sexta-feira, julho 23, 2004

Raça humana versus raças humanas

O código genético humano tem vindo a ser revelado pelo HGP ( human genome process). Se questionarmos o porquê da não transformação, de noite para o dia, da ciência da Biologia pela publicação do genoma humano, a resposta reside no facto de que, o conhecimento da sequência dos genes humanos não nos explica como é que genes, e tal sequência, cria organismos vivos aparentemente diferentes. Compreender a forma como o código genético humano é influenciado por factores externos, que não somente biológicos, assume-se como a etapa final e determinante para o estabelecimento de uma teoria explicativa do conceito raça humana. Esta etapa final do estudo do código genético humano irá focar a interacção entre as instruções genéticas do genoma humano e o ambiente celular num contexto ecológico e cultural do crescimento e desenvolvimento do ser humano em todos os locais onde prospera actualmente e ou, prosperou anteriormente. Esta segunda etapa na investigação do genoma humano poderá explicar variações demográficas de populações humanas e até mesmo, o porquê de alguns momentos históricos relevantes na História Mundial. No fundo, o objectivo primacial desta investigação é compreender os mecanismos que geram variações nas características humanas, bem como, os componentes filogenéticos destas mesmas variações, sob as quais foram erigidas as teorias darwinistas. Como tal, rejeito teorias que, apoiadas em estudos biológicos dúbios, possam determinar a existências de várias raças humanas e ou sub-raças. É conhecido, e fundamentado até em termos biológicos e genéticos que, por exemplo, as várias populações europeias partilham em comum o gene mitrocondial, transmitidos pelas mães. Este facto, vem de encontro com a teoria explicativa das 7 Evas europeias, pertencentes a uma população europeia ancestral, que se encontram na maioria das populações europeias com as alterações sofridas entretanto por factores externos como o intercâmbio entre grupos de humanos, e outros factores em estudo ainda. As características físicas, diferentes, entre os vários tipos de populações europeias não podem fundamentar a existência de várias raças mas sim, a desmultiplicação de várias populações entre si, criando características que, não por fundamento biológico, mas sim, por factores que têem a ver com o ambiente e outros, criam uma conceptualização diferente do conceito biológico de Raça. Viemos todos da mesma população ancestral, as variações possíveis, poderão criar características novas ou um regresso a características ancestrais. Um pequeno exemplo: Na Gronelândia um população viking estabeleceu-se nesta ilha. Os registos encontrados através de escavações de sepulturas registaram um dado curioso. Essa população, que se manteve lá durante 200 anos, veio a reduzir a sua estatura média de geração para geração por via de hábitos alimentares que diferiram das populações de onde eram originárias, e do clima.

quinta-feira, julho 22, 2004

Perguntam-me voçês

 
Perguntam-me voçês o que eu acho da utilização de animais para experiências de cosméticos?

hum.........terei que dizer Nâo!

Se há coisa feia é ver um chimpazé com os lábios pintados de batôn, coelhos nem se fala!

Tamos na brincadeira ;)

Santana Lopes e o campeonato de Futebol de sarjeta

Antigamente, os jogos de futebol do campeonato de futebol de sarjeta eram disputados fervorosamente, o êxito desportivo era garantido pela selecção criteriosa dos elementos das equipas em competição. A escolha dos Secretários de Estado do governo do PSL seguiu o mesmo critério, mas, com uma única diferença que irei explicar mais tarde. Os critérios de selecção das equipas que disputavam o campeonato de futebol de sarjeta da minha rua passavam por várias regras implícitas como são exemplo as seguintes: 

O dono da bola tinha sempre a preferência na escolha dos jogadores, caso contrário não havia bola para ninguém.


As posições no terreno eram ocupadas de frente para trás consoante o maior ou menor grau de habilidade dos jogadores. Os mais habilidosos à frente e os mais toscos na defesa.


Os guarda-redes eram sempre os mais toscos de todos os jogadores do “plantel�, sendo um critério importantíssimo o volume corporal do guarda-redes pois, como é conhecido tecnicamente, os gorduchos cobrem melhor os ângulos


As regras do jogo eram ditadas pelo dono da bola, senão acabava o jogo no momento.
 
Nada disto será novidade para todos aqueles que acompanhavam os respectivos campeonatos de futebol de sarjeta das ruas em que cresceram. Agora, vamos analisar o campeonato de futebol de sarjeta do Governo PSL ( a tal diferença que vos falava anteriormente).
 

O dono da bola não tem a preferência na escolha dos jogadores, que tem é o puto queque e enfezado ( Paulo Portas) .


As posições no terreno são ocupadas ao calha, pois, todos os jogadores são, uniformemente, toscos.


Guarda-redes não há pois o buraco é tão grande que nem vale a pena ter guarda-redes.
As regras do jogo não são ditadas por ninguém, a ver pelas asneiras já feitas a poucos dias do início do campeonato, é só jogar a reinar com a malta.
 
Que bons velhos tempos esse do campeonato de futebol de sarjeta que, no meio de toscos ainda haviam alguns virtuosos da bola. Agora, nesta equipa do PSL é só toscos e vamos mas é lutar para não sofrer mais de 10 golos por jogo de certeza absoluta.

quarta-feira, julho 21, 2004

Emigração

Quando se fala em políticas de emigração, mais propriamente, se estas deverão ser mais ou menos restritivas, não se está a atacar o cerne da questão. Não se pode reduzir uma política de emigração com o abrir e fechar de fronteiras aos emigrantes que para Portugal pretendam vir trabalhar. A sua integração na sociedade portuguesa é o aspecto mais difícil e trabalhoso de solucionar. Dizer que somos uns tipos porreiros porque deixamos, de qualquer maneira, entrar e deixar ficar estrangeiros sem condições algumas de integração plena na nossa sociedade não pode significar que exista uma política de emigração.
Sabendo que, várias infra-estruturas vitais para o nosso País foram construídas por emigrantes que em Portugal procuram melhores condições de vida ( por estranho que isso pareça), não podemos esquecermo-nos que estes deram um contributo válido para o nosso país e têem que ser reconhecidos por isso. Não concordo com uma política de fronteira aberta para os emigrantes, por não ser possível aplicar uma política de integração válida para estes. Temos que ver que aspectos como a protecção social, a educação são fundamentais para a integração plena dos emigrantes na nossa sociedade e, atendendo ao sistema de protecção social que temos, e também, com o sistema educativo que possuímos actualmente, não antevejo uma integração eficaz e justa para milhares e milhares de emigrantes.
Os títulos de permanência atribuídos aos emigrantes são castrantes e até certo ponto, impeditivos de uma integração plena na sociedade. Parte-se do pressuposto que a questão da emigração em Portugal não é para ser resolvida mas sim, adiada até ver, esse é o espírito da autorização de Permanência com validade de um ano.
Por último, vou revelar-vos um pormenor, delicioso, de xenofobia estatal portuguesa. Um emigrante, titular de autorização de permanência, quando pretende renovar o seu visto por mais um ano, terá que, forçosamente, mostrar um contrato de trabalho válido e uma folha de descontos para a segurança social que deverá ter, pelo menos, 10 meses de descontos. No caso de o emigrante, não ter 10 meses de descontos porque o patrãozinho não pagou os descontos à segurança social, este terá que regularizar a situação primeiro e, entretanto, até resolver a situação, esperar um mês para nova marcação de visto e assim pagar uma multa de 75 € + 75 € da emissão do visto. Em Portugal, a vítima, ao que parece, é que tem sempre a culpa.

terça-feira, julho 20, 2004

Como uma ideia, aparentemente boa, se torna uma verdadeira cretinice

Há sempre uma, outra medida que, na sua essência, parece positiva. No entanto, após uma análise a todos os contornos que esta envolve, concluí-se que é uma verdadeira cretinice. Após o encerramento das fronteiras terrestres pelo SEF a quando da realização do Euro 2004, a análise efectuada aos resultados das operações foi satisfatória. Segundo o SEF, a hipótese de voltar a fechar, novamente, as fronteiras terrestres foi reconsiderada. Ao que parece, foram detidos uma série de indivíduos com documentação falsa e até mesmo, droga foi apreendida. Até aqui tudo bem mas, vista que tem que ser a questão sob todos os contornos que esta envolve, teremos que concluir o seguinte:
 

A criminalidade verificada nas comunidades emigrantes que vivem em Portugal, não representa nem um quarto da totalidade da criminalidade verificada em Portugal. Portanto, idealizar uma acção que visa controlar a entrada de estrangeiros no país e dessa forma controlar significativamente a taxa de criminalidade no país é preconceituoso e cretino.
A criminalidade verificada durante o Euro foi perpetrada por estrangeiros, mas pouco, ou seja, cidadãos comunitários. Assim o que se pode concluir? Que terá que ser considerada a comunidade inglesa. Alemã e holandesa como comunidade estrangeira, ao contrário do que se verifica actualmente?
Fechar as fronteiras evitará a proliferação das redes de tráfico humano? Se com as fronteiras abertas, o tráfico é crescente, com as fronteiras fechadas, será maior ainda e mais lucrativo para as redes.
 
Em suma, a ideia poderá parecer positiva mas, mais uma vez, como é nosso apanágio, escamoteamos a questão e não investimos no cerne da questão. A política de emigração é o cerne de toda a questão que envolve a criminalidade a ela associada. Quando não se definir, de uma vez por todas, se pretendemos, ou não, uma política de emigração em vez de fogachos repentistas e desumanos, não se poderá diminuir a criminalidade associada à emigração.

segunda-feira, julho 19, 2004

Notícia de última hora

 
 
Vão sair cerca de 100 paraquedistas da base de São Jacinto com destino a São Tomé e Principe com vista a garantir a paz no país.  Depois da descoberta de petróleo em São Tomé e Principe, agora sim é mesmo necessário garantir a manutenção da paz naquele país. Já houve tumultos no país e os paióis de munições foram assaltados o que leva a temer uma guerra civil ou golpe de Estado.

Nem tudo é mau.

 
O novo elenco governativo escolhido por Pedro Santana Lopes, tem, desde já, uma faceta que apela à modernidade. Um exemplo fundamental da modernidade imprimida pelo Pedro Santana Lopes está no Ministério do Ambiente. Luis Nobre Guedes, o novo ministro do Ambiente, foi apelidado de outsider pela Quercus, o que, no meu ver, demonstra falta de visão dessa referida Instituição. Para fundamentar o que digo, traço, desde já, as vantagens nítidas da escolha do Ministro "bem" para o ministério do Ambiente.
 
  1. Um ministro "bem" como Luis Nobre Guedes só pode fazer bem ao Ambiente que, concerteza, será mais selecionado
  2. Finalmente o Jardim Zoológico de Lisboa será um local In da sociedade portuguesa
  3. Os animais selvagens deixaram de o ser pois, a partir de agora, Nobre Guedes vai implementar políticas mais in a todos os animais.
  4. O facto de Nobre Guedes não perceber nada do assunto poderá ser benéfico pois, utilizando a velha máxima " não sabe, não mexe" pelo menos não vai estragar mais o que já está estragado.

Como podem ver, há sempre um lado positivo para todas as coisas.


sábado, julho 17, 2004

Dissertação de algibeira rota

  
  
  
 
Quando reflicto acerca da situação política actual canso-me mesmo antes de começar. Dou por mim a sentir o mesmo que uma equipa de fundo da tabela sente quando já está condenada à despromoção. A apatia é geral e isso reflecte-se na blogoesfera. Os blogs, que anteriormente vociferavam chamas e veneno em doses bem servidas, estão agora, murchos. O que há a dizer sobre a nomeação do Telmo Correia para ministro? Que foi uma surpresa? Que vai ser um descalabro? As respostas são conhecidas, não é necessário dissertar sobre o assunto. Por muita vontade que exista, a critica à situação política actual, cai  na falácia de se tornar um reinventar da roda. O momento que se vive actualmente na blogoesfera está de certa forma interligado com a situação política actual.
A blogoesfera coloca, creio eu, algumas questões a si própria. O que será o futuro da Blogoesfera? Como serão os registos linguísticos? Quais os temas? São questões às quais ainda não tenho resposta mas, pressinto a formação de um gigantesco arquipélago de blogs que, apesar das diferenças entre si, ficarão agrupados em blogs comunitários geridos por vários intervenientes em que os temas serão intimistas ou puramente fictícios.
Já coloquei aqui um post que dizia que o raminhos servia apenas para eu escrever exactamente aquilo que me dava na gana. Reconheço agora, apesar de continuar a pensar dessa forma, que é necessário cuidar de aspectos muito importantes para uma boa comunicação. Não posso negar que, pelo o simples facto de ter o raminhos na Internet,  não esteja a comunicar, ou que, devesse comunicar mais e melhor.  Não posso fugir ao que é evidente, ou seja, terei que comunicar. Este aspecto revelou-se muito mais importante do que eu alguma vez pensava. Apesar de colocar textos que são intimistas, estes, deverão, futuramente, ser mais comunicativos. Para tal, terei que evoluir muito até lá chegar, assim, comunico-vos que, o raminhos será uma plataforma de experiência pessoal até atingir um nível comunicabilidade que eu desejo. Atingido que será, eventualmente, esse nível de comunicabilidade, no lugar do raminhos nascerá outro blog por mim idealizado já à algum tempo mas que, se me permitem a expressão, está ainda em fase de gestação. Posso adiantar-vos que o burlesco será uma ideia que irei explorar, pelo que, poderão vir a conhecer novas personagens.
 
“ Setembro é o teu mês homem da tarde, ninguém morreu mas tudo treme já…� excerto de um poema de Ruy Belo.


sexta-feira, julho 16, 2004

Ao terras gélidas do norte

  
  
 
Tive a oportunidade de ler um post publicado aqui que referia um post, por mim colocado, sobre “ o contributo genético português na Noruegaâ€�, o  que mereceu um comentário num blog de um Português radicado na Noruega. Gostaria de agradecer, desde já a visita, do blogmaster ao raminhos e dizer, em abono da verdade, que o post, obviamente, não pretendia fundamentar a teoria de um real e concreto contributo genético Português na população norueguesa mas sim, o espanto pelo facto de ter sido referido isso pelos próprios noruegueses num quadro exposto na Expo 98 em Lisboa.
Qualquer das vias, tive a oportunidade de ver o blog e aconselho a sua leitura por quem, como eu, comece a nutrir alguma simpatia pela Noruega. A propósito, e para aguçar mais o apetite pelo país, a Noruega tem um rendimento per capita calculado nos 36.000 Euros por ano e tem um taxa de matrículas nas escolas de 98 %, assim vale a pena.

Pauta de classificações

  
  
 
A pedido de várias famílias em Portugal, vou postar algo mais soft. Para dizer a verdade, será algo mais mundano, mais divertido julgo eu.
Como em tudo na vida, há sempre algo que despoleta pensamentos ou devaneios que é o caso do post que vou colocar aqui hoje. No outro dia, após ter efectuado uma chamada para um número de assistência ao cliente, ligaram-me desse mesmo serviço. Um jovenzinho apresentou-se e disse que estava a ligar para efectuar um inquérito de satisfação ao serviço de assistência ao cliente. Até aí tudo bem mas, quando começou a fazer as perguntas, a minha mente perversa começou a dar pinotes de imaginação puramente burlesca. As questões que o jovem colocou, pertinentes para o serviço dele, não tinham nexo algum pois, como vos irei explicar de seguida há coisas que pura e simplesmente não se pode quantificar de zero a dez. A simpatia do assistente, a conhecimento técnico do assistente foram algumas das questões colocadas a mim que, para as responder tive quase a variar entre o responder ao calhas e a resposta tipicamente burlesca.
 
 
Classifique de zero a dez, sendo o zero insatisfação e os dez a satisfação total.
 
Questão nº 1
 
Classifique a simpatia do atendimento do assistente de zero a dez.
 
Hipótese um – resposta simpática - nove valores
Hipótese dois – resposta burlesca – “ tenho que dar um dois porque a sua colega, quando eu a convidei para um jantarzinho a dois seguido de uma noite de sexo luxúria e prazer respondeu-me que isso não estava incluído no pacote. O que é que a sua colega quis dizer afinal? Que não há nada pró pacote ou que tem um pacote diferente dos outros, só atende chamadas? Hum..?!
 
Questão nº 2
 
Classifique os conhecimentos técnicos do assistente, novamente numa escala de zero a dez.
 
Hipótese um – resposta simpática – nove valores
Hipótese dois – resposta burlesca – “ ó amigo e eu que sei da capacidade técnica da moça? Se eu telefonei é porque não vejo um boi da coisa, logo, não posso avaliar seja lá o que for não é?!
 
É claro que não respondi de uma forma burlesca mas sim de uma forma simpática e pedagógica e dei sempre nove valores e no final disse ao assistente que, apesar de ter dado nove valores à moça, isso, não dispensa uma ida a oral ( atenção a oral é diferente de à oral ok?! )

quinta-feira, julho 15, 2004

O Homem das cavernas

Decidi hoje escrever algo diferente, algo mais autêntico, algo mais realista, um história. Como todas as histórias, esta, começa assim.


Era uma vez um rapaz, toxicodependente, que vivia num certo país, e numa certa cidade. Como muitos jovens de sua idade, entrou, compulsivamente, numa espécie de ritual de passagem para a vida adulta. Esse ritual de passagem à vida adulta consistia num internamento numa instituição, com regras rígidas, às quais, devia o jovem, cumprir com zelo e disciplina. E assim foi até um dia em que um episódio, triste, sucedeu nessa instituição. Como o jovem era toxicodependente, e tinha ocorrido um furto de um rádio FM stereo note-se, rapidamente a Instituição deduziu que tinha sido esse jovem a cometer tão vil crime. Como a instituição que se prezava por um código rígido de ética e moral, agiu rapidamente punindo o jovem. Da punição constou um tratamento severo que consistiu num encarceramento do jovem numa cela com dois metros de altura por metro e meio de largura com água à altura da cintura. O jovem foi obrigado a permanecer lá, encarcerado, por seis meses até que a Instituição se apercebeu que tinha cometido um erro. Lamentável foi o erro, bem como, o tratamento sofrido pelo jovem que, ao ficar encarcerado, começou o processo de ressaca, violentíssimo, e como tal, num gesto que de humano só teria se quisesse-se insultar a condição humana, foi-lhe administrado Lagartil , um medicamento ansiolítico utilizado para casos de esquizofrenia catatónica, e ou, aguda.( o efeito deste medicamento é muito forte e provoca um estado de catatónia que consiste na perda total das funções motoras e fisiológicas).
O jovem foi libertado num estado deplorável e, quando pretendeu regressar a casa, não o fez com vergonha e desorientação. Refugiou-se numa caverna às portas de uma cidade onde, pelos locais, foi apelidado como o Homem das Cavernas . Os populares deixavam um prato de comida à porta da caverna e jovem permaneceu lá mais de um ano até que, após um alerta feito à segurança social, a Polícia foi lá buscá-lo. Dos três polícias que tentaram entrar dentro da caverna dois foram feridos com pedras e tijolos na cabeça. O jovem lá saiu da caverna e foi internado numa instituição de recuperação e reinserção social, da ficha de entrada constava que no dia x deu entrada um indivíduo mulato num estado de subnutrição e ninhos de piolhos na cabeça que, inclusivamente, lhe tinha corroído o couro cabeludo. Duas semanas mais tarde, na Instituição em que foi acolhido, deu-se a surpresa, o jovem afinal era branco.
Moral da história não há, cada qual que o faça de consciência própria mas, o propósito desta história foi apenas dar a mostrar uma história que infelizmente é verídica e que eu tive conhecimento depois de começar a colaborar com uma Instituição, a mesma que o acolheu, de recuperação e reinserção social.
Quase que me esquecia, o país é Portugal, a cidade é Coimbra, a instituição que o prendeu é………
A história é triste mas pretendo apenas mostrar o que é que eu vejo por vezes quando olho para a vida do lado de lá da barricada.



Tenham lá paciência

Há dias em que não se pode sair de casa. Hoje, para além de ter que aturar um maluco que me entrou escritório a dentro a queixar-se do Cônsul português de Bruxelas e da Santa da Ladeira, e também, dos bruxedo a que, supostamente, ele está sujeito, tenho que ir dar dinheiro a gulosos, Estado entenda-se.
Prometo postar uma coisita que me lembrou mas, por falta de tempo vou ter que postar mais tarde ok?! ( não que os posts sejam lá grande pistola mas nunca se sabe se o post que aqui vou colocar terá algum jeito e dessa forma salve a honra do Convento ;) )

quarta-feira, julho 14, 2004

Aviso aos mais incautos

Tive a pensar acerca do que tenho escrito, e também, dos temas que tenho escolhido. Noutro dia quando visitava um blogue de um amigo meu, deparei-me com um comentário feito por um indivíduo, no blogue temático acerca de Cabo verde e da Literatura Cabo-verdiana, dirigindo-se ao autor do blog como se este fosse africano. Nada de mal nisso mas, o facto de se ter um blogue que fale sobre �frica não implica que se seja africano. Como tenho vindo a postar textos acerca do Racismo, Homofobia etc... devo dizer para não entrarmos aqui em situações de racismo de peluche o seguinte:

Sou Branco
Sou de Angola
Sou Heterosexual
Sou contra a Homofobia
Sou do Interior, e com muito gosto, não pertenço a nenhum centro urbano...depressivo como Lisboa ou Porto.

Como muitas vezes, confusões são geradas por más interpretações de registos linguísticos. Traço aqui então o rumo, de certa forma, para todos os que visitam e possam vir a visitar o Raminhos.Assim, quando lerem algo que eu poste terão então um visão mais concreta sobre o que pensar acerca do caramelo que escreve as baboseiras que aparecem no Raminhos.
Por fim, resta-me dizer-vos também o seguinte,não tenho o blogue para uma certa espécie de enamoramento narcisico da minha pessoa, pelo que, quando acharem que algum post está uma autêntica bosta digam isso mesmo. E também devo dizer o seguinte, não frequento blogues como reacção hormonal a qualquer que seja o estímulo, faço sim, visitas em que gosto e pretendo partilhar ideias e até mesmo discordar, se fôr esse o caso, das ideias expostas lá.

terça-feira, julho 13, 2004

Vale a pena ler esta letra dos Faithless

Aprecio bastante vários tipos de música, uns pela composição musical, outros pela qualidade das letras dos grupos que a tocam. Faithless entra bem no meu género de música apesar de, a música de dança como alguns temem em incluir tudo o que é electrónico,não ser do meu gosto.

A propósito dos acontecimentos a nível mundial e, do estado de coisas a nível mundial, Faithless presentearam-nos com uma letra extraída do seu último álbum que, a meu ver, diz muita coisa a mim e ao estado de coisas.

My dad came into my room holding his hat
I knew he was leaving,
he sat on my bed told me some facts, son.
I have a duty, calling on me
You and your sister be brave my little soldier
And don't forget all I told ya
Your the mister of the house now remember this
And when you wake up in the morning give ya momma a kiss
Then I had to say goodbye
In the morning woke momma with a kiss on each eyelid,
Even though I'm only a kid
Certain things can't be hid
Momma grabbed me
Held me like I was made of gold
But left her inner stories untold
I said, momma it will be alright
When daddy comes home, tonight
Whether long range weapon or suicide bomber
Wicked mind is a weapon of mass destruction
Whether you're soar away sun or BBC 1
Disinformation is a weapon of mass destruc
You could a Caucasian or a poor Asian
Racism is a weapon of mass destruction
Whether inflation or globalization
Fear is a weapon of mass destruction
Whether Halliburton or Enron or anyone
Greed is a weapon of mass destruction
We need to find courage, overcome
Inaction is a weapon of mass destruction
The skin under my chin is exploding again
I'm getting stress from some other children
I'm holding it in.
We taking sides like a politician
And if I get friction, we get to fighting
I defend my dad, he's the best of all men
And whatever he's doing, he's doing the right thing
It's frightening, but it makes me mad
Why do all these people seem to hate my dad
And if that aint enough now I got these spots
I go to sleep every night with my stomach in knots
And what's more, I can hear momma next door
Explore the radio for reports of war
And all we ever seem to do
Is hide the tears
Seem like daddy been gone for years
But he was right
Now I'm geared up for the fight
And he would be proud of me
If my daddy come home tonight
Listen me calmly
Whether long range weapon or suicide bomber
Wicked mind is a weapon of mass destruction
Whether you're soar away sun or BBC 1
Disinformation is a weapon of mass destruc
You could a Caucasian or a poor Asian
Racism is a weapon of mass destruction
Whether inflation or globalization
Fear is a weapon of mass destruction
Whether Halliburton or Enron or anyone
Greed is a weapon of mass destruction
We need to find courage, overcome
Inaction is a weapon of mass destruction
My story stops here, lets be clear
This scenario is happening everywhere
And you ain't going to nirvana or farvana
You're coming right back here to live out your karma
With even more drama than previously, seriously
Just how many centuries have we been
waiting for someone else to make us free
And we refuse to see
That people overseas suffer just like we
Bad leadership and ego's unfettered and free
Who feed one the people they're supposed to lead
I don't need good people to pray and wait
For the lord to make it all straight
There's only now, do it right.
Cos I don't want your daddy, leaving home tonight

A tartaruga em cima do poste

Devo desde já agradecer à Dany por ter-me enviado este mail com a adaptação de uma velha piada, muito difundida em Angola no tempo colonial. Não pude deixar de postar este texto pois, a brincar a brincar se dizem coisas sérias, e esse também é o espírito do Raminhos.
Enquanto suturava uma laceração na mão de um velho lavrador (ferido por um caco de vidro indevidamente deitado à terra), o médico e o doente começaram a conversar sobre o Santana Lopes. E o velhinho disse: Bom, o senhor sabe... o Santana é como uma "tartaruga num poste" ...
Sem saber o que o camponês quis dizer, o médico perguntou o que era uma “tartaruga num poste". A resposta foi: Quando o senhor for por uma estrada e vir um poste, com uma vedação de arame farpado, e uma tartaruga a equilibrar-se em cima dele, isso é uma "tartaruga num poste". O velho camponês olhou para a cara de espanto do médico e continuou com a explicação:
Você não percebe como é que ela lá chegou;
Você não acredita que ela esteja lá;
Você sabe que ela não subiu para lá sozinha;
Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
Você sabe que ela não vai conseguir fazer absolutamente nada enquanto
estiver lá;
Logo, tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá!

Mais um post englobado na rubrica " Santana, adeus ou vai-te embora"

Por falar em vender a alma.

Surgiu-me uma dúvida acerca desta história de vender a alma. É o seguinte, se realmente alguém vender a alma, presumindo que a tem para vender, poderá receber um recibo? se realmente receber esse recibo, terá que declarar a venda da alma no IRS?

Ora venha daí essa alminha

Que já existem sites que vendem sextoys, carros, casas,crachás e muitas outras coisas bizarras, já eu sabia. Agora, que havia um site onde é possível vender a sua alma é que eu não sabia. A Internet não pára de surpreender.
Já sabem, se pretenderem vender a vossa alma ao Diabo basta clicar neste link.

O que há a fazer

Tenho por hábito não pensar muito no problema e centrar-me sempre na sua resolução. Ultimamente tenho lido muitas considerações acerca das eleições antecipadas que ficaram por convocar. As críticas que li aos vários intervenientes, e em especial a Jorge Sampaio como é óbvio, são autênticos hinos à democracia na forma como explanam os seus argumentos. No entanto, comecei a dar por mim tendo a sensação, de cada vez que lia essas mesmas criticas, que se estava a tentar reinventar a roda. Que houve um atentado à Democracia em Portugal está mais do que visto, não é já um argumento, é um facto inabalável por qualquer ou quaisquer argumentos que se possam utilizar por muita imaginação que se tenha.
Na Sérvia, aquando do regime de Milosevic, surgiu um movimento juvenil apolítico de resistência cívica. O objectivo não era criticar apenas a política, era sim também, fazer ecoar a voz de quem, por muito tempo, tinha vindo, até então, a ouvir os vários políticos nacionais sérvios dizendo a mesma coisa independentemente do seu quadrante político. A organização desse movimento juvenil era secreta por secreta que era qualquer tipo de oposição a Milosevic e seu regime. No entanto, fazia-se mostrar em cartazes, passados de mão a mão, sob a capa de concertos musicais, manifestos publicados em edições periódicas clandestinas, entre outros estratagemas. O interesse nesta história que vos conto tem a ver com um pormenor subtil, ou seja, Milosevic e suas forças opressoras não estão cá em Portugal. Logo, a apatia sentida por vós e por mim também, tem os seus dias contados, pelo menos falo por mim, no Raminhos estará sempre um slogan contra o Primeiro-ministro imposto (e que caro que vai sair esse imposto). Juntos venceremos!
Lutarei pela Democracia no meu país. Serei sempre contra todos os políticos que temos na praça, demagógicos, velhos e gastos. Estou farto desta forma de fazer política de todos os quadrantes, estou farto de partidos do e para o poder exclusivamente e a qualquer custo. Por mim, todos esses revolucionários que deixaram a Democracia solteira no altar para fugirem com a ganância e o dinheiro fácil, terão, politicamente, os seus dias contados.
Proponho assim, que em todos os blogues solidários com a causa da Democracia, seja fixado um slogan contra a imposição de um Primeiro-ministro à força, seja ele quem for.

segunda-feira, julho 12, 2004

Não pode ser sempre coisas tristezas, a malta também tem que se rir

Esta animação está muito bem feita, e porque, afinal rir é o melhor remédio observem bem esta animação

A medalha

A vaidade é um terreno fértil para histórias que envolvem pessoas vaidosas e situações humilhantes para estes. Esta história envolve uma senhora, esposa de um diplomata inglês em Xangai, que recebeu, do presidente da câmara de Xangai, uma medalha com uns caracteres chineses. Anos mais tarde, e de volta a Inglaterra, a referida senhora usou a medalha oferecida pelo presidente de câmara de Xangai, num cocktail oferecido por um político inglês. Na festa, a dita senhora, pavoneava-se com a medalha chinesa até que, em conversa com um senhor, ela vira-se para ele e diz . “ Já reparou na medalha a mim oferecida pelo presidente da Câmara de Xangai? Ele próprio garantiu-me que esta medalha não é oferecida a qualquer um, apenas a pessoas muito especiais.� O senhor inglês, que falava fluentemente cantonês responde-lhe da seguinte forma: “ a Sra. Sabe o que está escrito na sua medalha?� e ela responde: “ Não, por acaso não sei nem me preocupei muito com isso.� Foi então que o sr. Inglês lhe diz o que estava escrito na medalha. “Minha cara, devo-lhe dizer, exactamente, o que está escrito na sua medalha. A medalha diz ipsis verbis o seguinte: Licença camarária de sanidade. Prostitua nº 1�O que se passou a seguir podem imaginar, é desnecessário descrever.