Após a derrota de Portugal, na final, contra a Grécia temos que pensar agora no que é realmente importante em vez de estarmos, novamente, a criar discursos de aclamação por uma vitória moral no Euro 2004. A organização do evento foi um sucesso, está comprovado não só por nós, mas também, por todos os delegados da UEFA e FIFA que se deslocaram a Portugal para verem o EURO 2004. Isto é um facto, como é também, o facto de que a Grécia saÃu vencedora do Torneio com uma vitória sobre Portugal, paÃs anfitrião.
O outro lado de qualquer questão é sempre intrigante e profÃcuo em atribulações e surpresas. Terá Durão Barroso pensado que Portugal iria ganhar o Euro 2004, deixando assim passar ligeiramente a confusão instalada por causa da sua demissão? E agora Sr. Sampaio, vai apelar à "estabilidade" e não convocar eleições antecipadas?.
Fiquei óbviamente triste com a derrota mas não consigo fazer discursos de vitória moral quando, perdemos a final do Euro 2004, numa oportunidade que dificilmente se repitirá, ou melhor, repitirá concerteza, mas com maiores dificuldades. O que me deixa revoltado é a simpatia imposta pelo fair-play que temos que ter apesar de termos falhado desportivamente. Já me está a doer a cabeça só com a expectativa de ter que ouvir as visões muy dotas dos milhares de treinadores de bancada, a explicarem o porquê da derrota. Não quero isso, quero sim soluções, ou seja, o que vamos fazer para a qualificação para o Mundial de 2006. Uma renovação está in order.
segunda-feira, julho 05, 2004
domingo, julho 04, 2004
O que irá acontecer?
Neste fim de semana duas coisas deixam-me na espectativa. Uma é o resultado da selecção nacional no jogo de hoje, a outra é a decisão do presidente da República em relação à questão de eleições antecipadas ou não.
Esta luta intrapartidária ( no PSD ) deu uma nova dimensão, real e concreta, do que é necessário fazer para conservar esse bem tão escasso que é o Poder. De velhos conflitos viscerais entre as várias facções, dentro da Laranja, viu-se o apelo à bandeirinha crescer, ou seja, de ódios antigos encheu-se o velho baú, substituindo as rivalidades por uma paz podre mas de bandeirinha em punho. A bandeirinha do poder move montanhas, na última semana falou-se muito num apelo a um gigante adamastor intitulado estabilidade polÃtica ou governativa. Na democracia, não há estabilidade governativa por inerência, existe sim, paz governativa por votos de 4 em 4 anos. As eleições servem para ditar a voz do povo acerca deste ou aquele projecto de governação que, será sempre encabeçado por alguém. Qual o receio de eleições? perder o poder? pois bem que o percam ou o ganhem se o merecerem mas deixem o Povo decidir o que quer do seu futuro.
Por último, na passada semana ouviram-se vários argumentos pró e contra a convocação de eleições antecipadas mas o que mais me captou a a tenção foi o "argumento" de que, após um reunião com vários representantes das corporações empresarias na sede do PSD, os empresários apoiavam, largamente, a não convocação de eleições antecipadas. Sim senhor com esse argumento é que me calaram!! os empresários são contra as eleições antecipadas e agora o que fazer, como argumentar?! Que bestialidade! a este argumento respondo da seguinte forma: Vozes de burros não chegam ao céu! e atenção que não tenho nada contra o animal.
Esta luta intrapartidária ( no PSD ) deu uma nova dimensão, real e concreta, do que é necessário fazer para conservar esse bem tão escasso que é o Poder. De velhos conflitos viscerais entre as várias facções, dentro da Laranja, viu-se o apelo à bandeirinha crescer, ou seja, de ódios antigos encheu-se o velho baú, substituindo as rivalidades por uma paz podre mas de bandeirinha em punho. A bandeirinha do poder move montanhas, na última semana falou-se muito num apelo a um gigante adamastor intitulado estabilidade polÃtica ou governativa. Na democracia, não há estabilidade governativa por inerência, existe sim, paz governativa por votos de 4 em 4 anos. As eleições servem para ditar a voz do povo acerca deste ou aquele projecto de governação que, será sempre encabeçado por alguém. Qual o receio de eleições? perder o poder? pois bem que o percam ou o ganhem se o merecerem mas deixem o Povo decidir o que quer do seu futuro.
Por último, na passada semana ouviram-se vários argumentos pró e contra a convocação de eleições antecipadas mas o que mais me captou a a tenção foi o "argumento" de que, após um reunião com vários representantes das corporações empresarias na sede do PSD, os empresários apoiavam, largamente, a não convocação de eleições antecipadas. Sim senhor com esse argumento é que me calaram!! os empresários são contra as eleições antecipadas e agora o que fazer, como argumentar?! Que bestialidade! a este argumento respondo da seguinte forma: Vozes de burros não chegam ao céu! e atenção que não tenho nada contra o animal.
sexta-feira, julho 02, 2004
Assim fiquei mais descansado.
Ora de acordo com as palavras de Alberto João Jardim, a crise polÃtica instalada em Portugal, não é nada mais, nada menos que uma cabala inventada pelos lisboetas ociosos, sedentos de poder e tachistas. Quem fala assim não é gago, é parvo, mas isso todos nós já sabemos ditas por quem foram estas declarações. Pelo que eu fiquei a perceber, do que disse Alberto Jardim, após competente tradução para português perceptÃvel e sem gatafunhos impregnados de hálito a poncha, que o problema instaurado com a possibilidade de Pedro Santana Lopes ser nomeado Primeiro Ministro, é o facto de este, ser Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Ó Santana não devias ter saÃdo do Casino da Figueira da Foz, perdão, digo, Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Um termo, muito original, utilizado, ultimamente, foi o de Golpe de Estado Constitucional. É um conceito muito sui generis pois, ao que eu saiba, qualquer acto consagrado constitucionalmente, como é o caso de eleições antecipadas, não é um golpe de Estado a não ser que, o Arikiri, seja um acto constitucional consagrado. Acho piada a todos aqueles, muy doutos, economistas, dizerem que é perigosa para a estabilidade orçamental, uma crise polÃtica que as eleições antecipadas poderiam trazer. Não podia estar mais de acordo com tamanha patranha intelectualóide seguidista da polÃtica globalista Norte-Americana ( estava a brincar é claro que não concordo). O importante é continuar a baixar a inflação para que o Euro, não suba mais do que já tem subido em virtude de uma guerra criminosa fomentada pelos Estados Unidos, no Iraque. É que os Estados Unidos, com a guerra que estão a alimentar, estão fazer circular quantidades enormes de dinheiro para pagar o esforço de guerra que, inevitavelmente, faz com que a inflação suba e, consequentemente, o dóllar suba também. Por cá, os europeus, insistem em controlar os déficits orçamentais para não colidir com a polÃtica externa Norte-Americana. E nós cá vamos andando com a cabeça entre as orelhas.
Pedro Santana Lopes no que pareceu ser o seu discurso de posse como Primeiro-Ministro já garantiu que o combate ao défice orçamental irá continuar e que a coligação com o PP, amigo, é vista com bons olhos.
Não consigo conter uma brejeirice, desculpem-me mas lá vai PQP a esta ..erda toda
Um termo, muito original, utilizado, ultimamente, foi o de Golpe de Estado Constitucional. É um conceito muito sui generis pois, ao que eu saiba, qualquer acto consagrado constitucionalmente, como é o caso de eleições antecipadas, não é um golpe de Estado a não ser que, o Arikiri, seja um acto constitucional consagrado. Acho piada a todos aqueles, muy doutos, economistas, dizerem que é perigosa para a estabilidade orçamental, uma crise polÃtica que as eleições antecipadas poderiam trazer. Não podia estar mais de acordo com tamanha patranha intelectualóide seguidista da polÃtica globalista Norte-Americana ( estava a brincar é claro que não concordo). O importante é continuar a baixar a inflação para que o Euro, não suba mais do que já tem subido em virtude de uma guerra criminosa fomentada pelos Estados Unidos, no Iraque. É que os Estados Unidos, com a guerra que estão a alimentar, estão fazer circular quantidades enormes de dinheiro para pagar o esforço de guerra que, inevitavelmente, faz com que a inflação suba e, consequentemente, o dóllar suba também. Por cá, os europeus, insistem em controlar os déficits orçamentais para não colidir com a polÃtica externa Norte-Americana. E nós cá vamos andando com a cabeça entre as orelhas.
Pedro Santana Lopes no que pareceu ser o seu discurso de posse como Primeiro-Ministro já garantiu que o combate ao défice orçamental irá continuar e que a coligação com o PP, amigo, é vista com bons olhos.
Não consigo conter uma brejeirice, desculpem-me mas lá vai PQP a esta ..erda toda
quinta-feira, julho 01, 2004
Engenharia Social
A fraude com recurso à “engenharia social� usa a psicologia da influência para levar o alvo, alguém, a atender e a executar um pedido que lhe dirige, normalmente de forma indirecta.
A “Engenharia socialâ€� ou “arte de enganarâ€� recorre a métodos clássicos para iludir, por exemplo através da sedução, aplicando-os em grande escala, recorrendo à Internet, e é imune a todas as medidas de segurança de cariz técnico que implemente para reforçar a segurança de um computador - actualização frequente de software, aplicação de patches de segurança, utilização de anti-vÃrus com actualização periódica.
Esta foi uma mensagem de uma Instituição bancária Portuguesa sobre as fraudes cometidas via Internet. No entanto, quando li esta mensagem, não pude evitar deixar de me lembrar de outros casos que não os da Internet. Lembrei-me da polÃtica Portuguesa, e mais propriamente, de alguns polÃticos da praça, ou de praça, que abundam muito neste paÃs.
Os canais são outros mas a filosofia de acção é quase a mesma. Nunca vi, em portugal, uma imprensa tão manipulada, e manipuladora, como a que temos hoje. Digo isto sem esqueçer do perÃodo obscuro do Regime fascista mas, convinhamos que, na altura não havia informação mas sim propaganda do regime.
A “Engenharia socialâ€� ou “arte de enganarâ€� recorre a métodos clássicos para iludir, por exemplo através da sedução, aplicando-os em grande escala, recorrendo à Internet, e é imune a todas as medidas de segurança de cariz técnico que implemente para reforçar a segurança de um computador - actualização frequente de software, aplicação de patches de segurança, utilização de anti-vÃrus com actualização periódica.
Esta foi uma mensagem de uma Instituição bancária Portuguesa sobre as fraudes cometidas via Internet. No entanto, quando li esta mensagem, não pude evitar deixar de me lembrar de outros casos que não os da Internet. Lembrei-me da polÃtica Portuguesa, e mais propriamente, de alguns polÃticos da praça, ou de praça, que abundam muito neste paÃs.
Os canais são outros mas a filosofia de acção é quase a mesma. Nunca vi, em portugal, uma imprensa tão manipulada, e manipuladora, como a que temos hoje. Digo isto sem esqueçer do perÃodo obscuro do Regime fascista mas, convinhamos que, na altura não havia informação mas sim propaganda do regime.
Thank you very much, brigadinhos voltem sempre
“...o que importa não é sermos bonitos e galantes, há lá tantas formas de se compor uma estante…� este excerto pertence a um poema de Mário Cesariny, o que quer dizer ou não, é irrelevante, há lá tanta forma de se compor uma estante. Procuramos de certa forma materializar uma matriz de valores próprios, de registos de significação em tudo o que fazemos na vida quotidiana. Para além do ar existe, um ou vários, compartimentos onde navegamos com uma rota incerta. Procuramos os melhores ventos, escolhemos os nossos próprios ventos e seguimos de uma forma ou outra. Nas nossas palavras buscamos significação, jogamos, trocamos, compreendemos estilos, criamos estilos e o que resta no final é o que sempre foi, o que sempre lá esteve. Procuramos o mesmo poço onde, quando éramos crianças, nos debruçávamos perguntando ao eco o que este tinha para nos dizer. A escrita é um acto de amor por excelência, revela o que nós somos, o que não somos, não pelas palavras, estilos ou significação, mas porque cuidamos, porque partilhamos.
Não sou muito de efemérides mas estou em crer que o Raminhos já deve ter pelo menos um mês de existência e assim, como não podia deixar de ser, agradeço a todos aqueles que o visitaram e participaram nele. Quero agradecer, em especial, à Joaninha, Ashoka, Játon, Silvenius, Tiago, Riduka e todos os outros que participaram ao comentar alguns dos posts aqui colocados, e à Joaninha em particular, pela sua participação como post “ o Elogio�.
Da minha parte prometo tornar o Raminhos cada vez melhor, com menos gaffes e imprecisões. De resto, o conteúdo vencerá sempre sobre a forma. Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa muito pouco formal e até mesmo convencional. Sou um cromo ehehe!
E não se esqueçam, voltem sempre, a gerência agradece!
Não sou muito de efemérides mas estou em crer que o Raminhos já deve ter pelo menos um mês de existência e assim, como não podia deixar de ser, agradeço a todos aqueles que o visitaram e participaram nele. Quero agradecer, em especial, à Joaninha, Ashoka, Játon, Silvenius, Tiago, Riduka e todos os outros que participaram ao comentar alguns dos posts aqui colocados, e à Joaninha em particular, pela sua participação como post “ o Elogio�.
Da minha parte prometo tornar o Raminhos cada vez melhor, com menos gaffes e imprecisões. De resto, o conteúdo vencerá sempre sobre a forma. Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa muito pouco formal e até mesmo convencional. Sou um cromo ehehe!
E não se esqueçam, voltem sempre, a gerência agradece!
a César o que é de César, a Deus o que é de Deus
Geralmente recebo inúmeros mails com autêntico lixo informativo mas, este é uma excepção por ser, de uma forma, educativa e elucidativa, engraçado. Zelo sempre pela máxima que diz: “a César o que é de César, a Deus o que é de Deusâ€� mas, há culturas neste planeta, como é o caso da dos Estados Unidos, que ainda não saÃram do século XIX. De seguida irei postar uma história ocorrida nos EUA acerca daqueles inúmeros programas de rádio fundamentalistas cristãos. Aproveito para referir que, esta história, apesar de ridÃcula não serve o propósito, pessoal, de ridicularizar quem segue a Escrituras Sagradas pois, pessoalmente, não pretendo, de forma alguma, ferir as susceptibilidades de quem é crente. Certamente, quem é crente, realmente crente, sem doutrinação de qualquer, ou algumas, igrejas, percebe o que estou a dizer.
Eis a história:
De homossexualidade & preconceitos (Sob o nome de Deus como álibi!)Recentemente, uma célebre animadora de rádio dos EUA afirmou que a homossexualidade era uma perversão: «É o que diz a BÃblia no livro do LevÃtico, capÃtulo 18, versÃculo 22: " Tu não te deitarás com um homem como te deitarias com uma mulher: seria uma abominação". A BÃblia refere assim a questão. Ponto final», afirmou ela.Alguns dias mais tarde, um ouvinte dirigiu-lhe uma carta aberta que dizia:
Obrigado por colocar tanto fervor na educação das pessoas pela Lei de Deus. Aprendo muito ouvindo o seu programa e procuro que as pessoas à minha volta a escutem também. No entanto, eu preciso de alguns conselhos quanto a outras leis bÃblicas. Por exemplo, eu gostaria de vender a minha filha como serva, tal como nos é indicado no Livro do Êxodo, capÃtulo 21, versÃculo 7. Na sua opinião, qual seria o melhor preço? O LevÃtico também, no capÃtulo 25, versÃculo 44, ensina que posso possuir escravos, homens ou mulheres, na condição que eles sejam comprados em nações vizinhas. Um amigo meu afirma que isto é aplicável aos mexicanos, mas não aos canadianos. Poderia a senhora esclarecer-me sobre este ponto? Por que é que eu não posso possuir escravos canadianos?
Tenho um vizinho que trabalha ao sábado. O Livro do Êxodo, capÃtulo 25, versÃculo 2, diz claramente que ele deve ser condenado à morte. Sou obrigado a matá-lo eu mesmo? Poderia a senhora sossegar-me de alguma forma neste tipo de situação constrangedora?
Outra coisa: o LevÃtico, capÃtulo 21, versÃculo 18, diz que não podemos aproximar-nos do altar de Deus se tivermos problemas de visão. Eu preciso de óculos para ler. A minha acuidade visual teria de ser de 100%? Seria possÃvel rever esta exigência no sentido de baixarem o limite?
Um último conselho. O meu tio não respeita o que diz o LevÃtico, capÃtulo19, versÃculo 19, plantando dois tipos de culturas diferentes
no mesmo campo, da mesma forma que a sua esposa usa roupas feitas de diferentes tecidos: algodão e polyester. Além disso, ele passa os seus dias a maldizer e a blasfemar. Será necessário ir até ao fim do processo embaraçoso que é reunir todos os habitantes da aldeia para lapidar o meu tio e a minha tia como prescrito no LevÃtico, capÃtulo 24, versÃculos 10 a 16? Não se poderia antes queimá-los vivos após uma simples reunião familiar privada, como se faz com aqueles que dormem com parentes próximos, tal como aparece indicado no livro sagrado, capÃtulo 20, versÃculo 14?
Confio plenamente na sua ajuda.
Eis a história:
De homossexualidade & preconceitos (Sob o nome de Deus como álibi!)Recentemente, uma célebre animadora de rádio dos EUA afirmou que a homossexualidade era uma perversão: «É o que diz a BÃblia no livro do LevÃtico, capÃtulo 18, versÃculo 22: " Tu não te deitarás com um homem como te deitarias com uma mulher: seria uma abominação". A BÃblia refere assim a questão. Ponto final», afirmou ela.Alguns dias mais tarde, um ouvinte dirigiu-lhe uma carta aberta que dizia:
Obrigado por colocar tanto fervor na educação das pessoas pela Lei de Deus. Aprendo muito ouvindo o seu programa e procuro que as pessoas à minha volta a escutem também. No entanto, eu preciso de alguns conselhos quanto a outras leis bÃblicas. Por exemplo, eu gostaria de vender a minha filha como serva, tal como nos é indicado no Livro do Êxodo, capÃtulo 21, versÃculo 7. Na sua opinião, qual seria o melhor preço? O LevÃtico também, no capÃtulo 25, versÃculo 44, ensina que posso possuir escravos, homens ou mulheres, na condição que eles sejam comprados em nações vizinhas. Um amigo meu afirma que isto é aplicável aos mexicanos, mas não aos canadianos. Poderia a senhora esclarecer-me sobre este ponto? Por que é que eu não posso possuir escravos canadianos?
Tenho um vizinho que trabalha ao sábado. O Livro do Êxodo, capÃtulo 25, versÃculo 2, diz claramente que ele deve ser condenado à morte. Sou obrigado a matá-lo eu mesmo? Poderia a senhora sossegar-me de alguma forma neste tipo de situação constrangedora?
Outra coisa: o LevÃtico, capÃtulo 21, versÃculo 18, diz que não podemos aproximar-nos do altar de Deus se tivermos problemas de visão. Eu preciso de óculos para ler. A minha acuidade visual teria de ser de 100%? Seria possÃvel rever esta exigência no sentido de baixarem o limite?
Um último conselho. O meu tio não respeita o que diz o LevÃtico, capÃtulo19, versÃculo 19, plantando dois tipos de culturas diferentes
no mesmo campo, da mesma forma que a sua esposa usa roupas feitas de diferentes tecidos: algodão e polyester. Além disso, ele passa os seus dias a maldizer e a blasfemar. Será necessário ir até ao fim do processo embaraçoso que é reunir todos os habitantes da aldeia para lapidar o meu tio e a minha tia como prescrito no LevÃtico, capÃtulo 24, versÃculos 10 a 16? Não se poderia antes queimá-los vivos após uma simples reunião familiar privada, como se faz com aqueles que dormem com parentes próximos, tal como aparece indicado no livro sagrado, capÃtulo 20, versÃculo 14?
Confio plenamente na sua ajuda.
quarta-feira, junho 30, 2004
Não podemos papar tudo o que nos aparece à frente
Sem cair em tentação, os últimos acontecimentos polÃticos em Portugal são propÃcios a clivagens ou ao reforço das mesmas. A saÃda brusca, mas não súbita, de Durão Barroso foi o corolário de uma forma de estar e de fazer polÃtica que, em muito faz de Durão Barroso, seu representante e mestre. Não se pode deixar de evidenciar que, Durão Barroso, apesar de ter sido a 4ª escolha para o cargo que irá assumir, não deixou de se insuflar e de ver esta nomeação como a oportunidade de se ver livre de um governo que o iria crucificar, por mera retaliação, pelo que este tem vindo a fazer ao paÃs. Não se pode esquecer do discurso de posse do ex-primeiro-ministro que disse que o paÃs estava de tanga e que reforçou a necessidade de reformas, que não se viram, por via do facto do PaÃs estar de tanga.
Quando se apela à Esquerda unida para fazer frente à suposta hÃpotese de nomear Pedro Santana Lopes, é importante referir que, a Esquerda, sempre teve unida no propósito de fazer valer os direitos e as garantias dos cidadãos na Democracia, enferma que temos no nosso paÃs, mas que existe e quer-se mais forte. As formas e os propósitos, de cada um dos partidos de esquerda podem divergir entre si mas, convergem determinantemente na busca, incessante, da democracia plena em que o diálogo e o escutar as apreensões do povo são determinantes práticas das polÃticas desses partidos. Mas, como disse já, é necessário não cair em clivagens latentes por diferenças polÃticas, que são óbvias, mas que no fundo pretendem, ou deveriam, atingir a prosperidade e segurança de uma sociedade livre e Democrática, esquerda ou direita. Digo isto apenas porque na Direita, apesar de raros,existem exemplos de democracia como é exemplo Freitas do Amaral ( vide carta aberta publicada no jornal Público de 28/06/2004).
As eleições antecipadas são o espectro mais que provável para o futuro polÃtico em Portugal, resta saber se serão em Setembro, Outubro ou Novembro. No entanto, é importante referir que as eleições antecipadas não são a única novidade. Enquanto nos digladiamos entre aqueles que pretendem permanecer nos seus cargos e os outros que pretendem a democracia plena em acção, o Sr. Durão Barroso, deixou-nos um legado que se vai repercutir no futuro e que trará profundos inconvenientes ao nosso futuro e ao futuro da Europa. A nova Constituição Europeia, já assinada e rectificada pelo Governo em Salónica, vai trazer uma forma de condução polÃtica impregnada nos ideais da Direita Conservadora Cristã por via de dois factos. O primeiro tem a ver com a rectificação que o Governo, ou melhor, ex-governo, fez do tratado que rectificou o texto da Constituição, e, em segundo lugar, o facto de termos, actualmente, uma maioria no Parlamento Europeu do Partido Popular Europeu. Não é necessário uma análise muito aturada para compreender que, através do que foi a reunião da NATO em Istambul, a polÃtica externa europeia, fundamentada e apoiada na Nova Constituição, vai privilegiar o combate ao terrorismo sob as premissas que têm vindo a conduzir o conflito no Iraque, ou seja, mesmo que no seio da Europa possam surgir vozes contra um conflito análogo ao do Iraque, os paÃses europeus que pretenderem, mesmo assim, violar os princÃpios que deverão nortear a nova Europa, e a Democracia em geral, bem como o Direito Internacional, podem-no fazer porque dispõem do direito a veto de decisões que digam respeito à polÃtica externa de cada um dos paÃses membros. Mais, Portugal, apesar de ter uma Lei que penaliza o Aborto, nunca poderá ver essa Lei contrariada por via do facto de que a Nova Constituição prevê que cada Estado Membro tenha o direito de reservar a sua legislação para o respeito dos seus usos e costumes, e após a assinatura da Concordata com o Vaticano, pode-se adivinhar que os usos e os costumes em Portugal, em matéria da despenalização do aborto, são católicos, ortodoxos e violadores de princÃpios básicos da liberdade e do Estado de Direito.
Esta será a primeira de várias rubricas onde procurarei explanar os prós e os contras de uma Constituição que irá a referendo sem que tenha havido qualquer tipo de debate para a organização dos princÃpios básicos que irão nortear uma tão necessária e imprescindÃvel Constituição Europeia. Por último, resta-me referir que apenas 30% da população portuguesa se afirma como sendo católica praticante, porque os restantes, divididos por outras confissões religiosas, são ao que parece católicos culturais. Não me vejo numa missa católica como quem vai a uma peça de teatro mas enfim.
Quando se apela à Esquerda unida para fazer frente à suposta hÃpotese de nomear Pedro Santana Lopes, é importante referir que, a Esquerda, sempre teve unida no propósito de fazer valer os direitos e as garantias dos cidadãos na Democracia, enferma que temos no nosso paÃs, mas que existe e quer-se mais forte. As formas e os propósitos, de cada um dos partidos de esquerda podem divergir entre si mas, convergem determinantemente na busca, incessante, da democracia plena em que o diálogo e o escutar as apreensões do povo são determinantes práticas das polÃticas desses partidos. Mas, como disse já, é necessário não cair em clivagens latentes por diferenças polÃticas, que são óbvias, mas que no fundo pretendem, ou deveriam, atingir a prosperidade e segurança de uma sociedade livre e Democrática, esquerda ou direita. Digo isto apenas porque na Direita, apesar de raros,existem exemplos de democracia como é exemplo Freitas do Amaral ( vide carta aberta publicada no jornal Público de 28/06/2004).
As eleições antecipadas são o espectro mais que provável para o futuro polÃtico em Portugal, resta saber se serão em Setembro, Outubro ou Novembro. No entanto, é importante referir que as eleições antecipadas não são a única novidade. Enquanto nos digladiamos entre aqueles que pretendem permanecer nos seus cargos e os outros que pretendem a democracia plena em acção, o Sr. Durão Barroso, deixou-nos um legado que se vai repercutir no futuro e que trará profundos inconvenientes ao nosso futuro e ao futuro da Europa. A nova Constituição Europeia, já assinada e rectificada pelo Governo em Salónica, vai trazer uma forma de condução polÃtica impregnada nos ideais da Direita Conservadora Cristã por via de dois factos. O primeiro tem a ver com a rectificação que o Governo, ou melhor, ex-governo, fez do tratado que rectificou o texto da Constituição, e, em segundo lugar, o facto de termos, actualmente, uma maioria no Parlamento Europeu do Partido Popular Europeu. Não é necessário uma análise muito aturada para compreender que, através do que foi a reunião da NATO em Istambul, a polÃtica externa europeia, fundamentada e apoiada na Nova Constituição, vai privilegiar o combate ao terrorismo sob as premissas que têm vindo a conduzir o conflito no Iraque, ou seja, mesmo que no seio da Europa possam surgir vozes contra um conflito análogo ao do Iraque, os paÃses europeus que pretenderem, mesmo assim, violar os princÃpios que deverão nortear a nova Europa, e a Democracia em geral, bem como o Direito Internacional, podem-no fazer porque dispõem do direito a veto de decisões que digam respeito à polÃtica externa de cada um dos paÃses membros. Mais, Portugal, apesar de ter uma Lei que penaliza o Aborto, nunca poderá ver essa Lei contrariada por via do facto de que a Nova Constituição prevê que cada Estado Membro tenha o direito de reservar a sua legislação para o respeito dos seus usos e costumes, e após a assinatura da Concordata com o Vaticano, pode-se adivinhar que os usos e os costumes em Portugal, em matéria da despenalização do aborto, são católicos, ortodoxos e violadores de princÃpios básicos da liberdade e do Estado de Direito.
Esta será a primeira de várias rubricas onde procurarei explanar os prós e os contras de uma Constituição que irá a referendo sem que tenha havido qualquer tipo de debate para a organização dos princÃpios básicos que irão nortear uma tão necessária e imprescindÃvel Constituição Europeia. Por último, resta-me referir que apenas 30% da população portuguesa se afirma como sendo católica praticante, porque os restantes, divididos por outras confissões religiosas, são ao que parece católicos culturais. Não me vejo numa missa católica como quem vai a uma peça de teatro mas enfim.
terça-feira, junho 29, 2004
A verdadeira história da nomeação do presidente da União Europeia
Por detrás de cada acontecimento há sempre um lado secreto. Desta feita, a escolha do candidato perfeito para a presidência da União Europeia não foi excepção.
Fontes seguras em Bruxelas revelaram-me uma história inquietante envolvendo dois candidatos presidências em que um dos candidatos foi preferido em detrimento de outro, por motivos que eu classifico como sendo, no mÃnimo, injustos. Estamos nada mais, nada menos do que a falar de Durão Barroso e Elmer Fudd.
Aqui vamos revelar os relatórios de ambos candidatos, e ler com espanto, a quantidade de injustiças perpetradas ao tão nobre candidato, Elmer Fudd, para benefÃcio explÃcito e descarado de Durão Barroso. Ora eis o relatório elaborado sobre ambos os candidatos traduzido para português.
Candidato Presidencial número um:
Nome: Durão Barroso
Background PolÃtico: Activista do PCTP-MRPP enquanto jovem, lambe botas mais tarde num partido indefinido entre o que der mais votos, esquerda ou direita.
Qualidades IntrÃnsecas: Faz de ludibriar uma arte, tem o condão de desaparecer quando a situação está muito perigosa crê-se que seja o Houdini do século XXI. Tem uma predilecção especial pelo poder e é bem comportado. Faz tudo o que lhe mandarem e é obediente como um cão.
Ponto negativos: Quando mente tremelica do olho esquerdo, tem a tendência de agravar as asneiras que faz quando as tenta explicar. Consegue manter um discurso durante horas sem adiantar absolutamente nada, qual condor a circular sobre a carcaça.
Candidato Número dois
Nome: Elmer Fudd
Background PolÃtico : Que se saiba não possui qualquer historial polÃtico definido e deliberado. Participou em algumas curtas-metragens norte Americanas durante a Segunda Grande Guerra.
Qualidades intrÃnsecas: A tenacidade e o espÃrito de luta são o seu cartão de visita. Ã� mais de sessenta anos que persegue o mesmo Coelho sem desistir, apesar dos seus confrontos com o referido Coelho serem sempre bastante duros e explosivos.
Pontos menos positivos: Não se lhe conhece qualquer tipo de orientação polÃtica senão a orientação dos indivÃduos que, ocasionalmente, o desenham, pelo que, os intermediários aqui poderão constituir um problema sério. A sua fixação pela perseguição a aquele coelho poderá trazer alguns problemas. Apesar de ser muito fácil convencê-lo que o coelho não existe, existindo sim um outro coelhinho chamado terrorismo, é de crer que Elmer Fudd ficaria tão fixado pelo coelho, ou melhor, no terrorismo, que poderia querê-lo só para ele. Queremos um cãozinho de caça que abata a presa e a traga, a abanar o rabo, à espera de uma mÃsera recompensa.
Analisados os perfis dos dois candidatos eis o que escreveram e a decisão que tomaram.
“…è a nossa convicção que o candidato Durão Barroso seja o candidato perfeito para o cargo por um motivo, forte no nosso ver, e que determinou a nossa decisão. Durão Barroso, ao contrário de Elmer Fudd, não quer o Coelho só para ele. Motiva-se apenas com a noção vaga de poder e é mais fácil de manipular comparativamente com Elmer Fudd que necessita de um batalhão de desenhadores para meter o boneco a discursar. Assim escolhemos o boneco Durão Barroso por ser mais obediente e economicamente mais viável, enquanto a tecnologia dos cartoons não trouxer uma solução economicamente mais viável…�
Ora como a vós, também a mim me chocou tamanha injustiça perpetrada contra tão nobre e simpática personagem como é Elmer Fudd. Como tal, movi-me do propósito de fazer aqui um petição a favor de Elmer Fudd, intitulada:
Elmer Fudd to the Presidency or burst !
Conto com o vosso apoio para uma possÃvel candidatura, de última hora, de um candidato que fará de certeza absoluta melhor figura que Durão Barroso.
I´ll be the puésident!!
That´s all folks!!
Fontes seguras em Bruxelas revelaram-me uma história inquietante envolvendo dois candidatos presidências em que um dos candidatos foi preferido em detrimento de outro, por motivos que eu classifico como sendo, no mÃnimo, injustos. Estamos nada mais, nada menos do que a falar de Durão Barroso e Elmer Fudd.
Aqui vamos revelar os relatórios de ambos candidatos, e ler com espanto, a quantidade de injustiças perpetradas ao tão nobre candidato, Elmer Fudd, para benefÃcio explÃcito e descarado de Durão Barroso. Ora eis o relatório elaborado sobre ambos os candidatos traduzido para português.
Candidato Presidencial número um:
Nome: Durão Barroso
Background PolÃtico: Activista do PCTP-MRPP enquanto jovem, lambe botas mais tarde num partido indefinido entre o que der mais votos, esquerda ou direita.
Qualidades IntrÃnsecas: Faz de ludibriar uma arte, tem o condão de desaparecer quando a situação está muito perigosa crê-se que seja o Houdini do século XXI. Tem uma predilecção especial pelo poder e é bem comportado. Faz tudo o que lhe mandarem e é obediente como um cão.
Ponto negativos: Quando mente tremelica do olho esquerdo, tem a tendência de agravar as asneiras que faz quando as tenta explicar. Consegue manter um discurso durante horas sem adiantar absolutamente nada, qual condor a circular sobre a carcaça.
Candidato Número dois
Nome: Elmer Fudd
Background PolÃtico : Que se saiba não possui qualquer historial polÃtico definido e deliberado. Participou em algumas curtas-metragens norte Americanas durante a Segunda Grande Guerra.
Qualidades intrÃnsecas: A tenacidade e o espÃrito de luta são o seu cartão de visita. Ã� mais de sessenta anos que persegue o mesmo Coelho sem desistir, apesar dos seus confrontos com o referido Coelho serem sempre bastante duros e explosivos.
Pontos menos positivos: Não se lhe conhece qualquer tipo de orientação polÃtica senão a orientação dos indivÃduos que, ocasionalmente, o desenham, pelo que, os intermediários aqui poderão constituir um problema sério. A sua fixação pela perseguição a aquele coelho poderá trazer alguns problemas. Apesar de ser muito fácil convencê-lo que o coelho não existe, existindo sim um outro coelhinho chamado terrorismo, é de crer que Elmer Fudd ficaria tão fixado pelo coelho, ou melhor, no terrorismo, que poderia querê-lo só para ele. Queremos um cãozinho de caça que abata a presa e a traga, a abanar o rabo, à espera de uma mÃsera recompensa.
Analisados os perfis dos dois candidatos eis o que escreveram e a decisão que tomaram.
“…è a nossa convicção que o candidato Durão Barroso seja o candidato perfeito para o cargo por um motivo, forte no nosso ver, e que determinou a nossa decisão. Durão Barroso, ao contrário de Elmer Fudd, não quer o Coelho só para ele. Motiva-se apenas com a noção vaga de poder e é mais fácil de manipular comparativamente com Elmer Fudd que necessita de um batalhão de desenhadores para meter o boneco a discursar. Assim escolhemos o boneco Durão Barroso por ser mais obediente e economicamente mais viável, enquanto a tecnologia dos cartoons não trouxer uma solução economicamente mais viável…�
Ora como a vós, também a mim me chocou tamanha injustiça perpetrada contra tão nobre e simpática personagem como é Elmer Fudd. Como tal, movi-me do propósito de fazer aqui um petição a favor de Elmer Fudd, intitulada:
Elmer Fudd to the Presidency or burst !
Conto com o vosso apoio para uma possÃvel candidatura, de última hora, de um candidato que fará de certeza absoluta melhor figura que Durão Barroso.
I´ll be the puésident!!
That´s all folks!!
segunda-feira, junho 28, 2004
Democracy in action
Em tempos, a quando das eleições europeias, carpimos as mágoas de um povo que não participou, que se esqueceu dos seus deveres e não direitos como alguns pensam, e que deixou Portugal com a infame cifra de 62% de abstenção. Contudo, os últimos desenvolvimentos, originados por este furacão polÃtico do gracejar dos partidos populares ao oferecer um brinquedo, chamado poder, a uma criança ávida de brincadeira, trouxeram uma instabilidade no PaÃs com divisões entre aqueles que pensam de uma forma democrática, propondo eleições antecipadas, pois afinal ainda nos é garantido escolher o nosso Primeiro-Ministro, até ver, e os outros que pensam que o universo de escolhas polÃticas se restringe a um partido e uma muleta inexpressiva coligada.
Não pude deixar de ficar contente pela demonstração, ontem em frente ao palácio de São Bento, de cerca de 2500 pessoas manifestando-se contra a nomeação, hierárquica, de Santana Lopes como Primeiro-Ministro. Claro que essas pessoas chegaram lá, supostamente por SMS anónimos e não intencionados, enviados por milhares de pessoas que convocaram uma autêntica “corrente de forçaâ€�. Claro que alguém esteve por detrás desta corrente de força mas o que importa afinal é que moveu as pessoas e não apenas as pessoas das bandeirinhas e dos discursos doutrinados deste ou daquele partido. Foi uma manifestação democrática no verdadeiro sentido, ao contrário das manifestações espontâneas convocadas por um lÃder qualquer de uma juventude partidária de coligação que, de Democracia nada sabe mas também como não saiu ainda dos cueirinhos não se pode levar a mal.
Entretanto, no próprio partido PSD, as peças do xadrez movimentam-se freneticamente de forma a garantir que velhas rivalidades internas e poleiros não caÃam em mãos alheias. A ministra Ferreira Leite afirma que é imprescindÃvel a convocação de um congresso extraordinário para eleger o sucessor natural de Durão Barroso. Pois como se de uma monarquia se tratasse, estamos em pulgas para saber qual será o próximo Rei Laranja, sendo sincero, em pulgas não estou, estou sim a tentar ser irónico pois não creio que ainda seja possÃvel nomear um primeiro-ministro através de um congresso mas, desde que vi um porco a andar de bicicleta, hoje em dia acredito em tudo.
La piéce de resistence, Sampaio, será que vai ter the balls para convocar, sendo a mais lógica ideia de todas as lógicas possÃveis, eleições antecipadas? Eu já vos contei a história do porco e da bicicleta não já?
Não pude deixar de ficar contente pela demonstração, ontem em frente ao palácio de São Bento, de cerca de 2500 pessoas manifestando-se contra a nomeação, hierárquica, de Santana Lopes como Primeiro-Ministro. Claro que essas pessoas chegaram lá, supostamente por SMS anónimos e não intencionados, enviados por milhares de pessoas que convocaram uma autêntica “corrente de forçaâ€�. Claro que alguém esteve por detrás desta corrente de força mas o que importa afinal é que moveu as pessoas e não apenas as pessoas das bandeirinhas e dos discursos doutrinados deste ou daquele partido. Foi uma manifestação democrática no verdadeiro sentido, ao contrário das manifestações espontâneas convocadas por um lÃder qualquer de uma juventude partidária de coligação que, de Democracia nada sabe mas também como não saiu ainda dos cueirinhos não se pode levar a mal.
Entretanto, no próprio partido PSD, as peças do xadrez movimentam-se freneticamente de forma a garantir que velhas rivalidades internas e poleiros não caÃam em mãos alheias. A ministra Ferreira Leite afirma que é imprescindÃvel a convocação de um congresso extraordinário para eleger o sucessor natural de Durão Barroso. Pois como se de uma monarquia se tratasse, estamos em pulgas para saber qual será o próximo Rei Laranja, sendo sincero, em pulgas não estou, estou sim a tentar ser irónico pois não creio que ainda seja possÃvel nomear um primeiro-ministro através de um congresso mas, desde que vi um porco a andar de bicicleta, hoje em dia acredito em tudo.
La piéce de resistence, Sampaio, será que vai ter the balls para convocar, sendo a mais lógica ideia de todas as lógicas possÃveis, eleições antecipadas? Eu já vos contei a história do porco e da bicicleta não já?
sábado, junho 26, 2004
Campeonato da Europa afinal não é cá em Portugal
O Tratado de Salónica, do qual foi obreiro o Sr. D´Estaign, resultou, espantosamente, numa Constituição Europeia a referendar em Janeiro próximo pelos Europeus. È importante referir antes que tudo que, nunca uma conferência de ministros de vários paÃses aprovou, ou atribuà legitimidade à criação, de uma Nova Constituição, sem a consulta prévia dos parlamentos nacionais que esses ministros representam, ou seja, o Povo. O que se passa neste momento é, sem margem para dúvidas, a imposição de uma Constituição Europeia que terá poder supremo sobre várias matérias a que a legislação de cada estado membro diz respeito, aparentemente. Até aqui nada de novo, pois este é o caminho que a Europa terá que ter se, de uma vez por todas, pretender realmente passar de um projecto para uma realidade concreta e unÃssona. No entanto, temos que realçar vários aspectos, não somente acerca da Constituição em si mas também acerca da vontade, ou não, por parte dos europeus, de terem uma Constituição e, querendo-a, em que moldes e nem em que áreas deverá esta incidir. Não nos estamos a inteirar, nem a perspectivar correctamente, o que é, nem porque foi, criada esta Constituição Europeia e muito menos por quem, ou melhor até sabemos, mas vamos fingir que não nos apercebemos que os governos de Direita pró Norte-Americanos, derrotados nas últimas eleições, estão a ver o poleiro a fugir-lhes não tarda muito.
As últimas eleições europeias e as alterações no xadrez polÃtico que estas irão introduzir no futuro mais próximo, entenda-se uma viragem generalizada à esquerda, precipitaram fortemente a criação de uma Constituição que, nada mais é do que uma boa intenção e uma pratica insuficiente como têem vindo a ser os sucessivos Tratados.
Quando a Inglaterra afirma que rectifica o tratado desde que não haja, por parte da união europeia, interferência nos assuntos de polÃtica monetária (querem ficar fora do Euro definitivamente, não basta já em futebol, querem também na moeda), defesa ( tem que ser alimentada a guerra no Iraque senão a BP deixa de financiar os partidos polÃticos ingleses) e negócios estrangeiros, e quando, paÃses como a França, a Alemanha e a Espanha procuram cimentar as suas posições através da alteração da regra dos 60% para 55% de representatividade para promulgação de normas comunitárias tornando, desta forma, mais fácil a rectificação de normas pelos vários eixos amigos dos quais os paÃses mais pequenos são peanuts. Nada de bom se deixa antever para o futuro da Comunidade Europeia. Ora, se o maior problema, gerado nos últimos tempos, na União Europeia, foi a separação de vários paÃses devido à questão do Iraque, agora, a sua vida está mais facilitada e, consequentemente, os seus programas e indústrias militares também, quando quaisquer resoluções, emitidas pela União Europeia, forem contrárias à s intenções de certos paÃses em violarem o Direito Internacional e todas as convenções internacionais, poderem ser ignoradas sem qualquer espécie de sancionamento por parte da União pois, a Constituição Europeia prevê que as polÃticas de defesa e negócios estrangeiros de cada estado membro sejam sempre respeitadas.
Apesar de haver muito a dizer acerca desta “Constituição� Europeia, não se pretende tornar o Raminhos num livro sobre a Constituição Europeia, mas sim um local de debate de vários aspectos da Constituição Europeia, pelo que, e será aqui no raminhos dito, em vários posts, o que significa, e também, o que implica, esta Constituição Europeia.
Quanto a Portugal e ao seu primeiro-ministro, não será de esperar qualquer tipo de atitude digna senão a saÃda de Durão Barroso para ocupar o Cargo, a que foi convidado, até ver, de presidente da União Europeia. Só alguém como Durão Barroso, desprovido de espinha dorsal, aceitaria um cargo e, seria também escolhido, se não tivesse um apetite voraz como o dele pelo poder de qualquer maneira. Para mais a Coligação PSD/PP, desde que perdeu as eleições europeias, não tem, se fosse dirigida por pessoas com escrúpulos, condições para governar o paÃs, quanto mais rectificar um tratado na Europa já que não representa a maioria dos portugueses no Parlamento Europeu. Assim digo, Durão adeus ou vai-te embora e venham daà as eleições e o referendo para ser chumbado.
As últimas eleições europeias e as alterações no xadrez polÃtico que estas irão introduzir no futuro mais próximo, entenda-se uma viragem generalizada à esquerda, precipitaram fortemente a criação de uma Constituição que, nada mais é do que uma boa intenção e uma pratica insuficiente como têem vindo a ser os sucessivos Tratados.
Quando a Inglaterra afirma que rectifica o tratado desde que não haja, por parte da união europeia, interferência nos assuntos de polÃtica monetária (querem ficar fora do Euro definitivamente, não basta já em futebol, querem também na moeda), defesa ( tem que ser alimentada a guerra no Iraque senão a BP deixa de financiar os partidos polÃticos ingleses) e negócios estrangeiros, e quando, paÃses como a França, a Alemanha e a Espanha procuram cimentar as suas posições através da alteração da regra dos 60% para 55% de representatividade para promulgação de normas comunitárias tornando, desta forma, mais fácil a rectificação de normas pelos vários eixos amigos dos quais os paÃses mais pequenos são peanuts. Nada de bom se deixa antever para o futuro da Comunidade Europeia. Ora, se o maior problema, gerado nos últimos tempos, na União Europeia, foi a separação de vários paÃses devido à questão do Iraque, agora, a sua vida está mais facilitada e, consequentemente, os seus programas e indústrias militares também, quando quaisquer resoluções, emitidas pela União Europeia, forem contrárias à s intenções de certos paÃses em violarem o Direito Internacional e todas as convenções internacionais, poderem ser ignoradas sem qualquer espécie de sancionamento por parte da União pois, a Constituição Europeia prevê que as polÃticas de defesa e negócios estrangeiros de cada estado membro sejam sempre respeitadas.
Apesar de haver muito a dizer acerca desta “Constituição� Europeia, não se pretende tornar o Raminhos num livro sobre a Constituição Europeia, mas sim um local de debate de vários aspectos da Constituição Europeia, pelo que, e será aqui no raminhos dito, em vários posts, o que significa, e também, o que implica, esta Constituição Europeia.
Quanto a Portugal e ao seu primeiro-ministro, não será de esperar qualquer tipo de atitude digna senão a saÃda de Durão Barroso para ocupar o Cargo, a que foi convidado, até ver, de presidente da União Europeia. Só alguém como Durão Barroso, desprovido de espinha dorsal, aceitaria um cargo e, seria também escolhido, se não tivesse um apetite voraz como o dele pelo poder de qualquer maneira. Para mais a Coligação PSD/PP, desde que perdeu as eleições europeias, não tem, se fosse dirigida por pessoas com escrúpulos, condições para governar o paÃs, quanto mais rectificar um tratado na Europa já que não representa a maioria dos portugueses no Parlamento Europeu. Assim digo, Durão adeus ou vai-te embora e venham daà as eleições e o referendo para ser chumbado.
quarta-feira, junho 23, 2004
THE TEN THINGS I DISLIKE THE MOST ABOUT COMMON LIFE 5
Compras
Consegue-me tirar completamente do sério o simples acto de fazer compras. Nos hipermercados, onde hordas de pessoas invadem um espaço dispostas a conquistar tudo o que se mexer, sem tréguas e sem dó nem piedade, sou um pequeno monge, supostamente neutro, que tem que se deslocar, aos arrepelões, por entre essas hordas de gente que procuram consumir. É claro que hoje em dia ninguém se livra de ser consumista, nem quero ser mais papista que o Papa mas, vamos lá a ver as coisas como elas são, duas noites passadas ao relento para serem “presenteadosâ€� com um vale desconto de 100 € num superfÃcie comercial que vende pincha velhos não será um bocadinho demais? Nunca consegui entender o porquê de tanta gente fazer, dos centros comerciais, o seu local de lazer. È cansativo andar à s voltas por esses centros comerciais a cheirar a sanitário fresco e a pipocas, não se compra nada, até porque é demasiado caro e nem foi esse o propósito da visita, mas sonha-se com o que se vê na televisão.
As compras nas lojas de roupa são, por excelência, as mais sangrentas para o meu espÃrito de paz. Quando escolhemos uma peça de roupa, de cor amarelo mostarda, e perguntamos à amável moça, geralmente muito engraçadinha, como fica, a resposta fica sempre num: “ olhe que até fica bem!â€� ou “ é o seu estilo, a sua caraâ€� adoro fazer isto, o que me faz pensar se não serei masoquista até certo ponto. Pode ser evitada a tragédia, ou melhor, pode-se evitar o mal menor ao amavelmente recusar a ajuda solÃcita da moçoila que nos atende mas, quando chega a vez de ir provar a peça de roupa, quando voltas da cabine e te olhas ao espelho e vês que parece que vestiste uma serapilheira, volta de novo o : “ olhe que até fica bem!â€� ou “ é o seu estilo, a sua caraâ€�.
Na vida comum, o que me chateia até não é o simples acto de fazer compras, ou melhor, a minha relação com essa actividade tão necessária, note-se, quando realmente é necessária, mas sim todo o ambiente compulsivo-consumista da sociedade em que vivemos e em especial aqui em Portugal. No outro dia não pude deixar de evitar ouvir uma conversa entre dois casais em que um dos moçoilos dissera que iria acabar o contrato com a empresa porque esta iria fechar, e assim sendo, a situação iria ser difÃcil e todos os pormenores adjacentes a uma conversa cujo que o tema é o desemprego. Até aqui tudo bem, nada de invulgar na conversa, o pior veio depois, ou seja, quando o moçoilo que disse que iria perder o emprego se vira para o outro moçoilo e diz que tinha acabado de adquirir uma máquina foto gráfica digital de 400 e tal euros. Isto será normal?
No ano transacto as vendas de artigos de desejo ou luxo aumentaram cerca de 8,3% em relação ao ano anterior. O abandono escolar aumentou também por força do crescente aumento no nÃvel de desemprego. Portugal é o paÃs, dentro da Comunidade Europeia, com o maior número de telemóveis per capita. No entanto, não há 40 € para ir ao teatro, nem adquirir livros, nem viajar. São opções que se tomam na vida mas que na esmagadora maioria dos casos, em Portugal, é inconsciente, self-imposed, compulsiva, latente e acima de tudo, indiciadora de um défice enorme de cultura de um povo que votou tantas vezes em vários apaixonados pela educação.
As novelas mostram um engenheiro com uma criada interna e os três filhotes alegres entre o colégio, as aulas de equitação e as viagens, de estudo ao estrangeiro. A dona Alzira, algures no seu imaginário, pensa que realmente até pode ser assim e espera o próximo episódio, nos entretantos, vai ao hipermercado e vê aquilo que quer e que não quer, como qualquer manÃaco-depressivo faria, adquire, procura, sonha, dá escape à ansiedade e nada mais.
Consegue-me tirar completamente do sério o simples acto de fazer compras. Nos hipermercados, onde hordas de pessoas invadem um espaço dispostas a conquistar tudo o que se mexer, sem tréguas e sem dó nem piedade, sou um pequeno monge, supostamente neutro, que tem que se deslocar, aos arrepelões, por entre essas hordas de gente que procuram consumir. É claro que hoje em dia ninguém se livra de ser consumista, nem quero ser mais papista que o Papa mas, vamos lá a ver as coisas como elas são, duas noites passadas ao relento para serem “presenteadosâ€� com um vale desconto de 100 € num superfÃcie comercial que vende pincha velhos não será um bocadinho demais? Nunca consegui entender o porquê de tanta gente fazer, dos centros comerciais, o seu local de lazer. È cansativo andar à s voltas por esses centros comerciais a cheirar a sanitário fresco e a pipocas, não se compra nada, até porque é demasiado caro e nem foi esse o propósito da visita, mas sonha-se com o que se vê na televisão.
As compras nas lojas de roupa são, por excelência, as mais sangrentas para o meu espÃrito de paz. Quando escolhemos uma peça de roupa, de cor amarelo mostarda, e perguntamos à amável moça, geralmente muito engraçadinha, como fica, a resposta fica sempre num: “ olhe que até fica bem!â€� ou “ é o seu estilo, a sua caraâ€� adoro fazer isto, o que me faz pensar se não serei masoquista até certo ponto. Pode ser evitada a tragédia, ou melhor, pode-se evitar o mal menor ao amavelmente recusar a ajuda solÃcita da moçoila que nos atende mas, quando chega a vez de ir provar a peça de roupa, quando voltas da cabine e te olhas ao espelho e vês que parece que vestiste uma serapilheira, volta de novo o : “ olhe que até fica bem!â€� ou “ é o seu estilo, a sua caraâ€�.
Na vida comum, o que me chateia até não é o simples acto de fazer compras, ou melhor, a minha relação com essa actividade tão necessária, note-se, quando realmente é necessária, mas sim todo o ambiente compulsivo-consumista da sociedade em que vivemos e em especial aqui em Portugal. No outro dia não pude deixar de evitar ouvir uma conversa entre dois casais em que um dos moçoilos dissera que iria acabar o contrato com a empresa porque esta iria fechar, e assim sendo, a situação iria ser difÃcil e todos os pormenores adjacentes a uma conversa cujo que o tema é o desemprego. Até aqui tudo bem, nada de invulgar na conversa, o pior veio depois, ou seja, quando o moçoilo que disse que iria perder o emprego se vira para o outro moçoilo e diz que tinha acabado de adquirir uma máquina foto gráfica digital de 400 e tal euros. Isto será normal?
No ano transacto as vendas de artigos de desejo ou luxo aumentaram cerca de 8,3% em relação ao ano anterior. O abandono escolar aumentou também por força do crescente aumento no nÃvel de desemprego. Portugal é o paÃs, dentro da Comunidade Europeia, com o maior número de telemóveis per capita. No entanto, não há 40 € para ir ao teatro, nem adquirir livros, nem viajar. São opções que se tomam na vida mas que na esmagadora maioria dos casos, em Portugal, é inconsciente, self-imposed, compulsiva, latente e acima de tudo, indiciadora de um défice enorme de cultura de um povo que votou tantas vezes em vários apaixonados pela educação.
As novelas mostram um engenheiro com uma criada interna e os três filhotes alegres entre o colégio, as aulas de equitação e as viagens, de estudo ao estrangeiro. A dona Alzira, algures no seu imaginário, pensa que realmente até pode ser assim e espera o próximo episódio, nos entretantos, vai ao hipermercado e vê aquilo que quer e que não quer, como qualquer manÃaco-depressivo faria, adquire, procura, sonha, dá escape à ansiedade e nada mais.
terça-feira, junho 22, 2004
Toilet Phobia
Esta história é demais. Já ouvir falar de pessoas que sofrem de claustrofobia, aracnofobia e muitas outras fobias mas de casa de banho??? A história desta senhora sul-africana é demais e pôs-me pensar. Como é que ela faz quando tem necessidades fisiológicas?
Bom a Ã�frica do Sul tem muito mato mas esperem lá aÃ! nem tanto ao Mar nem tanto à Terra.
Bom a Ã�frica do Sul tem muito mato mas esperem lá aÃ! nem tanto ao Mar nem tanto à Terra.
O miúdo anda maluco!
O Cristiano Ronaldo anda com o gás todo. " contra a inglaterra é cair-lhes em cima e dar porrada" ganda maluco, até os comemos carago.
A experiência do elogio
- Pessoas como a menina são uma raridade na rua!
Quando o Sr. Carlos, de barba rija comprida e de olhar penetrante, sai do comboio e desce a avenida, carregado de sacos de mercadoria,com o seu sotaque à moda do Porto, vem sempre saber se queremos alguma coisa, a sua conversa favorita no harém, entre a tipica conversa do puerto , a selecçon e os morcões da sociedade. E lá vai vendendo umas camisolas e relógios,está com pouco trabalho mas incrivelmente feliz e fá-lo pelos seus filhos..
- Estou atarefada também, homem, não está a ver? Não estou a sorrir, o senhor está a ver? Vá-se embora!(diz o meu eco dentro de mim -espero que não se tenha ouvido...)
-A sério! pessoas como a menina, é uma raridade encontrar na rua!
Como disse? este elogio fez-me levantar a cabeça e não esconder o embaraço que me fez sentir, no meio de gargalhadas soltas dos colegas. Não gosto de elogios, elogios são vendas de palavras que ponho de parte numa arrecadação. Se calhar, ficava bem dizer um agradecimento, não mereço, nem encontro palavras.
-se calhar não devia sair mesmo à rua( ups, desta vez é que falei mesmo!- e sorri verdadeiramente)Agora é que lhe tenho de comprar um lenço com a bandeira de Portugal....
Mas mesmo sendo o sr. Carlos a dizer estas palavras, fico com uma estranha sensação, quando está a passar,
ai se ele cai, vai- se partir, meu coração, vai- se partir
que ouvi murmurar que sou unica, espécie rara na natureza, num estado passado. E o passado regressou no meio da saudade, tão rara e tão fatal.Ele vai partir....Alguém, sem saber o significado, procurou os defeitos e não as qualidades...isso é que eu ponho à experiência num elogio.
Meu coração, vai partir ao cair, ao ser esmagado por um elogio simples de um homem sem saber fez-me incrivelmente feliz, sem querer saber se a sinceridade é para aqui chamada. Vou estar saudosa por mais uns intantes, saborear o cheiro de lenço com a bandeira de Portugal.
Postado por Joaninha
Obrigado pelo contributo bem haja
Quando o Sr. Carlos, de barba rija comprida e de olhar penetrante, sai do comboio e desce a avenida, carregado de sacos de mercadoria,com o seu sotaque à moda do Porto, vem sempre saber se queremos alguma coisa, a sua conversa favorita no harém, entre a tipica conversa do puerto , a selecçon e os morcões da sociedade. E lá vai vendendo umas camisolas e relógios,está com pouco trabalho mas incrivelmente feliz e fá-lo pelos seus filhos..
- Estou atarefada também, homem, não está a ver? Não estou a sorrir, o senhor está a ver? Vá-se embora!(diz o meu eco dentro de mim -espero que não se tenha ouvido...)
-A sério! pessoas como a menina, é uma raridade encontrar na rua!
Como disse? este elogio fez-me levantar a cabeça e não esconder o embaraço que me fez sentir, no meio de gargalhadas soltas dos colegas. Não gosto de elogios, elogios são vendas de palavras que ponho de parte numa arrecadação. Se calhar, ficava bem dizer um agradecimento, não mereço, nem encontro palavras.
-se calhar não devia sair mesmo à rua( ups, desta vez é que falei mesmo!- e sorri verdadeiramente)Agora é que lhe tenho de comprar um lenço com a bandeira de Portugal....
Mas mesmo sendo o sr. Carlos a dizer estas palavras, fico com uma estranha sensação, quando está a passar,
ai se ele cai, vai- se partir, meu coração, vai- se partir
que ouvi murmurar que sou unica, espécie rara na natureza, num estado passado. E o passado regressou no meio da saudade, tão rara e tão fatal.Ele vai partir....Alguém, sem saber o significado, procurou os defeitos e não as qualidades...isso é que eu ponho à experiência num elogio.
Meu coração, vai partir ao cair, ao ser esmagado por um elogio simples de um homem sem saber fez-me incrivelmente feliz, sem querer saber se a sinceridade é para aqui chamada. Vou estar saudosa por mais uns intantes, saborear o cheiro de lenço com a bandeira de Portugal.
Postado por Joaninha
Obrigado pelo contributo bem haja
Oferece-se
Oferece-se uma gripe a quem provar estima-la bem. Como bónus ofereco também uma sinusite.
Grrr.....ó gripe vai-te embora!!!
Grrr.....ó gripe vai-te embora!!!
TEN THINGS I DISLIKE THE MOST ABOUT COMMON LIFE 4
A intolerância definida como a incapacidade para compreender o mundo mediante a perspectiva dos outros, é uma caracterÃstica ou traço de personalidade que me constrange gravemente na minha relação inter pares. Por vezes não consigo lidar com essas situações que, por tentativa minha, procuro sempre ultrapassar com a tolerância e a tentativa de partilha de pensamentos e opiniões, esmagada quase sempre pela latente e galopante intolerância.
Vivemos hoje numa sociedade em que a informação é veiculada facilmente de uma forma rápida e acessÃvel. Vivemos o dia, a hora, o minuto, consumimos a informação, moldamos a informação, digerimos a informação, é-nos servida em doses de agradável aspecto diariamente, mexemos entre o lixo informativo que nos é bombardeado incessantemente pelos canais de informação mediática. Procuramos e cuidamos a linguagem, os mecanismos linguÃsticos, tossicamos a informação que jorra pelos canais. E no fim, o que nos resta? Frases enigmáticas sintomáticas de uma congestão colectiva de informação desgarrada.
“ Eu cá não tenho problemas nenhuns com os pretos, até há gajos fixes que são pretos, é pena andarem aà a roubar.�
“ Eu não me importava nada de andar com uma africana casar é que não.�
Assusto-me por vezes com o radicalismo, que passou já pela retina ao ler tão graves palavras mas, há que discutir conceitos, trocar ideias, pensamentos, aprender a ver o mundo na perspectiva dos outros, por mais que não seja para reforçar solidamente a nossa visão.
Serei puro de intolerância?
Resposta: Vi um documentário acerca da situação económica da Argentina algum tempo atrás. Pensei ter uma conceitualização segura do que é a pobreza e do que isso envolve, e consequentemente, as ideias para a sociedade onde estou inserido beberam dessa conceitualização e moldaram o meu pensamento sobre o que está errado. No entanto, e enquanto via esse documentário, a conceitualização que eu trazia de um pobre, mudou. Ingenuidade talvez, mas a ideia que tinha de um pobre é alguém que vive numa barraca, veste mal, anda a pé e não de carro. Nesse documentário apercebi-me de uma conceitualização nova acerca da pobreza. Vivem 170 famÃlias na lixeira de Buenos Aires, o seu sustento depende do camião que traz o lixo da cidade de Buenos Aires. Vivem entre o lixo, comem o lixo, brincam no lixo, amam-se no lixo e morrem no lixo. Depois disto imaginei todas as conversas que tive e que poderia ter acerca da pobreza e apercebi-me que, por momentos na minha vida, fui intolerante agarrei as minhas ideias como as mais válidas, os meus conceitos como insuperáveis ou quase, pensei que tinha uma noção concreta de pobreza e não a tinha. Desde então, procuro transmitir o que sei, beber dos outros o que não sei e partilhar e tentar ver o mundo na perspectiva dos outros. Umas vezes aprendi outras reforcei as minhas ideias.
Vivemos hoje numa sociedade em que a informação é veiculada facilmente de uma forma rápida e acessÃvel. Vivemos o dia, a hora, o minuto, consumimos a informação, moldamos a informação, digerimos a informação, é-nos servida em doses de agradável aspecto diariamente, mexemos entre o lixo informativo que nos é bombardeado incessantemente pelos canais de informação mediática. Procuramos e cuidamos a linguagem, os mecanismos linguÃsticos, tossicamos a informação que jorra pelos canais. E no fim, o que nos resta? Frases enigmáticas sintomáticas de uma congestão colectiva de informação desgarrada.
“ Eu cá não tenho problemas nenhuns com os pretos, até há gajos fixes que são pretos, é pena andarem aà a roubar.�
“ Eu não me importava nada de andar com uma africana casar é que não.�
Assusto-me por vezes com o radicalismo, que passou já pela retina ao ler tão graves palavras mas, há que discutir conceitos, trocar ideias, pensamentos, aprender a ver o mundo na perspectiva dos outros, por mais que não seja para reforçar solidamente a nossa visão.
Serei puro de intolerância?
Resposta: Vi um documentário acerca da situação económica da Argentina algum tempo atrás. Pensei ter uma conceitualização segura do que é a pobreza e do que isso envolve, e consequentemente, as ideias para a sociedade onde estou inserido beberam dessa conceitualização e moldaram o meu pensamento sobre o que está errado. No entanto, e enquanto via esse documentário, a conceitualização que eu trazia de um pobre, mudou. Ingenuidade talvez, mas a ideia que tinha de um pobre é alguém que vive numa barraca, veste mal, anda a pé e não de carro. Nesse documentário apercebi-me de uma conceitualização nova acerca da pobreza. Vivem 170 famÃlias na lixeira de Buenos Aires, o seu sustento depende do camião que traz o lixo da cidade de Buenos Aires. Vivem entre o lixo, comem o lixo, brincam no lixo, amam-se no lixo e morrem no lixo. Depois disto imaginei todas as conversas que tive e que poderia ter acerca da pobreza e apercebi-me que, por momentos na minha vida, fui intolerante agarrei as minhas ideias como as mais válidas, os meus conceitos como insuperáveis ou quase, pensei que tinha uma noção concreta de pobreza e não a tinha. Desde então, procuro transmitir o que sei, beber dos outros o que não sei e partilhar e tentar ver o mundo na perspectiva dos outros. Umas vezes aprendi outras reforcei as minhas ideias.
segunda-feira, junho 21, 2004
A Espanha de Zapatero
Se no passado domingo, a Espanha, perdeu desportivamente com Portugal, avizinha-se uma vitória para a Espanha no campo dos direitos humanos se o PM espanhol, o sr. Zapatero, levar avante o projecto Lei que visa alterar a Lei da Adopção e do casamento entre casais homossexuais. Se assim for, em Espanha, será possÃvel realizar casamentos entre casais homossexuais, ao passo que, em Portugal, como na questão do aborto, continuamos a enterrar a cabeça na areia e a levar com que concidadãos nossos vejam negados direitos fundamentais de qualquer estado de direito.
O que é positivo é que espanha é já aqui ao lado. É o mal menor.
O Papa, como não podia deixar de ser, insurgiu-se contra a ideia.
O que é positivo é que espanha é já aqui ao lado. É o mal menor.
O Papa, como não podia deixar de ser, insurgiu-se contra a ideia.
THE TEN THINGS I DISLIKE THE MOST ABOUT COMMON LIFE 3
Não suporto a incompetência. Não saber fazer as tarefas que nos são destinadas, sejam elas quais forem, e independentemente do contexto, é humano e perdoável quando se parte do princÃpio de que não se nasce ensinado mas que se quer aprender.
Uma vez trabalhei numa firma onde tinha uma colega, de trabalho, que para além de não ver um boi daquilo que fazia, era do estilo pulo de coelho. Para quem é desconhecedor do estilo pulo de coelho, imaginem alguém que passa o dia inteiro a coçar a micose e que, quando se cruza com os superiores hierárquicos, desata a saltitar imprimindo um ar frenético de quem tem muito que fazer e que faz sempre tudo a horas, mas é tudo mentira é claro. Depois há sempre o colega que, pelo qual nutrimos muita pouca simpatia, mas que, ele, pensa o contrário, chagando a cabeça o dia inteiro até que, por um ataque de nervos, perdes o amor ao salário e enfias uma cabeçada. Bom não é necessário tanto, basta que peças uma transferência para Marte, ou que, por mistério, o cabo dos travões do carro da melga que trabalha contigo apareça um dia cortado.
Passo-me por vezes com os incompetentes por terem um padrão comportamental absolutamente esgotante psicologicamente para quem os tem que aturar. È que, geralmente, esses indivÃduos, fazem a mesma pergunta mais de quatro ou cinco vezes ao dia, e tu, esclareces as dúvidas, da melhor forma possÃvel, e das cem ou duzentas vezes que lhes explicas seja o que for ficas com a clara e nÃtida sensação de que estás a falar para o boneco.
Uma vez trabalhei numa firma onde tinha uma colega, de trabalho, que para além de não ver um boi daquilo que fazia, era do estilo pulo de coelho. Para quem é desconhecedor do estilo pulo de coelho, imaginem alguém que passa o dia inteiro a coçar a micose e que, quando se cruza com os superiores hierárquicos, desata a saltitar imprimindo um ar frenético de quem tem muito que fazer e que faz sempre tudo a horas, mas é tudo mentira é claro. Depois há sempre o colega que, pelo qual nutrimos muita pouca simpatia, mas que, ele, pensa o contrário, chagando a cabeça o dia inteiro até que, por um ataque de nervos, perdes o amor ao salário e enfias uma cabeçada. Bom não é necessário tanto, basta que peças uma transferência para Marte, ou que, por mistério, o cabo dos travões do carro da melga que trabalha contigo apareça um dia cortado.
Passo-me por vezes com os incompetentes por terem um padrão comportamental absolutamente esgotante psicologicamente para quem os tem que aturar. È que, geralmente, esses indivÃduos, fazem a mesma pergunta mais de quatro ou cinco vezes ao dia, e tu, esclareces as dúvidas, da melhor forma possÃvel, e das cem ou duzentas vezes que lhes explicas seja o que for ficas com a clara e nÃtida sensação de que estás a falar para o boneco.
Una piedra en el cuello
Foi assim que os jornalistas espanhóis retrataram o logro que foi, mais uma vez, a presença da selecção espanhola em competições internacionais. Nós por cá, andámos por aà a festejar, pela noite a dentro, depois de fartarmo-nos de dizer que iriamos perder o jogo porque a Espanha é isto e aquilo e assado. O futebol puxa o mais animalesco que há em nós, depressa o branco deixa de ser branco e o azul deixa de ser azul tudo está bem porque ganhámos. Qualquer das vias, pela atitude arrogante da imprensa espanhola e de alguns jogadores e pela atitude positiva dos nossos jogadores, estamos de parabéns por termos conseguido chegar aos quartos de finais do Euro 2004.
ò casillas desculpa lá dizer isto, até porque és um grande guarda-redes, mas, ora toma lá e vai buscar!!Incha cavalinho ehehehe
ò casillas desculpa lá dizer isto, até porque és um grande guarda-redes, mas, ora toma lá e vai buscar!!Incha cavalinho ehehehe
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