da passada segunda - feira como holiganismo. Relatos de alguns jornalistas, no local dos confrontos em Albufeira, e até mesmo o relato de um dos detidos ingleses, indiciou a presença de elementos ´´Thiwo``( denominação atribuída a elementos instigadores ligados a movimentos de Extrema Direita Inglesa)nos confrontos em Albufeira. Certo é que está marcada uma reunião, a nível europeu, para Lisboa, de elementos neo-nazis também referenciados como elementos do Movimento ULTRA das claques dos vários clubes Europeus.
Como devem calcular, estes jovens, não vêem cá jogar à macaca, portanto, confrontos e instigação à violência é esperada nos próximos dias em Lisboa.

A título de curiosidade!!!!!

Após a 1ª grande Guerra Mundial, os soldados Portugueses, trouxeram uma série de novas influências que se repercutiram nas danças e cantares do povo por excelência. Em 1920, quando a Scotties e as two-step valses eram muito apreciadas pelas classes mais abastadas da sociedade portuguesa, os soldados portugueses que tiveram contacto com estas através das tropas inglesas e, espantem-se, pelas tropas alemães, copiaram e adaptaram antigas canções e danças a estes dois ritmos novos vindo do Norte de Europa.
Este é um dos muitos exemplos da multiplicidade da cultura portuguesa e não só, visto que, os soldados alemães e ingleses levaram com eles também algo de novo vindo algures de Portugal. Isto serve apenas para mostrar o quanto a Europa tem de diverso e de comum ao mesmo tempo pois, desde a sua génese, todos os povos europeus migraram,assimilaram, reconstruíram e transformaram as várias culturas dos vários povos europeus que encontravam ou guerreavam.

Só mais uma coisita para aqueles jovens de cabelo rapado que se julgam ´´descendentes`` de uma nação Celta e pura e blá blá!!! os Celtas foram até aonde é hoje a Turquia, como tal, se calhar, agora vão ter que chamar aos turcos de Manos!!! Era uma cena que eu gramava à brava de ver!!!

Viva o Futebol!!! enquanto levamos com ele esquecemo-nos de tudo!!

Ora bem agora que Portugal vençeu a Rússia, e os portugueses estão com a tusa do mijo, melhor altura não poderia haver para libertar um pouco mais de enxofre da garganta do Governozinho que temos. O Ministro Bagão Félix, anunciou, no outro dia, o novo plano de pagamentos das prestações do Subsídio de Desemprego. Assim, para ter direito ao Subsídio de Desemprego, é necessário deter descontos nos últimos 360 dias anteriores à data do despedimento enquadrável para o pagamento de Subsídio de Desemprego. Ora realmente a boa notícia é que os prazos de pagamento foram alargados, a má notícia é que para quem é jovem ou está no sistema de trabalho temporário, ver-se-á, na contingência de ficar no desemprego e não ter direito a receber qualquer compensação. Para mais, quem entrar no desemprego, e esteja perto da reforma por velhice, entrará imediatamente na pensão de velhice. Tudo bem até agora mas, é necessário verificar que, atendendo á media de salários em portugal de 600 Euros mensais, quem entrar na Pensão de Velhice vê o seu rendimento reduzido radicalmente sem hipótese de escolha.
O futebol tem destas coisas que, voluntária ou involuntáriamente, serve de escudo para o anúncio deste tipo de medidas.
O início do Diploma que irá regulamentar o Subsídio de Desemprego começa por dizer que esta regulamentação visa garantir a sustentabilidade financeira da Segurança Social. Sempre pensei que, a Segurança Social, servia os interesses e as necessidades dos seus beneficiários e que de alguma forma a sua regulamentação prosseguia isso mesmo. ENGANEI-ME !!!!! Ora toma lá Morango!!!
Resta-nos saber o que nos reserva na manga, este Governo, se ganharmos à Espanha!!!

quinta-feira, junho 17, 2004

THE TEN THINGS I DISLIKE THE MOST 2

Número 2



Não suporto chegar num casamento e começarem logo a perguntinhas do género: `` que idade tens?`` ´´Ainda não estás casado?!!``xanam!!!!! o gajo das duas uma ou é homosexual, que não sou, ou então fez merda da grossa!! Libertem-se!!!! a vida não se resume a casar!!
Para mais, a união de facto, é bem mais apetecível, por ser mais verdadeira, ou seja, duas pessoas que se juntam numa vida em comum, quebrando os grilhões do estigma social do casamento, vivendo um dia após o outro. Não entendo a união de facto como algo passageiro ou momentâneo, pelo contrário, é uma união selada por quem de direito, ou seja, pelo casal que a compõe. Certo é que o tema é polémica mas vejo a união de facto como algo muito sério e alternativo.

A Infidelidade ao que parece é genética!!! Vai ser bonito vai!

Parece que estou a ver o Zézé a dizer à Alzira: ´´ ò filha isto não tem nada de mais pá!!! è dos génios ou génicos ou lá o que é!!! A gaja tava mesmo a jeito pá!!! a Culpa é dela por que eu sou doente pá!!!

TEN THINGS I DISLIKE THE MOST ABOUT COMMON LIFE

Número UNO


Não consigo gostar de ouvir aquelas conversas dos zé zés camarinhas, de trazer por casa, acerca das milhares de gajas que estes ´´comeram```. Apesar de ser Homem, e heterossexual, considero isso completamente despropositado. E porquê? Por um motivo simples e matemático quase, ou seja, pega-se no número total de mulheres supostamente seduzidas por estes Zé Zés e divide-se por três ou quatro e o que sobrar multiplica-se por três para fazer o cálculo do número de vezes que estes cantaram: ´´´Mão querida, Mão querida tananan na nan..`` ´
Toda a gente sabe que, se realmente seduziste alguma moçoila, qualquer homem, não fala disso abertamente até porque não pretendes ficar com um rótulo e mais, podem estar a ouvir potenciais sedutíveis.
È machista não é?! Deixem lá porque em todo o Homem há uma criança pequena à procura de mama!! Ehehehe ( isto tá a correr bem está!!)

quarta-feira, junho 16, 2004

Força Portugal!!!!!!

Vou ver o jogo para casa senão, nervoso como irei ficar, se estiver a ver o jogo num local público ainda me vêem buscar numa ambulância do Miguel Bombarda.


Força TugaPower!!!!!!

Estamos a arder, ou quase!!

São 17h08 quando vos escrevo este post para dizer ao anormal que lançou uma beata de um cigarro, janela fora, que a tivesse enfiado no rabo que teria feito bem melhor. É que, neste momento, ateou um incêndio, incontrolável, a menos de 70 metros das casas.

São só cerca de 40 casa que estão em perigo!!!!


Bom mas esperemos que não seja nada!!!!

AQUESTAS NOITES TAN LONGAS

Mais um contributo postado por Gabi.


Aquestas noites tan longas
que Deus fez en grave dia
por mi, por que as non dórmio,
e por que as non fazia
no tempo que meu amigo
soía falar comigo?

Por que as fez Deus tan grandes,
non poss' eu dormir, coitada!
E de como son sobejas,
quisera-m' outra vegada
no tempo que meu amigo
soía falar comigo?

Por que as Deus fez tan grandes,
sen mesura e desiguaaes,
e as eu dormir non posso?
Por que as non fez ataaes,
no tempo que meu amigo
soía falar comigo?

(Juião Bolseiro)


Fora com a depressão, assim é que vamos levantar a moral do people

Portugal acolhe bem os imgrantes!!

Como não bastasse já as inúmeras empresas de trabalho temporário que, ´´exportam`` mão de obra portuguesa ao preço da uva mijona. Agora já é possível fazer o mesmo com os nossos imigrantes mas, com um diferença, estes são mais dóceis do que os nossos nacionais que têem o hábito, vejam lá, de reclamar os seus direitos até porque são, também, cidadãos comunitários, tornando-se ´´caros``. Ora assim é que é dinamizar a economia Ó Cherne.

Esta medida já é antiga mas, estranhamente, só foi publicada agora na imprensa.

Assim pela primeira vez neste blog vamos atríbuir o prémio PQP.

And the nominees are....tan tan tan......Cherne! Luís Delgado! Ferreira Leite!.

Agora escolham o vosso candidato.


Já me esqueçia o Prémio é um disco com poster a tamanho real de Victor Espadinha....peladinho!! ihihihihihihi