sexta-feira, agosto 20, 2004
Filosofia de Algibeira
A interacção que temos com outras pessoas ensinam-nos a criar expectativas, a desfazê-las e a reconstruir novas. Por algum motivo, tentamos inculcar as nossas expectativas noutras pessoas e, de uma forma exigente, aproximamo-nos ou afastamo-nos consoante as expectativas que criamos, previamente, formulando assim ideias, conceitos, apreciações. Apesar de o facto de se criarem expectativas em torno de pessoas, e não só, ser algo, de alguma forma, instintivo, fechamo-nos ao que é novo. A serenidade que as experiências passadas na nossa vida trazem, ensinam-nos a não criar expectativas, ou pelo menos, a não criar tantas.
Lá fora há um mundo vasto e cheio de novas expectativas, e estas, não são mais do que o caminho que temos que percorrer, mais directo ou sinuoso mas que, imperativamente, tem que ser percorrido. É tempo de aligeirar as expectativas, e dessa forma, tornar caminhos anteriormente sinuosos em auto-estradas.
quarta-feira, agosto 18, 2004
Raminhos International Show
Agora pensando bem, e tendo em conta, o cariz internacional do raminhos, não será este o caminho para a Fama?
Nota para mim mesmo: Encomendar limusine, pelo sim pelo não, aderir a uma corrente qualquer espiritual, escolher modelo fotográfico, ou várias.
A fama tem destas coisas!! ehehe
Etrusco no seu melhor
Parabéns Etrusco keep up the good work
Teve que ser, não pude evitar
Uma coisa é ir contra as teorias nórdicas de uma “raçaâ€� superior em relação à s meridionais, e a outra é estar contra essa teoria como suporte para a fundamentação de uma teoria que “proveâ€� que os nórdicos estão errados porque os meridionais são superiores. A diferença é de quilómetros e neste caso aplica-se o verde à descontrução, cientÃfica e despreconceituosa, da teoria da superioridade nórdica, e a cor azul à teoria de reacção que subverte, dentro da mesma lógica, a teoria de superioridade nórdica com o caminho inverso, ou seja, com a mesma argumentação tentar provar que os meridionais são de facto superiores aos nórdicos. ConvÃnhamos que é no mÃnimo surrealista.
terça-feira, agosto 17, 2004
Prefere loiras ou morenas? muitas.....
segunda-feira, agosto 16, 2004
O conceito de raça Humana
Sempre fez parte do instinto humano a necessidade de se inserir em grupos. Esta necessidade gerou comportamentos de aproximação e exclusão entre grupos. de alguma forma, o ser humano tem a necessidade de se proteger num grupo que, terá concerteza, que ter como forma de conduta e interacção com os restantes grupos e a sociedade, comportamentos identicos aos dos individuos que o compoêm. Apesar dos grupos serem compostos muitas vezes por individuos diferentes, em comum, têem, muitas vezes a forma como estes apreendem os valores sociais da sociedade em que vivem, reflectindo-se como um espelho nos comportamentos que estes têem em grupo.
É minha opinião pessoal que, a discriminação com base na cor diferente de pele e até mesmo na sexualidade dos individuos não é um comportamento natural, é doutrinado. Como tal, é tempo de revolucionar os comportamentos em relação à discriminação com base nas "raças" e nas diferentes sexualidades.
Escuta e escuta bem mas não escutes demais.
Tenho tido a oportunidade de ver mais de perto o funcionamento da Justiça Portuguesa e, depois de muitas visitas a tribunais e a audiências, cheguei a algumas conclusões. Nem tudo é mau como devem calcular, no entanto, não chega sequer a ser bom. Desde investigações feitas e desfeitas conforme os implicados, a depoimentos de testemunhas devidamente doutrinadas, a julgamentos a correr e outros que teimam a empancar, o sistema judicial português vai funcionando, ou não. Processos judiciais ganham-se ou perdem-se muitas vezes por questões processuais. Um papel, um procedimento administrativo pesam mais, por vezes, do que os factos e a verdade. Pergunto-me por vezes, a quem é que isto beneficia? A uma corporação representativa da magistratura? A uma nata de advogados? Sei que não beneficia a justiça, aliás, esta é feita de vez em quando, ao sabor e vontade de quem tem o poder neste paÃs desde tempos mais remotos.
Pedro Santana Lopes propôs um pacto de regime para a nomeação do substituto de Adelino Salvado. Sempre pensei que as pessoas fossem nomeadas de acordo com as suas competências técnicas para os diversos cargos, mas não, em Portugal as funções mais importantes são ocupadas por consultores, gestores e demais que opinam e opinam e no final, resultados zero. È fácil propor um pacto de regime de alguém que ficará sob controlo do governo mas com o aval da oposição, assim os Adelinos continuam a escutar e as investigações a empancar. Não haverá, na PolÃcia Judiciária, alguém que, tecnicamente, seja capaz de exercer o cargo? Parece que não, esses ouvem demais.
I´m back
sexta-feira, agosto 06, 2004
Economia essa ciência do "oculto"
Quando num paÃs como é o caso de Portugal em que, fugir aos impostos é norma doutrinária da maioria dos contribuintes, é claro que, nenhum governo pode personificar-se como a razão de todos os males. Por outro lado, temos que ver que a atitude e forma de estar do empresariado português não é a correcta. Isto explica-se porque a maioria dos empresários acha que a necessidade de investimento tem que ser, sempre, complementada por subsÃdios e ajudas do Estado. O Estado deve criar os meios para que a economia funcione de uma forma correcta e dinâmica mas, somente, do ponto de vista da função pública que, deve ser, rápida e célere na execução de todos os actos necessário e imprescindÃveis para o bom funcionamento de um paÃs.
Em conclusão, enquanto o empresário médio português pensar que pode fugir sempre aos impostos por não haver fiscalização minimamente eficaz e, por outro lado, a Função Pública funcionar da forma como tem vindo a funcionar, Portugal, do ponto de vista económico-estrutural, não poderá vislumbrar um futuro muito risonho. Por último, temos que ver o comportamento dos contribuintes em geral, enquanto não se deixar de fugir aos impostos como forma de vida, o Estado, que tem sempre as costas largas, não poderá funcionar da forma mais eficaz. Qualquer das vias, é necessário dizer que gastando vários milhares de Euros em submarinos não é a forma mais racional para um correcto funcionamento de um Estado que pretende a prossecução da satisfação das necessidades mais elementares de uma nação. A economia, por vezes, entra em campos que diremos, do oculto e do misticismo mas, diga-se em abono da verdade, tem regras que são básicas, ou seja, se não entra dinheiro, também não pode sair.
quarta-feira, agosto 04, 2004
Vamos lá a ver se entendo isto...
Estou a pensar propor um negócio idêntico ao da Galp ao Estado. Vou propôr a aquisição da Assembleia da República para fazer daquilo um bordel de luxo em que o pobre também pode entrar. Como não muito dinheiro para investir, os que lá estão, actualmente, vão ter que dar o corpo ao manifesto. Para bem da nação! aceitam-se parceiros para joint-venture.
A ponte entre o ribatejo e lisboa
Por estas e por outras é que eu penso, cada vez mais, que a Regionalização é tão necessária para a região do Ribatejo. Estarmos dependentes de indivÃduos de Lisboa que só se lembram, a muito custo, que esta região existe, quando há eleições, custa bastante atendendo à s carências que esta região possui actualmente. Não quero dizer com isto que não gostemos de Lisboetas, pelo contrário, rimo-nos bastante com eles, são divertidos. A questão da regionalização está, de certa forma, amenizada por via da forma de estar dos locais. O que eu adoro ver são os indÃgenas de Lisboa no verão e na feira do cavalo com os chapelinhos à caçador alpino ( não sei onde é que eles foram buscar aqueles chapéus com as penas de faisão espetadas no cruto do chapéu, como sendo tÃpicos?! ). O contraste é hilariante, o cheiro a mofo e naftalina do chapelinho e o acentuado sotaque lisboeta fazem partir o coco a rir dos locais.
terça-feira, agosto 03, 2004
Programa de festas do Santana Lopes
Tive a oportunidade de dar uma leitura, transversal, no programa do Governo santanista e, consegui chegar ao ponto dois, da introdução, e parei. Reparei que me tinha enganado no programa, o que lá estava escrito, em nada condizia com o que se passa e se passou em Portugal. Levanta-se, desde já, uma questão pertinente, a que paÃs pertence este programa?
Dão-se alvissÃras, ou uma secretaria de estado em Bragança, a quem souber a que paÃs pertence este programa governativo.
Eis a pérola polÃtica de PSL. Vão ter a oportunidade de ler esta panfleto publicitário, a quê não sei bem mas enfim, deste governo santanista, e daÃ, poderão verificar se estou enganado quando digo que estes tipos devem estar meio esquizo.
“1 – O programa do XVI Governo Constitucional que agora se apresenta à Assembleia da República assenta na continuidade das polÃticas desenvolvidas pelo XV Governo Constitucional.â€� (Valha-nos Nossa Senhora do Apito)
A legitimidade democrática que lhe dá origem é a mesma. A maioria parlamentar permanece intacta. O compromisso com os eleitores não se altera. A avaliação que deverá ser feita, pelos portugueses, no final da legislatura, não será de partes separadas, mas sim de um todo. Será o resultado da acção dos dois governos, do que já foi feito e do que ainda será realizado, que o paÃs julgará.
A legitimidade democrática que lhe dá origem é a mesma? Querem ver que houve eleições e eu não dei por nada?
O compromisso com eleitores não se altera? Não me digam que o José Manel vai voltar de Bruxelas?! Valha-nos a nossa senhora do apito, outra vez.
A avaliação que se refere, compete-me informá-lo que, chumbou na frequência e terá que ir, imperativamente, a exame nas urnas meu caro, nesta matéria ainda é o povo que fixa as notas ok?!
Compromissos assumidos e já cumpridos foram alguns como por exemplo, os submarinos, o défice manipulado, o desemprego entre outros compromissos.
“2 – Os dois anos de trabalho do XV Governo Constitucional marcaram, de forma incontornável, a história de Portugal.�
O terramoto de 1785 também, capisce?
“3 – Hoje Portugal é um paÃs com esperança e ambiçãoâ€�
Eu não digo que os tipos estão esquizofrénicos! Aonde é que eles vivem? Certamente que os milhares de desempregados pensam assim mesmo.
“Os critérios de rigor e de verdade que, finalmente, se impuseram às contas do Estado, permitiram o cumprimento, com responsabilidade, dos compromissos impostos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento.�
Mas eles acreditam mesmo naquilo que dizem ou pensam que somos assim tão estúpidos? Rigor nas contas? Vendemos o que tÃnhamos para vender, a despesa pública subiu assustadoramente, investimos em equipamentos desnecessários como são exemplo os submarinos e ainda falam em responsabilidade?
Estarão a falar do mesmo paÃs?
segunda-feira, agosto 02, 2004
Por falar em preconceitos....
Normalmente, as reuniões devem ser convocadas para encontrar soluções para certos de determinados problemas, sendo que, o garante de uma reunião produtiva é, imprescindivelmente, o pragmatismo como os problemas devem ser equacionados, dando como é exigido, uma ênfase maior na solução do problema em vez do problema em si. Das reuniões, infindáveis, que tive com partidários do PSD, num contexto laboral, graças a Deus, havia sempre a particularidade de se falar horas a fio no problema e de quem o provocou para que, depois de horas de discussão, se agendar nova reunião para encontrar soluções. Claro que, soluções foram-se arranjando algumas, a saca rolhas e na maior parte das vezes, extemporâneas. Havia sempre outro factor que me deixava perplexo, o sucessivo e incessante recusar de chegar até ao problema, ou seja, de falar com quem tivesse cometido o erro e, de uma forma frontal, questioná-lo acerca do porquê. Dessa deficiência resultava sempre jogos palacianos, preconceitos e ideias estapafúrdias que resultavam, sempre, na agudização do problema.
Para se ser lÃder, primeiro, tem que se nascer lÃder, em segundo é necessário que, intrinsecamente, se seja organizado e saber planificar com provas anteriormente dadas. De repente, não consigo associar esta última ideia ao novo Primeiro Ministro. Quem por natureza consegue liderar, sabe perfeitamente, o que fazer, resume as reuniões significativamente. Não necessita de tantas reuniões, nem de apontar culpados pois tem uma noção concreta do que é um sistema que, forçosamente, tem de funcionar com pessoas, diferentes entre si, e que, para além de seu orgulho, anda também o orgulho e a percepção, diferente, dessas mesmas pessoas que o executam.
domingo, agosto 01, 2004
Eu e o Barão Vermelho
É impressionante o detalhe e a precisão das histórias mais recondidas que o meu avô tem da minha infância e da dele. À tarde passei directamente para uma nova era da aviação, o jacto. Aà tive a oportunidade de ver os aviões mais modernos mas, apesar da tecnologia maravilhar qualquer um, não apreciei muito. A sensação de lutar no ar contra um inimigo que, olhos nos olhos, pode ser confrontado, sempre me entusiasmou muito mais. Foi um dia mágico para mim, jamais me irei esquecer, e o Barão Vermelho também não, acabei por o derrotar a caminho de casa, no ford cortina branco do meu avô.
Américo Oliveira, natural de Aveiro, órfão de Pai desde os 3 anitos de idade, Socialista de velha guarda, viajou pelos sete cantos do mundo, tem imensas histórias para contar. Obrigado avô.
sexta-feira, julho 30, 2004
Bush versus Kerry
Pintassilgos para quem não sabe o que são....
Isto foi-me dito por um inglês de 70 anos em conversa acerca de Portugal, os Portugueses e a nossa forma de estar na vida. Desde 1993 morreram mais de 6000 jovens em acidentes de viação, fora os que ficaram com lesões para o resto da vida. È um tema que me preocupa como, preocupa-me também, as mortes ocorridas no local de trabalho por falta de condições de higiene e segurança e incúria por vezes dos trabalhadores. Na Inglaterra, vê-se sempre os trabalhadores com luvas calçadas, por cá, e lembro-me quando no verão eu e outros rapazes ia-mos fazer uns biscates nas obras, se calçasse-mos luvas éramos apelidados de, desculpem-me a expressão, pandelêros ( com a pronúncia ribatejana). Achavam muito normal que a rapaziada nova não usa-se luvas, mesmo que as mãos não estivessem devidamente calejadas. Chamavam-nos pintassilgos pois, a semelhança entre a cor das nossas mãos e o pássaro era marcante, para ilustrar melhor, as mãos castanhas do pó e sujidade, contrastando com o vermelho vivo das feridas, que eram provocadas pelos recortes afiados dos tijolos, assemelhava-se em muito com a cor do pássaro.
Em Torres Novas morreram três trabalhadores de uma destilaria, os três da mesma localidade, Casal do Tocha, foram limpar os silos do mosto com máscaras de inertes que, na melhor das hipóteses, evitam a inalação de poeiras e não mais. Como é possÃvel um a fábrica enviar trabalhadores para silos de mosto, subterrâneos, sem máscaras de oxigénio? O mais chocante é que daqui a uns tempos no relatório, provavelmente, constará que os trabalhadores não cumpriram as normas de higiene e segurança no trabalho, e cá vamos andando com a cabeça entre as orelhas.
quinta-feira, julho 29, 2004
Andanças 2004
Passo desde já a publicidade a um evento muito interessante a decorrer em São Pedro do Sul ( Viseu ) que envolve workshops de dança tradicional de vários paÃses do mundo. É interessante, o evento, como é interessante também visitar a zona para quem não conhece.
Resposta à pergunta da minha mamacita
quarta-feira, julho 28, 2004
Bloco de Esquerda
Os aspectos que referi anteriormente provocaram em mim uma necessidade premente em concretizar uma série de ideias, anteriormente cogitadas mas não devidamente formuladas. Ver um polÃtico de esquerda que advoga a liberdade de todos os indivÃduos por inteiro, sem fazer distinções nem privilegiar aqueles que por natureza ou estatuto adquirido, não precisam de serem protegidos, fez acreditar, ainda mais que, é possÃvel ter uma sociedade dinâmica em que todos têem igualdade de direitos e oportunidades. O preconceito que alguns têem de pensar que a esquerda pretender “abaterâ€� os ricos para beneficiar os pobres a qualquer custo é, como indiquei anteriormente, um preconceito bacoco e propagandista de direita conservadora. Uma coisa é proporcionar igualdade de oportunidades no acesso a um ensino público de qualidade, e outra é, organizar cocktail de solidariedade balofo no Jet set. O que a esquerda renovada pretende é proporcionar igualdade de oportunidades para todos aqueles que, por um motivo ou outro, ver-se-iam desfavorecidos por não terem meios para crescerem como indivÃduos e darem o tão indispensável contributo ao paÃs, e conseguirem largar o ciclo infindável da pobreza e exclusão. Não é necessária a solidariedade balofa, a esmola, o que os mais desfavorecidos necessitam é de terem o apoio necessário para viverem condignamente e crescerem. Só de pensar na quantidade de pessoas que neste paÃs abandonam os estudos por falta de meios, e imaginar o quanto se desperdiçou, em termos de capital intelectual, assusta-me.
Houve um aspecto com o qual eu discordei no que Francisco Lousã disse, que foi, quando respondeu à pergunta de Judite acerca do que seria a proposta do Bloco de Esquerda para renovação de modelo económico para Portugal, dizendo que Portugal não poderá competir com a China por exemplo no fabrico de DVD´s, devendo sim competir na produção de produtos mais avançados tecnologicamente ou de qualidade acrescentada. Quanto a isso, na essência, concordo pois, o quadro internacional actualmente, não permite isso mesmo devido aos salários baixos praticados na China. Não posso deixar de discordar com o que Francisco Lousã disse por um motivo simples. O problema dos outros também é nosso problema bem vistas as coisas. Pensar que a China pode produzir produtos a tão baixo preço apenas porque é assim mesmo está errado pois, não podemos esquecer do porquê desses produtos estarem a ser produzidos a tão baixo preço. DaÃ, qualquer modelo económico que assente num prisma da inevitabilidade dos paÃses do terceiro mundo só serem competitivos devido aos salários está errado. Cada fábrica que abre num paÃs do Terceiro Mundo para aproveitar apenas os salários baixos e, chocantemente, estarem desprovidas das mais básicas condições de trabalho, prejudica o Terceiro Mundo, agudizando o fosso e, prejudica também os paÃses mais desenvolvidos pela perda de postos de trabalho. Aqui aflorei aspectos como a globalização, o fosso entre paÃses desenvolvidos e o terceiro mundo mas não irei, aqui, aprofundar mais os temas, remeto isso para futuros posts.