sexta-feira, julho 16, 2004

Ao terras gélidas do norte

  
  
 
Tive a oportunidade de ler um post publicado aqui que referia um post, por mim colocado, sobre “ o contributo genético português na Noruegaâ€�, o  que mereceu um comentário num blog de um Português radicado na Noruega. Gostaria de agradecer, desde já a visita, do blogmaster ao raminhos e dizer, em abono da verdade, que o post, obviamente, não pretendia fundamentar a teoria de um real e concreto contributo genético Português na população norueguesa mas sim, o espanto pelo facto de ter sido referido isso pelos próprios noruegueses num quadro exposto na Expo 98 em Lisboa.
Qualquer das vias, tive a oportunidade de ver o blog e aconselho a sua leitura por quem, como eu, comece a nutrir alguma simpatia pela Noruega. A propósito, e para aguçar mais o apetite pelo país, a Noruega tem um rendimento per capita calculado nos 36.000 Euros por ano e tem um taxa de matrículas nas escolas de 98 %, assim vale a pena.

Pauta de classificações

  
  
 
A pedido de várias famílias em Portugal, vou postar algo mais soft. Para dizer a verdade, será algo mais mundano, mais divertido julgo eu.
Como em tudo na vida, há sempre algo que despoleta pensamentos ou devaneios que é o caso do post que vou colocar aqui hoje. No outro dia, após ter efectuado uma chamada para um número de assistência ao cliente, ligaram-me desse mesmo serviço. Um jovenzinho apresentou-se e disse que estava a ligar para efectuar um inquérito de satisfação ao serviço de assistência ao cliente. Até aí tudo bem mas, quando começou a fazer as perguntas, a minha mente perversa começou a dar pinotes de imaginação puramente burlesca. As questões que o jovem colocou, pertinentes para o serviço dele, não tinham nexo algum pois, como vos irei explicar de seguida há coisas que pura e simplesmente não se pode quantificar de zero a dez. A simpatia do assistente, a conhecimento técnico do assistente foram algumas das questões colocadas a mim que, para as responder tive quase a variar entre o responder ao calhas e a resposta tipicamente burlesca.
 
 
Classifique de zero a dez, sendo o zero insatisfação e os dez a satisfação total.
 
Questão nº 1
 
Classifique a simpatia do atendimento do assistente de zero a dez.
 
Hipótese um – resposta simpática - nove valores
Hipótese dois – resposta burlesca – “ tenho que dar um dois porque a sua colega, quando eu a convidei para um jantarzinho a dois seguido de uma noite de sexo luxúria e prazer respondeu-me que isso não estava incluído no pacote. O que é que a sua colega quis dizer afinal? Que não há nada pró pacote ou que tem um pacote diferente dos outros, só atende chamadas? Hum..?!
 
Questão nº 2
 
Classifique os conhecimentos técnicos do assistente, novamente numa escala de zero a dez.
 
Hipótese um – resposta simpática – nove valores
Hipótese dois – resposta burlesca – “ ó amigo e eu que sei da capacidade técnica da moça? Se eu telefonei é porque não vejo um boi da coisa, logo, não posso avaliar seja lá o que for não é?!
 
É claro que não respondi de uma forma burlesca mas sim de uma forma simpática e pedagógica e dei sempre nove valores e no final disse ao assistente que, apesar de ter dado nove valores à moça, isso, não dispensa uma ida a oral ( atenção a oral é diferente de à oral ok?! )

quinta-feira, julho 15, 2004

O Homem das cavernas

Decidi hoje escrever algo diferente, algo mais autêntico, algo mais realista, um história. Como todas as histórias, esta, começa assim.


Era uma vez um rapaz, toxicodependente, que vivia num certo país, e numa certa cidade. Como muitos jovens de sua idade, entrou, compulsivamente, numa espécie de ritual de passagem para a vida adulta. Esse ritual de passagem à vida adulta consistia num internamento numa instituição, com regras rígidas, às quais, devia o jovem, cumprir com zelo e disciplina. E assim foi até um dia em que um episódio, triste, sucedeu nessa instituição. Como o jovem era toxicodependente, e tinha ocorrido um furto de um rádio FM stereo note-se, rapidamente a Instituição deduziu que tinha sido esse jovem a cometer tão vil crime. Como a instituição que se prezava por um código rígido de ética e moral, agiu rapidamente punindo o jovem. Da punição constou um tratamento severo que consistiu num encarceramento do jovem numa cela com dois metros de altura por metro e meio de largura com água à altura da cintura. O jovem foi obrigado a permanecer lá, encarcerado, por seis meses até que a Instituição se apercebeu que tinha cometido um erro. Lamentável foi o erro, bem como, o tratamento sofrido pelo jovem que, ao ficar encarcerado, começou o processo de ressaca, violentíssimo, e como tal, num gesto que de humano só teria se quisesse-se insultar a condição humana, foi-lhe administrado Lagartil , um medicamento ansiolítico utilizado para casos de esquizofrenia catatónica, e ou, aguda.( o efeito deste medicamento é muito forte e provoca um estado de catatónia que consiste na perda total das funções motoras e fisiológicas).
O jovem foi libertado num estado deplorável e, quando pretendeu regressar a casa, não o fez com vergonha e desorientação. Refugiou-se numa caverna às portas de uma cidade onde, pelos locais, foi apelidado como o Homem das Cavernas . Os populares deixavam um prato de comida à porta da caverna e jovem permaneceu lá mais de um ano até que, após um alerta feito à segurança social, a Polícia foi lá buscá-lo. Dos três polícias que tentaram entrar dentro da caverna dois foram feridos com pedras e tijolos na cabeça. O jovem lá saiu da caverna e foi internado numa instituição de recuperação e reinserção social, da ficha de entrada constava que no dia x deu entrada um indivíduo mulato num estado de subnutrição e ninhos de piolhos na cabeça que, inclusivamente, lhe tinha corroído o couro cabeludo. Duas semanas mais tarde, na Instituição em que foi acolhido, deu-se a surpresa, o jovem afinal era branco.
Moral da história não há, cada qual que o faça de consciência própria mas, o propósito desta história foi apenas dar a mostrar uma história que infelizmente é verídica e que eu tive conhecimento depois de começar a colaborar com uma Instituição, a mesma que o acolheu, de recuperação e reinserção social.
Quase que me esquecia, o país é Portugal, a cidade é Coimbra, a instituição que o prendeu é………
A história é triste mas pretendo apenas mostrar o que é que eu vejo por vezes quando olho para a vida do lado de lá da barricada.



Tenham lá paciência

Há dias em que não se pode sair de casa. Hoje, para além de ter que aturar um maluco que me entrou escritório a dentro a queixar-se do Cônsul português de Bruxelas e da Santa da Ladeira, e também, dos bruxedo a que, supostamente, ele está sujeito, tenho que ir dar dinheiro a gulosos, Estado entenda-se.
Prometo postar uma coisita que me lembrou mas, por falta de tempo vou ter que postar mais tarde ok?! ( não que os posts sejam lá grande pistola mas nunca se sabe se o post que aqui vou colocar terá algum jeito e dessa forma salve a honra do Convento ;) )

quarta-feira, julho 14, 2004

Aviso aos mais incautos

Tive a pensar acerca do que tenho escrito, e também, dos temas que tenho escolhido. Noutro dia quando visitava um blogue de um amigo meu, deparei-me com um comentário feito por um indivíduo, no blogue temático acerca de Cabo verde e da Literatura Cabo-verdiana, dirigindo-se ao autor do blog como se este fosse africano. Nada de mal nisso mas, o facto de se ter um blogue que fale sobre �frica não implica que se seja africano. Como tenho vindo a postar textos acerca do Racismo, Homofobia etc... devo dizer para não entrarmos aqui em situações de racismo de peluche o seguinte:

Sou Branco
Sou de Angola
Sou Heterosexual
Sou contra a Homofobia
Sou do Interior, e com muito gosto, não pertenço a nenhum centro urbano...depressivo como Lisboa ou Porto.

Como muitas vezes, confusões são geradas por más interpretações de registos linguísticos. Traço aqui então o rumo, de certa forma, para todos os que visitam e possam vir a visitar o Raminhos.Assim, quando lerem algo que eu poste terão então um visão mais concreta sobre o que pensar acerca do caramelo que escreve as baboseiras que aparecem no Raminhos.
Por fim, resta-me dizer-vos também o seguinte,não tenho o blogue para uma certa espécie de enamoramento narcisico da minha pessoa, pelo que, quando acharem que algum post está uma autêntica bosta digam isso mesmo. E também devo dizer o seguinte, não frequento blogues como reacção hormonal a qualquer que seja o estímulo, faço sim, visitas em que gosto e pretendo partilhar ideias e até mesmo discordar, se fôr esse o caso, das ideias expostas lá.

terça-feira, julho 13, 2004

Vale a pena ler esta letra dos Faithless

Aprecio bastante vários tipos de música, uns pela composição musical, outros pela qualidade das letras dos grupos que a tocam. Faithless entra bem no meu género de música apesar de, a música de dança como alguns temem em incluir tudo o que é electrónico,não ser do meu gosto.

A propósito dos acontecimentos a nível mundial e, do estado de coisas a nível mundial, Faithless presentearam-nos com uma letra extraída do seu último álbum que, a meu ver, diz muita coisa a mim e ao estado de coisas.

My dad came into my room holding his hat
I knew he was leaving,
he sat on my bed told me some facts, son.
I have a duty, calling on me
You and your sister be brave my little soldier
And don't forget all I told ya
Your the mister of the house now remember this
And when you wake up in the morning give ya momma a kiss
Then I had to say goodbye
In the morning woke momma with a kiss on each eyelid,
Even though I'm only a kid
Certain things can't be hid
Momma grabbed me
Held me like I was made of gold
But left her inner stories untold
I said, momma it will be alright
When daddy comes home, tonight
Whether long range weapon or suicide bomber
Wicked mind is a weapon of mass destruction
Whether you're soar away sun or BBC 1
Disinformation is a weapon of mass destruc
You could a Caucasian or a poor Asian
Racism is a weapon of mass destruction
Whether inflation or globalization
Fear is a weapon of mass destruction
Whether Halliburton or Enron or anyone
Greed is a weapon of mass destruction
We need to find courage, overcome
Inaction is a weapon of mass destruction
The skin under my chin is exploding again
I'm getting stress from some other children
I'm holding it in.
We taking sides like a politician
And if I get friction, we get to fighting
I defend my dad, he's the best of all men
And whatever he's doing, he's doing the right thing
It's frightening, but it makes me mad
Why do all these people seem to hate my dad
And if that aint enough now I got these spots
I go to sleep every night with my stomach in knots
And what's more, I can hear momma next door
Explore the radio for reports of war
And all we ever seem to do
Is hide the tears
Seem like daddy been gone for years
But he was right
Now I'm geared up for the fight
And he would be proud of me
If my daddy come home tonight
Listen me calmly
Whether long range weapon or suicide bomber
Wicked mind is a weapon of mass destruction
Whether you're soar away sun or BBC 1
Disinformation is a weapon of mass destruc
You could a Caucasian or a poor Asian
Racism is a weapon of mass destruction
Whether inflation or globalization
Fear is a weapon of mass destruction
Whether Halliburton or Enron or anyone
Greed is a weapon of mass destruction
We need to find courage, overcome
Inaction is a weapon of mass destruction
My story stops here, lets be clear
This scenario is happening everywhere
And you ain't going to nirvana or farvana
You're coming right back here to live out your karma
With even more drama than previously, seriously
Just how many centuries have we been
waiting for someone else to make us free
And we refuse to see
That people overseas suffer just like we
Bad leadership and ego's unfettered and free
Who feed one the people they're supposed to lead
I don't need good people to pray and wait
For the lord to make it all straight
There's only now, do it right.
Cos I don't want your daddy, leaving home tonight

A tartaruga em cima do poste

Devo desde já agradecer à Dany por ter-me enviado este mail com a adaptação de uma velha piada, muito difundida em Angola no tempo colonial. Não pude deixar de postar este texto pois, a brincar a brincar se dizem coisas sérias, e esse também é o espírito do Raminhos.
Enquanto suturava uma laceração na mão de um velho lavrador (ferido por um caco de vidro indevidamente deitado à terra), o médico e o doente começaram a conversar sobre o Santana Lopes. E o velhinho disse: Bom, o senhor sabe... o Santana é como uma "tartaruga num poste" ...
Sem saber o que o camponês quis dizer, o médico perguntou o que era uma “tartaruga num poste". A resposta foi: Quando o senhor for por uma estrada e vir um poste, com uma vedação de arame farpado, e uma tartaruga a equilibrar-se em cima dele, isso é uma "tartaruga num poste". O velho camponês olhou para a cara de espanto do médico e continuou com a explicação:
Você não percebe como é que ela lá chegou;
Você não acredita que ela esteja lá;
Você sabe que ela não subiu para lá sozinha;
Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
Você sabe que ela não vai conseguir fazer absolutamente nada enquanto
estiver lá;
Logo, tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá!

Mais um post englobado na rubrica " Santana, adeus ou vai-te embora"

Por falar em vender a alma.

Surgiu-me uma dúvida acerca desta história de vender a alma. É o seguinte, se realmente alguém vender a alma, presumindo que a tem para vender, poderá receber um recibo? se realmente receber esse recibo, terá que declarar a venda da alma no IRS?

Ora venha daí essa alminha

Que já existem sites que vendem sextoys, carros, casas,crachás e muitas outras coisas bizarras, já eu sabia. Agora, que havia um site onde é possível vender a sua alma é que eu não sabia. A Internet não pára de surpreender.
Já sabem, se pretenderem vender a vossa alma ao Diabo basta clicar neste link.

O que há a fazer

Tenho por hábito não pensar muito no problema e centrar-me sempre na sua resolução. Ultimamente tenho lido muitas considerações acerca das eleições antecipadas que ficaram por convocar. As críticas que li aos vários intervenientes, e em especial a Jorge Sampaio como é óbvio, são autênticos hinos à democracia na forma como explanam os seus argumentos. No entanto, comecei a dar por mim tendo a sensação, de cada vez que lia essas mesmas criticas, que se estava a tentar reinventar a roda. Que houve um atentado à Democracia em Portugal está mais do que visto, não é já um argumento, é um facto inabalável por qualquer ou quaisquer argumentos que se possam utilizar por muita imaginação que se tenha.
Na Sérvia, aquando do regime de Milosevic, surgiu um movimento juvenil apolítico de resistência cívica. O objectivo não era criticar apenas a política, era sim também, fazer ecoar a voz de quem, por muito tempo, tinha vindo, até então, a ouvir os vários políticos nacionais sérvios dizendo a mesma coisa independentemente do seu quadrante político. A organização desse movimento juvenil era secreta por secreta que era qualquer tipo de oposição a Milosevic e seu regime. No entanto, fazia-se mostrar em cartazes, passados de mão a mão, sob a capa de concertos musicais, manifestos publicados em edições periódicas clandestinas, entre outros estratagemas. O interesse nesta história que vos conto tem a ver com um pormenor subtil, ou seja, Milosevic e suas forças opressoras não estão cá em Portugal. Logo, a apatia sentida por vós e por mim também, tem os seus dias contados, pelo menos falo por mim, no Raminhos estará sempre um slogan contra o Primeiro-ministro imposto (e que caro que vai sair esse imposto). Juntos venceremos!
Lutarei pela Democracia no meu país. Serei sempre contra todos os políticos que temos na praça, demagógicos, velhos e gastos. Estou farto desta forma de fazer política de todos os quadrantes, estou farto de partidos do e para o poder exclusivamente e a qualquer custo. Por mim, todos esses revolucionários que deixaram a Democracia solteira no altar para fugirem com a ganância e o dinheiro fácil, terão, politicamente, os seus dias contados.
Proponho assim, que em todos os blogues solidários com a causa da Democracia, seja fixado um slogan contra a imposição de um Primeiro-ministro à força, seja ele quem for.

segunda-feira, julho 12, 2004

Não pode ser sempre coisas tristezas, a malta também tem que se rir

Esta animação está muito bem feita, e porque, afinal rir é o melhor remédio observem bem esta animação

A medalha

A vaidade é um terreno fértil para histórias que envolvem pessoas vaidosas e situações humilhantes para estes. Esta história envolve uma senhora, esposa de um diplomata inglês em Xangai, que recebeu, do presidente da câmara de Xangai, uma medalha com uns caracteres chineses. Anos mais tarde, e de volta a Inglaterra, a referida senhora usou a medalha oferecida pelo presidente de câmara de Xangai, num cocktail oferecido por um político inglês. Na festa, a dita senhora, pavoneava-se com a medalha chinesa até que, em conversa com um senhor, ela vira-se para ele e diz . “ Já reparou na medalha a mim oferecida pelo presidente da Câmara de Xangai? Ele próprio garantiu-me que esta medalha não é oferecida a qualquer um, apenas a pessoas muito especiais.� O senhor inglês, que falava fluentemente cantonês responde-lhe da seguinte forma: “ a Sra. Sabe o que está escrito na sua medalha?� e ela responde: “ Não, por acaso não sei nem me preocupei muito com isso.� Foi então que o sr. Inglês lhe diz o que estava escrito na medalha. “Minha cara, devo-lhe dizer, exactamente, o que está escrito na sua medalha. A medalha diz ipsis verbis o seguinte: Licença camarária de sanidade. Prostitua nº 1�O que se passou a seguir podem imaginar, é desnecessário descrever.

A fala do índio

Sempre me deixei seduzir pela Liberdade, ela puxava de mim a mais profunda devoção. Quando era miúdo via os westerns esperando sempre que os índios ganhassem. No entanto, os westerns, invariavelmente mostravam o “triunfo� da civilização branca sobre aqueles que caracterizavam como maltrapilhos, os índios. Foi partir daí que comecei a nutrir uma enorme curiosidade sobre os índios norte-americanos, mais propriamente, acerca do modo de vida e espiritualidade desses povos ancestrais, desenvolvi um sentido de justiça.
Li alguns livros sobre os índios norte-americanos, como eles foram uma nação, corrijo, várias nações orgulhosas do seu passado e do seu modo de vida. A chegada do Homem de Clóvis, ao continente Norte-Americano, marca a cultura e a forma de vida dos índios norte-americanos tal como a conhecemos actualmente através dos livros de história, e não, de histórias de almanaque entenda-se. Seduziu-me sempre a forma, harmoniosa, como os índios, das várias nações índias norte-americanas, viviam em profunda espiritualidade com a terra e os animais, sagrados, membros plenos de um ciclo de vida no qual o Homem fazia parte, não sendo o todo ou o topo como agora pensa que é.
Admirei sempre a forma prudente como os chefes índios tomavam as suas decisões e também, a forma dura e resoluta como as aplicavam. Nunca esquecendo o Povo e a sua cultura, faziam a guerra, não de uma forma leviana mas sim, de uma forma última em causa que estava sempre a sua sobrevivência e a sua cultura. Gostava que no nosso país, os nossos chefes ouvissem o Grande Espírito, os antepassados, o seu povo. Vou transcrever uma citação de um chefe índio que, apesar de ter sido proferida no século XIX, é actual e mostra o porquê do tão grande respeito e simpatia que tenho por aquela cultura.:

“ O homem sentado no chão, em seu tipi, meditando na vida e no sentido que ela tem, aceitando o parentesco com todas as criaturas e reconhecendo a unidade das coisas do Universo, instilava no seu ser a verdadeira essência da civilização. E quando o homem nativo abandonou essa forma de desenvolvimento, o crescimento da sua humanização viu-se retardado.�

De Lutero Urso em Pé

Tenho muita pena que, em Portugal, os nossos chefes, como o Presidente da República por exemplo, tenham entendido que não deveriam ouvir o seu povo e os seus antepassados na anterior decisão de não convocação de eleições antecipadas, retardando assim o nosso processo de humanização e definhando a democracia.

sábado, julho 10, 2004

El Rei Dom Sebastião de volta e já!!

Se há uma coisa que me deixa completamente possuído de raiva, para além de outras coisas, é chamarem-me de burro sem terem-me dado a oportunidade, de antes, fazer uma burrice.
Sem querer dar muita delonga a este assunto, fétido pelo seu desfecho, cumpre-me, na qualidade de cidadão dizer o seguinte como resposta a uma pergunta feita, sem ser formulada, mas que foi colocada a sobrevoar o discurso de Jorge Sampaio. Não sou burro, aliás, sou burro depois de cometer uma burrice. Se não me deixarem cometer uma burrice, como poderei ser burro? Os burros têem, também, direito a serem o que são e a praticarem aquilo que melhor sabem fazer, burrices. Realmente, a luta incessante pela “ estabilidade política� é cansativa e deve ser acompanhada de intervalos de quatro anos, logo, esta antecipação, em dois anos, de uma luta pela estabilidade política é dura e violenta. Compreendi ontem, pelo discurso de Jorge Sampaio, o que deverá ter sido dito, durante 40 anos, pelo anterior regime, até agora por mim considerado anti-democrático, para justificar e legitimar uma ditadura. O anterior regime primou pela manutenção da estabilidade política com a prossecução das políticas de Defesa (guerra colonial), de Negócios Estrangeiros (isolacionismo internacional). Nós temos, actualmente, um Presidente da República que utiliza os mesmos argumentos.
Fazer crer que os portugueses, 10 milhões, não têem a capacidade de decidir o que é melhor para eles, sendo essa responsabilidade assumida por dúzia e meia de indivíduos representantes de agentes económicos, é uma ideia ultrajante, porca e cobarde. Sr. Sampaio deve ser uma grande maçada convocar eleições.
Alvitrou-se a hipótese de ter sido tomada a decisão de não convocação de eleições antecipadas para aguardar a vinda de El Rei Dom Sebastião. Hoje o céu está nublado mas Dom Sebastião não veio e agora Sr. Sampaio?
Por fim resta-me dizer a todos os muy doutos conselheiros do sr. Sampaio e a ele próprio também que, burro, é vossa excelência e toda essa corja de políticos de manga de alpaca que julgam que pode decidir o meu futuro e da nação onde vivo, sem antes ouvirem a voz de quem lhes paga e os coloca lá no poleiro.
Viva a Democracia! A luta continua, agora é a vez do povo se manifestar e provar a todos esses condores da política ( condores por que são necrófagos e são raros felizmente, os políticos é claro, e não o animal que não fez nem faz mal nenhum a ninguém)que sabe o que quer e, acima de tudo, quer continuar a poder querer o que achar melhor para o seu futuro.

sexta-feira, julho 09, 2004

Não me perguntem porquê

Não me perguntem porquê mas lembrei-me das vezes que, quando era moçoilo, ia roubar fruta aos pomares dos vizinhos e ia ao banho no Rio Tejo. O estranho não é recordar os momentos passados, o estranho é voltar a ter vontade de ir roubar fruta novamente mas com uma nouance. Hoje em dia, se o gajo que me atingiu, de raspão, com uma chumbada de sal, me aparecesse à frente tava feito ao bife comigo. Para além do gajo estar bem mais velho, eu, entretanto, cresci um bom bocado e, aumentei um bom bocado também, a minha massa corporal permiti-me, hoje em dia, dar-lhe uma chumbada de sal na fronha mal amanhada do gajo que, o gajo nunca mais se punha em pé.
Escrevo este post como tributo a todos aqueles piratas de palmo e meio que, saltando de muro em muro, de aventura em aventura, deram o colorido, bonito que é, ao meio rural. Bem hajam ó guerreiros da fruta!

Mar bloguesto

Quando comecei a navegar por entre o mar da blogoesfera, vasto que é, parti com o pressuposto de encontrar o Santo Graal da Liberdade. Não posso dizer que não o tenha encontrado, aliás, para ser verdadeiro com o que encontrei, devo dizer que encontrei vários Santos Graais. Encontrei várias Ilhas dos Amores, em que as musas enamoravam os que lá desembarcavam com um verdadeiro culto do hedonismo de se deixar enfeitiçar. Encontrei alguns Adamastores também mas, no final de contas feitas com a regra de três simples ensinada pelo tempo, conclui que as tais Ilhas dos Amores não passam de ilhas e contemplações de quem procura outra rota que não a da partilha de amores mais intelectuais. Quanto aos Adamastores, não passam de rochedos que falam apenas para as poucas gaivotas que por lá passam à procura não de abrigo nem peixe mas sim, de ventos favoráveis para partirem dali para fora.
Em alguns locais, desse mar, pontos geográficos dispersos num imensidão de mar de gente e ideias, encontrei espelhos que reflectiam imagens daquilo que o espelho quer que seja o reflexo de quem lá passa.
Afinal, como marinheiro que sou nesta blogoesfera, o meu navio parte sempre com nada à partida, à partida não leva nada, firme num movimento contínuo, rota incerta, e na certeza de encontrar alguns portos que me abrigam sempre, e que, dos meus porões nada esperam.
Sigo sempre a rota de uma liberdade que encontro sempre nas ideias e nas pessoas que encontro, mudo a rota quando as tempestades atormentam os vários portos. Esta é a Liberdade que se encontra na Blogoesfera mas, para tal, há que navegar e visitar os portos que nos dão abrigo.
Isto é vago como vago é, o ressentimento que por vezes temos de pessoas que, felizmente não aqui no Raminhos, deixam marcas de pretensa agressão à Liberdade mas o mar da blogoesfera é vasto, e há que seguir a rota. Como tal, pretendo que encontrem no Raminhos um porto de abrigo temporário na rota que cada um pretende realizar. Enquanto cá estão serão bem recebidos, dos vossos porões pretendo apenas as vossas impressões, as vossas ideias partilhadas por quem as quiser.

quinta-feira, julho 08, 2004

Divulguem

No seguimento do post acerca do contributo genético português à população norueguesa, aliás não é bem no seguimento, mas sim, na origem desse post, esteve algo que eu tive a investigar ultimamente, a título de curiosidade, acerca do contributo da ciência da genealogia mais propriamente, à antropologia e vice-versa. O tema pode despoletar debates interessantes se pretendermos navegar algures por entre temáticas como a clonagem, alimentos transgénicos e outros. No entanto, o meu interesse foi cativado pela relação estreita entre a genealogia e a antropologia.
O desenvolvimento do estudo do genoma humano levou à alteração de alguns conceitos, e ou, preconceitos que existiam na Antropologia que, até então, estavam confinados aos compartimentos das teorias por confirmar ou provar. Assim, o conceito de Racismo sofreu uma alteração drástica em termos de abordagem e estudo do tema/conceito. Com a comprovação técnica, por parte da genealogia, de que o mito das várias raças humanas, não existia cientificamente por virtude de não haver uma ligação estreita entre as diferenças físicas verificadas entre os vários povos que habitam os vários continentes e a existência de raças diferentes pois, o que se revelou foi que, por muito espanto e polémica que isso tenha gerado, as várias populações humanas partilham antecedentes genéticos que invariavelmente desembocam em �frica, local de origem dos povos humanos modernos. Entretanto, importa referir que, na Europa o conceito de raça humana, ou melhor, da existência de várias raças humanas, assentou em teorias neoclássicas criadas em pleno século XIX que legitimaram, durante décadas, vários conflitos entre nações. A gravidade da situação assenta-se no facto de que, actual, ainda subsiste esse tipo de teorias bacocas ( já lá vão dois séculos, já é tempo de mudar não acham?).
Visto que existe uma raça humana, somente, e que todas as populações humanas têem um grau de parentesco elevado e, acima de tudo, todas as populações, salvo algumas excepções isoladas, tiveram contactos entre si, a noção de que um país se distingue dos mais pela existência de um povo com características específicas em termos raciais, está redondamente errado. Como escrevi num post anterior, o conceito de racismo está ligado actualmente, em termos técnicos antropológicos, com discriminação sobre os variados pontos de vista que não somente com as diferenças físicas evidentes ou não. Homofobia, xenofobia, sexismo, machismo, feminismo e outras considerações discriminatórias feitas com base não incapacidade de aceitar a diferença, por muito válidos que possam ser os argumentos, fazem parte do que é actualmente o conceito de racismo. Como tal, quando se fala em racismo, pode-se fazê-lo em relação a todo o tipo de discriminação.
Em suma, o objectivo deste post visa, essencialmente, a desconstrução do conceito de racismo no âmago da questão, ou seja, o conceito da existência de várias raças humanas. Assim proponho a todos vós que concordam com o que está aqui escrito que, quando ouvirem alguém teorizar acerca da diferença entre as várias raças que, amavelmente, expliquem que existe uma só raça e como tal, a discriminação tendo por base apenas a diferença de tom de pele, digamos que, é idiota.
( Para melhor complementarem os vossos conhecimentos acerca desta temática aconselho a leitura da Revista Antropológica disponível na net)

quarta-feira, julho 07, 2004

Curso de Formação

Recebi mais um daqueles mails com imagens e piadas engraçadas mas, ao contrário dos muitos que apago pura e simplesmente, este, despertou-me a atenção. Este mail traz a divulgação de uma acção de formação dirigida aos Homens mas, atenção senhoras, não se riam muito porque senão ainda sobra para vós. Os homens, à semelhança das mulheres necessitam de alguma orientação para uma convivência sana e pacífica. Assim, começo por propor uma acção de formação cujos destinatários são os homens, a realizar num local a combinar e com inscrições ilimitadas.
Eis o programa da acção de formação:


1º Dia

Como encher as formas de gelo, passo a passo, com apresentação de slides.

2º Dia

Sobre o rolo de papel higiénico. Será que nasce no porta-rolos? Mesa redonda

3º Dia

É possível urinar levantando a tampa da sanita? Se é possível, será também não urinar a tampa? Método Demonstrativo

4º Dia

Diferenças fundamentais entre o cesto de roupa suja e o chão. Gráficos e apresentações gráficas demonstrativas das diferenças encontradas.

5º Dia

A louça do almoço levita sozinha até à máquina de lavar louça? Exemplos em vídeo

6º Dia

O comando da televisão é um elemento de identidade masculina?

7º Dia

Oferecer flores à namorada ou esposa não é prejudicial à saúde, é caro mas não faz mal.


Como já referi as inscrições são ilimitadas.
Por último, as senhoras não devem rir-se muito porque ainda é capaz de sobrar para elas ;)

terça-feira, julho 06, 2004

Eles agradecem e nós retribuimos o gesto.

Quando visitei a Expo 98, deparei-me com um quadro no pavilhão da Noruega que me despertou a curiosidade. No pavilhão da Noruega, no meio de alguns quadros com fotografias de paisagens bucólicas, à norueguesa, havia lá um quadro cujo título despertou-me a curiosidade. Dizia: “ O reino da Noruega agradece Portugal� e eu fiquei curioso em saber que raio é que nós fizemos lá pela Noruega para os tipos agradecerem, então, comecei a ler o resto do quadro que dizia o seguinte: “ O reino da Noruega agradece o contributo genético português na população norueguesa, deixado pelos pescadores de bacalhau portugueses que naufragavam e eram acolhidos pelas populações costeiras. Desta forma, os portugueses contribuíram para a riqueza, e beleza, da população litoral norueguesa.�
Ora, desde já, importa agradecer, ao reino da Noruega, o elogio que, antes de mais, revela bom gosto por parte dos noruegueses ao apreciarem a beleza portuguesa. Depois, temos que, humildemente, dizer aos Noruegueses que foi um prazer contribuir para a herança genética da Noruega (imagino o prazer que não terá sido). Aliás, envio daqui, o nosso muito obrigado a todos os países que deixaram que nós, portugueses, tenhamos deixado o nosso humilde contributo, e também, agradece a todos os países que contribuíram também para a nossa beleza genética ( temos umas beldades muito exótica por causa disso, aí temos temos).

Ó senhora ministra cadê o dinheiro que paguei a mais?

Pois é, isto de "benesses" do governo tem muito que se lhe diga. Quando a ministra anunciou o alargamento dos prazos para a entrega do IRS, eu, pensei logo que iria haver marosca. E realmente há marosca, o sindicato dos trabalhadores das Finanças diz que o processamento das notas de liquidação, onde constam os reembolsos, estão a ser processadas a um ritmo normal, ou seja, à semelhança do ano transacto já deveria ter recebido a minha guita. O facto é que ainda não recebi e ao que parece, posso vir a receber até 31 de Agosto por via da Lei que regulamenta os reembolsos a título de IRS, que diz que o Estado tem três meses para proceder ao reembolso à data do último dia do prazo de entrega das declarações. ora como o prazo foi alargado, já se está à espera do que vai acontecer, ou seja, quem estiver a fazer conta do reembolso para um reforçozinho de férias ou do orçamento tá feito ao bife.
Quero o meu dinheiro de volta e com juros Ó xoura ministra!!!