sexta-feira, julho 30, 2004

Bush versus Kerry

Feliz ou infelizmente, a eleição do próximo presidente Norte-americano terá influência para todo o mundo, e também, para o nosso país. Os Estados Unidos da América sempre tiveram a noção autista que, incrivelmente, são um ponto de referência para a democracia a nível mundial. Sempre discordei dessa teoria por motivos que são evidentes na História, infeliz, dos países de terceiro mundo que tiveram a “infelicidadeâ€� de terem petróleo no subsolo. Nem tudo é mau, o que vem do lado de lá do Atlântico entenda-se, aprecio Michael Moore, Dailly Show, o terceiro calhau a contar do sol e os Looney Tunes como não podia deixar de ser. Hoje descobri outra coisa que eu gosto acerca dos Estados Unidos, a campanha para as presidenciais, os god bless america tão bem ensaiadinhos, a laca no cabelo dos candidatos, o pretenso heroísmo atríbuido por uma guerra que eles perderam, a luta pessoal de candidato contra candidato e os outros que, parodiando como uma situação que só por milagre não seria parodiável, gozam com essa forma de estar na política tão americana. Neste link poderão ver um exemplo disso que me estou a referir, ou seja, a ausência de ideias, debate e a exploração apenas, da imagem dos candidatos como garante de uma vitória nas eleições. Sempre tive a ideia que o candidato que tivesse mais bandeirinhas e balões ganhava as eleições Ã  vontade. Vejam lá então o soquette!


Pintassilgos para quem não sabe o que são....

.â€� David the portuguese people are the kindest  people on earth, but put them behind the wheel and they become the devil himselfâ€�
Isto foi-me dito por um inglês de 70 anos em conversa acerca de Portugal, os Portugueses e a nossa forma de estar na vida. Desde 1993 morreram mais de 6000 jovens em acidentes de viação, fora os que ficaram com lesões para o resto da vida. È um tema que me preocupa como, preocupa-me também, as mortes ocorridas no local de trabalho por falta de condições de higiene e segurança e incúria por vezes dos trabalhadores. Na Inglaterra, vê-se sempre os trabalhadores com luvas calçadas, por cá, e lembro-me quando no verão eu e outros rapazes ia-mos fazer uns biscates nas obras, se calçasse-mos luvas éramos apelidados de, desculpem-me a expressão, pandelêros ( com a pronúncia ribatejana). Achavam muito normal que a rapaziada nova não usa-se luvas, mesmo que as mãos não estivessem devidamente calejadas. Chamavam-nos pintassilgos pois, a semelhança entre a cor das nossas mãos e o pássaro era marcante, para ilustrar melhor, as mãos castanhas do pó e sujidade, contrastando com o vermelho vivo das feridas, que eram provocadas pelos recortes afiados dos tijolos, assemelhava-se em muito com a cor do pássaro.
Em Torres Novas morreram três trabalhadores de uma destilaria, os três da mesma localidade, Casal do Tocha, foram limpar os silos do mosto com máscaras de inertes que, na melhor das hipóteses, evitam a inalação de poeiras e não mais. Como é possível um a fábrica enviar trabalhadores para silos de mosto, subterrâneos, sem máscaras de oxigénio? O mais chocante é que daqui a uns tempos no relatório, provavelmente, constará que os trabalhadores não cumpriram as normas de higiene e segurança no trabalho, e cá vamos andando com a cabeça entre as orelhas.

quinta-feira, julho 29, 2004

Andanças 2004

 

Passo desde já a publicidade a um evento muito interessante a decorrer em São Pedro do Sul ( Viseu ) que envolve workshops de dança tradicional de vários países do mundo. É interessante, o evento, como é interessante também visitar a zona para quem não conhece.

Resposta à pergunta da minha mamacita

 

Mãe Oliveirinha: Porque é que o guarda-redes cospe para as luvas?
Resposta: Mãezinha querida, o guarda-redes cospe para as luvas porque é feio cuspir para o chão. ehehe

quarta-feira, julho 28, 2004

Bloco de Esquerda

A entrevista de Judite Sousa a Francisco Lousã, ontem à noite na RTP 1, marcou-me por dois motivos muito distintos, ou antes, houve dois aspectos da entrevista que me marcaram. O primeiro aspecto que me marcou foi a Judite Sousa, não pode deixar de evitar a frustração patente no olhar lacrimante quando bombardeava Francisco Lousã com perguntas movidas pelo preconceito que o Bloco de Esquerda faz oposição pelo “ gozo “ de criticar por criticar. Francisco Lousã por sua vez respondeu sempre com alternativas, propostas, ideias e não, como é apanágio de alguns partidos políticos, e de também, políticos portugueses, retórica política, barata, que não vale nada. Por momentos vi, a Judite Sousa, como a embaixadora do establishment português que tanto nos sufoca actualmente. O segundo aspecto, mais importante no meu ver que o primeiro, foi, a imagem de uma esquerda, esta sim, renovada, virada para as necessidades actuais, personificada por Francisco Lousã.
Os aspectos que referi anteriormente provocaram em mim uma necessidade premente em concretizar uma série de ideias, anteriormente cogitadas mas não devidamente formuladas. Ver um político de esquerda que advoga a liberdade de todos os indivíduos por inteiro, sem fazer distinções nem privilegiar aqueles que por natureza ou estatuto adquirido, não precisam de serem protegidos, fez acreditar, ainda mais que, é possível ter uma sociedade dinâmica em que todos têem igualdade de direitos e oportunidades. O preconceito que alguns têem de pensar que a esquerda pretender “abater� os ricos para beneficiar os pobres a qualquer custo é, como indiquei anteriormente, um preconceito bacoco e propagandista de direita conservadora. Uma coisa é proporcionar igualdade de oportunidades no acesso a um ensino público de qualidade, e outra é, organizar cocktail de solidariedade balofo no Jet set. O que a esquerda renovada pretende é proporcionar igualdade de oportunidades para todos aqueles que, por um motivo ou outro, ver-se-iam desfavorecidos por não terem meios para crescerem como indivíduos e darem o tão indispensável contributo ao país, e conseguirem largar o ciclo infindável da pobreza e exclusão. Não é necessária a solidariedade balofa, a esmola, o que os mais desfavorecidos necessitam é de terem o apoio necessário para viverem condignamente e crescerem. Só de pensar na quantidade de pessoas que neste país abandonam os estudos por falta de meios, e imaginar o quanto se desperdiçou, em termos de capital intelectual, assusta-me.
Houve um aspecto com o qual eu discordei no que Francisco Lousã disse, que foi, quando respondeu à pergunta de Judite acerca do que seria a proposta do Bloco de Esquerda para renovação de modelo económico para Portugal, dizendo que Portugal não poderá competir com a China por exemplo no fabrico de DVD´s, devendo sim competir na produção de produtos mais avançados tecnologicamente ou de qualidade acrescentada. Quanto a isso, na essência, concordo pois, o quadro internacional actualmente, não permite isso mesmo devido aos salários baixos praticados na China. Não posso deixar de discordar com o que Francisco Lousã disse por um motivo simples. O problema dos outros também é nosso problema bem vistas as coisas. Pensar que a China pode produzir produtos a tão baixo preço apenas porque é assim mesmo está errado pois, não podemos esquecer do porquê desses produtos estarem a ser produzidos a tão baixo preço. Daí, qualquer modelo económico que assente num prisma da inevitabilidade dos países do terceiro mundo só serem competitivos devido aos salários está errado. Cada fábrica que abre num país do Terceiro Mundo para aproveitar apenas os salários baixos e, chocantemente, estarem desprovidas das mais básicas condições de trabalho, prejudica o Terceiro Mundo, agudizando o fosso e, prejudica também os países mais desenvolvidos pela perda de postos de trabalho. Aqui aflorei aspectos como a globalização, o fosso entre países desenvolvidos e o terceiro mundo mas não irei, aqui, aprofundar mais os temas, remeto isso para futuros posts.

Até logo

 
Hoje vou até ao Ribatejo profundo, daí não vou postar masi nada até voltar, até logo.

terça-feira, julho 27, 2004

Deixem o Homem trabalhar

Há coisas que desafiam toda e qualquer lógica possível e imaginária. Após o descalabro, ocorrido no ano anterior em termos de fogos florestais, com uma total e escandalosa falta de coordenação de meios e, também, de meios propriamente ditos, foi criada a agência de prevenção aos fogos florestais sob tutela do Ministério da Agricultura e Pescas. Esta agência foi criada com o objectivo de dotar as autoridades públicas e civis, de meios para a prevenção de fogos florestais, incidindo na criação de infra-estruturas de prevenção por um lado, e por outro, espantem-se, na reflorestação das áreas queimadas. Como podem verificar este ano, a prevenção mereceu um lugar de destaque, surrealista, por parte do executivo do Manel Baroso. Uma das medidas, inteligentes para quem lhes interessa ( comparsas do governo), foi de dotar as autarquias de meios móveis, carros entenda-se, para efectuarem a vigilância das florestas. Apesar de não ser um entendido na matéria, consigo prontamente, enunciar as amplas vantagens que trás um Toyota Yaris para uma correcta vigilância das florestas. Sim é isso mesmo, os veículos mais apropriados para efectuar a vigilância das florestas, segundo o executivo de José Manuel Barroso, foram os Toyotas Yaris, reputadíssimos veículos todo o terreno. Ao que parece, o entendimento do executivo foi o de não dar a alugar veículos todo o terreno para as autarquias porque, agora é que vem a parte mais hilariante, seria uma má opção tendo em conta que, os veículos em causa, seriam conduzidos por jovens. O facto de não ser engenheiro mecânico não me impede de tecer os mais rasgados elogios às qualidades, inegáveis, que um veículo citadino tem ao deslocar-se na floresta. Mais do que isso, proponho que todos os ministros se desloquem em Pick-Up´s pois, estas, por serem mais altas, adaptam-se melhor ao subir constante de passeios na cidade de Lisboa. È bom saber que temos pessoas inteligentes a tomar conta do país. O plano de reflorestação da área ardida no ano passado está em marcha, no lugar da paisagem lunar deixada pelos fogos, surgem agora relvados imensos com dezoito buracos e vivendas estilo nouvelle riche, repondo assim, a beleza perdida daqueles lugares. Hoje, quando via noticiário, ouvi a intervenção do Santana Lopes acerca dos fogos florestais que estavam e estão a lavrar vastas áreas do nosso país. A resposta dada por este à questão levantada por António Seguro, da bancada socialista, sobre o porquê de não ter havido qualquer tipo de comunicação nem medida para acorrer ao descalabro vivido até agora foi que, por via do facto de estarem dezoito distritos a arder, tornou-se difícil dizer o que fosse, fazer então muito menos. Assim não pode ser, deixem o homem trabalhar, Santana Lopes entenda-se. Como tal, proponho a todos aqueles que ateiam e ganham dinheiro com os fogos florestais que, em vez de incendiarem todos os distritos de uma vez só, que o façam de uma forma faseada, ou seja, um de cada vez. Desta forma, Santana Lopes já tem tempo para consultar a agenda e ver se tem tempo para dizer seja o que for e, quiçá, fazer qualquer coisita como enviar os BMW dos ministros para o combate aos incêndios.

Ashoka não estás sozinha

Pegando na ideia da Ashoka ( desculpa pelo plágio), propus-me a editar um comentário que, felizmente, não foi colocado no Raminhos mas sim no Blogotinha que, diga-se em abono da verdade, é um blog porreiro e descontraído, contrastando  os temas da actualidade com os  temas digamos que mais bem dispostos. Por vezes, receber comentários absurdos, infelizmente, faz parte da blogoesfera. No Raminhos, falei muitas vezes acerca do tema Racismo e, o comentário que vou transcrever a seguir, para além de ser racista, tem a particularidade de vir precisamente da supostamente parte mais fraca, ou seja, de alguém que pertence a uma minoria insignificante de brasileiros, espero eu, que concerteza, no dia que escreveu o comentário num post que não tinha nada a ver, estava muito mal disposto.

Eis a fina flor do entulho:

OL� COLONIZADORES BURROS,TUDO BEM??BOM,EU SOU BRASILEIRO,QUE VIVO EM UM PA�S PODRE,MISER�VEL E FEIO....MAS PORQUE O MEU QUERIDO BRASIL É ASSIM??A RESPOSTA É MUITO SIMPLES:PORQUE FOI COLONIZADO PELOS PORTUGUESES....QUE VIERAM AKI NA MINHA TERRINHA,E ROUBARAM TODA A NOSSA RIQUEZA,QUE,NO FIM,FOI TUDO P A INGLATERRA(PORTUGUES É BURRO MESMO).E OS EUA??VOCES J� VIRAM?ELES TAMBEM SAO UM PA�S COLONIA,NAO DOS PORTUGAS,MAS SIM DOS INGLESES...E ONDE OS EUA ESTAO?PRIMEIRA POTENCIA MUNDIA...TEM OUTRAS COLONIAS INGLESAS TAMBAM,COMO:PARTE DO CANAD�,AUSTRALIA....TODOS PA�S RICOS...E AS COLONIAS PORTUGUESAS??BRASIL,ANGOLA,MOÇAMBIQUE...COMO TODA A RIQUEZA QUE VOCES TIRARAM DO BRASIL,HOJE VOCES ERAM P SER O PA�S MAIS RICO DO MUNDO,MAS SAO O MAIS POBRE DA EUROPA...PORTUGAL NÓS DEVE UMA D�VIDA QUE NUNCA PODER� SER PAGA...ALI�S,PORTUGAL E BRASIL SAO A MESMA COISA,A DIFERENÇA E QUE VOCES SE ESCONDEM A� NESSE CONTINETE...O GOSTOSAO Email Homepage 26.07.2004 - 08:55 #

segunda-feira, julho 26, 2004

Corn Flakes

 
Permitam-me que partilhe convosco uma das minhas facetas anti-sociais que, das duas uma, ou é de mim ou a sociedade não faz mesmo sentido.
Corn Flakes! Corn flakes meus amigos! Que história é essa de comer cereais ( que na maior parte das vezes sabem a cartão canelado ) para tirar gáudio da quantidade de vezes que se vai à casa de banho?! Todos os spots publicitários indiciam que os produtos que promovem, ajudam, significativamente, os intestinos a “ limparem-se�. Não acham isto estranho? Será que ir à casa de banho muitas vezes é sinónimo de saúde? Ou será, a partir de agora, um evento social ou socializante? O que é feito das papas de aveia?
A brincar se dizem coisas sérias. O que eu acho preocupante realmente é a perca da boa tradição da cozinha tradicional portuguesa, do tipo mediterrânico, que é bem mais saudável do que as batatinhas fritas, os hambúrgueres que comemos ( eu não entenda-se, mas como faço parte da sociedade enfim…). Tive a oportunidade de ler um artigo que referenciava um estudo efectuado em vários países, dos quais constava Portugal, que indicava que a percentagem de obesos na população juvenil, tem vindo a crescer significativamente. Portugal, a par com a Irlanda, consta na lista dos que têem uma percentagem maior de obesos entre a população juvenil. È preocupante verificar isto pois é uma questão de saúde pública grave. Por outro lado, as crianças são bombardeadas, via televisão, com a noção que o esquelético é bonito ( pode ser, mas não como os modelos fotográficos anorécticos ) criando pressão e doenças preocupantes como a anorexia e a bolemia.

En Gallego

Quando as concepções nacionalistas do século XIX caíram por terra, faz cada vez mais sentido a existência de nações culturais que extravasam largamente as fronteiras físicas impostas pelos Estados. Portugal e a Galiza, desde sempre, partilham uma herança cultural comum de pai para filho. Actualmente, perguntar-se-á se não teria direito, a Galiza, a ser uma nação independente? A minha opinião é simples, criar um estado político com fronteiras físicas, é um contra-senso em termos pois, o que realmente conta é a cultura e o consequente intercâmbio cultural. O que teria que ser implementado? Uma bandeira? Um hino? Não creio que seja isso que se pretende.
O primeiro passo será, de uma vez por todas, instituir o gallego como língua oficial da Galiza, e não, o castelhano. Segundo, seria o estudo do gallego como língua materna. Sou suspeito para falar do tema pois, tenho ancestrais gallegos mas, em Portugal, o que somos todos nós senão gallegos independentes de Espanha.

domingo, julho 25, 2004

Ando a ser seguido de certeza

 
Mesmo quando decido ir ao Castelo do Bode para meter as carnes de molho, deparo-me com o (des)governo de Santana Lopes. Ã‰ impressionante mas verídico, após ter mergulhado na água maravilhosa do Castelo do Bode, vejo-me rodeado de jovens com cabelinho à jovem monárquico, com os seus objectos burgueses, barcos e motas de água, a importunarem quem quer nadar sem levar com um desses objectos na moleirinha.
Estamos a criar um futuro para quem? Para o jovem de barquinho potente e ruidoso que ciclicamente se aproximava da margem com olhar à matador fitando as jovens emigrantes embedecidas? Ou os dois putos a copularem debaixo de água? ( se a moça engravidar vai sair uma sereia ou a aquamen de certeza)
Não peço muito, é só poder tomar banho nas águas frescas do Rio Zêzere, sem me preocupar com os barcos e as motas de água a fazerem barulho e poluição desnecessária.  No entanto, para além e ter que levar com o PSL no governo, levo também com as crias desses tios e tias de bem.
Ribatejano sofre!

sexta-feira, julho 23, 2004

Odisseia no Espaço

A propósito de um post que vi num blog, a ter em conta, o Cacaoccino, recordando que, foi à 35 anos atrás que os Norte-Americanos pisaram a Lua nunca mais voltando desde então ( bem dito). Veio à minha molécula uma ideia, já previamente formulada por mim à uns tempos atrás, que tem a ver com a minha visão acerca do programa Espacial Norte-Americano. Eis o que penso acerca do referido programa:

Não se está a investir o suficiente neste programa, o que é uma lástima. Assim nunca mais teremos o Homem a viver no espaço. Se investissem o suficiente na pesquisa científica e tecnológica, uma preciosa dádiva seria dada ao Planeta Terra. Perguntam-me, ou julgam voçês que me estou a referir à descoberta do Cosmos, não, estou-me a referir a uma colónia espacial na Lua onde poderiam ir para lá todos estes inegrumenos, que só fazem peso no nosso Planeta, de resto não têem serventia nenhuma diga-se, como são exemplo Bush, Portas, Pedro Santana Lopes, Sharon, Blair entre muitos.

One small step for men, one giant step for mankind.

Tenho dito!

Raça humana versus raças humanas

O código genético humano tem vindo a ser revelado pelo HGP ( human genome process). Se questionarmos o porquê da não transformação, de noite para o dia, da ciência da Biologia pela publicação do genoma humano, a resposta reside no facto de que, o conhecimento da sequência dos genes humanos não nos explica como é que genes, e tal sequência, cria organismos vivos aparentemente diferentes. Compreender a forma como o código genético humano é influenciado por factores externos, que não somente biológicos, assume-se como a etapa final e determinante para o estabelecimento de uma teoria explicativa do conceito raça humana. Esta etapa final do estudo do código genético humano irá focar a interacção entre as instruções genéticas do genoma humano e o ambiente celular num contexto ecológico e cultural do crescimento e desenvolvimento do ser humano em todos os locais onde prospera actualmente e ou, prosperou anteriormente. Esta segunda etapa na investigação do genoma humano poderá explicar variações demográficas de populações humanas e até mesmo, o porquê de alguns momentos históricos relevantes na História Mundial. No fundo, o objectivo primacial desta investigação é compreender os mecanismos que geram variações nas características humanas, bem como, os componentes filogenéticos destas mesmas variações, sob as quais foram erigidas as teorias darwinistas. Como tal, rejeito teorias que, apoiadas em estudos biológicos dúbios, possam determinar a existências de várias raças humanas e ou sub-raças. É conhecido, e fundamentado até em termos biológicos e genéticos que, por exemplo, as várias populações europeias partilham em comum o gene mitrocondial, transmitidos pelas mães. Este facto, vem de encontro com a teoria explicativa das 7 Evas europeias, pertencentes a uma população europeia ancestral, que se encontram na maioria das populações europeias com as alterações sofridas entretanto por factores externos como o intercâmbio entre grupos de humanos, e outros factores em estudo ainda. As características físicas, diferentes, entre os vários tipos de populações europeias não podem fundamentar a existência de várias raças mas sim, a desmultiplicação de várias populações entre si, criando características que, não por fundamento biológico, mas sim, por factores que têem a ver com o ambiente e outros, criam uma conceptualização diferente do conceito biológico de Raça. Viemos todos da mesma população ancestral, as variações possíveis, poderão criar características novas ou um regresso a características ancestrais. Um pequeno exemplo: Na Gronelândia um população viking estabeleceu-se nesta ilha. Os registos encontrados através de escavações de sepulturas registaram um dado curioso. Essa população, que se manteve lá durante 200 anos, veio a reduzir a sua estatura média de geração para geração por via de hábitos alimentares que diferiram das populações de onde eram originárias, e do clima.

quinta-feira, julho 22, 2004

Perguntam-me voçês

 
Perguntam-me voçês o que eu acho da utilização de animais para experiências de cosméticos?

hum.........terei que dizer Nâo!

Se há coisa feia é ver um chimpazé com os lábios pintados de batôn, coelhos nem se fala!

Tamos na brincadeira ;)

Santana Lopes e o campeonato de Futebol de sarjeta

Antigamente, os jogos de futebol do campeonato de futebol de sarjeta eram disputados fervorosamente, o êxito desportivo era garantido pela selecção criteriosa dos elementos das equipas em competição. A escolha dos Secretários de Estado do governo do PSL seguiu o mesmo critério, mas, com uma única diferença que irei explicar mais tarde. Os critérios de selecção das equipas que disputavam o campeonato de futebol de sarjeta da minha rua passavam por várias regras implícitas como são exemplo as seguintes: 

O dono da bola tinha sempre a preferência na escolha dos jogadores, caso contrário não havia bola para ninguém.


As posições no terreno eram ocupadas de frente para trás consoante o maior ou menor grau de habilidade dos jogadores. Os mais habilidosos à frente e os mais toscos na defesa.


Os guarda-redes eram sempre os mais toscos de todos os jogadores do “plantel�, sendo um critério importantíssimo o volume corporal do guarda-redes pois, como é conhecido tecnicamente, os gorduchos cobrem melhor os ângulos


As regras do jogo eram ditadas pelo dono da bola, senão acabava o jogo no momento.
 
Nada disto será novidade para todos aqueles que acompanhavam os respectivos campeonatos de futebol de sarjeta das ruas em que cresceram. Agora, vamos analisar o campeonato de futebol de sarjeta do Governo PSL ( a tal diferença que vos falava anteriormente).
 

O dono da bola não tem a preferência na escolha dos jogadores, que tem é o puto queque e enfezado ( Paulo Portas) .


As posições no terreno são ocupadas ao calha, pois, todos os jogadores são, uniformemente, toscos.


Guarda-redes não há pois o buraco é tão grande que nem vale a pena ter guarda-redes.
As regras do jogo não são ditadas por ninguém, a ver pelas asneiras já feitas a poucos dias do início do campeonato, é só jogar a reinar com a malta.
 
Que bons velhos tempos esse do campeonato de futebol de sarjeta que, no meio de toscos ainda haviam alguns virtuosos da bola. Agora, nesta equipa do PSL é só toscos e vamos mas é lutar para não sofrer mais de 10 golos por jogo de certeza absoluta.

quarta-feira, julho 21, 2004

Emigração

Quando se fala em políticas de emigração, mais propriamente, se estas deverão ser mais ou menos restritivas, não se está a atacar o cerne da questão. Não se pode reduzir uma política de emigração com o abrir e fechar de fronteiras aos emigrantes que para Portugal pretendam vir trabalhar. A sua integração na sociedade portuguesa é o aspecto mais difícil e trabalhoso de solucionar. Dizer que somos uns tipos porreiros porque deixamos, de qualquer maneira, entrar e deixar ficar estrangeiros sem condições algumas de integração plena na nossa sociedade não pode significar que exista uma política de emigração.
Sabendo que, várias infra-estruturas vitais para o nosso País foram construídas por emigrantes que em Portugal procuram melhores condições de vida ( por estranho que isso pareça), não podemos esquecermo-nos que estes deram um contributo válido para o nosso país e têem que ser reconhecidos por isso. Não concordo com uma política de fronteira aberta para os emigrantes, por não ser possível aplicar uma política de integração válida para estes. Temos que ver que aspectos como a protecção social, a educação são fundamentais para a integração plena dos emigrantes na nossa sociedade e, atendendo ao sistema de protecção social que temos, e também, com o sistema educativo que possuímos actualmente, não antevejo uma integração eficaz e justa para milhares e milhares de emigrantes.
Os títulos de permanência atribuídos aos emigrantes são castrantes e até certo ponto, impeditivos de uma integração plena na sociedade. Parte-se do pressuposto que a questão da emigração em Portugal não é para ser resolvida mas sim, adiada até ver, esse é o espírito da autorização de Permanência com validade de um ano.
Por último, vou revelar-vos um pormenor, delicioso, de xenofobia estatal portuguesa. Um emigrante, titular de autorização de permanência, quando pretende renovar o seu visto por mais um ano, terá que, forçosamente, mostrar um contrato de trabalho válido e uma folha de descontos para a segurança social que deverá ter, pelo menos, 10 meses de descontos. No caso de o emigrante, não ter 10 meses de descontos porque o patrãozinho não pagou os descontos à segurança social, este terá que regularizar a situação primeiro e, entretanto, até resolver a situação, esperar um mês para nova marcação de visto e assim pagar uma multa de 75 € + 75 € da emissão do visto. Em Portugal, a vítima, ao que parece, é que tem sempre a culpa.

terça-feira, julho 20, 2004

Como uma ideia, aparentemente boa, se torna uma verdadeira cretinice

Há sempre uma, outra medida que, na sua essência, parece positiva. No entanto, após uma análise a todos os contornos que esta envolve, concluí-se que é uma verdadeira cretinice. Após o encerramento das fronteiras terrestres pelo SEF a quando da realização do Euro 2004, a análise efectuada aos resultados das operações foi satisfatória. Segundo o SEF, a hipótese de voltar a fechar, novamente, as fronteiras terrestres foi reconsiderada. Ao que parece, foram detidos uma série de indivíduos com documentação falsa e até mesmo, droga foi apreendida. Até aqui tudo bem mas, vista que tem que ser a questão sob todos os contornos que esta envolve, teremos que concluir o seguinte:
 

A criminalidade verificada nas comunidades emigrantes que vivem em Portugal, não representa nem um quarto da totalidade da criminalidade verificada em Portugal. Portanto, idealizar uma acção que visa controlar a entrada de estrangeiros no país e dessa forma controlar significativamente a taxa de criminalidade no país é preconceituoso e cretino.
A criminalidade verificada durante o Euro foi perpetrada por estrangeiros, mas pouco, ou seja, cidadãos comunitários. Assim o que se pode concluir? Que terá que ser considerada a comunidade inglesa. Alemã e holandesa como comunidade estrangeira, ao contrário do que se verifica actualmente?
Fechar as fronteiras evitará a proliferação das redes de tráfico humano? Se com as fronteiras abertas, o tráfico é crescente, com as fronteiras fechadas, será maior ainda e mais lucrativo para as redes.
 
Em suma, a ideia poderá parecer positiva mas, mais uma vez, como é nosso apanágio, escamoteamos a questão e não investimos no cerne da questão. A política de emigração é o cerne de toda a questão que envolve a criminalidade a ela associada. Quando não se definir, de uma vez por todas, se pretendemos, ou não, uma política de emigração em vez de fogachos repentistas e desumanos, não se poderá diminuir a criminalidade associada à emigração.

segunda-feira, julho 19, 2004

Notícia de última hora

 
 
Vão sair cerca de 100 paraquedistas da base de São Jacinto com destino a São Tomé e Principe com vista a garantir a paz no país.  Depois da descoberta de petróleo em São Tomé e Principe, agora sim é mesmo necessário garantir a manutenção da paz naquele país. Já houve tumultos no país e os paióis de munições foram assaltados o que leva a temer uma guerra civil ou golpe de Estado.

Nem tudo é mau.

 
O novo elenco governativo escolhido por Pedro Santana Lopes, tem, desde já, uma faceta que apela à modernidade. Um exemplo fundamental da modernidade imprimida pelo Pedro Santana Lopes está no Ministério do Ambiente. Luis Nobre Guedes, o novo ministro do Ambiente, foi apelidado de outsider pela Quercus, o que, no meu ver, demonstra falta de visão dessa referida Instituição. Para fundamentar o que digo, traço, desde já, as vantagens nítidas da escolha do Ministro "bem" para o ministério do Ambiente.
 
  1. Um ministro "bem" como Luis Nobre Guedes só pode fazer bem ao Ambiente que, concerteza, será mais selecionado
  2. Finalmente o Jardim Zoológico de Lisboa será um local In da sociedade portuguesa
  3. Os animais selvagens deixaram de o ser pois, a partir de agora, Nobre Guedes vai implementar políticas mais in a todos os animais.
  4. O facto de Nobre Guedes não perceber nada do assunto poderá ser benéfico pois, utilizando a velha máxima " não sabe, não mexe" pelo menos não vai estragar mais o que já está estragado.

Como podem ver, há sempre um lado positivo para todas as coisas.


sábado, julho 17, 2004

Dissertação de algibeira rota

  
  
  
 
Quando reflicto acerca da situação política actual canso-me mesmo antes de começar. Dou por mim a sentir o mesmo que uma equipa de fundo da tabela sente quando já está condenada à despromoção. A apatia é geral e isso reflecte-se na blogoesfera. Os blogs, que anteriormente vociferavam chamas e veneno em doses bem servidas, estão agora, murchos. O que há a dizer sobre a nomeação do Telmo Correia para ministro? Que foi uma surpresa? Que vai ser um descalabro? As respostas são conhecidas, não é necessário dissertar sobre o assunto. Por muita vontade que exista, a critica à situação política actual, cai  na falácia de se tornar um reinventar da roda. O momento que se vive actualmente na blogoesfera está de certa forma interligado com a situação política actual.
A blogoesfera coloca, creio eu, algumas questões a si própria. O que será o futuro da Blogoesfera? Como serão os registos linguísticos? Quais os temas? São questões às quais ainda não tenho resposta mas, pressinto a formação de um gigantesco arquipélago de blogs que, apesar das diferenças entre si, ficarão agrupados em blogs comunitários geridos por vários intervenientes em que os temas serão intimistas ou puramente fictícios.
Já coloquei aqui um post que dizia que o raminhos servia apenas para eu escrever exactamente aquilo que me dava na gana. Reconheço agora, apesar de continuar a pensar dessa forma, que é necessário cuidar de aspectos muito importantes para uma boa comunicação. Não posso negar que, pelo o simples facto de ter o raminhos na Internet,  não esteja a comunicar, ou que, devesse comunicar mais e melhor.  Não posso fugir ao que é evidente, ou seja, terei que comunicar. Este aspecto revelou-se muito mais importante do que eu alguma vez pensava. Apesar de colocar textos que são intimistas, estes, deverão, futuramente, ser mais comunicativos. Para tal, terei que evoluir muito até lá chegar, assim, comunico-vos que, o raminhos será uma plataforma de experiência pessoal até atingir um nível comunicabilidade que eu desejo. Atingido que será, eventualmente, esse nível de comunicabilidade, no lugar do raminhos nascerá outro blog por mim idealizado já à algum tempo mas que, se me permitem a expressão, está ainda em fase de gestação. Posso adiantar-vos que o burlesco será uma ideia que irei explorar, pelo que, poderão vir a conhecer novas personagens.
 
“ Setembro é o teu mês homem da tarde, ninguém morreu mas tudo treme já…� excerto de um poema de Ruy Belo.