terça-feira, julho 13, 2004

A tartaruga em cima do poste

Devo desde já agradecer à Dany por ter-me enviado este mail com a adaptação de uma velha piada, muito difundida em Angola no tempo colonial. Não pude deixar de postar este texto pois, a brincar a brincar se dizem coisas sérias, e esse também é o espírito do Raminhos.
Enquanto suturava uma laceração na mão de um velho lavrador (ferido por um caco de vidro indevidamente deitado à terra), o médico e o doente começaram a conversar sobre o Santana Lopes. E o velhinho disse: Bom, o senhor sabe... o Santana é como uma "tartaruga num poste" ...
Sem saber o que o camponês quis dizer, o médico perguntou o que era uma “tartaruga num poste". A resposta foi: Quando o senhor for por uma estrada e vir um poste, com uma vedação de arame farpado, e uma tartaruga a equilibrar-se em cima dele, isso é uma "tartaruga num poste". O velho camponês olhou para a cara de espanto do médico e continuou com a explicação:
Você não percebe como é que ela lá chegou;
Você não acredita que ela esteja lá;
Você sabe que ela não subiu para lá sozinha;
Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
Você sabe que ela não vai conseguir fazer absolutamente nada enquanto
estiver lá;
Logo, tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá!

Mais um post englobado na rubrica " Santana, adeus ou vai-te embora"

Por falar em vender a alma.

Surgiu-me uma dúvida acerca desta história de vender a alma. É o seguinte, se realmente alguém vender a alma, presumindo que a tem para vender, poderá receber um recibo? se realmente receber esse recibo, terá que declarar a venda da alma no IRS?

Ora venha daí essa alminha

Que já existem sites que vendem sextoys, carros, casas,crachás e muitas outras coisas bizarras, já eu sabia. Agora, que havia um site onde é possível vender a sua alma é que eu não sabia. A Internet não pára de surpreender.
Já sabem, se pretenderem vender a vossa alma ao Diabo basta clicar neste link.

O que há a fazer

Tenho por hábito não pensar muito no problema e centrar-me sempre na sua resolução. Ultimamente tenho lido muitas considerações acerca das eleições antecipadas que ficaram por convocar. As críticas que li aos vários intervenientes, e em especial a Jorge Sampaio como é óbvio, são autênticos hinos à democracia na forma como explanam os seus argumentos. No entanto, comecei a dar por mim tendo a sensação, de cada vez que lia essas mesmas criticas, que se estava a tentar reinventar a roda. Que houve um atentado à Democracia em Portugal está mais do que visto, não é já um argumento, é um facto inabalável por qualquer ou quaisquer argumentos que se possam utilizar por muita imaginação que se tenha.
Na Sérvia, aquando do regime de Milosevic, surgiu um movimento juvenil apolítico de resistência cívica. O objectivo não era criticar apenas a política, era sim também, fazer ecoar a voz de quem, por muito tempo, tinha vindo, até então, a ouvir os vários políticos nacionais sérvios dizendo a mesma coisa independentemente do seu quadrante político. A organização desse movimento juvenil era secreta por secreta que era qualquer tipo de oposição a Milosevic e seu regime. No entanto, fazia-se mostrar em cartazes, passados de mão a mão, sob a capa de concertos musicais, manifestos publicados em edições periódicas clandestinas, entre outros estratagemas. O interesse nesta história que vos conto tem a ver com um pormenor subtil, ou seja, Milosevic e suas forças opressoras não estão cá em Portugal. Logo, a apatia sentida por vós e por mim também, tem os seus dias contados, pelo menos falo por mim, no Raminhos estará sempre um slogan contra o Primeiro-ministro imposto (e que caro que vai sair esse imposto). Juntos venceremos!
Lutarei pela Democracia no meu país. Serei sempre contra todos os políticos que temos na praça, demagógicos, velhos e gastos. Estou farto desta forma de fazer política de todos os quadrantes, estou farto de partidos do e para o poder exclusivamente e a qualquer custo. Por mim, todos esses revolucionários que deixaram a Democracia solteira no altar para fugirem com a ganância e o dinheiro fácil, terão, politicamente, os seus dias contados.
Proponho assim, que em todos os blogues solidários com a causa da Democracia, seja fixado um slogan contra a imposição de um Primeiro-ministro à força, seja ele quem for.

segunda-feira, julho 12, 2004

Não pode ser sempre coisas tristezas, a malta também tem que se rir

Esta animação está muito bem feita, e porque, afinal rir é o melhor remédio observem bem esta animação

A medalha

A vaidade é um terreno fértil para histórias que envolvem pessoas vaidosas e situações humilhantes para estes. Esta história envolve uma senhora, esposa de um diplomata inglês em Xangai, que recebeu, do presidente da câmara de Xangai, uma medalha com uns caracteres chineses. Anos mais tarde, e de volta a Inglaterra, a referida senhora usou a medalha oferecida pelo presidente de câmara de Xangai, num cocktail oferecido por um político inglês. Na festa, a dita senhora, pavoneava-se com a medalha chinesa até que, em conversa com um senhor, ela vira-se para ele e diz . “ Já reparou na medalha a mim oferecida pelo presidente da Câmara de Xangai? Ele próprio garantiu-me que esta medalha não é oferecida a qualquer um, apenas a pessoas muito especiais.� O senhor inglês, que falava fluentemente cantonês responde-lhe da seguinte forma: “ a Sra. Sabe o que está escrito na sua medalha?� e ela responde: “ Não, por acaso não sei nem me preocupei muito com isso.� Foi então que o sr. Inglês lhe diz o que estava escrito na medalha. “Minha cara, devo-lhe dizer, exactamente, o que está escrito na sua medalha. A medalha diz ipsis verbis o seguinte: Licença camarária de sanidade. Prostitua nº 1�O que se passou a seguir podem imaginar, é desnecessário descrever.

A fala do índio

Sempre me deixei seduzir pela Liberdade, ela puxava de mim a mais profunda devoção. Quando era miúdo via os westerns esperando sempre que os índios ganhassem. No entanto, os westerns, invariavelmente mostravam o “triunfo� da civilização branca sobre aqueles que caracterizavam como maltrapilhos, os índios. Foi partir daí que comecei a nutrir uma enorme curiosidade sobre os índios norte-americanos, mais propriamente, acerca do modo de vida e espiritualidade desses povos ancestrais, desenvolvi um sentido de justiça.
Li alguns livros sobre os índios norte-americanos, como eles foram uma nação, corrijo, várias nações orgulhosas do seu passado e do seu modo de vida. A chegada do Homem de Clóvis, ao continente Norte-Americano, marca a cultura e a forma de vida dos índios norte-americanos tal como a conhecemos actualmente através dos livros de história, e não, de histórias de almanaque entenda-se. Seduziu-me sempre a forma, harmoniosa, como os índios, das várias nações índias norte-americanas, viviam em profunda espiritualidade com a terra e os animais, sagrados, membros plenos de um ciclo de vida no qual o Homem fazia parte, não sendo o todo ou o topo como agora pensa que é.
Admirei sempre a forma prudente como os chefes índios tomavam as suas decisões e também, a forma dura e resoluta como as aplicavam. Nunca esquecendo o Povo e a sua cultura, faziam a guerra, não de uma forma leviana mas sim, de uma forma última em causa que estava sempre a sua sobrevivência e a sua cultura. Gostava que no nosso país, os nossos chefes ouvissem o Grande Espírito, os antepassados, o seu povo. Vou transcrever uma citação de um chefe índio que, apesar de ter sido proferida no século XIX, é actual e mostra o porquê do tão grande respeito e simpatia que tenho por aquela cultura.:

“ O homem sentado no chão, em seu tipi, meditando na vida e no sentido que ela tem, aceitando o parentesco com todas as criaturas e reconhecendo a unidade das coisas do Universo, instilava no seu ser a verdadeira essência da civilização. E quando o homem nativo abandonou essa forma de desenvolvimento, o crescimento da sua humanização viu-se retardado.�

De Lutero Urso em Pé

Tenho muita pena que, em Portugal, os nossos chefes, como o Presidente da República por exemplo, tenham entendido que não deveriam ouvir o seu povo e os seus antepassados na anterior decisão de não convocação de eleições antecipadas, retardando assim o nosso processo de humanização e definhando a democracia.

sábado, julho 10, 2004

El Rei Dom Sebastião de volta e já!!

Se há uma coisa que me deixa completamente possuído de raiva, para além de outras coisas, é chamarem-me de burro sem terem-me dado a oportunidade, de antes, fazer uma burrice.
Sem querer dar muita delonga a este assunto, fétido pelo seu desfecho, cumpre-me, na qualidade de cidadão dizer o seguinte como resposta a uma pergunta feita, sem ser formulada, mas que foi colocada a sobrevoar o discurso de Jorge Sampaio. Não sou burro, aliás, sou burro depois de cometer uma burrice. Se não me deixarem cometer uma burrice, como poderei ser burro? Os burros têem, também, direito a serem o que são e a praticarem aquilo que melhor sabem fazer, burrices. Realmente, a luta incessante pela “ estabilidade política� é cansativa e deve ser acompanhada de intervalos de quatro anos, logo, esta antecipação, em dois anos, de uma luta pela estabilidade política é dura e violenta. Compreendi ontem, pelo discurso de Jorge Sampaio, o que deverá ter sido dito, durante 40 anos, pelo anterior regime, até agora por mim considerado anti-democrático, para justificar e legitimar uma ditadura. O anterior regime primou pela manutenção da estabilidade política com a prossecução das políticas de Defesa (guerra colonial), de Negócios Estrangeiros (isolacionismo internacional). Nós temos, actualmente, um Presidente da República que utiliza os mesmos argumentos.
Fazer crer que os portugueses, 10 milhões, não têem a capacidade de decidir o que é melhor para eles, sendo essa responsabilidade assumida por dúzia e meia de indivíduos representantes de agentes económicos, é uma ideia ultrajante, porca e cobarde. Sr. Sampaio deve ser uma grande maçada convocar eleições.
Alvitrou-se a hipótese de ter sido tomada a decisão de não convocação de eleições antecipadas para aguardar a vinda de El Rei Dom Sebastião. Hoje o céu está nublado mas Dom Sebastião não veio e agora Sr. Sampaio?
Por fim resta-me dizer a todos os muy doutos conselheiros do sr. Sampaio e a ele próprio também que, burro, é vossa excelência e toda essa corja de políticos de manga de alpaca que julgam que pode decidir o meu futuro e da nação onde vivo, sem antes ouvirem a voz de quem lhes paga e os coloca lá no poleiro.
Viva a Democracia! A luta continua, agora é a vez do povo se manifestar e provar a todos esses condores da política ( condores por que são necrófagos e são raros felizmente, os políticos é claro, e não o animal que não fez nem faz mal nenhum a ninguém)que sabe o que quer e, acima de tudo, quer continuar a poder querer o que achar melhor para o seu futuro.

sexta-feira, julho 09, 2004

Não me perguntem porquê

Não me perguntem porquê mas lembrei-me das vezes que, quando era moçoilo, ia roubar fruta aos pomares dos vizinhos e ia ao banho no Rio Tejo. O estranho não é recordar os momentos passados, o estranho é voltar a ter vontade de ir roubar fruta novamente mas com uma nouance. Hoje em dia, se o gajo que me atingiu, de raspão, com uma chumbada de sal, me aparecesse à frente tava feito ao bife comigo. Para além do gajo estar bem mais velho, eu, entretanto, cresci um bom bocado e, aumentei um bom bocado também, a minha massa corporal permiti-me, hoje em dia, dar-lhe uma chumbada de sal na fronha mal amanhada do gajo que, o gajo nunca mais se punha em pé.
Escrevo este post como tributo a todos aqueles piratas de palmo e meio que, saltando de muro em muro, de aventura em aventura, deram o colorido, bonito que é, ao meio rural. Bem hajam ó guerreiros da fruta!

Mar bloguesto

Quando comecei a navegar por entre o mar da blogoesfera, vasto que é, parti com o pressuposto de encontrar o Santo Graal da Liberdade. Não posso dizer que não o tenha encontrado, aliás, para ser verdadeiro com o que encontrei, devo dizer que encontrei vários Santos Graais. Encontrei várias Ilhas dos Amores, em que as musas enamoravam os que lá desembarcavam com um verdadeiro culto do hedonismo de se deixar enfeitiçar. Encontrei alguns Adamastores também mas, no final de contas feitas com a regra de três simples ensinada pelo tempo, conclui que as tais Ilhas dos Amores não passam de ilhas e contemplações de quem procura outra rota que não a da partilha de amores mais intelectuais. Quanto aos Adamastores, não passam de rochedos que falam apenas para as poucas gaivotas que por lá passam à procura não de abrigo nem peixe mas sim, de ventos favoráveis para partirem dali para fora.
Em alguns locais, desse mar, pontos geográficos dispersos num imensidão de mar de gente e ideias, encontrei espelhos que reflectiam imagens daquilo que o espelho quer que seja o reflexo de quem lá passa.
Afinal, como marinheiro que sou nesta blogoesfera, o meu navio parte sempre com nada à partida, à partida não leva nada, firme num movimento contínuo, rota incerta, e na certeza de encontrar alguns portos que me abrigam sempre, e que, dos meus porões nada esperam.
Sigo sempre a rota de uma liberdade que encontro sempre nas ideias e nas pessoas que encontro, mudo a rota quando as tempestades atormentam os vários portos. Esta é a Liberdade que se encontra na Blogoesfera mas, para tal, há que navegar e visitar os portos que nos dão abrigo.
Isto é vago como vago é, o ressentimento que por vezes temos de pessoas que, felizmente não aqui no Raminhos, deixam marcas de pretensa agressão à Liberdade mas o mar da blogoesfera é vasto, e há que seguir a rota. Como tal, pretendo que encontrem no Raminhos um porto de abrigo temporário na rota que cada um pretende realizar. Enquanto cá estão serão bem recebidos, dos vossos porões pretendo apenas as vossas impressões, as vossas ideias partilhadas por quem as quiser.

quinta-feira, julho 08, 2004

Divulguem

No seguimento do post acerca do contributo genético português à população norueguesa, aliás não é bem no seguimento, mas sim, na origem desse post, esteve algo que eu tive a investigar ultimamente, a título de curiosidade, acerca do contributo da ciência da genealogia mais propriamente, à antropologia e vice-versa. O tema pode despoletar debates interessantes se pretendermos navegar algures por entre temáticas como a clonagem, alimentos transgénicos e outros. No entanto, o meu interesse foi cativado pela relação estreita entre a genealogia e a antropologia.
O desenvolvimento do estudo do genoma humano levou à alteração de alguns conceitos, e ou, preconceitos que existiam na Antropologia que, até então, estavam confinados aos compartimentos das teorias por confirmar ou provar. Assim, o conceito de Racismo sofreu uma alteração drástica em termos de abordagem e estudo do tema/conceito. Com a comprovação técnica, por parte da genealogia, de que o mito das várias raças humanas, não existia cientificamente por virtude de não haver uma ligação estreita entre as diferenças físicas verificadas entre os vários povos que habitam os vários continentes e a existência de raças diferentes pois, o que se revelou foi que, por muito espanto e polémica que isso tenha gerado, as várias populações humanas partilham antecedentes genéticos que invariavelmente desembocam em �frica, local de origem dos povos humanos modernos. Entretanto, importa referir que, na Europa o conceito de raça humana, ou melhor, da existência de várias raças humanas, assentou em teorias neoclássicas criadas em pleno século XIX que legitimaram, durante décadas, vários conflitos entre nações. A gravidade da situação assenta-se no facto de que, actual, ainda subsiste esse tipo de teorias bacocas ( já lá vão dois séculos, já é tempo de mudar não acham?).
Visto que existe uma raça humana, somente, e que todas as populações humanas têem um grau de parentesco elevado e, acima de tudo, todas as populações, salvo algumas excepções isoladas, tiveram contactos entre si, a noção de que um país se distingue dos mais pela existência de um povo com características específicas em termos raciais, está redondamente errado. Como escrevi num post anterior, o conceito de racismo está ligado actualmente, em termos técnicos antropológicos, com discriminação sobre os variados pontos de vista que não somente com as diferenças físicas evidentes ou não. Homofobia, xenofobia, sexismo, machismo, feminismo e outras considerações discriminatórias feitas com base não incapacidade de aceitar a diferença, por muito válidos que possam ser os argumentos, fazem parte do que é actualmente o conceito de racismo. Como tal, quando se fala em racismo, pode-se fazê-lo em relação a todo o tipo de discriminação.
Em suma, o objectivo deste post visa, essencialmente, a desconstrução do conceito de racismo no âmago da questão, ou seja, o conceito da existência de várias raças humanas. Assim proponho a todos vós que concordam com o que está aqui escrito que, quando ouvirem alguém teorizar acerca da diferença entre as várias raças que, amavelmente, expliquem que existe uma só raça e como tal, a discriminação tendo por base apenas a diferença de tom de pele, digamos que, é idiota.
( Para melhor complementarem os vossos conhecimentos acerca desta temática aconselho a leitura da Revista Antropológica disponível na net)

quarta-feira, julho 07, 2004

Curso de Formação

Recebi mais um daqueles mails com imagens e piadas engraçadas mas, ao contrário dos muitos que apago pura e simplesmente, este, despertou-me a atenção. Este mail traz a divulgação de uma acção de formação dirigida aos Homens mas, atenção senhoras, não se riam muito porque senão ainda sobra para vós. Os homens, à semelhança das mulheres necessitam de alguma orientação para uma convivência sana e pacífica. Assim, começo por propor uma acção de formação cujos destinatários são os homens, a realizar num local a combinar e com inscrições ilimitadas.
Eis o programa da acção de formação:


1º Dia

Como encher as formas de gelo, passo a passo, com apresentação de slides.

2º Dia

Sobre o rolo de papel higiénico. Será que nasce no porta-rolos? Mesa redonda

3º Dia

É possível urinar levantando a tampa da sanita? Se é possível, será também não urinar a tampa? Método Demonstrativo

4º Dia

Diferenças fundamentais entre o cesto de roupa suja e o chão. Gráficos e apresentações gráficas demonstrativas das diferenças encontradas.

5º Dia

A louça do almoço levita sozinha até à máquina de lavar louça? Exemplos em vídeo

6º Dia

O comando da televisão é um elemento de identidade masculina?

7º Dia

Oferecer flores à namorada ou esposa não é prejudicial à saúde, é caro mas não faz mal.


Como já referi as inscrições são ilimitadas.
Por último, as senhoras não devem rir-se muito porque ainda é capaz de sobrar para elas ;)

terça-feira, julho 06, 2004

Eles agradecem e nós retribuimos o gesto.

Quando visitei a Expo 98, deparei-me com um quadro no pavilhão da Noruega que me despertou a curiosidade. No pavilhão da Noruega, no meio de alguns quadros com fotografias de paisagens bucólicas, à norueguesa, havia lá um quadro cujo título despertou-me a curiosidade. Dizia: “ O reino da Noruega agradece Portugal� e eu fiquei curioso em saber que raio é que nós fizemos lá pela Noruega para os tipos agradecerem, então, comecei a ler o resto do quadro que dizia o seguinte: “ O reino da Noruega agradece o contributo genético português na população norueguesa, deixado pelos pescadores de bacalhau portugueses que naufragavam e eram acolhidos pelas populações costeiras. Desta forma, os portugueses contribuíram para a riqueza, e beleza, da população litoral norueguesa.�
Ora, desde já, importa agradecer, ao reino da Noruega, o elogio que, antes de mais, revela bom gosto por parte dos noruegueses ao apreciarem a beleza portuguesa. Depois, temos que, humildemente, dizer aos Noruegueses que foi um prazer contribuir para a herança genética da Noruega (imagino o prazer que não terá sido). Aliás, envio daqui, o nosso muito obrigado a todos os países que deixaram que nós, portugueses, tenhamos deixado o nosso humilde contributo, e também, agradece a todos os países que contribuíram também para a nossa beleza genética ( temos umas beldades muito exótica por causa disso, aí temos temos).

Ó senhora ministra cadê o dinheiro que paguei a mais?

Pois é, isto de "benesses" do governo tem muito que se lhe diga. Quando a ministra anunciou o alargamento dos prazos para a entrega do IRS, eu, pensei logo que iria haver marosca. E realmente há marosca, o sindicato dos trabalhadores das Finanças diz que o processamento das notas de liquidação, onde constam os reembolsos, estão a ser processadas a um ritmo normal, ou seja, à semelhança do ano transacto já deveria ter recebido a minha guita. O facto é que ainda não recebi e ao que parece, posso vir a receber até 31 de Agosto por via da Lei que regulamenta os reembolsos a título de IRS, que diz que o Estado tem três meses para proceder ao reembolso à data do último dia do prazo de entrega das declarações. ora como o prazo foi alargado, já se está à espera do que vai acontecer, ou seja, quem estiver a fazer conta do reembolso para um reforçozinho de férias ou do orçamento tá feito ao bife.
Quero o meu dinheiro de volta e com juros Ó xoura ministra!!!

segunda-feira, julho 05, 2004

E agora?

Após a derrota de Portugal, na final, contra a Grécia temos que pensar agora no que é realmente importante em vez de estarmos, novamente, a criar discursos de aclamação por uma vitória moral no Euro 2004. A organização do evento foi um sucesso, está comprovado não só por nós, mas também, por todos os delegados da UEFA e FIFA que se deslocaram a Portugal para verem o EURO 2004. Isto é um facto, como é também, o facto de que a Grécia saíu vencedora do Torneio com uma vitória sobre Portugal, país anfitrião.
O outro lado de qualquer questão é sempre intrigante e profícuo em atribulações e surpresas. Terá Durão Barroso pensado que Portugal iria ganhar o Euro 2004, deixando assim passar ligeiramente a confusão instalada por causa da sua demissão? E agora Sr. Sampaio, vai apelar à "estabilidade" e não convocar eleições antecipadas?.
Fiquei óbviamente triste com a derrota mas não consigo fazer discursos de vitória moral quando, perdemos a final do Euro 2004, numa oportunidade que dificilmente se repitirá, ou melhor, repitirá concerteza, mas com maiores dificuldades. O que me deixa revoltado é a simpatia imposta pelo fair-play que temos que ter apesar de termos falhado desportivamente. Já me está a doer a cabeça só com a expectativa de ter que ouvir as visões muy dotas dos milhares de treinadores de bancada, a explicarem o porquê da derrota. Não quero isso, quero sim soluções, ou seja, o que vamos fazer para a qualificação para o Mundial de 2006. Uma renovação está in order.

domingo, julho 04, 2004

O que irá acontecer?

Neste fim de semana duas coisas deixam-me na espectativa. Uma é o resultado da selecção nacional no jogo de hoje, a outra é a decisão do presidente da República em relação à questão de eleições antecipadas ou não.
Esta luta intrapartidária ( no PSD ) deu uma nova dimensão, real e concreta, do que é necessário fazer para conservar esse bem tão escasso que é o Poder. De velhos conflitos viscerais entre as várias facções, dentro da Laranja, viu-se o apelo à bandeirinha crescer, ou seja, de ódios antigos encheu-se o velho baú, substituindo as rivalidades por uma paz podre mas de bandeirinha em punho. A bandeirinha do poder move montanhas, na última semana falou-se muito num apelo a um gigante adamastor intitulado estabilidade política ou governativa. Na democracia, não há estabilidade governativa por inerência, existe sim, paz governativa por votos de 4 em 4 anos. As eleições servem para ditar a voz do povo acerca deste ou aquele projecto de governação que, será sempre encabeçado por alguém. Qual o receio de eleições? perder o poder? pois bem que o percam ou o ganhem se o merecerem mas deixem o Povo decidir o que quer do seu futuro.
Por último, na passada semana ouviram-se vários argumentos pró e contra a convocação de eleições antecipadas mas o que mais me captou a a tenção foi o "argumento" de que, após um reunião com vários representantes das corporações empresarias na sede do PSD, os empresários apoiavam, largamente, a não convocação de eleições antecipadas. Sim senhor com esse argumento é que me calaram!! os empresários são contra as eleições antecipadas e agora o que fazer, como argumentar?! Que bestialidade! a este argumento respondo da seguinte forma: Vozes de burros não chegam ao céu! e atenção que não tenho nada contra o animal.

sexta-feira, julho 02, 2004

Assim fiquei mais descansado.

Ora de acordo com as palavras de Alberto João Jardim, a crise política instalada em Portugal, não é nada mais, nada menos que uma cabala inventada pelos lisboetas ociosos, sedentos de poder e tachistas. Quem fala assim não é gago, é parvo, mas isso todos nós já sabemos ditas por quem foram estas declarações. Pelo que eu fiquei a perceber, do que disse Alberto Jardim, após competente tradução para português perceptível e sem gatafunhos impregnados de hálito a poncha, que o problema instaurado com a possibilidade de Pedro Santana Lopes ser nomeado Primeiro Ministro, é o facto de este, ser Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Ó Santana não devias ter saído do Casino da Figueira da Foz, perdão, digo, Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Um termo, muito original, utilizado, ultimamente, foi o de Golpe de Estado Constitucional. É um conceito muito sui generis pois, ao que eu saiba, qualquer acto consagrado constitucionalmente, como é o caso de eleições antecipadas, não é um golpe de Estado a não ser que, o Arikiri, seja um acto constitucional consagrado. Acho piada a todos aqueles, muy doutos, economistas, dizerem que é perigosa para a estabilidade orçamental, uma crise política que as eleições antecipadas poderiam trazer. Não podia estar mais de acordo com tamanha patranha intelectualóide seguidista da política globalista Norte-Americana ( estava a brincar é claro que não concordo). O importante é continuar a baixar a inflação para que o Euro, não suba mais do que já tem subido em virtude de uma guerra criminosa fomentada pelos Estados Unidos, no Iraque. É que os Estados Unidos, com a guerra que estão a alimentar, estão fazer circular quantidades enormes de dinheiro para pagar o esforço de guerra que, inevitavelmente, faz com que a inflação suba e, consequentemente, o dóllar suba também. Por cá, os europeus, insistem em controlar os déficits orçamentais para não colidir com a política externa Norte-Americana. E nós cá vamos andando com a cabeça entre as orelhas.
Pedro Santana Lopes no que pareceu ser o seu discurso de posse como Primeiro-Ministro já garantiu que o combate ao défice orçamental irá continuar e que a coligação com o PP, amigo, é vista com bons olhos.
Não consigo conter uma brejeirice, desculpem-me mas lá vai PQP a esta ..erda toda

quinta-feira, julho 01, 2004

Engenharia Social

A fraude com recurso à “engenharia social� usa a psicologia da influência para levar o alvo, alguém, a atender e a executar um pedido que lhe dirige, normalmente de forma indirecta.
A “Engenharia social� ou “arte de enganar� recorre a métodos clássicos para iludir, por exemplo através da sedução, aplicando-os em grande escala, recorrendo à Internet, e é imune a todas as medidas de segurança de cariz técnico que implemente para reforçar a segurança de um computador - actualização frequente de software, aplicação de patches de segurança, utilização de anti-vírus com actualização periódica.
Esta foi uma mensagem de uma Instituição bancária Portuguesa sobre as fraudes cometidas via Internet. No entanto, quando li esta mensagem, não pude evitar deixar de me lembrar de outros casos que não os da Internet. Lembrei-me da política Portuguesa, e mais propriamente, de alguns políticos da praça, ou de praça, que abundam muito neste país.
Os canais são outros mas a filosofia de acção é quase a mesma. Nunca vi, em portugal, uma imprensa tão manipulada, e manipuladora, como a que temos hoje. Digo isto sem esqueçer do período obscuro do Regime fascista mas, convinhamos que, na altura não havia informação mas sim propaganda do regime.

Thank you very much, brigadinhos voltem sempre

“...o que importa não é sermos bonitos e galantes, há lá tantas formas de se compor uma estante…� este excerto pertence a um poema de Mário Cesariny, o que quer dizer ou não, é irrelevante, há lá tanta forma de se compor uma estante. Procuramos de certa forma materializar uma matriz de valores próprios, de registos de significação em tudo o que fazemos na vida quotidiana. Para além do ar existe, um ou vários, compartimentos onde navegamos com uma rota incerta. Procuramos os melhores ventos, escolhemos os nossos próprios ventos e seguimos de uma forma ou outra. Nas nossas palavras buscamos significação, jogamos, trocamos, compreendemos estilos, criamos estilos e o que resta no final é o que sempre foi, o que sempre lá esteve. Procuramos o mesmo poço onde, quando éramos crianças, nos debruçávamos perguntando ao eco o que este tinha para nos dizer. A escrita é um acto de amor por excelência, revela o que nós somos, o que não somos, não pelas palavras, estilos ou significação, mas porque cuidamos, porque partilhamos.
Não sou muito de efemérides mas estou em crer que o Raminhos já deve ter pelo menos um mês de existência e assim, como não podia deixar de ser, agradeço a todos aqueles que o visitaram e participaram nele. Quero agradecer, em especial, à Joaninha, Ashoka, Játon, Silvenius, Tiago, Riduka e todos os outros que participaram ao comentar alguns dos posts aqui colocados, e à Joaninha em particular, pela sua participação como post “ o Elogio�.
Da minha parte prometo tornar o Raminhos cada vez melhor, com menos gaffes e imprecisões. De resto, o conteúdo vencerá sempre sobre a forma. Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa muito pouco formal e até mesmo convencional. Sou um cromo ehehe!
E não se esqueçam, voltem sempre, a gerência agradece!

a César o que é de César, a Deus o que é de Deus

Geralmente recebo inúmeros mails com autêntico lixo informativo mas, este é uma excepção por ser, de uma forma, educativa e elucidativa, engraçado. Zelo sempre pela máxima que diz: “a César o que é de César, a Deus o que é de Deus� mas, há culturas neste planeta, como é o caso da dos Estados Unidos, que ainda não saíram do século XIX. De seguida irei postar uma história ocorrida nos EUA acerca daqueles inúmeros programas de rádio fundamentalistas cristãos. Aproveito para referir que, esta história, apesar de ridícula não serve o propósito, pessoal, de ridicularizar quem segue a Escrituras Sagradas pois, pessoalmente, não pretendo, de forma alguma, ferir as susceptibilidades de quem é crente. Certamente, quem é crente, realmente crente, sem doutrinação de qualquer, ou algumas, igrejas, percebe o que estou a dizer.

Eis a história:

De homossexualidade & preconceitos (Sob o nome de Deus como álibi!)Recentemente, uma célebre animadora de rádio dos EUA afirmou que a homossexualidade era uma perversão: «É o que diz a Bíblia no livro do Levítico, capítulo 18, versículo 22: " Tu não te deitarás com um homem como te deitarias com uma mulher: seria uma abominação". A Bíblia refere assim a questão. Ponto final», afirmou ela.Alguns dias mais tarde, um ouvinte dirigiu-lhe uma carta aberta que dizia:
Obrigado por colocar tanto fervor na educação das pessoas pela Lei de Deus. Aprendo muito ouvindo o seu programa e procuro que as pessoas à minha volta a escutem também. No entanto, eu preciso de alguns conselhos quanto a outras leis bíblicas. Por exemplo, eu gostaria de vender a minha filha como serva, tal como nos é indicado no Livro do Êxodo, capítulo 21, versículo 7. Na sua opinião, qual seria o melhor preço? O Levítico também, no capítulo 25, versículo 44, ensina que posso possuir escravos, homens ou mulheres, na condição que eles sejam comprados em nações vizinhas. Um amigo meu afirma que isto é aplicável aos mexicanos, mas não aos canadianos. Poderia a senhora esclarecer-me sobre este ponto? Por que é que eu não posso possuir escravos canadianos?
Tenho um vizinho que trabalha ao sábado. O Livro do Êxodo, capítulo 25, versículo 2, diz claramente que ele deve ser condenado à morte. Sou obrigado a matá-lo eu mesmo? Poderia a senhora sossegar-me de alguma forma neste tipo de situação constrangedora?
Outra coisa: o Levítico, capítulo 21, versículo 18, diz que não podemos aproximar-nos do altar de Deus se tivermos problemas de visão. Eu preciso de óculos para ler. A minha acuidade visual teria de ser de 100%? Seria possível rever esta exigência no sentido de baixarem o limite?
Um último conselho. O meu tio não respeita o que diz o Levítico, capítulo19, versículo 19, plantando dois tipos de culturas diferentes
no mesmo campo, da mesma forma que a sua esposa usa roupas feitas de diferentes tecidos: algodão e polyester. Além disso, ele passa os seus dias a maldizer e a blasfemar. Será necessário ir até ao fim do processo embaraçoso que é reunir todos os habitantes da aldeia para lapidar o meu tio e a minha tia como prescrito no Levítico, capítulo 24, versículos 10 a 16? Não se poderia antes queimá-los vivos após uma simples reunião familiar privada, como se faz com aqueles que dormem com parentes próximos, tal como aparece indicado no livro sagrado, capítulo 20, versículo 14?
Confio plenamente na sua ajuda.